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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO – UFERSA

CENTRO MULTIDISCIPLINAR – PAU DOS FERROS


BACHARELADO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ARQUITETURA E URBANISMO

MATERIAIS DE
CONSTRUÇÃO I

AULA 03 - AGLOMERANTES – CAL E GESSO

PROF. MA. FABÍOLA LUANA MAIA ROCHA


CORREÇÃO DO QUESTIONÁRIO

1. A Associação Brasileira de Normas Tecnológicas - ABNT é coordenada pela Organização Internacional de


Normatização - ISO. FALSO
2. Umas das principais propriedades elétricas dos materiais é a condutividade elétrica, que corresponde a
facilidade de condução de calor. FALSO
3. O peso e a massa são iguais, quando consideramos o arredondamento da gravidade para 10 m/s² FALSO
4. Quando um material é submetido à compressão ele sofre esforços de tração no banzo inferior e flexão no
banzo superior. FALSO
5. Torção é a solicitação que tende a girar seções da peça, assim como compressão é a solicitação que tende
a encurtar a peça. VERDADEIRO
6. A tensão de escoamento é a tensão limite a que uma peça/material é submetida. VERDADEIRO
7. A deformação plástica ocorre quando após o descarregamento não há deformação permanente. FALSO
8. Há compostos de materiais metálicos nos materiais cerâmicos, assim como também pode existir nos
materiais compósitos. VERDADEIRO
9. É requerido conhecer as forças internas que atuam na construção, como vento, clima e cargas. FALSO
10.Nas civilizações primitivas os principais materiais utilizados eram os metais. FALSO
2
AGENDA DA SEMANA

AGENDA DA SEMANA PONTUAÇÃO

(21/10) – AULA 3 – CAL E GESSO -

(23/10) – ATIVIDADE DO PADLET PRESENÇAS

(28/10) – ATIVIDADE EM GRUPO - SIGAA 1,5

3
1
INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS
AGLOMERANTES

4
AGLOMERANTES

O QUE SÃO AGREGADOS?


O QUE É AGLOMERANTE?
O QUE É NATA?
O QUE É PASTA?
Material ativo, ligante, cuja principal função é formar uma O QUE É ARGAMASSA?
pasta que promove a união entre os grãos dos agregados. O QUE É CONCRETO?

É o material que aglomera, o que cola e que se prende a outros


materiais.

ONDE SÃO UTILIZADOS?


Na obtenção das argamassas e concretos, na forma da própria
pasta e também na confecção de natas.

QUAIS OS PRINCIPAIS TIPOS?


• Cal, gesso, cimento, betuminosos 5
AGLOMERANTES
RETRAÇÃO:
Diminuição do
AGREGADOS: Mineral granular sem forma ou volume definido, de atividade química geralmente
volume do
inerte
material, advinda
PASTA: Misturas de aglomerantes com água. São poucos usadas devido aos efeitos
da eliminação da
secundários causados pela retração. Podem ser utilizadas nos rejuntamentos de azulejos e
água contida em
ladrilhos.
seu interior.

NATA: São pastas preparadas com excesso de água.


- Cal: pinturas - Cimento: Sobre argamassas – Superfícies lisas

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AGLOMERANTES

ARGAMASSA: “Argamassa é uma mistura homogênea de agregado(s) miúdo(s),


aglomerante(s) e água, contendo ou não aditivos ou adições, com propriedades de aderência
e endurecimento.” NBR 13529/2013

CONCRETO: Rocha artificial, obtida pela mistura adequadamente proporcionada, com


posterior endurecimento, de um aglomerante (normalmente Cimento Portland), água,
agregado miúdo, agregado graúdo (brita), podendo conter ou não aditivos químicos.

7
GESSO:
Edificações
egípcias
RESUMO HISTÓRICO DOS AGLOMERANTES
CAL: Edificações
QUAL O PRIMEIRO AGLOMERANTE UTILIZADO? egípcias, gregas,
Argila: na construção de edificações etruscas e
romanas – 2700
Apesar de ser quimicamente inativa, a argila endurece em a. C.
consequência da evaporação da água de amassamento, chegando a
atingir alguma resistência mecânica. POZOLANAS:
Depois de endurecida, em contato com umidade, a argila se torna Usadas por
instável. gregos e
romanos em
• Argila como aglomerante no assentamento de pedras ou tijolos argamassas de
de barro cozido, datam dos tempos dos assírios e babilônios e cal e areia, para
ainda hoje é utilizada aumentar sua
• Adobe resistência
E COMO SE DEU A DESCOBERTA DOS AGLOMERANTES mecânica.
QUIMICAMENTE ATIVOS?
Pode ter sido acidental, pelo aquecimento de rochas ao redor de
fogueiras, com hidratação e logo após formação da pasta. 8
CLASSIFICAÇÃO DOS AGLOMERANTES

CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO MODO DE ENDURECER: A. H. Simples: Um único produto aglomerante, não


possui mistura. Ex.: Cimento Portland, Cimento
aluminoso, Gesso hidráulico e Cal hidráulica
• Quimicamente inertes: Endurecem por simples secagem
Ex.: Argilas e betumes A. H. Composto: Mistura de um aglomerante simples
• Quimicamente ativos: Endurecem pela ação de reações com subprodutos industriais ou produtos naturais de
baixo custo. CP II F, CP III, CP IV.
químicas
Ex.: Cimento Portland e Cal aérea A. H. Misto: Mistura de dois aglomerantes simples.
Cimento de grappiers (cal hidráulica) e CP com
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A RELAÇÃO COM A ÁGUA: cimento aluminoso (pega muito rápida).

• Aglomerantes aéreos: São aglomerantes que endurecem A. H. com adições: Modificação de propriedades.
pela ação química do CO2 no ar. Baixa resistência. Retração, resistência e coloração.
Ex.: Cal aérea e gesso
• Aglomerantes hidráulicos: Ação exclusiva da água de
amassamento. Boa resistência. Hidratação. 9
Ex.: Cal hidráulica, Cimento Aluminoso, Cimento Portland
2
CAL

10
CAL

O QUE É? O QUE É?
Resultante da calcinação de rochas
calcárias, que se apresentam sob É um aglomerante aéreo utilizado
diversas variedades, com em diversos segmentos como:
características resultantes da
natureza da matéria-prima empregada • Construção civil
e do processamento conduzido.
• Siderurgia
E AS IMPUREZAS?
• Metalurgia
• Sílica • Papel e celulose
• Óxidos de ferro e de alumínio • Tratamento de água e efluentes
• Fabricação de vidro
• Açúcar
HÁ OUTRA MATÉRIA-PRIMA? • Tintas e graxas
• Aplicações botânicas,
• Resíduos de esqueletos animais medicinais e veterinárias 11
CAL

DESDE QUANDO É UTILIZADO?

Até a invenção do Cimento Portland em 1824, era o único ligante utilizado


em combinação ou não com pozolanas nas construções expostas às
intempéries.

QUAL A NORMALIZAÇÃO RELACIONADA?

• NBR 6473/2003 -Cal virgem e cal hidratada -Análise química


• NBR 6453/2003 -Cal virgem para construção civil
• NBR 6471/1998 -Cal virgem e cal hidratada -Retirada e preparação de
amostra

12
CAL

COMO SE DÁ O PROCESSO DE
PRODUÇÃO?

• Extração da matéria-prima e britagem


• Seleção da faixa granulométrica ótima
e transporte para o forno

13
CAL

COMO SE DÁ O PROCESSO DE
PRODUÇÃO?

• Calcinação e controle do grau de


calcinação
• Moagem adequada para cada tipo de
hidratador
• Armazenamento da cal virgem
• Hidratação e moagem
• Ensacamento e distribuição para
comercialização.

14
CAL

COMO SE DÁ O PROCESO DE PRODUÇÃO?

15
CAL

CALCINAÇÃO
Após a britagem e classificação da matéria-prima, a cal passa por uma moagem e é
conduzida ao forno de calcinação.

O QUE ACONTECE NA CALCINAÇÃO?


Na calcinação (cozimento) do calcário, as temperaturas chegam a 900°C, decompondo
o carbonato de cálcio (CaCO3) em óxidos de cálcio (Cal virgem) e anidros carbônicos
(CO2).

A CAL JÁ ESTÁ PRONTA?


O produto resultante da calcinação, a cal virgem, deve passar por um processo de
hidratação antes de ser utilizada como aglomerante. 16
CAL

CALCINAÇÃO

17
CAL

HIDRATAÇÃO
O processo de hidratação da cal virgem, também conhecido como extinção da cal,
pode ser expresso pela equação seguinte:
TEMPO PARA EXTINÇÃO:

• Pasta obtida da cal em


pedra – 7 a 10 dias
• Pasta obtida de cal
pulverizada – 20 a 24 horas
• Pasta obtida de cal
O QUE SE OBTÉM? magnesiana – duas
semanas
Obtém-se a cal hidratada, que é utilizada como aglomerante na construção civil.

