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SOBRE O AUTOR

Dr. Victor Sorrentino


CREMERS 28606

O médico gaúcho, professor e palestrante


internacional, Victor Sorrentino carrega em
seu DNA a relação com a Medicina, pois des-
de cedo acompanhou o pai, conceituado ci-
rurgião plástico, no ofício da cirurgia estética
e reparadora.

Autor do livro SEGREDOS PARA UMA VIDA


LONGA, palestrante e ativista da ciência dos
alimentos, dedica-se a conscientizar a socieda-
de sobre o cartel das indústrias farmacêuticas
e alimentícias que lucram às custas da saúde
da população.

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SUMÁRIO CLICÁVEL

• DEPRESSÃO E FALTA DE ENERGIA

• SOMOS SERES UNO

• O QUE PODE ESTAR POR DETRÁS DA DEPRESSÃO

• AS ALTERAÇÕES EM NOSSO CLICO CIRCADIANO

• SITUAÇÕES DE ESTRESSE

• ALTERAÇÕES BIOQUÍMICAS

• INTESTINO

• ATIVIDADE FÍSICA

• POR UMA VIDA COM MAIS ENERGIA E VITALIDADE

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DEPRESSÃO E FALTA
DE ENERGIA

A falta de energia e o desânimo causados


por uma tristeza profunda são alguns dos sin-
tomas da depressão.

Estamos em tempos onde essa doença é uma


verdadeira epidemia. Conforme dados da Or-
ganização Mundial da Saúde, o diagnóstico da
depressão aumentou em 18,4% desde 2005
em todo o mundo.

No Brasil, mais de 75 mil trabalhadores


foram afastados de suas funções em 2016,
em virtude do tratamento da depressão. A
tendência é que em 2020 a depressão seja a
doença mais incapacitante do mundo!

A depressão pode apresentar evolução na


complexidade dos sintomas ao longo da vida
e pode impedir que pessoas realizem tarefas
comuns como frequentar a escola, frequentar
um trabalho ou cuidar sozinhos da alimenta-
ção e higiene pessoal.

Em alguns casos, o depressivo acaba se en-


volvendo com drogas, álcool e aniquilando re-

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lacionamentos interpessoais como amizade e/
ou casamento, pois costuma demorar muito
tempo para ser diagnosticado ou buscar aju-
da médica.

A condição pode ainda estar acompanhada


ou mesmo vir a desencadear outras doenças
como bulimia, anorexia, síndrome do pânico,
crises de ansiedade ou transtorno bipolar, por
exemplo.

Na verdade, é comum que a doença de-


pressão seja confundida com fraqueza de ca-
ráter ou preguiça, pois realmente pode afe-
tar a capacidade de agir do indivíduo!

Não poderia ser mais distante da verdade.


Independente do diagnóstico depressivo ou
não, quem sofre com os sintomas anteriormen-
te citados sofre. Muitas vezes, sofre em silêncio
por este mesmo preconceito e tabu por parte
da sociedade sobre os aspectos emocionais
da saúde.

É comum atender pacientes que registram


falta de vontade de viver após passar por tur-
bulências. Durante uma conversa rápida, per-
cebo que a pessoa passou por um término de
relacionamento, estresse no trabalho, na vida
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acadêmica ou em outro episódio traumático,
como a morte de um ente querido.

Importante salientar: mesmo dentro desses


contextos, cada caso deve ser avaliado muito
bem a fim de que a depressão não seja diag-
nosticada por engano! Infelizmente, falo com
segurança que boa parte dos diagnósticos não
dizem respeito à doença.

Vou explicar o porquê ao longo deste livro


digital.

Assim como em qualquer doença, defendo


que o foco dos tratamentos estejam nas cau-
sas, não no silenciamento dos sintomas.

Boa leitura!
Dr. Victor Sorrentino

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SOMOS SERES UNO

A maioria das pessoas refere-se aos cuida-


dos com a saúde de maneira bilateral: corpo
e mente.

Cuidamos do corpo através da alimentação,


da atividade física, dos bons hábitos. Já da
mente, são “outros quinhentos”: meditação,
atividades de mindfulness, leitura, estudos,
técnicas de respiração, prática do bom humor,
da vida com leveza.

