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Ficha de avaliação n.

º1
Grupo I

A. Lê o seguinte poema e consulta as notas apresentadas.

A dona que eu am’ e tenho por senhor


amostrade-me-a, Deus, se vos en prazer for,
se non dade-me a morte.

A que tenh’ eu por lume1 d’estes olhos meus


e por que choram sempre, amostrade-me-a, Deus,
se non dade-me a morte.

Essa que Vós fezestes melhor parecer2


de quantas sei, ai Deus, fazede-me-aveer,
se non dade-me a morte.

Ai Deus que me-a fezeste mais ca min amar3,


mostrade-me-a u possa com ela falar,
se non dade-me a morte.

Bernardo Bonaval, in Alexandre Pinheiro Torres, Antologia da Poesia Trovadoresca Galego-Portuguesa,


Porto: Lello & Irmão, 1977, p. 96.
Educação literária

1. Indica o assunto desta composição poética.


2. Caracteriza a «dona», apoiando-te em expressões do texto.
3. Identifica dois recursos expressivos e explica a sua expressividade.
4. Classifica a composição poética e insere-a no contexto literário onde se insere,
justificando com expressões textuais.

B. Lê o seguinte comentário.

«As cantigas de amigo, essas dir-se-iam florescidas ao ar livre, frequentemente


na contemplação de uma natureza amiga – amiga ao ponto de intervir, como
intermediária ou confidente no drama lírico.»
Hernâni Cidade, Poesia Medieval, Lisboa: Seara Nova, 1972, p. 122.

5. Apoiando-te no teu conhecimento da lírica trovadoresca, caracteriza


sumariamente os diferentes géneros de composições estudadas.

1
luz.
2
rosto.
3
Ai Deus que fizeste com que eu a amasse mais do que a mim próprio.
6. Explicita os diferentes papéis desempenhados pela natureza na cantiga de
amigo. Seleciona um exemplo ilustrativo.

Grupo II

A História do Português

Contar a história do Português é mostrar as mudanças linguísticas que lhe foram


dando forma. Que as línguas mudam, é uma evidência: as dificuldades que encontramos
na leitura de textos medievais revelam-nos como o Português Antigo era diferente do
que ouvimos, falamos e escrevemos atualmente. E embora a mudança linguística seja
frequentemente vista como uma espécie de decadência por muitos falantes que resistem
à inovação, assumindo uma atitude de defesa da ‘pureza’ da língua supostamente
ameaçada, seja por um qualquer acordo ortográfico, por um novo dicionário ou pela
influência das telenovelas, a verdade é que se o Português não tivesse sofrido mudanças
ainda falaríamos como Afonso Henriques.
No processo de mudança linguística interagem dois tipos de condicionalismos:
um interno à própria língua (inerente ao sistema linguístico) e um externo
(extralinguístico). Se a língua se organiza como um sistema dinâmico em permanente
busca do equilíbrio, as suas estruturas poderão ser, elas próprias, causadoras de
mudança. Oposições que não se revelem funcionais podem desaparecer, já que um
princípio de economia tenderá a eliminar redundâncias, ou novas oposições podem ser
criadas no sentido de preencher lacunas que um princípio de clareza necessária à
comunicação tenderá a colmatar. Por outro lado, sendo a variação inerente à fala, uma
ou mais variantes podem coexistir sem que haja mudança; mas esse estado de variação
pode resolver-se se, dado um determinado conjunto de fatores condicionantes,
linguísticos e/ou extralinguísticos, uma das alternativas se impuser.
Circunstâncias históricas, mudanças sociais ou políticas podem também
condicionar a mudança linguística. Uma causa externa de mudança linguística é, por
exemplo, a fragmentação política: a formação de reinos na Península Ibérica – e a
criação de fronteiras políticas – contribuiu grandemente para a constituição de fronteiras
linguísticas e, portanto, para a fragmentação dialetal do Latim Hispânico, de que
resultaram as várias línguas ibéricas. (…)
Se as circunstâncias históricas, sociais e culturais mudam – em algumas épocas
paulatinamente, em outras quase abruptamente – as necessidades expressivas dos
falantes também se modificarão. E a língua (melhor: uma determinada gramática da
língua) pode deixar de servir as necessidades dos seus utentes. Envelhece, portanto.
Envelhecer, no caso da língua, não conduz à morte mas à mudança. Cada nova fase da
língua consiste não só na inovação, mas essencialmente na seleção de variantes que já
existem na língua. Aceites por um determinado grupo socialmente prestigiado, as
variantes selecionadas serão generalizadas a toda a comunidade. Constitui-se, assim, um
novo estádio de evolução da língua, cuja ‘estabilidade’ sofrerá novos e perpétuos
sobressaltos. Mas porque a língua procura esses patamares de estabilidade, o resultado
de cada mudança linguística será sempre tendencialmente a constituição de uma norma,
de um sistema organizado que, fatalmente, se tornará arcaico quando uma nova norma
se afirmar.
Esperança Cardeira, O Essencial sobre a História do Português, Lisboa: Caminho, 2006, pp.13-15.