18
CAL

HIDRATAÇÃO

19
CAL

RECARBONATAÇÃO

Ocorre endurecimento por reconstituição do carbonato original, cujos cristais ligam de


maneira permanente os grãos de agregados utilizados.

Ocorre na fase de utilização da cal

20
TIPOS DE CALES

QUAIS OS TIPOS DE CALES?

CAL HIDRÁULICA

Aglomerante que endurece pela ação da água e foi muito utilizado nas
construções mais antigas, sendo posteriormente substituído pelo Cimento
Portland.

CAL VIRGEM

Aglomerante resultante da calcinação de rochas calcárias (CaCO3) numa


temperatura inferior à de fusão do material (850 a 900 °C).

21
TIPOS DE CALES

QUAIS OS TIPOS DE CALES?


CAL HIDRATADA

Produto manufaturado que sofreu em usina o processo de hidratação. É apresentada como um produto seco,
na forma de um pó branco de elevada finura. Encontrada no mercado geralmente em sacos de 20 kg.

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TIPOS DE CALES

QUAIS OS TIPOS DE CALES?


CAL HIDRATADA

Designada conforme as exigências químicas e físicas pelas seguintes siglas:

NBR6473:2003–Cal
virgem e cal hidratada–
Análise química

23
EMBALAGEM

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PROPRIEDADES DA CAL

RETENÇÃO DE ÁGUA: Evita a perda excessiva da água de


amassamento da argamassa, por sucção, para os blocos ou tijolos. É
uma medida indireta da plasticidade da cal, uma vez que cales
plásticas têm alta capacidade de retenção de água.

Esta propriedade é, também importante por prolongar o tempo no


estado plástico da argamassa fresca, aumentando a produtividade do
pedreiro.

ABNT NBR 9290:1996 Versão Corrigida:1996 - Cal hidrata para


argamassas - Determinação de retenção de água - Método de ensaio
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PROPRIEDADES DA CAL

ABNT NBR 9207:2000 – Cal hidratada


INCORPORAÇÃO DE AREIA: A Propriedade que expressa a para argamassas – Determinação da
facilidade de a pasta de cal hidratada envolver e recobrir os capacidade de incorporação de areia no
grãos do agregado e, consequentemente, unir os mesmos. plastômetro de Voss

Cales com alta plasticidade e alta retenção de água têm maior


capacidade de incorporar areia.

COMO ASSIM?
Comparativamente, o poder de incorporação de areia da cal hidratada é
de 1:3 a 4, enquanto que, no cimento, é de 1:2 a 2,5.

Esta propriedade justifica o emprego das cales na produção de


argamassas.

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PROPRIEDADES DA CAL

RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO: O uso da cal hidratada contribui muito


pouco para a resistência à compressão das argamassas.

COMO SE PROCEDEU NAS OBRAS?

Alguns construtores a substituiu pelo Cimento Portland, quando de seu


aparecimento no começo do século

O EFEITO FOI POSITIVO?

Mais tarde, com a ocorrência de falhas nestas construções, verificou-se que a cal
hidratada conferia às argamassas outras propriedades além de aglomerante que
não eram apresentadas pelo Cimento Portland.

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PROPRIEDADES DA CAL

CAPACIDADE DE ABSORVER DEFORMAÇÕES: Esta


propriedade é conferida à argamassa pela cal ABNT NBR 9289: 2000 – Cal hidratada
hidratada e torna-se de grande importância, quando para argamassas – Determinação da
aplicada em paredes ou lajes muito solicitadas. finura.

FINURA: Característica que tem maior influência nas


propriedades de emprego, pois a elevada área
superficial faz a cal ter um papel importante no
estado fresco de suspensões como argamassa.

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PROPRIEDADES DA CAL

PLASTICIDADE: Propriedade que confere fluidez à argamassa,


facilitando seu espalhamento. As cales magnesianas produzem
argamassas mais plásticas que as cálcicas.

ABNT NBR 9206: 2016 - Cal hidratada para argamassas —


Determinação da plasticidade

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APLICAÇÕES

ONDE EU POSSO USAR?


TINTA À BASE DE CAL (CAIAÇÃO)
Suspensão leite de cal preparada a partir de cal virgem ou hidratada

PARA O QUE É INDICADA?


