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Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 0

EQUIPE

Diretor-Presidente
Jorge Luiz Macedo Bastos

Diretoria
Adailton Cardoso Dias
Maurício Pereira Malta

Auditoria
Lauro César de Vasconcelos
Jivago Grangeiro Ferrer

Assessoria da Diretoria de Planejamento


Adriana Segabinazzi de F. do Amaral Carvalho
Juraci Souza Lima
Luiz Guilherme Rodrigues Mello

Gerências da Diretoria de Planejamento

Gerência de Pesquisa de Desenvolvimento Logístico – GEPDL


Jony Marcos do Valle Lopes

Coordenação do Observatório - CONIL


Lilian Campos Soares
Ábdon Juarez da Silva Dias
Edson Vander Santana
Emmanuel Aldano de F. Monteiro
Marcelus Oliveira de Jesus
Milton Sampaio Castro de Oliveira
Sergio Nunes de Souza

Coordenação de Planos - CPLAN


Daniel Klinger Vianna
Brunno Santos Gonçalves
Cícero Rodrigues de Melo Filho
Denise Deckers do Amaral

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 1


EQUIPE

Gerência de Engenharia de Infraestrutura - GEINF


Fernando Castilho
Carlos Alberto de Almeida Marzullo
Celio Pereira
Eloi Angelo Palma Filho
João Paulo Evangelista dos Santos

Gerência de Passageiros - GEPAS


José Luis Vianna Ferreira
Higor de Oliveira Guerra

Gerência de Estruturação de Negócios - GENEC


Diógenes Eduardo Cardoso Álvares
Márcio Galvão Fonseca
Renato Alves Morato

Gerência de Meio Ambiente - GEMAB


Juliana Karina Pereira Silva
Marinez Chiele
Gabriel Pimenta Gadea

Apoio Administrativo
Bruna Elisabete Maria Belchior Rolim
Eduardo Dornelas Munhoz
Geraldo Augusto J.K.M. A da Silva

Estagiários
Gabriel da Silva Reis
Gabriel Fernandes Meirelles
Lorranne Valença da Silva

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 2


SUMÁRIO

Apresentação ............................................................................................................. 7

1. Panorama Econômico ........................................................................................... 8


1.1 Taxa Selic ........................................................................................................ 9
1.2 PIB ................................................................................................................... 9
1.3 Índices de Preços Nacionais e do Setor de Transporte .................................10
1.4 Setor Primário ................................................................................................ 12
1.4.1 Produção de Granéis Sólidos Agrícolas .................................................. 12
1.4.2 Produção de Granéis Sólidos não Agrícolas ........................................... 14
1.5 Setor Secundário ........................................................................................... 16
1.5.1 Produção Industrial .................................................................................. 16
1.5.2 Produção de Embarcações ..................................................................... 17
1.5.3 Produção de Aeronaves .......................................................................... 17
1.6 Setor Terciário ............................................................................................... 19

2. Investimentos ...................................................................................................... 21
2.1 Investimentos Públicos em Infraestrutura de Transportes ............................. 22

3. Rodoviário ............................................................................................................ 24
3.1 Investimentos Públicos .................................................................................. 25
3.2 Movimentação de Veículos Leves e Pesados................................................ 26
3.3 Comércio Sul – Americano ............................................................................ 27

4. Ferroviário ............................................................................................................ 31
4.1 Investimentos .................................................................................................32
4.2 Infraestrutura..................................................................................................34
4.3 Movimentação de Carga ................................................................................ 35
4.4 Movimentação de Passageiros ...................................................................... 36
4.5 Tarifas ............................................................................................................ 37

5. Aquaviário ............................................................................................................ 38
5.2 Movimentação de Carga ................................................................................ 40
5.3 Concentração de Portos ................................................................................ 42
5.4 Movimentação por Perfil de Carga.................................................................43
5.4.1 Granel Sólido Agrícola - GSA .................................................................. 43
5.4.2 Granel Sólido Não Agrícola - GSNA ........................................................ 44
5.4.3 Granéis Líquidos e Gasosos ................................................................... 45
5.4.4 Carga Geral - CG .................................................................................... 46
5.4.5 Carga Conteinerizada – CC..................................................................... 47
5.5 Fretes da Cabotagem .................................................................................... 48
5.5.1 Carga Conteinerizada – CC..................................................................... 48
5.5.2 Carga Geral – CG.................................................................................... 49

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 3


SUMÁRIO

5.5.3 Granel Líquido ......................................................................................... 49


5.5.4 Granel Sólido Agrícola - GSA .................................................................. 51
5.5.5 Granel Sólido Não Agrícola - GSNA ........................................................ 52

6. Aeroviário ............................................................................................................. 53
6.1 Investimentos Públicos .................................................................................. 54
6.2 Movimentação de Carga ................................................................................ 55
6.3 Movimentação de Passageiros ...................................................................... 55
6.4 Indicadores do Setor ...................................................................................... 57
6.5 Principais Aeroportos – Passageiros (Mercado Doméstico) .......................... 58
6.6 Principais Aeroportos – Carga (Mercado Doméstico) ....................................58
6.7 Passagens Aéreas ......................................................................................... 59

7. Dutoviário ............................................................................................................. 60
7.1 Movimentação de Carga ................................................................................ 61

8. Meio Ambiente ..................................................................................................... 63

9. Acidentes ............................................................................................................. 65
9.1 Acidentes Rodoviários ................................................................................... 66
9.2 Acidentes Ferroviários ................................................................................... 67
9.3 Acidentes Aéreos ........................................................................................... 68

Siglas ........................................................................................................................ 69

Definições ................................................................................................................ 71

Referências .............................................................................................................. 73

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 4


LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Taxa Selic .................................................................................................. 9


Gráfico 2 - PIB ..............................................................................................................9
Gráfico 3 - Variação dos Índices de Preços ............................................................... 10
Gráfico 4 - Variação dos Índices de Preços do Setor de Transporte ......................... 11
Gráfico 5 - Produção Agrícola .................................................................................... 12
Gráfico 6 - Área Plantada ............................................................................................13
Gráfico 7 - Produção de Minério de Ferro .................................................................. 14
Gráfico 8 - Volume de petróleo refinado .................................................................... 14
Gráfico 9 - Importação de Derivados de petróleo refinado ........................................ 15
Gráfico 10 - Índice de produção industrial ..................................................................16
Gráfico 11 - Produção de Embarcações .................................................................... 17
Gráfico 12 - Produção de aeronaves ..........................................................................17
Gráfico 13 - Produção de veículos ............................................................................. 18
Gráfico 14 - Produção de automóveis ........................................................................ 18
Gráfico 15 - Participação das atividades do setor de serviços ................................... 19
Gráfico 16 - Participação da atividade de transporte ................................................. 20
Gráfico 17 - Variação das atividades econômicas ......................................................20
Gráfico 18 - Investimentos Públicos em Transporte ...................................................22
Gráfico 19 - Investimento Federal em Rodovias .........................................................25
Gráfico 20 - Investimento Federal rodoviário por ação ...............................................25
Gráfico 21 - Variação média do Índice ABCR .............................................................26
Gráfico 22 - Exportação por rodovias ..........................................................................27
Gráfico 23 - Importação por rodovias .........................................................................27
Gráfico 24 - Exportação por rodovias à Argentina ......................................................28
Gráfico 25 - Importação por rodovias da Argentina ....................................................28
Gráfico 26 - Exportação por rodovias ao Paraguai .....................................................29
Gráfico 27 - Importação por rodovias do Paraguai ......................................................29
Gráfico 28 - Movimentação de carga por Contêiner ....................................................30
Gráfico 29 - Frete Médio para GSA .............................................................................30
Gráfico 30 - Investimento Federal em Ferrovias .........................................................32
Gráfico 31 - Investimento Ferroviário Concessionário por ação .................................33
Gráfico 32 - Mapa de ferrovias do Brasil .....................................................................34
Gráfico 33 - Movimentação de carga por tipo de produto ...........................................35
Gráfico 34 - Movimentação de carga ferroviária por participação por tipo de carga ...35
Gráfico 35 - Movimentação de Passageiros por ferrovias ..........................................36
Gráfico 36 - Tarifas por transporte ferroviário .............................................................37
Gráfico 37 - Investimento Federal em hidrovias .........................................................39
Gráfico 38 - Investimento das Companhias das Docas ..............................................39
Gráfico 39 - Movimentação de carga por modo aquaviário .........................................40
Gráfico 40-Movimentação de carga aquaviária por participação por grupo de carga .40
Gráfico 41 - Movimentação de carga aquaviária por tipo de movimentação.............. 41
Gráfico 42 - Movimentação de carga por Sentido .......................................................41
Gráfico 43 - Movimentação de carga por Tipo de Porto ..............................................41
Gráfico 44 - Movimentação portuária por centro .........................................................42
Gráfico 45 - Participação dos centros na movimentação ............................................42
Gráfico 46 - Participação das cargas na movimentação .............................................43
Gráfico 47 - Movimentação GSA ................................................................................43
Gráfico 48 - Movimentação GSA por tipo de porto .....................................................43
Gráfico 49 - Variação GSA por porto ...........................................................................43
Gráfico 50 - Movimentação GSNA ..............................................................................44

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 5


LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 51 - Movimentação GSNA por tipo de porto ..................................................44


Gráfico 52 - Variação GSNA por porto .......................................................................44
Gráfico 53 - Movimentação GL ...................................................................................45
Gráfico 54 - Movimentação GL por tipo de porto ........................................................45
Gráfico 55 - Variação GL por porto .............................................................................45
Gráfico 56 - Movimentação CG ...................................................................................46
Gráfico 57 - Movimentação CG por tipo de porto .......................................................46
Gráfico 58 - Variação CG por porto ............................................................................46
Gráfico 59 - Movimentação CC ...................................................................................47
Gráfico 60 - Movimentação CC por tipo de porto ........................................................47
Gráfico 61 - Variação CC por porto .............................................................................47
Gráfico 62 - Frete da Cabotagem CC ..........................................................................48
Gráfico 63 - Frete da Cabotagem CG .........................................................................49
Gráfico 64 - Frete da Cabotagem GL ..........................................................................50
Gráfico 65 - Frete da Cabotagem GSA .......................................................................51
Gráfico 66 - Frete da Cabotagem GSNA .....................................................................52
Gráfico 67 - Investimento Federal no Transporte Aéreo .............................................54
Gráfico 68 - Investimento da Infraero ..........................................................................54
Gráfico 69 - Movimentação de carga por modo aeroviário .........................................55
Gráfico 70 - Movimentação de Passageiros por modo aeroviário ...............................55
Gráfico 71 - ASK ..........................................................................................................57
Gráfico 72 - RPK .........................................................................................................57
Gráfico 74 - Principais Aeroportos – Passageiros ......................................................58
Gráfico 75 - Principais Aeroportos – Carga .................................................................58
Gráfico 76 - Yield Tarifa Áerea Média Doméstica .......................................................59
Gráfico 77 - Movimentação de combustíveis ..............................................................61
Gráfico 78 - Movimentação por Oleodutos ..................................................................61
Gráfico 79 - Movimentação por minerodutos ..............................................................62
Gráfico 80 - Acidentes e Mortes em Rodovias Federais .............................................66
Gráfico 81 - Acidentes em ferrovias ............................................................................67
Gráfico 82 - Ocorrências no transporte aéreo ............................................................68
Gráfico 83 - Principais tipos de acidentes aéreos .......................................................68

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 6


Apresentação

O Boletim de Logística é um produto desenvolvido pela Empresa de Planejamento e


Logística (EPL), com o objetivo de dar publicidade às informações, consolidadas por
meio do Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL), que caracterizam a
infraestrutura e a operação do setor de transporte, propiciando condições de análise
do desempenho e das alternativas de atendimento em relação à logística de
movimentação de cargas e de passageiros.

Na elaboração do Boletim são utilizadas diversas bases de dados disponibilizadas por


instituições públicas e privadas responsáveis por sua apuração, que refletem, de
forma fidedigna, o comportamento dos diversos modos de transporte, bem como as
perspectivas da logística de cargas e passageiros.

Esta publicação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) visa propiciar à


sociedade a obtenção de informações estruturadas do setor de transporte, detalhadas
por modo de transporte, abordando investimentos, movimentação de cargas, cadeia
produtiva, movimentação de passageiros e cargas, comportamento de tarifas e fretes,
custos médios de transporte, indicadores de desempenho e macroeconômicos,
dentre outros temas.

Este documento destaca informações do ano de 2017, em comparação com outros


dados da série histórica de 2014 a 2017, analisando o comportamento do setor de
transporte e logística no País.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 7


1. Panorama Econômico

O Panorama Econômico apresenta o comportamento dos principais indicadores


econômicos, obtidos a partir de fontes públicas e privadas.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 8


Panorama Econômico

1.1 Taxa Selic

Evolução da Taxa Ancorada em índices


16,0
inflacionários favoráveis e em
14,0
12,0
relevante capacidade ociosa
10,0 na economia, a taxa básica
10,5 %
8,0 de juros da economia
em %

6,0 7,0 % brasileira (Taxa Selic)


4,0 continuou sua trajetória de
2,0
queda no ano de 2017. A
0,0
Selic, que havia encerrado o
out/14

out/15

out/16

out/17
jan/14

jan/15

jan/16

jan/17
abr/14

abr/15

abr/16

abr/17
jul/14

jul/15

jul/16

jul/17
ano de 2016 em 13,8%,
taxa de juros terminou o ano de 2017 em
Fonte: BACEN
7,0%, resultando num
Gráfico 1 - Taxa Selic cenário mais favorável à
recuperação econômica.

1.2 PIB

A partir dos dados obtidos do Instituto


3,00% Variação do PIB
Brasileiro de Geografia e Estatística 2,1%
(IBGE) a economia brasileira vem 2,00%
confirmando os sinais de recuperação
1,00%
do seu nível de atividade, com o PIB
brasileiro apresentando crescimento de 0,00%

2,1% no 4º trimestre de 2017, em -1,00%


-0,2%
comparação com igual período de 2016.
-2,00%
No 4º trimestre de 2016 em relação ao -3,00% -2,5%
mesmo período de 2015, houve uma
retração de 2,5%. No acumulado de -4,00%
-5,6%
2017, o PIB brasileiro avançou 1,0%, -5,00%
contra uma retração de 3,5% observada 4º 4º 4º 4º
Trimestre Trimestre Trimestre Trimestre
no acumulado de 2016.
2014 2015 2016 2017
O crescimento do PIB pode ser Fonte: IBGE
associado com a melhora no Observação: Taxa acumulada ao longo do trimestre em relação
ao mesmo período do ano anterior.
crescimento da indústria, um relativo
Gráfico 2 - PIB
aumento do nível de emprego, bem como
as reduções seguidas das taxas de juros com a retração inflacionária, registrando
índices negativos ao longo de 2017 e levando a inflação a permanecer abaixo do
4,5%, centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional para o ano.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 9


Panorama Econômico

1.3 Índices de Preços Nacionais e do Setor de Transporte

Variação dos Índices de Preços


12,3%
10,7% 10,7%

8,9% 8,8%
7,2%
6,5% 6,4% 6,2% 6,3%
5,8%

3,8%
3,0% 2,9%

-1,5% -0,4%

1º 2º 1º 2º 1º 2º 1º 2º
Semestre Semestre Semestre Semestre Semestre Semestre Semestre Semestre
2014 2014 2015 2015 2016 2016 2017 2017

Fonte: Ipeadata IGP-DI IPCA

Gráfico 3 - Variação dos Índices de Preços

Medida pelo IPCA, a inflação oficial brasileira apresentou comportamento favorável ao


longo do ano de 2017, tendo permanecido abaixo do centro da meta estabelecida
pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5% ao ano, onde foi registrado 3,0% ao final
do primeiro semestre e 2,9% ao final do segundo semestre, no acumulado de 12
meses. Esses valores representaram forte redução em relação aos valores
observados nos semestres anteriores, permitindo ao Banco Central do Brasil reduzir a
taxa Selic. Da mesma forma, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços -
Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas também apresentou
forte retração, atingindo o campo negativo no acumulado de 12 meses, tendo
registrado -1,5% no primeiro semestre e -0,4% no segundo semestre de 2017, no
acumulado de 12 meses.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 10


Panorama Econômico

Variação dos Índices de Preços do Setor de Transporte


9,6% 9,5%
9,0%
8,6%

7,4% 7,3%
6,9%

5,6%
5,3%

4,0% 4,0%
3,6% 3,8% 3,8%
3,1%

1,6%

1º 2º 1º 2º 1º 2º 1º 2º
Semestre Semestre Semestre Semestre Semestre Semestre Semestre Semestre
2014 2014 2015 2015 2016 2016 2017 2017

Fonte: NTC & Logística INCT-L INCT-F

Gráfico 4 - Variação dos Índices de Preços do Setor de Transporte

Os índices apurados pela NTC & Logística INCT-L e INCT-F buscam acompanhar o
custo do transporte rodoviário de cargas nos mercados de cargas por lotação e
fracionada. Ambos os índices apresentaram comportamento semelhante quando
comparado o 1º Semestre de 2017 com igual periodo de 2016, com o registro do
crescimento de 3,1% do INCT-F contra 1,6% do INCT-L. Ambos os índices
apresentaram comportamento semelhante no acumulado de 12 meses, encerrados no
2º semestre de 2017, com variação de 3,8%.

