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HOMILÉTICA 1

1. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA HOMILÉTICA:


Uma das atividades mais importantes realizadas pelos pastores e educadores religiosos nas igrejas
é a pregação. Ela sem dúvida se destaca entre outras realizações desses líderes religiosos. Assim sendo,
é fundamental que saibam como preparar e proferir sermões que sejam relevantes e bíblicos. Para tanto
é indispensável o estudo da homilética, uma vez que ela como veremos se relaciona com a pregação.
1.1. DEFINIÇÕES DO TERMO “HOMILÉTICA”
Antes de definir o termo “homiléica” vejamos seu nascimento. Silva (1982, p.20) faz a seguinte
afirmação sobre o nascimento dessa disciplina: “A Homilética nasceu, quando os pregadores cristãos
começaram a estruturar suas mensagens, seguindo as técnicas da retórica grega e da oratória romana”.
A retórica e a oratória referem-se ao discurso profano, feito fora do ambiente religioso e a homilética
identifica-se com o discurso sacro, religioso, cristão. Broadus (1967, p.10), tendo esta mesma linha de
pensamento, afirmava: “A homilética nada mais é do que a adaptação da retórica às finalidades
especiais e aos reclamos da prédica cristã”.
A palavra homilética deriva-se de dois vocábulos gregos. Reifler (1999, p.11) afirma: “O termo
homilética deriva do substantivo grego homilia, que significa literalmente associação, companhia, e do
verbo homileo, que significa falar, conversar.” A ligação desses dois termos gregos deu origem a
palavra homilética.
Com esta visão, podem-se transcrever algumas definições. Homilética é definida por Hoppin,
citado por Broadus (1967, p.10), como sendo: “a ciência que ensina os princípios fundamentais de
discursos em público, aplicados na proclamação e ensino da verdade divina em reuniões regulares
congregadas para o culto divino.” Já para Kirst (1985, p.9): “A homilética é a ciência que se ocupa da
pregação cristã e de modo particular, com a prédica no culto no seio da comunidade reunida.” Já Jerry
Key a define como sendo: “o estudo dos fundamentos e princípios da preparação e do proferimento de
sermões.". Assim, pode-se afirmar, olhando para seu propósito, que a homilética é a ciência que dá ao
pregador da palavra de Deus ferramentas para poder preparar os seus sermões de forma que eles sejam
bem estruturados e de forma que sejam bem compreendidos pelos ouvintes.
À medida que a história se desenvolveu e a pregação passou a ser o centro do culto a Deus nas
igrejas cristãs, a homilética então passou a ter um papel importante para que os pregadores preparassem
os seus sermões. Os estudiosos a consideram como ciência, arte e técnica dependendo do enfoque que
se dá. Reifler (1999, p.11) afirma: “A homilética é ciência, quando considerada sob o ponto de vista
de seus fundamentos teóricos (históricos, psicológicos e sociais); é arte, quando considerada em seus
aspectos estéticos (a beleza do conteúdo e da forma); e é técnica, quando considerada pelo modo
específico de sua execução ou ensino.”
Se no passado a homilética foi fundamental, hoje isto não mudou, uma vez que a pregação
continua sendo uma das partes mais importantes do culto das igrejas cristãs.

1.2. DEFINIÇÕES DA PREGAÇÃO BÍBLICA:


Quando observamos as definições de homilética podemos ver que elas tém haver com a pregação
da Palavra de Deus, portanto é importante que também analisemos algumas definições de pregação
bíblica.
PHILLIPS BROOKS: “Apresentação da verdade através da personalidade”, é “a comunicação da
verdade aos homens mediante o homem”.
G. CAMPBELL MORGAN: “A pregação é a proclamação da graça de Deus, sob a autoridade do trono
de Deus, visando atender as necessidades humanas”.
ANDREW WATTERSON BLACKWOOD: “É a verdade de Deus apresentada por uma personalidade
escolhida, para ir ao encontro das necessidades humanas”.
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BERNARD MANNING: “A pregação é uma manifestação do Verbo encarnado desde o Verbo escrito
e por meio do Verbo falado”
JESSE C. NORTHCUTT: “A pregação é a proclamação pública da verdade divina baseada nas
escrituras cristãs, por uma personalidade escolhida, com o propósito de satisfazer as necessidades
humanas.”
Podemos observar nestas definições as ênfases nos seguintes aspectos: Verdade divina, proclamação,
personalidade, autoridade, propósito.

1.3. IMPORTÂNCIA DA PREGAÇÃO:


O que faz a pregação ser tão importante? Quais os motivos de que devemos dar tanta importância
à pregação evangélica? Vejamos algumas razões da importância da pregação.
- Pregar é a tarefa principal da igreja. Marcos 16.15, Lucas 24.45-48
- Deus tem falado através da pregação. Exemplo de João Batista (Marcos 1.4)
- A pregação foi a principal atividade de Jesus. (Marcos 1.14-15, Mateus 4.23)
- A pregação foi fundamental na história do Cristianismo. O livro de Atos registra algumas pregações
de Pedro e Paulo. Paulo em 1 Coríntios 1.23-24, Romanos 10.15 mostra a importância da pregação na
salvação dos pecadores. Os reformadores Martinho Lutero, João Calvino, João Knox e outros líderes da
reforma foram grandes pregadores e deixaram um bom acervo de pregação. A pregação está
relacionada com os grandes movimentos de avivamento. Exemplo disso são os grandes pregadores:
João Wesley, George Whitefield, Charles Finney, D. L. Moody, Billy Graham entre outros que
demonstraram como Deus tem usado poderosamente a pregação.
- Pregar é prioridade no ministério pastoral. A pregação como afirma Jilton Morais é a atividade
principal do pastor. As outras ele pode delegar porém ele precisa estar sempre preparado para pregar.

1.4. VANTAGENS DO ESTUDO DA HOMILÉTICA:


- Conscientiza o pregador de sua missão.
- Possibilita a elaboração de melhores sermões.
- Facilita um melhor desempenho no púlpito.
- Permite a interdisciplinaridade.
- Leva o pregador a estudar sempre.

1.5. PERIGOS NO ESTUDO DA HOMILÉTICA:


- Tornar-se muito crítico a respeito das pregações dos outros.
- O desânimo por não se considerar à altura do desafio
- Artificialidade.
- Ênfase demasiada nas regras e na técnica, e negligência do lado espiritual.
- Imitação.

1.6. FONTES PARA O ESTUDO DA HOMILÉTICA:


- Livros e artigos sobre homilética.
- Sermões encontrados na Palavra de Deus. (At 2,7,17 etc)
- Sermões que ouvimos.
- A vida dos grandes pregadores.
- Sermões que são publicados.
- Críticas construtivas de amigos.
- Nossa autocrítica.

1.7. RAZÕES PORQUE DEVEMOS ESTUDAR HOMILÉTICA:


- Porque devemos dar o melhor para Deus (Gratidão)
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- Porque a pregação é a prioridade do ministério pastoral.
- Por causa da dificuldade da tarefa do pregador. (Explicar para ser entendido, alimentar o rebanho de
Deus, o número de vezes que temos que pregar, o tipo de auditório para quem falamos)
- Por causa de nossas limitações pessoais.
- Falhas existentes na pregação hoje: (As decorrentes da falta de preparo adequado. A falta de sermões
adequados às necessidades dos ouvintes. A falta de criatividade. A falta de exposição clara e adequada
do texto, baseada em princípios hermenêuticos e homiléticos. A falta de uma aplicação prática, pessoal,
direta e dinâmica com sugestões e soluções praticas para os ouvintes).

