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ROTEIRO DE ESTUDOS PARA GRUPOS

REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO


ERMANCE DUFAUX
CAPÍTULO 9
1 – Temos a seguinte colocação na obra estudada:
“Que conceito afinal devemos ter sobre “ser espírita”? Será coerente e
proveitoso admitirmos, junto aos roteiros educativos da Doutrina Espírita, a
figura tradicional do “religioso não praticante”?
Será que devemos oficializar essa expressão a fim de prestigiar aqueles que
ainda não se julgam espíritas? Essas são mais algumas indagações a cogitar
na formação de uma ideia mais lúcida sobre a natureza da proposta educativa
do Espiritismo para a humanidade.”

- Baseando-se nestas colocações feitas por Ermance Dufaux, reflitam sobre


o que realmente é “ser espírita”.

R – Ser espírita é assumir os compromissos que a filosofia propõe. Isso é


algo dinâmico e não ligado a padrões rígidos. É buscar, através do esforço
do autoconhecimento e da reforma interior, errar menos e acertar mais, ser
alguém melhor do que ontem, sempre.
O espírita não é reconhecido somente nos instantes em que encanta a
multidão com a sua fala ou quando arrecada gêneros na campanha do quilo,
ou ainda por sua lavra inspirada na divulgação, ou mesmo pela tarefa de
direção. Essas são ações espíritas salutares e preparatórias para o
desenvolvimento de valores na alma, mas o serviço transformador do campo
íntimo, que qualifica o perfil moral do autêntico espírita, é medido pelo modo
de reagir a circunstâncias da existência pelo qual testemunha a intensidade
dos esforços renovadores de progresso e crescimento a que se tem ajustado.
Pelas reações mensuramos se estamos ou não assimilando no mundo íntimo
as lições preciosas da espiritualização. A ação avalia nossas disposições
periféricas da melhoria, todavia somente as reações são resultados das
mudanças profundas que, somente em situações adversas ou na convivência
com os contrários, temos como aquilatar em que níveis se encontram.

2 – Ermance Dufaux afirma que:

“Em primeira etapa, a criatura chega à casa espírita. Em uma segunda etapa,
o conhecimento doutrinário penetra os meandros da inteligência, e na
terceira fase, a mais significativa, o Espiritismo brota de dentro dela para
espraiar-se no meio onde atua, gerando crescimento e progresso. São três
etapas naturais que obedecem ao espírito de sequência da qual ninguém
escapa. Fases para as quais jamais poderemos definir critérios de tempo e
expectativa para alguém, a não ser para nós próprios. Fases que geram
responsabilidades a cada instante de contato com as verdades imortais, mas
que são determinadas, única e exclusivamente, pela consciência individual,
não sendo prudente estabelecer o que se espera desse ou daquele coração,
porque cada qual enfrentará lutas muito diversificadas nos campos da vida
interior.”

- Baseando-se na reflexão que foi feita a partir da questão anterior, como foi
a trajetória de aprendizados desde o primeiro contato que você fez com a
doutrina espírita?

- Qual parte do texto afirma que não podemos julgar os outros companheiros
de caminhada no que se refere a assimilação e incorporação dos
ensinamentos espíritas? Por que Ermance Dufaux fez essa afirmação? Você
pode relacioná-la a sua trajetória de alguma forma?

3 – No livro são feitas as seguintes colocações em relação aos efeitos


proporcionados pelos ensinamentos espíritas naqueles que se entregam a eles
com afinco e amor:

“Com a verdadeira assimilação da filosofia espírita pelo ser, ocorre:


- O espírito da ação: aquele batalhador, tarefeiro, doador de bênçãos,
estudioso, que se movimenta por entre as práticas espíritas. Este está ligado
ao movimento espírita, já que é a ação dos homens e mulheres na
comunidade.
- O espírito da nova atitude: aquele que encara de modo renovado os testes
da vida, já que está aplicando os ensinamentos da filosofia em prol de sua
melhoria própria, não criando rótulos ou limitações indesejáveis. Este está
ligado com a mensagem espírita, que é a essência daquilo que podemos fazer
para a nossa intimidade a partir desta movimentação com o meio.”

Baseando-se nas colocações acima, você acha que o critério moral é


imprescindível para que a filosofia espírita seja verdadeiramente incorporada
ao novo homem/mulher que desponta? Por quê? Reflita sobre o que se
entende por critério moral.

R - O critério moral deve estar em primeiro lugar impresso nas ações,


pensamentos e experiências do verdadeiro espírita em busca da
harmonização e formação de uma personalidade ajustada com a lei natural
do amor.

4 – Em relação ao verdadeiro espírita, temos uma colocação feita por


ErmanceDufaux:

“Libertemo-nos das capas e máscaras e cultivemos nas agremiações


kardequianas o mais límpido diálogo sobre nossas necessidades e qualidades
nas lutas pelo aperfeiçoamento. Formaremos assim uma “corrente de
autenticidade e luz” que se reverterá em rigorosa fonte de estímulo e consolo
às angústias do crescimento espiritual.
Deixemos de lado essa necessidade insensata de definirmos conceitos
estreitos e “padrões engessados” que não auxiliam a sermos melhores do que
somos.”

- Reflita sobre o que Ermance Dufaux quis dizer com as expressões


“libertemo-nos das capas e máscaras”, “corrente de autenticidade e de luz” e
“padrões engessados”?

- Você acha que deixar as próprias sombras virem à tona pode significar dar
passagem e vazão às nossas más tendências potencializando-as? Reflita
sobre estas questões.

R - Aceitemos nossas imperfeições e devotemo-nos com sinceridade e


equilíbrio ao processo renovador. Estejamos convictos de um ponto em
matéria de melhoria espiritual: só faremos e seremos aquilo que
conseguimos, nem mais nem menos. O importante é que sejamos o que
somos, sem a necessidade injustificável de ficar criando rótulos para nossos
estilos ou formas de ser.

ROTEIRO ELABORADO POR PRISCILA KOLLER

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