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Engenharia

Química

OPERAÇÕES UNITÁRIAS II: aula 2

Trocadores de calor

José Roberto Delalibera Finzer


2020/2 – 13 agosto
1
Introdução

O fluxo de calor de um fluido quente para um fluido


frio através de uma parede sólida é comum na prática da
engenharia química.

O calor transferido pode ser o calor latente


acompanhado por uma mudança de fase: vaporização ou
condensação; também pode ser o calor sensível no
aumento ou diminuição da temperatura de um fluido, sem
mudança de fase.

2
Introdução

Exemplos típicos são a diminuição da temperatura do


fluido por transmissão de calor sensível para um líquido frio
cuja temperatura aumenta e a condensação de vapor água
no aquecimento de um fluido.

Todos estes casos envolvem transferência de calor


por condução e convecção

3
Introdução

Trocador de calor de tubos concêntricos ou tubos duplos


4
Introdução

Trocador de calor de tubos concêntricos ou tubos duplos


5
Introdução
O trocador de calor de tubos concêntricos é formado por tubo
metálico interno e um externo com curvas de retorno e equipados com
sistema de vedação.
Um fluido escoa através do tubo interno e o segundo pelo espaço
anular entre os tubos interno e externo.

Em um trocador de tubos típico o diâmetro tubo interno pode ser


1 1/4 polegada e o exterior de 2 1/2 polegadas.
Trocadores tubos concêntricos são utilizados quando não for
necessário mais do que 9,3 – 14 m2 (100-150 ft2) de superfície de troca de
calor.
Para trocadores de maior capacidade são utilizados trocadores de
calor de casco e tubo mais elaborados e com milhares de m2 de área de
troca de calor.
6
Introdução
chicana

Trocador de calor casco e tubo: 2 passes nos tubos e 1 passe no casco

7
Introdução chicana

Trocador de calor casco e tubo: 2 passes nos tubos e 1 passe no casco

8
Introdução

9
Introdução

10
O projeto térmico ideal de um trocador de calor de
casco e tubo envolve a consideração de muitos
parâmetros de interação, parâmetros que podem ser
resumidos da seguinte forma. Processo:
1. Decisão sobre a disposição do fluido para o lado
do casco ou lado do tubo.
2. Seleção das especificações de temperatura das
correntes.
3. Definição dos limites de projeto de perda de
pressão no lado do casco e no lado do tubo.
4. Definir os limites de velocidade do lado do casco e
do lado do tubo.
5. Seleção de modelos de transferência de calor e
coeficientes de incrustação para o lado do casco e
11
lado do tubo.
Mecânico:

1. Seleção do layout (arranjo físico) do trocador de


calor TEMA e número de passes.
2. Especificação dos parâmetros do tubo - tamanho,
layout, passo e material.
3. Definir limites de projeto, comprimento do tubo
superior e inferior.
4. Especificação dos parâmetros do lado da carcaça -
materiais, corte da chicana, espaçamento das
chicanas e folgas.
5. Definir limites de projeto, diâmetro do casco
superior e inferior, corte e espaçamento entre
chicanas.
12
Existem vários pacotes de projeto de software
disponíveis (software design and rating packages
available):

AspenBJAC;
HTFS;
CC-THERM,

que permitem que o projetista estude os efeitos dos


muitos parâmetros que interagem no projeto e
obtenha um ótimo resultado (optimum thermal
design). Esses pacotes são suportados por extensos
bancos de dados de propriedades físicas de
componentes e modelos termodinâmicos.
13
https://www.youtube.com/watch?v=9mV1tJ3uMwc

https://www.aspentech.com/en/products/pages/aspen-shell-and-tube-exchanger

O CC-THERM é a ferramenta usada para projetar trocadores de calor, utilizando


o coeficiente de troca térmica e a área de troca térmica calculados.
14
Introdução

https://www.youtube.com/watch?v=ccfjncf8dZU

15
Introdução
Se vapor saturado é admitido no lado do casco a temperatura no lado do
vapor é constante se o condensado não for resfriado abaixo da temperatura
de condensação.

