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Perdas de Energia

Elétrica na Distribuição

Edição | 01/2019

ANEEL – RELATÓRIO – PERDAS DE ENERGIA NA DISTRIBUIÇÃO – 1/2019 1


1. INTRODUÇÃO
O sistema elétrico é composto por atividades de Geração, Transmissão e Distribuição.
As perdas de energia se referem à energia elétrica gerada que passa pelas linhas de transmissão e
redes da distribuição, mas que não chega a ser comercializada, seja por motivos técnicos ou
comerciais.
As perdas na Distribuição podem ser definidas como a diferença entre a energia elétrica
adquirida pelas distribuidoras e a faturada aos seus consumidores. Essas perdas podem ser técnicas
ou não técnicas.
As perdas técnicas são inerentes à atividade de distribuição de energia elétrica, pois
parte da energia é dissipada no processo de transporte, transformação de tensão e medição em
decorrência das leis da física. Essas perdas, portanto, estão associadas às características de
carregamento e configuração das redes das concessionárias de distribuição. Os montantes de
perdas técnicas são divididos pela energia injetada, que é a energia elétrica inserida na rede de
distribuição para atender aos consumidores, incluindo as perdas.
Já as perdas não técnicas, apuradas pela diferença entre as perdas totais e as perdas
técnicas, têm origem principalmente nos furtos (ligação clandestina, desvio direto da rede), fraudes
(adulterações no medidor ou desvios), erros de leitura, medição e faturamento. Essas perdas,
também denominadas popularmente de “gatos”, estão em grande medida associadas à gestão da
concessionária e às características socioeconômicas das áreas de concessão. Os montantes de
perdas não técnicas são divididos pelo mercado de baixa tensão faturado1, dado que essas perdas
ocorrem predominantemente na baixa tensão.

As perdas totais representaram 14% do mercado consumidor em 2018. Essas perdas equivalem ao
consumo de energia elétrica das regiões Norte e Centro-Oeste em 2016.

Em montantes de energia, as perdas


técnicas corresponderam a cerca de 38,3 TWh e
as perdas não técnicas 33,3 TWh.
O repasse tarifário dos níveis
eficientes das perdas está previsto nos contratos
de concessão e essas perdas são contempladas
nos custos com compra de energia até o limite
regulatório estipulado pela Agência Nacional de
Energia Elétrica (ANEEL). Assim, as perdas reais Figura 1 – Perdas na Distribuição (2018)
das distribuidoras não são totalmente
repassadas para a tarifa.
Figura 1 – Perdas sobre a Energia Injetada (2018)
As perdas técnicas e não técnicas regulatórias são estabelecidas nos processos de
revisão tarifária periódica de cada distribuidora, que ocorre em ciclos de 3, 4 ou 5 anos, mediante a
fixação de percentuais regulatórios nas Resoluções Homologatórias (REHs) da ANEEL.

1 O mercado de baixa tensão faturado representou 44% da energia injetada no Brasil em 2018.

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2. PERDAS NO BRASIL

A Figura 2 apresenta a evolução das perdas técnicas e não técnicas sobre a energia
injetada no período de 2008 a 2018.

Figura 2 – Perdas sobre a Energia Injetada (2008-2018)

As perdas sobre a energia injetada no Brasil permaneceram praticamente constante no


período de 2008 a 2018.
A Figura 3 apresenta as perdas sobre energia injetada – técnicas e não técnicas (reais e
regulatórias) - por região geográfica em 2018.

Figura 3 – Perdas Técnicas, Não Técnicas Reais e Regulatórias sobre a Energia Injetada por região (2018)

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2.1. PERDAS TÉCNICAS

O transporte da energia, seja na Rede Básica ou na distribuição, resulta inevitavelmente


em perdas técnicas relacionadas à transformação de energia elétrica em energia térmica nos
condutores (efeito joule), perdas nos núcleos dos transformadores, perdas dielétricas etc.
As perdas na Rede Básica são calculadas pela diferença da energia gerada e entregue
nas redes de distribuição. Essas perdas são apuradas mensalmente pela Câmara de Comercialização
de Energia Elétrica (CCEE) e o seu custo, definido anualmente nos processos tarifários, é rateado em
50% para geração e 50% para os consumidores.
As perdas técnicas, inevitáveis em qualquer sistema de distribuição, variam conforme
as características das redes de cada área de concessão, sendo reconhecidas, nas tarifas pela ANEEL,
apenas os níveis eficientes.
O sistema de distribuição é dividido de acordo com os segmentos de rede (alta, média e
baixa tensão), transformadores, ramais de ligação e medidores. Aplicam-se modelos específicos
para cada um desses segmentos, utilizando-se informações simplificadas das redes e equipamentos
existentes, como por exemplo, comprimento e bitola dos condutores, potência dos
transformadores e energia fornecida às unidades consumidoras. Com base nessas informações,
estima-se o percentual de perdas técnicas eficientes relativas à energia injetada na rede.
O detalhamento do cálculo das perdas técnicas regulatórias encontra-se no Módulo 7
dos Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica - PRODIST2.
A Figura 3 apresenta as perdas técnicas regulatórias sobre a energia injetada em 2018,
cuja média é de 7,5%.

Figura 3 – Perdas Técnicas Regulatórias / Energia Injetada – Mapa Brasil (2018)

2 http://www2.aneel.gov.br/cedoc/aren2018819_Proret_Submod_2_7_V5.pdf

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A Figura 4 apresenta os percentuais regulatórios de perdas técnicas sobre a energia
injetada das 54 concessionárias em 2018.

