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ISBN 978-65-87926-16-2
DADOS INTERNACIONAIS
DE CATALOGAÇÃO NA
PUBLICAÇÃO

MARSILI, ITALO
Lives #76 [livro eletrônico] : Transcrições
das Lives @italomarsili -- 1. ed. -- Maringá, PR :
Real Life Books, 2020.
PDF

ISBN 978-65-87926-16-2

1. Auto-ajuda / Aperfeiçoamento pessoal.


2. Desenvolvimento e modificação do ca-
ráter e personalidade.
3. Relações humanas. I. Título

CDD-15
8.1

ÍNDICES PARA CATÁLOGO SISTEMÁTICO:

1. Auto-ajuda : Aperfeiçoamento pessoal 158.1

2
EQUIPE

EDITOR CHEFE SUPORTE


Arno Alcântara Márcia Corrêa de Oliveira
Alessandra Figueiredo Pelegati
REDAÇÃO E CONCEPÇÃO Rayana Mayolino
Luiza Araújo
Marcela Saint Martin FINANCEIRO
Marra Signorelli Douglas Pelegati
Raíssa Prioste Joline Pupim
William Rossatto
REVISÃO
Cristina Alcântara COORDENAÇÃO DE PROJETOS
Arno Alcântara
DIREÇÃO DE CRIAÇÃO Italo Marsili
Matheus Bazzo Matheus Bazzo

DESIGN E DIAGRAMAÇÃO COORDENAÇÃO DE


Jonatas Olimpio OPERAÇÃO
Vicente Pessôa Douglas Pelegati
Weverson Ramos

ILUSTRAÇÃO DA CAPA
André Martins

TRANSCRITORES
Edilson Gomes da Silva Jr
Rafael Muzzulon

Material exclusivo para assinantes do Guerrilha Way.

Transcrição das lives realizadas no Instagram do Dr. Italo Marsili.


3
ENTENDA O
SEU MATERIAL
1. O Caderno de Ativação ajudará você a incorporar
e a colocar em prática o conteúdo de uma das
fabulosas lives. É um material para FAZER.

2. No LIVES você encontrará transcrições, resumos


e uma visão geral das lives selecionadas para a
semana. É um material para se CONSULTAR.

3. Se quiser imprimir, utilize a versão PB, mais


econômica.

4. Imprima e pendure o seu PENDURE ISTO.

4
O LIVES
MUDOU!
Ele também andava pesado
e fora de forma...

Mais esbelto e funcional,


agora o seu LIVES trará,
toda semana, a transcrição
e o resumo da live
escolhida para o CA.

Mais foco e concentração


para melhores resultados:
parece que o #Menos50T
também passou por aqui.

Aproveite!

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O PONTO CENTRAL _______________________ 7

A ESMOLA TORNA VOCÊ MENOS MENDIGO ____ 10

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O PONTO CENTRAL
R E S U M O D A S E M A N A

LIVE #82
A ESMOLA TORNA VOCÊ MENOS MENDIGO
O argumento de que a esmola deixará o mendigo mais
preguiçoso é bobagem. Para entendermos a esmola, pri-
meiro temos de entender o que o filósofo Louis Lavelle
chamou de “ato desprovido de esperança”. Esse é um ato
que é só caridade, só amor, que não espera nenhuma sa-
tisfação. É um ato muito difícil para todos nós alcançar-
mos, já que sempre esperamos uma recompensa por aqui-
lo que fazemos. Em todas as relações humanas (pai e filho,
esposa e esposa) temos a expectativa de que a pessoa
com a qual nos relacionamos aja de determinada maneira,
retribuindo nosso amor. Nem sempre essa expectativa irá
se cumprir, pois somos falhos.
Na esmola, temos a oportunidade de realizar um ato de
amor sem esperança. Não temos como gerar expectativa
com o mendigo, pois ele está em situação de miséria. Um
mendigo está privado da beleza, do brilho no olhar, da
dignidade humana. Muitas vezes nós também somos pri-
vados dessas coisas e nos chafurdamos na miséria estéti-
ca, na miséria moral e até na miséria financeira. Se quem
nos surpreendesse nessa situação não conseguisse en-
xergar nossa dignidade para além da miséria, estaríamos
ferrados. Dando esmola, treinamos a capacidade de ajudar
alguém por sua dignidade intrínseca, sem esperar que ela
retribua de algum modo.
Nossos filhos, nosso cônjuge, nossos alunos aparecerão
diante de nós como mendigos e precisaremos entregar-
-lhes o amor abnegado. Esse amor que não espera nem
que o mendigo se torne príncipe do dia para noite, como

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o sapo dos contos de fada. Para chegar a esse amor, pre-
cisamos nos livrar daquele dinheiro que está mofando
dentro do bolso e do julgamento (“ah, mas o mendigo vai
comprar cachaça, mas vai comprar droga”). Com a esmola,
aumentamos a nossa capacidade de amar e a nossa digni-
dade, o que nos faz menos mendigos.

