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Instrução Técnica

Equipamentos Covid-19 (SARS-CoV-2)


IT-BR/0012/P/03

Esta Instrução Técnica tem como objetivo esclarecer de que


forma os equipamentos TROX podem contribuir para o combate a
Covid-19 (SARS-CoV-2).

Conforme a Secretaria de Estado da Saúde do Estado do Paraná (SESA) o vírus


que provoca a doença Covid-19 [SARS-CoV-2] pertence a classe de risco 3 (escala
de 1 a 4) o mesmo de por exemplo a Tuberculose (TB) [bacilo de Koch -
Mycobacterium tuberculosis].

Definição de classe de risco 3: Alto risco individual e risco moderado para a


comunidade. Incluem os agentes que usualmente causam doenças graves em
humanos ou animais as quais, no entanto, podem usualmente ser tratadas por
medicamentos ou medidas terapêuticas gerais, representando risco moderado para a
comunidade e para o meio ambiente.

Com base neste contexto e na literatura disponível até o momento,


selecionamos alguns equipamentos que poderão ser utilizados no enfrentamento do
Covid-19 em diferentes situações.

O vírus SARS-CoV-2 possui tamanho de 0,08 a 0,16 µm, entretanto por ser tão
pequeno ele se une rapidamente às partículas o seu redor por atração eletrostática e
outros mecanismos físicos. Desta forma, é improvável encontrar apenas um vírus
solto se deslocando pelo ar. O particulado normalmente encontrado contaminado por
microrganismos oriundos do trato respiratório (gotículas de espirros e tosse) gira
entre os tamanhos de partículas de 1 a 10 µm. Por este motivo, filtros com eficiência
F8, F9 podem ser utilizados como prevenção em instalações comerciais. Já os filtros
H13 ou H14 são os apropriados para aplicações hospitalares onde o nível de
contaminantes e de segurança são maiores.

Filtros classificados como grossos e médios G3, G4, M5 normalmente


encontrados em equipamentos de ar condicionado de conforto, não são eficazes
contra o vírus SARS-CoV-2.

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Análise laboratorial:

Para agentes infecciosos da classe de risco 3 podem ser utilizados como


barreira primária equipamentos classificados como classe II conforme NSF-49.
Quando existir a possibilidade severa de geração de aerossóis potencialmente
contaminados deve adicionalmente ser utilizada máscara de proteção como segunda
barreira.

Assim como para a TB, a máscara a ser usada pelos profissionais da saúde no
tratamento do Covid-19 deve ser tipo N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3. Já para
pacientes contaminados, para evitar a propagação para outras pessoas, pode ser
utilizada a máscara cirúrgica, conforme orientação do MS.

Desta forma, o equipamento adequado para a utilização em análises


laboratoriais é a Cabina de Segurança Biologia (CSB) modelo TLF 4.0 – B2.

Catálogos:
https://www.troxbrasil.com.br/downloads/8d9e6068baf1d902/F8-
001_2013.pdf?type=product_info ;
https://www.troxbrasil.com.br/downloads/c287a923741ab94f/Folder-Cabine-
Seguran-a-Biologica-TLF-4.0.pdf?type=product_info

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Em instituições de pesquisa com atividades mais severas deve-se manipular


amostras em laboratórios NB 3 ou superiores (escala NB 1, NB 2, NB 3, NB 3+, NB
4). Em laboratórios NB 3 se utilizam também CSBs CLII B2.

Quartos de isolamento e outros semelhantes:

Em quartos de isolamento e em algumas outras áreas de hospitais, se faz


necessário dotar estes espaços com pressão negativa. O objetivo e manter
contaminantes dentro dos ambientes contaminados por pacientes portadores de
doenças originadas de classe de risco 3, como a TB, e impedir a sua migração para
áreas adjacentes, o que poderia levar a disseminação sistemática de um
microrganismo patogênico por todo o hospital.
A pressão negativa utilizada varia entre -2,5 a -15Pa, usualmente -5Pa, esta
pressão deve ser medida entre o quarto e o ambiente adjacente à porta de entrada,
como por exemplo um corredor de acesso ao quarto.
Para conseguir manter a pressão negativa é necessário exaurir o ar, e para
evitar que os contaminantes sejam exauridos para o ambiente próximo, este ar
exaurido deve antes passar pelo menos por uma etapa de filtragem com filtros HEPA
H13 (ISO35H) ou H14 (ISO45H), e preferencialmente antes por um pré-filtro G4 ou
M5.
É importante salientar que existem duas situações, quartos ou ambientes com
e sem ar condicionado. Nas situações com ar condicionado existente, provavelmente
não dimensionado para ter um sistema de exaustão, é possível que a carga térmica
oriunda pelo acréscimo provocado pela exaustão de ar deve afetar o desempenho
térmico e o balanceamento de vazões de ar.
Em quartos de isolamento com pressão negativa as janelas devem se vedadas
e fixadas para não permitir a sua abertura.

