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Aula 04

Legislação Municipal p/ Reciprev - Com


Videoaulas - Pós-Edital

Autores:
Paulo Guimarães, Thais Poliana
Teixeira Ribeiro de Assunção
Aula 04
20 de Março de 2020

05277220496 - Leandro Gomes de Barros


Paulo Guimarães, Thais Poliana Teixeira Ribeiro de Assunção
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1 - Considerações Iniciais ...................................................................................................... 2


2 - Deveres e Proibições ........................................................................................................ 2
2.1. Deveres .................................................................................................................................. 2
2.2. Proibições ............................................................................................................................... 4
3 - A Responsabilidade dos Servidores Públicos ................................................................... 8
4 - As Penas Disciplinares .................................................................................................... 10
5 - Resumo do Concurseiro.................................................................................................. 15
6 - Questões Comentadas ................................................................................................... 21
7 - Questões Sem Comentários ........................................................................................... 29
8 - Considerações Finais ......................................................................................................
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1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Olá amigo!
Nesta aula haverá muito a ser memorizado, principalmente na primeira parte, quando tratarmos
dos deveres e das proibições dos funcionários públicos.
Bom, retornemos aos nossos estudos!

2 - DEVERES E PROIBIÇÕES
O nosso Estatuto começa a tratar dos deveres dos funcionários públicos por meio de uma
enumeração do que seriam os seus deveres básicos, bem como uma lista das condutas vedadas a
estes. Trata-se dos artigos 187 e 188, que passaremos a comentar a seguir.
Veja bem, estamos diante de dois lados de uma mesma moeda: de um lado teremos os deveres
positivos, ou seja, as regras que deverão pautar a forma como se comportará o funcionário no
desempenho de suas funções; de outro, teremos os deveres negativos, ou seja, a descrição das
condutas das quais o funcionário deverá abster-se para o bom desempenho de suas funções.

2.1. DEVERES

São deveres do funcionário público, segundo o EFPMRe:


I - exação administrativa;
II - assiduidade;
III - pontualidade;
IV - discrição;
V - urbanidade;
VI - observância às normas legais e regulamentares;
VII - obediência às ordens superiores e às determinações emanadas pela
Controladoria Geral do Município, salvo quando manifestamente ilegais;
VIII - representação à autoridade superior sobre irregularidades de que tiver
ciência, em razão do cargo;
IX - observância, nas relações de trabalho e na sociedade, de comportamento
condizente com a sua qualidade de servidor público e de cidadão;
X - Colaboração para o aperfeiçoamento dos serviços, sugerindo à direção ou
chefia imediatas as medidas que julgar necessárias;
XI - manutenção de sigilo sobre documentos e fatos de que tenha conhecimento,
em razão do cargo;
XII - zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público;
XIII - atender com presteza ao público, às requisições para defesa da Fazenda
Pública e aquelas necessárias a subsidiar procedimentos administrativos
disciplinares;

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XIV - prestar à autoridade ou órgão competente informação não sigilosa de que


tenha conhecimento em razão do exercício de suas atribuições;
XV - comparecer, quando convocado, à inspeção ou perícia médica e ao censo
previdenciário.
Cabe a nós comentar aqui algumas questões relevantes. Inicialmente, comecemos por um termo
que dificilmente será conhecido a não ser para aqueles que estudaram direito tributário – e nesse
caso o termo sequer está sendo utilizado da forma mais corriqueira.
Trata-se da exação administrativa. A exação administrativa, de forma mais comum, diz respeito à
cobrança de tributos pela Administração – e, nesse sentido, existe até o crime de excesso de exação
no Código Penal. Contudo, aqui o termo assume outra conotação, dizendo respeito à observância
das normas, a correção e retidão na realização das atribuições do cargo, dentro daquilo que a Lei
prescreve.
Quanto à assiduidade e à pontualidade, vimos na aula anterior alguns tópicos relacionados, no que
diz respeito aos descontos sobre os vencimentos, então acho que está bem claro para nós o seu
conceito: assíduo é aquele que cumpre diariamente com os seus deveres de comparecer nos locais
em que seja necessário – trata-se do comparecimento -, já a pontualidade, por sua vez, é o atributo
daquele que não se atrasa para os compromissos firmados.
No que se relaciona à discrição (inciso IV) e ao dever de sigilo (inciso XI), aqui temos alguns
apontamentos bastante interessantes. Amparada na distinção que traz a Lei Federal n° 8.112/1991
– o estatuto do Servidor Público Federal – que aqui também encontra o seu lugar, a doutrina, de
modo geral, costuma distinguir o chamado dever de sigilo funcional da Administração em dever de
sigilo lato senso (inciso IV) e dever de sigilo stricto senso (inciso XI).
No sentido lato, estamos falando do que seria o dever de discrição propriamente dito, que diz
respeito à obrigação de não propagar ou disseminar informações de que tenha conhecimento,
relacionadas a assuntos da repartição, de forma aleatória. A principal razão de ser deste dever está
relacionada à finalidade das ações e atividades da Administração.
Explico-me: ao longo dos processos que levam à tomada de decisões na Administração, é muito
comum que diferentes pontos de vista sejam ouvidos e que uma proposta inicial sofra muitas e
substanciais alterações até que seja finalmente aprovada pelas instâncias estratégicas.
Ora, se a toda hora essas idas e vindas comuns ao processo decisório fossem tornadas públicas, se
disseminariam pela sociedade expectativas diversas que muito provavelmente não se
concretizariam – o que, por sua vez, aumentaria um ambiente de insegurança jurídica e frustraria,
talvez, a própria finalidade do processo.
A título de exemplo, você deve recordar que boatos de que ocorreria o fim do programa Bolsa-
Família levaram milhões de beneficiados a promoverem saques nos caixas da Caixa Econômica
Federal a um só tempo, levando o banco a um estágio crítico de escassez de fundos. Tratou-se de
caso claro de disseminação de expectativas que não se concretizaram, e que levaram prejuízo à
Administração.
De outra parte, no sentido estrito, falamos de informação sigilosa de terceiros ou da própria
Administração – aquela classificada em grau de sigilo por força da Lei de Acesso à Informação (Lei

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12.527/2011). Neste caso, as penalidades costumam ser mais graves, levando a penalizações não
apenas na esfera administrativa, mas também na esfera cível e penal. No último caso, é bom
recordar que o art. 325 do Código Penal tipifica o crime chamado violação de sigilo funcional.
É importante ressaltar que este dever acompanha o servidor ao longo de toda a sua vida, mesmo
durante a aposentadoria.
O dever de urbanidade, por sua vez, diz respeito ao agir de modo cortês e polido, e se estende tanto
às relações entre funcionários como também entre estes e os demais cidadãos. Assim, o dever de
urbanidade se relaciona de modo evidente com o dever trazido no inciso IX do art. 187, referente a
observância, nas relações de trabalho, de comportamento condizente com a sua qualidade de
funcionário público e de cidadão.
Os três direitos remanescentes (incisos VI, VII e VIII) dizem respeito a três dimensões do dever de
agir dentro do princípio da legalidade. Lembre-se sempre de que, se no campo privado aquilo que
não está proibido em lei é permitido, no campo público, em sentido oposto, aquilo que não está
permitido em lei é proibido.
A primeira dimensão (inciso VI) diz respeito ao próprio funcionário, que deverá pautar o seu agir
naquilo que estiver prescrito em lei. A segunda (inciso VII), diz respeito aos limites dos deveres da
obediência e da hierarquia na Administração, encontrados na lei e nas orientações da Controladoria
Geral do Município. Por fim, a terceira dimensão diz respeito ao dever de informar à autoridade
superior de conduta ilegal de que tenha ciência em razão do cargo, a fim de que esta tome as
medidas necessárias para fazê-la cessar. Trata-se do que chamamos poder/dever de representação
do servidor público.
Fiquem atentos pois a dever de ter comportamento CONDIZENTE om a sua qualidade de servidor
público e cidadão não é apenas nas relações de trabalho, mas na SOCIEDADE também.
Além disso, os incisos XII, XIII, XIV e XV são novos, de 2017, logo possuem grandes chances de serem
cobrados em prova.

