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EXCELENTÍSSIMO SENHOR PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA –

ANTONIO AUGUSTO BRANDÃO DE ARAS

CARLOS ROBERTO COELHO DE MATTOS JUNIOR – CARLOS JORDY,


brasileiro, solteiro, servidor público federal, Deputado Federal em exercício,
portador da cédula de identidade nº107955502, expedida pelo Detran/RJ,
regularmente inscrito no CPF/MF nº 096.501.857-12, com domicílio funcional na
Praça dos Três Poderes, Câmara dos Deputados, Anexo III, Gabinete 383, vem,
com espeque no artigo 129 da Constituição Federal, expor à apreciação a
presente

REPRESENTAÇÃO

pelas razões que passa a perfilar:

Na última semana do mês de dezembro do corrente ano, tornou-se fato


público e notório o vídeo do Apresentador PEDRO BIAL da Rede Globo de
Televisão, e em programa da emissora, em que o apresentador verbaliza ao
público palavras hábeis na descrição de fatos ofensivos à honra.

Isto quer significar, pois, que age de forma deliberada, livre e consciente, na
criação de mentiras, como suposta sabotagem do Presidente Jair Bolsonaro
contra seu próprio governo, especificamente quanto aos Ministros da Saúde e da
Educação, o que não tem o menor sentido.

O vídeo é breve, a qual se reproduz as palavras:

“Boa noite. Sejam muito bem vindos. Na pandemia desse 2020


nefasto o Brasil se destacou. Difícil encontrar desgoverno que se
compare no mundo. Desde o início nosso desgovernante tentou
negar a gravidade da crise, seguiu inventando remédios
falsamente milagrosos, deu os piores exemplos, sem máscara e
sem noção, causou aglomeração e sabotou Ministros da Saúde
e da Educação. O inominado contribuiu de forma decisiva para
que mais gente morresse. Agora se supera, delirante, ao
desprezar a única solução: a vacina. Mas acredite, isso ainda não
é o é o pior. Como disse o próprio acéfalo, que hoje ocupa o
Palácio do Planalto 'morrer todo mundo vai morrer mesmo'. Pior é
para quem tem a vida pela frente; a geração das crianças do
corona ficará marcada para sempre. Aqui no Brasil, em nome da
economia forçou-se a abertura de tudo, de salões a lotéricas, viva
o shopping!, comprar é vida. O imperativo de reabrir as escolas,
último da fila, sequer mencionado. Então...agora, quem sabe que
consequências um ano sem aulas terá sobre a saúde física e
mental de crianças e adolescentes? Pior, alguém quer saber?
Parte das escolas particulares já voltou às aulas com protocolos
de distanciamento e higiene, já a rede pública...bem, a rede
pública quase quarenta milhões de estudantes seguem entre a
precariedade total e a total interrupção do aprendizado e da
proteção social que as escolas representam. É um quadro
pavoroso, inadmissível.

Como se vê, há uma razia de fatos falsamente imputados ao Presidente


Jair Bolsonaro.

Inicialmente, quando o apresentador afirma que é “Difícil encontrar


desgoverno que se compare no mundo”, vale lembrar que a Argentina promoveu o
maior Lockdown da América do Sul e, proporcionalmente, teve o pior desempenho
na contenção do avanço da doença.

Como informa o portal inglês BBC, a Argentina ultrapassou países como


Espanha, México, Peru, Chile e Colombia. Isto é, o Brasil não consta como dos
países com maiores dificuldade em contenção da disseminação da doença. À
revelia da realidade, o discurso de ódio do Bial se dá – aparentemente – em razão
da diminuição do repasse de verba pública para a emissora, o que denota o seu
dolo de macular a honra do Presidente.

Adiante, asseverou que “desde o início nosso desgovernante tentou negar a


gravidade da crise, seguiu inventando remédios falsamente milagrosos...”. Como
Chefe de Estado, o dever do Presidente Bolsonaro era buscar acalmar, e não
alarmar, a população, de modo que também não houvesse uma corrida insana
aos hospitais a ponto de gerar colapso. Nesse passo, em se tratando de doença
nova, mas cuja familiaridade (SARS) o autorizava a falar sobre o tratamento
precoce, de modo a tentar evitar danos maiores. E, de fato, os medicamentos se
mostraram eficazes, jamais tendo dito que fariam milagres.

Logo, diz que o Presidente “sabotou Ministros da Saúde e Educação”. O


dolo resta evidente, pelo que não faz o menor sentido sabotar o próprio governo,
sobretudo diante da situação atual. Ratifica o alegado animus injuriandi, animus
diffamandi e o animus caluniandi.
Após narrar que Jair Bolsonaro negara a gravidade da crise e que inventou
remédios falsamente milagrasos, concluiu que o Excelentíssimo Presdiente da
República contribuiu de forma decisiva para que mais gente morresse. Cuida-se,
pois, de uma calúnia com todos os elementos objetivos e subjetivos do tipo penal.

E finaliza com a difamação ao imputar ao Presidente a responsabilidade


das escolas públicas fechadas em razão da pandemia, quando notadamente a
responsabilidade da pré-escola ao ensino médio é do Município, e a
responsabilidade do ensino fundamental é do Estado (unidade da federação).

Por essa razão devem ser apuradas as responsabilidades e apresentada a


respectiva ação judicial, de acordo com o que dispõe a Lei de Segurança
Nacional.

DA CONCLUSÃO

Por todo o exposto, requer ao Excelentíssimo Procurador Geral da


República:

a) Seja requisitada a Polícia Federal a instauração de Inquérito Policial


para apuração dos crimes narrados para posterior ação judicial cabível,
ou;

b) Seja promovida a ação judicial que entender cabível.

Termos em que

Pede e espera deferimento.

Niterói, 21 de dezembro de 2020.

CARLOS JORDY

Deputado Federal (PSL/RJ)

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