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UNIVERSIDADE PAULISTA

VALDIRENE ROSA DA SILVA

A FUNÇÃO SOCIAL DO TRIBUTO E IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS


PÚBLICAS NO BRASIL

Brasília- DF
2020
VALDIRENE ROSA DA SILVA

A FUNÇÃO SOCIAL DO TRIBUTO E IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS


PÚBLICAS NO BRASIL

Trabalho de conclusão de curso apresentado a


UNIVERSIDADE PAULISTA- UNIP como
requisito parcial à obtenção de título de Bacharel
em Direito.

Orientador: Prof. Aldo Cesar

Brasília- DF
2020
AGRADECIMENTO

Agradeço a Deus por se meu porto seguro e ajudador, nunca me deixou desistir ou duvidar de
suas promessas
Em memória a minha mãe Maria Gilda da Silva, por seu exemplo de força e coragem e nunca
desistir apesar dos obstáculos, e as minhas irmãs e sobrinhas que sempre me apoiaram nesta
minha jornada as minhas
Agradeço também as colegas de curso Yara e Reijane, que sempre me auxiliaram e aos
mestres no decorrer deste curso que muito me ensinaram e ajudaram na realização de um
sonho.
O meu grande e sincero obrigada!
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO .................................................................................................................6
1 O TRIBUTO .........................................................................................................................7
2 ORIGEM DO TRIBUTO .....................................................................................................7
3 NORMAS GERAIS DO DIREITO TRIBUTÁRIO............. ..................................................8
3.1 NOÇÃO BÁSICA DE LEGISLAÇÕES......................................... ....................................8
3.2 LEI E LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA.............................. .................................................12
3.3 PRINCÍPIOS
CONSTITUCIONAIS................................... ......................................... .....13
3.4 MEDIDAS
PROVISÓRIAS ..................................... ......................................... ...............14
3.5 TRATADOS E CONVENÇÕES.................... ......................................... .. ......................14
3.6 NORMAS COMPLEMENTARES........................ ......................................... . ................14
4 NATUREZA JURÍDICA DO TRIBUTO .............. ......................................... ....................15
5 IMPOSTOS................. ......................................... . ......................................... ....................18
6 TAXAS .......................................... ......................................... . ......................................... .
21
7 CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA ............ ......................................... .............................22
7.1 CONTRIBUIÇÕES............. ......................................... . ......................................... .........23
7.2 EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS........................... ......................................... ...........23
7.3 CONTRIBUIÇÕES PARAFISCAIS .................. ......................................... ....................24
8 A TRIBUTAÇÃO NO BRASIL ................ ......................................... ................................24
8.1 A CARGA TRIBUTÁRIA NO BRASIL.......... ......................................... ......................25
8.2 EVOLUÇÃO PÚBLICA .................. ......................................... .....................................26
9 DIREITO TRIBUTÁRIO E O DIREITO CONSTITUCIONAL ...................................... 27
10 SOLIDARIEDADE COMO FORMAÇÃO SOCIAL ...................... ............................... 30
10.1PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE E SUA RELAÇÃO COM O TRIBUTO .............30
10.2 TRIBUTOS VINCULADOS ....................... .......................... ...................................... 31
11 IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL ..... .............................32
11.1 O ESTADO O TITULAR DOS INTERESSES DA COLETIVIDADE ...... ..................33
12 POLÍTICAS PÚBLICAS ................................. .................................................................35
12.1 O QUE SÃO AS POLÍTICAS PÚBLICAS....................... ............................................35
12.2 MOBILIZAÇÃO SOCIAL E RELEVÂNCIA DO ESTADO SOBRE A NECESSIDADE
POLÍTICA ...................................... .......................... .......................... .................................38
12.3PROESSO DE TOMADA DE DECISÃO ............... .......................... ...............38
12.4 IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS ........... ..............................39
12.5 POLÍTICAS PÚBLICAS E A SAÚDE .......................... ...................................39
COCLUSÃO .................................... .......................... .......................... .................... 41
BIBIOGRAFIA ..................... .......................... .......................... ............................... 42
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INTRODUÇÃO

Essa monografia tem como principal objetivo um conceito controverso na tributação e


sua função social, o que torna preciso abordar, quanta a sua evolução, aplicação e teorias
relativas ao tema.
Será abordado quanto o seu necessidade social no contexto da educação fiscal, bem
como a sua aplicabilidade e criação de medidas públicas, afim de sanar lacunas deixadas, em
uma má distribuição equitativa em prol da comunidade buscando uma visão solidária de um
status ideal para de acordo com o que vem na lei, ou seja, positivado nas normas e nos
princípios brasileiros nos trazendo uma real necessidade de que a sociedade e o Estado
deveriam caminhar unido, em comum acorde com intuito de construir uma sociedade justa e
igualitária em um país que traz consigo uma elevada carga tributária deverá ao menos
devolver ao cidadão uma vida digna com direito ao básico e essencial para a sobrevivência
Se discutirmos sobre quais são os direito e deveres de cada cidadão, e colocarmos em
pauta as obrigações e poderes do Estado, não podemos dizer que há uma igualdade, mas claro
que se realça a obrigação do cidadão em colaborar de forma solidaria com o tributo, e por
mais que haja a obrigação de fornecer um retorno à população, vemos a inércia do Estado
quanto está responsabilidade.
7

1. O TRIBUTO

É um conjunto sistematizado de normas para controlar a ação do poder público sobre


riquezas individuais, a título de tributação, sendo este um ramo da ciência do Direito.
Segundo o CTN (Código Tributário Nacional) Art.3º Tributo “é toda prestação
pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua
sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente
vinculada.” Abstrai-se que o tributo é uma obrigação aos cidadãos, sendo pessoas físicas ou
jurídicas de arrecadar os valores aos Estados ou entes públicos.
Este trabalho tem por principal objetivo conscientizar o cidadão da importância do
tributo na manutenção do Estado e de se sua obrigação de contribuir e de sentir-se atuante na
relação Estado e Cidadã, deixando claro que o tributo não é indevido, mas que se faz
necessário a real cobrança do cidadão de seus direitos sob a administração.

2. ORIGEM DO TRIBUTO

O tributo teve origem nos primórdios, e certamente acompanha a evolução do homem,


no decorrer da história a criação das primeiras sociedades.
Por conseguinte, o homem começa a se agrupar, onde surgiu a manifestação do
tributo, deste modo, as pesquisas indicam terem ocorrido de forma voluntária.
Estes tributos eram oferecidos como presente aos lideres fosse eles reis, senhores
feudais, faraós, ou Estado, com isso os estudos evidenciaram que as classes mais fortes, os
lideres ou chefes por seus serviços em sua atuação na comunidade.
Entretanto a cobrança do tributo sofreram várias modificações no decorre da história,
com a evolução do homem, em especial na Grécia, no século VII a.c. iniciou o tributo
administrado pelo Estado, como conhecemos hoje. As pesquisas mostram que o trabalho
escravo e os tributos eram pagos pelos cidadões.
Na Idade Média, os servos estabeleciam com seus senhores uma relação hereditária de
dependência conhecida como vassalagem e mantinha uma relação de troca, na qual recebia
proteção e em troca oferecia o seu trabalho pagando escravos e o trabalho escravo pelo
cidadão.
8

Na Idade média, os servos estabeleciam com seus senhores uma relação hereditária de
dependência e em troca de proteção ofereciam seu trabalho e pagavam pesados impostos. A
idade moderna, na vigência, do absolutismo, onde a sociedade estruturava-se em castas.
Essa classe dominante era nobreza e clero que não pagava tributos.
- Entretanto os comerciantes (burgueses) e trabalhadores sustentavam o Estado por
meio de pesados tributos.
Na época, os tributos eram cobrados como se fossem obrigados ou dívidas dos servos
para os seus senhores.
- Na França no século XIV, o povo sobrecarregado pelo o aumento constante dos
tributos, desencadeou a revolução francesa de 1789.
- Os tributos na época colonial Portugal, tudo que se produzia na colônia era tributado
na ocasião o açúcar, couro, fumo e ouro. Esses tributos consumiam um quarto da produção
(Donativos voluntários).
De acordo com os estudiosos no Brasil colônia e império, uma carga excessiva
tributária que hoje vivemos, caracterizando uma herança do nosso passado.
Considerando que a tributação no Brasil Colônia originou -se no período pré-colonial
com a exploração do pau Brasil.
-Em 1520-1548, nascimento do sistema de capitalismo e instalação do governo geral,
entre eles os objetivos da colonização era arrecadar as rendas reais e administrar os feitorios.
É importante frisa que com o tráfico negreiro e o açúcar que eram tributados existiam
outras fontes de rendas, gado, tabaco, algodão, dentre outros.