Figura 4 – Perdas Técnicas Regulatórias / Energia injetada – 2018

2.2. PERDAS NÃO TÉCNICAS


As perdas não técnicas reais são apuradas pela Regulatório x Real
diferença das perdas totais, informadas pelas Valores regulatórios são aqueles
distribuidoras, e das perdas técnicas regulatórias, que são reconhecidos na tarifa de
apuradas pela ANEEL. energia, enquanto os valores reais
As concessionárias de grande porte3 são são os que efetivamente ocorrem.
responsáveis por quase a totalidade dos montantes das A diferença de custos entre o valor
perdas não técnicas no Brasil devido ao tamanho do regulatório e o real é de
mercado e à maior complexidade de se combater as responsabilidade da concessionária.
perdas.
Os níveis de perdas não técnicas dependem da gestão das concessionárias, das
características socioeconômicas e de aspectos comportamentais existentes em cada área de
concessão.
As perdas não técnicas regulatórias consideradas desde o Primeiro Ciclo de Revisões
Tarifárias, que se iniciou em 2003, têm sofrido mudanças substanciais, conforme o aperfeiçoamento
metodológico de cálculo da ANEEL. A evolução dessas metodologias é detalhada no Anexo I.
Como as concessionárias atuam em áreas de concessão com especificidades diversas,
tais como características do mercado e variáveis socioeconômicas, a comparação entre elas
somente seria possível caso essas diferenças fossem consideradas. Assim, partindo-se da premissa
de que as variáveis socioeconômicas exercem grande influência sobre os níveis de perdas não
técnicas, foi desenvolvido um ranking de complexidade socioeconômica, elaborado a partir de
modelos econométricos, que permitiu a comparação do desempenho das perdas não técnicas das
distribuidoras, conforme o porte e a posição4.

3 As concessionárias de grande porte foram definidas como aquelas com mercado maior do que 1 TWh e que atendem mais
de 500 mil unidades consumidoras ou que possuem mais do que 15.000 km de rede elétrica. As distribuidoras Boa Vista e CEA,
apesar de não se enquadrarem nos critérios acima, são consideradas de grande porte neste Relatório.
4 O ranking encontra-se no Anexo II deste Relatório. Pressupõe-se que as concessões situadas em áreas de menor

complexidade socioeconômica deveriam possuir menores índices de perdas não técnicas. O modelo econométrico também
indica a probabilidade da comparação das empresas.

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Para a distribuidora cuja perda não técnica regulatória será estabelecida em processo
de revisão, esse modelo identifica a existência de uma empresa de referência (benchmark), que
normalmente se situa em área de maior complexidade socioeconômica, mas que pratica perdas
menores do que a distribuidora em análise. O incentivo em reduzir as perdas não técnicas é
intrínseco, ou seja, as distribuidoras devem atuar sempre no sentido de reduzi-las,
independentemente do nível regulatório estabelecido, seja para reduzir prejuízos, quando as perdas
reais estiverem acima da regulatória, ou auferir ganhos, quando acontecer o oposto.
A regulação por incentivos adotada pela ANEEL sinalizou que eventuais negligências ou
ineficiências das distribuidoras no combate às perdas não seriam mais repassadas às tarifas,
limitando-se apenas aos níveis regulatórios considerados eficientes. A expectativa era de que a
introdução dos mecanismos teóricos da regulação por incentivos, com sinalização econômica,
contribuiria para a redução das perdas não técnicas no país.
Assim, os valores regulatórios das perdas não técnicas são normalmente inferiores aos
valores praticados pelas concessionárias, pois a metodologia adotada pela ANEEL observa critérios
de eficiência, limitando o repasse das perdas não técnicas reais.
Como boa parte das perdas não técnicas ocorre no mercado de baixa tensão faturado,
a ANEEL homologa as perdas não técnicas sobre esse mercado, que é inferior ao da energia injetada,
utilizado como denominador das perdas técnicas.
A Figura 5 ilustra os níveis das perdas não técnicas reis e regulatórias sobre o mercado
de baixa tensão faturado no Brasil5.

Figura 5 – Perdas Não Técnicas Reais e Regulatórias sobre Baixa Tensão Faturado – Mapa Brasil (2018)

A Figura 6 apresenta as perdas não técnicas reais e regulatórias sobre o mercado de


baixa tensão faturado das concessionárias de grande porte.

5 Os valores foram calculados de modo simplificado por ano civil, sendo diferentes dos valores homologados pela ANEEL nas
revisões tarifárias.

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124%
92,2%

Figura 6 – Perdas Não Técnicas sobre Baixa Tensão Faturado (2018)

A Figura 7 apresenta a participação das concessionárias6 em relação às perdas não


técnicas totais no Brasil.

Figura 7 – Participação das Perdas Não Técnicas Reais/ Perdas Não Técnicas Brasil (2018)

Nota-se que as 15 distribuidoras com maiores montantes de perdas respondem por


quase 80% das perdas não técnicas do país (apenas Light e Amazonas Energia, 31,2%).

6As concessionárias que não apareceram na figura apresentaram participação em relação às perdas do Brasil inferior à 0,2%,
totalizando 1,0% das perdas não técnicas no Brasil.

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3. EVOLUÇÃO DAS PERDAS NÃO TÉCNICAS

A Figura 8 apresenta a evolução das perdas não técnicas praticadas e regulatórias


ponderadas sobre o mercado de baixa tensão faturado, respectivamente, no período de 2008 a 2018.

17,0%
16,2% 16,4% 16,3%
15,3% 14,9% 15,0%
14,7% 14,2%
14,0% 14,0%
14,8%
14,2% 13,7%
12,7%
11,7% 11,4%
11,3%
10,6% 10,6% 10,5% 10,6%

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
Perda Não Técnica Real Perda Não Técnica Regulatória

Figura 8 – Perdas Não Técnicas Reais e Regulatória sobre Baixa Tensão Faturado (média ponderada)

A Figura 9 apresenta a evolução das perdas não técnicas reais e regulatórias (média
simples7)
sobre o mercado de baixa tensão faturado, o que, por não considerar os valores
ponderados daquelas empresas mais representativas em termos de perdas, resulta num
desempenho diferente da Figura 8, acima.

