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Ana Paula Eugênia, Jader Volkmer e Renato Chaves Vasques 1

CMMI® versão 1.2


Quais são as mudanças frente à versão 1.1 e qual é o impacto nos programas de
melhoria de processos?

O SEI – Software Engineering Institute, instituto de pesquisa norte-americano de grande


prestígio na área de tecnologia da informação e administrador do CMMI e seus produtos e
serviços, recentemente divulgou a chegada ao mercado da versão 1.2 do referido modelo,
prevista para o segundo semestre de 2006 (agosto). Com isso, organizações do mundo inteiro
que estão implementando programas de melhoria de processos baseados na versão 1.1 do
CMMI, necessitam entender iniciar seu planejamento no sentido de efetuar a migração e as
alterações necessárias para adaptação à nova versão do popular modelo de melhores práticas (ver
tabela abaixo).

CMMI - O “Capability Maturity Model Integration” é o modelo desenvolvido pelo


Software Engineering Institute (SEI) que integra as melhores práticas no campo
da engenharia de sistemas e de software. Ele é o pioneiro e atualmente um dos
mais utilizados modelos de melhores práticas no segmento de tecnologia. O
CMMI é estruturado por meio de um conjunto de áreas de processos relativas a
várias disciplinas (engenharia, gestão de projetos, etc) distribuídas ao longo de
cinco níveis de maturidade. A intenção do modelo é aumentar a maturidade das
organizações por meio do aumento da capacidade individual e coletiva dos
processos (áreas de processos) localizados em cada nível de maturidade. (Fig. 1)

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55 Foco Contínuo na
Otimização
Melhoria dos Processos

Quantitativamente
44
Processos são medidos
e controlados Gerenciado

Processos são caracterizados


33 para Organização e são Definido
proativos

Processos são caracterizados por


22 Projeto e as ações são Gerenciado
freqüentemente reativas

11 Processos são imprevisíveis,


Inicial
pouco controlados e reativos

Fig. 1 – Os cinco níveis de maturidade do CMMI

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A Integrated System Diagnostics Brasil (ISD Brasil), subsidiária da ISD Inc, um dos
maiores parceiros do SEI em número de credenciais no mundo, seguindo sua política e seus
valores de levar não somente a informação ao mercado, mas sim prover uma apropriada análise
e conseqüente conjunto de recomendações, preparou este comunicado (artigo) para que o
mercado brasileiro envolvido com melhoria de processos possa planejar sua transição entre as
versões do CMMI de maneira a minimizar quaisquer impactos possíveis e ainda usufruir dos
eventuais benefícios da nova versão do modelo.

O Calendário da Mudança

Ö 31 de Dezembro de 2005 – os produtos associados ao SW-CMM® (modelo e


métodos de avaliação), já não são mais aplicáveis desde 01 de Janeiro de 2006;
Ö Agosto de 2006 – período planejado para publicação da nova versão 1.2 do
CMMI®. A partir deste momento se dará início à descontinuidade da Versão 1.1 do
modelo. O período inicialmente previsto é de 1 (um) ano;
Ö 31 de Dezembro de 2007
(1) data de validade das avaliações para organizações que tiveram seus processos
avaliados oficialmente no SW-CMM®
(2) a partir de 01 de Janeiro de 2008 somente serão aceitas avaliações conduzidas
utilizando o método SCAMPI v1.2, bem como a versão 1.2 do CMMI

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Uma “radiografia” da Versão 1.2 do CMMI

1) Mudanças e Melhorias no CMMI®

Mudança / Melhoria Impacto (*) Comentários e Recomendações


Não muda a forma como as organizações implementam seus
programas de melhoria atualmente.

O SEI possui atualmente dois projetos em andamento que quando


prontos devem expandir consideravelmente o escopo do CMMI.

a) CMMI Acquisition (Aquisição) – projeto em parceria com a


General Motors (GM) que visa desenvolver uma versão do
CMMI para empresas que adquirem soluções de tecnologia em
larga escala (grandes compradores)
a) Incorporação de uma
arquitetura de modelo que
b) CMMI Services (Serviços) – projeto em parceria com a
contemple a expansão das
Baixo Northrop Grumman que visa desenvolver uma versão do CMMI
melhores práticas para
para área de serviços relativos à tecnologia da informação, tais
novas áreas, tais como
como manutenção, help desk, etc.
serviços e aquisição
c) CMMI Development (Desenvolvimento) – esta é a versão
corrente do modelo CMMI v 1.1 que está em migração para a
versão 1.2

Com estas três versões ou “constelações” (nome dado pelo SEI) a


família CMMI cobrirá grande parte das atividades relativas à
Tecnologia da Informação (aquisição, desenvolvimento e
serviços).