2. O TEXTO BÍBLICO PARA O SERMÃO

2.1. COMO DESCOBRIR IDÉIAS PARA PREGAR.


- Através da Bíblia: programa de estudo sistemático da bíblia, leitura devocional, busca direta com a
finalidade de encontrar o texto.
- Através da necessidade dos ouvintes.
- Através das experiências pessoais.
- Através das ocasiões que precisamos pregar. Dia das mães, natal, missões etc
- Através de acontecimentos importantes. Veiculados pelos meios de comunicação por exemplo
- Através do programa de pregação.
Obs: A idéia deve estar casada com o texto bíblico, quando não é encontrado nele.

2.2. O SIGNIFICADO DO TEXTO:


“O texto é a passagem bíblica que serve de base para o sermão.” Ele nunca deve ser usado como
“pretexto” nem como “motor de arranque”. Breve história do uso do texto: Tempo de Jesus, nas
sinagogas, uso dos discípulos de Jesus, uso do método alegórico, uso dos livros apócrifos, surgimento
do sermão temático (princípios filosóficos ou éticos), sermões com uso de textos abreviados e uma
longa e minuciosa análise (período escolástico). Os reformadores aboliram os apócrifos e restauraram
em grande parte o uso do texto. Hoje se usam textos breves com comentários mais extensos.

2.3. VANTAGENS DO USO DO TEXTO NA PREGAÇÃO:


- O texto, quando usado corretamente, confere ao sermão autoridade da Palavra de Deus.
- Pelo uso do texto, ensinamos a Palavra de Deus e levamos o povo a conhecê-la.
- O texto ajuda os ouvintes a reterem as idéias principais do sermão.
- O texto limita e unifica o material apresentado no sermão.
- O uso do texto permite ao pregador abordar temas que de outra maneira seria difícil falar sobre elas
no púlpito.
- O uso do texto ajuda o pregador a conhecer melhor as Escrituras.
- O fundo histórico do texto muitas vezes fornece bom material para a introdução do sermão.
- A pregação Bíblica por textos ajuda na conversão do pecador e no fortalecimento dos crentes.
- Temos mais variedade usando textos do que se escolhêssemos temas não ligados a textos bíblicos.

2.4. REGRAS PARA A ESCOLHA DO TEXTO DA PREGAÇÃO:


- Escolha textos que falem primeiro ao seu coração.
- Escolha textos que sejam relevantes às necessidades dos ouvintes.
- Escolha textos que sejam claros em seu significado.
- Não tenha receio de escolher que sejam bem conhecidos pelo povo.
- Escolha textos de todas as divisões da Bíblia.
- Via de regra, o texto não deve ser grande demais. Cinco a oito versículos parece o ideal.
- Tenha cautela na escolha de textos que parecem esquisitos, cômicos ou ofensivos.
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- Tenha cuidado no uso de textos pronunciadas por pessoas não inspiradas, ou más.
- Via de regra é melhor escolher textos positivos de que negativos.
- O tema ou título do sermão deve estar de acordo com o texto.

2.5. SUGESTÕES ACERCA DO TEXTO:


- Geralmente é melhor ter como base para o sermão somente um texto. Se usar mais de um é preciso ter
unidade.
- O tamanho do texto dependerá em parte, do tempo disponível para a mensagem. Uma mensagem
radiofônica ou na televisão provavelmente demandará menos tempo do que uma na igreja. Culto nos
lares, por exemplo, mensagem menor do que na igreja.
- Qualquer que seja o texto ele deve apresentar uma idéia ou pensamento completo.
- Procure sempre bons textos e um método para guardar as idéias que você descobre (arquivo de idéias)
- Dê um lugar de honra ao texto nos seus sermões.
- Prepare-se adequadamente para a leitura do texto em público.
- Utilize sua própria Bíblia na leitura feita do púlpito.
- Após anunciar o texto dê tempo suficiente para que os ouvintes possam encontrá-lo e acompanhar a
leitura.

3. A INTERPRETAÇÃO CORRETA DO TEXTO:


Depois do pregador escolher o texto que ele vai usar na pregação, ele precisa interpretá-lo para
poder transmitir a mensagem para seus ouvintes. Uma correta interpretação do texto é fundamental
para que a mensagem possa estar de acordo com o que realmente Deus desejava comunicar. Uma
interpretação incorreta pode levar o pregador a falar o que quer, o que pensa, ou o que os outros
pensam não o que Deus desejava comunicar.

3.1. COMO INTERPRETAR O TEXTO BÍBLICO:


- Não use o texto como mero pretexto do que deseja dizer.
- Interprete-o historicamente. Quem escreveu o texto? Em que época, lugar, e sob que circunstância foi
escrito. A quem foi dirigido? Com que propósito foi escrito?
- Interprete-o literalmente. Procure compreender o significado de cada palavra do texto.
- Não estude o texto sem levar em conta o contexto.
- Interprete-o e aplique-o no seu sentido real. Verifique que tipo de linguagem o escritor usa.
- Consulte as várias versões da Bíblia. Certas idéias do texto serão elucidadas.
- Consulte textos paralelos.

3.2. FALHAS NA INTERPRETAÇÃO DO TEXTO;


- Confiança na própria eloqüência e dedicação insuficiente a busca do sentido real do texto.
- Confiança no conhecimento geral da Bíblia, como algo que pode substituir o estudo específico do
texto bíblico.
- Utilização excessiva de fontes extrabíblicas em substituição ao material que deveria ser extraído do
texto.
- Preguiça de estudar adequadamente o texto que serve de base para o sermão.
- Falta de noção do trabalho necessário a se tornar um intérprete das Escrituras.
- Ocupação em trivialidades.
- Falta de noção da importância da tarefa de interpretar a Bíblia.
- Negligência ou não entendimento da fraseologia do texto.
- Negligência ou não consideração do contexto.
- Espiritualização imprópria do texto.
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- desconsideração do estudo do texto, pela suposição que o Espírito Santo vá dar a mensagem na hora
da pregação.
- Falta de cuidado na interpretação das narrativas de histórias da Bíblia.
- Consideração exclusivamente de idéias que reforçam suas opiniões e convicções.

3.3. PRINCÍPIOS BÁSICOS NA INTERPRETAÇÃO DO TEXTO:


Para que o texto bíblico possa ser interpretado de forma correta existem alguns princípios que são
fundamentais para que isso ocorra.

3.3.1. PRINCIPIO TEOLÓGICO:


- A Bíblia deve ser sempre estudada e interpretada a luz da pessoa de Jesus.
- É necessário que o interprete tenha tido uma experiência real com o filho de Deus, que tenha seus
pecados perdoados e que seja salvo por Cristo. 1 Coríntios 2.14
- É necessário, para interpretar textos bíblicos, conhecer as doutrinas bíblicas.

