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UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA

Técnicas de Expressão em Língua Portuguesa

TEXTO EXPOSITIVO-ARGUMENTATIVO

Antes de dar continuidade, pedimos que em dez minutos, procure reflectir e


responder às seguintes questões:
1. Na sua opinião, quando, como e para quê usamos o discurso expositivo-
argumentativo no nosso dia-a-dia?
2. Em relação aos hábitos de leitura, já teve a oportunidade de ler algum
Texto Expositivo-Argumentativo? Quando? Qual é o assunto que
tratava?

Como pode constatar, argumentar é desenvolver organizadamente um raciocínio, uma ideia, uma
opinião, um ponto de vista ou uma convicção, de forma a influenciar, a convencer e a persuadir um
auditório ou leitor.

O texto expositivo-argumentativo expõe e defende um


aspecto, posição ou ideia pessoal – dai que essa ideia pode
ser aceite ou refutada / negada.
Um texto argumentativo tem, pois, como objectivo
apresentar, sobre um determinado assunto, um juízo
próprio de uma forma clara e organizada.

Tentando explicar o que acabamos de apresentar, diríamos que, se por um lado o texto argumentativo
serve para explicar ou fazer compreender algo, desenvolvendo-a pormenorizadamente. Esse deve
permitir que o leitor identifique, claramente, o tema central do texto. Por outro lado, os textos como a
dissertação, o comentário, a exposição escrita, um simples artigo de opinião ou uma apreciação crítica de
cinema ou de música exigem a elaboração de um texto argumentativo bem estruturado, segundo um
esquema lógico. O texto argumentativo é um texto que visa convencer, persuadir ou influenciar o
ouvinte/leitor através da apresentação de uma tese (ponto de vista), cuja veracidade deve ser
demonstrada e provada através de argumentos adequados.

Comecemos afirmando que na Grécia antiga, os Sofistas preocupavam-se em vencer discussões,


através da argumentação. Alguns dos autores da antiguidade greco-latina que criaram escolas de
argumentação foram: Sócrates, filósofo grego (470-400 a. C), Aristóteles, filósofo grego (384-322 a. C),
Cícero, o mais eloquente dos oradores romanos (106-43 a. C), entre outros.
Aristóteles definiu a argumentação como a "arte de falar de modo a convencer".
Segundo Heinrich Lausberg, a retórica distingue cinco fases para a elaboração de um discurso:

Fases de um discurso argumentativo:


a) inventio (invenção): procura de argumentos que se possam
adequar ao tema a desenvover;
b) dispositio (disposição): organização e distribuição das ideias e
argumentos da seguinte forma:
• Parte inicial – o exordium (exórdio) -, que deve atrair a
atenção;
• Parte central – a propositio (proposição), a narratio
(narração) e a argumentatio (argumentação) - que
pretende apresentar provas através das quais se tenta
persuadir/convencer; e
• Parte final – peroratio (peroração), que é a conclusão;
c) elocutio (elocução): onde se procura encontrar a forma mais
eficaz para construir e/ou redigir o discurso, através da selecção de
palavras, frases ou recursos expressivos;
d) memoria (memória): conjunto de métodos e técnicas que
permitem ao orador memorizar;
e) pronunciatio (pronunciação): arte de pronunciar o discurso
(dicção; expressividade, colocação de voz…)

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Como se constrói um texto argumentativo?

Assim, podemos notar que a clareza de um texto argumentativo depende, em muito, da forma como
ele é estruturado. E, concluímos, também, que o texto deverá ser organizado em três partes: introdução,
desenvolvimento e conclusão.

Eis, então, a organização de um texto expositivo-argumentativo:

a) Introdução / Apresentação da Tese: Parágrafo inicial


no qual se apresenta a tese/opinião que se pretende
defender, de modo afirmativo, claro e bem definido, sem
referir quaisquer razões ou provas. Não deve conter
exemplos.

b) Desenvolvimento (Corpo Argumentativo): No


desenvolvimento, apresenta-se os argumentos contrários
e favoráveis à tese, refutando os primeiros e confirmando
os últimos com referência a exemplos, isto é, factos,
exemplos, citações, testemunhos, dados estatísticos.

c) Conclusão: Parágrafo final, no qual se conclui com uma


síntese da demonstração feita no desenvolvimento. A
conclusão irá servir para reforçar as ideias anteriores
utilizando frases-súmula do que foi dito, ou seja,
repetindo a tese e os argumentos mais importantes de
uma forma sintética de modo a permitir a sua fácil
memorização.