3.NORMAS GERAIS DO DIREITO TRIBUTÁRIO

3.1 NOÇÃO BÁSICA DE LEGISLAÇÕES:

A legislação rege o tributo, desde de sua origem, até a sua distribuição:

7.1Noção Básica de Legislação Antes de delimitar o campo de abrangência


da legislação tributária, cabe estabelecer, preliminarmente, a noção conceitual do
vocábulo legislação tomada na sua acepção isolada, com vistas a facilitar o
entendimento da temática, desdobrado nos itens subsequentes. Segundo o
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entendimento corrente, pode-se afirmar que legislação é o conjunto de prescrições


normativas, versando sobre determinado ramo do Direito, que objetiva disciplinar a
organização do ordenamento jurídico do Estado, com fulcro na realidade social de
um dado momento histórico. Dentro de uma concepção etimológica formuladora do
conceito de legislação, recorreu-se ao dicionário de vocabulário jurídico que, de
modo mais próximo e seguro, deslinda a questão. Com efeito, Plácido e Silva
descreve a legislação em consonância com a terminologia jurídica da atualidade,
sem se descuidar do sentido etimológico que se empresta à palavra legislação, ao
assegurar que o termo: Derivado do latim legislativo (estabelecimento da lei), é
tomado, em seu sentido etimológico, para designar o conjunto de leis, dadas a um
povo. Era este o sentido primitivo de lex data ou da leges data dos romanos,
significando as leis que eram dadas a uma cidade Mas, a legislação (legres data)
distinguia-se propriamente da lex, porque se mostrava regulamentos orgânicos,
expedidos pelos magistrados, em face de outorga popular, em que se viam
investidos. E não se confundiam com a lei, em seu exato sentido156.
E acrescenta: A terminologia jurídica moderna não desprezou o conceito. E,
por vezes, se emprega o vocábulo nesta acepção. É assim que se diz relativamente à
Legislação Fiscal, à Legislação Aduaneira, à Legislação do Imposto de Consumo,
que significa a soma de regras instituídas regularmente a respeito de semelhantes
matérias. Embora seja este o sentido mais próximo de legislação, é vulgar sua
aplicação em acepção ampla para significar o conjunto de leis decretadas ou
promulgadas, seja em referência a certa matéria ou em caráter geral: Legislação
Civil, Legislação Brasileira157. Soibelman158, também, não discrepa desse
entendimento ao afirmar que a legislação abarca todos os atos estipuladores de
regras obrigatórias de caráter geral, que devem ser “observados por quantos se
encontram no território do Estado ou a ele submetidos – Direito escrito”.
Bodenheimer159 segue a mesma orientação, entendendo ser a legislação preceitos
de direitos articulados e formalizados num diploma legal, formulados por um órgão
do governo criado para essa finalidade. Acompanhando ainda essa mesma linha de
raciocínio, Cino Vitta, apud Carlos Barros160, assevera que cabe ao Estado
estabelecer as normas, através de sua atividade legiferante, para observância nos
casos particulares. Barros Júnior enriqueceu sua
proposição, ao examinar a legislação dentro de uma ótica lógica,
acrescentando que: A legislação é também, do ponto de vista lógico, a primeira
manifestação de atividade estatal. Ela compreende os fenômenos gerais relativos à
formulação essencial do direito, manifestando-se, de um modo essencial, como
regras expedidas pelo Poder Legislativo, sob a forma de lei. Regras que traduzem
princípios que devem configurar, no dizer de Codacci-Pisanelli, as exigências
fundamentais de justiça da consciência de um povo161. Reflete, portanto, a própria
aspiração do ser humano, na medida em que procura convergir a eficácia de sua
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ação para a convivência social pacífica e para o bem-estar da coletividade. Os seres


humanos, consoante assevera Patrick Dobel, são leais às leis internalizadas que eles
aceitam e que corporificam suas crenças e seus compromissos emocionais. As leis
são o meio pelo qual a política e a moral se inter-relacionam. Estão engastadas na
educação, nos costumes, hábitos e pressões sociais da vida diária e formam as bases
da lealdade moral concreta. Os sistemas legal e judicial dão substância à integridade
moral e econômica dos cidadãos e asseguram um tratamento razoavelmente
imparcial para todos162. Acrescente-se que a ação do Estado é disciplinada através
da legislação positiva, haurida da sua manifestação soberana. Com ela, o Estado
busca manter o funcionamento regular dos poderes executivo, legislativo e
judiciário, bem como assegurar o cumprimento das garantias fundamentais do
cidadão. Bielsa manifestasse também neste sentido: En afecto, la legislación es la
concreción positiva de todas las normas reguladoras de la acción del Estado, del
funcionamiento de sus poderes, de los derechos y garantías de los habitantes, por
debajo de la constitución. La legislación es manifestación del poder de imperio del
Estado, o sea, el de establecer normas obrigatórias para los habitantes, y para los
gobiernos163. Cumpre assinalar, por derradeiro, que a legislação é uma
consolidação de princípios, de preceitos ou de regras, através das quais o Estado
manifesta a vontade soberana do seu poder de império, de imposição. É um
agrupamento de leis correlatas que regula as relações de caráter geral através de atos
jurídicos e administrativos praticados na competência do exercício constitucional ou
da atividade administrativa. 7.2 A Legislação Tributária como Direito Público Vale
dizer, preliminarmente, que o sistema jurídico tributário se assenta no direito
positivo, o qual consubstancia o conjunto de leis vigentes, caracterizando-se como
direito escrito: leis, decretos, regulamentos, decisões judiciais, tratados
internacionais, podendo variar no decorrer do tempo. Advirta-se, entretanto, que a
lei tributária não pode ser concedida de modo isolado, mas dentro de um contexto
que contemple o ordenamento jurídico positivo. Micheli realça esse ponto de vista,
ao esclarecer que:
Por otro lado, la norma tributaria, como cualquier otra norma cuando entra
a forma parte del ordenamiento estatal positivo tiene una vida, adquiere un objetivo
signifi - cado en relación con las demás partes del ordenamiento jurídico, de tal
forma que ella no adquiere un signifi cado individual, una aportación que puede
diferir de lo que es la verdadera intención del legislador al producirla, sin embargo
tal signifi cado puede cambiar con el paso del tiempo de forma más o menos amplia
en cuanto que dicha normas se va a ampliar, y por tanto a interpretar, en conexión
con otras normas del ordenamiento. Se observa así una evolución de la norma como
parte de un todo que puede llevar a la conclusión de que una determinada norma no
tiene vigor en cuanto otra u otras normas positivas han regulado totalmente la
materia propia de aquélla164. Acresce notar que o Direito Positivo divide-se em
11

Direito Privado e Direito Público, divisão esta que remonta do Direito Romano,
conforme a definição do jurisconsulto romano Ulpiano, que estabeleceu os primeiros
contornos diferenciais entre esses dois grandes ramos do saber jurídico: o Direito
Público é o que regula as coisas do Estado; o Direito Privado é o que diz respeito
aos interesses particulares. Caracterizar a legislação tributária como direito público é
tarefa que implica na formulação preliminar de algumas premissas básicas.
Considerações dessa ordem comportam, portanto, uma postura esclarecedora,
visando a uma melhor delimitação da temática. Arrimando nessa linha de
pensamento, cumpre, de logo, esclarecer que os preceitos que disciplinam os
procedimentos de natureza tributária entre o Estado e o particular são de ordem
pública165 ou coletiva, e estão ínsitos na legislação tributária.
Portanto, as regras, objeto da legislação que versa sobre tributos, está
inseridas no campo do Direito Público. Respaldando essa assertiva, Plácido e Silva
procura transmitir o que se entende por Direito Público, afirmando de maneira
sintetizada sua opinião a propósito: Assim se diz do conjunto de leis, elaboradas
para regularem os interesses de ordem coletiva, ou seja, precipuamente, a
organização das instituições públicas de um país, as relações dos poderes públicos
entre si, e destes com os elementos particulares, não quando encarados
isoladamente, mas como membros da coletividade, e na defesa dos interesses da
sociedade166. Depreende-se deste enfoque que o Estado, por conseguinte, a quem a
legislação aproveita, surge a partir do momento em que as normas jurídicas lhe dão
o suporte para o estabelecimento de sua competência tributária167, como titular da
relação tributária. Passa, então, a proteger o interesse coletivo como uma
decorrência, portanto, da missão constitucional que lhe é cometida, em razão dos
fins que busca atingir, na satisfação das necessidades coletivas. Insere-se a
Legislação Tributária no conteúdo do Direito Público, tendo como manifestação
primeira o Direito Administrativo que regulamenta as atividades estatais no campo
administrativo e financeiro. A evolução, que se operou no campo das ciências
sociais, e a constante especialização do conhecimento determinaram, então, o
surgimento do Direito Financeiro como instrumento disciplinador das atividades do
Estado em matéria de conteúdo financeiro e fiscal. E, finalmente, apareceu o Direito
Tributário, regulando os tributos e as relações a ele pertinentes. Corroborando este
ponto de vista Perez de Ayala et al., ressalta: En cuanto a la debatida cuestión de si
las leyes tributo al campo del Derecho Público o al campo del Derecho Privado
necesario recordar aquí que tras el predominio, en tiempo de las ideas de Geni, la
mayor parte de la doctrina moderna de acuerdo en entender que, en suconjunto, el
ordenamiento jurídico tributario pertenece al campo de Derecho Público e si bien
sean aplicables a él las nociones fundamentales del Derecho Privado de las
obligaciones en lo que se refi ere al concepto de tributaria material168. Esposando
as ideias de Geni, Ayala sustenta o ponto de vista que a maior parte da doutrina
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moderna contempla: o ordenamento jurídico tributário como pertencente ao campo


