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“VEJA! SE VOCÊ QUER TER SUCESSO NOS NEGÓCIOS.

QUER
TER SUCESSO NO RAMO DE TELHADO, DE ENCANAMENTO,
MARKETING DE RELACIONAMENTO. SE NINGUÉM TE
CONHECE. VOCÊ NÃO VAI CONSEGUIR. PONTO FINAL. NÃO
ME INTERESSA QUAL É O SEU NEGÓCIO, O TAMANHO DA SUA
PAIXÃO, O QUANTO VOCÊ AMA ELE. SE EU NÃO TE
CONHECER, EU NÃO FAREI NEGÓCIOS COM VOCÊ. ”

GRANT CARDONE – MILIONÁRIO AMERICANO.


INTRODUÇÃO
É muito comum em livros de oratória encontrar um estudo do jornal
britânico Times, realizado em 2015, com 2 mil pessoas, acerca dos principais
medos dos entrevistados. Naquela pesquisa ficou constatado que 41% dos
indivíduos têm medo de falar em público, enquanto que 22% tem medo de ter
problemas financeiros e, 19% tem medo de doenças e da morte. O resultado da
pesquisa fala por si só. Incrivelmente, a maioria das pessoas tem mais medo de
falar em público do que de morrer.
Confesso que nunca senti medo de falar em público. Sou um privilegiado por
ter vivido em um meio que normalizava a oratória. Desde pequeno, observando
meu pai em ação, ora como apresentador de TV, ora como locutor de rádio,
comecei a ouvir as dicas de oratória passadas por ele. De lá para cá, já se vão 25
anos de estudos sobre as principais técnicas empregadas pelos oradores mais
experimentados e de aplicação prática vocal, forjada em 8 anos de aulas
ministradas por mim na faculdade de Direito, na realização de palestras, na
apresentação de eventos em clubes de serviço, na locução de rádio no meu
programa da rádio Unifev e na realização de provas orais em concursos públicos
de alto nível como, por exemplo, o concurso de cartório.
Diante das inúmeras experiências vividas, externalizando minhas ideias
para os mais diversos públicos, fez surgir, instintivamente, a vontade de criar o
Curso de Oratória, Carisma e Persuasão e de escrever o livro Manual de Oratória,
Carisma e Persuasão.
Tanto o curso, quanto o livro tem os olhos voltados para o desenvolvimento
pessoal de todas as áreas do conhecimento humano.
Pessoas comuns com desejo de vencer as próprias limitações
ou incrementar suas habilidades. O vendedor que precisa fechar mais
vendas. O profissional liberal que deseja fechar mais contratos com clientes.
Um médico que precisa se expressar melhor com pacientes e outros médicos. O
executivo que precisa apresentar os dados de seu setor da empresa em reuniões
de negócios. O estudante que precisa apresentar trabalhos para seus colegas de
sala. O advogado que precisa fazer audiências e sustentações orais. Enfim, minha
energia está direcionada para que pessoas comuns alcancem resultados
extraordinários no convívio pessoal e profissional.
Este E-book vai ajudá-lo a alcançar tais resultados extraordinários. As dicas
aqui contidas já foram testadas por dezenas de alunos. São técnicas realmente
eficazes. Leia com atenção e comece a aplicá-las imediatamente. Os resultados
são garantidos.

Vamos a elas!
DICA 1: TENHA UMA CONVERSA SINCERA CONSIGO MESMO
SOBRE QUAL É O REAL MOTIVO DE TER MEDO DE FALAR EM
PÚBLICO.

