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Aula 05

Legislação Municipal p/ Reciprev - Com


Videoaulas - Pós-Edital

Autores:
Paulo Guimarães, Thais Poliana
Teixeira Ribeiro de Assunção
Aula 05
24 de Março de 2020

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Paulo Guimarães, Thais Poliana Teixeira Ribeiro de Assunção
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1 - Considerações Iniciais ................................................................................................... 2


2 - Estatuto dos Funcionários Públicos do Recife – Parte VI................................................ 2
2.1. Processo Administrativo Disciplinar ........................................................................................... 2
2.2. Suspensão Administrativa .......................................................................................................... 8
2.3. Revisão ....................................................................................................................................... 8
2.4. Disposições Finais ....................................................................................................................... 9
3 - Considerações Finais ................................................................................................... 10

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1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Olá, amigo concurseiro! Hoje finalmente concluiremos nosso estudo do Estatuto dos Funcionários
Públicos do Recife \o/
Não foi fácil chegar até aqui, e eu sei disso. Nosso curso é longo e cheio de detalhes, e se você leu
todas essas aulas, certamente já pode começar a ficar mais tranquilo, pois você está cada vez mais
perto da preparação plena!

Força! Bons estudos!

2 - ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO RECIFE – PARTE VI

2.1. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR

O processo administrativo disciplinar – PAD – é o instrumento legal para apurar responsabilidade


de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as
atribuições do cargo em que se encontre investido. O PAD compreende 2 fases, que podem ou não
se suceder: a sindicância e o inquérito administrativo.
Uma vez que a Administração toma ciência do cometimento de uma irregularidade por um servidor
público, é seu dever instaurar processo para apuração de responsabilidade. Esta instauração é
determinada diretamente pelo Prefeito ou pelos Secretários Municipais ou autoridades de mesmo
nível na Câmara Municipal quando estivermos diante de hipótese de inquérito administrativo.
Já no caso da sindicância, esta competência caberá́, também, aos Diretores de Departamento ou
autoridades de igual nível na Câmara Municipal.

COMPETÊNCIA PARA INSTAURAÇÃO DE PAD

Art. 208. São competentes para determinar a instauração do


processo administrativo.
I - o Prefeito, o Procurador Geral do Município, o Controlador Geral, os Secretários
Municipais, dirigentes de órgãos a estes equiparados ou autoridades de mesmo nível da
Câmara Municipal do Recife, quando se tratar de inquérito administrativo;

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II - as mesmas autoridades referidas no inciso anterior, os Secretários Executivos, os


Diretores Executivos, dirigentes de órgãos a estes equiparados, o Corregedor da Guarda
Municipal, os Gerentes Gerais ou autoridades de igual nível da Câmara Municipal quando
se tratar de sindicância.

Por fim, antes de analisarmos as duas fases em que se pode desdobrar o processo administrativo,
recordemos que o Estatuto prevê expressamente a aplicação subsidiaria das normas processuais do
Código de Processo Penal e do Código de Processo Civil para o processo disciplinar por ele regulado.

2.1.1. A sindicância administrativa


A sindicância é um procedimento preliminar, instaurado sempre que a falta funcional não se revele
evidente ou quando a sua autoria for incerta. Trata-se, portanto, de um procedimento de natureza
investigativa, em que, via de regra, não ocorre contraditório.
A sindicância é executada por TRÊS SERVIDORES EFETIVOS E ESTÁVEIS designados pela autoridade
que determinar sua instauração, sendo que um deles será́ o Presidente e indicará o seu secretário.
O prazo para a conclusão de uma sindicância é bastante curto, devendo ela ser concluída em até
15 dias, sem prejuízo da possibilidade de prorrogação por igual período, uma única vez.
Da sindicância poderá́ derivar três consequências:
• O arquivamento do processo, quando comprovada a inexistência de irregularidade;
• A aplicação de penas leves, que não necessitam de inquérito, tais como advertência, multa e
suspensão;
• Instauração de inquérito administrativo, a fim de apurar a responsabilidade de aplicar as
penas mais gravosas: destituição, demissão e cassação de aposentadoria.

