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“Um sopro que te conecta com seu

coração, alinhado você com o Céu e a


Terra, com a sua Essência Sagrada”

O Rapé
Rapé Instituto Cabocla Jurema
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Esta apostila é um apanhado de todo
conhecimento a respeito do uso
terapêutico e espiritual do rapé. Muitas
informações citadas neste texto são
extraídas de várias fontes como
internet e livros e das nossas
experiências.
Percebemos a importância de
esclarecer, orientar e conscientizar a
toda pessoa que faz uso desta
poderosa medicina de cura, de forma a
não cair na banalização ou mau uso.

O rapé ocupa um lugar especial no Xamanismo. A apostila propõe explorar o


uso e sentido do rapé contribuindo assim para descortinar seu papel e tecer
algumas considerações preliminares acerca das práticas desta medicina e da
relação dos indígenas com os vários seres que habitam os universos. A
proposta é conhecer esta medicina maravilhosa, os dados apresentados
apontam para a inevitável conexão entre o rapé e o Xamanismo e nos ajudam a
compreender o valor desta grande medicina.

Haux Haux, Instituto Cabocla Jurema

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O rapé é uma medicina sagrada da floresta, é uma associação de ervas de
poder e tabaco segundo a tradição indígena.

O rapé é uma cerimônia ritualística que usa o espírito da floresta e o espírito do


Senhor Tabaco para a expansão da consciência, interação com o mundo
espiritual para com outras dimensões, conexão com os Devas da Floresta,
ligação com sua ancestralidade.

O rapé é a medicina do silêncio, da introspecção, da cura interior.

O rapé deve ser desfrutado com consciência sempre lembrando, que o seu uso
deve estar alinhado a um propósito espiritual, sob esta óptica, o rapé pode
expandir muito a consciência e a mediunidade. Nas culturas indígenas, o rapé é
uma Medicina Sagrada, um espírito poderoso da floresta e deve ser tratado
como tal.

O rapé Xamânico é sagrado, porque é a medicina da floresta, que com respeito


e a aplicação dentro dos conceitos indígenas é uma poderosíssima ferramenta
de cura, que vem resgatar o estado de equilíbrio energético da pessoa que
toma.

A energia proporcionada pelos Devas do rapé é sui generis, a sua sabedoria é


ancestral, e é uma das mais importantes recursos medicinais e tradicionais de
cura utilizados pelas culturas indígenas. Sua sabedoria se eleva à antiguidade,
pois está ligado ao Espírito Ancestral da centralidade e do equilíbrio, é uma
cerimônia de louvor a Divina Medicina da Floresta, a Mãe Terra e só deve ser
feito com respeito e seriedade, ele tem o poder energético de abrir portas
dimensionais por ser uma medicina sagrada, o “Sopro da vida da Floresta” que
traz nossa conexão com o Divino, instruções para os trabalhos espirituais e,
além disso, protege nosso corpo e espírito.

O rapé é o veículo vegetal dessa viagem cósmica para grande parte dos grupos
indígenas e xamânicos, é um produto consolidado da cultura a base de plantas
da floresta e/ou do tabaco cultivado. Os diferentes grupos que habitam esta
região encontraram no rapé o transporte que os levam ao mundo das almas
cativas e à comunicação inteligível com os espíritos e os representantes de
animais, pássaros, peixes e plantas. O rapé cumpre também, em alguns casos,
o papel do antivenenoso, neutralizando e aplacando o desejo e a ira dos que
buscam os princípios naturais para a morte e a transformação no outro não
humano.

O rapé Xamânico é uma associação de ervas de poder, seguindo as tradições


indígenas, é um pó feito de tabaco com ervas ou cinzas de árvores que são
queimados, pilados e moídos, peneirados e transformados em um único pó,
bem fino.

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Por meio do Xamanismo, as conexões com o passado ancestral são feitas,
através dele é possível ocorrer o cruzamento entre as camadas cósmicas, por
onde se tem acesso às forças ancestrais e o controle sobre as mesmas e os
perigos do mundo. O rapé permite, pois, a troca de posições ao longo da rede
cósmica sobre a qual a sociabilidade é constantemente construída.

É um composto de plantas trabalhado pelo homem, na própria fabricação já se


estabelece a mediação com o mundo das plantas, com seus espíritos e seus
poderes. Essa comunicação transcende o ato, espraia-se e assume um caráter
universal, cosmológico, conferindo ao rapé o lugar de mediador entre as coisas,
os humanos, os animais, as plantas e seus duplos espirituais.

O rapé é o catalisador desta reação, o ingrediente principal da construção de


uma rede de sociabilidade intermediada pela ação do Xamã. Sem dúvida, isso é
uma das coisas mais interessantes do rapé, seu uso se reveste de uma aparên-
cia trivial, tal como se apresenta para a maioria dos grupos indígenas, seja em-
balando as rodas de conversa ao fim da tarde, quando o tempo se desvanece e
o passado mítico se revela dentro de cada um, seja conferindo força e dis-
posição para aguentar a labuta diária ou ainda nos momentos de simples
embriaguez, para além da prática xamânica em si, o rapé parece oferecer um
pouco da experiência xamânica a cada pessoa que o experimenta.

É utilizado pelos índios brasileiros, tradicionalmente durante séculos pelas tribos


indígenas da América do Sul em rituais religiosos e espirituais, como ponte para
comunicar com os espíritos. Onde o Xamã ou pajé, é levado a ter a visão da
cura do enfermo. Durante o ritual o Xamã inala junto com o enfermo uma
quantidade do rapé para entrarem no estado alterado de consciência, estado
este que proporciona as experiências de cura. O rapé vem sendo usado há pelo
menos 3000 anos. As plantas são aspiradas pelas narinas através de
aplicadores em forma de tubos, feitos em geral de bambu.

O que é rapé
Na verdade é uma mistura de vários compostos vegetais (ervas, raízes,
sementes, entrecascas, etc.) em diferentes proporções que tem por finalidade
primeira, auxiliar o restabelecimento da saúde olfativa e das vias aéreas, de
maneira que se possa aliviar ou restabelecer a saúde, harmonia e bem-estar
respiratório e olfativo gerados por problemas e desequilíbrios desta tão
importante função orgânica que tanto compromete a saúde física, mental e
emocional.

O rapé é um pó feito geralmente de tabaco e outras ervam e cinzas de árvores,


semente, frutos ou folhas que são moídos e transformados em um pó fino e
aromático que é soprado pelas narinas. Seu uso é ancestral e já esteve bem
presente em diversos lugares e épocas. Porém seu aspecto mais interessante é

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o uso pelas tribos indígenas e pelos caboclos da floresta, que o utilizam para
diversos fins, entre eles medicinais e cerimoniais.

A palavra rapé vem do francês “râper” (raspar). Basicamente, é tabaco moído,


raspado ou pilado, inalado ou aspirado via nasal. Até o início do século XX, era
bastante comum o uso de rapé no Brasil. Costumava ser vendido em caixinhas
(semelhantes às de fósforo) ou estojos. Seu uso, neste caso, não é ligado a
rituais (espirituais). O rapé elaborado puramente de tabaco está associado ao
tabagismo e pode causar dependência e doenças associadas ao seu uso
demasiado. Porém, o rapé utilizado para fins espirituais é composto por outras
plantas que é utilizado por povos indígenas no norte do Brasil.

O tabaco sob o ponto de vista espiritual


De maneira espiritual (xamânica ou ritualística), o tabaco é considerado uma
planta de poder, sagrada e usada apenas para fins espirituais e/ou religiosos.

Dentro de muitas tradições nativas, é considerada como uma planta mestre,


também vista como um pai ou avô que contém toda sabedoria ancestral da
floresta. O tabaco é uma planta ancestral de poder, a primeira deixada na Terra
para ajudar aos buscadores da visão. Ele é o Espirito-Guia do rapé, que vem
trazer as imagens da centralidade e do equilíbrio energético.

O tabaco pode ser utilizado dentro dos quatro elementos. O tabaco do fogo é o
tabaco queimado em cachimbos (e similares) e apenas baforado, sem tragá-lo.
Neste caso é muito utilizado para rezar. Considera-se que a fumaça lançada ao
ar carrega a oração até o Grande Espírito (Deus). Foi através da civilização ou
do “homem branco” que o tabaco tomou outra dimensão (viciante,
cancerígeno, etc.). Na maior parte das tradições que fazem uso ritualístico do
tabaco, ele jamais é tragado – é considerado um desrespeito com o espírito
ancestral desta planta sagrada.O tabaco d’água é o tabaco preparado pela sua
infusão em água (por alguns dias) e inalado via nasal ou oral (de acordo com o
ritual). O tabaco da terra é tabaco seco mascado e cuspido (ritual da mascada)
e o tabaco do ar é uso ritualístico do rapé (aspirado via nasal).

O tabaco ainda é muito utilizado para oferenda (para a terra/Terra e para o


fogo), considerado como uma forma de agradecimento ou oração.

Quando o tabaco é utilizado espiritualmente, traz purificação, centramento,


transforma energias negativas em positivas, serve de mensageiro.

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As plantas sob o ponto de vista espiritual
O poder das plantas nos encanta há milhares de anos e vem sendo utilizadas
por Curandeiros, Xamãs Erveiros, Guias espirituais, dentre tantos outros. As
ervas de fato nos ajudam em muitos males, sejam eles de ordem física, mental,
emocional e até espiritual. Os aromas também são imprescindíveis.

O conceito de ervas no Xamanismo é que, as mesmas, são nossas “ajudantes


ou auxiliares de cura”, bem como, os animais, nossos “aliados-guia”, pois as
mesmas possuem sua força, energia, medicina e potencialidade de cura, nos
servindo de alimento para o corpo e espírito. Para os nativos, cada ser vivo
contém seu espírito-alma, sua contraparte etérea, espiritual e cada espírito
contêm sua medicina, sabedoria, força e Poder Divino.

No início da criação “a Natureza falava de Deus”, pois Ela ensinava aos homens
sua história, origem e a aprendermos a viver em equilíbrio e harmonia (e até
hoje “falam”). Seu surgimento no planeta se estabeleceu bem primeiro que as
primeiras espécies humanas. Quando a raça humana assim surgiu em nosso
Planeta, a Natureza humildemente já estava posta a lhe servir em seu banquete
e riquezas naturais, porém, deveríamos conscientemente honrá-la, amá-la e
preservá-la. Ela, a Mãe-Natureza, nos fala de conhecimentos antigos, nos
reconecta à nossa essência mais profunda, que é "Estar em Deus", pois tudo é
emanação do Grande Criador, portanto, “são todos nossos parentes e irmãos”,
mas nem por isso estão distantes assim de nós, ao contrário, por ser "instinto
natural", estão na sua forma mais pura dentro do nível em que se encontram e
por isso mais próximo de sua natureza, sua Fonte Divina. São grandes
auxiliares da humanidade, para que possamos caminhar em beleza, paz,
equilíbrio e saúde na Terra.

Existe uma relação entre as ervas e plantas e suas qualidades que determinam
e classificam às suas virtudes medicinais.

As plantas desempenham funções de propiciadoras e purificadoras dos


elementos sagrados. A Energia, sua utilização e seu fascinante papel em nossas
Vidas.

Folhas e Ervas são à base de praticamente tudo que nos cerca.


