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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE FÍSICA
ENGENHARIA DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

RELATÓRIO DE FÍSICA EXPERIMENTAL


PRÁTICA 3: PÊNDULO SIMPLES

LARA MARIA SALES DOS SANTOS SOUSA – 398869


TURMA: 37A
PROFESSOR: FABRÍCIO MORAIS
DATA E HORA: 09/05 – 16h às 18h

FORTALEZA, 2017

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SÚMARIO

OBJETIVO ............................................................................................. 3
MATERIAL ........................................................................................... 4
INTRODUÇÃO TEÓRICA ................................................................... 5
PROCEDIMENTO ................................................................................. 8
QUESTIONÁRIO .................................................................................. 11
CONCLUSÃO ........................................................................................ 14
REFERÊNCIAS ..................................................................................... 15

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OBJETIVO

 Verificar a s leis do pêndulo.


 Determinar a aceleração da gravidade local.

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MATERIAL

 Pedestal de suporte com transferidor.


 Massas aferidas m1 e m2.
 Cronômetro.
 Fita métrica.
 Fio (linha zero).

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INTRODUÇÃO TEÓRICA

Pêndulo simples [figura 1] é quando temos um sistema composto por um fio


inextensível, com um determinado comprimento L, fixo em sua extremidade superior e
com uma massa desprezível em sua ponta inferior de forma que este pode oscilar
livremente em um plano vertical. Quando este sai de sua posição de equilíbrio e é
abandonado a partir de um ângulo o pêndulo oscila sob uma ação gravitacional e volta
a sua posição de equilíbrio, este movimento é chamado de período, representado por T.
O ângulo formado entre o pêndulo e a posição de equilíbrio em certo instante é
chamado de elongação. Sendo a amplitude a elongação máxima.

[Figura 1]: Representação de um pêndulo simples

Fonte: http://www.fisica.ufpb.br/~mkyotoku/texto/texto6.htm Acesso em: 21 maio 2017.

As forças aplicadas sobre a massa são: força peso [mg] e a força de tração [T].
Decompondo a força peso em mg senθ e mg cosθ, observamos que a força de tração se
anulará coma componente mg cosθ de mg, dessa forma a única força que atuará sobre a
massa [m] será a mg senθ, assim é possível concluir que a força restauradora (Chama-se
a força que atua sobre um corpo que descreve movimento harmônico simples de força

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restauradora, pois ela atua de modo a garantir o prosseguimento das oscilações,
restaurando o movimento anterior.) não é proporcional à elongação e sim ao seno dela.
Logo:
(1)

O sinal negativo caracteriza o movimento harmônico simples, uma vez que, para
este exista, a força restauradora deve ser proporcional ao deslocamento, porém deve
possuir sentido oposto a ele.
Considerando amplitudes pequenas, podemos substituir a expressão
simplesmente por , desde que: ou .

Pela observação da Figura 1, pode-se perceber que , isto é , logo,

podemos substituir θ na equação (1):

( ) (2)

Desta forma, no caso de pequenas oscilações, o movimento é característico do


movimento harmônico simples, visto que, a força restauradora é proporcional e oposta à
elongação do pêndulo.
Portanto é possível representar m, g e L pela incógnita k, uma vez que esses
valores são constantes.

(3)

Sabendo que o período de um movimento harmônico simples é dado por:

√ (4)

Substitui-se o valor de k, dado na equação 3, na equação 4 e com algumas


simplificações obtemos:

√ (5)

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Dessa forma, obtemos a equação do período de um pêndulo simples, para
pequenas amplitudes. Após observações, pode ser percebido que o período do pêndulo
independe da massa e da amplitude (desde que seja pequena como já mencionado), mas
é diretamente proporcional a raiz quadrada do seu comprimento. Vale ressaltar a
influência da gravidade do local onde o experimento é realizado.

DETERMINAÇÃO EXPERIMENTAL DA ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE (g):

Primeiramente, eleva-se ao quadrado a equação (5) e realizando algumas simplificações,


é obtido:

(6)

Dessa forma,

( ) (7)

Como se pode observar a equação 7 é do tipo y = kx, consequentemente o


gráfico de T2 em função de L será uma reta, onde seu coeficiente angular é dado por:

( )
(8)

Ou,

( )
(9)
( )

Portanto, pode-se encontrar a aceleração da gravidade experimentalmente


( )
através do gráfico T2 por L, depois de determinar o valor da equação: ( ).

