Você está na página 1de 11

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL

ESCOLA DE HUMANIDADES

JENNIFER RODRIGUES PEDRO

LUCIANE SERRA

MAYTÊ CRISTINE MOREIRA

ORIGENS E HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA

Porto Alegre

2020

JENNIFER RODRIGUES PEDRO


LUCIANE SERRA

MAYTÊ CRISTINE MOREIRA

ORIGENS E HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA

Seminário de origens e história da língua


portuguesa. A origem latina do português:
a contribuição do latim vulgar, do latim
eclesiástico e do latim literário.

Profa. Cláudia Regina Brescancini

Porto Alegre

2020

Última flor do Lácio, inculta e bela,


És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…
Olavo Bilac
1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem por objetivo apresentar a origem latina do português


e quais foram as contribuições do latim vulgar, latim eclesiástico e latim literário para
o desenvolvimento da língua. Para que isso ocorra, é preciso não somente entender
seu processo estrutural, sintático, semântico e lexical; é preciso, antes, voltar à
história de uma localidade e de um povo, afinal o português tem sua origem em um
processo chamado Reconquista (ILARI, BASSO 2006).
Hodiernamente, o Brasil é o maior país de língua portuguesa no mundo.
Contudo, o português não nasceu no Brasil, já que foi implementado em nosso
território pela colonização portuguesa com a chegada de Pedro Álvares Cabral às
terras de Vera Cruz, em 1500. A história da nossa língua não se resume apenas à
chegada dos portugueses ao continente sul-americano, por isso é preciso retornar
às origens deste idioma que veio de caravelas até nós. Ao buscar a genealogia da
língua portuguesa, voltamo-nos a seu parente imediato: o latim. Retornar à origem
latina da nossa língua é de suma importância, pois assim se explica muitas de suas
características, suas riquezas e o quanto ela evoluiu.
O latim literário e o latim eclesiástico, como será apresentado ao longo do
seminário, não são as variedades que diretamente deram origem a nossa língua. A
variante que deu origem ao nosso idioma foi: o latim vulgar. O contexto histórico é
fundamental para que possamos compreender a trajetória da língua e de que modo
o latim vulgar chegou até o português falado no Brasil.

2 CONTEXTO HISTÓRICO — DA ORIGEM DO LATIM ATÉ A RECONQUISTA

É impossível falar da origem de uma língua sem falar de sua história externa
e de como os fatos históricos colaboraram para seu surgimento e disseminação. A
língua portuguesa deriva do latim e, por isso, é necessário acompanhar o trajeto da
língua latina de sua origem a sua queda.
O latim nasceu na região do Lácio, na Itália, e o questionamento que passa
em nossa mente, ao lermos essa afirmativa, é: como o latim da Itália dá origem ao
português, primeiro europeu, e depois chega ao nosso português brasileiro? Assim
como o português surgiu de um processo de Reconquista, o latim também passou
por este território tão desejado na antiguidade: a Península Ibérica, uma região do
sudoeste europeu. Essa região foi invadida por diversos povos, de culturas, de
línguas e de religiões totalmente diferentes, formando uma mistura cultural. E um
dos povos que passaram por essa região foram os romanos. O celtas invadiram a
Península Ibérica no séc. VIII a.C e, juntando-se ao povos ibéricos, que já
pertenciam à região, tornaram-se os celtiberos. Os cartagineses também tiveram
sua tentativa de invasão da península, porém, os celtiberos chamaram os romanos
para que ajudassem no combate à invasão cartaginesa. No séc. III a. C., aconteceu
a invasão romana, dando início a Guerras Púnicas (romanos x cartagineses). Em
197 a.C, a Península Ibérica estava sob domínio romano e foi anexada como
província. Desse modo, o latim torna-se idioma oficial nas transações comerciais e
nos atos oficiais. No séc. V, a região da Península já estava totalmente romanizada.
Isto é, seu idioma, umas das marcas da conquista territorial, já estava sendo
utilizado por toda população. O latim vulgar era uma variante do latim clássico muito
utilizada pelos comerciantes e soldados romanos, que levaram-na pelas regiões
conquistadas, essa variante do latim clássico, segundo Maria Cristina de Assis, fez
desaparecer, na Península Ibérica, a língua nativa dos primitivos habitantes e
passou a sofrer influxo dos substratos céltico, ibéricos e ligúrico.
O séc. V d.C foi marcado também pela invasão “bárbara” na Península
Ibérica, e nessa época o latim já estava muito modificado. O povo “bárbaro”
contribuiu com a dissolução do Império Romano, o que implica diretamente na
diversificação do latim. Uma importante invasão aconteceu no séc. VIII: a invasão
árabe. Em 711 d. C., os árabes instituíram seu idioma como oficial na região
conquistada. O idioma é uma grande marca de conquista e, por isso, é tão
importante que ele seja oficializado e falado pela população como marca de
dominação.
Em 718 d.C, iniciou-se o processo de reconquista. Esse processo está ligado
à invasão árabe, pois a Reconquista é um movimento político-militar de retomada,
pelos cristãos, da parte setentrional da Península, que havia sido invadida pelos
árabes. Esse processo durou muito tempo e muitas reconquistas aconteceram,
mesmo as Cruzadas fazem parte desse movimento. As várias reconquistas que
ocorreram deram origem aos reinos de Portugal, Castela e Aragão. O latim
transformou-se e, com o processo de reconquista e a formação de novos reinos, o
povo do norte foi migrando para o sul da Península, formando, assim, Portugal.
Com todas as influências, principalmente dos moçárabes (cristãos que
aderiram a cultura e idioma dos árabes, exceto sua religião), o idioma foi se
modificando até chegar no galego-português. E o português brasileiro? Apenas no
séc. XV, com as Grandes Navegações, é que Portugal, já estabelecido como reino,
traz a sua língua aos território sul-americano.

