Crase

CRASE COM HORAS - Até à Na grande maioria dos casos coloca-se o acento indicativo de crase diante das horas, isto é, escreve-se às na indicação de determinado horário: Os bancos abrem às 10 horas. Às 21h30 começará a ser servido o jantar. O enlace matrimonial se realizará às dezoito horas do dia vinte de maio. Precisamente às 20h43min teve início o espetáculo. À uma hora Sabe-se que não existe crase diante de artigo indefinido, como em: Falou a uma multidão. Entreguei o papel a uma das secretárias. A revisão do passado não é tarefa restrita a uma nação arrependida. No caso de “uma hora”, todavia, o à precedente configura uma crase porque aí se trata não do artigo indefinido mas do numeral “uma”, que acompanha e determina a primeira hora, como o fazem os numerais até 24 [as duas horas, as três horas etc.]. Portanto: O eclipse da Lua poderá ser apreciado melhor à uma hora da madrugada. Para as 12 horas Sendo a crase a fusão da preposição A com o artigo A, não se poderá acentuar o AS das horas quando se empregar outra preposição (que não seja A). São quatro as possibilidades: para, desde, após, entre. Com elas é proibido usar o AS craseado, para que não haja uma superposição de preposições. Exemplos: A conferência foi marcada para as 10 horas da noite. Desde as duas estou te esperando! Não atendemos após as 18 h de sábado. A Celesc avisa que faltará luz na Serrinha entre as 20 h e as 22 h. Reafirmando: este as não leva crase porque é puro artigo. Nesse último exemplo pode-se verificar mais claramente tratar-se de artigo ao se trocar “as 20 h” por um horário do gênero masculino: “faltará luz na Serrinha entre o meio-dia e as 22 h”. Até as ou às Os portões permanecerão abertos até as 23 horas. Os portões permanecerão abertos até às 23 horas. Embora tenhamos dito acima que a crase é proibida depois de uma preposição, é possível - embora desnecessário - usá-la junto com ATÉ na frente da hora. Ocorre que a preposição até, excepcionalmente e por motivo de clareza, pode ser seguida da preposição a. Sendo assim, escrever até as 23 h ou até às 23 h é indiferente, porque neste caso não há o perigo de confusão com a partícula inclusiva. Explica-se: a partir do séc. XVII começou-se a usar as preposições ATÉ e A combinadas para dar maior clareza ao pensamento, uma vez que ATÉ tem igualmente o sentido de inclusão = mesmo, inclusive, ainda, também. Mudança de significado pode ocorrer em frases do tipo (1) Queimou todo o cabelo até a raiz. [inclusive a raiz] (2) Queimou todo o cabelo até à raiz. [até junto à raiz]

(3) Rabiscou tudo até a porta. [a porta também] (4) Rabiscou tudo até à porta. [dá a noção de limite: parou na porta] Naturalmente nas frases 1 e 3 a ambiguidade poderia ser evitada com uma vírgula: “Queimou todo o cabelo, até a raiz. Rabiscou tudo, até a porta”. O QUE É CRASE + DE ... A OU DA ... À Entende-se por crase a fusão de vogais idênticas. Em Gramática Descritiva se utiliza o termo para designar a contração da preposição A com o artigo definido A (AS) e com AQUILO, AQUELE e flexões, indicada pelo acento grave: à/às, àquele, àquilo. Só nós falantes do português temos de lidar com a crase. A origem do problema – e é um problema porque existem três fonemas iguais com grafias diferentes: a / há / à – está no artigo definido feminino, que no latim vulgar era “illa”, tendo evoluído para "la" em francês, italiano e espanhol. No português arcaico o artigo também era "la", passando mais tarde para "a". Se o artigo tivesse permanecido com o L, seria fácil distingui-lo da preposição, e o caso estaria encerrado! Uma curiosidade: até meados do século XX não existia o acento grave. Essa notação era feita pelo acento agudo: áquelle por a aquelle, á mão por a a mão. Gostaria ainda de destacar duas acepções do Dicionário Houaiss (2001) no verbete crase que corroboram o modo brasileiro de se expressar sobre esse fato lingüístico: “3.1 A contração da preposição a e o artigo a (ou no pl.: as), grafada à, às, e seu emprego na língua escrita (já que na fala essas formas geralmente não se distinguem). Ex.: <erra muito em crase> <fez muito erro de crase>" “4. Derivação: por extensão de sentido. O acento grave que marca na escrita a contração.” [grifei] De 1 a 10 / De segunda a sexta / Da 1ª à 4ª Quando se faz a ligação de dois numerais ou substantivos por DE ... A, não se deve crasear o segundo; mas quando se determina o primeiro elemento com DA ou DO, o segundo inicia com Á (ou AO, se masculino). É uma questão de coerência: havendo determinação no 1º substantivo ou numeral ordinal (que acompanha o substantivo), deve haver determinação no segundo. O que não pode acontecer é a mistura, por exemplo: * de 2ª à 6ª. Modelos bons: SEM DETERMINAÇÃO: Trabalhamos de 3ª a sábado. A exposição ficará aberta ao público de hoje a domingo. Ainda há vagas para alunos de 5ª a 8ª série. Só sabe contar de 1 a 100. Os eletrodomésticos estão em todas as casas, de norte a sul do país. As inscrições poderão ser feitas de 1° de maio a 15 de junho. COM DETERMINAÇÃO: Todas as alunas da 1ª à 4ª série foram dispensadas. Molhou-se dos pés à cabeça. A ceia será servida da meia-noite à uma hora. Trabalho desta segunda à quinta-feira próxima. O jantar estava perfeito da entrada à sobremesa. Tudo parece estar em constante subida – da mensalidade escolar à consulta médica, do aparelho de som à geladeira.

A propósito, com o intuito de nos ajudar a identificar quando ocorre a crase, o biólogo uruguaio Diego Perez nos escreveu: “Gostaria de passar uma dica para meus colegas de língua hispânica. Quando traduzimos ao espanhol uma frase em português e utilizamos ‘a la’ é certo que em português utilizamos a crase, exemplo: Eu vou à escola – Yo voy a la escuela”. Vale a dica também para os brasileiros que conhecem espanhol ou francês. INOBSTANTE, FACE A, FRENTE A E OUTRAS LOCUÇÕES Por sugestão de M. P. Kern, de Pinhalzinho/SC, vamos tratar hoje do “uso de face a e inobstante, expressões muito usadas no meio jurídico”. O pedido sem dúvida decorre do fato de algumas pessoas condenarem a locução face a, que a seu ver deveria ser em face de. O fato é que FACE A existe: é uma forma evoluída, reduzida e moderna da locução originária EM FACE DE, que a princípio comutava com À FACE DE. Ambas eram usadas com o sentido de diante, perante, defronte, na presença de. Mais tarde surgiu a variante com a preposição A no final: EM FACE A (por possível analogia com "junto a, próximo a"). Inovação mais recente é a redução para (EM) FACE A. O mesmo se dá com "em frente a" e "em frente de" comutando com "frente a", locução cuja legitimidade não é questionada. São comuns frases como: A advogada se rendeu frente aos argumentos da promotoria. A cerimônia será na casa em frente à minha. Houve um acidente em frente de casa. Lembro, contudo, é preciso ter conhecimento da crase para poder usar as variantes que terminam com a preposição A: face a o exposto => face ao exposto face a a explicação => face à explicação em face a o exposto => em face ao exposto em face a as normas => em face às normas frente a a situação => frente à situação Quem prefere não se arriscar com a crase deve se ater a locuções semelhantes que não terminem com A, como por exemplo: Em face das normas adotadas... À vista do exposto... Ante os fatos apontados... Diante das evidências... Em vista da situação encontrada... Aí estão várias opções. O que não se deve é eliminar uma delas por preconceito ou purismo. O maior gramático que o Brasil já teve, Ernesto Carneiro Ribeiro, termina as suas “Ligeiras Observações sobre as Emendas do Dr. Rui Barbosa feitas à redação do Projeto do Código Civil” com estas palavras: “Temos, logo, razão de dizer: o purismo exagerado, intransigente, é impossível, perante o estudo histórico das línguas”. Quanto ao vocábulo INOBSTANTE, é forma evoluída e reduzida de "não obstante" [ = nada obstante], com valor equivalente a "apesar de, a despeito de", locuções que dão uma idéia oposta àquela expressa na outra parte do enunciado, contrariando uma provável expectativa. Exemplos de uso: Inobstante as acusações, o réu foi liberado. Não obstante as acusações por crime hediondo, ele conseguiu progressão da pena. Isto nada obstante, a Procuradoria Jurídica desta autarquia entende que não compete ao Banco