Superfícies rugosas onde a camada de pintura adere por ancoragem.

QUANDO NÃO É INDICADA?


Para aplicação em superfícies lisas, como gesso, madeiras, metais ou
repintura sobre outras superfícies pintadas.

E A DURABILIDADE?
É sensivelmente reduzida em zonas industriais onde predomina a chuva
ácida, que dissolve a camada de pintura constituída de carbonatos de
cálcio e de magnésio.
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APLICAÇÕES

ONDE EU POSSO USAR?


ARGAMASSA
• Maior plasticidade (+ Trabalhabilidade/+ Produção)
• Retenção de água
• Absorve deformações (baixo módulo de elasticidade)
• Diminuição da retração (menor variação de volume)
• Carbonatação lenta

- Argamassa A: Argamassa 1:3 (cimento: areia, em volume)


- Argamassa B: Argamassa 1:1/4:3 (cimento: cal:areia, em
volume)

Fotos obtidas com lupa estereoscópica – 20 Vezes


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APLICAÇÕES

ONDE EU POSSO USAR?


ARGAMASSA
• Maior plasticidade (+ Trabalhabilidade/+ Produção)
• Retenção de água
• Absorve deformações (baixo módulo de
elasticidade)
• Diminuição da retração (menor variação de volume)
• Carbonatação lenta

- Assentamento de blocos ou tijolos cerâmicos


- Chapisco, emboço e reboco

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APLICAÇÕES

ONDE EU POSSO USAR?

BLOCO SÍLICO-CALCÁRIO)

São fabricados com cal e agregados finos


quartzosos, moldados por compactação e
submetidos à hidratação em autoclave.

Submetidos a temperaturas entre 150°C e


200°C

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1
GESSO

34
GESSO

O QUE É?
É o termo genérico de uma família de aglomerantes simples, constituídos basicamente
de sulfatos mais ou menos hidratados e anidros de cálcio.
É um aglomerante inorgânico, produzido por calcinação do minério natural gipso
(sulfato de cálcio dihidratado.

COMO É OBTIDO?
Pela calcinação da gipsita natural, constituída de sulfato biidratado de cálcio
geralmente acompanhado de uma certa proporção de impurezas.

HÁ LIMITES DE IMPUREZAS?
Varia de uma proporção muito pequena até um limite máximo de cerca de 6%.

• Pode ser composto ainda por aditivos retardadores de pega


• Pode ser utilizado desde a medicina até a construção civil
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O GESSO NO BRASIL

QUAL PRINCIPAL PRODUTOR?

O gesso é um dos principais materiais de construção civil utilizados no Brasil.


Mais de 95% de sua produção nacional, assim como as principais reservas de sua
matéria-prima, a gipsita, está concentrada no chamado Polo Gesseiro do
Araripe(PGA)(Henriques Jr, 2013; Sindusgesso, 2014).

• Pernambuco/Ceará ~126 empresas


• 2 Mil toneladas mensais
• Fontes de energia

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PROCESSO DE PRODUÇÃO

EXTRAÇÃO DO MINÉRIO: BRITAGEM:

37
PROCESSO DE PRODUÇÃO

MOAGEM GROSSA: PENEIRAMENTO:

38
PROCESSO DE PRODUÇÃO

CALCINAÇÃO: PULVERIZAÇÃO E ESTABILIZAÇÃO:

39
PROCESSO DE PRODUÇÃO

EMBALAGEM E DISTRIBUIÇÃO:

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PROPRIEDADES

PEGA Fatores influenciadores:

PORQUE É IMPORTANTE? • Temperatura e tempo de calcinação


Se a pega for muito rápida, o preparo da pasta fica • Finura
condicionado a pequenos volumes, reduzindo a produtividade • Quantidade de água de amassamento
do gesseiro • Presença de impurezas ou aditivos

O QUE PODE ACONTECER?


A queda de produtividade é acompanhada do aumento de
desperdício de material.

EM QUANTO TEMPO SE DÁ INICIO E FIM DE PEGA?


Início: Entre 3 e 16 minutos
Fim: 5 e 24 minutos

ATÉ QUANDO ELE GANHA RESISTÊNCIA? 41


Pode durar semanas
PROPRIEDADES

PEGA

NBR 12128: 2019 – Gesso para construção civil – Determinação das


propriedades físicas da pasta de gesso

É determinado com a pasta na consistência normal, sem uso de


retardador. Utiliza-se o aparelho de Vicat provido de corpo de prova
de (300±0,5)g e de agulha com diâmetro de (1,13±0,02)mm.