É o sangue vegetal que nos purifica e consagra. As ervas possuem vasto uso,
nos rituais é muito utilizado em homenagens, invocação e principalmente cura.
Enfim, seu uso é primordial, pois nada acontece sem folhas.

Um dos grandes mistérios em quase todos os ramos da Medicina Xamânica em


todo o mundo é a utilização das plantas, raízes e sementes das ervas mais
variadas. São usadas tanto em forma de defumações, quanto para banhos
purificadores e outros.

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Tamanha importância que as plantas sintetizam dentro da Medicina da Floresta
é sua diversidade na natureza e as inúmeras formas de seu uso constituem a
essência da riqueza ritualística que nos processos terapêuticos de tratamento e
cura do corpo e do espírito.

Isso porque as plantas detêm grande quantidade de energia vital, o elemento


vegetal, através de infinitas combinações, pode produzir determinados efeitos
positivos ou negativos, como tudo o que é energia no universo.

Possuem forte poder para atuar em nossa aura e em nosso campo energético,
fato este já conhecido pelos indígenas e demais povos ancestrais que sempre
as utilizaram para diversos fins. A medicina do rapé se vale deste conhecimento
para desenvolver seus rituais, suas curas ou fortalecimentos. Enfim, os
vegetais, representados por inúmeras ervam, folhas, cascas e raízes, são
indispensáveis à sagrada medicina e ao ser Humano, as plantas que são
oriundas dos quatro elementos planetários: ar, terra, água e fogo.

De modo geral, elas são consideradas veículos de acesso a outras regiões do


cosmos e seus habitantes, de onde (e pelos quais) os especialistas adquirem
novos conhecimentos, travam diálogos, trazem cantos, notícias e presságios. As
plantas aí envolvidas são, pois, ingredientes essenciais dessa interação entre
humanos e não humanos, em outras palavras, um especial mediador de
interações intersubjetivas.

História sobre o rapé


De uso muito difundido nos séculos 18 e 19 especialmente na Europa e
Extremo Oriente, o rapé de tabaco foi socialmente bem aceito e considerado
até mesmo elegante nessa época. Mas quanto ao rapé propriamente dito,
passou a ser visto como um costume antiquado, de velhos, a partir dos anos
50, e o produto só continuaram a ser visto nos mercados dos sertões
brasileiros, em especial no Norte e Nordeste do país.

Só no final dos anos 90 o rapé reapareceu nos grandes centros urbanos com o
ressurgimento de tabacarias, na grande maioria fabricados em Minas Gerais
com sabores como imburana, menta, cravo e canela, talvez como um meio fácil
de consumir tabaco sem produzir fumaça dada a legislação anti-tabagista a
partir de então ampliada.

O rapé, entretanto, é criação milenar dos povos ameríndios e constitui uma


sabedoria popular de múltiplas facetas, uma arte praticamente inesgotável.
Fazendo parte de povos indígenas da Amazônia, rapé faz parte da medicina
tradicional dos pajés. Rapé é cura sagrada, tabaco moído com cinzas da
medicina. Rapé é chamado de tabaco espiritual, se chama “dume yuxibu”.

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Johannes Willbert, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, fala sobre o
uso estendido do rapé entre os povos ameríndios. Rapés são conhecidos em
forma esporádica em diferentes partes da América Central e do Norte, mas
especialmente na América do Sul e nas Índias Ocidentais. Desde os dias da
observação de Pané (1974) com respeito ao rapé de chohobba (cohoba) entre
os Taíno das Antilhas Menores, os pós têm sido vistos em preparação entre os
indígenas do continente meridional a partir das vagens de Anadenanthera,
verificou uma variedade de resina e uma variedade de nicotianas. Não se sabe
bem ainda qual é a base botânica de vários rapés menos conhecidos do Novo
Mundo (Schultes 1977/1978), mas a absorção nasal está bem repartida na
América do Sul, uma forma peculiar que se difundiu ao Velho Mundo, junto com
o tabaco, na era pós-colombiana (Schultes 1967).

Steere (1949/1901) foi um dos primeiros a registrar o uso do rapé entre os


índios Paumari. De acordo com ele, as folhas verdes torradas e pulverizadas do
tabaco eram misturadas com a cinza da casca da fruta do cacaueiro, da mesma
forma como fazem os Jamamadi.

As fontes etnográficas documentam o tabaco como uma fonte relativamente


comum de rapé entre os indígenas da América do Sul. No subcontinente seus
cinco focos de distribuição são o Orinoco médio e superior, o noroeste do
Amazonas, a Montanha - Rio Purus, o Guaporé, e a zona Andina. Outros casos
são periféricos com respeito a esta zona de distribuição principalmente do norte
e noroeste.

O Médio Purus conta com oito grupos indígenas: Apurinã, Paumari, Deni,
Jamamadi, Jarawara, Suruwaha, Banawa e Hi-Merimã, todos distribuídos ao
longo deste rio e seus pequenos tributários. Podemos acrescentar ainda a este
elenco os Katukina e os Mamori, que apesar dos poucos remanescentes,
tiveram uma importância histórica no cenário.

Essencialmente, o rapé é o pó obtido a partir da trituração de folhas secas de


tabaco (Nicotiana tabacum L.). Contudo, a maioria dos grupos do Médio Purus
mistura a ele outras plantas.

O exemplohistórico na América do Sul é o inalador de osso de pássaro que


Junius Bird encontrou junto a uma caixa de rapé em osso de baleia, no sítio
pré-agrário de Huaca Prieta, na costa do Peru, datado de até 1600 A.C. Estes
implementos se usavam presumivelmente para a willka (Anadenanthera
colubrina), não para tabaco em pó. Quando se usam como inaladores tubos de
um metro ou mais de comprido, requer duas pessoas; um sopra com força o pó
dentro das narinas do outro. Esta forma de administração foi bem
documentada, por exemplo, por escrito e em filmes, entre os Yanomami da
Venezuela. Entretanto, eles também preparam seu pó não de tabaco, mas sim
da cortiça interior da árvore Virola. Em alguns destes largos inaladores, o
extremo receptor recebe peças nasais cônicas, lisas ou talhadas. Os tubos

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duplos de absorção nasal medem uns vinte centímetros de comprimento e
comumente exibe na extremidade próxima uma peça nasal feita de alguma noz
redonda e perfurada ou de um anel de cera bulboso, para facilitar a aplicação
às narinas.

O rapé é uma tradição cultural e espiritual dos povos Katukina, Yawanawá e de


outras tribos da região amazônica. Ele é usado como consagração depois do
trabalho, para desabafar, relaxar, esfriar a memória. Ele pode ser usado a
qualquer hora e tira o enfado físico mental e espiritual, quando nasce um novo
pensamento, uma idéia nova. O rapé é preparado com muito carinho, usando-
se tabaco e cinzas de árvores, dentre elas o Tsunu.

Tomar rapé ganhou aceitação ampla no mundo em geral, apesar da prática


haver aumentado ou diminuído segundo a época através dos séculos.

No passado, o rapé era utilizado apenas pelo pajé da tribo, para que pudesse
se “conectar” ou integrar-se à natureza, podendo identificar males que
pudessem atingir seu povo ou então, em rituais de cura, com o propósito de
proteção espiritual, identificação da doença e, trazendo o poder do espírito
desta medicina para curar.

O rapé e a ayahuasca possuem uma grande intimidade. A união destas


energias gera maior luz, curas e alinhamento espiritual.

Também o rapé era utilizado pelos Apurinã somente para fins xamânico, em
sua prática de cura. Hoje, ele é abundantemente “tomado”, sendo tal
vulgarização, conforme as informações de alguns índios da região, feita a partir
dos anos 1980 pelos indigenistas do CIMI e da FUNAI, que pediam o produto
aos xamãs. Sua popularização alcançou o público e saiu do seu espaço de uso
específico, bem como modificou seu jeito de ser fabricado. Atualmente, o rapé
dos Apurinã é feito com o tabaco e outros ingredientes, como o breu de Jatobá
(Hymenaea courbaril L.) e a Amescla (Protium heptaphyllum). Segundo
informam, esses novos componentes conferem aroma e propriedades
medicinais ao produto: pode ser usado para tratar gripe, constipação e dores
de cabeça.

O rapé indígena
No passado, o rapé era utilizado apenas pelo pajé da tribo, para que pudesse
se “conectar” ou integrar-se à natureza, podendo identificar males que
pudessem atingir seu povo ou então, em rituais de cura, com o propósito de
proteção espiritual, identificação da doença e, trazendo o poder do espírito
desta medicina para curar. Atualmente, há uma maior difusão do uso do rapé
para fins ritualísticos, não só nas tribos, mas também pelo Brasil a fora – por
associações religiosas, grupos espirituais, terapeutas Xamânicos, entre outros.

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Seu uso é associado ao ritual com Ayahuasca (Hoasca, Uni, Nixi Pae, Santo
Daime). As etnias Huni Kuin e Yawanawa, tradicionalmente usam o rapé em
rituais com ayahuasca. Outro fato é que estas etnias há alguns anos, vem
difundindo suas tradições, não só pelo Brasil, mas pelo mundo a fora. Deste
modo, vários grupos religiosos que fazem uso ritual da ayahuasca (até mesmo
o Santo Daime), vêm introduzindo o rapé em seus cerimoniais. O rapé e a
ayahuasca possuem uma grande intimidade. A união destas energias gera
maior luz, curas e alinhamento espiritual.

No norte do Brasil, povos indígenas usam o rapé há séculos (antes da chegada


do homem branco). Algumas etnias, tais como a Huni Kuin – Kaxinawá e a -
Yawanawá, tem o rapé como uma “medicina” (associada ao uso terapêutico e
espiritual).

O tabaco utilizado para a elaboração do rapé é cultivado (orgânico) pelo próprio


povo (e geralmente rezado em todas suas fases: plantio, cultivo, colheita,
preparo). O tabaco mais conhecido é do tipo “mói”, que é preparado em corda.
O rapé neste caso é constituído de tabaco (pilado) e cinza (pau pereira,
cumaru, canela, canela de velho, entre outras).

Para esses povos, o rapé é uma medicina que contém um espírito com grande
poder, trazendo curas, proteção e afastando todo tipo de males. Outro ponto a
salientar, é que o rapé não é aspirado, mas sim soprado nas vias nasais através
de uma espécie de canudo, chamado de “tipi”. Também pode ser autoaplicado
através de um instrumento chamado de “curipe”.

Instrumentos para uso do rapé indígena


Existem dois tipos de instrumentos para a prática do rapé.

O rapé é absorvido desde a palma da mão do usuário através de inaladores


duplos. Os tubos bifurcados têm forma de Y, e são relativamente curtos.
Permitem a auto-administração de pós por ambas as fossas nasais
simultaneamente.

O tubo de inalação angular tem forma de V; os curtos são para auto-


administração e os mais compridos, de uns 20-30 centímetros são para
administração mútua entre dois cooperantes.

O rapé é colocado no extremo nasal do insuflador angular e soprado desde a


extremidade bucal com um sopro brusco para dentro das fossas nasais do
receptor.

Os instrumentos do rapé são sagrados, não deixe que pessoas desconhecidas o


toque.

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O tipi é o instrumento principal desta medicina, serve para aplicar em outra
pessoa.

E um bem curto, denominado curipe e cabe no espaço entre a boca e o nariz, e


é um instrumento pessoal.

