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Congregação de Santa Dorotéia do Brasil

Faculdade Frassinetti do Recife – FAFIRE


Departamento de Pós-graduação

ESPECIALIZAÇÃO EM TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

DISCIPLINA: METODOLOGIA DE PESQUISA I

PROFESSORA: ANGELA LYRA

PROJETO DE PESQUISA

Aluno: Diego Lima Gomes de Oliveira

Recife, 2018
Projeto de Pesquisa

1. Tema: Estresse.
2. Tema e objeto delimitado: Estresse e Terapia Cognitivo-comportamental
(TCC).
3. Justificativa: O estresse tem se tornado cada vez mais comum na rotina das
pessoas, trazendo impactos bio-psico-social. A partir disso, faz-se necessário
averiguar a eficácia da TCC no tratamento do estresse.
4. Problema de pesquisa: Qual a eficácia da TCC no tratamento do estresse?
5. Objetivo geral: Investigar a eficácia da TCC no tratamento do estresse.
6. Objetivos específicos:

6.1. Historiar brevemente a Terapia Cognitivo-comportamental.


6.2. Conceituar a Terapia Cognitivo-comportamental.
6.3. Descrever os principais pressupostos da Terapia Cognitivo-comportamental.
6.4. Listar as técnicas mais usadas na Terapia Cognitivo-comportamental.
6.5. Apresentar os sintomas do estresse.
6.6. Identificar as possíveis causas e consequências do estresse.
6.7. Elencar as comorbidades referentes ao estresse.
6.8. Verificar as intervenções cognitivo-comportamentais para o tratamento do
estresse.

7. Questões norteadoras

7.1. Como surgiu a terapia cognitivo-comportamental?


7.2. O que é a Terapia Cognitivo-comportamental.?
7.3. Quais os principais pressupostos da Terapia Cognitivo-comportamental?
7.4. Quais são as técnicas mais usadas na Terapia Cognitivo-comportamental?
7.5. Quais são os sintomas de estresse?
7.6. Quais as causas e consequências do estresse?
7.7. Quais as comorbidades referentes ao estresse?
7.8. Quais as intervenções cognitivo-comportamentais para o tratamento do
estresse?

8. Caracterização do estudo
O presente estudo será elaborado a partir de uma pesquisa bibliográfica
que segundo Aguiar (2015), trata-se de um trabalho teórico, construído a partir de
leituras e fichamentos de textos, artigos e livros.

9. Fundamentação Teórica

Cada vez mais se torna comum a queixa: “estou estressado(a)”. Estresse


tem sido um tema muito comum no contexto brasileiro, porém por que algumas
pessoas se estressam com mais facilidade e outras não? Muitas vezes, duas
pessoas vivenciam a mesma situação, uma se desespera e se diz estressada,
enquanto a outra consegue lidar com o problema sem ser diretamente afetada
(LIPP, 2014).

Baracho (2013) enfatiza que o termo estresse aparece originalmente em


estudos realizados pela Física e foi introduzido em áreas como Medicina, Psicologia
e Fisiologia. Estresse pode ser conceituado como a resposta de um objeto diante de
uma pressão exercida por uma força externa ou interna.

O estresse pode ser definido como reações sofridas pelo organismo diante
de uma situação positiva ou negativa, que exija esforço pra se adaptar.
Esse esforço pode ser provocado por questões externas ao indivíduo, como
situações do cotidiano, ou internas a ele, como uma demanda ou cobrança
que tem sobre si mesmo (BARACHO, 2013, p. 23).

Segundo Lipp (2014) os fatores internos de uma pessoa são as fontes


mais importante de estresse. A autora nomeia como fábrica particular de estresse,
algo que a pessoa carrega consigo mesma como, por exemplo, crenças, valores,
pensamentos, sentimentos, emoções e padrões de comportamento. Os
pensamentos e a forma de interpretar o mundo são as fontes mais perigosas de
estresse.

Pode-se ressaltar que o significado que as pessoas atribuem as situações


é muito importante no processo de estresse. E mesmo proporcionando sofrimento, o
estresse tem papel fundamental para a sobrevivência, pois possibilita adaptação a
diferentes situações durante a vida. Portanto, é a forma como a pessoa interpreta e
reage a uma determinada situação que pode tornar o estresse negativo e/ou
patológico (BARACHO, 2013).
Baracho (2013) afirma que o estresse pode ser caracterizado por uma
série de reações do organismo diante de alguma situação que necessite adaptação.
Altos níveis de estresse podem causar comprometimento no desenvolvimento
cognitivo, afetivo, físico e social, principalmente quando atinge crianças como, por
exemplo, em situações de violência física, sexual, negligência ou abandono.

Sabe-se que a infância e adolescência são fases importantes para o


desenvolvimento e situações vivenciadas nessas fases proporcionam influência nos
padrões comportamentais. Existem evidências corroborando que experiências de
estresse emocional no começo da vida causam problemas em funções
neuropsicológicas como, por exemplo, atenção, memória, inteligência, linguagem,
funções executivas, entre outras. Também aumenta a probabilidade de transtornos
mentais e alterações comportamentais (OLIVEIRA; SCIVOLETTO; CUNHA, 2010).

As exigências sociais também têm se tornado fator de estresse. Muitas


vezes as exigências são maiores do que a capacidade da pessoa, levando-o ao
limite de suas potencialidades, aumentando a probabilidade de reagir
negativamente. Apresentando sintomas como cansaço, dificuldade para se
concentrar, perda de memória imediata, interferindo diretamente no desempenho
(BARACHO, 2013).

Além das reações citadas anteriormente, também podem surgir sintomas


como ansiedade, esquecimentos, tensão muscular, azia, desejo de sumir são alguns
dos sintomas que podem ter relação com o estresse. Apontando muitas vezes para
diagnósticos de diferentes doenças, podendo desencadear o surgimento de gastrite,
hipertensão, entre outros quadros clínicos (LIPP, 2014).

Baracho (2013) comenta que mesmo muitas vezes o estresse sendo


prejudicial a pessoa, entende-se que também pode ter repercussões positivas. Essa
forma de estresse considerada positiva, pode ser classificada como eustress. É um
nível de estresse que impulsiona a pessoa para enfrentar os obstáculos, sendo
considerado construtivo, benéfico e motivacional. Distress é entendido como o
estresse considerado nocivo, prejudicial, fazendo com que a pessoa não consiga se
adaptar a uma determinada situação.
BIBLIOGRAFIA

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BARACHO, Emmanuelle Monique Maciel de Oliveira. Análise da relação entre


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