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APOSTILA DE DESENHO GEOMÉTRICO

Editado a partir do livro Curso de Desenho Geométrico –


Affonso Rocha Giongo
Professoras: Sílvia Regina Santin e Zenilda da Silva
Alexandria

Construções fundamentais

1) De um ponto A traçar a perpendicular a reta dada r.

1º caso – ponto pertencente à reta.


- Com centro do compasso em A e raio qualquer marcamos
os pontos B e C.
- Com centro em B e raio qualquer traçamos arcos acima e
abaixo de r. Com centro em C e mesmo raio obtemos a
perpendicular DE. (fig.1)

2º caso – O ponto é exterior a reta.

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- A construção é análoga. (fig.2)

3º caso – Traçar a perpendicular à semirreta OA, no ponto, sem


prolongá-la para a esquerda.
- Com o centro em O e raio OB traçamos um arco.
- Marcamos BC=CD=OB. (com o centro em B e mesmo raio
OB, marcamos C e D).
- Com centro D e raio quaisquer, traçam um arco e com
centro em C e mesmo raio obtemos o ponto E (fig. 3).
Justificação: o arco BC = 60° e o arco CF = 30°.

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2) De um ponto dado A traçar a reta paralela a uma reta dada
r.
- Centro em A e raio qualquer AB traçamos um arco.
- Centro em B e mesmo raio anterior traçamos o arco AC.
- BD=CA.

3) Traçar a mediatriz de um segmento AB. Equivale a dividir o


segmento AB em duas partes iguais.
- Com centro em A e raio qualquer traçamos um arco de
um lado e outro de AB.
- Com o centro em B e mesmo raio anterior, obtemos C e D.
CD é mediatriz de AB, pois C e D distam igualmente de A e B.

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4) Construir um ângulo igual a um ângulo dado. (figura 6)
- Seja AOB o ângulo dado.
- Com centro em O e Raio qualquer AO, traçamos o arco
AB.
- Tomamos CD igual à AO e DE igual a AB.
- Teremos ângulo DCE = ângulo AOB, pois em
circunferências iguais, a arcos iguais correspondem
ângulos centrais iguais.

5) Traçar a bissetriz de um ângulo dado. Equivale a dividir o


ângulo em duas partes iguais.
- Com o centro em O e raio qualquer AO traçamos um arco
AB.
- Com centro em A e depois em B e mesmo raio obteremos
o ponto C. OC é bissetriz do ângulo.

Obs.: Todo ponto da bissetriz de um ângulo dista igualmente dos


lados desse ângulo e, reciprocamente, todo ponto equidistante
dos lados de um ângulo pertence à bissetriz desse ângulo.

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6) Dividir um segmento AB em n partes iguais.
- Para exemplo do processo, que é geral, faremos n=5.
- Traçamos uma reta qualquer AC.
- Tomamos A1=12=23=34=45.
- Unimos o ponto 5 ao ponto B e traçamos por 4, 3, 2 e 1 as
paralelas à 5B. (figura 8)

7) Traçar a bissetriz do ângulo formando pelas retas r e s, sem


usar o vértice desse ângulo.
- Traçamos uma reta qualquer MN.
- Achamos as bissetrizes dos ângulos que MN forma com r e
s. Essas bissetrizes cortam-se em A e B. AB será a bissetriz
pedida.

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Obs.: O ponto A dista igualmente de r e de MN por pertencer
à bissetriz do ângulo de r com MN. Mas, A pertence à bissetriz
do ângulo de s com MN e, portanto, dista igualmente de s e
de MN, daí o ponto A distar igualmente das retas.

Construções de triângulos

8) Traçar um círculo inscrito a um triângulo dado.


- Basta traçar as bissetrizes do triângulo, pois o seu ponto de
encontro será o centro do círculo procurado. Do ponto O
traçamos as perpendiculares aos lados para termos os
pontos de tangência.

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9) Traçar um círculo circunscrito a um triângulo dado.
- Basta traçar as mediatrizes dos lados do triângulo, pois seu
ponto de encontro será o centro do círculo procurado.

Circunferências

10) Por três pontos dados não em linha reta passar uma
circunferência.
- Sejam A, B e C os pontos dados.
- Traçar a mediatriz do segmento AB e do segmento BC. O
ponto de encontro das duas mediatrizes nos dá o centro
da circunferência pedida.

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11) De um ponto dado na circunferência, traçar a tangente a
ela.
- Basta traçar a perpendicular ao raio que vai ter ao ponto
dado. Essa perpendicular será a tangente pedida.

12) De um ponto dado, traçar as tangentes a uma


circunferência dada.
- Unimos o ponto dado A ao centro O do círculo.
- Traçamos a mediatriz de AO e com centro no ponto médio
M de AO e raio MO obtemos os pontos B e C na
circunferência.

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13) Dada duas circunferências de raios R e R’ e centros O e O’
traçar suas tangentes comuns.

1° caso: tangentes comuns exteriores:

- Centro em O raio (R-R’) traçamos uma circunferência


auxiliar.
- Do ponto O’ traçamos as tangentes à circunferência
auxiliar e obtemos os pontos B e C.
- Unimos O e B e obtemos D. Com centro em D e raio BO’
obtemos o ponto D’. Analogamente obtemos os pontos E
e E’. As tangentes comuns exteriores são DD’ e EE’.

2º caso; tangentes comuns interiores:


- A construção é perfeitamente análoga, com a única
diferença de que a circunferência auxiliar deve ter raio
igual a R+R’ (figura 16).

