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UNIVERSIDADE PAULISTA

CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA

JOSÉ PEREIRA DOS SANTOS FILHO


VANESSA GOMES VIEIRA DE SÁ
VITÓRIA APARECIDA MENEZES SOUSA

A AÇÃO INVESTIGATIVA DA PEDAGOGIA SOBRE OS NOVOS MÉTODOS DE


ENSINO E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL EM TEMPOS ATUAIS:
DESAFIOS E CONQUISTAS

TERESINA-PI
2020
CIP - Catalogação na Publicação

Santos Filho, José Pereira Dos


A Ação Investigativa Da Pedagogia Sobre Os Novos Métodos De Ensino E
Aprendizagem Na Educação Infantil Em Tempos Atuais: Desafios E Conquistas
/ José Pereira Dos Santos Filho, Vanessa Gomes Vieira De Sá, Vitória
Aparecida Menezes Sousa. - 2020. 321 f. + CD ROM.

Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) apresentado ao Instituto de


Ciência Humanas da Universidade Paulista, Teresina, 2020.
Área de Concentração: Educação.
Orientador: Prof. Esp. Cícero José Henrique do Nascimento.

1. Novas Tecnologias. 2. Educação. 3. Desafios. 4. Conquistas. I. Sá,


Vanessa Gomes Vieira De . II. Sousa, Vitória Aparecida Menezes . III.
Nascimento, Cícero José Henrique do (orientador). IV.Título.

Elaborada pelo Sistema de Geração Automática de Ficha Catalográfica da


Universidade Paulista com os dados fornecidos pelo(a) autor(a).
JOSÉ PEREIRA DOS SANTOS FILHO
VANESSA GOMES VIEIRA DE SÁ
VITÓRIA APARECIDA MENEZES SOUSA

A AÇÃO INVESTIGATIVA DA PEDAGOGIA SOBRE OS NOVOS MÉTODOS DE


ENSINO E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL EM TEMPOS ATUAIS:
DESAFIOS E CONQUISTAS

Trabalho de conclusão de curso apresentado para a obtenção


do título de graduação em Pedagogia à Universidade Paulista –
Polo Teresina-PI – Unidade Mérito.

Orientador: Prof. Esp. Cícero José Henrique do Nascimento

APROVADO EM 14 DE DEZEMBRO DE 2020

BANCA EXAMINADORA

/ /
PROF. ESP. CÍCERO JOSÉ HENRIQUE DO NASCIMENTO
PRESIDENTE DA BANCA
UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP

/ /
MEBRO 01
PROF. MSC. CATARINE ELAINE DE SOUZA AMARAL GUIMARÃES
UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP

/ /
MEBRO 02
PROF. ESP. DÉBORA TAMIRES GOMES DE OLIVEIRA
UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP
RESUMO

Nos tempos atuais, a busca pelo o estudo investigativo a cerca das novas ações
Pedagógica sobre os novos métodos de ensino e aprendizagem na educação
infantil são constantes, pois a Pedagogia em si mesma já é parte de uma situação
análoga a uma pedagogia pós-moderna, ou seja, ela assume valores contínuos ao
seu tempo. Diante desta perspectiva, o presente trabalho tem como temática: “A
ação investigativa da pedagogia sobre os novos métodos de ensino e
aprendizagem na educação infantil em tempos atuais: desafios e conquistas”.
Como problema, levantaram-se as seguintes questões: quais foram os desafios e
as conquistas que a educação infantil obteve na atualidade? Como os professores
e os alunos se adaptaram a essa realidade? Quais são os novos métodos
utilizados na educação infantil para que aconteça o processo de ensino e
aprendizagem? Diante do problema, estabeleceu-se como objetivo geral,
investigar como os usos dos novos métodos pedagógicos, de ensino na educação
infantil, estão sendo utilizados e desenvolvidos. Logo, traçaram-se os objetivos
específicos, analisar as principais contribuições e os desafios das novas
metodologias na vida doa alunos da educação infantil; descrever os impactos
vividos pelos professores diante do uso das novas metodologias e apresentar os
principais novos métodos de ensino para a educação infantil. A metodologia
utilizada se deu por meio da natureza qualitativa, investigativa bibliográfica,
partindo de teóricos como Baladeli e Barros (2012), Botelho (2004), Freire (1995),
Kenski (2012), Moita e Queiroz (2007), Zanela (2007), dentre outros que
forneceram subsídios para esta investigação. Por fim, verificou-se no presente
trabalho que, o atual processo de se fazer Educação parte de uma prática
educativa que não tem um fim em si mesma, mas dialoga com os seus diversos
atores e situações para desenvolver o papel de cada pessoa como membro ativo
na comunidade humana.

Palavras-chaves: Novas Metodologias. Educação Infantil. Desafios. Conquistas.


ABSTRACT

Nowadays, the search for an investigative study about the new pedagogical
actions on the new teaching and learning methods in child education are
constant, since pedagogy itself is already part of a situation analogous to post-
pedagogy. Modern, that is, it assumes values continuous to its time. Given this
perspective, the present work has as its theme: "The investigative action of
pedagogy on the new teaching and learning methods in early childhood
education: challenges and achievements". As a problem, the following
questions were raised: what were the challenges and achievements that early
childhood education has achieved? How did teachers and students adapt to
this reality? What are the new methods used in early childhood education to
make the teaching and learning process happen? Faced with the problem, it
was established as a general objective, to investigate how the uses of new
pedagogical methods, of teaching in early childhood education, are being used
and developed. Then, specific objectives were outlined, analyzing the main
contributions and challenges of new methodologies in the life of early
childhood students; describe the impacts experienced by teachers when using
new methodologies and present the main new teaching methods for early
childhood education. The methodology used was based on a qualitative,
investigative bibliographic nature, starting from theorists such as Baladeli and
Barros (2012), Botelho (2004), Freire (1995), Kenski (2012), Moita and
Queiroz (2007), Zanela (2007 ), among others that provided subsidies for this
investigation. Finally, it was verified in the present work that, the current
process of doing education starts from an educational practice that does not
have an end in itself, but dialogues with its diverse actors and situations to
develop the role of each person as a member active in the human community.

KEYWORDS: New methodologies. Child education. Challenges.


Achievements.
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO............................................................................................................ 06

1CAPÍTULO – PROFESSOR E ALUNOS DIANTE DAS NOVAS METODOLOGIAS


DO ENSINO................................................................................................................08

1.1 O professor e a sua capacitação diante das novas metodologias pedagógicas...............08


1.2 O processo de aprendizagem do ensino infantil segundo as novas tecnologias .............10

2 CAPÍTULO – METODOLOGIAS EM TEMPOS ATUAIS: OS DESAFIOS E AS


CONQUISTAS............................................................................................................ 13

2.1 Os desafios diante das metodologias de ensino na atualidade ........................................ 13


2.2 As conquistas advindas das metodologias de ensino na atualidade ................................16

3 CAPÍTULO – DESCRIÇÃO DOS PRINCIPAIS MÉTODOS E ENSINO NA


ATUALIDADE.............................................................................................................18

3.1 A educação sobre a luz das tendências e métodos pedagógicos. ...................... 18


3.1.1 A tendencia pedagógica tradicional .................................................................18
3.1.2 A tendência liberal renovada.............................................................................19
3.1.3 A tendência liberal renovada não-diretiva ....................................................... .20
3.1.4 Tendência liberal tecnicista .............................................................................. 21
3.1.5 A tendência pedagógica libertadora...................................................................21
3.1.6 A tendência pedagógica libertária ................................................................... .22
3.1.7 A tendência pedagógica crítico-social dos conteúdos.......................................23
3.2 Principais métodologias pedagógicas na atualidade pandemia .......................... 23
3.2.1 Utilização de vídeo aulas e aulas ao vivo..........................................................25
3.2.2 Utilização de aplicativos para diversas funcionalidades....................................26
3.2.3 Utilização de ferramentas digitais para a gravação, a edição, a escola e a
transmimssão das aulas........................................................................................... 26
3.2.4 A tecnologia e os novos métodos para o feedback entre professores e alunos
............................................................................................................................. .......27

CONDIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................... 30

REFERÊNCIAS ...................................................................................................... .32


7
INTRODUÇÃO

Partindo do pressuposto a cerca da educação em tempos atuais, os seus


métodos, suas conquistas e as suas novas práticas de ensinar e de aprender, a
pedagogia pretende discutir sobre os novos métodos de ensino e aprendizagem na
educação infantil, ao efetivar uma constante ação investigativa para obter um amplo
conhecimento segundo as suas principais conquistas e registrar os seus desafios
para alcançar a proposta a cerca do futuro da educação e da escolarização, a partir da
atuação dos docentes nos tempos atuais, confirmando que, a própria pedagogia, em si
mesma, já é parte de uma situação análoga a uma pedagogia pós-moderna; a uma
pedagogia que passa a assumir novas dimensões nas práticas educativas e a inferir
opiniões crítico-participativo segundo os novos valores contínuos ao seu tempo.
O presente trabalho pretende apresentar, segundo os novos métodos de ensino e
aprendizagem, que a pedagogia visa desenvolver o real sentido da ampla relação do
ensinar e do aprender que não esteja determinada, somente, pelos conteúdos ensinados
e transmitidos, mas que esse processo, nos novos tempos, se configure a todas as
práticas diversas de fazer e ter educação, por isso que o referido trabalho traz em si a
temática central sobre, “a ação investigativa da pedagogia sobre os novos métodos de
ensino e aprendizagem na educação infantil em tempos atuais: desafios e conquistas.”
Logo, fica claro que a proposta temática deste trabalho, no processo investigativo
pedagógico, quer aprimorar e expandir a capacidade crítica, criativa e participativa dos
seus alunos.
A evidência deste trabalho é de um processo investigativo a cerca dos novos
métodos pedagógicos para atingir o bom êxito do ensino e a conquista do aprender, no
entanto, neste percurso investigativo se buscará obter com clareza sobre o que há de
conquistas e quais são os seus desafios em pleno século XXI, com isso, a pretensão
deste trabalho não é ter uma resposta definitiva e fechada; uma conclusão que não se
permita abrir para amplas discursões que são pertinentes ao mundo da educação e da
própria pedagogia, ao que se pode chamar e confirmar de pedagogia pós-moderna, com
este foco, o problema aqui presente é, quais são os desafios e as conquista que a
educação infantil encontra na atualidade? Como os professores e os alunos se
adaptaram a esta realidade? Quais são os novos métodos utilizados na educação infantil
para que aconteça o processo de ensino e aprendizagem?
Para aprofundar o processo investigativo sobre a ação pedagógica nos novos
métodos de ensino e aprendizagem, estabeleceu-se como objetivo geral, deste trabalho,
8
investigar como os usos dos novos métodos pedagógicos, de ensino na educação
infantil, estão sendo utilizados e desenvolvidos. Para ampliar essa ação investigativa, foi
preciso traçar objetivos específicos, para que este trabalho de conclusão de curso
tivesse um desenvolvimento qualitativo, e como objetivos específicos, foi traçado:
analisar as principais contribuições e os desafios das novas metodologias na vida dos
alunos da educação infantil; descrever os impactos vividos pelos professores diante do
uso das novas metodologias e apresentar os principais novos métodos de ensino para a
educação infantil.
Diante desta perspectiva e para alcançar o proposito qualitativo desejado neste
trabalho, a metodologia utilizada se deu por meio da natureza qualitativa investigativa
bibliográfica, partindo de teóricos como Ameida (2009), Baladeli e Barros (2012), BNCC
(2018), Botelho (2004), Dayrell (1999), Kenski (2012), Moita e Queiroz (2007), Moran
(2000), Santaela (2008), Trevisani (2019), Vygotsky (1998), Zanela (2007), estes
teóricos, dentre outros, forneceram subsídios para esta investigação e contribuíram com
reflexões necessárias à realização deste trabalho monográfico, para ainda mais ampliar
o senso-crítico da comunidade acadêmica.
Para que haja um envolvimento aguçado neste trabalho monográfico, este foi
dividido em três capítulos. No primeiro capítulo, trata-se do professor e alunos diante das
novas metodologias, o uso desses meios como auxílio para melhorar a aprendizagem,
incluindo-a como mais uma ferramenta pedagógica na dinamização e o acesso às aulas
e facilitar a comunicação e interação entre professor e alunos. Já o segundo capítulo, faz
menção sobre as metodologias em tempos atuais: os desafios e as conquistas, neste
capítulo serão estudados os processos de reinvenção e ressignificação da prática
pedagógica ao buscar formas para garantir, assegurar a continuidade da aprendizagem,
o professor que se utilizará da ampla e constante criatividade. E o último capítulo trás a
descrição dos principais métodos e o ensino na atualidade, esta descrição ajudará na
compreensão da importância das ferramentas para estabelecer amplo contato entre o
aluno e os conteúdos, as atividades escolares e a estabilidade do desenvolvimento
crítico e participativo das crianças. E por fim, verificou-se que, o atual processo de se
fazer Educação parte de uma prática educativa que não tem um fim em si mesma,
mas dialoga com os seus diversos atores e situações para desenvolver o papel de
cada pessoa como membro ativo na comunidade humana.
9

1 CAPÍTULO – PROFESSOR E ALUNOS DIANTE DAS NOVAS METODOLOGIAS


DE ENSINO

O capítulo tratará sobre o referido assunto que é o professor e o aluno diante das
novas metodologias de ensino. No contexto educacional em meio a pandemia houve
mudanças, as tecnologias alteraram o papel do professor e a forma do ensino e
aprendizagem.
Os professores utilizavam regularmente as tecnologias no seu dia a dia, no
contexto atual encadeou desafios quando se trata de conhecer e dominar novas ferra
mentas e metodologias para adaptar as aulas a um novo formato.
As metodologias usadas pelo professor durante a pandemia motivaram a
criatividade, afetividade e a interação entre as crianças. Na busca dos alunos se
adaptarem, os professores trouxeram as dinâmicas que já eram utilizadas em sala,
transformando para o ambiente virtual, engajando o aprendizado e o envolvimento entre
eles.

1.1. O PROFESSOR E A SUA CAPACITAÇÃO DIANTE DAS NOVAS


METODOLOGIAS PEDAGOGICAS

O uso das tecnologias no momento atual será essencial para a educação, mas
não poderá substituir o professor. As ferramentas digitais possibilita a utilização das
tecnologias com o obejtivo de facilitar a comunicação e o acesso à informação, atraves
de: computadores, tablets, celulares, rádios, tv, aplicativos, internet , programas,
plataformas virtuais, jogos, hardwares e softwares, notebooks, câmeras e
retroprojetores, com isso podemos incrementar as relações entre educadores e
crianças. As crianças e jovens elas precisam do ambiente escolar como uma
experiência sociocultural, a educação se da o tempo todo, podendo ser presencialmente
ou não.
A tecnologia pode ser considerada um auxílio para melhorar a aprendizagem, se
incluída como uma ferramenta pedagógica, possibilitando o desenvolvimento de aulas
mais dinâmicas, atraentes e despertar maior interesse dos alunos pelo conteúdo que
está sendo trabalhado.
As ferramentas que estão sendo utilizadas na transmissão de informação e na
comunicação, começam a fazer parte das atividades sociais da linguagem e a escola
10
acaba colocando em suas práticas pedagógicas, as ferramentas digitais são para ajudar
no processo ensino-aprendizagem cabe ao professor perceber qual deve, quando e
como usar durante aulas.
É preciso entender que a nova geração faz parte deste novo contexto. Escola,
aluno e educador, pertencem ao mundo digital e que este é parte integrante da
sociedade. A tecnologia desperta o interesse e aproxima os conteúdos do universo
digital em que jovens e crianças estão inseridos.
Conforme os recursos pedagógicos, o papel dos professores, nessa nova
situação, permitem que o aluno tenha uma experiência desafiadora e engaje no
processo de aprendizagem. O mediador precisa se reinventar para continuar cumprindo
sua missão no processo educacional contribuindo para a aprendizagem das crianças.
O contato com os aprendentes está sendo de forma virtual, todos estão
aprendendo novamente com a modernidade. A necessidade de ganhar tempo mesmo
sendo dentro de casa, durante a pandemia os conteúdos tiveram mudanças, com
redução e seleção dos materiais usados nas aulas virtuais, portanto, foram de suma
importância essas mudanças, para que os conteúdos possam ser passados com
qualidade e sejam prazerosos para os alunos.
Paulo Freire, em seus escritos, afirma que,

A educação não se reduz à técnica, mas não se faz educação sem ela.
Utilizar computadores na educação, em lugar de reduzir, pode expandir a
capacidade crítica e criativa de nossos meninos e meninas. Depende de
quem o usa a favor de que é de quem e para quê. O homem concreto
deve se instrumentar com os recursos da ciência e da tecnologia para
melhor lutar pela causa de sua humanização e de sua libertação. (Freire,
1995: 98; 1979: 22)

