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APÊNDICE Nº 1 – ESDRAS E NEEMIAS PROMOVEM AVIVAMENTO

PELA LEITURA DA PALAVRA DE DEUS


“E Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei
perante a congregação, assim de
homens como de mulheres e de
todos os sábios para ouvirem, no
primeiro dia do sétimo mês.”
(Ne.8:2).
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O Em apêndice a este trimestre em que extraímos
lições sobre avivamento do período de formação
da Comunidade do Segundo Templo, resolvemos
fazer um estudo específico do capítulo 8 do livro de
Neemias, tratado na lição 11, mas que merece uma
análise à parte.

O Todo e qualquer avivamento genuíno e autêntico


tem de começar pela Palavra de Deus.
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O Estudaremos o capítulo 8 do livro de Neemias, que nos
registra um avivamento ocorrido no sétimo mês, que é o
mês de Etanim (I Rs.8:2), também chamado de Tisri, mês
muito festivo, pois neles se realizavam três festividades: a
festa das trombetas (o “Ano Novo Judaico” – Nm.29:1), o dia
da expiação (Lv.16:29) e a festa da colheita ou dos
tabernáculos (Lv.23:34).

O A obra da reedificação havia se encerrado no mês de Elul,


que era o sexto mês, ocasião em que Neemias havia
consultado o “livro da genealogia”, resgatando a memória do
povo de Judá, como um primeiro movimento em prol do
repovoamento de Jerusalém (Ne.7).
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O Chegando o mês sétimo, todo o povo, em cumprimento à lei,
saiu de suas cidades e se ajuntou como um só homem na
praça diante da porta das águas e disseram a Esdras, o
escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor
tinha ordenado a Israel (Ne.8:1).

O O interesse do povo em ouvir a Palavra de Deus é


fundamental para que se tenha um avivamento. É
importante termos a consciência de que, como povo de
Deus, somente sobreviveremos espiritualmente se nos
alimentarmos da Palavra do Senhor, que é o nosso “pão
espiritual” (Mt.4:4).
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O Todo o povo deixou as suas cidades e se dirigiu até
Jerusalém, reunindo-se na praça diante da porta das
águas, a fim de ouvirem a Palavra de Deus. O povo ali
se reuniu e pediu para que Esdras, o escriba, que
estava em Jerusalém já há 13(treze) anos, lesse para
o povo a lei de Moisés.
O Esdras, então, que também era sacerdote, trouxe a lei
perante a congregação, assim de homens como de
mulheres, e de todos os entendidos para ouvirem, no
primeiro dia do sétimo mês, na cerimônia da festa das
trombetas.
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O A leitura da lei por Esdras mostra-nos que:

a) somente aqueles que têm uma vida de santidade e


obediência ao Senhor, podem eficazmente pregar e ensinar a
Palavra de Deus;

b) a lei tem de ser trazida perante a congregação por aqueles


que ocupam o púlpito.;

c) a lei deve ser lida para todo o povo, inclusive para os


“entendidos”.
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O Esdras leu a lei diante da praça, que está diante da
porta das águas, desde a alva até o meio dia, perante
homens e mulheres, e entendidos, e os ouvidos do
povo estavam atentos ao livro da lei (Ne.8:3).

O Foram seis horas de leitura ininterrupta da lei, tendo o


povo se mantido atento e em silêncio reverente
durante todo este tempo. A reverência e a atenção são
indispensáveis para que se tenha um ambiente
favorável à manifestação da glória de Deus por meio
da Palavra.
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O A primeira atitude de Esdras, ao abrir o livro da lei, foi
louvar ao Senhor, o grande Deus, sendo seguido pelo
povo que disse “Amém! Amém!”, levantando as suas
mãos, inclinando-se e adorando ao Senhor com os
rostos em terra (Ne.8:6).

O A exposição da Palavra de Deus deve ser precedida


por momentos de adoração ao Senhor (louvor e
oração), para que se tenha um ambiente favorável ao
ensino da Palavra.
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O Esdras não se limitou a ler a lei, mas também
comissionou levitas para que ensinassem o povo
na lei (Ne.8:7).