Em respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa, é obvio que, no segundo caso, será́
aberta a oportunidade de defesa ao servidor antes da aplicação da pena. Este prazo é bastante
diferente daquele previsto no direito de petição: a defesa terá 3 dias para pronunciar-se antes da
aplicação da pena.

2.1.2. O inquérito administrativo


Se na sindicância a execução fica a cargo de 3 funcionários, no inquérito a execução fica a cargo de
uma Comissão Central de Inquérito, que possui natureza PERMANENTE, composta por QUATRO
funcionários igualmente permanentes (um deles é o Presdente), que são designados por ato do
Procurador Geral do Município. Além deles, existem membros de apoio, que podem ser sete de nível
I e sete de nível II.

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O Presidente da Comissão Central de Inquérito designará um dos membros de Apoio I (um) para o
exercício da função de Escrivão.
A Comissão Central de Inquérito, por intermédio de seu Presidente, poderá requerer dos órgãos e
entidades municipais documentos e informações necessários ao deslinde dos processos de
inquérito, podendo fixar prazo para resposta, cabendo aos servidores e empregados responsáveis
pela prestação das informações atender ao pedido de forma diligente e escorreita, sob pena de
responsabilidade funcional.
Quais os requisitos para ser membro permanente, além de servidor efetivo e estável?

Membro
Presidente Apoio I Apoio II
Permanente
• Servidor de • Bacharel em • Concluido • Ensino Médio
Nível Superior Direito Curso Concluido
• Bacharel em Superior
Direito reconhecido
pelo MEC

O inquérito, sob o rito ordinário ou sumário, será conduzido por pelo menos 03 (três) membros,
sendo 01 (um) deles membro permanente.
O rito sumário será adotado para apuração das infrações de abandono de cargo, inassiduidade
habitual e acumulação ilícita de cargos. Ou seja, são infrações administrativas simples de investigar.
Mas caso o indiciado esteja em lugar incerto ou não sabido, poderá a Comissão adotar o rito
ordinário.
As fases do rito sumário são:

Instauração
• Publicação do ato que constituir a Comissão

Instrução Sumária
• Compreende a indiciação, defesa e relatório

Julgamento

Já falei também para vocês que no rito sumário se apuram infrações mais fáceis de comprovar, qual
é a materialidade, a prova, que se apresenta?
Abandono de cargo: pela indicação precisa do período de ausência intencional do servidor ao serviço
superior a 30 (trinta) dias;
Inassiduidade habitual, pela relação dos dias de falta ao serviço sem causa justificada, por período
igual ou superior a 60 (sessenta) dias interpoladamente, durante 12 (doze) meses.

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Na apuração das infrações sujeitas ao procedimento sumário, a Comissão lavrará, até 10 (dez) Dias
após a publicação do ato que a constituiu, termo de indiciação em que serão transcritas as
informações relativas à autoria, correspondente ao nome, cargo, matrícula e lotação do servidor, e
materialidade, mediante descrição dos fatos, bem como promoverá a citação pessoal investigado,
ou por intermédio de sua chefia imediata, para, no prazo de 10 (dez) dias, apresentar defesa
escrita, assegurando-se-lhe vista do processo na repartição.
Apresentada a defesa, a Comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou a
responsabilidade do servidor, em que resumirá as peças principais dos autos, opinará sobre a licitude
da conduta em exame, indicará o respectivo dispositivo legal e remeterá o processo à autoridade
instauradora, para julgamento.
O citado relatório, no caso de abandono de cargo, opinará sobre a intencionalidade da ausência ao
serviço superior a 30 (trinta) dias, e, na hipótese de inassiduidade habitual, se houve justa causa para
as faltas ao serviço no período considerado
Uma diferença que deve ser levada em consideração quando analisamos a sindicância e o inquérito
diz respeito ao fato de que, se naquela geralmente não existe contraditório – principalmente quando
tiver natureza simplesmente investigativa – nesta, pelo contrário, se estabelece um contraditório
em sentido estrito, devendo ser observados alguns princípios básicos como a ampla defesa e o
formalismo moderado.
Além disso, quanto aos prazos, também aqui existem diferenças. Como já se viu, o inquérito é bem
mais complexo do que a sindicância. Portanto, aqui, o prazo de conclusão também é maior: 180 dias
a contar da publicação do ato que determinar a instauração do inquérito, prorrogável por mais 30
dias mediante solicitação fundamentada do Presidente da Comissão à autoridade que houver
determinado a sua instauração, desde que antes de findo o prazo inicial, no rito ordinário. No rto
sumário esse prazo é de 45 dias, prorrogável por mais 15.
Ao longo deste processo, a Comissão terá amplas competências, podendo proceder qualquer
diligencia necessária à instrução processual, inclusive sem exclusão de outras inquirições, bem como
requerer participação técnica de profissionais e peritos.
É claro que a Comissão não terá poderes para, por exemplo, obter informações protegidas por sigilos
reativos à intimidade do servidor, como o sigilo bancário ou de comunicações – devendo para tanto
solicitá-lo junto ao Poder Judiciário.
Aqui há de se fazer apenas alguns apontamentos: primeiro, devemos ter em mente que, se, como
ocorre em muitos casos, existe Lei que determine a entrega anual de declaração de renda do
servidor ao órgão competente de pessoal, para fins de controle da evolução patrimonial, a
Comissão poderá ter acesso a informações fiscais sem que seja necessário solicitá-lo à Fazenda.
Em segundo lugar, no que se refere ao sigilo de comunicações, a Administração tem entendido
desnecessária a decisão judicial para fins de acesso aos e-mails trocados pelo servidor com terceiros
quando feito pela caixa de e-mail institucional.