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PRODECIMENTO

Inicialmente anotamos as massas dos corpos que utilizaríamos, no caso 50g e 100g.
Após isso, ajustamos o comprimento do pêndulo com uma fita métrica de modo que
este tivesse 20 cm da extremidade ao qual estava suspenso até o centro de gravidade do
corpo. Depois, uma pessoa do grupo deslocou o corpo a 15º, uma vez que podíamos
determinar essa angulação através do transferidor localizado no ponto de suspensão do
pêndulo. Logo em seguida, o corpo em questão foi abandonado e então se iniciou a
cronometragem até o pêndulo executar 10 oscilações completas, dado que o operador do
cronômetro foi o mesmo que soltou o material com o intuito de minimizar erros de
medida. Nesse cenário, os tempos foram registrados em décimos de segundo mesmo
que o cronômetro registre até os centésimos de segundo não há necessidade de anotar
esse dado, tendo em vista que o tempo de reação do ser humano não se aplica a escala
deste ultimo. Dessa forma, o processo foi repetido para os diferentes comprimentos
fornecidos. Os dados obtidos foram registrados na Tabela 1.
Para minimizar os erros, cada experimento foi realizado três vezes por três
estudantes diferentes, utilizando o mesmo cronômetro, sendo o operador do cronômetro
o mesmo que largou o pêndulo. Nessa perspectiva, foi utilizado, em todas as metragens
obtidas, o cálculo do valor médio do período com a finalidade de tentar eliminar
possíveis erros nas leituras das medidas. Em todos os cálculos obtidos foi empregado
regras de arredondamento e de algoritmos significativos, para que o resultado represente
da melhor forma possível a grandeza estudada.
Dessa maneira, a experiência foi realizada para diferentes comprimentos, 40 cm, 60
cm, 80 cm, 100 cm, 120 cm e 140 cm, como foi registrado na tabela 1.
Em seguida, o comprimento do pêndulo foi colocado em 130 cm e estudado a
influência da amplitude e da massa sobre o período de oscilação do pêndulo simples
conforme estabelecido pelas Tabelas 2 e 3. Os dados obtidos foram registrados na
Tabela 2 e 3, respectivamente.
Para finalizar o procedimento, foram traçados os gráficos de T em função de L e T²
em função de L, sendo os dados retirados da Tabela 1.
Os resultados encontram-se na página seguinte:

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Tabela 1 - Resultados experimentais para o pêndulo simples.

L (cm) (graus) M (gramas) 10 T (s) T (s) T² (s²)


L1 =20 m1 = 50 10T1 = 8,8 10T1 = 8,8 10T1 = 8,8 T1 = 0,88 T1² = 0,77
L2 =40 m1 = 50 10T2 = 12,7 10T2 = 12,5 10T2 = 12,7 T2 = 1,26 T2² = 1,59
L3 =60 m1 = 50 10T3 = 15,7 10T3 = 15,9 10T3 = 15,9 T3 = 1,58 T3² = 2,50
L4 =80 m1 = 50 10T4 = 17,8 10T4 = 18,1 10T4 = 18,1 T4 = 1,79 T4² = 3,20
L5 = 100 m1 = 50 10T5 = 19,9 10T5 = 19,7 10T5 = 19,9 T5 = 1,97 T5² = 3,88
L6 = 120 m1 = 50 10T6 = 21,7 10T6 = 21,6 10T6 = 21,7 T6 = 2,16 T6² = 4,66
L7 = 140 m1 = 50 10T7 = 23,3 10T7 = 23,3 10T7 = 23,3 T7 = 2,33 T7² = 5,42

Tabela 2 - Resultados experimentais para o estudo da influência da amplitude sobre o período do pêndulo
simples.

L (cm) (graus) M (gramas) 10 T (s) T (s)


L = 130 m1 = 50 10T8 = 22,6 10T8 = 22,6 10T9 = 22,6 T5 = 2,26
L = 130 m1 = 50 10T9 = 22,6 10T9 = 22,7 10T9 = 22,7 T5 = 2,26

Tabela 3 - Resultados experimentais para o estudo da influência da massa sobre o período do pêndulo simples.

L (cm) (graus) M (gramas) 10 T (s) T (s)


L = 130 m1 = 50 10T8 = 22,6 10T8 = 22,7 10T9 = 22,6 T5 = 2,26
L = 130 m1 = 100 10T9 = 22,5 10T9 = 23,1 10T9 = 22,5 T5 = 2,27

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 GRÁFICOS

Período em função do comprimento


(TXL)
2,5

2
Período em s (T)

1,5

1 Período
Ajuste
0,5

0
0 20 40 60 80 100 120 140
Comprimento em cm (L)

Gráfico 1- (T x L)

Período ao quadrado em função do


comprimento (T² X L)
6
5
Período em s (T)

4
Período
3
Ajuste linear
2
1
0
0 20 40 60 80 100 120 140
Comprimento em cm (L)

Gráfico 2- (T² x L)

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QUESTIONÁRIO

1 –Dos resultados experimentais é possível concluir-se que os períodos independem das


massas? Justifique.
R – Sim. De acordo com os dados obtidos através do procedimento experimental é
possível concluir que a variação na massa não altera o período (T) do pêndulo
simples. Assim como também independe da substância que constitui o corpo. Se
pode verificar isso na equação:

Onde observamos que o período depende apenas do comprimento L do pêndulo.

2 – Dos resultados experimentais o que se pode concluir sobre os períodos quando a


amplitude passa de 10º para 15º? Justifique
R – Mesmo os dados experimentais apresentarem uma pequena diferença, isso em
décimos de segundos. Se pode concluir que o período do pêndulo simples não sofre
influência alguma da amplitude. Lembrando que essa condição só é satisfeita em
pequenas amplitudes, que caracterizam um Movimento Harmônico Simples, onde
o é aproximadamente igual ao próprio .