Nada disso está errado. São todas práticas


saudáveis e que colaboram para o bom fun-
cionamento do corpo como um todo.

Porque é exatamente isso que ele é: um


TODO. Somos seres UNO, integrados, sistê-
micos. Enxergar o corpo de forma excessi-
vamente “compartimentada” pode ser a re-
ceita para um desastre.

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Por exemplo, o diagnóstico indiscriminado
das doenças como o caso da depressão.

O QUE PODE ESTAR POR


DETRÁS DA DEPRESSÃO?

É muito fácil atribuir as causas do compor-


tamento depressivo aos fatores externos, às
experiências ou traumas negativos que as pes-
soas passaram na vida.

Mas essa é uma forma superficial de en-


carar uma doença, e é impossível avaliar as-
pectos comportamentais do ser humano sem
levar em conta também sua biologia.

Se a pessoa pensa, sente, ou se está feliz ou


triste, isso é também consequência de uma sé-
rie de reações que acontecem no organismo,
principalmente no cérebro, e que dependem
da presença de estruturas biológicas como cé-
lulas e órgãos, mas também da presença de
determinadas substâncias químicas, que são
conhecidas como neurotransmissores ou neu-
ro reguladores.

Pois bem, se nosso humor e nossas sensa-


ções são afetadas pela ação de neurotrans-
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missores químicos produzidos pelo próprio
organismo, devemos pensar que se essas subs-
tâncias não estiverem agindo, nosso compor-
tamento será diferente do que quando estes
químicos estão agindo, certo?

A insuficiência ou funcionamento inade-


quado desses agentes químicos neurotrans-
missores podem causar várias patologias
neurológicas, dentre elas a depressão.

Estudos já comprovaram que a deficiência


da serotonina no cérebro está relacionado
ao comportamento depressivo, ou seja, a de-
pressão é uma desordem mais química do que
psicológica.

Como o sintoma da doença é alteração do


comportamento, é comum pensar exclusiva-
mente em causas psicológicas para esse distúr-
bio, e elas realmente podem estar presentes
mas entendam: não são o único e determi-
nante fator.
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A seguir vou abordar algumas das causas
mais comuns para o sintomas associados à de-
pressão.

AS ALTERAÇÕES EM NOSSO
CICLO CIRCADIANO

A sobrevivência é um instinto básico e prio-


ritário para nosso corpo, seu primeiro objeti-
vo.

Para isso, devemos manter uma rotina que


tem a ver com o andar dos dias. Há quem diga
que tem preferência por trabalhar e produzir
durante a noite.

No entanto, é durante a manhã que nosso


organismo está com o hormônio do estresse
(cortisol) em alta. É ele o responsável pelo pico
de energia e disposição que sentimos.

Não é por acaso que boa parte das pesso-


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as sente-se mais produtiva durante a manhã e
essa produtividade cai ao longo do dia.

Ao chegar a noite, é óbvia a exaustão. Nosso


corpo entende que com a falta de luz natural,
chegou o momento do descanso. Mas, fale a
verdade. Você não relaxa assim que escurece.

Anoitece e ainda temos os estímulos das


telas de celulares e televisores. Isso quando
não ficamos cheios de trabalho até altas ho-
ras da noite.

Interferir dessa maneira no ciclo circadiano


bagunça todo o nosso sistema endócrino,
responsável pela liberação dos hormônios
necessários para o cotidiano. A consequência
direta é o desequilíbrio, impactando nos ciclos
de sono e consequentemente no metabolismo
e no bem-estar.

• Algumas das patologias já relacionadas a


alterações do ciclo circadiano incluem:
• Falta de atenção: existe muito mais perigo
de ter um acidente de carro se a pessoa está
com sono.
• Menos concentração, memória e capaci-
dade de aprendizagem.
• Queda no rendimento físico cai, fica bem
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mais difícil emagrecer pois não existe disposi-
ção para praticar exercícios.
• Queda na qualidade da dieta: pessoas que
dormem mal, também comem mal.
• Aumento do apetite: o cansaço estimula a
falta de controle e a compulsão alimentar.
• Obesidade e diabetes: existe relação en-
tre as poucas horas de sono e a obesidade, a
diabetes e principalmente a obesidade infan-
til.
• Cansaço
• Falta de disposição
• Transtornos físicos e comportamentais
• Depressão
• Ansiedade

Reconheceu algum sintoma?