Não muda a forma como as organizações implementam seus


programas de melhoria.
b) Apresentação do CMMI
de forma única, refletindo Hoje em dia, tanto o livro do CMMI quanto o treinamento de
Baixo
ambas as representações: introdução aos conceitos do modelo já possuem uma visão única
contínua e por estágios. que contempla as representações contínua e por estágios.

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A nova versão do livro CMMI - Guidelines for Process
Integration and Product Improvement, cuja data de publicação
está prevista para agosto de 2006, manterá a mesma visão única
das respectivas representações.

Não muda a forma como as organizações implementam seus


c) Eliminação dos conceitos
programas de melhoria.
de práticas avançadas
(advanced practices) e Muito baixo
Particularmente no Brasil, a representação contínua do CMMI é
características comuns
pouquíssimo difundida.
(common features)
Não muda a forma como as organizações implementam seus
programas de melhoria.

Particularmente no Brasil, a extensão IPPD do CMMI é


pouquíssimo difundida.

A implementação de IPPD no CMMI continuará sendo algo


d) Simplificação do material
opcional e dependente da estratégia de cada organização.
referente ao IPPD
(Integrated Product and
Muito baixo As alterações não são de conteúdo e sim de distribuição das
Process Development) ou
práticas dentro das áreas de processos. Não mais existirão áreas
(Desenvolvimento integrado
de processos (PAs) de IPPD e sim práticas que serão alocadas às
de processos e produtos)
PAs:

- OPD – Organizational Process Definition (Definição do


processo organizacional) e;
- IPM – Integrated Project Management (Gestão integrada de
projetos).

Possuir ou não subcontratação de serviços, naturalmente,


continuará dependente da estratégia de negócios de cada empresa
ou organização.

e) Incorporação da extensão Porém, as organizações que possuírem relação com fornecedores


Supplier Sourcing (SS) a Médio (compra de produtos e/ou serviços), terão não somente que optar
parte principal do CMMI pela implementação da PA de nível 2 SAM (Supplier Agreement
Management) (Gerenciamento de Acordos com Fornecedores),
como também da PA de nível 3 ISM (Integrated Supplier
Management) (Gerenciamento Integrado de Fornecedores)

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Ação: as organizações que estão no nível 3, ou pretendem
trabalhar o nível 3, e implementam SAM (Supplier Agreement
Management) (Gestão de Acordos com Fornecedores)deverão
implementar ISM (Integrated Supplier Management) (Gestão
Integrada de Fornecedores) também. É recomendada a
elaboração de um plano de ação para contemplar esta mudança.

Não muda a forma como as organizações implementam seus


programas de melhoria.

Apenas as empresas que trabalham engenharia de sistemas


contarão com exemplos mais específicos, facilitando assim a
f) Adição de exemplos
Baixo interpretação e implementação do modelo.
relativos à Hardware
Ação: embora o impacto seja considerado baixo, é recomendável
a realização de uma revisão das interpretações mais críticas
relacionados ao desenvolvimento de hardware.

Duas práticas relativas a “Ambiente de Trabalho” (Work


Environment) foram adicionadas ao modelo, uma na área de
g) Duas práticas relativas à
processo “OPD” e outra na área “IPM”. A intenção é que tanto a
“Ambiente de Trabalho”
Médio organização quanto os projetos provenham suporte nas questões
(Work Environment) foram
relacionadas ao ambiente de trabalho (ex: segurança, ruídos e
adicionadas ao modelo
interrupções, etc.).

O SEI está limitando formalmente a possibilidade de não


aplicabilidade de áreas de processo (PA) que não sejam SAM e
ISM (ambas relativas aos fornecedores).
h) Não aplicabilidade de
Áreas de Processos (PAs) se
Baixo A não aplicabilidade de outras Áreas de Processos (PAs) não
limitará somente a SAM e
será permitida na representação “por estágios” do CMMI. A
ISM
recomendação do SEI para outras situações é o uso da
representação “contínua” do modelo.

(*) Impacto: Muito baixo, Baixo, Médio, Alto, Muito Alto.

