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História Trágico-marítima

 Curso Profissional Técnico de Restauração Variante Cozinha/Pastelaria


 Módulo 3 - Parte 2

Docente: Elisabete Lopes Trabalho realizado por: Alexandra Duarte nº 4002

Diana Pereira nº 4009

Francisco Quintino nº 4014

Isaac Serra nº 4017

Júlia Ribeiro nº 4022

EHF

junho de 2020

História Trágico-marítima
 Curso Profissional Técnico de Restauração Variante Cozinha/Pastelaria
 Módulo 3 - Parte 2

Docente: Elisabete Lopes Trabalho realizado por: Alexandra Duarte nº 4002

Diana Pereira nº 4009

Francisco Quintino nº 4014

Isaac Serra nº 4017

Júlia Ribeiro nº 4022

EHF

junho de 2020

1
Alexandra, Diana, Francisco, Isaac e Júlia
“Ah o amor… que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porquê”.

Luís de Camões

Índice
0- Introdução............................................................................................................................5
1- Relato da viagem..................................................................................................................5

2
Alexandra, Diana, Francisco, Isaac e Júlia
1.1- Subgénero literário;......................................................................................................5
1.2- Características;.............................................................................................................5
1.3- Objetivos;.....................................................................................................................5
2- “História trágico-marítima” de Bernardo Gomes de Brito - contextualização histórico-
literária:........................................................................................................................................5
2.1- Biografia do autor;............................................................................................................5
2.2- Relato dos naufrágios;.......................................................................................................6
2.3- Causas dos naufrágios;......................................................................................................6
2.4- Estrutura narrativa dos relatos de naufrágios;..................................................................6
3- Biografia de Jorge de Albuquerque Coelho;.........................................................................7
4- Análise de excertos retirados da “História trágico-marítima” – as terríveis aventuras de
Jorge de Albuquerque Coelho (capítulo V)...................................................................................8
4.1- Ficha de trabalho...............................................................................................................8
5- Conclusão.............................................................................................................................9
6- Referências bibliográficas.....................................................................................................9

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Alexandra, Diana, Francisco, Isaac e Júlia
Índice de ilustrações
Ilustração 1 História Trágico-marítima.........................................................................................5
Ilustração 2 Bernardo Gomes de Brito.........................................................................................5
Ilustração 3 Tempestade..............................................................................................................6
Ilustração 4 Naufrágios................................................................................................................6
Ilustração 5 Mapa de Olinda........................................................................................................7
Ilustração 6 Jorge de Albuquerque Coelho...................................................................................7
Ilustração 7 Batalha de Alcácer-Quibir.........................................................................................7
Ilustração 8 Tempestade-naufrágio William Turner.....................................................................8

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Alexandra, Diana, Francisco, Isaac e Júlia
1- Introdução
Este trabalho foi no proposto pela professora responsável pela disciplina de português
com o objetivo de melhorar e mostrar os nossos conhecimentos relativamente à História
Trágico-Marítima.

2- Relato da viagem
1.1- Subgénero literário;
Este excerto da obra tem como género a epopeia e dentro desta estamos a falar sobre a
narração pois neste pedaço da obra o autor está a narrar os factos que se passam durante a
viagem.

1.2- Características;
A epopeia tem como objetivo narrar num tom grandioso um acontecimento ou lenda de
grande importância nacional. Por se tratar de um género textual clássico, a sua composição
deve seguir uma estrutura e uma combinação de elementos fixos a narração tem como
objetivo apresentar os feitos heróicos realizados pelos portugueses.

1.3- Objetivos;
Este relato tem como objetivo a demonstrar a coragem daqueles que
comandavam as embarcações portuguesas e os perigos porque estes
passavam no alto mar. Criticando simultaneamente as atitudes de
cobardia e traição que por vezes aconteciam. Para além disso, a história
narrada também possui uma dimensão moralizadora, uma vez que
difunde valores positivos como a coragem, generosidade e valoriza os
heróis portugueses e a história de Portugal.