O medo é um dos sentimentos estruturais de qualquer ser humano. Desde


os verdes tempos de nossa existência, o medo é um importante instrumento de
manutenção da raça humana. Assim, era importante para a preservação do
homem da pré-histórica, o sentimento de medo de ser devorado por animais
bravios. Foi o pavor de ser morto a qualquer momento que nos trouxe até aqui.
Contudo, nos dias atuais, esse mesmo medo, quando percebido em excesso,
constitui-se em um grave problema. O acovardamento paralisante pode tornar
as atividades do dia-a-dia um grande problema. O melhor mesmo é cultivar o
meio-termo. Aristóteles, em sua obra magistral denominada Ética a Nicômaco
afirmou que “um mestre em qualquer arte evita o excesso e a falta, buscando e
preferindo o meio-termo – o meio-termo não em relação ao objeto, mas em
relação a nós”. Assim, tanto o excesso de medo, quanto a ausência de medo de
falar em público são perniciosos.
O medo excessivo de falar em público, denominado glossofobia, acomete
milhares de pessoas. Segundo o Blog The Speaker, um blog hospedado no
renomado site Terra, em uma matéria publicada em julho de 2019, cravou que
cerca de 75% da população mundial sofre ou já sofreu glossofobia. O indivíduo,
quando experimenta a glossofobia, apresenta os mais diversos sintomas, tais
como: aumento da frequência cardíaca, boca seca, sudorese, tremeres, náusea, e
sensação de pânico.
São 3 os motivos principais que causam a glossofobia:
1º. A falta do que dizer, ou seja, a falta de CONTEÚDO e a falta a
PRÁTICA DA ORATÓRIA. Ter o que dizer é um pressuposto para se tornar
um bom orador. O bom conteúdo se forma com muito estudo. Não basta ser
graduado, mestre ou doutor. Ter o que dizer independe de títulos. Veja. Minha
avó Anna, semianalfabeta, ensinava muito com os pitacos sábios e oportunos
diante dos problemas cotidianos. Dito de outro modo. Ter conteúdo é falar com
propriedade sobre determinado assunto e não sobre qualquer assunto. Ser
especialista em algo e ser capaz de entregar resultado consistente sobre aquilo
que se fala. Ter conteúdo e prática vocal é a fórmula mágica para o surgimento
de uma autoridade em determinado tema.
2º. A IMATURIDADE pode ser a resposta para o medo de falar em público.
Os indivíduos imaturos tendem a ter glossofobia porque receiam o julgamento
social. Na maior parte dos casos são indivíduos inseguros e que vivem esperando
validação das pessoas. Como saber qual é o nível de maturidade de um indivíduo?
A maturidade pode ser medida em camadas. Pense as camadas da
personalidade como as camadas de uma cebola. Cada uma destas camadas é
medida segundo a intensidade de pensamento e tempo despendido sobre um
determinado objeto. A primeira camada da personalidade, por exemplo, é a
camada do bebê que deseja conhecer e controlar o próprio corpo. A segunda
camada é a da criança que apura os gostos e predileções pessoais, notadamente,
brincadeiras e comidas. A terceira camada é a da criança entre 7 e 14 anos de
idade que converge suas forças para o conhecimento das regras de
comportamento e signos sociais. A quarta camada surge na adolescência. Quando
o indivíduo percebe que já possui uma história de vida. Experiências boas e ruins.
São pessoas emocionalmente frágeis, sedentas por validação dos próprios pais,
amigos e terceiros. É comum que exista insegurança naquilo que se faz e diz.
Ficam felizes quando são validadas, mas ficam tristes quando algo
não acontece da forma como projetou na mente. Por este motivo,
fogem de situações que podem provocar a sensação frustração como, por
exemplo, correr o risco de falar em público e não ser validada pelos ouvintes.
Para se perder o medo de falar em público, o ideal é avançar para a quinta camada.
Neste momento, o adolescente tardio ou o adulto jovem, direcionam sua potência
e energia para alcançar uma vitória pessoal. Provar para si mesmo que são
capazes de realizar algo relevante. Os indivíduos instalados na quinta camada
tem um sentimento de auto responsabilidade sobre os rumos que a vida toma. É
neste contexto que brota uma centelha de bravura e é por isto que nesta camada
da personalidade que o indivíduo tende a perder o medo de falar em público.
3º. O apego à AUTOIMAGEM pode levar à glossofobia. A autoimagem é
o conhecimento de si mesmo. Todos temos um conceito sobre nós mesmos. Eu
mesmo penso que sou estudioso, bom pai de família, brincalhão e distraído.
Assim, por apego a minha autoimagem, eu poderia me esquivar de falar em
público por medo de não traduzir em palavras as características mencionadas ou,
o que é pior, deixar escapar um defeito que colida com a imagem que eu quero
passar. Sob este ponto de vista, o medo de falar em público surge para impedir a
possibilidade de que os ouvintes não entendam ou não concordem com a forma
com que o orador quer expressar sua autoimagem. Entenda que o subconsciente
humano grita mais alto do que o nosso consciente. É loucura? Então vamos
ilustrar com um caso hipotético. Um indivíduo tem a ideia de que é um sujeito
trabalhador. Contudo, apesar de imaginar-se desta forma, este mesmo indivíduo
não é trabalhador, na verdade, é um sujeito relapso, procrastinador e preguiçoso.
Ou seja, a realidade dos fatos não está alinhada com a ideia de autoimagem deste
sujeito hipotético. Por este motivo, é possível que este indivíduo tenha
glossofobia porque falar em público poderia revelar que a autoimagem de
trabalhar na verdade é falsa. É importante acrescentar que, o apego à
autoimagem tem uma origem mais profunda, qual seja, a vaidade
(o pecado capital que dá origem a todos os outros pecados).
Feitas estas análises das raízes do medo, o ideal é ter uma conversa sincera
consigo mesmo. Você se encaixa em uma dessas raízes? Lembre-se que bons
marinheiros não se formam em águas calmas. Todos que procuram sair do campo
pouco tormentoso da vida, enfrenta alguns inimigos invisíveis que repousam
dentro de cada um de nós. O medo de falar em público é um deles. Enfrente-o
com coragem.

