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1.

Acerca da área de atuação da Psicologia:


2. Informações Gerais: temáticas e objetivos da área de atuação (o que buscar realizar e
alcançar); onde pode atuar; público-alvo (perfil e características frequentes).
3. Demandas frequentes para a atuação: contextos, sintomas, sinais, problemáticas etc.
4. Intervenção: estratégias, técnicas, procedimentos, ferramentas, métodos etc.
5. Resultados esperados e/ou alcançados.
6. Desafios enfrentados pelo profissional: quais são e possibilidades de enfrentamento.
7. Futuro provável da área de atuação
8. Lista de referencias.

hoje, quando se fala em psicólogo, o leigo logo pensa no psicólogo clínico, e quem se decide a estudar psicologia quase
sempre é com a intenção de se tornar um clínico. Embora durante muitos anos essa especialização nem
existisse legalmente, atualmente é a principal identidade do psicólogo aplicado. (FIGUEREIDO,P.89)
O psicólogo aparece para muita gente como uma espécie de adivinho e de bruxo, que descobre rapidamente quem
somos e produz mudanças mágicas no nosso jeito de ser. É bom que todos saibam das dificuldades que tem o
psicólogo para entender a sua própria ciência e a sua própria pessoa. Aí, talvez, esperem menos dele ...(FIGUEREIDO,
P.90)

 Após a Segunda Guerra Mundial, a Psicologia conhece sua época de maior avanço. Os
contatos com a medicina ocorreram quase que na totalidade e as atividades de
psicodiagnóstico ganham lugar de destaque na sociedade (Stubbe & Langenbach,
1988).

As definições acerca do que seja a Psicologia Clínica não estão muito distantes da
divulgada em 1935. Macedo (1984), coloca que a Psicologia Clínica está relacionada à
compreensão e intervenção nos problemas do homem, visando o bem-estar individual
e social e, nesse sentido, a atividade do clínico está popularmente vinculada à
psicoterapia

Lo Bianco, Bastos, Nunes e Silva (1994) consideram que a própria definição do que
seja Psicologia Clínica é uma tarefa difícil. Inicialmente, a clínica caracterizava-se por
um sistema de atenção voltada ao indivíduo com foco na compreensão e tratamento
da doença, vinculada fortemente ao modelo médico, sobretudo na década de 30 com
a evolução do psicodiagnóstico. A concepção clássica de psicologia clínica afirma ser
esta uma disciplina que tem como preocupação o ajustamento psicológico do indivíduo
e como princípios o psicodiagnóstico, a terapia individual ou grupai exercida de forma
autônoma em consultório particular sob o enfoque intra-individual com ênfase nos
processos psicológicos e centrado numa relação dual na qual o indivíduo é percebido
como alguém a-histórico e abstrato.

Um fator largamente mencionado na teoria pesquisada é a ênfase dada no ensino da


Psicologia Clínica à literatura estrangeira com um total descaso à produção teórica e
empírica nacional. Este fato mostra o quanto a Psicologia Clínica está
descontextualizada e descompromissada com a realidade brasileira, fazendo uma
transposição simplista de uma realidade para outra (Lo Bianco et al., 1994;
Figueiredo, 1995, Nicolaci-da-Costa, 1989).

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-863X1997000100005
PSICOLOGIA CLÍNICA, PSICOTERAPIA E O ESTUDANTE DE PSICOLOGIA 1
Por outro lado, Carvalho e Kavano (1982) asseveram que: “o que fascina os psicólogos na área clínica é a
possibilidade de penetrarem no outro, conhecê-lo, estabelecendo com ele um certo tipo de relação” (p.11).
Porém, é bem evidente que são necessários mais estudos para se poder ter um conhecimento melhor
dessa situação.
Rodrigues (2000), comentando um outro aspecto da formação, diz que, no estágio, ao vivenciar as diversas
áreas de atuação da Psicologia sob a supervisão de um docente, confrontando a teoria com a prática, mas
também interagindo com diferentes profissionais e descobrindo o seu jeito de lidar com as situações
variadas que se apresentam, o aluno poderá ter condições de diminuir seu vínculo de dependência com o
supervisor acadêmico. Contudo, de acordo com Teixeira e Nunes (1999), o estudante tende a aproveitar a
experiência dos modelos proporcionados por supervisores e psicoterapêutas. Tomando por base a visão do
aluno,
O atendimento em consultórios particulares ainda é o mais freqüente, com 45,4% dos profissionais
exercendo suas atividades nestes locais, seguido por atuação em empresas, com 12,5% dos casos (CFP,
2001)
O interesse pela Psicologia Clínica pelos estudantes
de Psicologia e, mais especificamente, pela
Psicoterapia é, em grande parte, influenciado pelo
corpo docente, que exerce estímulo direto no encaminhamento
do seu aluno.

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