2.2. PROIBIÇÕES

Bem, já falamos bastante dos deveres do funcionário público segundo o EFMPRe. Tratemos de nos
aprofundar agora nas proibições que o Estatuto nos traz no seu art. 188:
I - acumular dois ou mais cargos, funções ou empregos públicos, salvo as exceções
previstas em Lei;
II - referir-se, à autoridade ou a atos da Administração Pública de modo
depreciativo, em informação, parecer ou despacho, podendo, porém, em trabalho
assinado, criticá-los do ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço;
III - retirar, sem autorização da autoridade competente, documento ou objeto de
trabalho que não lhe pertença;
IV - promover manifestação de apreço ou desapreço e fazer circular ou subscrever
listas de donativos no recinto do trabalho;

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V - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal, em detrimento da dignidade da


função;
VI - coagir ou aliciar subordinados, com objetivo de natureza político-partidária;
VII - participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada
ou não personificada, não se aplicando esse dispositivo ao servidor em gozo de
licença sem vencimentos, aposentados ou em se tratando de instituições ou
entidades beneficentes, filantrópicas, de caráter social e humanitário e sem fins
lucrativos, quando compatíveis com a jornada de trabalho;
VIII - exercer o comércio ou participar de sociedade empresária, exceto como
acionista, cotista ou comanditário, não se aplicando este dispositivo ao
servidor em gozo de licença sem vencimentos ou aos aposentados;
IX - pleitear, como procurador ou intermediário, junto às repartições públicas,
salvo quando se tratar de percepção de vencimentos, proventos, remuneração ou
vantagens de parente consanguíneo ou afim até o segundo grau, ou de cônjuge
ou companheiro;
X - praticar usura, em qualquer das suas formas;
XI - receber propinas, comissões, presentes ou vantagens ilícitas, em razão do
cargo ou função;
XII - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei,
desempenho de encargos que lhe competir ou a seus subordinados;
XIII - promover, direta ou indiretamente, a paralisação dos serviços públicos, ou
dela participar;
XIV - aceitar comissão, emprego ou pensão de Governo estrangeiro, sem prévia
autorização do Presidente da República;
XV - aceitar contrato com a Administração Municipal, quando não autorizado em
lei ou regulamento;
XVI - comparecer ao serviço em estado de embriaguez ou apresentar-se nesse
estado, habitualmente, em público.
XVII - proceder de forma desidiosa, incorrendo, repetidamente, em
descumprimento de deveres e atribuições funcionais;
XVIII - opor resistência injustificada ao andamento de documentos e processo ou
à execução de serviço;
XIX - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades
particulares;
XX - manter, sob sua chefia imediata, em cargo comissionado ou função
gratificada, cônjuge, companheiro ou parentes fora dos casos permitidos em lei;
XXI - cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto
quando este for designado, pela autoridade competente, para compor comissão,
grupo de trabalho ou para atuar como perito ou assistente técnico em processo
administrativo ou judicial, ou, ainda, em situações transitórias ou de emergência,
observado o interesse do serviço público;
XXII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do
cargo ou função e com o horário de trabalho;
XXIII - acessar, armazenar ou transferir, intencionalmente, com recursos
eletrônicos da administração pública ou postos à sua disposição, informações de
conteúdo pornográfico ou erótico, ou que incentivem a violência ou a discriminação
em quaisquer de suas formas;
XXIV - discriminar qualquer pessoa, no recinto da repartição, com a finalidade de
expô-la a situação humilhante, vexatória, angustiante ou constrangedora, em
relação à origem, idade, etnia, raça, cor, sexo, estado civil, trabalho, religião,

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convicções políticas ou filosóficas, orientação sexual, deficiência física,


imunológica, sensorial ou mental;
XXV - usar recursos computacionais da administração pública para,
intencionalmente:
a) violar sistemas ou exercer outras atividades prejudiciais a sites públicos ou
privados;
b) disseminar vírus, cavalos de tróia, spyware e congêneres;
c) disponibilizar, em sites do serviço público, propaganda ou publicidade de
conteúdo privado, político-partidário ou sindical, informações e outros conteúdos
incompatíveis com os fundamentos e os princípios da administração pública;
d) repassar dados cadastrais e informações de servidores públicos ou da repartição
para terceiros, sem autorização e fora dos casos previstos em lei;
e) permitir ou facilitar o acesso a recursos computacionais, sistemas de
informações ou banco de dados da administração pública de pessoa não
autorizada, mediante atribuição, fornecimento ou empréstimo de senha ou
qualquer outro meio;
XXVI - usar conhecimentos e informações adquiridos no exercício de suas
atribuições para violar ou tornar vulnerável a segurança, os sistemas de
informática, sites ou qualquer outra rotina ou equipamento da repartição.
Comecemos por um assunto já tratado na aula em que abordamos a posse: a acumulação de cargos.
Como dissemos há algumas semanas, a regra geral é bem simples: não é permitida a acumulação
remunerada de cargos, e esta proibição se estende a cargos, funções ou empregos em autarquias,
empresas públicas e sociedades de economia mista – ou seja, falamos de cargos e empregos da
Administração Pública Direta e Indireta.
As exceções a esta regra estão previstas no art. 183 do Estatuto, que nos informa que, caso haja
correlação de matérias e compatibilidade de horários entre os cargos, é possível admitir a cumulação
de:
• 2 cargos de professor;
• 1 cargo de professor com outro técnico ou científico;
• 2 cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas.
Como decorrência do dever de urbanidade, temos a proibição de referir-se a autoridade ou a atos
da Administração de modo depreciativo em documentos oficiais.
Tal proibição atinge somente as comunicações feitas pelo funcionário na condição de ocupante de
cargo público, não lhe sendo vedado, em outras esferas, o livre exercício da liberdade de expressão.
É por esta razão que o estatuto prevê expressamente que a proibição não alcança o trabalho
assinado que critique autoridade ou atos da Administração do ponto de vista doutrinário ou da
organização do serviço.
A proibição do inciso III, relativa a retirar, sem autorização da autoridade competente, documento
ou objeto de trabalho que não lhe pertença é considerada como crime de peculato no art. 312 do
Código Penal, razão pela qual deverá ensejar não só responsabilidade administrativa, nos termos do
Estatuto, mas também penal.
Igualmente, as proibições trazidas nos incisos V, VI, IX, X e XI também podem ter repercussão penal.
Tratam-se, respectivamente, dos crimes de concussão, assédio moral, advocacia administrativa,

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crime contra a economia a popular e corrupção passiva. Nesse sentido, considero conveniente a
leitura do Capítulo I do Título XI do Código Penal, que trata dos crimes praticados por funcionário
público contra a Administração em geral.
O ponto trazido pelo inciso IV, por seu turno, relativo à manifestação de apreço ou desapreço, bem
como fazer circular ou subscrever listas de donativos no recinto do trabalho, não possui tipo penal
relacionado, e é, em verdade, bastante polêmico. Isso porque dispositivos desta natureza vêm sendo
questionados sucessivamente perante o Poder Judiciário, uma vez que se entendem violadores do
direito fundamental de liberdade de expressão. No entanto, enquanto subsistam na norma, é nossa
obrigação conhecê-los.
Esta proibição relaciona-se diretamente ao dever de urbanidade e ao princípio administrativo da
moralidade, uma vez que busca manter o ambiente na repartição como um ambiente neutro,
afastado de disputas político partidárias, dentre outras.
É claro, no entanto, que deve ser devidamente temperado, inclusive à luz da urbanidade.
Parabenizar um colega de trabalho por uma conquista e agradecer a um elogio, por exemplo, estão
longe de constituírem uma ofensa punível à luz do Estatuto – e não fazê-lo, de outra parte, poderia
revelar uma conduta pouco urbana, ou seja, pouco civilizada.
Com fundamento nos mesmos princípios e deveres é que encontramos a proibição descrita no inciso
XVI, referente à embriaguez no ambiente de trabalho. No entanto, aqui, diferentemente, é claro
que não há muita margem para ponderações.
De outra natureza são as proibições que visam a prevenir situações em que possa ocorrer conflito
de interesse que resulte em algum ilícito penal ou administrativo. Faço referência aqui às proibições
relativas a restrições à atuação comercial do funcionário público (incisos VII e VIII), de um lado, e,
de outro, ao aceite de emprego ou pensão de Governo Estrangeiro (inciso XIV). Tais proibições,
como você já deve ter percebido, são o resultado da aplicação do princípio da moralidade na
Administração.
A questão do direito de greve do servidor é outro ponto que deve ser aprofundado aqui. Quando se
fala em proibição de paralização do serviço, devemos ter em mente que não é o direito de greve que
se proíbe, mas a paralização do serviço de prestação continuada.
O direito de greve do funcionário público é garantido nos termos do inciso VII do art. 37 da
Constituição Federal, e, enquanto não seja regulamentado, nos termos daquele dispositivo, o
Supremo Tribunal Federal considerou que se aplicaria, no que coubesse, a lei que regulamenta o
direito de greve no setor privado.
É justamente este no que couber que faz com que muitas vezes seja decretada ilegal a greve
promovida por algumas carreiras que prestem serviços essenciais, como médicos e policiais.
Por fim, já que estamos analisando as proibições do ponto de vista principiológico, vale fazer a
ligação entre a proibição do inciso XV, isto é, aceitar contrato com a Administração Municipal,
quando não autorizado em lei ou regulamento, com o princípio da legalidade.
Na realidade, o que se visa não é apenas a tutela da boa-fé nos contratos firmados com a
Administração, mas coibir os agentes públicos de agirem em desacordo com as suas competências

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ou no vazio da lei. Assim, os contratos firmados pela Administração deverão ser, necessariamente
autorizados por lei ou regulamento.
Tivemos ainda uma série de acréscimos no ano de 2017, que são os incisos XVII à XXVI. Os incisos
XXIII, XXV e XXVI tratam de questões de segurança em Tecnologia da Informação e de privacidade
em sistemas computacionais, principalmente em relação a cadastros e dados sigilosos.

