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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DE UMA DAS

VARAS CÍVEIS DA COMARCA DE São Luís – MA, Mariano Romero, brasileiro,


casado, autônomo (vendedor ambulante), portador de identidade 855, CPF 909,
residente e domiciliado na Rua Travassos, casa 28 – São Luís - MA – CEP 4444,
endereço eletrônico mariano@romero.com, vem, mui respeitosamente, por advogado
que esta subscreve, com procuração anexa nos termos do artigo 319, ajuizar ação
indenizatória de danos materiais e morais pelo procedimento comum em face de
Romário, qualificações desconhecidas, mas que pode ser encontrado no endereço Rua
Travassos, casa 29 – São Luís - MA – CEP 4444 , em decorrência dos fatos narrados a
seguir.

1. Dos fatos
O autor, no dia 12 de dezembro de 2017, por volta das 20:00, chegou em
casa e estacionou o seu veículo, um Opala 1977 de cor preta, na garagem de
sua casa.
O réu, vizinho do autor, realizava reforma em sua casa na referida data.
Ocorre que, ao adentrar a sua residência, o autor ouviu um forte barulho.
Preocupado, retornou à garagem e percebeu que 4 telhas haviam escorregado
do telhado do réu e caído sobre o capô do seu veículo.
Três testemunhas, Maria (sobrenome), Ronaldo (sobrenome) e Márcio
(sobrenome) estavam presentes e viram o exato momento em que o réu
deixou que as telhas do seu telhado caíssem sobre o carro do autor. O réu foi
procurado pelo autor logo após o incidente, mas negou que as telhas
pertenciam ao seu telhado e que não tinha causado nenhum dano.
O autor realizou 03 orçamentos, em três diferentes oficinas mecânicas da
cidade, para avaliar o dano causado pelo réu, que foi avaliado em R$3500,00
(três mil e quinhentos reais).

Conforme demonstrado pelos fatos narrados e prova testemunhal que será


produzida no presente processo, o nexo causal entre o dano e a conduta do réu fica
perfeitamente caracterizado pelo código nos seguintes artigos mesmo sem a intenção,
gerando o dever de indenizar, conforme preconiza o Código Civil:
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária,
negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a
outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito
que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo
seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187),
causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano,
independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou
quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do
dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
Art. 938. Aquele que habitar prédio, ou parte dele,
responde pelo dano proveniente das coisas que dele caírem ou
forem lançadas em lugar indevido.

No presente caso, não apenas o valor deve ser ressarcido, bem como os prejuízos
devem ser devidamente indenizados, especialmente por que a negligência do réu causou
um visível dano ao veículo no valor de R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais) o qual
o autor não tem condições de pagar.

RECURSO INOMINADO. RESPONSABILIDADE CIVIL.


PRELIMINAR DE COMPLEXIDADE DA CAUSA, AFASTADA.
QUEDA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO E ARGAMASSA
SOBRE O TELHADO DO AUTOR. ENTUPIMENTO DA CALHA.
INFILTRAÇÕES NA RESIDÊNCIA. DANOS À PINTURA DO
IMÓVEL. FATOS COMPROVADOS POR FOTOGRAFIAS E
PROVA TESTEMUNHAL. NEXO CAUSAL CONFIGURADO.
OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR. ORÇAMENTO JUNTADO AOS
AUTOS, EMBORA INFORMAL, ACOLHIDO. EXTENSÃO DOS
DANOS MATERIAIS COMPROVADOS. PROVA ROBUSTA.
DANO MATERIAL CONFIGUADO NO VALOR DE R$1.900,00.
DANO MORAL, EXCEPCIONALMENTE CONFIGURADO.
QUANTUM ESTABELECIDO EM R$1.000,00, ADEQUADO
AOS PARÃMETROS DAS DEMAIS DECISÕES PROFERIDAS
EM CASOS ANÁLOGOS. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS
PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO IMPROVIDO.
(Recurso Cível Nº 71005652151, Quarta Turma Recursal Cível,
Turmas Recursais, Relator: Glaucia Dipp Dreher, Julgado em
30/10/2015).
(TJ-RS - Recurso Cível: 71005652151 RS, Relator:
Glaucia Dipp Dreher, Data de Julgamento: 30/10/2015, Quarta
Turma Recursal Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do
dia
05/11/2015)