Considerando que as tecnologias digitais houve mudanças na sociedade de


modo geral, há que se considerar que a escola precisa ser redimensionada para atender
as demandas atuais, motivando os professores a se adaptarem e encontrarem formas
de manter a aprendizagem. Sem uniformidade de diretrizes cada escola traça suas
estratégias para que não haja prejuízos aos alunos.
A formação continuada no processo de desenvolvimento dos docentes faz com
que estes métodos utilizados pelos professores devem, mais do que nunca, focar no
protagonismo dos alunos, favorecer a motivação e oportunizar aos alunos momentos de
defesas de suas próprias opiniões e questionamentos, bem como os de encoraja-los a
investigar o ambiente que enriquece sua aprendizagem.
Os discentes têm como comprometer-se a instigar os educandos para o
11
desenvolvimento do conhecimento fazendo com que sejam participativos e atuantes.
Antes da pandemia, a metodologia utilizada era a tradicional, é aquela que o professor é
o centro do ensino onde conteúdos são ministrados em aulas teóricas, repassando seus
conhecimentos ao aluno. Devido a pandemia do covid-19 trouxe mudanças na
metodologia de ensino, está sendo utilizada a metodologia ativa em que o aluno
desenvolve sua criticidade e participação de forma integral comprometendo- se seu
aprendizado. Avançar na construção do educando, faz com que eles trabalhem
ativamente nas atividades propostas e alcance o seu processo de aprendizagem.
De acordo com Zanela (2007. P.26), “É preciso [...] um novo sentido no processo de
ensinar desde que sejam considerados todos os recursos tecnológicos disponíveis e que
estejam em interação com o ambiente escolar no processo de ensino-aprendizagem.”
Ou seja, que entre tecnologia e a educação requer a clareza para compreender
que os meios tecnológicos não se restringem simplesmente a sua utilização como
inovações didáticas, mas sim como meio para se alcançar o conhecimento por meio da
utilização pedagógica desses recursos, o professor neste período pode oferecer para as
crianças conteúdos relevante, deixando a sala de aula ser individualista e passa a ser
um espaço de interação, para que as crianças participem de forma ativa nas atividades,
compartilhando suas vivências e colaboração do ensino.
As interações entre professores e alunos, assim como alunos e os colegas é
adequar as aulas, materiais e atividades para o ambiente virtual, são várias
informações, onde o professor procura atender e desenvolver a necessidade não
planejada de ensinar, buscando ampliar o conhecimento de seus alunos.
É importante ressaltar que o professor diante dessas tecnologias é mais do que
ensinar, é propor os alunos um ensino e acesso de qualidade, viabilizando troca de
ideias entre o docente e aluno para aquisição de conhecimento. As novas gerações,
principalmente dos chamados nativos digitais, têm naturalidade e domínio sobre os
recursos tecnológicos. Mesmo que a criança ainda não saiba ler ou escrever, as
tecnologias já podem ser utilizadas como ferramenta de ensino dentro e fora da escola,
em que o papel do docente é acompanhar e monitorar os alunos.

1.2. O PROCESSO DE APRENDIZAGEM DO ENSINO INFANTIL SEGUNDO AS


NOVAS TECNOLOGIAS

A educação infantil tem como objetivo promover nos pequenos o


desenvolvimento dos aspectos físico, motor, cognitivo, social e emocional, além de
12
provocar a exploração, as descobertas e a experimentação. É nesta fase que as
crianças começam alargando os horizontes, através do diálogo, das conversas, da
participação e da vida democrática. É nessa etapa que a criança constrói sua
identidade, questiona e estabelece sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo
cultura.
A relação entre tecnologia e educação vai mais adiante da simples inovação
educacional, a Educação Infantil (0 a 05 anos), a situação tem sido bastante diferente,
ou seja, o uso da tecnologia na educação infantil deve ser um aliado para despertar a
sua curiosidade e estimular seu desenvolvimento motor, desenvolvendo atividades via
internet, vídeo aulas e aulas por WhatsApp, entre outros, Visando preservar os vínculos
entre as famílias e um vínculo das crianças com seus professores e com os seus
colegas. Diante dessa desenvoltura tecnológica, fica também em evidencia que, a maior
parte dos professores, que atuam nas salas de aulas, não tenha uma vivencia e domínio
tecnológico, nesse cenário atual, pois os mesmos não tiveram, durante a sua formação
acadêmica e pessoal, uma oportunidade de qualificação, enquanto que, os alunos, da
pré-escola, já nasceram inseridos no mundo tecnológico, ou seja, a experiência vista e
analisada é que, os alunos da atualidade, em comparação a muitos professores, tem
uma diferenciação ao tratar do relacional com a tecnologia.
Nessa perspectiva, sobre o cenário escolar e as tecnologias, entende-se que a
função principal da escola, hoje, é o amplo trabalho no desenvolvimento do
conhecimento pelos novos métodos pedagógicos, que estes, propicie às crianças,
oportunidade de aprendizagem, ao privilegiar a utilização de tecnologias que desafiem e
estimulem a criatividade, a autonomia e a maneira colaborativa e participativa da
criança, contribuindo para o seu pleno desenvolvimento humano, social, intelectual.
Para autores como Kenski (1997, p.61):

Favoráveis ou não, é chegado o momento em que nós, profissionais da


educação, [...] enfrentamos os desafios oriundos das novas tecnologias.
Esses enfrentamentos não significam a adesão incondicional ou a
oposição radical ao ambiente eletrônico, mas, ao contrário, significam
criticamente conhecê-los para saber de suas vantagens e desvantagens,
[...] para transformá-los em ferramentas e parceiros em alguns
momentos e dispensá-los em outros instantes.

É importante destacar que a escola tem que estar preparada para receber e
utilizar a tecnologia a fim de que ela possa ser empregada neste ambiente, para que as
crianças, ao utilizar das tecnologias, se utilizem de métodos que sejam sistematizados,
planejados, e assim, como em outras etapas de ensino, mesmo que para a criança seja
13
só um brinquedo ou uma brincadeira, para o professor, este é um recurso metodológico
valioso, que possibilita o bom desenvolvimento da aprendizagem.
Aqui, vale ressaltar Vygotsky (1998), para ele, a criança é um sujeito histórico
pertencente a uma dada cultura que a influencia e por ela é influenciada. Tal interação
na infância, segundo Vygotsky, é condição imprescindível para o processo de
construção do conhecimento da criança que se estabelece a partir das interações com
as pessoas à sua volta e fazendo uso dos recursos disponíveis, do espaço, da
convivência, do brincar e das atividades propostas como forma de expressão e
manifestação de seus anseios e desejos.
Perante esse quadro, as tecnologias educacionais ligadas às práticas
pedagógicas podem cooperar muito com o desenvolvimento deste sujeito social e
histórico em constante desenvolvimento, interação e crescimento, pois a criança precisa
interagir com o meio, e assim, sentir capaz de pensar sobre si e sobre os meios, criando
conceitos e modificando a si mesma e ao espaço ao seu redor.
Atualmente esses diferentes tipos de mídia, as tecnologias, mudam o dia-a- dia
no trabalho, no lazer, na saúde e na educação. Sendo assim, criam novas sociedades,
ambientes de aprendizagem, novos tipos de estudantes e professores compromissados
com a interatividade da tecnologia, pois para Kenski, (2012, p.66),

[...] os computadores e a internet têm sido vistos, sobretudo, como fontes


de informação e como ferramentas de transformação dessa informação.
Mais do que o caráter instrumental e restrito do uso das tecnologias para
a realização de tarefas em sala de aula, é hora de alargar os horizontes
[...] de todos (KENSKI, 2012, p.66).