3 - A RESPONSABILIDADE DOS SERVIDORES PÚBLICOS


É muito importante que se tenha em mente, quando falamos em responsabilidade do servidor
público, que um único ato seu poderá levar à sua responsabilização na esfera civil, penal e
administrativa, que se dão independentemente uma da outra. É justamente isso que nos diz o artigo
189 do nosso Estatuto, ao afirmar que:

Art. 189. O funcionário responde administrativa, civil e penalmente pelo exercício irregular de suas
atribuições.

Isso quer dizer que o exercício irregular das atividades do servidor poderá levá-lo a responder a três
processos distintos:
• Processo civil, no que toca ao dano patrimonial;
• Processo penal, para apuração de conduta tipificada como crime (como vimos há pouco); e
• Processo administrativo disciplinar, para apuração de irregularidades e aplicação de
punições disciplinares.
Feita essa observação preliminar, vejamos como esta tripla responsabilidade se manifesta no
Estatuto do Funcionário Público.
A responsabilidade civil decorre de ato doloso ou culposo, ou seja, com ou sem intenção de gerar
os resultados, que importe em prejuízo a terceiros ou à Fazenda Municipal.
Como no primeiro caso, ou seja, o dano a terceiros, via de regra a ação de reparação é proposta
contra a Administração, justamente em razão da responsabilidade objetiva do Estado por prejuízos
causados pelos seus agentes.
Caberá à Administração Pública, uma vez derrotada definitivamente no processo, ingressar com
ação regressiva contra o funcionário, a fim de que ele ressarça à Fazenda os valores pagos a título
de indenização em função do dano por ele causado a terceiros.
Mais simples é a questão quando o dano ocorre diretamente em face da Administração, ou seja,
quando o ato irregular do agente leva a prejuízo a própria Fazenda Municipal.
Neste caso não se deve falar em ação regressiva, mas simplesmente em ação de reparação movida
diretamente pela Fazenda contra o funcionário. Assim, segundo o EFPMRe, se o prejuízo resultar de

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alcance, desfalque, remissão ou omissão em efetuar recolhimentos ou entradas nos prazos legais, o
funcionário será obrigado a repor a respectiva importância de uma só vez.
De outra parte, a responsabilidade penal irá sempre depender da existência de tipificação penal
para a conduta do agente público. No nosso estudo, avaliamos as proibições que possuem
repercussão na seara penal, mas é certo que há mais casos, como a destruição de documentos e a
corrupção ativa. É importante frisar que a responsabilidade penal irá abarcar tanto os crimes como
as contravenções cometidas pelo funcionário nesta qualidade.
Embora importante ressaltar que as responsabilizações administrativa, civil e penal ocorrem de
forma independente entre si, é necessário prestar atenção em algumas peculiaridades do processo
penal em face do processo administrativo. Isso porque, em alguns casos, aquele pode ter
repercussões diretas neste.
Apesar de, diferentemente do texto de outros estatutos, não existir menção expressa à repercussão
da sentença penal absolutória (que absolve o funcionário) na esfera administrativa, a jurisprudência
consolidada do TJPE (ex: Agravo 300958-7 0035509-63.2008.8.17.0001 TJPE) e do STJ tem se
posicionado no sentido de que a responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso
de absolvição criminal que negue a existência do fato ou a sua autoria. Que fiquem claras, aqui,
duas coisas: (1) que não há previsão expressa de repercussão no Estatuto e (2) que a repercussão
somente ocorre se a absolvição negar a existência do fato ou da autoria.
Isso significa que, se no processo penal ficou comprovado que o fato não ocorreu ou que o
funcionário não foi o seu autor, ele não pode ser responsabilizado na esfera administrativa.
Resta-nos analisar a terceira esfera de responsabilização: a responsabilidade administrativa.
Segundo o nosso estatuto ela resultará de
...atos ou omissões que contravenham o cumprimento dos deveres,
atribuições e responsabilidades que as leis e os regulamentos cometam ao
funcionário, e não será elidida pelo ressarcimento do dano.
A responsabilidade administrativa, a sua forma de apuração e as sanções aplicadas serão o objeto
de nosso estudo até o final do curso.
Contudo, antes de finalizarmos esta parte, acho interessante deixar anotada uma observação.
Muitos autores tendem a considerar que, desde a publicação da Lei nº 8.429/1992, que trata dos
atos de improbidade administrativa, não se falaria mais de uma tripla responsabilidade do servidor,
mas de uma quádrupla. Assim, fique atento: não está errado falar que existe uma quádrupla
responsabilidade, apenas devemos ponderar que, no nosso Estatuto, figuram apenas três formas de
responsabilização.

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4 - AS PENAS DISCIPLINARES
São 7 as penas disciplinares que podem ser aplicadas em razão da responsabilidade administrativa
apurada, sempre considerando a gravidade da infração, dos danos decorrentes e os antecedentes
do funcionário. São elas:
• Advertência verbal;
• Repreensão;
• Multa;
• Suspensão;
• Destituição de cargo em comissão;
• Demissão; e
• Cassação de aposentadoria.
A primeira regra geral de aplicação das penalidades que necessitamos ter em mente diz respeito ao
fato de que não é possível cominar um funcionário com mais de uma modalidade de pena em razão
de uma mesma infração ou infrações apreciadas em um único processo. A regra é uma penalidade
por processo, portanto. Se, no processo, se apurarem várias infrações, deverá ser fixada, dentre elas,
a penalidade correspondente à mais grave.
Vejamos agora quais os casos em que são cabíveis cada penalidade.
A advertência verbal é penalidade branda, que não fica registrada nos assentamentos funcionais do
servidor. Trata-se daquele famoso puxão de orelha que, vez por outra, o funcionário que descumpra
algum dever de forma branda está sujeito a levar.
A partir do momento em que falamos da repreensão, passamos a falar de penalidades que geram
registro. É por isso que a penalidade de repreensão é aplicada por escrito, dando-se em caso de
descumprimento de um daqueles deveres que analisamos no art. 187 do Estatuto. Este registro
pesará, por exemplo, nos requisitos de progressão do funcionário, mas não gerará perda de direitos
ou vantagens, nem qualquer repercussão financeira.
A partir da multa é que temos, além do registro, a repercussão financeira. A multa terá caráter
indenizatório, apenas em casos de ressarcimento por dano ou em situações previstas em Lei,
podendo também ser a conversão pecuniária de outra modalidade de pena, como se verá.
Já a pena de suspensão passa a implicar perda de direitos e vantagens propriamente ditos (à exceção
do salário-família, que tem natureza sanitária), e pode ser convertida em multa na razão de 50% do
dia de vencimento quando a Administração achar conveniente que o funcionário permaneça em
exercício.
Esta penalidade não poderá exceder 30 dias, sendo aplicada somente em casos de falta grave ou
reincidência, bem como nos casos de transgressão das proibições previstas nos incisos II, III, IV, IX,
XII, XIII, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXI, XXII e XXIV do art. 188. Portanto, lembre-se de quais são os casos
em que o funcionário estará sujeito à suspensão:
• Falta grave;

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• Reincidência
• Transgressão das seguintes proibições (art. 188):
II - referir-se, à autoridade ou a atos da Administração Pública de modo
depreciativo, em informação, parecer ou despacho, podendo, porém, em trabalho
assinado, criticá-los do ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço;
III - retirar, sem autorização da autoridade competente, documento ou objeto de
trabalho que não lhe pertença;
IV - promover manifestação de apreço ou desapreço e fazer circular ou subscrever
listas de donativos no recinto do trabalho;