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Poderá a Comissão ainda ouvir testemunhas, que deverão ser convocadas por meio de ofício que
indique assunto, hora e local da oitava – caso a testemunha seja servidor público, tal ofício deverá
ser expedido ao titular da repartição em que estiver lotada.
Segundo o Estatuto, a recusa injustificada ao testemunho é proibida. Contudo, podemos nos
perguntar se há como responsabilizar aquele que se haja recusado a prestar o testemunho, quando
convocado, e não tenha qualquer vínculo com a Administração. Ele não pode, por exemplo, ser preso
por ordem da Comissão, não é mesmo?
Além disso, nem sequer para os casos em que o funcionário é, efetivamente, funcionário público do
município, há a previsão expressão de sanção para aquele que se recusar a prestar testemunho de
modo injustificado.
Como dito anteriormente, no inquérito administrativo estabelece-se contraditório,
necessariamente, mediante a possiblidade de defesa ao indiciado.
Assim, antes do fim da instrução do processo, a Comissão deverá citá-lo, indicando de modo claro a
pratica das irregularidades e infrações a ele atribuída, fazendo a remissão aos depoimentos e
documentos que fundamentam a conclusão, e indicando as folhas do processo em que se
encontram.
A partir da citação, o recorrido terá́ 10 dias para apresentar defesa, sendo-lhe facultada a vista do
processo na repartição – não a carga! Este prazo poderá sofrer algumas alterações: em caso de dois
ou mais indiciados, lhes é dado prazo de 20 dias para a defesa e, quando o funcionário se encontrar
em local incerto e não sabido, sendo citado por edital, seu prazo é de 15 dias.
Além disso, mediante requerimento do indiciado, o prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo
dobro, para diligências que sejam consideradas indispensáveis à sua defesa.
Em qualquer fase do processo, poderá o indiciado constituir advogado para representa-lo. Na
defesa, o indiciado poderá oferecer as provas de que dispor, podendo mesmo requerer, ao
presidente da Comissão, que sejam feitas diligências para apurar fatos que se reputem importantes
para confirmar as suas alegações.
Bom, isso ocorre quando o indiciado efetivamente exerce o seu direito e se defende dentro do prazo.
Contudo, o que acontece se isso não ocorrer? Em caso de revelia, ou seja, quando, citado, o indiciado
não apresenta defesa, ocorre a designação de um funcionário para defendê-lo, preferencialmente
da mesma classe e categoria profissional.
Realizada a defesa e finalizada a instrução do processo, a Comissão deverá elaborar um relatório
que concluirá pela inocência ou pela culpa do indiciado, indicando sempre quais as disposições legais
haveriam sido transgredidas e opinando pela aplicação das penalidades proporcionais à ofensa. Caso
haja decisão por aplicação de multa para ressarcimento à Fazenda Municipal, o relatório deverá,
inclusive, determinar o seu montante e o seu modo de pagamento.
Uma vez concluído o relatório, o processo é então remetido à autoridade que determinou a sua
instauração, que deverá proferir decisão em prazo de 30 dias.
Tal decisão, sempre que implique no reconhecimento de cometimento de crime de ação pública,
deverá determinar a comunicação do feito à autoridade policial. Nos demais casos de infração à lei

