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I.1.

LOCALIZAÇÃO GEOGRAFICA DE BELAS

Belas é um município da provincia de Luanda, em Angola, criado em 31 de março de 2011. A


sede do município é a cidade do Kilamba.

Dada a sua situação geográfica, Belas tem um clima tropical seco, com verões secos, invernos
temperados e níveis de precipitação variável. Com uma área total de 1077 km², o município
abrange uma zona rural, uma zona urbana e ainda uma extensa zona de praias. Os sectores
prioritários definidos pela Administração Municipal, sobre os quais incidirá a ação do executivo,
são: segurança, saúde, educação, saneamento básico, fornecimento de energia e água. Com um
franco desenvolvimento urbano, resultante, entre outros fatores, do crescimento populacional, o
município tem procurado melhorar as infraestruturas existentes, quer através da reabilitação
urbana, quer através da construção, tanto no domínio da habitação como no das infraestruturas
básicas (saneamento, água, energia) e do parque escolar.

A tipologia geográfica de Belas – zona urbana, zona rural e zona de praias – dispõe de condições
excelentes para o desenvolvimento do município em vários domínios, em particular o turismo.
Com esse objetivo, foi recentemente aprovado um ambicioso projeto de requalificação urbana
das zonas do Futungo de Belas e do Mussulo, que abrangerá as infraestruturas de saneamento,
águas e esgotos, estradas, eletricidade e ainda a construção de zonas habitacionais e
equipamentos turísticos. A zona de praias estende-se por muitos quilómetros de areal branco,
palmeiras e águas tépidas, onde é ainda possível assistir a um espetáculo único e inesquecível: a
postura das tartarugas gigantes na praia das Palmeirinhas. A chamada Ilha do Mussulo, uma
restinga com cerca de 30 km de comprimento na costa sul da província de Luanda, com belas
praias em que os coqueiros vêm até à borda da água, é um local muito procurado por luandenses
e turistas como zona de lazer. A baía interior, e a baía do Mussulo, tem condições ideais para a
prática de desportos aquáticos.

O surgimento do município de Belas deveu-se, igualmente, à importância política, económica,


social e administrativa da Cidade do Kilamba, que é a sede do município, à qual o Executivo
achou premente aplicar uma gestão moderna, diferente da actual, para que se tenha uma política
de desenvolvimento, planos e programas voltados à administração e manutenção sustentável do
empreendimento.
DISTRIBUIÇÃO POPULACIONAL

Segundo as projeções populacionais de 2018, elaboradas pelo Instituto Nacional de Estatística, o


município conta com uma população de 1 230 101 habitantes, sendo o quarto município mais
populoso do país, ficando atrás somente de Luanda, Viana e Cacuaco.

DIVISÃO ADMINISTRATIVA DO BELAS

O município de Belas, é um dos sete municípios que constituem a província de Luanda. sendo as
funções do Estado cometidas a uma Administração Municipal, que é o órgão executivo. O
município, que tem como sede a cidade de Kilamba, é constituído por 7 comunas: Camama,
Benfica, Vila Estoril, Ilha do Mussulo, Barra do Kwanza, Futungo de Belas e Ramiro. Cada
comuna é formada por diversos bairros. Belas é limitado a Norte pelo município de Luanda, a
Leste pelo de Viana, a Sul pelo de Kissama e a Oeste pelo oceano Atlântico

Na ocasião, o ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, agora vince presidente


informou que na cidade do Kilamba existem já infra-estruturas urbanas “bastantes avançadas” e
prevê albergar 26 mil habitações e 158 mil habitantes.

A cidade do Kilamba está à ser doptada de infra-estruturas para serviços municipais que o
projectam para ser o embrião de ensaio da criação de autarquias a nível do país, uma vez que
estão projectadas nela a futura Câmara Municipal, o Tribunal Municipal e outros serviços
municipais.1

ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE BELAS

Quanto a organização social, os Munícipes do Belas os filhos na sua maioria dos casos,
pertencem às mães e aos tios maternos. Eles herdam os seus bens e verifica-se ainda, certas
crianças que crescem e são tratadas em casa do tio materno. O que quer dizer que o tio, exerce a
verdadeira autoridade sobre os sobrinhos, pois embora esta cultura esá quase a desaparecer, já se
verifica em muitas familias que os filhos são mesmo dentetores do pai e da mãe, todo o seu
processo de crescimento é mesmo feita sobre o control deles.