3- “História trágico-marítima” de Bernardo Ilustração 1 História


Gomes de Brito - contextualização Trágico-marítima

histórico-literária:
2.1- Biografia do autor;
Bernardo Gomes de Brito nasceu em Lisboa, a 20 de
Maio de 1688 e faleceu a 1759 foi um erudito português,
conhecido por ter reunido relatos de naufrágios a que
chamou História Trágico-Marítima.
Pouco se sabe acerca da sua vida, nem estado ou profissão. 
Diz dele Inocêncio Francisco da Silva : “Com louvável
curiosidade e diligencia reuniu uma ampla coleção de relações
e noticias de naufrágios, e sucessos infelizes, acontecidos aos
navegadores portugueses”. Um conjunto de
doze narrativas de naufrágios efetivamente verificados na
época da expansão ultramarina portuguesa. São relatos que
impressionam pelo seu realismo e em que, por vezes, se
Ilustração 2 Bernardo Gomes de
encontra prosa de grande qualidade. Brito

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Alexandra, Diana, Francisco, Isaac e Júlia
2.2- Relato dos naufrágios;
A História Trágico-Marítima é uma "coleção de relações e notícias de naufrágios, e
sucessos infelizes, acontecidos aos navegadores portugueses", reunidos por Bernardo Gomes
de Brito, e publicados em dois tomos em 1735 e 1736.
A obra foi impressa em Lisboa, na Oficina da Congregação do Oratório, durante o
reinado de D. João V, vigésimo-quarto rei de Portugal, a quem o autor oferece a obra
no frontispício.
Os naufrágios que Bernardo Gomes de Brito relata são:

No tomo I, a perda do Galeão Grande S. João, Naufrágio da nau Conceição e Naufrágio


da nau Santa Maria da Barca.

No tomo II, Naufrágio que passou Jorge de Albuquerque Coelho, Naufrágio da nau
Santiago, Naufrágio da Nau S.Thomé e Naufrágio da nau S. Alberto.

2.3- Causas dos naufrágios;


Nas páginas das narrativas enumeravam-se as causas dos naufrágios, como a largada
fora da época regulada pelas normas, as excessivas dimensões e a má construção dos navios,
utilizando madeiras inadequadas e calafetagem insuficiente: o exagero das cargas e a sua má
distribuição; as tempestades, a deficiência das bombas de água, a carência de velas
sobressalentes, a inexperiência, a ignorância e a incapacidade dos pilotos, a falta de
solidariedade entre os navios, em virtude de ambição de chegar primeiro aos portos de
destino e os ataques de inimigos – piratas, corsários e navios de frotas adversas (francesas,
inglesas, holandesas e turcas). 

Ilustração 3 Tempestade
2.4- Estrutura narrativa dos relatos de
naufrágios;
A estrutura da narrativa dos relatos, obedece a um registo experimental, mesmo que o
narrador não tenha participado na história.

A estrutura destes relatos aproxima-se da narrativa das viagens, verosímil ou fantástica,


baseada na partida e procura de um bem.

Ilustração 4 Naufrágios

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Alexandra, Diana, Francisco, Isaac e Júlia
4- Biografia de Jorge de Albuquerque Coelho;
Jorge de Albuquerque Coelho nasceu a 23 de abril de 1539, em Olinda, cidade fundada
pelo seu pai, e morreu a 1596 e foi um administrador colonial luso-brasileiro. O seu pai era
Duarte Coelho e a sua mãe era D. Brites de Albuquerque.

Ilustração 5 Jorge de Ilustração 6 Mapa de Olinda


Albuquerque Coelho

Em 1554, estaria a estudar em Portugal quando o seu pai morreu. Passado uns anos
em 1560, regressou ao brasil e levou com ele o seu irmão.

Passado 5 anos, em 1565, regressou a Portugal, realizando umas das viagens mais
tormentosas. A história dessa viagem está contada na história trágico-marítima.

Em 1578, Jorge foi encarregado, no exército do rei D. Sebastião. Foi para a batalha de
Alcácer-quibir onde defendeu o seu rei e perdeu as esperanças de salvação quando o seu
cavalo morreu. Ele ficou ferido na batalha e foi levado para Fez, onde ficou prisioneiro e foi
operado às pernas e ficou ferido para sempre. Na altura do domínio espanhol foi resgatado e
voltou para o reino de Portugal.