3..3.2. PRINCÍPIO GRAMATICAL:


- O significado da palavra é importante para o interprete.
 É importante saber a etimologia ou história das palavras principais do texto. (origem e história
do seu uso).
 É importante saber como eram usadas as palavras no tempo do autor.
 É importante saber se o autor usou as palavras em outros livros.
 É importante saber se há outras traduções para as palavras ou vocábulos.
 É importante saber a relação dela no contexto imediato (palavra talento em Mt 25.14-15)
 É importante verificar o tempo dos verbos.
- O fator retórico é importante. O tipo de literatura do texto.
 É importante descobrir que tipo de linguagem é usada pelo autor. (Se é linguagem apocalíptica
ou poesia hebraica. Se, é parábola ou história real. Isto influenciará a interpretação).
 É importante descobrir se o que está escrevendo é literal ou simbólico.

3.3.3. PRINCIPIO HISTÓRICO:


- É necessário saber dados sobre o autor e seus leitores.
- É necessário saber sobre o fundo histórico do texto. (costumes da época, arqueologia ou geografia do
tempo bíblico)
- É necessário saber a relação entre o texto e o ensino do Novo ou Velho Testamento. (O velho
interpretado a luz do novo, A Bíblia deve ser interpretada a luz da revelação progressiva de Deus)

3.3.4. PRINCÍPIO HOMILÉTICO, FUNCIONAL OU PRÁTICO:


- Deve-se fazer a aplicação do texto à situação atual e contemporânea. Exemplo do uso do véu, de
comer carne sacrificada a ídolos.
- O pregador deve primeiro fazer a aplicação a sua própria vida e depois de seus ouvintes. Exemplo da
aplicação de 1 Coríntios 13.5

3.4. COMO FAZER UMA BOA INTERPRETAÇÃO DO TEXTO:


Para que sejamos pregadores da Palavra de Deus devemos começar nossos sermões, sempre que
possível, com base bíblica, interpretando bem o texto. Como podemos fazer isso?
- Peça primeiro a orientação do Espírito Santo para seu estudo.
- Faça o seu estudo pessoal do texto.
 Leia tantas vezes quantas for possível. Se possível leia em mais de uma tradução.
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 Se possível leia as passagens nas línguas originais.
 Pense, medite e reflita sobre a passagem.
 Use a imaginação e a criatividade sem ferir a dignidade essencial do texto.
 Escreva a essência de cada versículo ou do versículo usado.
- Veja o que os estudiosos e interpretes dizem a respeito do texto. (Estudo dedutivo)
 Leia comentários exegéticos, que são os mais importantes.
 Consulte dicionários, concordâncias e chaves-biblicas.
 Compare com o que você escreveu.
- Faça um resumo das principais idéias da passagem.
- Prossiga com a definição das outras partes do sermão.

4. A TESE DO SERMÃO:
A tese que também é chamada de proposição é uma declaração simples da idéia central do sermão
numa breve sentença afirmativa. É aquilo que queremos explicar ou provar durante o sermão. Ela
expressa o tema ou título do sermão numa oração ou período completo.

4.1. TIPOS DE TESES


- Ela pode ser uma avaliação ou expressar um julgamento.
 “A oração traz inúmeras bênçãos”.
 “As boas intenções não justificam atitudes ou ações erradas”.
- Ela pode tratar de uma obrigação ou dever.
 “É necessário que o crente demonstre interesse nas pessoas sem Cristo, testemunhando
diariamente de sua fé em Cristo”.
 “É necessário que cada crente exerça um ministério de intercessão”.
- Ela pode falar de uma atividade ou atitude sem especificar uma obrigação.
 “Os crentes podem tornar-se mais eficientes na sua vida devocional”.
 “O crente, com a ajuda de Cristo, pode vencer as provações da vida”.

4.2. VALOR DA TESE:


- Ajuda o pregador a manter-se no caminho certo.
- Ajuda os ouvintes a acompanharem melhor a mensagem e a entenderem.
- Ajuda a fixação do sermão.

4.3. COMO APRESENTAR A TESE:


- Pode-se apresentar de modo formal:
 A verdade que me proponho a apresentar é: (tese)
- Pode-se apresentar de modo informal:
 Vamos considerar a verdade: (tese)
 Você já pensou sobre o fato de que... (tese)
O texto é um exemplo da verdade: (Tese)

4.4. CARACTERISTICAS DE BOAS TESES:


- Deve apresentar uma idéia completa.
- Não deve conter palavras desnecessárias, supérfluas ou ambíguas.
- Normalmente deve ser expressa em forma positiva e não negativa.
- Deve ser clara e objetiva.
- Deve ser breve, contendo entre oito e quinze palavras.
- Deve ser interessante, relacionada à experiência dos ouvintes.
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- Deve estar intimamente ligada ao tema ou título e ser uma extensão do mesmo.

4.5. O LUGAR DA TESE NO SERMÃO:


- Pode ser apresentada em qualquer parte da introdução.
- Pode ser repetida em qualquer parte do sermão, para ser guardada pelos ouvintes.

5. OS OBJETIVOS DA PREGAÇÃO:
Quando se pensa em objetivos ou propósitos da pregação deve-se ter em mente aquilo que se quer
alcançar com a pregação. Estes objetivos podem ser de dois tipos. Podem ser gerais ou básicos e
específicos. Eles orientarão a preparação do sermão. Por que os objetivos são tão importantes?

5.1. VALOR DO OBJETIVO:


- Ele guia o pregador na preparação da mensagem
 Muitas vezes ajuda a determinar o tema e também o texto da pregação.
 Ajuda a selecionar e limitar as idéias a serem usadas no desenvolvimento da mensagem.
 Ajuda a determinar a seqüência das idéias a serem apresentadas.
- Ajuda o sermão a ser mais claro em seu desenvolvimento.
- Ajuda o pregador a lembrar que o sermão é um meio e não um fim.
- Dá ao pregador motivos de esperar frutos de sua mensagem.
- Ajuda o pregador a depender mais de Deus, pois sem a ajuda de Deus nunca atingirá a meta ou alvo
estabelecido.

5.2. OBJETIVOS GERAIS DA PREGAÇÃO:


Seis são os objetivos gerais da pregação. Todos os sermões se enquadram nestes seis objetivos.
Há autores que afirmam que é impossível ter mais de um objetivo geral numa pregação, mas a
experiência mostra que em alguns casos se pode usar mais de um, no momento que se está pregando.