Tendo em vista os aspectos observados na aprendizagem das crianças por meio


das novas tecnologias, e por tudo ainda ser novo, com isso, compete ao professor partir
do real, tendo o apoio visual e tátil para facilitar o processo do aprendizado com melhor
aproveitamento do conceito das coisas. Por isso, é preciso ressaltar que o ensino deve
estar dentro da zona de desenvolvimento da criança, sem se limitar a que já foi
aprendido, nem exigindo algo além de suas capacidades, assim a tecnologia veio para
auxiliar no processo educacional das crianças.
14
2 CAPÍTULO – METODOLOGIAS EM TEMPOS ATUAIS: OS DESAFIOS E AS
CONQUISTAS

O presente capítulo busca apresentar os desafios e as conquistas neste tempo de


pandemia do covid-19, que causou alterações nas atividades escolares, bem como
saber sobre as metodologias em tempos atuais, como métodos e estratégias que foram
adotadas tanto para a prática docente, quanto a relação dos alunos com a escola.
Não podemos dispensar o uso da tecnologia nas escolas, pois afinal as crianças
têm um domínio de forma imprescindível com a tecnologia. A escola de uma maneira
geral, vem vivenciando um processo de mudança que tem refletido principalmente nas
ações de seus alunos e na materialização destas no contexto escolar.
Mas desde que a pandemia de COVID-19 chegou ao Brasil, nas práticas
pedagógicas, houve mudanças; houve desafios e conquistas em que os docentes,
familiares e alunos sofrem com a condução do processo de ensino e aprendizagem,
precisa ter como a necessidade de uma reformulação pedagógica que priorize uma
prática formadora para o desenvolvimento, que se torne uma fonte de efetivação de seu
conhecimento intelectual que o motivará a participar do processo de desenvolvimento.

2.1 OS DESAFIOS DIANTE DAS METODOLOGIAS DE ENSINO NA ATUALIDADE

Em plena atualidade, com a saga desta pandemia da COVID-19, com as


suspensões das aulas, professores se viram desafiados a transferir atividades para o
ambiente virtual, logo, veio um questionamento de como engajar os estudantes do outro
lado da tela. Não adianta somente apresentar conteúdos para as crianças e os
adolescentes, pois são necessários estímulos para o aprendizado ser consistente e
agregar valores à vida dos alunos.
Há professores, que ainda insistem em utilizar métodos tradicionais de ensino por
não saberem lidar com novos instrumentos tecnológicos. Os professores devem estar
dispostos a assumir uma postura diferente, frente, ao desafio de levar para a escola
conteúdos atualizados e aplicar as novas tecnologias em sala de aula, utilizando os
materiais de acordo com a sua qualidade e utilidade, desafiando e problematizando o
processo de aprendizagem de seus alunos.
As dificuldades estão em reformular suas aulas em curtíssimo espaço de tempo e
por muitas vezes em plataformas em que professores não possuem experiências, ainda
estão tendo que aprender a lidar com o descontentamento de muitos pais, que não
15
aceitam a forma de trabalho da equipe escolar, que não conseguem acessar as
plataformas e tão poucos consegue acompanhar o aprendizado das crianças.
Alunos e familiares não estão conseguindo acompanhar as atividades
educacionais propostas pela escola, outros, não conseguem se adaptar as tecnologias
dos meios digitas. Quem sofre com tudo isso é o aluno, que está recebendo esta carga
de tensão vinda dos responsáveis e a cobrança de resultados pela escola.
Diante desse quadro, foi preciso rapidamente reinventar e ressignificar a prática
pedagógica desenvolvida nas escolas buscando formas para garantir a continuidade da
aprendizagem, no entanto, o grande desafio é aprender tudo isso no contexto de stress
por estarem confinados em casa, longe dos amigos e professores e vivendo em uma
pandemia do covid-19.
Além das dificuldades existentes muito dos brasileiros ainda não tem acesso à
tecnologia, uma reclamação quase frequente de muitos profissionais da área da
educação. Com os desafios em vista, professores e gestores precisa mostra uma
didática acessível e propícia ao aluno para que haja o envolvimento de interesses.
Para Almeida (2009, p.63), “o processo educativo, no interior do qual se deve
pensar o computador, é aquele que prevê uma educação para todos, em todos os
níveis: da educação básica às várias formas de educação […]”.
Como muitos pais alegam não terem didática para ensinar, faz-se necessário que
a escola auxilie os responsáveis, ajudando-os a aprender a ensinar, para que os filhos
tenham um desenvolvimento continuo na escola. Como foi apresentado, meio
tecnológico está sendo utilizado nos dias de hoje, porém afeta no convívio escolar e
familiar, é um momento em que a família precisa está disposta a cooperar com o
professor.
Ainda convém lembrar que o corona vírus evidenciou questões já existentes no
ensino presencial, demonstrando a necessidade de investimento na estrutura física e
tecnológica dentro das escolas, logo, fica claro que, uma das grandes incertezas quanto
ao assunto é a tecnologia em sala de aula, é a questão da perda de foco nos conteúdos
pelo manuseio das ferramentas.
Levando-se em conta que as tecnologias na educação podem ajudar a expandir o
conhecimento e ultrapassar as limitações que existe entre educação e tecnologia. É um
desafio para gestores e educadores o uso correto das plataformas digitais e assim
poder alcançar a aprendizagem significativa.
A uma diversidade de realidades educacionais, sociais e econômicas dentro do
Brasil e, por si só, um dos desafios mesmo em períodos não emergencial. A pandemia
16
trouxe um ambiente mais desafiador em que precisa ser compreendida de maneira
profunda, a fim de gerar novos conhecimentos, exigindo maior comprometimento e
maior reflexão no fazer pedagógico para que o aluno compreenda o assunto ministrado.
Os desafios socioeconômicos, ligados principalmente, à desigualdade de
oportunidades de aprendizagem e de acesso ao ambiente escolar são problemas que
muitos alunos ainda enfrentam, a realidade imposta pela sociedade das tecnologias
requer uma ampliação da escolaridade por parte de todos.
Nesse sentido, Baladeli e Barros (2012, p. 162) afirmam:

A escola [...] representa a primeira esfera de contato entre o sujeito e


esse conhecimento científico. Assim, recai sobre ela a emergência na
adequação de paradigmas a fim de que possibilite a formação de sujeitos
consoantes com a realidade de uma sociedade globalizada.

Portanto, o grande desafio passa a ser encarar uma nova realidade em que o
sistema educacional não está preparado para oferecer aos estudantes um ensino oline
de qualidade, as escolas não apresentam condições tecnológicas e os estudantes não
tem conectividade ou habilidades para desenvolver a aprendizagem autodirigida.
Para os professores, aprender a adaptar as aulas presenciais para aulas virtuais
também não é nada fácil, ainda mais sem o conhecimento devido tecnológico, para as
instituições de ensino existe a dificuldade da falta de estrutura em tecnologia e a
resistência ao uso de ferramentas virtuais para ensino com essa nova didática aplicada
pelos professores. Não se pode esquecer dos pais, que muitas vezes, precisam
conciliar suas próprias tarefas domésticas com as atividades escolares dos filhos,no que
dificulta o interesse e o desenvolvimento do estudante.
Os desafios da educação em tempos de pandemia da Covid-19 são inúmeros,
foram citadas vários desafios que educação esta passando, uma delas é a participação
dos estudantes perante as aulas online, podendo ocorrer a perda de aprendizagem ao
longo da suspensão das atividades letivas, além das diferenças dos estudantes de
menor renda que não tem o apoio familiar e finaceiro.
A insegurança gerada entre o corpo docente, como questões técnicas,dar aulas
online, gravar vídeos e como os alunos irão acessar o material em casos em que não
contam tecnologia em casa,com isso, é necessário reinventar o modelo das aulas
tornando-se mais atraente, mais conectado com o que o estudante precisa e fazer com
que o aluno mostre seu interesse para uma aprendizagem significativa.
17
2.2. AS CONQUISTAS ADVINDAS DAS METODOLOGAIS DE ENSINO NA
ATUALIDADE

Com o isolamento social, esta nova interação de aulas virtuais foi ofertada de
forma inesperada. Buscou-se a escolha de uma plataforma que pudesse espelhar de
forma remota a sala de aula, com o acesso à internet, ao computador e a inferência do
uso de celulares, em substituição às aulas presenciais.
Uma das conquistas alcançadas com as novas metodologias de ensino,
especialmente em meio a pandemia da covid-19, é a participação efetiva de muitos pais
na educação de seus filhos, tendo que participar e ajudar nas tarefas e exercícios que
voltam para o professor como uma espécie de feedback, tanto para a escola quanto
para a família existem papéis diferentes relacionados à educação dos filhos, mas
também existem papéis que de ambas as partes se complementam, pela contribuição
da família junto a escola e assim, obter o sucesso educacional.
Outro ponto interessante é o compartilhamento do conhecimento entre os
estudantes. Instigados ao debate, expõem as opiniões em sala, o que aguça o senso
crítico. De tal modo, o aluno deixa de ser passivo,ou seja, deixa apenas de ouvir o
professor e passa para o aluno ser ativo, atento e agir. Esse comportamento é
importante para que o aluno possa crescer como autonômo de si mesmo, contribuindo
para a aprendizagem dele e dos colegas. Para de Kenski (2012 pg.65), fica claro que,

Este espaço informacional virtual tem permeado a comunicação dos


indivíduos para diversificados fins, como, negociar, trocar informações,
aprender em colaboração, conversar, compartilhar vivências e
experiências, criar projetos e desenvolver pesquisas, dos quais podem
ser socializadas em pequenos grupos e/ou grandes comunidades
virtuais.

