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METODOLOGIA SEBRAE

PARA IMPLEMENTAÇÃO DE
GESTÃO AMBIENTAL
Entidades Integrantes do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae

Associação Brasileira dos Sebraes Estaduais – Abase


Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Industriais – Anpei
Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias
Avançadas – Anprotec
Confederação das Associações Comerciais do Brasil – CACB
Confederação Nacional da Agricultura – CNA
Confederação Nacional do Comércio – CNC
Confederação Nacional da Indústria – CNI
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC
Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento – ABDE
Banco do Brasil S.A. – BB
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES
Caixa Econômica Federal – CEF
Financiadora de Estudos e Projetos – Finep
METODOLOGIA SEBRAE
PARA IMPLEMENTAÇÃO DE
GESTÃO AMBIENTAL

Brasília, 2004
® 2004, Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas

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Esta publicação faz parte do Programa Sebrae de Gestão Ambiental.

Metodologia Sebrae para implementação de gestão


ambiental em micro e pequenas empresas. – Brasília :
Sebrae, 2004.
113p.

1. ISO 14000. 2. Gestão ambiental. I. Sebrae


CDU 504
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
MÓDULO 1 – IMPLEMENTAÇÃO DE GA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
1.1 INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
1.2 METODOLOGIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
1.3 SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
1.4 INVESTIMENTOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
1.5 CONTROLES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
1.6 PERSONAGENS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
1.7 PLANEJAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
1.8 MOTIVAÇÃO E FERRAMENTAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
MÓDULO 2 – ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DA NBR ISO 14001 . . . . . . . . . . 63
2.1 INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
2.2 A AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
2.3 NORMAS ISO SÉRIE 14000 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
2.4 NORMA ISO 14001 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
2.5 DOCUMENTANDO O SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL . . . . . . . . . . . . . 84
MÓDULO 3 – ORIENTAÇÃO PARA FORMAÇÃO DE AUDITORES INTERNOS . . . . . 93
3.1 INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
3.2 CLASSIFICAÇÃO DAS AUDITORIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
3.3 PERFIL DO AUDITOR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94
3.4 PROGRAMA DE AUDITORIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95
3.5 PASSOS DE UMA AUDITORIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95
ANEXO 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
PROCEDIMENTO PARA LEVANTAMENTO DE NECESSIDADE DE TREINAMENTO . . . 107
OBJETIVO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
DEFINIÇÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
AUTORIDADE E RESPONSABILIDADE. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108
DETALHAMENTO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108
ENDEREÇOS DO SEBRAE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113
APRESENTAÇÃO

A
Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental
em Micro, Pequenas e Médias Empresas, o Sebrae disponibili-
za ao usuário, consultores, empresários e público em geral um
modelo de método de trabalho, testado por diferentes consultores em
algumas dezenas de empresas e que levou algumas dessas à certifi-
cação pela NBR ISO 14001.

A Metodologia apresenta no Módulo 1 uma seqüência lógica para


elaboração de um Plano de Melhoria de Desempenho Ambiental –
PMDA, que é a proposta do Sebrae para o empresário. Ao ser imple-
mentado como um Sistema de Gestão Ambiental esse PMDA pode ser
auditado e certificado.

Além da abordagem para a elaboração do PMDA a metodologia


disponibiliza, no Módulo 2, orientações sobre análise e interpretação
da norma NBR ISO 14001.

No Módulo 3 é dada a orientação necessária para treinamento e


formação de auditores internos, caso o empresário decida pela imple-
mentação do Sistema de Gestão Ambiental.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 7


INTRODUÇÃO

N
os últimos anos, diversos documentos foram elaborados expli-
citando a preocupação com a questão ambiental. O aumento
de doenças da pele causadas pela diminuição da camada de
ozônio, as chuvas ácidas corroendo monumentos e inutilizando solo
fértil, o efeito estufa provocando aquecimento global e as alterações
climáticas recentes são sinais dos impactos ambientais provocados
pelas atividades humanas, que sempre fizeram uso dos recursos na-
turais do planeta sem se preocuparem com o dia seguinte. Em 1972,
a Declaração de Estocolmo, aprovada durante a Conferência da ONU
sobre o Meio Ambiente Humano, introduziu pela primeira vez na agen-
da política internacional a dimensão ambiental como condicionado-
ra e limitadora do modelo tradicional de crescimento econômico e de
uso de recursos naturais. O Relatório da Comissão Bruntland (em
1987), os Princípios Ceres (antes Valdez) de 1989 e a Agenda 21
da Rio-92 demonstram a importância do desenvolvimento sustentável
como garantia de sobrevivência da humanidade. As relações do ho-
mem com a natureza precisam ser controladas e gerenciadas.

Em 1996 foram criadas as Normas ISO da série 14000, de Gestão


Ambiental. Elas são de adesão voluntária e demonstram, nas organi-
zações que as adotam, a preocupação com as condições ambientais
da Terra, alem de definirem requisitos mínimos para um Sistema de
Gestão Ambiental (SGA) eficaz.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 9


MÓDULO 1 –
IMPLEMENTAÇÃO DE GA
1.1 INTRODUÇÃO Essas atividades podem ser separadas
em duas fases: a primeira objetiva a elabo-
A Metodologia Sebrae para implemen- ração do Plano de Melhoria do Desempenho
tação de GA em Micro e Pequenas Empre- Ambiental (PMDA), referente ao item 4.3 da
sas aqui apresentada é fruto de inúmeros NBR ISO 14001 – Planejamento, transparên-
trabalhos de implementação de Sistemas cia 1. A segunda tem dois objetivos principais:
de Gestão Ambiental nas mais variadas or- a implantação das ações do PMDA e dos de-
ganizações públicas e privadas, grandes, mais requisitos da Norma, transparência 2.
médias e pequenas. As atividades propos- São elas:
tas já foram realizadas com êxito por muitas
equipes nessas organizações e podem ser
conduzidas tanto por um facilitador externo FASE 1 – PLANEJAMENTO

(consultor) como por membro da própria or-


ganização, desde que tenha determinação e Planejamento
tempo disponível. Planejamento das atividades Oficinas
Oficina 1 – Política e Planejamento
Conceitos da Gestão Ambiental
Tendo como referência a Norma NBR ISO Legislação Ambiental
Política Ambiental – definição e desdobramentos
14001, que define os requisitos mínimos para Aspectos e Impactos Ambientais
um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), o Objetivos, Metas e Programas Ambientais
PMDA – Plano de Melhoria de Desempenho Ambiental
resultado pode ser a certificação do SGA im-
plantado, o que eleva a organização a um
patamar de excelência com reconhecimento T1M1

mundial.

Este Módulo I analisa os processos neces-


FASE 2 – IMPLEMENTAÇÃO
sários para a implementação de um SGA; o
Módulo II faz a análise e a interpretação da Oficina 2 – Normas ISO 14000 e documentação
NBR ISO 14001, e o Módulo III aborda a for- Oficina 3 – Formação de Auditores Ambientais Internos
mação de auditores internos. Implementação
Lançamento do Programa
Acompanhamento e orientação
1.2 METODOLOGIA Auditorias
Auditorias Parciais (Auditores Internos)
Auditoria Plena (Auditores Externos)
As Atividades necessárias para a imple- Auditoria Inicial do Organismo Certificador
Ajustes e Ações Corretivas
mentação de um SGA certificável podem Auditoria Final de Certificação
ser desenvolvidas em 12 meses sem muito T2M1

estresse, mas já foram conseguidos prazos


menores, até de 5 meses numa edificação,
pois não faria sentido certificar após o térmi- • Planejamento das Atividades – é a reu-
no da obra. O esforço foi grande, mas a obra nião da Direção com a equipe para definir
não parou (nem podia!). Tampouco ninguém a estrutura e as responsabilidades pela
foi internado por estafa em decorrência dis- implementação do SGA, as datas para as
so. atividades (as Oficinas, o acompanhamen-

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 11


to e orientações, as auditorias) e por fim a equipe para discutir os demais itens
data desejada para a certificação, como da ISO 14001 referentes à implemen-
exemplificado no Quadro 1; tação, operação, verificação e ação
corretiva. Os participantes também
• Oficinas – as oficinas devem ser realiza- discutem a elaboração dos documen-
das em reuniões de no máximo 2 horas tos normativos, formatos, controles
consecutivas por dia, 3 vezes por semana. etc.;
Isso tem explicação: 2 horas é um período
que pode ser planejado dentro das 8 horas c) Oficina 3 – Formação de Auditores
diárias de funcionamento sem prejudicar o Ambientais Internos – é o treinamen-
atendimento aos clientes, fonte de susten- to para formar a equipe de Auditores
tação da organização. Como as reuniões Ambientais Internos da organização.
acontecem dia sim, dia não, elas não che- Este treinamento é fundamental para
gam a atravancar a operação normal. Fun- que o processo de Auditorias Internas
cionam. funcione bem e suporte a evolução do
Sistema de Gestão Ambiental. Deve
A grande vantagem é que as reuniões pre- ser realizado por instrutor especial
cisam ser bem objetivas para gerar seus re- (com formação em Auditoria Ambien-
sultados em duas horas. Logo a objetividade tal) e de preferência fora do ambiente
vira um hábito e as reuniões se tornam al- de trabalho. Um curso de 3 dias (24
tamente produtivas. Reuniões longas provo- horas) para uma quantidade aproxi-
cam dispersão da atenção dos participantes. mada de 15% do total de colaborado-
res;
Outro ponto importante é que os integran-
tes das equipes mantenham a assiduidade, • Implementação – a implementação do
pois não adianta participar um dia e faltar ou- Sistema de Gestão Ambiental começa na
tro – atrasa o grupo. Ficar recapitulando e re- execução das ações definidas no PMDA
discutindo os assuntos já resolvidos é como e abrange os demais requisitos da Norma
se estivesse dando um “passo prá frente e NBR ISO 14001 necessários ao seu ple-
dois prá trás”, e no final teremos um bando no funcionamento. É a equipe em pleno
de pessoas frustradas por não conseguirem trabalho, executando, acompanhando,
atingir seus objetivos. monitorando e avaliando seus resulta-
dos.
a) Oficina 1 – Política e Planejamento
– são reuniões da equipe para dis- a) Lançamento do Programa – é o
cutir os conceitos básicos da Gestão evento que reúne os colaboradores
Ambiental, a Política Ambiental, a le- da organização para participar do lan-
gislação ambiental aplicável, o levan- çamento do Programa de Implemen-
tamento e avaliação dos aspectos e tação do SGA, quando todos pas-
impactos ambientais e as ações mi- sam a conhecer a Política Ambiental
tigadoras dos impactos ambientais da organização (definida na Oficina
mais importantes. O resultado final 1) e compreendem como poderão co-
desta Oficina é o Plano de Melhoria laborar. Deve ser quase uma festa.
do Desempenho Ambiental (PMDA) É interessante convidar alguém para
da organização. A Direção deve parti- fazer uma palestra sobre a questão
cipar principalmente das reuniões so- ambiental, ou exibir um vídeo sobre
bre a definição da Política Ambiental o tema, existem muitos vídeos bons e
e das ações mitigadoras; accessíveis. Procure o Sebrae da sua
região para se informar. É também
b) Oficina 2 – Normas ISO série 14000 uma boa oportunidade para o lança-
e Documentação – são reuniões da mento do Programa de Coleta Seleti-

12 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Quadro 1. Exemplo de cronograma de implementação de um SGA

Qte de Total de Meses


Itens Atividades
Reuniões Horas 1 2 3 4 5 6... ...12
FASE 1 – planejamento
Planejamento
Planejamento das atividades
Oficinas
Oficina 1 – Política e Planejamento
Conceitos de Gestão Ambiental
Legislação Ambiental
Política Ambiental – definição e
desdobramentos
Aspectos e Impactos Ambientais
Objetivos, Metas e Programas
Ambientais
PMDA – Plano de Melhoria de
Desempenho Ambiental
FASE 2 – implementação
Oficina 2 – Normas ISO 14000 e
documentação
Oficina 3 – Formação de Auditores
Ambientais Internos
Implementação
Lançamento do Programa
Acompanhamento e orientação
Auditorias
Auditorias Parciais (Auditores Internos)
Auditoria Plena (Auditores Externos)
Auditoria Inicial do Organismo
Certificador
Ajustes e Ações Corretivas
Auditoria Final de Certificação

va, do Programa de Redução do Des- SGA. O tempo necessário variará em


perdício ou do Programa d’Olho na função do engajamento da equipe e
Qualidade (5S) e outros mais que a das dificuldades que aparecem, mas
organização tenha projetado. a média para essa atividade é de 20
horas/mês (1 hora por dia) do respon-
b) Acompanhamento e orientação sável pelo SGA;
– são as reuniões-relâmpago que
o responsável pela implantação re- • Auditorias
aliza nos vários departamentos da
organização destinadas a orientar e a) Auditorias Parciais – são auditorias
acompanhar as pessoas no desen- realizadas na organização pelos au-
volvimento do SGA na sua área es- ditores internos, a partir da sua for-
pecífica, a implementação das ações mação. Podem ser planejadas de vá-
do PMDA e dos procedimentos do rias formas, pois são rápidas quando

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 13


realizadas numa área determinada que apresentam riscos de provocar impac-
(máximo 1,5 horas, incluindo a prepa- tos negativos ao meio ambiente. Um Siste-
ração e Relatório Final) e geralmen- ma de Gestão Ambiental possibilita a uma
te envolvem dois auditores e um ou organização controlar e minimizar os riscos
dois auditados. O Plano de Auditorias ambientais de suas atividades. Além disso, a
Internas pode programar 2 auditorias adoção de um Sistema de Gestão Ambiental
semanais durante os 4 meses finais representa uma importante vantagem com-
da implementação do SGA, passando petitiva, o mercado reconhece e valoriza as
mais de uma vez por todas as áreas organizações ecologicamente corretas. Tam-
da organização; bém é crescente o nível de exigências legais
para que os bens produzidos sejam ambien-
b) Auditoria Plena – é uma auditoria re- talmente adequados em todo o seu ciclo
alizada por uma equipe de auditores de vida: que não agridam o meio ambiente
ambientais externos à organização e desde a origem de sua matéria-prima, duran-
que não tenha participado do processo te sua produção e entrega, até sua obsoles-
de implantação, como se fosse a au- cência e disposição final. Com a globalização
ditoria de um Organismo Certificador. da economia mundial e a criação de grandes
É a partir desta auditoria que todos se blocos, como a União Européia, Nafta e Mer-
dão conta de que estão na reta final; cosul, o cuidado com o meio ambiente passa
a ser fator estratégico para a sobrevivência
c) Auditoria Inicial do Organismo Cer- de qualquer organização, transparência 3.
tificador Credenciado (OCC) – é o
início do processo de certificação e é
realizada pelo Organismo Certificador SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL

Credenciado escolhido pela organiza- Importância e Implicações

ção;
Acordos Internacionais;

• Ajustes e ações corretivas – são reuni- Criação de uma nova imagem;

ões onde serão discutidos os ajustes no Conservação de Energia e dos Recursos Naturais;

Sistema de Gestão Ambiental em função Acesso a novos mercados;


das Auditorias realizadas (4.2 e 4.3). A Melhoria Contínua; e
equipe (Comitê Ambiental) analisa os re- Compromisso.
sultados e estabelece as ações correti-
vas, prazos e responsáveis para eliminar T3M1

as não-conformidades detectadas. Essas


reuniões têm importantes desdobramen-
tos, pois as ações corretivas precisam ser Sua implementação, é claro, requer es-
acompanhadas na execução e nos seus forço, determinação e recursos, inclusive fi-
resultados. É a arrumação da casa para a nanceiros. Seus investimentos (não custos)
certificação; se referem ao tempo das pessoas, aos mate-
riais, instrumentos, equipamentos e eventu-
• Auditoria Final de Certificação – é a Au- ais serviços de terceiros. Esses investimen-
ditoria, a partir da qual pode ser recomen- tos necessários retornarão como benefícios
dada a Certificação. de várias formas: imagem da organização,
novos mercados, redução do desperdício,
1.3 SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL aumento da produtividade, motivação dos
colaboradores, transparência 4.
Sistemas de Gestão Ambiental podem
ser aplicados a qualquer atividade econômi- Um Sistema de Gestão Ambiental compa-
ca, em organizações públicas ou privadas, tibiliza a organização com os requisitos legais
especialmente naqueles empreendimentos da comunidade onde está inserta.

14 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


significativos que elas podem causar, pontos
SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL
de desperdício são descobertos, e assim a
Mudanças:
atividade operacional também passa por um
processo de melhoria.
Na cultura da empresa;

Criando novas oportunidades; Um Sistema de Gestão Ambiental pre-


Na eliminação dos desperdícios; dispõe a organização a definir um Plano de
Como oportunidades para melhoria; e Melhoria do Desempenho Ambiental (PMDA)
Participação: ou tudo ou todos? para ser implementado de acordo com suas
possibilidades financeiras, transparência 5.

T4M1

BENEFÍCIOS DE UM SGA IMPLANTADO

A organização deverá desenvolver os me-


canismos de apoio necessários para efetivar Melhorar o seu desempenho ambiental
a implantação de seu Sistema de Gestão Am- (e operacional);
biental de acordo com suas características e Assegurar a sua melhoria contínua;
Eliminar todo o desperdício de
as particularidades de seu negócio, no cum- energia e recursos; e
primento de seus objetivos e metas empre- Demonstrar a conformidade ao mercado
pela certificação (do SGA) através de um
sariais. Organismo de Certificação Credenciado (OCC)

É preciso criar um clima propício à im- T5M1

plantação para diminuir as resistências e


disponibilizar espaço para a criatividade das
pessoas. Essa implantação deve sempre ser A complexidade do SGA dependerá de fa-
vista como uma oportunidade de mudanças tores tais como a natureza das suas ativida-
para melhor. Isto pode implicar em mudan- des, condições em que opera e o lugar em
ças significativas na cultura organizacional. que suas atividades se desenvolvem.
Os benefícios ao meio ambiente poderão ser
expressivos se as pessoas de todos os ní- O Sistema de Gestão Ambiental, se im-
veis participarem de seu desenvolvimento e plementado de acordo com os requisitos da
implementação, pois serão multiplicadores Norma NBR ISO 14001, pode ser objeto de
dos conceitos e práticas em suas casas e vi- certificação por um Organismo de Certifica-
zinhanças. ção Credenciado (OCC), e assim a organi-
zação pode mostrar à sociedade que está
A direção deve dar total apoio ao processo comprometida com a conservação do meio
de implantação, caso contrário ele fracassa- ambiente e com a sobrevivência do nosso
rá. Afinal, é o seu negócio que vai progredir. planeta.

Entre os muitos benefícios da implantação A busca constante da melhoria é uma das


de um Sistema de Gestão Ambiental está o principais características dos empreendimen-
estabelecimento de diretrizes que levam em tos bem-sucedidos e um componente impor-
consideração os requisitos legais e informa- tante do Sistema de Gestão Ambiental.
ções sobre a importância dos impactos am-
bientais que ela pode provocar e sobre os A Melhoria Contínua do Desempenho
quais precisa ter controle. Ambiental é o objetivo permanente de um
Sistema de Gestão. Os princípios estabele-
Ao analisar os aspectos ambientais de cidos pela NBR ISO 14001 abrangem desde
suas atividades, definindo ações que elimi- o comprometimento da direção até a avalia-
nem ou minimizem os impactos ambientais ção de resultados por meio da análise crítica

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 15


realizada também pela direção. São 5 esses mento realiza medições e avaliações de re-
princípios, transparência 6: sultados para direcionar seus esforços no
sentido de seus objetivos e metas;

• Análise Crítica e Melhoria – uma análise


PRINCÍPIOS DE GESTÃO AMBIENTAL
estratégica do desempenho do SGA deve
ser realizada regularmente pela Direção,
Melhoria Contínua do Sistema
de Gestão Ambiental sempre buscando pontos de melhoria e no-
vos desafios. Isto garante que a organiza-
ção estará sempre evoluindo e alcançando
Revisão
Política pela Direção
PMDA
Plano de Melhoria
do Desempenho
Ambiental
resultados cada vez mais importantes.
Medição
Planejamento
Avaliação

Melhoria Contínua é um ciclo dinâmico e


virtuoso no qual se reavalia sistematicamente
Implementação
e Operação

T6M1
o Sistema de Gestão, procurando sempre a
melhor relação com o meio ambiente.

• Política – a direção comprometida define Na implantação de um Sistema de Gestão


sua intenção com respeito ao meio am- Ambiental, após o estabelecimento da Políti-
biente e estabelece as diretrizes e a Polí- ca Ambiental da organização, segue-se o Pla-
tica Ambiental da organização. Demonstra nejamento das Ações (P), a implementação e
a todos os colaboradores seu comprometi- Operação do Sistema (D), o Monitoramento
mento com as diretrizes expressas na Po- (C) e Ações Corretivas (A) conseqüentes.
lítica;
Isto é a aplicação do ciclo PDCA, transpa-
• Planejamento – objetivos e metas am- rência 7.
bientais complementados pelo Plano
de Melhoria de Desempenho Ambiental
– PMDA para a realização da Política Am-
biental e suas diretrizes são estabelecidos MELHORIA CONTÍNUA

em conjunto pela Direção e departamen- C


Ciclo PDCA

tos operacionais, implementando este va-


Desenv

Metas

Av

lioso princípio: planejar para realizar bem;


os

al
olver

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od

rA
ét

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M

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Gerar as ção
Soluçõ E xecu
es jar a
Plane

• Implementação e Operação – garantir P


D
A
Educa
r e Tr
einar
o
an ar
ad
Pl ar

condições e recursos para que o PMDA


ej
o p
m om

Fa
ze
co C

saia do papel e a implantação do SGA


Medir

C D
realmente aconteça é uma tarefa da Dire- P
leg.

P = Plan D = Do C = Check A = Act

ção, que vai comprovar seu comprometi- T7M1

mento com todo este processo. Com cer-


teza a organização passará por grandes
e ótimas mudanças se os colaboradores O Ciclo PDCA foi estabelecido por
perceberem este comprometimento; Shewhart (Walter A. Shewhart, da Bell Tele-
phone Laboratories, AT&T, em seu livro Sta-
• Medição e Avaliação – este princípio é tistical Method from the Viewpoint of Quality
fundamental para o bom desenvolvimento Control, USA, 1939) e popularizado por De-
do Sistema de Gestão Ambiental, pois evita ming (W. Edward Deming, 1900-1993) no Ja-
surpresas e distanciamento dos objetivos e pão, onde é chamado Ciclo Deming.
metas, mantendo uma constante monito-
ração dos resultados parciais alcançados. Ele pode ser aplicado a qualquer ativida-
Qualquer boa metodologia de gerencia- de, que passa sempre por estas quatro fases

16 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


fundamentais. Aplicar estas fases aos pro- Fazer bem feito o seu trabalho, preocupar-
cessos (atividades) é o que se conhece como se com a questão ambiental, planejar suas
gerenciar o processo. atividades para que a segurança das pesso-
as e do meio ambiente seja sempre preser-
Na fase Plan (planejamento) se definem vada, estar pronto para agir numa situação
as metas e os métodos, o desenvolvimento de emergência, combater o desperdício dos
do plano de execução; recursos naturais, da energia e de materiais,
informar os pontos críticos propondo melho-
Na fase Do (execução) são feitos a edu- rias, etc. são atitudes desejáveis a todo co-
cação e o treinamento para capacitar as pes- laborador, seja ele pertencente ou não aos
soas a realizarem as atividades, a execução quadros da organização.
propriamente dita das ações e a medição dos
resultados; Felizmente a maioria das pessoas sabe o
que é poluição, o que é desperdício e o que
A fase Check (avaliação) consiste em se é uma situação perigosa. A conscientização
comparar o resultado obtido com o que tinha torna-se então uma tarefa de comunicação e
sido planejado nas metas (fase P); discussão dos meios para alcançar uma maior
eficiência ambiental. Quanto maior o número
A última fase, Act (ação), envolve a bus- de pessoas participando das discussões, me-
ca de soluções para eliminar o problema, a lhores serão as soluções encontradas.
escolha da solução mais efetiva e o desen-
volvimento desta solução, com a devida nor- Meio ambiente é assunto universal.
malização, quando invade o ciclo P no plane- Conscientizar as pessoas é conseqüên-
jamento de sua implantação, recomeçando cia natural do processo de implantação do
tudo novamente. Se não há problema, quan- SGA.
do se atinge um objetivo além do que tinha
sido planejado ou se igualam metas e resul- Pode-se observar no Quadro 2 que a Ges-
tados, novas metas mais audaciosas devem tão Ambiental abrange um universo muito
ser estabelecidas e o ciclo recomeçado. mais amplo que a Gestão da Qualidade;

A cada volta do ciclo PDCA sempre acon- 1.4 INVESTIMENTOS


tece um progresso, mesmo pequeno, poris-
so nunca se volta ao mesmo ponto. Cada Os recursos que a organização precisa
mudança dá início a um novo ciclo que tem investir para se preparar para a certificação
como base o ciclo anterior, caracterizando ISO 14000 são de vários tipos para diversas
desta forma a espiral da Melhoria Contínua. finalidades, transparência 8:

Quadro 2. Abrangência das gestões da qualidade e ambiental

Data / /
Organização Requisitos Legais Pág. de
Gestão da Qualidade Gestão Ambiental
Objetivos Manter um nível de Manter uma relação com o meio ambiente
qualidade aceito pelos que leve em consideração as expectativas
clientes e consumidores. dos clientes, consumidores, poder público,
organizações ambientais e comunidades
vizinhas.
Instrumentos de Contratos e normas Contratos, normas, legislação, regulamentos
Pressão e acordos internacionais.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 17


exemplo, o que fazer para reaproveitar a
INVESTIMENTOS NECESSÁRIOS serragem produzida numa fábrica de mó-
veis de madeira?
Tempo;

Obras ou reformas; Se a organização fizer uso de instrumen-


Equipamentos, instrumentos, materiais, tos de controle ambientais, dependendo da
consultoria técnica;
sofisticação de suas atividades, pode ser
Treinamentos; e necessário a contratação de serviços de ca-
Na contratação de um Organismo de libração de seus instrumentos e a aquisição
Certificação Credenciado para efetuar a
avaliação da organização. de padrões de referência – modelo oficial de
alguma grandeza física, para verificar perio-
T8M1
dicamente seus instrumentos e referenciar
suas medições;

1) Tempo – o tempo que as pessoas preci- 4) Treinamentos – contratação de empresas


sam dedicar para o desenvolvimento de ou professores especializados para minis-
um SGA é sempre um problema. Talvez o trar cursos, trabalhar o relacionamento
maior problema que enfrentam. Como dis- das pessoas etc.;
pensar um funcionário para que ele pos-
sa definir seus procedimentos ou realizar 5) Certificação – investir na contratação do
uma auditoria? Organismo Certificador Credenciado para
ser finalmente avaliado e, claro, certificado
A solução para isso pode ser diversificada: o Sistema de Gestão Ambiental.
desde a contratação de elementos para cobrir
o tempo da pessoa ocupada com o SGA até o 1.5 CONTROLES
uso do MAMP (Método de Análise e Melhoria
de Processos) para, aumentando a eficiência Implantar com sucesso um SGA seria mui-
dos processos, diminuir os desperdícios, in- to difícil se não houvesse formas de controle
clusive o de tempo, e assim poder alocar as e de acompanhamento da implementação,
pessoas às tarefas de documentação, sem transparência 9.
atropelo;

2) Obras ou reformas – às vezes obras ou


reformas são necessárias para adequa- CONTROLES DO PROGRESSO

ção a leis e regulamentos de tratamento


de efluentes e disposições de resíduos
Todas as atividades são planejadas na Reunião
etc. Depende do tipo de atividade da orga- de Planejamento das Atividades, na Oficina 1;
nização e de como ela está atendendo a
esses requisitos; Em cada Reunião são feitos registros e
determinados prazos e responsabilidades

3) Equipamentos, instrumentos, mate- para as tarefas do Programa;

riais, consultoria técnica – troca de


equipamento por outro menos poluente, T9M1

aquisição de instrumentos e materiais


para monitoramento e controle ambien-
tal de efluentes, emissões, resíduos Isso é realizado por meio de um planeja-
etc., dependendo de sua atividade e da mento contínuo das atividades e da monitora-
legislação aplicável. Também pode ser ção dos resultados parciais alcançados.
necessário contratar consultoria técnica
para resolver algum problema ambiental Cada atividade realizada é controlada por
específico de seu tipo de atividade, por meio de formulários apropriados onde são

18 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


feitas as anotações referentes às sete fases Esses formulários compõem o Manual de
da implementação: Atividades, onde são feitas anotações de
planejamento das atividades, avaliação dos
a. ORientação da implantação dos requisitos resultados e as correções necessárias.
da Norma;
São muito simples de usar.
b. ELaboração da documentação;
Cada folha de controle tem um assun-
c. REvisão da documentação elaborada; to que deve ser desenvolvido. O assunto
deve ser discutido com quem de direito.
d. IMplantação dos procedimentos; Por exemplo, a Política Ambiental deve ser
definida pela Direção, o QUEM é a Direção.
e. elaboração de Check Lists (listas de verifi- Na primeira vez que o assunto for discutido
cação); com a Direção, a AÇÃO é do tipo “ORien-
tação”. ONDE é o local da reunião, Sala de
f. AUditoria dos Procedimentos implantados; Reuniões (S. R.), por exemplo. QUANDO é
e a data em que a tarefa será completada, as
ORIENTAÇÕES podem ser as de assegu-
g. AJuste da documentação e do próprio Sis- rar que a Política atende aos requisitos do
tema de Gestão Ambiental após a Audito- seu próprio formulário, Quadro 3.
ria Plena e a Auditoria Inicial do Organis-
mo Certificador, acompanhando as ações Então, fica assim:
corretivas decorrentes.
Quadro 3. Requisto da Política Ambiental

Item 4.2 Assunto: POLÍTICA AMBIENTAL

Nº Ação Quando Onde Quem Orientações


1 OR 30/05/05 S. R. Direção Atender aos requisitos listados no formulário

Na data prevista, vamos ver o resultado. gais não foram mencionados. Sugerimos a
Encontramos um problema: os requisitos le- correção e marcamos nova data, Quadro 4.
Quadro 4. Ação Corretiva da Política Ambiental

Nº Resultado Ações Corretivas Quem Quando


1 Política não menciona as leis Elaborar frase mencionando o Direção 10/06/05
ambientais atendimento às leis ambientais pela
organização

Na nova data, ajudamos a elaborar a frase ração, entramos na segunda linha do formu-
sobre a legislação, é uma AÇÃO de ELabo- lário, Quadro 5:

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 19


Quadro 5. Ações Corretivas da Política Ambiental

Item 4.2 Assunto: POLÍTICA AMBIENTAL

Nº Ação Quando Onde Quem Orientações


1 OR 30/05/05 S. R. Direção Atender aos requisitos listados no formulário

2 EL 10/06/05 S. R. Direção Mencionar a legislação ambiental aplicável

E o resultado, Quadro 6:
Quadro 6. Atendimento da Ação Corretiva

Nº Resultado Ações Corretivas Quem Quando


1 Política não menciona as Elaborar frase mencionando o atendimento Direção 10/06/05
leis ambientais às leis ambientais pela organização
2 Bom

Fazemos isso para as ações que se apli- Fica fácil manter o controle da implanta-
cam a cada item a ser desenvolvido. ção por meio desses formulários, pois tudo é
registrado.
A Política Ambiental não passará por uma
revisão tão cedo, logo, pulamos esse tipo de Usamos o resumo para termos uma visão
ação. Ela será implantada, isto é, será divul- geral do andamento da implantação e para
gada a todos, discutida etc. em várias ações marcar as datas em que as ações ocorreram.
de Implantação, com responsáveis (QUEM)
e tudo o mais. O nosso ficou assim, Quadro 7:
Quadro 7. Controle da Implantação das Ações

Controles – Resumo
Atividades
Item da
N° Descrição
ISO 14001
OR EL RV IM CL AU AJ
1 Missão - 21/05 30/05
OK
2 Política Ambiental 4.2 21/05 10/06 - 15/06
OK 17/06

A ordem em que os itens aparecem no for- 1.6 PERSONAGENS


mulário-resumo acima e os outros formulários
de controle não segue a ordem numérica da A equipe que vai elaborar, implantar e
Norma NBR ISO 14001, mas sim a seqüên- manter um SGA é normalmente denominada
cia natural de desenvolvimento e implanta- de “Comitê Ambiental”, formalmente compos-
ção. Alguns não fazem referência a nenhum ta dos personagens descritos a seguir:
requisito da norma, mas são fundamentais à
organização e ao sucesso do SGA, como, por 1.6.1 O No 1.
exemplo, a missão da organização, a descri-
ção de seu perfil, o fluxograma e a lista das O No 1 é o “líder espiritual” do empreendi-
atividades. mento e tem algumas atribuições importan-

20 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


tíssimas para que o programa se desenvolva e realizar as reuniões de revisão pela di-
conforme o planejado. reção etc.

Atribuições do No 1: 1.6.2 O Representante da Direção

1) Formalizar a estrutura da equipe que O Representante da Direção (RD) é o Ge-


vai desenvolver o SGA. É sua atribuição rente Ambiental da organização e responsá-
como principal executivo da organiza- vel pelo Programa SGA a ser implementado.
ção. Ele deve nomear formalmente o RD Ele deve ser o tipo de pessoa que busca de-
(Representante da Direção – o Gerente safios, transparência 11.
Ambiental) e também o Comitê Ambien-
tal, convocando todos e participando da
primeira reunião de trabalho do Comitê, O REPRESENTANTE DA DIREÇÃO

transparência 10.
Características principais:
Ser um vencedor;
Ser da administração (ter função gerencial);
Ser respeitado (ter credibilidade);
ATRIBUIÇÕES DO Nº 1 Ser determinado;
Ser paciente; e
Ser da total confiança do Nº 1.

