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Aluno: Matheus Lopes da Silva.

Matricula: 19/0114142.

Resenha sobre o texto Crise e revisão do conceito de gene, da


Leyla Mariane Joaquim & Charbel Niño El-Hani,.

No meio cientifico, a definição de gene nunca chega em


consenso. Com o avanço da tecnologia (principalmente a partir do século
XX), o entendimento por traz do gene se aprimorou, com a criação de
novos experimentos que resultaram e novas funções dentro do meio
celular. Gene seria a parte especifica e funcional que estrutura o DNA e
codifica uma proteína, ou um RNA. Atualmente sabemos que o conceito
por traz de gene é mais profundo e amplo, como mostrado no texto da
Leyla Mariane Joaquim & Charbel Niño El-Hani, que compilou os
principais experimentos, com o DNA, que mostram uma nova
característica para o gene e como é difícil o definir.

Antigamente o gene possuía nome, endereço e CPF, ou seja,


cada gene era formado por um seguimento próprio de nucleotídeos,
localizado numa determinada região do DNA e que tinha como principais
funções a síntese de proteínas ou molécula de RNA. As partes que eram
codificadas, transcritas para a produção de um polipeptídio são
denominadas de exóns, pequenas regiões onde são localizadas as
sequências de nucleotídeos que sintetizavam uma determinada proteína.
E a maior parte do genoma, não codificada, chamada de íntrons, região
aonde o “DNA-lixo” era encontrado, lixo porquê não se sabiam qual era
sua função exercida no ambiente celular.

No processo de transcrição do DNA para uma molécula de


RNA, essa molécula reduzida e a região dos íntrons eram descartadas,
dando origem a um RNA mensageiro que será traduzido em proteína.
Esse procedimento pelo o qual o RNAm passa para a retirada os íntrons
da sequencia de nucleotídeos, foi chamado de splicing alternativo, onde

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uma mesma sequencia de RNAm pode dar seguimento a diferentes tipos
de proteínas, onde um único gene, pode originar uma grande variabilidade
de proteínas. O que vai contra a definição clássica de gene, onde uma
determinada sequencia do gene origina um único polipeptídio de função
exclusiva. Entretanto a complexidade da expressão gênica está
particularmente relacionada ao numero de etapas que o gene passa e em
como ele é regulado até se tornar uma proteína.

Além de toda a complexidade que uma célula possui na hora


de exercer suas funções, para complicar mais um pouco, foi anunciado na
década de 1970, uma parte, similar ao gene, que compõem o DNA, mas
não era transcrita, chamada de pseudogenes. Até 1970, não se sabia no
que esse pseudogene agregava na célula, e através de estudos com o
genoma humano e chimpanzé pode-se notar que em algumas situações,
por exemplo no chimpanzé (já que o DNA humano é 99% similar ao de
um chimpanzé) existia a transcrição de um pseudogene, que no ser
humano era inativo e no chimpanzé produzia uma proteína funcional,
dando uma nova característica a algo que antes não era visto como
funcional.

O texto Leyla Mariane Joaquim & Charbel Niño El-Hani, é


confuso, possui muitas informações especificas, o exige um
conhecimento muito aprofundado do que é gene. A melhor definição a
certa do assunto tratado pertence a El-Hani, Queiroz e Emmeche (Crise
e revisão do conceito de gene, pagina 110) que diz,

(...) O significado de gene não está contido


na sequência de nucleotídeos do DNA, mas emerge
como um processo que envolve o sistema (...)

O que melhor descreve o processo como um todo, já que a relação


genica não é 1:1:1, entre o gene, seu produto e sua função.

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