Você está na página 1de 3

Urgência e Emergência III. Prof. Dr.

Baru

Sinal de Angell Horizontalização

Urgências Sinal de Brunzel Elevação

Diagnósticos Diferenciais:
Urológicas:  Orquiepidimite: iniciar antibiótico no PA,
precisa descartar possibilidade de ser um
abscesso. ATB: ceftriaxona 500mg de 12 em
Torção Testicular: 12h por 14 dias + azitromicina 1g DU(clamídia)
 Torção de apêndice testicular
 Mais comum dos 10 – 17 anos, incidência de
 Abscesso escrotal: encaminhar para
1:4.000 homens <25 anos
urologista para drenagem em centro cirúrgico.
 Acontece mais em pacientes jovens (na
 Neoplasia
adolescência) por causa do aumento do
 Hérnia inguino-escrotal encarcerada
volume testicular de forma rápida durante a
puberdade, facilitando uma rotação no
próprio eixo, gerando quadro de isquemia
testicular Tratamento:
 Anomalia na fixação testicular (testículo em
“badalo de sino”), implantação alta da túnica - Cirúrgico imediato (4 – 6 horas) emergência
vaginal. urológica!
 Geralmente é uma malformação bilateral, - Distorção por manipulação externa: rodando o
determinando uma chance de 40% de torção testículo na direção da coxa ipsilateral (para fora),
contralateral assincrônica. preferencialmente sob anestesia do cordão
 Ocorre na presença de tumores testiculares espermático;

- A orquidopexia contralateral é fundamental em


face da grande probabilidade de anomalia
bilateral de fixação ou novo episodio de torção
assincrônica possível.

Sinais Clínicos:
Sinal de Prehn Alívio à elevação.
Negativo na torção
testicular. Litíase urinária:
Perda do reflexo Contração do músculo
Principal urgência urológica! Sua classificação se faz 1
cremastérico cremastérico e elevação
do testículo ipsilateral de acordo com a localização.
após estimulo na face
 Cólica nefrética – principal queixa do paciente
medial da coxa.
com litíase. A obstrução da passagem da urina
Karina Menis T.38
Urgência e Emergência III. Prof. Dr. Baru

aumenta pressão intra-renal, distende


sistema coletor que leva a um quadro de
náusea e vômito pela intensidade da dor.
Tratar com analgesia combinada (anti-
inflamatório mais analgésico
potente[tramadol]; pode usar o buscopam
composto).
 Ureterolitíase associada a ITU- encaminhar
para urologia de urgência.
 Indicação de terapia expulsiva : Se cálculo Parafimose:
<1cm, se estiver no ureter distal Geralmente pacientes que tem fimose tem um
(ureterolitíase) e sem estarem associados a estreitamento do prepúcio, a retração do prepúcio é
infecção. Terapia: analgésico + anti- mais dificultosa para expor a glande. Passagem
inflamatório+ Tansulosina ou doxasozina forçada da glande através do orifício prepucial e
(alfa-bloqueador que atua no relaxamento da impossibilidade de retorno à sua posição inicial. Isso
musculatura lisa do ureter distal). Pode ser faz um garrote em volta da glande, que faz um edema
feita até um mês, mais que isso deve ser importante do prepúcio pelo anel estenótico. Fazer
acompanhado semanalmente com ultrassom massagem no edema para afrouxar o tecido e tentar
e exames laboratoriais no ambulatório de colocar para dentro do anel estenotico, paciente vai
urologia. referir dor (pode-se fazer uma anestesia na raiz do
pênis, palpando a depressão da sínfise púbica).
Bexigoma (Retenção Urinária Aguda):
É a incapacidade de esvaziamento espontâneo e
satisfatório da bexiga, onde a força detrusora é
inferior à resistência infra-vesical. Causas:

 HPB
 Estenose de uretra
 Hematúria com coágulos obstrutivos
 Cálculo impactado
 Neoplasias Parafimose:
 TRM Ereção persistente por mais de 4 -6h: EMERGÊNCIA
 Trauma de uretra UROLÓGICA!
 Medicações.
Causas:
Tratamento:  Drogas: 21%
No pronto atendimento o tratamento é a sondagem  Idiopática: 30%
vesical de demora, pois enquanto não se trata a causa  Trauma perineal: 12%
base do problema, o paciente pode voltar a reter  Doenças hematologixas: anemia falciforme
urina fazendo um novo baxigoma. 11%
2

Karina Menis T.38


Urgência e Emergência III. Prof. Dr. Baru

Quadro clínico: Traumas Urológicos:


Dor e impossibilidade de se obter a detumescência do Aqui, TODOS vão para urologia hospitalar!
pênis. Quanto mais tempo de ereção, menos oxigênio,
mais gás carbônico e mais acidose local, perpetuando  Trauma vesical (intra/extra-peritoneal)
a plegia da musculatura lisa.  Trauma de uretra
 Fratura de pênis
Baixo fluxo: caracterizado por disfunção da musculatura  Trauma renal
lisa do corpo cavernoso ou mesmo da viscosidade  Trauma testicular
sanguínea. Ereção é vigorosa, rígida e dolorosa. É uma
emergência urológica! Tratar com punção do corpo
cavernoso de 4 – 6h após o diagnóstico e lavagem
exaustiva do sangue que está acidótico com SF.

Alto fluxo: formação de fistula na artéria cavernosa


drenando diretamente no coro cavernoso. Ereção não
tão rígida e o paciente não refere dor e este tipo de
afecção não se correlaciona com necrose e com
fibrose dos corpos cavernosos.

Prostatite Aguda:
Geralmente por etiologia bacteriana (E. coli- 65 –
80%).

Refluxo de urina/ ascenção bacteriana/ manipulação


cirúrgica.

Quadro clínico:
Sintomas urinários irritativos (disúria, polaciúria),
febre, mal-estar, calafrios, sensação de peso perineal,
retenção urinaria, toque retal doloroso.

Tratamento:
 Ceftriaxona/ ciprofloxaxino (2 – 4 semanas)
 Azitromicina (prostatite crônica)

Karina Menis T.38