O Estes homens, devidamente comissionados por


Esdras, leram o livro, declararam e explicaram o
seu sentido, fazendo com que o povo entendesse
as Escrituras. O povo, por sua vez, estava no seu
posto, ou seja, na posição de aprendizes, de
discípulos (Ne.8:7,8).
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O É imperioso que, em cada igreja local, tenhamos
mestres da Palavra de Deus.

O - Aqueles homens, após a leitura da lei por Esdras,


explicaram e expuseram o que havia sido lido,
elucidando as dúvidas que se apresentavam e
fazendo com que aquelas palavras fossem
guardadas no coração de todo o povo. Não se
pode entender a Palavra sem que alguém explique
(At.8:30,31).
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O Para que o povo entendesse o que estava nas
Escrituras, eles não só ouviram, mas leram também.
Os mestres comissionados por Esdras faziam o povo
ler as Escrituras a fim de que elas fossem entendidas.

O O resultado do ensino da Palavra de Deus foi glorioso.


O povo sentiu a miséria de seus pecados, foi levado
ao arrependimento de suas faltas e começou a chorar.
A Palavra de Deus é a espada do Espírito (Ef.6:17;
Hb.4:12).
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O Quando a Palavra de Deus é lida, ensinada e
explicada, a vida espiritual alcança um novo
patamar. As pessoas que a ouvem e que a leem
são tocadas pelo Espírito Santo, santificam-se
(Jo.17:17), arrependem-se (II Co.7:10).

O Pela Palavra, o Senhor limpa as pessoas (Jo.15:3),


tornando-as aptas a ter comunhão com Ele, visto
que são regeneradas (Ef.5:26; Tt.3:5).
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O O povo, confrontado com a Palavra, começou a chorar
e a se lamentar, pois sentiram que eram pecadores e
que não estavam a cumprir a lei.

O O choro foi unânime. A situação chegou a tal ponto


que Neemias, Esdras e os levitas ensinadores tiveram
de intervir, pedindo ao povo que não ficassem tristes,
mas que se alegrassem, porque aquele dia era
consagrado ao Senhor. A tristeza segundo Deus opera
arrependimento para a salvação e é seguida, pois, da
alegria da salvação (Sl.51:12).
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O Neemias, Esdras e os levitas, então, ao verem que
a Palavra havia produzido o seu devido resultado,
concitaram todos os judeus a irem se
confraternizar, porque a alegria do Senhor era a
sua força (Ne.8:10).

O A força do salvo está na alegria da salvação, na


alegria que provém do Senhor e que não depende
das circunstâncias da vida, quase sempre adversas
(Jo.16:33).
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O A confraternização era uma atitude costumeira nas
festividades dos judeus. Ao comerem e beberem
com os seus, após as festas, os judeus como que
continuavam os sacrifícios em que tinham adorado
a Deus.

O Os judeus sentiram-se tocados pela Palavra e isto


lhes deu vida espiritual. Não há avivamento sem
que se tenha como instrumento fundamental a
Palavra de Deus.
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O Avivamento é o ato de “tornar ou tornar-se mais vivo, reanimar ou
reanimar-se, despertar, tornar-se mais forte, mais intenso, aumentar,
intensificar-se, tornar-se mais nítido, destacar-se, tornar-se mais ativo
(diz-se de fogo, brasa etc.), tornar mais ágil, apressar” (Dicionário Houaiss
da Língua Portuguesa).

O Um avivamento é “... uma visitação inteiramente sobrenatural do Espírito


soberano de Deus, pela qual uma comunidade inteira toma consciência
de Sua santa presença e é surpreendida por ela. Os inconversos se
convencem do pecado, arrependem-se e clamam a Deus por
misericórdia, geralmente em números enormes e sem qualquer
intervenção humana. Os desviados são restaurados. Os indecisos são
revigorados. E todo o povo de Deus, inundado de um profundo senso de
majestade divina, manifesta em suas vidas o multifacetado fruto do
Espírito, dedicando-se às boas obras…” (John Stott).