5.2.1. O OBJETIVO EVANGELÍSTICO:


É aquele em que o pregador visa a conquistar os perdidos para Cristo. Atos 26.15-18
- Considerações básicas a respeito desse objetivo:
 É preciso ter uma profunda convicção da situação do ser humano sem Jesus.
 É preciso crer na possibilidade da salvação e transformação do pecador.
 É necessário saber os fatores que estão envolvidos na experiência de conversão de uma pessoa.
- Criticas a pregação evangelística em nossos dias:
 Há quem diga que alguns pregam um evangelho fácil demais, um falso evangelho, o “evangelho
de bênçãos”.
 Alguns dizem que as mensagens evangelísticas são negativas, objetivando amedrontar ou
manipular os ouvintes.
 Alguns criticam que são mensagens despreparadas e sem o devido cuidado.
 Há muita repetição e pouca variedade de temas e idéias.
- Sugestões a respeito das mensagens evengelísticas:
 Deve-se colocar muito esforço neste tipo de sermão. Devem ser nossos melhores sermões.
 Não devem ser muito extensos.
 Deve-se pregar as grandes doutrinas bíblicas. (Fé em Cristo, a graça, o amor de Deus, o pecado,
a volta de Cristo, o céu, o inferno...)
 Devem ser pregadas com sentido de urgência.
 Devem ser pregadas com espírito de amor e compaixão.
 Espere as bênçãos de Deus ao pregar um sermão evangelístico.
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5.2.2. O OBJETIVO DOUTRINÁRIO
É aquele em que o pregador instrui sobre as grandes verdades bíblicas.
- Funções do sermão doutrinário:
 Leva os crentes a crescerem em Cristo.
 Dá aos crentes uma boa base doutrinária para fazer escolhas e tomar decisões na vida.
 Ajuda a preparar os crentes contra a entrada de heresias e os estragos de falsas doutrinas.
 Ajuda a animar os crentes para que sejam mais ativos.
 Contribui para o crescimento intelectual e espiritual do pregador.
- Qualidades essências do sermão doutrinário:
 Deve ser simples, tanto em seu vocabulário quanto em sua elaboração.
 Deve ser positivo.
 Deve ser prático, atendendo as necessidades espirituais e doutrinárias dos ouvintes.
OBS: A doutrina geralmente estará em todo o sermão que se pregue, qualquer que seja seu objetivo.

5.2.3. O OBJETIVO ÉTICO:


É aquele sermão que visa o relacionamento vertical das pessoas. Ajuda os crentes a pautarem suas
vidas sociais de acordo com os princípios da Palavra de Deus.
- Assuntos a serem tratados neste tipo de sermão:
 Todos os problemas éticos enfrentados pelos crentes na sociedade onde estão inseridos.
 Problemas éticos vivenciados dentro da comunidade cristã.
 Princípios éticos encontrados na Bíblia. Cuidado com não pregar costumes em vez de pregar
princípios. (Exemplo de vestimenta, comidas, dias religiosos etc)

5.2.4. O OBJETIVO DE CONSAGAÇÃO:


É aquele sermão que busca levar os crentes a se dedicaram ao senhor e a sua obra de uma forma
completa.
- Funções desse objetivo.
 Visa ajudar os crentes em sua constante batalha contra o pecado.
 Visa levar os crentes a uma maior dedicação à causa do Mestre.
 Visa ajudar os crentes a descobrirem e desenvolverem seus dons no serviço de Deus.
- Requisitos para ser bem-sucedido no uso deste objetivo.
 Consagração do próprio pregador.
 É preciso que o pregador conheça as falhas e fraquezas do povo e os seus problemas.
 É preciso crer que Deus pode atuar para melhorar a situação espiritual do povo.
 É preciso crer que Deus distribuiu dons espirituais, e que não deixou sua igreja sem pessoas
com potencial para servi-lo.
 É preciso crer que Deus continua escolhendo e vocacionando pessoas para sua obra.
 É preciso pregar com amor e compaixão em vez de condenar o povo.
 É preciso pregar sermões que apelem à lógica e à razão, como também a vontade e as emoções.
 É preciso oferecer sugestões praticas, e oportunidade do povo usar seus dons.

3.2.5. O OBJETIVO DEVOCIONAL


O sermão com este objetivo é aquele que o pregador dá ênfase ao relacionamento do crente com
Deus, sua comunhão com Deus.
- Assuntos tratados neste objetivo:
 Oração individual e coletiva.
 Adoração.
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 Estudo da Palavra de Deus.

3.2.6. O OBJETIVO DE ALENTO OU PASTORAL


O sermão com este objetivo é aquele que visa fortalecer e animar os crentes em meio às
provações e crises da vida pessoal (Isaías 40.1)
- Sugestões a respeito deste objetivo:
 É importante usar a teologia correta ao pregar este tipo de sermão.
 É importante que o pregador de vez em quando pregue este tipo de sermão.
 Na dúvida sobre que tipo de sermão pregar pregue sermão de alento.
 É importante mostrar de forma prática como o povo pode enfrentar seus problemas.
 Sermões de alento falam do sofrimento, morte, ansiedades, falso sentimento de culpa, solidão,
como enfrentar adversidades, medo, pânico, o problema da dúvida, depressão, desespero, paz
interior.

5.3. O OBJETIVO ESPECÍFICO DO SERMÃO:


Podemos definir objetivo específico como sendo o propósito imediato de cada sermão, à luz da
verdade nele apresentada. É a afirmação daquilo que desejamos que aconteça com nossos ouvintes
como resultado do sermão.
Exemplo:
Tema: Caminhando para a morte.
Texto: Romanos 6.23
Objetivo geral: Evangelístico
Objetivo especifico: levar os ouvintes a deixar o caminho da morte através de se arrependerem de seus
pecados e receberem a dádiva de Deus em Jesus Cristo.

5.3.1. CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DO OBJETIVO ESPECÍFICO:


 A formulação do objetivo específico exige uma boa compreensão dos objetivos gerais.
 Ele será determinado em grande parte pelas principais necessidades dos ouvintes.
 Ele é determinado e formulado em termos do efeito do sermão sobre o povo.
 Ele deve estar de acordo com o propósito original de Deus ao inspirar o texto da mensagem.

5.3.2. SUGESTOES SOBRE O OBJETIVO ESPECÍFICO:


 Deve ser formulado de forma clara contendo de 10 a 20 palavras.
 Deve ser tirado de forma natural do texto.
 Deve ser tirado de forma natural e sem exageros do tema e se relacionar de forma adequada
com ele.
 Deve ser relacionar de forma clara com as necessidades dos ouvintes.
 Deve incluir os resultados a serem alcançados pelos ouvintes em suas vidas.

6. TIPOS DE SERMÕES:
Tradicionalmente os livros de homilética se referem a três tipos de sermões os quais são: temático
ou de tópicos, textuais e expositivos. Sem dúvida todos os sermões que pregamos entra em uma dessas
classificações.
6.1. SERMÃO TEMÁTICO OU DE TÓPICOS
Seu desenvolvimento vem do tema ou título. É aquele em que toda a argumentação está amarrada
em um tema, divide-se o tema e não o texto, o que permite a utilização de vários textos bíblicos.
Exemplo:
A oração eficaz.
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1. É feita a Deus como Pai. Mateus 6.9.
2. È feita com fé. Mateus 21.22.
3. É feita em nome de Jesus. João 14.13-14

6.1.1. COMO PREPARAR ESTE TIPO DE SERMÃO:


 Selecione o tema e a palavra ou expressão que vai nortear as divisões
 Escolha os textos para cada divisão. (pode-se pensar nas divisões para escolher os textos ou
vice-versa)
 Procure escolher textos que elucidem as idéias.
 Procure dividir os tópicos de forma que haja um progresso no conteúdo do sermão.
 Em cada tópico procure estudar o texto e não apenas citá-lo.

6.1.2. VANTAGENS:
 É fácil de dividir.
 Facilita a pregação de sermões doutrinários, éticos e evangelísticos que precisam se basear em
diferentes partes da Bíblia.
 É fácil para conservar a unidade do sermão.
 Leva o pregador a buscar cultura geral e teológica.