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2) Mudanças no Método de Avaliação SCAMPI

Uma nova versão para o método de avaliação SCAMPI será liberada juntamente com a versão
1.2 do CMMI®. Desta forma, a partir de 31 de dezembro de 2007 somente serão aceitas as
avaliações oficiais no CMMI® Versão 1.2, que também forem realizadas com a versão 1.2 do
método de avaliação SCAMPI. Vale reiterar que até essa data, avaliações que utilizarem a versão
1.1, seja do modelo ou do método de avaliação SCAMPI, serão consideradas válidas.
Assim como as alterações no modelo, as alterações no método de avaliação SCAMPI não são
“radicais”, mas sim pequenos ajustes e melhorias oriundos de várias sugestões de mudanças ao
longo dos últimos anos e da necessidade de adaptação à versão 1.2 do próprio modelo

Passos Recomendados pela ISD Brasil para a Migração

Em resumo, as alterações presentes na versão 1.2 do CMMI e seus demais componentes,


incluindo o método de avaliação SCAMPI não refletem mudanças profundas, estruturais ou de seu
propósito.
Este documento tem como objetivo principal prover uma análise preliminar das mudanças no
CMMI e seus ativos, proporcionando aos clientes da ISD Brasil e ao mercado brasileiro em geral,
conhecimento suficiente para exercício de mitigação e suavização dos potencias riscos durante o
processo de migração. Entretanto, este documento individualmente não é suficiente para que se
empreenda um processo de mudança na íntegra. Caberá então a cada organização realizar junto com
os consultores da ISD Brasil uma análise mais criteriosa das mudanças aqui apresentadas levando
em consideração suas peculiaridades e objetivos individuais.
A Integrated System Diagnostics, sendo o mais antigo parceiro do SEI e tendo trabalhado ao
longo dos anos junto a esta entidade na criação dos diversos modelos e métodos de avaliação
(participou inclusive do desenvolvimento de CMMI e do SCAMPI), como já feito no processo de
transição do SW-CMM para o CMMI, desde já se prontifica a ajudar cada um de seus clientes e o
mercado, objetivando a redução de quaisquer potenciais impactos e custos oriundos do processo de
mudança.

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Etapas para a Migração
Ö Defina uma estratégia geral para adequação dos processos à nova versão
Ö Identifique desde já o melhor momento para migração, considerando seus objetivos
estratégicos
Ö Faça uma Análise de lacunas ou “gaps” a partir da liberação da versão 1.2 do CMMI® e
elabore um plano de ações
Ö Faça uma estimativa do esforço necessário para implementação das ações
Ö Identifique eventuais riscos envolvidos com a migração e defina a estratégia para tratamento
dos mesmos
Ö Defina junto à ISD Brasil a melhor estratégia para realização de treinamentos de
atualização, adequação e implementação dos gaps (desvios) em relação à versão 1.2, e
condução de avaliações preparatórias e oficiais.

Novas Políticas, Atitudes do SEI e Outros Assuntos


Junto ao início do processo de substituição do SW-CMM pelo CMMI a partir do ano 2001, o
SEI vem trabalhando arduamente para prover ao mercado mundial maior confiabilidade em relação
aos resultados (níveis de maturidade) das avaliações oficiais conduzidas. Isto se deve a alguns
problemas de “qualidade” que vêm sendo encontrados e relatados ao SEI ao redor do mundo,
incluindo China, Índia e Brasil. Estes problemas estão relacionados a questões éticas e
principalmente a níveis de maturidade sendo obtidos em tempos exageradamente curtos.
Objetivando o aumento desta credibilidade e confiança nos resultados, algumas ações foram e
continuam a ser tomadas pelo SEI. Aqui citamos algumas dentre as mais relevantes:

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1) Publicação dos níveis de maturidade em Website público do SEI
(http://seir.sei.cmu.edu/pars/pars_list_iframe.asp )

As avaliações de CMMI conduzidas utilizando o método SCAMPI passam a contar com alguns
mecanismos que permitem ao mercado verificar a autenticidade e validade dos resultados de uma
avaliação. Alguns destes instrumentos já existiam nos métodos de avaliação utilizados com o SW-
CMM (ex: SCE e CBA-IPI), mas agora possuem um padrão e maior rigor.
A seguir descrevemos as principais etapas e mecanismos para validação de um nível de
maturidade:

• 1ª Etapa - a avaliação precisa ser liderada por um profissional credenciado pelo SEI