3 – Qual a representação gráfica que se obtém quando se apresenta T x L? Explique.


R – Uma curva parabólica. Ao analisar-se a equação que relaciona o período (T)
de um pêndulo simples com o seu comprimento (L), se percebe que a mesma
representa uma função potência de expoente racional, logo seu gráfico será
representado por uma parábola. Além disso, o período é diretamente proporcional
à raiz quadrada do comprimento.
Outra forma de comprovar esse fato é manipulando a equação (5), assim:

Depois de desenvolvido a equação do período (T), se pode observar que L


está em função de T², sendo dessa forma o gráfico de L(T) uma parábola.

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4 – Idem para T² x L. Explique.
R – Uma reta. Ao analisar-se a equação que relaciona o T2 com L, percebe-se que
se pode transformá-la em uma equação linear do tipo
Uma forma de comprovar esse fato é estudando a equação (6), assim:

( )

T² x L apresenta a forma linear do tipo , logo o gráfico representado é uma


reta.

5 – Determine o valor de “g” a partir do gráfico T² x L.


R – Para determinar a gravidade a partir do gráfico T2 x L basta obter o valor da

expressão a partir de dois pontos quaisquer do gráfico, como exemplo os

pontos: (0,2m; 0,77s) e (0,4m; 1,59s), substituindo:

Utilizando o valor obtido na equação e substituindo na equação (9),

temos:

( )

6 – Qual o peso de uma pessoa de massa 65,00 kg no local onde foi realizada a experiência?
R –Como já se encontrou a gravidade no item 5, temos que, conforme a Segunda
Lei de Newton: P = ma, logo:

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7 – Compare o valor médio de T obtido experimentalmente para L = 140 cm com o seu valor

calculado pela fórmula √ . (use g = 9,81 m/s²). Comente.

R – Calculando-se por essa forma obtém-se:

√( )

O valor obtido experimentalmente foi 2,33 s. Constata-se uma aproximação


considerável entre os valores, podendo atribuir a diferença a um erro de
arredondamento ou dado registrado.

8 – Discuta as transformações de energia que ocorrem durante o período do pêndulo.


R – Durante a oscilação do pêndulo ocorre constantemente a transformação de
energia potencial em energia cinética, e vice-versa. A energia potencial é máxima
no ponto em que a elongação também é máxima, ou seja, nas extremidades da
trajetória do pêndulo, e a energia cinética é máxima no ponto de equilíbrio, onde a
velocidade também é máxima.

9 – Chama-se “pêndulo que bate o segundo” aquele que passa por sua posição de
equilíbrio, uma vez em cada segundo. Qual o período deste pêndulo?
R – Se o pêndulo passa por seu ponto de equilíbrio a cada segundo, seu período
será o dobro do tempo gasto, pois o movimento é simétrico. Logo:

10 – De acordo com o valor de g encontrado experimentalmente nesta prática, qual seria


o comprimento para um período de 5s?
R- Como já se encontrou a gravidade no item 5, basta utilizar a equação (7), logo:

( )
( ) ( )

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CONCLUSÃO

Diante das observações do experimento, somada às informações adquiridas por


meio de pesquisas, conclui-se que o pêndulo simples é uma concepção ideal, que acaba
desconsiderando atrito e resistência do ar. E seu período independe da amplitude e da
massa do corpo, dependendo apenas do seu comprimento L e da aceleração da
gravidade no local. No entanto, isso só é válido para pequenas amplitudes. Uma vez que
podemos considerar o , dado que essa situação é característica do
Movimento Harmônico Simples.

Além disso, pôde-se aprender a determinar experimentalmente a gravidade (g),


por meio do gráfico T2x L. E percebeu-se que durante a oscilação do pêndulo simples
ocorrem continuamente transformações de energia mecânica: nas extremidades do
movimento tem-se a energia potencial máxima e no ponto de equilíbrio a energia
cinética máxima, sendo sempre a soma de ambas igual à energia mecânica total.

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REFERÊNCIAS

HALLIDAY, David; RESNICK, Robert. Fundamentos de Física, 8 ed. Rio de Janeiro:


LTC, 2008. 1 v.

Física e Vestibular. Pêndulo simples. Disponível em:


<http://www.fisicaevestibular.com.br/mhs4.htm>. Acesso em: 21 maio 2017.

Cola da Web. Pêndulo simples. Disponível em:


<http://www.coladaweb.com/fisica/mecanica/pendulo-simples>. Acesso em: 21 maio
2017.

Só física. Pêndulo simples. Disponível em:


<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Ondulatoria/MHS/pendulo.php>. Acesso em:
21 maio 2017.

Departamento de física UFPB. Estudo dirigido de física on-line sobre Movimento


Harmônico Simples (M.H.S.). Disponível em:
<http://www.fisica.ufpb.br/~mkyotoku/texto/texto6.htm>. Acesso em 21 maio 2017.

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