Deste modo, O texto argumentativo deve começar por uma introdução, normalmente um parágrafo;
segue-se o desenvolvimento, em parágrafos, com os respectivos argumentos e contra-argumentos,
seguidos de exemplos; finalmente, uma conclusão, de parágrafo único, que retoma a afirmação inicial
provada ou contrariada. Os vários parágrafos devem estar encadeados uns nos outros pelos articuladores
do discurso ou conectores lógicos (de causa-efeito-consequência, hipótese-solução, etc.).

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É de salientar que a sequência argumentativa é inspirada na tradição dos textos literários e numa ideia
de argumentação apoiada em raciocínios, aplicada à demonstração-justificação
justificação de uma tese ou à
refutação de uma tese, ou, ainda, dos argumentos associados à apresentação de uma tese contrária, como
se pode comprovar na representação esquemática desta sequência:

TESE DADOS escoramento de portanto / CONCLUSÃO


+
ANTERIOR (premissas) inferências provavelmente (nova)
TESE

a menos que /
RESTRIÇÃO

COMO CONSTRUIR MELHOR O NOSSO TEXTO EXPOSITIVO-ARGUMENTATIVO


ARGUMENTATIVO

1. Escolha e ordenação dos argumentos


Para uma correcta construção argumentativa, é fundamental a escolha dos argumentos que suportam a
demonstração da verdade da tese. Eles devem ser pertinentes e coerentes, apresentados de forma lógica e
articulada. Assim, deve:

• Encontrar os argumentos adequados;


• Recorrer, sempre que possível e desejável, à exemplificação, à
citação, à analogia, às relações causa-efeito;
• Organizar os argumentos por ordem crescente de importância, do
menos para o mais importante.
• Encontrar respostas para as seguintes perguntas:
− Que quero eu provar?
− Estes argumentos são realmente válidos?
− De que factos disponho? Serão sólidos? Quais vou utilizar?
Quais devo manter em reserva?
− Haverá pontos fracos na minha argumentação?
− Em que ponto posso ou devo ceder?

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2. Adequação do texto ao objectivo e ao destinatário (informar, convencer, emocionar)
A construção de um texto argumentativo deve ter em conta a sua finalidade e também o leitor/ouvinte
ao qual se destina (para informar, convencer, emocionar). Deve, pois:

• Usar um registo /estilo adequado à situação e ao destinatário.


destinatário O
texto poderá tratar a mesma matéria;
• Utilizar referências de conteúdo que o destinatário possui, de
forma a que este o possa interpretar correctamente.

3. Articulação e Progressão do Discurso


iscurso

O texto deve apresentar-se como um todo coeso e articulado, através do estabelecimento de uma rede
de relações lógicas entre as palavras, as frases, os períodos e os parágrafos que o constituem. Deve, além
disso, recorrer a processos de substituição, usando palavras ou expressões no lugar de outras usadas
anteriormente.
Deve igualmente corresponder à construção de um raciocínio que se vai desenvolvendo
gradualmente.

Estas características são conseguidas através de correcta utilização e


combinação dos elementos linguísticos do texto:
• Correcta estruturação e ordenação das frases;

• Uso correcto dos conectores do discurso;

• Respeito pelas regras de concordância;

• Uso adequado dos pronomes que evitam as repetições do nome;

• Utilização de um vocabulário variado, com recurso a sinónimos,


antónimos, hiperónimos e hipónimos.

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.
Em súmula, progressão e articulação do texto é conseguida
sobretudo através do uso de conectores ou articuladores do
discurso que vão fazendo progredir o texto de uma forma
coerente e articulada.

Articuladores do discurso
Para cumprir o seu objectivo – persuadir – o texto argumentativo deve apresentar-se como uma
construção lógica, na qual o raciocínio é apresentado de forma progressiva e articulada. Para isso, é
fundamental uma boa utilização dos articuladores ou conectores do discurso.