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14) Traçar uma circunferência de raio R tangente a uma reta
dada e a uma circunferência dada de centro O.
- Tomamos AB perpendicular à reta dada t e AB igual ao
raio dado R e traçamos por B a paralela a t.
- Com o centro em O e raio igual à soma do raio dado R e
do raio da circunferência dada, traçamos uma
circunferência que corta a paralela traçada de B nos
pontos C e C’, centros das circunferências procuradas.

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Concordância das retas e dos arcos de círculo

Regras de Concordância

1ª Dizemos que um arco e uma reta estão em concordância


num ponto quando a reta é tangente ao arco nesse ponto.
Nesse caso, o centro do arco está na perpendicular à reta
tirada desse ponto. (fig.18)

2ª Dizemos que dois arcos estão em concordância num ponto


qualquer quando eles admitem nesse ponto uma tangencia em
comum. Nesse caso, os centros dos dois arcos e o ponto de
concordância (de tangência) estão em linha reta. (fig. 21)

15) Concordar uma reta dada num ponto dado A com um


arco que deve passar por um ponto B dado.
- Traçamos por A a perpendicular a reta.
- Traçamos a mediatriz de AB até encontrar a perpendicular
em O, que é o centro do arco da concordância.
-

16) Concordar duas retas r e s com um arco de raio dado R.


- Traçamos CD perpendicular à reta r, sendo AB=CD=R.
- Por A traçamos uma paralela a r e por D a Paralela a s e
obtemos o centro O do arco de concordância.

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17) Concordar uma reta r num ponto dado A, com uma reta
dada s por meio de um arco.
- Por A traçamos a perpendicular a r
- Prolongamos s até encontrar r em B.
- Com centro em B e raio C, ponto de concordância com s.
- A bissetriz do ângulo ABC encontra a perpendicular em O,
centro do arco pedido.

18) Concordar um arco dado AB no ponto B, com um outro


arco que deve passar por um ponto C dado.
- Unimos O e B e traçamos a mediatriz de BC que encontra
OB em O’, centro do arco pedido.

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- A curva ABC chama-se curva reversa.

19) Concordar duas semirretas paralelas, nas suas origens A e


B, por meio de dois arcos em concordância entre si.
1º caso
As duas semirretas têm sentidos contrários.
- Traçamos por A e B as perpendiculares às semirretas.
- Tomamos um ponto qualquer C em AB.
- Traçamos as mediatrizes de AC e CB até encontrar as
perpendiculares em O e O’ que são os centros dos arcos
pedidos.

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2º caso
As duas semirretas têm mesmo sentido e temos b maior do que
d.
- Traçamos AM perpendicular a s. (MB=b).
- Tomamos AD=BO<d/2.
- Traçamos a mediatriz de DO até encontrar o
prolongamento de AM em O’.
- Com centro em O’ e raio O’A traçamos o arco AC e com
centro em O e raio OC o arco CB.
- É fácil concluir que OC=OB, o que justifica a nossa
construção.

3º caso
As duas semirretas têm o mesmo sentido e temos b menor que
d.
- Traçamos AM perpendicular a s.
- AC=BM=-b
- Traçamos a mediatriz de CM.
- Com centro em O e raio AO traçamos um arco até
encontrar a mediatriz em D.
- De B traçamos a perpendicular a s até a mediatriz em O’
que é o centro do outro arco DB.
- Justificação: OA= OD=OC+CA=OC+MB
OD=MB+O’D
Logo: OC=O’D OU O’B=O’D.

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20) Concordar uma reta r com um arco de círculo dado AB
por meio de um arco dado R.
- Traçamos EF perpendicular a r e EF=R e traçamos por E a
paralela a r.
- Com centro em O e raio igual à soma do raio do arco AB
com R, traçamos um arco que encontra r em O’, que é o
centro do arco de concordância procurado.

21) Concordar dois arcos dados de centro O e O’ por meio de


um outro arco, conhecendo-se o ponto A de concordância
com o primeiro arco.
- Unimos O ao ponto A e marcamos AB=R’, raio do outro
arco.

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- Unimos B e O’ e traçamos a mediatriz de BO’ que encontra
a reta AO em C, centro do arco concordante procurado,
pois unindo C e O’ vemos facilmente que CA’=CA.

22) Concordar dois arcos dados de centro O e O’ por meio de


outro arco de raio dado r.
- Centro em O e raio R+r e centro em O’ e raio R’+r,
obtemos o centro C de um arco concordante com os arco
O e O’.
- Unindo C a O e O’, obtemos os pontos de concordância A
e B.

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Retificação da Circunferência

23) Retificação da circunferência


- 2∏r – retificação da circunferência.
- ∏= 22/7
- Tomamos o diâmetro AB
- Dividimos AB em 7 partes iguais.
- Multiplicamos u 22 vezes.
- Obtemos assim a retificação
- Justificação: 2∏r=AB. ∏=AB.22/7

Divisão da circunferência

24) Divisão da circunferência em n partes iguais – Processo de


Bion.
- Dividimos o diâmetro AB em n partes iguais.
- Com o centro em A e depois em b e raio AB, obtemos os
pontos C e D.
- Unimos o ponto C aos pontos de divisão 0, 2, 4 e 6 ou aos
pontos 1, 3 e 5 e obtemos os pontos A, E, F e G que
dividem a circunferência.
- Unimos o ponto D aos mesmos pontos em que unimos o
ponto C.

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