DIGNAR-SE (DE) Com relação ao verbo pronominal dignar-se. não obstante] e também advérbio de concessão [apesar disso]. BEM-VINDO --. Absolutamente! É uma boa opção. Enfim.Central autorizar tal transação. não deixa margem a dúvidas: Residimos na rua Tupi. 2002). VERBO DIGNAR-SE. a Procuradoria entendeu que a competência era da empresa. ele pede a preposição DE (e não ‘em’). Exa. localizar e semelhantes são regidos pela preposição EM. situar. (de) conceder o aparte. valho-me do saudoso Celso Pedro Luft. bem como se digne DE ou se digne EM". como temos visto em diversas ocasiões. Então. à R. nessa situação se vêem ambas as formas: na rua e à rua. uma vez que já está consagrado pelo uso. Vende-se casa [situada/sita] à avenida Salinas. casado. domiciliado: Ela reside à rua Tupi. Mas é muito comum o uso intercambiável das preposições A e EM. Central”. com preferência por esta última na forma escrita. O mesmo vale para residir (residente) e situado. apresentando vários exemplos nesse verbete. O mesmo acontece com seus derivados morador. “residente e domiciliado na rua Botucatu”. Já o EM. Isso não quer dizer que não se possa ou não se deva escrever “Vende-se casa na Av. brasileiro.. Aluga-se imóvel [localizado] à Av. deveria se usar NA e não À nos casos específicos. pois aí o advérbio "bem" passa a ter valor prefixal. que. mas já há registro seu no Dicionário de Usos do Português do Brasil (Francisco Borba. Não obstante isso.. A casa está situada na avenida dos Guararapes. no Kobrasol. No entanto pode haver a elipse da preposição diante de verbo no infinitivo. Mas por outro lado não se pode tachar de erro o emprego do "a craseado" nesses casos. domiciliado à rua de Setembro. Exa. fazendo . com o verbo morar e derivados a preposição originária em pode comutar com a (esta. BEM-VINDO . residente. requer. sobretudo na língua escrita): morar (morador) na ou à Rua X.347. como os verbos morar. Na língua falada. na sua coluna “O Mundo das Palavras” nº 2. Jacó Silva. conceder a audiência solicitada. Digne-se V. sito”.Gostaria de esclarecimentos acerca do uso de "residente e domiciliado À rua ou NA rua. resume o assunto desta forma: “No português brasileiro atual. residir. pode ainda não haver aceitação de “inobstante” pela Academia Brasileira de Letras.. Cristal. justifica-se o uso mais frequente de NA porque o "à" se confunde na pronúncia com HÁ e com o artigo A. RESIDENTE À / NA RUA. e abonado pelos gramáticos. que diz ser uma preposição que "expressa relação de concessão" [apesar de. Bauru/SP A rigor. Exemplificamos: O juiz não se dignou de nos ouvir. combinado ou não com um artigo. coube ao Banco Centrar autorizar a transação. Jefferson Barbosa. Central. Esperamos que se digne V.. Você ainda mora na mesma travessa? A sede do Partido se localiza na rua Cristal. Vamos nos encontrar na sede do Partido. Quanto aos gramáticos. Apesar disso.prefixo BEM O adjetivo bem-vindo é composto com hífen.

a caráter. meio. matou o cachorro a bala. respondendo à pergunta "como?" Por exemplo: "Comprou o carro à vista.). Coloquei a venda (faixa nos olhos). tomou a injeção à força. . às avessas. o cão anda à solta. apanhar (flores) à mão. a nado. Compare nos exemplos abaixo o significado da frase sem o acento e com ele: Lavar a mão. como a cavalo. use o hífen e a devida flexão: Bem-vindos ao X Congresso de Ecologia. assalto à mão armada. a lápis. para que a preposição não seja confundida com o artigo feminino. Por oportuno: jamais acentuar o A sem S diante de plural: a duras penas. coloquei à venda." Comprou como? À vista. É facultativo o acento indicativo de crase quando não há confusão possível: carro a gasolina. a sério. – Ele caiu à noite. pois não haverá correspondência de À com AO. lugar. A maioria delas tem a ver com o modo. à espreita.Foi caçada à bala. Vendeu a vista (os olhos). É por essa questão de clareza que se recomenda e geralmente se acentua o A nas locuções femininas de circunstância. a prestações etc. – Trancou à chave. a tiracolo. No mais. comprou bugigangas às centenas etc. a postos. vale saber que existe a palavra Benvindo. navegar à vela. a vapor etc. . o "bem" é um reforço: bem-disposto. – Vendeu à vista. encontra-se à paisana. contudo. a gosto. falar à boca pequena [em voz baixa]. embora esse A possa ser somente preposição. a capricho. escreve-se à vista. escreve à perfeição. fique à vontade.Pagou à prestação (em prestações).Sim. Então. Caiu a noite (anoiteceu). Cortei a faca (cortou a própria faca). a sangue-frio. . Em outros casos. às (ou a) expensas etc. guardar o dinheiro a chave etc. . Pagou a prestação (pagou-a). a caminho. Nestes casos. estou às ordens. e não à máquina. está tudo às mil maravilhas. Foi caçada a bala (a bala foi caçada). vive à toa. barco a vela. a meio mastro. Trata-se de uma exceção. modéstia à parte. escrever à caneta. bem-educado. Vejamos outros exemplos em que a preposição poderia se confundir com o artigo e por isso o acento é de praxe: à evidência. Por outro lado. provou o caso à saciedade [plenamente]. . é de tradição acentuá-lo por motivo de clareza. tempo – formadas pela sequência Prep A + Substantivo ou Adjetivo. a prazo. a óleo. . À MÃO: CRASE COM EXPRESSÕES DE CIRCUNSTÂNCIA Vamos tratar agora da crase em relação às locuções adverbiais de circunstância – modo. com acento. por ex. É obrigatório o acento quando o substantivo está no plural e o artigo também: às vezes sai às pressas. Trancou a chave (a chave foi trancada). que é mera preposição.parte indissociável do nome. Qualquer sugestão será bem-vinda.Favor lavar à mão. amor à primeira vista.. não se acentua o a. masc. À VISTA. a gás. cortar à faca ou à gilete. Veja-se que não se diz "seja vindo!" – ou se é bem-vindo ou se é outra coisa. cumpriu o trato à risca. Nas locuções adverbiais masculinas. não funciona o artifício de ver como é que se comporta uma expressão similar no masculino. estou à disposição. a pé. a frio. mas então é nome de pessoa: Meu tio Benvindo nasceu na Bahia em 1916.Cortei à faca. mesmo que se escreva a prazo (subst. A mesma análise pode ser feita com a palavra composta bem-sucedido [não se fala "sou sucedido"]. Nas locuções circunstanciais femininas.

mas poucas pessoas se dão conta de que conhecer bem o artigo é imprescindível para se fazer bom uso do acento indicativo de crase. lasanha à bolonhesa. [aproximação] Por questão de estilo.É obrigatório o acento quando a locução é formada com adjetivo . O funcionário está respondendo a (um) processo por malversação de dinheiro. à força de. uma. ver Não Tropece na Língua 297. escreveu a criança. Anoto ainda que a locução "à distância" mereceu comentário especial: ver Não Tropece na Língua 149. as – individualiza. Em todas elas. na época. uns. EM. é obrigatório o acento nas locuções circunstanciais femininas de tempo e lugar em que de fato se tem A + A. determina o substantivo de modo particular e preciso. Observe nos períodos abaixo como certos artigos são desnecessários: A menina ganhou (uns) lindos brinquedos. indicando que se trata de simples representante de uma dada espécie. usa-se o singular com referência à pluralidade dos seres: O homem é mortal. temos: à beira do caminho. Designa um ser já conhecido do leitor ou ouvinte. [meninos já conhecidos do falante] Vimos as estrelas no telescópio. PARA. [uma das diversas existentes no local] Falei com um menino. evita-se a utilização frequente de UM. vivem às tontas.. O artigo indefinido – um. na frente. à testa de. comer às escondidas. à medida que. à proporção que.singular ou plural: bife à milanesa. Exemplos: O violino está desafinado. . a. Também levam acento obrigatório as locuções femininas terminadas em DE e QUE: à custa de. à mercê de. à direita. Por fim. à época. prega a revolução às abertas [abertamente] etc. isto é. [referência a um instrumento específico. Recebemos do interior de São Paulo (uns) pêssegos maravilhosos. à beira-mar. (Vale lembrar que À corresponde a DA. “Sou muito feliz por ter (uns) pais como vocês”. à frente de. à semelhança de. Ter (uma) boa saúde é fundamental. enfim aquele já mencionado] A lâmpada queimou. Designa um ser ao qual não se fez menção anterior. à esquerda. ir à frente. O artigo é a palavra que introduz o substantivo.) Assim. [as estrelas de que falávamos antes] O artigo definido também é empregado para indicar a espécie inteira. agir à louca. [uma representante da espécie] Marcos deve ter uns quarenta anos. os. umas – determina o substantivo de modo impreciso. [ = todos os homens] A acerola contém grande quantidade de vitamina C. O artigo definido – o. PELA. bater à porta etc. [a apontada ou a única no local] Falei com os meninos. Sobre esse uso. [um dentre os vários da orquestra] Uma lâmpada queimou. indicando-lhe o gênero (masculino/feminino) e o número (singular/plural). [não é particularizado] Vimos uma estrela no telescópio. POR. seja o meu ou o seu. pode-se trocar o A por NA: na beira-mar. combateram à sombra. Dizem que o brasileiro é cordial. NA.. Exemplos: Um violino está desafinado. UMA. PARA A e A corresponde a DE. Colocar um coração de (um) babuíno em um recém-nascido foi (um) ato tão ousado quanto atravessar o Atlântico a nado. USOS E NÃO-USOS DO ARTIGO DEFINIDO E INDEFINIDO (1) No Brasil é grande a preocupação com a crase. O abuso do artigo indefinido torna a frase pesada e deselegante. falar às claras. ficar às escuras. o que se comprova com a substituição do primeiro A por outra preposição.

Os sintomas incluem vômitos e desmaios e podem levar ao coma e à morte. pois solidário ele é. Caso a reportagem estivesse se referindo só à Inglaterra ou à Suécia. Solicito acrescentar a lista de livros ao pacote que seguirá para a livraria.É mais elegante deixar fora o artigo indefinido antes de pronome de sentido indefinido. Os Ratos e Mad Maria. Sugeriu a CUT que concentrássemos esforços nas fábricas e no campo. de construção semelhante. entre estes. Fica à escolha do freguês levar um cupom ou ganhar um pequeno desconto. Vai a luta ser desigual? todos nos perguntamos. Está certa a ausência do artigo. o complemento constitui ou o sujeito ou o objeto direto da oração): Abandonou à própria sorte os filhos pequenos. pois se trata apenas dos verbos transitivos indiretos e. Acabei não mencionando (um) outro caso interessante. Encontrei (uma) certa resistência quando sugeri que discutíssemos o assunto em (uma) outra ocasião. É importante notar que a indefinição se faz mentalmente – não é preciso constar explicitamente o artigo ou o pronome indefinido. Favor anexar a folha 4 ao mapa estatístico. O desfile foi um horror! CRASE COM VERBOS O universo dos verbos que admitem à ou às após si é relativamente restrito. A massagem relaxa e leva à mente o aquietamento. Vai à luta com você. como "tal. o artigo indefinido é usado como reforço em expressões exclamativas: Foi uma alegria te ver. aventurando-se com um marinheiro. pois significa que nenhum país (da Europa) foi poupado no pior inverno dos últimos anos. Em alguns casos nem o pronome indefinido é necessário: A neve e o vento glacial alteraram a paisagem européia e não pouparam país. Entretanto. Solicito acrescentar à lista de livros estes títulos: Mila 18. Favor anexar à folha 4 o mapa estatístico. por exemplo. Nas frases abaixo. Os sintomas incluem desmaios que podem levar a morte a um paciente debilitado. . Fica a escolha do novo modelo por conta do cliente. outro": Vi Laura em (uma) tal consternação que achei melhor ficar quieto. somente daqueles que exigem complemento regido da preposição a. A massagem relaxa e leva a mente ao aquietamento. vamos perceber o mesmo verbo seguido de complemento com e sem crase (neste último caso. o redator teria escrito “não pouparam o país”. Abandonou a própria sorte quando resolveu fugir da bela vida que levava. certo. Sugeriu à CUT a concentração de esforços nas fábricas e no campo.

