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Atividade de simulação “Crise vulcânica”

Ciências Naturais, 7.º ano

Nuno Ribeiro

Bento Cavadas

Bruno Sousa

Edições ASA | 2018 Ciências Naturais, 7.º ano | Nuno Ribeiro, Bento Cavadas e Bruno Sousa
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Índice
1. Introdução............................................................................................................................................ 3

2. Enquadramento da atividade............................................................................................................... 5

2.1. Enquadramento curricular..................................................................................................... 5

2.2. Enquadramento didático....................................................................................................... 6

2.3. Sugestões para a exploração da atividade...........................................................................6

3. Propostas de soluções........................................................................................................................ 7

4. Referências bibliográficas.................................................................................................................... 8

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1. Introdução

Esta atividade, denominada “crise vulcânica”, coloca os alunos no papel de uma equipa de vulcanólogos
que procuram resolver uma crise vulcânica na cidade de Quito, no Equador. Trata-se de uma atividade
concebida no âmbito do currículo da disciplina de Ciências Naturais do 7.º ano de escolaridade.

Objetivo da atividade

Esta atividade tem como objetivo simular uma situação de crise. Neste caso, os alunos terão que tomar
decisões para proteção da população, devido ao comportamento de um vulcão que poderá entrar em
erupção a qualquer momento. O vulcão em questão é o Guagua Pichincha, em cuja vertente oriental se
situa a cidade de Quito, capital do Equador.

Material necessário

– Apresentação PowerPoint® com o simulador: esta apresentação deverá ser utilizada durante a
dinamização da atividade. Inclui uma breve contextualização do problema e a simulação que deverá
ser utilizada durante a atividade.
Nota: quando iniciar a simulação (slide 12 da apresentação), ela correrá automaticamente, não sendo
por isso necessário clicar em qualquer botão, exceto quando indicado.

– Ficha de trabalho (uma ficha por grupo): esta ficha de trabalho apresenta a informação que permitirá
aos alunos tomarem decisões quanto ao risco representado pelo vulcão da simulação. Inclui os
seguintes documentos:
o carta de risco vulcânico;
o lista de conceitos-chave;
o escala de níveis de alerta de um vulcão;
o relatório da missão, onde os alunos deverão fazer os seus registos.

Os documentos são disponibilizados em formato Word ®, para que os possa alterar e/ou adaptar à
realidade das suas turmas.
No final do documento apresentam-se propostas de soluções da ficha de trabalho do aluno.

Dinamização da atividade

Esta atividade desenrola-se em duas tarefas distintas (contextualização e simulação), que podem ser
exploradas em dois momentos letivos:

Tarefa 1 – contextualização (slides 1 a 10)


Sugere-se que o/a professor/a inicie a apresentação e que contextualize os alunos sobre a situação que
será simulada. Sugerimos que utilize as seguintes questões exploratórias:

Slid Questões de exploração Proposta de solução


e
3 1. Em que continente se situa o Equador? 1. América do Sul
2. Qual é a capital do Equador? 2. Quito
3. Quantos habitantes tem a cidade de Quito? 3. De acordo com o Censo de 2010, a cidade de

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Quito tem 2 239 191 habitantes.
4 1. Localiza a cidade de Quito relativamente 1. A cidade de Quito localiza-se a Este do vulcão
ao vulcão Guagua Pichincha. Guagua Pichincha.
2. Qual é a altura do vulcão? 2. O vulcão tem 4784 metros de altura.
3. Quando ocorreu a maior erupção do vulcão 3. A maior erupção ocorreu em 1660 e uma das
e quais foram as suas consequências? suas consequências foi a queda de cinzas
num raio de 1000 metros em redor do vulcão.
5 1. Compara o número de habitantes nos raios 1. Dos 10 km aos 30 km de raio do vulcão, o
de 10 km e 30 km do vulcão. número de habitantes aumenta em mais de
dois milhões.
2. A presença de pessoas a menos de 10 km 2. Sim. Habitam 32 488 pessoas a cerca de 10 km
do vulcão oferece perigo? Justifica a tua do vulcão. Essas pessoas estão sujeitas a
resposta. vários perigos aquando de uma erupção, como
sismos, libertação de lava, piroclastos e cinzas
pelo vulcão.
6 1. Quantos episódios eruptivos ocorreram no 1. Ocorreram três fenómenos eruptivos no
século XXI? século XXI: em 26-10-2001, em 16-04-2002 e
2. Classifica o tipo de erupção típico deste em 11-10-2002.
vulcão. 2. Erupção do tipo explosivo.
3. Descreve as principais características desse 3. São tipicamente erupções violentas, com muitas
tipo de erupção. explosões e emissão de piroclastos.
7 1. Indica em que zona de risco vulcânico é 1. Zona A.
mais provável a escorrência de lava.
a 2. Menciona as zonas em que podem ocorrer 2. Zonas A, B e C.
10 quedas de piroclastos.
3. Compara a zona de risco vulcânico B 3. Na zona B (risco elevado) podem ser emitidos
com a zona de risco vulcânico C. piroclastos de grandes dimensões (bombas),
ao contrário da zona C (risco intermédio). Na
zona B, a acumulação de piroclastos é
superior à da zona C. Na zona B também
podem ocorrer lahars (avalanches de lama).
4. Classifica o risco da zona vulcânica 4. Risco intermédio (Zona C).
associada à cidade de Quito.