Detalhe do Tipi à esquerda e curipe à direita

Passar rapé ou tomar rapé é um dos termos de utilizar está medicina – Os Huni
Kuin usam a expressão “passar rapé” quando sentem vontade de usar a
medicina. Essa expressão é utilizada porque o rapé é assoprado no nariz de
quem deseja, e tem que ser assoprado nas duas narinas, pois eles dizem que é
para equilibrar a energia da natureza. Se você assoprar em uma narina apenas,
você ficará desequilibrado com a floresta. Isso pode ser de duas formas:
individual ou em dupla.

A forma individual é quando você mesmo assopra o rapé em suas narinas


através do “curipe”, um instrumento feito de bambu, taboca ou osso, de
tamanho pequeno em formato de V, onde de um lado você coloca sua boa e do
outro você encaixa em uma das narinas.

Já para passar o rapé em dupla usa-se o “tipi” também em formato de V ou U e


feitos com taboca, bambu ou ossos, onde um assopra na narina do outro.

Do que é feito
O rapé é um pó feito das combinações de plantas com o tabaco. Os pajés
sabem qual parte de cada planta será usada, pois tudo tem uma finalidade.
Então a pessoa que prepara o rapé tem que ter certo conhecimento da floresta,
pois as combinações podem variar muito, e isso resultará em um rapé forte ou
suave. Geralmente o rapé contém tabaco, mas também existe rapé sem tabaco.

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O tabaco utilizado é aquele cultivado nas aldeias e após a colheita das folhas e
seu curtimento é enrolado na borracha. Esse tabaco é picado e levado ao fogo
ate secar. Depois é moído e peneirado diversas vezes até ficar em pó.
As outras plantas podem variar entre pxuri, murici, cacau do mato, canela de
veio, e muitas outras, sendo que cada uma delas tem sua medicina especifica.
Podem ser usadas as folhas, as cascas e até as cinzas destas plantas.

Feitio do rapé
O feitio do rapé é simples, porém, não deixa ser um ritual. O rapé é um pó feito
das combinações de plantas e tabaco.

Primeiramente deve-se ter tabaco seco e cinza de plantas, raízes ou sementes.


O principal ritual da elaboração é o pilar (pilão) do tabaco. A pessoa que realiza
este processo deve estar concentrada (em silêncio), pois, considera-se que
grande parte da força do rapé vem da intenção de quem pilou. O feitio pode
ser cerimonial, com cantos e orações. O tabaco pilado é peneirado e, então,
surge à alquimia: a mistura da cinza com o tabaco. A proporção é variável,
definida muito intuitivamente.

O preparador do rapé é como na fitoterapia, tem que se saber qual parte de


cada planta será usada, pois tudo tem uma finalidade. Então a pessoa que
prepara rapé tem que ter certo conhecimento da floresta, pois as combinações
podem variar muito, e isso resultará em um rapé forte ou suave.

O tabaco utilizado é aquele cultivado nas aldeias e após a colheita das folhas e
seu curtimento é enrolado na borracha. Esse tabaco é picado e levado ao fogo
ate secar. Depois é moído e peneirado diversas vezes até ficar em pó. As outras
plantas podem variar entre murici, cacau do mato, canela de veio, e muitas
outras, sendo que cada uma delas tem sua medicina especifica. Podem ser
usadas as folhas, as cascas e até as cinzas destas plantas.

Na preparação do rapé, as folhas da planta são secadas ao vento ou ao sol,


sobre um fogo ou sobre uma vasilha colocada de boca pra baixo sobre brasas
ardentes. As folhas secas são piladas, pulverizadas e muitas vezes peneiradas.
Cascas de cocos e panelas podem servir como pilões.

O rapé de tabaco é guardado em recipientes feitos de bambu, cabaças ou


concha de moluscos. Os pós psicotrópicos incluindo o rapé de tabaco, podem
ser aspirados diretamente da mão ou de uma folha. Mais frequentemente,
entretanto são ingeridos por meio de tubos de absorção nasal, simples ou
duplos, ramificados ou angulares, feitos de caniço ou ossos perfurados. Os
tubos de absorção nasal, simples e relativamente curto, são usados como
inaladores de auto-consumo.

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As folhas de tabaco, colhidas na roça nova, são selecionadas e desidratadas em
fogo brando de forma a não deixá-las quebradiças e guardadas em cestos. Para
fazer o rapé, é preciso tostá-las ao calor da brasa, quando então são colocadas
em um pilão e trituradas. A casca das plantas, por sua vez, é queimada dentro
de uma pequena vasilha de barro ao fogo brando, sendo suas cinzas
adicionadas ao pó do tabaco, misturando e socando os dois ingredientes juntos.

Os Poderes do Rapé
O rapé é um produto fabricado por todos os grupos da floresta. Dando amplo
uso a ele, desde o tratamento para gripe, dor de cabeça e insônia até como
“calmante”, antes do banho para relaxar ou ainda em uma roda de amigos.

Entre os Apurinã, o rapé é usado indistintamente, tendo sido outrora um


produto exclusivo do Xamanismo, tal como entre os Paumari, para quem o rapé
ainda é um ingrediente próprio dos Xamãs.

Os Suruwahá também fazem uso no seu dia-a-dia, ele anima as pessoas a


manterem-se ativas e bem dispostas, anulando a indolência e a passividade, dá
vigor e resistência aos homens nas caçadas e pescarias, na abertura de roças,
no transporte de mandioca e outros produtos agrícolas, nos momentos de ati-
vidade física intensa, inclusive em situações de mal-estar e dor. Ao entardecer
sempre se formam rodas de rapé, nas quais os Suruwahá conversam sobre as
atividades do dia, assuntos importantes ou contam velhas histórias. Entre os
Suruwahá é o mecanismo de transmissão de poderes, conferindo ao Xamã o
domínio sobre a doença, o feitiço e a morte: “o tabaco assoprado com
recorrência e de modo intenso pelos Xamãs aos iniciantes é o principal
procedimento de transmissão do poder”.

Uma propriedade fundamental, o seu uso para a realização de atividades


extraordinárias, o seu emprego na atividade xamânica, entre os Apurinã é o
mito do herói Tsura que, após ter sido engolido pela cobra grande, é salvo pelo
“vovô arirambinha”, que apesar do tamanho e força desprivilegiada, toma rapé
e fura a barriga da serpente por duas vezes.

O ponto alto da iniciação xamânica entre os Apurinã é o encontro do jovem


com a onça grande na floresta. O aspirante deve controlar o medo e permitir
que a onça o lambesse. Ao final, esta se transforma em gente e o convida para
tomar rapé e lhe ensinar os grandes mistérios da pajelança.

O rapé é ainda o mediador da comunicação e da viagem do Xamã a outros


domínios do cosmos. É esta propriedade que faz do rapé a “medicina do
Xamã”, através da qual ele se comunica com espíritos durante as seções de
cura.

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Os Tukrina (Kulina) distinguem duas espécies de doenças: as comuns e as de
origem sobrenatural, estas últimas só podem ser curadas pelo Xamã dotado de
poderes mágicos, almas de pessoas e animais que aqueles incorporam. O
elemento central da cura desse tipo de doenças é o rapé, sem o qual nem o
médico-feiticeiro tem poder algum.

A inalação do tabaco favorece a interação dos Xamãs com os espíritos, e mais,


que eles assumam sua perspectiva. O Xamã utiliza o rapé principalmente como
proteção.

O tabaco é a planta dos Xamãs, o veículo que promove a comunicação entre os


humanos, e que permite o acesso às perspectivas do universo dos espíritos, o
trânsito a outras paisagens do cosmos.

O rapé é um produto utilizado tradicionalmente pelos principalmente para


possibilitar a comunicação com os espíritos (de animais, peixes, pássaros,
plantas), convidando-os a tomarem parte nas cerimônias. Têm-se como
exemplos disso a “festa da pupunha” (kavirihava), a “festa do peixe boi”
(bomahava) e a “festa da menina moça” (amamaji) – “saída da menina”, como
eles costumam chamar a reclusão durante a puberdade. Nessas ocasiões, o
rapé é preparado e usado pelo próprio Xamã.

Algumas plantas possuem uma segunda forma/espírito, a “forma jaguar” que,


quando acionada, participa dos rituais na aldeia, onde podem se desfizer de sua
aparência e serem vistas em sua condição humana pelos Xamãs. Nesse
contexto, as plantas utilizadas no rapé possuem sua forma jaguar, conferindo
poder e a força de lidar com as mais diferentes criaturas do cosmos.

O rapé aparece ainda como uma espécie de inversor de comportamentos ou


posição dos sujeitos, transformando raiva em calma, conflito em harmonia ou
inimigos em amigos. Entre os Apurinã, as festas são genericamente
denominadas de Xingané. Um dos momentos desse ritual, quando um grupo
externo visita a aldeia, costuma iniciar com uma encenação de guerra,
posicionando os participantes em posição de inimigos. Contudo, no final a
aliança é selada com a troca de rapé.

O rapé é muitas vezes utilizado como um recurso para a superação de conflitos,


restaurando a convivência harmoniosa. É costume assoprar doses cavalares de
rapé nas narinas de alguém que esteja furioso, produzindo um efeito
tranquilizante na pessoa. Considerando que há uma concepção quase comum
entre os povos ameríndios da Amazônia de que no início dos tempos todos
eram humanos e que aos poucos alguns foram se transformando em diferentes
espécies de animais e plantas, nessas situações em que é administrada uma
dose de rapé na pessoa tomada pela ira – prestes a abandonar um padrão de
comportamento humano e se transformar no “outro” – o rapé, com seu efeito
tranquilizador, parece agir para impedir que isto aconteça.

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Desse modo, o rapé exerce o papel de um operador inverso, impedindo que a
pessoa assuma a “perspectiva do outro”, isto é, sua transformação em não
humano. Da mesma maneira, uma vez que a pessoa tomada pela ira, pode
recorrer aos atos que prejudique a sim mesmo, o rapé nesses casos é também
o anti-veneno, neutralizando.

O rapé se usa para esfriar o corpo, pois quando se trabalha muito debaixo do
sol, ao ir tomar banho de água fria das cacimbas, pode-se pegar um resfriado,
e é bom cheirar rapé antes. Além de estimulante, portanto, o rapé também faz
baixar a pressão. O rapé também é usado para caçar e para tirar a "panema"
(preguiça) e na hora da cerimônia do Uni (ayahuasca). As duas energias se
unem e o Uni vem com mais luz, mais perfeito, mais profundo.

Rituais com o rapé


O rapé usado em rituais, chamado de “roda de cura” ou “Roda da Medicina” é
um cerimonial voltado a um uso terapêutico do rapé. A cerimônia pode ser
constituída de vários rituais, tais como defumações, orações, cantos e a
aplicação do rapé (usa-se a expressão “tomar rapé”).

O rapé exige uma cerimônia de abertura, com louvores a Soberana fonte da


vida, a Divina Mãe Terra, aos Devas (espíritos da Floresta) ao Ancestral do
Espírito do Tabaco. Não se deve absolutamente “tomar rapé”, seja qual for sem
o tabaco. Ele é o Espírito ancestral da Floresta.

Para pessoas inexperientes, o rapé pode causar uma forte impressão a respeito
(assustar-se com a sensação ou vivenciar uma forte experiência) e por isso,
cabe a quem está aplicando e conduzindo o ritual, explicar e proporcionar um
ambiente seguro para que a pessoa possa realmente se entregar ao processo.
Além disso, para uma primeira vez, geralmente é aplicado doses menores e
sopros moderados. Para pessoas experientes com esta medicina, a aplicação
pode ser muito variada, de acordo com as necessidades e objetivos.