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Internet. 05/11/020 – 06:30 min
SECTOR DO COMERCIO E AGRICULTURA

COMÉRCIO
O comércio sempre teve grande importância na história de Angola e as populações do belas têm-
no como a fonte principal de rendimento. A comercialização dos produtos agro-pecuários é uma
necessidade que se impõe, uma vez que mesmo em agricultura de subsistência parte da produção
é comercializada para aquisição de outros produtos necessários às famílias.
A comercialização dos produtos agro-pecuários é uma necessidade que se impõe, uma vez que
mesmo em agricultura de subsistência parte da produção é comercializada para aquisição de
outros produtos necessários às famílias.
Para satisfazer esta necessidade e face ao mau estado das vias de acesso que impossibilitam a
circulação mercantil, algumas comunidades têm preferido mudar para se situarem ao longo das
estradas com maior circulação de viaturas, e exporem aí os seus produtos aos viajantes.
AGRICULTURA
A agricultura é uma prática econômica que consiste no uso dos solos para cultivo de vegetais a
fim de garantir a subsistência alimentar do ser humano, bem como produzir matérias-primas que
são transformadas em produtos secundários em outros campos da actividade econômica. Trata-se
de uma das formas principais de transformação do espaço geográfico.
As produções permitem assegurar alimentação das famílias e venda dos produtos, nomeadamente
os hortícolas.
A aprovação da lei dos recursos biológicos aquáticos, e o regulamento da aquicultura, criam a
base legal fundamental para o exercício da aquicultura, em virtude de estabelecerem-se os
objectivos, princípios e demais medidas reguladoras para a prática desta actividade de modo
responsável.
A estrutura económica do município caracterizava -se pelo marcado “dualista” que influenciava
o desenvolvimento das regiões, por razões diversas, entre as quais sobressaía o grande desnível
social, educacional, económico e cultural dos sectores tradicional e empresarial. Tal “dualismo”
constituía o suporte da estrutura da Agricultura no belas, e era expresso pela existência de dois
sectores então designados por empresarial e tradicional, que correspondiam a tipos agrários com
padrões culturais, sociológicos e económicos diferenciados do ponto de vista dos objectivos, do
tipo de relação entre as unidades de produção e os elementos humanos com eles relacionados, da
força de trabalho, da posição perante o mercado, atitude em relação ao cálculo económico, da
estrutura dos custos de produção e dos fluxos de energia.
Existe alguma zonas rurais onde é efectivada essa actividade onde as mesma produções agrícolas
permitem assegurar alimentação das famílias e a venda dos produtos, nomeadamente as
hortícolas. Nela produz-se principalmente o milho, feijão, batata rena, batata-doce.

COMPOSIÇÃO LINGUÍSTICA DO BELAS

Para além do Português, a maioria dos munícipes de bela têm como língua materna o Umbundu,
Kimbundu, Kikongo, Cokwe. Esse munícipio é um mosaico de línguas por ser um município
onde a maioria da população pertence à outras cidades de Angola, que por motivos de guerras, da
procura de melhor condições de vida, instalou-se cá. A faixa etária na sua maioia juvenil tem o
Português como a língua primeira. Hoje, já verificamos o interesse de falar e ensinar/aprender ea
língua umbundu e outras de caracter nacional que já foram inseridas no sistema de ensino.