de Direito Público. É interessante assinalar que o autor defende tal posicionamento
não para regras jurídicas tributárias tomadas isoladamente, mas para o conjunto
desses preceitos que, no seu todo, compõem a legislação tributária. Dentro da
perspectiva aqui aventada, há de se afirmar, como conclusão, que a Legislação
Tributária está iniludivelmente implícita no conteúdo do Direito Público, a
instrumentalizar a ação do Estado no campo impositivo. Dedica-se, então, ao estudo,
pelo aspecto positivo do Direito, das leis tributárias vigentes, procurando, através de
comentários e explicações, o equacionamento da problemática tributária, de modo a
adotar as soluções efetivamente preconizadas pela lei para cada caso em particular
VALDER DO NASCIMENTO, CARLOS; Direito Tributário III,
Estudos de Direito Público, Autonomia, evolução histórica e relações com
outras disciplinas, Ilhéus-Bahia, Editora da UESC (2016)

Segundo o CTN, art. 96 a expressão “legislação tributária” compreende as leis, os


tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem,
no todo ou em parte, sobre tributo e relações jurídicas sobre eles pertinentes. Trazendo fontes
do Direito tributário e entre eles termos as leis, tratados, essa legislações tributária consiste no
conjunto de regras que tratam dos tributos e suas respectivas relações jurídicas.
Desse modo, a legislação tributária abrange não só a lei tributária, mas também os
tratados e convenções internacionais as disposições constitucionais, os convênios
interestaduais que versem sobre tributos e suas normativas.

3.2 LEI E LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

Desta forma lei formal é o ato jurídico produzido pelo poder competente no exercício
da função legislativa. Já em sua materialidade a lei é o ato jurídico normativo.
Por conseguinte, no direito tributário é utilizado sem seu sentido restrito.
Segundo a definição CTN, é a lei no seu sentido amplo abrangendo tratados e
convenções internacionais, os decretos e a norma complementar que versem no texto ao em
aparte, sobre tributos e suas relações jurídicas pertinentes.
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3.3 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS

Princípio da legalidade – “É aquele em que ninguém será obrigado a fazer ou deixar


de fazer alguma coisa em virtude da lei.”
No direito tributário sua aplicação se dá “... Nenhum tributo pode ser criado,
aumentado, reduzido ou extinto sem que o seja por lei.”
Segundo o art. 97, CTN. Nos ilustra essa aplicabilidade

Art. 97. Somente a lei pode estabelecer:

I - A instituição de tributos, ou a sua extinção;

II - A majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos


artigos 21, 26, 39, 57 e 65;

III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado


o disposto no inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu sujeito passivo;

IV - A fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o


disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65;

V - A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a


seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas;

VI - As hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários,


ou de dispensa ou redução de penalidades.

§ 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de


cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso.

§ 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do disposto no inciso II


deste artigo, a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo.

A criação de tributo se dará em regra, através de lei ordinária, a lei complementar


caberá somente em caso especiais, devidamente previsto na constituição federal.
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Desta feita trazendo o princípio da anterioridade que se liga ao fato cronológico, sua
observância em casos específicos orientando a ser respeitado a anterioridade anual ou
nonagesimal.

3.4 MEDIDAS PROVISÓRIAS

A luz EC 32/2001 positivou-se especificamente qual matéria poderia ser regulada,


através dessa norma constitucional restringindo-se, medidas emergenciais nos casos de
tributos de custeio como o empréstimo compulsório por período certo e finalidade definida.

3.5 TRATADOS E CONVENÇÕES

Esses não podem entra em conflito com a legislação interna, assim devem estar em
harmonia com a legislação tributária, havendo incompatibilidade ente os tratados e a
legislação ao ser denunciado, será restabelecido entrando em vigor. Lei interna não revoga os
tratados se dando por viés própria.

3.6 NORMAS COMPLEMENTARES

Essas são previstas em lei, especialmente pelo art. 100 do CTN –

Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das
convenções internacionais e dos decretos:

I - Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas;

II - As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição


administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa;

III - as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades


administrativas;

IV - Os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito


Federal e os Municípios.
15

Parágrafo único. A observância das normas referidas neste artigo exclui a


imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor
monetário da base de cálculo do tributo.

Com isso, vária espécie dentre eles, atos normativos, decisões administrativas ao qual
venha criar regras para o seu regulamente.

4. NATUREZA JURÍDICA DO TRIBUTO

A natureza do Tributo é estipulada pela lei, sendo esta natureza positivada, como
segue.
Art. 4º CTN

Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da


respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la:

I - A denominação e demais características formais adotadas pela lei;

II - A destinação legal do produto da sua arrecadação.

Está natureza é abordada também por Carlos Valder, que nos explica com clareza a
real definição acerca da natureza jurídica do tributo.

7.3 A Natureza Jurídica da Relação Tributária A legislação tributária, no


seu processo laborativa, propriamente dito, é um produto da função legislativa, uma
manifestação do poder legislativo em matéria de sua competência. Estabelece,
assim, uma relação obrigacional169, de direito público entre o Estado e o cidadão,
desde que este tenha aptidão para ser sujeito da relação jurídico-tributária. Tendo
presente, entretanto, o sentido de amplitude que é emprestada à expressão legislação
tributária pelo Código Tributário Nacional, infere-se que a relação obrigacional
tributária pode se instaurar entre particulares e órgãos públicos, pertinente ao
Estado, ou atingir seu relacionamento com outros Estados. Tal vinculação é uma
decorrência das normas estatuídas pelos tratados e convenções internacionais, como
bem acentua Moraes: Suas normas obrigam não apenas internamente (atingindo
16

particulares e órgãos do Poder Público, em relação a um Estado), mas também


externamente (atingem o Estado em suas relações com outros Estados)170. Paulo
Carvalho171 afirma que a relação jurídico-tributária é de caráter obrigacional,
porquanto seu objeto pode ser avaliado patrimonialmente. Hector Villegas172
acolhe de igual modo esse ponto de vista, dizendo que a relação tributária e o
Fisco173: primeiro como sujeito ativo, que tem a prestação pecuniária a título de
tributo [; e segundo,] como sujeito passivo, que está obrigado a esta mesma
prestação. Participando dessa mesma corrente que sustenta, desenganada mente, a
relação tributária é uma decorrência da instauração de um vínculo obrigacional, de
cunho patrimonial, Gian Micheli assinala que: La norma tributaria esta pues
destinada a disciplinar una prestación coactiva patrimonial, debida por el individuo
el ente público y que éste puede exigir como expresión de su poder de supremacía;
por ello, tal norma no regula relaciones interparticulares, ni entre los particulares y
el Estado, si no es en función de la disciplina de la prestación coactiva debida por el
particular al ente público (o entre el ente y otro público)174. Cumpre acrescentar,
em complemento ao quanto expendido, que a relação jurídico-tributária
consubstancia-se em cinco elementos essenciais, que determinam a caracterização
da natureza jurídica da legislação tributária. São eles: lei, sujeito ativo e sujeito
passivo, hipótese de incidência ou fato gerador da obrigação tributária, base de
cálculo e objeto. A lei é a fonte principal da legislação tributária. E isto porque,
somente, poderá ser substituído o tributo da mesma, conforme se depreende de um
dos princípios explícitos na Constituição Federal175. A mesma regra é consagrada
pelo Código Tributário Nacional176, que assegura que somente a lei pode
estabelecer a instituição, majoração, a redução ou a extinção de tributos. O sujeito
ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público, titular da competência para
exigir o seu cumprimento. O sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa
obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. Do sujeito passivo da
obrigação principal diz-se: Contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com
a situação que constitua o respectivo fato gerador, e responsável, quando sem
revestir-se da condição de contribuinte, sua obrigação decorra da disposição
expressa em lei. O fato gerador da obrigação tributária, ou como querem alguns
doutrinadores, a hipótese de incidência é a situação definida em lei como necessária
e sufi ciente à sua ocorrência. A base de cálculo, segundo Rafael Moreno Rodrigues,
representa a medida monetária do fato ocorrido, ou da situação verificada, segundo a
hipótese legal. É a dimensão do fenômeno econômico que o legislador escolheu para
base de imposição177. O objeto da obrigação tributária é o pagamento do tributo ou
de penalidade pecuniária, consistindo, então, numa prestação decorrente do fato
gerador. Trata-se de prestação positiva ou negativa prevista na legislação, visando o
interesse da arrecadação ou da fiscalização de tributos. 7.4 A Posição da Legislação
Tributária na Ordem Jurídica Cumpre assinalar que a Legislação Tributária é, de
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modo iniludível, mais um segmento especializado do Direito Público, como