Nomear o Representante da Direção (RD);


T11M1
Oficializar o Comitê Ambiental;

Assegurar recursos para o Programa; e

Estabelecer a Política Ambiental. Deve também ter nível gerencial, de che-


fia, pois desta forma ele será ouvido pelos
colegas mais atentamente.
T10M1

A respeitabilidade e a credibilidade que o


RD possui para realizar este Programa são
3) Assegurar recursos para o desenvolvimen- fundamentais para o sucesso da implantação
to do Programa é “planejar e cumprir o que do SGA; as pessoas precisam acreditar que,
foi planejado”, evitando que o Programa sob a sua liderança, conseguem realizar as
pare por causa de alguma dificuldade. O tarefas de desenvolvimento do SGA.
importante é mostrar claramente a todos
os funcionários e demais partes interessa- Por outro lado, o RD deve ter boa dose
das a decisão da organização em desen- de paciência para permitir que as pessoas
volver o SGA baseado na Norma NBR ISO desempenhem suas tarefas dentro de suas
14001 e buscar a certificação. possibilidades, sem atropelos.

4) Estabelecer a Política Ambiental (atribui- O Representante da Direção é o “dono” do


ção exclusiva do No 1) e os objetivos e SGA.
metas da organização. Ele deve buscar
o apoio de seus colaboradores e determi- Uma de suas principais responsabilidades
nar uma política que todos compartilhem e é conhecer como a Norma NBR ISO 14001
com a qual se identifiquem nas suas atri- se aplica à sua organização.
buições e atividades.
Ele tem a tarefa de coordenar a multipli-
5) Acompanhar os resultados da implantação cação dos conceitos de Gestão Ambiental
do SGA com base nos relatórios mensais para todos na empresa, apoiando o Comitê

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 21


Ambiental por meio de apresentações para Deve ser simpático para que as pessoas
grupos, discussões dirigidas, até mesmo trei- se sintam à vontade em sua presença, e as-
namento formal em sala de aula, de colabo- sim descrevam suas atividades com a certe-
radores ou de novos multiplicadores. za de que correspondem exatamente às suas
realidades.
Ele coordena o trabalho de todos na ela-
boração e implantação das ações do PMDA, O Escriba não precisa conhecer os proces-
dos procedimentos e instruções de trabalho, sos da organização, pois ele vai descrever o
fazendo cumprir o cronograma previsto. que as pessoas determinarem, sem fazer
qualquer julgamento de valor. Cabe ao dono
Ele dá suporte técnico e orientação aos do processo e ao RD avaliarem a eficiência
colegas na interpretação dos requisitos da do processo da maneira como foi descrito, e
Norma ISO 14001 quando aplicados aos sugerir melhorias quando necessário.
seus setores específicos.
O Escriba vai a cada posto de trabalho
Ele facilita a elaboração da documentação que tenha necessidade de documentar seu
do SGA pelos setores operacionais por inter- processo e “ouve” o operador que descreve a
médio do Escriba, sendo responsável pela atividade, esboçando um fluxograma da ope-
redação final dos documentos. ração.

Ele presta contas ao No 1 pelo andamento Este fluxograma vai dar condições ao Es-
do Programa. criba de desenvolver um texto descritivo da
atividade, que é apresentado ao operador
1.6.3 O Escriba para conferência. Depois disso o texto é en-
caminhado ao RD para verificação e definição
O Escriba é geralmente um estagiário(a) dos Padrões Ambientais em conjunto com os
esperto(a) que tem facilidade de comunica- “clientes” e donos do processo. Nesta fase,
ção com as pessoas da organização, trans- podem ser introduzidas melhorias, fruto da
parência 12. negociação dos envolvidos.

Por fim o documento é formatado e ajus-


tado, ganhando sua identificação específica
O ESCRIBA
e, após a devida formalização (verificação e
aprovação pelos responsáveis), passa a fa-
zer parte da documentação do Sistema de
Características principais: Gestão Ambiental, estando já praticamente
Ser comunicativo;
implantado, justamente por ter retratado o
Saber ouvir;
Saber escrever; e
que é feito na realidade.
Ter tempo
O trabalho do Escriba é de permitir que to-
dos realmente participem da elaboração da
T12M1
documentação do Sistema.

1.6.4 O Comitê Ambiental


A comunicação bem realizada é uma de
suas principais características porque o Es- O Comitê Ambiental é composto dos res-
criba vai possibilitar a todos os colaboradores ponsáveis pelos setores da empresa. Por
da organização, de uma forma ou de outra, causa dessa composição, todas as ativida-
a participação na construção do Sistema de des estão presentes no Comitê, tornando
Gestão Ambiental. possível a tomada de decisão a respeito do

22 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


funcionamento de cada um dos setores e, As diretrizes do SGA são as formas com
conseqüentemente, de toda a organização, que cada requisito da Norma NBR ISO 14001
transparência 13. a ser implantada deve se manifestar em cada
aspecto funcional da organização. Isto é tare-
fa para o Comitê Ambiental definir.
O COMITÊ AMBIENTAL
Os integrantes do Comitê Ambiental são
os “representantes da ISO”, isto é, eles têm
Características principais: a responsabilidade de operacionalizar a im-
Representar as diversas unidades plementação da ISO 14001 nas suas áreas
funcionais da empresa; de atuação e são também encarregados da
Ter poderes para definir as
multiplicação dos conceitos do SGA em toda
atividades táticas e operacionais; e
Conhecer profundamente
sua equipe, informando o cronograma das ati-
os processos. vidades do SGA, delegando as tarefas de de-
finição e elaboração de procedimentos. Eles
T13M1
devem ser apoiados pelo RD e pelo Escriba.

O esforço de envolver a todos nas defi-


O Quadro 8 exemplifica a composição ide- nições dos processos e na elaboração da
al do comitê de gestão ambiental de determi- documentação do SGA é sempre um ótimo
nada organização. investimento, pois facilitará enormemente as
tarefas de implementação dos procedimen-
Cada um dos componentes do Comitê tos, registros, planos e outros documentos
Ambiental é responsável por sua área de ati- do SGA.
vidade, conhecendo então os processos que
são de sua competência. Conseqüentemen- 1.6.5 O Auditor Ambiental
te, a equipe formada conhece profundamente
todos os processos da organização e deve Um Auditor Ambiental deve ser uma pes-
ter plenos poderes nos níveis táticos e opera- soa simpática, pois sua tarefa inicial será de
cionais da empresa. reverter a aversão que geralmente existe
para com a atividade de auditoria, transpa-
Observação – O Comitê Ambiental deve rência 14.
ser formado pelo Nº 1 da organização, isto
é, para compor o Comitê seus componentes Ele(a) deve ser também pessoa positiva e
devem ser convocados pelo Nº 1, que os in- entusiasta, pois terá um importante papel no
formará da decisão sobre a implantação da desenvolvimento do Sistema de Gestão Am-
NBR ISO 14001. Isto passa a fazer parte de biental: o tipo de pessoa que procura acertar,
suas metas e objetivos. gosta de ver os outros acertarem e progredi-

Quadro 8. Comitê de Gestão Ambiental

Data / /
Organização Comitê de Gestão Ambiental Pág. de
• Representante da Direção (RD) • Responsável pelo Setor de Vendas
• Responsável pela Produção • Responsável pelo Setor de Compras
• Responsável pelo Setor de Pessoal • Responsável pelo Setor de Manutenção
• Responsável pelo Controle da Qualidade • Responsável pelo Planejamento
• Responsável Técnico (normas/legislação) • Responsável pela Assistência Técnica

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 23


rem no que fazem, que não critica sem razão É fundamental que todos colaborem no
nem reclama da vida. Programa definindo seus processos, apon-
tando os riscos ambientais de suas ativida-
des e sugerindo melhorias.
OS AUDITORES INTERNOS

Durante o levantamento e a transcrição das


Características principais: atividades, muitas oportunidades de melhoria
Serem pessoas respeitadas;
vão aparecer e todos os colaboradores devem
Terem bom equilíbrio psicológico;
Serem organizados e pontuais;
estar motivados para sugerir essas melhorias
Serem observadores e discretos; e implementá-las quando aprovadas.
Terem capacidade de análise;
Serem flexíveis; e No âmbito de suas atividades, todos de-
Terem liderança. vem conhecer os efeitos ambientais das pos-
T14M1
síveis falhas que possam ocorrer e o que fa-
zer para evitá-las.

Os Auditores Internos são os responsáveis Todos devem saber agir numa emergên-
pelo feedback do SGA. cia.

A Auditoria Ambiental consegue realmente Todos devem conhecer as generalidades


criar o ambiente propício às melhorias pela do Sistema de Gestão Ambiental da organi-
motivação que transmite às pessoas, fruto do zação, o que são as Normas ISO 14000 e o
bom relacionamento e das boas intenções do que significa estar certificado oficialmente por
Auditor e de seu trabalho como disseminador um organismo de certificação acreditado.
dos conceitos e princípios do SGA. Eles po-
dem construir um ambiente proativo por meio 1.7 PLANEJAMENTO
das Auditorias, sendo esta a grande missão
dessas pessoas. 1.7.1 Legislação Ambiental

1.6.6 Os demais colaboradores Quando o assunto é Meio Ambiente, mui-


tos são os interessados, principalmente aque-
les que ficarão aqui na Terra depois de nós,
herdeiros de nossos erros ou acertos.
OS DEMAIS COLABORADORES

Justifica-se assim a necessidade de leis


Conhecer a Política Ambiental;
federais, estaduais e municipais que regu-
Conhecer o SGA no que se refere às suas atividades;
Conhecer os efeitos ambientais negativos
lam as relações da sociedade e das orga-
das falhas do processo; nizações com o meio ambiente, como a Lei
Conhecer os riscos ambientais existentes nº 9.974, de junho de 2000, que dispõe, en-
e as ações de emergência; tre outras providências, sobre o destino final
Sugerir melhorias nos processos; e dos resíduos e embalagens de agrotóxicos,
Contribuir quando solicitado.
ou a lei de Crimes Ambientais, de nº 9.605,
T15M1
de fevereiro de 1998. É fundamental que a
organização conheça as leis e regulamen-
tos a que está sujeita de acordo com suas
Todos devem conhecer a Política Ambien- atividades.
tal. Para isso é necessário ser criativo e usar
todos os meios disponíveis para disseminá-la Para saber quais são os requisitos am-
tais como folders, cartazes, filipetas, faixas bientais legais que tenham a ver com sua or-
etc. Organizar gincanas e concursos funcio- ganização, use o formulário 1 como modelo
na muito bem, transparência 15. de sistematização desses requisitos.

24 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Formulário 1. Levantamento de requisitos legais

Data: / /
Organização Requisitos Legais Pág. de
Instrumento legal
Requisito legal aplicável à
Número Título atividade

F1M1, anexo

1.7.2 O Empreendimento – Partes como partes interessadas, pois com certeza


Interessadas são afetados pelos resultados da organiza-
ção.
Um empreendimento existe porque um
grupo de pessoas se reuniu para alcançar
determinado objetivo. É o fruto da iniciativa PARTES INTERESSADAS

do ser humano e se traduz no potencial ima-


ginativo disponibilizado através da criativida-
Quem são as partes interessadas?
de de seus integrantes.
O que elas querem?
Um empreendimento é composto de insta-
lações, máquinas, processos e pessoas. Ele Como me comunico com elas?
utiliza recursos, conhecimentos e habilidades
para transformar seus insumos em produtos
e serviços, superando as expectativas de T17M1

seus clientes, transparência 16.

Os clientes internos, que transformam e


agregam valor aos insumos e matérias-pri-
O EMPREENDIMENTO
mas gerando os produtos e serviços da or-
ganização, são atendidos segundo as pos-
sibilidades de recompensa, reconhecimento
e realização que a organização oferece. Po-
Pessoas reunidas na realização de um objetivo demos incluir os fornecedores nessa classe
de clientes, embora também sejam “partes
interessadas” nos seus resultados empresa-
riais.

T16M1
As partes interessadas são todos os ou-
tros grupos ou organizações afetados pelas
atividades do empreendimento. Acionistas,
Esses clientes são de três tipos: externos, comunidades vizinhas, órgãos regulamenta-
internos e demais partes interessadas, trans- dores, instituições sociais, organizações am-
parência 17. bientalistas etc.

Os clientes externos são atendidos pelos Parte Interessada = “indivíduo ou grupo


produtos ou serviços gerados pelo empreen- interessado ou afetado pelo desempenho
dimento. Deles se originam as receitas da or- ambiental de uma organização” (ISO DIS
ganização. Podem ser classificados também 14001:2003).

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 25


Formulário 2. Identificação das partes interessadas

Data: / /
Organização Partes Interessadas Pág. de
O que fazer para conhecer
Quem são? O que querem?
suas expectativas?

F2M1, anexo

Um mundo de pessoas e instituições pode • A organização enfrenta seus concorrentes


encaixar-se na definição acima. Precisamos com ética?
saber claramente quem são essas “partes in-
teressadas” com referência às atividades de • Os órgãos regulamentadores são atendi-
nossa organização. dos em suas demandas?

Identifique no formulário 2 quais são as • A organização está cumprindo seu papel


partes interessadas em sua organização, o junto à sociedade local?
que elas querem e quais suas expectativas.
• Ela está fazendo sua parte na conserva-
1.7.3 O Empreendimento – Missão ção ambiental?

Hoje as mudanças acontecem a tal velo- Todas estas questões e outras mais de-
cidade que qualquer sistema organizado pre- vem ser feitas, e suas respostas discutidas
cisa estar em constante adaptação a essas entre os colaboradores do empreendimento
modificações para poder evoluir e, conse- na busca da base comum que inspirará a di-
qüentemente, sobreviver. reção na formulação da sua Política Ambien-
tal e o estabelecimento dos objetivos e metas
Quanto maior a satisfação dos clientes ambientais, transparência 18.
internos, tanto maior é o amor colocado nas
suas atividades. Como conseqüência, acon-
tece o aumento da criatividade, principal in-
grediente da organização moderna, fator fun- O QUE SOMOS?

damental da competitividade.
Qual o nosso negócio?
Saber como a organização é percebida Como nossa organização é percebida pelos
tem suma importância: clientes? E pela Sociedade local?
Quais os valores e princípios que observamos?
Onde queremos chegar?
• O que pensam os clientes e usuários?
Quais os nossos compromissos?
Que esperam eles da organização?

• E os colaboradores? Encontram espaço T18M1

para crescer como seres humanos?

• Os fornecedores estão cooperando e res- Os quadros de 5 a 15 devem ser discuti-


pondem com rapidez? dos com seus colegas, um a um. Existem 7

26 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


campos a serem preenchidos com a resposta plementares. Vendas, incorporação e cons-
ao tema principal. No formulário 3, o tema é trução de imóveis geralmente são ativida-
“o que somos?” Devemos expressar ali nos- des de empresas diferentes, que formam
sa opinião de como nossa organização é vis- parcerias.
ta pelos vários atores:
O que será que os fornecedores e parcei-
Campo 1 – A Organização (os colabora- ros pensam da nossa organização?
dores internos) – qual é a opinião deles (eu
incluído) sobre a organização? Ela é inspi- Campo 4 – Concorrentes – são as or-
radora? Cria oportunidades de emprego? É ganizações que estão no mesmo nicho de
organizada? mercado que o nosso, fornecendo produtos
e serviços similares. O que eles acham da
Campo 2 – Clientes – cliente é aquele nossa organização? Faz concorrência leal?
que usa os produtos e serviços da organiza- É inovadora?
ção. Às vezes é chamado de usuário. Se o
produto é comercializado por terceiros, estes Campo 5 – Órgãos Regulamentadores
são os clientes intermediários. Quem compra – são as instituições que controlam e às ve-
deles é o cliente final. Como será que eles zes fiscalizam as atividades da organização:
vêem nossa organização? Fornecemos bons os compromissos fiscais, a qualidade de nos-
produtos? Confiáveis? sos produtos, as relações trabalhistas, as re-
lações com o meio ambiente etc. Será que
Campo 3 – Fornecedores e Parceiros eles acham que a organização é sincera nas
– fornecedores são aqueles que nos en- suas contas? Será que confiam nas informa-
tregam a matéria-prima e os insumos ne- ções fornecidas?
cessários à nossa produção (fornecedor de
energia elétrica, fornecedor de embalagens, Campo 6 – Sociedade – O que dizem, por
fornecedor de informações etc.). Parceiros exemplo, os vizinhos sobre a nossa organiza-
são aquelas organizações que fazem parte ção, somos bem vistos?
do processo, agregando seus produtos e
serviços aos da nossa empresa. Por exem- Campo 7 – o Meio Ambiente – se o meio
plo, uma gráfica que imprime jornais e uma ambiente pudesse falar, o que diria sobre
empresa de postagem de jornais podem ter nossa organização? Será que estaria feliz
uma parceria, pois seus negócios são com- com nossos cuidados para não agredi-lo?

Formulário 3. Como a organização é vista

Data / /
Organização Como a organização é vista Pág. de
do ponto de vista ... O QUE SOMOS?
da Empresa (colaboradores internos)
dos Clientes
dos Fornecedores e Parceiros
dos Concorrentes
da Sociedade local
dos Órgãos Regulamentadores
do Meio Ambiente
F3M1, anexo

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 27


Pronto! Essas respostas devem ser escri- so tem seus objetivos determinados e deter-
tas no formulário 3, sempre em conjunto com minam os objetivos de seus subprocessos,
algum colega de trabalho, pois é bom com- formando uma relação em cascata desde a
partilhar opiniões, assim temos menos chan- missão da organização até as missões das
ce de esquecer alguma coisa importante. atividades operacionais.

Da mesma forma, podemos preencher


também o Formulário 4, cujo tema é “qual
o nosso negócio?”, atentando para que o MISSÃO

Campo 1 agora responda à pergunta: qual o A missão é razão de ser de uma organização. Alguns exemplos:
negócio da organização em relação aos co- Sebrae - “Fomentar o
Shell Oil Co. - “Satisfazer
laboradores internos? Cria oportunidades de a necessidade de energia
da humanidade.”
desenvolvimento das micro
e pequenas empresas
crescimento? industriais, comerciais,
agrícolas e de serviços, nos
seus aspectos tecnológicos,
gerenciais e de recursos
humanos, segundo as políticas
E assim por diante. McDonald’s - “Servir nacionais de desenvolvimento,
alimentos de qualidade, com com vistas à melhoria do seu
rapidez e simpatia, num resultado e ao fortalecimento
ambiente limpo e agradável.” do seu papel social.”
Agora existe clareza quanto à organiza-
ção, o que faz, para quem produz, qual o seu T19M1

negócio, seu nicho de mercado. Falta agora


discutir qual o seu verdadeiro objetivo como
organização. A missão também pode ser vista como a
diretriz máxima de uma organização.
A missão de uma organização é sua ra-
zão de existir. É a definição de seu papel na A missão de uma organização é a base
sociedade local, comparável ao objetivo de para que ela estabeleça sua Política Ambien-
vida das pessoas, transparência 19. tal, ou seja, a maneira pela qual a organiza-
ção pretende tratar as conseqüências am-
Quando a missão da organização é esta- bientais de suas atividades.
belecida, todos os participantes das ativida-
des dessa organização passam a conhecer Da missão são decorrentes as diretrizes e
realmente a finalidade de cada atividade, metas da organização. A maior dessas metas,
pois todas se relacionam com a missão. Diz- a que projeta no futuro a situação da organi-
se que são desdobradas, pois cada proces- zação e que leva inspiração e entusiasmo a

Formulário 4. Qual é o negócio da organização

Data / /
Organização Qual é o nosso negócio Pág. de
em relação a ... QUAL É O NOSSO NEGÓCIO?
Empresa (colaboradores internos)
os Clientes
os Fornecedores e Parceiros
os Concorrentes
Sociedade local
os Órgãos Regulamentadores
o Meio Ambiente
F4M1, anexo

28 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


todos os colaboradores é a Visão de Futuro. conhecer a sua parte, e o que lhe cabe fa-
Sem ela, não se consegue consistência nas zer para atingí-la.
metas nem energia suficiente para alcançá-
las. Esta meta maior é desdobrada em metas Os Formularios 5 e 6 têm como tema a
menores, que definirão os alvos e objetivos missão. No Formulário 5 devemos preencher
de médio e curto prazos. qual seria a missão para cada um dos sete
campos, e no Formulário 6 devemos resu-
Ter diretrizes estabelecidas para o negócio, mir o que escrevemos no anterior, para, num
uma Visão de Futuro que possa ser compar- parágrafo bem escrito, poder exprimir a ver-
tilhada por seus colaboradores, uma missão dadeira vocação da organização, sua gran-
identificada claramente com seu negócio e de razão de existência. Devemos numerar e
com seu comprometimento social, certamente datar essa versão, pois no futuro poderemos
facilita qualquer organização a implantar um alterá-la, sendo sempre bom manter um re-
Sistema de Gestão bem-sucedido. gistro dessa evolução.

Claro que definir tudo isso não é fácil, 1.7.4 O Empreendimento – Visão de
mas é muito necessário, principalmente Futuro
para que as pessoas da organização se
possam situar claramente, compartilhando O passo seguinte é descobrir quais os
essas metas e objetivos. Cada um precisa princípios e valores em que a organização
Formulário 5. Definição da missão da organização

Data / /
Organização MISSÃO Pág. de
para com ... MISSÃO
A Empresa (colaboradores internos)
Os Fornecedores e Parceiros
Os Concorrentes
A Sociedade local
Os Órgãos Regulamentadores
O Meio Ambiente
F5M1, anexo

Formulário 6. Missão da Organização

Data / /
Organização MISSÃO Pág. de

(Escreva a missão de sua organização)

F6M1, anexo

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 29


Formulário 7. Valores e Princípios

Data / /
Organização Valores e Princípios Pág. de
nas relações com ... Quais os nossos valores e princípios?
A Empresa (colaboradores internos)
Os Clientes
Os Fornecedores e Parceiros
Os Concorrentes
A Sociedade local
Os Órgãos Regulamentadores
O Meio Ambiente
F7M1, anexo

acredita e aplica em suas relações empresa-


riais, transparência 20. O formulário 7 trata
VISÃO DE FUTURO
disso. Quais os princípios e valores que a or-
ganização aplica em suas relações com os A Visão de Futuro é a meta maior de uma organização.
colaboradores (Campo 1), com os Clientes Alguns exemplos:
Hemocentro de Campinas SESI (Serviço Social da Indústria)
(Campo 2) etc. “Sermos reconhecidos na “Ser reconhecido como
atividade hematológica e líder nacional na gestão
hemoterápica pela excelência e prestação de serviços
de nossa atividade de sociais, com
O formulário 8 é sobre o futuro. Devemos assistência, ensino e pesquisa,
através do trabalho e
sustentabilidade
política e financeira.”
colocar em cada um dos sete campos o que comprometimento de todos
os profissionais e da busca
a organização pretende num futuro médio, incessante de novas
tecnologias.”

para cada um. Uma meta para 5 a 7 anos:


T20M1

Vamos agora resumir o formulário 9 num


parágrafo:

Formulário 8. Elaboração da visão de futuro

Data / /
Organização O que queremos ser Pág. de
em relação a ... O que queremos ser? – Visão de futuro
Empresa (colaboradores internos)
Os Clientes
Os Fornecedores e Parceiros
Os Concorrentes
A Sociedade Local
Os Órgãos Regulamentadores
O Meio Ambiente
F8M1, anexo

30 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Formulário 9. Visão de Futuro

Data / /
Organização Visão de futuro Pág. de

(Escreva a visão de futuro de sua organização)

F9M1, anexo

1.7.5 O Empreendimento – Política de trabalho? Melhorias na remuneração?


Ambiental Clientes? (Campo 2) Produtos confiáveis?
Recicláveis? E assim por diante.
Falta comentar ainda alguns Formulários.
O formulário 10 tem como tema os compro- Feito isso, no Formulário 11, das “Diretri-
missos da organização para cada um dos 7 zes”, devemos transformar os compromissos
atores. A pergunta que deve ser respondi- em diretrizes da organização. Diretrizes es-
da é: quais os compromissos da organiza- tabelecem uma direção, uma linha de ação
ção para com os colaboradores internos? clara. É o que precisa ser definido em cada
(Campo 1) Será a manutenção dos postos um dos sete campos do formulário.

Formulário 10. Compromissos da organização

Data / /
Organização Quais são nossos compromissos? Pág. de
para com... Nossos compromissos são
A Empresa (colaboradores internos)
Os Clientes
Os Fornecedores e Parceiros
Os Concorrentes
A Sociedade local
Os Órgãos Regulamentadores
O Meio Ambiente
F10M1, anexo

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 31


Formulário 11. Diretrizes

Data / /
Organização Diretrizes Pág. de
para com... Diretrizes
A Empresa (colaboradores internos)
Os Clientes
Os Fornecedores e Parceiros
Os Concorrentes
A Sociedade local
Os Órgãos Regulamentadores
O Meio Ambiente
F11M1, anexo

Vamos agora definir a Política Ambiental, das atividades que podem impactar o meio
que traduz a real intenção da organização em ambiente;
relação ao meio ambiente e por isso deve ser
disseminada entre o público interno e exter-
no, transparência 21. POLÍTICA AMBIENTAL - DEFINIÇÃO

LEGISLAÇÃO O
B
S JE
O TI
CT V O
POLÍTICA AMBIENTAL PA S
IM

A POLÍTICA AMBIENTAL deve:

ME
OS

Ser definida pela direção;


CT

TAS
PE

Estar apropriada à natureza das


AS

atividades;
Demonstrar compromisso com a
POLÍTICA AMBIENTAL
Melhoria Contínua;
T22M1

Estar documentada; e
Ser divulgada, conhecida e compreendida.

T21M1
• incluir um compromisso com a melhoria
contínua de seu desempenho ambiental
e a prevenção da poluição, bem como a
A Política Ambiental é a base da implemen- conservação dos recursos naturais e das
tação e da melhoria do Sistema de Gestão fontes de energia, fazendo referência à
Ambiental e assim deve ser compreendida definição de objetivos e metas ambientais
por todos. É a maior diretriz da organização para alcançá-los;
e também seu maior compromisso, transpa-
rência 22. • incluir um compromisso para cumprir a
legislação, os regulamentos ambientais,
Uma Política Ambiental deve: acordos, requisitos legais e requisitos pró-
prios;
• ser definida pela direção da organização;
• determinar um mecanismo para a revisão
• ser apropriada à natureza de seu negócio, periódica dos objetivos e metas ambien-
prevendo o monitoramento e o controle tais e da própria Política Ambiental;

32 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


• ser documentada, implementada e comu- • implantação de um controle efetivo e efi-
nicada a todos os colaboradores e partes caz de suas emissões;
interessadas; e
• cumprimento das exigências da legisla-
• ser compatível com outras políticas e nor- ção;
mas da organização.
• preocupação com as expectativas am-
A Política Ambiental deve estar disponível bientais da comunidade vizinha e da so-
para o público interno e externo da organiza- ciedade local como um todo;
ção, transparência 23.
• comprometimento com a melhoria contí-
Etapas para elaboração da Política Am- nua de seu desempenho ambiental atra-
biental: vés de revisão periódica da própria Política
e de seus objetivos e metas ambientais;
• a legislação e os regulamentos são identi-
ficados e avaliados se e como estão sen- • instituição de Programas Ambientais de
do cumpridos; combate ao desperdício e incentivo à con-
servação dos recursos naturais e fontes
de energia; e
POLÍTICA AMBIENTAL
• operacionalização de um Sistema de Ges-
tão Ambiental que inclua revisões periódi-
cas para seu contínuo aprimoramento.
A POLÍTICA AMBIENTAL deve ser
compreendida e compartilhada por
Local e data
todos os colaboradores.
Nome – Assinatura

O formulário 12 deve ser preenchido como


T23M1
sugestão e enviado à direção, para que ela
defina a Política Ambiental e assine.

• os impactos ambientais das atividades são Verifique se todos os itens foram contem-
avaliados; plados.

• a intenção da organização na questão am- Está concluída a Política Ambiental da or-


biental é estabelecida; e ganização. Foi o primeiro grande passo para
a implantação do Sistema de Gestão Am-
• os objetivos e metas ambientais a serem biental.
alcançados são definidos.
1.7.6 Atividades – Fluxo de Valor
Exemplo de Política Ambiental
Fluxo de Valor é um conjunto de ativida-
A organização ... do ramo ..., documenta des que utilizam recursos (energia, conheci-
sua Política Ambiental estabelecida pela di- mento, equipamentos etc.) e transformam in-
reção, compreendida e implementada por sumos em produtos e serviços que possuem
todos os níveis e disponível para o público, determinado valor para o cliente. A meta de
com o compromisso de minimizar o potencial um Fluxo de Valor (também chamado de
poluidor de suas atividades, produtos e servi- Cadeia de Valor Agregado) é satisfazer o
ços por meio de: cliente, transparência 24.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 33


Formulário 12. Política Ambiental

Data / /
Organização Política ambiental Pág. de

(Escreva a política ambiental de sua organização)

• A Política Ambiental faz referência à sua implementação, comunicação e manutenção em todos


os níveis da empresa?
• A Política Ambiental alude aos objetivos e metas ambientais da empresa?
• A Política Ambiental inclui o comprometimento com o atendimento às leis e regulamentos
ambientais pertinentes e/ou outros acordos (ambientais) firmados pela empresa?
• A Política Ambiental prevê o monitoramento e o controle das atividades que podem impactar o
meio ambiente?
• A Política Ambiental faz referência à melhoria contínua do desempenho ambiental da organização
e à prevenção da poluição?
• A Política Ambiental considera a necessidade de conservação das fontes de energia e recursos
naturais, bem como a diminuição e controle do desperdício?
• A Política Ambiental faz referência à satisfação das expectativas das partes interessadas?
• A Política Ambiental prevê sua disseminação entre os colaboradores internos da empresa, as
partes interessadas e o público em geral?
• A Política Ambiental faz menção a algum mecanismo de revisão periódica da própria Política, dos
objetivos e das metas ambientais?
F12M1, anexo

taca, são chamados de Sistemas Principais


FLUXO DE VALOR de Valor. Alguns fluxos existem para forne-
cer apoio básico, são os chamados Fluxos
FLUXO DE VALOR
de Apoio, como por exemplo Manutenção,
F
O
Compras etc.
R I
N A2 P S C
E
N A1 A3 R E L
S A4
C
E
U
M
O
De
U
R
V
I
I
E Cada fluxo é composto de atividades ou
D O A5 N
O
R
S T
O
Ç
O
T
E processos, por exemplo, Compras tem ativi-
E S S S
S dades tais como cotação, seleção de forne-
{
A1
RECURSOS
cedor, recebimento de materiais, pagamento,
ATIVIDADES A2
A3
(PROCESSOS) A4
A5
etc., Projetos tem concepção e desenvolvi-
T24M1
mento de produtos, testes e ensaios, protó-
tipos etc.

Toda organização tem vários Fluxos de Juran (The Juran Trilogy, Juran on Leader-
Valor fornecendo produtos e/ou serviços ship for Quality: An Executive Handbook, 373
para seus clientes internos e externos. Os págs, The Free Press, 1989.) definiu o TRI-
mais importantes, aqueles que caracterizam POL® como sendo o triplo papel (triple role)
a organização e através dos quais ela se des- que cada pessoa vive no seu processo/posto

34 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


de trabalho: o de processador (que executa a cenose.” (Dicionário Aurélio); “Qualquer
atividade), o de cliente (do fluxo anterior) e o unidade que abranja todos os organismos
de fornecedor (do fluxo posterior). que funcionam em conjunto numa dada
área, interagindo com o ambiente físico de
Conhecer um Fluxo de Valor é estabelecer tal forma que um fluxo de energia produza
a cadeia cliente-fornecedor e definir as espe- estruturas bióticas claramente definidas e
cificações tanto do que entra no fluxo (insu- uma ciclagem de materiais entre as partes
mo) como do que sai para os clientes (pro- vivas e não-vivas.” (Odum, 1985);
duto/serviço). Estas especificações, negocia-
das caso a caso, passam a ser o resultado
esperado daquele fluxo, Quadro 9.

Segue anexo um quadro em branco para


“Conjunto de condições, leis, influências e interações
ser preenchido com os dados de sua própria de ordem física, química e biológica, que permite,
organização. abriga e rege a vida em todas as suas formas”
(Brasil, Lei federal nº 6.938, de 31/08/81).
1.7.7 Aspectos Ambientais

Vamos a algumas definições importantes


antes do levantamento dos aspectos e dos T25M1

impactos ambientais:

• Meio Ambiente – “Circunvizinhança em • Desenvolvimento Sustentável – é o que


que uma organização opera, incluindo-se atende às necessidades do desenvolvi-
ar, água, solo, recursos naturais, flora, fau- mento no presente sem comprometer a
na, seres humanos e suas inter-relações.” capacidade das gerações futuras de aten-
(ISO DIS 14.001: 2003), transparência 25; der as suas próprias necessidades;

• Ecossistema – “Conjunto dos relaciona- • Emissão Zero – tipo de empreendimen-


mentos mútuos entre determinado meio to englobando atividades que se comple-
ambiente e a flora, a fauna e os microrga- mentam, gerando um aproveitamento to-
nismos que nele habitam, e que incluem tal de todos os materiais, evitando dessa
os fatores de equilíbrio geológico, atmos- forma a liberação de agentes nocivos ao
férico, meteorológico e biológico; biogeo- meio ambiente;

Quadro 9. Exemplo de fluxo de valor de uma organização

Data / /
Organização Fluxo de valor Pág. de
Fluxo de valor Início Fim Cliente
Recebimento de Cliente potencial Pedido Cliente externo
pedidos
Atendimento de Pedido do cliente Entrega Cliente externo
pedidos
Compras Especificação do bem/ Pagamento ao fornecedor Depto solicitante
serviço (cliente interno)
Produção Compra do material Expedição Cliente externo
Projetos Demanda de mercado Protótipo Marketing/Vendas

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 35


• Melhoria Contínua – “Processo cíclico • Meta Ambiental – “Requisito de desem-
de aprimoramento do Sistema de Gestão penho detalhado, aplicável à organização
Ambiental com o propósito de obter a me- ou a parte dela, resultante dos objetivos
lhoria do desempenho ambiental global, ambientais e que necessita ser estabele-
consistente com a política ambiental da cido e atendido para que tais objetivos se-
organização.” (ISO DIS 14.001: 2003); jam atingidos.” (ISO DIS 14001: 2003);

• Desempenho Ambiental – “Resultados • Objetivo Ambiental – “Propósito ambien-


mensuráveis da gestão ambiental de uma tal geral, decorrente da Política Ambiental
organização sobre seus aspectos ambien- que uma organização se propõe a atingir”
tais.” (ISO DIS 14.001: 2003); e (ISO DIS 14001:2003);

• Aspecto Ambiental – É aquela atividade • Procedimento – Maneira especificada de


ou parte dela, ou ainda de seus produtos se realizar uma atividade ou um proces-
e serviços, que pode interagir com o meio so.
ambiente, transparência 26;
Nota: procedimentos podem ser do-
cumentados ou não. (ISO DIS 14001:
2003);
Definições - ASPECTO AMBIENTAL

• Documento – Informações e seu meio de


apresentação;
“Elemento das atividades ou produtos
e serviços de uma organização que pode
• Registro – Documento que declare os re-
interagir com o meio ambiente.”
(NBR ISO 14001:2003)
sultados atingidos, ou que forneça evidên-
cia sobre as atividades realizadas;

• Poluição Ambiental – “É a adição ou lan-


T26M1
çamento de qualquer substância ou forma
de energia (luz, calor, som etc.) ao meio
ambiente em quantidades que resultem
• Impacto Ambiental – Trata-se de toda em concentrações maiores que as natu-
mudança no meio ambiente, seja adversa ralmente encontradas.” (FEEMA – Voca-
ou benéfica, que seja conseqüência, de bulário Básico de Meio Ambiente – 1992);
modo parcial ou total, de todas as ativida-
des, produtos ou serviços da organização, • Prevenção de Poluição – “Uso de proces-
transparência 27. sos, práticas, técnicas, materiais, produtos
ou energia para evitar, reduzir ou contro-
lar (de forma separada ou combinada) a
criação, emissão ou descarga de qualquer
Definições - IMPACTO AMBIENTAL
tipo de poluente e rejeito, para reduzir os
impactos ambientais adversos.”