• 2ª Etapa – todo líder autorizado pelo SEI é obrigado a gerar um documento resultante da
avaliação SCAMPI/CMMI, chamado “ADS – Appraisal Disclosure Statement”. Este
documento necessita ser assinado pelo líder autorizado pelo SEI e pelo patrocinador da
avaliação e contempla minimamente os seguintes itens:
o nome e número de identificação do líder da avaliação
o nome do patrocinador e equipe de avaliação com respectivas organizações de
afiliação
o data do período on-site
o escopo do modelo (versão , representação, domínio e áreas de processos avaliadas)
o escopo da organização (nome da empresa, área que foi avaliada, serviços avaliados,
principais clientes, localização geográfica, entre outros)
o o nível de maturidade ou capacidade atribuído.

• 3ª Etapa – nem todas as informações relativas à avaliação estão contidas no ADS. Em função
disso, cabe à entidade que está exigindo a eventual comprovação também solicitar os
artefatos de planejamento que são obrigatórios em um processo de avaliação oficial.
Algumas informações importantes que não necessariamente constam no ADS, mas aparecem
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no planejamento são: amostragem selecionada para ser avaliada (ex: projetos avaliados);
competências da equipe de avaliação; razões de negócios para a avaliação; e principalmente
qual é exatamente a área escopo da avaliação com todos os seus detalhes (empresa->localização
geográfica->diretoria->gerência->etc)

• 4ª Etapa - novidade importante ! – o SEI disponibilizou há algum tempo um website


(http://seir.sei.cmu.edu/pars/pars_list_iframe.asp) para publicação dos resultados de
avaliações oficiais de CMMI. Diferente do que existia no SW-CMM, agora no mundo
CMMI, esta publicação só é realizada após o registro, processamento e revisão de
qualidade do resultado da avaliação enviado pelo avaliador credenciado ao SEI; e não mais
feita baseada em informações de mídia (jornais, revistas, artigos, sites, etc) encaminhadas ao
SEI e que eram muitas vezes sujeitas à distorção e direcionamento. Ou seja, de maneira
formal o SEI está processando os resultados que serão publicados e provendo ao mercado
uma fonte única de níveis de maturidade obtidos no mundo inteiro.
Com isso, podemos afirmar com certa segurança que as únicas razões que levarão a NÃO
publicação de um nível de maturidade (avaliação) no site do SEI são:
1) A empresa avaliada não quer que seu resultado seja publicado
2) A avaliação não passou na revisão de qualidade do SEI durante o
processamento dos resultados e, portanto o nível de maturidade não será
publicado no site da entidade até que a organização avaliada seja submetida a
uma auditoria independente conduzida pelo próprio SEI para sanar ou
comprovar as eventuais divergências (http://www.sei.cmu.edu/appraisal-
program/quality.html)
Com base nesta nova direção dada pelo SEI e conhecendo o cenário brasileiro, podemos
inferir e antever que em uma empresa “fornecedora de produtos ou serviços” que obtiver
um nível de maturidade com o objetivo de mostrar ao mercado sua capacidade em
desenvolvimento e sustentação de aplicações de TI visando participação em concorrências
públicas e privadas ou mesmo exportação, a única razão da NÃO publicação de seu nível de
maturidade somente ocorrerá em função da situação 2 explicada acima.

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• 5ª Etapa – independente dos esforços do SEI e da comunidade em geral para evitar abusos e
usos inapropriados dos resultados de níveis de maturidade, sempre existirá uma última e
importante etapa que caberá ao órgão, entidade ou empresa que está adquirindo serviços ou
produtos de uma empresa, que é validar ao longo do relacionamento com o fornecedor o
desempenho e qualidade de seus produtos e serviços, bem como tomar conhecimento de suas
iniciativas na direção de melhorar continuamente seus processos e indicadores.

2) Canal de reclamações e qualidade do SEI


Outra atitude bastante relevante do SEI buscando maximizar a confiabilidade dos resultados das
avaliações é a criação do canal de comunicação entre o mercado e a área de qualidade do SEI
(scampi-quality@sei.cmu.edu), visando dar ao mercado mundial “voz ativa” no controle de
irregularidades e situações suspeitas. Este canal de contato está ancorado em um Código de Ética
definido pelo SEI e aprovado e obrigatoriamente assinado por todos avaliadores, instrutores e
parceiros do SEI. Estes “mandamentos” exigem dos parceiros do SEI integridade, conduta
adequada, ética, competência, entre outros valores requeridos de uma organização que na prática
estará avaliando e julgando outras empresas.