APELAÇÃO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. DANOS MORAIS


EXPERIMENTADOS EM DECORRÊNCIA DE OBRA EM
PRÉDIO VIZINHO. DEVER DE INDENIZAR.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA. QUEDA DE MATERIAIS DE
CONSTRUÇÃO NO TERRENO DO AUTOR. QUANTUM
ARBITRADO EM ATENÇÃO AOS PRINCÍPIOS DE
RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. MANUTENÇÃO
DA SENTENÇA. Trata-se de ação indenizatória ajuizada com
objetivo de obter compensação moral pelos danos
experimentados em razão da desídia da ré na administração da
obra realizada em empreendimento vizinho a sua residência. A
sentença reconheceu a incidência de danos morais, fixados no
valor de R$ 10.000,00. O apelo do réu é no sentido de
inexistência de danos morais, já que adotou todas as medidas
necessárias para suprimir as ocorrências relatadas pelo autor,
pleiteando, subsidiariamente, a redução do quantum. Por sua vez,
em seu recurso, o autor pleiteia a majoração do valor arbitrado a
título de danos morais, para que corresponda a, pelo menos, R$
15.000,00. Cinge-se, portanto, a controvérsia a verificar a
existência de danos morais e, caso positivo, analisar o respectivo
quantum. No caso, mostra-se patente a configuração de danos
morais, porquanto verificada a desídia da parte ré em promover,
em tempo, as medidas adequadas para cessar as interferências
causadas pela obra à residência do autor. Restou incontroverso
que o autor além de ter que lidar com os transtornos decorrentes
da realização de uma obra de grande porte em prédio vizinho a
sua residência, teve de suportar a queda de materiais de
construção em seu terreno, o que acarretou risco a sua
integridade física e de sua família. Frise-se que a conduta
posterior da ré, em tentar minimizar os danos materiais
experimentados pelos moradores, não afasta o seu dever de
indenizar, na medida em que não compensa o abalo moral
experimentado por aquele que se viu privado, por um bom tempo,
de utilizar plenamente de sua residência, em razão da
possibilidade de queda de materiais de construções extremamente
danosos, como pedaços de concreto, vergalhões e etc. Além disso,
em razão da demora na solução do problema, o autor se viu
compelido a rescindir o contrato de locação antecipadamente, a
fim de buscar moradia em outro local. Destarte, é forçoso
concluir pela existência de dano moral na hipótese. No que diz
respeito ao quantum reparatório, este deve ser fixado de acordo
com o bom senso e o prudente arbítrio do julgador, sob pena de
se tornar injusto e insuportável para o causador do dano. Para
fixação desse valor, deve-se obedecer ao critério da
razoabilidade, objetivando o atendimento da sua dúplice função -
compensatória dos sofrimentos infligidos à vítima e inibitória da
contumácia do agressor - sem descambar para o enriquecimento
sem causa da vítima. No caso, o juízo a quo considerou adequado
o valor de R$ 10.000,00. Sopesados os transtornos já descritos,
tenho que a conduta da ré em tentar minimizar, posteriormente,
as intercorrências enfrentadas pelo autor, e ainda, reparar os
danos materiais sofridos junto à proprietária, embora não afaste
o seu dever de indenizar pelos danos morais experimentados pelo
ocupante do imóvel, deve ser considerado para fins de
arbitramento. Ponderadas essas questões, julgo razoável o valor
de R$ 10.000,00 arbitrado na sentença, considerando a
gravidade da lesão, sendo este o valor compatível com a
expressão axiológica do interesse jurídico violado, na perspectiva
de restaurar o interesse violado, obedecidas a razoabilidade,
proporcionalidade, equidade e justiça, atendendo as funções
punitiva, pedagógica e compensatória. Desprovimento dos
recursos.
(TJ-RJ - APL: 00123553620168190209 RIO DE JANEIRO
BARRA DA TIJUCA REGIONAL 1 VARA CIVEL, Relator:
RENATA MACHADO COTTA, Data de Julgamento: 14/03/2018,
TERCEIRA CÂMARA CÍVEL, Data de Publicação: 16/03/2018).