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penal, diz-nos o Estatuto, a decisão determinará a remessa do translado do inquérito à autoridade


competente, ficando o original dos autos arquivado na repartição.

2.1.3. Suspeição
O servidor designado para integrar a Comissão poderá arguir, por escrito, sua suspeição junto à
autoridade que o tiver designado, dentro do prazo de 48 (quarenta e oito) horas, contadas da
publicação do ato de designação.
A suspeição diz respeito a condição de fato, relacionada ao objeto do processo ou às suas partes,
que possa gerar conflito de interesses junto ao julgador, afetando diretamente a sua imparcialidade.
Trata-se de uma presunção relativa de incapacidade.
Nesse caso, o funcionário, ao perceber a sua condição peculiar, deve fazê-la chegar à autoridade que
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o designou, a fim de que esta possa designar outro funcionário para integrar a Comissão.
No caso da Comissão Permanente, o prazo para a arguição de suspeição deve ser contado a partir
do ato que determinar a instauração do inquérito, visto que, em razão de sua natureza permanente
o ato de designação não ocorrerá a cada vez que um inquérito seja instaurado.
O estatuto prevê apenas uma hipótese de suspeição:

Art. 213...
§2° Considerar-se-á procedente a arguição quando o funcionário designado alegar ser parente
consanguíneo ou afim, até o terceiro (3o) grau, ou amigo íntimo ou inimigo íntimo capital de
qualquer dos indicados.

Caso o indiciado queira alegar a suspeição de um dos membros da comissão, ele deverá dirigi-la, por
escrito, ao presidente da Comissão, que dará imediato conhecimento ao membro cuja suspeição
está sendo arguida, para que este a confirme em prazo de 24 horas.
Após a manifestação do membro arguido, o presidente da Comissão deverá solicitar à autoridade
que determinou a instauração do inquérito a substituição do membro suspeito, caso julgada
procedente, ou simplesmente comunicá-la do incidente para emissão de decisão final de
improcedência da arguição.
Importante ressaltar que, caso o arguido seja o próprio presidente da Comissão, a sua substituição
será feita por outro membro permanente, no prazo de 48 horas.
A autoridade competente decidirá da suspeição no prazo máximo de setenta e duas (72) horas.
Por fim, é bom saber que a arguição de suspeição suspende o prazo do processo, correndo em autos
apartados ao processo administrativo.

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2.2. SUSPENSÃO ADMINISTRATIVA

A suspensão administrativa será determinada pelo prefeito e o presidente da Câmara Municipal –


tendo a duração máxima de 60 dias, prorrogável por mais 30 dias por solicitação do presidente da
Comissão. Segundo o EFPMRe, ela possui natureza preventiva, pois será determinada quando exista
a possibilidade de o funcionário influir indevidamente no inquérito.
De modo geral, a suspensão acarretará o não recebimento das vantagens e vencimentos do
período, bem como a interrupção da contagem de tempo de serviço, salvo três hipóteses:

• Quando reconhecida a inocência, recebendo assim a remuneração de seu cargo;


• Quando a pena disciplinar se limitar à suspensão;
• Quando a suspensão exceder os prazos legais (esta hipótese está, como as demais, prevista
na Lei; contudo, consideramos que seria desnecessária, visto que, excedido o prazo previsto,
a suspensão seria ato eivado de ilegalidade, não podendo surtir
• efeitos, mesmo que inexistisse esta previsão legal).