É fundamental que cada um de nós PROTE-


JA o próprio sono. Sim, proteja! Pois são inú-
meras as distrações que podem gerar dese-
quilíbrios no delicado funcionamento do ciclo
circadiano.

As horas de sono devem variar entre 7 e


9 por dia, 8 horas é uma média considerada
saudável para a maioria das pessoas. O sono
deve ser contínuo, sem interrupções, para que
a profundidade restauradora do organismo
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(fase REM) seja alcançada.

Minhas recomendações para uma noite de


sono de qualidade:

Ambiente silencioso
Desligue a televisão e os aparelhos de som.
Se morar em local com muito barulho vindo
da rua, invista em tampões de ouvido. A audi-
ção é um é um sentido que não desliga nunca,
independente de querermos ou não, e acaba
estimulando áreas que não deveriam receber
estímulos durante o sono.

Escuridão
Como dito anteriormente, nosso corpo re-
conhece quando é dia ou noite através de cé-
lulas fotossensíveis que detectam a luz e en-
viam sinais alertando o corpo para despertar
ou descansar. A vida moderna bagunçou to-
talmente esse processo ao inserir luz artificial
no período da noite. Não estou dizendo para
abolir a luz artificial nem para viver em escu-
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ridão quando anoitecer. No entanto, o ideal
é que, próximo a hora de dormir vá gradual-
mente escurecendo a casa e principalmente,
ao dormir, o faça em completa escuridão. Isso
inclui tapar luzinhas de aparelhos como televi-
são, ar condicionado, etc.

Refeições
Jantares pesados e frequentes irão deman-
dar um esforço de digestão que seu corpo não
estava planejando para esse período. Lembre-
-se: o corpo (apesar dos estímulos contrários),
ainda acha que a noite foi feita para “desligar”
e descansar. Não para consumir quantidades
elevadas de proteínas e carboidratos. Opte
por jantar mais cedo e dê preferência para re-
feições mais leves.

SITUAÇÕES DE ESTRESSE

Ao atender pacientes com histórico de pas-


sar recentemente por picos de estresse, tam-
bém percebo o quanto a falta de energia
está relacionada à depressão. Imagine uma
pessoa que passa pelo desgaste de um divór-
cio.

Além do emocional abalado, há muita buro-


cracia e correria envolvida. No entanto, é so-
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mente quando acaba que o sujeito sente, de
fato, a fadiga excessiva e a queda da produti-
vidade.

Isso tem a ver com a sensação do luto do


fim do relacionamento.

A pessoa forçou demais a sua adrenal, glân-


dula responsável pela produção da adrenali-
na. Após esse forte desgaste, o correto seria
passar por uma pausa. No entanto, nem sem-
pre é possível, pois é preciso continuar traba-
lhando.

Casos assim são tratados como depressão


pela psiquiatria, Síndrome de Burnout pela
psicologia e Síndrome da Fadiga Crônica pela
medicina integrativa. Ao receber um diagnós-
tico desses, a pessoa vai se reconhecer como
depressiva por toda a sua vida. O que não é
o caso!

Pense em uma jovem de 15 anos terminan-


do o namoro. Quando ela não lida da forma
correta com essa frustração, mesmo que por
um breve período de tempo, a tendência é
que passe boa parte da sua vida recebendo
medicamento.

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Os remédios contra depressão tem a sua im-
portância em alguns casos, acredito que em
uma minoria deles. Para a maioria, percebo
que servem apenas como bengala. Ao invés
de apoiar pacientes em bengalas, não seria
muito mais proveitoso procurarmos entender
o porquê de estarem se sentindo assim e en-
tão, atuar na RAIZ da questão?

Vou explicar por que acredito que existem


melhores maneiras de tratar esses sintomas.