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LIVE #82
A ESMOLA TORNA VOCÊ MENOS MENDIGO
Voltamos com tudo ao nosso trabalho. Retomaremos hoje
um assunto de fundamento que é muito importante: esmo-
la. Não sei por que voltaram com esse assunto agora, mas
era algo sobre o que eu já iria falar com vocês, mesmo.
Digo isso porque um pessoal estava me escrevendo aqui
pela caixa de perguntas do Instagram, e, não sei por qual
razão, parece que desandaram a tratar do assunto de es-
mola para mendigo, dizendo o seguinte: “Olha só, Italo, eu
estava dando esmola para mendigo e não senti nada, coi-
sa nenhuma. Dei a esmola e continuei me sentindo do jeito
que estava me sentindo antes”.
Olha só, pessoal, vamos entender uma coisa aqui que é
fundamental na nossa vida para continuarmos caminhan-
do neste mundo. É o seguinte: a esmola para mendigo tem
várias funções, várias mesmo. Eu sei que há uma série de
teorias, e um monte de gente olhando por aquele lado so-
cial que diz “Ah, mas se você der esmola para o mendigo,
ele continua na mesma situação, o mendigo não vai querer
procurar um trabalho, você alimenta a miséria.” Isso é tudo
bobeira, é coisa de gente que nunca viu um mendigo na
vida.
Nós vivemos num mundo -- e é assim desde que o mundo
é mundo -- no qual o ato humano não é desprovido de es-
perança.
Louis Lavelle, um filósofo francês, foi quem disse que o ato
humano perfeito é o ato desprovido de esperança; isto é,
o ato no qual só a caridade e o amor estão presentes. Isso
é difícil para cacete, porque sempre que estamos agindo
com as pessoas, esperamos algo. E esperar é normal, é coi-
sa da vida, é assim mesmo que funciona, por isso uma das
funções da esmola para mendigo é justamente nos ajudar
a conquistar, alcançar esse estado de maturidade.
Em qualquer relacionamento humano, há uma expectativa
de que a pessoa se encaixe num conjunto de perfeições

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específicas que esperamos. Quando você tem um filho, por
exemplo, você tem perspectivas sobre esse seu filho, você
tem interesses, você quer que ele se comporte de um cer-
to modo e não de outro, e é assim mesmo, a vida normal é
assim.
Quando você está em um relacionamento com seu marido,
namorado, noivo, é a mesma coisa: “Eu tenho um conjunto
de expectativas, eu esperava que ele fosse deste modo, eu
esperava que ele tivesse um comportamento específico,
que ele fosse carinhoso, que tivesse fidelidade, que fosse
atento, que pagasse as coisas para mim”. Isso é o normal.
Aí é que está: é assim que esperamos em um relaciona-
mento, mas a vida humana, concreta, aqui na terra, não se
dá deste modo. Sabemos que todos nós somos falhos. Eu e
você não prestamos, somos miseráveis, somos falhos mes-
mo. Toda essa perspectiva de vida perfeita, etc., isso é algo
que pretendemos alcançar um dia. Algumas pessoas têm
isso como meta, mas a vida aqui embaixo, colada na terra,
a vida do dia a dia, o hoje, é ainda uma vida de imperfei-
ção, e todos nós somos assim e sabemos disso.
Alguém que não dê esmola para mendigos, que não tenha
essa prática, é alguém que não olha para mendigos, não
sabe o que é um mendigo, não vê a interseção de o que é
um ser humano, não vê o ser humano na sua postura mais
baixa, no seu posicionamento mais cru, de privação total e
de tristeza real.
O que é um mendigo senão um bicho, um homem, que
está privado da beleza, do perfume, do brilho no olhar, da
dignidade humana? É um bicho que rasteja como os ver-
mes na sarjeta. É uma vida verdadeira na sarjeta; essa é a
vida do mendigo.
Ora, nós não somos assim também muitas vezes na vida?
Não passamos por momentos assim? Não somos desse
tipo também? Quem não teve ainda uma vida de mendigo
moralmente, financeiramente, esteticamente, nos seus atos
mais profundos ou mais superficiais? Quem não teve ain-