16
Introdução Escoamento em contracorrente

17
Introdução Escoamento em concorrente

18
Balanço de energia em trocadores de calor

Em trocadores de calor não ocorre trabalho de eixo e também a


energia mecânica, energia cinética e potencial são pequenas se
comparadas com os outros termos da equação do balanço de energia.

Portanto, para uma corrente que escoa através de um trocador de calor:

(1)

19
A troca de calor com o ambiente é pequena devido ao isolamento
térmico efetuado. Geralmente, é desprezada em comparação com a
energia transferida pelas paredes dos tubos de troca de calor.
Para o fluido quente pode-se escrever:

E para o fluido frio:

20
O calor recebido pelo fluido frio é igual ao perdido pelo fluido
quente, então: ΔT = (90ºC+273)-(30ºC=273) = 60 K ou 60ºC

Substituindo as duas equações, anteriores:

Se apenas calor sensível é transferido e os calores


específicos são considerados constantes, o balanço global
de calor torna-se:

sendo, cP os calores específicos dos fluidos (J/kg oC) 21


Balanço de energia para um condensador total

O calor de condensação do fluido quente é transferido para o


fluido frio na forma de calor sensível.

Se o condensado é descarregado na temperatura Thb menor


do que Th (temperatura de condensação, um termo adicional
é inserido na equação anterior, o que corresponde ao calor
sensível do condensado, para diminuir a sua temperatura
abaixo da de condensação.

22
q = U A ΔT (J/s)

23
Coeficientes individuais de transferência de calor
O coeficiente global depende de muitas variáveis e assim é necessário a
decomposição em suas partes.

A razão para isso fica clara quando se considera um caso típico.


Considerando um coeficiente de tc local para um ponto específico em um
trocador de calor de tubos concêntricos.

.
24
Coeficientes individuais de transferência de calor

Supondo que o líquido quente escoa internamente à


tubulação e o fluido frio através do espaço anular.

Considere-se também que o número de Reynolds dos dois


fluidos é grande o suficiente para garantir a existência
escoamento turbulento e ambas as superfícies do tubo interno
estão livres de depósitos ou sujeira.

Se for elaborada uma representação gráfica, com temperatura


na ordenada e a distância perpendicular na abscissa, vários
.fatores importantes são evidenciados.
25
O perfil de temperatura
com a distância é
mostrado na figura.
O perfil de temperatura
é dividido em três partes
distintas, uma por cada
um dos fluidos e a
terceira através da
parede de metal.
O efeito geral é
estudado de acordo
com estas partes
individuais.

.
26
Em cada um dos fluidos: 1) existe uma camada
delgada perto da parede (sub-camada laminar),2) o núcleo
turbulento que ocupa a maior parte da seção de escoamento;
3) uma região intermediária entre as duas.
A resistência total ao escoamento de calor do fluido
quente para o fluido frio é o resultado de três resistências
individuais operando em série.
Duas resistências são aqueles dos fluidos individuais e
a terceira é da parede sólida.
Em geral, a resistência da parede é pequena quando
comparada com as dos fluidos.
As resistências individuais podem ser combinados
para
. formar o coeficiente global.
27
Coeficiente global de transferência de calor

Em um local do trocador de calor com área diferencial dA,


ocorre a transferência de calor dq quando a diferença de
temperatura é ΔT, portanto pode-se escrever:

(a)

U é o coeficiente global de transferência de calor (J/s.m2. K).

Para aplicar essa equação para toda área de troca de calor a


equação deve ser integrada.
28
29
O coeficiente convectivo de transferência de calor é
definido pela equação:

Sendo T a temperatura de um fluido e Tw a


temperatura da parede.
Para o caso de um tubo existindo um fluido interno
e outro externo ao tubo:

(b) (c)

Ai e A0 são as áreas interna e externa do tubo.


30
O fluxo de calor através da parede do tubo é: q=-A k·dT/dY
1ª Lei de
Fourier
(d)

A diferença total de temperatura dos dois lados


dos fluidos é dada por:

Substituindo as equações (b), (c) e (d): 31


Considerando a taxa de transferência de calor
baseada na área externa de troca de calor,
explicitando dq e dividindo os dois membros da
equação por dA0, tem-se

sendo:
32
Comparando com a Equação (a):

Se o cálculo for baseado na área interna do tubo:

33
Coeficiente global de transferência de calor
Considerando U e cp dos fluidos constantes; que não ocorra
perdas de calor com o ambiente e que a operação ocorra
em regime estacionário, o resultado é mostrado na figura a
seguir.