6.1.3. DESVANTAGENS:
 O sermão pode ter a cara de bíblico desprezando a hermenêutica.
 Pode levar o pregador à preguiça mental de não querer estudar textos bíblicos.

6.2. SERMÃO TEXTUAL:


É aquele cujas divisões são extraídas do próprio texto, que é constituído de uma breve porção da
Bíblia. Podendo ser de um a três versículos.
Exemplos:
Tema: O poder que liberta
Texto: Romanos 1.16-17
1. É o do evangelho. V16
2. O faz indistintamente. V16
3. Usa a fé como meio de libertar. V16-17
4. Pois revela a justiça de Deus. V17

Tema: “O segredo de viver bem”


Texto: 1 Pedro 3.10-12
1. Consiste em trazer a língua sempre refreada. V10
2. Consiste em repudiar a mentira. V10
3. Consiste em ser inimigo do mal e amigo do bem v11
4. Consiste em ser amigo da paz v11

6.2.1. COMO PREPARAR ESTE TIPO DE SERMÃO:


 Escolha e estude o texto bíblico.
 Procure a idéia principal do texto e formule um tema.
 Divida os tópicos procurando explicar a idéia principal do texto.
 Procure dividir os tópicos buscando sempre unidade, ordem lógica, proporção e progresso.

6.2.2. VANTAGENS:
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 É profundamente bíblico.
 Exige do pregador um conhecimento profundo da Bíblia.
 Obriga o pregador a estudar constantemente a Bíblia.
 É muito apreciado pelo povo.

6.2.3. DESVANTAGENS:
 Por usar textos com poucos versículos o pregador poderá usar idéias que não são bíblicas.
 Por usar textos com poucos versículos a mensagem pode ter pouco conteúdo.

6.3. SERMÃO EXPOSITIVO:


É aquele cujas divisões principais são extraídas do próprio texto, porém este sermão é baseado em
um texto relativamente longo. Um mínimo de 4 versículos, mas pode incluir um capítulo inteiro, vários
capítulos, ou até mesmo um livro inteiro da Bíblia.
Exemplo:
Tema: O pai espera o seu retorno
Texto: Lucas 15.11-25
1. O pai espera o seu retorno, mesmo que o tenha desprezado. V12-13
1.1. considerando-o morto. V12
1.2. dissipando seus bens. V13
2. O pai espera seu retorno com profundo desejo. V20
2.1. Devido o amor que tem. V20
2.2. Devido a ação que realiza. V20
3. O pai espera o seu retorno para lhe dar a posição de filho. V22-24
3.1. mesmo que não se sinta merecedor. V21
3.2. com todos os privilégios. V22-24

6.3.1. COMO PREPARAR ESTE TIPO DE SERMÃO:


 Depois de estudar o texto descubra a idéia central e formule um tema.
 Busque no texto as divisões e subdivisões para os tópicos.
 Formule os tópicos sempre que possível usando a seqüência da passagem.
 Divida os tópicos usando o texto e busque unidade, ordem lógica, proporção e progresso.

6.3.2. VANTAGENS
 Este método honra as Escrituras.
 O sermão expositivo de boa qualidade alimenta o povo.
 O sermão expositivo faz que o pastor possa crescer ano após ano.
 Pode se analisar tanto grandes partes da Bíblia como pequenas partes.
 Favorece uma interpretação mais fiel das Escrituras.

6.3.3. DESVANTAGENS:
 É mais difícil de se preparar.
 Exige mais tempo de preparação.

7. TEMA DO SERMÃO
O tema do sermão é também chamado de idéia específica, título e assunto específico. Há autores
que não concordam com isto porém, pensamos que não existe diferença. Há sim diferença entre o
assunto geral e específico, por exemplo: Tema geral: O Espírito Santo, Tema Específico: O fruto do
Espírito. O tema, portanto é a idéia, o assunto, a matéria que o pregador vai tratar em seu sermão.
12
A necessidade de ter um tema para cada sermão pode ser explicada no fato de que todos os
oradores quando vão falar sobre um determinado assunto determinam um tema. Os livros que são
escritos fazem o mesmo. Os filmes para chamar a atenção das pessoas têm um título. No mundo da
comunicação é muito importante o tema. Isto deve ser levado em conta pelos pregadores.

7.1. VANTAGENS DE UM BOM TEMA:


 Serve como alicerce na construção do sermão.
 Desperta a atenção do ouvinte.
 Valoriza a mensagem.
 Ajuda o pregador a não se desviar do assunto.
 Possibilita melhor sistema de arquivamento.
 Possibilita a inserção no boletim da igreja.
 Facilita a construção do programa do culto.

7.2. CARACTERÍSTICAS DE UM BOM TEMA:


 Deve ser preciso e exato.Deve fixar ou estabelecer os limites da verdade que será tratada no
sermão.
 Deve ser claro e simples. Simplicidade e clareza fortalecem a mensagem
 Deve ser interessante porém não sensacional. (Raposas com luzes traseiras, O maior sanduíche
do mundo)
 Deve ser expresso em termos atuais e não antigos. Em vez de “As queixas de Moisés”, use “Por
que Deus demora?” Em vez de usar “A vida de João Batista” use “Características de um grande
servo de Deus”.
 Deve facilitar a preparação do esboço.
 Deve apresentar um assunto que possa ser pregado. Não se deve pregar sobre o que não se
entenda e nem sobre o que não se vive.
 Deve ser curto porém não demais. Deve ter de 2 a 8 palavras. Ex. Diálogo na eternidade, Como
buscar a Jesus, ocupado demais para servir.
 Deve ser específico e não geral.
 Geralmente deve ser expresso com as palavras do pregador e não com frases do texto.
 Deve ser oportuno, relevante e de acordo com as necessidades dos ouvintes.
 Geralmente é melhor temas positivos do que negativos.

7.3. RELAÇÃO DO TEMA COM OUTRAS PARTES DO SERMÃO.


 Relação do tema com o texto. Geralmente ele deve ser derivado do texto.
 Relação do tema com a tese. A tese diz o que vamos fazer com o tema.
 Relação do tema com o objetivo específico. O objetivo específico deve ser derivado do título de
forma natural, concordando com a ênfase do sermão.
 Relação do tema com a introdução e conclusão. Ele deve ser apresentado de forma clara na
introdução. A conclusão o finalizará e completará.
 Relação do tema com o corpo do sermão (esboço do sermão). O título deve abranger todos os
pontos a serem desenvolvidos. Um ponto não deve ser igual ao tema. O ideal é que a soma dos
pontos seja igual ao título.

7.4. COMO ANUNCIAR O TEMA:


13
Alguns pregadores não gostam de anunciar o tema, porém creio ser fundamental fazê-lo. Seria
como se tivéssemos um jornal sem manchetes ou cabeçalhos. Ninguém gostaria de ler um jornal
assim.
 O tema pode ser anunciado de forma direta ou indireta;
- Nosso assunto hoje é:
- O título do sermão que Deus colocou em meu coração para esta hora é:
- Gostaríamos que pensássemos hoje sobre...
- Desejo falar nesta manhã sobre o seguinte tema...
 O tema pode ser anunciado antes, durante ou até mesmo no final da introdução.