O rapé é uma medicina basicamente de conexão. Trata-se de um poderoso


alterador de consciência (enteógeno). Saliento isto, pois o rapé, espiritualmente
falando, tem o poder de abrir inúmeros portais e a pessoa pode acessar
diferentes dimensões. Por esse motivo, é imprescindível estar em ambiente
seguro e próprio para tal experiência. Os cantos, assim como em rituais com
ayahuasca, têm um papel muito importante para conduzir a pessoa a um
caminho de cura e iluminação.

Rapé é coisa séria! O uso desta medicina deve sempre estar alinhado a um
propósito espiritual. É preciso estar concentrado, em oração, procurando a
firmeza, juntamente à entrega, para poder receber a cura ou a instrução
espiritual.

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Os instrumentos do rapé são sagrados, não deixe que pessoas desconhecidas o
toque.

O uso ritualístico do Rapé


Dentro da tradição indígena e Xamânica, não se "aspira" o rapé. Ele é sempre
"soprado" por outra pessoa ou por quem vai tomar o rapé. Soprado para dentro
das narinas através de um instrumento tipo um bambu oco, o Tipí, e aplicado
por um pajé ou por outra pessoa.

Seu efeito é rápido e após isso se sente um grande bem estar e disposição, fora
a limpeza das vias aéreas, que ele proporciona.

A pessoa que aplica deve saber o que faz, pois tanto o modo como ele pega o
pó da mão com o tipi, a maneira que assopra, e o que pensa quando assopra,
influenciam positivamente, ou negativamente o trabalho, ou seja, o mesmo
rapé aplicado por duas pessoas diferentes certamente não será o mesmo rapé
e, assim, o efeito também não será o mesmo. Também pode ser aplicado pela
própria pessoa com um autoaplicador.

Após a aplicação da primeira narina, aguarde a aplicação na segunda narina,


para só depois limpar o nariz. É muito importante receber o sopro nas duas
narinas, por conta do equilíbrio dos nossos meridianos como um todo. A
aplicação por completa é importante, também, para podermos chamar uma
intenção de limpeza e cura no primeiro sopro e uma intenção de equilíbrio e
conexão no segundo.

Procedimento para aplicação do rapé


O rapé deve ser soprado em ambas às cavidades nasais. Quando iniciamos um
ritual. Cada uma das faces nasais representa um meridiano do corpo. O lado
direito é associado ao masculino (racional) e o lado esquerdo o feminino
(intuitivo).

A pessoa que vai receber um sopro pela primeira vez deve estar ciente disto.
Algumas pessoas que não se propõe receber o segundo sopro (medo) acabam
entrando em um processo tão ou mais forte que o habitual. Isso basicamente
se deve pelo fato da pessoa não se entregar ao processo de cura e/ou também
rejeitar a medicina, o que, de certa forma é como rejeitar o espírito do rapé.

O Lado esquerdo quando sopramos faz que expurguem a doença, as


impurezas, os maus pensamentos, as más energias.

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O lado direito quando soprarmos recebemos a cura, a limpeza e a elevação.

Por isso dentro de um ritual com o rapé, o ideal é soprarmos sempre da


esquerda para direita.

Começa com a narina esquerda que representa o feminino que trabalha o


espiritual e o emocional, depois é a narina direita que representa o masculino e
trabalha o material e físico.

Sempre devemos soprar as duas narinas, para que a energia dos devas da
Floresta possam fazer a sua medicina.

O rapé é uma medicina física, mental e espiritual.

Procedimento para receber o rapé


O rapé não é aspirado, mas sim soprado, nas vias nasais através do tipi ou
pode se autoaplicado por meio do curipe.

Após a aplicação do rapé em ambas as narinas, o individuo deve-se permanecer


sentado buscando a meditação e ao término deve-se agradecer a Divina Mãe, e
aos devas do rapé e da Natureza.

Recomenda-se aplicá-lo de manhã, final da tarde (após o trabalho) e a noite


antes de dormir, para trazer bons sonhos e ter uma noite tranquila.

Não se recomenda emprestar os instrumentos de aplicação, principalmente o


curipe, a não ser para a pessoa que troca rapé com você e que confie
plenamente, mas nesse caso o instrumento adequando para aplicação de uma
pessoa mais próxima é o tipi, sendo que cada um aplica no outro. Frisando que
o curipe é um instrumento pessoal, individual de cada pessoa.

Só tome rapé de quem você conhece e confie. Evite também receber ou de


autoaplicar rapé de procedência desconhecida.

Desfrute com consciência e sempre lembrando que o rapé é uma Medicina de


Pajé (de cura) e, portanto deve ser utilizada com respeito.

Para que é utilizado o Rapé


O rapé é utilizado para muitos fins. Os principais são as mazelas do corpo físico,
como dor de cabeça, sinusite, nariz congestionado, até mesmo as panemas,
que são as mazelas do espírito. É também muito eficaz para tratar a
constipação (efeito imediato). O rapé ainda traz curas rápidas de dores (cabeça

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ou no corpo), desperta o corpo (quando sonolento e preguiçoso), traz
relaxamento, e sensação de frio (baixa a pressão).

Assim quando se usa o rapé deve-se ter em mente que o que entra em você é
as plantas da floresta e também espíritos de cura da floresta. Por isso é sempre
bom ter respeito pelo rapé, assim você também está respeitando todas as
energias da floresta.

Sua utilização é muito comum nos rituais de Nixi Pae (ayahuasca) onde ao
“passar rapé” a força do Nixi Pae se intensifica colocando seu espírito mais em
contato com a floresta.

O rapé também é muito eficiente para tratos do sistema respiratório e


digestivo. Aumenta a imunidade contra resfriados e outras disfunções
respiratórias como sinusite, rinite, constipação (efeito imediato).

O rapé traz cura rápida para dores de cabeça ou no corpo, excelente para o
despertar do corpo (quando sonolento e preguiçoso), traz relaxamento e
sensação de frio, baixa a pressão.

Energeticamente, ele atinge de forma direta o plexo solar (região do estômago


– também associada aos medos, ansiedade, etc.), fazendo com que a pessoa
arrote ou até mesmo vomite, eliminando energias densas desta região.

O rapé trabalha com todos os chacras do corpo equilibrando e energizando.

O rapé nos serve como grande auxiliar, não só pelos seus princípios
fitoterápicos e cromoterápicos, auxilia-nos em geral em alguns casos que
envolvam problemas do trato respiratório e subsequentemente em outros
diversos. Mas, em primeira instância, é bastante eficaz e grande auxiliar no
combate a problemas de sinusite, rinite e como expectorante pulmonar
(secreção/catarro), entre outros, tais como: inflamação de garganta; resfriados;
gripes; sinusites; congestão nasal; rinite; age como expectorante (catarros
crônicos); aquece, estimula e tonifica o organismo; energizante; em alguns
casos, um auxiliar diurético; bom para estados depressivos e apatia; ajuda a
melhorar o estresse físico e a exaustão mental; podem melhorar a autoestima,
coragem e autoconfiança; em alguns casos pode melhorar insônia, em outros,
pode provocar a diminuição das horas dormidas; ajuda a transformar as
“energias intrusas negativas” em potenciais criativos, força e vontade
consciente; ajuda a afastar negatividade e a revitalizar a aura; ajuda a desfazer
e eliminar gases estomacais e intestinais (flatulência); auxilia na digestão;
ajuda a acelerar o metabolismo orgânico; ajuda nos casos de anorexia (doença
gerada pela falta de apetite); ajuda a regularizar funções intestinais; suave
afrodisíaco; ajuda como um antisséptico natural; ajuda o sistema linfático; pode
melhorar enjoos e vômitos; poderá auxiliá-lo em problemas urinários e renais;
quase um desinfetante natural; ajuda a transformar tristezas e mágoas em

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dinamismo e otimismo; ajuda nos casos de retenção de líquido; melhora mau
hálito gerados por rinite e sinusite; pode auxiliar nos casos de roncos noturnos;
ajuda a melhorar funções digestivas e excretoras; auxilia em casos de frigidez e
impotência; ajuda a estimular a mente e a memória; ajuda ao bom
funcionamento dos nervos e cérebro; muito bom para fumantes (tabagismo)
pois ajuda a limpar os pulmões ao eliminar placas de catarro já há muito retidas
nos brônquios pulmonares.

Relações espirituais com o rapé


Ao utilizar o rapé também pode entoar cantos de cura e de pajelança, pois
segundo os Huni Kuin o rapé nos põe em contato com os espíritos da floresta.

A combinação das plantas contidas no rapé irá determinar se o rapé tem


poderes de curas, de concentração, de caça ou de outras crenças. Assim o rapé
pode além da cura física, colocar nosso espírito nos encantos da floresta nos
trazendo poder e força.

Sob a óptica espiritual, o rapé pode expandir muito a consciência e a


mediunidade. Pessoas com forte mediunidade vivenciam intensas experiências
com o rapé, recebendo com clareza informações, orientações e curas.

Para quem trabalha com esta medicina, ela é excelente para trazer o
centramento, conexão, instruções para o trabalho espiritual e, além disto,
protege nosso corpo e espírito.

O rapé, psicologicamente falando, trata principalmente dos medos. Uma


aplicação forte de cura pode levar a pessoa a vivenciar sua própria sombra e
acessar os medos mais obscuros. Inúmeras experiências comprovaram a
eficiência no trato de depressões, medos obsessivos, insônia, ansiedade, entre
outros.

Para pessoas inexperientes, o rapé pode causar uma forte impressão a respeito
(assustar-se com a sensação ou vivenciar uma forte experiência) e por isso,
cabe a quem está aplicando e conduzindo o ritual, explicar e proporcionar um
ambiente seguro para que a pessoa possa realmente se entregar ao processo.
Além disso, para uma primeira vez, geralmente é aplicado doses menores e
sopros moderados. Para pessoas experientes com esta medicina, a aplicação
pode ser muito variada, de acordo com as necessidades e objetivos.

O rapé é uma de conexão, tem o poder de abrir inúmeros portais e a pessoa


pode acessar diferentes dimensões. Por esse motivo, é imprescindível estar em
ambiente seguro e próprio para tal experiência. Os cantos, assim como em
rituais com ayahuasca, têm um papel muito importante para conduzir a pessoa
a um caminho de cura e iluminação.

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Como é o efeito do Rapé
Na verdade, cada organismo é um universo e natureza distinta que tende a
reagir de forma particularizada, mas tem um padrão que normalmente se segue
a todos. Sendo assim, vejamos: leve sensação de tonteira nos primeiros
segundos ou até minutos, suave ardência e sensação de frescor nas narinas
proveniente do princípio ativo e finalidade do produto; poderá produzir alguns
espirros, nos primeiros segundos logo após a inalação, mas essa sensação
provavelmente desaparecerá; necessidade de logo após o uso, assuar o nariz e
colocar toda secreção e catarros para fora (é bom mesmo que o faça); caso
haja a incidência da ingestão do produto no momento da utilização, não se
preocupe, não haverá nenhum problema, somente o paladar que poderá não
agradar muito.

A experiência com o rapé é muito intensa. A pessoa vivência uma série de


reações físicas, psicológicas e espirituais em pouquíssimo tempo.