CRASE COM NOMES Como já foi visto.. a crase envolve. Essas medidas proporcionarão à população / ao povo melhores condições. útil a tanta gente. Exemplos: Transmitiu à patroa / ao patrão os agradecimentos da equipe. Se depois desses nomes intermediados pela preposição "a" for colocado um substantivo feminino determinado. É um instrumento útil à maioria [ao grosso] dos trabalhadores. pois um à (a a) é o feminino de um ao (a o) . derivam de verbos com diferente regência. Agiu obedientemente à legislação em vigor.Vou dar apoio à formação de um novo grupo de trabalho. Fale à moça. . de preferência sinônimos. . É possível fazer a associação de nomes a verbos. Muitos políticos acorreram à sede do governo / ao palácio para a solenidade. além de um substantivo feminino determinado. dos verbos abaixo: OBEDECER. Por exemplo: horror a lugares fechados. No seu discurso. Há alguns nomes que apresentam o mesmo regime dos verbos de que derivam. teremos a a. Não Tropece na Língua 071) mas também nomes – substantivos. . Eles AMAM a pátria em que nasceram. É o caso. Em geral. valer-se do artifício da troca do substantivo feminino pelo masculino é muito bom para tirar a prova-dos-noves: Manifestou seu horror à depredação [ao estrago] do patrimônio público. EQUIVALER. a regência da preposição "a". – Devemos obediência às leis de trânsito. Grande parte dos nomes que exigem a preposição "a". deve-se usar à. Margarida APRECIA a sogra. verbos transitivos diretos: Vou APOIAR a formação de um novo grupo de trabalho.Eles têm amor à pátria em que nasceram. / Fale ao rapaz. paralelamente a isso. . Equivale a um terço do negócio. . Paralelamente à exposição [ao espetáculo] haverá distribuição de cestas básicas. O diretor vinculou-se a uma associação de benfeitores do esporte.. .Artifício: troca do feminino por masculino Um bom artifício para confirmar se em determinada circunstância o verbo pede o a craseado é trocar seu complemento feminino por um masculino. – No seu discurso. VINCULAR-SE. por exemplo. – A associação está vinculada às empresas do setor metalmecânico. Sempre ELOGIO as pessoas esforçadas. adjetivos e advérbios – regem ou se servem da preposição "a" para se relacionar com os substantivos ou outros termos regidos. Anexar à folha 4 / ao volume II as informações suplementares. É uma criança obediente à sua mãe. Não só verbos (V.Sempre faço elogios às pessoas esforçadas. Obedeça à sinalização.Salários baixos não são incentivo à eficiência e ao desempenho. o que implica uma crase e o uso do acento indicativo dessa crase/fusão.Margarida tem apreço à sogra. o presidente referiu-se à má distribuição de renda. Salários baixos não INCENTIVAM a eficiência e o desempenho. – É equivalente à terça parte. Nesses casos. REFERIR-SE. fez referência à má gestão das empresas. contudo. Onde se usa ao. Subiram à primeira plataforma / ao primeiro piso e foram diretamente à sala / ao gabinete do diretor.

também NÃO TROPECE NA LÍNGUA 024] 10. Frente às reivindicações dos funcionários. vamos tratar do uso da crase com as locuções prepositivas quanto a. 5. 8.Faremos o acordo em cumprimento ___ alínea / ___ item 9. . 6 . O carro pifou próximo à rua onde morávamos. 3 . Qualquer matéria com referência à música minimalista é de nosso interesse. 15.O governo liberou verbas destinadas ___ restauro / ___ recuperação do patrimônio atingido pelas cheias. JUNTO A. conforme o caso: 1 . 9 . proponho ao leitor preencher as lacunas abaixo com à(s) ou ao(s). frente a). Face às necessidades detectadas.As demissões estão sujeitas ___ aprovação / ___ consentimento do Conselho.Fez sua adesão ___ greve / ___ motim um pouco tarde. .Não impôs nenhuma sanção ___ obras / ___ artefatos estrangeiros.Vinha anunciando incursões bem-sucedidas em redutos tradicionalmente ligados ___ nobreza / ___ clero.6 do edital público. de acordo com. não há como . Vamos nos encontrar defronte à barbearia do Luís. 3. nos fez. adesão à greve/ao motim. em cumprimento à alínea/ao item 4.A venda de “best-sellers” está restrita ___ supermercados / ___ bancas. 2. 8 . novas prioridades serão estabelecidas. 12. Foram abertas inscrições com vistas à renovação da diretoria. junto a.É necessária sua filiação ___ sindicato / ___ associação de funcionários. O uso de JUNTO A em frases desse tipo (e outras como: solicitar providências junto a. Para finalizar e variar um pouco.: ao lado de. relativamente a. Em relação à solicitação de emprego que V. sanção às obras /aos artefatos 9. Confira as RESPOSTAS CORRETAS: 1. 5 . ligados à nobreza/ao clero 6. sujeitas à aprovação/ao consentimento 10.Deu preferência à uva mais cara. pode-se memorizá-las para evitar os condenáveis erros de crase: 1. Qual foi sua atitude com respeito à difamação? 11. [V. Em atenção à reclamação formulada por sua empresa. Contudo. Como são relativamente poucas as locuções que se enquadram nesta categoria. Nada apuramos quanto à participação da nossa equipe no campeonato estadual. pois estas exigem o a craseado quando se ligam a um substantivo feminino determinado. 14. 4. conseguir/obter/acertar/fazer pedidos junto a alguém) é condenado por puristas. 16.PREFERIU a uva mais cara. Parou em frente às galerias.Fizemos uma consulta à entidade indicada. QUANTO A. destinadas ao restauro/à recuperação 5. sendo o último deles uma preposição simples (ex. 6. etc.Deu parecer favorável ___ cobrança / __ pagamento das alíquotas antes do prazo. 13. nada podemos adiantar. DEVIDO A. revisaremos o produto. Graças à competência do médico. Qual seu interesse relativamente às tabelas afixadas no mural? 7. filiação ao sindicato/à associação 7. 10 . 2 . Só nos interessam agora as locuções que acabam na preposição "a". 9. A locução prepositiva é composta de dois ou mais vocábulos. 4 . DADO A pedido de Jaime Ramos. Sua função é a mesma da preposição. acesso à ponte/ao túnel 2. o menino se curou completamente. CONSULTAMOS a entidade indicada. Sa. parecer favorável à cobrança /ao pagamento 3. Viajou em direção à fronteira. 7 . O governador logrou êxito junto às autoridades federais para que fossem liberadas outras linhas de crédito. a diretoria fará alterações no quadro. restrita aos supermercados / às bancas de revistas 8.Foi fechado o acesso ___ ponte / ___ túnel. O governo se calou no tocante às perguntas sobre o empréstimo compulsório.

Exemplifica André: “Requer. próximo. finalmente.. ANTE O. em resumo – apresenta algumas nuances de interpretação. no fim. Foi cancelado o show devido a problemas / devido ao tempo / devido à chuva. ao lado”. podendo expressar indignação. que concordava normalmente com o substantivo referente: “ausência devida a problemas pessoais. afinal de contas. não rege preposição. EGRÉGIO André Alexandre Hapcke e Guilherme Casali. Que não se faça confusão com a locução "devido a". que se comporta como “perante” [perante o juiz] com o mesmo significado de “diante de. melancolia. junto a significa apenas “perto. Note-se. Os produtores de uva enfrentaram uma queda de produção de 70% devido à ocorrência de geadas em outubro. no dizer do professor A. dada a presença da preposição "a" nos dois casos: Acidentes devidos a motoristas imprudentes / ao desatino / à imprudência do motorista. além de significado semelhante – por fim. solicitam esclarecimentos a respeito de expressão muito utilizada em sentenças e acórdãos: A FINAL ou AO FINAL. em presença de alguém ou algo”. enfim. dada a Dada a dificuldade em alugar uma casa. a condenação do réu”.. SUBSCREVER. portanto não forma uma locução. apesar da semelhança de significado e uso.negar a sua frequência em artigos de jornais. não fomos à praia. surpresa/espanto. Estritamente falando. ambos de Florianópolis/SC. ou algo como “pensando bem”. . 17. resignação. ao final / a final. da Gama Kury. observe-se a concordância quando "devido" é realmente particípio e atente-se sempre para a colocação do acento indicativo de crase diante de substantivo feminino. Exemplos: Afinal. Em todo caso. que a locução escrita com a prep. Naturalmente não há crase quando se usa um substantivo feminino: Ante a juíza. Calou-se ante os argumentos apresentados. Ambas corretas. não cabe a preposição A depois da também preposição ANTE. revistas e correspondência em geral. contrariedade. locução adverbial que significa “na última parte.. Dado o. porque não se trata de uma locução. AFINAL. Seabra/BA A forma correta é ante o e ante a. O uso corrente da locução. mas concorda com o substantivo sequente: Dado o mau tempo / dados os raios e trovões / dada a chuva / dadas as condições de tempo. na conclusão /desenlace /remate. DADO sim é um particípio.Ante o X ante ao X. a vida de padre não era má. consequentemente. ao termo /término”. em conclusão. ele vacilou. o que fazer da vida depois da tragédia? “Disse-lhe que. A é antiga. porém. tendo sido substituída por AFINAL ou AO FINAL. Devo advertir que o uso de DEVIDO A não tem o “respaldo dos autores cuidadosos”. problemas devidos ao excesso de chuvas”. por exemplo: Encostou o carro junto à calçada. O advérbio afinal (ou afinal de contas). desautoriza os puristas”. claro. Qual o mais certo? Carlos Cerqueira Jr. Já a opinião de Celso Luft é a seguinte: “Os puristas não gostam desta locução e acham que devido deve ser usado apenas como particípio: o acidente foi devido (= deveu-se) a um descuido.” (Machado de Assis) --. ficaremos no apartamento. Essa grafia já não aparece em dicionários atuais. porque a locução surgiu da “masculinização” do particípio do verbo dever.