Os estímulos visuais ou sonoros gerados pela tecnologia permitem ao docente


inserir a classe em um ambiente que propicia o alcance de conhecimentos. Dessa
forma, os alunos se sentem atendidos, os pais ficam realizados e os professores
ganham mais motivação, terminando as aulas com a sensação de “missão cumprida”.
A tecnologia pode contribuir com a aproximação de professores, pais e alunos.
Essa proximidade é o que auxilia a construir relações de confiança entre escola e
família. Além disso, o uso da tecnologia permite aos alunos rever as lições aprendidas
na sala de aula em casa, com o acompanhamento dos pais. Quando todos trabalham
em prol de um único objetivo o desenvolvimento do aluno, tudo tende á fluir melhor.
As ferramentas presente auxiliam em muitas tarefas no cotidiano e, quando
18
tratamos de educação, essa assistência se torna ainda mais importante. Afinal, fornecer
informações precisas, rápidas e frequentes aos professores e alunos torna o
conhecimento fluido no ambiente escolar, enriquecendo a todos. Entretanto, mesmo
com toda a facilidade, potencializar o tempo e os conhecimentos rápidos que a inovação
tecnológica oferece, muitas escolas ainda não sabem como utilizar os benefícios da
tecnologia para conseguir uma melhor gestão e, de modo consequente melhorar os
resultados para a instituição.

Para serem eficientes e cumprirem o papel educacional de promover a


aprendizagem significativa para os seus estudantes, o professor não deve entender as
novas tecnologias de ensino apenas como recurso didático, o que tornaria as novas
ferramentas uma metodologia "neotradicional" de ensino, pois empregar tais
ferramentas a mesma metodologia tradicional de ensino significa regredir didaticamente,
aos avanços da modernidade.
Hoje, o século XXI é caracterizado, por suas rápidas transformações e crescente
complexidade. Portanto, a tecnologia no ensino proporciona para alunos e professores,
uma nova forma de ensinar e aprender, integrando valores e competências nas
atividades educacionais, assim, Santaela (2008, p. 113), este processo se refere “a uma
transformação cultural, à medida que os professores, que se tornam os consumidores
dessa nossa forma de ensinar, são incentivados a procurar novas informações e assim,
criar novas conexões com estes conteúdos de mídias.”
Percebe-se que apesar do momento caótico, existe a possibilidade de se ter um
ensino eficaz, adquirido através de medidas como o uso correto da utilização dos meios
e os recursos digitais, um planejamento educacional voltado às necessidades dos
alunos, ao considerar seu nível de amadurecimento e desenvolvimento cognitivo, e
interação escola-família. A pandemia apresentou que a sociedade, precisa reinventar-se
a cada dia.
19
3 CAPÍTULO - DESCRIÇÃO DOS PRINCIPAIS MÉTODOS DE ENSINO NA
ATUALIDADE

O presente capítulo visa analizar de forma bem sintética, as diversas tendências


pedagógicas e, posteriormente, enumerar, e também descrever, as principais
metodologias utilizadas na atualidade, e inclusive, no período da pandemia do covid-19,
neste ano de 2020.
As tendências pedagógicas são comumente divididas em liberais e progressistas.
Aqui, o que se considera como tendências pedagógicas são: “[... ] as diversas teorias
filosóficas que pretenderam dar conta da compreensão e da orientação da prática
educacional em diversos momentos e circunstâncias da história humana”. (luckesi,
1990, p. 53).
Para o autor, ao longo da história humana, ouve concepções sobre o que seria
ou representaria a educação. Conceitos, ideias e práticas, que a marcaram a este
conjunto de coisas, pode-se denominar de tendências pedagógicas. Aquilo que era visto
em determinado momento da história, relacionado à educação, e que seria a educação
ideal, já em outro memento não é visto de tal forma.

3.1. A educação sobre a luz das tendências e métodos


pedagógicos

As tendências pedagógicas são divididas em liberais e progressistas. a


pedagogia liberal acredita que a escola tem a função de preparar os alunos para
desempenhar papéis sociais, baseadas nas aptidões individuais. Dessa forma, o aluno
deve adaptar-se aos valores e normas da sociedade de classe, desenvolvendo sua
cultura individual. Com isso as diferenças entre as classes sociais não são
consideradas, já que, a escola não leva em consideração as desigualdades sociais.
Existem quatro tendências pedagógicas liberais: tradicional, renovada, renovada não-
diretiva e tecnicista:

3.1.1. A tendência pedagógica tradicional

A tendência tradicional tem como objetivo a transmissão dos padrões, normas e


modelos dominantes. os conteúdos escolares são separados da realidade social e da
capacidade cognitiva dos alunos, sendo impostos como verdade absoluta em que
20
apenas o professor tem razão.

O principal objetivo da escola era preparar os alunos para assumir


papéis na sociedade, já que quem tinha acesso às escolas eram os filhos
dos burgueses e a escola tomava como seu papel principal, fazer o
repasse do conhecimento moral e intelectual porque através deste
estaria garantida a ascensão dos burgueses e, consequentemente, a
manutenção do modelo social e político vigente. Para tanto, a proposta
de educação era absolutamente centrada no professor, figura
incontestável, único detentor do saber que deveria ser repassado para os
alunos. O papel do professor estava focado em vigiar os alunos,
aconselhar, ensinar a matéria ou conteúdo, que deveria ser denso e
livresco, e corrigir. Suas aulas deveriam ser expositivas, organizada de
acordo com uma sequência fixa, baseada na repetição e na
memorização. (MOITA e QUEIROZ, 2007, p.05).

Vê-se, portanto, que por sua metodologia ser baseada na memorização, o que
contribui para uma aprendizagem mecânica, passiva e repetitiva, o aprendente ou
aluno, como pessoa, era “desprezado”. Apenas reproduziam-se modelos ou padrões
sociais e políticos. Percebe-se que a maior crítica advém da ausência de sentido, já que
o conhecimento repassado não possuía ou não possui relação com a vida dos alunos.

3.1.2. A tendência liberal renovada

Na tendência liberal renovada a educação escolar assume o propósito de levar o


aluno a aprender e construir conhecimento, considerando as fases do seu
desenvolvimento.
Para Saviani, apud Gasparin (2005, p.7), a Escola Nova, partir dos anos 20 e 30,
no Brasil, acaba por aprimorar o ensino das elites, rebaixando-o das classes populares.
Mas, mesmo recebendo esse tipo de crítica, podemos considerá-la como o mais forte
movimento “renovador” da educação brasileira. Os conteúdos escolares passam a
adequar-se aos interesses, ritmos e fases de raciocínio do aluno.
Sua proposta metodológica tem como característica os experimentos e as
pesquisas. O professor deixa de ser um mero expositor e assume o papel de elaborar
situações desafiadoras da aprendizagem. A aprendizagem é construída através de
planejamentos e testes. O professor passa a respeitar e a atender as necessidades
individuais dos alunos.

A tendência liberal renovada manifesta-se por várias versões: a


renovada progressista ou pragmática, que tem em Jonh Dewey e Anísio
Teixeira seus representantes mais significativos; a renovada não-diretiva,
fortemente inspirada em Carl Rogers, o qual enfatiza também a
igualdade e o sentimento de cultura como desenvolvimento de aptidões
21
individuais; a culturalista; a piagetiana; a montessoriana; todos
relacionados com os fundamentos da Escola Nova ou Escola Ativa”.
(MOITA e QUEIROZ, 2007, p.08).