DICA 2: PÁSSAROS DE MESMAS PLUMAGENS VOAM JUNTOS

Todas as escolhas que fazemos ao longo do dia traduzem nossa forma de


pensar. Uma dessas escolhas diz respeito às roupas que vestimos. O orador atento
deve ser um camaleão e nunca destoar da vestimenta de seu auditório, assim
como as aves que voam sempre juntas. Portanto, se o local de apresentação é
composto por executivos, o terno deve ser o traje obrigatório, contudo, se o
orador irá falar para atletas ou jovens, a roupa esporte será de rigor. Lembre-se
de que existe uma tendência do Ser Humano sempre procurar pontos de
identidade e pontos de dissonância com as pessoas com as quais convive. Quando
ele encontra pontos consonância a tendência é de que simbolicamente se
aproximem, mas quanto os pontos são de dissonância, a tendência é de que se
distanciem. Um desses pontos observados é, sem sombra de dúvida, a vestimenta.
Assim, quando o traje do orador destoa do traje da plateia, cria-se um primeiro
possível ponto de dissonância, antes mesmo de se proferir uma única palavra.
Assim, quando nos dedicamos a entender melhor as técnicas de oratória,
saber o traje adequado para o local e quais são as pessoas para as quais você irá
falar, é fundamental na busca para gerar empatia com seu público. Saber se são
pessoas cultas ou rústicas. Saber a idade, gênero e, em alguns casos,
até mesmo a religião, são essenciais para não errar no traje.
Um exemplo de adequação à vestimenta vem dos Estados Unidos. Quando
da queda das Torres Gêmeas, no desastre de 11 de setembro de 2001, o
presidente norte-americano George W. Bush discursou para bombeiros e
imprensa no local do desastre. Nenhumas das pessoas presentes estavam de terno
porque as atenções eram direcionadas à solução do problema que, naquele caso,
consistia na retirada dos escombros e dos corpos das vítimas, logo, era evidente
que usar terno para proferir o discurso, seria um erro gritante. Em contrapartida
um exemplo de inadequação à vestimenta ocorreu em um ciclo de palestras para
alunos do curso de Direito, em que o palestrante proferiu sua fala de tênis e
camiseta.