COMO SE DÁ O TEMPO DE PEGA?

O início é considerado quando a agulha estaciona a 1mm da base, e


o final, quando a agulha não penetra na pasta, deixando uma leve
impressão. 42
PROPRIEDADES

PEGA

DIN 1168: 1975– Norma Alemã

Confecciona-se uma bolacha de pasta de gesso sobre a superfície


de um vidro. Posteriormente a bolacha é cortada com uma lâmina
de aço.

COMO ANALISA?

Início de pega: Quando o corte não mais fecha. Quando a lâmina


deixa impressão de corte na pasta.
Fim de pega: Momento em que não aparece impressão digital na
pasta, quando pressionada pelo dedo indicador. 43
PROPRIEDADES

PEGA

Fonte: ABNT NBR 13207:2017

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PROPRIEDADES

RESISTÊNCIA MECÂNICA:
Bauer:
Resistência a tração: 0,7 e 3,5 Mpa
Compressão: 5 e 15 Mpa

ENSAIOS DE COMPRESSÃO

“Carga de ruptura em relação à ruptura de um corpo de prova”

São moldados corpos de provas cúbicos de 50 mm de arestas,


submetidos a uma prensa com capacidade carga superior a
2000 N.

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PROPRIEDADES

ADERÊNCIA

• Aderem muito bem ao tijolo, blocos, pedra, revestimentos


argamassados e ferro
• Aderem mal às superfícies de madeira

PODE FAZER GESSO ARMADO?

Não, devido a problemas com corrosão.

Apesar de aderir bem ao aço e outros metais, estes acabam


sendo corroídos pelo gesso, tanto mais facilmente quanto
maior for a quantidade de água da pasta.

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PROPRIEDADES

ISOLAMENTO
Boas propriedades de isolamento térmico, isolamento acústico e
impermeabilidade ao ar.

• Considerável resistência ao fogo

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PROPRIEDADES

DUREZA
ABNT NBR 12129: 2019

A dureza é determinada de acordo com a profundidade


impressão de uma esfera de aço duro, com(10,0±5,0)mm de
diâmetro, sob uma carga fixa de (500±5)N.

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MECANISMOS DE HIDRATAÇÃO

• ETAPA 1: O primeiro pico ocorre durante 30


segundos e corresponde à molhagem do pó
• ETAPA 2: Corresponde ao período de
indução afetado pelo tempo de mistura,
temperatura da água de amassamento ou
presença de impurezas e/ou aditivos.
• ETAPA 3: É iniciada no final do período de
indução, coincidindo com o início de pega.
• ETAPA 4: Diminuição da velocidade de
reação; depois de a curva passar por um
máximo, a velocidade decresce
progressivamente, observando-se o fim da
hidratação.

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VANTAGENS E DESVANTAGENS

• Facilitam acabamentos, sejam eles lisos ou • Susceptíveis ao desenvolvimento de bolor


decorativos • Pode reagir com o Cimento Portland, em
• Tem rápido endurecimento presença de umidade (Não aplicar sob
• Possui baixa massa específica argamassa ou concreto com menos de 30 dias).
• Baixa condutividade térmica
• Resistência ao fogo
• Elevada aderência em diversos substratos

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CLASSIFICAÇÃO

GESSO LISO GESSO ACARTONADO

• Gesso comum, tradicionalmente utilizado na • Gesso revestido por papel acartonado, com
construção civil variedade de acordo com a necessidade.

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GESSO LISO

QUAIS AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS?

• Mais fácil de moldar QUAIS PRINCIPAIS UTILIZAÇÕES?


• A plasticidade permite produzir formas especiais e
elementos diferenciados
• Possui baixo custo • Paredes
• Sancas e rodatetos
Não é possível abusar de suas características, por exemplo, • Forros
quando molhadas, as peças perdem resistência, limitando • Divisórias e bancadas
assim o seu uso a ambientes internos.. • Esconder vigas
• Esconder tubulações aparentes
Em suas infinitas aplicações, o gesso se destina • Disfarçar pequenos defeitos
principalmente a dois tipos de segmento: Construtivo, como • Revestimento 3D
em revestimentos, divisórias e forros; e decorativo, na
arquitetura de interiores.
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GESSO LISO

PAREDES DE GESSO

Pode ser feitas de duas formas:

• Parede em bloco de gesso:


Consiste na execução de uma
parede com blocos de gesso da
mesma forma como é feita com
alvenaria, substituindo o tijolo e
a argamassa pelo bloco de
gesso e argamassa de gesso.