RECURSO INOMINADO. RESPONSABILIDADE CIVIL.


PRELIMINAR DE COMPLEXIDADE DA CAUSA, AFASTADA.
QUEDA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO E ARGAMASSA
SOBRE O TELHADO DO AUTOR. ENTUPIMENTO DA CALHA.
INFILTRAÇÕES NA RESIDÊNCIA. DANOS À PINTURA DO
IMÓVEL. FATOS COMPROVADOS POR FOTOGRAFIAS E
PROVA TESTEMUNHAL. NEXO CAUSAL CONFIGURADO.
OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR. ORÇAMENTO JUNTADO AOS
AUTOS, EMBORA INFORMAL, ACOLHIDO. EXTENSÃO DOS
DANOS MATERIAIS COMPROVADOS. PROVA ROBUSTA.
DANO MATERIAL CONFIGUADO NO VALOR DE R$1.900,00.
DANO MORAL, EXCEPCIONALMENTE CONFIGURADO.
QUANTUM ESTABELECIDO EM R$1.000,00, ADEQUADO
AOS PARÃMETROS DAS DEMAIS DECISÕES PROFERIDAS
EM CASOS ANÁLOGOS. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS
PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO IMPROVIDO.
(Recurso Cível Nº 71005652151, Quarta Turma Recursal Cível,
Turmas Recursais, Relator: Glaucia Dipp Dreher, Julgado em
30/10/2015).
(TJ-RS - Recurso Cível: 71005652151 RS, Relator:
Glaucia Dipp Dreher, Data de Julgamento: 30/10/2015, Quarta
Turma Recursal Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do
dia 05/11/2015)
Ficam claros, portanto, os motivos que conduzem à indenização dos danos
materiais sofridos, bem como os lucros cessantes.

CARRO RARO
Conforme demonstrado pelos fatos narrados e prova testemunhal e
cinematográfica que será produzida no presente processo, o dano a um veículo
inestimável de grande valor sentimental perfeitamente caracterizado em virtude da
angústia decorrente do acontecido, dano este que poderia ser facilmente muito maior, já
que as telhas que caíram do telhado do réu, poderiam atingir até mesmo o autor, que há
pouco havia passado pela garagem, causando danos à usa integridade física ou mesmo a
sua morte.
Fica claro, portanto, o inestimável valor sentimental, dado que foi deixado por
seu pai, enquanto em vida.
Nesse sentido, amparado de forma clara no Código Civil peço que seja recebido
tal pedido:
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou
imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que
exclusivamente moral, comete ato ilícito.

Trata-se de proteção constitucional, nos termos que dispõe a Carta Magna de


1988 que, em seu Art. 5º:
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
X - São invioláveis a intimidade, (...) a honra, assegurado o
direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua
violação;

