Você está na página 1de 2

Teste 10.

º ano
novembro 2019

PROPOSTA DE CORREÇÃO

GRUPO I
EDUCAÇÃO LITERÁRIA
A
1. Este excerto da Farsa de Inês Pereira constitui o momento em que, após o
casamento, Inês fica só com o Escudeiro.
Verifica-se, então, uma mudança significativa no rumo dos acontecimentos, pois
o marido altera radicalmente a sua atitude galante e lisonjeadora face a Inês. Os dois
dialogam e Brás da Mata utiliza um tom ameaçador, reprimindo a mulher, como
demonstram as frases “Será bom que vos caleis” e “porque o homem sesudo / traz a
mulher sopeada”. Conclui-se que este excerto serve como prova da mudança
significativa do comportamento de Brás da Mata enquanto marido da jovem Inês.
2. Inês Pereira e o Escudeiro revelam algumas das suas características psicológicas
neste excerto. O Escudeiro fica muito zangado com o facto de Inês estar a cantar
enquanto trabalha. Brás da Mata acusa a sua mulher de só pensar em festas e proíbe-
a, em tom ameaçador, de voltar a cantar: “Se vos eu vejo cantar, / eu vos farei
assoviar…”. Após as advertências do marido, Inês ainda questiona o facto de ele
gritar com ela, mas depois mostra-se submissa e resignada à sua condição de esposa
obediente (“se vós disso sois servido / bem o posso eu escusar”). Em conclusão, as
duas personagens apresentam-se com características muito diferentes, opostas
mesmo, das evidenciadas antes do casamento.
3. O relacionamento entre Brás da Mata e Inês Pereira muda totalmente depois do
casamento. De facto, antes de casar, o Escudeiro era sedutor e lisonjeiro na forma
como tratava Inês. Depois do casamento, revela-se autoritário e ríspido, não a
autorizando nem a cantar nem a emitir opiniões: “Será bem que vos caleis”. É um
marido repressor que a aprisiona em casa, não a deixando falar com ninguém nem
sair à rua (“Já vos preguei as janelas, / por que não vos ponhais nelas.”). Só depois
do casamento Brás da Mata revela a sua verdadeira personalidade, que tinha
escondido para alcançar os seus objetivos. Em suma, tanto Inês com Brás da Mata
alteram o seu comportamento, mas a jovem fá-lo porque é coagida pelo marido.

4. Na última fala do Escudeiro está presente uma comparação.


Assim, no excerto “encerrada / nesta casa, tão fechada / como freira d’Odivelas”,
a comparação entre a condição de Inês Pereira e a das freiras do convento de
Odivelas destaca a reclusão forçada a que o Escudeiro, homem autoritário, obriga a
sua mulher. Esta vive em clausura como se fosse uma religiosa, obrigada a cumprir
regras impostas, não tendo autorização para sair de casa.
Conclui-se que Inês Pereira não tem vontade própria, tendo de obedecer ao seu
marido.

1
Teste 10.º ano
novembro 2019

B
5.
Introdução
 Importância do cómico
Desenvolvimento
 Crítica social:
 Denúncia de corrupção (ermitão, que não cumpre os votos a que está
sujeito)
 Denúncia da inversão de valores (Inês Pereira, que escolhe o marido não
em função de qualidades morais, mas sociais)
 Moralização social:
 Correção de atitudes (o cómico ao serviço da crítica)
 Diferentes tipos de cómico (de situação, de caráter e de linguagem)
Conclusão
 Divertimento e emenda dos erros

GRUPO II
GRAMÁTICA
Item
1. (C)
2. (B)
3. (A)
4. (D)
5. (C)
a) Predicativo do sujeito.
6. b) Complemento direto.
7. a) Síncope do /r/ e assimilação do /t/.
b) Apócope do /e/ e prótese do /e/.
8. Oração subordinada adjetiva relativa restritiva.

Grupo III
ESCRITA
Tópicos sugeridos
 A função da palavra é representar partes do pensamento humano e, por isso, ela
constitui uma unidade da linguagem humana;
 os seres humanos são os únicos seres capazes de comunicar de uma forma clara,
uns com os outros, através da palavra, seja ela escrita, falada ou gestual (ex:
amigos);
 a palavra traz consigo o pensamento, a inteligência, a verdade (ex: debates);
 tal como “há imagens que valem mais do que mil palavras”, também há
situações que apenas as palavras conseguem descrever (ex: relacionamento
amoroso);
 para uma pessoa com deficiência visual, por exemplo, as palavras escutadas, que
descrevem as situações, são o retrato mais fiel que ele tem da realidade;
 …