“Qualquer modificação do meio ambiente, Nota: a prevenção da poluição pode in-


adversa ou benéfica, que resulte, no todo
cluir redução ou eliminação de fontes de
ou em parte, dos aspectos ambientais da
organização.”
poluição, alterações de processo, pro-
(NBR ISO 14001:2003) duto ou serviço, uso eficiente de recur-
sos, materiais e substituição de energia,
reutilização, recuperação, reciclagem,
T27M1
regeneração e tratamento. (ISO DIS
14.001:2003);

36 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


A identificação dos aspectos ambientais • Consumo de produtos químicos como N2,
de um empreendimento é um processo con- O2, H2, ácidos, bases, sais, açúcares, pro-
tínuo que determina o impacto (positivo ou teínas, vitaminas etc.;
negativo) passado, presente e potencial das
atividades de uma organização sobre o meio • Vazamentos ou derramamentos de líqui-
ambiente, transparência 28. dos e de produtos químicos perigosos e/
ou tóxicos;

• Escape de gases perigosos e/ou tóxicos;


ASPECTOS AMBIENTAIS

• Explosões, incêndios e inundações;


Aspectos Ambientais significativos e reais
• Uso do solo, de reservas nativas, de áreas
geram procedimentos de controle operacional
culturais e paisagísticas;
Aspectos Ambientais significativos e potenciais
geram procedimentos de emergência • Reciclagens e reutilizações;

• Queimadas;
T28M1

• Geração de resíduos sólidos e líquidos


(restos de alimentos, lixo hospitalar, gra-
Este processo também inclui a identificação xas e óleos queimados, sucatas etc.);
da exposição legal potencial, regulamentar e
comercial que pode afetar a organização. • Uso de aterros, jazidas, incineradores de
lixo;
Pode também incluir a identificação dos
impactos sobre a saúde e a segurança, além • Manuseio, transporte e armazenamento
da Avaliação de Risco Ambiental. de produtos perigosos e/ou tóxicos; e

Os aspectos ambientais de uma organiza- • Disposição do produto por clientes e usuá-


ção podem abranger: rios.

• Ruído, vibração, odor, poeira, vapores, né- Os aspectos ambientais de um empreen-


voa, partículas dispersas no ar; dimento devem ser avaliados de acordo com
sua influência no meio ambiente.
• Radiações ionizantes e não-ionizantes;
Os aspectos ambientais podem causar im-
• Descargas gasosas para a atmosfera que pactos ecológicos que podem influenciar:
possam conter CO2, CO, SO2 etc.;
1) o meio físico (ar, solo, oceanos etc.) – po-
• Efluentes líquidos (esgotos domésticos, luição da atmosfera, recuperação do solo,
efluentes com metais pesados, óleos, gra- contaminação por derramamento de óleo
xas, tóxicos, adubos e fertilizantes etc.) libe- etc.;
rados para o solo ou mananciais de água;
2) o meio biótico (fauna/flora) – extinção de
• Consumo de água, de energia elétrica, de espécies, contaminação de ecossistema,
ar comprimido, de carvão vegetal, madei- comprometimento da biodiversidade etc.;
ra, papel, bagaço;
3) o meio antrópico (segurança e saúde,
• Consumo de combustíveis fósseis, argila, social, cultural, econômico e estético) – le-
plásticos etc.; sões/contaminações coletivas, epidemias,

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 37


vandalismo, valorização da cidadania, A ACV deve ser feita com visão holística
criação/manutenção de pólos culturais, de todos os elementos envolvidos e de todos
geração de emprego, desemprego/perda os estágios do produto ou serviço, desde o
de renda, recuperação de paisagens etc.; emprego e a origem de matérias-primas, uso
e de energia e recursos naturais, emissões de
gases, resíduos e efluentes na produção e
4) os usos de energia e recursos (energia processamento, conseqüências de sua utili-
elétrica, recursos minerais, carvão e pe- zação, mesmo indevida, até a disposição fi-
tróleo etc.) – desperdício de eletricidade, nal do produto.
esgotamento de recursos naturais não
renováveis, uso de fontes alternativas de Embora a Norma ISO 14001 não especi-
energia etc. fique a necessidade da Análise do Ciclo de
Vida, todos os cuidados devem ser tomados
A organização deve incluir no seu planeja- para que o produto ou serviço seja desen-
mento, nos objetivos e nas metas ambientais, volvido sem risco de causar danos ao meio
os aspectos que tragam impactos significati- ambiente.
vos ao meio ambiente.
Para caracterizar um produto ambiental-
Precisamos também lembrar que a res- mente sadio e para que o consumidor possa
ponsabilidade de um produto ou serviço vai diferenciá-lo dos demais, costuma-se usar
além da sua entrega ao cliente. Vai até ao um “selo verde”. O primeiro país a implantar
descarte, o que o cliente faz com o produto um selo verde foi a Holanda, em 1972. Exis-
depois de sua vida útil, transparência 29. tem muitos países que adotaram esta prática
como a Alemanha com o Blue Angel, o Cana-
dá com o Environmental Choice, o Japão com
CICLO DE VIDA
o Eco Mark, os países nórdicos com o Cisne
Branco, os EUA com o Green Seal etc. No
“Os estágios consecutivos e interligados Brasil, alguns projetos estão em estudo e em
e todos os insumos e produtos significativos 1999 foi publicada a ISO 14024 – Rotulagem
diretamente associados a um sistema, desde
e Declarações Ambientais – Tipo I Rotulagem
a extração ou exploração de recursos naturais
até a disposição final de todos os materiais
Ambiental – princípios e procedimentos, nos-
como resíduos irreversíveis ou energia dissipada.” so “Selo Verde”.
(NBR ISO 14040:1997)
Com tudo isso em mente, vamos descobrir
T29M1
quais são os aspectos ambientais da organi-
zação.

A Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) é Preencha o nome da organização no Qua-


“um conjunto sistemático de procedimen- dro 10 (logotipo) e qual a linha de negócio
tos para compilação e exame dos insumos que está sendo analisada, qual o processo e,
e produtos de matéria e energia e dos im- finalmente, a atividade. Veja como o pessoal
pactos ambientais associados, diretamente da organização fez quando estava analisan-
imputáveis ao funcionamento de um siste- do os aspectos e impactos ambientais da fes-
ma de produtos e serviços, durante todo o ta de comemoração da certificação.
seu ciclo de vida”. (NBR ISO 14040:1997).
Ela é uma poderosa ferramenta para deter- Na mesma linha da atividade, defina como
minar a gravidade dos impactos ambientais ela utiliza a energia. Utiliza bem? Não des-
gerados desde seu “nascimento” até sua perdiça? Coloque então BOM no campo “Uso
“morte” ou disposição, passando certamen- de energia”, ou se acha que pode melhorar,
te pelas atividades de produção, distribui- coloque PM. Por exemplo, se ponho piso de
ção e uso. granito no elevador porque é chique, estou

38 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Quadro 10. Exemplo de aspecto ambiental

Logotipo da Data: 25/11/04


Organização Aspectos ambientais Pág. 1 de 3
Linha de Negócio: Montagem de Terminais Processo: Comemoração da Certificação
Inteligentes
Atividade: almoço com churrasco uso de Energia: BOM uso de RN: PM
Meio afetado Observações (se
Legislação
N.º Aspectos Condição necessário, use o
F B A aplicável
verso da folha)
1 Geração de fumaça X X
2 Risco de explosão (gás do X X
fogão)
3 Geração de resíduos X X X
orgânicos

aumentando bastante o peso do elevador va- O meio Físico é afetado pela atividade ou
zio, aumentando o consumo de energia do parte dela? Se achar que sim, marque um X
motor. Poderia muito bem melhorar a situa- na coluna F. Por exemplo, a atividade de co-
ção colocando um piso mais leve e diminuin- zinhar produz emissões de gases (vapor com
do o consumo de energia. Logo, PM (Pode óleos comestíveis) que modificam a constitui-
Melhorar). ção do ar local. Isto afeta o meio físico (ar),
então coloco um X no F;
Ainda na mesma linha, vamos analisar
o consumo de recursos naturais (RN). Está O B é de Biótico (os seres vivos). De novo
sendo bem feito, sem desperdícios? BOM no avalie se a atividade afeta ou pode afetar de
campo “Uso de RN”. Se acho que pode ser alguma forma os seres vivos em geral. Deci-
otimizado, coloco PM, Pode Melhorar. Por da entre sim (marque a coluna) ou não. Por
exemplo, cozinhar feijão numa panela normal exemplo, nessa mesma atividade de cozi-
utiliza gás por 1 hora (gás é um recurso na- nhar, o fato de usar gás de petróleo não afe-
tural finito, pois é derivado do petróleo). Será ta nenhum ser vivo diretamente – não marco
que pode melhorar? Claro, se utilizar uma pa- nada na coluna. Mas se estivesse usando
nela de pressão, gastarei menos tempo cozi- lenha, estaria consumindo madeira de árvo-
nhando e consumirei menos gás, otimizando res que tiveram que ser abatidas para esse
o uso de recursos naturais. fim, logo, afeta as árvores, belos seres vi-
ventes, então marcaria um X na coluna B. Já
Agora analise a atividade, junto com seus no churrasco uso carvão vegetal, marcaria X
colegas de equipe, e verifique qual elemento também;
desta atividade pode interagir com o meio
ambiente. Este é um aspecto ambiental. Agora o A, de Antrópico (o Homem e tudo
Descreva-o no campo “Aspectos” não es- que a ele se relaciona). A atividade pode afe-
quecendo de numerá-lo. Muito bem, agora tar de alguma forma o ser humano ou algo re-
avalie qual meio este aspecto pode modifi- lacionado a ele? No caso da XPTY, ao fazer
car, de acordo com o exemplo do Quadro 7 churrasco de picanha, toda a gordura da car-
Continuação.... ne vira fumaça. Poderia incomodar alguém,
algum vizinho que não foi convidado para a
A coluna F é de meio Físico (ar, solo, festa. Estaria, então, afetando o meio Antró-
águas, montanhas – tudo que não tem vida). pico, marcaria um X na coluna A.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 39


Quadro 10. Continuação

Logotipo da Data: 25/11/04


Organização Aspectos ambientais Pág. 1 de 3
Meio afetado Observações (se
Legislação
N.º Aspectos Condição necessário, use o
F B A aplicável
verso da folha)
1 Geração de fumaça X X Normal Lei de Posturas verificar
Municipais

2 Risco de explosão X X Emergencial REGULAMENTO verificar


(vazamento de gás no do Corpo de
fogão) Bombeiros

3 Geração de resíduos X X X Anormal Panela de pressão


orgânicos com defeito
– borracha

O próximo campo é a “Condição” do ele- Falta agora verificar se existe alguma lei
mento da atividade. Se estiver cozinhando regulando a atividade. Talvez fazer churrasco
feijão no fogão com uma panela apropria- na esquina gerando muita fumaça infrinja a Lei
da, a condição é normal, é o que escrevo no de Posturas Municipais, temos que averiguar.
campo. Mas há sempre um risco de explosão, Para não esquecer, colocamos a Lei de Pos-
embora pequeno, pois o fogão foi vistoriado turas Municipais na coluna “Legislação Aplicá-
há pouco tempo. Este é um outro aspecto da vel” e, em observações, o lembrete: verificar.
atividade de cozinhar – “risco de explosão por
vazamento de gás”. Neste caso a condição é O formulário 13 é um modelo que pode ser
de emergência, claro. Vamos imaginar outra utilizado para o levantamento dos aspectos
situação, cozinhar feijão na panela de pres- ambientais de sua organização.
são. O vapor vaza pela tampa com defeito
na borracha e o feijão queima, vira carvão, é 1.7.8 Impactos Ambientais
preciso jogar fora – gerando resíduos orgâni-
cos (mais um aspecto ambiental dessa ativi- Os Impactos Ambientais podem ser classi-
dade). Neste caso foi uma condição anormal, ficados pelo tipo de mudança que provocam
a vedação de borracha estava com defeito. no meio ambiente, transparência 30:

Formulário 13. Levantamento dos Aspectos Ambientais

Data / /
Organização Aspectos ambientais Pág. de
Meio afetado Observações (se
Legislação
N.º Aspectos Condição necessário, use o
F B A aplicável
verso da folha)

F=Físico; B= Biótico; A= Antrópico; RN= Recurso Natural


F13M1, anexo

40 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


• negativos, quando provocam modificação 1.7.9 Grau de Risco
adversa ao meio ambiente, como contami-
nação do solo ou da água, erosão etc.; e O Grau de Risco de um impacto ambiental
é o valor relativo que o risco tem de causar
• positivos, quando causam um benefício ao modificações no ambiente e é obtido pela mul-
meio ambiente, por exemplo, regeneração tiplicação de três fatores, transparência 31:
de ecossistema, diminuição do consumo
de recursos naturais etc. 1) Gravidade do Impacto – é o valor atribuí-
do ao impacto em função da magnitude de
sua influência no meio ambiente. Exem-
plo: poluição do solo com combustível é
IMPACTOS AMBIENTAIS mais grave que poluição do solo com de-
tergente. Atribui-se valores na escala de 1
a 5 para a gravidade de um impacto am-
A gravidade de um IMPACTO AMBIENTAL
biental. No exemplo, poluição com óleo,
é avaliada segundo a mudança se fosse numa área pequena (de 100m2)
que ele provoca no meio ambiente ficaria com valor G = 3, enquanto poluição
nesta mesma área com detergente ficaria
com G = 2;

T30M1 GRAU DE RISCO

Um impacto ambiental é considerado sig-

{
nificativo quando provoca uma importante Gravidade do impacto
GRAU x
mudança ambiental, positiva ou negativa. DE Ocorrência do impacto
RISCO x
A gravidade dos impactos ambientais pode Retenção do impacto

ser classificada como:

• baixa, quando não causa comprome- T31M1

timento da vida (ou quando o dano ao


meio físico for reversível) nem infringe a
legislação ou os requisitos das partes in- 2) Ocorrência do impacto – é o valor atribu-
teressadas; ído ao impacto em função da sua probabi-
lidade de ocorrência ou de sua freqüência.
• média, quando causa destruição da vida Exemplo: a probabilidade de acidentes no
(sem comprometer a biodiversidade e abastecimento de combustível em veículos
quando for reversível), danos irreversíveis é maior do que na troca de óleo. Dentro da
ao meio físico (sem afetar o ser humano escala de 1 a 5, poderíamos atribuir O = 3
ou a vida), nem infringe a legislação ou os para abastecimento de combustível e O =
requisitos das partes interessadas, embo- 2 para troca de óleo. Fatos que ocorrem
ra não haja preocupação em atender as sempre são O = 5, e nos que nunca ocor-
expectativas gerais da sociedade; reram ou são muito raros, O = 1. Sempre
é todo dia. Se queimo as folhas do quintal
• alta, quando causa destruição irreversível uma vez por mês, é uma freqüência baixa,
de espécie vegetal ou animal, comprome- O = 2; já esgoto é gerado todos os dias,
te a saúde e integridade do ser humano e logo O = 5; faço reforma a cada 5 anos,
infringe leis e normas ambientais, ou de- gerando resíduos de entulho. Neste caso,
manda das partes interessadas. O = 1;

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 41


3) Retenção do impacto – é o valor atribuí- oficina mecânica, por exemplo. É preciso cui-
do ao impacto em função da dificuldade de dar para se manter a relatividade dos índices
impedir seus efeitos. do Grau de Risco restritos às atividades que
são analisadas.
Exemplo: a retenção do impacto de um
derramamento de óleo no mar é viável tecni- Vamos, então, avaliar os impactos am-
camente, pode ter R = 4, ao passo que impe- bientais e definir o Grau de Risco de cada
dir o efeito do CFC (clorofluorcarboneto) que um.
escapa dos aerossóis e vai destruir a camada
de ozônio é impossível, R = 5. Foi destruí- Utilizando o Quadro 11, vamos proceder à
do ou morto por um derramamento de ácido, identificação dos impactos ambientais decor-
não se consegue voltar atrás, R = 5. Já o áci- rentes dos aspectos ecológicos levantados.
do que derramou no solo sem matar ninguém
vai dar trabalho para recolher, processar o Primeiramente, escrevamos o primeiro as-
solo contaminado, mas ganha R = 4. pecto do exemplo anterior, “geração de fuma-
ça”. Vamos agora listar os impactos deste as-
Um impacto ambiental como poluição do pecto. Um deles é “poluição do ar”. Qual seria
solo (100m2) por derramamento de óleo po- a gravidade deste impacto? Numa escala de
deria ter G= 2, O = 2 e R = 3, o Grau de Risco 1 a 5, 2 talvez seja exagerado. O mais cer-
seria 12. to seria 1. Ficamos com 1 e o colocamos no
campo G.
O Grau de Risco deve ser utilizado para
priorizar os impactos ambientais, auxiliando Vamos à ocorrência (freqüência) da ati-
na definição dos objetivos e metas ecológi- vidade. Qual a freqüência da realização de
cos do empreendimento. Um impacto é con- churrascos na organização? Uma vez por
siderado significativo quando tem Grau de mês? Digamos que sim. Não é um evento
Risco maior que determinado valor estabe- raro, mas não acontece todo dia. Digamos
lecido pela organização em função das suas que O = 2, lá todos gostam de festejar com
atividades (este valor é arbitrário e relativo à churrascos.
organização). Não se pode comparar uma
atividade de uma Clínica de Raios X com ris- Agora a Retenção. Qual a dificuldade de
co de vazamento radioativo (quando G = 5), recolher a fumaça que sai do churrasco?
com uma atividade cujo maior risco (G = 5) é Toda! É impossível recolher. Logo R = 5. Nos-
derramamento de alguns litros de óleo, numa so Grau de Risco fica então 10 (1 X 2 X 5).

Quadro 11. Exemplo de levantamento de impactos ambientais

Data: 25/11/04
Organização Impactos ambientais Pág. 1 de 5
Linha de Negócio: Montagem de Terminais
Processo: comemoração da Certificação
Inteligentes
Atividade: almoço com churrasco
Grau de Partes Legislação
N.º Aspectos N.º Impactos G O R Obs:
Risco interessadas aplicável
1 Geração de 1 Poluição do 1 2 5 10 Ambientalistas -
fumaça ar
2 Desconforto 2 2 2 8 Comunidade -
das pessoas vizinha

42 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Formulário 14. Levantamento dos Impactos Ambientais

Data / /
Organização Impactos ambientais Pág. de

Linha de Negócio: Processo:

Atividade:
Grau de Partes Legislação
N.º Aspectos N.º Impactos G O R Obs.:
Risco interessadas aplicável

G=Gravidade; O = Ocorrência; R= Retenção


F14M1, anexo

Quem são as “partes interessadas” nesse O formulário 14 é um modelo proposto para


tipo de impacto? De repente, um grupo am- o levantamento de impactos ambientais.
bientalista que não come carne pode protes-
tar. Até hoje ninguém fez isso, mas coloca- 1.7.10 Ações Mitigadoras
mos essa possibilidade assim mesmo.
Neste ponto, com os aspectos e os im-
E a “legislação aplicável”? A Lei de Pos- pactos ambientais levantados e o grau de
turas Municipais não fala nada sobre fumaça risco definido, deve-se estabelecer ações
de churrasco, e a Resolução Conama nº 003, para o controle dos aspectos, antes que os
de 28 de junho de 1990, que dispõe sobre impactos ocorram e ações de emergência
emissões, não se aplica à fumaça de chur- serem necessárioas no caso de os impactos
rasco, que fica muito aquém dos índices pre- virem a ocorrer.
vistos nessa Resolução. Concluindo, não há
requisitos legais aplicáveis a essa atividade, O Quadro 12 será utilizado para a siste-
deixamos o campo em branco. matização das ações a serem definidas.

Vamos ao segundo impacto. Qual a gravi- No nosso exemplo, o impacto “poluição do


dade do incômodo da fumaça na vizinhança? ar” tem Grau de Risco maior (10) que o “incô-
Quem não foi convidado, pode reclamar. Va- modo das pessoas” (8). Vamos começar por
mos colocar um G = 2. ele. Precisamos descrevê-lo junto com o as-
pecto para deixar bem claras suas condições
A ocorrência é a mesma, uma vez por mês: e como ele acontece. Colocamos o Grau de
O = 2. E a Retenção? É possível amenizar Risco, no caso 10, na coluna GR.
essas possíveis reclamações? Certamente
que sim, com uma política de boa vizinhança Qual ação poderia ser adotada para eli-
que promova eventos na comunidade, festas minar ou minimizar o problema? Uma delas
de S. João, por exemplo, não é tão complica- seria não fazer mais churrasco – muito radi-
do assim. Vamos colocar R = 2. O Grau de cal, pois as festas perderiam a graça. Talvez
Risco então fica igual a 8. se pudéssemos instalar um dispositivo que

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 43


filtrasse a fumaça, seria um grande avanço. taurantes, pois sua esposa já foi proprietária
Talvez seja viável, podemos estudar esta de um. Os restaurantes têm filtros, são obri-
possibilidade e definir isso como a ação. gados por lei, então ele pode ter facilidade
em achar uma solução para a churrasqueira.
Que tipo de ação? Uma ação pode ser de Será que ele topa?
controle (C), de emergência (E) ou uma refor-
ma (R), ou obra que acerte o problema. Após combinar com o Carlos, que aceitou
a tarefa e disse que precisaria de 2 meses
Neste caso, a colocação de coifa com filtro para consultar os fornecedores e descobrir
seria uma reforma da churrasqueira, tipo R. uma coifa adequada e barata para a churras-
Vamos escrever esta ação no campo apro- queira. Pronto, temos nossa ação definida.
priado. Quem poderia fazer este estudo? A seguinte seria instalar o filtro. Mantemos a
Ah! o Carlos conhece equipamentos de res- data estipulada.

Quadro 12. Ações de controle e de emergência

AÇÕES DE CONTROLE E DE
Organização EMERGÊNCIA Data: 25/11/04
Pág. 1 de 5
Linha de Negócio: Montagem de Terminais
Inteligentes
Processo: Comemoração da Certificação Atividade: almoço com churrasco
Aspecto/ Ação Resultados
No GR Resp Data Obs.
Impactos Tipo esperados
1 Poluição do ar 12 R Estudar a Carlos 25/01/2005 Estudo
pela fumaça do colocação de realizado
churrasco coifa com filtro
C Instalar filtro na Carlos 25/01/2005 Coifa instalada
churrasqueira
C Elaborar Sr. Luís 25/04/2005 Procedimento
procedimento elaborado e
para limpeza do implantado
filtro

Quadro 13. Planejamento das ações desdobradas

Data: 25/11/04
Organização PLANEJAMENTO DAS AÇÕES Pág. 1 de 5
AÇÃO: instalação de dispositivo para filtrar a fumaça
Data: 25/01/05 Responsável: Carlos
do churrasco
No Ações desdobradas Data Resp. Resultados esperados Obs.
1 Contatos com fornecedores para solicitar 15/12 Rosilda Catálogos com modelos de
modelos de coifas e filtros coifas/filtros
2 Escolha do modelo e aprovação do 22/12 Carlos Orçamento aprovado, pedido
orçamento de compra enviado
3 Recebimento e instalação da coifa 25/01 Carlos Coifa e filtro instalados

4 Elaboração de procedimento para 25/04 Sr. Luis Procedimento elaborado e


limpeza do filtro implantado

44 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Os Formulários 15 e 16 podem ser utili-
zados para escrever o planejamento das
ações.
Formulário 15. Ações de Controle e de Emergência

AÇÕES DE CONTROLE E DE
Data / /
Organização EMERGÊNCIA Pág. de
Linha de Negócio:
Processo: Atividade:
Aspecto/ Ação Resultados
No GR Resp Data Obs.
Impactos Tipo esperados

GR = Grau de risco
F15M1, anexo

Formulário 16. Planejamento das Ações Desdobradas

Data / /
Organização PLANEJAMENTO DAS AÇÕES Pág. de

AÇÃO: Data: Responsável:

No Ações desdobradas Data Resp. Resultados esperados Obs.

GR = Grau de risco
F16M1, anexo

Outra ação para este mesmo impacto Os outros impactos seguem o mesmo ca-
seria, depois que a coifa com filtro estives- minho, busca-se uma solução viável, define-
se instalada, limpar o filtro periodicamente. se um responsável para realizá-la numa data
Esta ação precisaria definir de quanto em possível e temos uma coleção de ações miti-
quanto tempo o filtro seria limpo, um “pro- gadoras, reformas ou ações emergenciais.
cedimento operacional”, definido de prefe-
rência pelo responsável pela limpeza da Algumas ações necessitam ser desdobra-
organização, o sr. Luís. Ele precisaria de das, quando são complexas. Por exemplo, a
uns dois a três meses após a coifa insta- colocação de coifa com filtro demanda vários
lada para ver o estado do filtro e definir a passos para ser concluída. Vamos desdobrá-
periodicidade da limpeza. Neste caso seria la, Quadro 13.
uma ação de controle.
Agora chegou o momento de definir as
Ele aceitou fazer o procedimento, então ações da organização. Junte seus colegas e
temos a terceira ação para o impacto “polui- use os dois formulários seguintes. Se neces-
ção do ar pela fumaça do churrasco”. sário, tire cópias.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 45


1.7.11 Indicadores Ambientais dades previstas. Exemplos de alguns indi-
cadores:
INDICADORES são variáveis que in-
formam algo para uma tomada de decisão. • sólidos em suspensão, em µg/l (micro-
Indicadores financeiros, imobiliários, PIBs e gramas por litro), usado para monitorar a
muitos outros formam um elenco de índices qualidade de efluentes;
(“relação entre valores de qualquer medida
ou gradação” – Dic. Aurélio Eletrônico) que • emissão de sólidos, em µg/m3 (microgra-
são regularmente monitorados para se ter um mas por metro cúbico), usado para moni-
retrato fiel da evolução das situações a que torar a qualidade do ar;
se referem, transparência 32.
• DBO – demanda bioquímica de oxigê-
nio, em ppm (partes por milhão) ou mgO2/
INDICADORES
L (miligramas de O2 por litro) é a quanti-
dade de oxigênio dissolvido usado pelos
São como bóias de navegação:
microorganismos na oxidação da matéria
Permitem que as organizações naveguem orgânica presente em determinado volu-
em segurança pelo mercado competitivo, me de água. É um importante indicador da
evitando encalhes e riscos de colisão com poluição em corpos d’água. Quanto mais
eventuais “recifes” gerados pela agressão alta a DBO, mais matéria orgânica (mais
ao meio ambiente.
poluíção) o corpo d’água contém;

T32M1
• DQO – demanda química de oxigênio,
em ppm ou mgO2/L, é a quantidade de
oxigênio dissolvido necessária para oxi-
Em Gestão Ambiental, indicadores são dar toda a matéria orgânica e inorgânica
informações que permitem que um processo encontrada em determinada quantidade
seja monitorado. São eles que mostram os de água. É outro importante indicador da
efeitos das atividades executivas que reali- poluição em corpos d’água. Quanto mais
zam a transformação. alta a DQO, mais matéria orgânica (mais
poluído) o corpo d’água.
Os Indicadores devem ser planejados
cuidadosamente e definidos para que pos- 1.7.12 Objetivos e Metas Ambientais
sam servir de referência para a Melhoria
Contínua da organização. Devem ser iden- Ao estabelecer seus objetivos e metas
tificados no processo em questão, ter um ambientais, uma organização deve levar em
objetivo claro do que irão medir, ter defini- consideração sua real situação de mercado,
das suas periodicidades, suas fontes, seus seu poder de investimento e a determinação
principais usuários e o tipo de decisão que de seus colaboradores, sua Política Ambien-
irão possibilitar. tal, os aspectos e impactos significativos de
suas atividades, a questão legal etc. O pa-
Os órgãos regulamentadores definem, pel aceita tudo, mas as pessoas se frustram
dentro de suas competências, quais indi- ao deixar de alcançar um objetivo específico,
cadores, freqüência de medições, técnicas transparência 33.
de coleta etc. devem ser estabelecidos para
determinado empreendimento, controlan- Objetivos e metas reais e atingíveis são
do assim a qualidade do ar, das águas, do os que precisam ser definidos, cada objetivo
subsolo e demais aspectos ambientais que definido deve ter um responsável, um “padri-
possam ser afetados pelo conjunto de ativi- nho” que possa garantir seu sucesso.

46 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


• Os objetivos e metas ambientais refletem
OBJETIVOS E METAS AMBIENTAIS a Política Ambiental?

• Os objetivos e metas ambientais levam


Conjunto de objetivos desdobrados em
em consideração os aspectos ambien-
metas quantificadas, que descrevem
tais relevantes e seus impactos associa-
ações tendentes a realizar o estabelecido
na Política Ambiental.
dos?

• Os objetivos e metas ambientais levam


As Metas devem ter responsáveis, datas e indicadores.
em consideração as expectativas das par-
tes interessadas?
T33M1

• As pessoas responsáveis por esses obje-


Um objetivo pode e deve ser desmembra- tivos e metas participaram da discussão
do em metas. Cada meta deve ter seu próprio deles?
responsável e seu específico prazo de reali-
zação. Um indicador deve ser definido para • Os objetivos e metas ambientais possuem
monitorar se a meta está sendo trabalhada, indicadores mensuráveis para sua monito-
se suas ações estão sendo realizadas. ração?

Objetivos ambientais podem ser agrupa- O Quadro 14 é um exemplo de objetivos e


dos em programas ambientais ou podem ter metas ambientais definidos.
programas para que seus resultados sejam
mais expressivos e realizáveis. Os Formularios 17 e 18 podem ser utiliza-
dos para planejar os objetivos e metas e os
Podemos ter objetivos de redução de con- programas ambientais,
sumo de eletricidade e de redução de con-
sumo de combustível agrupados num PRO- 1.7.13 Programas Ambientais
GRAMA DE REDUÇÃO DE CONSUMO DE
ENERGIA. Podemos ter o objetivo de redu- Os Programas Ambientais, ou Programas
ção da geração de resíduos desdobrado num de Gestão Ambiental são estabelecidos para
Programa do Lixo, com coleta seletiva, reci- apoiar a realização dos objetivos e metas
clagem, educação ambiental etc. da organização, assim como da sua Política
Ambiental. Programas devem sempre ter um
Nunca esqueça, objetivos e metas ambien- coordenador, metas e ações, datas e respon-
tais devem atender aos seguintes requisitos: sáveis.

Quadro 14. Objetivos e metas ambientais

Data: 31/02/04
Organização OBJETIVOS E METAS AMBIENTAIS Pág. 1 de 3

OBJETIVO: minimizar o uso de água Responsável: Dagoberto

No Meta Resp. Data Resultados esperados


1 Reduzir o consumo de água na Euzébio 02/2004 Consumo de água na
Produção em 15% em relação ao Produção (em m3)
consumo atual
2 Reciclar 30% da água utilizada na Luiz Até 07/2005 Consumo de água na
lavagem das peças de plástico lavagem de peças (em m3)

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 47


O mais típico Programa de Gestão Am- Passo a passo para a implantação de
biental nas organizações, e hoje até em ci- Coleta Seletiva:
dades, é o de separação de resíduos para
reaproveitamento e reciclagem, o famoso 1. Procure o programa organizado de coleta
Coleta Seletiva, que é um sistema de reco- de seu município, ou uma instituição, en-
lhimento de materiais recicláveis, tais como tidade assistencial ou catador que colete
papéis, plásticos, vidros, metais e orgânicos, o material separadamente. Veja primeiro o
previamente separados na fonte geradora. que a instituição recebe. Não adianta se-
Estes materiais são vendidos às indústrias parar, por exemplo, plástico, se a entidade
recicladoras ou aos sucateiros. só recebe papel.

A Resolução Conama nº 275, de 2001, esta- 2. Para uma coleta de maneira ideal, separe
belece as cores que os recipientes devem ter: os resíduos em não-recicláveis e reciclá-
veis, e dentro dos recicláveis separe pa-
• AZUL: papel/papelão; pel, metal, vidro e plástico.

• VERMELHO: plástico; 3. Veja exemplo de materiais recicláveis:

• VERDE: vidro; • Papel: jornais, revistas, formulários


contínuos, folhas de escritório, caixas,
• AMARELO: metal; papelão, etc.

• PRETO: madeira; • Vidros: garrafas, copos, recipientes.