Articuladores do discurso
Para reiterar, reafirmar retomando a questão, penso que, a meu ver, creio que, estou certo, em
nosso entender
Para concordar, provar, efectivamente, com efeito, sem dúvida, na verdade, certamente, de certo,
exprimir certeza com toda a certeza, evidentemente, é evidente que, obviamente, é obvio
que ….
Para refutar, manifestar no entanto, mas, todavia, contudo, porém, apesar de, em sentido
oposição, restringir ideias contrário, refutando, pelo contrário, ao contrário, por outro lado, com a
ressalva de
Para exemplificar por exemplo, como se pode ver, assim, tome-se como exemplo, é o caso
de, é o que acontece com
Para explicitar significa isto que, explicitando melhor, não se pretende com isto, quer isto
dizer, a saber, isto é, por outras palavras para concluir – finalmente,
enfim, em conclusão, concluindo, para terminar, em suma, por
conseguinte, por consequência
Para estabelecer conexões então, após, depois, antes, anteriormente, em seguida, seguidamente,
de tempo quando, até que, a princípio, por fim
Para referenciar espaço aqui, ali, lá, acolá, além, naquele lugar, o lugar onde, ao lado de, à
esquerda, à direita, ao centro, no meio, mais adiante

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Para indicar ordem em primeiro lugar, primeiramente, em segundo lugar, seguidamente, em
seguida, começando por, antes de mais, por último, por fim
Para estabelecer conexões porque, visto que, dado que, uma vez que
de causa
Para estabelecer conexões de tal modo que, de forma que, tanto que, e por isso
de consequência
Para expressar condição, se, a menos que, a não ser que, desde que, supondo que, se por
hipótese hipótese, admitindo que, excepto se, se por acaso
Para estabelecer conexões para que, para, com o fim de, a fim de que, com o intuito de
de fim
Para estabelecer relações e, ora, e também, e ainda
aditivas
Para estabelecer relações ou, ou então, seja...seja, quer...quer
disjuntivas
Para expressar semelhança, do mesmo modo, tal como, pelo mesmo motivo, pela mesma razão,
comparação igualmente, assim como

Finalmente, o discurso no texto expositivo-argumentativo, dependendo do público a que o


argumentador se dirige, pode ser:

1. Discurso deliberativo – é aquele cujo auditório é um parlamento


ou uma assembléia.
2. Discurso judiciário – é aquele que se dirige a um juiz ou tribunal.
3. Discurso epidíctico ou demonstrativo – feito para louvar ou
censurar factos ou pessoas, não interagindo com o ouvinte a ponto
dele necessitar tomar posição sobre o que lhe é dito. Tomemos
como exemplo um comício político.

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O que têm em comum os três tipos de discurso? Todos procuram convencer. Como se pode
depreender, quando se argumenta nas actividades forenses, na acusação ou na defesa, não se tem como
fim principal a deliberação ou o elogio, mas sim a vitória em uma controvérsia.

Discurso judicial deliberativo epidictico


Auditório juíz assembleia público
(juízo) (decisão) (avaliação)
Tempo passado presente futuro
Objectivos justo / injusto útil / prejudicial nobre / vil
(ético) (político) belo / feio
(estético)
Meios acusação / defesa persuasão / elogio / censura
dissuasão
Procedimento entinema exemplo amplificação
Topo real / irreal possível / mais / menos
(temporalidade) impossível (quantidade)

CONSOLIDAÇÃO

Vamos agora, ler o texto «Ciência e Religião», e responder ao questionário que se segue:
Ciência e Religião

Vivemos num mundo em que, apesar das aparências, a religião é fundamental. Desde o Irão a
Arábia Saudita, onde o Islão permanece a força dominante, até ao Ocidente industrializado, onde a
religião se fragmentou e diversificou, ocasionalmente em vagas superstições pseudo-científicas, a
busca de um sentido profundo para a vida persiste. Tal busca não pode ser subestimada. Também os
cientistas procuram um sentido. Descobrindo como o universo é feito e funciona, como é a vida e a
consciência, podem fornecer a matéria-prima a partir da qual se podem fabricar crenças religiosas.

Tanto a ciência como a religião têm duas facetas: a intelectual e a social. Em ambos os casos, os
efeitos deixam muito a desejar. A ciência pode ser o alívio para as misérias da doença e do esforço
penoso e, providenciando uma quantidade de maquinetas para o nosso entretenimento e convivência,
mas também espalhou terríveis armas de destruição maciça, assim como degradou a qualidade de
vida. O impacto da ciência na sociedade industrial tem sido uma bênção ambígua.