sobretudo depois de verbos. São Paulo/SP Sabemos que a crase está condicionada ao uso simultâneo da preposição A com o artigo A. O verbo subscrever pode ser transitivo indireto (com a preposição A) na acepção de “conformar-se (ao parecer de alguém)”. sem o artigo antes do possessivo. portanto. ele é transitivo direto – daí ser desnecessária a preposição nestas frases: . pois evita ambigüidades. usados para distinção ou realce.pelo promotor de justiça que esta subscreve. Também fica melhor: À SUA ESCOLHA [título de reportagem sobre imóveis à venda] O Natal bate à sua porta [propaganda na TV sem o acento!] Dobre à sua direita. a um regimento. Anexamos à petição o documento solicitado. pode-se omitir o acento que não fica errado. É permitido? Existe alguma regra? W. se trocarmos a prep. Desconhecemos a autoridade que subscreve o parecer.. outros leitores traduziriam esse “a minha mãe” por “para a minha mãe”. Sibele coloca entre parênteses “para minha mãe”. Castro. já que em alguns Estados não se usa o artigo definido diante do possessivo.. 2. para/a minhas tias”. o que pressupõe a coexistência da preposição com o artigo definido. Conclusão sabida e regra repetida: o uso da crase antes do pronome possessivo é facultativo. Não há necessidade de usar inicial maiúscula em egrégio e colendo. CRASE E ARTIGO COM POSSESSIVOS --. esse tipo de crase só deveria ser dito “facultativo” em relação às regiões do Brasil. Quer dizer. A crase. o que em tese as desobrigaria do “a craseado”. Anexar o que a quê? Deixemos claro: Favor anexar à sua declaração de isento a sua identidade.A minha mãe (para minha mãe) tem crase? Sibele Akselrad. Entretanto. egrégio ou Egrégio Tribunal de Justiça. para ocorrer a crase é preciso que a palavra anterior [um verbo ou um nome] exija a preposição A e o substantivo posterior – que será obrigatoriamente feminino. Peço que junte à nota para a imprensa a sua fotografia. Ali as pessoas normalmente dizem: “de minha mãe. Já em outros lugares o artigo definido é usual: “da minha mãe. Coromandel/MG 1. pois tais termos. O magistrado subscreveu a sentença na mesma data. são simples adjetivos – não fazem parte do nome próprio Tribunal de Justiça. do meu pai. PARA por A.--. é sempre motivo de clareza. explícito ou não – admita a presença do artigo definido. Jadir Cirqueira de Souza. A bem da verdade. como em subscrever a preceito. escreve-se com o acento indicativo de crase: Disse à minha mãe que voltaria cedo. Mas é altamente recomendável usá-lo. Favor anexar a sua identidade à sua petição. vejam só: Favor anexar a sua declaração de isento a sua identidade.Quais as formas corretas? 1. a conselhos. pelo promotor de justiça QUE esta subscreve ou QUE A esta subscreve 2. Consequentemente. Favor anexar a sua declaração de isento à sua identidade. Neste caso. Já com o significado de “dar sua aprovação a. aliás. de meu pai. Rio de Janeiro/RJ --. minha amiga. não aparecerá o acento: Disse a minha mãe que voltaria cedo.Gostaria de saber sobre o uso de crase antes de pronomes possessivos. assinar ou firmar aprovando”. com a minha .

presenciar.Gostaria de esclarecimento quanto à regência do verbo assistir. Oliveira. É interessante manter a coerência dentro do texto ou pelo menos dentro da frase: Passo a suas mãos documento que já é de seu conhecimento. São Paulo/SP No sentido de “ajudar. ele é transitivo indireto. Neila D. pois o uso do artigo definido diante deles é a norma naquele país. eu me referi a minhas dificuldades. valem as duas regências. . Esta situação enseja o emprego de à/às: Refiro-me à minha amiga e às minhas tias. Edson Luiz Zeppelini. seu complemento não é precedido por preposição: Assistiu a doente assim como assiste muitas pessoas necessitadas. é transitivo direto ou indireto. Nesta segunda acepção. em agosto de 2001. estar presente. li num manual de gramática que era “mania de brasileiro” a dispensa do artigo na frente dos possessivos! No Brasil. em vez de a minha amiga e a minhas tias. acompanhar com atenção”. isto é. com uso ou não de crase. Na casa da minha irmã. o verbo assistir é transitivo direto. com complemento preposicionado: Vamos assistir aos jogos de tênis. no entanto.amiga. pois aí se trata de escolher entre a simples preposição (entendendo-se que não se queira usar o artigo definido antes do possessivo) ou a preposição combinada com o artigo no plural: Não reconheceu o Estado de Israel por questões políticas ligadas a/às suas relações com os países árabes. Com o significado de “ver. Plural É preciso ter cuidado com a opção diante de pronome possessivo plural: a alternativa não é as/às. e até agora não encontrei esse exemplo nas gramáticas que consultei. ouve-se (e também se lê. V. Tatuí/SP --. até em bons autores) habitualmente o verbo sem a preposição: assistir o filme/ a minissérie/ os jogos. eu me referi às minhas dificuldades. Exa. quando se refere à televisão. Passo às suas mãos documento que já é do seu conhecimento Na casa de minha irmã. para as minhas tias”. Sempre assistimos a (à) TV Futura. prestar assistência ou socorro. Assistimos a uma conferência de nível internacional. em seus dois sentidos. tratar”. por exemplo. observar. usa-se a ele/ a ela [e não “lhe”] quando o complemento é um pronome pessoal: “Não posso dizer como andam as corridas de touros.Gostaria de saber se o verbo assistir. Em Portugal a crase (que é chamada simplesmente de acento grave) com os pronomes possessivos é de lei. de fato. Recordo-me que o padre assistia o bispo no desempenho de seu cargo. mas sim a/às. No caso da televisão. vai assistir à ópera? Na linguagem coloquial brasileira. Devo dizer: assistir televisão ou assistir à televisão? Esta é uma dúvida que tenho. Numa biblioteca pública de Porto. pois não assisto a elas há muito tempo”. já consagradas pelo uso (e anotadas por Celso Luft): assistir à TV ou assistir TV: Aqui em casa todos gostam de assistir (à) televisão. MODOS DE ASSISTIR --. tanto faz.

até porque em determinadas situações só o acento clarifica o sentido dado à palavra. Índios tupi ou tupis . À MÃO: CRASE COM EXPRESSÕES DE CIRCUNSTÂNCIA. Com a distância determinada. entendo que é sempre melhor acentuar a expressão. o verbo assistir é transitivo direto? Márcio Schiefler Fontes. indireto]. no caso. O motivo é que a ausência do acento pode deixar o texto ambíguo. fotografe à distância. nesse caso. Assim sendo. Assiste razão ao juiz. curou à distância. como por exemplo nesta explicação entre parênteses: Reviu seus estudos a respeito da estratégia tele (“à distância”) de lidar com os saberes tácitos. Alguns autores classificam tal ocorrência como CRASE FACULTATIVA. mutável). porque está subentendido o artigo indefinido: a [uma] grande distância. é transitivo indireto [acho que não se pode fazer voz passiva com verbo trans. À VISTA. É o mesmo caso de viu a distância. como é comum encontrar nos documentos exarados pelo MEC. publicou-se o decreto. As leis nem sempre são obedecidas. escreveu à distância. Mas eu. que parecem melhor quando craseadas: viu à distância. competir. por exemplo. Já na frase “Compramos uma chácara a grande distância daqui” não há crase. especificada. fotografe a distância. Procedidas as alterações. algo assiste a alguém: Razão assiste à advogada. Lavras/MG Nada de erro! Embora transitivo indireto. assim como o professor. José T. Em “ensinar/estudar a distância”. permanece à distância.Tenho certa resistência em grafar ensino a distância.Na frase ‘Tais palestras foram assistidas por um público médio de 300 participantes’ há erro? tendo em vista que o verbo assistir. Cientistas esperam medir 60 mil galáxias à distância de nove bilhões de anos-luz. curou a distância. ou seja. sem o acento grave indicativo de crase. ENSINO À DISTÂNCIA E INDIOS TUPI(S) --. fica-se com a impressão de que é a distância que está sendo ensinada ou estudada. temos: A final do vôlei foi assistida por uma multidão. pertencer” o verbo assistir é transitivo indireto. o a deve ser obrigatoriamente acentuado: Fotografe à distância de um metro. escreveu a distância. No sentido de “caber. --. Florianópolis/SC O acento indicativo de crase foi bem colocado. Não lhes assiste nenhum direito. Ficou à distância de uns 10 km. Assiste-lhe o direito de ficar calado.--. Podia comentar? Prof. Enfim. Neto. Pode-se afirmar o mesmo de obedecer (a) e proceder (a) – uma reminiscência de quando eram verbos transitivos diretos (vale lembrar que a regência é muito dinâmica. Paulo Roberto Ribeiro. Umuarama/PR Não está errado o Ministério da Educação. prefiro usar o acento – nessa e em outras locuções adverbiais femininas que indicam circunstância. B.Professora: assiste razão à advogada? Ou a crase está equivocada pelo fato de que. permanece a distância [= a distância permanece] e assim por diante. ele admite a voz passiva.