Os autores falam das várias formas e nomenclaturas pelas quais as tendências


pedagógicas tradicionais podem ser conhecidas. Citam, também, alguns dos principais
nomes que se destacaram em meio e estes contextos pedagógicos. Ao se referirem a
“todos relacionados com os fundamentos da Escola Nova ou Escola Ativa”, os autores
supracitados, fazem referência a um dos nomes dados a um movimento de renovação
do ensino que foi especialmente forte na Europa, na América e no Brasil, na primeira
metade do século XX. No Brasil, as ideias da chamada Escola Nova foram instaladas a
partir 1882 por Rui Barbosa (1849-1923). No século XX, vários educadores se
destacaram. Podemos mencionar Lourenço Filho (1897-1970) e Anísio Teixeira (1900-
1971), grandes humanistas e nomes importantes de nossa história pedagógica.

3.1.3 A tendência liberal renovada não-diretiva

Na tendência liberal renovada não-diretiva existe uma preocupação mais


adequada com o desenvolvimento da personalidade do aluno, enquanto pessoa que
é, com o conhecimento dele e com sua realização pessoal. Os conteúdos escolares
passam a ter mais significado para ele, o aluno. Promovendo-lhe assim, também,
motivação. As atividades envolvem sensibilidade, expressão e comunicação
interpessoal. Ensina-se, também, a importância dos trabalhos em grupos. A
afetividade marca a relação professor-aluno. Para Décio Barros da Silva (UFSM-RS,
2003),
Acentua-se, nessa tendência, o papel da escola na formação de atitudes,
razão pela qual deve estar mais preocupada com os problemas
psicológicos do que com os pedagógicos ou sociais. Todo o esforço deve
visar a uma mudança dentro do indivíduo, ou seja, a uma adequação
pessoal às solicitações do ambiente.

Na tendência liberal renovada não-diretiva, segundo se percebe da concepção


do autor, a escola tem um papel que vai muito além do pedagógico e do social. Ela tem
papel psicológico. E com isso deve se preocupar. A mudança e desenvolvimento a que
a escola se propõe a oferecer ao aluno deve começar de dentro para fora da pessoa,
visando prepará-la para o mundo a partir do seu próprio ser e/ou concepções de ser
humano e de mundo.
22
3.1.4 A tendência liberal tecnicista

Na tendência liberal tecnicista enfatiza-se a profissionalização e modela ou forma


o aluno ou a “pessoa” para integrá-lo ao modelo, já existente, de sociedade vigente ou
dominante, o tecnicista. Os conteúdos são objetivos e neutros. O professor domina os
procedimentos didáticos. Os alunos recebem as informações. O professor, enquanto
educador tem com o aluno apenas uma relação profissional e interpessoal.

O chamado “tecnicismo educacional”, inspirado nas teorias da


aprendizagem e da abordagem do ensino de forma sistêmica, constituiu-
se numa prática pedagógica fortemente controladora das ações dos
alunos e, até, dos professores, direcionadas por atividades repetitivas,
sem reflexão e absolutamente programadas, com riqueza de detalhes.
O tecnicismo defendia, além do princípio da neutralidade, (...) à
racionalidade, a eficiência e a produtividade. (MOITA e QUEIROZ, 2007,
p.10).

Para os autores, a tendência liberal tecnicista, e em seu contexto, o professor não


era valorizado, assim como o aluno também não era. Valorizava-se a tecnologia, a
indústria, e o capital. O professor, neste aspecto, tornava-se o especialista, responsável
por "ensinar" ao aluno verdades científicas não contestáveis. Em outras palavras, a
escola não tinha a obrigação e não trabalhava a reflexão e a criticidade nos alunos.

3.1.5 A tendência pedagógica libertadora

Já as tendências pedagógicas progressistas analisam de forma critica as


realidades sociais, cuja educação possibilita a compreensão da realidade histórico-
social, explicando o papel do sujeito como um ser que constrói sua realidade. Ela
assume um caráter pedagógico e político ao mesmo tempo. É divida em três
tendências, Libertadora, Libertária e Crítico-social dos conteúdos.
No final dos anos 70 e início dos 80, a abertura política decorrente do final do
regime militar coincidiu com a intensa mobilização dos educadores para buscar uma
educação crítica, tendo em vista a superação das desigualdades existentes no interior
da sociedade. Surge, então a “pedagogia libertadora” que é oriunda dos movimentos de
educação popular que se confrontavam com o autoritarismo e a dominação social e
política.
Na tendência pedagógica libertadora, vê-se que a educação é ou passa a
conscientizar para a realidade. Os conteúdos, um tanto diferente de outras tendências,
são extraídos da prática social, também, da vida cotidiana dos alunos. As matérias e
23
assuntos, ou seja, os conteúdos pré-selecionados ou previamente selecionados são
vistos ou tidos como “uma invasão cultural”. A metodologia aplicada, tem como uma
das principais características, a problematização da experiência, e isto, em grupos de
discussão. A relação do professor com o aluno é vista como horizontal, o que se
entende ser uma condição onde ambos, professor e aluno, fazem parte do ato de
ensinar.
Moita e Queiroz (2007, p.14), explicam que:

Nesta tendência pedagógica, a atividade escolar deveria centrar-se em


discussões de temas sociais e políticos e em ações concretas sobre a
realidade social imediata. O professor deveria agir como um coordenador
de atividades, aquele que organiza e atua conjuntamente com os alunos.
Seus defensores, dentre eles o educador pernambucano Paulo Freire,
lutavam por uma escola conscientizadora, que problematizasse a
realidade e trabalhasse pela transformação radical da sociedade
capitalista.

Entende-se, pela perspectiva dos autores, que a escola, dentro desta tendência
pedagógica, deveria se interessar e tentar discutir e oferecer ao aluno reflexão sobre
questões de interesse social. Além disto, deveria contribuir, de forma positiva e, por que
não dizer, de forma decisiva, em soluções para problemas de urgência na sociedade. O
professor, nesse sentido, não seria o detentor de todo o conhecimento ou soluções, mas
atuaria conjuntamente com o aluno. Somente assim a escola trabalharia para a
transformação da sociedade capitalista.

3.1.6 A tendência pedagógica Libertária

Na tendência pedagógica Libertária a escola passa a proporcionar ou propicia


práticas vistas ou tidas como democráticas, pois acredita que a consciência política, tem
como um dos resultados, as conquistas sócias. Os conteúdos dão ênfase nas lutas
sociais. A metodologia está relacionada com a vivência do grupo. O professor torna-se,
e é, um orientador do grupo sem impor suas ideias e convicções, visto que, por diversas
razões, isto não se faz extremamente necessário.
Moita e Queiroz (2007, p.15) acentuam que:

Suas ideias (ou seja, as ideias desta tendência) surgem como fruto da
abertura democrática, que vai se consolidando lentamente a partir do
início dos anos 80, com o retorno ao Brasil dos exilados políticos e com a
conquista paulatina da liberdade de expressão, através dos veículos de
comunicação de massa, dos meios acadêmicos, políticos e culturais do
país.
24

Evidencia-se aqui que, não somente a escola ganha com isto, mas, também, os
alunos, e a própria sociedade. Esse ganho deve-se, principalmente, pelo processo lento
de conquista da liberdade de expressão, que começa a partir dai (anos 80), e com os
ensinos e publicações acadêmicas, e isto sem falar de outras conquistas.

3.1.7 A tendência pedagógica Crítico-social dos conteúdos

A tendência pedagógica Crítico-social dos conteúdos se constitui no final da


década de 70 e início dos 80 com o propósito de ser contrária à “pedagogia libertadora”,
por entender que essa tendência não dá o verdadeiro e merecido valor ao aprendizado
do chamado “saber científico”, historicamente acumulado, e que constitui nossa
identidade e acervo cultural.
Aqui, a escola tem a tarefa de garantir a apropriação critica do conhecimento
cientifico e universal, tornando-se uma arma de luta importante. A classe trabalhadora
deve apropriar-se do saber. Adota o método dialético, esse que é visto como o
responsável pelo confronto entre as experiências pessoais e o conteúdo transmitido na
escola. O educando participa com suas experiências e o professor com sua visão da
realidade.
Moita e Queiroz (2007, p.16), destacam que a prioridade, nesta concepção
pedagógica, é o domínio dos conteúdos científicos. Assim se expressam:

Esta tendência prioriza, na sua concepção pedagógica, o domínio dos


conteúdos científicos, a prática de métodos de estudo, a construção de
habilidades e raciocínio científico, como modo de formar a consciência
crítica para fazer frete à realidade social injusta e desigual. Busca
instrumentalizar os sujeitos históricos, aptos a transformar a sociedade
e a si próprio. Sua metodologia defende que o ponto de partida no
processo formativo do aluno seja a reflexão da prática social, ponto de
partida e de chegada, porém, embasada teoricamente”.