Por outro lado, a religião organizada aparece na mesma, se não pior. Ninguém pode negar que
muitos casos individuais de devoção se manifestam nos que trabalham em comunidades religiosas de
todo o mundo, mas a religião há muito que se institucionalizou e, muitas vezes, está preocupada com o
poder e a política do que com o bem e o mal. O zelo religioso tem sido canalizado demasiadas vezes
para conflitos, pervertendo a tolerância normal do homem e desencadeando a crueldade bárbara. O
genocídio, pelos cristãos, das populações nativas da América do Sul na Idade Média é um dos terríveis

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exemplos, mas toda a história da Europa está atapetada de cadáveres dos que foram mortos por
diferenças menores de doutrinas.

Durante a maior parte da história da humanidade, homens e mulheres voltaram-se para a religião
para encontrar orientação e também respostas para questões fundamentais da existência. Como
apareceu o universo e como irá acabar? Qual a origem da vida e da humanidade? Só nos séculos mais
recentes a ciência começou a dar o seu contributo para a resolução destas questões. As fricções daí
resultantes estão bem documentadas. Desde a origem, com Galileu, Copérnico e Newton, passando
por Darwin e Einestein, até à idade dos computadores e alta tecnologia, a ciência moderna tem lançado
uma luz fria e ameaçadora sobre as crenças religiosas profundamente enraizadas. Por isso, tem
aumentado o sentimento de que a ciência e a religião são intrinsecamente incomparáveis e
antagonistas. É uma crença encorajadora pela história. As tentativas iniciais feitas pela Igreja para deter
a onda dos avanços científicos demoliram uma grande parte de crenças religiosas muito acarinhadas e
vieram a ser consideradas, por muitos, como demolidoras da fé.

Na realidades, muitos cientistas profissionais são também profundamente religiosos e parecem não
sentir grande dificuldade intelectual em conseguir harmonizar esses dois lados da sua filosofia.

Paul Davies, Deus e a Nossa Física.

QUESTIONÁRIO

Seleccione para cada uma delas apenas uma das quatro alternativas sugeridas.

1. Quanto à tipologia o texto da prova é...:


A. Uma crónica de actualidade. C. Um texto expositivo-argumentativo.
B. Um texto expositivo-explicativo. D. Um texto de natureza administrativa.

2. A principal ideia defendida no texto é a de que...


A. ... no mundo em que vivemos, a religião é fundamental.
B. ... tanto a religião como a ciência têm um impacto muito forte na sociedade.
C. ... apesar de antagónicas, a religião e a ciência têm o papel de responder às inquietações do
homem.
D. ... o impacto da ciência na sociedade tem sido uma bênção ambígua.

3. A seguinte passagem: «Vivemos num mundo em que, apesar das aparências, a religião é
fundamental» constitui no texto...
A. A tese principal do texto. C. O principal Argumento.
B. Um enunciado Expositivo forte. D. Um enunciado Explicativo.

4. Quando o autor afirma que «Tal busca não pode ser subestimada» refere-se …:
A. À busca pela ciência e respostas que ela nos oferece para a vida.
B. À busca de um sentido profundo para a vida ignorando a religião.
C. À busca das respostas sobre o que acontece na vida partindo de princípios religiosos.
D. À busca do conhecimento e sabedoria sobre o mundo.

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5. De acordo com o texto, a ciência e a religião, apresentam os seguintes enfoques:
A. Humana e social . C. Religiosa e social.
B. Intelectual e psicológica. D. Intelectual e social.

6. Com a afirmação «o impacto da ciência na sociedade industrial tem sido uma bênção
ambígua» o autor do texto pretende dizer que:
A. Os resultados da ciência têm sido, simultaneamente, benéficos e maléficos para a
sociedade.
B. O impacto da ciência tem sido abençoados porque é ambíguo.
C. Os resultados da ciência numa sociedade industrial beneficiam sempre a todos, por isso são
uma bênção.
D. Os resultados da ciência são uma bênção porque são sempre os que se espera obter.

7. Para o autor do texto, um excessivo zelo pela religião pode ter efeitos:
A. Imediatos. B. Desejados. C. A longo prazo. D. Cruéis.

8. Das seguinte afirmações apenas uma constitui verdade, de acordo com o texto:
A. Desde os tempos remotos, o homem preocupou-se em apenas desenhar o destino do
mundo.
B. Desde os tempos remotos, o homem procurou obter, de várias formas, as respostas sobre a
essência da sua existência.
C. Desde a sua criação, o homem previlegiou a ciência como a sua única fonte para obter as
respostas sobre os seus problemas.
D. Desde os seus princípios, a ciência preverteu a tolerância existente entre os homens.