CAIMENTO, AJUSTES E CORES


CAIMENTO, AJUSTES E CORES
É importante esclarecer que uma vez definido o tipo de vestimenta para a
ocasião de sua fala, preocupe-se em estar bem vestido. Preocupe-se em estar um
pouco mais bem vestido do que os ouvintes. A ideia é apostar que a boa estética
vai ajudar a criar uma aura positiva e de sucesso do orador. Entretanto, é
importante não exagerar.
Uma vez assentado que o traje do orador deve ser escolhido com atenção.
Aí vão algumas dicas extras acerca do caimento, ajustes e cores das roupas.
As dicas que se seguem são feitas a partir de opiniões pessoais do autor,
estruturado com base empírica e observação do traje de grandes jornalistas,
atores e atrizes nacionais e estrangeiros.
Dito isso, recomendo que, para se alcançar o resultado esperado quanto
ao traje, tenha sempre um bom alfaiate ou costureira ao alcance da mão a fim de
realizar os ajustes necessários para o perfeito caimento.
- TRAJE MASCULINO

Todas as pessoas com as quais você entende como parâmetros de boa


vestimenta, usam roupas com o caimento perfeito e, em sua grande maioria, com
cores neutras. Não se trata de ter roupas caras, mas de tê-las com ajustes precisos.
Abula as cores gritantes. Esqueça a gravata vermelha ou amarela com camisa
preta. Pense, portanto, em roupas básicas. Lembre-se que camisas brancas e azuis
claras nunca serão reprovadas. Lembre-se, ainda, que escancarar os logotipos de
marcas famosas, não é sinônimo de elegância.
Recomenda-se ter um único bom terno azul marinho ou cinza escuro. Faça
os ajustes necessários para não haver sobra de tecido, não importa seu peso ou
altura. Evite usar o famoso costume preto (você não quer ser confundido com um
segurança ou garçom não é mesmo?). Tenha um único sapato de sola de couro,
de bico redondo, preto ou marrom, desde que de boa qualidade. Sim, aquele sapato
que faz barulho quando andamos. Em síntese, preocupe-se com a vestimenta
atemporal.

- TRAJE FEMININO

O presente e-book nada tem a ver com um manual sobre moda, portanto,
nada de invencionices. Para as mulheres, a dica principal é não colocar roupas
com decotes, evitar maquiagem pesada, não colocar muitas joias e não passar
perfume em excesso. O terno feminino em cores neutras sempre é a melhor opção
para eventos formais, contudo, a calça jeans com paletó também é bem-vinda.
Você deve chamar a atenção por aquilo que diz, e não por roupas, joias,
maquiagens e perfumes.
DICA 3: MANTENHA A COLUNA ERETA

Nunca curve sua coluna. Uma pesquisa realizada pelo professor de


psicologia Richard Petty da Universidade de Ohio, constatou que manter a
coluna curvada emite para o cérebro uma mensagem negativa que leva o
indivíduo ao estado de baixa-autoestima. Na reportagem publicada pela revista
Época, o professor Petty diz que “a maioria das pessoas aprende que sentar
direito passa uma boa imagem para os outros, mas a postura também pode afetar
o modo como pensamos sobre nós mesmos”.
Assim, manter a coluna aprumada não é uma preocupação estética. A coluna
ereta transmite ao público a sensação de segurança e emite para o cérebro do
próprio orador uma mensagem positiva e de autoconfiança em si e no seu
discurso.

DICA 4: MANTENHA A CABEÇA RETA

Procure imaginar as seguintes cenas. O ex-jogador Romário sempre foi


conhecido pelos gols marcados e pela personalidade forte. A confiança no próprio
talento deixava-o com um constante ar de arrogância. Era comum vê-lo dando
entrevista quase olhando para cima. Pensando em uma outra circunstância,
imagine um filme em que um bandido faz um inocente como prisioneiro.
A cabeça baixa e a voz inaudível transmitem a sensação de insegurança e
medo. O bom orador deve evitar os tipos de olhares descritos porque ambos
representam, simbolicamente, sinais inimigos.
Portanto, não fique olhando para baixo. Isso indica insegurança e
submissão. Também não fique olhando para cima. Isso indica arrogância,
desprezo ou desatenção. Manter o queixo reto, seguindo a linha do
solo e olhando para o horizonte, é suficiente para se realizar
uma boa apresentação.
DICA 5: GESTICULE COM COERÊNCIA