7.5. COMO FORMULAR O TEMA:


Esta sem dúvida é uma tarefa importante porem nada fácil. Alguns têm um verdadeiro dom para
formular temas mas a maioria terá que se esforçar muito para a um título adequado e interessante para a
mensagem. O título deve ser formulado de forma que possa ser dividido. Ele terá uma palavra chave
para orientar as divisões. Esta palavra chave é também chamada de linha de direção. Vejamos estas
linhas de direção:
 Tema com palavra ou frase enfática (geralmente a palavra enfática é um substantivo):
exemplo: “O privilégio da oração”, “A suficiência de Cristo para as nossas necessidades”
“O poder que livra” .
 O tema interrogativo: Neste caso o desenvolvimento responderá a pergunta do tema. Vale
a pena ser crente? Como podemos conhecer melhor a Jesus? Como ter uma nova vida em
Cristo?
 O tema imperativo: Pode indicar uma ordem ou pedido. Seja fiel até a morte, Seja santo
como Deus é santo, Faça discípulos onde estiver.
 O tema declarativo: No desenvolvimento do sermão os pontos tratam desta declaração,
geralmente não são bons. Ex: “O campo é o mundo”, “É tempo de ceifar”
 Tema com uma palavra ou frase limitante: Geralmente a palavra limitante é um adjetivo
ou verbo e responde as perguntas: qual, quantos, quando, onde, por que como e etc. Ex: O
culto que agrada a Deus, A Palavra predileta de Deus.
 Tema com o verbo no gerúndio: Pode ser dividido respondendo a pergunta quando, por
que, o que. Ex: Lutando em nome de Deus, Sendo ajudados por Deus, Pondo os olhos
em Deus.
Exemplo do uso das linhas de direção num mesmo assunto: A perseverança em oração, Você está
perseverando em oração? Perseveremos em oração, é necessário perseverar em oração, a oração
perseverante.

8. COMO ORGANIZAR AS IDÉIAS DO SERMÃO – O ESBOÇO


Sem dúvida, um dos passos mais importantes na elaboração de um sermão é a organização de
suas idéias, a elaboração do esboço do sermão. Via de regra quando melhor for a organização das
idéias do sermão melhor ele será. É importante por tanto na escolha do tema que ele seja favoreça a
divisão e as linhas de direção que falamos anteriormente são necessárias.

8.1. A IMPORTANCIA DA ORGANIZAÇÃO ADEQUADA DAS IDÉIAS DO SERMÃO.


Veremos a seguir como é importante que as idéias do sermão estejam bem organizadas. Esta boa
organização favorece tanto o pregador como as pessoas que o ouvem. Veremos primeiro em que
favorece o pregador depois aos seus ouvintes.
- Para o pregador:
 Ajuda o pregador no desenvolvimento de seu raciocínio (clareza de idéias)
14
 Promove a unidade de pensamento.
 Ajuda a pregar sem ficar preso a um manuscrito ou consultar excessivamente qualquer
anotações.
 Ajuda a tornar o sermão mais persuasivo.
 Ajuda o pregador a descobrir o tratamento correto do assunto.
 Ajuda o pregador a ter uma visão global do sermão.
 Torna o pregador mais criativo. (importância das linhas de direção)
- Para os ouvintes:
 Ajuda a prender a atenção dos ouvintes.
 Ajuda o sermão a ser compreendido e evita que ele seja mal interpretado.
 Ajuda a dar ao sermão um ritmo psicológico e emocional essencial para a necessidade dos
ouvintes.
 Ajuda os ouvintes a gravarem melhor o sermão.

8.2. QUALIDADES DO SERMÃO BEM ORGANIZADO:


 Unidade: Para ter unidade num esboço, é preciso que tenha um só tema, cada ponto deve
desenvolver o tema, estando todos os pontos de acordo com o tema. Nenhum ponto igual ao
tema. È preciso também que haja um só objetivo bem específico.
Exemplos negativos
Tema: “A salvação, dom de Deus”
Texto: Efésios 2.8-9
1. A salvação não vem das obras.
2. A salvação é dom de Deus.
3. Jesus morreu para nos salvar.
4. Cornélio não foi salvo pelas obras.

Exemplo positivo:
Tema: “Salvação pela graça”
Texto: Efésios 2.8-9
1. A salvação é alcançada pela graça porque não depende das obras. V9
2. A salvação é alcançada pela graça porque é um dom gratuito de Deus. V8
3. A salvação é alcançada pela graça porque é um ato de fé. V8

Exemplo Negativo:
Tema: “Ele tudo fará”
Salmo 37.5
1. Entrega o teu caminho ao Senhor.
2. Confia nele.
3. E ele tudo fará.

Exemplo positivo
Tema: “Confiando no Senhor”
Texto: Salmo 37.5
Frase de transição: Quando confiamos no senhor:
1. Entregamos a nossa vida a ele. V5
2. Ele faz aquilo que nós não podemos fazer. V5

 Ordem lógica:
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É preciso colocar cada divisão do esboço em seu devido lugar. O que vai determinar esta ordem é o
objetivo que se tem. De acordo com a ordem lógica os sermões podem ser analíticos, seguem a
ordem lógica apresentada no texto ou sintéticos não segue a ordem lógica apresentada no texto:
Exemplo de sermão analítico:
Tema: Quando estamos em crise.
Texto: Êxodo 14. 9-14
1. Quando estamos em crise é porque a situação difícil atingiu nosso coração.v9-10
2. Quando estamos em crise reclamamos de nossa vida. V11-12
3. Quando estamos em crise devemos voltar nossos olhos para Deus. V13-14

Exemplo de um sermão sintético:


Tema: Sem escape
Texto: Hebreus 2. 1-4
1. Sem escape se não dermos atenção para a grande salvação v3
2. Sem escape se nos desviarmos da grande salvação. V1-2
3. Sem escape se não dermos crédito aos que anunciaram a tão grande salvação. V4

 Proporção:
A proporção é a distribuição harmoniosa do tempo entre as várias partes do sermão. Cada ponto
deve receber um tempo proporcional. Isto não quer dizer que cada ponto deve receber exatamente a
mesma quantidade de tempo. Para manter a proporção é importante a forma como dividimos o
esboço.
Exemplo positivo:
1.
1.1.
1.2.
2.
2.1.
2.2
Exemplo negativo:
1.
1.1
1.1.1
1.1.2
1.2
2.

 Progresso:
Os pensamentos devem se tornar mais interessantes à medida que o sermão avance para o fim.
Todos os pontos devem apontar como uma flecha para o objetivo específico. O ponto culminante, o
clímax do sermão deve ser próximo do fim.
- Exemplos de esboço com qualidade de progresso:
Tema: A condenação do pecado
Romanos 3.23
1. A condenação do pecado é pessoal.
2. A condenação do pecado é espiritual.
3. A condenação do pecado é eterna

Tema: “Como buscar a Jesus”


16
Texto: João 6.24.26
1. Devemos buscar a Jesus sem interesses materiais. V25-26
2. Devemos buscar a Jesus com interesse espiritual. V27
3. Devemos buscar a Jesus crendo nele. V29

- Regras gerais para que os sermões tenham progresso.