• Parede de gesso acartonado

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GESSO LISO

FORRO DE GESSO

PLACAS DE GESSO

• Comumente utiliza-se
placas de 0,60 x 0,60 m
• São sensíveis a água
• Remoção é destrutiva
• Instalação artesanal
(muitos desperdícios)
• Elevada resistência ao fogo
• Possibilidade de
detalhamento requintado
(sancas, tabicas, molduras,
etc)
54
GESSO LISO

FORRO DE GESSO

PLACAS DE GESSO

COMO SÃO INSTALADOS?

• Sistema de encaixe
• Fixação por arames ou pinos na laje
• Textura lisa, perfurada, ranhurada
• Baixo custo comparado aos outros
tipos de rebaixamento ou forro
• A pintura não precisa esperar muito
tempo após término do forro

55
GESSO LISO

FORRO DE GESSO

FORRO ADERIDO

• Menos utilizado atualmente


• Aplicação em pasta
• Jateamento

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GESSO ACARTONADO

O QUE É?
Podem ser definidos como chapas fabricadas industrialmente mediante um processo de
laminação contínua de uma mistura de gesso, água e aditivos entre duas lâminas de
cartão.

Pode também ser chamado de Drywall – Expressão originada da língua inglesa “muro
seco” ou “parede seca”, é uma técnica de revestimento que substitui paredes e forros
construído sem alvenaria.

QUAIS TIPOS?

• VERDE: Possui silicone e aditivos fungicidas misturados ao gesso – Logo, possibilita


a aplicação em áreas molhadas, como cozinha e lavanderia.
• ROSA: Mais resistente ao fogo devido a composição conter fibra de vidro, sendo
indicado para ao redor de lareiras e bancada de cooktop.
• BRANCO: Variedade mais básica, aplicado em ambientes secos. 57
GESSO ACARTONADO

QUAIS AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS?

• Estrutura resistente e leve


• Fácil manuseio e instalação
• Rapidez e limpeza na montagem
• Manutenção e reparos
• Qualidade e precisão no acabamento
• Reformas fáceis
• Ganho de área útil
• Flexibilidade

Uma parede construída de alvenaria – 150 kg


Parede de Drywall – 30 Kg
58
GESSO ACARTONADO

FORRO PAREDES

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REFERÊNCIAS

• Ambrozewicz, Paulo Henrique Laporte. Materiais de construção: normas, especificações,


aplicação e ensaios de laboratório. Pini. 2012. ISBN: 978-85-7266-264-2.
• Bauer, L. A. Falcão. Materiais de Construção novos materiais para construção civil: concreto,
madeira, cerâmica, metais, plásticos, asfalto. 5.ed.. LTC. 2012. ISBN: 978-85-216-1003-8.
• Bauer, L. A. Falcão. Materiais de Construção novos materiais para construção civil: concreto,
madeira, cerâmica, metais, plásticos, asfalto. 5.ed.. LTC. 2013. ISBN: 978-85-216-1249-0.
• ISAIA, G. C. Materiais de Construção Civil e princípios de ciência e engenharia de materiais,
Vol 1 e 2. IBRACON, São Paulo, 2007.
• PETRUCCI, E. G. R. Materiais de Construção. 11ª. Ed., Rio de Janeiro, 1987. 307p. R-5679. Rio de
Janeiro, 1977.
• MELO, F. I. V. Notas de aula. UFERSA. 2019.

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ATIVIDADE

DATA: 23/10/2020 até as 22:20 - Elenque duas aplicações em que você utilizaria o cal e duas
aplicações em que você utilizaria o gesso, no "projeto anexo“ no padlet, considerando sua
implantação na cidade de Pau dos Ferros e justifique as referida escolhas, assim como o local de
aplicação.

https://padlet.com/fabiolamaiar/tjbksotbnsuu10bi

DATA: 28/10/2020 até 20:30 - Relatório acerca de duas obras, nas quais tenha sido aplicado
gesso e cal, evidenciando, no mínimo 2 aplicações de cada aglomerante.

Sumário:
- Introdução (caracterização da obra e do ambiente)
- Aplicações encontradas
- Vantagens e desvantagens
- Alterações propostas pela equipe
- Conclusão
61
- Referências
OBRIGADA

Dúvidas?

Fabiola.rocha@ufersa.edu.br

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