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A importância das escolas

Aprender e ensinar constituem dois processos que deverão estar no cerne do trabalho que se desenvolve
em qualquer escola. (…) O desenvolvimento do currículo, o ensino e a aprendizagem, têm que se centrar no
que Michael Young designa por conhecimento poderoso, ou seja, o conhecimento especializado que os
professores têm que dominar com segurança.

As escolas são instituições imprescindíveis para o desenvolvimento e para o bem-estar das pessoas, das
organizações e das sociedades. É nas escolas que a grande maioria das crianças e dos jovens aprendem uma
diversidade de conhecimentos e competências que dificilmente poderão aprender noutros contextos. Por isso
mesmo elas têm que desempenhar um papel fundamental e insubstituível na consolidação das sociedades
democráticas baseadas no conhecimento, na justiça social, na igualdade, na solidariedade e em princípios sociais e
éticos irrepreensíveis.

Para muitos milhares de alunos, a escola constitui uma oportunidade única para romper com situações económicas
e sociais desfavoráveis e precárias. Certamente por essa razão muitos pais sempre se sacrificaram para que os
seus filhos a frequentassem. Aprender deve constituir o primeiro propósito da vida escolar. Exige esforço por parte
dos alunos e o reconhecimento de uma hierarquia – os professores têm conhecimentos que os alunos não têm e que
precisam de aprender. Ensinar constitui outro incontornável propósito da escola que exige, da parte dos
professores, a mobilização de uma significativa variedade de conhecimentos e competências.

Aprender e ensinar constituem, assim, dois processos que deverão estar no cerne do trabalho que se desenvolve
em qualquer escola. Por estranho que possa parecer estes dois processos não têm merecido a atenção devida por
parte de uma diversidade de intervenientes sociais e políticos. As agendas dos investigadores da educação, das
organizações sindicais, das sociedades e associações profissionais e das organizações políticas orientam-se,
invariavelmente, por temas e problemas que pouco têm a ver com o ensino e com a aprendizagem.
Mas aprender e ensinar o quê? Certamente uma grande variedade de conhecimentos de domínios tais como a
Língua Portuguesa, as Ciências da Natureza, as Ciências Sociais, a Matemática, as Artes e outras Expressões. Ou
ainda de domínios transversais tais como a Resolução de Problemas, a Concepção e Desenvolvimento de Projectos,
as Relações Sociais, os Valores Democráticos, a Utilização das Novas Tecnologias de Informação e a Recolha,
Organização e Tratamento de Dados de Natureza Diversa.

Um número crescente de filósofos, sociólogos e estudiosos da educação vem defendendo que o desenvolvimento do
currículo, o ensino e a aprendizagem, têm que se centrar no que Michael Young designa por  conhecimento
poderoso, ou seja, o conhecimento especializado que os professores têm que dominar com segurança.
O conhecimento poderoso está associado ao conhecimento teórico, mais independente de contextos, e,
consequentemente, tende a ter uma aplicação mais universal. O conhecimento prático e o conhecimento de
procedimentos estão normalmente dependentes de contextos específicos e são, por isso, mais situados, mais
localizados e menos susceptíveis de utilização generalizada.

Nestas condições, as disciplinas escolares constituem elementos centrais na definição dos propósitos das escolas
porque são meios fundamentais para aprender e para conhecer “coisas” que, para a maioria dos alunos (jovens ou
adultos), não é possível aprender noutro lugar. A valorização da escola, como meio de partilha e difusão
do conhecimento poderoso, não deve, no entanto, estar associada à desvalorização de outros meios, mais ou
menos informais, onde se pode aprender e desenvolver outros tipos de conhecimento (e.g., prático, técnico). As
relações entre os conhecimentos escolares e os não escolares são complexas e podem assumir intensidades muito
variadas. É uma área que interessa a muitos investigadores e pedagogos.

As escolas são decisivas para que os jovens compreendam o mundo em que vivem e para que possam intervir
crítica e responsavelmente na vida social. Consequentemente, é importante valorizar o conhecimento escolar, no
sentido do conhecimento poderoso, que constitui um meio incontornável de emancipação e de independência dos
cidadãos, assim como de democratização, de coesão e de bem-estar das sociedades. É sobretudo para isso que as
escolas servem e é também por isso que a sua importância não se devia questionar.

Domingos Fernandes
A IMPORTÂNCIA DA PARCERIA FAMÍLIA E ESCOLA

A participação da família e da escola na educação da criança

A família e a escola formam uma equipe. É fundamental que ambas sigam os


mesmos princípios e critérios, bem como a mesma direcção em relação aos
objectivos que desejam atingir. Ressalta-se que mesmo tendo objectivos em
comum, cada uma deve fazer sua parte para que atinja o caminho do sucesso, que
visa conduzir crianças e jovens a um futuro melhor.

O ideal é que família e escola tracem as mesmas metas de forma simultânea,


propiciando ao aluno uma segurança na aprendizagem de forma que venha criar
cidadãos críticos capazes de enfrentar a complexidade de situações que surgem
na sociedade.

Existem diversas contribuições que tanto a família quanto a escola pode oferecer,
propiciando o desenvolvimento pleno respectivamente dos seus filhos e dos seus
alunos. Alguns critérios devem ser considerados como prioridade para ambas as
partes. Como sugestões seguem abaixo alguns deles:

Família
• Seleccionar a escola baseado em critérios que lhe garanta a confiança da forma
como a escola procede diante de situações importantes;

• Dialogar com o filho o conteúdo que está vivenciando na escola;

• Cumprir as regras estabelecidas pela escola de forma consciente e espontânea;


• Deixar o filho a resolver por si só determinados problemas que venham a surgir
no ambiente escolar, em especial na questão de socialização;

• Valorizar o contacto com a escola, principalmente nas reuniões e entrega de


resultados, podendo se informar das dificuldades apresentadas pelo seu filho,
bem como seu desempenho.

Escola 
• Cumprir a proposta pedagógica apresentada para os pais, sendo coerente nos
procedimentos e atitudes do dia-a-dia;

• Propiciar ao aluno liberdade para manifestar-se na comunidade escolar, de


forma que seja considerado como elemento principal do processo educativo;

• Receber os pais com prazer, marcando reuniões periódicas, esclarecendo o


desempenho do aluno e principalmente exercendo o papel de orientadora
mediante as possíveis situações que possam vir a necessitar de ajuda;

• Abrir as portas da escola para os pais, fazendo com que eles se sintam à vontade
para participar de actividades culturais, desportivas, entre outras que a escola
oferecer, aproximando o contacto entre família-escola;

• É de extrema importância que a escola mantenha professores e recursos


actualizados, propiciando uma boa administração de forma que ofereça um
ensino de qualidade para seus alunos. A parceria da família com a escola sempre
será fundamental para o sucesso da educação de todo indivíduo. Portanto, pais e
educadores necessitam ser grandes e fiéis companheiros nessa nobre caminhada
da formação educacional do ser humano.

Por Elen Campos Caiado


Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia

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