1. Geralmente o simples deve vir antes do complexo no esboço.
2. Via de regra o negativo precede o positivo.
3. O falso vem antes do verdadeiro.
4. O abstrato deve vir antes do complexo.

8.3. A FORMULAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DOS PONTOS E SUBPONTOS NO ESBOÇO DO


SERMÃO:
Existem certos princípios que ajudam o pregador a formular e organizar o seu esboço. Estes
princípios podem ser usados na formulação de todos os tipos de esboço.
 Deve haver sempre relação entre o tema e os pontos ou divisões do esboço.
- O tema deve abranger o pensamento de todas as divisões; cada divisão deve ajudar no
desenvolvimento do tema.
- Cada divisão deve discutir apenas um aspecto do tema.
- Nenhuma divisão deve ser igual ao tema.
- A soma total das divisões deve completar o pensamento do tema.
 Os pontos do esboço devem estar relacionados entre si.
- As divisões devem ser distintas entre si.
Exemplo negativo:
1. Bartimeu era cego.
2. Bartimeu era cego mesmo.
3. Bartimeu não enxergava nada.
- As divisões devem ter mais ou menos o mesmo tempo de discussão no desenvolvimento do
esboço (proporção)
- As divisões devem ser organizadas em ordem lógica e de interesse crescente para alcançar um
bom clímax. (progresso)
- As divisões devem ser formuladas em termos claros e concisos.
- Deve ser utilizado um bom sistema de numeração nas divisões e subpontos.
Exemplos
I
1
2
II

1
1.1.
1.2.
2

1.
1.1.
1.2.
2
- A introdução e a conclusão não levam número no esquema do sermão.
17
Exemplo
Introdução:
1.
2.
3.
Conclusão:
- Certos itens fazem parte do desenvolvimento do sermão e não levam número no esboço. Ex: A
exposição ou a interpretação do texto, as ilustrações e a aplicação feita nos pontos e subpontos.
- A formulação das divisões devem ter significado contemporâneo e não puramente histórico.
Exemplo negativo:
Tema: “A chamada de Isaías”
Texto: Is. 6.1-8
1. Isaías foi chamado porque conhecia a Deus. Vs1-4
2. Isaías sentiu seu pecado. V5
3. Isaías foi purificado do seu pecado. V6-7
4. Isaías ouviu a voz de Deus. V8
5. Isaías estava pronto para obedecê-la. V8
Exemplo positivo:
Tema: O jovem que Deus chama
Texto: Isaías 6.1-8
Frase de transição: O jovem que Deus chama:
1. É aquele que conhece a Deus.
2. É aquele que sente o seu pecado.
3. É aquele que é purificado do seu pecado.
4. É aquele que está atento a voz de Deus.
5. É aquele que está pronto a obedecer.

- Análise de um esboço e formulação correta do mesmo.


Tema: O maravilhoso convite de Jesus.
Texto: Mt. 11.28-30
1. Jesus aqui está fazendo um convite.
2. O convite é para os cansados e oprimidos.
3. os cansados são convidados.
4. Mateus foi convidado para seguir a Jesus.
5. Jesus convida aqueles que estão cansados de seus pecados.
O primeiro ponto é praticamente igual ao tema.
O segundo, o terceiro e o quinto ponto em sua essência dizem a mesma coisa.
O quarto ponto é uma ilustração bíblica.
Não há ordem lógica e nem progresso nas divisões.
A soma total dos pontos não completa o pensamento do tema
- reestruturação do Esboço:
Tema: Um maravilhoso convite para você.
Texto: Mateus 11.28-30
Frase de transição: Este convite que Jesus lhe faz é maravilhoso porque:
1. É um convite que parte de quem pode cumprir suas promessas. V28
2. É um convite aos que carregam fardos pesados. V28
3. É um convite para submeter-se a Cristo v29
4. É um convite que, uma vez aceito, traz paz e o verdadeiro descanso. v29
18
8.4. ERROS A SEREM EVITADOS AO SE ESBOÇAR UM SERMÃO
- Evite um método que sirva para todos os textos.
Exemplo:
Primeiro ponto: comentário explicando o texto, sem nenhuma divisão ou esboço.
Segundo ponto: Lições tiradas do texto.
- Evite escolher um texto para apenas tirar algumas lições dele.
- Evite esboço formado por certas categorias de palavras, sem conteúdo em si.
Exemplos:
1. Quando se deu.
2. Onde se deu.
3. Com quem se deu.
Ou então:
1. O significado
2. A necessidade
3. os meios.
4. O lugar
5. O tempo
6. As conseqüências
- Tome cuidado para não se desviar das divisões do tema escolhido, levando o esboço para outra
direção.
Exemplo negativo:
Tema: A verdade que nos liberta
Texto: João 8.32
1. Que é a liberdade
2. Que é a verdade

Exemplo positivo:
Frase de transição: A verdade que nos liberta é aquela
1. Que aponta-nos o pecado. V21-24
2. Que mostra-nos como somos escravos. V34
3. Que aponta-nos o libertador. V36,12,24b

8.5. NUMERO DE PONTOS E SUBPONTOS:


- O número de pontos e subpontos depende do tema a ser tratado e do conteúdo do texto.
- Não deve ter menos de dois pontos e em geral, não deve ter mais de cinco pontos.
- É importante variar o número de pontos. Não fazer sermões apenas com um número de pontos
constante.
- Pode se esboçar usando nos subpontos, os três elementos funcionais principais (exposição,
ilustração e aplicação). Neste tipo de esboço não há necessidade de subpontos.
- É possível ter subpontos em alguns pontos e não tê-los em outros.
- Os subpontos devem ser usados, se houver necessidade, para esclarecer os pontos. (Os subpontos
sempre devem explicar o ponto senão o sermão pode perder sua unidade).

8.6. COMO ANUNCIAR OS PONTOS DO ESBOÇO AOS OUVINTES.


Alguém comparou o sermão a uma viagem: Os ouvintes como os viajantes precisam saber onde
estão e quando a viagem acabou.
A frase de transição é importante no preparo do sermão. Ela muitas vezes serve de ponte para
apresentar os pontos do sermão.
Exemplos de como apresentar os pontos de um sermão:
19
 “Em 1º. Lugar...”. “Em 2º. Lugar...”, etc
 Uma das idéias que encontramos no texto que acabamos de ler é...
 Uma outra verdade que o texto nos ensina é...
 Além disso...
 Outra vez...
 Novamente...
 Pode se fazer a transição fazendo um resumo do ponto anterior.
 Pausas, mudanças de tom ou volume da voz ou mudança da fisionomia, ajudam a
transição a ficar clara para os ouvintes.
Obs: Deve-se tomar cuidado com palavras transitórias como “finalmente” “estamos concluindo”
“como conclusão”. Se for usada mais de uma vez no sermão é fatal. Poucos ouvirão o resto do
sermão.

