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A Hipnoterapia na Infertilidade

Escrito por Joana Corneliussen


Quinta, 29 Abril 2010 06:53 - Actualizado em Quinta, 29 Abril 2010 20:18

Os efeitos do stress na saúde estão bem documentados, e já foram


reconhecidos como uma das principais causas para uma saúde débil.
Frequentemente, ao fim de algum tempo a tentar engravidar sem sucesso,
o casal depara-se com níveis de stress muito elevados, tanto por parte da
mulher, como por parte do seu companheiro, daí advindo sentimentos
como a ansiedade, a tristeza, e por vezes até alguns atritos e desconforto
entre o casal.
Subsiste ainda o preconceito de que o “problema” é da mulher quando o
casal não consegue ter filhos. Esta ideia pré-estabelecida e muitas vezes
errónea provoca situações de stress, podendo dar origem a problemas de
foro fisiológico no organismo feminino e impedindo deste modo a gravidez,
quando muitas vezes nem causas físicas existiam para essa suposta
esterilidade.
Quando a mulher se dirige ao médico, na tentativa de que a medicina
convencional a ajude a engravidar, o médico faz-lhe exames e análises, e
regra geral, não descortinando qualquer impedimento físico para a gravidez,
diz à paciente para “ter calma” e não “andar ansiosa”.
Na sociedade actual a mulher cada vez mais opta por privilegiar a carreira,
deixando para mais tarde a opção de ter filhos. Esta ordem de prioridades
também acaba por ter repercussões em termos físicos, sabendo-se que a
mulher atinge o auge da sua fertilidade na faixa etária dos 25/30 anos.
Sabe-se que é a partir desta idade que muitas vezes se começam a sentir as
dificuldades em engravidar, e “ter calma” e “não ficar ansiosa” perante este
facto conhecido torna-se uma tarefa complicada, dando-se entrada numa
espiral que é um ciclo vicioso.
De que modo pode a hipnoterapia ajudar nestes casos?
Em casos de stress, um sistema nervoso hiper-estimulado envia um menor
fluxo de sangue para o útero e ovários, impedindo o normal funcionamento
do sistema reprodutor feminino. A hipnoterapia reduz os efeitos
psicossomáticos da infertilidade, e, em muitos casos, ajuda também a
incrementar a fertilidade. Ao diminuir bloqueios como o stress, a ansiedade
e a consequente depressão, dá novamente ao casal o controlo total da
situação, oferecendo-lhe “ferramentas” de auto-ajuda para trabalhar esta
situação. Deste modo, podemos então alcançar um estado de relaxamento
necessário ao organismo para que o mesmo encontre o seu equilíbrio, se
auto-cure de qualquer tipo de bloqueio, e possa dar lugar à fecundação.
Posteriormente, com a continuação deste trabalho, momentos como a
própria gravidez e o parto são facilitados para mãe e pai.
Na realidade, este processo de auto-cura descortina pequenas resistências

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A Hipnoterapia na Infertilidade

Escrito por Joana Corneliussen


Quinta, 29 Abril 2010 06:53 - Actualizado em Quinta, 29 Abril 2010 20:18

à parentalidade, habitualmente escondidas, que são a causa da infertilidade.

Usando a Hipnoterapia em conjunto com Tratamentos médico/químicos


Estudos recentes chamaram a atenção para o uso da Hipnoterapia em
conjunto com tratamentos de fertilidade, cujos resultados são um aumento
significativo da implementação dos embriões e das gravidezes bem
sucedidas.
Tais estudos mostraram também uma alteração favorável na atitude da
paciente durante o tratamento.
Durante todo o processo de utilização da Hipnoterapia em consonância
com os tratamentos de infertilidade, existem vários estádios a ter em
consideração.
Inicialmente, há a preparação psicológica do casal para os tratamentos,
passando-se então para a fase de implementação, durante a qual se fazem
alguns trabalhos de visualização para aumentar a probabilidade de
fecundação. Seguidamente, é sugerida uma fase de relaxamento que
medeia o período de espera até ao resultado dos testes, para
posteriormente ser dado um acompanhamento terapêutico, no caso do
resultado ser negativo. Pretende-se deste modo preparar o casal para a
nova etapa de tratamentos que se segue, ou, no caso do teste ser positivo,
o acompanhamento, para que a gravidez corra sem quaisquer problemas, e
até, se for a vontade da paciente, o acompanhamento para um parto natural,
sem dor.
Temos ainda de ter em consideração que os bloqueios da fertilidade,
podem não ser de foro químico ou neurológico. Podem por vezes existir
situações na vida de uma pessoa, que, inconscientemente, provoquem
esses entraves à tão desejada gravidez.
Que bloqueios podem ser esses? Podem ser questões ao nível do
subconsciente humano, como, por exemplo, o medo da gravidez, do parto,
ou até dos hospitais e dos próprios tratamentos médicos. Podem existir
medos subconscientes associados à maternidade, como a perda da
independência, o questionar sobre se companheiro será um bom pai, as
dificuldades na gestão do tempo entre carreira e família. Podem ser
situações mal resolvidas na infância da mulher, ou simplesmente o medo de
não poder suportar financeiramente um tratamento médico para engravidar.

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