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Unit- Universidade Tiradentes

Psicologia Social – Segundo período

Roda de Conversa – 06.12.2020

Daniela Carneiro de Albuquerque Cabral

Narrativa de Débora Alves e algumas considerações. Psicologia, decolonialidade e relações


étnico-raciais.

“O pensamento decolonial é focar naquilo que molda a nossa sociedade. O modelo


colonial silencia certas vozes que exprimem a realidade da sociedade. Não existe um
discurso pronto do que é o pensamento decolonial, mas existe uma forma de questionar a
estrutura normativa presente em vários âmbitos.”

“Colonização surge com a noção de que existem povos atrasados que precisam ser
colonizados. A colonialidade instituiu uma visão de saberes únicos.”

“Eurocentrismo governa o sistema mundo que promove a colonialização.

“A narrativa de que o Brasil foi descoberto é uma visão colonial, no entanto, o


Brasil foi invadido.

“As práticas de dominação são efetivadas através da educação.”

“Guerra Colonial Justa, a prática de poder que utiliza como necessária a violência
como padrão civilizatório.”

“Para o moderno, o bárbaro tem uma “culpa” ao se opor ao processo


civizilizatório.”

“O processo de Deconialidade favorece o estudo e a compreensão das


subjetividades.”

Percebe-se que os padrões epistemológicos sedimentam a realidade do mais forte.

A Guerra Colonial justa fundamentou as violências contra os povos indígenas na


colonização do Brasil, bem como na escravização como práticas “legítimas”.

O pensamento de que o diferente tem culpa coaduna com a resistência da compreensão


das terras indígenas. Se compreende que o Índio é um atraso ao progresso.
A criação do padrão estipulado por um grupo específico gera violências e desconsidera
a individualidade de cada grupo e suas formas de vida, causando injustiças e muito sofrimento
para àqueles que são submetidos à essa força.)

Inclui-se aqui os aspectos epistemológicos são padronizados por esses grupos, bem
como os demais fatores sociais de progresso, como a própria ciência. Gera uma extrema
desigualdade e “apagamento” de sujeitos e de teses que possam promover um progresso mais
equânime e justo.

Wagner Souza. Psicologia e Sistema único de assistência social. SUAS. Bolsa família

“500 anos de Brasil e o Brasil aqui nada mudou”.

O passado colonial e a escravidão criaram as condições para as desigualdades


sociais atuais.

Houve uma falsa abolição, pois políticas assistenciais, de integração e afirmativas


não foram criadas.”

Reflete-se que realmente como uma população negra que não teve àquele momento
oportunidade de educação ou um auxílio efetivo do Estado se reerguer, após a escravização,
manter sua família e não sofrer com desigualdades sociais. Permaneceram, então, às margens,
sobrevivendo como puderam e souberam.

A assistência social ocorreu sob o viés da colonização. Ainda muito normativo e


impositivo, sem considerar as subjetividades.

Não houve desenvolvimento da Assistência Social no período pré-constitucional.

A Constituição de 1988 é considerada uma constituição de direitos e garantias


fundamentais, ela estabelece a Seguridade Social articulados na Saúde, Previdência e
Assistência Social. Todas respaldadas no rol de direitos fundamentais e no princípio da
dignidade da pessoa humana e da igualdade material de direitos previstos na Constituição da
República.

“A partir do debate de Eduardo Suplicy no Programa de Renda Mínima é um


ponto de partida para as posteriores em relação aos programas que vem a seguir de
transferência de renda.”

“O Bolsa família é mobilizador de renda local e tem uma gestão descentralizada,


descaracterizando o fundamento de que o programa seria compra de votos.”
Percebe-se que a maior dificuldade são as práticas das portas de saída, para que
promova independência progressiva dos assistidos. No entanto, ainda que esse sistema seja
completamente eficaz, a população pobre não pode ficar desampara por uma ausência de
política publica municipal inadequada. Faz-se necessário, portanto, o Bolsa família e algo mais.

Narrativa de Ialy Baía e algumas considerações. Atenção Básica e comunitária

“Em 1977, com o INAMPS, houve uma maior generalização do SUS, antes,
diversos seguimentos estavam fora desses programas.

Com a Constituição Federal o direito à saúde começou a ser efetivados.

Com a Lei 8.142/90 a participação popular começou a fazer parte da gestão da


saúde no Brasil.

Trabalho voltado para sujeitos Coletivos, cuidado para além do atendimento


clínico individual, utilização de práticas integrativas complementares, utilização da
educação popular como promotora de cuidado em saúde (círculos de cultura, métodos
freirianos), desconstrução do binarismo: saúde-doença.”

Ouvir outro e conhecê-lo é um grande motor de transformação da realidade. Ter um


“espaço da palavra” no SUS é universalizar esse atendimento de forma humana e também
individual.

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