Com a queda da inflação brasileira, o INCT-L e o INCT-F voltaram a registrar valores


mais altos que alguns dos principais índices inflacionários, como o IPCA e IGP-DI,
que encerraram 2017 em 2,9% e -0,4% respectivamente.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 11


Panorama Econômico

1.4 Setor Primário

1.4.1 Produção de Granéis Sólidos Agrícolas

Produção Agrícola 114,1 109,2


96,2 95,4 97,8
100 92,2
86,1
milhões de toneladas

80,1 84,7
80 66,5
60
40
20
0
Safra 2013/2014 Safra 2014/2015 Safra 2015/2016 Safra 2016/2017 Safra 2017/2018*
Milho em Grãos Soja em Grãos
Fonte: Conab
Observação: *Dados divulgados pela CONAB no 3º Levantamento de Safra (dezembro / 2017).

Gráfico 5 - Produção Agrícola

O excepcional resultado da safra 2016/2017 é o grande destaque do período


analisado, quando a produção brasileira de grãos alcançou o volume recorde de
237,7 milhões de toneladas. A produção do milho em grãos e da soja em grãos
desempenhou papel relevante com o quantitativo total de produção de 211,9 milhões
de toneladas.

De acordo com o 3º levantamento da safra brasileira de grãos 2017/2018, divulgado


em dezembro de 2017 pela Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, estima-
se que a produção da safra 2017/2018 deverá registrar o volume de 226,5 milhões de
toneladas, enquanto a área plantada prevista é de 61,5 milhões de hectares,
representando um crescimento de 0,9% em comparação com a safra 2016/2017.

Apesar do volume da produção dessa safra 2017/2018 representar uma redução de


4,7% em relação à safra anterior, a Conab avalia que esse quantitativo de produção
expressa o comportamento normal de safras anteriores. A redução de produção é,
sobretudo, em virtude da última safra ter sido excepcional, ocasião em que a safra
brasileira de grãos alcançou o patamar de 237,7 milhões de toneladas. Todavia, vale
registrar que a produtividade média indica redução em relação ao período anterior,
com estimativas que indicam o recuo médio de 5,6%.

No tocante às duas principais culturas produzidas no País, a Conab prevê uma


redução de 5,7% para a produção do milho em grãos da safra 2017/2018 (5.620,3 mil
toneladas) em comparação à safra anterior e, uma variação negativa de 4,3%, em
relação à safra 2016/2017 (4.891,9 mil toneladas) da produção da soja em grãos.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 12


Panorama Econômico

Área Plantada
40 35,0
32,1 33,3 33,9
35 30,2
milhões de hec

30
25
20 15,8 15,9 17,6 17,1
15,7
15
10
5
0
Safra 2013/2014 Safra 2014/2015 Safra 2015/2016 Safra 2016/2017 Safra 2017/2018*
Milho em Grãos Soja em Grãos
Fonte: Conab
Observação: *Dados divulgados pela CONAB no 3º Levantamento de Safra (dezembro / 2017).

Gráfico 6 - Área Plantada

Contudo, a lavoura de soja continua sendo a protagonista da área de produção de


grãos no país. Sua maior liquidez e a possibilidade de melhor rentabilidade em
relação às outras culturas fazem com que os produtores se sintam estimulados a
continuar investindo na cultura. Nesse levantamento, o crescimento da área está
estimado em 3,1% em relação ao ano passado, atingindo 34.964,5 mil hectares.

No caso da produção do milho em grãos, os impactos no preço, provocado pela


grande produção da safra passada, trouxeram reflexos na área plantada da safra
2017/2018. A perspectiva é que ocorra redução de 3,0%, comparada com o exercício
anterior, quando foram plantados 17.591,7 mil hectares.

De acordo com análise da Conab, a disposição de transferência da produção do milho


em grãos para a segunda safra, após a colheita da soja, deverá apresentar problemas
neste ano de 2018 em virtude do atraso das chuvas nas principais regiões produtoras
do país e da consequente redução da janela climática para o milho.

Em relação aos principais estados produtores, 75,0% da produção brasileira de safra


2017/2018 se concentra nos estados do Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, de
Goiás e do Mato Grosso do Sul, que juntos produzem cerca de 170,7 milhões de
toneladas.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 13


Panorama Econômico

1.4.2 Produção de Granéis Sólidos não Agrícolas

A produção de minério de ferro


Produção de Minério de Ferro no Brasil em 2017 totalizou 426
450 426,0
milhões de toneladas, registrando
Em milhões de toneladas

430 409,1 4,0

410 385,2 2,8 8,8


16,8
um crescimento de 4,1%, em
9,1
390 3,9 16,2 relação a 2016, alavancada
358,9 7,8 29,9
370 6,1 9,2 32,2 principalmente pela produção da
350 7,6 27,9 Vale S.A, que apresentou um
366,5
330 26,0
336,4
348,8 crescimento de 5,1% em relação
310 319,2
à sua produção em 2016. Este
2014 2015 2016 2017
Vale CSN Anglo American Gerdau Usiminas
crescimento levou a empresa à
Fonte: Vale, CSN, Anglo American, Gerdau, Usiminas sua melhor produção anual, com
Observação: Elaborado pela EPL. 366,5 milhões de toneladas
Gráfico 7 - Produção de Minério de Ferro produzidas, com recorde do
Sistema Norte (169,2 milhões de toneladas), devido ao ramp-up do projeto S11D e a
uma maior produção da planta Conceição I do Sistema Sudeste.

Observa-se também no gráfico 7, um crescimento de 44,0% da produção da Usiminas


em 2017 em relação a 2016, voltando a valores similares aos apresentados em 2015.
Este aumento de produção pode ter sido reflexo da retomada das operações de duas
de suas plantas, Mina Leste e Flotação. Outra empresa que apresentou um
crescimento da produção em 2017, relativamente a 2016, foi a Anglo American, com
um crescimento de 3,7%, devido ao ramp-up que está sendo realizado da atual
capacidade operacional. As empresas Gerdau e CSN apresentaram uma queda na
produção, sendo a da CSN a mais impactante, com uma queda de 7,1% em relação a
2016.

1.4.3 Produção de Granel Líquido


A partir dos dados da Agência
Volume de petróleo refinado
Nacional do Petróleo, Gás Natural e
150 Biocombustíveis (ANP), verifica-se
122,3 115,1 106,5 101,0 que o volume de petróleo
Milhões m³

100
processado em refinarias nacionais
49,7 49,5 45,4 vem em declínio nos últimos quatro
50 40,6
anos, passando de 122,3 milhões
0 de m³ em 2014 para 101,0 milhões
2014 2015 2016 2017 de m³ em 2017, representando um
Petróleo Refinado em Refinarias Nacionais Óleo Diesel declínio médio de 4,7% por ano, ao
Fonte: ANP
longo do período 2014 a 2017.
Gráfico 8 - Volume de petróleo refinado

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 14


Panorama Econômico

Apenas entre 2016 e 2017, o volume de petróleo caiu de 106,5 milhões de m³ para
101,0 milhões de m³, um decréscimo de 5,2% na refinação nacional.

Esta retração também é verificada no volume de produção dos derivados de petróleo,


como o Óleo Diesel, que apresentou um declínio médio de 4,9% por ano, no período
entre 2014 e 2017, passando de 49,7
milhões de m³ para 40,6 milhões de m³.
Importação de Derivados de
Ao mesmo tempo em que se verificou uma petróleo refinado
queda no volume de petróleo refinado 14 13,0
nacional, a importação de produtos 12 11,3
derivados de petróleo refinado apresentou 10

Milhões m³
um crescimento, como o óleo diesel, cuja 7,9
8 6,9
importação aumentou 63,6% entre 2016 e 6 4,5
2017, e a gasolina, que passou de 2,9 4 2,2 2,9
2,5
milhões de m³ importados para 4,5 milhões 2
de m³ no período, representando um
0
crescimento de 53,2%. 2014 2015 2016 2017
Gasolina Óleo Diesel
Isto ocorreu após a Petrobrás, empresa que
Fonte: ANP
possui a maior parte da capacidade de
refino no Brasil, adotar, em 2016, uma nova Gráfico 9 - Importação de Derivados de
petróleo refinado
política de preços seguindo a lógica do
mercado internacional, com o objetivo de alcançar uma maior rentabilidade. Com isto,
abriu-se espaço para as empresas do exterior no mercado brasileiro.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 15


Panorama Econômico

1.5 Setor Secundário

1.5.1 Produção Industrial

Comparação dos 1ºˢ e 2ºˢ Semestres em relação


20,0% aos mesmos períodos do ano anterior (%) 16,2%
9,1%
10,0%
7,1%
2,7%
0,0%
-7,5%

-10,0% -15,2%

-20,0% -19,1%

-23,1%
-30,0%
-31,0%

-40,0%
1º Semestre 2º Semestre 1º Semestre 2º Semestre 1º Semestre 2º Semestre 1º Semestre 2º Semestre
2014 2014 2015 2015 2016 2016 2017 2017
Bens de capital Bens intermediários
Bens de consumo duráveis Bens de consumo semiduráveis
Média da Indústria
Fonte: IBGE
Observação: Variável – Índice de base fixa sem ajuste sazonal (Base: média de 2012 = 100) (Número–índice)

Gráfico 10 - Índice de produção industrial

A produção industrial brasileira apresentou bons sinais de início de recuperação em


2017, com um crescimento em ambos os semestres quando comparados aos
mesmos períodos de 2016. A produção de bens de consumos duráveis experimentou
um crescimento de 16,2% no segundo semestre em relação ao mesmo período do
ano anterior. Já os bens intermediários foram os que apresentaram o menor
crescimento, com 0,4% no primeiro semestre e 2,8% no segundo semestre, quando
comparados aos mesmos períodos de 2016.

Ao se considerar a indústria em geral e seu comportamento neste período, verifica -


se um crescimento de 7,1% no segundo semestre de 2017 quando comparado ao
mesmo período de 2016. Dentre as indústrias, a de bens de consumo duráveis e a de
bens de capital apresentaram um crescimento superior ao da média da indústria em
geral, enquanto a de bens intermediários e a de bens de consumos semiduráveis
apresentaram um crescimento inferior ao da média da indústria em geral.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 16


Panorama Econômico

Este bom desempenho e crescimento da produção industrial influenciou também na


confiança da Indústria. Segundo a Sondagem da Indústria de Transformação de
dezembro de 2017, realizada pela FGV, o índice de Confiança da Indústria (ICI)
encerrou o ano com 14,9 pontos a mais do que o mesmo mês de 2016. Segundo a
FGV, este resultado indica que a indústria percebeu uma melhora no ambiente de
negócios brasileiro e que acredita que esta trajetória positiva se manterá nos meses a
seguir, sendo a primeira vez desde 2013 que a pesquisa indica uma maioria de
respostas otimistas, reforçando a visão de que o setor está confiante para o ano de
2018.

1.5.2 Produção de Embarcações

Número de Embarcações Entregues A partir dos dados obtidos do Fundo


150
da Marinha Mercante (FMM),
27
verifica-se que a produção de
100 17
5 12 embarcações em 2017 diminuiu em
21
2 1 31,1%, em relação à produção de
50
59
4 81 2016, tendo produzido, ao todo,
67
41 apenas 82 embarcações; enquanto
0
11 5 6 2 em 2016, a produção foi de 119
2014 2015 2016 2017 embarcações. Ainda assim, a
Apoio Navegação Carga Interior Cabotagem Apoio Off Shore
produção foi maior que a de 2015,
Fonte: FMM
cuja quantidade de embarcações
Gráfico 11 - Produção de Embarcações
entregues foi de apenas 71
unidades. Quando analisado o período 2014 a 2017, verifica-se uma variação média
de -2,0% ao ano.

Dentre as embarcações entregues, destaca-se o grande volume de unidades para a


carga interior, com 67 unidades, valor que, embora menor que o entregue em 2016,
ainda é maior que a produção em 2014 e 2015. Possivelmente, a razão para esta
maior demanda por embarcações de carga interior é o volume crescente de soja
embarcada em terminais hidroviários do Arco Norte.

Aeronaves Produzidas
Unidades produzidas

150
1.5.3 Produção de Aeronaves 116
101
120
108
117
101 109
92
100

A partir dos dados obtidos da Empresa 50

Brasileira de Aeronáutica (Embraer), 0


verifica-se que a produção de 2014 2015 2016 2017
aeronaves manteve-se em níveis Comerciais Executivas
Fonte: Embraer
estáveis. Em números totais, a
Gráfico 12 - Produção de aeronaves

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 17


Panorama Econômico

produção passou de 208 unidades em 2014 para 210 unidades em 2017, um


crescimento de 0,9%. Analisando por tipo, as aeronaves comerciais apresentaram um
leve crescimento de 9,8% no período, enquanto as aeronaves executivas tiveram um
decréscimo de 6,0% na produção.

Analisando ano a ano, verifica-se que 2015 apresentou crescimento na produção de


ambos os tipos de aeronaves, em relação a 2014, enquanto 2016 apresentou um
crescimento nas aeronaves comerciais e uma pequena queda nas aeronaves
executivas. Quando se analisa 2017 em relação a 2016, verifica-se uma queda na
produção de ambos os tipos, de 6,5% nos comerciais e de 6,8% nas aeronaves
executivas.

1.5.4 Produção de Veículos Rodoviários


Dados divulgados pela
471,2
Veículos Produzidos Associação Nacional dos
Fabricantes de Veículos
Milhares de unidades

400
316,2 298,7
326,6
Automotores (ANFAVEA)
300
demostram que o desempenho na
200 140
produção de veículos comerciais
83,4 74,1 60,5 82,9
100
32,9
55,9
21,5
54
18,7
53
20,7
leves em 2017 foi muito
0 satisfatório para a indústria, com
2014 2015 2016 2017 um aumento de 9,4% em
Comerciais leves Caminhões
Fonte: Anfavea Máquinas agrícolas Ônibus comparação com 2016. Da
Gráfico 13 - Produção de veículos
mesma forma, a produção de caminhões em 2017 fechou com alta de 37,0%: foram
82,9 mil caminhões produzidos contra 60,5 mil ao longo do ano de 2016.

A produção de máquinas agrícolas em 2017 foi da ordem de 53 mil unidades, um


decréscimo de 1,8% comparado com cerca
de 54 mil unidades produzidas em 2016. Automóveis Produzidos
3,0
2,5
No seguimento de ônibus, houve registro
Milhões de unidades

2,5 2,3
2,0
de alta de 10,5% na produção, que 2,0 1,8
computou 20,7 mil chassis de ônibus em 1,5
2017, enquanto em 2016 foram produzidas 1,0
18,7 mil unidades. 0,5
0,0
Segundo a ANFAVEA, o ano de 2017 foi 2014 2015 2016 2017
caracterizado pela retomada do Automóveis

crescimento após quatro anos seguidos de Fonte: Anfavea


Gráfico 14 - Produção de automóveis
queda e pelo alcance da marca de
produção de 2.269 mil unidades, representando um crescimento de 26,2 % em
relação ao ano de 2016, quando foram produzidos 1.798.894 unidades.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 18


Panorama Econômico

De janeiro a dezembro de 2017, as montadoras enviaram para fora do país 766.013


veículos, um crescimento de 48,4%, se comparado às 516.568 unidades exportadas
em 2016. Em termos de exportação, 2017 se consagra como o ano de maior
exportação de veículos de toda história.

