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Universidade Federal de Campina Grande – UFCG

Disciplina: Física Experimental I

Professor: Wilton

RELATÓRIO DO EXPERIMENTO:
MEDIDAS DE TEMPO

ALUNO: YUKIO FERREIRA YABUTA


MATRÍCULA: 21021637
1. INTRODUÇÃO

Nesse relatório é relatado o experimento de Medidas de Tempo, que foi realizado no dia
29 de agosto de 2011, promovido pela disciplina de Física Experimental, ministrada pela
professora Cleide.

1.1 OBJETIVO

Tem como objetivo determinar o tempo de reação individual de um experimentador e a


incerteza a ser considerada na medição de um intervalo de tempo feita por ele.

1.2 MATERIAL UTILIZADO

 Corpo Básico (1),


 Armadores (2,1),
 Esfera com gancho (2.2),
 Escala Milimetrada Complementar (2.5),
 Cronômetro (2.21),
 Régua Milimetrada (2.27)
 Cordão.
1.3 MONTAGEM

2. PROCEDIMENTOS E ANÁLISES

2.1. PROCEDIMENTOS

Os experimentos feitos em sala de aula foram divididos em duas partes e realizados em


dupla, primeira parte usando Régua Milimetrada e na segunda parte usando um pêndulo.
Em relação ao experimento da régua milimetrada, temos os seguintes procedimentos e
análises:
1. Pedimos a um colega para segurar a extremidade superior da régua na posição vertical,
com a marca zero dirigida para baixo.
2. O experimentador deve posicionar seus dedos (polegar e indicador) entreabertos na marca
zero da régua.
3. Quando o colega soltar a régua, sem aviso prévio, segure-se fechando os dedos, sem
abaixar nem subir a mão.
4. Observamos em que marca o experimentador segurou e em seguida anotamos a distancia
s de queda da régua nas tabelas I-A.
5. Depois de completar a tabela I-A, trocou-se de função com o colega e realizou-se novas
medições, descritas na tabela I-B.

Agora em relação ao experimento do pêndulo, os procedimentos e as análises são:


1. Com o auxílio dos armadores, armamos o corpo básico e preparamos na posição vertical
de trabalho. Para isso, retiramos os parafusos tipo borboleta com arruelas que fixam os
braços do sistema fixador de inclinação. Colocamos o plano que contém a lingüeta
graduada na posição vertical e introduzimos os parafusos retirados nos orifícios
superiores das travas verticais. A seguir, suspendemos a lingüeta (até que a parta móvel
da escala complemente a parte fixa) e fixamos através de dois parafusos borboletas.
2. Amarramos um cordão no gancho da esfera, formando, assim, um pêndulo. Penduramos
no gancho central da lingüeta graduada de forma que o comprimento do pêndulo, do
gancho até o centro da esfera, tenha entre 50 e 90 cm. Medimos e anotamos o
comprimento L do pêndulo com o auxílio da escala milimetrada complementar.
3. Provocamos um pequeno impulso na esfera, de forma que o pêndulo oscilou num plano
paralelo ao que contém a lingüeta graduada e o centro da esfera não deslocou mais que a
largura da lingüeta.
4. Medimos o intervalo de tempo gasto para que a esfera completasse dez oscilações. Para
que não houvesse confusão, acionamos o cronômetro na contagem zero e paramos na
contagem de dez oscilações. Em seguida, anotamos o intervalo de tempo medido na
tabela III-A.
5. Depois de completar a tabela III-A, trocou-se de função com o colega e realizou-se
novamente os processos 3 e 4, até preencher a tabela III-B.

2.2. DADOS E TABELAS


Dados coletados:

TABELA I-A (distâncias de queda)


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
S  cm  16,0 14,8 18,2 15,5 14,0 10,0 11,6 7,6 13,9 6,3

TABELA I-B (distâncias de queda para o colega)


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
S  cm  12,3 15,8 21,5 23,0 13,5 17,7 14,8 14,6 24,9 15,0

Comprimento do pêndulo: L = 82 cm

TABELA II-A (Intervalo de tempo)


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
t  s  16,87 16,53 16,25 16,73 16,68 16,68 16,69 16,56 16,60 16,66

TABELA II-B (Intervalo de tempo para o colega)