17,0%
16,5%
15,0%
14,1% 14,0%
13,5% 13,4%
13,3%
12,4% 12,3% 12,4%
11,6% 12,0%
11,2%
10,3%
9,6% 9,6% 10,0%
8,5% 8,1% 8,1%
7,9%

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
Perda Não Técnica Real / BT Perda Não Técnica Regulatória / BT

Figura 9 – Perdas Não Técnicas Reais e Regulatória sobre Baixa Tensão Faturado (média simples)

7Os percentuais apresentados foram obtidos com base nas médias simples das distribuidoras, ou seja, cada distribuidora
possui o mesmo peso na composição do percentual.

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Por fim, as Figuras 10 e 11 apresentam respectivamente a evolução das perdas não
técnicas (média simples) para as distribuidoras de grande porte e as demais empresas.
23,2%
22,5%
20,8%
19,7% 19,2%
18,2% 17,7% 17,7% 17,8% 17,3% 17,9%
16,6% 16,4%
14,7%
13,6% 13,8%
12,7% 13,2%
11,5% 11,1%
10,8% 11,0%

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
Perdas Não Técnicas Reais / BT Perdas Não Técnicas Regulatórias / BT
Figura 10 – Perdas Não Técnicas Reais e Regulatória sobre Baixa Tensão Faturado (grande porte - média simples)

Nota-se, principalmente para as distribuidoras de grande porte, que as metodologias


indicadas no Anexo I contribuíram para a redução das perdas não técnicas regulatórias (média
simples) de 17,7%, em 2009, para 10,8%, em 2015; enquanto que as perdas reais (média simples)
foram de 23,2% para 16,4% no mesmo período.
De 2016 a 2018, as perdas não técnicas regulatórias (média simples) aumentaram
gradativamente, o que pode ser explicado pela entrada em vigor da Lei nº 13.299/2016, cujo efeito
resultou na elevação das perdas regulatórias das concessões de distribuição, nos Estados em que as
capitais não estavam interligadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN)8, e, ainda, pela vigência da
Lei nº 13.360/2016, que tratou das concessionárias designadas9. Nesse período, as perdas não
técnicas reais (média simples) permaneceram praticamente constantes.

3,8%
3,6% 3,4%
3,2% 3,2%
3,5% 2,9%
3,3% 2,5%
2,7% 1,9% 1,8% 1,8%
2,5%
1,6%
1,9% 1,9%
1,7% 1,5%
0,4%
0,9% 0,8%

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
Perdas Não Técnicas Reais / BT Perdas Não Técnicas Regulatórias / BT

Figura 11 – Perdas Não Técnicas Reais e Regulatória sobre Baixa Tensão Faturado (pequeno porte - média simples)

8 As perdas da Amazonas Energia, CEA e Boa Vista Energia foram estabelecidas pela REH nº 2.184/2016.
9 As perdas da CEAL, Cepisa, Ceron e Eletroacre foram estabelecidas pela REH nº 2.349/2017.

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Para as distribuidoras de menor porte, os percentuais de perdas não técnicas são bem
menores, o que deixa o seu comportamento mais instável e dependentes de variações nas perdas
técnicas. Nota-se, contudo, que a metodologia da ANEEL possibilitou a redução dos patamares
regulatórios, de 3,6%, em 2009, para 1,6%, em 2018.
Quando se analisa o desempenho individual das concessionárias, é possível perceber
que a maioria das concessionárias de distribuição lograram êxito na redução gradativa das perdas
não técnicas no período. A avaliação individual do comportamento das perdas não técnicas das
distribuidoras de grande porte encontra-se no Anexo III.

4. IMPACTO DAS PERDAS NAS TARIFAS DE ENERGIA ELÉTRICA

Os impactos financeiros das perdas na tarifa de energia também podem ser segregados
pelas perdas técnicas e não técnicas.
Em 2018, o custo das perdas técnicas, obtido pela multiplicação dos montantes pelo
preço médio da energia nos processos tarifários, sem considerar tributos, é da ordem de R$ 7,1
bilhões. Essas perdas, inevitáveis em qualquer sistema de distribuição, são repassadas aos
consumidores, já se considerando a operação eficiente das redes e, portanto, não são passíveis de
maiores reduções. Os custos das perdas na rede básica considerados nas tarifas foram de
aproximadamente R$ 1,5 bilhão.
As perdas não técnicas reais no país, utilizando
R$ 5,0 bi
o mesmo método acima, representaram um custo de Perda Não Técnica
aproximadamente R$ 6,6 bilhões. No entanto, as perdas 3%
não técnicas regulatórias, que são calculadas conforme a
metodologia da ANEEL, considerou um custo de quase R$ 5 R$ 7,1 bi
Perda Técnica
bilhões ao ano, o que representa aos consumidores cerca de
3% do valor da tarifa de energia elétrica, variando por R$ 1,5 bi
distribuidora, conforme demonstra a Figura 12: Perda Rede Básica

Figura 12 – Representatividade dos custos das Perdas Não Técnicas Regulatórias sobre a Receita Requerida 10 (2018)

10 A receita requerida é aquela necessária para cobrir os custos regulatórios das distribuidoras.

ANEEL – RELATÓRIO – PERDAS DE ENERGIA NA DISTRIBUIÇÃO – 1/2019 10


A Figura 13 apresenta, por concessionária, os valores das perdas que constam nas tarifas
e sua representação em relação à parcela destinada aos custos dos serviços de distribuição
(operação e manutenção, investimentos e depreciação), denominada Parcela B.

Figura 13 – Participação das perdas não técnicas regulatória sobre a Parcela B (2018)

Os valores das perdas não técnicas contidos nas tarifas representaram, na média Brasil
em 2018, aproximadamente 11,2% da Parcela B.