Com a expansão do crescimento em 2017, uma perspectiva otimista toma conta do


setor para 2018, tendo em vista a inflação em baixa, o câmbio estável e a expectativa
de crescimento do PIB, o que gera confiança para os consumidores e investidores.

1.6 Setor Terciário

O setor terciário permanece como o setor com maior impacto na economia brasileira,
representando 73,0% do Valor Adicionado (PIB - Impostos) em 2017. Esta
importância do setor terciário também é verificada ao redor do mundo, principalmente
em países desenvolvidos.

Dentre as atividades que compõem o setor terciário, destacam-se as áreas de


administração, defesa, saúde e educação pública. Com 24,1% de participação; o
comércio, com 17,3%; as atividades imobiliárias, com 13,3%; as atividades
financeiras, com 10,9%, e a área de transporte, armazenagem e correios, com 6,0%
de participação.

Participação das Atividades do Setor de Serviços

Comércio

17,3% Transporte, armazenagem e


24,1%
correio
Serviços : 6,0% Informação e comunicação
73,0% do Valor
Adicionado em 4,4%
Atividades financeiras, de
2017 seguros e serviços relacionados
10,9%
24,2% Atividades Imobiliárias
13,3%
Outras atividades de serviços
Fonte: IBGE

Gráfico 15 - Participação das atividades do setor de serviços

Embora represente 6,0% das atividades do setor terciário, a atividade de transporte,


armazenagem e correios, possui uma forte correlação com as atividades produtivas
industriais, representadas pelo PIB industrial. É possível constatar, a partir do gráfico

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 19


Panorama Econômico

16 a seguir, esta correlação, ao verificar que, no período em que o Índice de PIB


Industrial apresenta uma queda, como de 2014 a 2016, a mesma queda é verificada
na participação da atividade de transporte, armazenagem e correios. Confirmando
essa tendência, da mesma forma, entre 2016 e 2017, o índice PIB Industrial começa a
apresentar uma recuperação, oportunidade em que se verifica também um
crescimento no percentual da participação da atividade de transporte, armazenagem
e correios.

Participação da Atividade de Transporte


Índice PIB Industrial (Base Média 1995 = 100)

Transp./Armazenagem no PIB
% representação da atividade de Transporte/Armazenagem
200,0 6,00%
PIB Industrial

4,4%

Participação
150,0
4,6% 4,00%
100,0
2,00%
50,0

0,0 0,00%
2014 2015 2016 2017
Fonte: IBGE
Gráfico 16 - Participação da atividade de transporte

Variação das Atividades Econômicas


2%

0%
Variação (%)

2014 2015 2016 2017


-2%

-4%

-6%

-8%
Indústria Transporte, armazenagem e correio Serviços
Fonte: IBGE

Gráfico 17 - Variação das atividades econômicas

Ao analisar o gráfico 17 de Variação das Atividades Econômicas é possível verificar


com clareza a elasticidade da atividade de transporte, armazenagem e correios. A
queda do setor industrial impactou fortemente a atividade de transporte até 2016,
quando as atividades chegaram a uma variação negativa de quase 7,0% em relação
ao ano anterior. Por sua vez, com a recuperação do setor industrial no decorrer do
ano de 2016 e em 2017, rapidamente a atividade de transporte, armazenagem e
correio se recuperou, chegando em 2017 a um crescimento de 1,0% quando
comparado com 2016. Assim, é possível afirmar que, embora seja parte do setor
terciário, a atividade de transportes, armazenagem e correios é profundamente
influenciada e impactada pelo setor industrial.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 20


2. Investimentos

Este capítulo reúne informações sobre investimentos públicos na infraestrutura de


transportes no período de 2014 - 2017.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 21


Investimentos em Infraestrutura

2.1 Investimentos Públicos em Infraestrutura de Transportes

Total de Investimentos Públicos Federais por modo de Transporte


12 11,3

10 9,1
8,1
8
R$ Bilhões

6,8
6
4 3,3
1,9
2 1,3 1,2 1,1 0,9 0,6 0,4
0,3 0,2 0,4 0,8
0
2014 2015 2016 2017
RODOVIÁRIO FERROVIÁRIO HIDROVIÁRIO AÉREO
Fonte: SIAFI/Siga Brasil
Observação: Valores corrigidos pelo IPCA a preços de Março de 2018.

Gráfico 18 - Investimentos Públicos em Transporte

O investimento público em infraestrutura de transporte apresentou uma queda nos


últimos quatro anos, como pode ser verificado no gráfico 18 acima. Analisando a
variação entre 2014 e 2017, a redução foi de 39,2%, enquanto a variação média foi de
-11,7% por ano. Apenas entre 2016 e 2017, a queda dos investimentos foi de 13,3%.

Dentre os modos de transporte, o que sofreu maior alteração em termos de valores


brutos foi o rodoviário, com uma redução de R$ 3,0 bilhões no valor investido entre
2014 e 2017 (-28,4%), atingindo seu ponto mais baixo em 2015 quando foram
investidos R$ 6,9 milhões. Em 2016, os investimentos no modo rodoviário voltaram a
crescer, mas tornaram a cair em 2017, quando ficaram reduzidos em 10,7% em
relação a 2016.

Já em termos proporcionais, o modo de transporte que teve maior redução dos


investimentos foi o modo ferroviário, com uma queda de 81,4%, analisando apenas o
valor de 2017 em relação a 2014. A variação média no período foi de -34,3% ao ano,
sem que nenhum ano na série histórica apresentasse um novo crescimento, com
2017 apresentando o menor valor de investimentos no modo, resultando num
decréscimo de 41,7% em relação ao ano anterior.

O modo aeroviário também apresentou quedas em todos os anos, com um


decréscimo de 39,1%, em 2017 em relação a 2014. A taxa média de variação no
período 2014 a 2017 foi de -11,7% ao ano, com 2017 apresentando o valor mais
baixo da série, com redução de 12,4% em relação a 2016.

Dentre os quatro modos de transportes, o hidroviário foi o único que apresentou um


aumento no total da série histórica, com um crescimento de 19,9%, entre 2014 e
2017. A taxa média de variação foi de 4,7% ao ano, com 2015 sendo o único ano em

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 22


Investimentos em Infraestrutura

que houve queda nos investimentos, seguido com recuperação no ano seguinte de
valor superior inclusive de 2014. O ano com maior investimento foi 2017, com um
crescimento de 7,2% em relação a 2016.

Verifica-se, portanto, que o modo ferroviário foi quem mais sofreu de fato com as
reduções de investimento em termos de participação relativa, chegando até mesmo a
ser superado pelo modo aeroviário em total de investimentos recebidos, ainda que em
2014 tivesse dois bilhões a mais de investimentos que o modo aeroviário.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 23


3. Rodoviário

Este capítulo reúne informações sobre o modo de transporte rodoviário no período de


2014 - 2017, contemplando investimentos, movimentações de carga, tarifas, custos, e
fretes.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 24


Rodoviário

3.1 Investimentos Públicos

Investimento Federal Rodoviário O modo rodoviário é o setor com


12 11,3 maior participação nos
10 9,1 investimentos públicos em
8,1
transporte, tendo 82,1% de
R$ Bilhões

8 6,8
6 participação relativa no total de
4 2017. No período analisado de 2014
2 a 2017, os investimentos sofreram
0 uma forte redução, passando de R$
2014 2015 2016 2017 11,3 bilhões para R$ 8,1 bilhões,
Fonte: SIAFI/Siga Brasil
Observação: Valores corrigidos pelo IPCA a preços de Março de 2018. com uma taxa média de redução de
Gráfico 19 - Investimento Federal em Rodovias 8,0% ao ano.

Os investimentos públicos
federais em 2017 tiveram um Investimento Federal por Ação - 2017
grande foco na manutenção de
rodovias, consumindo 61,3% do Adequação
investimento total. A adequação
de rodovias veio a seguir com 2,0%
22,5%
participação de 22,5%, Construção +
alcançando R$ 1,8 bilhão de Implantação de
investimento. A construção de posto de Pesagem
R$ 8,1 bilhões
novas rodovias aparece apenas 14,2% Manutenção
em terceiro lugar, com R$ 1,2 61,3%
bilhão de investimentos em 2017,
o que representa 14,2% do total. Outros
Por fim, a soma de diversos tipos
de investimento representa os Fonte: SIAFI/Siga Brasil
Observação: Valores corrigidos pelo IPCA a preços de Março de 2018.
2,0% restantes dos investimentos
públicos realizados no período. Gráfico 20 - Investimento Federal rodoviário por ação

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 25


Rodoviário

3.2 Movimentação de Veículos Leves e Pesados

8,0% Variação Média do Índice ABCR


6,2%
6,0% 4,7%
4,0% 3,7%
4,0%
Variação Média (%)

2,3% 1,5% 3,4%


2,0%
0,7% 0,3% 0,7%
0,0%
-2,0% -1,3% -1,0% -3,2% -1,8%
-1,7% -2,9%
-2,5%
-4,0%
-3,6% -3,5% -4,1%
-6,0% -5,3%
-5,8% -6,9%
-6,6%
-8,0%
1º 2º 1º 2º 1º 2º 1º 2º
Semestre Semestre Semestre Semestre Semestre Semestre Semestre Semestre
2014 2015 2016 2017

Leves Pesados Total


Fonte: ABCR
Observação: O índice ABCR mensura o tráfego apenas em rodovias concedidas. Variação média no semestre pelo índice
dessazonalizado. Base média de 1999=100. Cálculo da média realizado pela EPL.

Gráfico 21 - Variação média do Índice ABCR

O processo de retomada da atividade econômica ao longo do último semestre de


2017 minimizou as perdas registradas em 2016, quando a variação média dos índices
elaborados pela ABCR registrou queda de 4,1% no total de veículos, 3,2% nos leves
e 6,9% nos pesados em relação ao ano de 2015.

Pelo cálculo da variação média dos índices dos fluxos de veículos, observou-se um
ritmo crescente dos índices, evidenciando a retomada da atividade econômica
apresentada pelos principais indicadores nacionais, como o crescimento do PIB, a
inflação em baixa e a melhora no crédito a pessoa física. Com isso, comparando o
segundo semestre de 2017 com igual período de 2016, verifica-se uma variação
média positiva para os veículos leves da ordem de (3,4%), para os pesados (4,7%) e
no total (3,7%).

Segundo o site da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), o


fluxo total de veículos nas rodovias pedagiadas do Brasil avançou 1,9% quando
analisando todo ano de 2017, na comparação com 2016, os fluxos veículos leves
tiveram expansão de 2,2% e os pesados cresceram 1,1%.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 26


Rodoviário

3.3 Comércio Sul – Americano

Ranking Países Exportação total Ranking Países Importação total


2017 via Rodoviário 2017 via Rodoviário
40% 36,2%
50% 43,2%
30,5% 38,5%
40%

Participação (%)
Participação (%)

30%
30%
20%
12,7% 20%
10,7%
7,5% 10,4%
10%
10% 5,7%
1,8%
0% 0%
Argentina Paraguai Uruguai Bolívia Chile Paraguai Argentina Uruguai Chile Bolívia
Fonte: MDIC
Fonte: MDIC

Gráfico 22 - Exportação por rodovias Gráfico 23 - Importação por rodovias

Segundo os dados disponíveis na base de dados do Comércio Exterior Brasileiro, do


Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o comércio Sul
Americano movimentou no ano de 2017, pelo modo rodoviário, 11,4 milhões de
toneladas, mantendo a tendência dos últimos cinco anos do fluxo de comércio anual
na região pela via rodoviária, cujo valor médio anual entre 2013 e 2016 foi de 11,3
milhões de toneladas movimentadas.

Deste total movimentado, destaca-se o comércio com os países pertencentes ao


Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), nomeadamente Argentina, Paraguai e
Uruguai, responsáveis pela movimentação de 9,8 milhões de toneladas em 2017, o
que representa cerca de 85,0% do total movimentado no período. Argentina e
Paraguai destacam-se por serem responsáveis por 73,6% do total movimentado em
2017, com 8,4 milhões de toneladas movimentadas. Na comparação entre os dois
países, a Argentina possui uma pequena vantagem, com 4,3 milhões de toneladas
movimentadas, enquanto o comércio com o Paraguai movimentou 4,2 milhões de
toneladas.

Considerando apenas o comércio de exportação em 2017, a Argentina possui a maior


participação, com 36,2% do total de toneladas movimentadas, enquanto os demais
integrantes do MERCOSUL, Paraguai e Uruguai, ficam em 2° e 3° lugares,
respectivamente, com 30,5% e 12,7% de participação do total de toneladas
movimentadas. Bolívia e Chile aparecem em seguida com 10,7% e 7,5%,
respectivamente. Assim, tem-se que os cinco países com maior participação no total
de toneladas movimentadas exportadas por via rodoviária em 2017 representam
97,7% do total exportado por este modo no ano.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 27


Rodoviário

Analisando apenas o comércio de importação em 2017, o cenário muda pouco com


os mesmos cinco países representando 99,5% do total de toneladas movimentadas
importadas por modo rodoviário em 2017, alterando apenas a posição e a
participação destes países no ranking. O Paraguai é o 1° colocado, com 43,2% de
participação do total de toneladas movimentadas, com a Argentina agora em 2° lugar
com 38,5% de participação. O Uruguai se mantém em 3°lugar, com 10,4% de
participação, enquanto Chile e Bolívia trocam de posições, com o Chile tendo 5,7% de
participação e a Bolívia tendo 1,8%.

Ranking de Exportação à Argentina - 2017


Borracha e suas obras 2,3%
Madeira, carvão vegetal e obras de madeira 3,5%
Produtos cerâmicos 3,8%
Produtos químicos inorgânicos e compostos de metais preciosos 4,0%
Pastas de madeira e papel ou cartão para reciclar 4,3%
Máquinas e instrumentos mecânicos, e suas partes 5,0%
Ferro fundido, ferro e aço 6,7%
Plásticos e suas obras 11,8%
Veículos automóveis terrestres e suas partes e acessórios 14,2%
Papel e cartão 15,6%
0% 5% 10% 15% 20%
Fonte: MDIC
Gráfico 24 - Exportação por rodovias à Argentina

Ranking de Importação da Argentina - 2017


Produtos químicos inorgânicos e compostos de metais preciosos 3,0%
Plásticos e suas obras 3,2%
Pastas de madeira e papel ou cartão para reciclar 4,7%
Sal; enxofre; terras e pedras; gesso, cal e cimento 5,0%
Frutas; cascas de frutos cítricos e de melões 6,2%
Cereais 6,3%
Veículos automóveis terrestres e suas partes e acessórios 7,3%
Preparações de produtos hortícolas ou de partes de plantas 9,6%
Produtos hortícolas, plantas, raízes e tubérculos, comestíveis. 11,7%
Produtos da indústria de moagem 17,9%
0% 5% 10% 15% 20%
Fonte: MDIC

Gráfico 25 - Importação por rodovias da Argentina

Com a constatação de que Argentina e Paraguai são os maiores parceiros comerciais


por via rodoviária, tanto em exportação quanto em importação, verifica-se que o fluxo
de exportação com os dois países continua sendo majoritariamente de bens
industrializados, com maior conteúdo tecnológico e maior valor monetário, enquanto o

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 28


Rodoviário

fluxo de importação é, majoritariamente, de produtos primários, como cereais e


produtos hortícolas.

No fluxo comercial de exportação com a Argentina, destaca-se a importante


participação de produtos pertencentes às categorias papel e cartão, responsáveis por
15,6%, veículos automóveis terrestres e suas partes e acessórios, responsáveis por
14,2%, e plásticos e suas obras, responsáveis por 11,8%. Já no fluxo comercial de
importação, os destaques são itens das categorias produtos da indústria de moagem,
com 18,0% de participação, produtos hortícolas, plantas, raízes e tubérculos
comestíveis, com 11,7%, e preparações de produtos hortícolas ou de partes de
plantas, com 9,6% de participação no total de toneladas movimentadas importadas da
Argentina.