9. Assinale apenas a alternativa falsa de acordo com o texto:


A. Descobrindo os fundamentos do universo, a ciência e a religião podem oferecer matéria
prima a partir da qual se podem formular crenças religiosas.
B. A ciência e a religião deixam muito a desejar, nas suas facetas intelectual e social.
C. É refutável que a religião esteja, muitas vezes, mais preocupada com a política, do que com
o bem o mal.
D. Desde sempre, a humanidade encontrou na religião a principal fonte de respostas para as
suas questões essenciais.

10. A palavra atapetada na seguinte transcrição: «toda a história da Europa está atapetada de
cadáveres dos que foram mortos por diferenças menores de doutrinas» tem como
sinónimo:
A. Tapada. B. Repleta. C. Colorida. D. Empobrecida.

11. Quanto ao processo de formação, a palavra «atapetada» é formada por:


A. ... derivação por sufixação. C. Derivação por prefixação.
B. ... derivação parassintética. ...D. Derivação por prefixação e sufixação.

12. A oração sublinhada na transcrição em (10) é:


A. ... subordinada relativa restritiva. C. ... subordinada final.
B. ... subordinada relativa explicativa. D. ... subordinada integrante.

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13. No texto, a expressão «pervertendo a tolerância normal do homem» quer dizer:
A. ... provocando uma alteração nos princípios de aceitação mútua que caracterizam o homem.
B. ... criando uma manutenção da ordem prevertida da tolerância normal do homem.
C. ... propiciando a não alteração dos princípios de respeito que caracterizam o homem.
D. ... subestimando a necessidade de tolerância característica do homem.

14. Por outras palavras, a frase «a ciência e a religião são intrinsecamente incomparáveis e
antagonistas» pode ser interpretada da seguinte forma:
A. ... a ciência a e religião na sua essência não podem ser comparáveis, uma vez que não se
distinguem
B. ... a ciência e a religião não podem ser de modo algum comparáveis, uma vez que são bem
distintas.
C. ... a ciência e a religião, além de serem antagónicas, jamais foram incomparáveis.
D. ... a ciência e a religião constituem duas facetas distintas de uma mesma realidade.

15. Na transcrição do exercício anterior, as palavras sublinhadas são respectivamente:


A. Advérbio e substantivo. C. Advébio e adjectivo.
B. Adjectivo e substantivo. D. Advérbio e locução conjuncional.

16. Quanto aos processos de formação de palavras, nas mesmas palavras ocorrem,
respectivamente:
A. Derivação por prefixação e Derivação por sufixação.
B. Derivação parassintética e derivação por prefixação.
C. Derivação por sufixação e derivação por prefixação.
D. Derivação imprópria e derivação por prefixação.

17. Na frase: «podem fornecer a matéria-prima a partir da qual se podem fabricar crenças
religiosas», a palavra «matéria-prima» é:
A. ... composta por justaposição. C. ... um derivado erudito.
B. ... composta por aglutinação. D. ... um neologismo.

18. O plural correcto de «matéria-prima» é:


A. ... matérias-primas. C. ... matérias-prima
B. ... matéria-primas. D. ... matéria-prima

19. A palavra sublinhada em (17) morfologicamente classifica-se como...


A. ... pronome possessivo. C. ... pronome integrante.
B. ... pronome demonstrativo. D. ... pronome relativo.

20. Na passagem «Como apareceu o universo e como irá acabar?» temos a seguinte figura
de estilo...
A. Hipérbole. B. Interrogativa retórica. C. Ironia. D. Sinédoque.

21. Morfologicamente, a palavra sublinhada é...


A. Pronome interrogativo. C. Conjunção comparativa.
B. Advérbio de interrogação. D. Forma do verbo «comer».

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22. Na frase em (20), temos predominante.
A. ... a função apelativa da linguagem. C. ... a função fática da linguagem
B. ... a função expressiva da linguagem. D. ... a função metalinguística da linguagem

23. Todas as palavras que se seguem pertencem à mesma classe, EXCEPTO:


A. Tolerância. B. Ciência. C. Confiança. D. Maciça.

24. Das alternativas que se seguem assinale a que não tem o mesmo sentido:
A. Intrínseco B. Essencial C. Irrelevante D. Interior

25. Na transcrição «mas a religião há muito que se institucionalizou», a oração sublinhada


é...
A. ... subordinada relativa restritiva. C. ... subordinada adverbial causal.
B. ... subordinada relativa explicativa. D. ... subordinada substantiva integrante.