esclarece Barbosa Nogueira178: “Foi pelo princípio da especialização que o Direito
Administrativo se destacou do Direito Financeiro e deste o Direito Tributário”. Vale
acrescentar que as disciplinas jurídicas vão ganhando certa autonomia, de
conformidade com a sua importância no mundo moderno, já que passam a se
comportar de maneira que seus elementos expressem um conjunto harmônico de
conhecimentos relativos ao seu objeto. Ruy Barbosa Nogueira179 ensina que o
Direito Tributário ganhou a condição de disciplina autônoma após a Primeira Guerra
Mundial, pelo conteúdo e pela forma que hoje possui de modo incontestável. E
acentua que essa disciplina orienta, do ponto de vista normativo ou jurídico, o
fenômeno da tributação. Ressalta, por fim, o número considerável de trabalhos
produzidos no campo jurídico-tributário, de tal forma a abarcar até estudos sobre a
“evolução dos sistemas tributários nacionais e dos tratados e acordos entre
países”180. Observa-se que, em razão disso, o somatório de conhecimentos
científicos, obtidos a partir do objeto principal da Legislação Tributária, que é o
tributo, reflete, sem dúvida, todo um trabalho paciente de observação doutrinária, a
experiência dos fatos verificados, no seu âmbito de atuação, e uma metodologia
científica, voltada para investigação dos fenômenos que corporificam o sistema
legal, especialmente, o sistema jurídico tributário. Colocados esses aspectos
preliminares, cabe situar a Legislação Tributária no sistema jurídico e positivo, com
vistas à sua perfeita localização temática. Sua origem dimana de princípios
constitucionais e de lei complementar, disso resulta que sua estruturação basilar está
inserta na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional181. A Constituição
Federal deixou a critério do legislador a regulamentação do sistema tributário
nacional e o estabelecimento das normas gerais de Direito Tributário aplicáveis à
União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, sem prejuízo da respectiva
legislação complementar, supletiva ou regulamentar, consoante o preceito transcrito
a seguir, in verbis: Lei Complementar estabelecerá normas gerais de direito
tributário, disporá sobre os conflitos de competência nessa matéria entre a União, os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e regulará as limitações constitucionais
ao poder de tributar182. Repousa, então, no texto constitucional, a matriz do sistema
tributário nacional, onde se encontra delineado183. Esta parte, basicamente,
disciplina a instituição de tributos pelos órgãos políticos nas espécies de impostos,
taxas e contribuições de melhoria. Ressaltese, finalmente, que a lei
complementar184 foi a que deu cumprimento ao disposto no preceito constitucional
acima transcrito, promovendo, então, a regulamentação do sistema tributário
nacional e estatuindo as normas gerais de direito tributário.
VALDER DO NASCIMENTO, CARLOS; Direito Tributário III, Estudos
de Direito Público, Autonomia, evolução histórica e relações com outras disciplinas,
Ilhéus-Bahia, Editora da UESC (2016)
18

Este é definido através do fato gerador da obrigação Estatal, que define suas
características, sua forma adotada por meio do produto imposto, e a Consttuição Federal
define sua natureza jurídica, o fato gerador e a base de cálculo (art. 145 § 2º e art. 154, I),
conforme segue.

Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os


seguintes tributos:
§ 2º As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos

Limitando de qual forma o Estado poderá demandar tal poder, conforme observamos a
seguir.

Art. 154. A União poderá instituir:

I - Mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que
sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos
discriminados nesta Constituição;

Destaca-se que o CTN possui “status” de lei complementar desde a CF/67

Contribuição se dividem em

a) Sociais;

b) De intervenção no domínio econômico;

c) Corporativas;

d) Para custeio do serviço de iluminação pública;

As contribuições sociais se dividem em:

a) Seguridade Social (artigo 149 e 195 CF)


19

b) Sociais gerais (ex: artigo 213 §2, artigo 240 CF);

c) Outras contribuições;

5. IMPOSTOS

Segundo o artigo 16ºdo CTN, imposto é “o tributo cuja obrigação tem por fato gerador
uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte”
É tido como um dos tributos de grande relevância pois incide independente da vontade do
contribuinte.

Só se fala de tributos e é diferenciar suas espécies e há certa dificuldade em distinguir:

a) Definição de tributos e suas espécies, bem como, em relação aos impostos


discriminados na constituição federal 1988 e dos fatos geradores e as bases de cálculo e
contribuintes; em sua definição se disciplina em lei complementar.

O código tributário nacional (lei 5.172/1966), norma essa recebida com status de lei
complementar pela Carta Magna.

Infere-se da do art. 3º, do CTN: que o tributo deve ser pago em moeda como é o caso
da dação em pagamento em bens imóveis. Conforme artigo 156, VI

Art. 156. Extinguem o crédito tributário:

VI - A conversão de depósito em renda;

A constituição de 1988 em seus artigos 145,


20

Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão


instituir os seguintes tributos:

I - Impostos;

II - Taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização,


efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao
contribuinte ou postos a sua disposição;

III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.

§ 1º Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão


graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à
administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos,
identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os
rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte

§ 2º As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos.

(Constituição Federal (1988).

Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais,


de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou
econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o
disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º,
relativamente às contribuições a que alude o dispositivo.

§ 1º-A. Quando houver déficit atuarial, a contribuição ordinária dos


aposentados e pensionistas poderá incidir sobre o valor dos proventos de
aposentadoria e de pensões que supere o salário-mínimo.          (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 103, de 2019)    (Vigência)

Constituição Federal (1988).

classifica os tributos pelo penta participação (impostos, taxas, contribuições de


melhoria, empréstimos compulsivos e contribuições especiais)
21

De acordo o CTN, em seu artigo 5º:

Art. 5º Os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria.

Infere-se que os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria entre estes
impostos citamos o

ICMS (Imposto Circulação de mercadorias e serviços).

Incide em prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de


comunicação.

IPTU – Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana, é de competência dos


municípios e incide sobe a propriedade, tendo por fato gerador a propriedade.

IR – Pessoa física e jurídica (Imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza)


incide sobre capital de trabalho dos contribuintes, ou seja, sobre o rendimento.

IOF – Impostos sobre operações de crédito; incide sobre as pessoas físicas e jurídicas
que realizarem operações de crédito.

ISS – Imposto sobre serviços de qualquer natureza

Tem como fato gerador a prestação de serviços constantes.

6. TAXAS

Segundo o artigo 77º do CTN

Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos
Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício
regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico
e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.
22

Parágrafo único. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que
correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas. (Vide Ato
Complementar nº 34, de 1967)

Essas taxas são:

Emissão documentos (M/DF/STADOS E FEDERAÇÕES E UNIÃO – CPF, RG,


Certidão de óbito entre outros.

Como a taxa de registro comerciais, juntas comercias, sedo cobrada para registros de
contrato social de uma empresa.

7. CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA

Segundo o artigo 81º do CTN,

Art. 81. A contribuição de melhoria cobrada pela União, pelos Estados,


pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições,
é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização
imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o
acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado.
Código Tributário Nacional(1996)

É um tributo cobrado pela união, pelos Estados DF e municípios em suas atribuições,


para se dar a face o custo das obras públicas de que decorre a valorização imobiliária.