Ranking de Exportação ao Paraguai - 2017


Máquinas e instrumentos mecânicos, e suas partes 2,9%
Resíduos das indústrias alimentares e alimentos para animais 3,3%
Papel e cartão; obras de pasta de celulose, de papel ou de cartão 4,2%
Plásticos e suas obras 4,3%
Ferro fundido, ferro e aço 4,8%
Combustíveis,óleos minerais e produtos da sua destilação 4,9%
Bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres 5,6%
Produtos cerâmicos 6,8%
Adubos (fertilizantes) 19,0%
Sal; enxofre; terras e pedras; gesso, cal e cimento 19,6%

Fonte: MDIC
0% 5% 10% 15% 20% 25%
Gráfico 26 - Exportação por rodovias ao Paraguai

Ranking de Importação do Paraguai - 2017


Outros artefatos têxteis confeccionados 0,6%
Outros produtos de origem animal 0,7%
Carnes e miudezas, comestíveis 0,9%
Produtos cerâmicos 1,1%
Produtos da indústria de moagem 2,0%
Plásticos e suas obras 2,2%
Resíduos das indústrias alimentares e alimentos para animais 2,4%
Gorduras, óleos e ceras animais ou vegetais e produtos… 3,0%
Grãos, sementes e frutos oleaginosos e diversos 11,0%
Cereais 71,6%

Fonte: MDIC
0% 20% 40% 60% 80%
Gráfico 27 - Importação por rodovias do Paraguai

No fluxo comercial de exportação com o Paraguai, destacam-se, principalmente,


produtos das categorias sal, enxofre, terras e pedras, gesso, cal e cimento, com
19,6% de participação, e adubos (fertilizantes), responsáveis por outros 19,0% do
total de toneladas movimentadas em fluxos de exportação ao Paraguai em 2017.
Quanto à importação, o grande destaque são os produtos pertencentes à categoria
cereais, que representam 71,6% do total de toneladas movimentadas importadas do
Paraguai em 2017.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 29


Rodoviário

3.4 Movimentação de Contêiner

A movimentação de carga por contêiner, com origem ou destino aos terminais


portuários, apresentou um crescimento de 6,3% em 2017 em relação a 2016,
representando, em números absolutos, um crescimento de seis milhões de toneladas
em relação ao ano anterior.
Analisando a movimentação do
Movimentação de carga por contêiner
106,4 período compreendido entre 2014 e
107
2017, a movimentação de carga por
Milhões de toneladas

105
contêiner teve um crescimento de
103 101,1
100,4 100,1 5,2%, o que representa um
101
crescimento médio de 1,3% ao ano.
99
A movimentação por contêiner
97
2014 2015 2016 2017 ocorre, em sua grande maioria, por
Fonte: Antaq dois tipos de navegação portuária.
Gráfico 28 - Movimentação de carga por Contêiner

A movimentação de Longo Curso, em 2017, representou 76,0% das movimentações


de cargas por contêiner, enquanto a Cabotagem representou uma parcela de 23,5%
de participação no total de movimentações de contêineres nos portos brasileiros.
Embora ocorram movimentações de contêiner por outros tipos de navegação
portuária, são quantidades muito pequenas quando comparadas à movimentação por
Cabotagem e por Longo Curso.
O crescimento da movimentação em 2017 em relação a 2016 foi impactado
essencialmente pelo crescimento da Cabotagem, com variação positiva de 11,9%, e
do Longo Curso, que expressou um aumento na ordem de 4,7%, também em relação
a 2016.

3.5 Tarifas, Custos e Fretes

Como verificado no gráfico 29 ao


lado, o valor do frete médio para Frete Médio para Granéis Agrícolas - R$/TKU
Frete Médio (R$/TKU)

granéis agrícolas em 2017, R$0,17


apresentou um crescimento de R$0,16
7,1% em relação a 2016, voltando R$0,16
a apresentar o mesmo valor de R$0,15 R$0,15
R$0,15
2014. Analisando a série de 2014
R$0,14
a 2017, percebe-se que, apesar R$0,14
de um crescimento no valor em
2015 e um decréscimo em 2016, o R$0,13
valor do frete médio não 2014 2015 2016 2017
Fonte: Elaborado pela EPL com base nos dados do IMEA
apresentou grandes mudanças. Observação: Valores corrigidos pelo IGP-DI a preços de dezembro de 2017.
Gráfico 29 - Frete Médio para GSA

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 30


4. Ferroviário
Este capítulo reúne informações sobre o modo de transporte ferroviário no período de
2014 – 2017, contemplando investimentos, movimentações de cargas e passageiros
e tarifas.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 31


Ferroviário

4.1 Investimentos

Investimento Total - Ferroviário


10,0 8,9 No período 2014 a 2017, o
8,2
8,0 investimento total em ferrovias,
6,2
Bilhões de Reais

6,0 5,4 registrados no setor público e


3,3 privado, decresceu. No setor
4,0
1,9 privado, os investimentos vinham
2,0 1,1 0,6 sendo aportados em ampliações de
0,0 capacidade das ferrovias
2014 2015 2016 2017 existentes, como a Estrada de
Investimento Federal Investimento Concessionário
Fonte: SIAFI/Siga Brasil, SAFF/ANTT
Ferro Carajás (EFC) e Estrada de
Observação: Valores corrigidos pelo IPCA a preços de Março de 2018. Ferro Vitória-Minas (EFVM), ambas
Gráfico 30 - Investimento Federal em Ferrovias concessionárias da Vale.

Já no setor público, os investimentos têm sido na construção de novas ferrovias e


corredores, tais como a Ferrovia de Integração Oeste-leste (FIOL) e a Ferrovia Norte-
Sul (FNS), mas em valores menores, devido às questões orçamentárias e escassez
de recursos para a manutenção das obras, com os investimentos sendo alocados
prioritariamente em apenas alguns lotes de obra.

Em uma análise mais aprofundada nos investimentos públicos federais, destaca-se a


queda de 81,4% entre os valores dos anos de 2014 e 2017, a maior em proporção
dentre os modos de transporte no período. Com este decréscimo, o modo ferroviário
passou de 21,7%, em 2014, para 6,8% em 2017 quanto ao volume de investimentos
direto da União. As obras da Ferrovia Norte-Sul e da Ferrrovia de Integração Oeste-
Leste foram responsável por, aproximadamente, 95% dos investimentos da União.

No período 2014 a 2017, lotes de obras foram paralisados, entretanto, os


investimentos realizados foram suficientes para a conclusão do trecho da FNS que
liga o sul do Goiás até o norte de São Paulo, na cidade de Estrela d’Oeste, ponto em
que se conecta a Rumo Malha Paulista.

O maior investimento público no modo ferroviário em 2017, cerca de R$ 333 milhões,


foram nas obras de implantação da FIOL, na região Nordeste, no estado da Bahia,
cujo trecho mais avançado é o de Caetité ao porto de Ilhéus (Porto Sul),
representando 53,5% do investimento total em ferrovias. Em seguida, aparece a
região Centro-Oeste, com R$ 170 milhões investidos para a construção da ferrovia
Norte-Sul em Goiás.

Já os investimentos do setor privado apresentaram uma queda de 34,7% entre 2014 e


2017, passando de R$ 8,2 bilhões em 2014 para R$ 5,4 bilhões em 2017. Estes
investimentos ocorreram, em sua maior parte, na ampliação de capacidade de
transportes pela construção de segunda via, como nas ferrovias da Vale: EFC e

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 32


Ferroviário

EFVM, ambas as vias que transportam predominantemente minério de ferro para


exportação. Além disso, pode-se incluir o ramal de Parauapebas/PA, um
prolongamento da EFC. Estas obras de duplicação e um ramal de 100 quilômetros
representam um aumento considerável na capacidade dessas vias. Em relação às
ferrovias que transportam granéis agrícolas, grãos e outras commodities, os
investimentos também sofreram redução,
Investimento Concessionário por apesar da produção ter crescido no período.
tipo de Ação - 2017
Em 2017, os investimentos em ampliação de
Ampliação de Via via tiveram a maior participação dentre os
10,8%
investimentos privados, ainda nas ferrovias da
Outros

12,0%
Vale citadas anteriormente. Em segundo lugar
34,5%
R$ 5,4 Material Rodante
de participação os investimentos estão nos
bilhões
13,9% Manutenção de mais variados itens de operação dos
Material Rodante
corredores ferroviários, tais como melhorias
28,8% Manutenção de
Superestrutura em passagens urbanas, instalações,
aquisições de equipamentos de controle e
Fonte: SAFF/ANTT
Observação: Valores corrigidos pelo IPCA a preços de sinalização ferroviária, fato que se dá, em
Março de 2018.
grande parte, no estado de São de Paulo, na
Gráfico 31 - Investimento Ferroviário malha paulista, concessão da Rumo. Em
Concessionário por ação
seguida, encontram-se os investimentos
básicos em manutenção de vias e de materiais rodantes.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 33


Ferroviário

4.2 Infraestrutura

Ferrovias do Brasil

Observação: Elaborado pela EPL


Gráfico 32 - Mapa de ferrovias do Brasil

A infraestrutura ferroviária nacional administrada pelas concessionárias apresenta-se


como remanescente de um modelo de corredores de exportação, ainda sem ligações
entre as malhas. Entre as consequências, a mais relevante é a falta da possibilidade
de implementação de metas de produção.

Em relação à infraestrutura, as vias que mais receberam investimentos foram as


ferrovias cuja movimentação predominante são de granéis sólidos não agrícolas, a
EFC e EFVM, corredores que foram duplicados para aumento substancial da
produção de transporte. As outras malhas receberam investimentos em infraestrutura,
nas passagens urbanas e para melhoria da segurança de trânsito.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 34


Ferroviário

4.3 Movimentação de Carga

600
Movimentação de carga por tipo de produto
538,8
491,6 503,8
500 465,1
416,4
TU (milhões)

397,6
400 356,6 378,6

300

200
60,9 57,6 72,5
100 39,1 56,2 39,0 36,2 37,3
3,6 9,5 3,9 9,2 3,7 8,7 3,7 8,9
0
2014 2015 2016 2017
Outras Mercadorias Combustíveis, Derivados do Petróleo e Álcool
Indústria Siderúrgica, Cimento e Construção Civil Setor Agrícola, Extração Vegetal e Celulose
Minério de Ferro Movimentação Total
Fonte: SAFF/ANTT
Gráfico 33 - Movimentação de carga por tipo de produto

Participação por Tipo de Carga em 2017


Produção de Transporte Variação
2016 2017
(TU milhares) (%) 1,6%
6,9% 0,7%
Minério de Ferro 397.638 416.365 4,7%
Setor Agrícola, Extração Vegetal 13,5%
57.584 72.483 25,9%
e Celulose
Indústria Siderúrgica, Cimento e
36.199 37.322 3,1% 77,3%
Construção Civil
Combustíveis, Derivados do
8.689 8.880 2,2%
Petróleo e Álcool
Minério de Ferro
Outras Mercadorias 3.690 3.727 1,0% Setor Agrícola, Extração Vegetal e Celulose
Indústria Siderúrgica, Cimento e Construção Civil
Total 503.800 538.777 6,9% Combustíveis, Derivados do Petróleo e Álcool
Outras Mercadorias

Fonte: SAFF/ANTT
Gráfico 34 - Movimentação de carga ferroviária por participação por tipo de carga

A movimentação de cargas pelos trilhos apresentou suave crescimento no somatório


das produções. O volume total praticado em 2014 foi de 465,1 milhões de toneladas
úteis e após crescimento médio de 4,5% ao ano, chega em 2017, num total de 538,8
milhões de toneladas, regido predominante pelas cargas de minério de ferro. Esse
crescimento do volume de produção de transporte por parte do minério de ferro se
deve aos resultados das ampliações de capacidade das ferrovias da concessionária
Vale. A variação de 2017 em relação a 2016 foi de 4,7%, mantendo o minério de ferro
como carga de maiores volumes transportados no país.

Outra parcela de destaque no crescimento do volume total transportado se dá no


setor agrícola brasileiro, em torno de 25,9%, no período de 2016 a 2017. O transporte
ferroviário de grãos, no Brasil, compete com o transporte rodoviário, apesar dos
maiores custos deste modo para grandes distâncias, isso pode indicar que ainda
existem volumes de cargas agrícolas a serem captados pelo modo ferroviário.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 35


Ferroviário

4.4 Movimentação de Passageiros

Movimentação Total
1,4
1,2
1,0
Milhões

0,8 0,96 0,93 1,01


0,94
0,6
0,4
0,2 0,30 0,28 0,29 0,27
0,0
2014 2015 2016 2017

Fonte: SAFF/ANTT EFC EFVM

Gráfico 35 - Movimentação de Passageiros por ferrovias

Tanto a Estrada de Ferro Carajás (EFC) como a Estrada de Ferro Vitória-Minas


(EFVM) apresentaram redução de 7,0% na movimentação de passageiros nos
serviços ferroviários regulares no ano de 2017 quando comparados ao ano anterior,
voltando aos patamares de movimentação observados no ano de 2015, ou seja, em
torno de um milhão e duzentos mil passageiros.

O resultado confirma a tendência de baixa comentada na edição anterior do Boletim


de Logística, quando foram analisados os dados referentes ao primeiro semestre de
2017. Alguns fatores podem ter colaborado na redução da movimentação de
passageiros nos serviços de transporte ferroviário em 2017: o reajuste nos preços das
tarifas; os reflexos da recessão econômica; os possíveis rearranjos concorrenciais por
parte de operadores do transporte rodoviário interestadual de passageiros regular de
longa distância, em determinados trechos das linhas; e as interdições nas vias
férreas, provocadas por movimentos populares.

No Brasil, o transporte de passageiros por ferrovias ainda é incipiente. As ferrovias


mostradas no gráfico 35 não são dedicadas ao transporte de passageiros e mantem-
se nos mesmos patamares estáveis, ou apresentam pequenas variações no número
de passageiros transportados.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 36


Ferroviário

4.5 Tarifas
Tarifa de Transporte Ferroviário
80
70
R$/Tonelada

60
50
40
30
20
10
0
1º 2º 1º 2º 1º 2º 1º 2º
Semestre Semestre Semestre Semestre Semestre Semestre Semestre Semestre
2014 2014 2015 2015 2016 2016 2017 2017

CG CGC GL GSA GSNA


Fonte: EPL/ANTT
Observação: Valores corrigidos pelo IPCA a preços de 2017. Não estão consideradas as tarifas acessórias.

Gráfico 36 - Tarifas por transporte ferroviário

Devido à importância logística das ferrovias, a questão tarifária é o item mais


importante a ser discutido nos próximos contratos de concessões ferroviárias. O modo
ferroviário, pela escala e pelas características de deslocamento apresenta, em outros
países, valores de tarifas que atraem carregamentos de grandes volumes e grandes
distâncias, trazendo reduções no custo logístico de produtos e bens.

Analisando o gráfico 36 acima, as tarifas praticadas pelos concessionários, nos


últimos quatro anos, evidenciam uma relativa estabilidade de preços. Além disso,
pode-se verificar um aumento no valor das tarifas no segundo semestre de 2017, em
praticamente todos os tipos de cargas e o retorno dos valores das tarifas aos níveis
de 2014.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 37


5. Aquaviário

Este capítulo reúne informações sobre o modo de transporte aquaviário no período de


2014 - 2017, contemplando investimentos, movimentações de carga, concentração de
portos e fretes.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 38


Aquaviário

5.1 Investimentos Públicos

O volume de investimento federal


Investimento Federal - Hidrovias nas hidrovias apresenta crescimento
450 desde 2015, principalmente em
390
400 364 razão da manutenção e estruturação
326
350 da infraestrutura das hidrovias do
Milhões de R$

300
250
238 Arco Norte, em especial ações
200 relacionadas com a construção de
150 terminais nos estados do AM e PA,
100
além de melhorias aplicadas aos
50
0 canais de Navegação do Rio
2014 2015 2016 2017 Madeira, Paraná e São Francisco.
Fonte: SIAFI/Siga Brasil
Observação: Valores corrigidos pelo IPCA a preços de Março de 2018
Gráfico 37 - Investimento Federal em hidrovias

Entretanto, o maior volume de investimento em 2017 ocorreu em razão das


dragagens dos portos públicos. O Porto do Rio de Janeiro foi responsável pelo
desembolso equivalente a 29,7% do volume total (R$115,8 milhões),além da
dragagem do Porto de Paranaguá que demandou R$ 76,6 milhões (19,6%), Rio
Grande (8,6%), Itajaí (8,3%), Itaqui (1,1%), Vitória (1,0%). Em resumo, dos R$ 390
milhões investidos em 2017 no modo aquaviário, R$ 267 (68,4%) foram para obras
em dragagem, ao passo que as hidrovias receberam 31,6% do volume total de
investimentos.