ALTERAÇÕES BIOQUÍMICAS

Com a alta produção de corticoides e adre-


nalina advindas da situação estressante, as pa-
redes do estômago e dos intestinos são dani-
ficadas. Com esse desequilíbrio, o humor do
paciente provavelmente será muito afetado
negativamente.

Além da postura negativa, é provável que


o sujeito esteja com outros problemas, tais
como a alimentação inadequada, falta de
exercícios físicos, além de vários medicamen-
tos que desencadeiam a falta de energia.

Como é que o organismo vai produzir os


hormônios responsáveis pelo bem estar quan-
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do está com os níveis de adrenalina e estresse
muito altos?

Para recuperar esse sistema cansado e recu-


perar a vitalidade, o ideal seria que essa pes-
soa contasse com a orientação nutricional cor-
reta.

Além da alimentação balanceada e da práti-


ca de exercícios, alguns suplementos também
podem auxiliar. Os casos devem ser avaliados
individualmente e, mesmo quando a medica-
ção é indicada, os hábitos de vida da pessoa
precisam melhorar.

Para passar por uma fase difícil da maneira


mais tranquila, vou dar algumas recomenda-
ções:

Vitamina C
Muito simples de encontrar na alimentação,
é abundante em frutas cítricas como laranja
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e limão. Fortalece o sistema imunológico e
participa na produção de uma infinidade de
hormônios e neurotransmissores cerebrais.

Vitaminas do complexo B
Bastante importantes para manter o equi-
líbrio hormonal, as vitaminas B1, B2, B3, B5 e
B6 precisam coexistir no organismo. Umas de-
pendem das outras para fazer seu trabalho. É
provável que o depressivo não consiga todos
os níveis necessários na alimentação. Por isso,
a suplementação pode ser recomendada.

Selênio
Essencial para o funcionamento do cérebro
e para evitar desequilíbrio na tireoide. O se-
lênio tem papel de antioxidante e seus baixos
níveis estão associados ao aumento dos sin-
tomas depressivos. Encontra-se nas oleagino-
sas, carnes magras, feijões, ovos e em frutos
do mar.

Ácidos graxos ômega 3


O ômega 3 é fundamental para estruturar
as células do cérebro, fazendo que produzam
as substâncias necessárias ao bem estar. Além
de impactar positivamente nas funções dos
neurônios e na redução das inflamações, di-
minui o colesterol ruim e contribui para a saú-
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de do coração.

Ficou comprovado por meio de estudos pu-


blicados pela Medical Hypotheses que a fal-
ta dessa gordura de boa qualidade agrava
os quadros depressivos. Já os pesquisadores
da Oxidative Medicine and Cellular Longevity
apontam que seu consumo regular combatem
os sintomas da depressão e contam com pa-
pel relevante na cura.

O ômega 3 está presente na linhaça, no sal-


mão, nas nozes e nos ovos. Normalmente, o
depressivo pode se beneficiar muito da suple-
mentação do ômega 3.

Magnésio
A falta deste nutriente pode levar à depres-
são. Quando não conta com os níveis equili-
brados, as enzimas que produzem serotonina
e dopamina não trabalham com eficácia.

Sua falta está associada, ainda, ao agrava-


mento de doenças mentais e perda do QI.

Segundo a publicação da revista Pharmaco-


logical Reports, em 2013, o magnésio é be-
néfico ao tratamento da depressão. Algas,
amêndoas, abacate, banana, feijão, sementes
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de abóbora, tofu, leite de soja, cereais inte-
grais e vegetais de folhas verde são ricos em
magnésio e, portanto, devem entrar na dieta
de quem sente falta de energia.

Ferro
A deficiência do ferro também pode cau-
sar a depressão. Os glóbulos vermelhos do
sangue são produzidos em menor quantidade
quando o organismo não conta com o ferro
necessário. Isso leva a um quadro de fadiga,
confusão, perda de apetite e outros sintomas
da depressão.

É importante consumir alimentos como soja,


peixe, beterraba, espinafre, feijão, entre ou-
tros ricos em ferro. Associe sempre com a in-
gestão correta de vitamina C para que o ferro
seja absorvido adequadamente pelo organis-
mo.

Vitamina D

Esta merece destaque!