IX - pleitear, como procurador ou intermediário, junto às repartições públicas,


salvo quando se tratar de percepção de vencimentos, proventos, remuneração ou
vantagens de parente consanguíneo ou afim até o segundo grau, ou de cônjuge
ou companheiro;
XII - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei,
desempenho de encargos que lhe competir ou a seus subordinados;
XIII - promover, direta ou indiretamente, a paralisação dos serviços públicos, ou
dela participar;
XVI - comparecer ao serviço em estado de embriaguez ou apresentar-se nesse
estado, habitualmente, em público.
XVII - proceder de forma desidiosa, incorrendo, repetidamente, em
descumprimento de deveres e atribuições funcionais;
XVIII - opor resistência injustificada ao andamento de documentos e processo ou
à execução de serviço;
XIX - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades
particulares;
XX - manter, sob sua chefia imediata, em cargo comissionado ou função
gratificada, cônjuge, companheiro ou parentes fora dos casos permitidos em lei;
XXI - cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto
quando este for designado, pela autoridade competente, para compor comissão,
grupo de trabalho ou para atuar como perito ou assistente técnico em processo
administrativo ou judicial, ou, ainda, em situações transitórias ou de emergência,
observado o interesse do serviço público;
XXII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do
cargo ou função e com o horário de trabalho;
XXIV - discriminar qualquer pessoa, no recinto da repartição, com a finalidade de
expô-la a situação humilhante, vexatória, angustiante ou constrangedora, em
relação à origem, idade, etnia, raça, cor, sexo, estado civil, trabalho, religião,
convicções políticas ou filosóficas, orientação sexual, deficiência física,
imunológica, sensorial ou mental;

Para ser aplicada a suspensão por mais de quinze dias, bem como as penalidades mais gravosas de
destituição, demissão e aposentadoria, que veremos na sequência, deverá haver obrigatoriamente
um inquérito administrativo.
A destituição de cargo em comissão, nesse caso, ataca o cargo em comissão do funcionário que
incorrer nas transgressões previstas. Apesar de levar à perda do cargo, ela é ainda menos grave do
que a pena de demissão e cassação de aposentadoria, pois neste caso ainda estamos falando de

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cargo de livre nomeação e de exoneração. Lembre-se do que disse há algumas aulas: a exoneração
não tem caráter punitivo, já a destituição e a demissão têm.
Segundo o estatuto, são motivos que podem determinar a destituição de cargo em comissão:
I - atestar falsamente a prestação de serviço extraordinário;
II - não cumprir ou tolerar que não se cumpra a jornada de trabalho;
III - promover ou tolerar o desvio irregular de função;
IV - retardar a instrução ou o andamento do processo;
V - coagir ou aliciar subordinados, com objetivo de natureza político-partidária;
VI - deixar de prestar ao órgão de pessoal a informação de que trata o Artigo 25
deste Estatuto;
VII - a prática de infrações sujeitas às penas de suspensão e de demissão.
Professor, e se o servidor comissionado já tiver sido exonerado quando da aplicação da sanção, fica
de graça? Não, a exoneração será convertida em DESTITUIÇÃO DE CARGO EM COMISSÃO.
Já os muitos motivos que podem levar à demissão, por sua vez, nos são dados pelo art. 199 do
Estatuto:
I - crime contra a Administração Pública;
II - abandono de cargo (ausência do serviço, sem justa causa, por mais de 30
dias);
III - incontinência pública e conduta escandalosa;
IV - insubordinação grave em serviço;
V - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo se em legítima defesa
própria ou de outrem;
VI - aplicação irregular dos dinheiros públicos;
VII - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio público;
VIII - revelação de segredo de que tenha conhecimento em razão de suas
atribuições;
IX - ao ocupante do cargo de Agente Comunitário de Saúde que deixar de residir
na comunidade onde atua;
X - reincidência em falta que deu origem à aplicação da pena de suspensão por
trinta (30) dias;
XI - transgressão do disposto nos incisos I, V, VI, VII, VIII, X, XI, XIV, XV, XXIII,
XXV e XXVI do artigo 188 deste Estatuto;
XII - perda de nacionalidade brasileira, na forma da lei;
XIII – inassiduidade habitual;
XIV - reincidência em proceder de forma desidiosa;
XV - corrupção;
XVI - improbidade administrativa.
Importante que saibamos a diferença entre abandono de cargo e inassiduidade habitual:
Considera-se abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço por mais de 30
(trinta) dias consecutivos.
Considera-se inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por período igual ou
superior a 60 (sessenta) dias interpoladamente, durante o período de 12 (doze) meses.

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Por fim, a aposentadoria, como vimos em aulas anteriores, também poderá ser cassada, o que é
considerada a penalidade mais gravosa no serviço público juntamente com a demissão. Segundo o
nosso Estatuto, estes são os casos que poderá dar ensejo à cassação da aposentadoria:
I - falta punível com a pena de demissão, quando praticada ainda no efetivo
exercício do cargo;
II - aceitação ilegal de cargo, provada a má-fé;
III - aceitação de comissão, emprego ou pensão de Governo estrangeiro, sem
prévia autorização do Presidente da Republica;
IV - prática de advocacia administrativa ou usura, em qualquer de suas formas.
Visto isso, cabe a nós ressaltar alguns pontos importantes.
O indiciamento em inquérito administrativo disciplinar traz algumas restrições de direitos ao
investigado. A principal delas é que ele fica proibido de pedir exoneração do cargo enquanto não
concluído o processo. Parece-nos clara a razão: afinal, uma vez sem o vínculo com a Administração,
qual o efeito da aplicação da penalidade?
Caso já tenha sido exonerado e a sanção a ser aplicada for de demissão, sua exoneração será
convertida em DEMISSÃO.
Também é importante que saibamos que não é qualquer superior que terá competência para aplicar
as penalidades. Existem penalidades cuja aplicação é competência exclusiva do Prefeito ou do
Presidente da Câmara Municipal, conforme a vinculação funcional.
Como você já deve estar imaginando, tratam-se das penalidades mais gravosas: demissão,
destituição de cargo em comissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade. Ou seja trata-
se das penalidades que extinguem aquele vínculo alcançado pela efetividade do cargo – razão pela
qual a destituição não está dentre elas.
Nos demais casos, a competência será do Procurador Geral do Município, do Controlador Geral, dos
Secretários e dos dirigentes dos órgãos a estes equiparados, podendo, ainda, as penalidades de
advertência, repreensão e suspensão até 8 dias serem aplicadas pelos Secretários Executivos,
Diretores Executivos, Gerentes Gerais e o Corregedor da Guarda Municipal.
Vamos esquematizar?

O Procurador Geral do Os Secretários Executivos, os


Prefeito ou Presidente da Município, o Controlador Geral, Diretores Executivos, os
Câmara Municipal os Secretários e dirigentes de Gerentes Gerais e o Corregedor
órgãos a estes equiparados da Guarda Municipal do Recife

•Todas as punições e •Advertência •Advertência


privativamente, nos casos de: •Repreensão •Repreensão
•Demissão •Suspensão •Suspensão de até 08 dias
•Destituição de Cargo em
Comissão
•Cassação de Aposentadoria
•Disponibilidade

A penalidade de multa será aplicada pelo autoridade que aplicar a suspensão.

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Quando estudamos o direito de petição, vimos que é cabível pedido de reconsideração sobre decisão
de autoridade. Aqui não será diferente.
Não se prevê, contudo, a possibilidade de múltiplos recursos no Estatuto, mas esta possibilidade é
depreendida do §2º do art. 202, que informa que à autoridade superior cabe a faculdade de agravar,
atenuar ou cancelar a pena imposta por autoridade subordinada.
Assim, em razão da lógica hierárquica seguida pelos recursos, imagino que seria possível postulá-lo
nos casos em que a competência originária para decidir não esteja nas mãos das autoridades
máximas dos poderes legislativo e executivo municipais.
Por fim, vejamos como funcionam os prazos de prescrição das infrações – ou seja, até quando
poderá ser punido um funcionário que haja cometido uma infração disciplinar:
• Infrações sujeitas às penas de advertência e de repreensão – 1 ano;
• Infrações sujeitas à pena de suspensão – 2 anos;
• Infrações sujeitas às penas de destituição de função, demissão e cassação de aposentadoria
e disponibilidade – 5 anos;
A contagem de tais prazos se inicia com o conhecimento do fato pela autoridade competente para
instaurar a sindicância ou o processo administrativo disciplinar, sendo interrompido (reinicia do
zero) pelo ato que instaura o inquérito administrativo.