vale o uso regional. Penso em Rita”. caiapós. No interior habitavam os kaingang e os xokleng. Ed. Isso quer dizer que. É muito comum este tipo de uso nos agradecimentos que se fazem em livros.. não usará crase: ► Contei a Beatriz o que relatei a Rita.. Assim. indicando a pessoa como conhecida ou “de casa”. kaiowás. escreverá: ► Contei à Beatriz o que relatei à Rita. tão somente a familiaridade é que vai determinar o uso do acento indicativo de crase: 1) a crase não ocorrerá se o nome da pessoa for mencionado formalmente. situação que por sua formalidade e tipo de divulgação comporta o nome completo das pessoas homenageadas. nunca é precedido de artigo definido: Referiu-se a Rachel de Queiroz. ao]. CRASE COM NOMES DE MULHERES O acento indicativo de crase antes de nomes próprios de mulheres é tido como facultativo.em algumas regiões. camaiurás. xavantes. embora possam ser da intimidade do autor.) # Entretanto. pode usar o “a craseado” quando a situação pedir (ou seja. teses e dissertações. que haviam ocupado a região pelo menos 800 anos antes. frequentemente se usam esses nomes pluralizados. pois se escreve “à” diante de alguns nomes femininos. [nunca “ao Euclides da Cunha”. bororos. como Sul e Sudeste. a Joana. é habitual: o Marcos. Se você diz: “Gosto de Beatriz. Aceita-se o singular (mais técnico) ou o plural: No litoral de SC estavam os índios tupi-guarani. o que lhe dá um tom de afetividade ou de familiaridade. se você costuma empregar o artigo definido diante de um nome de mulher. a pessoa for referida com amizade. Maria Helena de Moura Neves (Gramática de Usos do Português. seja homem ou mulher. à]. envolto em distinção. 2) a crase ocorrerá se. No Brasil. apesar do nome completo. Mas se você diz: “Gosto da Beatriz. ser anteposto por um artigo definido.Sempre que nossos indígenas ficam em evidência. pois nessas circunstâncias o nome da pessoa. parece soar melhor o plural quando o nome da tribo tem vogal final: pataxós. [cp. principalmente o de batismo. Penso na Rita”. mas não diante de outros. Embora facultativo o uso. Gosta de Rachel de Queiroz] Fizemos uma homenagem a Euclides da Cunha. 2000:164) ensina: “Também não recebem marca de plural os nomes de tribos indígenas. seguindo convenção internacional dos etnólogos: (. Já quando se faz referência a nome e sobrenome. surge a pergunta: deve-se dizer índios tupi ou índios tupis? Guarani ou guaranis? Xokleng ou xoklengs? A resposta é "tanto faz". também afugentados do litoral pelos carijós. ou se tratar de personalidade pública. Unesp. Muitos índios Gê haviam sido dizimados pelos missionários. do grupo Gê. É importante que se mantenha a coerência: se o nome do homem é articulado [o. a Lea. macuxis. também o da mulher deverá ser precedido de artigo [a. como qualquer outro nome de povo”. no caso de mulheres a quem se chama pelo nome de batismo. numa atmosfera afetiva. ianomamis. O que demarca nossa opção é a possibilidade de esse nome. além disso. esse uso tem caráter regionalista . quando a expressão ou verbo diante do nome exigir a preposição a). ceramistas com rudimentos de agricultura. . pois gostamos de Euclides da Cunha] Muitos fizeram elogios de última hora a FHC e a Ruth Cardoso.

Prefiro esta proposta àquela. na linguagem escrita: “Refiro-me à Gal (Costa)”. por sua contribuição nesta pesquisa. Na escrita. Adroaldo. Agradeço a meus pais e àqueles que sempre confiaram em mim. Não me refiro a aquilo. Todos os diretores devem ficar cientes. pois não começam pela vogal A: “Não me refiro a isso.A crase está relacionada a um substantivo feminino. No Sul. pela dedicada orientação. Analisemos a mesma frase com o uso dos outros pronomes demonstrativos. Comprei um disco de Gal”. Veremos que com eles a crase é impossível.Vejamos um exemplo real: “Desejo externar os meus agradecimentos ao Dr. Dirigiu-se àquela moça que vimos ontem no Jornal do Meio-Dia. Maria Lima e Silva. mas com acento grave: Refiro-me a aquele homem. ao Prof. também fica um A só. Vale lembrar que a crase implica duas vogais idênticas. Muitas pessoas estranham o acento numa palavra masculina como “aquele”. portanto o que conta é a fusão do A preposição com a letra A que dá início ao pronome. dizemos “Gosto da Gal Costa. Portanto. pelo companheirismo. São José/ SC . Isso acontece quando a expressão anterior é acompanhada da preposição A. > respeito a + aquilo Ganhei uma toalha idêntica àquela que me deste no Natal. > semelhante a + aquele Todas as minhas taças são iguais àquelas que vovó tinha. Refiro-me a aquela mulher. Está correto? A frase era assim: Espero que você compre uma peça idêntica à que você quebrou. > Refiro-me àquele homem. à Profa. à Rejane Silva e Silva. > Não me refiro àquilo. Entretanto.” Há igualmente a situação de nomes próprios (verdadeiros ou artísticos) de homens e mulheres famosos com os quais também se usa o artigo definido porque a fama implica uma pretensa familiaridade com a pessoa. por sua amizade. Sabes a quem vou escrever? Àquele amigo de infância que se mudou para Olinda quando estávamos na 6ª série. Vejamos alguns exemplos: Comprei um vaso semelhante àquele que recebi de presente o ano passado. Nilo Lima. Alceu Lima. --. não me refiro a esse tema”. quando este benefício anteceder àquele (Lei 8. Comunique o fato primeiro àquele que você considera mais importante. por exemplo. > iguais a + aquelas Cumpre seu papel com respeito absoluto àquilo que de melhor lhe foi transmitido por seus pais. Mas vi um à craseado na frente de um “que”. como você já falou. refiro-me a esta questão. quem diz “Gosto de Gal Costa. Comprei um disco da Gal”. que se aglutina ao A inicial desses pronomes.213/91). O auxílio-acidente será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxílio-doença. > Refiro-me àquela mulher. CRASE COM PRONOMES DEMONSTRATIVOS E COM "QUE" A crase também ocorre com os pronomes demonstrativos aquele(s). Os recursos serão destinados somente àqueles empresários em dia com o IR. O plano é um desafio àquelas convenções estabelecidas no acordo. Pronuncia-se um A só. pela revisão. aquela(s) e aquilo. ao Renato Cruz e Sousa. deve escrever: “Refiro-me a Gal (Costa)”.

Roraima. é uso correto. Sendo assim: Bem-vindos à Bahia. Mato Grosso. Goiás. a Venezuela. o Acre. Somente quando modificados por algum elemento restritivo ou qualificativo é que os nomes de cidade podem receber o artigo feminino e portanto a crase. o Mato Grosso do Sul. E há nomes de países que se usam tanto com o artigo quanto sem ele. o Amazonas. Cidades Como regra. a crase aí ocorre não pelo pronome relativo “que”. Na verdade. Vamos a Blumenau. fica valendo o mesmo princípio da determinação [V. Estivemos em Vitória”. nada de crase: Bem-vindos a Salvador. existe a possibilidade do uso do “a craseado”. o Paraná. Existem países que rejeitam o artigo. estados e países se usa a ou à. Refiro-me ao Rio Grande do Sul e ao Pará. Países A presença da crase diante de um nome de país depende de ser esse nome determinado ou não pelo artigo feminino A. o Chile). Assim sendo. São Salvador. Vamos à Paraíba e a Santa Catarina. Minas Gerais. os Estados Unidos.MA. como Portugal. Refiro-me a Imperatriz . Pernambuco. qual seja: se o nome é feminino e pode ser precedido pelo artigo definido A. porque eles repelem o artigo definido. o Rio de Janeiro. e não dos políticos endinheirados. Venho de Florianópolis. o Rio Grande do Sul. “à (vida) que tinha antes do acidente”. Esse patrimônio incalculável pertence a Goiás. do Mato Grosso. o Rio Grande do Norte. há uma hesitação: quando não acompanhada da palavra “estado”. Não tropece na língua 150]. Israel. Fomos à bela Blumenau. só dois estados brasileiros admitem a crase: a Bahia e a Paraíba. Sergipe). Ganhou uma moto igual à [moto] que havia comprado um mês antes. As demais unidades da Federação ou são nomes masculinos (o Amapá. o Pará. no Mato Grosso”. outros femininos (a Rússia. CRASE COM NOMES PRÓPRIOS GEOGRÁFICOS Quando se trata de saber se diante dos nomes de cidades. o Piauí. o Maranhão. mas por causa de um substantivo feminino subentendido.e que constituem a maioria . que está oculto justamente porque se pretende evitar sua repetição: Espero que você compre uma peça idêntica à [peça] que você quebrou. o Espírito Santo. Rondônia. frisou com pessimismo. Quanto a Mato Grosso.alguns são masculinos (o Canadá. NÃO se usa o acento indicativo de crase diante dos nomes de cidades. o Japão. Moçambique. o Tocantins) ou repelem qualquer artigo (Alagoas. o Ceará. Liechtenstein. é comum (provavelmente por analogia com o Mato Grosso do Sul) a construção “o Mato Grosso. Disse que tinha amor à vida. Angola. embora originalmente o artigo seja dispensável. principalmente quando regidos de . a Índia). Ele mora em Curitiba.Trata-se de caso menos comum. São casos raros: Bem-vindos à Florianópolis das 42 praias. Refiro-me à Brasília dos excluídos. Estados Em princípio. Santa Catarina. Entre os países que levam artigo . como se pode observar: “Salvador é uma festa. São Paulo. Mas sempre se dirá “o Estado de Mato Grosso” – é a forma oficial.