7.1 CONTRIBUIÇÕES

Por conseguinte, essas são com destinação específica, direcionadas para atender a
determinadas demandas.

São elas;
23

Cip – Contribuição destinada a iluminação pública, incidindo sobre conta de luz dos
usuários.

Contribuição sindical laboral – São direcionados aos sindicatos de cada classe, tributo
cobrado diretamente na fola de pagamento do colaborador

7.2 EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS

De acordo com o artigo 48, da CF


Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da
República, não exigida está para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre
todas as matérias de competência da União, especialmente sobre:
I - Sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas;
II - Plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações
de crédito, dívida pública e emissões de curso forçado;
III - Fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas;
IV - Planos e programas nacionais, regionais e setoriais de
desenvolvimento;
V -Limites do território nacional, espaço aéreo e marítimo e bens do
domínio da União;
VI - Incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios
ou Estados, ouvidas as respectivas Assembleias Legislativas;
VII - transferência temporária da sede do Governo Federal;
VIII - concessão de anistia;
IX - Organização administrativa, judiciária, do Ministério Público e da
Defensoria Pública da União e dos Territórios e organização judiciária, do
Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal;
IX - organização administrativa, judiciária, do Ministério Público e da
Defensoria Pública da União e dos Territórios e organização judiciária e do
Ministério Público do Distrito Federal;         (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 69, de 2012) (Produção de efeito)
X - Criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções
públicas;
X - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções
públicas, observado o que estabelece o art. 84, VI, b ;         (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
24

XI - criação, estruturação e atribuições dos Ministérios e órgãos da


administração pública;
XI - criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração
pública;         (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
XII - telecomunicações e radiodifusão;
XIII - matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e
suas operações;
XIV - moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária
federal.
XV - Fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, por
lei de iniciativa conjunta dos Presidentes da República, da Câmara dos Deputados,
do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal, observado o que dispõem os arts.
39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I.         (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 19, de 1998)
XV - Fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal,
observado o que dispõem os arts. 39, § 4º; 150, II; 153, III; e 153, § 2º,
I.         (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
Constituição Federal (!988)

Estes só pode ser criado em situações específicas e guerra, eminência, calamidade


pública, ou investimento público de caráter relevante.

Ex. Estado de calamidade o auxílio emergencial criado durante a pandemia atual


Covid.

Uma das formas de sua aplicabilidade e sua arrecadação sendo vinculada a despesas
correspondente, ao qual justificando a sua instituição.

7.3 CONTRIBUIÇÕES PARAFISCAIS

Esse é o tributo utilizado para financiar públicas e privadas em parceria com o Estado,
sendo caso deles: Senai, SESC, SENAC e Sebrae prestando serviços à comunidade e com isso
recebendo fomento por parte do Estado.

8. A TRIBUTAÇÃO NO BRASIL
25

A arrecadação dos tributos, a então chamada tributação, sendo realizada pelos tributos
e governos , sobre a renda, e o consumo e o seu patrimônio das pessoas físicas ou jurídicas,
considerando uma estimativa de cerca de 35% no PIB no Brasil e sua origem no século
XXVI, no contexto constitucionalismo Contemporâneo, a tributação no Brasil é analisada a
sua aplicação função redistributiva.

8.1 A CARGA TRIBUTÁRIA NO BRASIL

No decorrer dos estudos, evidenciou um triste diagnóstico da carga tributária no


Brasil, nos mostrando um sistema tributário completo, custoso, ineficiente e injusto.

Sendo pesado para quem paga e baixo para os sonegadores e para a economia
informal, em nosso país é um dos que mais tributa, em relação a produtores e consumidores
no mundo.

O peso dos impostos para o assalariado que esses tributos são excessivos no Brasil,
pois pagamos impostos até quando dormimos.

Alessi e Stammati são mais completos ao afirmar que: “,,, O direito tributário é
constituído pelo complexo de normas jurídicas que disciplinam a função tributária dos entes
públicos.”

Considerando que todo o Direito é um conjunto de norma, pelo o menos o Direito


positivo, fazendo visualizar o significado de função tributária dos entes públicos.

Já Antônio Berlini Conceitua: “... O ramo do direito que estabelece os princípios e


normas relativas à instituição a aplicação e a arrecadação dos impostos e das taxas, bem como
a observância do monopólio fiscal.” [si]

O Direito tributário pode ser considerado povo e ou burguesia sofrerão no decorrer da


evolução humana em seriedade sendo o ramo da ciência do Direito que estuda a instituição de
cobrança e arrecadação de tributos pelo Estado para a sobrevivência econômica do mesmo.
26

De acordo Moraes, Bernardo Dilano ao estruturar Direito Tributário como o ramo


autônomo do Direito Público,

Tributação no Brasil pode ser considerado a partir de 22 de abril de 1500, data do seu
descobrimento, desde aquela época, já existiam regras emanadas das autoridades Portuguesas,
vigorantes neste território d’além mar. Assim, leis fiscais foram aplicadas no Brasil desde o
tempo de sua descoberta, fato que nos mostra a gênese do nosso direito tributário.

Então, o direito português, devidamente consolidado nas orientações manuelinas


passou a vigorar imediatamente aqui já que, segundo Bernardo Ribeiro de Moraes, as ordens
afonsinas não chegaram a ser aplicados no Brasil, É neste período, que medeia o
desenvolvimento e as primeiras expedições, com o advento da indústria extrativa, que surge o
primeiro ônus fiscal.

(...) Somente mediante contrato com a lorocia o particular poderia receber a concessão
para explorar o pau-brasil em troca a detentora do monopólio exige que o interessado
erguesse os primeiras fortificações ao longo da costa Carlos, iniciou-se a colonização da nova
terra, e pagasse o quinto (quinta parte do produto da venda da madeira, ao soberano. Esse foi
o primeiro tributo instituído no Brasil.

Consoante Carlos Valdez do Nascimento, (...) a relação jurídica, como categoria


especial do direito, é configurada pelos sujeitos, pessoas físicas ou jurídicas, e pelo objeto, a
prestação patrimonial que cabe ao contribuinte satisfazer, por força da vinculação da pessoas
com o fato gerador acarretando, portanto, a realização de um comportamento determinado
pela ordem jurídica.

Salienta, Bernardo Ribeiro de Moraes.

Que a autonomia do Direito tributário é, uma realidade indiscutível e outros autores


nacionais, como: Ruy Barbosa Nogueira, Leopoldo Braga, Ezio Vanoni, entre outros.

A constituição federal já distingue finanças públicas de normas tributárias sendo


assim, reconhece, então a Carta Magna, através de seus dispositivos a sua autonomia como
ramo do Direito público.
27

8.2 EVOLUÇÃO PÚBLICA

A origem da tributação, como sistema organizado de imposição fiscal, é complicada,


pois sua origem perde-se no tempo, desde a remota antiguidade como explica Valter Vieira do
nascimento, arrimado em Ardant Gabriel.

Há mais de três milênios da era cristã, já se adotava uma espécie de recenseamento


realizada de dois em dois anos, que visava o levantamento de riquezas para fins de cobrança
tributária, servindo mesmo de base para a arrecadação de um imposto territorial.

No decorrer da história, pode-se afirmar que o código de Hamurabi na Babilônia,


explicava algumas atividades relacionadas aos coletores de impostos.

Nascimento, Walter Vieira, Pág. 23

O código de Manu trazia regras sobre tributos, tendo-se notícias de que, no reinado de
Salomão, se falava em sistema compulsório de arrecadação.

Aliomar Baleiro corrobora essa assertiva, quando ensina:

O tributo é vetusto e fiel sombra do poder político há mais de vinte séculos onde se
ergue um governante, ele se projeta sobre o solo de sua dominação.

Inúmeras testemunhas, desde a antiguidade, ate hoje, excluem qualquer dúvida.

9. DIREITO TRIBUTÁRIO E O DIREITO CONSTITUCIONAL

A relação entre o Direito tributário e o Direito constitucional.

Segundo, Quintana, apura Bernardo Riberio de Moraes, o Direito tributário


Constitucional é:
28

[...] O conjunto de princípios e normas de Direito constitucional, que regulam o poder


fiscal do Estado, tano em relação à ação estatal dirigida ao lançamento e arrecadação das
contribuições garantias jurisdicionais dos contribuintes.

Infere, se desta definição que as normas tributárias estão inseridas no texto


constitucional, o sistema tributário nacional, a Carta Magna, o alicerce básico que dá suporte
ao Direito tributário, com suas diretrizes gerais, é, portanto, de natureza constitucional, de
acordo, com Carlos, Valder do nascimento página 32.