34
Coeficiente global de transferência de calor

Verifica-se que ΔT varia linearmente com q e o coeficiente


angular da reta é:

Substituindo:

35
Coeficiente global de transferência de calor

Separando as variáveis e integrando:

36
Reescrevendo a equação:

sendo:

que define a média logarítmica de diferença de temperatura.


37
.
38
Continuação: Cálculo do coeficiente global em função dos
coeficientes individuais

A taxa de transferência de calor através da parede é dada pela equação


diferencial
da forma:

.
39
Então conforme a dedução:
Se a área externa do tubo interno é escolhida como base na dedução.

Se a área interna do tubo interno é escolhida como base na dedução.

.
40
O recíproco de U0 pode ser considerado como uma resistência global
compostas por três resistências em série.

.
41
Fatores de incrustação
Durante a operação as superfícies de transferência de
calor não permanecem limpas. Em um ou ambos os lados
dos tubos crostas são depositados o que causam o
surgimento de resistências adicionais ao escoamento de
calor e que reduzem o coeficiente global de troca de calor.
Os efeitos desses depósitos são indicados nas equações a
seguir.

.
42
Fatores de incrustação

Fatores de incrustação de coeficientes individuais


para líquidos industriais variam de 1.700 a 6.000
W/m2.oC.

“Os fatores de incrustação, usualmente,


proporcionam um fator de segurança para o projeto
do
. trocador de calor”. É como o TC vai funcionar.
43
44
.
45
.
46
Ver Perry,
continuação
da tabela até
tamanho
nominal de 40
polegadas.

.
47
Tubos de aço carbono

.
48
https://www.realfortaleza.com.br/tabelas
49
BWG “Birmingham Wire Gauge”

50
McCABE et al.
5ª Edição

51
52
.
53
Os tubos são classificados em números denominados Schedule, para
designar a espessura de sua parede.

Quanto maior é o Schedule, maior é a espessura da parede,


podendo-se assim especificar com mais rigor o tipo de tubo necessário ao
processo.
Schedule Number é um número obtido aproximadamente pela seguinte
expressão:

Schedule = 1.000 P/S

P = pressão interna de trabalho — psig


S = tensão admissível do material — psi
As normas padronizaram os tubos em Schedule Number: 10, 20, 30, 40, 60, 80,
100, 120, 140 e 160.
O Schedule 40 corresponde a tubos standard e é a espessura mais utilizada na
prática.

54
RESUMO

55
RESUMO (será explicado na continuidade)

56
57
Aplicação
Álcool metílico escoa na tubulação interna de um trocador de tubos concêntricos
que é esfriado com água que escoa no espaço anular (jacket). O tubo interno é
de aço com 1 polegada (25 mm), Catálogo 40 (schedule 40). A condutividade
térmica do aço é 45 W/moC (26 Btu/ft .h .oF). Coeficientes individuais e fatores
de incrustação são dados na Tabela a seguir. Calcular o coeficiente global de
transferência de calor baseado na área externa do tubo interno.

Refazer
. o Exercício do slide usando tubos de troca de calor de 1 polegada
Padrão (Schedule) 10. Prazo até 03 de setembro de 2020. A TIP (Tarefa
58
individual Programada ) deve ser postada no diário de Bordo.
Solução

Os diâmetros e a espessura da parede do tubo de 1 polegada é obtida das


tabelas das propriedades dos tubos

Di = 2,664 cm D0 = 3,340 cm Espessura parede = 0,338 cm

Cálculo do diâmetro médio logarítmico.