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
t  s  16,69 16,31 17,19 16,54 16,25 16,25 16,44 16,43 17,00 16,16

2.3. ANÁLISE

Com os dados da tabela I, calculou-se os tempos de queda da régua. Observou-se que,

 
desprezando a resistência do ar, o movimento é de queda livre, dado por s  1 2 gt . Anotou-se
2

os resultados nas tabelas III. Adotamos g  9,81 m s 2

TABELA III-A
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
S  cm  16,0 14,8 18,2 15,5 14,0 10,0 11,6 7,6 13,9 6,3
t  s  0,181 0,174 0,193 0,178 0,169 0,143 0,154 0,124 0,168 0,133

TABELA III-B (para o colega)


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
S  cm  12,3 15,8 21,5 23,0 13,5 17,7 14,8 14,6 24,9 15,0
t  s  0,158 0,179 0,209 0,216 0,166 0,190 0,174 0,172 0,225 0,175

Utilizou-se a tabela III-A para calcular o valor médio dos tempos de queda da régua. Esse

é o tempo que, ao ser estimulado, gastou-se para reagir. É o seu tempo tr de reação. Repitiu-se o
cálculo para a tabela III-B.
 Para a tabela III-A :

t̅ = 1/n Δti
t̅ = 1/10 (0,181+0,174+0,193+0,178+0,169+0,143+0,154+0,124+0,168+0,133)
t̅ = 1/’0(1,617)
t̅ = 0,162

 Para a tabela III-B :

t̅ = 1/n Δti
t̅ = 1/10 (0,158+0,179+0,209+0,216+0,166+0,190+0,174+0,172+0,225+0,175)
t̅ = 1/’0(1,864)
t̅ = 0,186

Fez-se o tratamento estatístico para cada conjunto de intervalos de tempo anotando nas
tabelas II. Em cada caso, escreveu-se o valor médio e o correspondente desvio padrão da média:

t  t  tm
 Para a tabela II-A:

Δt̅ = 1/n Δti

Δt̅ = 1/10(16,87+16,53+16,25+16,73+16,68+16,68+16,69+16,56+16,60+16,66)
Δt̅ = 1/10(166,25)

Δt̅ = 16,625
Agora,

σ Δtm = 1/n

σ Δtm =1/10

σ Δtm =1/10

σ Δtm = 0,0487134

σ Δtm = 0,05

Assim, temos Δt = (16,62 ± 0,05)s

 Para a tabela II-B:

Δt̅ = 1/n Δti

Δt̅ = 1/10(16,69+16,31+17,19+16,54+16,25+16,25+16,44+16,43+17,00+16,16)

Δt̅ = 1/10(165,26)

Δt̅ = 16,526

Agora,

σ Δtm = 1/n

σ Δtm =1/10

σ Δtm =1/10

σ Δtm = 0,1020979

σ Δtm = 0,10

Assim, temos Δt = (16,53 ± 0,10)s

3. CONCLUSÃO
Logo, alcançamos nosso objetivo, pois conseguimos definir o tempo de reação individual

e a incerteza da medição do intervalo de tempo.

O tempo médio da reação pode diminuir a probabilidade de ocorrer um imprevisto, por

exemplo, quanto menor o tempo de reação do individuo, menor será o tempo no qual o individuo

nota o sinal fechado, tornando-se possível frear o carro antes de chegar ao sinal.

A medição na ordem do tempo de reação pode ser desprezada, pois há grande chance de

ocorrer falhas. Mas, se o intervalo de tempo foi muito maior que o tempo de reação individual a

precisão da medida será maior.

Pra que os cálculos relacionados às Tabelas III-A e III-B, tenham valores mais próximos,

pode-se Fazer o cálculo da variância, e encontrar um intervalo onde esses valores se encontram.

Para expressar a média de um intervalo de tempo com o acionamento manual de um

cronômetro, para uma única leitura, devemos subtrair a medida obtida pelo cronômetro do tempo

de reação individual, assim achando a incerteza, para muitas leituras, devemos subtrair o

resultado verdadeiro do calculo médio e do desvio da média do tempo de reação.

Uma sugestão visando melhorar a compreensão e a qualidade do experimento seria se

possível a presença dos monitores tanto para auxiliar quanto para ajudar nas diversas dúvidas que

os alunos obtêm devido ao experimento.