O orador deve ter uma gesticulação alinhada com o discurso. Isto vale para
todos os momentos de nossa fala e em qualquer lugar ou circunstância. Quer seja
na fase de apresentação, na fase da oratória ou na fase de encerramento. Quer seja
em uma palestra, aula, apresentação de um trabalho ou entrevista de emprego. A
coerência nos gestos demonstra autocontrole do orador, evitando tiques e gestos
involuntários, sob pena de passar para o público a sensação de falta de
credibilidade.
Certa vez estava eu assistindo a um evento na faculdade em que os melhores
alunos apresentavam as monografias mais bem qualificadas, em um auditório,
para todos os alunos da faculdade. Lembro bem que o tema era interessante. Que
a fala do palestrante era firme, clara e precisa. O problema estava nas pernas e no
excesso de movimentações involuntárias das mesmas. A sensação era de que o
orador estava alheio ao controle das pernas. Ele ia para frente e para trás
insistentemente. Parecia embalar um bebê. Demonstrando toda ansiedade que o
corpo dele sentia. A repetição de tais gestos retirou um pouco do brilho da
apresentação porque distraiu os ouvintes.
Lembre-se, o corpo fala aquilo que você sente, por meio dos gestos.
A gesticulação coerente deve seguir alinhada com o nível intelectual do
público. A tendência é que, quando o público é menos intelectualizado, os gestos
tendem a ser mais abertos e vibrantes. Isso porque as pessoas menos cultas são
muito afetadas pela emoção. Lembre-se dos discursos dos políticos em campanha.
Os gestos são sempre inflamados e vibrantes.
De outra banda, quando o público possui um nível intelectual mais elevado,
os gestos tendem a ser mais contidos e vagarosos, uma vez que são pessoas
norteadas pela razão. Imagine-se em uma reunião de trabalho ou aula
em uma sala escolar. Os gestos devem ser realizados em “câmera lenta”.
DICA 6: TENHA UM APERTO DE MÃOS CONFIANTE

Nunca é demais lembrar, caro leitor! Tenha atenção com a sua linguagem
corporal. Conforme já foi dito, tais gestos podem transmitir um sinal amigo ou
um sinal inimigo às pessoas com as quais você se relaciona. O aperto de mãos é
um gesto amigo. Indica igualdade de ânimo quando as mãos estão posicionadas
retas. Entretanto, quando, no momento do aperto de mãos, uma delas está
posicionada por cima da outra, a mão que está por baixo indica submissão,
enquanto que a mão que está por cima indica dominância. A título de exemplo,
lembre-se da forma com que o presidente Donald Trump tem um aperto de mãos
característico de dominância. A mão de Trump sempre está por cima da mão de
um pobre coitado, como foi o caso do presidente do Japão, em um encontro com o
presidente norte-americano, na Casa Branca. Trump sempre tem um aperto de
mão confiante.
Assim, fique atento! Caso sua mão fique por baixo, no momento do aperto
de mãos, corrija a postura das mesmas para que ambas fiquem retas e equânimes,
demonstrando que você deseja que a igualdade se restabeleça. Caso a outra
pessoa impeça este gesto de restabelecimento da igualdade da posição de mãos,
coloque a sua mão livre sobre a mão da outra pessoa, fazendo uma espécie de
“sanduiche de mãos”. Agindo assim, você, simbolicamente, demonstra a sua
dominância.