Entende aqui, que, não basta repassar conteúdo escolar que aborde às questões
sociais. Complementa que se faz necessário, que os alunos tenham o domínio dos
conhecimentos, das habilidades e capacidades para interpretar suas experiências de
vida e defender seus interesses de classe. Isto será benéfico para o aluno e para a
sociedade.

3.2 Principais métodos pedagógicos na atualidade e na pandemia

Sabe-se, claramente, que nas últimas semanas, e meses, o Brasil e o mundo,


25
através de inúmeros esforços, trabalham para conter o aumento de pessoas
contaminadas com a COVID-19. Muitas medidas foram tomadas, dentre elas o
distanciamento social e a quarentena, para se evitar a proliferação de tal vírus. Tais
medidas impactam e/ou interferem na vida da população ou da sociedade. Ai inclui- se,
inevitavelmente, a educação. Escolas, Universidades e Creches, dentre outros do
seguimento, estão com seus trabalhos e/ou atividades suspensas. Isto atingiu somente
do seguimento de educação, sem falar em outros seguimentos, cerca de mais ou menos
50 milhões de estudantes e professores ou educadores no Brasil.
A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC) afirmou em
divulgação em seu site oficial, em 01 de Abril de 2020, em artigo intitulado “Desafios
para Educação em Tempos de Pandemia”, que: “A suspensão das aulas é uma medida
importante para colaborar no isolamento social, pois a escola é um espaço onde o
contato é inevitável”. E afirmou ainda que: “Tal medida tem encontrado grande apoio
junto aos educadores, pais e instituições de ensino”.
A suspensão das atividades escolares foi uma medida direta e rápida tomada, e
tão necessária, a fim de conter o avanço do vírus, pois é na escola que acontecem as
diversas formas de interação. Para Dayrell (1999, p. 137): “A sala de aula é uma grande
rede de interações sociais (...)”. E, complementa seu raciocínio: “(...) e, para que essa
organização funcione como instrumento de aprendizagem, é muito importante que haja
uma boa comunicação entre o professor e os alunos; pais e alunos; professor e pais;
aluno e alunos.” (DAYRELL, 1999 p. 137).
Em meio a esta dura realidade a escola e a educação não podem parar. Talvez
precise achar uma forma de se “reinventar”, no sentido de reelaborar, ou, simplesmente,
inovar. Para Natasha Costa (2020, em artigo na web, intitulado “O papel da Educação
Integral em tempos de crise”), “a aprendizagem é uma ação que se dá na interação com
o mundo, necessariamente mediada pelo outro, pela linguagem e pelo contexto social.
Qualquer tentativa de isolar o processo de aprendizagem desses aspectos está fadada
ao fracasso”. Percebe-se, portanto, que o contexto social vivenciado hoje, pela presença
da COVID-19, é um contexto dramático, mas que poderá abrir “novas oportunidades”, e
possibilidades para o ensino e/ou a educação.

D. João Justino, arcebispo de Montes Claros e presidente da Comissão Episcopal


para Cultura e Educação, em publicação no site oficial da Associação Nacional de
Educação Católica do Brasil (ANEC), em artigo intitulado “Desafios para Educação em
Tempos de Pandemia”, e publicado em 01 de Abril de 2020, afirmou o seguinte,
26
A situação de pandemia na qual nos encontramos remete cada educador
à necessária atitude de reinventar. A educação é assim. Por ser histórica
e política, ela não é um software que se adquire e se utiliza. Ela se dá na
relação educador-educando e se repensa todos os dias.

Mediante à tudo isto, que hora está acontecendo, houve a necessidade de


professores, instituições, escolas e grupos, e também os alunos, por que não dizer,
tiveram que si reinventarem em boa parte de suas atividades e práticas escolares ou de
ensino. Procurou-se utilizar meios, formas, aparatos e outros mais, para quê se
utilizando dessas coisas, formas e meios, se pudesse dar continuidade a ação ou à
prática educacional.
Mesmo diante de tantos desafios, obstáculos, e alguns receios, pôde-se fazer
alguma coisa para que a ação educadora e escolar não parasse de vez. A metodologia
usada pela grande maioria das instituições escolares, no Brasil, incluiu, dentre outras
práticas, algumas das quais citaremos a seguir.

3.2.1 Utilização de vídeo aulas e aulas ao vivo

O sistema educacional, através de suas instituições escolares, públicas ou


particulares, passou a produzir aulas gravadas em vídeo, as chamadas vídeo aulas. As
mesmas foram lançadas na internet, em sites, canais, e em outras ferramentas da web.
Os alunos, através do acesso a internet, por meio de computadores, tabletes ou
aparelhos de celular ou smartphones, deveriam assistir às aulas.
Sendo assim, Rodrigo Fernandes (2020, em artigo na Web, intitulado “Como
funcionam as aulas online?”) explica como funcionam tais aulas:

As aulas online são ministradas pelos professores em suas próprias


casas e transmitidas ao vivo pela Internet, para que os alunos consigam
acompanhar e participar em tempo real, também em suas respectivas
residências ou em qualquer lugar que tenha acesso à Internet. Esse
modelo foi adotado pela maioria das faculdades e universidades durante
a quarentena, no ensino da graduação e pós-graduação.
Diferentemente do modelo EAD tradicional, em que os encontros
presenciais e virtuais acontecem em menor frequência, as aulas online
realizadas na pandemia tendem a manter o cronograma que estava em
regência antes do isolamento. Ou seja, geralmente as aulas são
realizadas todos os dias, nos horários de costume, mantendo também a
carga horária de cada disciplina.

Segundo o autor, é “no conforto de suas casas” que são produzidas as aulas
pelos professores e é também, de suas casas, que são transmitidas via internet. Os
alunos, como receptores e até tendo a oportunidade de participarem em tempo real,
27
assistem às aulas em qualquer lugar, desde que tenham acesso à internet e tenham
disponibilidade de um computador ou outros aparelhos, como smartphones ou celulares.
Inspirada, um pouco, na modalidade EAD, mas diferente dela, este modelo de forma de
ensino tem, dentre os vários objetivos, manter um cronograma de aulas anual para este
ano. Tenta-se, assim, manter a frequência de aulas, horários e conteúdos para que não
haja “perda total” do ano letivo.

3.2.2 Utilização de aplicativos para diversas funcionalidades

Foi adotado, principalmente no contexto social pandêmico atual da COVID-19, a


utilização de diversos aplicativos e com diversas funcionalidades para jogos, ditados (de
palavras e utilizando figuras e sons), revistas digitais e outras atividades interativas.
Independente do tipo dos jogos, eles podem ser utilizados de diferentes formas,
conforme destaca Botelho (2004, p.12):

[...] para treinamento de habilidades operacionais, conscientização e


reforço motivacional, desenvolvimento de insight e percepção,
treinamento em comunicação e cooperação, integração e aplicação
prática de conceitos aprendidos e até mesmo para a avaliação de
aprendizagem.

Vê-se que os jogos, e similares, podem se tornar, e cada vez mais se tornam,
ferramentas muito úteis e eficientes, pois além de divertir, também motiva. Desta forma,
o aprendizado de certo conteúdo, assunto ou matéria se torna facilitado. Além do mais,
o jogo tem a capacidade de desenvolver ou ativar estruturas cognitivas do cérebro. Isto,
consequentemente, facilita o desenvolvimento de novas habilidades. Habilidades
diversas. Nesse contexto de ensino-aprendizagem os jogos eletrônicos e/ou virtuais
apresentam-se como um recurso através do qual os professores podem tornar as aulas
mais atraentes e prazerosas para os alunos.

3.2.3 Utilização de ferramentas digitais para a gravação, a edição e a


transmissão das aulas.

Em face deste período pandêmico utilizou-se variado número de ferramentas


digitais para auxílio na produção de vídeo aulas e de aulas ao vivo.
As vídeo aulas, graças ao avanço tecnológico e digital, e também a demandas
emergentes, passaram a ser utilizadas como meio de gerar inovação no aprendizado.
Isto se fez não de maneira totalmente inédita, pois outros seguimento e modalidades de
28
ensino já a utilizam. Através da utilização deste método cria-se interação, aproximação
e, também grande interesse e entendimento do aluno sobre o assunto ou matéria. As
ferramentas de edição fazem com que isso seja possível.
Esse momento nos convida a lançar olhares à competência geral nº 5 da BNCC
(Base Nacional Comum Curricular), a qual prevê que ao final do percurso formativo todo
estudante possa:

Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e


comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas
práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e
disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e
exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. (BNCC,
2018).