ESTUDO REALIZADOS SOBRE AS LÍNGUAS NO MUNICIPIO DE BELAS

No município, ainda prevalece o estudo feito pelo Malcom Guthrie (1948: 50), e outros
pesquisador das línguas africanas, onde classificou as línguas bantu em grupos denominados de
“zonas” e, por conseguinte atribuiu uma letra e um número à língua de cada zona. Nesse
contexto, a língua em estudo, o umbundu, ficou enquadrada na zona R, sob o nº10. Tal estudo,
isto é, segundo Mudiambo (2013:98), o estudo das línguas bantu integra-se no âmbito da
Etnolinguística, termo que contém duas noções fundamentais: etnia e língua.

É óbvio, que as línguas bantu na sua génese apresentam uma semelhança inegável, facto que
contribuiu, desde cedo, para despertar o interesse a muitos bantuístas da época e, não só, para o
estudo comparativo entre milhares de línguas faladas pelos povos migrantes negros (bantu) ao
Sul do Sahara.

Nos finais do séc. XVIII, vários académicos tinham verificado que as línguas no terço Sul de
África revelavam um grau de semelhança surpreendente. Línguas faladas a mais de 3200 km de
distância pareciam pouco mais do que dialetos de uma única língua. Em 1862, de acordo V.
Kukanda (1986: 6) apud Mudiambo (2014: 45) e Chicuna (2015: 27) o termo foi utilizado pela
primeira vez, pelo alemão Wilhelm Bleek para se referir ao conjunto de línguas faladas
maioritariamente na África subequatorial.

Por outro lado, Bleek afirmara que essas línguas apresentam características muito comuns, e que
designavam o ser humano por muntu. Um outro autor, Greenberg, mediante o elevado número de
línguas existentes em África, dedicou-se aos estudos destas línguas e, por sua vez, classificou-as,
apresentando um número de quatro grandes “famílias linguísticas” e as suas “subfamílias”,
respetivamente (Mudiambo, 2014: 45).

As línguas bantu apesar de pertencerem a grande família linguística, especificamente a Família


Congo-Kordofaniana, têm como subfamília Níger-Congo que se espalhou ao sul do Equador
particularmente no território de Angola, Greenberg apud Mudiambo (ibidem, 2014). No entanto,
apesar de estarem subdivididas em distintas famílias, ainda assim, verifica-se um grau de
homogeneidade entre ambas, uma ideia corroborada por Altuna (2014: 23) ao afirmar que, «as
línguas bantu têm um tal grau de parentesco que só se compreende partindo de um tronco
comum primitivo».

Os estudos linguísticos realizados por muitos demonstraram que as línguas bantu apresentam
características que diferem significativamente das demais famílias de línguas principalmente as
indo-europeias, pois estas são formadas por uma raiz gramatical que caracteriza todas as línguas
africanas chamada NTU para designar “pessoa” e o prefixo BA sendo este um morfema do
plural, constituindo o vocábulo “Bantu” que significa “pessoas”, isto é, na classificação e
concepção de Wilhelm Bleek proposta em 1826 e que até o momento continua a ser válida.

As línguas bantu apresentam entre si algumas características comuns e que são claramente
identificáveis, como é o caso dos nomes (substantivos) que são caracterizados por prefixos que
indicam o (singular e plural) e o número da classe em que pertence o nome; o sistema vocálico é
simétrico, com uma vogal central e um número idêntico de vogais anteriores (i, e) e de vogais
posteriores; algumas consoantes orais não aparecem de forma isolada por serem sempre pré-
nasalizadas (Kamuxitu, 2011: 21) e (Fernandes e Ntondo, 2002: 69).
Actualmente, o termo “ bantu” é usado nos estudos dalínguistica moderna para se referir a um
grupo de cerca de 600 de línguas falada por mais de 220 milhões de pessoas numa vasta região
da África contemprânea que se estende a sul de uma linha que vai desde os Montes Camarões ( a
sul da Nigéria), junto a costa atlantica, até a foz do rio Tana (no Quénia), abrangendo os
seguintes paises: Africa do Sul, Angola, Botswana, Burundi, Camarões, Comores, Congo,
Gabão, Guine Equatorial, Lesotho, Madagasca, Malawi, Moçambique, Namibia, Quénia,
República Democrática do Congo, Ruanda, Swazilândia,Tanzania, Uganda, Zambia,
Zimbambwe. Nesta região existem, em alguns países em claves de línguas não bantu,
nomeadamente: Khoi, San Hotentote (Kalahari), na África do Sul e Namibia, na Tanzania, e
talvez outras línguas noutros paises.2

Assim, as Línguas Bantu apresentam as seguintes características (Théophile, 1985 apud


Mudiambo 2013:98)

 Os nomes são caracterizados pela prefixação dos morfemas flexionais.