• BRANCO: resíduos ambulatoriais e de • Metal: latas de aço e de alumínio’, cli-


serviços de saúde; pes, grampos de papel e de cabelo,
papel, alumínio, cobre.
• ROXO: resíduos radioativos;
• Plástico: garrafas de refrigerantes e
• MARROM: resíduos orgânicos; água, copos, tubos PVC, embalagens
de material de limpeza e de alimentos,
• CINZA: resíduo geral não reciclável ou sacos.
misturado, ou contaminado não passível
de separação. 4. Escolha um local adequado para guardar
os recipientes com os recicláveis até a
• LARANJA: resíduos perigosos; hora da coleta. Antes de guardá-los, lim-

Formulário 17. Planejamento dos Objetivos e Metas Ambientais


Data / /
Organização OBJETIVOS E METAS AMBIENTAIS Pág. de
Objetivo: Responsável:
No Meta Resp. Data Indicador Observações

F17M1, anexo

48 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Formulário 18. Planejamento dos Programas Ambientais

PROGRAMAS AMBIENTAIS Data / /


Empresa:
Pág. de
Nome:
Objetivo:
Meta 1: Indicador: Responsável:
No Ações Data Resp. Local Observações

Meta 2: Indicador: Responsável:


N o
Ações Data Resp. Local Observações

F18M1, anexo

pe-os para retirar os resíduos e deixe-os O Desempenho Ambiental é ponto impor-


secar naturalmente. Para facilitar o arma- tante a ser divulgado aos clientes, comunida-
zenamento, você pode diminuir o volume de, órgãos regulamentadores etc.
das embalagens de plástico e alumínio
amassando-as. As caixas devem ser guar- Ele pode ser medido de várias maneiras,
dadas desmontadas. em função das atividades da organização e
dos impactos significativos que elas causam
1.7.14 Plano de Melhoria do no meio ambiente.
Desempenho Ambiental
Assim, descarga de efluentes, emissões,
A avaliação do Desempenho Ambiental de geração de resíduos, consumo de energia e
uma organização é ponto importante no seu de recursos naturais, freqüência de ocorrên-
Sistema de Gestão Ambiental porque desta- cias (não-conformidades) etc. são normal-
ca as melhorias ou a falta delas, transparên- mente monitorados. A evolução destes índices
cia 34. e o acompanhamento do alcance das metas e
objetivos ambientais determinam o Desempe-
nho Ambiental de uma organização.

O Plano de Melhoria do Desempenho


DESEMPENHO AMBIENTAL
Ambiental é o resultado da análise dos as-
pectos e impactos ambientais decorrentes
das atividades de uma organização e do uso
de seus produtos e serviços, levando ainda
“Resultados mensuráveis da gestão de uma
organização sobre seus aspectos ambientais.”
em consideração os requisitos legais e as
(NBR ISO 14001:2003) expectativas das partes interessadas, com a
definição das ações que irão eliminar ou mi-
nimizar os impactos negativos ao meio am-
biente e se adequar às leis, normas e regula-
T34M1
mentos aos quais está sujeita, e conciliar as
expectativas das partes interessadas, bus-

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 49


cando também uma situação de harmonia no e, também, na sua implementação, é comum
uso de recursos naturais e da energia con- nos depararmos com problemas que reque-
sumida para a realização dessas atividades, rem formas adequadas para resolvê-los. Nes-
transparência 35. te momento apresentamos alguns elementos
importantes que servem como motivação e
PLANO DE MELHORIA DO
como ferramentas para ajudar as equipes de
DESEMPENHO AMBIENTAL
gestão ambiental das organizações na busca
de soluções práticas para seus problemas.

Conjunto de ações, tarefas e atividades organizadas 1.8.1 As Pessoas e as Normas


no tempo e alocadas a responsáveis visando atingir
uma determinada melhoria no desempenho ambiental Um empreendimento utiliza capital, maté-
de uma organização, prevendo indicadores para
ria-prima, recursos e energia para gerar re-
acompanhamento e monitoração dos resultados.
sultados que são capital, produtos e serviços,
remuneração etc.
T35M1

Para conseguir realizar esta transformação,


a organização precisa definir normas de fun-
As ações são avaliadas e orçadas para cionamento. Assim, quando o assunto é remu-
poderem ajustar-se ao fluxo financeiro da nerar o esforço humano em função do tempo,
organização e estão atribuídas a um respon- a regra é marcar o ponto. Quando há risco de
sável que garantirá sua realização no prazo incêndio, a regra é não fumar. Existem muitas
estabelecido. normas nas organizações, transparência 36.

O Plano de Melhoria do Desempenho


Ambiental pode conter desde ações de edu-
cação ambiental ou de redução do consumo AS REGRAS E AS RELAÇÕES

de recursos naturais até ações de desenvol-


vimento de novas tecnologias menos poluen- RESULTADOS
tes que as técnicas em utilização, as chama-
das tecnologias limpas, ou processos de
emissão zero. NORMAS RELAÇÕES

Um Plano de Melhoria do Desempenho


Ambiental exeqüível pode ser o maior trunfo RECURSOS

estratégico de uma organização voltada para


o futuro, pois abre uma quantidade infinita de T36M1

possibilidades de negócios que, certamente,


serão balizados pelo desempenho ambiental Essas normas influenciam e são influen-
das organizações. ciadas pelas relações. No exemplo da mar-
cação de ponto, a relação é de desconfiança.
Com certeza existirão inúmeros organis- Vale o que está no cartão de ponto! Quando
mos de fomento que poderão apoiar a organi- alguém é promovido a um cargo de chefia,
zação na realização de seu Plano de Melho- um posto com relação de confiança, a norma
ria do Desempenho Ambiental, desde que muda: logo deixa de marcar o ponto.
seja consistente e baseado na realidade.
As relações profissionais entre duas ou
1.8 MOTIVAÇÃO E FERRAMENTAS mais pessoas podem ser de três tipos:

Tanto no processo de definição de ações a) Rejeição ou indiferença – quando uma das


como no estabelecimento de objetivos e metas pessoas não se importa com a outra, ou

50 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


mesmo a rejeita, podendo às vezes até humano possui e manifesta particularmente
boicotá-la. Infelizmente, não é incomum. segundo um espectro próprio. Elas são:
Dá origem ao “time de lá” quando envolve
grupos de pessoas. Lógico-matemática – domínio do raciocí-
nio lógico e dedutivo, compreensão de mode-
b) Rejeição mútua – quando as pessoas não los matemáticos, está ligada diretamente ao
conseguem conviver sem troca de agres- pensamento científico;
sões. Acontece quando a “rejeitada” se
revolta e passa a revidar os ataques. Tam- Espacial – capacidade de formar um mo-
bém não é incomum. O “time de lá” se tor- delo mental preciso de uma situação espa-
na o “time contra”. cial, e de utilizar esse modelo para se orien-
tar. Sentido de direção;
c) Cooperação e compreensão – quando as
pessoas convivem em clima de compre- Musical – aptidão para se expressar por
ensão e conseguem cooperar umas com meio dos sons, para organizá-los de maneira
as outras. Quando um grupo de pessoas criativa, a partir de elementos como tons e
atinge este estado, uma equipe se for- timbres;
ma.
Corporal-cinestésica – domínio dos mo-
Qual a situação desejada numa organiza- vimentos do corpo, que pode ser um instru-
ção? mento eficiente de expressão. Inclui a agili-
dade manipular objetos;
Quando um conjunto de normas, como as
de um Sistema de Gestão Ambiental, é im- Interpessoal – capacidade de se rela-
plantado numa empresa, as relações podem cionar bem com as outras pessoas. Vem da
alterar-se. habilidade de compreender as motivações e
expectativas dos demais;
Sempre vale a pena considerar a oportuni-
dade de melhoria nas relações interpessoais. Intrapessoal – habilidade de estar bem
consigo mesmo. Está ligada à capacidade de
Inteligência = inter (entre) + legere (es- administrar os próprios sentimentos e de usá-
colher) = “é a propriedade de selecionar a los para alcançar objetivos pessoais;
melhor maneira de compreender as coisas, a
melhor saída para resolver problemas, a me- Lingüística – habilidade de se expressar
lhor solução”, transparência 37. por meio da linguagem verbal, em suas for-
mas oral ou escrita. Manifesta-se na forma
criativa de lidar com as palavras;
INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS

Naturalista Pictográfica Naturalista – capacidade de se relacionar


bem com as forças e seres da Natureza. Ha-
Intrapessoal Verbal ou
Lingüística
bilidade na agricultura; e

Lógico- Pictográfica – aptidão para se expressar


Interpessoal matemática por meio de imagens, organizando-as de ma-
Corporal- Espacial neira criativa.
cinestésica Musical

T37M1
Permitir que a criatividade das pessoas
aflore e contribua para atingir o objetivo da
organização é a estratégia mais importante
As habilidades humanas formam um con- numa empresa, talvez seu passaporte para
junto de diferentes capacidades que cada ser o futuro.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 51


O ser humano pode ser definido por ex- • que possa ser informado de tudo que se
pressões variadas de acordo com o ponto de relaciona com seu trabalho;
vista do expositor, mas sem dúvida concor-
damos que este organismo vivo é complexo • que possa claramente ter espaço para
e maravilhoso. crescimento;

O ser humano é capaz de resolver proble- • que possa ser reconhecido por suas idéias
mas, analisar e recordar informações, criar, e realizações.
planejar, pôr um plano em ação.
Segundo Maslow (Abrahan Maslow, psi-
O ser humano pode usar a capacidade cólogo, 1908-1970), as pessoas têm cinco
que possui tanto para ensinar uma criança níveis de necessidades:
a ler, como para fazer explodir uma bomba
numa escola. • Fisiológicas – alimentação, moradia, sexo
etc.;
Usar esta capacidade num sentido ou no
outro depende de sua motivação, transpa- • Segurança – poder planejar o futuro, ser
rência 38. avaliado com isenção etc.;

Podemos ainda dizer que motivação é a • Sociais – fazer parte de uma comunidade
qualidade de se desejar fazer. ou grupo;

Satisfação é a qualidade de gostar do • Status, estima – ter reconhecidas sua ha-


que está fazendo (ou do já feito). bilidades, ter projeção e ser querida; e

O ser humano passa praticamente metade • Auto-realização – poder usar a criativi-


de seu dia em função do trabalho. dade e ter oportunidade de realizar suas
idéias.

Herzberg (Frederick Herzberg, psicólogo,


MOTIVAÇÃO E SATISFAÇÃO
1923) divide essas necessidades em dois
grupos de fatores:
As pessoas devem ser tratadas como seres humanos integrais:

Devem ser ouvidas; 1) Fatores de Manutenção – são os que


Devem ser valorizadas; desmotivam quando deixam de existir,
Devem ter oportunidade de realização;
mas não motivam quando existem. Com
Devem ter espaço para a criatividade; e
freqüência, causam o insucesso, mas não
Devem ser consideradas únicas.
garantem o sucesso:

T38M1
• salário; condições de trabalho (ambien-
te); e

Para que ele se sinta realizado, é preciso • status; segurança (garantia de empre-
que se crie a cultura da participação: go);

• que possa criticar sem ser repreendido; 2) Fatores de Motivação – são os que ge-
ram satisfação nas pessoas, mas não ge-
• que possa opinar e ser levado em consi- ram insatisfação quando deixam de exis-
deração; tir:

52 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


• reconhecimento; instante, que possam fazer parte de uma
equipe criativa.
• responsabilidades; e
Equipes são grupos de pessoas que pos-
• possibilidade de crescimento. suem um objetivo comum: desenvolvem tare-
fas em conjunto para alcançar determinado
Questões familiares, saúde, ambiente so- resultado numa organização. Essas pessoas
cial e convivência na organização são fatores desenvolvem a sinergia ao atuarem juntas.
que influenciam o estado de espírito das pes-
soas, gerando as mais diversas reações. O total é maior que a soma das partes!

Todo comportamento é o resultado do es- As equipes possibilitam uma rica troca de


tado em que as pessoas se encontram, trans- experiências entre seus integrantes devido a
parência 39. sua composição multidisciplinar. Outra con-
seqüência muito positiva é a quebra de bar-
reiras entre as áreas da organização, trans-
COMPORTAMENTO
parência 40.
Perturbações internas e externas influenciam o “astral”
das pessoas, alterando seu comportamento;

EQUIPES
As pessoas podem aprender a controlar seu
comportamento; e

Equipes formadas ao longo do processo transformam o


O comportamento pode ser usado para facilitar uma
empreendimento num conjunto de ações integradas.
transação;

Líder é aquele que tem o poder de manter a unidade da


T39M1

equipe em torno de seus objetivos.

Dizem Leonard & Natalie Zunin (Contact,


the first four minutes, NY: Ballantine Book, T40M1

1975) que os 4 minutos iniciais do relaciona-


mento entre duas pessoas determinam todo
o futuro do seu relacionamento. Uma equipe geralmente é formada por:

É preciso que as pessoas controlem seus • 7 integrantes;


comportamentos para que se possam rela-
cionar adequadamente entre si a qualquer • um coordenador (líder);

Quadro 15. Características desejadas dos componentes de uma equipe

O coordenador deve: O secretário deve:


• ter liderança natural sobre o grupo; ser naturalmente organizado;
• acreditar no trabalho em equipe; cuidar das formalidades (reservar sala de
reuniões etc.);
• estimular a participação de todos; discutir as agendar e avisar a todos sobre o local e hora
idéias abertamente (brainstorm); das reuniões;
• energizar o grupo com atitudes positivas; registrar as reuniões (ata, memos etc.);
• buscar sempre o consenso;

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 53


• um secretário; e 3) Classifique a gravidade ou importância
desses impactos, calcule o Grau de Risco
• no mínimo um integrante que conheça de cada um;
bem as ferramentas da Melhoria Contí-
nua. 4) Determine as causas desses impactos,
use o Diagrama de Causa e Efeito;
O Quadro 15 identifica as características
principais dos componentes de uma equipe 5) Defina suas prioridades, use a Matriz De-
cisória;
1.8.2 As ferramentas da melhoria
contínua 6) Defina os objetivos e metas ambientais,
baseado nos resultados obtidos para cada
Uma Análise Ambiental tem por objetivo impacto ambiental;
principal o levantamento dos aspectos am-
bientais da organização, a determinação dos 7) Estabeleça responsabilidades e prazos,
impactos ecológicos referentes a cada as- planeje usando o 5W1H; e
pecto ambiental levantado, e a análise dos
efeitos destes impactos ambientais visando 8) Refaça o método FMEA sempre após te-
sua classificação e determinação do Grau de rem ocorrido mudanças significativas, re-
Risco, para tornar possível o estabelecimen- calculando os novos Graus de Risco.
to de ações de controle, ações preventivas e
ações emergenciais que assegurem a integri- O MAMP – Método de Análise e Melho-
dade do meio ambiente, transparência 41. ria de Processos é um caminho lógico para
identificar e solucionar problemas que afetam
o meio ambiente ou também a eficiência e a
ANÁLISE AMBIENTAL E MELHORIA CONTÍNUA
eficácia dos processos. Seu mérito é evitar so-
luções precipitadas que desconsideram dados
Vantagens do uso das ferramentas da Melhoria Contínua e fatos fundamentais, determinar a melhor al-
na Análise Ambiental:
ternativa de solução e planejar a implementa-
Simplicidade e rapidez; ção da solução escolhida, transparência 42.
Trabalho em equipe;
Esforço sistemático de avaliação;
Listagem dos impactos ambientais priorizados;
Visualização imediata das causas mais importantes; MAMP
Lista de possíveis soluções; e MÉTODO DE ANÁLISE E MELHORIA DE PROCESSOS

Escolha da melhor alternativa.

Conhecimento Seleção
do do Avaliação
T41M1 M PROCESSO PROBLEMA das
E Feedback CAUSAS
I Geração
O
P de
SOLUÇÕES
A C
M Execução do D
PROCESSO
B
A
Na Análise Ambiental são usadas muitas I
E Avaliação
das
N
ferramentas para determinar o Grau de Risco T
E
Feedback
IMPLANTAÇÃO
ALTERNATIVAS
Planejamento
e da
dos impactos ambientais. É um processo sis- NORMALIZAÇÃO IMPLANTAÇÃO

temático, executado conforme os seguintes


passos: T42M1

1) Faça um brainstorm (confrontação de


idéias) para listar todos os aspectos am- Suas etapas estão relacionadas com o ci-
bientais associados ao empreendimento; clo PDCA.

2) Use o método FMEA (descrito na pág. 60) A normalização só deve ser efetuada em
para avaliar os impactos ambientais asso- processos estáveis, isto é, quando a sua va-
ciados a cada um dos aspectos listados; riabilidade for pequena e controlada.

54 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Para atingir a estabilidade, um proces- As ferramentas mais usadas nos trabalhos
so precisa ser aprimorado por uma equipe de melhoria contínua dos processos são as
– Equipe de Melhoria. Entre seus integrantes que aparecem acima, mas não são as úni-
se encontram pessoas ligadas diretamente cas.
ao processo em questão: processadores, for-
necedores e clientes do processo. Elas utili- 3) Avaliação das Causas – tem como ob-
zam todas as ferramentas apropriadas para o jetivo identificar as causa mais prováveis
estudo e o aprimoramento desejado. para o(s) problema(s) em questão.

Quando o “dono do processo” não partici- Ferramentas: Brainstorm, 5W1H, Diagra-


pa pessoalmente da Equipe, o resultado, ou ma de Causa e Efeito;
seja, a melhoria deve ser apresentada como
sugestão de aprimoramento e passada ao 4) Geração de Soluções – etapa em que
“dono do processo” para decisão final. Este a criatividade é fundamental para des-
cuidado vai certamente evitar muitos confli- cobrir alternativas para solucionar o(s)
tos entre o poder instituído e as Equipes de problema(s) em estudo.
Melhoria.
Ferramenta: Brainstorm;
Cada etapa do MAMP usa preferencialmen-
te algumas ferramentas, transparência 43: 5) Avaliação das Alternativas – esta etapa
tem por finalidade avaliar as diversas alter-
nativas de solução para o(s) problema(s) de
FERRAMENTAS DA MELHORIA CONTÍNUA
acordo com critérios estabelecidos (custo x
benefícios, rapidez etc.).
Brainstorm

FMEA Ferramentas: Matriz Decisória, 5W1H;


5S 5W1H
Fluxograma
Indicadores 6) Planejamento da implantação – esta
Matriz
Decisória
Diagrama
de
etapa tem como produto um plano para
Diagrama
de
Pareto
implementação da solução escolhida na
Causa e Efeito
fase anterior.
T43M1

Ferramentas: 5W1H;

1) Conhecimento do Processo – etapa em 7) Implantação e Normalização – etapa final


que a equipe analisa o processo em estu- em que a execução da solução é realizada
do, relacionando e descrevendo todos os com o treinamento das pessoas envolvi-
aspectos ambientais do processo, os pro- das e a consolidação em nova rotina de
blemas encontrados, seus impactos am- trabalho, através da atualização/revisão
bientais e calculando os Graus de Risco do procedimento operacional já existente
dos impactos. Ferramentas: 5W1H, Fluxo- ou da formalização das tarefas em novo
grama, Brainstorm; procedimento.

2) Seleção do Problema – com o levanta- Ferramentas: Fluxograma, Normalização,


mento feito na etapa 1, a equipe avalia e Treinamento.
compara os problemas, separando-os de
acordo com sua importância para o meio Os Indicadores são fundamentais para o
ambiente, os benefícios e dificuldades de conhecimento da eficácia das ações de me-
sua eliminação etc. Ferramentas: Diagra- lhoria e para monitorar se as metas e objeti-
ma de Pareto, FMEA; vos estão sendo alcançados.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 55


Os 5S “arrumam” a casa e predispõem • depois de algumas rodadas, deixe a parti-
para a eliminação dos desperdícios e implan- cipação livre;
tação das melhorias.
Após exauridas as idéias, faça com o gru-
1.8.2.1 Brainstorm po uma seleção das principais sugestões,
agrupando as relacionadas e eliminando as
O Brainstorm, turbilhão de idéias, ou toró equivalentes.
de palpites, como dizem os mineiros, é uma
ferramenta da Melhoria Contínua que pos- Uma lista preciosa estará disponível para
sibilita o uso irrestrito da intuição, esse dom posterior aprofundamento e, então, usar a ló-
maravilhoso que todos temos, mas raramen- gica e a racionalidade das outras ferramentas
te utilizamos por causa da nossa “racionali- para estudar a viabilidade de cada idéia.
dade”, transparência 44”.
1.8.2.2 Fluxograma

BRAINSTORM
O Fluxograma é uma forma de represen-
tação de ações que foi desenvolvido original-
mente para uso da informática – os antigos
programadores e analistas sempre elabora-
É a única ferramenta que nos possibilita vam um fluxograma da atividade que queriam
usar a intuição sem medo automatizar, diminuindo os riscos de disper-
são e otimizando seus resultados.

Hoje usamos o Fluxograma em inúmeras


situações em que a descrição de uma seqü-
T44M1
ência de ações seja necessária.

Os símbolos mais utilizados num Fluxo-


Um dos objetivos do brainstorming é au- grama são:
mentar a participação das pessoas em reuni-
ões lideradas. Outro poderia ser o de aumen- usado para o início ou fim do fluxo
tar a criatividade “pegando carona” na idéia
dos demais participantes. usado para descrever uma atividade.
Seu responsável pode estar referenciado
Para realizar o brainstorm, algumas regras ao lado da caixa de texto ou fora dela;
são fundamentais:
usado para representar uma decisão,
• informe ao grupo claramente o desafio ou com saída “Sim” continuando o fluxo na-
tema; tural (para baixo) e saída “Não” pela direi-
ta do losango. Usa-se às vezes a terceira
• discipline a participação das pessoas, ga- saída como “nenhuma das anteriores”;
rantindo a todos oportunidades semelhan-
tes para contribuírem; usado para possibilitar a ligação com ou-
tro fluxo ou a mudança de página; e
• quando não houver contribuição, o partici-
pante deve dizer “passo”; usado para representar a direção do fluxo.

• as idéias não serão censuradas e serão A transparência 45 mostra um exemplo


registradas exatamente como foram di- de fluxograma em que se utilizam as figuras
tas; descritas.

56 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


FLUXOGRAMA DIAGRAMA DE PARETO

Início Recolocar A Incidência % Incidência


na fruteira 130 100
• Simplicidade e rapidez do método;
Apanhar maçã • Facilidade na decisão; e
Descascar 100 75
na fruteira
Ainda tem n e comer • Ótimo impacto visual.
B maçã? 50

50
s
A maçã está n 25

madura Apanhar outra


? 40 36 24 16 4 4 6 Poucos, mas vitais.
maçã Fim 0 0

Problema 17

Problema 12
s
Muitos, triviais.

Problema 3

Problema 7

Problema 2

Problema 5

Outros
A B
T45M1 T46M1

1.8.2.3 Diagrama de Pareto 1) faça uma contagem da freqüência de inci-


dência dos problemas e ordene;
O Diagrama de Pareto é uma das mais
populares ferramentas da Melhoria Contínua, 2) calcule os percentuais de incidência para
transparência 46. cada um;

Vilfredo Pareto, um economista do século 3) coloque num Gráfico de Barras e marque


XIX, notou que a distribuição salarial da épo- o acumulado com pontos, unindo-os;
ca obedecia ao princípio de que poucos rece-
biam muito e muitos recebiam pouco, numa 4) está pronto o Diagrama de Pareto. Note
proporção aproximada de 20% e 80% res- que os Problemas 3, 7 e 17 são os respon-
pectivamente (será que hoje V. Pareto che- sáveis por 77% de todos os problemas
garia à mesma conclusão?). encontrados!

Juran adotou este princípio para a priori- 1.8.2.4 Diagrama de causa e efeito
zação de problemas da Qualidade em organi-
zações e denominou a técnica de Diagrama O Diagrama de Causa e Efeito, também co-
de Pareto. nhecido por Diagrama de ISHIKAWA, da Uni-
versidade de Tóquio, que o usou pela primeira
De acordo com o Quadro 16, os passos vez em 1953, é usado para a visualização das
para sua montagem são: várias causas, agrupadas por uma afinidade

Quadro 16. Ordenamento de problemas a solucionar

PROBLEMA INCIDÊNCIA % % ACUMULADO


Problema 3 40 31 31 (
Problema 7 36 28 59 (31+28)
Problema 17 24 18 77 (59+18)
Problema 12 16 12 89 (77+12)
Problema 2 4 3 92 (89+3)
Problema 5 4 3 95 (92+3)
Outros 6 5 100 (95+5)
TOTAL 130 100

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 57


qualquer, que provocam ou podem provocar A seguir, deve-se procurar a maior quan-
determinado efeito, transparência 47. tidade possível de causas (usando um
Brainstorm), listá-las e agrupá-las segundo as
“espinhas” do diagrama. Quando uma causa
for dependente de outra, ou gerada por outra,
DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO esta relação de dependência deve ser esta-
Outros nomes: Espinha de Peixe, Ishikawa, 7 M.
belecida por meio de “espinhas” secundárias.
No exemplo, o problema é a água, para abas-
tecimento público, ter apresentado poluentes
Medição

CAUSA 7
Gerenciamento
CAU
SA 2 CAU
SA 14
CAU
Material
SA 12
CAU CA
USA
15
Pessoas
CAU
SA 1 acima do índice permitido. Analisando suas
causas, uma lista foi elaborada:
SA 4
SA 10 CAUSA 5
CAU
Efeito
CAU CAUSA 11 CAUSA 13
SA 9 CAU
SA CAU CAU
6 SA 8 SA 3

$$$ Método Máquina


• Procedimento de controle da água defi-
ciente;
T47M1
• Procedimento de monitoração da água de-
ficiente;

Atualmente, ele também é conhecido por • Faltou treinamento adequado para o ope-
Diagrama 7 M, pois as causas podem ser rador;
agrupadas em 7 “famílias” (antigamente eram
só as 4 primeiras): • Faltou planejamento para a realização do
treinamento do operador;
• PESSOAS (MAN) – causas com origem
nas pessoas; • Faltou controle gerencial da operação;

• MÉTODO (METHOD) – causas com ori- • A responsabilidade de ajuste para o trata-


gem nos métodos, nos procedimentos e mento da água não estava definida;
instruções;
• O instrumento apresentou defeito;
• MATERIAL – causas com origem nos ma-
teriais empregados; • O instrumento não foi objeto de manuten-
ção preventiva;
• MÁQUINA (MACHINE) – causas com ori-
gem nas máquinas e equipamentos; • Faltou verba para adquirir instrumento
mais confiável.
• GERENCIAMENTO (MANAGEMENT)
– causas com origem na gestão, no ge- Com as causas separadas nas “espi-
renciamento; nhas”, o resultado final é um esclarecedor
diagrama de determinado efeito e suas cau-
• $$$ (MONEY) – causas com origem finan- sas, definidas e relacionadas, transparência
ceira; 48

• MEDIÇÃO (MEASUREMENT) – causas 1.8.2.5 Matriz Decisória


com origem na mensuração de grande-
zas. A Matriz Decisória é extremamente útil
para a comparação entre várias alternativas
Para construí-lo, é preciso definir o efeito de solução de determinado problema, mas
(problema ou característica) que se quer es- também pode ser usada em inúmeras outras
tudar e escrevê-lo no quadrado EFEITO do situações que necessitem decisão sobre in-
diagrama. vestimentos. Ela transmite segurança pela

58 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Quadro 17. Exemplo do uso de uma matriz decisória.

1) reforma do 2) compra de 3) separação


ALTERNATIVAS instrumento instrumento manual dos
atual moderno poluentes
Nota Nota Nota
No CRITÉRIOS Pesos Nota Nota Nota
Pond Pond Pond
1 Custo x benefício 3 6 18 7 21 3 9
2 Know-how interno 1 8 8 2 2 9 9
3 Rapidez e facilidade de 2 4 8 7 14 9 18
implantação
4 Baixa resistência das 1 7 7 2 2 9 9
pessoas
5 Aspectos sociais 3 6 18 1 3 8 24
Totais 59 40 69

discussão em equipe de todos os seus as- • Os critérios que a organização valoriza es-
pectos, transparência 49 tão expressos na sua ponderação;

• A discussão sobre as alternativas trans-


cende o fator custo x benefício;

A matriz é montada da seguinte forma: uma


MEDIÇÃO GERENCIAMENTO MATERIAL PESSOAS
dad
e
vez definidos os critérios, discuta em equipe
o bii
a nota de cada alternativa (1 a 10) para cada
os Treinam
d efeitu nsa
mento Falta spo a ento
Instru de c Re efinid
ção

d
o

ontr in
ent

ole
critério. Depois, é só multiplicar pelos pesos
am
manuten

nej
Pla

Água tratada
Falta de

ento de
Procedim da água
com índice de poluentes
acima do permitido e somar os totais.
Troc
a controle e
instr de defic nt
ie Procedim
ume
nto monitora ento de
deficien mento da água
te No exemplo do Quadro 17, o critério as-
$$$ MÁQUINA MÉTODO
pecto social foi tão valorizado quanto o cri-
T48M1
tério custo x benefício. A alternativa 3, apa-
rentemente a mais frágil, ganha força por ser
a solução mais “humana” (critérios 2,3,4 e 5
desta alternativa com notas altas).
MATRIZ DECISÓRIA

a. Identifique as alternativas de solução do


Alternativas 1 2 3 problema e disponha-as na tabela como
Vantagens:
no exemplo acima;
NOTA NOTA NOTA
Nº CRITÉRIOS PESOS NOTA POND NOTA POND NOTA POND
1
Trabalho em equipe;
2
Simplicidade na
3

4
comparação das
alternativas;
b. Defina os critérios e atribua pesos por con-
5
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Esforço sistemático senso da equipe;
~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~
de avaliação; e
~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~
. . . . . . . . .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
. Clareza nos critérios.
TOTAIS c. Ainda por consenso, atribua notas para
cada um dos critérios relativos às alterna-
T49M1
tivas em questão;

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 59


d. Multiplique o peso do critério pela nota da

Ações Corretivas

Desobstruir/trocar
alternativa, linha a linha, e observe o maior
produto; e

Desobstruir/

Desobstruir/
Trocar CH1

Trocar CH1

trocar RG2

trocar V1
e. Por fim, some os totais das notas pondera-
RG1 das para cada alternativa.

1.8.2.6 FMEA – Failure Mode & Effect

Curto-circuitar CH1
Compensação

Analysis
Desconectar CH1
Ações de

Desligar bomba
manualmente

A Análise do Modo e Efeito de Falhas

Desligar B1

Desligar B1
(FMEA) é um método formal e sistemático de
reconhecer e analisar causas potenciais de
falhas em sistemas, podendo ser usado em
muitas aplicações, transparência 50.
Método de detecção

O método FMEA é muito útil para se ter


visual, tátil (bomba

visual, tátil (bomba

uma idéia clara das conseqüências do mau


superaquecida)

superaquecida)

superaquecida)
visual, auditiva

funcionamento de componentes de um siste-


tátil (bomba

ma qualquer. O exemplo abaixo analisa um


circuito de abastecimento d’água.
visual

Como pode ser visto no Quadro 18, a


Quadro 18. Componentes para análise, de acordo com o método FMEA

equipe lista os componentes do sistema e


B1 danificada (roda

Sobrecarga em B1

Sobrecarga em B1
B1 não desliga (se

para cada um é discutido o modo pelo qual


no vazio, danifica)
B1 não funciona
OUTROS

ele pode falhar, como essa falha é detectada,


Sobrecarga na

seus efeitos e, o que torna a FMEA uma va-


tubulação

liosa ferramenta de prevenção, as ações de


no vazio)

compensação e as ações corretivas.


EFEITOS

Água pelo ladrão


SISTEMA

FMEA (Failure Mode & Effect Analysis)


Falta d’água

Falta d’água

Falta d’água

Falta d’água

RG1 = Registro 1
CAIXA
RG2 = Registro 2 D´ÁGUA

RG3 = Registro 3
B1 = Bomba d’água
SN1
V1 = Válvula de retenção 1
CH1 = Chave Automática da Bomba
SN1 = Sensor de Nível d’água 1
RG3
emperrado (obstruído)

emperrado (obstruído)

emperrada (obstruída)

CH1
Modo de Falha

127 V

V1
B1
RG1 RG2
não desliga

T50M1
não liga

1.8.2.7 O Programa 5S – D’Olho na


Componente

Qualidade

O Programa 5 S é reconhecido como uma


ótima ferramenta no aprimoramento das or-
RG1

RG2
CH1

CH1

V1

ganizações, pois permite que mudanças im-

60 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


portantes aconteçam com a participação de
todas as pessoas do empreendimento, trans-
parência 51.
Levantamento geral dos
objetos e equipamentos

Pesquisar a frequência
de uso dos
objetos e equipamentos

Classificar os
PROGRAMA 5S objetos e equipamentos

REPARÁVEL
INÚTIL ÚTIL

• Seiri - Senso de Seleção NÃO SIM

CONSERTAR ORDENAR
• Seiton - Senso de Organização DESCARTAR

• Seiso - Senso de Limpeza T52M1

• Seiketsu - Senso de Bem-Estar


• Shitsuke - Senso de Autodisciplina

O 4o Senso, Seiketsu, busca o estabele-


cimento e a manutenção das boas condições
T51M1
de trabalho, físicas e mentais, favoráveis à
saúde, pois as pessoas já reconhecem a im-
portância da seleção, organização, e limpe-
O Programa 5 S concretiza o efeito do tra- za, que trazem melhorias ao ambiente.
balho em equipe, a melhoria contínua, a elimi-
nação de desperdícios, bem como consolida O 5o Senso, Shitsuke, busca ter as pes-
a disciplina e o processo de transformação soas comprometidas com a consolidação dos
cultural da organização de forma simples, na- padrões de seleção, organização, limpeza
tural e constante. ambiente etc. alcançados nos 4S’s anteriores
de forma a estabelecer a cultura da substitui-
Implantar um Programa 5S significa reali- ção dos maus hábitos, promovendo a melho-
zar a implantação dos 5 “Sensos”. Para cada ria continua e a busca da excelência.
um, padrões e objetivos precisam ser defini-
dos. Estes 5 “Sensos” devem ter sua imple-
mentação cuidadosamente planejada e com
O 1o Senso, Seiri, consiste em separar os intervalos adequados, para que as pessoas
itens e materiais necessários daqueles des- possam desenvolver todas as características
necessários e supérfluos para a execução do “Senso” em questão antes do lançamento
das atividades, de acordo com a freqüência do seguinte. Uma ampla campanha de divul-
de utilização, analisando o grau de importân- gação deve ser realizada, e também o treina-
cia, tipo, valor etc. É a ferramenta de comba- mento das pessoas, principalmente dos ava-
te ao desperdício, transparência 52. liadores que julgarão se os objetivos foram
alcançados em cada setor da organização.
O 2o Senso, Seiton, consiste em guardar
cada coisa em seu devido lugar de acordo Algumas organizações praticam uma va-
com sua freqüência de uso e necessidade, riação do Programa 5S juntando num mesmo
estabelecendo um sistema de identificação, instante os 3 primeiros “Sensos” (Seleção,
para rápido acesso a elas. Organização e Limpeza), promovendo uma
festa em que todos participam implantan-
O 3o Senso, Seiso, significa limpar, muito do os 3 “Sensos”. Esse mutirão é chamado
mais que o sentido literário “retirar a sujeira”. Housekeeping.
É o compromisso de bem cuidar dos recursos
disponíveis de forma a garantir que estejam Esta ferramenta é útil e existem instru-
sempre em excelentes condições de uso. É a mentos disponíveis no mercado, para sua
prevenção. implementação.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 61


1.8.2.8 O 5W1H – Planejamento das 1) What? O Quê? – Que ação vai ser realiza-
Ações da? Quais suas características?

5W1H é a ferramenta mais utilizada para 2) Who? Quem vai ser o responsável pela
o planejamento da implementação das solu- ação? Quem mais participa?
ções de problemas. Equivale ao 3Q1POC,
transparência 53: 3) When? – Quando a ação vai ser realiza-
da? Durante quanto tempo?