 3,340  2,664
DL   2,996 cm
3,340
ln
2,664
.
59
Usando o Sistema Internacional, tem-se:

Di = 2,664 cm D0 = 3,340 cm Espessura parede = 0,338 cm

 3,340  2,664
DL   2,996 cm
3,340
ln
2,664

1 W
U0   405 2 0
.  0,0334 0,0334 0,00338 0,0334 1 1  m  C
      
 0,02664  5.680 0,02664 1.020 45 0,02996 1.700 2.840  60
Grandezas de condutividade térmica de metais

.
61
Grandezas de coeficientes de troca de calor

.
62
63
64
HEAT TRANSFER MODEL SYNOPSIS

65
HEAT TRANSFER MODEL SYNOPSIS

66
Cálculo coeficiente individual de transferência de calor
Para transferência de calor em escoamento turbulento em tubos longos o
coeficiente individual de transferência de calor pode ser calculado pela equação
de Sieder –Tate, sendo Tw a temperatura da parede do tubo.

Nesta equação:
NRe  10.000;
0,7  Pr  160

L/D  10 67
A equação de Dittus-Boelter é escrita a seguir.

n = 0,4 para aquecimento (Tsuperfície > Tm)


n = 0,3 para resfriamento (Tsuperfície < Tm)

. (Incropera & DeWitt, 1981)


68
Diâmetro hidráulico da seção anular do tubo

Observação: Ao usar as equações para o cálculo de he,


deve ser usado o diâmetro hidráulico do tubo.

Raio hidráulico

Raio hidráulico = Área da secção transversal/perímetro


molhado

Diâmetro hidráulico = 4 rH
.
69
70
Quando as temperaturas de entrada e de saída de
uma corrente são diferentes entre si qual
temperatura usar para avaliar as propriedades do
sistema?

R: Usar a temperatura média aritmética para T e Tw .

.
71
Trocadores de calor casco tubo

Trocador 2-4. Duas passagens no casco e quatro passagens nos tubos.


.
72
Nomenclatura

.
73
Trocador de calor 1-2

.
74
Trocador de calor 1-2

.
75
Trocador de calor 2-4

.
76
Trocador de calor 2-2

.
77
Tubular Exchanger
Manufacturers Association
(TEMA)

78
Coeficientes de transferência de calor: trocador casco e tubo

O coeficiente de troca de calor do lado do tubo em um


trocador de calor casco e tubo pode ser calculado pelas
equações dos slides 49 e 50 (Sieder –Tate e Dittus-Boelter).
O coeficiente no lado do casco, ho, não pode ser calculado,
porque a direção do escoamento é parcialmente paralela
com os tubos e parcialmente perpendicular a eles, e também
porque varia a área da seção transversal.

.
79
Coeficientes de transferência de calor: trocador casco e tubo

O coeficiente de troca de calor do lado do casco pode ser


calculado pela equação de Donohue.

sendo, μ, k e cP propriedades do fluido quantificadas no lado do casco.

O fluxo mássico é dada pela


media geométrica.
.
80
O fluxo mássico O fluxo mássico para
através de uma escoamento cruzado
janela de uma perpendicular aos
chicana tubos.
81
janela da chicana

orifícios
para
passagem
de tubos

.
82
.
83
Aplicação numérica: MacCabe.
Aplicação
Um trocador de calor tubular com 35 polegadas (889 mm) de diâmetro
interno contém 828 tubos de ¾ de polegadas (19 mm) de diâmetro externo
tendo 12 pés (3,66m) de comprimento. Os tubos são dispostos em passo
quadrado de 1 polegada (25 mm). Chicanas padrões de 25% são
espaçadas de 12 polegadas (305 mm) entre si. Benzeno líquido na
temperatura média de 60oF (15,6oC) está sendo aquecido no lado do casco
do trocador de calor à taxa de 100 000 lb/h (45 360 kg/h). Se as superfícies
externas dos tubos encontram-se na temperatura de 140oF (60oC),
quantificar o coeficiente individual de troca de calor do benzeno.
Equação de Donohue.
89
90
91
92
Correção da média logarítmica de diferença de
temperatura (MLDT) para escoamento cruzado

Se um fluido escoa perpendicularmente a um feixe


de tubos em escoamento cruzado a equação da
média logarítmica

só se aplica se a temperatura de um dos fluidos é


.
constante.
93
Correção da média logarítmica de diferença de
temperatura (MLDT) para escoamento cruzado