Por fim, abriga, ainda em seu texto as limitações constitucionais ao poder de tributos,
e de modo particularizado, define os impostos privados pertencentes as diversas unidades
autônomas da federação. Demonstrando está, pois, o estreito relacionamento ente o Direito
tributário e o Direito Constitucional, sendo este último, sem dúvida, a fonte maior da ordem
jurídica positiva que dá sustentação ao poder tributário.

Atividade financeira do Estado, segundo Carlos Valdes Nascimento pág. – 67,


3.2 Atividade Financeira do Estado O Estado é o responsável pelo
funcionamento dos serviços essenciais da população nacional os quais, em última
instância, buscam satisfazer as necessidades sociais e promover o bem comum. Para
a consecução desse objetivo é mister que o Estado disponha de recursos fi nanceiros
sufi cientes, sem o que, efetivamente, jamais poderá cumprir sua missão
constitucional. Com efeito, a obtenção do dinheiro promana das chamadas receitas
públicas derivadas, constituídas, na sua totalidade, dos tributos arrecadados
coativamente, na forma de impostos, taxas e contribuições de melhoria. Essas, sem
dúvida, são as fontes às quais o Estado recorre para promover os serviços
indispensáveis ao perfeito funcionamento das atividades estatais. 68 Para Ruy
Barbosa Nogueira: “As receitas públicas podem se compor de rendas tributárias,
também chamadas originárias, decorrentes de atividades econômico-privadas ou
receitas tributárias. Por isso mesmo modernamente se fala em Estado tributário,
porque predomina na atividade fi nanceira do Estado o fenômeno da tributação.
Mesmo do ponto de vista do indivíduo, o fenômeno tributário é hoje da maior
relevância, pois que através de tributos diretos ou indiretos, praticamente não existe
quem não seja contribuinte ou não esteja sujeito a colaboração, fi scalização ou outra
prestação fi scal, de modo que o poder tributário do Estado é um dos poderes estatais
mais presentes na vida do homem atual”. In: NOGUEIRA, Ruy Barbosa. Poder
tributário: conceito e autonomia. Revista de Direito Administrativo, Rio de Janeiro,
v. 84, p. 341-351. 1966. Trimestral. p. 341.
29

O Estado não exercita essa atividade de arrecadação de receitas de maneira


arbitrária, mas dentro da legalidade, inspirado no princípio da equidade, tendo como
parâmetro principal a capacidade contributiva das pessoas que fazem parte do polo
negativo da obrigação tributária. Trotabas robustece esta posição, ao afi rmar que:
On a vu la place de l’impôt parmi les différentes recettes publiques qui permettent à
l’Etat et aux collectivités locales de faire face aux charges publiques. En portant de
cette présentation générale, l’impôt apparait comme le procédé normal de répartition
ne doit pas être arbitraire: il appartient à la science des fi nances d’elaborer les rêgles
qui assurent le rendement des impôts en recherchant l’aptitude à payer l’impôt par
les facultés contributives69. É verdade que o esforço direcionado, no sentido de
conseguir fundos, enfeixa, também, um conjunto de ações gerenciais, que vão desde
a imaginação criativa para a taxação sobre o comércio exterior, o patrimônio e a
renda, a produção e a circulação de mercadorias, bem como para a instituição de
taxas e contribuições de melhoria, até a aplicação dos recursos fi nanceiros obtidos.
Como assinala Aliomar Baleeiro70, ao esclarecer que a atividade fi nanceira71 visa
à obtenção, criação, gerência e dispêndio de dinheiro indispensável à satisfação das
necessidades do Estado ou de pessoas de Direito Público.
VALDER DO NASCIMENTO, CARLOS; Direito Tributário III, Estudos
de Direito Público, Autonomia, evolução histórica e relações com outras disciplinas,
Ilhéus-Bahia, Editora da UESC (2016)

O estado é responsável pelo funcionamento dos serviços essenciais da população


nacional, os quais, em ultima instância buscam satisfazer as necessidades sociais e promover
o bem comum. Para a convenção desse objetivo é mister que o Estado disponha de recursos
financeiros suficientes, sem o que efetivamente jamais poderá cumprir sua missão
constitucional.

Infere-se que o poder tributário está diluído entre as pessoas políticas: a


União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Cada esfera de governo,
portanto, detém parcelas de poder conferidas pela Constituição, isto é, a
competência para a instituição de taxas e a contribuição de melhoria e impostos, nos
casos previstos na lei maior. É necessário notar ainda, inspirado no princípio da
legalidade, que o tributo nas suas espécies já referidas, somente poderá ser instituído
ou aumentado se a lei assim determinar. Convém salientar que para Héctor Villegas:
A competência tributária (ou poder tributário) é a faculdade que tem o Estado de
criar unilateralmente tributos, cujo pagamento será exigido das pessoas submetidas a
sua soberania. Isto, em outras palavras, importa no poder coativo estatal de competir
os particulares para que lhe entreguem uma porção de suas rendas ou patrimônios,
30

cujo destino é o de cobrir as distribuições de benefícios, o qual implica no


cumprimento de sua finalidade de atender necessidades públicas.
Do quanto foi dito é de se inferir que, dentre os poderes explícitos na
constituição, encontra-se o poder tributário, que se reveste da maior importância,
tendo em vista que é, através dele, que o Estado realiza os seus fins. E isso porque a
atividade financeira do Estado consiste, essencialmente, na arrecadação dos tributos,
ou seja, recursos para fazer face à execução das leis ao exercício de governo e à
administração dos negócios públicos, e que são oriundos, na sua quase totalidade,
das receitas públicas derivadas.
VALDER DO NASCIMENTO, CARLOS; Direito Tributário III, Estudos
de Direito Público, Autonomia, evolução histórica e relações com outras disciplinas,
Ilhéus-Bahia, Editora da UESC, página 72 a 73 (2016)

Em sua função social, segundo, Carlos Valdez do Nascimento, questão da maior


relevância, dentro do contexto atual, é aquele que diz respeito a função social desempenhada
pelo Estado no mundo moderno, através de ações políticas de alcance econômica social.

Segundo Tristão de Athayde, temporal a regularização de sua natureza humana (92)


Pág. 74 (copiar, colar parte políticas sociais

Infere deste concerto a aplicação das políticas públicas e sua efetividade para o alcance
do bem comum, obedecendo a reserva do possível para então atende à demanda social
necessário de forma justa e igualitária e solidária.

10. SOLIDARIEDADE COMO FORMAÇÃO SOCIAL

A simples ideia de formação social preconiza a existência de normas, sejam escritas ou


não, costumeiros ou positivadas, que regulam todo o relacionar em sociedade.
10.1 PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE E SUA RELAÇÃO COM O TRIBUTO:

Segundo o art. 3º da CF

Constituem objetivos fundamentais da república federativa do Brasil:

I- Construir uma sociedade livre, justa e solidária;


31

II- Garantir o desenvolvimento nacional

III- Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e


regionais;

IV- Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e
quaisquer outras formas de discriminação;

Infere-se que a solidariedade como um dos princípios basilares em seus objetivos,


expressa na Carta Magna.

Salientar que a questão tributária como forma de exercer a solidariedade no Brasil com
suas dimensões continentais, trazendo o fomento e a consciência e a relevância da
contribuição dos cidadãos, por meio do pagamento de tributo.

Por conseguinte, a busca de justiça, fraternidade e meus assegurados na norma direitos


que possibilitam qualidade de vida em condições de igualdade de forma sustentável.

O tributo é a principal fonte de financiamento do Estado.

10.2 TRIBUTOS VINCULADOS

Os tributos vinculados são aqueles cuja cobrança se justifica pela existência de uma
determinada atividade do Estado, voltada diretamente para o particular que pagou o tributo,
beneficiando-o de alguma forma, ou seja, exigindo uma contraprestação estatal, isto é, são
tributos vinculados as taxas e as contribuições de melhora como luz, água, entre outros.

Já os tributos não vinculados, são os cobrados sem uma exigência de contraprestação


está é uma forma solidária na aplicação do tributo com o ideal a ser alcançado e estruturado
na norma jurídica brasileira.

Existe uma grande importância de a solidariedade ser enquadrada como um dos


direitos humanos na Constituição, preconizando a solidariedade no meio coletivo, sendo está
uma forma de buscar uma qualidade de vida melhor.
32

Sendo claro evidente que por meio da solidariedade tributária ambos se ajudam, o
Estado consegue o necessário para proporcionar o melhor bem estar a todos.