5W1H - PLANEJAMENTO DAS AÇÕES


4) Why? Por quê a ação foi desenvolvida?
Quais os resultados previstos?
Nada acontece por mágica, é necessário planejar, dizer:

• O Que - What? 5) Where? Onde a ação vai acontecer? Qual


• Quem - Who? a sua abrangência?
• Quando - When?
• Por quê - Why?
• Onde - Where?
6) How? Como a ação será implementada?
• Como - How? Quais serão seus passos?
Fazer um cronograma com essas definições é imprescindível!
5W + 1H = 3Q1POC
T53M1

Para o planejamento das ações o ideal é a


utilização de um quadro como os apresenta-
Planejar uma ação significa responder às dos anteriormente (Quadros 12 e 13; Formu-
seguintes questões: lários 15 e 16).

62 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


MÓDULO 2 – ANÁLISE E
INTERPRETAÇÃO DA NBR ISO 14001
2.1 INTRODUÇÃO O objeto de uma avaliação da conformi-
dade pode ser entendido conforme orienta-
Para que se implemente um Sistema ção a seguir, transparência 1:
de Gestão Ambiental (SGA), é necessário,
antes de mais nada, compreender o signi- Organizações – que podem ter o Sistema
ficado real dos requisitos da norma NBR de Gestão Ambiental (NBR ISO 14001) e/ou o
ISO 14001. Esses requisitos são objetos Sistema da Qualidade (NBR ISO 9001) certi-
de auditoria para a certificação do SGA e, ficados. Podem ter seus produtos certificados
por isto, devem ser implementados corre- (marca de conformidade, selo de segurança
tamente. – como nos brinquedos) e ainda podem ter
um processo certificado (como ocorre com
2.2 A AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE processos de soldagem, vedação etc.);

A avaliação da conformidade é um exame Laboratórios – que, fazendo parte da


sistemático do grau de atendimento a requi- RBC – Rede Brasileira de Calibração, são
sitos especificados, por parte de produtos, credenciados para realizar calibração em
processo ou serviços, e permite aumentar determinados tipos de instrumentos, cujo
seu grau de confiança. A avaliação da con- processo de calibração é certificado; ou que
formidade é aplicada nos campos da saúde fazem parte da RBLE – Rede Brasileira de
e higiene, segurança, meio ambiente e de- Laboratórios de Ensaios, são credenciados
sempenho, podendo ser aplicada de forma para realizar determinados tipos de ensaios,
compulsória ou voluntária (para avaliação cujo procedimento é então certificado;
de desempenho). Existem cinco modelos de
avaliação da conformidade, o mais comum Pessoas – podem obter um credencia-
e mais utilizado é a certificação, mas existe mento como Auditor de Sistemas de Gestão
também a etiquetagem, a inspeção os en- (Ambiental e da Qualidade), e são certificados
saios e a declaração do fornecedor. em seu treinamento e experiência; pessoas
podem obter também certificados como exe-
cutores de processos de soldagem, inspeção,
ensaios não destrutivos (END) e outros.
OBJETO DA CERTIFICAÇÃO
Essas Avaliações da Conformidade são
reguladas por uma estrutura importante
CERTIFICAÇÃO
para garantir a confiabilidade do Sistema
Brasileiro de Avaliação da Conformidade
ORGANIZAÇÕES LABORATÓRIOS PESSOAS – SBAC e manter sua credibilidade junto
• Sistemas de Gestão
• Calibração
• Auditores de SG
• Inspetores
à Sociedade, transparência 2. O SBAC é
• Produtos
• Processos
• Ensaios • Soldadores composto por:
• Outros

CONMETRO – Conselho Nacional de Me-


T1M2 trologia, órgão que gerencia o Comitê Brasi-
leiro de Avaliação da Conformidade – CBAC,

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 63


que é o poder decisório do Conmetro no que 2.3 NORMAS ISO SÉRIE 14000
se refere ao processo de avaliação da confor-
midade brasileiro. As Normas são regras que seguimos em
nossas atividades em geral.

SBAC
SISTEMA BRASILEIRO DE AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE
Norma brasileira – “Norma técnica ela-
CONMETRO
borada pela Associação Brasileira de Nor-
COMITÊ BRASILEIRO DE
mas Técnicas (ABNT), em conformidade
AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE
com os procedimentos fixados para o Sis-
INMETRO tema Nacional de Metrologia, Normalização
SISTEMA DE CREDENCIAMENTO e Qualidade Industrial, pela Lei nº 5.966, de
(OCC) ORGANISMO
CERTIFICADOR DE
(OI) ORGANISMO
DE INSPEÇÃO
LABORATÓRIO
DE CALIBRAÇÃO
16.12.1973. [Sigla: NBR.]” Dicionário Auré-
SISTEMAS E/OU
PRODUTOS lio Eletrônico.
LABORATÓRIO
LABORATÓRIO DE ENSAIOS
DA ORGANIZAÇÃO
ORGANIZAÇÃO
Quanto ao nível, as Normas classificam-
T2M2
se em, transparência 3:

Inmetro é o órgão executivo do Comitê NÍVEIS HIERÁRQUICOS DA NORMALIZAÇÃO

e é responsável pelo Sistema de Creden-


ciamento, que regula o credenciamento dos ISO
Organismos de Certificação e de Inspeção, INTERNACIONAL

REGIONAL
Laboratórios de Calibração (RBC – Rede
Brasileira de Calibração) e de Ensaios NACIONAL

(RBLE – Rede Brasileira de Laboratórios SETORIAL

de Ensaios), e agora também de Auditores


EMPRESARIAL
de Sistemas de Gestão (Ambiental e da
Qualidade). PESSOAL
T3M2

Quando uma empresa quer ser certifica-


da, solicita a um organismo acreditado pelo
Inmetro que a avalie. Este organismo usa • norma individual, a regra que as pessoas
um time de Auditores Credenciados para re- elaboram e adotam para si mesmas – os
alizar a visita de avaliação. O resultado da rituais pessoais, nossas manias e outros
visita gera um parecer que, quando positivo, valores;
é analisado por uma Comissão de Certifica-
ção do próprio acreditado, que concede ou • norma empresarial, aquela que é elabora-
não o Certificado de Conformidade. Ava- da na empresa – norma de seleção e ad-
liações específicas podem envolver um OI missão de pessoal;
(Organismo de Inspeção), que opera sob a
responsabilidade do OCC, acompanhando • norma setorial, aquela elaborada pelas
testes e ensaios, realizando auditorias de empresas de um setor econômico – nor-
manutenção (as auditorias anuais previstas mas de especificação de equipamentos
numa certificação) etc. médicos, normas de telefonia fixa etc.;

O Certificado de Conformidade emitido • norma nacional, aquela que é adotada


pelo OCC sai com a chancela do Inmetro e por todo o país – normas NBR, emiti-
tem atualmente a validade de 3 anos, findos das pela ABNT, Constituição Federal,
os quais a empresa deve obter nova certifi- normas de trânsito, Política Nacional do
cação. Meio Ambiente;

64 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


• norma regional, aquela que abrange toda Ainda que as verdadeiras causas das
uma região – normas EM da Comunidade ameaças ao meio ambiente sejam desco-
Européia, normas do Mercosul; nhecidas pela maioria da população, existe
um aumento da consciência ecológica que
• norma internacional, aquela que regula as pressiona governantes a tomarem medidas
atividades de todos os países signatários de proteção ambiental. Assim, a primeira nor-
– normas ISO 14000, normas de navega- ma de gestão ambiental, contendo diretrizes
ção internacional. para a implantação de um Sistema de Gestão
Ambiental, foi publicada em 1992 no Reino
Quanto à categoria, elas podem ser: Unido – a Norma BS 7750, logo adotada por
muitos países, transparência 4.
• básicas – quando se prestam para definir
como as outras devem ser elaboradas,
como, por exemplo, as normas de termi- ORIGEM DAS NORMAS ISO SÉRIE 14000

nologia, simbologia etc.

A
0
775

EM
OU T
RA S
BS
U
S
O A T R

• aplicadas – são as utilizadas pelos proces-


sos em geral.

O homem sempre interagiu com a Natu-


ISO Série14000
reza sem causar danos maiores porque vivia
OUTRAS
em pequenas comunidades e dispunha de ISO 14001 ISO 14004 ISO 19011 NORMAS
ISO
áreas para plantio que, quando se tornavam
estéreis, eram abandonadas. Elas eram res- T4M2

tauradas pela própria ação da natureza. Não


havia consumo desenfreado, pois as comu-
nidades extraíam da terra seu sustento e, Em 1995, a Comunidade Européia imple-
como os animais, não desperdiçavam. Mes- mentou os regulamentos do EMAS (Envi-
mo os feudos da Idade Média tinham uma ronment Management and Auditing System
área proibida que o senhor feudal utilizava – Sistema de Gestão e Auditoria Ambiental);
para caçar e que funcionava na prática como
“reserva ecológica”. Em 1993, a ISO (International Organi-
zation for Standartization – Organização
Somente a partir da Revolução Indus- Internacional de Normalização, com sede
trial, que possibilitou a produção em massa em Genebra, Suíça) criou o Comitê Técni-
de bens de consumo, a atividade humana co ISO TC 207 para trabalhar nos objetivos
passou a causar modificações ambientais definidos na reunião da ONU sobre Desen-
substanciais, que podem ter a longo prazo volvimento e Meio Ambiente realizada no
impactos negativos sobre a habitabilidade Rio de Janeiro, a ECO 92. Em 1996, base-
do planeta. ada na Norma BS 7750, a ISO publicou a
ISO 14001, Sistema de Gestão Ambiental
A poluição do meio ambiente devido à – Especificação e diretrizes para uso. A
sociedade de consumo, gerando enorme partir daí, outras normas ISO da série foram
desperdício de materiais e recursos, tem ou estão sendo elaboradas.
como resultado a redução da fertilidade
da terra, o aumento de impurezas no ar e Normas ambientais e guias publicados
a contaminação da água, trazendo a volta pela ISO, transparência 5:
de inúmeras doenças consideradas já er-
radicadas pela ciência e aumentando a in- • ISO 14001:1996 – Environmental mana-
cidência de moléstias em algumas regiões gement systems – Specification with gui-
do mundo. dance for use;

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 65


• ISO 14004:1996 – Environmental mana- aspects into product design and develop-
gement systems – General guidelines on ment;
principles, systems and supporting techni-
ques; • ISO 19011:2002 – Guidelines for quality
and/or environment management systems
• ISO 14015:2001 – Environmental mana- auditing.
gement – Enviroment sites and organiza-
(Listas atualizadas em março 2004)
tios (EASO);

• ISO 14031:1999 – Environmental mana-


gement – Enviroment sites and organiza- SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL - FAMÍLIA 14000

tios (EASO); PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA

AUDITORIA: 19011 CRITÉRIOS DE


PRINCÍPIOS QUALIFICIAÇÃO DE
• ISO/TR 14032:1999 – Environmental ma- GERAIS AUDITORES

nagement – Examples of performance ISO 14001


evaluation (EPE); ESPECIFICAÇÃO E
DIRETRIZES PARA USO
ISO 14004

• ISO 14040:1997 – Environmental mana-


gement – Life cycle assessment – Princi- DIRETRIZES GERAIS SOBRE PRINCÍPIOS, SISTEMAS E
TÉCNICAS DE APOIO
ples and framework; T5M2

• ISO 14041:1998 – Environmental manage-


ment – Life cycle assessment – Goal and Estas Normas, ao serem adotadas no Bra-
scope definition and inventory analysis; sil, passam a chamar-se NBR ISO (número
da norma).
• ISO 14042:2000 – Environmental manage-
ment – Life cycle assessment – Life cycle Normas ambientais e guias publicados
impact assessment; pela ABNT:

• ISO 14043:2000 – Environmental manage- • NBR ISO14001:96 – Sistemas de gestão


ment – Life cycle assessment – Life cycle ambiental – Especificação e diretrizes para
interpretation; uso;

• ISO/TR 14047:2003 Environmental ma- • NBR ISO14004:96 – Sistemas de gestão


nagement – Life cycle impact assessment ambiental – Diretrizes gerais sobre princí-
– Examples of application of ISO 14042; pios, sistemas e técnicas de apoio;

• ISO/TR 14049:2000 – Environmental ma- • NBR ISO14015:03 – Gestão Ambiental


nagement – Life cycle assessment – Exam- – Avaliação ambiental de locais e organi-
ples for the application of ISO 14041; zações (AVALOR);

• ISO 14050:2002 – Environmental mana- • NBR ISO14020:02 – Rótulos e declara-


gement – Vocabulary; ções ambientais – Princípios Gerais;

• ISO/TR 14061:1998 – Information to assist • NBR ISO14031:04 – Gestão Ambiental


forestry organization in the use of the Envi- – Avaliação de Desempenho Ambiental
ronmental Management System standards – Diretrizes;
ISO 14001 and ISO 14004;
• NBR ISO14031:01 – Gestão Ambiental
• ISO/TR 14062:2002 – Environmental – Avaliação do Ciclo de Vida – Princípios e
management – Integrating environment estrutura;

66 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


• NBR ISO19011:02 – Diretrizes para Audi- linguajar utilizado nas normas por parte dos
toria de Sistemas de Gestão da Qualidade envolvidos, pois geralmente são os mesmos
e/ou Ambiental; funcionários que implantam e gerenciam os
dois sistemas.
• Guia 64:02 – Guia para inclusão de aspec-
tos ambientais em normas de produtos. A empresa que não tiver a ISO 9001
levará mais tempo para implantar a NBR
(Listas atualizadas em março 2004)
ISO 14001?
Algumas questões sempre são levantadas
quando o assunto é a implantação de Nor- Não necessariamente. O tempo de im-
mas Ambientais, por exemplo: plantação está muito mais relacionado à ne-
cessidade e à vontade da empresa de obter
É pré-requisito para implantação da NBR a certificação. Se a alta gerência vê a Gestão
ISO 14001 ter um sistema da qualidade com- Ambiental como sendo uma prioridade, com
patível com a NBR ISO 9001 já montado? certeza o tempo de implantação será muito
reduzido. Os procedimentos de implementa-
Não, mas, na verdade, quanto maior for ção de um SGA são previamente planejados,
a familiaridade da organização (alta e média com a definição de prazos, recursos e tudo o
gerência, supervisão e nível operacional) com mais necessário.
os conceitos da qualidade e principalmente
com os requisitos definidos pela NBR ISO O nível de instrução dos funcionários é
9001, por exemplo, mais fácil será o trabalho uma barreira para a ISO 14001?
de conscientização e envolvimento das pes-
soas na implantação da Gestão Ambiental. Não, o meio ambiente já é um assunto
Isto porque os pontos comuns da NBR ISO bem divulgado pela mídia, portanto a impor-
14001 e NBR ISO 9001 são, na verdade, a tância da minimização de resíduos, da não
espinha dorsal de qualquer Sistema de Ges- poluição do ar e águas, da redução de ruídos
tão, transparência 6. etc., já estão bem enraizadas na consciência
da maioria das pessoas, faltando apenas en-
sinar os instrumentos e dar autoridade para
ISO 9001 E ISO 14001
OS PONTOS COMUNS
que elas apliquem os princípios da Gestão
Ambiental nas suas atividades.
Responsabilidade e autoridades;
Política, objetivos e metas;
Planejamento;
2.4 NORMA ISO 14001
Controle de documentos; ISO 14001
Inspeção e ensaios (monitoração);
Controle de instrumentos
(equipamentos de controle); ISO 9001
“As Normas Internacionais da gestão am-
Não-conformidades, ações
corretivas e preventivas; biental têm por objetivo prover as organiza-
Registros;
Treinamento (conscientização e competência); ções com elementos de um sistema da gestão
Auditorias; e
Revisão pela Direção. ambiental eficaz e que possa ser integrado a
outros requisitos da gestão, de tal sorte a auxi-
T6M2
liá-las a alcançar seus objetivos ambientais e
econômicos. Não se pretende que essas Nor-
mas, tal como outras Normas Internacionais
O fato de já ter experimentado com suces- sejam utilizadas para criar barreiras comerciais
so a implementação de requisitos normativos, não-tarifárias, nem para ampliar ou alterar as
certamente vai poupar tempo na implantação obrigações legais de uma organização.
dos requisitos da NBR ISO 14001, mesmo
nos pontos totalmente novos, pois o enfrenta- Esta Norma especifica os requisitos de tal
mento do desconhecido já foi vivenciado por sistema da gestão ambiental, tendo sido re-
todos, o que torna menores a resistência e o digida de forma a aplicar-se a todos os tipos
ceticismo, sem falar na familiaridade com o e portes de organizações e para adequar-se

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 67


a diferentes condições geográficas, culturais • Princípio 1 – Comprometimento e Políti-
e sociais. O sucesso do sistema depende do ca – a direção da organização deve definir
comprometimento de todos os níveis e fun- sua Política Ambiental e comprometer-se
ções, em especial da direção. Um sistema com ela;
deste tipo permite a uma organização esta-
belecer e avaliar a eficácia dos procedimen- • Princípio 2 – Planejamento – a organiza-
tos, desenvolver uma política e objetivos am- ção deve elaborar um plano para cumprir
bientais, atingir a conformidade em relação a sua Política Ambiental;
eles e demonstrá-la a terceiros. A finalidade
geral desta Norma é equilibrar a proteção • Princípio 3 – Implementação e Opera-
ambiental e a prevenção da poluição com as ção – a organização deve desenvolver a
necessidades socioeconômicas. É recomen- capacitação e o apoio necessários para
dável que muitos desses requisitos sejam uma efetiva implementação da sua Po-
abordados simultaneamente ou reapreciados lítica Ambiental, seus objetivos e suas
a qualquer momento.” (Introdução – NBR ISO metas ambientais;
14001:2003).
• Princípio 4 – Medição e Avaliação – a
2.4.1 Requisitos Gerais da NBR ISO organização deve monitorar e avaliar
14001 sistematicamente o seu desempenho
ambiental, que pode ser através das
Para implementar um sistema de gestão auditorias internas; e
ambiental com segurança, é necessário co-
meçar a interpretar corretamente os requisi- • Princípio 5 – Revisão pela Direção – a
tos do item 4 da NBR ISO 14.001, passo a organização deve ter sistematizado a ava-
passo, transparência 7. liação crítica e o aperfeiçoamento contínuo
de seu Sistema de Gestão Ambiental com
o propósito de aprimorar seu desempenho
ambiental global.
NBR ISO 14001
4.1- REQUISITOS GERAIS
Documentos e Registros necessários:

A organização deve estabelecer, documentar, Política Ambiental, Manual do Meio Am-


implementar, manter e continuamente melhorar um
biente, Matriz de Responsabilidades, Pro-
sistema da gestão ambiental em conformidade com
os requisitos desta Norma, e determinar como ela irá
cedimentos, Instruções de Trabalho, Planos
atender a esses requisitos. e Registros gerados a partir do SGA.
A organização deve definir o escopo de seu sistema
da gestão ambiental. 2.4.2 Política Ambiental

T7M2

NBR ISO 14001


ITEM 4.2 - POLÍTICA AMBIENTAL

Interpretação do requisito: um Sistema A direção deve definir a política ambiental da organização e assegurar que,
dentro de seu escopo definido de SGA, ela:

de Gestão Ambiental pode ser definido como a) seja apropriada à natureza, escala e impactos ambientais de suas
atividades, produtos e serviços;

um conjunto de procedimentos e instruções b) inclua um comprometimento com a melhoria contínua e com a prevenção
de poluição;

usados para gerir ou administrar uma organi- c) inclua um comprometimento para estar em conformidade com os requisitos
ambientais legais aplicáveis e com outros requisitos ambientais

zação de modo a alcançar o melhor relacio- subscritos pela organização;


d) forneça uma estrutura para o estabelecimento e revisão dos objetivos e

namento possível com o meio ambiente. metas ambientais;


e) seja documentada, implementada e mantida;
f) seja comunicada a todos que trabalhem na organização ou que a
representem; e
O modelo de SGA considera que a organiza- g) esteja disponível para o público.

ção siga cinco princípios básicos, que contêm, T8M2

em si, os 18 requisitos da NBR ISO 14.001:

68 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


A Política Ambiental estabelece uma orien- • Outras evidências (CIs, memorandos, re-
tação geral e fixa os princípios de ação para gistros de treinamento, cartazes etc.) de
uma organização, determinando o objetivo que a Política Ambiental foi amplamente
fundamental relativo ao nível de responsabili- disseminada e compreendida por todos os
dade e desempenho ambiental que é espera- colaboradores da organização.
do da organização (ver a Declaração do Rio
sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento), 2.4.3 Planejamento
transparência 8.
O planejamento do sistema de gestão am-
Interpretando o requisito: A Política Am- biental, de acordo com o item 4.3. da NBR
biental é normalmente competência da Dire- ISSO 14.001, deve ser feito de acordo com
ção, que a estabelece, cabendo aos demais os requisitos imperativos, conforme aborda-
sua implementação. Os responsáveis pelas gem a seguir.
atividades da organização providenciam os
elementos que servirão de base para a for- 2.4.3.1 Aspectos Ambientais
mulação da Política e sua evolução.
O conhecimento dos aspectos ambien-
A Política Ambiental deve: tais que aparecem nas atividades de uma
organização é uma tarefa difícil, mas extre-
a) considerar a Missão, Visão, valores e mamente importante, pois vai possibilitar a
crenças da organização; identificação dos impactos ambientais de-
correntes e a conseqüente definição de seus
b) ser pertinente às atividades, produtos e procedimentos de controle, transparência 9.
serviços da organização;
NBR ISO 14001
c) ser facilmente identificável com a organi- ITEM 4.3 - PLANEJAMENTO
4.3.1 – ASPECTOS AMBIENTAIS

zação;
A organização deve estabelecer e manter procedimento(s) para:
• identificar os aspectos ambientais de suas atividades, produtos e serviços
d) levar em consideração as demandas das dentro do escopo definido de seu sistema da gestão ambiental, que ela

partes interessadas; possa controlar e aqueles que possa influenciar, levando em consideração
os desenvolvimentos planejados ou novos, ou as atividades, produtos e
serviços novos ou modificados; e
• determinar os aspectos que tenham ou possam ter impactos significativos
e) se preocupar com a comunicação, inclusi- sobre o meio ambiente.
A organização deve documentar essas informações e mantê-las atualizadas.
ve com as partes interessadas; A organização deve assegurar que os aspectos ambientais significativos
sejam considerados no desenvolvimento, implementação e manutenção de
seu sistema da gestão ambiental.

f) ser acessível ao público em geral;


T9M2

g) ser compatível com outras políticas da or-


ganização (da Qualidade, da Segurança
no Trabalho etc.); e Interpretação do requisito: É importante
considerar, dentre os aspectos ambientais,
h) demonstrar o compromisso com a melho- aqueles que:
ria contínua e a prevenção da poluição;
estar em conformidade com regulamen- 1. A organização tenha sobre eles poder de
tos, leis, acordos e critérios adotados pela controle direto ou indireto;
organização;
2. Sejam reais ou tenham grande probabili-
Documentos e Registros necessários: dade de acontecer; e

• Manual do Meio Ambiente; Política Am- 3. Extrapolem ou tenham a tendência de ex-


biental; e trapolar os limites que caracterizam a in-

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 69


fringência de lei ou norma ambiental per- potenciais, positivos ou negativos, asso-
tinente. ciados a cada um dos aspectos ambien-
tais identificados, para cada atividade,
Os aspectos ambientais listados devem conforme exemplo a seguir, Quadro 1; e
ser avaliados de acordo com sua influência
no meio ambiente, causada pelos seus im- • etapa 4 – avaliação da importância do
pactos ambientais. impacto – a importância de cada impac-
to deve ser considerada segundo critérios
A organização deve incluir no seu planeja- estabelecidos pela organização, definin-
mento, nos objetivos e nas metas ambientais, do: a escala e severidade do impacto, a
os aspectos que possuam impactos significa- probabilidade de ocorrência e duração,
tivos. implicações legais, imagem pública etc.

Nota – um impacto ambiental é conside- Documentos e Registros Necessários:


rados significativo quando provoca uma
importante mudança ambiental, positiva • Procedimento para Identificação dos
ou negativa. Aspectos e avaliação dos Impactos Am-
bientais para definição de Objetivos e
A identificação dos aspectos ambientais e Metas; e
a avaliação dos impactos ambientais asso-
ciados deve ser definida por procedimento • Análise dos aspectos e impactos ambien-
específico, podendo ser realizada em 4 eta- tais.
pas:
2.4.3.2 Requisitos Ambientais Legais e
• etapa 1 – seleção de uma atividade, outros
produto ou serviço – deve-se selecio-
nar uma atividade, produto ou serviço que NBR ISO 14001
seja suficientemente grande para que a ITEM 4.3 – PLANEJAMENTO
4.3.2 - REQUISITOS AMBIENTAIS LEGAIS E OUTROS

análise tenha significado, e suficientemen-


te pequeno para que seja compreendido;
A organização deve estabelecer e manter procedimento(s):
– para identificar e ter acesso a

• etapa 2 – identificação dos aspectos i) requisitos ambientais legais aplicáveis relativos aos aspectos
ecológicos da organização, e
ambientais – identificar o maior número ii) outros requisitos ambientais subscritos pela organização;
– para determinar como esses requisitos se aplicam aos seus aspectos
possível de aspectos ambientais relacio- ambientais.

nados à atividade, produto ou serviço; A organização deve assegurar que os requisitos ambientais legais e outros
requisitos ecológicos sejam considerados no desenvolvimento,
implementação e manutenção de seu sistema da gestão ambiental.

• etapa 3 – identificação dos impactos


ambientais – identificar o maior número T10M2

possível de impactos ambientais, reais ou

Quadro 1. Exemplo de identificação de aspectos ambientais

Atividade Aspecto Ambiental Impacto Ambiental


ferimento em pessoas
Risco de derrame acidental contaminação da água
Manuseio de materiais
contaminação do solo
perigosos
Risco de mistura acidental de explosão com feridos
substâncias incompatíveis explosão com perdas materiais

70 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Uma organização, para atender aos re- Para tal ela deve estabelecer um procedi-
gulamentos pertinentes a suas atividades, mento onde esteja definido:
sejam eles legais ou acordos por ela subs-
critos, precisa ter mecanismos de identifica- • como ela identifica se é aplicável, aces-
ção destes regulamentos junto aos órgãos sa e acompanha as leis ambientais e as
competentes e criar meios para que todos alterações da legislação e outros requi-
os envolvidos em suas atividades tenham sitos (como orientação de seminários,
a plena compreensão deles, transparência congressos, ou ainda acordos por ela
10. subscritos);

Interpretação do requisito: os requisitos • como ela comunica a seu pessoal infor-


legais, leis e regulamentos, e os demais re- mações pertinentes relativas à legislação
quisitos subscritos pela organização podem e outros requisitos;
apresentar-se sob diversas formas:
• regulamentos específicos do ramo indus-
• referentes a autorizações, licenças, con- trial, comercial ou de serviços;
cessões, permissões ou alvarás para ope-
ração; • leis ambientais gerais; e

• específicos dos produtos ou serviços da • autorizações, licenças e permissões.


organização;
Documentos e Registros Necessários:
• específicos do ramo de atividade econô-
mica da organização; • Procedimentos para identificar e acessar
as leis e regulamentos aplicáveis;
• referentes às leis ambientais gerais;
• Procedimentos de controle da atualização
• específicos do ramo industrial, comercial das leis e regulamentos aplicáveis;
ou de serviços; e
• Legislação Federal, estadual e municipal
• ambientais gerais. aplicável;

Os regulamentos e leis podem ter como • Lista das leis e regulamentos pertinentes
origem diversas fontes, tais como: às suas atividades, produtos e serviços;

• governos federal, estadual e municipal; • Lista das fontes das leis e regulamentos
pertinentes etc.
• associações, sindicatos, grupos especiais
etc.; 2.4.3.3 Objetivos, Metas e Programas

• bancos de dados, Internet; e Os objetivos são comprometimentos glo-


bais para a performance ambiental da orga-
• serviços de informação especializados. nização, identificados na política ambiental.
Para definir seus objetivos é importante que a
As organizações devem manter uma rela- organização considere as verificações feitas
ção de todos os requisitos legais pertinentes nas suas análises ambientais preliminares,
às suas atividades, produtos ou serviços, e seus aspectos ambientais identificados e os
outros requisitos por ela subscritos, para co- impactos ambientais significativos. Para atin-
nhecimento de todos os envolvidos e princi- gir os objetivos, devem ser estipuladas metas
palmente, para o seu acompanhamento efi- específicas e mensuráveis com prazos pre-
caz. determinados, transparência 11.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 71


NBR ISO 14001
c) As pessoas responsáveis pelo alcance
ITEM 4.3 – PLANEJAMENTO
4.3.3 – OBJETIVOS, METAS E PROGRAMAS dos objetivos e metas ambientais partici-
A organização deve estabelecer e manter objetivos e metas ambientais
pam de alguma forma da discussão, defi-
documentados, nas funções e níveis definidos, relevantes dentro da
organização.
nição e desenvolvimento deles?
Os objetivos e metas devem ser mensuráveis, quando exeqüível, e coerentes
com a política ambiental, incluindo-se os comprometimentos com a
prevenção da poluição, a conformidade com requisitos ambientais legais e
com outros requisitos ambientais e com a melhoria contínua.
d) Como são considerados os requisitos das
Ao estabelecer e revisar seus objetivos e metas uma organização deve
considerar os requisitos legais e outros requisitos ambientais, seus aspectos partes interessadas nos objetivos e metas
ambientais significativos, suas opções tecnológicas e seus requisitos
operacionais e comerciais, e a visão das partes interessadas. ambientais definidos?
A organização deve estabelecer e manter programa(s) para atingir seus
objetivos e metas. Esse(s) programa(s) deve (m) incluir:
a) atribuição de responsabilidade para atingir os objetivos e metas em cada
função e nível pertinente da organização; e) Existem indicadores ambientais específicos
b) os meios e o prazo no qual eles devem ser atingidos.
e mensuráveis para monitorar cada um dos
T11M2
objetivos e metas ambientais definidos?

f) Existe uma avaliação sistemática dos obje-


Interpretação do requisito: após definidos tivos e metas ambientais que aponte para
os objetivos e as metas ambientais, devem ser a melhoria do desempenho ambiental da
identificados os indicadores de desempenho organização?
ambiental que serão utilizados. Estes indica-
dores podem fornecer informações tanto para A redução de resíduos, a eliminação de
o SGA quanto para sistemas operacionais, vi- poluentes, a minimização dos impactos am-
sando avaliar a eficácia das ações adotadas. bientais negativos, a promoção da conscien-
tização ambiental das pessoas da organi-
Os objetivos e as metas, definidos pela di- zação, seus familiares e da comunidade, a
reção, devem ser periodicamente analisados utilização racional de matérias-primas e de
e revisados. Devem ainda considerar a visão combustíveis e a redução do desperdício de
das partes interessadas (órgãos de controle, energia etc. são sempre incluídos nos obje-
comunidades vizinhas, entidade de classe tivos e metas ambientais das organizações,
etc.) nas atividades da organização. Quadro 2.

Na definição dos objetivos e metas am- Objetivo: reduzir o consumo de energia


bientais, nunca esquecer de verificar as se- na Produção.
guintes questões.
Meta: atingir uma redução de 10% no con-
a) Como eles refletem a Política Ambiental? sumo de energia em relação ao ano anterior.

b) Como eles levam em consideração os as- Indicador: quantidade de combustível e


pectos ambientais significativos e os im- energia elétrica consumida/volume de produ-
pactos ambientais associados? ção.
Quadro 2. Exemplos de objetivos e metas ambientais

Objetivos Metas
1) Minimizar o uso de água. 1) reduzir o consumo de água em 15% em relação ao atual, em
um ano, na Produção.
2) reciclar 30% da água utilizada na lavagem das peças de
plástico até julho/99.
3) ...
2) Diminuir uso do papel de 1) usar 45% de papel reciclado até o dezembro/99, em todas as
impressão. áreas
2) ...

72 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Na execução prática das ações previstas • Objetivos e metas ambientais quantifica-
no Planejamento da Gestão Ambiental, qual- dos, indicadores definidos e monitorados;
quer organização necessita de um Progra- e
ma de Gestão Ambiental para identificar e
priorizar as ações planejadas. Essas ações • Programas de Gestão Ambiental com cro-
podem tratar de processos, projetos, produ- nogramas de implantação.
tos, serviços, locais ou instalações específi-
cas dentro de uma área determinada. 2.4.4. Implementação e Operação

Os Programas de Gestão Ambiental devem 2.4.4.1 Recursos, funções,


abordar todos os objetivos ambientais da or- responsabilidades e
ganização. Devem estabelecer cronogramas, autoridades
recursos e responsabilidades para a execução
NBR ISO 14001
das ações necessárias para alcançar os obje- ITEM 4.4 - IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO
4.4.1 - RECURSOS, FUNÇÕES,

tivos e metas ambientais definidos. RESPONSABILIDADES E AUTORIDADES

A direção deve assegurar a disponibilidade de recursos essenciais à


implementação e controle do sistema da gestão ambiental. Esses recursos
Os Programas de Gestão Ambiental aju- incluem recursos humanos e habilidades especializadas, infra-estrutura interna,

dam a organização e a melhorar seu desem- tecnologia e recursos financeiros.