A redução das perdas pelas distribuidoras traz benefícios aos consumidores: redução dos valores regulatórios,
aumento do rateio dos demais custos (redução da tarifa), diminuição do desperdício e melhoria na qualidade
do fornecimento.
A Figura 14 apresenta, considerando o preço médio da energia nos processos vigentes
em abril/2019, os valores equivalentes glosados pela ANEEL nas tarifas dos consumidores, de 2008
a 2018, que são arcados pelas concessionárias.

467

386

1.855 1.908
1.726
1.560 1.588
1.235 1.234
1.027 1.045
732 810

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
Figura 14 – Evolução da glosa da ANEEL, em milhões de reais (preços de 2018)

Os novos patamares regulatórios de perdas das concessionárias


atingidas pelas Leis nº 13.299/2016 e 13.360/2016 aumentaram o repasse R$ 1,6 bi
Perda Não Técnica
tarifário das perdas em R$ 386 milhões (2017) e R$ 467 milhões (2018), reduzindo não reconhecida

a glosa da ANEEL.

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A Figura 15 apresenta a distribuição dos valores glosados em 2018, de
aproximadamente R$ 1,58 bilhão, por distribuidora, conforme a aplicação da metodologia de
regulação por incentivos da ANEEL (comparação das empresas) e das normas setoriais.

Figura 15 – Valores das perdas não técnicas glosadas, por distribuidora, em milhões de reais (2018)

As informações sobre as perdas não


O consumidor regular arca parcialmente pela
técnicas e técnicas de todas as distribuidoras no fraude e furto de energia, uma vez que a ANEEL
período de 2008 a 2018, por ano civil, assim reconhece valores regulatórios eficientes. Quando
como os montantes considerados nos processos uma distribuidora recupera o consumo irregular,
tarifários vigentes, com os impactos tarifários os montantes faturados são incorporados no
das perdas em cada distribuidora, estão mercado, de modo que os custos passam a ser
disponíveis na página eletrônica da ANEEL rateados com os demais consumidores, o que
(Tarifa/Cálculo Tarifário e Metodologia/Perdas diminui a tarifa de energia.
de Energia). Outro link interessante de acesso é
o Luz na Tarifa – Perdas Não Técnicas.11

11 http://www.aneel.gov.br/luz-na-tarifa

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ANEXO I
Metodologia Regulatória das Perdas

No Primeiro Ciclo de Revisões Tarifárias Periódicas – 1º CRTP, que ocorreu entre 2003 e
2006, a ANEEL propôs uma metodologia simplificada, adotando como regra geral a média histórica de
cada uma das distribuidoras com a análise de especificidades das áreas de concessão.
A metodologia regulatória das perdas não técnicas sofreu alterações significativas no 2º
CRTP (2007-2010), quando a ANEEL adotou a regulação por incentivos, com base na comparação das
distribuidoras. Essa metodologia se baseou na determinação de uma trajetória de redução das perdas
não técnicas para a distribuidora em processo de revisão tarifária, baseada no ponto de partida
(referencial regulatório inicial a ser considerado no ano da revisão da empresa) e no ponto de chegada
ao final do ciclo tarifário. Regra geral, foi considerado como ponto de partida o mínimo histórico das
perdas não técnicas observadas nos quatro anos anteriores. Já o ponto de chegada foi obtido a partir
das melhores práticas verificadas na comparação das empresas (benchmarking).
Conforme já explicado, as concessionárias atuam em áreas de concessão heterogêneas e
para tratar essa questão a ANEEL desenvolveu um ranking de complexidade socioeconômica, a partir
dos resultados de um modelo econométrico12, que permitiu a comparação do desempenho das perdas
não técnicas das distribuidoras, conforme o porte e a posição nesse ranking..
Assim, para a distribuidora cuja perda não técnica regulatória será estabelecida em processo
de revisão tarifária, esse modelo identifica a existência de uma empresa de referência (benchmark), que
normalmente se situa em área de maior complexidade socioeconômica, mas que pratica perdas
menores do que a distribuidora em análise.
As perdas não técnicas do benchmark, empresa mais eficiente no combate às perdas, são
ponderadas com as perdas não técnicas da distribuidora em processo de revisão, conforme a
probabilidade de comparação entre elas, indicadas no modelo econométrico, resultando no ponto de
chegada da empresa. Assim, definidos os pontos de partida e chegada, estabelece-se uma trajetória de
redução das perdas não técnicas regulatórias ao longo do ciclo tarifário. Nos casos em que o ponto de
partida está distante da chegada, são definidos limites de redução baseados nas melhores práticas de
combate às perdas.
A metodologia do 3º CRTP (2011-2014), manteve a essência do 2º CRTP, porém, com
aperfeiçoamentos, tais como o uso da média de três modelos econométricos para se medir a
complexidade socioeconômica13 e a flexibilização do ponto de partida quando observado
distanciamento da perda praticada e a regulatória - para os casos de piora dos indicadores
socioeconômicos ou com baixa probabilidade de comparação, ou seja, as distribuidoras situadas na
parte superior do ranking de complexidade. Além disso, foram definidos limites discretos na trajetória
de redução regulatória das perdas não técnicas, conforme a complexidade socioeconômica, nível de
perdas não técnicas e porte das concessionárias.
Já no 4º CRTP (2015-2018), utilizou-se a abordagem dos ciclos anteriores, com ajustes e
atualização das variáveis do modelo econométrico14.

12 O modelo de análise de regressão foi o de Dados em Painel com Efeitos Aleatórios. As variáveis utilizadas foram: violência
(óbitos por agressão), desigualdade (% de pessoas com renda baixa), precariedade (% de pessoas em domicílios subnormais)
e infraestrutura (cobertura de abastecimento de água).
13 As variáveis utilizadas foram: violência, desigualdade, precariedade, infraestrutura (rede de esgoto) e inadimplência.
14 As variáveis utilizadas foram: violência; pobreza (renda inferior a ½ salário mínimo), desigualdade (índice de gini),

precariedade (% de pessoas em domicílios subnormais), infraestrutura (coleta de lixo urbano), inadimplência e participação
do mercado de baixa renda no mercado B1 e Baixa Tensão.