Se a temperatura de ambos fluidos varia, as


condições de temperatura não correspondem ao
escoamento paralelo nem em contracorrente, existe
ainda escoamento cruzado.
Em um trocador de calor l-2 ou 2-4, o escoamento é
parcialmente paralelo, parcialmente
contracorrente e parcialmente cruzado.
.
94
Correção da média logarítmica de diferença de
temperatura (MLDT) para escoamento cruzado

Quando existem escoamentos diferentes de paralelo ou


contracorrente é usual definir um fator de correção FG,
de modo que quando multiplicado pela MLDT, o
resultado reflete a diferença de temperatura média real.

As figuras seguir possibilitam a quantificação do Fator


FG para trocadores de calor l-2 e 2-4, deduzida
para a condição de que o coeficiente global de
transferência
. de calor é constante.
95
Trocador de calor em escoamento cruzado 1-2.
96
Trocador de calor em escoamento cruzado 2-4.
97
O fator Z é a relação entre a diferença da
temperatura do fluido quente e aumento da
temperatura do fluido frio.

O fator ηH é a efetividade do aquecimento, que é a


relação entre o aumento real na temperatura do fluido
frio e o aumento da temperatura máxima que seria
obtida se na descarga da extremidade quente a
diferença de temperatura fosse zero (baseado em
.
escoamento contracorrente). 98
Correção da média logarítmica de diferença de
temperatura (MLDT) para escoamento cruzado

O fator FG é sempre inferior à unidade.


Quando FG é menor do que cerca de 0,8, o trocador
devem ser redesenhado com mais passos mais ou
maiores diferenças de temperatura, caso contrário, a
superfície de transferência de calor é usada
ineficientemente e há perigo de que pequenas
mudanças nas condições de operação possa levar o
trocador de calor a se tornar inoperante.
.
99
Correção da média logarítmica de diferença de
temperatura (MLDT) para escoamento cruzado

Quando FG é menor do que 0,75, seu valor diminui


rapidamente com ηH crescente, assim a operação
é sensível a pequenas alterações.

São usadas outras combinações de passos no lado


da carcaça e dos tubos mas os tipos l-2 e 2-4 são as
mais comuns.

.
100
Aplicação
No trocador de l-2, que é mostrado a seguir as grandezas
das temperaturas são Tca = 70oC; Tcb = 130oC, Tha = 240oC;
Thb = 120oC. Qual é a variação de temperatura média correta
para este trocador?

.
101
Solução

Os fatores Z e ηH devem ser quantificados:

No gráfico de FG para o trocador de calor em


escoamento cruzado 1-2.
FG = 0,735

Devido ao baixo valor de FG esse trocador de


calor não é adequado para a aplicação. 102
Aplicação
Qual é a temperatura média logarítmica correta em
um trocador de calor 2-4, que possui as mesmas
temperaturas de entrada e de saída que o trocador
de calor do exemplo anterior.
Solução:
para, ηH = 0,353 e Z = 2,00: Os dados do trocador de
calor 2-4, possibilitam quantificar FG = 0,945.

Então: ΔT = 0,945 x 76 = 72oC

.
103
Dados de projeto

.
104
Dados de projeto

.
105
Dados de projeto
Chicanas

.
106
Dados de projeto
Chicanas

.
107
Dados de projeto
Chicanas

.
108
Considerações de projeto

.
109
Superfície expandida

Quando o coeficiente de transmissão térmica de


um fluido é muito menor do que o outro, existem
problemas na transferência de calor.
Um exemplo típico é o aquecimento de um gás
como o ar com vapor de água.

O coeficiente de transferência de calor para o


vapor de água é 100 a 200 vezes o da corrente de ar
e, consequentemente, o coeficiente global é
.
essencialmente o coeficiente individual para o ar.
110
Superfície expandida

A capacidade de uma unidade de área da


superfície de aquecimento será baixa, e para obter
uma razoável capacidade necessita-se um grande
comprimento dos tubos.