Leitura / Gramática

1. Para responder a cada um dos itens de 1.1. a 1.5., seleciona a única opção que
permite obter uma afirmação correta.
1.1 A história do português
A. mudou a partir da idade média e do português antigo.
B. é curta e a língua recentemente foi ameaçada por um novo acordo
ortográfico.
C. fica registada nos dicionários e é marcada pela influência das telenovelas.
D. é feita de mudanças que se foram realizando ao longo dos tempos.
1.2 A língua muda
A. porque sofre diversas influências do exterior.
B. por fatores internos e externos.
C. porque os falantes não falam corretamente.
D. por influência política.
1.3 As circunstâncias históricas, sociais e culturais
A. modificam-se constantemente e originam a fragmentação política.
B. podem melhorar a mudança linguística.
C. dão origem a novas necessidades dos falantes.
D. provocam mudanças lentas e paulatinas.
1.4 A língua
A. envelhece e vai morrendo.
B. envelhece mas renova-se.
C. morre abruptamente.
D. envelhece e deteriora-se.
1.5 A frase: «Constitui-se, assim, um novo estádio de evolução da língua, cuja
‘estabilidade’ sofrerá novos e perpétuos sobressaltos.» (ll. 34-36) significa que
A. as mudanças linguísticas são cíclicas e ininterruptas.
B. a estabilidade da língua só existe no estádio inicial.
C. o latim foi substituído pelo português.
D. a língua tem de ultrapassar constantes perturbações antes de morrer.
2. Responde de forma correta aos itens apresentados.

2.1. Identifica a função sintática desempenhada pela expressão sublinhada na


frase «E embora a mudança linguística seja frequentemente vista como uma
espécie de decadência por muitos falantes» (l. 4).
2.2. Classifica a oração sublinhada: «Contar a história do Português é mostrar as
mudanças linguísticas que lhe foram dando forma.» (l.1).
2.3. Divide e classifica as orações da frase: «Se as circunstâncias históricas, sociais
e culturais mudam – em algumas épocas paulatinamente, em outras quase
abruptamente – as necessidades expressivas dos falantes também se
modificarão» (l. 23).

Grupo III

Escrita

«A língua muda porque mudaram as necessidades expressivas dos falantes,


mas não pode mudar tanto que a comunicação fique afetada. Em última análise, a língua
muda porque é um sistema em perpétua adaptação às necessidades das comunidades que
a utilizam e essas necessidades também mudam.»

Esperança Cardeira, O Essencial sobre a História do Português, Lisboa: Caminho, 2006, p.15.

Num texto bem estruturado, com um mínimo de 100 e um máximo de 150


palavras, apresenta uma exposição que responda à pergunta: Por que razão muda a
língua? Recorre à tua experiência pessoal para fundamentares a tua opinião.
CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE CLASSIFICAÇÃO

GRUPO I………………………………………………………………………………………. 100 pontos


EDUCAÇÃO LITERÁRIA
A
1.…………………………………………………………………………………….…………… 15 pontos
 Aspetos de conteúdo (C) ………………………………………………………….…… 9 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação

4 Indica, adequadamente, o assunto desta composição poética, utilizando vocabulário 9


específico da poética trovadoresca.
Indica, adequadamente, o assunto desta composição poética, sem recorrer a
3 7
vocabulário específico da poética trovadoresca.