Os sintomas diretos da aplicação forte de rapé são: forte ardência de toda face
nasal, sensação de queimação nas cavidades, forte pressão na cabeça, tontura,
acelera os batimentos cardíacos, falta de ar, náuseas, vômitos, sensação de
paralisação corporal, entre outras. Porém, isto é o extremo, fazendo com que a
pessoa arrote ou até mesmo vomite, eliminando energias densas desta região.

A aplicação do rapé, inicialmente, gera algumas sensações de incômodo no


nariz, em algumas ocasiões podemos começar um processo de limpeza com
vômito, queda de pressão, suor ou saliva, dependendo muito de pessoa para
pessoa. Evite engolir a saliva, coloque tudo para fora, permita-se essa limpeza.
Caso o rapé vá para a garganta, não engula. É importante que você cuspa todo
esse excesso de rapé, pois se ingerido, pode causar incômodos.

Respire um tempo pela boca, até sentir que já é possível respirar pelo nariz,
respire fundo, concentre um tempo somente em sua respiração... O ar que
entra... O ar que sai… Lembre sempre de respirar, observe cada sensação, tudo
passa, tanto a sensações boas como as ruins, apenas a respiração fica. Relaxe
os ombros, tente manter a posição da coluna correta para que haja um melhor
fluxo de energia. Sinta cada parte do seu corpo, viaje desde os dedos dos pés e
das mãos até a ponta de cada fio de cabelo. Sinta a medicina agindo nesses
lugares, limpando todo mal, as emoções e pensamentos perturbadores,
transmutando toda energia negativa, toda energia estagnada em amor,
trazendo cura, autoconhecimento e sabedoria para cada célula presente em seu
ser.

Nos primeiros cinco minutos, você poderá sentir um forte desconforto no


sistema respiratório. A cavidade nasal e a maior parte da faringe incham
causando uma sensação pruriginosa, que é acompanhado por uma série de
espirros. Depois disso, pode-se sentir um pouco de pressão na cabeça e uma
náusea extrema, o que também pode levar a vômitos.

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Após esse período inicial de desconforto, os efeitos da expansão da consciência
vão chegando lentamente. De idéias à viagens no tempo, padrões geométricos
abstrato, criando uma experiência forte e visionária. Dando uma sensação de
vários insights, visões e realizações que levam a uma tranquilidade serena. Este
pico inicial de alteração da consciência não dura muito tempo e,
posteriormente, desaparece em um par de horas.

Os sopros aplicados em rituais com o rapé


Primeiramente para aplicarmos ou recebermos qualquer tipo de sopro e
necessários termos firmeza no propósito e mente vazia, para que assim
projetemos no sopro ou recebamos somente bendições.

O sopro e uma troca de energia, caso não tenhamos a firmeza necessária


podemos desperdiçar nossa energia e prejudicar o irmão com nossas mazelas.
Antes de aplicar rapé em alguém caso ainda não tenha clareado a mente,
recomendasse aplicar em si mesmo para que possa limpar os pensamentos e
sintonizar-se no momento presente aumentando a sua percepção.

Então a partir do momento que já consegue perceber sua respiração e


contemplar tudo ao seu redor é à hora adequada de assoprar e poder sentir a
medicina com mais propriedade.

O melhor sopro não é a técnica e sim a intuição, e que ele pode manifestar-se
de diferentes formas trazendo o melhor sopro para o momento a quem for
receber.

Os sopros conhecidos são: o da Jibóia, da Tartaruga, do Beija flor, da Libélula,


da onça, do Corvo e dos sonhos. Existem outros tipos de sopro, além desses e
você também pode desenvolver seu próprio método de aplicação. O ideal,
durante a transmissão do rapé até as narinas, é mirá-lo para nosso Chacra
Frontal, de modo que a medicina não pare e se acumule nas vias nasais.

Sopro da Jibóia: um dos mais comuns e utilizados tem forte energia de


limpeza trazendo a força da floresta. Começa suave e vai ficando forte, em um
único golpe de ar, onde ao final do sopro se trava a passagem de ar com a
língua no tipi, fazendo um som sibilante. Sopro bem estendido, e começa
suavemente e vai aumentando a força bem aos poucos.

Sopro da tartaruga: comprido e lento do começo ao fim, o ar é soprado de


forma lenta e constante. Os efeitos do rapé têm duração longa e ajuda a
trabalhar a paciência e os traumas físicos. Sopro suave, constante e ultra
estendido, bem devagarzinho. Para recebê-lo e preciso sintonizar na paciência
da tartaruga, pois muitas das pessoas tiram o nariz antes do sopro terminar.

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Sopro do Beija-Flor: O Beija-flor é mensageiro da cura. A cura pelo amor,
pela suavidade, pela alegria e claridade. Evocado para trazer mais alegria,
colorir e ensinar a liberdade de poder voar em diversas direções. E um sopro
curto e suave, não tão forte ao soprar.

Sopro da Libélula:Um sopro bem colorido, de média duração, língua tremula


e vogal uuu aguda.

Sopro da Onça: Desperta a força ancestral e o foco para a cerimônia. É um


sopro forte, direto e curto, emite um som grave com a língua no tipi. Rápido e
curto.

Sopro do Corvo: da coragem para penetrar na escuridão, no vazio, no Grande


mistério de onde nasceram todas as coisas. É um sopro repicado, em que o
primeiro é curto e forte e o segundo e forte e vai diminuindo a intensidade até
chegar ao vazio.

Sopro dos sonhos: o inverso do sopro da Jibóia começa com o ar forte e vai
decaindo devagar. Além de induzir bons sonhos, aumenta os efeitos das visões.

Legislação sobre o rapé


Não existe uma legislação especifica sobre o rapé, a legislação referente a está
medicina está vinculada com a legislação referente ao “tabaco”, como sabemos
que na composição do rapé usamos o tabaco moído, e conforme a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Rapé ou Tabaco Inalável, é um tipo
de produto derivado do tabaco, considerado um tabaco que não gera fumaça
(smokeless tobacco), em forma de pó destinado a ser aspirado. A ANVISA já
está acompanhando este fenômeno de popularização do "rapé" e
provavelmente terá uma Instrução Normativa sobre este requisito.

Lembrando que o rapé, assim como outros derivados do tabaco, tem venda e
consumo proibido para menores de 18 anos pela lei brasileira. Sobre legislação
o rapé está associado ao tabaco, portanto toda e qualquer legislação que trata
deste assunto, podemos tirar todas as diretrizes de conduta com o rapé
também.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) difundiu uma série de recomendações


sobre uso do tabaco, entre as quais sobressai a de atribuir aos Governos a
responsabilidade de adotarem medidas de controle do uso do tabaco, sobre o
âmbito da investigação, da legislação e da informação.

Essa valiosa “mistura” que compõem o rapé, composta por vários tipos de
herbário conta com a presença de ervas com princípios Fitoterápicos. A

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Fitoterapia (Fito=planta e terapia=tratamento) vem a ser um ramo da Ciência
ou Medicina Alternativa que estuda os princípios ativos dos vegetais, oriundos
dos conhecimentos de antigas tradições, principalmente as
indígenas/Xamânicas, e que hoje contamos com os estudos Etnobotânicos,
Farmacológicos e (Fito) Químicos amparados por lei e cujo órgão regulador
ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) detém o controle de
qualidade sobre os mesmos, ainda que possua uma fiscalização insuficiente.

Abaixo algumas legislações sobre tabaco no Brasil

1) PROTEÇÃO À SAÚDE/ PROTEÇÃO CONTRA OS RISCOS DA


EXPOSIÇÃO À POLUIÇÃO TABAGÍSTICA AMBIENTAL
 Portaria Interministerial n.º 3.257 (22 de setembro de 1988)
Recomenda medidas restritivas ao fumo nos ambientes de trabalho e cria
fumódromos, ou seja, áreas destinadas exclusivamente ao tabagismo,
devidamente isoladas e com arejamento conveniente.

 Lei n.º 9.294 (15 de julho de 1996)


Proíbe o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos, ou de qualquer outro
produto fumígeno derivado do tabaco, em recinto coletivo, privado ou público,
tais como, repartições públicas, hospitais, salas de aula, bibliotecas, ambientes
de trabalho, teatros e cinemas, exceto em fumódromos.

 Decreto n.º 2.018 (1º de outubro de 1996)


Regulamenta a Lei n.º 9.294/96, definindo os conceitos de recinto coletivo e
área devidamente isolada e destinada exclusivamente ao tabagismo.

 Portaria do Ministério da Saúde n.º 2.818 (28 de maio de 1998)


Proíbe fumar nas dependências do Ministério da Saúde, tanto as sediadas no
Distrito Federal, como nos Estados e Municípios.

 Lei n.º 10.167 (27 de dezembro de 2000)


Altera a Lei n.º 9.294/96, proibindo o uso de produtos fumígenos derivados do
tabaco em aeronaves e demais veículos de transporte coletivo.

 Portaria Interministerial n.º 1.498 (22 de agosto de 2002)


Recomenda às instituições de saúde e de ensino a implantarem programas de
ambientes livres da exposição tabagística ambiental.

2) PREVENÇÃO A ACIDENTES DE TRÂNSITO


 Lei n.º 9.503 (23 de setembro de 1997) – Código de Trânsito
Brasileiro
Proíbe dirigir sob a influência de qualquer substância entorpecente ou que
determine dependência física ou psíquica, ou dirigir o veículo com apenas uma

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das mãos, exceto quando deva fazer sinais regulamentares de braço, mudar a
marcha do veículo, ou acionar equipamentos e acessórios do veículo.

3) RESTRIÇÃO AO ACESSO DOS PRODUTOS DERIVADOS DO TABACO


Lei n.º 10.167 (27 de dezembro de 2000)
 Altera a Lei n.º 9.294/96
Proibindo a venda por via postal, a distribuição de amostra ou brinde e a
comercialização em estabelecimentos de ensino e de saúde.

 Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária n.º 15


(17 de janeiro de 2003)
Proíbe a venda de produtos derivados do tabaco na Internet.

 Lei n.º 10.702 (14 de julho de 2003)


Altera a Lei n.º 9.294/96, proibindo a venda em órgãos ou entidades da
Administração Pública.

4) PROTEÇÃO AOS JOVENS


 Lei n.º 8.069 (13 de julho de 1990) – Estatuto da Criança e do
Adolescente.
Proíbe vender, fornecer ou entregar, à criança ou ao adolescente, produtos
cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica.

 Lei n.º 10.167 (27 de dezembro de 2000)


Altera a Lei n.º 9.294/96, proibindo a participação de crianças e adolescentes
na publicidade de produtos derivados do tabaco.

 Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego n.º 06 (05 de


fevereiro de 2001)
Proíbe o trabalho do menor de 18 anos na colheita, beneficiamento ou
industrialização do fumo.

 Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária n.º 304


(07 de novembro de 2002)
Proíbe a produção, importação, comercialização, propaganda e distribuição de
alimentos na forma de cigarro, charuto, cigarrilha, ou qualquer outro produto
fumígeno, derivado ou não do tabaco. Proíbe o uso de embalagens de
alimentos que simulem ou imitem as embalagens de cigarros, bem como o uso
de nomes de marcas pertencentes a produtos fumígenos, derivados ou não do
tabaco.

 Lei n.º 10.702 (14 de julho de 2003)


Altera a Lei n.º 9.294/96, proibindo a venda de produtos fumígenos derivados
do tabaco à menores de 18 anos.