da Inglaterra/de Inglaterra. poderemos visualizar uma crase – correta – antes do numeral em duas circunstâncias: 1) quando houver. subentendido diante do numeral. Dirigiu-se a duas crianças. CRASE E NUMERAIS Embora o fenômeno da crase tenha a ver basicamente com a classe dos substantivos. O presidente chegou à Inglaterra por volta do meio-dia. a crase aí está relacionada não ao numeral mas ao substantivo determinado: as crianças abandonadas. Outras vezes se poderá encontrar na frente do numeral um “a”.. Respondo que normalmente não. três. Chegou-se. duas. que não será acentuado por se tratar de mera preposição: Lombada a 100 metros. Compramos cinco mesas e 30 cadeiras. sem ele: na França/em França. da Itália/de Itália. porque eles são usados sem artigo definido e não têm gênero (exceto um e dois e os terminados em -entos: uma. as primeiras pessoas que aparecem.. Observe: Contemos de 1 a 20: um. refiro-me à França. crase e outras dúvidas .preposição – os brasileiros preferem com o artigo. Li 10 páginas apenas. Enviamos saudações à Colômbia. [da página 1 à página 10] Caminhou da rua Augusta à 7 de Setembro. Vírgula. quatro. escrevemos: Bem-vindos à Argentina. na Espanha/em Espanha.). aos 12 projetos descritos no memorial. dessa forma. dessa forma. Servem café da manhã grátis aos dez primeiros indivíduos que aparecem. Posto de emergência a três quadras daqui. dois. Como se vê. Chegou-se a 12 propostas. Quanto à Europa. mas não foi a Londres. as propostas descritas. trezentas etc. Vale lembrar que à/às só tem cabimento diante de substantivos femininos que admitem a anteposição do artigo definido. O mesmo vale para o continente: da Europa/de Europa. muitas pessoas perguntam se ocorre crase diante dos numerais cardinais. à Áustria e à Alemanha. Mudando-se esse substantivo para um equivalente masculino. duzentas. Há 100 cavalos em exposição. os portugueses. Chegou-se. às 12 propostas descritas no memorial. Portanto. Servem café da manhã grátis às dez primeiras pessoas que aparecem no hotel. que não se repete por questão de estilo: Li da página 1 à 10. um substantivo feminino definido. No entanto. [da rua Augusta à rua 7] 2) quando houver explicitamente junto ao numeral um substantivo feminino determinado (do qual o numeral é apenas um dos determinativos): Dirigiu-se às duas crianças abandonadas. temos aos em vez de às: Dirigiu-se aos dois meninos abandonados.

como se fosse: .O correto é "crédito sujeito a aprovação" ou "crédito sujeito à aprovação"? Sérgio Schüler --. Não só a vírgula seria excessiva. Frase correta. Taubaté/SP Está correto. pois sem ela entenderíamos "Lucas Manoel" como um nome só." Ou: "Já o líder do PSDB afirma que. --. Manoel. como nas locuções "a exemplo de" e "a serviço de". . 2) João derrotou José. a vírgula é optativa. Vírgula necessária. dada a pequena extensão da frase ["ele. não"]. Lucas. . Valéria..Está correto usar vírgula no caso abaixo: "Nem a guerra. . nem a desigualdade." O já aí não me parece que seja advérbio. numa frase como "Já chateada. Note que não se coloca hífen neste caso – ele só vai no substantivo: "Fizemos um abaixo-assinado".--.Minha consulta é sobre o emprego da crase nos dois casos abaixo: 1 – Descumprimento de ordem judicial pode levar prefeito à condenação. ora sem.? Márcia Bittencourt. nem as drogas.Constantemente esbarramos em uma dúvida literalmente cruel em nossas redações: a teor do exposto ou ao teor. nem as drogas." Karina Lapido. Brasília/DF O correto é a teor de. Rui .. é conjunção alternativa. Barbosa. Florianópolis/ SC O correto é sem crase: a toda evidência. como também seria desnecessária porque o verbo apareceria depois do "não": ele não [é]. Aí não se trata exatamente de vírgula no lugar de verbo elíptico. --. São Paulo/SP Sim. 2 – O prefeito está respondendo a ação penal no TRE. 3) A verdade dos fatos não pode ser contestada. São Paulo/SP Já. Em vez do ponto e vírgula também se poderia usar o conectivo e: "Eu sou belo e ele não".Mas a senadora / No entanto. o líder do PSDB afirma que não apoiará ninguém.Não vi nem um nem outro. Com a conjunção nem repetida. já que o a é simples preposição.Nem isso nem aquilo. basta não haver nenhum homem na lista/reivindicação para ela ser introduzida por um "As abaixo assinadas". A vírgula antes de sim não está errada.Agora pergunto-lhe: Quando mulheres fazem um abaixo-assinado o certo é: "As abaixo-assinadas"? Valéria C. a senadora Heloísa Helena recusa-se a apoiar Sarney... além de advérbio. seu contexto. mas tampouco é necessária. tem sentido adversativo. quedou-se na rede". qual é a forma correta? Glacir. é o quê? Nair Resende.Não queremos nem a guerra.Tenho visto em diversos acórdãos dos tribunais pátrios a expressão "à toda evidência" ora com crase. sim ou seu contexto sim.Por outro lado. O não uso da crase nas generalidades --. pode ser conjunção coordenativa de duas modalidades: alternativa e adversativa. --. --. Nos dois casos da consulta. ele não. já raivosa. Por exemplo.Minha dúvida tem a ver com o uso de já em frases como: "Já a senadora Heloísa Helena recusa-se a apoiar Sarney. 1) Eu sou belo. Afinal. Exemplos de uso: .

. localizada no condado etc. Decisão submetida à votação do plenário. + TRF antecipará pagamento a credoras do INSS que sofram de doença grave. Programa sujeito à confirmação estabelecida na Portaria n° 020/05. Às vezes – principalmente quando o contexto deixa margem a dúvidas – é preciso tirar a prova dos noves imaginando uma palavrinha indefinida na frente do substantivo em questão. consta que não se usa o a craseado diante dos pronomes em geral. + As declarações foram apresentadas fora de contexto. Bastaria. . e não um "a craseado". . Isso acontece porque a crase só tem cabimento diante de palavras femininas determinadas pelo artigo definido A ou AS. . Planos sujeitos à alteração proposta anteriormente pela minoria. o exercício mental é o seguinte: – – – Descumprimento de ordem judicial pode levar prefeito a [uma / alguma] condenação. Se ela pode ser usada. Qual escola? Ainda não se sabe. + No relatório foi esquecido o item "subvenção a instituições culturais". Rio de Janeiro/RJ Entre os usos proibidos da crase. Cardeal submetido a cirurgia do coração. Decisão submetida a votação. é o caso específico da manchete "Bomba explode em frente a escola". servindo a conclusões preconcebidas. que repelem o artigo e portanto configuram termos indefinidos. significa que o "a" que se encontra ali é apenas uma preposição. O prefeito está respondendo a [uma] ação penal no TRE." Vejamos outras frases em que se subentende uma palavra indefinida diante de um substantivo que à primeira vista parece dever ser craseado: + TRF antecipará pagamento a credora do INSS que sofra de doença grave. Da mesma forma: . Porém: . e diante de substantivo feminino usado em sentido geral e indeterminado. Crédito sujeito a [uma / qualquer] aprovação. . [ = a uma transfusão de sangue] + A sociedade sabe que a tapeação é generalizada e que isso não levará a boa coisa. no entanto. Planos sujeitos a alteração. Nas manchetes de jornais aparecem muito as frases sem tal crase. + Assista a estreias do jeito que uma estreia deve ser assistida. [ = a nenhuma boa coisa] Muitas vezes a ideia de generalidade é dada pelo mero uso do plural: + É um homem pouco afeito a cortesias. Usando as frases dos consulentes. . Somente no texto que se segue é explicitado: "Uma bomba feriu ontem quatro policiais que trabalhavam em frente à escola Colombina. pois na chamada da notícia o substantivo em foco ainda não foi determinado. O Cardeal será submetido hoje à cirurgia do coração prevista para ontem.Zilnet. que a 'aprovação' (para tomar como exemplo a última frase) viesse determinada para que a crase fosse usada: "Crédito sujeito à aprovação da diretoria". [qualquer uma] + Aposentou-se para dar lugar a gente nova [= a pessoas novas] + A hidrolipoaspiração permite a retirada de gordura sem necessidade de o paciente ser submetido a transfusão de sangue. . Programa sujeito a confirmação.

E como se sabe. Vai abaixo a nominata. A razão é que "referente a" forma uma locução na qual o a é uma preposição (veja o masculino: "referente ao prazo solicitado") e o substantivo "compra" está determinado pelo artigo definido A. não se usa? Jaciene Nascimento. sim. favor informar se existe crase após referente. e uma delas é como intransitivo: verbo ir + advérbio (locativo). Diferente seria: "O prêmio foi entregue àquele que menos merecia". a crase é o processo de junção da preposição A como o artigo definido A. obedecer. sem acento. --. apresentação.Por que na frase: o prêmio foi entregue à quem menos merecia.É incorreto escrever: A contratada deve refazer os serviços as suas expensas? Qual é o certo: 'A contratada deve refazer os serviços às expensas suas' ou 'A contratada deve refazer os serviços às expensas próprias'? Maria Luiza. não são determinados pelo artigo. --. Exemplos: Ao sair de casa. Sobre verbos (colocar.mesmo quando o pronome estiver no feminino: BOA NOITE A TODOS BOA NOITE A TODAS Isso porque todo e toda. em que a palavra sublinhada está por "a aquele = para aquele". Também é possível falar "às próprias expensas". --. Oferecemos a hospedagem mas as refeições correm às suas expensas. Vou lá. Em "quero fazer uma colocação". O prêmio foi entregue a quem menos merecia e 2. o correto é escrever referente à compra solicitada. usa-se crase e na frase: o prêmio foi dado a quem não merecia. por exemplo: "vive a expensas suas" ou "vive às expensas suas. São Paulo/SP Sim. à semelhança da locução "às custas de".Às expensas e outros casos de crase --. João começou a viver a suas expensas.Consulta sobre o emprego da crase. Curitiba/PR Escreve-se "vou ali". Cida Parra. Ele sempre ia na frente". de Celso Luft. Seguem alguns exemplos: "Queremos ir ali agora. Stramosk. Eugênio C.. porque não existe a ocorrência de "a + ali". O prêmio foi dado a quem não merecia. podia) --.Referente à compra solicitada. E o porquê.. às expensas próprias". Rio do Sul/SC Não se trata de "correção" mas de estilo. O verbo "ir" pode ser usado de várias maneiras (só no Dicionário de Regência. Nilópolis/RJ Em nenhuma das frases apresentadas é correto o uso do acento indicativo de crase. Vamos para lá. exposição . quando completou a maioridade. (es)tivesse.Por que dizemos "ir ali" ao invés de "ir àli" (a ali )? Gustavo Lacerda. A listagem do material necessário vai em anexo.A palavra "colocação" no sentido de sugerir uma ideia ou opinião usualmente está correta? Por exemplo: Eu quero dar (fazer) uma colocação em relação ao assunto. sim. Estaria correta a frase "Boa noite à todos"? Por quê? Gildete da Silva Cordovil. A grafia certa é: 1. pois a expressão comporta ou apenas a [simples preposição] ou às. pronomes indefinidos. conforme solicitado. E ainda se pode inverter a ordem das palavras nesta locução. Neste caso. Rio de Janeiro/RJ O correto é sem o acento . --. ele ocupa mais de uma página). Rio de Janeiro/RJ No primeiro caso é incorreto. não há a incidência da preposição "a". escrever "as expensas" [sem acento]. a impropriedade estaria justamente no uso da palavra colocação no lugar de "afirmação ou manifestação.