2 Indica o assunto desta composição poética, com algumas imprecisões. 5

1 Indica o assunto desta composição poética, com várias lacunas. 3

 Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) …………………………6 pontos


Estruturação do discurso (E) ………………………………………………….………... 3 pontos
Correção linguística (CL) ……………………………………………………….……… 3 pontos
Cenário de resposta

Nesta composição poética um sujeito masculino exprime a sua saudade e desejo de ver a mulher
amada, «a dona que eu amo». Assim, o eu faz uma súplica a Deus para que lhe permita vê-la, pois, de
outro modo, prefere morrer.

2. .………………………………………………………………………………………..... 20 pontos
 Aspetos de conteúdo ( C ) ……………………………………………………………. 12 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação

4 Caracteriza a «dona», adequadamente, apoiando-se em expressões do texto. 12

3 Caracteriza a «dona», apoiando-se em duas expressões do texto. 9

2 Caracteriza a «dona», apoiando-se em uma expressão do texto. 6

1 Caracteriza a «dona», não se apoiando em expressões do texto. 3

 Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) ………………………. 8 pontos


Estruturação do discurso (E) ………………………………………………………….. 4 pontos
Correção linguística (CL) …………………………………………………………..… 4 pontos
Cenário de resposta

A «dona» por quem o sujeito poético está apaixonado é caracterizada como: «A dona que eu amo e
tenho por senhor», «A que tenh’eu por lume d’estes olhos meus», «Essa que Vós fezestes melhor
parecer /de quantas sei» e «que me-a fezeste mais ca min amar». Na realidade, o sujeito realça o seu amor
pela «dona» e caracteriza-a hiperbolicamente como a melhor entre as melhores.

3.………………………………………………………………………………………….…… 15 pontos

 Aspetos de conteúdo (C) ……………………………………………………………. 9 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação


4 Identifica, adequadamente, dois recursos expressivos e explica a sua expressividade. 9

3 Identifica dois recursos expressivos e explica, de uma forma imprecisa, a sua 7


expressividade.
2 Identifica um recurso expressivo e explica a sua expressividade. 5

1 Identifica dois recursos expressivos e não explica a sua expressividade. 3

 Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) ........................................ 6 pontos


Estruturação do discurso (E)............................................................................................... 3 pontos
Correção linguística (CL).................................................................................................. 3 pontos
Cenário de resposta

A apóstrofe a Deus é um dos recursos expressivos presentes na composição: «Deus». Através deste
apelo, o sujeito evidencia o seu desespero e necessidade de recorrer a uma entidade superior para minorar
o seu sofrimento de amor. Na caracterização da «dona» é utilizada a hipérbole, realçando a atitude de
vassalagem do sujeito poético: «Essa que Vós fezestes melhor parecer de quantas sei».

4…………………………………………………………………………………………….. 20 pontos

 Aspetos de conteúdo (C) ……………………………………………………………... 12 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação

4 Classifica a composição poética e insere-a no contexto literário em que se integra, 12


fundamentando com duas expressões textuais.
3 Classifica a composição poética e insere-a no contexto literário em que se integra, 9
fundamentando com uma expressão textual.
2 Classifica a composição poética e insere-a no contexto literário em que se integra, sem 6
fundamentar.
1 Classifica a composição poética, mas não a insere no contexto literário da lírica 3
trovadoresca.
 Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) ........................................ 8 pontos
Estruturação do discurso (E) ............................................................................................ 4 pontos
Correção linguística (CL) . ...............................................................................................4 pontos

Cenário de resposta

Esta composição insere-se na lírica trovadoresca e é uma cantiga de amor, pois apresenta um
sujeito masculino que expressa o seu amor por uma senhora: «A dona que eu am’ e tenho por senhor». O
eu pede a Deus para morrer se não a puder ver: «amostrade-me-a, Deus,/se non dade-me a morte».