3 LATIM VULGAR

Sabemos que o português deriva do latim, língua da civilização que teve


como centro a Roma antiga. Havia outras duas variáveis que foram estudadas do
latim. No entanto, foi uma terceira variável que deu a origem do português: o latim
vulgar. Essa variável também pode ser explicada como um vernáculo, que se
caracteriza pelo aprendizado da língua por assimilação espontânea e inconsciente,
ou seja, situação em que não houve um ensino de modo formal ou estudado, mas
em que a língua se desenvolveu pela fala e pela comunicação entre povos.
Após as conquistas militares do Império Romano, o latim vulgar foi falado na
maioria dos territórios conquistados e fez com que as línguas nativas
desaparecessem. Esse processo de introdução do latim vulgar ocorreu de forma
gradual. Com a queda do Império Romano, a Península Ibérica já estava totalmente
latinizada. Houve necessidade de escrita do latim vulgar, e os responsáveis de
transformar/transportar a fala para a escrita encontraram dificuldades, como, por
exemplo, na separação das palavras. Algumas vogais, ditongos abertos e
consoantes palatais, criados no português, causaram dificuldades na representação
pelo alfabeto latino. O material utilizado na época medieval também era muito caro,
fazendo necessário poupar esse material. A escrita era feita até a borda, com
abreviações, marcadas por til (~).
O latim vulgar se contrastou com as outras variedades, pois era utilizado para
fins como o da fala popular. Após um período alguns falares locais derivados do
latim vulgar ganharam prestígio e transformaram-se nas línguas românicas: romeno,
italiano, dardo, reto- românico, occitano, francês, catalão, espanhol, galego e
português. (ILARI, BASSO 2006)
O latim já estava bastante modificado quando os “bárbaros” invadiram a
Península ibérica. Houve vários povos que provocaram a diversificação do latim
falado, enquanto o escrito seguia da mesma forma. No século XIII d. C., os árabes
invadiram a Europa. Possuíam uma cultura própria e não absorveram a cultura
cristã. O árabe é adotado como língua oficial, mas a população continua falando o
romance.
Algumas particularidades do latim vulgar ao latim clássico:

a) Na fonética: perda das oposições de quantidade. O latim clássico possuía


cinco vogais, podendo assim serem longas ou breves, aliadas à mudança
de significado. No latim vulgar, a associação dava-se ao timbre, e a
diferença de duração de pronúncia desapareceu. Havia uma tendência
para as vogais átonas caírem, evitando o uso de palavras proparoxítonas.
b) No léxico: vocábulos mais populares e afetivos com sufixos diminutivos.
Preferência para palavras compostas no lugar de palavras simples do
latim clássico.
c) No morfológico: sistema de flexão se reduziu de cinco para três.
Terminação S como marca para plural. Desaparecimento do gênero
neutro, masculino e feminino, respectivamente, passam a ser marcadas
por O e A. Anatilismo: latim clássico não possuía artigos; já o latim vulgar
apresentava pronomes demonstrativos.

4 LATIM ECLESIÁSTICO

O latim eclesiástico é o resultado da língua latina adotada pela Igreja Católica


Romana. Obteve muito prestígio por estar presente na escrita e aproximar-se do
latim clássico, embora tenha sido influenciado pelas línguas vernáculas das regiões
do Império Romano e pela língua grega. Assinala-se, no entanto, que o berço
litúrgico do catolicismo não se deu na língua latina, e que a forte conexão entre
língua e religião não aconteceu de modo imediato nem arbitrário.
As Escrituras Sagradas, o Antigo Testamento e o Novo Testamento,
respectivamente, são de origem hebraica e grega. A primeira tradução latina da
liturgia cristã é, possivelmente — pois há uma tradução cuja data não é conhecida
—, a Vetus Latina, datada no séc. II. A primeira aproximação da Igreja com a língua
teve muitas semelhanças com o latim vulgar, pois o cristianismo católico era
estimado, em maior parte, pelas camadas sociais mais baixas do Império até então.
No século IV, o Império Romano, próximo ao seu fim, fez do cristianismo a
religião oficial. Datada no mesmo século foi a tradução das Escrituras Sagradas
feita por São Jerônimo, Vulcata, mais sofisticada do que a primeira. O latim da Igreja
aproximou-se mais da variedade literária, pois pessoas de camadas sociais mais
altas começaram a produzir textos religiosos, e passou a existir um projeto de
universalização da religião por meio da língua.
Assim, ao utilizar o latim mais próximo do clássico, a Igreja adotou uma
variedade que ia além das diferenças dialetais locais de cada região. Desse modo,
além de fazer com que a religião fosse mais estimada por fiéis da elite, o latim
eclesiástico conferiu universalidade e unidade à religião católica, o que favoreceu a
hegemonia religiosa da Igreja. Com as modificações linguísticas ocorridas após a
queda do Império no século V, início da Idade Média, a língua latina foi lentamente
extinguida, virando uma “identidade” da religião católica, embora também remetesse
ao poder, à riqueza e ao conhecimento. Permeando a liturgia católica e os textos de
filosofia e teologia, a variedade eclesiástica adquiriu grande prestígio durante esse
período histórico.
No Concílio de Trento (1545-1563), que surgiu como uma reação à Reforma
Protestante, já na Idade Moderna, a liturgia latina tornou-se oficial na religião
católica, e os ritos e celebrações ministrados em latim viraram norma da Igreja até o
Concílio Vaticano (1962-1965). Neste, definiu-se que as missas deveriam ser
ministradas conforme as línguas das regiões, embora o latim fosse ainda falado
internamente. Hoje, existem ritos e celebrações específicas que são ministrados na
língua, ainda oficial no Vaticano.
A variante da língua latina utilizada pela Igreja trouxe para a língua
portuguesa algumas contribuições lexicais, dentre as quais algumas são de origem
grega, como “catedral” (lat. ecclesia cathedralis). Outra herança é a influência
semântica, resultante de alguns neologismos, como a palavra “pecar” (lat. paccare),
que, fora do latim eclesiástico, significava apenas “tropeçar”. A palavra “feriado” (lat.
feriātus) teve o seu sentido modificado de “dia de descanso” ou “dia em que se
festeja” para “dia em que se homenageia um santo”; curiosamente, hoje, a palavra
voltou ao seu sentido inicial. Como consequência dessa alteração de sentido, em
um concílio ocorrido em Portugal, os nomes das semanas foram modificados,
definidos tais como se conhecem hoje, pelo argumento de que os nomes anteriores
homenageavam deuses pagãos. Observa-se que as influências linguísticas do latim
eclesiástico estão também vinculadas a influências culturais, de valores, e mesmo
históricas.