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5) TRATAMENTO E APOIO AO FUMANTE
 Portaria do Ministério da Saúde n.º 1.035 (31 de maio de 2004)
Amplia o acesso à abordagem e tratamento do tabagismo para a rede de
atenção básica e de média complexidade do Sistema Único de Saúde.

 Portaria da Secretaria de Atenção à Saúde n.º 442 (13 de agosto


de 2004)
Aprova o Plano para Implantação da Abordagem e Tratamento do Tabagismo
no SUS e o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Dependência à
Nicotina.

6) PUBLICIDADE E PATROCÍNIO DOS PRODUTOS DERIVADOS DO


TABACO
 Constituição da República Federativa do Brasil (05 de outubro
de 1988)
Determina que a publicidade de tabaco estará sujeita à restrições legais e
conterá advertência sobre os malefícios decorrentes do seu uso.

 Lei n.º 8.078 (11 de setembro de 1990) – Código de Proteção e


Defesa do Consumidor.
Proíbe a publicidade enganosa e abusiva.

 Portaria Interministerial n.º 477 (24 de março de 1995)


Recomenda às emissoras de televisão que evitem a transmissão de imagens em
que apareçam personalidades conhecidas do público fumando. Recomenda aos
órgãos integrantes do Sistema Único de Saúde, a recusa do patrocínio,
colaboração, apoio ou promoção de campanhas de saúde pública pelas
indústrias produtoras de tabaco e seus derivados.

 Lei n.º 10.167 (27 de dezembro de 2000)


Altera a Lei n.º 9.294/96, restringindo a publicidade de produtos derivados do
tabaco à afixação de pôsteres, painéis e cartazes na parte interna dos locais de
venda, proibindo, conseqüentemente, em revistas, jornais, televisão, rádio e
outdoors. Proíbe a propaganda por meio eletrônico, inclusive Internet, a
propaganda indireta contratada, também denominada merchandising e a
propaganda em estádios, pistas, palcos ou locais similares. Proíbe o patrocínio
de eventos esportivos nacionais e culturais.

 Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária n.º 15


(17 de janeiro de 2003)
Define os conceitos de “propaganda de produtos derivados do tabaco” e “parte
interna do local de venda”.

 Lei n.º 10.702 (14 de julho de 2003)


Altera a Lei n.º 9.294/96, proibindo o patrocínio de eventos esportivos
internacionais por marcas de cigarros a partir de 30 de setembro de 2005.

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Determina a veiculação de advertências sobre os malefícios do tabagismo na
abertura, no encerramento e durante a transmissão de eventos esportivos
internacionais, em intervalos de quinze minutos. Faculta ao Ministério da Saúde
a colocação de propagandas fixas, com advertências sobre os malefícios do
tabagismo, no local da realização do evento.

 Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária n.º 199


(24 de julho de 2003)
Regulamenta a Lei nº 10.702/03 sobre as frases de advertência do Ministério
da Saúde exibidas durante a transmissão no país de eventos esportivos e
culturais internacionais.

7) DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÃO AO PÚBLICO


 Lei n.º 7.488 (11 de junho de 1986)
Cria o Dia Nacional de Combate ao Fumo e determina a realização de
comemorações no dia 29 de agosto em todo o território nacional.

 Portaria Interministerial n.º 3.257 (22 de setembro de 1988)


Confere certificados de honra ao mérito às empresas que se destacarem em
campanhas para o controle do tabagismo.

 Medida Provisória n.º 2.190-34 (23 de agosto de 2001)


Altera a Lei n.º 9.294/96, determinando que o material de propaganda e as
embalagens de produtos fumígenos derivados do tabaco, exceto as destinadas
à exportação, contenham advertências acompanhadas de imagens que ilustrem
o seu sentido.

 Portaria Interministerial n.º 1.498 (22 de agosto de 2002)


Confere certificados de honra ao mérito às instituições de saúde e de ensino
que se destacarem em campanhas para o controle do tabagismo.

 Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária n.º 335


(21 de novembro de 2003)
Revoga as Resoluções da ANVISA n.º 104/01 e 14/03. Dispõe sobre a inserção
de novas advertências, acompanhadas de imagens, nas embalagens e no
material de propaganda dos produtos fumígenos derivados do tabaco.
Determina a impressão da seguinte frase nas embalagens dos produtos
derivados do tabaco: “Venda proibida a menores de 18 anos - Lei 8.069/1990 e
Lei 10.702/2003”, proibindo o uso de frases como “Somente para adultos” e
“Produto para maiores de 18 anos”. Altera a Resolução da ANVISA n.º 46/01,
determinando a impressão da seguinte informação nas embalagens de cigarros:
"Este produto contem mais de 4.700 substâncias tóxicas, e nicotina que causa
dependência física ou psíquica. Não existem níveis seguros para consumo
destas substâncias".

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Portaria Interministerial n.º 1.034 (31 de maio de 2004)
Institui, no âmbito da Secretaria de Educação a Distância, Grupo de Trabalho
com a finalidade de promover a inserção do tema “Controle do Tabagismo” no
recurso didático do ensino a distância, promovido pelo Programa TV Escola.

8) CONTROLE E FISCALIZAÇÃO DOS PRODUTOS DERIVADOS DO


TABACO
 Decreto n.º 2.637 (25 de junho de 1998)
Determina que a comercialização de cigarros no País, inclusive a sua exposição
à venda, seja feita exclusivamente em maços, carteiras ou outros recipientes
que contenham vinte unidades.

 Lei n.º 9.782 (26 de janeiro de 1999)


Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. Cria a Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (ANVISA), responsável pela regulamentação, controle e
fiscalização dos cigarros, cigarrilhas, charutos e qualquer outro produto
fumígeno, derivado ou não do tabaco.

 Lei n.º 10.167 (27 de dezembro de 2000)


Altera a Lei n.º 9.294/96, definindo o valor da multa a ser aplicada em caso de
descumprimento e os órgãos competentes para exercer a fiscalização do
cumprimento da Lei.

 Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária n.º 46


(28 de março de 2001)
Estabelece os teores máximos permitidos de alcatrão, nicotina e monóxido de
carbono presentes na corrente primária da fumaça dos cigarros comercializados
no País, para no máximo 10 mg/cig, 1 mg/cig e 10 mg/cig. Proíbe a utilização,
em embalagens ou material publicitário, de descritores, tais como, classes, ultra
baixos teores, baixos teores, suave, light, soft, leve, teores moderados, altos
teores, e outros que possam induzir o consumidor a uma interpretação
equivocada quanto aos teores contidos nos cigarros.

 Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária n.º 346


(02 de dezembro de 2003
Revoga a Resolução da ANVISA n.º 105/01. Estabelece novas normas para o
cadastro anual das empresas beneficiadoras de tabaco e fabricantes nacionais,
importadoras ou exportadoras de produtos derivados do tabaco, bem como de
todos os seus produtos, exigindo a apresentação de relatórios sobre seus
componentes.

 Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal n.º 396


(06 de fevereiro de 2004)
Aprova o Programa Gerador da Declaração Especial de Informações Fiscais
relativas à tributação dos cigarros (DIF – Cigarros). Esse Programa permitirá à
Receita Federal um maior controle das empresas instaladas e aquelas em fase

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de instalação no país, no que se refere ao registro, à distribuição, exportação e
importação de cigarros, bem como à arrecadação tributária.

9) CONVENÇÃO-QUADRO PARA O CONTROLE DO TABACO


 Decreto (1º de agosto de 2003
Cria a Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o
Controle do Tabaco e de seus Protocolos. A Comissão Nacional é composta
pelos Ministérios da Saúde, das Relações Exteriores, da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento, da Fazenda, da Justiça, do Trabalho e Emprego, da Educação,
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, do Desenvolvimento
Agrário, das Comunicações e do Meio Ambiente.

10) FINANCIAMENTO À CULTURA DO TABACO


 Resolução do Banco Central do Brasil n.º 2.833 (25 de abril de
2001)
Determina que fica vedada a concessão de crédito público relacionado com a
produção de fumo, no âmbito do PRONAF*, em regime de parceria ou
integração com a indústria do tabaco. *PRONAF - Programa Nacional de
Fortalecimento da Agricultura Familiar, instituído pela Resolução do Banco
Central do Brasil n.º 2.191 (24 de agosto de 1995) destinado ao apoio
financeiro às atividades agropecuárias, mediante o emprego direto da força de
trabalho familiar.

11) TAXAÇÃO SOBRE OS PRODUTOS DE TABACO


 Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal n.º 60 (30
de maio de 1999)
Estabelece normas para os cigarros, ficando os mesmos sujeitos ao Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI), fixado em reais (R$) por vintena, de
acordo com as suas classes. Tal Instrução Normativa distribui as marcas em
quatro classes identificadas pelos números de I a IV, sendo as classes I e II
para marcas vendidas exclusivamente em maços e as classes III e IV para
marcas com apresentações tanto em maços, quanto em embalagens rígidas
(box)

 Decreto n.º 4.924 (19 de dezembro de 2003)


Eleva o valor do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre
os cigarros.

12) MEDIDAS PARA CONTER O MERCADO ILEGAL DE CIGARROS


 Decreto n.º 2.876 (14 de dezembro de 1998)
Determina que os cigarros, quando exportados para a América do Sul e
América Central, inclusive Caribe, ficam sujeitos à incidência do imposto de
exportação à alíquota de 150%. Posteriormente, houve ampliação de tal
alíquota também para matérias-primas utilizadas na fabricação de cigarros.

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 Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal n.º 95 (28
de novembro de 2001)
Estabelecem diversas normas para os selos de controle a que estão sujeitos os
cigarros. Determina que a exportação de cigarros deverá ser feita pelo
estabelecimento industrial diretamente para o importador no exterior e que os
selos de legitimidade duvidosa passarão por um exame mais rigoroso.

 Medida Provisória n.º 66 (29 de agosto de 2002)


Majora o valor das penalidades com relação aos selos que estiverem em
desconformidade com as normas estabelecidas pela Secretaria da Receita
Federal.

Qualquer pessoa pode aplicar rapé


Não é qualquer pessoa que pode aplicar (soprar) rapé.

Existe a diferença entre se auto aplicar e aplicar em outra pessoa. A aplicação é


voltada às pessoas que fazem estudo com o rapé e, neste caso, é fundamental
para que a pessoa possa identificar o próprio poder pessoal junto a esta
medicina.

Recomenda-se a auto aplicação para quem já passou por um ritual de cura com
rapé e possua consciência e conhecimento desta poderosa medicina. Para os
experientes, a autoaplicação é feita antes de aplicar em outras pessoas (como
forma de estar conectado e protegido).

Dentro das tradições indígenas, a pessoa que quer aplicar rapé precisa fazer
um estudo profundo, com aplicações fortes de rapé (para poder conhecer
profundamente a medicina), seguido de uma dieta especial, onde é retirado o
açúcar, as relações sexuais, carne de quaisquer espécies e sal.

Segundo as tradições, o açúcar gera uma falsa energia (como uma droga) e por
ser estimulante, deixa a pessoa menos sensível (portanto gera uma dificuldade
de conexão espiritual).

O período de estudo ou da “dieta do rapé” tem que ser no mínimo de 15 dias e,


podendo se estender a um mês ou mais. Reter a energia sexual ou a
alimentação durante o estudo é fundamental e, uma vez que isso seja
quebrado, o estudo precisa ser recomeçado do zero.