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O Para que haja tal visitação, para que haja vida,
torna-se indispensável que tenhamos a ação da
Palavra de Deus, pois só ela é fonte de vida
(Pv.13:14). Jesus, que é a Palavra (Jo.1:1), é o
único que tem palavras de vida eterna (Jo.6:68).

O É impossível que tenhamos um verdadeiro e


genuíno avivamento sem que, no centro, esteja a
Palavra de Deus.
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O Não foi o louvor, nem a adoração dos judeus que os
fizeram sentir a presença de Deus, mas, sim, o ensino
e a exposição da Palavra de Deus.

O Devidamente orientados por Neemias, Esdras e os


levitas que ensinavam a lei, o povo pôde se alegrar no
Senhor e, desta maneira, demonstrar a sua alegria
espiritual, o seu novo patamar espiritual, por
intermédio da confraternização, da repartição das
comidas e bebidas, inclusive enviando porções para
os que nada tinham preparado para si (Ne.8:10).
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O O resultado do avivamento não é uma “redoma de
santidade”, como alguns equivocadamente entendem.
Um avivamento traduz-se numa mudança de vida
também em relação ao outro, inclusive dando ao
necessitado o necessário que ele não tem preparado
para si.

O O povo, então, foi-se a comer, e a beber, e a enviar


porções, e a fazer grandes festas, porque haviam
entendido as palavras que os levitas lhes tinham feito
saber (Ne.8:12).
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O Estas festas eram uma verdadeira continuação do
culto que haviam prestado a Deus e, portanto,
marcos pela mesma reverência e santidade que
ocorrera durante a leitura da lei, pois “o dia era
santo” e não apenas a celebração.

O Esta confraternização é uma das facetas do “partir


do pão”, cuja perseverança é uma das
características da Igreja (At.2:42,46).
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O No dia seguinte, o povo novamente se reuniu para ouvirem a
Palavra do Senhor. Todos haviam mantido a mesma sede e
o mesmo interesse de ouvir a Palavra. O avivamento não é
um episódio, mas uma continuidade de vida na presença do
Senhor.

O Na leitura deste segundo dia, o povo descobriu que havia


sido prescrita uma festividade, a “festa dos tabernáculos”,
que se dava sempre entre os dias quinze e vinte e um do
sétimo mês (Lv.23:34), festa caracterizada pela construção
de cabanas pelos israelitas que, com esta festa,
rememorariam que haviam sido peregrinos na terra até a
conquista de Canaã (Ne.8:14).
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O Ao saberem desta prescrição, o povo, que estava
no dia dois do sétimo mês, resolveu cumprir a lei
(Ne.8:15).

OO avivamento não produz apenas o


arrependimento para a salvação, mas a disposição
para o cumprimento da Palavra. Quando há um
avivamento, o povo não se torna ouvinte esquecido
das Escrituras, mas é um cumpridor do que está
escrito (Tg.1:22).
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O O povo alegremente cumpriu a Palavra de Deus, fazendo
algo que jamais havia sido feito até então, a representar a
mudança de patamar que havia ocorrido no povo de Judá
por efeito do avivamento ocorrido (Ne.8:16,17).

O Como se não bastasse o cumprimento do que havia sido


prescrito com relação à festa dos tabernáculos, o povo, de
dia em dia, lia no livro da lei de Deus, desde o primeiro até o
derradeiro dia, tendo, ao final, no oitavo dia, celebrado a
festa de encerramento, como prescrito também na lei
(Lv.23:36), o chamado “grande dia da festa” (Jo.7:37), em
que eram queimadas ofertas ao Senhor e no qual obra servil
alguma era feita.
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O O avivamento produzido pela Palavra manteve o gosto e o
interesse pela Palavra. A Palavra não apenas dá início ao
avivamento, mas o sustenta durante todo o período.

O Em virtude da Palavra de Deus, lembrada ante o resgate da


memória, Neemias tornara Jerusalém o palco da celebração
da festa dos tabernáculos. Jerusalém tornara a ser um lugar
de celebração, o lugar do culto de todo o povo a Deus. Para
isto haviam sido reedificados os muros e as portas de
Jerusalém. Mais um passo havia sido dado para que se
tivesse o seu repovoamento.
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Amém.

Ev. Caramuru Afonso Francisco

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