Outras variantes do mesmo problema é


encontrado no aquecimento ou resfriamento de
líquidos viscosos ou tratamento de uma corrente de
fluido a baixa taxa de escoamento, devido à baixa taxa
de. transferência de calor no escoamento laminar
111
Superfície expandida
Para economizar espaço e reduzir o custo dos
equipamentos, nesses casos, são utilizados os tipos
de superfícies de troca de calor, chamados de
superfícies estendidas, onde a área externa dos tubos
são estendidas por meio de aletas, pinos, discos e
outros acessórios para que a área livre de contato com
o fluido possa ser muito maior do que a área interna.
O fluido que possui menor coeficiente de troca
de calor é colocado em contato com as superfícies
estendidas,enquanto o outro fluido cujo coeficiente é
grande, escoa dentro dos tubos.
112
Superfície expandida

O efeito quantitativo de ampliar a superfície


exterior pode ser visto a partir do coeficiente global,
expresso na forma a seguir, desprezando a resistência
da parede do tubo:

.
113
Superfície expandida

Tipos de superfícies estendidas: a) aleta


.
longitudinal; b) aleta transversal.
114
Superfície expandida

.
115
Eficiência de uma aleta
A área externa de um tubo aletado possui
duas partes: a área das aletas e a área do tubo não
coberto pelas aletas.
Uma unidade de área de superfície das aletas
não é tão eficaz como a área da superfície dos
tubos, devido à resistência adicional à condução de
calor através da aleta para o tubo.
Considerando uma única aleta mostrada na
figura. O calor é transferido do fluido da carcaça
para o fluido dentro do tubo.
.
116
Cálculo de trocadores com superfície estendida.

Denominando por AF a área das aletas e Ab a


área do tubo desprovida de aletas. Supondo que h0
possua o mesmo valor para as aletas e para o
tubo. O coeficiente global de tc baseado na área
interna Ai, é expresso por:

Note que para usar essa equação é necessário conhecer a


eficiência das aletas, ηF. 117
ηF
A eficiência das aletas pode ser calculada
matematicamente, em função do tipo de aleta.
Por exemplo, a eficiência da aleta longitudinal é
dada na figura a seguir, sendo representada como
uma função do produto (aF . xF) sendo xF a altura da
aleta quantificada a partir da base.

.
118
Eficiência das aletas

aF xF

119
O coeficiente h0, não pode ser obtida com
precisão usando as equações convencionais para os
coeficientes de transferência de calor em tubos
aletados.
As aletas alteram as características do
escoamento dos fluidos, bem como o coeficiente e o
coeficiente para uma superfície estendida é
diferente de um tubo liso.
Coeficientes individuais de superfícies
estendidas pode ser determinado experimentalmente
e correlacionados com diferentes superfícies, tais
.
correlações são fornecidas pelos fabricantes dos
tubos. 120
121
122
.
123
SOLUÇÃO

124
125
126
127
128
Perda de pressão nos trocadores de calor

. Escoamento ideal da corrente no casco


129
Perda de pressão nos trocadores de calor

.
Vazamento no lado do casco e trajetos dos desvios 130
Perda de pressão nos trocadores de calor

. Vazamento no lado do casco e trajetos dos desvios


131
Perda de pressão no lado dos tubos

sendo: NP o número de passagens do lado do tubo;


m = 0,25 para escoamento laminar, NRe < 2.100;
m = 0,14 para escoamento turbulento NRe >2.100;

L é o comprimento dos tubos e di o diâmetro interno


.dos tubos; ut é a velocidade no interior dos tubos; ρ
é a densidade do fluido. 132
.
Fator de atrito no lado dos tubos 133
Perda de pressão no lado do casco

sendo: Ds o diâmetro do casco; de o diâmetro


equivalente no escoamento do lado do casco, 4
vezes o raio hidráulico;

L é o comprimento dos tubos e lB o espaçamento


.entre chicanas; uS é a velocidade no interior do
casco; ρ é a densidade do fluido. 134
Fator de atrito no lado do casco
135
Considerações de projeto

.
136
Considerações de projeto Método de Kern

Passo
quadrado

.
137
Considerações de projeto Método de Kern
Passo triangular

.
138
Considerações de projeto

.
139
Considerações de projeto
Na seleção das quedas de pressão, onde haja
liberdade de escolha, embora uma análise
econômica completa só se justifique no caso de
unidades muito dispendiosas, para líquidos, valores
típicos em unidades otimizadas são 35 kN/m2
quando a viscosidade seja inferior a 1 mPa∙s e 50 a
70 kN/m2 quando a viscosidade for de 1 a 10 mPa∙s.