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da uma vida de mendigo? Todos nós já tivemos.
Talvez, neste momento da nossa vida, nós sejamos os men-
digos que estão na frente daquelas outras pessoas agora.
Se essa outra pessoa que não tem o olho caridoso, esta-
remos fritos. É preciso conseguir olhar para seu filho, ma-
rido, noivo, aluno, pai, e falar “Quem está aqui na minha
frente agora é um mendigo, e é essa figura disforme que
eu tenho de aprender a amar, para quem eu tenho que dar
a esmola do meu amor, do meu cuidado, da minha atenção
e do meu afeto, porque, pobrezinho, diante de mim há um
homem ou uma mulher em quem não sobrou nada. Ali só
tem a esperança futura de uma dignidade que talvez -- ou
não -- volte para aquele coração, para aquele peito, para
aquela biografia, porque agora, na minha frente, só sobrou
caco. Esta é a hora de eu me esquecer de mim, me esque-
cer de quem eu sou, me esquecer de amor próprio, e dar a
esmola.”
O treino de dar esmola para mendigo é esse. Quando olha-
mos para aquele ser humano que está naquela posição de
privação quase que total, onde não sobrou nada, temos
dificuldade de ver que há um ser humano ali, mas difi-
culdade mesmo. Se você é honesto, dirá “Realmente, não
sobrou nada aqui, mas eu me livro dos meus juízos, dos
meus julgamentos, pois não quero nada em troca; eu só
coloco um coração no meu peito, tiro um dinheiro do meu
bolso e dou cincão, dez reais, vinte pratas para você, men-
digo, porque é isso que eu tenho para te dar: uma esmola
para ver se você melhora e sai dessa situação de privação,
de lástima total, de tragédia biográfica. Um pouquinho
melhor você ficará, mas só um pouquinho, porque tam-
bém não dá para ficar muito melhor. Você é um mendigo e
eu não tenho como te transformar em um príncipe do dia
para a noite. O que eu posso fazer é te aliviar um pouco
desse sofrimento, te tirar um pouco desse estado de priva-
ção, de penúria. Um pouco só, não muito.”
Diante da vida e de certas pessoas (até do nosso filho, ma-

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rido, namorado, noivo), isso é tudo o que podemos fazer, e
não é pouco. Às vezes as pessoas estão em uma situação
de loucura, de confusão, de falta de dinheiro, de imorali-
dade, perderam o fio da vida, mas se tivermos esse treino
que vem pelo cultivo do amor, conseguiremos recrutar
aquele olhar que não espera nada, que só ama. Isso é a
maravilha de ser humano, é só por isto que estamos neste
mundo: para que suportemos uns aos outros.
E não “suportamos uns aos outros” no momento em que
tudo são flores, em que todo o mundo está perfumadinho,
cheirosinho, fielzinho, inteirinho, não; assim é fácil. Aí sua
parte já foi dada, você já teve um convívio com pessoas
boas. O treino do coração humano se prova justamente
quando aquela pessoa que está na nossa frente, nosso fi-
lho, nosso aluno, nosso professor, nosso noivo, nosso es-
poso, essa pessoa põe na nossa frente como um mendigo,
porque ela não está bem; um mendigo moral, financeiro,
estético... Só então nosso amor então é recrutado a dar
uma esmola para aquele sujeito, para que ele tente vol-
tar a ter um mínimo de dignidade, mas só um pouquinho
mesmo. De repente ele volta a ter, quem sabe. É esse o es-
forço, do coração, do amor, que a gente consegue na práti-
ca.
Eu sei que às vezes falam “Italo, é bonito falar, mas como
é que faz?”. Ora, mas como assim? Eu estou falando como
é que faz. Você vai encontrar um sujeito na rua, um men-
digo, e você vai tirar dinheiro do seu bolso e vai dar. Esse
é o treino. Quando me escrevem nos stories falando “Ita-
lo, eu dei esmola para um mendigo e não senti nada”, eu
acho graça. Mas não é para sentir nada mesmo, meu filho,
você só está treinando algo, que é o lugar do seu coração,
da sua atenção, porque isso é a vida humana.
Nós conviveremos com pessoas que estão no subsolo mo-
ral, da dignidade. Isso acontecerá, e é assim que nós não
chutamos a bunda dessas pessoas quando elas aparecem
na nossa frente, a bunda do nosso filho, do nosso aluno,