Analisando por Região, o Sul do país recebeu investimentos da ordem de 37,3%,


seguido do Sudeste com 33,4%, Norte com 16,9% e NE com 1,1%. Os demais 11,3%
foram investidos em eixos de navegação que cruzam mais de uma região Nacional,
como o caso das principais hidrovias.

Investimento das Companhias Docas


Já os investimentos dos portos 700 608,9
públicos vinculados à União 600
Milhões de R$

500
apresentaram redução constante no
400 334,8
período de 2014 a 2017, sendo que 300 244,1
em 2017 o valor investido foi 72,2% 167,9
200
menor do que em 2014, o que 100
equivale a uma redução média de 0
2014 2015 2016 2017
34,9% ao ano.
Fonte: SIAFI/Siga Brasil
Observação: Valores corrigidos pelo IPCA a preços de Março de 2018
Gráfico 38 - Investimento das Companhias das Docas

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 39


Aquaviário

5.2 Movimentação de Carga

Movimentação Total de Carga


1.200 1.087
1.008 1.003
1.000
969 Com recorde de movimentação em
Milhões de toneladas

2017, atingindo 1.087 bilhões de


800 toneladas movimentadas, os portos
600 do Brasil apresentaram desde 2014
um crescimento anual médio na
400 ordem de 3,9%.
200

0
2014 2015 2016 2017
Fonte : ANTAQ
Gráfico 39 - Movimentação de carga por modo
aquaviário

Em uma análise por grupos de carga, Participação por Grupo de Carga


os granéis sólidos, em especial o 100% 4,8% 4,7% 5,0% 5,0%
90% 10,4% 10,0% 10,0% 9,8%
minério de ferro e os grãos, no
80%
sentido exportação, foram as cargas 22,5% 22,1% 21,2%
70% 24,0%
que apresentaram maior crescimento
60%
no período avaliado. 50%
40%
Embora a carga conteinerizada tenha 30% 60,8% 62,8% 62,9% 64,0%
apresentado um crescimento 20%
absoluto, no período avaliado, o 10%
elevado crescimento da 0%
movimentação dos granéis agrícolas 60,84% 23,97% 10,44% 4,75%
Granel Sólido Granel Líquido e Gasoso
fez com que a participação dos Carga Conteinerizada Carga Geral
contêineres diminuísse. Fonte : ANTAQ

Gráfico 40 - Movimentação de carga aquaviária por


participação por grupo de carga

Quanto ao fluxo portuário, a navegação interior foi a que apresentou o maior


crescimento no período compreendido de 2014 a 2017 (47,3%), sendo responsável
pelo embarque e desembarque de 57,3 milhões de toneladas em 2017. A cabotagem
cresceu 5,0%, nesse mesmo período, movimentando 222,4 milhões de toneladas em
2017 e a navegação de longo curso, a qual é responsável por 74,0% do fluxo, cresceu
12,6%, movimentando 803,4 milhões de toneladas em 2017.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 40


Aquaviário

Movimentação de carga por tipo de Movimentação Portuária


900
803
800 754 743
714 Longo Curso
Milhões de toneladas

700
600 Cabotagem
500
Interior
400
300 222 Apoio Portuário
212 211 214
200
57 Apoio Marítimo
100 39 39 42
0
2014 2015 2016 2017
Fonte : ANTAQ

Gráfico 41 - Movimentação de carga aquaviária por tipo de movimentação

Movimentação de carga por


Sentido Analisando o sentido de movimentação das
100% cargas em 2017, o volume embarcado
representou 82,5% do fluxo portuário total. Tal
80%
proporção pode ser explicada pelo
Participação (%)

60% 81,6% 83,9% 83,4% 82,5% crescimento significativo das exportações de


40%
commodities agrícolas e minerais.

20%
18,4% 16,1% 16,6% 17,5% Movimentação de carga por tipo de
0% porto
2014 2015 2016 2017 100%
Desembarcados Embarcados 36,0% 34,9% 34,2% 33,6%
Participação (%)

80%
Fonte : ANTAQ
60%
Gráfico 42 - Movimentação de carga por
Sentido 40%
64,0% 65,1% 65,8% 66,4%
20%
Analisando o tipo de instalações, os 0%
terminais privados expandiram a sua 2014 2015 2016 2017
Porto Privado Porto Público
participação, atingindo 66,4% do total,
Fonte : ANTAQ
em 2017. Gráfico 43 - Movimentação de carga por Tipo de
Porto
Tal crescimento pode ser explicado pela expansão de 16,4% no volume movimentado
dos terminais privados de 2014 a 2017, ao passo que os portos públicos cresceram
apenas 4,7%.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 41


Aquaviário

5.3 Concentração de Portos

A participação dos portos sediados no


Movimentação Portuária chamado Arco Norte, compreendido aqui
800
671 678 pela região NO e NE, correspondeu, em
Milhões de toneladas

656 644
700
600 2017, a 37,6%, percentual esse que vem
500 409 crescendo ano a ano. Essas duas
337 359
400 313 regiões movimentaram em 2017 408,7
300 milhões de toneladas, crescendo 6,7%
200
100
no período 2014/2017 e 13,9% quando
0 comparado 2017 com ano anterior.
2014 2015 2016 2017
Norte-Nordeste Destaque para o Maranhão, estado que
Centro-Sul
Gráfico
Fonte 44 - Movimentação portuária por centro
: ANTAQ corresponde a cerca de 50,0% de toda a
movimentação da região Norte-
Nordeste, que cresceu 41,4% no período; Pará, com variação de +45,0%; Bahia, que
demonstrou uma queda de 7,7%; Amazonas, com uma variação de +9,1%;
Pernambuco, com uma variação positiva de 48,8%; Ceará, com +52,9% e Rondônia,
esboçando uma variação de 71,7%. A estes sete estados corresponde a
movimentação de 96,4% do NO-NE.

Participação dos centros na Movimentação em 2017

37,6% 62,4%
Fonte : ANTAQ Norte-Nordeste Centro-Sul

Gráfico 45 - Participação dos centros na movimentação

Já aos portos compreendidos no Centro-Sul do país, região ainda hegemônica na


movimentação portuária, correspondeu o fluxo de 678,2 milhões de toneladas, com
crescimento de 1,4% ao ano nos últimos cinco anos e de 3,4%, quando comparado
2017 com 2014.

O Estado que apresentou o maior crescimento na região Centro-Sul foi o Paraná, com
uma variação positiva de 16,8% quando comparado 2017 em relação a 2014, seguido
do Rio de Janeiro (12,5%), Rio Grande do Sul (9,1%) e São Paulo (9,0%). O Espírito
Santo que, em 2014 era o segundo estado mais representativo da região, atrás
somente do Rio de Janeiro, perdeu o posto para São Paulo, em razão da redução de
13,0% quando comparado 2017 com 2014.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 42


Aquaviário

5.4 Movimentação por Perfil de Carga

Em 2017, 64,0% do movimento de carga aquaviária ocorreu majoritariamente pelos


embarques de granéis sólidos, seguido pelos granéis líquidos.

Participação das cargas na Movimentação em 2017


9,8% 5,0% 21,2% 64,0%
Carga Conteinerizada Carga Geral Granel Líquido e Gasoso Granel Sólido
Fonte : ANTAQ
Gráfico 46 - Participação das cargas na movimentação

5.4.1 Granel Sólido Agrícola - GSA


Movimentação - Granel Sólido
Agrícola O total movimentado de granéis
Milhões de toneladas

200 178 agrícolas, em 2017, foi de 177,7


149 138 milhões de toneladas, apresentando
150 124
uma variação de 29,1%, quando
100
comparado 2017 com 2016 e uma
50 variação média anual de 12,7% para
0 todo o período analisado.
2014 2015 2016 2017
Fonte : ANTAQ

Gráfico 47 - Movimentação GSA

Movimentação de Granéis Sólidos


Variação Média Anual (2014 a
Agrícolas por Tipo de porto
2017)
100%
Top 10 Complexos Portuários em 2017

Santos (31,1%) 9,4%


80%
Participação (%)

Paranaguá - Antonina (14,6%) 5,0%


71,3% 64,8%
74,5% 72,1% Rio Grande (10,5%) 5,4%
60%
Vila do Conde - Belém (7,9%)
40% 86,2%
Manaus (4,6%) 15,1%

20% 35,2%
Itaqui (4,6%) 28,4%
25,5% 27,9% 28,7%
Santarém (4,1%) 42,1%
0%
Porto Velho (4,1%) 25,8%
2014 2015 2016 2017
Porto Privado Porto Público São Francisco do Sul (3,6%) 0,6%
Fonte : ANTAQ
Vitória (3,1%) -6,1%
Fonte : ANTAQ
Gráfico 48 - Movimentação GSA por tipo de porto
Gráfico 49 - Variação GSA por porto

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 43


Aquaviário

Os granéis sólidos agrícolas (GSA) são majoritários na movimentação de carga nos


portos públicos, embora tenham perdido participação no período analisado, passando
de 74,5% em 2014 para 64,8% em 2017.

Com 31,1% no ano de 2017, os terminais alocados no Complexo Portuário de


Santos/SP apresentam a maior representatividade em relação a movimentação de
GSA - crescendo 9,4% ao ano - ainda na base de comparação 2014 a 2017. Outro
destaque vai para região de Belém e Vila do Conde/PA, cujo crescimento médio foi de
86,2%, passando de 2,2 milhões de toneladas, em 2014, para 14,2 milhões de
toneladas em 2017. Em relação aos GSA, os 10 principais complexos portuários
respondem por 88,7% do volume de carga operado no país.

5.4.2 Granel Sólido Não Agrícola - GSNA

O total movimentado de granéis


Movimentação - Granel Sólido Não-
sólidos não agrícolas (GSNA),
Agrícola
1.000 em 2017, foi de 793,5 milhões
Milhões de toneladas

793
800 734 749 757 de toneladas, apresentando uma
600
variação de 4,9% quando
comparado 2017 com 2016 e
400
uma variação média anual de
200 2,7% para todo o período
0 analisado
2014 2015 2016 2017
Fonte : ANTAQ

Gráfico 50 - Movimentação GSNA

Movimentação de Granéis Variação Média Anual (2014 a 2017)


Sólidos Não-Agrícolas por Tipo
Top 10 Complexos Portuários em 2017

de porto Itaqui (24,4%) 13,8%


100% Vitória (16,3%) -3,5%
24,1% 22,1% 22,5% 21,4%
Participação (%)

80% Itaguaí (13,8%) 3,1%


São Sebastião (6,2%) -2,5%
60%
Angra dos Reis (5,3%)
40% 75,9% 77,9% 77,5% 78,6% 17,9%
Santos (3,3%) -0,6%
20%
Aratu - Salvador (3%) -6,5%
0% Óbidos (2,8%) 1,1%
2014 2015 2016 2017 São João da Barra (2,5%) 0,0%
Porto Privado Porto Público
Vila do Conde - Belém (2,3%) 0,8%
Fonte : ANTAQ
Fonte : ANTAQ
Gráfico 51 - Movimentação GSNA por tipo de Gráfico 52 - Variação GSNA por porto
porto

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 44


Aquaviário

Em relação aos GSNA, os portos privados são majoritários na movimentação desse


tipo carga. Em 2014 a participação era de 75,9%, passando para 78,6% em 2017.

Com 24,4%, os terminais alocados no Complexo Portuário de Itaqui/MA apresentam a


maior representatividade de GSNA - crescendo 13,8% ao ano - ainda na base de
comparação 2014 a 2017. Outro destaque vai para região de Angra dos Reis/RJ cujo
crescimento médio foi de 17,9%, passando de 25,9 milhões de toneladas em 2014
para 42,5 milhões de toneladas em 2017. Dos 10 principais complexos portuários do
País, os GSNA respondem por 80,4% do volume de carga operado.

5.4.3 Granéis Líquidos e Gasosos

Movimentação - Granel Líquido e O total movimentado de granéis líquidos


Gasoso (GL), em 2017, foi de 230,3 milhões de
232 227 222 230 toneladas, apresentando uma variação de
Milhões de toneladas

250
200 3,8%, quando comparado 2017 com 2016
150 e uma variação média anual de 1,0%,
100 quando analisado o período de 2017 a
50 2014.
0
2014 2015 2016 2017
Fonte : ANTAQ

Gráfico 53 - Movimentação GL

Movimentação de Granel Líquido Variação Média Anual (2014 a 2017)


e Gasoso por tipo de Porto
São Sebastião (21,4%) -2,2%
Top 10 Complexos Portuários em 2017

100%
22,1% 23,6% 24,6% 24,4% Angra dos Reis (18,3%) 17,8%
Participação (%)

80%
Aratu - Salvador (9,4%) -7,5%
60%
Suape - Recife (7,6%)
40% 33,5%
77,9% 76,4% 75,4% 75,6% Santos (6,6%) 2,6%
20% Rio de Janeiro - Niterói (6,1%) -9,3%
0% Porto Alegre (4,9%) -9,1%
2014 2015 2016 2017 Paranaguá - Antonina (3,6%) 24,2%

Porto Privado Porto Público São Francisco do Sul (3,6%) -6,9%


Manaus (3,1%) 5,7%
Fonte : ANTAQ
Fonte : ANTAQ
Gráfico 54- Movimentação GL por tipo de porto
Gráfico 55 - Variação GL por porto

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 45


Aquaviário

Os portos privados movimentam majoritariamente os granéis líquidos. Apesar disso, a


representatividade desse tipo de produto na carga total decresceu de 77,9% em 2014
para 75,6% em 2017.

Os terminais alocados no Complexo Portuário de São Sebastião/SP apresentaram a


maior representatividade em relação aos GL (21,4%), embora tenham reduzido sua
movimentação em 2,2% ao ano, no período 2014 a 2017. Outro destaque vai para o
Complexo Suape – Recife/PE, cujo crescimento médio foi da ordem de 33,5%,
chegando em 17,5 milhões de toneladas em 2017. Em relação ao GL, os 10 principais
complexos portuários respondem por 85,1% do volume de carga operado no país.

5.4.4 Carga Geral - CG

Movimentação - Carga Geral


60 54 O total movimentado de Carga Geral (CG),
Milhões de toneladas

48 50
50 46 em 2017, foi de 54,3 milhões de toneladas,
40 apresentando uma variação de 7,7%,
30 quando comparado 2017 com 2016 e uma
20
10
variação média anual de 4,5%, quando
0 analisado o período de 2017 a 2014.
2014 2015 2016 2017
Fonte : ANTAQ

Gráfico 56 - Movimentação CG

Em relação à Carga Geral (CG), os portos privados são majoritários na movimentação


desse tipo carga, sendo que em 2014 a participação era de 66,9%, mantendo o
mesmo nível em 2017.