Contudo, a solidariedade é um dos pilares dos direitos humanos da vida


contemporânea e como um dever moral para ajudar o próximo e sim um dever positivado na
CF/88.

Com isso, sendo um direito e dever, o nosso sistema jurídico brasileiro, traz positivado
em sua carta magna, no rol de Direitos Fundamentais e ainda o princípio da dignidade
humana, norteador de todo ordenamento jurídico.

Mister dizer que tal princípio alcance todos os seres humanos, independente de
merecimento pessoal ou social.

Segundo, Bobbio (1992), os Direitos humanos não nascem todos de uma vez, eles são
históricos e nascem juntos. Eles nascem de acordo com o surgimento das possibilidades
através dos tempos.

Segundo (morães,2013), na Dinâmica da evolução social, com o Estado liberal, fez


crescer a desigualdade perante os fatos sociais, tendo em vista que somente protegem os
direitos de forma privada, individual, nisto, uma nova ordem jurídica começa a surgir, apesar
que isto ocorra de forma lenta. Surgem os direitos sociais, que protegem os direitos coletivos,
pertencentes à segunda dimensão de direitos humanos. São os direitos conferidos a todos os
membros de uma sociedade, a fim de superar os problemas sociais que surgiram com o passar
as épocas do desenvolvimento da economia capitalista, tais com desemprego e baixo padrão
econômico, para garantir a efetiva igualdade e liberdade entre as pessoas.

Já o autor Casabrona (2007), pág. 104 cita exemplos de Direitos Sociais,

Toda uma nova gama de direitos humanos incorpora-se aos tradicionais.

11. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL

Em se tratando de políticas públicas, no contexto brasileiro, em meados do ano de


1930, surgiram as primeiras atividades sistemáticas no início da mobilização de conhecimento
33

de base científica para servir de subsídio para a formulação de políticas públicas nacional,
através da implantação nacional.

Em sua trajetória e como instrumento de garantia do bem-estar social. Colocando em


evidência o papel do Estado como garantidor do bem estar social, estando normatizado este
poder dever em sua aplicação de que forma que Estado pode e deve agir para atender o
interesse da sociedade colocando os políticos como instrumento de garantia dos Direitos
fundamentais no Estado democrático de direito.

Nesse sentido a busca do bem estar social e efetivação da paz trazendo um equilíbrio
em busca de uma redistribuição igualitária e justa em sua aplicação na contraprestação a
sociedade.

Infere que não se trata de um dever no bojo em sua aplicação pelo Estado e sim um
dever do Estado de criar políticas públicas capazes de efetivar a garantia desses direitos de
uma forma plena.

Este sentido, os gestores devem primar uma aplicação eficiente em satisfazer os


brasileiros por meio dos instrumentos de garantia o Estado de Direito no que tangem o bem-
estar social, avaliando quais as políticas públicas tornam-se e os mecanismo que traga
satisfação nesse percurso onde o cidadão deve colaborar no sentido de assumir e efetivar o seu
papel ao assumir cumprindo as metas de obrigação para com a sociedade em geral.

Neste interim, o interesse público reina diante do interesse individual.

Segundo, Maria Zanella Di Pietro, o princípio da supremacia do interesse público está


presente no momento de elaboração da lei como no momento de elocução em concreto pela
administração pública.

11.1 O ESTADO O TITULAR DOS INTERESSES DA COLETIVIDADE

De acordo com Celso Antônio Bandeira de Mello (2013, pág. 99), o princípio da
supremacia do interesse público sobre o interesse privado é inerente a qualquer sociedade,
sendo “a própria condição de sua existência.”

Assim sendo, é um pressuposto lógico do convívio social.


34

Já as palavras de Hely Lopes Meirelles (2016, p 113) quando relata que a “primazia do
interesse público sobre o privado é inerente a atuação estatal e domina-a”, ele frisa que essa
supremacia “justificou-se pela busca do interesse geral da coletividade, não do Esta ou do
aparelhamento do Estado” assim, devemos abstrair interesse estatal e interesse público.

Diante disso, faz-se relevante esclarecer sob um ponte de vista legal, político social e
vista que a administração pública, baseados nos principais basilares, bem como a
implementação das políticos públicas, devem agir em conformidade com a lei para aplicação
no atendimento dos anseios da sociedade em uma contraprestação, trazendo serviços de
qualidade, o qual o Estado tem o interesse e uma de suas atribuições de forma plena é a
satisfação da sociedade nacional.

Entretanto, não é a realidade encontrada no Brasil, onde a corrupção, má gestão e o


desvio de dinheiro público são obstáculos para uma efetivação de muito direitos considerados
essenciais.

A má gestão do tributo e dos valores repassados a administração que acarreta prejuízos


diretamente a sociedade com uma infraestrutura precária ao cumprimento dos programas de
políticas públicas no Brasil, devido os desvios do dinheiro tendo uma receita ineficiente para
atender o status de bem estar social, positivado no ordenamento jurídico brasileiro e com isso
a população sofre com descaso no Brasil por parte do Estado em sua gestão, pegamos como
exemplo a saúde no Brasil.

Esse fenômeno em um contexto no século XX, O Estado de bem estar, um Direito


assegurado pelo Estado e direcionado a atender as camadas mais carentes da população. Em
países capitalistas desenvolvidos a busca de provimento a serviços sociais, com o objetivo de
cobrir diversas formas de risco de vida coletiva e individual de acordo (Arretche, 1995, pág.
65)

Neste cenário o período pós segunda guerra mundial, onde o Estado de bem-estar
significava por sua vez par alguns pises como Inglaterra e Alemanha uma proposta
institucional onde o Estado pudesse fazer a implementação e financiamento de alguns
programas e planos de ação, os quais tinham como finalidade mover os interesses sociais
35

coletivos dos individuais de uma determinada sociedade, visto que , o principal objetivo
segundo (Outhulaite e Boltomore, 1996, pág. 261-262

Com o combate aos cinco maiores problemas da sociedade “A escassez, a doença, e


ignorância, a miséria a ociosidade”.

Vale salientar que a Alemanha devido a força da ideologia civil e políticas de Estado
desde o século XIX e início do século XX, transformou a educação como um dos maiores
avanços desses programas de “Serviços Socias”, tendo em vista que o principal objetivo era
alcançar um nível elevado na área da educação, que teria como consequência uma estrutura
produtiva que atingisse graus de desenvolvimento e que paralelamente proporcionasse ao país
relevante vantagens econômicas e sociais frente aos concorrentes de outro países Europeus. E
destacou-se os benefícios oriundos dessa aplicação de recursos de suas receitas na educação
alemã que até os dias atuais, dispõe de trabalhadores altamente qualificados, com
produtividade elevada. (Braga 1999 p 199).

Um modelo se comparado a outros países de gestão de políticas públicas que alcançou


o fim almejado no ápice de sua estrutura de gestão de aplicação na área de educação. Sendo
uma gestão que deu certo e com um retorno satisfatório a sociedade e por consequente a
economia do país em sua distribuição de recursos em suas receitas oriundas da arrecadação do
tributo, para a então almejada política pública do bem-estar social.

12. POLÍTICAS PÚBLICAS

São um conjunto de ações e decisões do governo, voltado para a solução de problemas


da sociedade e é sempre definida pelo governo e não pela sociedade.

12.1 O QUE SÃO AS POLÍTICAS PÚBLICAS:

Em sua função é redistribuir bens ou recursos para uma parcela da população,


retirando o dinheiro de todos.
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Por conseguinte, essas políticas públicas são a totalidade de ações, metas e planos que
o governo (M/DF/E/U) traçam para alcançar o bem-estar da sociedade e o interesse público e
em busca do bem-estar da sociedade.

Neste sentido, as políticas afetam a todos os cidadãos.

O conceito política pública pode possuir dois sentidos, no político é um processo de


decisão e que naturalmente ocorre o conflito de interesse, onde o governo decide o que fazer
ou não fazer.

E em uma visão administrativa, essas políticas são um conjunto de projetos, programas


e atividades realizadas pelo governo.

Entretanto, é importante diferenciar estes dois institutos de políticas públicas, ao


diferencias política de Estado é toda política que independente do governo deve ser realizada
porque é amparada pela Carta Magna.

Ou seja, a política de governo tem como diferente da política de Estado a alternância


de poder, onde cada governo tem seis projetos que originam em políticas públicas.

A políticas públicas é o resultado produzido entre o Estado e a necessidade e


solidariedade da sociedade, que se origina do interesse coletivo.