DICA 7: NÃO CRUZE OS BRAÇOS

A linguagem corporal dos braços cruzados induz um sinal inimigo. Aquele


que está de braços cruzados, simbolicamente, leva ao raciocínio de que o orador
está fechado para aquilo que está sendo dito ou pronto para o confronto.
Cruzar os braços atrás das costas também não é recomendado.
Agir assim induz o raciocínio de desconforto e falta de sinceridade.
Além disso, tem-se a sensação de que o orador está escondendo algo nas
mãos. Vale lembrar que o homem da pré-história vivia em constante luta para
obter comida ou na iminência de sofrerem ataques de animais bravios. Por este
motivo, instintivamente, esconder as mãos atrás do corpo, até hoje, representa
um sinal de ameaça para nossa raça. Evite-o.
Com idêntica razão, o orador deve ficar atento ao fato de que, se os ouvintes
estão de braços cruzados, provavelmente, não estão gostando do que estão
ouvindo. Tendo em conta que cruzar os braços representa combate e ameaça,
fique atento a estes gestos quando emanados da plateia, de seu chefe, de seus
amigos, de seus clientes e de sua esposa ou marido. Caso você constate
mencionado sinal inimigo vindo destas pessoas, mude a abordagem do discurso
para tentar conquistar ou reconquistar os ouvintes que estão na posição de
defesa.
Outra dica eficaz para tentar quebrar a resistência do ouvinte é emitir gestos
amistosos como, por exemplo, chamar o ouvinte pelo nome, emanar um sorriso
sincero, fazer uma piada, mostrar as mãos e abrir os braços.
É oportuno acrescentar, por fim, que colocar as mãos na cintura pode indicar
sinal inimigo, a depender do contexto de sua fala. Em alguns casos, pode indicar
arrogância, portanto, evite colocar as mãos na cintura. A dica, portanto, é
gesticular com coerência.

DICA 8: NÃO CORRIJA AS PESSOAS EM PÚBLICO

A natureza humana é complexa. Em muitos casos, é difícil prever


determinados comportamentos. Contudo, algumas atitudes são fáceis de serem
previstas. Uma delas é ter a certeza de que ninguém gosta de ser corrigido em
público. O raciocínio é simples. O ouvinte que for corrigido em público
certamente ficará constrangido e muitas vezes ferido em seu orgulho,
afetado em sua vaidade quando alguém expuser seus erros na frente de outras
pessoas. Também é fácil prever que o indivíduo corrigido criará uma aversão à
pessoa do orador e a seus argumentos.
Assim, lembre-se do ditado: corrija em silêncio e elogie em público.
Corrigir alguém em público somente é legítimo quando houver uma
afirmação pública, errada e desabonadora da reputação do orador. Assim, quando
alguém da plateia afirma algo desabonador à reputação do orador ou quando
alguém corrige o orador com informações sabidamente incorretas, será
necessário corrigi-lo. A correção deve ser a mais sintética possível e realizada
sem afetação. Lembre-se que a forma com que se corrige, é tão importante quanto
o conteúdo.

DICA 9: NÃO MASQUE CHICLETES

Pense em algum orador admirável. Pensou? Nestas lembranças, esta pessoa


masca chicletes? Muito provavelmente não. Não tenho nada contra chicletes,
apenas afirmo que, quando se está a caminho de uma apresentação, ou prestes a
fazê-lo, não é nada elegante e carismático mascar chicletes. Muito provavelmente
a plateia prestará mais atenção no chiclete do que no discurso do orador.
Aguarde o fim da apresentação e masque quantos chicletes desejar, entretanto,
somente depois de se despedir de todos os seus ouvintes.

DICA 10: SORRIA COM SINCERIDADE

Nem todo sorriso é sincero, mas todas as pessoas carismáticas sorriem com
sinceridade. O sorriso sincero é um sinal amigo, traz a sensação de que você está
receptivo, desarmado, de braços abertos para sua audiência e, portanto,
traz leveza ao discurso. Você consegue se lembrar das entrevistas de Ivete
Sangalo, Jô Soares e de Fafá de Belém? Caso não se lembre, vá agora ao Youtube
e veja como elas sorriem com franqueza.
O sorriso não sincero é fácil de ser identificado e traz uma aura de falsidade
e desprezo. Contudo, note! É possível dar um sorriso “sincero” sem ter vontade
de fazê-lo? Sim. O sorriso sincero é aquele que levanta a maçã do rosto e comprime
os pés de galinha dos olhos. Uma técnica eficaz para dar um sorriso sincero é
imaginar que você tem uma rolha ou o dedo indicador dobrado entre os dentes.
Experimente sorrir com “sinceridade” agora. Viu como os músculos do rosto se
movimentam? Pois bem! Repita este comportamento sempre que for falar em
público ou for necessário agradar alguém.