Funções, responsabilidades e autoridades devem ser definidas, documentadas
penho ambiental, e devem ser dinâmicos e e comunicadas visando facilitar uma gestão ambiental eficaz.
A direção da organização deve indicar um representante(s) específico(s) da
revisados regularmente para refletir as evolu- direção o(s) qual(is), independentemente de outras responsabilidades, deve(m)

ções dos objetivos e metas, Quadro 3. ter função, responsabilidades e autoridade definidas para:
a) assegurar que o sistema da gestão ambiental seja estabelecido,
implementado e mantido em conformidade com os requisitos desta Norma; e
b) reportar-se sobre o desempenho do sistema da gestão ambiental à direção
Documentos e Registros Necessários: para revisão desta e como base para a melhoria.

T12M2

• Política Ambiental e Programa de Gestão


Ambiental com objetivos e metas;

• cronograma das metas ambientais; É fundamental desenvolver a capacita-


ção e os mecanismos de apoio para aten-
• análise do desempenho para atingir os ob- der sua Política Ambiental, seus objetivos
jetivos através dos indicadores ambientais; e metas ambientais para a implementação
do SGA. A organização deve atribuir respon-
• ações corretivas para os desvios detecta- sabilidades, disponibilizar recursos físicos
dos. (equipamentos e instalações) e financeiros

Quadro 3. Exemplo de programa de conservação de recursos naturais

Programa 1: REUTILIZAÇÃO DA ÁGUA


Ações quem até
3) Instalar equipamento para reciclar água da lavagem do Isaías maio/2005
processo B para o processo A
2) Usar a água de retorno da refrigeração para limpeza Roberto julho/2005
predial
3) ...
Programa 2: RECICLAGEM DE PAPEL
1) Instalar caixa de coleta de papéis em todas as áreas João abril/2005

2) ...

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 73


para que, realmente, os objetivos e metas de e das conseqüências de não-conformi-
ambientais possam ser atingidos. Deve ain- dades?
da acompanhar de forma sistemática os
benefícios e os custos de suas atividades, Documentos e Registros Necessários:
produtos ou serviços, como, por exemplo, o
custo do controle da poluição, do tratamento • Matriz de Responsabilidades; e
dos efluentes, da reciclagem dos resíduos,
transparência 12. • Memorandos, comunicações internas
(CI’s), circulares etc. que mostrem as no-
Interpretação do requisito: a respon- meações das pessoas, a alocação dos re-
sabilidade pela eficácia geral do SGA deve cursos, a disponibilização de equipamen-
ser atribuída a pessoa(s) experiente(s), tos e instalações etc.
com função(ões) que tenham suficiente au-
toridade, competência e recursos. Todos os 2.4.4.2 Treinamento, Conscientização
colaboradores, de todos os níveis, inclusive e Competência
os terceirizados, devem responder, dentro
do escopo de suas atividades, pelo desem- NBR ISO 14001
penho ambiental da organização, Quadro ITEM 4.4 - IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO
4.4.2 - TREINAMENTO, CONSCIENTIZAÇÃO E COMPETÊNCIA

4. Verificar se: A organização deve assegurar que qualquer(quaisquer) pessoa(s) que realize(m)
tarefas em nome da organização, as quais tenham o potencial de causar impactos
ambientais significativos identificados pela organização, seja(m) competente(s)
com base em educação apropriada, treinamento, ou experiência.
• as responsabilidades das pessoas que ge- A organização deve identificar as necessidades de treinamento associadas com
seus aspectos ambientais e seu SGA. Ela deve prover treinamento ou tomar
renciam, executam, e verificam atividades alguma ação para atender a essas necessidades.
A organização deve estabelecer e manter procedimentos para fazer com que as

que afetam o meio ambiente estão defini- pessoas que trabalhem para ela ou em seu nome estejam conscientes:
a) da importância de se estar em conformidade com a política ambiental e com os

das e documentadas?
procedimentos e requisitos do sistema da gestão ambiental;
b) dos impactos ambientais significativos, reais ou potenciais, de seu trabalho e
dos benefícios ambientais resultantes da melhoria de seu desempenho pessoal;
c) de suas funções e responsabilidades em atingir a conformidade com a política e
os procedimentos ambientais e com os requisitos do sistema da gestão
• a relação entre a responsabilidade am- ambiental, incluindo-se os requisitos de preparação e atendimento a
emergências; e

biental e o desempenho individual está es- d) das potenciais conseqüências da inobservância de procedimentos operacionais
especificados.

tabelecida e é analisada periodicamente? T13M2

• o apoio aos responsáveis disponibilizou


treinamento, recursos e pessoal suficiente Na seleção de pessoal e nas etapas do
para a implementação do SGA? desenvolvimento humano (treinamento, de-
senvolvimento de habilidades, educação
• o pessoal responsável foi devidamente contínua etc.), a organização deve assegu-
treinado para situações de emergência? rar que as necessidades de conhecimentos
e habilidades requeridas para atingir seus
• o pessoal encarregado está devidamente objetivos e metas ambientais sejam identifi-
conscientizado da própria responsabilida- cadas e atendidas. Em particular, a Política

Quadro 4. Exemplo de atribuições de responsabilidades ambientais

Estabelecer a orientação geral Nº 1, Diretoria


Desenvolver a Política Ambiental Nº 1, Diretoria, Gerente de Meio Ambiente
Desenvolver objetivos e metas ambientais Gerentes Operacionais
Monitorar o desempenho do SGA Gerente de Meio Ambiente
Assegurar o cumprimento dos regulamentos Gerente Administrativo
Identificar as expectativas dos clientes e da Pessoal de Vendas e Marketing
comunidade

74 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Ambiental, seus objetivos e metas ambien- • registros de treinamento, listas de presen-
tais devem ser motivos de treinamento para ça; e
todo o pessoal, em todos os níveis da organi-
zação. Todos devem dominar as habilidades • avaliações da eficácia de treinamentos.
necessárias à execução de suas atividades e
também conhecer as conseqüências dos im- 2.4.4.3 Comunicação
pactos ambientais, e das não-conformidades
causadas pelas atividades que desenvolvem, A organização deve estabelecer proce-
transparência 13. dimentos para disseminar as informações
sobre suas atividades ambientais, interna e
Os regulamentos, leis e outros requisitos externamente, transparência 14.
também devem ser conhecidos pelas pes-
soas, de acordo com a importância de suas NBR ISO 14001
atividades para o atendimento desses requi- ITEM 4.4 - IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO
4.4.3 - COMUNICAÇÃO

sitos.
Com relação aos seus aspectos ambientais e ao sistema da gestão
Programas de treinamento devem ser ambiental, a organização deve estabelecer e manter procedimentos para:
a) comunicação interna entre os vários níveis e funções da organização; e
elaborados em conformidade com os requi- b) recebimento, documentação e resposta a comunicações relevantes
sitos legais e outros subscritos pela orga- oriundas de partes interessadas externas.
A organização deve decidir quando fazer uma comunicação externa sobre
nização. seus aspectos ambientais significativos e documentar sua decisão. Se a
decisão for de comunicar, a organização deve estabelecer método(s) para
esta comunicação externa.
Interpretação do requisito: os progra-
mas de treinamento devem abranger ele-
mentos diversos da organização, como pode T14M2

ser visto no Quadro 5.

Documentos e Registros Necessários: Interpretação do requisito: no sistema


de comunicação que compõe o SGA, as in-
• Planos de treinamento; formações devem:

• avaliações/atas de reunião para levanta- • demonstrar o comprometimento da Dire-


mento das necessidades; ção com o meio ambiente; e

Quadro 5. Exemplo de programa de treinamento

Treinamento Objetivos Público-Alvo

Gestão Ambiental,
Conscientizar, comprometer e harmonizar as chefias Gerentes,
conceitos e importância
com a Política Ambiental da organização chefes
estratégica
Conscientizar e comprometer todo o pessoal com a
Política Ambiental, com os objetivos e com as metas
A Questão Ambiental Todos
ambientais da organização. Criar em todos um senso
de responsabilidade para com o meio ambiente.
Capacitar as pessoas que desenvolvem atividades Pessoas que
Habilidades específicas impactadoras ao meio ambiente a melhorar o desenvolvem
desempenho ambiental de suas atividades atividades
Capacitar as pessoas a compreenderem as leis e Pessoas que
Leis e regulamentos
requisitos ambientais com que a organização está desenvolvem
ambientais
comprometida e como afetam suas atividades atividades

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 75


• tratar as questões relativas aos aspectos • reuniões específicas; e
ambientais de suas atividades;
• participação em congressos e seminários
• promover a conscientização de todo o seu sobre a questão ambiental.
pessoal e da comunidade sobre as ques-
tões ambientais, sua Política Ambiental, Documentos e Registros Necessários:
seus objetivos e metas ambientais;
• memorandos, boletins, cartas, comunica-
• esclarecer sobre seu Sistema de Gestão ções internas (CIs), circulares etc. sobre
Ambiental e seu desempenho às partes fatos ambientais da organização;
interessadas;
• panfletos, cartazes, jornais e outras formas
• ser facilmente verificáveis; de comunicação interna e externa sobre o
desempenho ambiental da organização; e
• ser apresentadas de forma clara e consis-
tente, mantendo constantes as unidades • relatórios e outras formas de informação às
de medida entre relatórios para permitir partes interessadas internas e externas.
comparações; e
2.4.4.4 Documentação do Sistema de
• retratar com fidelidade o desempenho da Gestão Ambiental
organização;
O Sistema de Gestão Ambiental precisa
O fornecimento dessas informações tem ter definidos os processos e procedimentos
como objetivo encorajar a compreensão e operacionais que assegurem o fiel cumpri-
aceitação do público interno e externo para mento da Política Ambiental e o atendimento
os esforços da organização na melhoria con- dos objetivos e metas ambientais da organi-
tínua de seu desempenho ambiental. zação.

As informações decorrentes de avaliações, Interpretação do requisito: a organiza-


monitoramento, análises críticas e auditorias ção deve definir claramente os vários tipos
ambientais e demais informes referentes a de documentos que descrevem e especifi-
seu Sistema de Gestão Ambiental devem ser cam procedimentos e controles operacionais
encaminhados às funções responsáveis pelo eficazes.
seu desempenho.
NBR ISO 14001
ITEM 4.4 - IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO
Algumas formas de comunicação de infor- 4.4.4 - DOCUMENTAÇÃO DO
SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL

mações ambientais que a organização pode


utilizar:
A documentação do sistema da gestão ambiental deve incluir:
a) política, objetivos e metas ambientais;
• Relatórios Anuais e outras formas de in- b) descrição dos principais elementos do sistema da gestão ambiental e
suas interações e referências aos documentos relacionados;
formação aos órgãos regulamentadores; c) documentos e registros requeridos por esta Norma; e
d) documentos e registros determinados pela organização como sendo
necessários para assegurar o planejamento, operação e controle
• declarações, artigos, matéria paga e eficazes dos processos que estejam relacionados aos seus aspectos

anúncios veiculados na mídia especiali- ambientais significativos.

zada;
T15M2

• Open House (portas abertas) para familia-


res e público externo;
Os documentos do SGA contribuem para
• quadros de aviso, boletins, cartas, correio a conscientização das pessoas e esclarecem
eletrônico e jornais; e sobre o que é necessário para atingir os ob-

76 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


jetivos e metas ambientais estabelecidos, aberto e pode ser meio eletrônico, transpa-
transparência 15. rência 16.

É salutar que a documentação do SGA NBR ISO 14001


esteja integrada aos demais documentos de ITEM 4.4 - IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO
4.4.5 - CONTROLE DE DOCUMENTOS

gestão da organização, quando existirem.


Os documentos requeridos pelo sistema da gestão ambiental e por esta Norma
devem ser controlados. Registros são um tipo especial de documento e devem ser
controlados de acordo com os requisitos estabelecidos em 4.5.4.
Os documentos devem ser usados para: A organização deve estabelecer e manter procedimento(s) para:
a) aprovar documentos quanto à sua adequação antes de sua emissão;
b) analisar criticamente e atualizar, quando necessário, e reaprovar documentos,
c) assegurar que alterações e a situação da revisão atual de documentos sejam
• facilitar a ordenação dos documentos rela- identificadas;
d) assegurar que as versões pertinentes de documentos aplicáveis estejam

tivos à Política Ambiental, objetivos e me- disponíveis nos locais de uso;


e) assegurar que os documentos permaneçam legíveis e prontamente identificáveis;

tas ambientais; f) assegurar que os documentos de origem externa determinados pela organização
como sendo necessários ao planejamento e operação do sistema da gestão
ambiental sejam identificados e que sua distribuição seja controlada; e
g) evitar o uso não-intencional de documentos obsoletos, e aplicar a identificação

• descrever os meios para atingir esses ob- adequada, nos casos em que forem retidos por qualquer propósito.

jetivos e metas ambientais; T16M2

• documentar as principais atribuições, res-


ponsabilidades e procedimentos; Interpretando o requisito: os documentos
do SGA são controlados do seguinte modo:
• referenciar a documentação correlata, leis,
regulamentos e outros requisitos ambien- Aprovação e emissão de documentos –
tais pertinentes às atividades, serviços ou as especificações, os procedimentos e instru-
produtos da organização; ções etc. devem ser elaborados e avaliados
quanto à sua adequação por pessoas autori-
• descrever os outros elementos do sistema zadas, antes de sua oficialização (emissão,
de gestão da organização, se necessário; distribuição e implantação). Uma sistemática
e de identificação dos documentos deve incor-
porar o controle das revisões. Uma lista dos
• demonstrar que os elementos do Sistema documentos existentes (Lista Mestra) e as
de Gestão Ambiental estão implementa- respectivas revisões devem circular periodi-
dos. camente por todos os departamentos.

Documentos e Registros Necessários: É importantíssimo que documentos atua-


lizados e pertinentes sejam encontrados nos
Manual do Meio Ambiente, Procedimen- postos de trabalho onde se realizam ativida-
tos e Instruções, leis e regulamentos aplicá- des relacionadas com o meio ambiente.
veis.
Documentos não válidos e obsoletos devem
2.4.4.5 Controle de documentos ser prontamente eliminados para que não pos-
sam ser usados inadvertidamente. É admissível
A Norma determina que existam regras a guarda de uma cópia desses documentos em
escritas sobre como controlar a documen- local específico para fins de referência históri-
tação do Sistema de Gestão Ambiental, e ca, desde que sejam claramente identificados.
isto abrange desde a edição e emissão de
documentos, com as devidas autoridade e Alterações em documentos – a organi-
responsabilidade para elaboração e análi- zação deve mostrar que há regras para alte-
se crítica, até a distribuição e guarda nos rar a documentação existente, nos mesmos
vários locais da organização, procurando moldes que para a sua elaboração e emis-
eliminar a possibilidade da existência de são, isto é, as mesmas funções que anali-
documentos obsoletos em circulação. O su- saram e aprovaram a documentação origi-
porte para a documentação (forma física) é nal devem estar envolvidas nas alterações.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 77


Quando possível, a descrição da modificação NBR ISO 14001

do documento deve ser explicitada no corpo ITEM 4.4 - IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO


4.4.6 - CONTROLE OPERACIONAL

dele, ou em um anexo.
A organização deve identificar aquelas operações que estejam associadas aos

Sempre lembrar que os documentos do aspectos ambientais significativos identificados de acordo com sua política,
objetivos e metas ambientais. A organização deve planejar essas operações para

SGA devem: assegurar que elas sejam realizadas sob condições especificadas por meio de:
a) estabelecimento e manutenção de procedimentos documentados para controlar
situações em que a ausência de procedimentos documentados possa acarretar
desvios em relação à política e aos objetivos e metas ambientais;
b) estipulação de critérios operacionais nos procedimentos;
• mostrar utilidade e ser de fácil compreen- c) estabelecimento e manutenção de procedimentos relacionados aos aspectos
ambientais significativos identificáveis de bens e serviços utilizados pela
são; organização e a comunicação de procedimentos e requisitos pertinentes a
fornecedores e prestadores de serviço.

• ser datados e facilmente identificáveis;


T17M2

• ter o nome da organização, área, função e


atividade e/ou pessoa responsável;
Interpretação do requisito: o Controle
• ser periodicamente analisados, revisados Operacional precisa ser implantado nas ativi-
e aprovados por pessoal autorizado; dades que causem algum impacto ambiental,
e que podem abranger:
• estar disponíveis para uso nos locais onde
as atividades essenciais sejam executa- • pesquisa e desenvolvimento, projeto e en-
das; e genharia;

• ser retirados imediatamente de todos os • compras de materiais e de serviços;


pontos de emissão e uso, quando obsole-
tos. • armazenamento e manuseio de materiais
(matérias-primas e produtos acabados e
Documentos e Registros Necessários: semi-acabados);

• procedimento de controle dos documentos • processos de produção e manutenção;


da organização;
• atividades de laboratório;
• documentos validados (em uso), com as
devidas evidências de emissão, aprova- • construção e/ou modificação de instala-
ção e implementação; e ções e equipamentos;

• listas de distribuição dos documentos. • transporte de materiais e de pessoas;

2.4.4.6 Controle Operacional • marketing e propaganda; e

Quando uma atividade está devidamente • atendimento a clientes, à comunidade e


descrita, seus resultados esperados defini- aos órgãos regulamentadores.
dos e sua variabilidade controlada diz-se que
ela está sob controle operacional. As atividades em geral podem ser dividi-
das em 3 categorias distintas:
Com este item implementado, o Sistema
de Gestão Ambiental assegura que os impac- 1. destinadas à prevenção da poluição e con-
tos ambientais significativos das atividades servação de recursos naturais em novos
da organização estão devidamente controla- empreendimentos (novos projetos, novos
dos, preservando o meio ambiente de qual- produtos, novas instalações etc.), altera-
quer degradação. ções em empreendimentos existentes etc.;

78 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


2. destinadas à descrição e controle dos pro- sobre o meio ambiente e ecossistemas, de-
cessos em funcionamento visando garan- correntes de lançamentos acidentais. Eles
tir sua eficiência ambiental; e devem prevenir, também, que atividades re-
alizadas sob condições anormais de opera-
3. destinadas a antecipar e atender a novos ção se transformem em situações de emer-
requisitos ambientais, pertencendo à ges- gência.
tão estratégica da organização.
NBR ISO 14001
Documentos e Registros Necessários: ITEM 4.4 - IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO
4.4.7 - PREPARAÇÃO E ATENDIMENTO A EMERGÊNCIAS

• procedimentos operacionais, procedimen- A organização deve estabelecer e manter procedimento(s) para:

tos de controle de impactos ambientais a) identificar potenciais situações emergenciais e acidentes potenciais que
possam ter impacto(s) sobre o meio ambiente, e como procederá no
adversos; atendimento; e
b) atender às situações reais de emergência e aos acidentes e prevenir ou
mitigar os impactos ambientais associados.
A organização deve, periodicamente e, quando necessário, revisar seus
• resultados das verificações e inspeções procedimentos de preparação e atendimento a emergências, em particular
após a ocorrência de acidentes ou situações emergenciais.
dos processos; e A organização deve, também periodicamente, testar tais procedimentos,
quando exeqüível.

• resultados dos testes e ensaios etc.


T18M2

2.4.4.7 Preparação e Atendimento a


Emergências
Os Planos de Emergência devem incluir:
É importante para uma organização que
implanta um Sistema de Gestão Ambiental • organização e responsáveis em situações
na intenção de preservar o meio ambiente e de emergência;
salvaguardá-lo do impacto negativo que suas
atividades, produtos ou serviços possam • lista de pessoas-chave;
provocar, tenha conhecimento dos riscos de
acidentes ambientais a que eles estão su- • detalhamento sobre serviços de emer-
jeitos, defina procedimentos especiais para gência (Corpo de Bombeiros, Defesa Ci-
evitar que estas situações ocorram e adote vil etc.);
procedimentos de emergência para anular ou
minimizar os efeitos de um acidente, se ele • esquemas de alerta e comunicações inter-
realmente acontecer, apesar de toda as pre- na e externa;
cauções, transparência 18.
• ações para diferentes tipos de emergên-
A Norma não obriga o mapeamento for- cias;
mal dos riscos ambientais, nos moldes do
PPRA (Programa de Prevenção de Riscos • informações e identificação especial de
Ambientais – NR 9) mas reforça o atendi- materiais perigosos, incluindo o impacto
mento aos requisitos legais determinando, potencial de cada um sobre o meio am-
indiretamente, que esse Mapa de Risco seja biente, e as medidas para um eventual
elaborado. acidente; e

Interpretação do requisito: os procedi- • planos de treinamento e simulações.


mentos que lidam com a prevenção ou aten-
dimento a acidentes ambientais e situações Documentos e Registros Necessários:
de emergência devem levar em considera-
ção, quando aplicável, as emissões atmos- • planos e procedimentos especiais para
féricas acidentais, as descargas acidentais acidentes e situações potenciais de emer-
na água e no solo e os efeitos específicos gência;

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 79


• procedimentos especiais para comunica- sos necessários e confiáveis, treinar seu pes-
ção e alerta de situações perigosas ao soal diretamente envolvido com essas medi-
meio ambiente; ções e registrá-las de modo que a informação
esteja disponível quando necessário.
• avaliações e revisões destes procedimen-
tos especiais; e A identificação dos indicadores do desem-
penho ambiental da organização deve ser um
• resultados e análises críticas de treina- processo de busca contínua para estabelecer
mento e simulações. os mais adequados às suas atividades, pro-
dutos ou serviços.
2.4.5 Verificação e Ação Corretiva
Algumas perguntas importantes quando
Em qualquer sistema gerencial chega o se constrói o sistema de monitoramento do
momento em que é necessário verificar seu SGA:
andamento, para balizar e facilitar a tomada
de decisões na organização. • o desempenho ambiental da organização
é monitorado regularmente? Como?
2.4.5.1 Monitoramento e Medição
• quais os indicadores ambientais que me-
O monitoramento, a medição e a avaliação dem o desempenho ambiental da organi-
dos resultados ambientais são considerados zação? Como eles foram identificados e
atividades essenciais de um Sistema de Ges- estabelecidos?
tão Ambiental para garantir que a organiza-
ção está em conformidade com a sua política • qual é a confiança que apresentam os ins-
e seus requisitos ambientais (seus objetivos trumentos de medição usados para moni-
e metas ambientais). torar os indicadores ambientais da organi-
zação?
Para isso é necessário que um sistema
de monitoramento seja criado e mantido em • como é o controle para assegurar que es-
funcionamento, medindo o real desempenho tes instrumentos estão calibrados e em
ambiental da organização. bom estado de funcionamento?

• qual é a garantia de que as pessoas que


NBR ISO 14001
ITEM 4.5 - VERIFICAÇÃO E AÇÃO CORRETIVA
4.5.1 - MONITORAMENTO E MEDIÇÃO realizam as medições dos indicadores am-
bientais conhecem o processo de mensu-
ração e sabem operar os instrumentos?
A organização deve estabelecer e manter procedimento(s) para monitorar e
medir regularmente as características principais de suas operações que
possam ter um impacto ambiental significativo. O(s) procedimento (s) deve(m)
incluir a documentação de informações para monitorar o desempenho,
• como é avaliado o cumprimento das leis,
os controles operacionais relevantes e a conformidade com os objetivos e regulamentos e outros requisitos aplicá-
metas ambientais da organização.
A organização deve calibrar e manter os equipamentos de monitoramento e veis?
medição e deve reter os registros a eles associados.

Documentos e Registros Necessários:

T19M2
• procedimentos de monitoração dos indica-
dores do desempenho ambiental; resulta-
dos de testes e medições, gráficos e rela-
Interpretação do requisito: os indicado- tórios de análises críticas etc.;
res ambientais definidos em 4.3.3 – Objetivos
e metas Ambientais, devem ser acompanha- • procedimentos de medição de grandezas
dos e, para essa finalidade, a organização relacionadas aos indicadores ambien-
deve providenciar os instrumentos e proces- tais;

80 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


• planos e procedimentos de identificação e Documentos e Registros Necessários:
controle dos instrumentos de medição;
• Plano(s) e procedimento(s) para a avalia-
• planos e procedimentos de calibração dos ção periódica da conformidade ambiental
instrumentos de medição; e legal da organização;

• análise das incertezas dos instrumentos e • Registros da avaliação da atualização das


dos processos de medição. leis e requisitos aplicáveis; e

2.4.5.2 Avaliação de Conformidade • Registros da avaliação da adequação le-


gal das novas atividades.
De posse dos dados de monitoramento
e medições, podem ser identificadas a con- 2.4.5.3 Não-Conformidades e Ações
formidade aos requisitos ambientais legais e Corretivas e Preventivas
outras exigências que a organização subs-
creveu através de contratos, acordos, termos Uma não-conformidade é caracterizada
de ajustamento de conduta etc. transparên- quando alguma atividade apresentar resul-
cia 20. tado final ou parcial diferente do planejado,
quando os resultados do monitoramento dos
indicadores ambientais apresentarem valores
NBR ISO 14001
ITEM 4.5 - VERIFICAÇÃO E AÇÃO CORRETIVA
4.5.2 - AVALIAÇÃO DE CONFORMIDADE
não esperados, ou qualquer outra situação
não-desejada que possa afetar o desempe-
nho ambiental da organização, transparência
A organização deve estabelecer e manter procedimento(s) 21.
para, periodicamente, avaliar a conformidade com os requisitos
ambientais legais e outras exigências ambientais que a
NBR ISO 14001
organização tenha subscrito, para atender ao seu ITEM 4.5 - VERIFICAÇÃO E AÇÃO CORRETIVA
4.5.3 - NÃO-CONFORMIDADE E AÇÕES
comprometimento com o atendimento à conformidade. CORRETIVA E PREVENTIVA

A organização deve analisar criticamente as ações adotadas e implementar e


documentar as alterações resultantes das ações corretiva e preventiva.
a) identificação de não-conformidade(s) real(is) e correção e mitigação de
seu(s) impacto(s) ambiental(is).
T20M2
b) investigação e eliminação da(s) causa(s) de não-conformidade(s) real(is),
afim de evitar a sua repetição.
c) determinação da ação para eliminar as causas de não-conformidades
potenciais para prevenir sua ocorrência.
Qualquer ação adotada para identificar, corrigir, mitigar, prevenir ou eliminar
as causas ou efeitos de não-conformidade(s) real(is) e potencial(is) deve ser
Interpretação do requisito: Os requisitos adequada à magnitude dos problemas e ao impacto ambiental encontrado.
A organização deve revisar as ações adotadas e implementar e documentar as
legais e outras exigências levantados ante- alterações resultantes das ações corretiva e preventiva.

riormente (pág. 22) devem ser analisados NOTA - Não-conformidade é o não-atendimento a um requisito.

periodicamente para verificar se continuam a T21M2

ser atendidos pela organização, se sofreram


alguma alteração, ou se algum novo item foi
acrescentado à lista: Interpretação do requisito: a Norma pede
que seja estabelecida a autoridade e defini-
• os requisitos ambientais legais estão sen- dos os responsáveis pelo tratamento dessa
do atendidos? E os demais requisitos não-conformidade, incluindo as ações corre-
subscritos? tivas necessárias à eliminação das causas
dessa não-conformidade.
• algum novo requisito foi acrescentado à
lista? Como ele está sendo atendido? Ela pede também que sejam realizadas
ações preventivas para eliminação das cau-
• alguma nova atividade foi desenvolvida? sas prováveis de não-conformidades pos-
Os requisitos aplicáveis a ela foram levan- síveis, evitando que elas causem algum im-
tados? pacto negativo ao meio ambiente.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 81


São várias as possibilidades de detecção • procedimentos de ação corretiva e de ação
de não-conformidades: preventiva;

• constatações de problemas por qualquer • boletins de não-conformidade;


pessoa de dentro ou de fora da organiza-
ção; • boletins de ação corretiva e de ação pre-
ventiva; e
• reclamações;
• mapas de acompanhamento de ações
• vistorias, conclusões e recomendações de corretivas e ações preventivas.
órgãos regulamentadores;
2.4.5.4 Registros
• auditorias ambientais realizadas por seus
próprios auditores ambientais ou por orga- Este requisito está relacionado com o ge-
nismo de 3ª parte; renciamento de todos os registros ambientais
necessários ao Sistema de Gestão Ambien-
• análises críticas do Sistema de Gestão tal. É necessário que haja um controle que
Ambiental; garanta o acesso ao registro sempre que for
necessário avaliar a eficácia do sistema e de-
• monitoramento e medições de atividades monstrar o nível do desempenho ambiental
significativas ao meio ambiente; e da organização, transparência 22.

• avaliações do desempenho ambiental da Interpretando o requisito: em geral é de-


organização. finido um procedimento para identificar o re-
gistro, fazer a coleta de dados, classificar/
A Norma pede também que as ações cor- indexar segundo critérios e estrutura defini-
retivas e preventivas sejam acompanhadas das para assegurar o acesso, arquivar em
por pessoal competente para verificar sua locais de fácil acesso, armazenar em locais
aplicação e, principalmente, determinar sua menos acessíveis, manter e disponibilizar
eficácia na eliminação das causas reais ou por tempo definido e descartar quando não
prováveis de não-conformidades. for mais necessário.

Documentos e Registros Necessários: O tempo de vida de um registro pode ser


definido em função da legislação ou, quando
• procedimentos de controle e disposição isto não se fizer obrigatório, estipulado pela
de não-conformidades; própria organização, que definirá o tempo de
retenção conforme sua conveniência, ou por
NBR ISO 14001
ITEM 4.5 - VERIFICAÇÃO E AÇÃO CORRETIVA
um acordo com seus clientes e a comunida-
4.5.3 - REGISTROS
de.
A organização deve estabelecer e manter registros, conforme
necessário para demonstrar conformidade com os requisitos Durante o tempo de retenção pode-se usar
de seu SGA e desta Norma, inclusive a avaliação de
conformidade com os requisitos ambientais legais e outros qualquer tecnologia para manter o registro. É
requisitos ambientais que a organização tenha subscrito, e a
implementação de procedimentos e resultados atingidos.
necessário garantir sua integridade neste pe-
A organização deve estabelecer e manter procedimento(s) para ríodo.
a identificação, armazenamento, proteção, recuperação,
retenção e descarte de registros.
Os registros devem ser e permanecer legíveis, identificáveis e
rastreáveis.
Geralmente os registros abrangem:

T22M2
• atendimento a requisitos legais e regula-
mentares;

82 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


• licenças, autorizações, concessões, per- do assim a freqüência destas auditorias. É
missões ou alvarás para operação; importante considerar os resultados de audi-
torias anteriores.
• aspectos ambientais e impactos associa-
dos;
NBR ISO 14001

• treinamento e educação ambiental; ITEM 4.5 - VERIFICAÇÃO E AÇÃO CORRETIVA


4.5.4 - AUDITORIA INTERNA

A organização deve assegurar que as auditorias internas do sistema da

• inspeção e manutenção de equipamentos gestão ambiental sejam conduzidas em intervalos planejados para:
a) determinar se o sistema da gestão ambiental

e processos; 1) está em conformidade com a prevenção da poluição planejado para a


gestão ambiental, incluindo-se os requisitos desta Norma; e
2) foi adequadamente implementado e está mantido; e
b) fornecer informações à direção sobre os resultados das auditorias.

• manutenção e calibração de instrumentos Um programa de auditoria deve ser planejado, estabelecido e mantido pela
organização, levando-se em consideração a importância ambiental da(s)
operação(ões) relevantes e os resultados das auditorias anteriores.
de medição, teste e ensaios; Um procedimento de auditoria deve ser estabelecido e mantido e tratar do
seguinte:
– as responsabilidades e requisitos para se planejar e conduzir as
auditorias e para relatar os resultados; e
• não-conformidades, ações corretivas e – a determinação dos critérios de auditoria, escopo, freqüência e métodos.
A seleção de auditores e a condução das auditorias devem assegurar
preventivas e seu acompanhamento; objetividade e imparcialidade ao processo de auditoria.

T23M2

• identificação de produtos, composição,


propriedades e perigos;
Interpretação do requisito: este plane-
• avisos e alertas em situações de emer- jamento deve gerar um Plano de Auditorias
gência; Ambientais que deve ser distribuído às áreas
da organização para que todos conheçam as
• resultados e análises de simulações; e épocas em que serão realizadas. As Audito-
rias Ambientais, assim como as Auditorias
• análises críticas e auditorias ambientais. da Qualidade, nunca são realizadas sem um
planejamento e sem o conhecimento prévio
Documentos e Registros Necessários: da área a ser auditada.

• procedimentos de controle dos registros As auditorias podem ser realizadas por


do Sistema de Gestão Ambiental; e pessoal da própria organização e/ou por ter-
ceiros por ela selecionados. Os auditores
• licenças, alvarás, controles, ensaios, rela- devem ter recebido capacitação específica e
tórios de análise crítica e demais registros devem ser pessoas de boa índole, bem rela-
do SGA. cionadas com todos, observadoras, com boa
credibilidade, respeitadas e consideradas ín-
2.4.5.5 Auditoria Interna tegras pelo corpo funcional da organização.