A Vitamina D é um conhecido neuroprote-


tor, ou seja, através de suas vias antioxidantes,
consegue proteger o cérebro dos tantos efei-
tos negativos que níveis elevados de citocinas
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pró-inflamatórias (observadas em quadros de-
pressivos) causam no órgão.

Seu papel ainda de regulador da produção


e liberação da serotonina e dopamina (neuro-
transmissores que, quando em desequilíbrio,
levam ao aparecimento de sentimentos nega-
tivos, preocupações, angústias e irritações),
que estão INTIMAMENTE ligados à capacida-
de humana de produzir o bem estar!

Pessoas com deficiência de Vitamina D co-


mumente apresentam os seguintes sintomas:

• Desânimo
• Tristeza
• Irritabilidade
• Flutuação de Humor
• Falta de iniciativa

Parece familiar?

Na verdade, os níveis baixos de Vitamina


D são determinantes para o desenvolvimen-
to de uma doença conhecida como DEPRES-
SÃO SAZONAL.

Seus sintomas reaparecem a cada ano, ge-


ralmente no outono e inverno, exatamente as
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épocas nas quais as pessoas têm menos con-
tato com a luz solar.

Em estudo apresentado durante o Endocri-


ne Society’s 94th Annual Meeting and Expo
em Houston, nos Estados Unidos, analisou os
efeitos da suplementação de Vitamina D em
três pacientes mulheres diagnosticadas com
depressão.

As três apresentavam níveis baixos da vita-


mina (variando de 8,9 a 14,5 ng/mL) e recebe-
ram suplementação ao longo de oito a doze
semanas.

Após o experimento, as três relataram me-


lhoras significativas em seu estado depres-
sivo através do Inventário de Depressão de
Beck (BDI) - um dos instrumentos mais utili-
zados para se medir a severidade de quadros
depressivos.

Os autores do estudo concluíram que a su-


plementação com a vitamina pode ser uma
estratégia complementar efetiva e de baixo
custo para o tratamento da depressão.

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INTESTINO

O intestino é considerado a maior glându-


la endócrina que possuímos, pois são muitos
hormônios ali secretados, e todos essenciais
para o bom funcionamento do corpo humano.

Cerca de 90% da serotonina, o neurotrans-


missor responsável pela sensação de bem-es-
tar, é fabricada no intestino.

Como já falei anteriormente, estudos já com-


provaram que a deficiência da serotonina no
cérebro está relacionado ao comportamento
depressivo, portanto, é de se esperar que o
funcionamento do seu intestino esteja direta-
mente ligado ao risco de se desenvolver de-
pressão.

Especialistas advertem que algumas condi-


ções ligadas ao funcionamento do intestino,
como a Síndrome do Intestino Irritável, podem

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levar a depressão, nervosismo e ansiedade.

Assim como estes sintomas emocionais tam-


bém desequilibram a flora intestinal e aca-
bam virando uma bola de neve, onde o mau
funcionamento do intestino e as emoções ne-
gativas potencializam um ao outro.

Como cuidar do intestino?

Mantenha uma alimentação o mais limpa e


orgânica possível, repleta de verduras, legu-
mes, boas fontes de proteína, fibras e gordu-
ras. Consuma também alimentos probióticos
(como o kefir ou a kombucha) que agem po-
voando o intestino com bactérias benéficas.

Evite excessos de industrializados, proces-


sados, carboidratos simples (com alto índice
glicêmico), farinhas brancas (pães, massas, bo-
los, etc.) e açúcares.

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ATIVIDADE FÍSICA

O ser humano foi criado para estar em mo-


vimento. Nossa estrutura biológica conta com
um sistema muito bem organizado para possi-
bilitar a mobilidade. Pensando bem, o homem
foi inserido em um mundo onde o movimento
é extremamente necessário.

Alimentos vinham essencialmente da caça


e coleta, e a locomoção dependia exclusiva-
mente das pernas.

Antigamente, o sedentarismo era algo que


simplesmente não podia existir!