Movimentação de Carga Geral por Variação Média Anual (2014 a 2017)


tipo de Porto
Top 10 Complexos Portuários em 2017

Barra do Riacho (17%) 3,0%


100% Vitória (16,7%) 11,8%
33,1% 32,5% 33,3% 33,1%
Participação (%)

80% Santos (8,9%) 0,1%


Itaguaí (7%) 4,1%
60% 64,8%
Rio Grande (6,1%)
40%
66,9% 67,5% 66,7% 66,9% Pecém - Fortaleza (5,9%) 37,7%
20% São Francisco do Sul (5%) -1,2%

0% Porto Alegre (4,7%) 33,5%


2014 2015 2016 2017 Ilhéus (4,5%) -3,3%
Porto Privado Porto Público Vila do Conde - Belém (3,8%) -12,2%
Fonte : ANTAQ
Fonte : ANTAQ
Gráfico 57 - Movimentação CG por tipo de Gráfico 58 - Variação CG por porto
porto

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 46


Aquaviário

Com 17% de participação em 2017, os terminais alocados no Complexo Portuário de


Barra do Riacho/ES foram mais representativos em relação à CG, aumentando a
movimentação em 3,0% ao ano, no período 2014 a 2017. Outro destaque vai para o
Complexo de Rio Grande/RS, cujo crescimento médio foi na ordem de 64,8%,
passando de 0,7 milhão de toneladas em 2014 para 3,3 milhões de toneladas em
2017. Em relação à CG, os 10 principais complexos portuários respondem por 80,1%
do volume de carga operado no país.

5.4.5 Carga Conteinerizada – CC

Movimentação - Carga Conteinerizada O total movimentado de carga


120 106 conteinerizada (CC) em 2017 foi
101 100 100
Milhões de toneladas

100 de 106,4 milhões de toneladas,


80 apresentando uma variação 6,3%,
60 quando comparado 2017 com
40 2016 e uma variação média anual
20 de 1,8%, quando analisado o
0 período de 2017 a 2014.
2014 2015 2016 2017
Fonte : ANTAQ

Gráfico 59 - Movimentação CC

Variação Média Anual (2014 a 2017)


Movimentação de Carga
Conteinerizada por tipo de Porto
Santos (39,2%) 5,8%
100%
Top 10 Complexos Portuários em 2017

Itajaí (10,2%) -2,4%


80% Rio Grande (7,9%) 9,8%
Participação (%)

70,0% 71,5% Paranaguá - Antonina (7,8%) 1,7%


60% 74,5% 73,6%
São Francisco do Sul (6,4%) 1,8%
40% Manaus (5,1%) -0,7%
Suape - Recife (5%) 4,7%
20% Aratu - Salvador (4,1%)
25,5% 26,4% 30,0% 28,5% 10,6%
Rio de Janeiro - Niterói (3,3%) -13,6%
0%
2014 2015 2016 2017 Pecém - Fortaleza (3,1%) 7,6%
Fonte : ANTAQ
Porto Privado Porto Público
Fonte : ANTAQ

Gráfico 60 - Movimentação CC por tipo de porto Gráfico 61 - Variação CC por porto

Com 39,2% de participação em 2017, os terminais localizados no Complexo Portuário


de Santos/SP são mais representativos em relação à carga conteinerizada, com
crescimento na movimentação de 5,8% ao ano, no período 2014 a 2017. Outro
destaque é o do Complexo de Aratu - Salvador/BA, que teve crescimento de 10,6%,
chegando em 4,4 milhões de toneladas em 2017. Ainda em relação a este perfil de
carga, os 10 principais complexos portuários respondem a 92,5% do volume de carga
operado no país.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 47


Aquaviário

5.5 Fretes da Cabotagem

5.5.1 Carga Conteinerizada – CC


Segundo dados da Marinha Mercante, as rotas Manaus/AM – Santos/SP e
Santos/SP – Manaus/AM, individualmente movimentaram cerca de um milhão de
toneladas de carga conteinerizada e correspondem a 17,0% do volume movimentado
de contêineres entre 2014 e 2017.

Rotas Manaus - Santos e Santos - Manaus


R$600 1.200.000
1.034.711
R$500 963.662 1.000.000
897.651
R$ 486,6 828.234
R$ por Tonelada

R$400 800.000

Toneladas
R$ 391,3
R$300 R$ 345,0 600.000
R$ 325,2

R$200 400.000

R$100 200.000

R$- -
2014 2015 2016 2017
Volume de Carga Transportada Frete corrigido para mar/2018

Fonte: Marinha Mercante


Observação: Valores corrigidos pelo IPCA a preços de Março de 2018.

Gráfico 62 - Frete da Cabotagem CC

Acompanhando a curva de movimentação de carga conteinerizada, o valor do frete


médio praticado apresentou valor de R$ 345,00 por tonelada em 2017, uma redução
real de 29,1%, em relação a 2014 e aumento de 6,1% em relação a 2016. Quando
avaliada a variação do volume movimentado, a diferença em relação a 2014 foi de
- 13,3%.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 48


Aquaviário

5.5.2 Carga Geral – CG

Na carga geral, segundo os dados fornecidos pela Marinha Mercante, a rota


Vitória/ES – São Francisco do Sul/SC, considerando ambos os sentidos, foi
responsável por cerca de 46,3% do volume movimentado entre 2014 e 2017. Tendo
em conta apenas os produtos de carga geral nesta rota, tem-se que os metais
laminados representam 77,9% do volume movimentado.

Rota Vitória - São Francisco do Sul (2014 - 2017) - Carga Geral - IPCA
Corrigido pela média do ano
R$160 3.500.000
R$140 3.000.000
R$ 140,0
R$120
R$ por Tonelada

2.500.000
R$ 117,6 R$ 120,6
R$100

Toneladas
2.000.000
R$80
1.500.000
R$60 R$ 71,9
R$40 1.000.000

R$20 500.000
R$- -
2014 2015 2016 2017
Volume de Carga Transportada Frete corrigido para mar/2018
Fonte: Marinha Mercante
Observação: Valores corrigidos pelo IPCA a preços de Março de 2018.

Gráfico 63 - Frete da Cabotagem CG

No período analisado, movimentaram-se, em média, dois milhões de toneladas por


ano, com destaque para 2015, ano em que foram movimentadas 3,2 milhões de
toneladas.

Pode-se verificar no gráfico 5.2.2.1 acima que o frete esteve em seu maior valor
médio anual (R$ 140,00), quando o volume transportado esteve em seu ponto mais
baixo e, no ano com maior volume movimentado, verificou-se uma grande queda no
valor do frete médio, que chegou a um valor de R$ 71,9. Portanto, pode-se constatar
que o frete de carga geral, nesta rota e no período 2014 a 2017, possui uma relação
inversa em relação ao volume movimentado.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 49


Aquaviário

5.5.3 Granel Líquido

Em relação ao frete de cabotagem na carga líquida a granel, embora os óleos de


petróleo e combustíveis possuam a maior participação no total de carga
movimentada, optou-se por selecionar o álcool para a análise, visto que os
combustíveis fósseis são operados por cadeias de abastecimento verticalizadas e
controladas, geralmente pela Transpetro S.A.

Rota Itaqui - Suape (2014 - 2017) - Granel Líquido - IPCA Corrigido pela
média do ano
R$100 350.000
300.000
R$ por Tonelada

R$80
250.000

Toneladas
R$ 79,4
R$60 R$ 69,0 200.000
R$ 67,4
R$40 R$ 54,8 150.000
100.000
R$20
50.000
R$- -
2014 2015 2016 2017
Volume de Carga Transportada Frete corrigido para mar/2018
Fonte: Marinha Mercante
Observação: Valores corrigidos pelo IPCA a preços de Março de 2018.

Gráfico 64 - Frete da Cabotagem GL

Constatou-se que o Porto de Suape é o principal receptor de álcool etílico não


desnaturado no país, correspondendo ao destino de 33,7% do volume transportado
nos últimos 4 anos. Apenas em 2017 o porto foi destino de 317 mil toneladas, um
crescimento de 34,9% em relação a 2016. Dentre as rotas, destaca-se a rota
Itaqui/MA – Suape/PE, responsável pela movimentação de 23,6% do total do produto
movimentado no país entre 2014 e 2017, sendo que em 2017, foi responsável por
28,1%.

É possível verificar no gráfico 64 o significativo crescimento médio de 74,0% ao ano


do volume movimentado deste produto na rota em análise. Quando analisada a
relação entre o volume de 2014 e o de 2017, verifica-se um crescimento substancial
de 814,9%. Este crescimento no volume movimentado na rota Itaqui-Suape
provavelmente ocorreu em função da redução no volume movimentado deste produto
na rota Santos-Suape.

O crescimento no volume transportado resultou em uma queda de 31,3% no valor do


frete médio, de R$ 79,4 em 2014 para R$ 54,8, provavelmente em razão do maior
volume transportado.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 50


Aquaviário

5.5.4 Granel Sólido Agrícola – GSA

Segundo dados obtidos da Marinha Mercante, o granel agrícola com maior volume
movimentado por cabotagem no Brasil é o trigo, cuja movimentação no período 2014
a 2017 foi de 1,4 milhões de toneladas.

Rotas Rio Grande e Paranaguá - Fortaleza e Salvador (2014 - 2017) - GSA - IPCA
Corrigido pela média do ano
R$100 500.000

R$80 400.000
R$ por Tonelada

R$ 81,9
R$ 78,6

Toneladas
R$ 74,6
R$60 300.000

R$40 200.000

R$20 100.000

R$- -
2014 2015 2017
Volume de Carga Transportada Frete corrigido para mar/2018
Fonte: Marinha Mercante
Observação: Valores corrigidos pelo IPCA a preços de Março de 2018.

Gráfico 65 - Frete da Cabotagem GSA

Cabe destacar que, embora o arroz seja mais significativo em termos de volume
movimentado por cabotagem no país, é um produto que é operacionalizado e
acondicionado em contêineres, não sendo configurado, desta forma, como uma carga
a granel.

A movimentação de trigo por cabotagem no Brasil ocorre, quase em sua totalidade,


em rotas saindo da Região Sul do país em direção à Região Nordeste. Assim, as
rotas Rio Grande – Fortaleza, Paranaguá – Fortaleza, Rio Grande – Salvador e
Paranaguá – Salvador foram aquelas com maior participação, representando 66,1 %
do volume de trigo movimentado entre 2014 e 2017, o que representa 94,6% de todo
o volume de trigo movimentado no país por cabotagem.

Para estas rotas, não é possível afirmar uma relação direta entre as quedas, tanto no
volume transportado, quanto no frete médio, uma vez que, de 2015 a 2017 o volume
movimentado cresceu, enquanto o frete médio continuou em queda. A redução do
frete praticado foi de 8,9% quando comparado os anos de 2017 e 2014. Em 2016 não
foi observado carregamento para este grupo de carga.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 51


Aquaviário

5.5.5 Granel Sólido Não Agrícola - GSNA

Segundo dados levantados pela Marinha Mercante, o granel sólido mineral com maior
volume movimentado por cabotagem no Brasil é o minério de alumínio, também
conhecido como bauxita. Este produto representa 10,5% do total de volume de GNSA
movimentados por cabotagem entre 2014 e 2017, significando 56,9 milhões de
toneladas no período.

Rotas Juruti e Trombetas - Alumar e Vila do Conde (2014 - 2017) - GSNA - IPCA
Corrigido pela média do ano
R$45 18.000.000
R$40 16.000.000
R$40,70
R$ por Toneladas

R$35 14.000.000

Toneladas
R$30 R$33,34 R$36,03 R$34,50 12.000.000
R$25 10.000.000
R$20 8.000.000
R$15 6.000.000
R$10 4.000.000
R$5 2.000.000
R$- -
2014 2015 2016 2017
Volume de Carga Transportada Frete corrigido para mar/2018
Fonte: Marinha Mercante
Observação: Valores corrigidos pelo IPCA a preços de Março de 2018.

Gráfico 66 - Frete da Cabotagem GSNA

O fluxo deste produto por cabotagem ocorre basicamente em quatro rotas,


relacionadas a quatro portos: Trombetas (PA) – Vila do Conde (PA), Juruti (PA) –
Alumar (MA), Trombetas (PA) – Alumar (MA) e Juruti (PA) – Vila do Conde (PA).
Alumar é o principal destino, recebendo aproximadamente 65,3% do volume
movimentado nos últimos quatro anos, enquanto a principal origem é Trombetas,
responsável por 65,2% do total encaminhado aos portos de Alumar e Vila do Conde.

Verifica-se, no gráfico 66, um aumento no frete em 2015 em relação a 2014, seguido


de um declínio em 2016 e 2017, retornando a níveis próximos ao de 2014. De uma
forma geral, no período 2014 a 2017, não houve uma variação significativa nos preços
de frete de movimentação de bauxita por cabotagem.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 52


6. Aeroviário

Este capítulo reúne informações sobre o modo de transporte aeroviário de 2014 –


2017, contemplando investimentos, movimentações de cargas e passageiros, os
principais aeroportos e tarifas.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 53


Aeroviário

6.1 Investimentos Públicos


Investimento Federal - Transporte
Aéreo Os investimentos públicos de 2017,
1,40 1,3 1,2
1,20 excluídos os realizados pela Infraero,
1,00 0,9 apresentaram queda tanto quando
R$ Bilhões

0,8
0,80 comparados a 2016 (-12,0%) quanto
0,60
comparados a 2015 (-37,0%). Além da
0,40
0,20
restrição fiscal do governo, que se
0,00 acirrou no período, houve a diminuição
2014 2015 2016 2017 de alguns programas de investimentos
Fonte: SIAFI/Siga Brasil
Observação: Valores corrigidos pelo IPCA a preços de Março de federal no transporte aeroviário, como o
2018. Programa de Incentivo à Aviação
Gráfico 67 - Investimento Federal no Transporte Regional.
Aéreo

Os investimentos realizados pela


Infraero apresentaram, no ano de Investimento da Infraero - Transporte
Aéreo
2017, resultado 23,0% inferior ao do
2,00 1,8
ano anterior totalizando uma redução 1,80
R$ Bilhões

1,60
de R$ 165,2 milhões. Em parte, o 1,40
1,20 1,1
resultado é explicado pela crise fiscal, 1,00 0,7
que levou à redução de recursos para 0,80 0,5
0,60
investimentos da estatal no período. 0,40
0,20
Contudo, outros fatores também 0,00
2014 2015 2016 2017
impactam o valor, como as atuais
dificuldades financeiras da Infraero, Fonte: SIAFI/Siga Brasil
Observação: Valores corrigidos pelo IPCA a preços de Março de
devido à concessão de alguns dos 2018.
aeroportos mais rentáveis da empresa. Gráfico 68 - Investimento da Infraero

Quando comparado a 2015, a redução


dos investimentos foi ainda maior, na magnitude de 49,0%. Nesse sentido, o prejuízo
da estatal em 2017 também contribuiu para a menor capacidade de novos
investimentos.
O governo tem buscado promover os investimentos por meio de leilões de concessão
(aeroportos de Salvador, Porto Alegre, Fortaleza e Florianópolis). Deve-se destacar
que as novas concessões não necessitaram de participação da INFRAERO no
consórcio.
Por outro lado, conforme os grandes aeroportos são concedidos, resta à INFRAERO
os de menor porte, que necessitam de volumes mais baixos de investimento, o que
explica a queda no montante investido pela estatal.
Estudos da ANAC avaliam conceder outros aeroportos em blocos. Estão em análise
três blocos: bloco nordeste com Recife como o principal, bloco Centro-Oeste com
Cuiabá como principal e bloco Sudeste com Vitória como principal. Estima-se que a
concessão desses blocos gerem investimentos privados da ordem de R$ 3,6 bilhões.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 54


Aeroviário

6.2 Movimentação de Carga

Movimentação de Carga Aérea


749,8 O transporte aéreo de
800 698,9 702,9 685,2 cargas apresentou
Milhares de Toneladas

700
600 recuperação, tanto nas rotas
500 domésticas, quanto nas
373,6
400 331,6 311,2 334,7 rotas internacionais. O maior
300 aumento ocorreu na
200 movimentação de cargas
100 internacionais, que atingiu
0
patamares maiores do que
2014 2015 2016 2017
os anteriores à crise.
Doméstico Internacional
Fonte: ANAC
Observação: Considerando apenas os voos regulares. O crescimento se deve à
Gráfico 69 - Movimentação de carga por modo aeroviário
recuperação econômica em
2017 e à menor cotação do
dólar, que favoreceu as trocas comerciais do Brasil com o resto do mundo. Além
disso, também contribuiu a maior demanda global por esse modo de transporte.
Internamente, a recuperação da economia também favoreceu a maior movimentação
de cargas domésticas, que cresceram ao patamar próximo do período pré-crise.