 As Línguas Bantu apresentam um sistema de classes, caracterizado por vários prefixos
nominais, que indicam o singular e o plural. Cada classe tem um número;
 Os nomes são classificados em função dos seus prefixos do singular e do plural;
 A utilização de tons no interior de um mesmo significante permite opor duas unidades na
maioria das Línguas Bantu. O tom imprime uma variação às unidades lexicais, resultando
daí um sentido diferente, mas num contexto fonético idêntico: Ondjila (Caminho),
Ondjíla (Pássaro).
 As palavras na Língua Umbundu começam por vogal ou consoante, mas terminam
sempre em vogais (cf. Nascimento, 1894:2).

HÁBITOS E COSTUMES
Cada povo tem os seus costumes, a sua maneira de estar na sociedade que de alguma forma
reflectem a sua cultura. Os municípes de bela, apreciam a música e a dança diversificadas de
acordo com as circunstâncias dos ritos a serem celebrados. Pela música e pela dança, eles
manifestam os seus sentimentos afectivos que podem ser de alegria ou até de tristeza.

2
NGUNGA, Armindo, Introdução a Línguistica Bantu, 2ª edição, Maputo 2014:35
Altuna (2006: 24) reforça essa ideia ao referir: “Os Bantu, além do nítido parentesco linguístico,
conservam um fundo de crenças, ritos e costumes similares, uma cultura com traços específicos e
idênticos que os assemelha e agrupa, independentemente da identidade racial”.
Para os municípes de bela, o dançarino passa a ser visto como uma figura pública que domina a
arte da dança, conquistando assim um espaço de referência na sociedade em que está inserido.

No grupo de dançarinos, encontramos pessoas de ambos os sexos, aptos a executarem a arte que
lhes é característica, nas festas tradicionais, como por exemplo, na entronização de um rei, na
apresentação de um(a) recém-nascido(a), na iniciação da puberdade, na morte do rei, do soba
grande, etc.
Falando de danças executadas, podemos encontrar a tradicionalmente, essa é uma dança que se
usa nas entronizações e nos óbitos e nas kombas (término dos óbitos) dos soberano.

Na cultura de alguns povos do Bela isto é Ovimbundu, para além da dança, existem os usos e
costumes, como é o caso daqueles que são ligados ao nascimento de um novo ser nas famílias,
sobretudo quando se trata de gémeos. Para esse povo, o nascimento dos gémeos é motivo de
muita alegria, não só para a família, mas também para a sociedade em geral. À alegria da família
junta-se também a preocupação de os manter vivos durante o crescimento.

Segundo o costume, quando esses bebés nascem são saudados com insultos de alegria. Mandam
as regras que, mãe e gémeos, depois da caída dos umbigos dos filhos, são levados para fora de
casa, envoltos em lama, enquanto a mãe é arrastada no lodo, passando assim com ela à volta da
sua casa, num alarido de insultos, assobios e ao som do chifre de cabrito ou de boi, com um
balaio cheio de milho cozido sem desfarelar. Esse milho cozido desta forma, em Umbundu é
designado por ombulungu.

À medida que vão dando voltas à casa com os gémeos e arrastando a mãe, vão comendo
ombulungu, ao longo de toda a manhã. Esta cerimónia conhece o seu término com o enterrar dos
umbigos das crianças junto ao cruzamento e as roupas da parturiente, no momento do parto, são
atiradas ao rio, pelo curandeiro que acompanhou o parto e os primeiros dias desses bebés.
Chegada a hora da atribuição dos nomes, esses bebés, recebem os nomes dos animais mais
temidos na fauna angolana.