3) Período de 3 (três) anos para expiração de uma avaliação


Aproveitando o advento da entrada da versão 1.2 do CMMI, o SEI está estabelecendo uma
nova política que determina o prazo máximo de validade de 3 (três) anos para as avaliações
realizadas utilizando-se a versão 1.2 do CMMI. Estes três anos contarão a partir do último dia do
período de visita à organização (on-site) pressupondo que tudo tenha transcorrido normalmente
durante o processamento e validação de qualidade pelo SEI. Após estes três anos de duração, o
resultado do nível de maturidade será removido do site público de resultados do SEI
(http://seir.sei.cmu.edu/pars/pars_list_iframe.asp). A utilização do site para esse fim demonstra, de
forma inequívoca, a intenção do SEI de zelar pela qualidade das avaliações utilizando seu site como
fonte de consulta de avaliações corretamente conduzidas e com data de validade não expirada.
O SEI irá notificar as organizações após 2 (dois) anos de validade da avaliação, para que estas
tenham um prazo mínimo de 1 (um) ano para planejar a próxima avaliação e a eventual seqüência do
programa de melhoria.

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Esta mudança atinge todas as organizações que estão em programa de melhoria, inclusive as
organizações que já obtiveram o nível 5 do CMMI. Estas últimas também necessitarão passar por
nova avaliação a cada três anos se desejarem provar que ainda mantém o nível de maturidade obtido.
Ainda existem dois casos de exceção que precisam ser tratados:
1. Para as empresas avaliadas no SW-CMM, o prazo de validade destas avaliações será 31
de dezembro de 2007 obrigatoriamente. Vale lembrar que para o SW-CMM não existia
um site público e ativo do SEI com resultados de avaliações individuais, nos moldes
agora existentes para o CMMI;
2. Para as empresas avaliadas no CMMI versão 1.1, o prazo de validade destas avaliações
será o mesmo da nova política (3 anos) ou 1 (um) ano após a liberação da versão 1.2 do
CMMI, valendo sempre a opção do tempo mais longo.

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Conclusão

A Integrated System Diagnostics Brasil entende que as mudanças na nova versão 1.2 do
CMMI não são significativas a ponto de causar grande impacto ou ruptura nos programas de
melhoria em andamento ou mesmo naqueles que estão ainda em fase de planejamento levando
em consideração a versão 1.1 do modelo. Por outro lado, fica claro que o SEI, com esta
mudança, está estabelecendo os alicerces para que o CMMI possa alçar vôos mais altos, fazendo
frente e englobando dentro de seu framework áreas antes somente exploradas por outros modelos
e padrões, tais como: ITIL (serviços), eSCM (aquisição e outsourcing), etc.
Vale também destacar a preocupação do SEI que se reflete em ações no sentido de
preservar a credibilidade do CMMI e minimizar problemas de qualidade e confiança em relação
aos níveis de maturidade obtidos de forma suspeita ou mesmo atingidos em prazos muito curtos,
o que nem sempre é legitimamente possível.

Sobre os autores:

1
Ana Paula Eugênia - Consultora da ISD-Brasil, responsável pela condução e gestão do
programa de melhoria de diversas organizações nacionais e multinacionais em todos os níveis
de maturidade, vem participando também de diversas avaliações oficiais, preparatórias e de
seleção de fornecedores com base no CMMI e outros modelos e normas.

1
Jader Volkmer é consultor da ISD Brasil responsável pelo processo de desenvolvimento de
negócios, participando na definição da estratégia técnica dos programas de melhoria baseados
no CMMI e outros modelos.
1
Renato Chaves Vasques - Primeiro brasileiro autorizado pelo SEI - Software Engineering
Institute a liderar avaliações de CMMI. Consultor e responsável pelo processo de gestão técnica
da ISD-Brasil, incluindo a condução e gestão do programa de melhoria de diversas organizações
nacionais e internacionais em todos os níveis de maturidade.

Junho de 2006
Para dúvidas ou esclarecimentos – contato@isdbrasil.com.br

® CMM and Capability Maturity Model, and CMMI are registered in the U.S. Patent and Trademark Office.
SM
CMMI, CMM Integration, SCAMPI, SCE and SEI are service marks of Carnegie Mellon University

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