.
140
Considerações de projeto
Para gases, 0,4 a 0,8 kPa para funcionamento em
alto vácuo, 50% da pressão do sistema entre 100 e
200 kPa, e 10% da pressão do sistema acima 1000
kPa. Seja qual for a queda de pressão utilizada, é
importante evitar a erosão e a vibração dos tubos
induzida pelo escoamento, por causa da alta
velocidade dos fluidos.

.
141
Aplicação
Quantificar a perda de pressão no lado dos tubos e no lado do casco
para um trocador de calor 1-2, para esfriar 30 kg/s de álcool butílico de
370 para 315 K, usando água tratada como refrigerante, entrando a 300
K e saindo a 315 k. A água irá escoar pelos tubos.
Dados:
Lado tubos
uágua = 0,63 m/s; d i tubos = 16 mm; Ltubos = 4,83 m ; NRe = 12.450
ρágua = 950 kg/m3;
Lado casco

ds casco = 1005 mm; de = 14,2 mm; Esp. chicanas = 0,20 ds

u = 0,96 m/s; ρálcool = 780 kg/m3 ; NRe = 14.200

.
142
Solução

Desprezando o termo de correção da viscosidade,


a equação transforma-se em:

Que é baixa, permitindo um aumento do número de


passagens de tubos.

.
143
No lado do casco
Desprezando o termo de correção da viscosidade
e introduzindo valores na equação:

Este valor é muito alto e devia sugerir o aumento


da distância das chicanas. Se esta for duplicada,
reduzir-se-á a queda de pressão de
aproximadamente (1/2)2 = 1/4 e:
.
144
OPERAÇÕES UNITÁRIAS II
Trocadores de calor:
Método da efetividade - NTU

145
Introdução
O método que usa a diferença de temperatura
logarítmica no projeto de trocadores de calor é simples de
ser usado quando as temperaturas de entrada são
conhecidas e as de saída são especificadas ou facilmente
quantificadas por balanços de energia como mostrado nas
Equações (1) e (2):
(1) (11.6b)

(2) (11.7b)

Entretanto, se apenas forem conhecidas as


temperaturas na entrada, o uso do método da média
146
logarítmica requer o uso de um processo de cálculo iterativo.
Neste caso é preferível usar o método da efetividade - NTU
ou Método NTU.
Definições
Para definir a efetividade de uma trocador de calor,
incialmente deve-se determinar a taxa de troca de calor
máxima possível para o trocador de calor. Isso é obtido para
um trocador de calor de comprimento infinito operando em
contracorrente (Ver a Figura 11.8).

147
O fluido frio é aquecido ao valor máximo: TC,0 = Th,i
Cm
 . CP

(11.18)

Cmin é a menor capacidade térmica: CC ou Ch


148
Agora, definindo a efetividade, ε, como a relação entre
a taxa de transferência de calor real e a taxa a taxa de
transferência de calor máxima possível (Equação 3):

(3)

Equações (1) e (2).

(4)

(5)
149
Usando a Equação (4) ou a (5):

150
Para um trocador de calor de tubos duplos, pode-se
deduzir:

Para outros trocadores


de calor existem 151
152
153
154
155
156
157
158
Referências bibliográficas

McCABE, W. L.; SMITH, J. C.; HARRIOT, P. Unit operations of chemical


engineering. 6th. Boston: McGraw Hill, 2001. 1114 p.

PERRY, R. H. ; GREEN, D. W. Chemical Engineering Handbook. 7. ed


McGraw Hill. 1999.

LIMA, L. R. Elementos de Engenharia Química. McGraw-Hill. Sãp Paulo.


1974. 412p.

COULSON, J. M.; RICHARDSON, J. F. Tecnologia química: 1° volume.


Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa. 1999. 856 p.

159

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