A Norma determina que a empresa esta- Os auditores devem, sempre que possível,
beleça um Programa de Auditorias Ambien- ser independentes da área em que executam
tais para garantir que o Sistema de Gestão a auditoria e devem realizar, sempre em co-
Ambiental esteja conforme os requisitos esti- mum acordo com os responsáveis pela área
pulados e também para monitorar a eficiência auditada, o acompanhamento das ações cor-
deste SGA, transparência 23. retivas quando forem detectadas não-confor-
midades durante a auditoria.
Deve haver orientações escritas sobre o
planejamento das auditorias, e este planeja- A Reunião Final da Auditoria é para que
mento deve levar em consideração a impor- esses resultados sejam explicados e entre-
tância das atividades das áreas em relação gues aos responsáveis e devem ser poste-
aos requisitos ambientais, em termos de seus riormente enviados à Direção, para que pos-
aspectos e impactos potenciais, determinan- sam ser por ela analisados.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 83


Documentos e Registros Necessários: • a análise dos objetivos, metas e desempe-
nho ambiental da organização;
• procedimento para a definição das Audito-
rias Ambientais da organização; • os resultados das Auditorias Ambientais;

• Plano de Auditorias, Relatórios da Audito- • a avaliação da eficácia do Sistema de


ria, atas das reuniões dos auditores com Gestão Ambiental;
os responsáveis pelas áreas auditadas;
• a avaliação e eventual ajuste da Política
• lista de auditores credenciados; e Ambiental em consonância com:

• análise e pareceres da direção sobre • mudanças da legislação e outros requisi-


os resultados das Auditorias Ambientais tos;
etc.
• mudanças nas expectativas e requisitos
2.4.6 Revisão pela Direção das partes interessadas e/ou do mercado;

A Revisão pela Direção é um importante • alterações nas atividades, produtos ou


requisito da Norma ISO 14001: coube à di- serviços da organização;
reção a responsabilidade de estabelecer a
Política Ambiental. É lógico que ela se pre- • novas tecnologias; e
ocupe com os resultados dessa orientação
e principalmente se essa orientação está em • experiências adquiridas de incidentes am-
consonância com sua expectativa, transpa- bientais, próprias ou de outros;
rência 24.
Muitos podem participar do processo de
Análise Crítica do Sistema de Gestão Ambien-
NBR ISO 14001
ITEM 4.6 – REVISÃO PELA DIREÇÃO
tal, mas a direção é quem deve dar o pare-
A direção da organização deve, revisar o sistema da gestão ambiental, em
cer final e apontar as alterações e diretrizes
intervalos planejados, para assegurar sua continua adequação, pertinência
e eficácia. Esta revisão deve avaliar as oportunidades de melhoria e a
para que os objetivos sejam mais facilmente
necessidade de alterações no sistema da gestão ambiental, inclusive da
política ambiental e dos objetivos e metas ambientais. Os resultados das
alcançáveis. Deve ser estabelecido como res-
análises críticas pela direção devem ser documentados.
Os dados de entrada para revisão pela direção devem incluir, entre outras ponsabilidade do “Representante da Direção”
informações: resultados das auditorias do sistema da gestão ambiental,
comunicação proveniente de partes interessadas externas, desempenho do a coleta das informações necessárias e o en-
caminhamento dessas informações à direção,
sistema da gestão ambiental, extensão na qual foram atendidos os
objetivos e metas, situação das ações corretivas e preventivas,
acompanhamento das ações oriundas de análises críticas anteriores,
mudança das circunstâncias e recomendações para melhoria Os dados de para uma eficiente análise crítica do SGA.
saída da revisão pela direção devem incluir quaisquer decisões e ações
relacionadas a possíveis mudanças na política ambiental, nos objetivos e
em outros elementos do sistema da gestão ambiental, consistentes com o
comprometimento com a melhoria contínua. Documentos e Registros Necessários:
T24M2

• Atas de Reunião para análise crítica do


SGA;
Tudo isso só acontece se a direção conse-
guir perceber a situação como um todo, atra- • Relatórios de Análise Crítica; e
vés do estabelecimento de um fluxo das in-
formações sobre o desempenho do Sistema • Deliberações e diretrizes para melhoria do
de Gestão Ambiental que possa permitir uma desempenho ambiental da organização.
análise realista dos resultados e possibilite
uma tomada de decisão para definir novos 2.5 DOCUMENTANDO O SISTEMA DE
rumos, se este for o seu entendimento. GESTÃO AMBIENTAL

Interpretação do requisito: essa avalia- O primeiro passo para a elaboração do


ção deve considerar: Manual do Meio Ambiente é a montagem da

84 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Matriz de Responsabilidades, onde ficam de- Embora o Comitê Ambiental não comporte
finidos os itens da Norma ISO 14001 que se os chefes ou encarregados de cada um des-
aplicam a cada área e setor, com seus res- ses setores, pois ficaria muito grande em al-
ponsáveis, transparência 25. guns casos (o ideal é não ultrapassar 9 inte-
grantes), com certeza os responsáveis pelas
áreas que os englobam estarão presentes, e
MATRIZ DE RESPONSABILIDADES
assim poderão decidir a abrangência e nego-
Áreas
ciar os Padrões de cada atividade da organi-
Item Descrição
4.1
4.2
Requisitos gerais
Política Ambiental As DIRETRIZES do zação.
4.3 Planejamento Manual do
4.3.1 Aspectos ambientais
4.3.2 Requisitos legais e outras exigências Meio Ambiente
4.3.3
4.3.4
4.4
Objetivos e metas
Programa(s) de gestão ambiental
Impementação e operação
devem ser
definidas por
A burocracia, segundo o Dicionário Au-
4.4.1
4.4.2
4.4.3
Estrutura e responsabilidade
Treinamento, conscientização e competência
Comunicação
todos os
envolvidos e
rélio, é a administração por funcionário (de
4.4.4
4.4.5
4.4.6
Documentação do sistema de gestão ambiental
Controle de documentos
Controle operacional
co-responsáveis
pelo item,
ministérios, secretarias, repartições, etc.) su-
4.4.7
4.5
4.5.1
Preparação e atendimento a emergências
Verificação e ações corretiva e preventiva
Monitoramento e medição
coordenados pelo
principal
jeito a hierarquia e regulamento rígidos, e a
4.5.2
4.5.3
4.5.4
Não-conformidade e ações corretiva e preventiva
Registros
Auditoria do sistema de gestão ambiental
responsável
uma rotina inflexível. Quando uma empresa
4.6 Análise crítica pela administração
PRINCIPAL RESPONSÁVEL PELO ITEM CO-RESPONSÁVEL PELO ITEM ENVOLVIDO
não utiliza a flexibilidade no cumprimento das
T25M2
normas formais, quando são necessárias vá-
rias assinaturas para se tomar determinada
decisão, ela se torna uma organização buro-
Isso é feito em conjunto, na primeira reu- crática, transparência 26
nião do Comitê Ambiental, quando cada item
da Norma é repassado e acordado como de-
verá ser desenvolvido na organização, em BUROCRACIA X NORMALIZAÇÃO

função dos processos já existentes e das Quanto à organização e à flexibilidade, uma empresa pode ser:
atribuições funcionais das diversas áreas e
Organização (faz as regras)
setores – cada item deve ser totalmente es-
quadrinhado e definidas as interfaces entre A
C
C

O
TI

M
Á

as áreas, permitindo a negociação dos Pa- PE


R
C

TI
O

TI
R

Flexibilidade
VA
U

drões ou da própria distribuição das ativida-


B

(muda as regras)
des menores.
A
IC
C
A

U
Ó

Q
TI

R
Á
C

N
A

A partir dessa Matriz de Responsabili-


dades, cada responsável fica incumbido de T26M2

coordenar a elaboração das diretrizes para


cada item da Norma, incorporando o que for
definido pelos co-responsáveis e envolvidos, Quando só existe flexibilidade, quando
promovendo a negociação e o consenso. tudo consegue um jeitinho para ser resolvido
e encaminhado, sem precisar usar os canais
É nesta fase que as oportunidades de me- de chefia, cada coisa de seu jeito a empresa
lhorias são descobertas. é anárquica e com certeza falta informação
para se tomarem decisões corretas e na hora
Em geral, cada organização pode ser di- certa.
vidida em 4 grandes áreas: relações com o
mercado e comunidade. Administrativa, Téc- O caos advém quando a empresa é rígi-
nica e de Produção, que se subdividem em da na sua tomada de decisão, mas não tem
muitas outras áreas como Vendas, Marke- normas formalizadas, ninguém sabe os cami-
ting, Planejamento e Controle da Produção nhos, pois não há caminhos. A situação é de
(PCP), Controle da Qualidade, Compras, paralisia.
Recebimento, Engenharia, Documentação,
Pessoal, Estoque, Expedição, Assistência O ideal é quando a empresa consegue ter
Técnica, Atendimento, Laboratório etc. normas e manter a flexibilidade para que seu

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 85


nível de decisão seja adequado e suficiente- lista dos principais documentos que com-
mente dinâmico para integrar o mercado atu- põem seu Sistema da Qualidade Ambiental,
al, globalizado. os Procedimentos, transparência 27.

Os Procedimentos são descrições de


DOCUMENTANDO UM SISTEMA
como realizar as várias atividades que aconte-
cem numa organização. Com certeza, ao se-
Manual do Meio Ambiente: documento que define as
rem descritas as atividades passam por uma
Políticas Gerais da Gestão Ambiental de uma avaliação de eficiência. Devem ser, então,
organização. ajustadas para naturalmente incorporarem o
aprimoramento percebido, pois documentar
Procedimento: uma declaração clara e bem redigida que
uma atividade deficiente é, na prática, concor-
estabelece a maneira mais eficiente de se realizar
dar com a deficiência, transparência 28.
determinada atividade numa organização.

T27M2

MANUAL DO MEIO AMBIENTE

O Manual do Meio Ambiente é, atualmen-


te, o documento mais importante no que se Estrutura e Conteúdo – Partes Dinâmicas:
• Lista de Circulação; e
refere à capacidade de uma organização para
• Histórico das Alterações.
fornecer produtos e/ou serviços de qualidade, Lição aprendida:
respeitando o meio ambiente, e contém ge- • Acondicione em pastas e fascículos, é
ralmente a sua história, suas atividades prin- mais fácil.
cipais, características de sua estruturação e
distribuição geográfica, seus produtos, suas
metas e diretrizes quanto à preservação do T28M2

meio ambiente (a Política Ambiental), assina-


da pelo executivo principal. Contém ainda a
definição de como serão desempenhadas as Algumas vezes o aprimoramento preten-
funções que asseguram a qualidade ambien- dido demanda investimentos maiores, ou
tal estabelecida na Política respectiva, e uma prazos não compatíveis com o cronograma

Quadro 6. Exemplo de lista de circulação de documentos

Nome
Cópia Nº Depart./Seção Local Data receb. Rubrica
Responsável
MMA27 Compras Caxias José Ribamar 13/06/97
MMA28 Des. Fornecedor Rio Elias Silva 14/06/97

Quadro 7. Exemplo de controle de alteração do Manual do Meio Ambiente

Rev. nº Data Pág. nº Parág. nº Descrição Aprovação Nome Rubr.

Adicionado critério de
00 14/5/2003 18 10 limpeza do chão de C. Silva
fábrica
Redefinida alternativa
01 11/9/2004 21 2 de fornecimento C. Silva
emergencial

86 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


de implantação do SGA. Neste caso, a do- O Manual do Meio Ambiente descreve o
cumentação deve ser elaborada mesmo que Sistema de Gestão Ambiental, o qual asse-
a deficiência não tenha sido eliminada, pois gura que as metas serão atingidas, mostra
de qualquer modo ela é no momento a me- como isto será realizado e, principalmente,
lhor maneira de realizar aquela atividade. A como será o controle de seus processos, que
melhoria, quando for feita no futuro, provo- garantem a redução dos impactos ambien-
cará a modificação da documentação, e isso tais.
não causa grandes problemas.
Vale o escrito! O Manual do Meio Ambien-
A Lista de Circulação (ou Distribuição) te deve retratar a realidade da organização,
garante que, quando ocorrer uma modifica- nunca como ela deveria ser. O que está escri-
ção no documento, todos que têm uma cópia to em suas páginas deve estar acontecendo
oficialmente (controlada) vão receber a modi- em suas instalações, realizado por pessoas
ficação feita, Quadro 6. cujas responsabilidades estão descritas cla-
ramente, e cujas assinaturas constam dos
A descrição resumida das revisões tam- registros, que são decorrentes de uma ação
bém deve constar do documento, pois facilita executada.
enormemente a compreensão da evolução
do SGA. Uma série de questões que se colocam
e demandam decisões acertadas para bem
Acondicionar o Manual do Meio Ambiente dimensionar o Sistema de Gestão Ambiental
em binders (pastas) facilitará muito quando de uma organização, transparência 30.
aparecer a necessidade de modificar uma
parte do MMA, não precisa imprimir tudo no-
vamente, só as páginas modificadas. PROCEDIMENTOS - QUESTÕES PRELIMINARES

Como identificaremos todos os aspectos


a serem cobertos?
MANUAL DO MEIO AMBIENTE
Que documentos precisam ser

Estrutura e Conteúdo: projetados?


O que é geral e o que é específico?
Declaração da Política Ambiental;
Como podemos assegurar que
Pessoas envolvidas - responsabilidades definidas;
não há conflito?
Alta Administração comprometida;
Como prover rastreabilidade?
Satisfação do cliente;
Necessidade das Partes Interessadas;
Sistema de Gestão;
T30M2

Controle Operacional; e
Controle de Emergências.
T29M2
O Comitê Ambiental deve participar desta
discussão e contribuir na definição do SGA.
Os conflitos aparecem e devem ser resolvidos
O Manual do Meio Ambiente contém a por consenso. A dimensão da rastreabilidade
descrição das responsabilidades das pesso- deve ser definida ao estritamente necessário.
as no que diz respeito aos requisitos ambien- A melhor maneira de assegurar o bom fun-
tais dos produtos e/ou serviços oferecidos cionamento da rastreabilidade é estabelecer
pela organização, além de trazer as assi- seu escopo com o Comitê Ambiental.
naturas dos seus principais responsáveis, o
Presidente, o Diretor, o Gerente-Geral, que Solicitar às pessoas que participem da
se comprometem explicitamente com o meio elaboração de seus próprios procedimentos
ambiente através da declaração da sua Políti- é garantir que a documentação refletirá a rea-
ca e o estabelecimento das metas e diretrizes lidade do processo, desta forma prescindindo
para operacionalizá-la, transparência 29. do esforço de implementação, esforço que

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 87


consome a maior parte do tempo da implan- che os registros, onde eles são armazenados
tação de um SGA. e quem recebe cópias etc.

A forma de se fazer isto é a seguinte: o Definir por quem e como são solucionados
Escriba registra o procedimento operacional os casos não previstos, as dúvidas ou indefi-
de determinado processo num fluxograma a nições que podem acontecer no processo.
partir da orientação pessoal do “processa-
dor”, desenvolve o texto descritivo, formata
segundo a Norma de Redação e retorna ao ESCREVENDO AS IDÉIAS - II

“processador” para verificação. Depois é só


Mais dicas:
colocá-lo oficialmente em operação, transpa-
Delimitar, no fluxo do Processo, as várias
rência 31. tarefas;
Determinar os objetivos do Processo;
Verificar/estabelecer os Padrões Ambientais finais (para
o próximo processo) e os Padrões Ambientais
ESCREVENDO AS IDÉIAS - I
intermediários (dentro do próprio Processo);
Caminho das pedras:
Definir limites de responsabilidades e autoridades;
Fazer o fluxograma do processo;
Definir procedimentos para casos de dúvida e/ou
Envolver as pessoas na elaboração de
divergências.
seus próprios procedimentos; T32M2

Alocar tempo suficiente;


Assegurar a participação daqueles
afetados pelos procedimentos (clientes do processo
etc.); e Os Procedimentos Gerais são também
Decidir entre muitos procedimentos pequenos ou chamados de Procedimentos Básicos. Eles
poucos procedimentos maiores. abrangem várias áreas porque regulam algu-
T31M2
ma atividade básica da organização, por isso
formam o alicerce do Sistema de Gestão Am-
biental. Eles se referem aos itens específicos
Na definição do Padrão Ambiental, o clien- da Norma, transparência 33.
te da atividade deve ser envolvido para ga-
rantir que o processo atinja seus objetivos.
TIPOS DE PROCEDIMENTOS

Quanto menos procedimentos, melhor,


mais fácil o controle, mas se essa atitude Procedimento Geral - é aquele que abrange
comprometer a clareza do procedimento, várias áreas de atividade da organização.

tornando-o muito extenso, vale a pena des- Ex.: Auditorias Internas.

membrá-lo.
Procedimento Específico - é aquele
que está restrito a um setor ou área de atividade
Um processo pode ser desmembrado em da organização.
vários subprocessos para facilitar seu contro- Ex.: inspeção de resíduos sólidos na água.
le, transparência 32.
T33M2

Cada subprocesso pode abranger uma


ou mais tarefas, que podem, por sua vez,
caracterizar um novo subprocesso. Esta Se a atividade for suficientemente simples,
subdivisão pode estender-se até onde for um Procedimento Básico pode abranger mais
necessário para uma clara definição do pro- de um item da Norma, ou pode ser incorpora-
cesso maior e dos Padrões Ambientais das do à diretriz respectiva no próprio Manual do
diversas fases. Meio Ambiente.

Cada subprocesso deve ter definidas sua Os Procedimentos Específicos são tam-
autoridade e responsabilidade, quem preen- bém chamados de Procedimentos Operacio-

88 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


nais ou até de Instruções de Trabalho, quan- Os documentos normativos devem ter um
do não se quer expandir muitos os níveis da formato padronizado de acordo com o que foi
documentação do SGA. Eles orientam quan- definido na Norma de Redação de Documen-
to à execução de uma atividade qualquer e tos Normativos.
podem chegar até ao detalhe da operação de
equipamentos etc. São específicos porque Tipicamente, um documento normativo
se restringem a uma única atividade, trans- tem os seguintes itens como capítulo, trans-
parência 34. parência 35 (seção etc.):

PROCEDIMENTOS X INSTRUÇÕES FORMATAÇÃO

Os principais capítulos de um documento normativo são:


Procedimento de Objetivo;
Instruções de Trabalho
Controle Campo de aplicação;
Referências;
Seleção do Investimento Definições (glossário);
Para cada tipo de Investimento:
Limites de Garantia
Fundo de Commodities Siglas e abreviaturas;
Preparação da operação
Poupança
Preenchimento dos formulários Responsabilidades e
RDBs / CDBs
Efetivação do depósito inicial autoridades;
Fundo de Ações
Cálculo do custo/benefício
Operações de Resgate Descrição da atividade;
Ajustes de Capital Registros; e
Anexos (formulários etc.).
T34M2 T35M2

Em muitos casos, o Procedimento de Con- • Objetivo – onde se descreve a finalidade


trole Ambiental limita-se a descrever a ativi- daquele documento, para que se destina;
dade de determinado processo e usa instru-
ções para o detalhamento técnico, quando • Campo de Aplicação – onde se descreve
necessário. a situação em que o documento normativo
deve ser utilizado;
Quando uma ou mais instruções são ela-
boradas para apoiar determinada atividade, • Referências – onde são listadas as Nor-
esta descrita num Procedimento de contro- mas e outros documentos que têm alguma
le ambiental, a lista destas instruções deve relação com a atividade em questão;
constar no Procedimento, como a lista dos
Procedimentos Operacionais deve constar • Definições – termos e expressões particula-
no Procedimento Básico, e por fim a lista dos res da situação descrita que precisam de
Procedimentos Básicos deve constar no Ma- clareza e cuja compreensão é importante
nual do Meio Ambiente. para a aplicação eficaz das normas;

A numeração de cada um deve referenciar • Siglas e Abreviaturas – as siglas, abrevia-


o documento de origem. turas e outros termos usados, inclusive os
formados em língua estrangeira;
Um único Procedimento Operacional
pode abranger os itens como seleção, ca- • Responsabilidades e autoridades – deve
dastro, identificação etc. até limpeza do ser definido nesta seção quem é o princi-
equipamento. As Instruções de Trabalho pal responsável pelo resultado do proces-
detalham essas ações para cada tipo de so, quem verifica, quem libera etc.
equipamento existente, em particular ins-
truindo o passo-a-passo dos cuidados a se- • Descrição da atividade – neste capítulo a
rem tomados de acordo com cada tipo de atividade é detalhada e descrita de uma
produto de limpeza. forma que todos possam compreender;

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 89


• Registros – são descritos os registros que provas concretas de que as atividades foram
devem ser efetuados pelos executores da realizadas, daí sua extrema importância.
atividade: preenchimento dos campos,
identificação dos envolvidos, arquivamen-
to e cópias distribuídas; e FLEXIBILIDADE

• Anexos – fluxograma da atividade, formu- É a capacidade de adaptar-se às constantes mudanças:

lários etc. • É preciso acompanhar a dinâmica do


mercado e os avanços científicos e tecnológicos;
• Os documentos Normativos não podem
Consenso é o 1º requisito básico da Nor- engessar as atividades da organização;
malização, o responsável pela autoridade e • “Nada existe em caráter permanente, a
importância das Normas e Procedimentos, não ser a mudança.”(Heráclito - 501 A.C.);
transparência 36. • “É ruim o método que não permita nenhuma
modificação.” (Publilius Syrus - 42 A.C.)

T37M2

CONSENSO

Todo documento (normativo ou não) deve


ser claro, objetivo etc., mas, principalmente,
Sempre assegure que os Procedimentos:
deve atender ao 3º requisito básico da Nor-
São práticos;
Representam o CONSENSO dos envolvidos; e
malização, que é ter nível apropriado, trans-
Refletem os melhores métodos disponíveis. parência 38.

REDAÇÃO DE DOCUMENTOS NORMATIVOS


T36M2

Um bom documento normativo deve ter:


CLAREZA (frases curtas e diretas, sem ambigüidades);
CONCISÃO (objetividade, sem redundâncias);
Consenso alcançado quer dizer que o PRECISÃO (uso de palavras exatas,
acordo foi atingido, que todos que participam sem entrelinhas);
de certa atividade concordam em como esta NÍVEL APROPRIADO (linguagem adequada

atividade deva ser executada,. ao usuário, sem gíria nem erudição);


COMPLETEZA (compreensão do documento sem ter que
recorrer a outros pápeis ou dicionários).
Consenso significa compreensão após
discussão, e compromisso entre os partici- T38M2

pantes.

Flexibilidade é o 2º requisito básico da Nível Apropriado significa que o do-


Normalização. Significa certa tolerância na cumento contém a medida exata para a ativi-
execução de tarefas dentro das condições re- dade. Não foi detalhista em demasiado, nem
ais, quando pode acontecer que as caracte- deixou de lado algum ponto importante. Tam-
rísticas se apresentem ligeiramente diferen- bém assegura que a linguagem do documento
tes do previsto no procedimento, ou quando seja compatível com os usuários, isto é, que
uma situação inesperada acontece. Não es- o formato e o texto que o documento apre-
tar engessado por um procedimento é muito senta possam ser bem compreendidos pelos
importante para enfrentar novas situações, usuários.
transparência 37.
Verifique:
Normalização não significa burocratiza-
ção. Os registros são efetuados quando de- 1) O documento cobre exatamente a ativida-
terminada tarefa é executada, e consistem em de em questão?

90 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


2) O formato é o mais adequado para a trans- normativo original), datas da nova implan-
missão da mensagem de acordo com as tação, transparência 39 etc.
condições do ambiente?
Apesar de todos os integrantes de deter-
3) A linguagem é facilmente compreendida minado processo terem participado da elabo-
pelos usuários? ração do procedimento respectivo, é neces-
sário um pequeno ritual para “oficializar” sua
4) O documento permite compreensão ime- implementação, transparência 40:
diata?

Documentos Normativos passam por vá- EMISSÃO/IMPLEMENTAÇÃO

rias fases em seu ciclo de vida:


• Não distribua documentos apenas;
• Reserve tempo para explicar seu uso e seu propósito;
• Elaboração – a criação do procedimento • Não é suficiente escrevê-los e estar
pela área que necessita. Tem três etapas: de acordo com eles;
criação, formatação e verificação; • É fundamental que todos apliquem
suas próprias regras.

• Aprovação – é feita pela pessoa a quem Pergunte:


• O Procedimento está sendo usado por todos?
foi outorgada autoridade para tal;
• Ele é realmente eficiente?
• Ele pode ser melhorado?
• Implementação – quando é feita a inclusão T40M2

no Sistema, para distribuição e controle. É


nesta fase que é realizado o treinamento
das pessoas envolvidas. Finalmente libe- • reúna numa sala todos os que possuem
rado para utilização, o documento passa a algum envolvimento com o processo, de
regular a atividade, e são efetuados regis- preferência;
tros dos resultados;
• descreva como o procedimento foi ela-
borado (os criadores sendo realmente os
CICLO DE VIDA DE DOCUMENTOS NORMATIVOS
que atuam no processo), e as definições
Elaboração
dos Padrões Ambientais.
criação
formatação • peça a alguém para ler o texto do “detalha-
verificação
Aprovação
mento” do procedimento, enquanto outra
Implementação pessoa acompanha no fluxograma proje-
inclusão no Sistema tado (ou escrito no quadro, flipchart etc.);
treinamento
utilização
Revisão • explique os registros decorrentes, como
modificação e por quem são preenchidos, onde são
cancelamento
T39M2
guardados e quem recebe cópias;

• esclareça o caminho para sugestões de


• Revisão – quando uma situação diferente, melhorias no procedimento e no próprio
dificuldade ou não-conformidade é encon- processo;
trada no processo, pode haver necessida-
de de revisão, atualização ou até cancela- • passe a lista de presença e colha as assi-
mento da documentação. Em cada caso naturas de todos;
deve ser definido o que será feito, quem
são os responsáveis pela modificação, ve- • encerre a reunião parabenizando a todos e
rificação, liberação etc. (em geral, os mes- lembrando que, a partir daquele instante, o
mos que se envolveram com o documento procedimento está oficialmente implantado.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 91


MÓDULO 3 – ORIENTAÇÃO PARA
FORMAÇÃO DE AUDITORES INTERNOS
3.1 INTRODUÇÃO executada conforme o procedimento
específico definido para ela. Esse tipo
Qualquer organização que implemente um de auditoria tem foco nas facilidades
Sistema de Gestão Ambiental deve ter no seu materiais (equipamentos, infra-estrutu-
quadro de colaboradores internos pessoas ra, capacitação das pessoas etc.);
qualificadas para praticar auditorias em seu
próprio SGA, transparência 1. • Auditoria do Produto/Serviço – tem
por objetivo verificar a adequação de
As informações que se seguem objetivam um produto/serviço em relação ao seu
dar suporte ao treinamento de auditores de sis- projeto, avaliando se o produto/serviço
temas de gestão ambiental, visando mais espe- atendende as especificações e requisi-
cificamente a formação de auditores internos. tos para os quais foi planejado.

b) Quanto ao interesse:

• Auditoria de 1ª Parte – é a realizada por


auditores da própria empresa, que ava-
liam as diversas atividades desenvol-
vidas com o objetivo de retroalimentar
o Sistema de Gestão para sua perma-
nente melhoria e adequação;

• Auditoria de 2ª Parte – é quando se vai


T1M3
avaliar um fornecedor com fins de ve-
rificar suas condições de fornecimen-
to dentro de padrões estabelecidos. É
3.2 CLASSIFICAÇÃO DAS AUDITORIAS quando um cliente ou seu representan-
te avalia uma empresa para verificar
As Auditorias de Sistemas de Gestão po- sua adequação aos requisitos contra-
dem ser classificadas em: tados, ou suas condições de atender a
esses requisitos;
a) Quanto à aplicação:
• Auditoria de 3ª Parte – é a avaliação
• Auditoria do Sistema – busca avaliar a que um OAC (Organismo de Avaliação
conformidade do Sistema de Gestão da Conformidade) ou OI (Organismo
com os requisitos planejados: a Norma de Inspeção) atua numa organização,
de referência. É uma avaliação abran- ou parte dela, para verificar a confor-
gente da documentação e dos procedi- midade de seu Sistema de Gestão com
mentos implantados; a Norma de referência. No Brasil, o
controle e credenciamento dessas or-
• Auditoria do Processo – busca verificar ganizações (OACs e OIs) estão sob a
se determinada atividade está sendo responsabilidade do Inmetro.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 93


c) Quanto à Programação e) Quanto à finalidade

• Auditoria Inicial – é a primeira auditoria • Preventiva – é a Auditoria programada,


realizada numa área, setor, empresa; de rotina, planejada. Não há falhas es-
pecíficas a serem pesquisados;
• Auditoria de Acompanhamento – é a Au-
ditoria de Acompanhamento das ações • Corretiva – é quando a Auditoria busca
corretivas, isto é, a que tem por objetivo descobrir as causas de determinadas
verificar se as pendências encontradas falhas que passaram a ocorrer cons-
na Auditoria Inicial (ou Periódica) foram tantemente.
eliminadas efetivamente;
3.3 PERFIL DO AUDITOR
• Auditoria Periódica – é aquela realizada
após a Auditoria Inicial, dentro de um
prazo preestabelecido, para verificar se o
Sistema de Gestão mantém sua adequa-
PERFIL DO AUDITOR
ção aos requisitos. É também conhecida
como Auditoria de Manutenção. Um AUDITOR deve:
• ter visão técnica abrangente;
• ser psicologicamente equilibrado;
d) Quanto à abrangência • ser respeitado por todos;
• ser flexível e ter bom relacionamento humano;
• saber conduzir uma reunião;
• ter facilidade na comunicação escrita e falada;
• Auditoria Completa – é a que avalia • ser organizado e pontual;
todas as atividades previstas na do- • ter humildade para só relatar o que verificou;
• ter integridade, honestidade e discrição;
cumentação de referência; • ter capacidade de análise; e
• ser capaz de participar (e liderar) uma equipe.

• Auditoria Parcial – é a que só avalia T2M3

parte dessas atividades.

Formulário 1. Para uso em Programas de Auditorias Ambientais

Data: / /
Organização Programa de Auditores Ambientais Revisão nº
Elaborado por: Revisado por:
Meses
No Área/Setor Resp. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Item do SGA

F1M3, anexo

94 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


O Auditor deve ser também pessoa positi- no início da prática da Auditoria, em qualquer
va e entusiasta, pois terá um importante papel organização.
no desenvolvimento do Sistema de Gestão: o
tipo de pessoa que procura acertar, que gos- A organização deve nomear um responsá-
ta de ver os outros acertarem e progredirem vel pelo processo das auditorias internas: o
no que fazem, que não critica sem razão nem Auditor Líder.
reclama da vida, transparência 2.
3.4 PROGRAMA DE AUDITORIAS
Os Auditores Internos são os responsáveis
pelo feedback do SGA. A Auditoria Ambiental Toda organização planeja a realização
consegue realmente criar o ambiente propício das auditorias internas em sincronia com as
às melhorias, pela motivação que transmite auditorias do organismo de certificação, anu-
às pessoas, fruto do bom relacionamento e almente ou semestralmente, dependendo do
das boas intenções do Auditor, de seu traba- organismo.
lho como disseminador dos conceitos e prin-
cípios do SGA. Eles podem construir um am- Um ciclo completo de auditorias são as
biente pró-ativo através das Auditorias, sendo auditorias realizadas em todos os departa-
esta a grande missão dessas pessoas. mentos, processos e requisitos do Sistema
de Gestão, que gera valiosas informações
Apesar da condição de independência que sobre o estado do SGA para ser analisado na
um Auditor deve ter em relação ao objeto da Revisão pela Direção, que acontece também
Auditoria, é muito importante que ele conheça em sincronia com a visita do organismo de
o processo a ser auditado, sem precisar virar certificação.
especialista, pois só assim vai conseguir en-
tender o que realmente acontece na atividade Monte um Programa de Auditorias da sua
em análise. O conhecimento de fatos sobre o organização com ciclo semestral, formulario 1:
processo avaliado só será conseguido se ele
tiver sucesso na criação de um canal de co- 3.5 PASSOS DE UMA AUDITORIA
municação com as pessoas envolvidas, que
serão questionadas e deverão responder às
suas perguntas.
PASSOS DE UMA AUDITORIA INTERNA

O Auditor deve ser, no mínimo, simpático,


para que possa criar esse rapport, pois uma • Preparação da Auditoria;
– Planejamento;
de suas responsabilidades é a de reverter – Lista de Verificação;
a aversão que as pessoas geralmente pos- • Reunião Inicial;
• Execução da Auditoria;
suem da atividade de Auditoria. • Reunião de Fechamento;
• Reunião Final;
– Elaboração do Relatório de Auditoria; e
O Auditor deve informar às pessoas que o • Acompanhamento das Ações Corretivas.
fruto de sua verificação terá como resultado
uma melhoria no Sistema, nunca usado para T3M3

achar um culpado, ou “punir” alguém.

Claro que o Auditor passará por muitos ti- Para ser bem realizada e realmente con-
pos de pressão até que todos compreendam tribuir para a melhoria do Sistema de Ges-
claramente este processo de retroalimenta- tão, as auditorias devem ser cuidadosamen-
ção do Sistema de Gestão. Sua estabilidade, te preparadas. Seu planejamento é enviado
equilíbrio e segurança são seu maior escudo previamente à área a ser auditada, para que
contra essas investidas. Quanto mais íntegro, os responsáveis possam também se prepa-
honesto, discreto e respeitado for, melhor re- rar, combinando detalhes como horários, ro-
sistirá a essas pressões, que sempre existem teiro, transparência 3 etc.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 95


Mas e se a área, ao se preparar, eliminar se preocupar com a preparação dela. Nes-
os problemas que os auditores iriam encon- ta fase eles devem coletar a documentação
trar? Ótimo, esse é o verdadeiro espírito das do Sistema Ambiental aplicável ao setor que
auditorias, avaliar se o Sistema de Gestão será auditado, verificar as novas emissões
está funcionando e atingindo os resultados de documentos e contratações de pessoal,
previstos. Se a área só começou a usar os reler os relatórios das auditorias anteriores e
procedimentos agora, muito bem, antes tarde acompanhamento das ações corretivas, co-
do que nunca. Um dos objetivos da auditoria letar (se disponíveis) os índices de desem-
já foi alcançado, o uso dos procedimentos do penho ambiental das atividades que serão
SGA. É preciso ver agora se eles são efica- analisadas, verificar as evidências de comu-
zes, ou seja, se atingem os resultados pla- nicação interna e externa e os problemas
nejados. existentes etc. É importante realizar uma
análise da documentação (procedimentos
3.5.1 Preparação da Auditoria de controle e ações de emergência) aplicá-
vel ao setor, se esta for a primeira auditoria
A partir do Programa das Auditorias Inter- (inicial) na área.
nas, já definido, o Auditor-líder deve determi-
nar, junto com os demais auditores, as tare- 3.5.2 Planejamento da Auditoria
fas de avaliação das áreas de acordo com a
disponibilidade de cada um, definindo onde e É imprescindível, então, que se faça um
quem realizará as auditorias. Plano para a Auditoria que será realizada.
Este Plano deve conter:
Quando a época de determinada audito-
ria chegar, os auditores escalados passam a 1) Objetivos e escopo da Auditoria;

ORGANOGRAMA DA ORGANIZAÇÃO MODELO

Dr. Estëvão
Diretor Geral

Lucilda
Secretária

Dr. Carlos
Dr. Fábio
Diretor
Diretor de
Administrativo/
Marketing
Financeiro
José Inácio
Gerente da
Qualidade

Aníbal Souza Antônio Alves César Monte


Júlio Marinho
Gerente de Gerente de Pessoal/
Gerente Técnico
Vendas Materiais Treinamento

Solange
Secretária
Helena Carmen
Secretária Secretária Luiz Paulo
Almoxarifado
Expedição

Luiz Cláudio
Fernando Walter Vendedor
Montagem e Testes e
Projetos Assistência
Especiais Técnica

Pedro Hélio
Técnico Des. Industrial
T4M3

96 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Formulário 2. Para uso em Plano de Auditoria

Data: / /
Organização Programa de Auditores Ambientais Revisão nº
Elaborado por: Revisado por:
Dia Hora Responsável Área /Atividade Auditor

F2M3, anexo

2) Responsáveis pela execução da Auditoria têm uma boa fatia do mercado de terminais
(Auditor-líder e demais Auditores); inteligentes do país, transparência 4.