Bem, estamos já na reta final. Mais uma aula e terminamos o nosso estudo. Na aula de hoje tivemos
muito a memorizar. Infelizmente, é assim mesmo – então sugiro uma revisão do conteúdo desta
matéria um pouco antes da prova. O resumo a seguir deverá auxiliá-lo a decorar as questões mais
difíceis desta matéria.
Bons estudos!

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5 - RESUMO DO CONCURSEIRO

DEVERES & PROIBIÇÕES

DEVERES PROIBIÇÕES

I - acumular dois ou mais cargos,


I - exação administrativa;
funções ou empregos públicos, salvo
II - assiduidade; as exceções previstas em Lei;
III - pontualidade; II - referir-se, à autoridade ou a atos
IV - discrição; da Administração Pública de modo
depreciativo, em informação,
V - urbanidade; parecer ou despacho, podendo,
VI - observância às normas legais e porém, em trabalho assinado, criticá-
regulamentares; los do ponto de vista doutrinário ou
da organização do serviço;
VII - obediência às ordens superiores
e às determinações emanadas pela III - retirar, sem autorização da
Controladoria Geral do Município, autoridade competente, documento
salvo quando manifestamente ou objeto de trabalho que não lhe
ilegais; pertença;
VIII - representação à autoridade IV - promover manifestação de
superior sobre irregularidades de que apreço ou desapreço e fazer circular
tiver ciência, em razão do cargo; ou subscrever listas de donativos no
recinto do trabalho;
IX - observância, nas relações de
trabalho e na sociedade, de V - valer-se do cargo para lograr
comportamento condizente com a proveito pessoal, em detrimento da
sua qualidade de servidor público e dignidade da função;
de cidadão; VI - coagir ou aliciar subordinados,
X - Colaboração para o com objetivo de natureza político-
aperfeiçoamento dos serviços, partidária;
sugerindo à direção ou chefia VII - participar de gerência ou
imediatas as medidas que julgar administração de sociedade privada,
necessárias; personificada ou não personificada,
XI - manutenção de sigilo sobre não se aplicando esse dispositivo ao
documentos e fatos de que tenha servidor em gozo de licença sem
conhecimento, em razão do cargo. vencimentos, aposentados ou em se
tratando de instituições ou entidades

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XII - zelar pela economia do material beneficentes, filantrópicas, de


e a conservação do patrimônio caráter social e humanitário e sem
público; fins lucrativos, quando compatíveis
XIII - atender com presteza ao com a jornada de trabalho;
público, às requisições para defesa da
VIII - exercer o comércio ou participar
Fazenda Pública e aquelas
de sociedade empresária, exceto
necessárias a subsidiar
como acionista, cotista ou
procedimentos administrativos
comanditário, não se aplicando este
disciplinares; dispositivo ao servidor em gozo de
XIV - prestar à autoridade ou órgão licença sem vencimentos ou aos
competente informação não sigilosa aposentados;
de que tenha conhecimento em razão IX - pleitear, como procurador ou
do exercício de suas atribuições; intermediário, junto às repartições
XV - comparecer, quando convocado, públicas, salvo quando se tratar de
à inspeção ou perícia médica e ao percepção de vencimentos,
censo previdenciário. proventos, remuneração ou
vantagens de parente consanguíneo
ou afim até o segundo grau, ou de
cônjuge ou companheiro;
X - praticar usura, em qualquer das
suas formas;
XI - receber propinas, comissões,
presentes ou vantagens ilícitas, em
razão do cargo ou função;
XII - cometer a pessoa estranha à
repartição, fora dos casos previstos
em lei, desempenho de encargos que
lhe competir ou a seus subordinados;
XIII - promover, direta ou
indiretamente, a paralisação dos
serviços públicos, ou dela participar;
XIV - aceitar comissão, emprego ou
pensão de Governo estrangeiro, sem
prévia autorização do Presidente da
República;
XV - aceitar contrato com a
Administração Municipal, quando
não autorizado em lei ou
regulamento;

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XVI - comparecer ao serviço em


estado de embriaguez ou apresentar-
se nesse estado, habitualmente, em
público.
XVII - proceder de forma desidiosa,
incorrendo, repetidamente, em
descumprimento de deveres e
atribuições funcionais;
XVIII - opor resistência injustificada
ao andamento de documentos e
processo ou à execução de serviço;
XIX - utilizar pessoal ou recursos
materiais da repartição em serviços
ou atividades particulares;
XX - manter, sob sua chefia imediata,
em cargo comissionado ou função
gratificada, cônjuge, companheiro ou
parentes fora dos casos permitidos
em lei;
XXI - cometer a outro servidor
atribuições estranhas ao cargo que
ocupa, exceto quando este for
designado, pela autoridade
competente, para compor comissão,
grupo de trabalho ou para atuar
como perito ou assistente técnico em
processo administrativo ou judicial,
ou, ainda, em situações transitórias
ou de emergência, observado o
interesse do serviço público;
XXII - exercer quaisquer atividades
que sejam incompatíveis com o
exercício do cargo ou função e com o
horário de trabalho;
XXIII - acessar, armazenar ou
transferir, intencionalmente, com
recursos eletrônicos da
administração pública ou postos à
sua disposição, informações de

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conteúdo pornográfico ou erótico, ou


que incentivem a violência ou a
discriminação em quaisquer de suas
formas;
XXIV - discriminar qualquer pessoa,
no recinto da repartição, com a
finalidade de expô-la a situação
humilhante, vexatória, angustiante
ou constrangedora, em relação à
origem, idade, etnia, raça, cor, sexo,
estado civil, trabalho, religião,
convicções políticas ou filosóficas,
orientação sexual, deficiência física,
imunológica, sensorial ou mental;
XXV - usar recursos computacionais
da administração pública para,
intencionalmente:
a) violar sistemas ou exercer outras
atividades prejudiciais a sites
públicos ou privados;
b) disseminar vírus, cavalos de tróia,
spyware e congêneres;
c) disponibilizar, em sites do serviço
público, propaganda ou publicidade
de conteúdo privado, político-
partidário ou sindical, informações e
outros conteúdos incompatíveis com
os fundamentos e os princípios da
administração pública;
d) repassar dados cadastrais e
informações de servidores públicos
ou da repartição para terceiros, sem
autorização e fora dos casos
previstos em lei;
e) permitir ou facilitar o acesso a
recursos computacionais, sistemas
de informações ou banco de dados
da administração pública de pessoa
não autorizada, mediante atribuição,

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fornecimento ou empréstimo de
senha ou qualquer outro meio;
XXVI - usar conhecimentos e
informações adquiridos no exercício
de suas atribuições para violar ou
tornar vulnerável a segurança, os
sistemas de informática, sites ou
qualquer outra rotina ou
equipamento da repartição.

TRÍPLICE RESPONSABILIDADE

Independentes entre si

CIVIL PENAL ADMINISTRATIVA

Por dano a terceiro


(ação de regresso da
Fazenda contra o Decorrente de conduta
funcionário para tipificada como crime.
pagamento da Repercute na seara
indenização a terceiro); administrativa a decisão Por inobservância de
Por dano à Fazenda absolvitória que negue dever;
(ação da Fazenda o fato ou a autoria. Por transgressão de
diretamente contra o Abrange os crimes e proibição.
funcionário – contravenções
pagamento dos imputadas ao servidor,
prejuízos – não nesta qualidade.
confundir com a
penalidade de multa!)