ANEEL – RELATÓRIO – PERDAS DE ENERGIA NA DISTRIBUIÇÃO – 1/2019 13


Adicionalmente, introduziram-se mecanismos específicos para as concessionárias com
níveis considerados baixos de perdas não técnicas15, flexibilizando o ponto de partida dessas
distribuidoras e não estabelecendo trajetória de redução. Houve também tratamento diferenciado para
as distribuidoras situadas na parte superior do ranking de complexidade. Por fim, os limites de
trajetórias de redução foram definidos conforme nível regulatório de perdas não técnicas e o porte da
concessionária, utilizando-se um critério de redução contínua ao invés de discreto, que havia no 3º CRTP.
O acompanhamento das perdas pela ANEEL é feito mediante monitoramento da evolução
das perdas reais frente às perdas regulatórias. O mecanismo adotado pela ANEEL está na fixação no nível
de perdas durante um período predeterminado, de modo que a concessionária tenha o incentivo de
reduzir as perdas para auferir ganhos adicionais de receita ou reduzir os prejuízos decorrentes do não
repasse integral das perdas.
Salienta-se que a metodologia das perdas não técnicas não estabelece sanções para as
concessionárias no caso de não atingimento dos percentuais regulatórios de perdas não técnicas (seja
com ou sem trajetória de redução), uma vez que percentuais acima dos patamares regulatórios não são
repassados para a tarifa de energia elétrica, o que implica que toda essa perda de receita seja arcada
pelo(s) acionista(s) da empresa.
Nota-se também que os valores regulatórios de perdas não técnicas não são
necessariamente menores do que os valores praticados pelas empresas. Além disso, a empresa pode
responder a incentivos de combate às perdas durante o ciclo tarifário, inclusive com mais vigor do que
os valores regulatórios estabelecidos.
Da mesma forma, não há intervenção por parte da ANEEL a respeito das ações que devem
ser desenvolvidas pela concessionária para o combate às perdas, tendo em vista que é a distribuidora
que detém as informações necessárias para identificar quais estratégias alcançarão os melhores
resultados, desde que embasadas pela regulamentação setorial vigente.
É importante mencionar também que os percentuais de perdas não técnicas regulatórias
são estabelecidos nos processos de revisão tarifária pela divisão dos montantes de perdas não técnicas
regulatórias sobre o mercado de baixa tensão faturado ao invés da divisão pela energia injetada.
O detalhamento da aplicação da regra encontra-se no Submódulo 2.6 dos Procedimentos
de Regulação Tarifária – PRORET16.

15 Perdas não técnicas de 7,5% sobre o mercado de baixa tensão medido para distribuidoras de grande porte e 2,5% de pequeno

porte, obtidos com base nas melhores práticas.


16 http://www2.aneel.gov.br/cedoc/aren2015660_Proret_Submod_2_6_V3.pdf

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ANEXO II
RANKING DE COMPLEXIDADE DAS DISTRIBUIDORAS

Distribuidoras Grandes Índice de Demais Distribuidoras Índice de


(Grupo 1) Complexidade (Grupo 2) Complexidade

CELPA 0,503 CEA 0,457


LIGHT 0,377 EBO 0,229
AMAZONAS ENERGIA 0,364 CERR 0,181
CEMAR 0,315 SULGIPE 0,168
CELPE 0,313 ELFSM - SANTA MARIA 0,137
COELBA 0,284 COCEL 0,119
CEAL 0,266 UHENPAL 0,107
ELETROPAULO 0,265 EFLUL 0,099
CEPISA 0,257 FORCEL 0,092
COELCE 0,253 CHESP 0,090
ELETROACRE 0,243 IGUAÇU 0,076
ESCELSA 0,235 EEB - BRAGANTINA 0,075
ESE 0,224 BOA VISTA 0,074
AMPLA 0,218 CPEE - PAULISTA 0,067
EPB 0,197 CSPE 0,064
CERON 0,191 EFLJC 0,061
CEEE - D 0,179 CLFM - MOCOCA 0,060
COSERN 0,177 ELETROCAR 0,058
BANDEIRANTE 0,172 ENF 0,056
CPFL PIRATININGA 0,170 CFLO 0,056
CEB 0,166 MUX ENERGIA 0,053
CEMIG 0,147 HIDROPAN 0,052
CELTINS 0,139 CAIUÁ 0,049
CEMAT 0,122 CLFSC - SANTA CRUZ 0,049
ELEKTRO 0,106 DEMEI 0,048
COPEL 0,105 EDEVP 0,044
RGE 0,092 COOPERALIANÇA 0,044
EMG 0,091 CNEE - NACIONAL 0,037
AES SUL 0,086 DMEPC 0,037
CPFL - PAULISTA 0,080 CPFL JAGUARI 0,031
CELESC - D 0,077
CELG - D 0,075
ENERSUL 0,063

ANEEL – RELATÓRIO – PERDAS DE ENERGIA NA DISTRIBUIÇÃO – 1/2019 15


ANEXO III
Comportamento das Perdas Não Técnicas das Distribuidoras de Grande Porte

AMAZONAS ENERGIA CEA 76,5%


165,9% 70,2%
66,0% 65,3% 64,7%
150,3% 58,6% 59,6% 58,3% 60,4% 59,9% 60,5%
134,7%
124,0%
113,3% 115,2%122,3% 124,3% 64,4% 61,4%
102,2%100,5% 99,2%
51,4% 49,3%
73,8% 47,3%
63,5% 98,0% 92,2% 42,9% 39,6% 43,8% 43,5% 43,5% 43,5%
51,2%
38,8% 36,3% 33,8% 33,6% 41,5% 41,5%

PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)


PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

CELPA CERON
62,9% 53,1%
60,1%
46,6%
48,3%
45,3% 44,9% 47,1% 48,1% 37,7%
40,1% 41,1% 36,7% 35,1%
37,8% 38,4% 41,9% 33,9%
35,8% 30,4% 30,3% 31,5%
41,5% 39,9% 26,6% 24,9%
38,3% 38,3% 36,2% 34,0% 34,0% 34,0% 34,0%
34,2% 36,1% 22,6%
20,5%
18,2%
15,8% 13,7%
PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório) 12,3% 10,9% 10,9%
9,5%

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

CEPISA CEAL
54,8%
52,4% 57,4% 59,1% 58,8%
PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório) PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)
47,2% 50,9%
44,4%
37,7% 39,7% 41,7%
35,0% 34,1% 36,9% 39,2% 38,7%
30,1% 30,5% 34,1% 34,3%
39,2% 39,1% 27,9% 29,8%
36,4%
29,2%
28,4% 27,2%
23,2% 21,9% 21,6% 25,1%
20,5% 19,0% 18,1% 21,8% 19,4%
17,5% 16,1% 19,4% 18,3% 17,3%
14,7% 16,3%

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

LIGHT BOA VISTA


51,0% 27,4% 28,2% 28,7%
45,5% 46,8% 44,0% 47,5%
42,7% 45,6% 44,0% 43,4% 42,5% 25,2%
24,2%
38,0%

38,7% 36,9% 40,4% 40,2% 38,7% 16,5% 15,7%


35,1% 33,3% 33,3% 36,1% 36,1% 19,2%
18,3% 10,3%
30,5% 11,5%
15,0% 11,0% 13,6%
13,3% 9,7% 8,7%
9,3% 9,1% 7,9%
7,7%
PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório) PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório) 4,6%

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

CEEE ENEL RJ
29,2% 28,6% 29,1%
26,1% 26,2% 25,4% 27,0% 27,5% 27,8%
26,1%
23,3% 22,9% 24,2% 23,7% 23,1% 23,2% 24,5% 25,2%
22,0% 22,5% 21,5% 21,5%
18,8% 25,4% 26,7% 25,8%
17,1% 22,6% 22,6%
15,4% 21,0% 19,7%
13,7% 18,4% 18,9% 18,7%
12,3%
10,7% 10,9% 17,0%
9,5% 8,4%
8,0% 7,7%

PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório) PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

ANEEL – RELATÓRIO – PERDAS DE ENERGIA NA DISTRIBUIÇÃO – 1/2019 16


ELETROACRE CELPE
29,0% 26,1%
26,0% 26,6%
24,4% 24,2% 26,3%
23,3% 21,8% 19,8%
22,5% 21,0% 18,8%
25,5% 25,9% 17,4%
18,4% 16,0% 16,7%
18,5% 15,8% 14,9% 15,1% 15,4%
19,8% 17,3%
18,0% 16,9% 15,9% 15,2%
16,2% 15,0% 14,2% 14,0% 14,0%
14,6% 13,7% 14,0% 14,0% 13,8% 13,6%
12,8% 12,0% 12,6%

PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório) PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

CEMAR EDP ES
33,0% 24,1%
PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)
22,2% 22,1% 21,3%
25,8% 18,6% 18,8% 19,7% 17,9%
23,0% 17,2%
28,4%
20,3% 14,9%
24,8%
17,7% 17,2% 17,2% 16,5% 12,1%
16,1% 15,8% 15,5% 15,2%
19,0% 14,8%
17,7% 18,2% 12,9% 13,1%
11,4% 11,5% 11,5%
14,3% 10,1% 9,9%
8,3% 9,0%
10,4% 9,8% 9,4% 8,1% 8,1%
PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

EDP SP ENERGISA PB
21,9% 21,4%
20,7% 21,1% PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)
18,6% 17,9% 19,3%
16,8% 16,8%
19,9% 19,4% 15,2% 15,1%
13,2% 12,8% 18,4% 13,4%
17,5% 17,3%
15,7% 12,4%
14,3% 10,9% 14,6% 10,8%
12,9% 8,5% 8,5% 8,5%
11,5% 7,1%
10,3% 9,7% 9,2% 8,6% 6,0%
8,7% 8,6%
PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório) 5,5% 6,4% 5,4%
5,2% 5,1%
3,5%
2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

ENERGISA MS ENERGISA SE
26,9%
24,9% 16,0% 16,6% 15,6% PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)
22,7% PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)
20,8% 14,6%
13,6%
18,4% 15,0% 13,4%

12,4% 11,4% 9,2%


10,2% 7,6% 7,9% 7,6%
13,2% 8,6% 5,6%
11,9% 11,8% 7,6% 7,0% 6,9% 7,7% 5,7% 7,6%
10,4% 5,8%
9,0% 4,5%
7,5% 6,7% 6,1% 4,9% 5,5%
5,5% 4,9% 5,7% 4,0% 3,2%

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

COELBA ENERGISA MT
18,7%
16,8%
14,2% 15,2%
13,3% 13,7% 13,4% 13,1%
13,9% 14,5%
12,8% 10,7%
9,1% 9,3% 9,1% 8,9% 10,0%
9,5% 9,1% 8,8%
7,3% 6,7% 6,9% 11,7% 7,6%
9,0% 10,6%
8,0% 7,8% 9,9% 9,6%
8,5% 7,2% 7,2% 7,2% 7,1%
6,1% 6,2% 6,2% 6,2% 6,2% 6,6% 7,5% 7,2%

PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório) PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

ANEEL – RELATÓRIO – PERDAS DE ENERGIA NA DISTRIBUIÇÃO – 1/2019 17


CEMIG CEB
9,6% 9,9% 9,5%
12,3% 11,4% 11,8% 8,9% 9,3%
11,1% 8,7%
10,4% 7,9% 8,1% 7,9%
10,1% 9,7% 9,8%
8,9% 9,3%
8,6%
6,1%
9,3% 9,1% 5,2% 7,0% 7,0%
8,5% 8,7% 7,9% 6,6%
8,0% 7,6% 6,2%
7,6% 7,6% 7,6% 7,4% 5,9%
5,1% 5,2% 5,1%
4,5% 4,5% 4,5%

PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório) PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

CPFL PAULISTA RGE SUL


8,8% 9,8% 9,8%
8,2% 8,6% 9,2% 8,9%
8,0% 8,0% 8,0% 8,0% 8,6%
7,3% 8,2%
7,9% 7,5%
7,0% 7,0%
5,5% 5,7%
6,3% 5,5% 7,5% 7,2%
6,3% 4,9%
5,9% 6,5% 6,5%
5,4% 5,1% 5,7%
4,6% 4,6% 4,6% 4,6% 4,6% 5,1% 4,9% 4,9% 4,9%
4,4% 4,9%
4,4%

PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório) PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

CPFL PIRATININGA RGE


9,2%
9,0%
7,9%
7,5% 7,6% 7,7%
6,9% 7,1% 7,0%
6,4% 6,6% 6,7% 6,4%
5,9% 5,7% 5,7%
5,3% 5,5%
4,7%
4,2% 4,2% 4,1% 3,9% 3,9% 3,9% 5,5%
4,9% 4,9% 4,9% 5,2%
4,6% 4,6% 4,9% 4,7%
4,2% 4,0% 4,0% 4,5% 4,4% 4,4% 4,4% 4,4% 4,4%
2,7%
PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)
PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

ENEL CE CPFL PAULISTA


9,3% 8,8%
8,8% 8,2% 8,6%
8,0% 8,0% 8,0% 8,0%
7,5% 7,5% 7,5% 7,3% 7,3%
6,8% 7,0% 7,1% 6,7%
5,5% 5,7%
6,3% 5,5%
6,3%
4,5% 5,9%
5,4% 5,1%
4,7% 4,6% 5,1% 5,1% 5,1% 4,6% 4,6% 4,6% 4,6% 4,6%
4,8% 4,4%
4,1% 3,6%
3,6% 3,6% 3,6%

PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório) PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

CELESC ELEKTRO
8,6%
PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório) 8,1% 7,7%
7,9% 7,8% PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)

5,2%
4,9% 4,6%
4,4% 4,4% 4,3% 4,3% 5,8%
3,6% 3,8% 3,9% 4,1%
3,7%
4,3% 2,8% 2,8% 2,8%
3,7%
3,3% 3,2% 3,7% 3,7%
2,8%
2,0% 3,3% 3,3% 3,3%
2,9% 2,8% 2,8% 2,8% 0,9% 0,9% 0,9%
1,7% 1,9%
1,7% 0,9% 0,8%

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

ANEEL – RELATÓRIO – PERDAS DE ENERGIA NA DISTRIBUIÇÃO – 1/2019 18


COPEL ENEL GO
PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório) 7,9%
5,5%
5,2% 6,8%
6,0% 5,9% 6,3%
4,6% 4,6% 4,7% 5,5% 5,6% 4,9%
4,3% 4,2% 4,5%
4,3% 4,9% 4,4%
3,8% 4,7% 4,2%
4,0% 4,0%
3,1% 3,9% 3,9% 3,9% 3,9% 3,9% 3,9% 3,9% 3,9% 4,0%
3,4% 3,5%
3,1% 3,1% 3,1% 3,1% 3,1% 3,1% 3,1%
2,8% PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

COSERN NOVA SANTA CRUZ


PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório) PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)
7,7% 7,3%
7,1% 6,8% 4,9% 3,9%
6,5% 3,3% 3,3%
3,2% 3,1%
6,8% 2,9%
4,8% 2,6% 2,6% 2,4%
4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 2,1%
5,5%
5,1% 4,8% 4,6% 2,6% 1,8% 2,6% 2,6%
3,3% 1,1%

2,0% 1,3% 1,4% 0,8% 1,3% 1,2% 1,2% 1,2%


0,7% 1,1% 1,0% 1,0%

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

ENERGISA SUL SUDESTE


PNT/BT (real) PNT/BT (regulatório)

1,6% 1,4% 1,4%


1,2%
1,0% 0,9% 0,9% 0,8%
0,7% 0,6% 0,8%
0,9% 1,0% 1,0% 1,0%
0,6% 0,7% 0,6%
0,4% 0,4% 0,4% 0,2%