Tarefa 2 – simulação (slides 11 a 71)


Deverá dividir a turma em grupos e distribuir o material impresso por cada grupo. Os alunos deverão ler
a informação no slide 11 (corresponde à introdução da ficha de trabalho) e decidir as funções dentro do
grupo (por exemplo, cada aluno poderá ficar responsável por um documento e explorá-lo para depois
partilhar o que aprendeu com os restantes elementos do grupo).
Os alunos deverão ser informados do facto de a simulação implicar atualizações de informação a cada
minuto (o que, na simulação, corresponde a uma hora) e que deverão estar atentos e efetuar os registos
que considerarem necessários (cada informação será mantida no ecrã durante aproximadamente 4
minutos até ser substituída por nova informação).

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Quando todos tiverem compreendido as suas funções, o docente deverá carregar no botão “Iniciar Missão”
(slide 13 da apresentação) e dar início à simulação.
A cada requisição de atualização do nível de alerta, o professor poderá solicitar aos diferentes grupos que
partilhem a sua decisão através dos porta-vozes (a função de porta-voz pode rodar dentro do grupo para
todos terem a oportunidade de falar).

2. Enquadramento da atividade

2.1. Enquadramento curricular

As tarefas poderão ser exploradas tendo em conta o seguinte enquadramento curricular:

Conteúdos Objetivos de aprendizagem


Tema: Terra em
Transformação
Ciências Aprendizagens Essenciais (Ministério da Educação, 2017, p. 8)
Naturais Subtema:
, Consequências Discutir as vantagens e as desvantagens do vulcanismo para as
7.º ano da dinâmica populações locais, bem como os contributos da ciência e da
interna da Terra tecnologia para a sua previsão e minimização de riscos associados.

A atividade permitirá desenvolver nos alunos as seguintes áreas de competências, definidas como
objetivos à saída da escolaridade obrigatória (Ministério da Educação, 2017a):

 Raciocínio e resolução de problemas.


 Pensamento crítico e pensamento criativo.
 Saber científico, técnico e tecnológico.
 Relacionamento interpessoal.
 Desenvolvimento e autonomia pessoal.

A atividade possibilitará a exploração das seguintes aprendizagens essenciais transversais, definidas


para os alunos à saída da escolaridade obrigatória (Ministério da Educação, 2017a):

 Selecionar e organizar informação, a partir de fontes diversas e de forma cada vez mais autónoma,
integrando saberes prévios para construir novos conhecimentos.

 Construir explicações científicas baseadas em conceitos e evidências científicas, obtidas através da


realização de atividades de investigação práticas diversificadas – laboratoriais, de campo, de
pesquisa, experimentais (com variáveis independentes, dependentes e controladas) – planeadas para
responder a problemas.

 Reconhecer que a ciência geológica é uma atividade humana com objetivos, procedimentos e modos
de pensar próprios, através da exploração de acontecimentos, atuais ou históricos, que documentem
a sua natureza.

 Integrar saberes de diferentes disciplinas para aprofundar temáticas de Ciências Naturais.

2.2. Enquadramento didático

No documento das Aprendizagens Essenciais para Ciências Naturais, 7.º ano, é salientado que “o nível
de aprofundamento dos conceitos deve considerar os contextos dos alunos e das escolas, valorizando

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questões de âmbito local, nacional e global, situações do dia a dia e controvérsias sociais em torno de
aplicações científicas ou tecnológicas” e que “as atividades práticas devem ser valorizadas e
consideradas como parte integrante e fundamental dos processo de ensino e de aprendizagem dos
conteúdos programáticos, integrando as dimensões teórica e prática no ensino de todos os temas”
(Ministério da Educação, 2017b, pp. 3-4).