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PENALIDADES
PERDA DE PERDA DE
PERDA DE QUALQUER
NECESSIDADE DE VENCIMENTOS E VÍNCULO PERDA DE
REGISTRO DIREITO DECORRENTE
INQUÉRITO VANTAGENS NO COMISSIONAD VÍNCULO EFETIVO
DO VÍNCULO
PERÍODO O

ADVERTÊNCIA
VERBAL

REPREENSÃO

SUSPENSÃO

DESTITUIÇÃO

DEMISSÃO

CASSAÇÃO DE
APOSENTADORIA

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6 - QUESTÕES COMENTADAS
1. (inédita)
Sobre os deveres e as proibições ao funcionário público do município de Recife, indique a
alternativa incorreta:
a) Dentre os deveres previstos ao funcionário público encontram-se os deveres de obediência
às ordens superiores, como decorrência da aplicação do princípio da hierarquia na
Administração.
b) O dever de urbanidade diz respeito ao dever de portar-se de modo polido e cortês, devendo,
todavia, ser evitadas demonstrações de apreço no ambiente de trabalho.
c) É dever do funcionário público colaborar para o contínuo aperfeiçoamento da gestão,
sugerindo medidas que julgar necessárias à autoridade máxima do órgão, competente para
decidir sobre tais matérias.
d) É proibido cometer desempenho de encargo que lhe competir a pessoa estranha ao órgão,
quando não previsto em Lei.
e) Constitui proibição, sujeita a responsabilização disciplinar, a prática de usura.
Comentários
Esta questão seria bastante simples, caso o erro da assertiva que está equivocada fosse menos sutil.
Acontece que, conforme previsto pelo Estatuto, e também em observância à hierarquia, o
funcionário público deverá reportar sugestões de melhoria à gestão não imediatamente à
autoridade máxima do órgão, mas ao seu superior hierárquico imediato, que, por sua vez, procederá
da mesma forma.
GABARITO: C

2. (inédita)
Sobre os deveres e as proibições ao funcionário público do município de Recife, indique a
alternativa correta:
a) Os deveres de discrição e de manutenção de sigilo são correlatos; contudo, não são
equivalentes: se no primeiro o que se tutela é a segurança jurídica e a finalidade dos atos da
Administração, no segundo o que se tutela é o direito à privacidade de terceiros ou o sigilo da
informação pública determinado no interesse da sociedade e do Estado.
b) O crime de concussão pode ser punido disciplinarmente em vista da proibição estatutária a
retirar, sem autorização, documento ou objeto do trabalho que não lhe pertença.
c) O Estatuto do Funcionário Público proíbe o exercício do direito de greve.
d) Constitui falta grave o aceite de comissão, emprego ou pensão de Governo estrangeiro, sem
prévia autorização do Prefeito do município ou do presidente da Câmara Municipal, conforme
o caso.

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e) Constitui proibição qualificada como advocacia administrativa o pleito de vantagens, como


procurador ou intermediário, junto a repartição pública, em qualquer circunstância.
Comentários
A distinção entre os deveres de discrição e manutenção do sigilo já foi beeeeem martelado na nossa
aula. Vejamos então porque as demais questões estão incorretas. Como tratado na aula, embora
não se possa equiparar o tipo penal com a falta disciplinar, existem vários crimes cujo tipo coincide
com a descrição de faltas disciplinares. Assim, em primeiro lugar, seria possível questionar a redação
da questão, pois dá a entender que um procedimento administrativo seria usado para apurar uma
responsabilidade penal. Não é isso que acontece. Além disso, o tipo penal relacionado, no caso, não
é sequer a concussão, mas o peculato.
Sobre o direito de greve também já tratamos bastante na aula. Lembre-se que ele é
constitucionalmente garantido ao servidor público, e uma interpretação sistemática da Lei nos
permitiria dizer que o que se proíbe é a paralização do serviço, e não o direito de greve.
A alternativa seguinte está quase correta; acontece que a autorização necessária para afastar a falta
não é a do Prefeito, mas sim a do Presidente da República.
Por fim, segundo o nosso Estatuto, a advocacia administrativa não ocorre quando o pleito que é
exercido como procurador ou intermediário disser respeito a vencimento, remuneração ou
vantagens de parente consanguíneo ou afim até o segundo grau.
GABARITO: A

3. (FCC - 2008 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Tecnologia da Informação)

Em matéria de responsabilidades do servidor público federal, analise:


I. A responsabilidade penal abrange também as contravenções imputadas ao servidor, nessa
qualidade.
II. A responsabilidade civil-administrativa resulta também de ato comissivo praticado no
desempenho do cargo ou função .
III. As sanções civis penais e administrativas não poderão cumular-se, mesmo quando
dependentes entre si.
IV. A responsabilidade administrativa do servidor não será afastada no caso de absolvição
criminal que negue a existência de sua autoria.
Nesses casos, APENAS são corretos :
a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) I, III e IV.
e) II, III e IV.

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Comentários
Esta questão é bem simples, e creio que as alternativas corretas sejam de fácil apreensão. Quanto à
terceira alternativa, devemos recordar que uma das decorrências da independência entre as
responsabilidades é a possibilidade de um mesmo fato ser punido em mais de uma esfera, gerando,
justamente, a cumulação de penas. O que não pode é a cumulação de penas administrativas, lembre-
se.
Já a última assertiva está totalmente equivocada, visto que a sentença absolutória no processo penal
que tenha como razão a negativa do fato ou a existência da autoria é o único caso de repercussão
do processo penal no processo administrativo.
GABARITO: A

4. (FUNCAB - 2013 - PC-ES - Delegado de Polícia)


Laurineia, com vinte e cinco anos de serviço público no cargo efetivo de Auxiliar Administrativo,
está sendo processada criminalmente pela prática do crime de peculato, sob a acusação de ter
subtraído um computador da Administração Pública, que ficava sob sua responsabilidade.
Assim, pode-se afirmar:
I. A Administração, visando à proteção do interesse público, não pode impor ao servidor
punição disciplinar por conduta que configure crime em tese, antes do desfecho do julgamento
na esfera criminal.
II. A responsabilidade da Administração Pública fica elidida quando o servidor é absolvido
criminalmente pelo mesmo fato.
III. Constitui óbice à aplicação da pena administrativa de demissão o fato de ter sido a
recorrente absolvida da imputação do crime previsto no artigo 312 do Código Penal, com
fundamento no artigo 386, IV, do Código de Processo Penal, vale dizer, por não existir prova
suficiente para a condenação.
IV. Ressalvadas as hipóteses de absolvição criminal por inexistência do fato criminoso ou
negativa de autoria, as esferas criminal e administrativa são independentes.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
a) I, apenas.
b) II e III, apenas.
c) IV, apenas.
d) I, III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
Comentários
A primeira assertiva ignora a independência das três responsabilidades a que está sujeito o servidor.
Ela erra, portanto, pois mesmo que a conduta que configure crime em abstrato não tenha ainda sido
apurada na esfera penal ela poderá ser objeto de sanção administrativa.

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Já na segunda e na terceira assertivas, novamente o tema recorrente: não esqueça que a sentença
absolutória no processo penal que tenha como razão a negativa do fato ou a existência da autoria é
o único caso de repercussão do processo penal no processo administrativo! Nesse sentido, olha essa
súmula do STF: “Súmula 18: Pela falta residual, não compreendida na absolvição pelo juízo criminal,
é admissível a punição administrativa do servidor público”.
GABARITO: C

5. (ESAF - 2014 - MF - Assistente Técnico Administrativo)


Pedro Paulo, servidor público federal, exerce suas atribuições atualmente no setor de arquivo
físico da unidade organizacional em que está lotado. Pedro Paulo já poderia requerer a sua
aposentadoria, porém abdica de fazê-lo por ser o trabalho a única atividade saudável que o
retira da solidão.
Ao longo da sua vida funcional, Pedro Paulo perdeu toda a sua família, vítima de um acidente
automobilístico que vitimou fatalmente sua esposa e filhos. Desde então, Pedro Paulo
entregou-se aos vícios do álcool e do fumo sem, todavia, reconhecer-se vítima do alcoolismo e
do tabagismo.
No dia em que completaria vinte anos que sua família tinha morrido, Pedro Paulo ingeriu álcool
no ambiente de trabalho após o encerramento do expediente e, já não respondendo por si,
terminou por deixar que uma guimba de cigarro acesa entrasse em contato com os papéis de
trabalho e terminou provocando um incêndio de grandes proporções que destruiu boa parte
do arquivo sob sua responsabilidade.
Em processo criminal específico, Pedro Paulo foi absolvido por não ter a intenção de provocar
o dano, tendo agido sob a influência da doença que o acometia.
A respeito do caso concreto acima narrado, acerca da responsabilidade do servidor público,
analise as afirmativas abaixo, classificando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) A responsabilidade penal abrange apenas os crimes imputados ao funcionário, nesta
qualidade.
( ) Fez-se necessário aguardar o final da ação penal para que tivesse início o processo
administrativo disciplinar contra Pedro Paulo.
( ) A absolvição de Pedro Paulo na esfera criminal não afasta sua responsabilidade
administrativa.
a) F, F, F.
b) V, F, V.
c) V, F, F.
d) F, F, V.
e) F, V, F.