O seu irmão acabou por morrer, mas Jorge permaneceu em Portugal e escreveu
memórias sobre as guerras da exploração no brasil até à sua morte.

Tornou-se célebre pelas desgraças, entre as quais avulta principalmente a sua


desastrosa viagem marítima vindo do Brasil e pelo brio, vontade e interesse na batalha de
Alcácer-Quibir, dando, em época já contaminada pelo egoísmo, um exemplo notável de
patriotismo e de coragem.

Ilustração 7 Batalha de Alcácer-Quibir

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Alexandra, Diana, Francisco, Isaac e Júlia
5- Análise de excertos retirados da “História trágico-marítima”
– as terríveis aventuras de Jorge de Albuquerque Coelho
(capítulo V)
4.1- Ficha de trabalho
1. As duas sensações presentes no primeiro fornecem-nos a ideia de um ambiente
tempestuoso, assustador e que intimidava e aterrorizava a tripulação, como podemos
exemplificar nos seguintes versos “escureceu por completo, parecia noite” (sensação
visual); “o estrondo era tanto” (sensação auditiva).
2. Jorge de Albuquerque, perante este momento da viagem, mostrava-se um homem que
ajudava tripulação “falava aos outros para lhes dar coragem” e que era decidido e
determinado “Enquanto houver vida – dizia-lhes – trabalhem todos por a conservar”.
3. No sexto parágrafo encontra-se a seguinte enumeração: “arrebatou o mastro grande,
verga, vela, enxárcias, camarotes, borda”. Este recurso expressivo revela a
agressividade da tempestade (vento e a força/potência das ondas) que arruinou a nau.

Escrita

Tempestade-Naufrágio, William Turner

Shipwreck storm (tempestade-naufrágio) é uma obra bastante conhecida de


William Turner (1775-1851), célebre pintor inglês do séc. XIX considerado um dos
precursores do modernismo na pintura. Pintado a aguarela, o quadro representa alguns
elementos da natureza como a tempestade. Foi pintado em 1823 e encontra-se
atualmente no museu The British Museum em Inglaterra.

O quadro de Turner remete-nos para a vista do mar agitado com um naufrágio no


centro, onde os passageiros embarcam no convés enquanto as ondas derrubam o navio,
apresenta-nos também rochas irregulares e ainda um mastro de outro navio visível.
Através das cores que utiliza, o preto, o cinzento e os verdes, expõe-nos a águas do mar
violentas. Com a força da tempestade, algumas embarcações estavam submersas e um
pequeno barco ainda com passageiros resgatados.

Esta belíssima tela retrata a Natureza em fúria assim como este excerto anterior.

Na minha opinião, esta obra de arte com a obra em análise relaciona-se pois fazem
os dois referência aos desastres marítimos e às viagens atribuladas enfrentadas pela
tripulação portuguesa na época dos descobrimentos.

Em suma, esta obra de arte e este texto estão relacionados pois dá-nos a entender
os perigos marítimos que acompanharam a época das grandes descobertas em relação à
época vivida do pintor.

Ilustração 8 Tempestade-naufrágio William Turner


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Alexandra, Diana, Francisco, Isaac e Júlia
6- Conclusão
Na nossa opinião, a resolução deste trabalho decorreu dentro das nossas expectativas,
atingimos os nossos objetivos, trabalhámos todos, organizámo-nos devidamente e
conseguimos, portanto, concluir o mesmo sem grandes dificuldades.

7- Referências bibliográficas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bernardo_Gomes_de_Brito

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_de_Albuquerque_Coelho

https://ensina.rtp.pt/artigo/historia-tragico-maritima-naufragios-imperio/

http://cvc.instituto-camoes.pt/navegaport/f04.html

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Alexandra, Diana, Francisco, Isaac e Júlia
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Alexandra, Diana, Francisco, Isaac e Júlia

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