Durante o período de estudo a pessoa usa o rapé diariamente, orando e


pedindo a instrução e a benção do espírito desta medicina. O processo de
estudo é também uma cura. Para uma pessoa que vive de forma mundana,
esta dieta pode ser um real caos, gerando uma grande mudança em sua vida.

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Por isso, é importante que a pessoa esteja sob a orientação de uma pessoa
experiente.

É fundamental compreender que o motivo principal do estudo para aplicação de


rapé é por algo muito simples: quando a pessoa assopra o rapé em outra
pessoa há uma forte troca energética entre ambas (principalmente para quem
recebe).

A medicina do rapé e baseada na intenção. Segundo as tradições indígenas e


xamânicas, o rapé pode tanto curar como gerar doença e males espirituais,
tudo depende da intenção de quem o usa e/ou aplica.

Aplicar rapé é uma grande responsabilidade. Devemos conhecer e confiar


plenamente em quem irá nos aplicar, pois estamos dando nossa vida nas mãos
de outra pessoa. Quem aplica também recebe a energia da pessoa que recebe
e, neste caso, não tendo um prévio estudo com o rapé, poderá estar recebendo
energias densas que podem gerar inúmeros males e até doenças. Portanto, o
estudo (dieta) é fundamental para ancorar e compreender a poderosa energia
do rapé. Somente pessoas experientes (que possam orientar e ancorar) podem
passar este estudo a alguém.

A medicina do rapé e baseada na intenção. Segundo as tradições indígenas, o


rapé pode tanto curar como gerar doença e males espirituais, tudo depende da
intenção de quem o usa e/ou aplica. Aplicar rapé é uma grande
responsabilidade. Devemos conhecer e confiar plenamente em quem irá nos
aplicar, pois estamos dando nossa vida nas mãos de outra pessoa. Quem aplica
também recebe a energia da pessoa que recebe e, neste caso, não tendo um
prévio estudo com o rapé, poderá estar recebendo energias densas que podem
gerar inúmeros males e até doenças.

Qualquer pessoa pode receber rapé


Conforme a Anvisa, o produto não é recomendado em menor de 18 anos,
gestantes e lactantes, pessoas que sofrem com problemas cardiovasculares,
bem como pessoas que apresentam quadros psíquicos ou qualquer outro que
comprometa as funções neuropsíquicas.

Rapé vicia
A resposta é simples: o uso ritualístico (dentro do sagrado – espiritual) do rapé
não vicia. Porém, mesmo este rapé com cinza de plantas e tabaco pode viciar
àqueles quem fazem o mau uso (usam rapé sem um propósito espiritual) desta
medicina.

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Assim quando se usa o rapé deve-se ter em mente que o que entra em você,
são plantas da floresta e também espíritos de cura da floresta. Por isso é
sempre bom ter respeito pelo rapé, assim você também está respeitando todas
as energias da floresta.

Rapé não gera dependência, nem prejudica a saúde. A iniciação correta em seu
uso, feita por um experiente facilitador, possibilita que o praticante desfrute de
todos os benefícios propiciados por esta sagrada medicina.

Recomendações para quem faz o uso do Rapé

I - O rapé é uma medicina sagrada – um espírito poderoso da floresta e, deve


ser tratado como tal. É uma medicina muito forte que como já disse
anteriormente, pode trazer o bem ou o mau, tudo depende de como é utilizado.

II – Antes de aplicar rapé, o ideal é fazer uma oração antes para que a
medicina do rapé se conecte com a pessoa, para melhor eficiência medicinal.
Lembre-se o rapé é sagrado e deve ser tratado como tal.

III - Ao utilizar o rapé também se pode entoar cantos de cura e de pajelança,


pois o rapé nos põe em contato com os espíritos da floresta. A combinação das
plantas contidas no rapé irá determinar se o rapé tem poderes de curas, de
concentração, de caça ou de outras crenças. Assim o rapé pode além da cura
física, colocar nosso espírito nos encantos da floresta nos trazendo poder e
força.

IV - Rapé é coisa séria! O uso desta medicina deve sempre estar alinhado a um
propósito espiritual. É preciso estar concentrado, em oração, procurando a
firmeza, juntamente à entrega, para poder receber a cura ou a instrução
espiritual.

V – Depois que terminar a aplicação do rapé, agradeça a sagrada medicina, aos


animais de poder, a força da Floresta, aos Caboclos, Xamãs e Pajés.

VI - Não se toma rapé a toda hora. Para quem estuda o rapé, recomenda-se
usá-lo de manhã (antes do café da manhã), final de tarde (após trabalho) e a
noite, antes de dormir (para trazer bons sonhos e ter uma noite tranquila de

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sono). Em trabalhos cerimoniais, podem-se tomar vários sopros, de acordo com
a necessidade e o propósito.

VII - Não é recomendado tomar rapé sob o sol (principalmente nos horários
em que o sol está mais intenso). A força do rapé é acentuada nesta situação e,
além disto, é dito que é como desafiar o espírito do Sol.

VIII - Não é recomendável usar rapé com estomago cheio.

IX – Para tomar rapé tem quer ter concentração.

X – Ao tomar rapé são obrigatórias as duas narinas. Após a aplicação da


primeira narina, aguarde a aplicação na segunda narina, para só depois limpar
o nariz.

XI – O recomendando é sempre aplicar o rapé primeiro na narina esquerda, e


depois na direita.

XII – Deixar o máximo que puder o rapé nas narinas depois de aplicado. O
ideal e assoprar o nariz depois de 10 (dez) minutos, para o efeito do rapé fazer
sua medicina em você.

XIII – Quando você for aplicar o rapé o procedimento correto de


preenchimento do instrumento de aplicação com o rapé, quando o mesmo
estiver na mão colocar é preencher o tubo no sentido do coração (dedos para o
punho). Ao fazer este procedimento você fará a Conexão com o seu Eu
Sagrado.

XIV - Prevalecendo sempre pelo bom senso e rigor às leis, aos sistemas
ortodoxos de cura, não recomendamos sua utilização em substituição ao
método tradicional de Medicina.

XV - Ainda que seja um produto de origem natural, sabemos que podem existir
reações adversas em pessoas possuidoras de maior sensibilidade que a comum.

XVI - O rapé não se propõe a ser um medicamento e nem substituto dos


mesmos. A utilização de produtos naturais é de uso e responsabilidade
exclusiva de quem aprecia esta forma de auxílio à saúde humana.

XVII - Deve-se evitar usar e/ou aplicar rapé em público (que não conhece tal
prática). Segundo os Huni Kuin, a pessoa que está aplicando pode contrair
algum tipo de doença ou mal, devido à energia gerada por quem observa. Por
isso sempre que usado deve ser com respeito, pois é sagrado, e nem mesmo
utilizá-lo em qualquer lugar.

XVIII - Não se deve jamais misturar rapé com álcool.

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XVIII - É dito por ambas às etnias que aplicações muito fracas ou muito fortes
não são boas nem para quem aplica nem para quem recebe. Rapé é medicina
de cura; se tomar deve ser forte o suficiente para tal, mas não mais forte que o
necessário (por isso a importância do estudo e experiência com o rapé).

XIX - Não se recomenda emprestar instrumentos de aplicação (principalmente


o curipe – aplicação pessoal), a não ser para pessoas que trocam rapé com
você e que você confie plenamente.

XX - Os usuários devem ter absoluta segurança quanto a qualidade e


procedência das matérias primas que compõem o rapé. É importante
destacar que existem riscos de contaminação pela inalação de misturas feitas
sem critério e, principalmente, devido à falta de higiene.

XXI - Só tome rapé de quem você conhece e confie. Evite também receber ou
se autoaplicar rapé de procedência desconhecida.

Essas são apenas algumas recomendações importantes para quem


quer ter boas experiências com a medicina do rapé.
Desfrute com consciência e sempre lembrando que o rapé é uma
medicina (de cura) e, portanto, deve ser utilizada com respeito.

Tipos de Rapés
Rapé de Limpeza: os rapés de limpeza são geralmente os rapés utilizados
para limpar a via respiratória. E o primeiro a ser aplicado quando se utiliza
outros tipos de rapé, pois provocam a limpeza tanto quanto no campo físico e
mental.

Rapé de força: os rapés de força são geralmente os rapés utilizados para dar
a expansão da consciência, quando aplicados sentimos a essência agir no corpo
alterando nossa psique e também ocorrem mudanças no aspecto físico.

Rapé de cura: são os rapés utilizados com a finalidade de cura de uma


determinada doença ou mal estar.

Rapé de Relaxamento: os rapés de relaxamento são os que dão a sensação


de bem estar ao aplicar. Excelente para fazer antes de dormir, pois ajuda em er
uma boa noite de sono.

Geralmente um rapé tem vários tipos podendo ser limpeza/cura, limpeza/força,


limpeza/força/relaxamento, limpeza/relaxamento, força/cura, cura/relaxamento
ou simples ter um função.

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Classificações dos de Rapés
Rapé de LIMPEZA:
Alecrim, Angico, Bálsamo, Cânfora, imburana, Cardamomo, Cumaru, Eucalipto,
Flor de laranjeira, Hortelã, Mulungu e Sansara.

Rapé de Limpeza/CURA:
Andiroba, Apurinã, Bashawá, Caboclo, Canela de Velho, Catinga de Mulata,
Chichá, Copaíba, Eucalipto, Gengibre, Marcela, Menta, Mulateiro, Murici, Nukini
e Sete ervas.

Rapé de Limpeza/RELAXAMENTO:
Alcaçuz, Alfavaca, Alfazema, Anaujá, Anis Estrelado, Camomila, Canela, Capim
Cidreira, Cravo, Erva-Doce, Jasmim e Rosa.

Rapé de Limpeza/FORÇA:
Jagube, Jurema Branca,Jurema Preta, Kambô, Manxineru, Mom Wilka, Onça,
Paricá (claro, médio, escuro), Pimenta, Sálvia Branca e Yopo.

Rapé de Cura/FORÇA:
Ayahuasca, Canela de Ema, Catuaba, Jaborandi, Juá e Tsunu.

Variedades de Rapés

Rapé Alcaçuz: Atua nos chacras esplênico, cardíaco, laringe, transmutando as


energias pelo chacra cardíaco renovando as atitudes, florescendo a percepção.
No corpo astral repele as energias negativas de desespero, ciúmes, apegos,
mágoas, ódio, luxuria. Este rapé vai ajuda as pessoas na comunicação fluente,
acreditar em si próprio, ter mais fé, agilidade em suas determinações,
segurança, abrir as portas para prosperidade, união, alegria, brilho, riquezas,
elevação espiritual, igualdade, ter mais firmeza nos seus objetivos. Atua em
favor de derrame cerebral, asma, tendinite, afta, enfisema pulmonar,
histerismo, sífilis, inflamação interna nos rins, bexiga, úlcera nervosa, gastrite.

Rapé Alecrim: Atua nos chacras cardíaco, frontal transmutando as energias


negativas pelo chacra cardíaco. A energia desse rapé atua na ternura, paz
interior, força intelectual, coragem, clareza espiritual, alegria de viver. Este rapé
vai ajudar as pessoas manter a calma, abrir os caminhos para novos horizontes,

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para união conjugal, paz no lar, fertilidade, abrir caminhos para o
relacionamento afetivo e fraternal, para vidência espiritual e clareza
sentimental. Atua no nervosismo, insônia, depressão, fungos internos, úlcera
intestinal, catarro, acnes, bronquite, gota, pele fraca, otite, pedra na vesícula,
dores ciáticas, coluna. Este rapé vai rejuvenescer as células defensoras do
corpo, revitalização em geral o corpo, cicatrização de feridas e arranhados.