5 LATIM CLÁSSICO

O latim clássico é uma das variantes do latim praticada pela elite, por
intelectuais e por grandes personalidades relacionadas à elite. Por esse motivo,
seus adeptos eram dotados de conservadorismo em relação à língua, com um
grande apego a correções gramaticais, e o latim praticado por essa porção da
sociedade constitui-se de uma grande estilística, ou seja, essa correção também era
feita na parte estilística da língua. Esse conservadorismo, adotado por seus
defensores, fazia com que se posicionassem contra qualquer tipo de inovação ou
transformação da língua.
Diferente do latim vulgar, o latim clássico dispunha do apoio da escrita, o que
permitiu que essa variante do latim pudesse ser estudada nas escolas e fosse a
língua de grandes obras de consagrados escritores, tais como Cícero, Virgílio,
César e Horácio. Os escritores dotados de conhecimento do latim clássico
possuíam em suas mãos um vocabulário elegante em seu estilo, pois essa variante
era muito polida e requintada. Outra diferença do latim vulgar para o clássico é sua
maneira de disseminação. O latim vulgar foi um vernáculo, uma forma totalmente
oposta da aprendida na escola; já o latim clássico foi resultado de um esforço
consciente de várias gerações de escritores para fim estilísticos. O latim literário e o
latim vulgar também possuem diferenças na fonética, na morfologia, no léxico e na
sintaxe.
Com a chegada do latim vulgar e o maior domínio deste na fala da população
da Península Ibérica, o latim clássico ou literário se restringiu somente à função
escolar e para fins estéticos na escrita. Alguns documentos ainda permaneciam no
latim clássico, e outros, que eram mais de cunho da população, como manifestos,
avisos e cartas, eram escritos sem as devidas correções gramaticais, aproximando-
se, assim, de uma possível escrita do latim vulgar.

6 CAMÕES E OLAVO BILAC E A LÍNGUA PORTUGUESA

Alguns poetas cantaram em seus versos as origens de nossa língua. Dois


deles foram: Camões e Olavo Bilac. Luís Vaz de Camões é considerado o maior
poeta renascentista, uma das vozes mais expressivas da nossa língua (COLOMBO,
2011). Em 1527 ocorria o movimento renascentista em Portugal. Camões é
considerado o divisor da época arcaica e moderna. A maior produção clássica, Os
Lusíadas, de expressiva importância histórica para Portugal, é a maior obra de
língua portuguesa. Em Os Lusíadas destacaram-se temas como o nacionalismo,
cristianismo, humanismo, amor e desconcerto do mundo. Escrito durante a viagem
de Camões às Índias, a influência desse poeta quinhentista está presente na nossa
literatura contemporânea. Considerado o poeta nacional de Portugal é referência
para toda a comunidade lusófona internacional (COLOMBO, 2011). Alguns trechos
de sua grandiosa obra, Os Lusíadas, fazem menção a língua portuguesa como no
Primeiro Canto, estrofe 33:

Sustentava contra ele Vênus bela,


Afeiçoada à gente Lusitana
Por quantas qualidades via nela
Da antiga, tão amada, sua Romana;
Nos fortes corações, na grande estrela
Que mostraram na terra Tingitana,
E na língua, na qual quando imagina,
Com pouca corrupção crê que é a Latina

Camões cantou os feitos portugueses e, por isso, a língua é uma das


questões abordadas no poema. Diversas vezes ele usa a palavra língua referindo-
se à língua árabe e às línguas bárbaras, que estiveram intimamente ligadas ao
processo de reconquista, à formação de Portugal e também da língua portuguesa.
Olavo Bilac, poeta parnasiano, escreveu o soneto Língua Portuguesa, no
qual nossa história linguística é contada através de seus versos. Bilac remete-se a
Camões que, conforme vimos, também cantou os feitos da nossa língua em seus
versos. O poema de Bilac também deu origem à música Língua Portuguesa de
Caetano Veloso.