Se seu irmão estivesse aqui hoje. Caxias do Sul/RS A forma podia pertence ao pretérito imperfeito do modo indicativo. aventar. A menina nunca podia brincar no pátio. sem acento: "obedecidas as normas regimentais /foram obedecidas as instruções /as instruções devem ser obedecidas". O caso é que na linguagem falada. Marcelo Martins. para o caso aventado pela consulente: "Quero me manifestar sobre o assunto /quero fazer uma observação /quero expor ou apresentar uma idéia em relação ao tema" e assim por diante. --. probabilidade.(de fatos ou ideias)". Meritocracia.Qual é a diferença que existe entre "podia" e "poderia"? Maurício Picolo Catelli. Ele disse que iria ao Pão de Açúcar quando estivesse em boa forma. expor".É correto usar o acento indicador de crase em frases nas quais apareçam verbos transitivos indiretos no particípio? Ex: obedecidas às normas regimentais. Exemplos: Não sei se eu poderia ir com você. eu podia ir lá todos os dias. São José do Rio Preto/SP Tivesse é o pretérito imperfeito do subjuntivo (que exprime um condição) do verbo ter. Eles podem ser usados como verbo principal (exemplos 1. que designa um fato passado mas não concluído. apresentar.O que quer dizer meritocracia? Ana Lúcia França Teixeira. provavelmente por comodidade. 3. o emprego do verbo obedecer na voz passiva é uma reminiscência dos tempos em que ele era transitivo direto. embora os dicionários registrem a acepção de "trazer à baila. --. O verbo assistir é parecido. pois aí o verbo é usado transitivamente. Para expressar-se sem o emprego abusivo de "colocar". suposição sobre fatos passados. portanto.Eu gostaria de saber como se usa corretamente tais expressões: tivesse e estivesse. há opções: Gostaria de falar / comentar / afirmar / dizer / mencionar / comunicar / aduzir / informar / anotar / observar / registrar" etc. à outra --. pois pela norma-padrão se escreve "assiste-se a bons filmes". que "o filme foi assistido por milhares de pessoas". tudo o que.. dá ideia de continuidade. 2 e 3 abaixo) ou como auxiliar (frase 4): 1. alugaria mais filmes. No português de Portugal este uso do imperfeito pelo futuro do pretérito é bastante comum. O corretor ortográfico do Word tem que ser desconsiderado neste caso. Vale o mesmo para o verbo colocar. enquanto estivesse é do verbo estar. Salvador/BA . Se eu tivesse um DVD. na voz passiva. propor. Poderia faz parte do futuro do pretérito do indicativo. 2.Luis Antônio. mas é possível dizer.. tudo poderia ser diferente. Escreva. costumamos dizer ‘podia’ no lugar de ‘poderia’. Se ela tivesse ouvido seus conselhos. a mãe não deixava. que é o nosso condicional e exprime dúvida. Bragança Paulista/SP Não se coloca o acento indicativo de crase nesses casos. ele certamente não aprovaria sua atitude. não estaria hoje em maus lençóis. --. especialmente em textos mais formais e monitorados. Se ele quisesse. de processo que no passado era constante: Naquela época. 4. Ou.

A admissão de alunos pobres tornava evidente a vontade de associar princípios de legitimação aparentemente contraditórios. autoridade".E. no 2. Aí o pronome demonstrativo “o” substitui outro demonstrativo: . --. .Disse Ioschpe: “Temos de ter um sistema de meritocracia: se as vagas são tão poucas. o pronome ”o” é o objeto indireto de “dispomos”..F.. São Paulo/SP Nesse caso o “o” não é artigo. o "ser filho de papai". tendo por antecedente o “o” da oração anterior. Dispomos de tudo aquilo que há de mais moderno.Andou de uma a outra cidade como se nada fosse. Em outros termos. . mas pronome demonstrativo neutro (Cf.Vive de uma bodega a outra.Dispomos de “tudo que há de mais moderno ou de “tudo O que há de mais moderno”? O artigo é opcional? Tem alguma função sintática? C. por gentileza. não pode haver crase. o objeto direto de “li”. 2) Li tudo o que você escreveu.O sufixo "cracia" (usado em democracia. Exemplo auto-elucidativo: . MAS: . Quando se trata “da outra” – que se coloca em contraposição a uma primeira –. e não a herança. “Que” é pronome relativo. exigido na escrita. o dinheiro. conforme a norma gramatical (na fala. Passou de uma religião [a católica] à outra [a protestante] em pouco tempo. --. [são várias bodegas] . a palavra "meritocracia" denota a força do mérito. o que vale é o merecimento próprio. Depende da determinação do substantivo que o pronome “outra” acompanha. “Tudo” é pronome adjetivo indefinido.A Reforma de 1971 teve como objetivo principal a auto-realização. Por exemplo: . aristocracia) quer dizer "força. a qualificação para o trabalho e a preparação ao exercício consciente da cidadania. se diante do pronome “outra” ocorre crase. Nilson Pode ocorrer. No período 1.Gostaria de saber.Foi católico e protestante. Tomemos duas frases de exemplo: 1) Dispomos de tudo o que há de mais moderno. poder. que rende culto ao dom e às aptidões pessoais. . Quando você fala genericamente “de outra” entre diversas. associando a perspectiva meritocrática com os fins do projeto político e econômico do Estado. daquilo que é meritório.Isso significa que finalmente as duas mulheres começaram a se dirigir uma à outra do mesmo modo que às demais. pode haver a contração das vogais: tudo o que – tudoo que – tudo que). Li tudo isso que você escreveu. . em que o sufixo “ismo” está indicando a “maneira de proceder ou de pensar”: . De meritocracia deriva o adjetivo meritocrático e outro substantivo – meritocracismo. que sejam para os melhores”. Portanto. sim. há crase.. esteja esse substantivo implícito ou aparente no período. Não tropece na língua 31 Armagedon). como o “aristocratismo de nascença” e o “meritocratismo do sucesso escolar”.

o esquecimento dos pronomes .Na frase abaixo é necessário. Também nas expressões de tempo pode-se fazer a substituição do "em" pelo "a": . No entanto. Sim. facultativo ou incorreto colocar a preposição depois do verbo vir? "Que venham a manchar a imagem da arbitragem. de "chegar" mas não com o sentido físico: Vim a saber da tragédia pelos jornais.. ocorrer. mas fui à outra loja e o encontrei por menor preço. a um banco.O produto só era vendido nas butiques GLEN e VIVA.O forno de microondas custava. . Da mesma forma. e o "a craseado" sugere uma escrita mais elegante e erudita. no sofá. --.No/ Ao ensejo. ninguém se lembrou do cachorro. Palmas/TO Não há diferença semântica. Pela norma culta ou padrão. [chegou a participar] Espero que venhas a encontrar o que queres. perguntaram-me se estavam bem corretos dois dos exemplos apresentados: "Preferiu sentar-se no sofá" e "Sentamos à mesa principal". uns oito salários mínimos. mas apenas de nível de linguagem. Nós brasileiros ora falamos sentar na poltrona. num banco. A Fulana só gosta de falar de si mesma. [aconteceu de eu saber] A senadora veio a participar da campanha eleitoral. [que acabes encontrando] Depois de um tempo.00.Qual a diferença entre. À época. Espero que venhas trazer o dinheiro ainda hoje.Na/ à oportunidade. devem ser usados os pronomes reflexivos SI e CONSIGO – e não os pronomes retos – quando o objeto verbal é a mesma pessoa do sujeito: Pedro só pensa em si. A senadora veio participar da campanha eleitoral. por exemplo. veio a amá-lo como a um filho.Não respondi ao telegrama pois naquela/ àquela hora o correio já havia fechado. . na mesa. ao sofá. . vim a saber que brigaram entre si Em face do assunto abordado há duas semanas. Porto Alegre/RS Não é indiferente usar ou não a preposição nesse caso. distingue-se vir infinitivo de vir a infinitivo. 1) No primeiro caso. ora sentar à poltrona. . A preposição "para" está implícita: Vim [para] saber o que ocorreu. tem-se a noção de chegar ou de se locomover com alguma finalidade. suceder". pode-se usar tanto a preposição "a" quanto "em" com o verbo sentar(-se). na/ à época. no Brasil é muito comum. pode-se usar bater na porta e bater à porta. "brigaram entre eles" e "brigaram entre si"? Chico Damasceno. O carpinteiro veio mas não trouxe consigo o material de carpintaria. 2) O uso da preposição entre vir e o infinitivo tira da locução verbal a noção de finalidade e empresta-lhe o sentido de "acontecer. --. lavar a roupa na mão e lavar a roupa à mão. reiteramos nossas cordiais saudações. envio-lhe meus cumprimentos. Na primeira custava R$ 520. Dalma e Telma se afastaram da turma e discutiram o assunto entre si. mas sim Enfermagem. O fato é que o uso da preposição "em" é mais comum na fala coloquial." Bianca Casagrande. até em textos algo formais. Na combinação de VIR com outro verbo. à mesa. Os três bolivianos não vieram cursar Medicina.Naquela/ àquela altura dos acontecimentos.

O que se ouve é: Pedro só pensa nele. A Fulana só gosta de falar dela mesma. O carpinteiro veio mas não trouxe com ele o material de carpintaria. . Na linguagem falada.reflexivos em favor dos pronomes retos nessas mesmas situações. Dalma e Telma se afastaram da turma e discutiram o assunto entre elas. chega a ser constrangedor o uso de si e consigo.