Segundo os pares nascidos, eles serão:


 Se forem dois meninos, o primeiro a nascer recebe o nome de Ndjamba (elefante) e o
segundo a nascer, recebe o nome de Hosi (leão).
 Se forem duas meninas, a primeira a nascer vai chamar-se de Ndjamba e a segunda,
Ngueve (hipopótamo);
 Se for um casal (menino e menina), estes recebem o nome de Ndjamba (elefante) e
Ngueve (hipopótamo), simultaneamente.

Segundo os costumes, ao longo do seu crescimento esses bebés devem ser tratados de igual
forma; devem usar roupas idênticas e serem alvos dos mesmos direitos, evitando assim possíveis
ciúmes e aborrecimentos entre eles. Se por infelicidade um dos gémeos morre, a mãe não deve
chorar, nem entristecer-se diante do outro sobrevivente, evitando assim que o outro irmão se
aperceba do óbito.

Após o funeral do gémeo, segundo a tradição, deve criar-se um boneco de madeira, em pequenas
dimensões, vesti-lo com as mesmas cores do gémeo vivo. Esse deve acompanhar sempre o irmão
vivo até que ele cresça.

PRINCIPAL BEBIDA
Cisângua
A cisângua é uma bebida feita à base de água e farinha de milho (branco ou amarelo); pode ser
gaseificada ou não, dependendo dos dias em que permanece no recipiente. Na cultura dos
ovimbundu, à cisângua acrescenta-se o ombundi (raízes silvestres, doces), que é descascado, bem
lavado e pisado no pilão e colocado na cisângua, no segundo dia de ser confeccionada; o
ombundi substitui o açúcar.Depois de tudo preparado, come-se, bebe-se e dança-se ao som do
batuque, oferecendo tudo aos espíritos.3
3
COSTA, José Camacha Manuela Teresa, Proposta de um Dicionário de Umbundismos, Tese de Doutoramento em
Linguística, Faculdade de Ciências Sociais e humanos, Universidade Nova Lisbos, Abril 2015: 15-20
ALEMBAMENTO

É o mais importante do que o casamento civil ou religioso, o alembamento tem o peso da

tradição. Em Angola, é visto como uma cerimónia fundamental: alembamento é a entrega dos

dotes exigidos pela família da noiva à família do noivo. Panos africanos, carta de pedido, dote e

presentes simbólicos definem o casamento tradicional africano. Em Angola, em particular no

município de belas o alembamento vai muito além de anel no dedo, muito além de um joelho

dobrado apoiado no chão. É um enlace de grande importância, uma vez que enaltece a família e é

visto como o ‘pilar’ da felicidade.

"Alembamento é um costume tradicional ou casamento tradicional que consiste na celebração de

uma cerimónia em que o homem se torna esposo da mulher, mediante rituais, tendo em conta os

costumes regionais. diz Melo Mendes, aluno do mestrado em Direito Constitucional, na

Universidade Autónoma de Lisboa.

Hoje, há certas mudanças neste casamento típico angolano, o que leva muitas vezes a confundir

alembamento com pedido de casamento. Segundo Jobe José, explica essa diferença:

"Alembamento é uma exigência que os familiares fazem. Existe uma lista da família da noiva,

onde são exigidas certas coisas como fatos, bebidas, calçado, até mesmo galinhas, se for preciso.

O pedido consiste numa apresentação, onde se pede consentimento para casar."

Melo Mendes, embora muito jovem, encontra-se já no terceiro alembamento. "A primeira vez,

teve mesmo que ser. A rapariga engravidou e fui obrigado a fazer alembamento, porque a

tradição assim o exige…" ‘Pular à janela’ é o termo que se usa quando a rapariga engravida antes
do casamento. Nestes casos, é atribuída uma multa por parte da família da jovem à família do

rapaz. Em Angola, em 90 por cento dos casos de gravidez é exigido alembamento.

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