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Comentários
Nesta questão há uma pegadinha maldosa, que exige que o aluno tenha memorizado a letra da Lei.
Acontece que a responsabilidade penal abrange tanto crimes como contravenções imputados ao
funcionários. Já a segunda e a terceira alternativas, a essa altura, são moleza: independência das
responsabilidades! Lembre-se de que é possível que a absolvição criminal afaste a responsabilidade
administrativa, mas apenas como exceção, já que isso só ocorre no caso de absolvição por negativa
do fato ou da autoria.
GABARITO: D

6. (Inédita)
Sobre as penas disciplinares, assinale a alternativa incorreta:
a) A pena de suspensão que for superior a 15 dias deverá ser precedida de inquérito
administrativo.
b) É vedada a cumulação de penas em um mesmo processo, sendo exceção a esta regra a
possibilidade de cumulação de suspensão e multa.
c) Enquanto a pena de advertência é meramente verbal e não resulta em registro, a pena de
repreensão é, necessariamente, aplicada por escrito.
d) Na fixação da pena, são levados em consideração a natureza e a gravidade da infração, além
dos danos que dela provierem e os antecedentes do funcionário.
e) O desvio irregular de função é um dos motivos determinantes para a aplicação da pena de
destituição.
Comentários
A regra da não cumulação de penas em um mesmo processo não comporta exceções. A possibilidade
de se comutar a pena de suspensão em multa não consiste, portanto, em cumulação, mas na troca
de uma pena por outra.
GABARITO: B

7. (Inédita)
Assinale a alternativa incorreta:
a) A perda da nacionalidade brasileira é motivo de demissão do funcionário ocupante de cargo
efetivo.
b) A suspensão leva à perda de todos os direitos e vantagens decorrentes do exercício do cargo,
durante o tempo que esta durar.
c) Uma das diferenças entre os deveres de discrição e de manutenção de sigilo é que apenas a
inobservância deste último poderá levar à demissão.
d) Considera-se abandono de cargo a ausência do serviço, sem justa causa, por mais de 30 dias
consecutivos.

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e) A falta punível com a demissão, quando constatada após a aposentadoria e com punibilidade
ainda não preclusa, poderá levar a instauração de processo administrativo para a cassação da
aposentadoria.
Comentários
A suspensão não leva à perda do salário-família, que é, como vimos, uma vantagem!
GABARITO: B

8. (Inédita)
Analise as condutas abaixo:
I. Sessenta dias de falta ao serviço em período de 12 meses, sem causa justificada.
II. Aplicação irregular dos dinheiros públicos.
III. Retardar a instrução ou o andamento de um processo.
IV. Incontinência pública e conduta escandalosa.
V. Coagir ou aliciar subordinados.
São condutas passíveis de punição com demissão APENAS:
a) I, II, V.
b) I, III, IV.
c) I e II.
d) I, II e IV.
e) II, IV e V.
Comentários
O que dizer aqui a não ser chamar atenção para a necessidade de memorizar estas hipóteses?
GABARITO: D

9. (Inédita)
Analise as condutas abaixo:
I. Aceitação ilegal de cargo, com comprovada má-fé.
II. Prática de advocacia administrativa.
III. Crime contra a Administração Pública.
IV. Revelação de segredo de que tenha conhecimento em razão do cargo.
São condutas puníveis com a cassação da aposentadoria apenas:
a) I e II.
b) I, II e III.

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c) II e IV.
d) Nenhuma.
e) Todas.
Comentários
A pegadinha aqui está no fato de que o inciso I do artigo 201 do Estatuto nos informa que qualquer
falta punível com demissão, se praticada no efetivo exercício do cargo, poderá levar à cassação da
aposentadoria. Assim, aqui nós temos tanto faltas exclusivas que levam à cassação da aposentadoria
como faltas que tanto podem levar à demissão quanto à cassação da aposentadoria.
GABARITO: E

10. (inédita)
Sobre a aplicação das penas disciplinares, assinale a alternativa incorreta:
a) Do ato de aplicação de pena disciplinar caberá pedido de reconsideração, de cuja decisão
caberá recurso administrativo;
b) Em sede recursal, a autoridade conhecerá não apenas do objeto recorrido, mas de toda a
matéria, de sorte que poderá até mesmo agravar a pena aplicada pela instância anterior.
c) As infrações sujeitas à pena de destituição da função, demissão e cassação de aposentadoria
prescrevem em quatro anos da data da ocorrência do fato.
d) Os Gerentes Gerais são autoridades competentes para aplicar as penas de advertência,
repreensão e suspensão, desde que esta não exceda 8 dias.
e) A pena de multa será aplicada pela autoridade que impuser a suspensão, quando houver
conversão.
Comentários
Esta última questão serve para você atentar para o marco inicial da contagem de prazo para a
prescrição. Diferentemente de outros Estatutos, a prescrição, neste caso, não conta da data de
ocorrência do fato, mas da data em que o fato se tornou de conhecimento da autoridade
competente!
GABARITO: C

11. (inédita)
Pedro, servidor público municipal do Poder Executivo, após o devido processo, será punido
com a pena de suspensão de 30 dias. Assinale a alternativa que apresenta autoridade que não
possui competência para aplicar a referida pena:
a) Procurador Geral do Município
b) Controlador Geral
c) Prefeito

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d) Secretário
e) Diretor Executivo
Comentários
Dessa lista, apenas o diretor executivo não possui tal competência, sendo limitada a suspensão a até
8 dias.
GABARITO: E

12. (inédita)
Assinale a alternativa que apresenta transgressão punível com demissão:
a) referir-se, à autoridade ou a atos da Administração Pública de modo depreciativo, em
informação, parecer ou despacho, podendo, porém, em trabalho assinado, criticá-los do ponto
de vista doutrinário ou da organização do serviço.
b) retirar, sem autorização da autoridade competente, documento ou objeto de trabalho que
não lhe pertença.
c) ao ocupante do cargo de Agente Comunitário de Saúde que deixar de residir na comunidade
onde atua.
d) promover manifestação de apreço ou desapreço e fazer circular ou subscrever listas de
donativos no recinto do trabalho.
e) pleitear, como procurador ou intermediário, junto às repartições públicas municipais, salvo
quando se tratar de percepção de vencimentos, proventos, remuneração ou vantagens de
parente consanguíneo ou afim até o segundo grau, ou de cônjuge ou companheiro.
Comentários
Dessa lista, apenas o item C prevê Demissão, memorize, pois é uma hipótese bem diferente do que
se encontra em outras estatutos. As demais transgressões ensejam suspensão.
GABARITO: C

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7 - QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS


1. (inédita)
Sobre os deveres e as proibições ao funcionário público do município de Recife, indique a
alternativa incorreta:
a) Dentre os deveres previstos ao funcionário público encontram-se os deveres de obediência
às ordens superiores, como decorrência da aplicação do princípio da hierarquia na
Administração.
b) O dever de urbanidade diz respeito ao dever de portar-se de modo polido e cortês, devendo,
todavia, ser evitadas demonstrações de apreço no ambiente de trabalho.
c) É dever do funcionário público colaborar para o contínuo aperfeiçoamento da gestão,
sugerindo medidas que julgar necessárias à autoridade máxima do órgão, competente para
decidir sobre tais matérias.
d) É proibido cometer desempenho de encargo que lhe competir a pessoa estranha ao órgão,
quando não previsto em Lei.
e) Constitui proibição, sujeita a responsabilização disciplinar, a prática de usura.
2. (inédita)
Sobre os deveres e as proibições ao funcionário público do município de Recife, indique a
alternativa correta:
a) Os deveres de discrição e de manutenção de sigilo são correlatos; contudo, não são
equivalentes: se no primeiro o que se tutela é a segurança jurídica e a finalidade dos atos da
Administração, no segundo o que se tutela é o direito à privacidade de terceiros ou o sigilo da
informação pública determinado no interesse da sociedade e do Estado.
b) O crime de concussão pode ser punido disciplinarmente em vista da proibição estatutária a
retirar, sem autorização, documento ou objeto do trabalho que não lhe pertença.
c) O Estatuto do Funcionário Público proíbe o exercício do direito de greve.
d) Constitui falta grave o aceite de comissão, emprego ou pensão de Governo estrangeiro, sem
prévia autorização do Prefeito do município ou do presidente da Câmara Municipal, conforme
o caso.
e) Constitui proibição qualificada como advocacia administrativa o pleito de vantagens, como
procurador ou intermediário, junto a repartição pública, em qualquer circunstância.
3. (FCC - 2008 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Tecnologia da Informação)