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as palavras perdem alguma letra no momento da junção. Graficamente. assinalado no sentido contrário ao acento agudo: à. tendo em vista duas funções básicas: * Sinalizar a fusão básica de duas vogais idênticas referentes a um termo que exija o uso da Sairei às duas horas da tarde. dentre outras. Como saber se devo empregar a crase? Uma dica é substituir a crase por “ao”. À medida que o tempo passa. fico mais feliz por você estar no Brasil. às vezes. as palavras não perdem nenhuma letra quando feita a união. . fontes geradoras de inúmeros questionamentos. paulatinamente incorporam-se ao nosso conhecimento linguístico à medida que as apreendemos de maneira efetiva. obrigatoriamente: nas expressões que indicam horas ou nas locuções à medida que. Muitas vezes. Veja alguns exemplos: Fui à farmácia. a fusão das vogais “a” é representada por um acento grave. ou ainda da preposição “a” com as iniciais dos pronomes demonstrativos aquela(s). Na combinação. aquele(s). substituindo o “à” por “ao” ficaria Fui ao supermercado. então com certeza há crase. mediante à prática assídua da leitura e escrita. aquilo ou com o pronome relativo a qual (as quais). Outro exemplo: Assisti à peça que está em cartaz. Crase é a junção da preposição “a” com o artigo definido “a(s)”. torna-se menos complexo. pois as famigeradas regras que tanto insistem em nos confundir. à noite.Veja: Exemplos: • O acento indicador da crase – Uma análise interpretativa Em se tratando das peculiaridades gramaticais. Observe: • Aonde (preposição a + advérbio onde) • Ao (preposição a + artigo o) Na contração. Quantas vezes em determinadas circunstâncias. o acento indicador da crase é um típico exemplo de tal representatividade. uma análise contextual é o bastante para detectarmos ou não a sua presença. A contração se dá na junção de uma preposição com outra palavra. caso essa preposição seja aceita sem prejuízo de sentido. o uso da crase está correto. há um caso de contração que gera muitas dúvidas quanto ao uso nas orações: a crase. É importante lembrar dos casos em que a crase é empregada. substituindo o “à” por “ao” ficaria Assisti ao jogo de vôlei da seleção brasileira.Temos vários tipos de contração ou combinação na Língua Portuguesa. Logo. Quero uma pizza à moda italiana. Veja: • da ( preposição de + artigo a) • na (preposição em + artigo a) Agora. Como por exemplo: festa a fantasia? Ou festa à fantasia? Frango a milanesa? Ou frango à milanesa? Este é um fato que aos poucos. sentimo-nos rodeados por dúvidas em relação ao uso correto deste sinal gráfico. e ainda na expressão “à moda”.

Veja: Refiro-me a alguém. Em ambos os casos. à maneira de. Cheirar a gasolina. Como nos mostra o exemplo. Carlos pintou à máquina. neste caso constitui-se a referida ocorrência. sempre vai a algum lugar.preposição “a” com outro que permita o uso do artigo definido. Refiro-me a isso que aconteceu agora. . Na primeira incidência. Aqui já denota outro sentido: o de usar algum tipo de mecanismo para realizar tal atividade. Portanto. faz-se necessário estabelecermos uma relação de sentido ligado à semântica discursiva para que o impasse seja solucionado. retomemos à afirmativa anteriormente mencionada em relação ao emprego correto da crase. Diante do exposto. Os convidados sentiram-se à vontade no recinto. Apenas nos restou a vontade de revê-lo. Neste caso temos um artigo definido acompanhando o substantivo máquina. Ficará ainda mais claro se você substituir o pronome por outro que não comece com “a”: Não me refiro àquilo que aconteceu ontem. Torna-se importante ressaltar que mesmo em se tratando de casos antepostos a termos masculinos. Piscina é um substantivo feminino antecedido do artigo do mesmo gênero. faz-se necessário o emprego da crase. em que está implícita a idéia de à moda Luiz XV: A bela mulher usufrui de seus modelos à Luis XV. existirá o acento grave quando o que foi dito anteriormente exigir a preposição “a”. prescinde-se da referida exigência. * Evitar a ambiguidade nas frases em função desta semelhança (duas vogais idênticas. Agora veja: Refiro-me àquela mulher que entrou agora ou Refiro-me à que entrou agora. por tratar-se de expressões que denotam (mesmo que implícitas) à moda de. mas sim a representação da junção da preposição que o antecede e o “a” inicial do mesmo! Assim. aquela. A crase e os pronomes demonstrativos aquele. temos a noção de significância ligada ao ato de aspirar o combustível. mas nesse caso foi feita à máquina. Vejamos: Carlos pintou a máquina. O discurso revela-nos que foi aplicado tintura a um determinado objeto. porém com funções distintas). Fato semelhante ocorre neste exemplo. Neste caso. Refiro-me àquela mulher. Já a segunda revela um odor com características semelhantes ao combustível. Como demonstra o exemplo: Vamos à piscina – Quem vai. A pintura poderia ser realizada à mão. Refiro-me a aquela mulher. Cheirar à gasolina. aquilo! Você já teve dúvidas se colocava ou não a crase nos pronomes demonstrativos? O problema é que esta crase não é do pronome.

aquelas. a preposição “a” mais o artigo feminino “a”. O verbo “ir” exige preposição. Por exemplo: Assisti àquele programa horrível de TV. tanto a preposição “a” quanto o artigo feminino “a” virão diante de substantivos femininos. a fim de se evitar repetições desnecessárias: Ex. por se tratar de um termo masculino. aquela. o pronome pessoal “ele” não admite artigo e. Para isso. Quem vai. As celebrações às quais assisti eram muito mais breves. portanto. Qual? A farmácia. pois o que é levado em consideração é o “a” do início. Logo. por isso. formam a crase. observe: Não quero ler a capa deste livro. veja: Não irei. Quem? Ele (e não “a ele”). Agora. Declarei algo a alguém.Não se assuste em colocar a crase antes de “aquele”. • O artigo antecede somente substantivos ou palavras com valor de substantivo. Ainda pode ocorrer com “à que”. a crase não virá diante de verbos. que acompanha o substantivo na resposta (a farmácia). • Preposição “a” e os pronomes demonstrativos Os pronomes demonstrativos em que a crase pode ocorrer são: aquele. Irei ao supermercado. Comprou uma capa igual à (capa) que tinha estragado na última chuva. o termo regente deve exigir preposição. Agora veja com mais exatidão: Ex. já que os substantivos masculinos não admitem artigo feminino. . Observe: Não irei à farmácia. Na resposta “a qual lugar?” temos o artigo “a”. Declarei a ele que sou inocente. O verbo “ler” ou a locução verbal “quero ler” não exigem preposição. Onde? A algum lugar. Àquilo chamam de programa educativo? Refiro-me àquela aluna estudiosa. aquilo. a(s). o termo “a” é uma preposição. A crase também pode ocorrer com os pronomes relativos a qual. as quais: Ex. Ex. Você receberá o seu bônus quando este suceder àquele dos minutos gratuitos. Este caderno é igual àquele que vimos ontem. Por esta razão. nem tão pouco de pronomes pessoais (sujeito). aqueles. Você receberá o seu bônus quando ele suceder a este plano de minutos gratuitos. o termo “a” que está na oração acima é um artigo feminino. Na oração acima. Contudo. vai a algum lugar.

cara a cara. pois tudo daria certo! b) Você vai sair a esta hora? c) Comunicarei a Vossa Alteza a sua decisão! d) Dê comida a qualquer um que tenha fome! e) Agradeço a Deus. vejamos os casos: 1. coloque a crase: Irei à Veneza dos apaixonados. Detalhe importante: Quando especificar a cidade. b) Quem tem boca. a quem pertence tudo que sou e tenho! Detalhe importante: Pode-se usar em À QUE. Diante de palavras. Diante de nomes de cidades: a) Chegou a Belo Horizonte em segurança. substantivos masculinos: a) Ele veio a pé. c) Foi a Vitória conhecer o mar. Refiro-me à Inglaterra do século XVIII. vai a Roma. Antes do artigo indefinido “uma”: Ele foi a uma comunhão. frente a frente. Diante de pronomes (pessoais. Antes de verbo no infinitivo: a) Começou a sorrir quando dei a notícia! b) Ficou a pensar nela o dia todo! c) Estava a celebrar sua vitória! 3. 5. ponta a ponta. e) Ele foi a diferentes lugares. Em substantivos que se repetem: gota a gota. 4. b) Não vendemos a prazo. c) Vamos conhecer a fazenda a cavalo. . Antes de nomes de mulheres consideradas célebres: a) Refiro-me a Brigitte Bardot e sua má postura! b) Este livro faz referência a Joana D’Arc. substantivos no plural: a) Alugaremos as salas deste prédio! b) Não gosto de ficar próximo a pessoas que conversam demais! c) Gosto de ir a praças para ler! Detalhe importante: Desde que não seja colocado o artigo definido as 8. d) Você deve se vestir a caráter.Quando não usar a crase? Em meio a tantas exceções. Antes de números cardinais: Vou embora daqui a quinze minutos. 9. indefinidos e relativos): a) Solicitei a ela que tivesse calma. Antes de palavras. para evitar repetições de palavras 6. às vezes é mais simples você memorizar quando a crase não é utilizada do que quando é! Então. demonstrativos. 2. 7. de tratamento. dia a dia.

Detalhe importante: Se a palavra “casa” vier determinada por adjunto adnominal. Diante da palavra “terra” quando significar “terra firme”. e Com “até”: Foi até à/a escola mais próxima fazer sua matrícula. aceita a crase: Fui à casa de meus avós ou Voltei à casa de meus pais. Diante da palavra “casa” quando significar o lugar de moradia própria: Foi a casa. 11. Voltou a casa. “solo”: Após viajarmos muito pelos mares. . Uso Facultativo da crase O uso da crase é facultativo: • • • Antes de possessivo: Leve o presente à/a sua amiga.10. Antes de nomes de mulheres que não sejam célebres: Foi à/a Ana falar de seu amor. voltamos a terra.

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