DICA 11: ELOGIE COM SINCERIDADE

O elogio sincero é carismático, traduz um comportamento humilde e


generoso. O norte-americano Dale Carnegie, escritor do best seller “Como Fazer
Amigos e Influenciar Pessoas” expôs a importância do elogio sincero como
instrumento para encantar as pessoas. O escritor aponta que o comportamento
crítico coloca as pessoas na defensiva e cria um ambiente adverso para o orador,
porque faz com que o interlocutor tenha de se justificar ou se defender.
Para Dale Carnegie, elogiar com sinceridade é fundamental porque gera
empatia e faz com que as pessoas sejam mais facilmente persuadidas em face do
sentimento de reciprocidade que este ato generoso gera. Impregne-se de boas
intenções e observe pontos positivos dos interlocutores. Lembre-se de ser
sucinto ao expressar o elogio, ou seja, limite-se a dizer o mínimo indispensável a
fim de evitar a sensação de falsidade ou “puxa-saquismo”. Atenção! É melhor não
fazer o elogio, se o mesmo não for sincero, pois todos perceberão a
falta de sinceridade e o resultado será desastroso.
Lembre-se, por fim, da coerência no momento em que elogia. Por exemplo,
não faça um elogio quanto à beleza de uma pessoa feia. Não fale da eloquência de
uma pessoa gaga. Não fale da capacidade de visão de uma pessoa estrábica. O
nome disso é ironia, barata ou sem qualidade. Prefira elogiar o comportamento:
a pontualidade, a destreza de raciocínio, a capacidade de síntese, o bom trabalho
desempenhado, o capricho, a dedicação, contanto que seja verdadeiro e sincero.

DICA 12: ESCUTE OS INTERLOCUTORES COM ATENÇÃO

O eminente escritor Rubens Alves disse certa vez: Sempre vejo anunciados
cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender
a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória.
Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Ouvir com
atenção seus interlocutores é um comportamento amigo e carismático. Alguns
dizem que escutar as pessoas é um gesto de caridade. Tome a atitude de escutar
com uma postura atenta e ativa.
Nos dias atuais é muito comum verificar discussões, sobretudo no campo
político, entre debatedores que simplesmente não se escutam. Quando um dos
debatedores começa a expor seu pensamento, logo é interrompido pelo outro
debatedor. As interrupções ocorrem porque nosso pensamento é 4 vezes mais
rápido que nossa fala. Assim, é compreensível que o debate se desenrole em um
ambiente hostil e com viés de combate de argumentos do inimigo. Tem-se um
ringue de batalha, pois não existe a vontade legítima de edificação do pensamento
e do intelecto humano.
O professor Jordan Peterson sugere que tenhamos uma postura
colaborativa (e não combativa) ao iniciar uma conversa. Neste sentido, procure
legitimamente entender os argumentos do interlocutor. Tenha certeza
de que os compreendeu corretamente, repetindo-os logo em seguida de
maneira sintética. Se possível, melhore os argumentos apresentados. Somente
depois disso, concorde ou refute.
A intenção deve ser sempre aprender algo novo e que acrescente na vida de
todos os envolvidos, mesmo que seja para somar uma única ideia nova.
Deste modo, lembre-se do quão importante é ouvir as pessoas para que, com isso,
ambos sejam pessoas melhores. Decida-se por ouvir seus interlocutores com
dedicação. Enquanto o outro fala, não pense que você sabe o que vai ser dito. Não
pense que as palavras proferidas não acrescentarão em nada para você. Escute
mesmo que o que está sendo dito contraria suas ideias. Deixe a soberba de lado e
apenas escute com devoção.

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