Entende-se que, a produção e utilização das tecnologias devem ser feitas de


forma consciente e responsável. A escola deve tomar parte neste processo, de forma
significativa, dentro de suas atribuições e todos os recursos que lhe são disponíveis,
para que este objetivo seja alcançado. Isto deverá contribuir para que o aluno seja um
ser consciente de suas ações e completamente responsável e crítico na utilização de
tecnologias digitais e outras mais.
Percebe-se, mediante o exposto na BNCC que é preciso lembrar que incorporar
as tecnologias digitais na educação não se refere ou se trata de utilizá-las somente
como meio ou suporte para promover aprendizagem dos alunos ou despertar o
interesse destes, mas sim de utilizá-las com os alunos para que construam
conhecimentos com e sobre o uso dessas tecnologias digitais de informação e
comunicação.

3.2.4 A tecnologia e os novos métodos para o feedback entre professores e


alunos.

Fez-se necessário a realização de aulas online e/ou virtuais, em decorrência da


necessidade de distanciamento social, por causa da pandemia (do COVID-19), embora
apresentasse um desafio para a educação (professores e alunos), que em muitos
casos, não estavam familiarizados com alguns avanços tecnológicos e/ou digitais, e
precisaram adaptar-se ao “novo normal” ou ao novo contexto, e o processo de
adaptação para os professores, deve ser algo constante, como afirma Moran (2000,
p.32): “(...) cada docente pode encontrar sua forma mais adequada de integrar as várias
tecnologias e os muitos procedimentos metodológicos”.
29
Os professores tem utilizado aplicativos e ferramentas digitais para alcançarem o
feedback dos alunos. Feedback tem sido conceituado como: “Resposta enviada à
origem sobre o resultado de uma tarefa que já foi realizada; resposta. Processo em que
a mensagem emitida obtém uma reação de quem a recebe, sendo usada para avaliar os
efeitos desse processo (...). Qualquer resposta, comentário, ponto de vista. (...).” -
(Dicionário Online de Português; https://www.dicio.com.br/feedback/). O que se entende
aqui por feedback, relacionando com estes aplicativos e ferramentas digitais, no
contexto da educação atual e na pandemia do COVID-19, é o fato de os professores
utilizarem tais meios para a resposta ou retorno positivo das tarefas solicitadas aos
alunos, tendo em vista poder avaliar, de alguma forma, o aprendizado do aluno, que no
contexto em que estamos vivendo, não está em sala de aula nem em ambiente escolar,
em sentido literal.
A utilização de ferramentas digitais tem ajudado a encurtar distâncias e auxiliado
de forma sensível a continuidade das atividades escolares, de maneira remota,
permitindo que o ritmo de estudos não seja quebrado pela paralisação das ações
presenciais, além de preservar os vínculos afetivos entre as pessoas.
Ferramentas e aplicativos como o Whatsapp, Zoom, Google Tarefas, Google
Classroom, Google Meet, Skype, Microsft Teams, dentre outros, foram e estão sedo
utilizados para auxílio em tarefas e atividades escolares.
Os aplicativos (ou ferramentas digitais) citados no parágrafo antecedente foram e
são utilizados por todos os usuários (neste caso – professores e alunos), do remetente
ao receptor, possibilitando a comunicação e a interação de forma, um tanto,
renovada. Logo a seguir apresenta-se, de forma sintética, os meios que propiciam essa
ampla interação.
WhatsApp é um aplicativo multiplataforma de mensagens instantâneas e
chamadas de voz para smartphones. Além de mensagens de texto, os usuários podem
enviar imagens, vídeos e documentos em PDF, além de fazer ligações grátis por meio
de uma conexão com a internet.
O Zoom Vídeo Communications é uma empresa americana de serviços de
conferência remota com sede em San Jose, Califórnia. Ela fornece um serviço de
conferência remota "Zoom" que combina videoconferência, reuniões online, bate-papo e
colaboração móvel. Com o zoom é possível realizar desde reuniões entre duas pessoas
quanto videoconferências maiores, com até 500 pessoas simultaneamente.
O Google LLC é uma empresa multinacional de serviços online e software dos
Estados Unidos que hospeda e desenvolve uma série de serviços e produtos baseados
30
na internet. Através de sua plataforma de aplicativos disponibiliza ferramentas digitais
como o Google Tarefas, o Google Classroom, o Google Meet, dentre outros, que são
plataformas ou sistemas de gerenciamento de conteúdos para escolas, que procuram
simplificar a criação, a distribuição e a avaliação de tarefas.
A Microsoft Corporation é uma empresa transnacional americana com sede em,
Washington, que desenvolve, fabrica, licencia, apoia e vende softwares de computador,
produtos eletrônicos, computadores e serviços pessoais. Esta empresa tem
disponibilizado ferramentas como o Skype e o Microsoft Teams, que são plataformas e
softwares de comunicação pela internet, que combinam bate-papo, videoconferência,
armazenamento de arquivos e integração de aplicativos no local de trabalho.
Para Trevisani (2019, web):

É fundamental que os alunos tenham consciência plena sobre o


processo de aprendizagem do qual fizeram ou fazem parte, sendo
capazes de perceber o que estão aprendendo, como estão aprendendo e
o que podem fazer, em grupo ou individualmente, para potencializar e
melhorar seu desempenho tanto no que se refere aos conceitos
curriculares que devem ser aprendidos quanto às competências gerais
não relacionadas a um conteúdo disciplinar específico.”

Percebe-se que uma das melhores formas de tornar o aluno consciente do


aprendizado é, sem dúvida, por meio do que chama-se “feedback”. Isto constitui-se em
um ato de clara comunicação de dar ou de visar a conscientização dos alunos, referente
ao que aprenderam ou estão aprendendo. Também possibilita melhorar sua
aprendizagem ao longo de todo o processo de ensino ou aprendizagem.
Vê-se, nas palavras do autor, que há uma necessidade de o aluno estar
conscientemente convicto daquilo que aprendeu ou está aprendendo. Esta consciência
fará que ele o aluno, por saber o que aprendeu ou está aprendendo, tenha condições de
contribuir positivamente para a sua própria potencialização, e isto de forma ou individual
ou em grupo, e abrangerá suas competências relacionadas ao currículo ou escolares, e
também, às não relacionadas ao ele, as extraescolares.
31
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho se propôs, como objetivo geral, elaborar discussões importantes


apontando possíveis desenvolvimentos, futuros e novas ideias de investigação. Esse
novo cenário de “levar” a escola até o aluno está sendo desafiadoras para todos os
envolvidos. Os professores tiveram que reinventar o seu plano de aula, se adaptando
em um universo desconhecido para muitos, o ensino à distância e as tecnologias. Para
os responsáveis, que em meio a varias atividades e preocupações, estão assumindo o
papel de educadores de seus filhos. Muitos não fazem ideia do que fazer, estão
completamente perdidos.
Esse estudo tem como objetivo refletir sobre as ações escolares neste período,
em relação à utilização mais adequada dos meios digitais, métodos pedagógicos e
metodologias, considerando as necessidades e recursos reais dos educandos do ensino
infantil.
Contudo, a educação não deve parar, mesmo que a maioria dos professores
tenha conhecimento básico quanto ao uso dos computadores na educação, com isso a
necessidade da adequação e da superação por parte de professores e de alunos como
vimos em algumas considerações apresentadas nesta pesquisa.
Todavia, os educadores também devem fazer seu papel, internalizando o uso das
tecnologias de forma eficaz e criativa no seu cotidiano escolar, a começar pelos
professores dos anos iniciais, responsáveis pela alfabetização da nossa língua materna,
e agora também a digital.
A pandemia deve ser encarada como um momento de reflexão e uma
oportunidade de algo novo e a única certeza diante dos fatos é que o mundo nunca
mais será o mesmo. Cabe ressaltar que após a pandemia a educação presencial com o
EAD, os professores estarão preparados para o distanciamento, tendo a possibilidade
factível de novas doenças coletivas futuras.
Chega-se então a conclusão que, tornar disponível toda essa tecnologia, é fazer
com que alunos e educadores compreendam precisamente como e quando aproveitar o
que essas ferramentas oferecem. As escolas devem esta implantando a tecnologia,
estimulando os novos modos que a pandemia trouxe para a educação.
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