E nesse sentido, a indenização deve representar para a vítima uma satisfação


capaz de amenizar de alguma forma o abalo sofrido e de infligir ao causador sanção e
alerta para que não volte a repetir o ato, uma vez que fica evidenciado completo descaso
aos transtornos causados.
Portanto, considerando que o réu ultrapassou os limites razoáveis do exercício de
seu direito, afetando seriamente a dignidade do autor, devida indenização. A narrativa
demonstra claramente o grave abalo moral sofrido pelo autor em manifesto
constrangimento ilegítimo. A doutrina ao lecionar sobre a matéria destaca:
"O interesse jurídico que a lei protege na espécie refere-
se ao bem imaterial da honra, entendida esta quer como o sentimento da nossa
dignidade própria (honra interna, honra subjetiva), quer como o apreço e
respeito de que somos objeto ou nos tornamos mercadores perante os nossos
concidadãos (honra externa, honra objetiva, reputação, boa fama). Assim como
o homem tem direito à integridade de seu corpo e de seu patrimônio econômico,
tem-no igualmente à indenidade do seu amor-próprio (consciência do próprio
valor moral e social, ou da própria dignidade ou decoro) e do seu patrimônio
moral." CAHALI, Yussef Said. Dano Moral. 2ª ed. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 1998, p. 288.
E nesse sentido, a indenização deve representar para a vítima uma satisfação
capaz de amenizar de alguma forma o abalo sofrido e de infligir ao causador sanção e
alerta para que não volte a repetir o ato, uma vez que fica evidenciado completo descaso
aos transtornos causados.

DAS PROVAS QUE PRETENDE PRODUZIR


O autor pretende instruir seus argumentos com as seguintes provas:
a) depoimento pessoal do autor, para esclarecimentos sobre os fatos;
b) ouvida de testemunhas, cujo rol segue anexo ao presente documento.
c) a juntada dos documentos em anexo, em especial os orçamentos feitos,
documento da residência comprovando a proximidade(vizinhos), bem
como o laudo do veículo.
d) reprodução cinematográfica a ser apresentada em audiência nos termos
do parágrafo único do art. 434 do CPC

Desde já indica como essencial a produção de prova testemunhal, para fins de


demonstrar o constrangimento causado ao autor, sob pena de cerceamento de defesa:
APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO
INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS. LIGAÇÕES
TELEFÔNICAS DE COBRANÇA DE DÉBITO QUITADO.
COBRANÇA VEXATÓRIA. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE
OITIVA DE TESTEMUNHAS. CERCEAMENTO DE DEFESA
CONFIGURADO NO CASO CONCRETO. SENTENÇA
DESCONSTITUÍDA. Configura-se cerceamento de defesa o
indeferimento de prova testemunhal, quando demonstrada a sua
necessidade para fins de comprovar a alegada cobrança
vexatória por meio de ligações telefônicas pelos prepostos do réu.
Sentença desconstituída. RECURSO PROVIDO. SENTENÇA
DESCONSTITUÍDA. (Apelação Cível Nº 70074748864, Nona
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Eduardo
Kraemer, Julgado em 08/11/2017).

Motivos pelos quais, requer o deferimento de todas as provas admitidas em direito.


DA JUSTIÇA GRATUITA
O requerente atualmente é autônomo (vendedor ambulante), tendo sob sua
responsabilidade a manutenção de sua família, razão pela qual não poderia arcar com as
despesas processuais.
Para tal benefício o autor junta declaração de hipossuficiência e comprovante de
renda, os quais demonstram a inviabilidade de pagamento das custas judiciais sem
comprometer sua subsistência, conforme clara redação do Art. 99 do Código de
Processo Civil de 2015.
Art. 99. O pedido de gratuidade da justiça pode ser
formulado na petição inicial, na contestação, na petição para
ingresso de terceiro no processo ou em recurso.
§ 1º Se superveniente à primeira manifestação da parte na
instância, o pedido poderá ser formulado por petição simples, nos
autos do próprio processo, e não suspenderá seu curso.
§ 2º O juiz somente poderá indeferir o pedido se houver
nos autos elementos que evidenciem a falta dos pressupostos
legais para a concessão de gratuidade, devendo, antes de
indeferir o pedido, determinar à parte a comprovação do
preenchimento dos referidos pressupostos.
§ 3º Presume-se verdadeira a alegação de insuficiência
deduzida exclusivamente por pessoa natural.