6.3 Movimentação de Passageiros

Para o transporte aéreo regular de Movimentação Total de Passageiros


passageiros, considerando os 200 188,7 189,9
176,9
174,0
mercados doméstico e internacional, o 180
Milhões de Passageiros

160
primeiro semestre de 2017 foi 140
caracterizado, na prática, pela 120
manutenção da movimentação de 100
80
passageiros nos aeroportos 60
brasileiros, quando comparado com o 40 20,3 20,6 19,9 20,8
20
mesmo período de 2016, conforme 0
relatado no último Boletim de 2014 2015 2016 2017
Logística. Por outro lado, o segundo Doméstico Internacional
semestre de 2017 mostra uma Fonte: Hórus/SAC/ANAC
recuperação em relação ao mesmo Observação: Considerando apenas os voos regulares e embarque
e desembarque de passageiros.
período do ano anterior, com Gráfico 70 - Movimentação de Passageiros por modo
crescimento de 4,4% na aeroviário
movimentação de passageiros. No acumulado do ano de 2017, observa-se um
crescimento de 2,0% na movimentação de passageiros.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 55


Aeroviário

Em relação ao mercado doméstico, em 2017, verificou-se um crescimento de 1,7% na


movimentação de passageiros, o que pode ser explicado, em parte, pela retomada da
economia brasileira após a forte crise nos anos de 2015 e 2016. Apesar do avanço, o
resultado ainda é inferior ao observado nos anos de 2014 e 2015.

Quanto ao mercado internacional, em comparação de 2017 com 2016, observou-se


um aumento de 4,5% na movimentação de passageiros em 2017, com destaque para
o segundo semestre, quando houve um crescimento de 6,8%, em relação a igual
período de 2016, o que possibilitou um resultado de movimentação de passageiros
superior aos anos de 2014 e 2015.

Esse aumento observado no mercado internacional, quando comparados os anos de


2017 e 2016, pode ser parcialmente explicado pela queda no valor do dólar
(especialmente na comparação do primeiro semestre), o que pode ter motivado uma
parcela da população de maior renda a viajar ao exterior. Além disso, a retomada de
interesses internacionais em negócios no Brasil também explica, em parte, o
crescimento.

Conforme o documento “Conjuntura do Setor Aéreo”, do Ministério dos Transportes,


Portos e Aviação Civil, a expectativa para o setor em 2018 é positiva e com
movimentação de passageiros maior do que o ano de 2017, alavancado
principalmente pelo segmento corporativo.

Outro destaque, apontado por especialistas para os próximos anos, são os gargalos
das infraestruturas aeroportuárias, no que se refere à sua capacidade em ofertar
maior quantidade de voos, em especial os Aeroportos de Congonhas e Guarulhos no
Estado de São Paulo, impactando na movimentação de passageiros.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 56


Aeroviário

6.4 Indicadores do Setor

Assentos - Quilômetros Oferecidos No mercado doméstico de voos


(ASK) - Oferta regulares, após a redução (0,6%) no
111,9 113,6 107,5 valor do indicador de oferta do transporte
120 106,6
100 aéreo de passageiros (ASK) no primeiro
80 semestre de 2017 em relação ao mesmo
Bilhões

60
39,2 41,6 período de 2016, verifica-se que, no
34,4 37,7
40 segundo semestre de 2017, houve um
20 crescimento no número de assentos-
0 quilômetros oferecidos em relação a
2014 2015 2016 2017
Doméstico Internacional igual período de 2016, possibilitando
Fonte: ANAC para o ano de 2017 o aumento de 0,8%
Observação: Considerando apenas os voos regulares. no valor do indicador ASK em relação a
Gráfico 71 - ASK 2016.

Quanto ao mercado internacional, observa-se um crescimento em torno de 10,0%


registrado pelo indicador ASK, quando comparados os anos de 2017 e 2016, sendo o
resultado para o ano de 2017 o maior do
período 2014 a 2017.
Passageiros - Quilômetros Pagos
Transportados (RPK) - Demanda
Pelo lado da demanda, em voos regulares, o 90,8
100 89,5 85,4 87,7
indicador de passageiros-quilômetros pagos 80
transportados (RPK) também apresentou 60
35,4
32,1 31,7
Bilhões

28,4
crescimento em 2017, quando comparado com 40
20
2016. Para o mercado doméstico, o 0
crescimento registrado foi de 2,7%. Em 2014 2015 2016 2017
Doméstico Internacional
relação ao mercado internacional, o aumento Fonte: ANAC
Observação: Considerando apenas os voos regulares.
no valor do RPK foi de 11,7%.
Gráfico 72 - RPK

Fator de Ocupação (LF) - (Oferta / Como consequência dos resultados


Demanda) dos indicadores ASK e RPK, constata-
100%
80% 83% 80% 82% 80% 84% 82% 85% se a melhoria de desempenho no que
80%
60% tange ao Fator de Ocupação (LF) das
40% aeronaves no ano de 2017 quando
20% comparado com 2016, registrando um
0% aumento de dois pontos percentuais
2014 2015 2016 2017
Doméstico Internacional no mercado doméstico e de um ponto
Fonte: ANAC
Observação: Considerando apenas os voos regulares.
percentual no internacional, sendo o
melhor desempenho identificado na
Gráfico 73 - LF
série histórica analisada (2014-2017).

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 57


Aeroviário

6.5 Principais Aeroportos – Passageiros (Mercado Doméstico)

Ranking - 2017 Em 2017, os sete principais aeroportos


brasileiros representaram 55,4% da
GRU
movimentação total de passageiros do
CGH 12,9% mercado doméstico no âmbito dos voos
BSB regulares.
GIG 12,1%
44,6%
CNF
176,9
milhões
Seguindo o crescimento da
SDU 9,1% movimentação de passageiros
VCP 6,5% observado no mercado doméstico do
Outros 5,1% setor aéreo em 2017, em relação ao
4,5% 5,1%
ano de 2016, verifica-se que os
Fonte: Hórus/SAC/ANAC
principais aeroportos brasileiros também
Observação: Considerando apenas os voos regulares e refletiram essa maior movimentação,
embarque e desembarque de passageiros.
com exceção do Aeroporto Internacional
Gráfico 74 - Principais Aeroportos - Passageiros de Brasília, que registrou queda de
4,9%, e do Aeroporto Internacional de
Viracopos, em Campinas/SP, com queda de 1,1%. Ademais, em termos de
movimentação de passageiros, destaca-se que em 2017 o Aeroporto Internacional de
Confins (9.107.721 passageiros) superou o Aeroporto do Rio de Janeiro-Santos
Dumont (9.002.018 passageiros).

6.6 Principais Aeroportos – Carga (Mercado Doméstico)

Ranking - 2017 Em 2017, os sete principais


GRU aeroportos brasileiros representaram
MAO
25,4% cerca de 70,0% da movimentação
29,9%
BSB total de cargas do mercado
CGH
334,7 doméstico. Os demais aeroportos
FOR milhares de
toneladas tiveram um acréscimo substancial da
GIG
4,8% 10,8%
ordem de 30,0%, em termos de
REC 5,3%
Outros 5,3% 9,4% movimentação de cargas. Destaca-
9,3%
se a grande movimentação de carga,
Fonte: ANAC abaixo apenas do aeroporto de
Observação: Considerando apenas os voos
regulares. Guarulhos, do aeroporto de Manaus,
Gráfico 75 - Principais Aeroportos - Carga principalmente em função da Zona
Franca de Manaus com importações volumosas de máquinas, aparelhos e
componentes para produção. Em relação a 2016, verifica-se que os principais
aeroportos brasileiros apresentaram um crescimento na movimentação de carga da
ordem de 23,5 milhões de tonelada em 2017, que, quando comparado com o volume
de 311,2 milhões de toneladas em 2016, reflete um crescimento de 7,6%.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 58


Aeroviário

6.7 Passagens Aéreas

Yield Tarifa Aérea Media Domestica (R$/km)


R$ 0,40 R$0,38 R$0,36
R$0,37
R$ 0,35 R$0,34 R$0,33
R$ 0,30
R$0,30 R$0,30 R$0,29
R$ 0,25
R$/km

R$ 0,20
R$ 0,15
R$ 0,10
R$ 0,05
R$ 0,00
2014 2014 2015 2015 2016 2016 2017 2017

Fonte: ANAC 1º Semestre 2º Semestre 1º Semestre 2º Semestre 1º Semestre 2º Semestre 1º Semestre 2º Semestre

Gráfico 76 - Yield Tarifa Áerea Média Doméstica

No primeiro semestre de 2017, o indicador de Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico


registrou o menor patamar da série histórica analisada (2014 a 2017), R$ 0,29/km. Já
no segundo semestre de 2017, esse mesmo indicador registrou elevação de seu valor
para R$0,33/km, um crescimento de cerca de 14,0% em relação ao primeiro
semestre. Entretanto, quando comparado com o mesmo período de 2016, observa-se
uma redução de 2,4%.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 59


7. Dutoviário

Este capítulo reúne informações sobre o modo de transporte dutoviário durante o


período de 2014 - 2017, contemplando as movimentações de cargas.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 60


Dutoviário

7.1 Movimentação de Carga

Participação dos Combustíveis


Os combustíveis líquidos podem
Movimentados em 2017
ser transportados por quase todos
os modos, exceto o aéreo, com as
Querosene Outros
10,3% bases de combustíveis podendo
7,1%
ser abastecidas por dutos,
Óleo
Combustível
ferrovias, rodovias, hidrovias ou
10,4% cabotagem. Ainda assim, dentre
Total Movimentado Diesel
(em milhões de m³ a 32,2%
tantas alternativas, o transporte por
Nafta 20°C): 60,4 dutovias revela-se como uma forma
14,8% vantajosa para o transporte de
grandes volumes de cargas,
principalmente quando comparado
Gasolina
25,3%
com o transporte pelos modos
rodoviário e ferroviário.
Fonte: Transpetro
Em 2017, o Brasil movimentou 60,4
Gráfico 77 - Movimentação de combustíveis
milhões de m³ de combustíveis em
Oleodutos, dos quais o produto com maior participação foi o Diesel, com 32,2% da
movimentação, seguido da Gasolina, com 25,3%, do Nafta, com 14,7%, do Óleo
Combustível, com 10,4% e do Querosene, com 10,3%, segundo as informações
obtidas da Transpetro S.A.

Entre 2014 e 2017, verifica-se Movimentação de Oleodutos - Todas as


uma queda de 17,9% no volume Cargas
80 73,6
Milhões m³ a 20° C

movimentado por Oleodutos, de 66,6 65,3 60,4


73,6 milhões de m³ a 20°C em 60
2014 para 60,4 milhões de m³ a 40
20°C. Embora entre 2015 e 2016 20
a queda tenha sido relativamente
0
pequena, de um milhão de m³ a
2014 2015 2016 2017
20°C, o ano de 2017 apresentou Fonte: Transpetro

uma queda significativa no Gráfico 78 - Movimentação por Oleodutos

volume movimentado, com 4,9 milhões de m³ a 20°C de diferença em relação ao ano


anterior. A mudança na demanda pelo consumo destes produtos e a alta do preço ao
consumidor final podem ser parte das causas para esta redução no volume
movimentado.

A unidade da federação que possui a maior parcela de movimentação por dutos é o


estado de São Paulo, estado do qual originou 82,2% do volume total movimentado em
2017, recepcionando 75,5% do volume de combustíveis circulante na malha
dutoviária em igual período.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 61


Dutoviário

Quanto aos minerodutos, considerando as principais estruturas do país, o volume


movimentado em 2017 foi de 28,2 milhões de toneladas, valor 3,3% superior quando
comparado com o ano anterior.

Após 2015, o volume de minério


Movimentação por Minerodutos
movimentado nos sistemas
50 Anglo American
dutoviários, ainda considerando os
45 Samarco
três principais operadores do país,
Milhões de Toneladas

40 9,2
35 0,7 Hydro caiu de maneira significativa,
30 passando de 44,6 milhões de
25
26,3 25,4 toneladas, em 2015, para 27,3
20 16,2 16,8
15 milhões de toneladas em 2016,
10 expressando uma redução de
5 9,5 10,1 11,1 11,4 38,8%. Essa vertiginosa queda
0
ocorreu em razão do acidente na
2014 2015 2016 2017
barragem de Mariana/MG
Fontes: Anglo American, Hydro, Samarco
pertencente à empresa Samarco.
Gráfico 79 - Movimentação por minerodutos

As operações da Samarco, cujo mineroduto conecta a planta de Mariana/MG e o


terminal de Ponta do Ubu/ES, foram paralisadas após o rompimento da estrutura de
contenção de rejeitos da barragem de Fundão, na unidade de Germano, em
Novembro de 2015, permanecendo fora de operação até os dias atuais.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 62


8. Meio Ambiente

Este capítulo reúne informações relevantes sobre meio ambiente.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 63


Meio Ambiente

A EPL, empresa que tem no seu cerne desenvolver o planejamento da logística de


transporte, apontando os gargalos e indicando soluções para os diversos corredores
logísticos, nas diversas modalidades de transportes, deve buscar, também, propor
diretrizes para que o setor de transportes adote não só as melhores práticas, mas as
práticas mais ambientalmente sustentáveis.

De acordo com o Plano Nacional de Logística de Transportes – 2012, o setor de


Transportes tem papel relevante na dinâmica da emissão de Gases do Efeito Estufa
(GEE) no Brasil e é o que mais consome derivados de petróleo no País, sendo
responsável por 50,5% desse consumo. As emissões derivadas do uso de
combustíveis representam 44,0% das emissões de GEE, ao passo que os outros
56,0% são emissões “fugitivas”, relacionadas à atividade produtiva.

Nesse contexto, é preciso debater um modelo de desenvolvimento da logística de


transportes no Brasil que seja compatível tanto com as diretrizes e acordos
internacionais destinados à preservação do meio ambiente quanto com as políticas
ambientais e o arcabouço normativo brasileiro.

É preciso, para tanto, provocar uma mudança de paradigmas, alicerçada em duas


vertentes: a) a necessidade de ampliar o debate sobre os modais logísticos que
afetam menos o meio ambiente e b) a adoção de combustíveis de gás natural e
combustíveis oriundos da biomassa para a movimentação do transporte rodoviário,
pois, mais do que nunca, é preciso enfrentar o desafio de compatibilizar o
desenvolvimento da logística de transporte com o meio ambiente sustentável,
especialmente em um país como o Brasil, com suas dimensões continentais.

Dado o protagonismo do setor de transporte na emissão de carbono, inúmeros países


decidiram implementar políticas da energia limpa. Países como Alemanha, Noruega,
Índia, França, Reino Unido, China, entre outros, adotam metas de redução dos atuais
motores de combustão por veículos que consomem energia limpa.

Pelo Acordo de Paris, o Brasil se comprometeu a reduzir 37,0% das emissões de


gases até 2025 e 43,0% até 2030. Nesse Acordo, o país assumiu o compromisso de
adotar medidas para redução das emissões de Gases de Efeito Estufa - GEE por
meio de uma Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC).

O cumprimento da NDC em 2030 demanda a implementação de medidas em maior


número de setores, totalizando um custo de US$ 11,1 bilhões. E, dentre as principais
medidas a serem implementadas, está a Mudança Modal no Setor de Transportes.

Segundo o Relatório Trajetórias de Mitigação e Instrumentos de Políticas Públicas


para Alcance das Metas Brasileiras no Acordo de Paris, elaborado pelo MCTIC,
juntamente com a ONU Meio Ambiente, a mudança modal para o setor de
passageiros refere-se do individual para o coletivo e, para o setor de cargas, de
rodovias para ferrovias e hidrovias.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 64


9. Acidentes

Este capítulo reúne informações sobre acidentes no período de 2014 - 2017,


contemplando os modos de transportes rodoviário, ferroviário e aeroviário.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 65


Acidentes

9.1 Acidentes Rodoviários

O gráfico 80 apresenta o total de


Acidentes e Mortes em Rodovias Federais acidentes de trânsito ocorridos
Acidentes em Rodovias - Milhares

220 10
entre os anos 2014 e 2017 e o

Mortos em acidentes rodoviários -


8,2
170 6,9
8 número de vítimas fatais
6,4 6,2 decorrentes destes acidentes. O
6

Milhares
120 169 gráfico indica uma tendência de
122 4 redução tanto no número de
96
70 89
2
acidentes, que reduziu em 47,0%
no período analisado, quanto no
20 0 número de vítimas fatais, que
2014 2015 2016 2017
Acidentes em Rodovias Mortos em acidentes rodoviários reduziu em 24,0%.
Fonte: DPRF
Gráfico 80 - Acidentes e Mortes em Rodovias Federais

As 20 rodovias com maior número de acidentes desde 2014 apresentam um grande


declínio no número de acidentes, com algumas chegando a cair pela metade, como a
BR 290/RS, que passou de 2.339 acidentes em 2014 para 953 acidentes em 2017. As
duas rodovias federais com mais acidentes, as BRs 101/RN a RS e 116/CE a RS,
com 13.939 e 13.432 acidentes em 2017, respectivamente, são também aquelas com
maior número de vítimas fatais, sendo 788 em 2017 na BR 101/RN a RS e 819 em
2017 na BR 116/CE a RS.