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

ANEEL – RELATÓRIO – PERDAS DE ENERGIA NA DISTRIBUIÇÃO – 1/2019 19


ANEXO IV
Perdas Não Técnicas em 2018
2018 (MWh) 2018 2018 (R$) Processos Vigentes
Perdas
Perda Não Preço Perda Não Diferença Perdas Não
Energia Perda Não Perda Não Não
Distribuidora Técnica médio Técnica Real e Técnica / Receita
Injetada Técnica Real Técnica Real Técnica /
Regulatória (R$/MWh) Regulatória Regulatória Requerida
Parcela B
RGE Sul 10.252.718 368.719 210.008 190,69 70.313 40.047 30.265 4,7% 1,1%
Amazonas 10.638.226 3.855.208 2.860.170 229,46 884.600 656.283 228.317 96,7% 21,5%
Enel RJ 14.489.913 1.696.101 1.258.482 198,62 336.874 249.955 86.918 13,6% 4,4%
EDP SP 16.585.542 607.573 487.634 203,97 123.924 99.461 24.463 10,3% 2,2%
Boa Vista 1.284.999 207.056 175.041 278,10 57.582 48.679 8.903 31,3% 9,7%
CEA 1.850.699 588.242 472.166 153,04 90.022 72.258 17.764 33,5% 13,0%
CEAL 4.829.614 656.737 598.909 175,74 115.412 105.250 10.163 22,2% 6,5%
CEB 7.341.525 375.318 278.063 200,99 75.437 55.889 19.548 11,4% 2,1%
CEEE 9.881.028 1.104.538 373.454 204,47 225.843 76.359 149.484 10,3% 2,1%
Celesc 27.015.945 825.751 379.853 211,17 174.370 80.212 94.158 5,3% 1,0%
Enel GO 15.717.134 333.735 321.658 196,89 65.709 63.331 2.378 4,1% 1,1%
Celpa 12.055.811 2.191.798 1.939.988 190,51 417.565 369.592 47.973 22,0% 7,9%
Celpe 16.664.683 1.267.663 1.036.976 177,62 225.157 184.183 40.974 12,5% 3,7%
Energisa TO 2.686.994 74.134 86.212 201,16 14.913 17.343 - 2.430 3,5% 1,5%
Cemar 7.518.055 393.646 491.767 185,16 72.887 91.055 - 18.168 6,5% 2,7%
Energisa MT 10.212.596 462.949 374.552 201,25 93.170 75.380 17.790 5,5% 1,9%
Cemig 51.535.472 1.863.797 1.404.670 187,37 349.211 263.186 86.024 5,8% 1,8%
Cepisa 4.902.462 776.032 548.898 189,89 147.363 104.232 43.131 20,9% 6,0%
Ceron 4.345.302 708.505 498.231 178,94 126.778 89.152 37.626 22,7% 6,0%
CHESP 139.377 1.331 1.071 150,64 201 161 39 0,7% 0,3%
Cocel 321.418 - 10.142 1.682 248,69 - 2.522 418 - 2.941 1,8% 0,4%
Coelba 23.724.610 1.039.405 774.921 160,91 167.247 124.690 42.557 4,3% 1,6%
Enel CE 13.771.531 665.659 367.709 186,52 124.158 68.585 55.573 5,1% 1,5%
Cooperaliança 222.142 - 2.919 357 163,20 - 476 58 - 535 0,3% 0,1%
Copel 32.753.577 732.063 662.373 187,83 137.507 124.416 13.090 5,2% 1,2%
Cosern 6.329.312 23.268 89.099 178,17 4.146 15.875 - 11.729 2,4% 0,8%
CPFL Paulista 35.268.059 1.247.426 791.051 184,00 229.530 145.556 83.974 6,7% 1,5%
CPFL Piratininga 15.508.706 423.205 209.309 203,87 86.280 42.672 43.608 5,0% 1,0%
DEMEI 148.012 4.850 3.830 229,83 1.115 880 234 5,1% 1,3%
DME-PC 557.544 - 3.069 1.797 155,11 - 476 279 - 755 0,6% 0,2%
Energisa BO 732.628 2.172 943 192,39 418 181 236 0,2% 0,1%
EFLJC 18.297 131 178 276,81 36 49 - 13 1,9% 0,5%
EFLUL 102.506 329 88 277,54 91 24 67 0,4% 0,1%
Elektro 18.677.865 593.815 252.705 198,39 117.806 50.134 67.672 3,3% 0,8%
Eletroacre 1.301.633 132.543 143.713 151,89 20.131 21.828 - 1.697 10,7% 4,3%
Eletrocar 200.235 3.639 1.966 233,13 848 458 390 1,7% 0,5%
Eletropaulo 47.425.348 2.118.531 2.037.496 182,24 386.080 371.313 14.768 11,5% 2,4%
ELFSM 554.890 32.855 14.791 218,64 7.184 3.234 3.950 4,7% 1,3%
Energisa MG 1.769.847 28.416 6.666 198,90 5.652 1.326 4.326 0,6% 0,2%
Energisa MS 6.155.979 193.057 187.039 181,77 35.092 33.998 1.094 4,1% 1,4%
Energisa NF 375.662 - 5.716 - 226,69 - 1.296 - - 1.296 0,0% 0,0%
Energisa PB 5.158.716 169.208 145.011 184,21 31.170 26.712 4.457 3,9% 1,4%
EDP ES 11.654.683 558.720 526.876 200,92 112.259 105.861 6.398 12,3% 3,1%
Energisa SE 3.555.146 91.790 93.981 174,09 15.979 16.361 - 381 4,1% 1,4%
Forcel 44.851 - 2.139 - 146,01 - 312 - - 312 0,0% 0,0%
Hidropan 95.920 1.615 175 233,16 377 41 336 0,3% 0,1%
Iguaçu Energia 300.457 7.213 4.868 193,53 1.396 942 454 4,6% 0,9%
Light 36.884.680 6.527.100 4.959.399 210,08 1.371.231 1.041.884 329.347 37,5% 8,8%
MUX Energia 73.518 - 303 648 150,89 - 46 98 - 144 1,8% 0,4%
RGE 11.977.574 269.191 260.805 183,48 49.392 47.854 1.539 4,7% 1,2%
Sulgipe 435.556 5.925 10.832 213,96 1.268 2.318 - 1.050 3,7% 1,3%
Nova Palma 76.436 21 481 146,05 3 70 - 67 0,7% 0,2%
ESS 4.661.741 34.885 15.084 183,73 6.410 2.771 3.638 0,7% 0,2%
CPFL Santa Cruz 3.186.320 47.162 13.751 166,24 7.840 2.286 5.554 0,8% 0,2%
TOTAL 513.973.495 33.288.739 25.377.428 198,97 6.582.846 4.995.182 1.587.665 11,2% 3,0%

ANEEL – RELATÓRIO – PERDAS DE ENERGIA NA DISTRIBUIÇÃO – 1/2019 20


Produzido por:
ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica.
(SGT – Superintendência de Gestão Tarifária)

Equipe:
Luís Carlos Carrazza
Marcelo Hlebetz de Souza
Claudio Elias Carvalho
Davi Antunes Lima

Edição 1/2019
Dados referentes ao período de janeiro/2008 a dezembro/2018,
obtidos por meio do Sistema de Acompanhamento de
Informações de Mercado – SAMP Balanço.

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