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das pessoas que a gente ama. Não chutamos porque ti-
vemos um treino nesse amor abnegado que e não espera
nada, não espera sequer que aquela pessoa vá sair da po-
sição de mendigo para a posição de um príncipe do dia
para a noite.
É pura balela essa história de que sapo vira príncipe do
nada, de que um beijo de amor fará com que o sapo perca
o encanto e venha ser um príncipe. Isso é só em conto de
fadas. Na vida real, o sapo continua sendo sapo, e conti-
nuará sendo sapo por um tempo -- e se não receber beijos,
jamais deixará de ser assim. Aquele bicho asqueroso não
deixará de ser asqueroso. Ele continuará sendo sapo e se
degradará cada vez mais. O beijo não transforma, mas, no
final das contas, é uma manifestação do amor, daquele co-
ração posto no outro, daquele afeto que quer se derramar
no outro.
O sapo não vai virar príncipe do dia para a noite. Conta-
ram-nos essa história, mas é uma lorota de conto de fadas,
porque eles precisam ter um final feliz rápido. A vida hu-
mana não é assim. O sapo continuará assim por um tempo,
e o beijo é essa esmola do coração. O sapo é um mendigo!
Um dia, talvez, com o esforço do amor contínuo, esse sapo
consiga sair da posição de sapo, mas ele não virará prín-
cipe do dia para a noite: ele virará um sapinho um pouco
mais arranjado, um sapo que já não rasteja tanto, ele vai se
transformando. Como conseguimos, como dizem os protes-
tantes, aquebrantar o coração? Como conseguimos chegar
lá?
Uma, apenas uma das atividades que precisamos real-
mente aplicar na nossa vida, mas aplicar com tudo o que
temos, é não se apegar a essa porcaria desse dinheirinho
que está no bolso, que às vezes até faz falta. E pior do que
se apegar ao dinheiro é se apegar a esse juízo que temos
na nossa cabeça, de achar que o mendigo vai comprar
cachaça, crack, droga. Meu filho, dá a droga do dinheiro
para o mendigo!

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Você também não compra cachaça, carboidrato, também
não gasta esse dinheiro com um monte de lixo? Então,
pronto, deixe o mendigo, a cachaça vai aliviar um pouco
do sofrimento dele, saco. Deixe o cara comprar a cachaça
dele, pelo amor de Deus. Não encha o saco do mendigo.
Essa cachaça é um alívio, esse é o beijinho que você dará
no sapo, e isso vai transformando o seu coração. Assim,
quando uma dessas pessoas que você ama não estiver se
comportando bem na sua frente, estiver em um momen-
to de fato de dificuldade, de confusão, de loucura talvez,
você poderá então ser aquela mão amiga, aquele braço
forte, aquele sujeito que sustenta.
“O amor vence”, não é assim que se fala? Só a caridade
cobre essa multidão de faltas, de erros, de infidelidades. É
só o amor, meu amigo, é só o amor que cobre essa desgra-
ça. Como conseguimos cultivar isso no coração? Um dos
exercícios tradicionais da antropologia e de todas as reli-
giões verdadeiras é a esmola para mendigos.
A esmola para mendigos reposiciona o seu coração, o seu
olhar, ela te torna então um ser humano capaz de conviver
com a miséria que vai se apresentar diariamente. Porque,
sim, cotidianamente a miséria dos outros vai se apresentar
na nossa vida, e há duas coisas que podemos fazer dian-
te dela: julgar, virar as costas e falar “Você não presta”, ou
podemos queimar.
Por isso que a esmola é representada simbolicamente pelo
fogo. Podemos queimar o juízo, o amor próprio que temos,
e atravessar todo esse julgamento, esse desamor, metendo
a mão no bolso e pegando esses dois, três, quatro, cinco
reais, e dando para ao outro, tentando tirá-lo um pouco
daquela situação e levá-lo para uma outra sem grandes
esperanças de que isso aconteça.
O ato humano não se funda na esperança, mas na carida-
de, no amor, isso é o que nos disse Louis Lavelle -- e ele
tem toda a razão no que ele diz. Um dos nossos treinos
pode ser justamente esse: pegar nosso dinheiro, a esmo-

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la, e dar para um mendigo. Você verá que seu coração vai
se transformando, sua capacidade de amar aumenta, seu
olhar diante da vida se reposiciona, todas as suas rela-
ções são transformadas, e as pessoas ao seu redor mudam
-- não é que elas passem a se sentirem amadas, mas elas
se tornam amadas de fato, e é só o amor que é força neste
nosso mundo. O amor funda tudo, é o ato fundacional das
relações neste mundo. O amor cobre a multidão de falhas,
de infidelidades, de pecados. É só o amor mesmo.
Uma das formas de expandir, dilatar seu coração, é pegar
essa porcaria desse dinheirinho trocado que você tem no
bolso, atravessar todos os julgamentos, todas as teorias,
todas as placas da prefeitura escrito “Não dê esmola para
mendigo”, atravessar isso tudo, e pá!: “Toma aqui, mendi-
go. Não estou nem vendo um ser humano na minha frente,
mas sei que há um homem aí que tende a uma certa per-
feição, a conseguir conquistar uma dignidade, então toma
aqui uma migalha do meu amor, um beijo. Eu sei que você
é um sapo e não vai virar príncipe do dia para a noite, mas
toma aqui um dinheirinho para você sair dessa situação e
de repente conseguir ir para uma outra situação.” Isso é o
amor neste mundo, é o relacionamento entre pessoas nes-
te mundo. Não sejamos mesquinhos; tire o escorpião do
bolso, meta a mão nele, pegue o dinheiro e dê para essa
pessoa que está precisando na sua frente, porque assim o
nosso coração se reposiciona em todos os outros relacio-
namentos também.

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@italomarsili
italomarsili.com.br

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