3) Local e setores que serão auditados e O organograma a seguir mostra a estrutu-


seus responsáveis; ra formal dessa organização.

4) Cronograma preliminar da Auditoria. Para que se possa compreender o pro-


cesso de auditoria, preencha o Formulário 2,
O Plano da Auditoria deve ser enviado com a seguinte orientação:
para as áreas que serão auditadas, formali-
zando assim a realização da auditoria, com PLANO DA AUDITORIA
datas e horas definidas, para que os audita-
dos possam se programar. 1) Objetivo/escopo:

Exercício nº 1 – Plano da Auditoria 2) Área(s) Auditada(s)/Responsável:

A partir das informações abaixo, monte um 3) Data:


plano para a Auditoria Interna, para todas as
áreas da organização, referente ao item 4.4.2 4) Equipe Auditora/Auditor-líder:
– Treinamento, conscientização e competên-
cia, da NBR ISO 14001. 3.5.3 Lista de Verificação da Auditoria

Como exemplo didático: a organização Ainda na fase de Preparação, deve ser


XPTY é uma empresa de pequeno porte elaborada uma Lista de Verificação (LV) para
(50 funcionários) que atua no segmento de servir de roteiro básico aos auditores. Esta
venda e adaptações técnicas em terminais LV deve sempre ser revista e, se necessário,
inteligentes, assistência técnica e suprimen- modificada antes de cada Auditoria.
tos de informática em todo o território nacio-
nal, começando a atuar em outros países da A Lista de Verificação é muito importante
América do Sul através das oportunidades para a realização de uma boa auditoria por-
surgidas nas Rodas de Negócios organiza- que ela organiza as ações e evita o esqueci-
das pelo Sebrae. Ela foi criada há 7 anos por mento de pontos importantes. Uma boa Lista
uma dupla composta de um vendedor da em- de Verificação deve apresentar os seguintes
presa P e um engenheiro do Depto de Infor- elementos:
mática da universidade T. Eles vislumbraram
um mercado crescente com a popularização 1) conter perguntas possíveis de serem cons-
dos computadores pessoais (PC) e hoje de- tatadas;

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 97


Formulário 3. Para Elaboração de Lista de Verificação de Auditoria

Nº: Rev.
Organização Lista de verificação de Auditoria Data / /
Pág. de
Auditores:
Auditor responsável:
Relatório de Auditoria nº Data da Auditoria:
Processo(s) Setor(es)
Documentos de referência:
Itens auditados:
Códigos da Avaliação:
C = conforme NA = não aplicável
NC = não-conforme NV = não verificado/não auditado
NC = não-conforme
Item Assunto Aval. Obs.:

F3M3, anexo

2) ter uma seqüência lógica e coerente em 2) Estabeleça qual parte ou qual área deve-
suas perguntas; ria ser mais enfatizada e por quê;

3) não se limitar a perguntas que tenham 3.5.4 Reunião Inicial


sido retiradas diretamente dos textos
dos documentos de referência;
REUNIÃO INICIAL

4) ter perguntas de modo a esperar respos-


tas lacônicas (SIM ou NÃO);
Auditor(es) e auditado(s) se reúnem :
• Todos os documentos foram vistos?
5) desmembrar perguntas complexas em
• O roteiro da Auditoria foi combinado?
itens e subitens; • A data foi definida?
• Que pessoas participarão?
Exercício nº 2 – Lista de Verificação

1) Prepare uma Lista de Verificação para a T5M3

realização de Auditoria Interna na orga-


nização XPTY, referente ao item 4.4.2 da
NBR ISO DIS 14001 – Treinamento, cons- O passo seguinte, a Reunião Inicial, é
cientização e competência. Use o Formu- quando o(s) auditor(es) e o responsável pela
lário 3 (ver Anexo 1); área a ser auditada verificam, juntos, se to-

98 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


dos os documentos foram vistos, combinam mento foi realmente executado em conformi-
o roteiro que será utilizado, referendam o dade com o planejado. Fatos, só fatos.
planejamento e, mais importante, determi-
nam quem do setor vai acompanhar o(s) Faça agora o exercício a seguir. Confira
auditor(es), transparência 5. com o gabarito no final.

Na prática das Auditorias Internas, muitas Exercício nº 3 – O QUE VOCÊ VÊ/OUVE?


vezes esta Reunião Inicial é realizada nos – Fato ou inferência?
primeiros instantes da Auditoria propriamente
dita, pois muitas questões podem já ter sido “Antônio, um comprador da firma XPTY, ti-
combinadas entre os responsáveis pelas áre- nha uma reunião às 10 horas no escritório do
as auditadas e o Auditor-líder (como agenda- Sr. Roberto para discutir as condições de um
mento das datas, roteiro, o cronograma etc.), grande pedido. No caminho para o escritório,
agilizando todo o processo. o comprador escorregou no chão encerado,
e ficou com uma luxação na perna. Quando
3.5.5 Execução da Auditoria o Sr. Roberto foi informado do acidente, An-
tônio estava a caminho do hospital para tirar
A Execução da Auditoria é a realização raio-X da perna machucada. O Sr. Roberto
das verificações de acordo com o que foi pla- telefonou para o hospital mas ninguém pare-
nejado. Uma boa técnica para a verificação cia saber nada sobre Antônio. É possível que
do Sistema de Gestão Ambiental é a rastrea- ele tenha chamado o hospital errado”.
bilidade, ou seja, seleciona-se uma evidência
(um relatório de avaliação, um item contro- Tendo lido o texto acima, classifique cada
lado, um registro de não-conformidade, uma declaração do Formulário 4 como “fato” ou “in-
ordem de entrega, uma lista de verificação ferência”, segundo as seguintes definições:
etc.) e segue-se seus passos de trás para a
frente, verificando todos os registros que fo- Fato: uma declaração que pode ser facil-
ram feitos, controles, medições e monitora- mente constatada pela verificação da fonte;
mento etc. – usar sempre os 5W1H (3Q1POC
– o quê, quando, quem, onde, por quê e Inferência: uma declaração sobre o des-
como) e em seguida: MOSTRE-ME! – o Au- conhecido, baseada no que é conhecido.
ditor só se baseia em evidências objetivas,
transparência 6. Marque F (fato) ou I (inferência) no Qua-
dro 3, de acordo com o que você acredita ser
o mais correto.
EXECUÇÃO DA AUDITORIA
Nas auditorias, certos cuidados devem ser
sempre considerados:
• Vá ao Posto de Trabalho;
• Use o 5W1H (3Q1POC);
• Nunca esqueça do “MOSTRE-ME !”; • As avaliações devem ser realizadas nos
• Registre os fatos; Postos de Trabalho;
• Seja simpático(a);
• Não interrompa a atividade;
• As evidências devem ser constatadas con-
• Não dê conselhos; e
juntamente pelo auditor e pelo auditado e
• Pergunte, pergunte e pergunte, mas lembre-se que
seu papel é contribuir, nunca criticar.
reconhecidas como tal;
T6M3

• As informações devem ser registradas,


para evitar que se confundam ou sejam
Nunca o auditor deve inferir algo sobre o esquecidas, sem ambigüidades ou termos
processo. Deve sempre buscar as evidências evasivos (alguns, muitos, às vezes etc.)
objetivas para verificar se aquele procedi- – não confie na memória;

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 99


Formulário 4. Distinção entre Evidências e Fatos de Auditoria

1. Antônio é um comprador
2. Antônio ia se encontrar com o Sr. Roberto
3. Antônio tinha reunião às 10 horas
4. O acidente ocorreu nas dependências da XPTY
5. Antônio foi levado ao hospital para tirar Raio-X
6. Ninguém no hospital ao qual o Sr. Roberto ligou sabia alguma coisa sobre Antônio
7. O Sr. Roberto ligou para o hospital errado
Escreva um fato novo baseado na história acima:

F4M3, anexo

• As auditorias nunca devem interromper as Leia, por favor, com toda a atenção, você
atividades que estão sendo auditadas, é terá 1 minuto para assegurar a total compre-
claro que afeta, mas é preciso fazer o pos- ensão do conteúdo.
sível para que não atrapalhem muito;
“Um comerciante acabava de acender as
• Nunca fazer comentários sobre os resulta- luzes da loja quando apareceu um homem
dos de outra área ou setor; pedindo dinheiro. O dono abriu a caixa re-
gistradora. A caixa registradora foi esva-
• Nunca emitir opinião sobre “como ou o quê ziada e o homem fugiu. Um membro da
deveria ser feito”; polícia foi informado imediatamente.”

• O auditor deve lembrar que seu papel no Responda as questões do Formulário 5,


processo não é somente encontrar não- da seguinte forma:
conformidades, mas sim de contribuir para
a melhoria do Sistema de Gestão, sempre 1) De memória, sem consultar o texto;
que possível deve elogiar os aspectos po-
sitivos que encontrar. 2) Consultando o texto, como se estivesse
presenciando o incidente.
O trabalho do Auditor é uma questão de
comunicação e coleta de informações para Quantas questões você acertou de memó-
buscar evidências objetivas. Faça o exercício ria? E quantas você inferiu?
a seguir, confira com o gabarito no final.
A eficácia de uma Auditoria depende de
Exercício nº 4 – TESTANDO SUA uma boa comunicação durante as entrevis-
MEMÓRIA tas onde serão apresentados os fatos. Nas
entrevistas com os auditados, as perguntas
Uma pessoa leva em média 15 segundos podem ser formuladas de várias maneiras,
para ler as 37 palavras do texto abaixo. de acordo com a necessidade:

100 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


• perguntas abertas – são as perguntas ajustando ao máximo a linguagem para po-
que não podem ser respondidas com um der ser compreendido. Antes de tudo, o Audi-
simples SIM ou NÃO. São usadas para tor deve ser um ótimo ouvinte!
seguir pistas: “Como você ficou sabendo
que tipo de precaução deve tomar nesta Durante a realização da Auditoria, muitos
atividade?”; problemas de origem comportamental podem
atrapalhar a comunicação entre o Auditor e
• perguntas fechadas – são as que devem os Auditados quebrando o ritmo, às vezes até
ser respondidas com SIM ou NÃO: “Você impedindo o desenvolvimento a bom termo
foi treinado para esta atividade?”; da Auditoria, conforme Quadro 1.

• perguntas direcionadas – são as que tra- 3.5.6 Reunião de Fechamento


zem as respostas em seu bojo, usadas para
confirmar ou checar alguma coisa: “Este é o É na Reunião de Fechamento que o(s)
padrão usado para conferir este resíduo?”; auditore(s) faz(em) uma avaliação prelimi-
nar dos resultados, comparam suas cons-
• perguntas “virtuais” ou não feitas – são as tatações e procuram relações entre as evi-
pausas usadas após uma resposta, aguar- dências encontradas, qualificando-as como
dando sua complementação: “Bem, depois eventuais (distração de alguém – ocorreram
que você detecta o problema, você...” poucas vezes) ou sistêmicas (o sistema não
consegue prevenir sua ocorrência – ocorrem
Além disso, é necessário conhecer o Au- rotineiramente). Estas constituirão as não-
ditado, fazer uma boa avaliação da situação conformidades encontradas na Auditoria, que
da organização e estruturar suas entrevistas, obedece à seguinte classificação.
Formulário 5. Teste de memória

Nº Questões V F INF
1 Um homem apareceu após o comerciante ter apagado as luzes
2 O ladrão era homem
3 O homem não pediu dinheiro
4 O homem que abriu a caixa registradora era o dono da loja
5 O dono da loja raspou o conteúdo da caixa registradora e fugiu
6 O comerciante abriu a caixa registradora
7 O ladrão não pediu dinheiro ao dono da loja
8 Após o homem que pediu dinheiro ter raspado o conteúdo da caixa
registradora, ele fugiu
9 A caixa registradora continha dinheiro, o texto não diz quanto
10 O ladrão pediu o dinheiro do dono da loja
11 A história se refere a uma série de acontecimentos nos quais somente
três pessoas são envolvidas: o dono da loja, o homem que pediu
dinheiro e o policial
12 Os seguintes eventos foram incluídos na história: alguém pediu dinheiro;
uma caixa registradora foi aberta; seu conteúdo raspado; e um homem
saiu correndo da loja
V = verdadeiro; F = Falso; INF = Informação não fornecida.
F5M3, anexo

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 101


• inaceitável – item que não satisfaz os re- As não-conformidades, como já foi dito, se-
quisitos; rão discutidas com o pessoal responsável pela
área, classificadas por consenso e combina-
• aceitável com restrições – item que sa- das às ações corretivas para resolvê-las, com
tisfaz parcialmente os requisitos. seus respectivos prazos e responsáveis. Elas,
provavelmente, poderão ser alvo de uma ou
Também podem ser classificadas em: mais Auditorias de Acompanhamento.

• maior – falta de procedimento ou falha to- 3.5.7 Reunião Final


tal no cumprimento de um procedimento,
com a existência de várias não-conformi- Eles se preparam para a Reunião Final,
dades inaceitáveis; que é feita com os responsáveis pela área
auditada para discutir as evidências en-
• menor – simples descuido em certo pro- contradas, chegar a um consenso sobre as
cedimento. não-conformidades e classificá-las, transpa-
rência 7.
Quadro 1. Problemas esperados no processo de auditoria

Problema Solução
Apatia – as pessoas se apresentam indiferentes, Conscientizar as pessoas da importância da Au-
respondendo por monossílabos às questões do ditoria para a melhoria das atividades da organi-
Auditor. zação.
Auditoria = Sindicância – as pessoas podem pen- Deixar claros para todos os envolvidos os objeti-
sar, por falta de informação sobre as Auditorias de vos reais das Auditorias, reafirmar que a Auditoria
Sistemas de Gestão, que se trata de sindicância não procura culpados, mas sim pontos de melho-
à procura de culpados pelos problemas que pos- ria!
sam estar ocorrendo.
Cadê o culpado? – os auditados apontam sempre Esclarecer que as auditorias procuram melhorar o
outras pessoas como responsáveis pelos erros Sistema de Gestão Ambiental, e não achar culpa-
encontrados. dos para os erros.
Mil desculpas – os auditados passam a justificar Prestar muita atenção para não conturbar a audi-
tudo o que acontece, mesmo quando não há erros toria, esclarecendo que a atitude certa é respon-
explícitos, desviando o foco e a atenção do audi- der às questões formuladas.
tor do assunto principal.
Muro de Lamentações – os auditados aproveitam Separar as informações relevantes para a Audito-
e passam a reclamar da empresa, dos chefes, do ria e reafirmar sempre os objetivos dessa atividade.
trabalho, de tudo, enfim. Não descarte essas reclamações, pois algumas de-
las podem ser valiosos pontos de melhoria.
Pânico – algumas pessoas perdem o controle, fi- Usar toda a habilidade para acalmar os auditados,
cam nervosas e podem entrar em pânico por não reafirmando os objetivos da Auditoria, se possível
conhecerem claramente os objetivos da Auditoria, evitando que muitas pessoas, principalmente seus
prejudicando a qualidade das informações. chefes, presenciem a atividade de Auditoria.
Resistências – os auditados criam barreiras e não Conscientizar as pessoas da importância e objeti-
respondem adequadamente às questões, algu- vos das Auditorias, enfatizando a busca de proble-
mas vezes com agressividade. mas, e não de culpados.
Reversão – quando os auditados, por desconhe- Redirecionar as questões, esclarecendo sempre
cimento, por defesa ou outros motivos, passam a os objetivos da Auditoria, informando que as ques-
questionar os auditores. tões de ordem geral poderão ser analisadas nou-
tra ocasião.

102 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Nesta Reunião Final, os auditores e os ta de verificação utilizada geralmente se torna
responsáveis pela área auditada discutirão um anexo), alguns comentários e sugestões
também as ações corretivas necessárias visando o aperfeiçoamento das atividades, as
para a eliminação das não-conformidades descrições das não-conformidades, com suas
e combinar os prazos para essas correções classificações estabelecidas e proposições
no Sistema, definindo o tipo de acompanha- das disposições e ações corretivas para cada
mento que cada ação corretiva necessitará, e uma, o resultado da Reunião Final com o res-
quando isto será feito. ponsável pelo setor auditado.

A conclusão do Relatório de Auditoria


ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE AUDITORIA
deve ser suficientemente clara para que se
O Relatório da Auditoria deve conter:
possa ter uma idéia sobre o resultado geral
Setor auditado, local, data; obtido.
Nomes dos envolvidos;
Objetivos;
Documentação de referência;
Lista de verificação utilizada;
Sua distribuição deve ser conhecida (lista
Distribuição de cópias; de distribuição) e no mínimo para:
Evidências encontradas;
Observações e constatações;
Não-conformidades e ações corretivas; 1. a(s) área(s) auditada(s);
Prazos para acompanhamento das ações corretivas; e
Resumo e sugestões de melhoria.

T7M3
2. o RD;

3. o No 1 (pode ser a cópia comentada do


O resultado dessa Reunião Final deverá RD), para a realização da revisão pela di-
constar no Relatório da Auditoria. reção do Sistema de Gestão Ambiental;

A elaboração do Relatório de Auditoria 4. o Auditor-líder.


deve ser feita com os mesmos critérios usa-
dos na elaboração de documentos normati- Enfim, o Relatório de Auditoria é o do-
vos, ou seja, objetividade, clareza, consci- cumento que servirá de referência para a
são, precisão e correção. O Relatório deve implementação das ações corretivas e assim
sempre conter os seguintes pontos: tornar possível o aprimoramento do Sistema
de Gestão Ambiental da organização.
• nome do setor auditado;
Um exemplo da Relatório Final da XPTY:
• local, data da auditoria;
O Formulário 6 pode ser utilizado para
• nome(s) do(s) auditor(es); apresentação de relatório de auditoria

• nome(s) do(s) acompanhante(s); 3.5.8 Acompanhamento das ações


corretivas
• lista de distribuição das cópias;
As ações corretivas devem ser acompa-
• descrição do objetivo; nhadas, de preferência, pelos Auditores que
realizaram a auditoria e pode se dar de várias
• documentação de referência; e maneiras: um simples envio de documenta-
ção, um telefonema, ou se transformar em
• relação dos anexos. Auditoria de Acompanhamento quando as
não-conformidades forem suficientemente
Além disso, o Relatório de Auditoria deve importantes para a realização de uma visita
ter uma descrição detalhada das constatações ao local. Estas devem ser realizadas de acor-
feitas (tudo o que foi visto – por exemplo, a lis- do com os prazos estabelecidos com o res-

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 103


Formulário 6. Para Elaboração de Relatório de Auditoria

Data / /
Organização RELATÓRIO DE AUDITORIA Nº Pág. de
Área/Departamento: Processo:
Itens auditados:
Pessoas contatadas: Auditores:
Auditor Responsável:
Não-conformidades e ações corretivas
N.º Não conformidade Ação corretiva Prazo Responsável Obs.:

F4M3, anexo

ponsável pelo setor auditado, constantes no São dois os pontos de verificação:


Relatório Final de Auditoria. Pode ser simples
visita para verificar certo ponto do processo, 1. verificação da eficiência da ação corretiva
ou uma nova avaliação abrangente, quando – na data combinada para a implementa-
a importância da não-conformidade assim o ção da ação corretiva, os auditores (ou um
exigir, transparência 8. deles) constata se efetivamente ela foi re-
alizada;

2. verificação da eficácia da ação corre-


ACOMPANHAMENTO DAS AÇÕES CORRETIVAS
tiva – em data posterior à implementa-
ção, também combinada com os audi-
É a garantia da efetividade das ações corretivas
tados, os auditores verificam se a ação
Devem ser combinadas com o setor auditado.
corretiva realmente eliminou as causas
Dependendo da simplicidade e se for uma da não-conformidade, se ela foi eficaz.
não-conformidade menor, podem até ser Se positivo, a não-conformidade pode
feitas por telefone. ser encerrada, caso contrário, uma nova
ação corretiva deve ser estabelecida e
tudo recomeça, novos prazos, novas ve-
T8M3
rificações etc.

104 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Um Sistema de Gestão Ambiental, pos- Sistema de Gestão, pondo a perder todo o
suindo um Programa de Auditorias Internas esforço dependido na elaboração e imple-
que tenha estabelecido um mecanismo para mentação das Normas e Procedimentos.
assegurar seu aprimoramento, terá no Acom-
panhamento das Ações Corretivas o seu O Acompanhamento das ações corretivas
ponto focal. Por isso esse acompanhamento deve ser controlado pelo Auditor-líder da or-
é tão importante. Se colocado em baixa prio- ganização, utilizando-se um formulário como
ridade, poderá tirar a credibilidade de todo o o apresentado a seguir, Formulários 7 e 8:
Formulário 7. Para Acompanhamento das Ações Corretivas

Ogranização
ACOMPANHAMENTO DAS AÇÕES Data / /
CORRETIVAS Pág. de
Não-conformidade Ação Acompanhamento
Descrição Descrição Execução Eficiência
Nº RFA
(real ou (corretiva ou quem data
Nº auditor data auditor data
potencial) preventiva)

F5M3, anexo

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 105


106 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental
ANEXO 1

PROCEDIMENTO PARA LEVANTAMENTO DE NECESSIDADE DE TREINAMENTO


Formulário 1. Histórico das Alterações

Histórico das Alterações


Data Rev Itens revisados Aprovação

Nome Assinatura Data


Elaborado por:
Aprovado por:
F1A1, anexo

OBJETIVO • Colaborador – qualquer funcionário da


XPTY, independentemente de sua forma-
Este procedimento tem como objetivo fi- ção ou cargo;
xar as condições para o levantamento das
necessidades e elaboração de Programa de • DMA – Departamento do Meio Ambiente
Treinamento, a fim de garantir que todos os
colaboradores exercentes de atividades que • MA- Manual Ambiental;
influem no meio ambiente sejam devidamen-
te capacitados. • RA – Representante da Administração;

DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA • Supervisor – funcionário responsável


por determinada atividade da XPTY, que
• Manual do Meio Ambiente XPTY. orienta e coordena um ou mais colabora-
dores.
DEFINIÇÕES
• Técnico – funcionário da XPTY que possui
• CI – Comitê ISO, formado pelos Gerentes formação técnica na sua área de ativida-
dos Departamentos; de;

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 107


AUTORIDADE E RESPONSABILIDADE
Quadro 1. Definição de Autoridade e Resposabilidade

Atividade Autoridade Responsabilidade


Controlar este Procedimento RA Ger. Desenv. Humano
Executar este Procedimento Ger. Desenv. Humano Chefes

DETALHAMENTO alta administração e elaborar o programa


de treinamento, abrangendo os seguintes
Condições Gerais itens:

O Programa de Treinamento é desenvol- • Cronograma;


vido com base no levantamento das reais
necessidades de capacitação, direcionadas • Instrutores;
ao DP pelos chefes das seções ou obser-
vadas nas análises críticas, em formulário • Documentação necessária;
próprio de Solicitação de Treinamento (for-
mulário 2). • Espaço físico;

Levantamento das Necessidades • Equipamento; e

O levantamento das necessidades deve le- • Catálogo de cursos contendo: carga horá-
var em consideração os seguintes aspectos: ria, objetivo, conteúdo e público alvo.

• Atualização tecnológica; Os profissionais selecionados para ins-


trutores, sejam internos ou externos, de-
• Lançamento de sistemas e novas versões vem ser devidamente qualificados. A con-
dos sistemas; tratação de instrutores externos requer pro-
cesso próprio, conforme descrito no Proce-
• Capacitação de novos postos de trabalho; dimento de Aquisição, instrutores internos
podem ser multiplicadores que possuam
• Reciclagem do quadro funcional; certificado habilitando-os a ministrar o trei-
namento.
• Implementação de documentos do Siste-
ma de Gestão Ambiental; Execução e Avaliação do Treinamento

• Implementação de ações corretivas e Ao final do treinamento são realizadas


ações preventivas; avaliações, a fim de se verificar a reação à
metodologia e conteúdo, e o desempenho/
• Implementação de ações de controle e de eficácia na prática da atividade:
emergência;
• Realizada logo após o término do treina-
• O conhecimento de fatos tais como aci- mento, por quem o ministrou, mede a acei-
dentes etc. tação/assimilação do programa;

Programa de treinamento • Realizada no final do treinamento, pelos


participantes, mede a eficiência da meto-
Uma vez identificadas as necessida- dologia de transferência de conhecimento;
des, cabe ao DP viabilizar recursos junto à e

108 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


• Realizada num prazo máximo de 3 me- • Nome/assinatura dos participantes;
ses, pelos chefes, mede a eficácia do trei-
namento realizado, se os objetivos foram • Avaliação do Instrutor; e
alcançados.
• Nome/assinatura do instrutor.
As fichas e formulários são registros do
Sistema de Gestão Ambiental e são arquiva- A Ficha de Avaliação de Treinamento, que
dos por 1 ano após o término do programa. contém os seguintes dados:

O registro do treinamento externo é o pró- • Curso/Atividade;


prio certificado fornecido, devendo ser manti-
da uma cópia na pasta do colaborador; • Local/Data;

O registro do treinamento interno é: • Instituição;

A Ficha de Registro de Treinamento, que • Nome do Instrutor;


contém os seguintes dados, formulário 3:
• Início;
• Curso/Atividade;
• Término;
• Local;
• Carga horária;
• Instituição;
• Sumário do conteúdo;
• Início;
• Avaliação;
• Término;
A Avaliação feita pelos chefes, após um
• Carga horária; máximo de três meses após a realização do
treinamento, deverá ser formalizada em me-
• Conteúdo; morando interno, formulário 4.

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 109


Formulário 2. Solicitação de Treinamento
Curso/Atividade: Carga Horária:
Data/Período: Teórica: Prática: Total:
Técnica Ambiental
Conteúdo:
Instrutor(es): Instituição:
Participantes
Nome Departamento Função
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
Solicitado por: Em: Aprovado por: Em:
F2A1, anexo

110 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


Formulário 3. Registro de Treinamento
Curso/Atividade: Carga Horária:
Data/Período: Teórica: Prática: Total:
Técnica Ambiental Outros:
Conteúdo:
Instrutor(es): Instituição:
PARTICIPANTES
Avaliação
Nº Nome Função
Apto Não Apto
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
Nome/Assinatura do Instrutor:

F3A1, anexo

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 111


Formulário 4. Avaliação do Treinamento
Curso/Atividade: Carga Horária:
Data/Período: Teórica: Prática: Total:
Conteúdo:
Técnica Ambiental Outros:
Instrutor(es): Instituição:
Avaliação
Item Assunto
Péssimo Ruim Regular Bom Ótimo
1 Conteúdo do treinamento
2 Carga horária adequada
3 Material didático – conteúdo e apresentação
4 Exercícios e dinâmicas
Material de apresentação (filmes, transparências,
5
flipchart etc.)
6 Ambiente: local (sala e cadeiras), ruído etc.
Instrutor(es):
Preparado – demonstra conhecimento do
7
assunto
8 Planejou adequadamente as sessões
9 Didático – comunica o conteúdo com clareza
10 Motivador – incentiva os participantes
Esclarecedor – responde e esclarece as
11
dúvidas dos participantes
12 Cordial – demonstra boa educação
Observações e comentários (se necessário, use o verso da folha):

F4A1, anexo

112 Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental


ENDEREÇOS DO SEBRAE
SEBRAE NACIONAL SEBRAE/PA
SEPN 515, Bloco C, Lote 32 Rua Municipalidade, 1461 – Bairro Umarizal
CEP 70770-900 – Brasília/DF CEP: 66050-350 – Belém/PA
Tel.: (61) 348 7100 – Fax: (61) 347 4120 Tel.: (91) 3181 9000 – Fax: (91) 3181 9035
SEBRAE/AC SEBRAE/PB
Rua Rio Grande do Sul 109 – Centro Av. Maranhão, 983 – Bairro dos Estados
CEP 69903-420 – Rio Branco/AC CEP: 58030-261 – João Pessoa/PB
Tel.: (68) 216 2100 – Fax: (68) 216 21 85/216 21 34/216 21 35 Tel.: (83) 218 1000 – Fax: (83) 218 1111
SEBRAE/AL SEBRAE/PE
Rua Dr. Marinho de Gusmão, 46 – Centro Rua Tabaiares, 360 – Ilha do Retiro
CEP 57020-560 – Maceió/AL CEP 50750-230 – Recife/PE
Tel.: (82) 216 1600 – Fax: (82) 216 1728 Tel.: (81) 2101 84 00 – Fax: (81) 2101 8500
SEBRAE/AM SEBRAE/PI
Rua Leonardo Macher, 924 – Centro Av. Campos Sales, 1046 – Centro
CEP 69010-170 – Manaus/AM CEP 64000-300 – Teresina/PI
Tel.: (92) 2121 4900 – Fax: (92) 2121 49 04 Tel.: (86) 216 1300 – Fax: (86) 216 1390/216 1343
SEBRAE/AP SEBRAE/PR
Av. Ernestino Borges, 740 – Bairro Laguinho Rua Caeté,150 – Prado Velho
CEP 68906-010 – Macapá/AP CEP 80220-300 – Curitiba/PR
Tel.: (96) 214 1400 – Fax: (96) 214 1428 Tel.: (41) 330 5757 – Fax: (41) 332 1143/330 5768
SEBRAE/BA SEBRAE/RJ
Travessa Horácio César, 64 – Largo dos Aflitos – Centro Rua Santa Luzía 685 – 6º, 7º E 9º Andares – Centro
CEP 40060-350 – Salvador/BA CEP 20030-040 – Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (71) 320 4300 – Fax: (71) 320 4337 Tel.: (21) 2215 9200 – Fax: (21) 2262 1316
SEBRAE/CE SEBRAE/RN
Av. Monsenhor Tabosa, 777 – Praia de Iracema Av. Lima E Silva, 76 – Lagoa Nova
CEP 60165-011 – Fortaleza/CE CEP 59075-970 – Natal/RN
Tel.: (85) 255 6600 – Fax: (85) 255 6808 Tel.: (84) 215 4900 – Fax: (84) 215 4916
SEBRAE/DF SEBRAE/RO
SIA, Trecho 3, Lote 1580 Avenida Campos Sales, 3421 – Bairro Olaria
CEP 71200-030 – Brasília/DF CEP 78902-080 – Porto Velho/RO
Tel.: (61) 362 1600/362 1700 – Fax: (61) 234 3631 Tel.: (69) 217 3800 – Fax: (69) 217 3824
SEBRAE/ES SEBRAE/RR
Av. Jerônimo Monteiro, 935 – Ed. Sebrae – Centro Av. Major Williams, 680 – São Pedro
CEP 29010-003 – Vitória/ES CEP 69301-110 – Boa Vista/RR
Tel.: (27) 3331 55 00/3331 55 12 – Fax: (27) 3331 56 66 Tel.: (95) 623 1700 – Fax: (95) 623 4001
SEBRAE/GO SEBRAE/RS
Av. T-3 nº 1000 – Setor Bueno Rua Sete de Setembro, 555 – Centro
CEP 74210-240 – Goiânia/GO CEP 90010-190 – Porto Alegre/RS
Tel.: (62) 250 2000 – Fax: (62) 250 2300 Tel.: (51) 3216 5000 – Fax: (51) 3211 1562
SEBRAE/MA SEBRAE/SC
Av. Prof. Carlos Cunha. s/n – Jaracaty Av. Rio Branco, 611 – Centro
CEP 65076-820 – São Luiz/MA CEP 88015-203 – Florianópolis/SC
Tel.: (98) 216 6166 – Fax: (98) 216 6146 Tel.: (480 221 0800 – Fax: (48) 221 0800/221 0801
SEBRAE/MG SEBRAE/SE
Av. Barão Homem de Melo, 329 – Nova Suiça Rua Paulo Henrique Machado Pimentel 170, Quadra C
CEP 30460-090 – Belo Horizonte/MG CEP 49040-740 – Dist. Industrial – Aracaju/SE
Tel.: (31) 3371 9059/3371 9060 – Fax: (31) 3371 9016 Tel.: (79) 2106 77 00/2106 77 01 – Fax: (79) 2106 77 55/2106 77 26
SEBRAE/MS SEBRAE/SP
Av. Mato Grosso, 1661 – Jardim dos Estados Rua Vergueiro 1117 – Bairro Paraíso
CEP 79002-950 – Campo Grande/MS CEP 01504-001 – São Paulo/SP
Tel.: (67) 2106 5555 – Fax: (67) 2106 5523/2106 5592 Tel.: (11) 3177 4500 – Fax: (11) 3177 46 03/46 00
SEBRAE/MT SEBRAE/TO
Av. Rubens de Mendonça, 3999 – CPA 102 Norte, Av. LO-4, Lote 01 – Plano Diretor Norte
CEP 78050-904 – Cuiabá/MT CEP 77006-006 – Palmas/TO
Tel.: (65) 648 1222 – Fax: (65) 644 1899 Tel.: (63) 223 3300 – Fax: (63) 223 3390/223 3320/223 3334

Metodologia Sebrae para Implementação de Gestão Ambiental 113