Ou seja, pense comigo, fomos criados para


viver em intensa movimentação, e por força
da evolução, do desenvolvimento de conforto
para as atividades diárias, acabamos nos tor-
nando sedentários.
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Infelizmente, grande parte da população não
se dá conta que está indo absolutamente con-
tra a natureza de nossa espécie quando passa
a maior parte do seu dia sentada e esquece
de compensar a deficiência de atividade em
com alguma forma de exercício.

E qual a relação entre o exercício físico e o


desenvolvimento de depressão? Uma meta-a-
nálise de 24 estudos publicados, envolvendo
um total de 193.166 indivíduos foi realizada
avaliando os efeitos da prática física no apa-
recimento dos sintomas depressivos.

Foi evidenciado que a probabilidade de de-


senvolver um quadro depressivo, entre as
pessoas sedentárias é 25% maior do que en-
tre as pessoas que praticam algum tipo de
atividade física!

Os autores do estudo ainda afirmaram que:

“Esta meta-análise de estudos observacio-


nais indicam que o comportamento sedentá-
rio está associado com aumento do risco de
depressão.”

Muitos estudos científicos sugerem uma in-


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finidade de melhorias na saúde pela prática
de atividade física. Os benefícios vão desde o
controle do peso, melhora de humor, aumento
da produção de energia, melhoria na qualida-
de do sono, maior preparo e aproveitamento
da vida sexual.

A atividade física é, sem dúvidas, um gran-


de aliado tanto na PREVENÇÃO dos sintomas
da depressão quanto no seu TRATAMENTO!

POR UMA VIDA COM MAIS


ENERGIA E VITALIDADE

As necessidades nutricionais de cada pessoa


costumam variar. Por isso, eu recomendo que
diante de um quadro de dificuldade emocio-
nal, ou mesmo do diagnóstico de depressão,
você procure acompanhamento médico, nu-
tricional e psicológico. Assim, você não ficará
refém de medicamentos por toda a sua vida.
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A ideia não é fecharmos os olhos para as-
pectos da sua saúde que possam estar influen-
ciando os seus sintomas. Pelo contrário!

É ampliar nosso olhar para muito além.

É considerar o seu estado nutricional, a sua


alimentação, seus hábitos de vida, o modo
como você dorme, como se exercita (ou não),
como lida com as situações do dia a dia.

Tenho a plena certeza de que é com ESTE


OLHAR que poderemos, em breve, diminuir
drasticamente a quantidade de pessoas re-
féns de medicações antidepressivas que, para
começo de conversa, talvez nem precisassem
ter tomado!
Um outro caminho existe, caro leitor. Mas
ele só será percorrido por quem deseja enxer-
gá-lo.

Nós já sabemos que apenas 15% das do-


enças que desenvolvemos são diretamente
causadas por herança genética, até mesmo
diabetes, depressão, câncer e obesidade.

Vivemos verdadeiramente intoxicados, nos


sentimos cansados, desmotivados e estressa-
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dos todos os dias.

Fizemos dos maus hábitos um refúgio: a má


alimentação e o sedentarismo tomam conta
da nossa rotina.

O excesso de peso atrapalha, aumenta os


riscos de uma série de condições, torna o me-
tabolismo mais lento, menos eficiente. O ciclo
da doença se estabelece.

Consumimos remédios que prometem nos


curar e acabamos ainda mais doentes. Some
um sintoma aqui, aparece outro ali.

Somos diariamente bombardeados por in-


formações conflitantes, o que torna a busca
pela forma física ideal aliada a uma vida sau-
dável parecer uma coisa impossível!

Mas não é.

Na verdade, quero provar que envelhecer


não significa engordar ou ter dores, nem per-
der a memória, a força física, o desejo sexual,
dormir mal e nem viver cansado ou sem moti-
vação.

Sua idade não representa adoecer e deixar


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de aproveitar os bons momentos da vida e tudo
que este mundo tem a nos oferecer!

Duvida? Então te convido a assistir ao ví-


deo a seguir e testemunhar o que a mudança
de hábitos fez pela minha vida. Eu, que aos 27
anos de idade me vi tomando mais de um re-
médio controlado e decidi, naquele momen-
to, que desejava construir um novo futuro.

Um abraço,
Dr. Victor Sorrentino

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