26. Na transcrição do exercício anterior, a forma verbal «há» pode ser substituida por:
A. «tem» B. «faz» C. «existe» D. «completa».

27. No trecho «homens e mulheres voltaram-se para a religião para encontrar orientação», o
sujeito da frase é...
A. ... homens. C. ... homens e mulheres.
B. ... mulheres D. ... religião.

28. Na expressão sublinhada temos a ocorrência de uma ...


A. Conjugação Pronominal Reflexa. C. Conjugação Perifrástica.
B. Conjugação Pronominal Recíproca. D. Pronominalização Passiva.

29. As palavras sublinhadas na seguinte transcrição: « Ninguém pode negar que muitos
casos individuais de devoção se manifestam nos que trabalham em comunidades
religiosas» são, respectivamente...
A. ... conjunção integrante, preposição e pronome relativo.
B. ... pronome relativo, preposição e conjunção integrante.
C. ... pronome relativo, conjução integrante e preposição.
D. ...conjunção integrante, preposição e conjunção consecutiva.

30. Os conjuntos que se seguem são formados por palavras da mesma classe, à EXCEPÇÃO
de...
A. ... qual, onde, que. C. ... zelo, vezes, bárbara
B. ... atapetada, maciça, iniciais. D. ... começar, enraizar, encorajar.

31. Das frases que se seguem apenas uma está com umapontuação correcta...
A. Embora, muitos sejam religiosos, acreditam, na ciência.
B. Embora muitos sejam religiosos, acreditam, na ciência.
C. Embora muitos sejam religiosos acreditam na ciência.
D. Embora muitos sejam religiosos, acreditam na ciência.

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32. Assinala a frase relativa mal formada.
A. Os homens que acreditam na ciência no teste ganharam uma bolsa.
B. A questão a propósito da qual discutimos passou na plenária.
C. Os cientistas cujas as teorias forem aprovadas, serão promovidos.
D. As casas onde se presta culto a Deus são chamadas templo.

33. Todas as frases que se seguem não estão conforme a norma do português, à EXCEPÇÃO
DE...
A. Espero que não sejemos condenados por este acto.
B. Se fôssemos todos estudiosos, os nosso professores ficariam contentes.
C. Caso colectemos maior número de apoiantes, nossa causa será considerada.
D. Não esperávamos que os constrangisse com a sua atitude.

34. Ao longo das nossas aulas falámos da Lei 19/2002 de 10 de Outubro que se debruça
sobre as eleições autárquicas. Quanto à tipologia, este texto é...:
A. ... um texto jornalístico. C. ... um texto normativo.
B. ... um texto multiuso. D. ... um texto expositivo-explicativo.

35. Das alternativas que se seguem todas versam sobre a confidencialidade do voto, À
EXCEPÇÃO de...
A. O voto é secreto.
B. A votação decorre ininterruptamente, devendo os membros da mesa da assembleia de foto
fazer-se substituir quando necessário.
C. Ninguém pode, sob qualquer pretexto, ser obrigado a revelar o sentido do voto.
D. Dentro da assembleia ou fora dela ninguém pode revelar em quem votou.

36. Os seguintes cidadãos têm prioridade no acto de votação, EXCEPTO...


A. ... doentes . B. ... mulheres grávidas. C. ...idosos. D. ... apenas os médicos.

37. Relativamente ao acto de votação, são verdadeiras as seguinte afirmações, MENOS...


A. O eleitor cujo cartão se tenha extraviado, fora do período de reemissão fixado pelso órgãos
eleitorais, só pode votar se constar do caderno eleitoal respectivo.
B. Uma vez exercido o direito do voto, o eleitor não recebe mais o cartão. Apenas retira-se do
local de votação.
C. Não é permitida a presença nas assembleias de voto de cidadãos que não sejam eleitores.
D. Os cidadãos que não saibam ler nem escrever votam mediante a aposição do dedo na área
correspondnte à candidatura.

38. Das palavras que se seguem, apenas uma não diz respeito ao vocabulário eleitoral...
A. Mesa de voto. C. Caderno eleitoral
B. Sebenta. D. Lista eleitoral.

39. O sinónimo da palavra «sufrágio» é...


A. ... voto. B. ...recolha. C. ... informe. D. ... democracia.

40. Todas as palavras que se seguem pertencem à mesma família, à excepção de...
A. Voto. B. Votante. C. Votivo. D. Volitivo.

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