Temos três equipamentos que podem ser utilizados para esta aplicação:

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IAE-H: os modelos T1 a T4 promovem salas com pressão negativa, possuem


vazão ajustável (100 a 1000m3/h) e podem ser movimentados, apesar de
necessitarem de uma pequena infraestrutura de instalação.

Catálogo: https://www.troxbrasil.com.br/downloads/8d9e6068baf1d902/F8-
001_2013.pdf?type=product_info

IAE-EX: Equipamento de exaustão de ar para fixação em teto sobre o forro ou


aparente com até 500m3/h. Promove pressão negativa e pode ser instalado com
grelhas ou dutos.

Informativo: I-BR-IAE-EX-P-00 (em anexo)

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IAE-R: Insuflador de ar refrigerado com filtro HEPA H13 (ISO35H), usado em


conjunto com IAE-EX.

IAE-R

IAE-EX

Catálogo: https://www.troxbrasil.com.br/downloads/8d9e6068baf1d902/F8-
001_2013.pdf?type=product_info

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Ar condicionado para quartos em geral, incluindo isolamento, UTIs e outras


áreas hospitalares:

FCDF-HS e FCDF-HSA: Unidade de tratamento de ar com filtragem fina F9


[HS] ou absoluta H13(ISO35H) [HSA] com capacidade de 1, 1,5 e 2 TR e o mais
baixo nível de ruído do mercado. Para quartos de isolamento com pressão negativa
deve ser usado em conjunto com o IAE-EX.

FFT-HS/HSA

IAE-EX

Catálogo: https://www.troxbrasil.com.br/downloads/a862a0c2b9de6d5f/i-br-
_fcdf-hs-p-00.pdf?type=product_info

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Unidades de tratamento de ar estanques:

TKZ: Unidades de tratamento de ar configurável para qualquer necessidade,


podendo conter ventiladores, filtros para partículas (G4, M6, F7, F8, F9, H13, H14),
filtros de carvão ativado (odores), serpentinas de resfriamento e aquecimento,
umidificadores, atenuadores de ruído, etc. e com alto grau de estanqueidade.

Catálogo:
https://www.troxbrasil.com.br/downloads/65d68eaad39716b2/c6002_tkz.pdf?type=
product_info

Caixas terminais com filtros HEPA e filtros:

CAIXAS TERMINAIS FILTROS HEPA

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Catálogo:
https://www.troxbrasil.com.br/downloads/415ede0eaa8fc915/Cat-logo-Filtros-TROX-
2019---Digital--002-.pdf?type=brochure
https://www.troxbrasil.com.br/downloads/ed04091472eef3b1/f6_1_p_6.pdf?type=p
roduct_info

Caixas de filtragem de troca segura Bag-in Bag-out:

KSF: Caixa porta filtros finos e HEPA de troca segura, o que impede o contato
dos operadores com os filtros contaminados.

Catálogo: em anexo.

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Hospital transportável – Módulos de isolamento:

Módulos contendo quartos de isolamento, consultórios, salas de cirurgia,


enfermaria, etc., permitem a construção de um hospital completo ou módulos de
ampliação em estruturas existentes.

Catálogo: em elaboração.

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Substituição de filtros em equipamentos atingidos por microrganismos


classe de risco 3 como o Covid-19:

Para a substituição de filtros contendo contaminantes hospitalares, incluindo


patogênicos da classe de risco 3, e necessário utilizar EPIs adequados para preservar
a saúde dos operadores, e promover a inativação ou descarte seguro.
Os filtros contaminados são classificados como resíduo do grupo 5 conforme
RDC n° 33 de 2003 da ANVISA.
Desta forma, os EPIs necessários para a sua substituição são mascara N95,
N99, N100, PFF2 ou PFF3, óculos com fechamento lateral ou máscara de proteção
facial, luvas cano longo e capacete.

Os filtros contaminados devem ser condicionados em sacos plásticos


adequados com inscrição indicando risco biológico, e lacrados. Após deve ser auto
clavado para esterilização ou incinerado.
Ao colocar um novo filtro, deve-se ter cuidado para não o danificar,
principalmente quando manuseado um filtro HEPA, ele é muito frágil. O meio
filtrante não deve em hipótese alguma ser tocado com as mãos, se ele for danificado
os contaminantes atravessarão o filtro tornando-o ineficaz.

Fontes:

REHVA COVID-19 guidance document, March 17, 2020

http://www.crfsp.org.br/images/arquivos/Manual_orientacao.pdf

http://www.saude.ms.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Nota-tecnica-
CORONAVIRUS-2020-vers%C3%A3o-4.pdf

MANUAL DE SEGURANÇA BIOLÓGICA EM LABORATÓRIO da OMS

ASHRAE Position Document o Airborne Infectious Diseases - August 5, 2020

http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/arq/nota_tecnica_funasa_svs.pdf

Jorge Zato – Gerente Corporativo de Engenharia e P&D – 25/03/20

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