2.3. REVISÃO

Da decisão que aplicar penalidade no inquérito administrativo caberá́ recurso, denominado recurso
de revisão, que poderá ser interposto a qualquer tempo em que forem aduzidos fatos ou
circunstâncias capazes de justificar a inocência do servidor.
Tem competência para requerê-la o próprio funcionário ou, caso este esteja falecido, desaparecido
ou incapacitado, qualquer pessoa da família ou outras pessoas que contem no registro cadastral do
funcionário. De outra parte, tem competência para apreciá-lo a autoridade que determinou a
aplicação da penalidade.
A análise da revisão é feita por uma Comissão composta de três integrantes, sendo 1 presidente e
dois servidores, todos efetivos e estáveis, de categoria igual ou superior à do servidor punido,
designados pelo Procurador Geral do Município. O servidor que atuou na sindicância ou no PAD não
pode participar da comissão revisora.
O prazo para a análise da revisão é de até 60 dias, quando então os autos do processo revisional
(que deverão correr apensados aos autos do processo do inquérito) são remetidos à autoridade
competente para decidir.
Caso a autoridade defira o pedido, isto é, acate as razões do funcionário que interpôs a revisão, a
penalidade imposta é tornada sem efeito, e o funcionário deverá ter restabelecido todos os seus

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direitos. Isto é: o funcionário irá recuperar o seu cargo e receber as perdas financeiras
retroativamente.

2.4. DISPOSIÇÕES FINAIS

Chegamos agora às disposições finais do nosso Estatuto. De modo geral, as disposições finais de uma
Lei costumam tratar de questões relativas à transição entre um regime jurídico e outro, bem como
da revogação de outras leis anteriores. O nosso Estatuto, no entanto, apresenta disposições finais
como uma espécie de miscelânea de temas diversos. Assim, vamos analisar cada um desses tópicos.
Afastamento de servidor para concorrer a cargo eletivo. O estatuto prevê que quando exerça
função de diretoria, chefia, fiscalização ou arrecadação, o funcionário que se candidata deverá ser
afastado do exercício com direito ao recebimento de vencimentos e vantagens, dede o momento
em que seja feito o registro de sua candidatura na Justiça Eleitoral até o primeiro dia subsequente
à eleição.
Pensão para familiares de funcionário que faleça em razão de acidente de trabalho. É assegurado
aos familiares de funcionário que faleça em razão de acidente de trabalho uma pensão especial em
valor igual a um salario mínimo regional, que poderá ser cumulada com as pensões pagas pelos
órgãos previdenciários.
Além disso, nos demais casos, os beneficiários do servidor falecido receberão 13 vezes ao ano uma
pensão proporcional a 50% das gratificações percebidas pelo falecido, quando decorrentes de
regime especial de trabalho, serviço extraordinário, função e representação.
Direito de associação. O Estatuto prevê̂ o direito de associação para defesa, assistência e
representação coletiva da classe, desde que a entidade constituída tenha personalidade jurídica
própria.
Além de prever o direito, o Estatuto ainda prevê medidas protetivas àqueles funcionários que atuem
em entidade de classe. A mais representativa destas medidas é a proibição de exonerar, demitir,
suspender ou destituir de função funcionário investido em cargo de direção de entidade
representativa de classe até um ano após o final do seu mandato, salvo se cometer falta grave (art.
199 do Estatuto) apurada em inquérito administrativo.
Ou seja, com a redação dada, esta proteção acaba merecendo critica. Visto que o artigo 199 trata
justamente das condutas que levariam à demissão e visto que a demissão somente poderia decorrer
de um inquérito administrativo, a verdadeira proteção de que goza o funcionário diz respeito à
destituição e à suspensão.
Além disso, é permitido o afastamento remunerado de funcionário municipal para o exercício de
mandato eletivo de Presidente, Secretário Geral ou Tesoureiro de entidade representativa de
funcionários que congreguem no mínimo 500 associados. Aqui também temos algumas garantias,
que dizem respeito à vedação de exoneração ou demissão do funcionário enquanto ele estiver
afastado.

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Dia do funcionário público municipal. O Estatuto fixa o dia 28 de outubro como dia do funcionário
público municipal.

3 - CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ufa! Enfim encerramos nosso estudo do Estatuto! Se ficar alguma dúvida, estou à sua disposição
no fórum e também no e-mail, ok?

Grande abraço!

Paulo Guimarães

professorpauloguimaraes@gmail.com

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