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Feudalismo

Introdução
(…) Carlos Martel, chamado o martelo, lembrado como líder do exército cristão
que prevaleceu em Tours, foi um verdadeiro gigante do início da Idade Média.
Também considerado o pai da cavalaria pesada ocidental, das ordens de
cavalaria e fundador do Império Carolíngio (nomeado a partir de seu nome), e
um incentivador para o sistema feudal.
Neste sentido, “Feudalismo” Sistema social que se desenvolveu na Europa
Medieval, cuja característica básica foi a dominação e exploração dos
camponeses pela nobreza por meio da servidão.

Origem do Feudalismo

Com a decadência e a destruição do Império Romano do Ocidente, por volta do


séc. d.C. 400 - 500, em decorrência das inúmeras invasões dos povos
bárbaros e das péssimas políticas económicas dos imperadores romanos,
várias regiões da Europa passaram a apresentar baixa densidade populacional
e ínfimo desenvolvimento urbano. A partir do século V d.C., entra-se na
chamada Idade Média, mas o sistema feudal (Feudalismo) começa na França e
passa somente a vigorar em alguns países da Europa Ocidental a partir do
Séc. IX d.C., aproximadamente. A politica feudal era descentralizada, havendo
uma relação de Suserania e Vassalagem dependente da hierarquia, e um
exercício de um forte poder local.

A sociedade feudal

A sociedade feudal era composta por três grupos sociais com status fixo): os
Nobres (guerreiros), o Clero (religiosos), e os servos (mão de obra). O que
determinava o status social era o nascimento. Havia também a relação de
suserania entre os Nobres, onde um nobre (suserano) doa um feudo para um
outro nobre (vassalo). Apresentava pouca ascensão social e quase não existia
mobilidade social (a Igreja foi uma forma de promoção, de mobilidade).
O clero tinha como função oficial rezar. Mantinham a ordem da sociedade
evitando, por meio de persuasão e criação de justificativas religiosas, revoltas e
contratações camponesas.
A nobreza (também chamados de senhores feudais) tinha como principal
função a de guerrear, além de exercer considerável poder político sobre as
demais classes. O Rei lhes cedia terras e estes lhe juravam ajuda militar
(relações de suserania e vassalagem).
Os servos constituíam a maior parte da população camponesa: estavam presos
à terra, sofriam intensa exploração, eram obrigados a prestarem serviços à
nobreza e a pagar-lhes diversos tributos em troca da permissão de uso da terra
e de protecção militar. Embora geralmente se considere que a vida dos
camponeses fosse miserável, a palavra "escravo" seria imprópria. Para
receberem direito à moradia nas terras de seus senhores, juravam-lhe
fidelidade e trabalho. Por sua vez, os nobres, para obterem a posse do feudo
faziam o mesmo juramento aos reis.
Os Vassalos oferecem ao senhor ou suserano, fidelidade e trabalho em troca
de protecção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem
estendiam-se por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.
Nomeadamente o caso Português, podemos dizer, este sistema foi evidenciado
durante a luta travada no Ano 711, quando os muçulmanos vindo do norte de
África, invadiram a península ibérica ocupada por povos cristãos. A esta
invasão, apenas resistiu a região montanhosa e fria de Astúrias. No entanto,
formou-se logo, no séc. VIII, um reino cristão independente que iniciou a luta
para reconquistar as terras ocupadas pelos muçulmanos. E até os finais do
séc. XI, foram reconquistados vários reinos cristãos independentes: Leão,
Castela, navarra, Aragão e condado de Catalunha. Para ajudar na luta contra
os muçulmanos, o rei leão de D Afonso IV pediu ajuda a D. Raimundo e
Henrique, dois primos e nobre franceses. Como recompensa, Henrique casou
com a filha do rei, D.Teresa, e passou a governar, por volta de 1095, uma parte
do reino de leão: O condado Portucalense, é a partir do condado portucalense
que vai nascer, em 1143, um novo reino: o reino de Portugal.
Em 1249, com D Afonso III, Portugal ganhou a forma territorial da actual.
A fixação do território português foi um resultado da reconquista cristã, o qual
foi um processo de sucessos e insucessos.
D. Afonso Henriques (1109-1185), conhecido como o “Conquistador”, com
origem do Condado portucalense, o reino de Portugal tornou-se independente
graças à acção de D. Afonso Henriques.
Que em 1128, na Batalha de S. Mamede, D. Afonso Henriques derrota as
tropas de sua mãe D.Teresa e assume o governo do condado Portucalense.
A partir desta data, dedicou-se a aumentar os territórios para o sul,
conquistando novas terras aos muçulmanos e conseguir a almejada
independência do condado, travando então várias guerras contra o seu primo,
Afonso VII, rei de Leão e Castela a quem devia vassalagem.
Em 1143 Afonso VII, reconheceu a Dom Henriques, o título de rei mas com a
condição de continuar a prestar-lhe vassalagem. D. Henriques, decidido a por
fim a essa sujeição, procurou o reconhecimento do seu título e do seu reino
perante o Papa, nesta época o papa, chefe supremo da igreja católica, tinha
muitos poderes. Todos reis lhe deviam obediência e fidelidade. Quando se
formava um reino era necessário que o papa confirmasse o título de rei ao seu
primeiro monarca. Só assim, a independência do novo reino era respeitada
pelos outros reis. Contudo, D. Henriques, só em 1142, que dispôs Portugal à
Santa Fé, considerando-se seu vassalo, prometendo um tributo anual em ouro.
Finalmente, através da Bula Manifestis Probatum, o Papa Alexandre II
reconheceu D. Afonso Henriques como rei e Portugal como um reino
Independente.
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