Segundo o Balanço da PRF em 2017, este decréscimo nos acidentes ocorre mesmo
com o aumento de quase três milhões de veículos de 2016 para 2017 e é
proveniente, em parte, da estratégia operacional da PRF em realizar campanhas de
educação para o trânsito, reforços de policiamento em determinados locais
considerados como críticos em rodovias de todo o país e operações específicas em
épocas que possuem uma intensificação do fluxo de veículos, como férias, feriados e
final de ano. Ainda segundo o Balanço, a principal causa presumível dos acidentes foi
a falta de atenção, que seria a responsável por 34.406 acidentes e 1.844 vítimas
fatais, enquanto o principal tipo de acidente foi a colisão traseira, que teria ocorrido
em 18,0% dos casos.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 66


Acidentes

9.2 Acidentes Ferroviários

Os acidentes ferroviários ocorrem,


Acidentes e Acidentes Graves em
predominantemente, nos conflitos entre
Ferrovias
1000 37% 40% as vias férreas e as áreas urbanas que
38%
900 35%
atravessam. Esforços têm sido
926
desenvolvidos para melhorias da

% dos Acidentes Graves


800 35%
833 30%
Total de Acidentes

700 32% sinalização, obras de contornos e


737
600 692 25%
variantes de centros urbanos para
500 20%
redução de acidentes, como o
400 15% PROSEFER do DNIT.
300
10%
200
5%
Da análise do gráfico 81 , constata-se
100
uma redução do percentual de acidentes
0 0%
2014 2015 2016 2017 graves no total de acidentes ferroviários
no ano de 2015, mas se considerarmos
Total de Acidentes Ferroviários
todo o período 2014 a 2017, verificamos
Acidentes Graves
Fonte: SAFF/ANTT que esse percentual na média anual se
Gráfico 81 - Acidentes em ferrovias situou em torno de 35,0%.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 67


Acidentes

9.3 Acidentes Aéreos

Ocorrências no Transporte Aéreo Da análise do gráfico 82 ao lado,


277
observa - se uma queda
300
acentuada nos níveis de
Número de Ocorrências

250 228
212 acidentes e incidentes graves nos
200 181 172
164
174 últimos anos, porém o número de
142 incidentes ainda é preocupante.
150
100
Houve uma redução de 15,5 %
70
51 52 56 nos acidentes em 2017, quando
50
comparado com o mesmo
0 período de 2016. Todavia, quanto
2014 2015 2016 2017
ao número de incidentes e
ACIDENTE INCIDENTE INCIDENTE GRAVE
incidentes graves, observou-se
Fonte: CENIPA
um acréscimo de 21,8% e 7,8%,
Gráfico 82- Ocorrências no transporte aéreo respectivamente, no mesmo
período.

Além de conhecer o número


Principais tipos de acidente 2014 - 2017
de acidentes ocorridos
anualmente, é importante
realizar uma análise a Pouso Brusco
1,7%
respeito dos principais tipos, Falha ou mau funcionamento
o que possibilita uma melhor 2,3% de sistema / componente
Outros
compreensão sobre os 3,0%
Com Trem de Pouso
eventos. O gráfico 83 ilustra 3,0%
os 10 principais tipos de 4,1%
Pane Seca

acidentes aéreos que Indeterminado


5,0%
ocorreram entre os anos de
10,2% Colisão com obstáculo
2014 e 2017. durante a decolagem e pouso
12,9% Perda de Controle no Solo

A perda de controle e a falha 20,2% Falha do Motor em Voo

do motor em voo são os dois 20,8% Perda de Controle em Voo


tipos de acidentes que
historicamente se destacam 0,00% 10,00% 20,00% 30,00%
como os mais preocupantes,
ao se considerar o número Fonte: CENIPA

total de acidentes ocorridos e Gráfico 83- Principais tipos de acidentes aéreos


as fatalidades resultantes dos
mesmos.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 68


Siglas
ABCR - Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias

ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil

ANFAVEA - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores

ANP - Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

ANTAQ - Agência Nacional de Transportes Aquaviários

ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres

ASK - Available seat kilometer

BACEN - Banco Central do Brasil

CC - Carga Conteinerizada

CENIPA - Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos

CG - Carga Geral

CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento

CSN - Companhia Siderúrgica Nacional

DPRF - Departamento de Polícia Rodoviária Federal

DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes

EFC - Estrada de Ferro Carajás

EFVM - Estrada de Ferro Vitória Minas

EPL - Empresa de Planejamento e Logística

FCA – Ferrovia Centro-Atlântica

FGV - Fundação Getúlio Vargas

FIOL - Ferrovia de Integração Oeste-Leste

FNS - Ferrovia Norte-Sul

FMM - Fundo da Marinha Mercante

FTL - Ferrovia Transnordestina Logística

GEE - Gases de Efeito Estufa

GL - Granel Líquido

GSA - Granel Sólido Agrícola

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 69


GSNA - Granel Sólido Não Agrícola

HEC - Hectares

ICI - Índice de Confiança da Indústria

INCT – F - Índice Nacional do Custo de Transporte de Carga Fracionada

INCT – L - Índice Nacional do Custo de Transporte de Carga Lotação

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

IGP-DI - Índice Geral de Preços

IMEA - Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária

IPCA - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

LF - Load Factor

MERCOSUL - Mercado Comum do Sul

MCTIC - Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

MDIC - Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

NDC - Contribuição Nacionalmente Determinada

NE - Região Nordeste

NO - Região Norte

ONTL - Observatório Nacional de Transporte e Logística

ONU - Organização das Nações Unidas

PIB - Produto Interno Bruto

PRF - Polícia Rodoviária Federal

PROSEFER - Programa Nacional de Segurança Ferroviária em Áreas Urbanas

RMN - Rumo Malha Norte

RMP - Rumo Malha Paulista

RMS - Rumo Malha Sul

RPK - Revenue seat kilometer

SAC - Secretária da Aviação Civil

SAFF - Sistema de Acompanhamento e Fiscalização do Transporte Ferroviário

SIAFI - Sistema Integrado de Administração Financeira

Transpetro - Petrobras Transporte S.A.

TU - Tonelada ÚTIL

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 70


Definições
Acidente de Tráfego - Ocorrência que, com a participação direta de veículo, provoca danos a este, a
instalação fixa, a pessoa, animal e/ou outro veículo, etc.

Available Seat Kilometer (ASK)- É o volume de Assentos Quilômetros Oferecidos, calculado pela
soma do produto entre o número de assentos oferecidos e a distância das viagens.

Automóvel - Veículo automotor destinado ao transporte de passageiros, com capacidade para até oito
pessoas, exclusive o condutor.

Caminhão - Veículo automotor destinado ao transporte de carga, com carroceria, e peso bruto total
superior a 3.500 Kg.

Carga Geral (CG) - Alimentos e bebidas (processados), celulose e papel, outros da lavoura e pecuária,
produtos básicos de borracha, plástico e não metálicos, produtos da exploração florestal e da
silvicultura e manufaturados.

Granel Líquido (GL) - Combustíveis, petroquímicos e químicos.

Granel Sólido Agrícola (GSA) - Farelo de soja, milho em grão e soja em grão.

Granel Sólido Não Agrícola (GSNA) - Carvão mineral, cimento, minério de ferro e outros minerais.

Hórus - Sistema da Secretaria Nacional de Aviação Civil que apresenta informações sobre a aviação
civil brasileira. Estão disponíveis dados de infraestrutura, operação e desempenho relativos aos
aeródromos do país.

Índice ABCR - O índice é calculado com base no fluxo total de veículos que passa pelas praças
pedagiadas. O número índice, cuja base média de 1999=100, foi construído com informações de fluxo
pedagiado de 33 concessionárias e é composto atualmente pelas informações das praças de 51
concessionárias.

Índice Geral de Preços (IGP-DI) – Índice calculado pela FGV, abrangendo desde commodities a
serviços gerais.

Índice Nacional do Custo de Transporte de Carga Fracionada (INCT–F) – Índice produzido pela
NTC&Logística como forma de medir a inflação em preços relacionados ao setor de transporte.

Índice Nacional do Custo de Transporte de Carga Lotação (INCT – L) – Índice produzido pela
NTC&Logística como forma de medir a inflação em preços relacionados ao setor de transporte

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – Índice calculado pelo IBGE a partir de
uma cesta de consumo geral da economia, sendo o índice oficial de inflação.

Load Factor(LF) - Indicador calculado com a divisão RPK/ASK.

Motocicleta - Veículo automotor de duas rodas, com ou sem side-car, dirigido em posição montada.

Navegação de Cabotagem - É a movimentação de carga realizada entre portos brasileiros, utilizando


exclusivamente a via marítima, ou a via marítima e os interiores (Lei nº10.893/2004).

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 71


Navegação Interior (fluvial e lacustre) - É a navegação realizada entre portos brasileiros usando
exclusivamente as vias interiores (Lei nº10.893/2004).

Navegação de Longo Curso - É a navegação realizada entre portos brasileiros e portos estrangeiros,
sejam: marítimo, fluvial ou lacustre (Lei nº 10.893/2004).

Passageiros Pagos - É o número de passageiros pagos transportados.

Ônibus - Veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para mais de 20 passageiros, ainda
que, em virtude de adaptações com vista à maior comodidade destes, transporte número menor.

Porto Público - Portos concedidos ou explorados pela União cuja as administrações estejam sob a
jurisdição de uma autoridade portuária.

Ramp Up - Ampliação da produção e da capacidade de uma mina, visando atender uma futura
demanda do produto.

Revenue Seat Kilometer (RPK) - É o volume de Passageiros Quilômetros Transportados, calculado


pela soma do produto entre o número de passageiros pagos e as distâncias das viagens.

Serviço de Transporte Rodoviário Interestadual de Passageiros – Serviço de transporte que


atende mercados com origem e destino em estados distintos, ou entre Estados e o Distrito Federal;
(Decreto nº 8.083/2013).

Taxa SELIC – É a taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados no Sistema Especial de
Liquidação e Custódia (Selic).

Tonelada Quilômetro Útil (TKU) - É a multiplicação da tonelada útil transportada pela distância
percorrida. A diferença do TKU sobre a tonelada útil transportada (TU) é que aquele considera o
esforço empreendido no transporte.

Tonelada Útil (TU) – Total de carga movimentada no transporte remunerado.

TEU - Twenty foot Equivalent Units (Unidades equivalentes a 20 pés) - Unidade utilizada para
conversão da capacidade de contêineres de diversos tamanhos ao tipo padrão ISO de 20 pés.

Valor Adicionado - É o valor que a atividade agrega aos bens e serviços que consome em seu
processo produtivo.

YIELD - é um indicador que representa o valor médio pago pelo passageiro por quilômetro voado.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 72


Referências
ABCR. Índice ABCR. Disponível em: http://www.abcr.org.br/Conteudo/Secao/22/indice+abcr.aspx .
Acesso em 10 de Maio de 2018

ANAC. Relatório Anual de Segurança Operacional (RASO-ANAC). 2016. Disponível em:


http://www.anac.gov.br/assuntos/paginas-tematicas/gerenciamento-da-seguranca-
operacional/arquivos/raso_2016.pdf . Acesso em: 8 de Maio de 2018

ANFAVEA. Estatísticas de Produção, vendas e exportação de veículos. Disponível em:


http://www.anfavea.com.br/estatisticas.html . Acesso em 10 de Maio de 2018

ANFAVEA. Anuário da Indústria Automobilística Brasileira. 2018. Disponível em:


http://www.anfavea.com.br/anuarios.html . Acesso em 10 de Maio de 2018

ANFAVEA. Exportação de Veículos registra melhor ano da história em 2017. 2018. Disponível em:
http://www.anfavea.com.br/docs/05.01.18_Press_Release_Resultados_2017.pdf . Acesso em 10 de
Maio de 2018

ANGLO AMERICAN. RELATÓRIO DE PRODUÇÃO DO QUARTO TRIMESTRE ENCERRADO EM 31


DE DEZEMBRO DE 2017. 2018. Disponível em: <http://brasil.angloamerican.com/imprensa/press-
releases/2018/25-01-20183?sc_lang=pt-PT> Acesso em 10 de Maio de 2018

ANP. Anuários Estatísticos. Disponível em: www.anp.gov.br. Acesso em: 9 de Maio de 2018

ANTAQ. Estatístico Aquaviário. Disponível em: http://web.antaq.gov.br/anuario/. Acesso em 7 de Maio


de 2018

CENIPA. Ocorrências Aeronáuticas – Panorama Estatístico da Aviação Brasileira – Aviação Civil –


2006 a 2015. 2016. Disponível em:
http://www2.fab.mil.br/cenipa/index.php/estatisticas/panorama?download=121:panorama-estatistico-da-
aviacao-brasileira . Acesso em: 8 de maio de 2018

CONAB. Acomp. safra bras. grãos, v.5 - safra 2017/18 – n.3 - Terceiro levantamento, Brasília,
Dezembro 2017. Disponível em: https://www.conab.gov.br/index.php/info-agro/safras/graos/boletim-da-
safra-de-graos . Acesso em 27 de Abril de 2018

Dyniewicz, Luciana. Setor aéreo espera retomada puxada por viagens corporativas para este ano.
2018. Disponível em: http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,setor-aereo-espera-retomada-
puxada-por-viagens-corporativas-para-este-ano,70002162731. Acesso em: 25 de abril de 2018.

FGV. Sondagem da Indústria de Dezembro de 2017. 2017. Disponível em:


http://portalibre.fgv.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A7C82C5610B87CF016141462672205E .
Acesso em 10 de Maio de 2018

HÓRUS. Sistema da Secretaria Nacional de Aviação Civil. Disponível em:


<https://horus.labtrans.ufsc.br/gerencial/#Principal>. Acesso em 25 de abril de 2018.

IBGE. Sistema IBGE de Recuperação Automática – SIDRA. Disponível em:


https://sidra.ibge.gov.br/home/pmc/brasil . Acesso em 25 de abril de 2018

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 73


MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Acordo de Paris. Disponível em:
http://www.mma.gov.br/clima/convencao-das-nacoes-unidas/acordo-de-paris . Acesso em: 14 de Maio
de 2018

PRF. Balanço PRF 2017. 2018. Disponível em: https://www.prf.gov.br/portal/sala-de-imprensa/releases-


1/balanco-rodovida-2017-2018 Acesso em 8 de maio de 2018

USIMINAS. Divulgação de Resultados do 4T17 e 2017. 2018. Disponível em: http://v4-


usiminas.infoinvest.com.br//ptb/5610/596067.pdf . Acesso em 10 de Maio de 2018.

VALE.S.A. Relatório de Produção e Vendas da Vale no 4T17 (PT). 2018. Disponível em:
http://www.vale.com/PT/investors/information-market/quarterly-
results/ResultadosTrimestrais/2017%204Q%20Production%20Report_p.pdf . Acesso em 10 de maio de
2018

VALE S.A. Desempenho da Vale em 2017 – BRL (PT). 2018. Disponível em:
http://www.vale.com/PT/investors/information-market/quarterly-
results/ResultadosTrimestrais/Vale_IFRS_USD_BRL_4T17.pdf . Acesso em 10 de Maio de 2018.

Boletim de Logística – 2017 | Empresa de Planejamento e Logística - EPL 74

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