Assim, por simples petição, sem outras provas exigíveis por lei, faz jus o
requerente ao benefício da gratuidade de justiça:

AGRAVO DE INSTRUMENTO – MANDADO DE


SEGURANÇA - JUSTIÇA GRATUITA – Assistência Judiciária
indeferida – Inexistência de elementos nos autos a indicar que o
impetrante tem condições de suportar o pagamento das custas e
despesas processuais sem comprometer o sustento próprio e
familiar, presumindo-se como verdadeira a afirmação de
hipossuficiência formulada nos autos principais – Decisão
reformada – Recurso provido.
(TJ-SP - AI: 20839207120198260000 SP
208392071.2019.8.26.0000, Relator: Maria Laura Tavares, Data
de Julgamento: 23/05/2019, 5ª Câmara de Direito Público, Data
de Publicação: 23/05/2019)

Cabe destacar que a lei não exige atestada miserabilidade do requerente, sendo
suficiente a “insuficiência de recursos para apagar as custas, despesas processuais e
honorários advocatícios” (Art. 98, CPC/15), conforme destaca a doutrina:
“Não se exige miserabilidade, nem estado de necessidade,
nem tampouco se fala em renda familiar ou faturamento
máximos. É possível que uma pessoa natural, mesmo com boa
renda mensal, seja merecedora do benefício, e que também o seja
aquele sujeito que é proprietário de bens imóveis, mas não dispõe
de liquidez. A gratuidade judiciária é um dos mecanismos de
viabilização do acesso à Justiça; não se pode exigir que, para ter
acesso à Justiça, o sujeito tenha que comprometer
significativamente a sua renda, ou tenha que se desfazer de seus
bens, liquidando-os para angariar recursos e custear o processo.
A Lei não fala em números, não estabelece parâmetros. O sujeito
que ganha boa renda mensal pode ser tão merecedor do benefício
quanto aquele que sobrevive à custa de programas de
complementação de renda. (in DIDIER JR., Fredie; OLIVEIRA,
Rafael Alexandria de. Benefício da justiça gratuita. 6. Salvador:
Editora JusPodivm, 2016. p. 60)

“1. Requisitos da Gratuidade da Justiça. Não é necessário


que a parte seja pobre ou necessitada para que possa
beneficiarse da gratuidade da justiça. Basta que não tenha
recursos suficientes para pagar as custas, as despesas e os
honorários do processo. Mesmo que a pessoa tenha patrimônio
suficiente, se estes bens não têm liquidez para adimplir com essas
despesas, há direito à gratuidade” (in Novo Código de Processo
Civil Comentado. São Paulo: RT, 2015, p. 182).

Por tais razões, com fulcro no artigo 5º, LXXIV da Constituição Federal e pelo
artigo 98 do CPC, requer seja deferida a gratuidade de justiça ao autor.

DO PEDIDO
Ante o exposto, requer:

1. A concessão da gratuidade judiciária nos termos do art. 98 do Código de


Processo Civil;
2. A citação do réu, na pessoa de seu representante legal, para, querendo
responder a presente demanda;
3. A procedência do pedido, com a condenação do requerido à indenização
de danos materiais no valor de R$ 3.500,00 e lucros cessantes no valor de
R$ 1.000,00, acrescidas ainda de juros e correção monetária;
4. A total procedência da ação para determinar a condenação do réu a pagar
ao requerente um quantum a título de danos morais, não inferior a R$
1.750,00, considerando as condições das partes, principalmente o
potencial econômico-social da lesante, a gravidade da possível lesão, sua
repercussão e as situações fáticas;
5. A condenação do requerido em custas judiciais e honorários
advocatícios;
6. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito
admitidas e cabíveis à espécie, especialmente pelos documentos
acostados.
7. Sob pena de nulidade dos atos subsequentes, que todas as intimações
sejam encaminhadas ao seguinte advogado: DIOGO SANTOS
MORAES, brasileiro, OAB/MA n. 000.000, com escritório na Avenida
oeste interna,
n. 04, quadra b, São Luís, MA, CEP: 65.058-119.

Dá-se à causa o valor de R$ 6.250,00 Termos

em que se pede deferimento.

São Luís, 27 de novembro de 2019.

Daniel Filipe Damascena Bezerra

Advogado - OAB/MA 000.000

Diogo Santos Moraes

Advogado - OAB/MA 000.000