8.7. SUGESTÕES PRÁTICAS SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO SERMÃO.


 Aprenda a criticar os seus próprios esboços e sermões a luz dos princípios e regras aprendidas.
 Se tiver algum amigo que possa avaliar seu sermão será bom para a melhora deles.
 Lembre-se que regras homiléticas não dão vida aos sermões quando pregados. Cada sermão
deve saturado do início de sua preparação até a sua pregação com oração. Porém isto não
significa que as regras não sejam importantes.
 Uma forma de esboçar um sermão visando a solução de um problema específico pode seguir o
seguinte caminho:
- Pode se começar com algo relevante para atrair a atenção do ouvinte.
- Pode-se prosseguir com a definição do problema
- Pode-se analisar as várias soluções possíveis e apresentar a melhor delas.
- Segue visualizando a solução proposta mostrando suas virtudes.
- Apelo para que os ouvintes possam aceitar a solução proposta para que o problema possa ser
resolvido.

9. INTRODUÇÃO DO SERMÃO.
O sermão, normalmente é constituído de 3 partes: A introdução, o corpo e a conclusão. A
introdução é onde o pregador introduz o tema que vai pregar, procurando provocar o interesse dos
ouvintes para aquilo que vai transmitir durante a mensagem.

9.1. AS FINALIDADES DA INTRODUÇÃO:


 Despertar a atenção do ouvinte e provocar interesse no sermão.
 Preparar os ouvintes para que possam entender e apreciar o tema tratado no sermão.
 Captar a simpatia dos ouvintes.
 Falar sobre algo relevante para os ouvintes e ligar es idéia ao tema e ao texto da mensagem.

9.2. CARACTERÍSTICA DE UMA BOA INTRODUÇÃO:


 Deve ir direto ao assunto que vai se pregar.
 Deve incluir uma só idéia.
 Deve ser breve e proporcional.
 Deve ser simples e clara no seu estilo e conteúdo.
 Deve ser interessante e criativa.
 Deve ser oportuna para a ocasião ou situação.
 Deve ser cortês e amigável.
20
 Deve ser bem preparada.
9.3. ERROS A SEREM EVITADOS NA INTRODUÇÃO
 Evite pedir desculpas.
 Evite um começo dramático. (não prometa mais do que pode dar)
 Evite, como regra geral, começar com uma idéia geral muito larga. (Universo, natureza, vida
humana, Ente Divino)
 Evite apresentar argumentos e idéias que serão usados posteriormente.
 Evite sobrecarregar a introdução com muitas idéias.
 Evite contar piadas ou histórias jocosas na introdução somente para o povo rir.

9.4. MÉTODOS PARA PREPARAÇÃO DE BOAS INTROCUÇÕES:


 Pode-se usar o tema do sermão.
 Pode-se usar o texto do sermão.
 Pode-se usar a ocasião da reunião.
 Pode-se focalizar um problema.
 Pode-se usar uma descrição dramática. (imaginária ou real)
 Pode-se usar uma frase conhecida (notável)
 Pode-se usar dados de uma pesquisa.
 Pode-se usar uma ilustração.
 Pode-se usar o fundo histórico do texto.
 Pode-se usar uma entrevista.
 Pode-se usar uma pergunta ou várias perguntas ligadas ao assunto do sermão.
 Pode-se usar algum tipo de produto visual.

9.5. ORDEM DE PREPARO DA INTRODUÇÃO:


Existe por parte dos especialistas em sermões discussão a respeito deste tema. Alguns a colocam
precisando ser preparada em um dado momento do preparo do sermão e outros em outro momento.
 Pode ser preparada depois da escolha do texto, tema e preparação do esboço.
 Pode ser preparada depois que o sermão está completo.
 Deve ser escolhida a forma melhor que se adapte a cada pregador.

10. A CONCLUSÃO DO SERMÃO:


A conclusão é também chamada em alguns livros de homilética de “peroração” é a parte do
sermão que tem como objetivo levar o assunto tratado no sermão a um fim adequado, relacionando, de
forma permanente, a verdade pregada à vida dos ouvintes. Ela é importante, pois geralmente a última
impressão é a que fica. Exemplo da Coréia na copa de 66 que depois de estar vencendo Portugal por 3
gols perdeu de 5 a 3. Soube começar mas não soube terminar.

10.1. OBJETIVOS DA CONCLUSÃO:


 Fechar o sermão da melhor forma possível. Exemplo do piloto que num nevoeiro não consegue
pousar seu avião e faz várias tentativas
 A conclusão deve aplicar a verdade do sermão à vida dos ouvintes. Importância do pregador se
lembrar seu objetivo específico ao preparar o sermão.
 A conclusão deve persuadir a ação. Exemplo de Jesus logo após falar aos discípulos sobre a
humildade depois de lavar os seus pés.

10.2. CARACTERÍSTICAS DE UMA BOA CONCLUSÃO:


21
 A conclusão deve refletir o ensino do texto bíblico do sermão. O texto determina a resposta
particular que o pregador deseja
 A conclusão deve derivada do tema e deve completá-lo bem. Abrange geralmente todas as
idéias do sermão.
 A conclusão deve ser pessoal. Uso do pronome pessoal é importante.
 A conclusão deve ser calorosa. (mostrar o calor da alma do pregador)
 O pensamento e o desenvolvimento da conclusão devem ser claros.
 A conclusão deve ser específica e não geral. Cada sermão deve ter sua própria conclusão.
 A conclusão deve ser breve e proporcional. (10 a 15 % do sermão)
 Deve-se dar mais ênfase ao positivo do que ao negativo na conclusão.
 A conclusão deve mesmo concluir o sermão.
 A conclusão deve ser cuidadosamente preparada.

10.3. ERROS A SEREM EVITADOS NA CONCLUSÃO DE UM SERMÃO:


 Não introduzir pensamentos novos na conclusão. Pode deixar a impressão de reiniciar um novo
sermão.
 Não fique avisando que vai concluir.
 Evite terminar o sermão abruptamente, deixando os ouvintes no ar.
 Evite pedir desculpas na conclusão.
 Evite o esgotamento físico. É importante ter energia para terminar o sermão.
 Evite o hábito de mexer em alguma coisa na conclusão.
 Evite contar piadas ou dizer coisas engraçadas na conclusão. É sem dúvida a parte mais séria
do sermão.
 Evite gritarias na conclusão.
 Evite ficar preso a anotações.
 Evite emoções forçadas, artificiais na conclusão (ou qualquer parte do sermão)

10.4. MÉTODOS PARA PREPARAÇÃO DE BOAS CONCLUSÕES


 Recapitulação ou resumo das idéias principais do sermão. Não esquecer de incluir algo que leve
o ouvinte a agir.
 Aplicação prática final. O que os ouvintes devem fazer a luz da verdade apresentada. Exemplo
de Jesus no fim do sermão do monte.
 Apelo a uma decisão. Exemplo de Josué na conclusão de sua grande mensagem ao povo.
 Ilustração relacionada à verdade básica do sermão. Deve focalizar aquilo que o pregador quer
que os ouvintes façam.
 Exortação relacionada à verdade apresentada.
 Pode conter elementos de mais de um tipo de conclusão acima descrita.

10.5. DOIS ELEMENTOS QUE AJUDAM A CONCLUSÃO A CUMPRIR SUA FINALIDADE.


 Use uma palavra, ou frase de transição entre o último ponto e a conclusão. Ajuda os ouvintes a
saber que o sermão está terminando. “vimos que”, “E agora...” “A luz destes argumentos...”
 Terminar com uma declaração forte, uma pergunta ou uma exortação.
22

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