E sua construção as políticas públicas em sua fase de implementação a sociedade e


seus vários grupos, participam no processo de tomada de decisões, de forma que o Estado
exerça a função de políticas públicas.

Os privados não possuem vinculo direto em sua estrutura administrativa Estatal, mas
participam trazendo demandas, onde sua formação acontecem com a participação popular de
forma obrigatória, e essa iniciativa da formulação de políticas públicas vem do topo da
pirâmide, ou seja, vem dos poderes executivos ou legislativos, acontecendo de forma separada
ou conjuntamente, mas em sua essência, ela surge a partir de demandas e propostas da
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sociedade, onde a sociedade são os beneficiados na redistribuição das políticas públicas a


aplicação dos recursos advindos da tributação no nosso sofrido país.

Há participação da sociedade na formulação, avaliação das polícias públicas de forma


assegurada pela própria lei que os institui no caso educação e saúde.

A sociedade participa ativamente pelos conselhos em nível municipal, estadual e


federal, e para o controle foi instituído uma lei, a lei complementar nº 131 (lei da
transparência), de 27 de maio de 2009.
Art. 1o O art. 48 da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000, passa a vigorar
com a seguinte redação:
“Art. 48.  ...................................................................................
Parágrafo único.  A transparência será assegurada também mediante:
I – Incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os
processos de elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos;
II – Liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo
real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios
eletrônicos de acesso público;
III – adoção de sistema integrado de administração financeira e controle, que atenda a
padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da União e ao disposto no art.
48-A.” (NR)

Infere que com a participação da população o retorno da aplicação de tributos posse


ser fiscalizado para não sofrer discrepância de destinação da receita direcionada aos
contribuintes, e de acordo com essa lei, todos os poderes estão obrigados a assegurar a
participação em sua gestão. E essa participação acontece através dos dirigentes públicos,
sindicatos, entidades de representação imprescindível, associação de moradores, entre outros;
eles selecionam prioridades que atendam as demandas e expectativas da sociedade, visando
sempre o bem Estar da sociedade onde estás necessidades são definidas pelo governo e não
pelo povo

O gestor das políticas públicas tenta selecionar as demandas mais importantes, por
exemplo, ele escolhe investir mais em segurança ou melhores condições de saúde.
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Tudo isto, poderá ser melhor demonstrado em um círculo, onde ocorre a formação de
agenda, a formulação de políticas, tomam as decisões, implementam, e são avaliados, veja
que este é um circulo onde, um depende da direção a fiscalização do outro.

Neste contexto, as políticas públicas são respostas do coletivo que busca ter uma
efetiva redistribuição justa e igualitária, como preceitua a constituição federal Art. 3º

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I - Construir uma sociedade livre, justa e solidária;

II - Garantir o desenvolvimento nacional;

III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e


regionais;

IV - Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e
quaisquer outras formas de discriminação.

Infere-se que em um país onde a larga tributária é altíssima, essas necessidades


possam ser sanadas. E estas ações e programas, objetivam o bem comum e a diminuição da
desigualdade social.

Onde se levanta o momento atual do país no aspecto social (problemas, limitações e


oportunidades), buscando compreender a problemática e os recursos existentes para então
atender as metas e em que pé se encontra o país e o que pode ser feito.

Ao se analisar a agenda, ou seja, o planejamento onde são levantados os problemas


existentes o cenário real, onde mostra a condição determinada, situação, a emergência e os
recursos disponíveis.

A urgência que o problema pode toma por uma provável mobilização social.

Exemplo: Saúde falta de letos, UTI, auxílio emergencial, pandemia, Covid


12.2 MOBILIZAÇÃO SOCIAL E RELEVÂNCIA DO ESTADO SOBRE A
NECESSIDADE POLÍTICA
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A Necessidade política é onde as soluções ou alternativas definirão o objetivo da


política e os programas na linha de ação.

12.3 PROESSO DE TOMADA DE DECISÃO

Levantamento das alternativas, curso da ação definida recursos e prazo temporal da


ação política.

Exemplo: Compra de respiradores e construção hospitais, amparos no período, estado


emergencial devido o Covid 19, prazo para o pagamento do auxílio emergencial a camada que
necessita são os próprios contribuintes.

12.4 IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

Ocorre quando há o ato que são realizados pelo planejamento e a escolha, onde são
avaliados os recursos financeiros, a aplicação da redistribuição oferecendo ao cidadão a
execução da política.

A função dos tributos é cobrir os gastos públicos do Estado com isso garantir a
aplicação do direito essenciais aos cidadãos.

A constituição prevê: educação, saúde, lazer entre outros, sendo um dos objetivos,
construindo uma sociedade livre, justa e solidária com desenvolvimento nacional, erradicando
a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais.

Com isso nos dando o entendimento que a arrecadação tributária é para cobrir esses
gastos.

Contudo, apesar de ser das provas mais tributadas no mundo, este ainda tem de arcar
com despesas que constitucionalmente deveriam ser pagas pelo Estado.
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Por exemplo, gastos com a saúde, implementação políticas públicas. Saúde e gestão
pública, voltadas aos brasileiros, ação que se caracteriza como resolução de problemas.

As políticas públicas, são um sistema de respostas a estes problemas que o Estado


compete resolver.

12.5 POLÍTICAS PÚBLICAS E A SAÚDE

Na carta Magna, parte da seguridade social, art. 196, CF/88

Art. 88. A lei disporá sobre a criação e extinção de Ministérios e órgãos da


administração pública

Infere-se do artigo que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado,


assegurados através de implementação de políticas sociais e econômicas neste contexto, essas
políticas públicas de saúde agregam uma área de função social do Estado.

A saúde é dever de todos e assegurada constitucionalmente, em plena pandemia o


acesso a essa saúde é precário, onde as mesmas são norteadas para melhoria das
circunstâncias da saúde.

Um dos objetivos das políticas públicas da saúde em sua função específica, proteção e
recuperação da saúde dos indivíduos e da saúde da coletividade.

O SUS (Sistema único de saúde) é um modo de políticas púb.080 de 19 de setembro


de 1990, ele foi instituído visando garantir a saúde.

Existe o conjunto de aparatos legai, objetivando o cumprimento e dever por parte do


ente Estatal.

Por que, muito cidadãos estão morrendo por falta de leito e UTI, sendo que existe a
garantia legal, o que no leva o entendimento que o problema está na gestão de recursos para
alcançar essas metas.
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Atualmente podemos observar um exemplo de má gestão de políticas públicas, pois se


existe a lei que obriga, o cidadão a contribuir, o estado também deveria se obrigar a cumprir
com seu amparo social, prestando a devida assistência, o que desencadearia um decadência de
mortes e desamparo na assistência médica tão importante e necessária ao cidadão.

Claro que tudo isso ocorre devido o desvio de verbas, desvio esse que exemplifica
uma das falhas no repasse a população dos seus direitos

Concluímos que o estado foi inerte e omisso ao cumprir o seu dever.


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CONCLUSÃO

Há de se concluir que o trabalho apresentado, deixou evidente que a lei e todo o direito
positivado é eficaz em sua escrita, não há falhas em sua doutrina, mas que ineficazmente tal
lei é administrada.

O Estado depende do povo, e o povo depende do Estado, observamos direitos e


deveres que são cobrados do Estado, mas que não são cumpridos, e obrigações de todo
cidadão que apesar de ser cumprida tem como retorno uma retribuição então sofrida.

A calamidade que hoje existe nas atividades essenciais que deveriam ser fornecidas
pelo governo se dá pela má gestão do tributo repassado, o que origina ainda maio déficit
ocasionando maior inflação, que está por sua vez é repassada ao civil que se quer ver suas
garantias a sua disposição, é um circulo vicioso que tem causado nesta pandemia um grande
incógnita, se a há o poder do Estado de cobrar e exigir de forma autoritária sobre seus
tributos, por que da mesma forma não há responsabilização com seus deveres.
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BIBLIOGRAFIA

VALDER DO NASCIMENTO, CARLOS; Direito Tributário III, Estudos de Direito


Público, Autonomia, evolução histórica e relações com outras disciplinas, Ilhéus-Bahia,
Editora da UESC, página 72 a 73 (2016)

Ezio Vanono Opere Giuridade – A . Griniffre Editora – Milano 1962 Volume II pag 5

[ii] Antônio Berlini – Carso instituzionile Direito Tributário – Dolt A.Giuffre Editora
Milano

Bernado Ribeiro de Moraes “Compêdido de Direito tributário Rj forense 1984 p 106

Constituição Federal (1988)

Código Tributário Nacional (1996)