B ………………………………………………………………………………………………. 30 pontos

5……………………………………………………………………………………………. 15 pontos

Aspetos de conteúdo (C) …………………………………………………………………….. 9 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação

4 Caracteriza, adequadamente, os três géneros de composições da lírica trovadoresca. 9

3 Caracteriza sumariamente dois géneros de composições da lírica trovadoresca. 7

2 Caracteriza sumariamente um dos géneros de composições da lírica trovadoresca. 5

1 Caracteriza sumariamente os diferentes géneros de composições, de uma forma 3


imprecisa.
 Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) .........................................6 pontos
Estruturação do discurso (E) ..............................................................................................3 pontos
Correção linguística (CL) ..................................................................................................3 pontos

Cenário de resposta

Fazem parte da lírica trovadoresca as cantigas de amigo, de amor e as de sátira, designadas como
cantigas de escárnio e cantigas de maldizer. As cantigas de amigo apresentam um cenário rural e
exprimem os sentimentos de uma donzela por um amigo. As cantigas de amor apresentam um sujeito
masculino que expressa o seu sofrimento de amor por uma «senhor», num cenário de corte. As cantigas
satíricas ridicularizam ou criticam episódios da sociedade medieval. Formalmente, as cantigas de amigo
são mais simples, enquanto as de amor apresentam estruturas mais elaboradas.

6…………………………………………………………………………………………….. 15 pontos

Aspetos de conteúdo (C) …………………………………………………………………… 9 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação

4 Explicita, adequadamente, dois dos papéis desempenhados pela natureza na cantiga 9


de amigo, indicando um exemplo ilustrativo.
3 Explicita, adequadamente, dois dos diferentes papéis desempenhados pela natureza 7
na cantiga de amigo, não indicando um exemplo ilustrativo.
2 Explicita um dos diferentes papéis desempenhados pela natureza na cantiga de amigo 5
e indica um exemplo ilustrativo.
1 Explicita um dos diferentes papéis desempenhados pela natureza na cantiga de amigo 3
e não indica um exemplo ilustrativo.
 Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) ........................................6 pontos
Estruturação do discurso (E) ............................................................................................ 3 pontos
Correção linguística (CL) ................................................................................................. 3 pontos

Cenário de resposta

Na cantiga de amigo, a natureza assume um papel importante. Na maioria das composições a


natureza é o cenário onde as personagens exprimem as suas angústias ou alegrias. Assim, nestas poesias,
deparamos com cenários rurais e marítimos, geralmente primaveris. Em algumas cantigas, a natureza
surge personificada e assume o papel de confidente da donzela, tal como o fazem as mães ou as amigas.
Nesse caso, a natureza intervém, por vezes, ativamente, dialogando com a donzela, acalmando as suas
inseguranças como na composição de D. Dinis «Ai flores de verde pino».

No Grupo I, nos casos em que a classificação referente aos aspetos de conteúdo (C) for igual ou
superior a um terço do previsto para este parâmetro, a pontuação máxima dos aspetos de estruturação do
discurso e correção linguística (F) será a que consta da tabela que se segue. Sobre esse valor aplicam-se
os eventuais descontos relativos aos fatores de desvalorização previstos no seguinte quadro da página 7.

Pontuação atribuída aos Pontuação máxima dos aspetos de


Cotação total do item aspetos de conteúdo estruturação do discurso e correção
linguística
30 pontos 3 ou 6 pontos 4 pontos

20 pontos 3 pontos 3 pontos

15 pontos 3 pontos 2 pontos


GRUPO II …………………………………………………………………………………… 50 pontos
LEITURA / GRAMÁTICA
Chave

Item Versão 1 Versão 2 Pontuação

1.1. D 5

1.2. B 5

1.3. C 5

1.4. B 5

1.5. A 5

2.1. Complemento agente da passiva. 7

2.2. Oração subordinada adjetiva relativa. 7

2.3. Oração subordinante: «as necessidades expressivas dos falantes também se 11


modificarão»
Subordinada adverbial condicional: «Se as circunstâncias históricas, sociais e
culturais mudam – em algumas épocas paulatinamente, em outras quase
abruptamente –».

Grupo III ……………………………………………………………………………………….. 50 pontos

ESCRITA
 Estruturação temática e discursiva (ETD) …………………………………………… 30 pontos
 Correção linguística (CL) ……………………………………………………………. 20 pontos
PONTUAÇÃO DESCRITORES DOS NÍVEIS DE DESEMPENHO (ETD)

15 12 9 6 3
PARÂMETRO

– Trata, sem desvios, – Trata o tema proposto, – Aborda lateralmente


o tema proposto. embora com alguns o tema proposto.
– Mobiliza informação desvios. – Mobiliza muito pouca
ampla e diversificada – Mobiliza informação informação e com
com eficácia suficiente, com eficácia eficácia argumentativa
argumentativa, de NÍVEL INTERCALAR argumentativa: reduzida:

NÍVEL INTERCALAR
acordo com a tipologia • produz um discurso • produz um discurso
solicitada: globalmente coerente, geralmente
A • produz um discurso apesar de algumas inconsistente e, por
Tema e coerente e sem ambiguidades; vezes, ininteligível;
tipologia qualquer tipo de • define o seu ponto de • não define um ponto
ambiguidade; vista, eventualmente de vista concreto;
• define com clareza o com lacunas que não • apresenta um texto
seu ponto de vista; afetam, porém, a em que traços do tipo
• fundamenta a inteligibilidade; solicitado se misturam,
perspetiva adotada • fundamenta a sem critério, com os de
em, pelo menos, dois perspetiva adotada outros tipos textuais.
argumentos, distintos e em, pelo menos, dois
PONTUAÇÃO DESCRITORES DOS NÍVEIS DE DESEMPENHO (ETD)

10 8 6 4 2
PARÂMETRO

– Redige um texto bem – Redige um texto – Redige um texto com


estruturado, refletindo satisfatoriamente estruturação muito
uma planificação estruturado, refletindo deficiente e com
adequada e evidenciando uma planificação com insuficientes
um bom domínio dos algumas insuficiências e mecanismos de coesão
mecanismos de coesão evidenciando um textual:

NÍVEL INTERCALAR

NÍVEL INTERCALAR
textual: domínio suficiente dos • apresenta um texto
• apresenta um texto mecanismos em que não se
B constituído por três de coesão textual: conseguem
Estrutura e partes (introdução, • apresenta um texto identificar claramente
desenvolvimento, constituído por três três partes (introdução,
coesão
conclusão), partes (introdução, desenvolvimento e
individualizadas, desenvolvimento, conclusão) ou em
devidamente conclusão), nem que estas estão
proporcionadas e sempre devidamente insuficientemente
articuladas entre si de articuladas entre si articuladas;
modo consistente; ou com desequilíbrios • raramente marca
• marca corretamente de proporção mais ou parágrafos de forma
os parágrafos; menos notórios; correta;

PONTUAÇÃO DESCRITORES DOS NÍVEIS DE DESEMPENHO (ETD)

5 4 3 2 1
PARÂMETRO
– Mobiliza, com – Mobiliza um repertório – Utiliza vocabulário
intencionalidade, lexical adequado, mas elementar e restrito,
recursos da língua pouco variado. frequentemente
expressivos e adequados – Utiliza, em geral, o redundante e/ou
(repertório lexical registo de língua inadequado.

NÍVEL INTERCALAR

NÍVEL INTERCALAR
variado e pertinente, adequado ao texto, mas – Utiliza
figuras de retórica e apresentando alguns indiferenciadamente
C tropos, procedimentos de afastamentos que afetam registos de língua, sem
Léxico e modalização pontualmente a manifestar consciência
adequação ,pontuação...). adequação global. do registo adequado ao
– Utiliza o registo de texto, ou recorre a um
discursiva
língua adequado ao único registo
texto, eventualmente inadequado.
com esporádicos
afastamentos, que se
encontram, no entanto,
justificados pela
intencionalidade do
Fatores de desvalorização
 Domínio da correção linguística
A repetição de um erro de ortografia na mesma resposta (incluindo erro de acentuação, uso indevido
de letra minúscula ou de letra maiúscula inicial e erro de translineação) deve ser contabilizada como
uma única ocorrência.

Fatores de desvalorização Desvalorização


(pontos)

 Erro inequívoco de pontuação. 1


 Erro de ortografia.
 Erro de morfologia.
 Incumprimento das regras de citação de texto ou de referência a
título de uma obra.

 Erro de sintaxe. 2
 Impropriedade lexical.

 Limites de extensão
Sempre que não sejam respeitados os limites relativos ao número de palavras indicados na
instrução do item, deve ser descontado um ponto por cada palavra a mais ou a menos, até cinco (1x5)
pontos, depois de aplicados todos os critérios definidos para o item. Se da aplicação deste fator de
desvalorização resultar uma classificação inferior a zero pontos, é atribuída à resposta a classificação
de zero pontos.

No Grupo III, a um texto com extensão inferior a oitenta palavras é atribuída a classificação de
zero pontos.