Em matéria de responsabilidades do servidor público federal, analise:


I. A responsabilidade penal abrange também as contravenções imputadas ao servidor, nessa
qualidade.

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II. A responsabilidade civil-administrativa resulta também de ato comissivo praticado no


desempenho do cargo ou função .
III. As sanções civis penais e administrativas não poderão cumular-se, mesmo quando
dependentes entre si.
IV. A responsabilidade administrativa do servidor não será afastada no caso de absolvição
criminal que negue a existência de sua autoria.
Nesses casos, APENAS são corretos :
a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
==7dae==

d) I, III e IV.
e) II, III e IV.
4. (FUNCAB - 2013 - PC-ES - Delegado de Polícia)
Laurineia, com vinte e cinco anos de serviço público no cargo efetivo de Auxiliar Administrativo,
está sendo processada criminalmente pela prática do crime de peculato, sob a acusação de ter
subtraído um computador da Administração Pública, que ficava sob sua responsabilidade.
Assim, pode-se afirmar:
I. A Administração, visando à proteção do interesse público, não pode impor ao servidor
punição disciplinar por conduta que configure crime em tese, antes do desfecho do julgamento
na esfera criminal.
II. A responsabilidade da Administração Pública fica elidida quando o servidor é absolvido
criminalmente pelo mesmo fato.
III. Constitui óbice à aplicação da pena administrativa de demissão o fato de ter sido a
recorrente absolvida da imputação do crime previsto no artigo 312 do Código Penal, com
fundamento no artigo 386, IV, do Código de Processo Penal, vale dizer, por não existir prova
suficiente para a condenação.
IV. Ressalvadas as hipóteses de absolvição criminal por inexistência do fato criminoso ou
negativa de autoria, as esferas criminal e administrativa são independentes.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
a) I, apenas.
b) II e III, apenas.
c) IV, apenas.
d) I, III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.

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5. (ESAF - 2014 - MF - Assistente Técnico Administrativo)


Pedro Paulo, servidor público federal, exerce suas atribuições atualmente no setor de arquivo
físico da unidade organizacional em que está lotado. Pedro Paulo já poderia requerer a sua
aposentadoria, porém abdica de fazê-lo por ser o trabalho a única atividade saudável que o
retira da solidão.
Ao longo da sua vida funcional, Pedro Paulo perdeu toda a sua família, vítima de um acidente
automobilístico que vitimou fatalmente sua esposa e filhos. Desde então, Pedro Paulo
entregou-se aos vícios do álcool e do fumo sem, todavia, reconhecer-se vítima do alcoolismo e
do tabagismo.
No dia em que completaria vinte anos que sua família tinha morrido, Pedro Paulo ingeriu álcool
no ambiente de trabalho após o encerramento do expediente e, já não respondendo por si,
terminou por deixar que uma guimba de cigarro acesa entrasse em contato com os papéis de
trabalho e terminou provocando um incêndio de grandes proporções que destruiu boa parte
do arquivo sob sua responsabilidade.
Em processo criminal específico, Pedro Paulo foi absolvido por não ter a intenção de provocar
o dano, tendo agido sob a influência da doença que o acometia.
A respeito do caso concreto acima narrado, acerca da responsabilidade do servidor público,
analise as afirmativas abaixo, classificando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) A responsabilidade penal abrange apenas os crimes imputados ao funcionário, nesta
qualidade.
( ) Fez-se necessário aguardar o final da ação penal para que tivesse início o processo
administrativo disciplinar contra Pedro Paulo.
( ) A absolvição de Pedro Paulo na esfera criminal não afasta sua responsabilidade
administrativa.
a) F, F, F.
b) V, F, V.
c) V, F, F.
d) F, F, V.
e) F, V, F.
6. (Inédita)
Sobre as penas disciplinares, assinale a alternativa incorreta:
a) A pena de suspensão que for superior a 15 dias deverá ser precedida de inquérito
administrativo.
b) É vedada a cumulação de penas em um mesmo processo, sendo exceção a esta regra a
possibilidade de cumulação de suspensão e multa.

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c) Enquanto a pena de advertência é meramente verbal e não resulta em registro, a pena de


repreensão é, necessariamente, aplicada por escrito.
d) Na fixação da pena, são levados em consideração a natureza e a gravidade da infração, além
dos danos que dela provierem e os antecedentes do funcionário.
e) O desvio irregular de função é um dos motivos determinantes para a aplicação da pena de
destituição.
7. (Inédita)
Assinale a alternativa incorreta:
a) A perda da nacionalidade brasileira é motivo de demissão do funcionário ocupante de cargo
efetivo.
b) A suspensão leva à perda de todos os direitos e vantagens decorrentes do exercício do cargo,
durante o tempo que esta durar.
c) Uma das diferenças entre os deveres de discrição e de manutenção de sigilo é que apenas a
inobservância deste último poderá levar à demissão.
d) Considera-se abandono de cargo a ausência do serviço, sem justa causa, por mais de 30 dias
consecutivos.
e) A falta punível com a demissão, quando constatada após a aposentadoria e com punibilidade
ainda não preclusa, poderá levar a instauração de processo administrativo para a cassação da
aposentadoria.
8. (Inédita)
Analise as condutas abaixo:
I. Sessenta dias de falta ao serviço em período de 12 meses, sem causa justificada.
II. Aplicação irregular dos dinheiros públicos.
III. Retardar a instrução ou o andamento de um processo.
IV. Incontinência pública e conduta escandalosa.
V. Coagir ou aliciar subordinados.
São condutas passíveis de punição com demissão APENAS:
a) I, II, V.
b) I, III, IV.
c) I e II.
d) I, II e IV.
e) II, IV e V.

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9. (Inédita)
Analise as condutas abaixo:
I. Aceitação ilegal de cargo, com comprovada má-fé.
II. Prática de advocacia administrativa.
III. Crime contra a Administração Pública.
IV. Revelação de segredo de que tenha conhecimento em razão do cargo.
São condutas puníveis com a cassação da aposentadoria apenas:
a) I e II.
b) I, II e III.
c) II e IV.
d) Nenhuma.
e) Todas.
10. (inédita)
Sobre a aplicação das penas disciplinares, assinale a alternativa incorreta:
a) Do ato de aplicação de pena disciplinar caberá pedido de reconsideração, de cuja decisão
caberá recurso administrativo;
b) Em sede recursal, a autoridade conhecerá não apenas do objeto recorrido, mas de toda a
matéria, de sorte que poderá até mesmo agravar a pena aplicada pela instância anterior.
c) As infrações sujeitas à pena de destituição da função, demissão e cassação de aposentadoria
prescrevem em quatro anos da data da ocorrência do fato.
d) Os Gerentes Gerais são autoridades competentes para aplicar as penas de advertência,
repreensão e suspensão, desde que esta não exceda 8 dias.
e) A pena de multa será aplicada pela autoridade que impuser a suspensão, quando houver
conversão.
11. (inédita)
Pedro, servidor público municipal do Poder Executivo, após o devido processo, será punido
com a pena de suspensão de 30 dias. Assinale a alternativa que apresenta autoridade que não
possui competência para aplicar a referida pena:
a) Procurador Geral do Município
b) Controlador Geral
c) Prefeito
d) Secretário
e) Diretor Executivo

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12. (inédita)
Assinale a alternativa que apresenta transgressão punível com demissão:
a) referir-se, à autoridade ou a atos da Administração Pública de modo depreciativo, em
informação, parecer ou despacho, podendo, porém, em trabalho assinado, criticá-los do ponto
de vista doutrinário ou da organização do serviço.
b) retirar, sem autorização da autoridade competente, documento ou objeto de trabalho que
não lhe pertença.
c) ao ocupante do cargo de Agente Comunitário de Saúde que deixar de residir na comunidade
onde atua.
d) promover manifestação de apreço ou desapreço e fazer circular ou subscrever listas de
donativos no recinto do trabalho.
e) pleitear, como procurador ou intermediário, junto às repartições públicas municipais, salvo
quando se tratar de percepção de vencimentos, proventos, remuneração ou vantagens de
parente consanguíneo ou afim até o segundo grau, ou de cônjuge ou companheiro.

GABARITO

1. C 6. B 11. E

2. A 7. B 12. C

3. A 8. D

4. C 9. E

5. D 10. C

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8 - CONSIDERAÇÕES FINAIS
Concluímos a nossa aula de hoje. Se tiver dúvidas, utilize nosso fórum. Estou sempre à disposição
também no e-mail e nas redes sociais.

Grande abraço!

Paulo Guimarães

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