Nessa linha de pensamento, propõe-se a exploração e a simulação de uma situação de crise noutro
país. Assim, os alunos deparam-se com um cenário em que a informação é escassa e no qual têm de se
adaptar rapidamente a uma situação nova.

A articulação com os saberes de outras disciplinas é explorada do seguinte modo:

Articulação
Físico-Química
Domínio: Materiais
Subdomínio: Propriedades físicas dos materiais
Objetivo geral: Reconhecer propriedades físicas e químicas das substâncias que as permitem
distinguir e identificar. (Fiolhais et al., 2013, pp. 9-10)
Geografia
Domínio: A Terra – Estudos e representações
Subdomínio: A representação da superfície terrestre
Objetivo geral: Conhecer diferentes formas de representação da superfície terrestre. (Nunes,
Almeida & Nolasco, 2014, p. 3)
Subdomínio: A localização dos diferentes elementos da superfície terrestre
Objetivo geral: Aplicar o conhecimento das coordenadas geográficas na localização de um
lugar. (Nunes, Almeida & Nolasco, 2014, p. 5)
Subdomínio: O relevo
Objetivo geral: Compreender diferentes formas de relevo através da análise de mapas e da
construção de perfis topográficos. (Nunes, Almeida & Nolasco, 2014, p. 8)

2.3. Sugestões para a exploração da atividade

Duração: 45 + 90 minutos

N.º de alunos por grupo: 2 a 5

Equipamentos: computador e videoprojetor para explorar a apresentação PowerPoint ®

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3. Propostas de soluções

Ficha de trabalho

ATUALIZAÇÃO DO NÍVEL DE ALERTA


ATUALIZAÇÃO #1

(Façam um círculo no nível de alerta atual)

Justificação: o vulcão exibe sinais de atividade acima do seu comportamento não eruptivo
típico.
ATUALIZAÇÃO #2

(Façam um círculo no nível de alerta atual)

Justificação: o vulcão exibe sinais de atividade acima do seu comportamento não eruptivo
típico.
ATUALIZAÇÃO #3

(Façam um círculo no nível de alerta atual)

Justificação: a emissão de cinzas representa um perigo para a navegação aérea.


ATUALIZAÇÃO #4

(Façam um círculo no nível de alerta atual)

Justificação: o fluxo piroclástico representa uma grave ameaça para a população local e a
emissão de cinzas continua a ser registada.
ATUALIZAÇÃO #6 ATUALIZAÇÃO #5

(Façam um círculo no nível de alerta atual)

Justificação: as sucessivas erupções representam uma grave ameaça para a população local
e para a navegação aérea.

(Façam um círculo no nível de alerta atual)

Justificação: o vulcão mostra sinais de estar a voltar ao seu estado não eruptivo.

4. Referências bibliográficas

Barberi, F., Ghigliotti, M., Macedonio, G., Orellana, H., Pareschi, M. T., & Rosi, M. (1992). Volcanic
hazard assessment of Guagua Pichincha (Ecuador) based on past behaviour and numerical

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models. Journal of Volcanology and Geothermal Research, 49(1–2), 53–68.
http://doi.org/10.1016/0377-0273(92)90004-W
Fiolhais, C. (Coord.), Ferreira, A. J., Constantino, B., Portela, C., Braguez, F., Ventura, G., Nogueira, R.,
& Rodrigues, S. (2013). Metas curriculares do 3.º Ciclo do Ensino Básico. Ciências Físico-
Químicas. 7.º, 8.º e 9.º anos. Lisboa: Ministério da Educação e Ciência. Retirado de:
http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/ficheiros/eb_cfq_metas_curriculares_3c_0.pdf
Ministério da Educação (2017a). Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória. Lisboa: Ministério
da Educação. Retirado de:
http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Projeto_Autonomia_e_Flexibilidade/perfil_dos_
alunos.pdf
Ministério da Educação (2017b). Aprendizagens essenciais. Articulação com o perfil dos alunos. 7.º ano.
3.º Ciclo do Ensino Básico. Ciências Naturais (Documento de trabalho – Escolas do PAAFC).
Lisboa: Ministério da Educação. Retirado de:
http://dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Projeto_Autonomia_e_Flexibilidade/ae_3oc_ciencia
s_naturais.pdf
Nunes, A. N., Almeida, A. C. de, Nolasco, C. C. (2014). Metas curriculares. Ensino Básico. Geografia.
7.º, 8.º e 9.º anos. Lisboa: Ministério da Educação e Ciência. Retirado de:
http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/ficheiros/metas_curriculares_geog_eb.pdf

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