Última flor do Lácio, inculta e bela,


És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura.


Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

em que da voz materna ouvi: "meu filho!",


E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
(BILAC, 1997, l. 11)

A última flor do lácio, como se refere o poeta, faz alusão ao fato de a língua
portuguesa ser a última língua descendente direta da latina. Ao utilizar no segundo
verso, sobre esplendor e sepultura, Bilac aponta justamente o quanto a língua
portuguesa cresceu e o quanto o latim perdeu sua força até se tornar uma língua
morta. Nos demais versos, percebemos uma grande admiração pela beleza e
também por brutalidade, já que a língua ainda estava em processo de
desenvolvimento, e amor, como se a língua se personificasse, tornando-se alguém
de quem se pudesse sentir até mesmo o aroma e o viço. Por fim, o poeta termina
seu soneto citando Camões e seu tempo no exílio, que chorou a história portuguesa
em sua obra e foi o grande escritor da língua.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Fica claro que as contribuições de cada variedade do latim perpassam todos


os níveis da língua portuguesa, e que cada uma interferiu de um modo específico.
Observa-se, também, que as variedades são resultados de situações sócio-
históricas. Uma ocorrida de modo mais natural, como é o caso do latim vulgar,
outras com objetivo de exercer uma função social, como são os casos do latim
literário e do eclesiástico.
Essas modificações na língua também foram geradoras de situações
históricas e culturais. Quanto ao latim vulgar, talvez se dispense esse comentário, já
que originou outras línguas, o que é evidentemente um resultado histórico e cultural.
Sobre o latim eclesiástico, dispensando a perspectiva geral das consequências do
poder cultural da Igreja e limitando-a à cultura dos falantes da língua portuguesa,
suas influências linguísticas representaram valores. Por fim, o resgate do latim
clássico, por parte de escritores e filósofos no século XVI, também não proporcionou
apenas as mudanças linguísticas, mas impulsionou um movimento de produção
literária que seria lembrado e relembrado na história da literatura portuguesa como
“a idade de ouro”, marcando todas as produções na língua que viriam depois.

REFERÊNCIAS

ASSIS, Maria Cristina de. A história da língua portuguesa. [S. l: s. n]: 201?. Disponível em:
http://biblioteca.virtual.ufpb.br/files/histaria_da_langua_portuguesa_1360184313.pdf. Acesso
em: 19 mar. 2020.

BILAC, Olavo. Antologia Poética. Porto Alegre: L&PM Pocket, 1997. E-book.

CAMÕES, Luiz de. Os Lusíadas. 3. ed. revista e atualizada. Rio de Janeiro: Editora Nova
Fronteira, 2018. E-book.

COLOMBO, Roberta Andréa dos Santos. A importância de Camões na língua portuguesa:


uma intertextualidade contemporânea com os signos “Portugal, mar, amor”. In:
CONGRESSO NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA. 15., 2011, Rio de Janeiro.
Anais [...]. Rio de Janeiro: CiFEFiL, 2011. p. 105-115. Disponível em:
http://www.filologia.org.br/xv_cnlf/tomo_1/09.pdf. Acesso em: 26 mar. 2020.

ILARI, Rodolfo; BASSO, Renato. O português da gente: a língua que estudamos, a língua
que falamos. São Paulo: Contexto, 2006.

MELLO, Patricia Gomes de; ARAÚJO, Patrícia Silva R. de. Língua, religião e política: o
prestígio do latim na Igreja Católica. Miguilim, Crato, v. 3, n. 2, p. 19-31, maio/ago. 2014.
Disponível em: http://periodicos.urca.br/ojs/index.php/MigREN/article/download/735/678.
Acesso em: 26 mar. 2020.

XAVIER, Mayara Nogueira. O latim da Vulgata e outras traduções bíblicas da língua latina.
Língua, literatura e ensino, Campinas, v. 5, p. 219-227, 2010. Disponível em:
http://revistas.iel.unicamp.br/index.php/lle/article/view/1172. Acesso em: 27 mar. 2020.

Você também pode gostar