Rapé Alfavaca: Atua nos chacras cardíaco e coronário transmutando as


energias negativas pelo chacra cardíaco e atua no corpo astral e no mental
superior e inferior, harmonizando os corpos, búdico, astral, mental, intelectual,
moral, sutil e físico, aumentando a luz espiritual, percepção, intuição, clareza
mental, sabedoria e autoestima. Este rapé vai atuar restaurando a memória, as
células dos neurônios nervosos, desintoxicação, câimbra, e purificar as vias
respiratórias e vias urinárias, gota, vitiligo, mal de Parkinson, labirintite, câimbra
facial, bronquite alérgica, azia, acidez estomacal, inflamação interna, febre
noturna, colite, má digestão, enjôo, trombose, irritação nasal, otite, labirintite,
faringite, perda de memória, aumenta a umidificação térmica do corpo.

Rapé Alfazema: Atua nos chacras cardíaco, laríngeo, frontal e coronário


transmutando as energias negativas pelo chacra cardíaco florescendo a
intuição, percepção, harmonizando os corpos, elevação espiritual e autoestima.
No corpo astral superior eliminando pensamentos negativos, como de mágoas
ódio, insegurança, vingança. Este rapé vai ajudar as pessoas a tirar o véu da
ignorância, colocar firmeza em suas determinações, abrir as portas para saúde.
Atua contra febre noturna, inflamação interna do pulmão, fígado, rins,
pneumonia, coqueluche, faringite, labirintite, dores de ouvido, inflamação
intestinal, bactéria bucal, piorréia, perda de memória, insônia. Este rapé tem o
teor desintoxicante, sedativo, relaxante muscular, cicatrizante e calmante.

Rapé Anaujá: Atua nos chacras cardíaco, laríngeo e frontal transmutando as


energias negativas pelo chacra cardíaco harmonizando os corpos astral e
mental estimulando a justiça, amor, esperança, fé, ternura, alegria, esplendor e
sabedoria, determinação, gentileza, desapegos, prosperidade e autoestima. É
de feitio especial, feito com flores secas (lavanda, rosas, jasmim, entre outras)
e com o toque da fava de cumaru, com cheiro semelhante à baunilha. Suave,
leve e com um aroma delicioso e calmante. Ideal para quem trabalha com
Feminino Sagrado. Este rapé vai ajudar as pessoas a serem mais claras consigo
próprio e com os demais, a ser mais unidos com a família, ter mais
simplicidade, fé, saúde, abrir as portas para o trabalho, a ser mais
responsáveis, novas conquistas, para abrir mais a memória, ter mais clareza na
comunicação, no caminhar firme, alegria de viver. No aspecto medicinal atua
na impotência sexual, inapetência alimentar, infecção urinária, artrite
reumática, anemia, rinite, intoxicação sanguínea, aneurisma cerebral, gastrite,
abscessos, nervosismo, insônia, cansaço físico, normalização da temperatura do
corpo, renovar as células defensoras do corpo.

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Rapé Andiroba: Atua nos chacras umbilical e laríngeo transmutando as
energias negativas pelo chacra umbilical, aflorando a percepção, trazendo
clareza espiritual, renovando as atitudes, autoestima, saúde mental. Este rapé
ajudar na saúde, ânimo, verdade, justiça, clareza, mental, na comunicação
fluente, nas percepções do modo de agir, não tomar decisões precipitadas.
Atua no bronco pulmonar, bronquite asmática, coqueluche, azia, aderência
ocular, resfriado crônico, febre noturna, inflamação interna, má digestão,
pleura, anginomoto, diabete, sífilis, gota, sinusite, malária, colite, nefralgia,
arritmia cerebral, elimina secreção interna nasal que causa sinusite, aumentar
as células defensoras do corpo fortificando e tonificando o sangue, eliminar os
vírus das vias respiratórias, garganta, atua como eliminador de febre, elimina
dores ciáticas.

Rapé de Angico: Atua nos chacras umbilical, cardíaco, laríngeo transmutando


as energias negativas pelo chacra umbilical harmonizando o corpo astral e
mental na compreensão, libertação, sabedoria, desapego, união, fertilidade,
alegria de viver, prosperidade, sucesso, saúde moral, intelectual. Este rapé vai
ajudar as pessoas a se libertar da prisão astral, na saúde, na determinação, ser
mais pontual, na comunicação fluente, na observação de separar o bem do mal,
andar de cabeça erguida tendo brilho, beleza, prosperidade, desapegos, alegria
de viver, novos horizontes, aprendizado, abrir as portas do baú do
conhecimento e da libertação colocando luz interior para que possa repelir
energias negativas. No aspecto curativo para catalepsia, inflamação na bexiga,
otite, doenças respiratórias, resfriados, debilidade orgânica, limpeza dos
pulmões, varizes, hipertensão, impotência sexual, labirintite, memória fraca,
tendinite, inchaço no rosto, infecção na garganta e esôfago, gastrite, insônia,
anemia, intoxicação alimentar, vista pesada, febre interna, tuberculose,
desintoxicação do sangue, aumentando a umidade da pele, fortalece os
músculos e nervos, fortalece os neurônios cerebral.

Rapé Anis Estrelado: Atua nos chacras umbilical e coronário transmutando as


energias negativas pelo chacra umbilical florescendo a intuição, percepção,
saúde moral, alegria de viver. Este rapé vai ajudar as pessoas a terem mais
agilidade, melhorar a comunicação, elevação espiritual, trazendo novos
aprendizados pela intuição, abrindo a vidência da intuição. Atua contra
câimbras noturnas, tuberculose, tendinite, inflamação localizada, laringite,
faringite, pneumonia, má-digestão, tonteiras, vômitos, pressão alta, insônia,
gosto amargo na boca, azia, desintoxicar os intestinos, vai atuar na imunidade,
é um rapé com alto teor calmante e sedativo.

Rapé Apurimã: Atua nos chacras umbilical e cardíaco transmutando as


energias negativas pelo chacra umbilical renovando as atitudes, aflorando a
intuição, percepção, sabedoria, autoestima, prosperidade, riqueza espiritual e
material. Este rapé vai ajudar as pessoas que quer parar de fumar. Rapé com
um agradável aroma de mato, não e percebe a presença do tabaco, muito leve
e concede um grande bem estar físico, uma “leveza”. No aspecto medicinal

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atua contra histerismo, afta, cranco duro, gonorreia, sinusite, artrite reumática,
lepra, câimbra estomacal, azia, tremores noturnos, má digestão, circulação,
úlcera nervosa, hepatite, acnes, febre noturna, colite, hemorragia nasal. Este
rapé tem o teor de fortalecer o músculo, sangue, nervos, calcifica os ossos,
combate o vício da bebida e do fumo.

Rapé Araoeira: Atua nos chacras esplênico e cardíaco transmutando as


energias negativas pelo chacra esplênico harmonizando os corpos, astral,
mental e físico, na compreensão, determinação, fé, saúde mental, moral,
cordialidade, na consciência humana na observação dos porquês dos
acontecimentos, vai abrir as portas para novos horizontes, sucessos, riquezas,
determinação, autoestima, observar as palavras antes de ser proferido, seguir a
voz da intuição, com fé, garra, prudência, sucesso. E uma árvore originaria do
Peru. As propriedades da aroeira incluem sua ação adstringente, balsâmica,
diurética, anti-inflamatória, antifúngica, expectorante, antibactericida, tônico e
cicatrizante ginecológico. Atua na sinusite, diabete, intoxicação sanguínea,
mancha da pele, gonorréia, febre, colite, artrite reumática, pleurisia,
sonambulismo, histerismo, Ajinomoto, trombose, hérnia de disco, perda de
memória. Este rapé elimina vírus que causa intoxicação sanguínea, má
digestão, pleurizia, olheira, frieira, úlcera hepática, tem teor de desintoxicar os
intestinos.

Rapé Ayahuasca: Atua nos chakras esplênico, umbilical, cardíaco, coronário


transmuta as energias negativas pelo chakra esplênico realinhando os demais
chakras. Harmonizam os corpos, búdico, astral, mental, intelectual, moral, sutil,
físico favorecendo a saúde mental, autoestima, libertação, pureza, verdade.
Destroem energias negativas lançadas por pensamentos de mágoa, ódio,
vingança, imprudência, tristeza, desamor, inveja. Este rapé vai ajudar as
pessoas na saúde, determinação, na comunicação fluente, ter mais segurança,
confiança no seu eu interior, intuição para mudanças de atitudes moral e
espiritual. Este atua contra tuberculose, febre tifoide, otite, uretrite, sinusite,
tuberculose, perda de memória, estomatite, uretrite, infecção urinária, má
circulação, câimbras noturnas, frouxidão, varíola, vitiligo, amenorreia,
hemorragia interna, epilepsia, inflamação na uretra, azia, escoamento físico e
mental, dores ciáticas, bactéria bucal, inflamações, dermatose, oxigena as vias
respiratórias, purifica os glóbulos vermelhos e brancos, elimina dores ciáticas.
Fortalece os músculos, nervos, elimina insônia, secreções nasais internas,
sinusite, fortalece a mucosa da flora intestinal, regulariza a pigmentação das
glândulas salivares, elimina vírus de germes bactérias intestinal, bactérias que
causa obesidade, tem teor sedativo. No astral ele desacopla todos os corpos
faz assepsia e acopla novamente.

Rapé Bálsamo: Atua nos chacras umbilical e laríngeo transmutando as


energias negativas pelo chacra umbilical atua na compreensão, ternura,
determinação, ajudando as pessoas a ser mais humilde, atua na simplicidade,
desapego, ouvir a voz da intuição, autoestima, união, fraternal e conjugal,
confiança no seu potencial, liderança, perdoar a si próprio, na justiça e

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igualdade. E uma planta da família das Ciassulacear, também popularmente
conhecido como pau-de-bálsamo. E uma rapé digestivo, cicatrizante,
adstringente e de limpeza. Atua no aspecto medicinal ncontra artrite reumática,
intoxicação sanguínea, perda de memória, paladar, tuberculose, bronquite
asmática, acidez estomacal, febrite, dores ciáticas, resfriado crônico,
coqueluche, acidez estomacal. Este rapé fortalece os músculos, nervos, o
cérebro e tonifica o sangue.

Rapé de Bashawa: Atua nos chacras cardíaco e coronário transmutando as


energias negativas pelo chacra cardíaco e liberando em positivas em ambos os
chacras em forma de funil realinhando os demais chacras, aflora a percepção
com os seres superiores de luz, aumentando intuição, conexão mental, clareza
de pensamentos, luminosidade espiritual trazendo saúde mental. Este rapé vai
ajudar as pessoas terem mais confiança em si próprio, ajudar a liberar a luz
interior, abrindo as portas para novas oportunidades do bem viver, com
humildade, alegria, sabedoria, firmeza. No aspecto medicinal atua para
tratamento de gripes, resfriados e bronquite, circulação sanguínea, gastrite,
úlcera duodenal, desintoxicar o sangue, purificar as vias respiratórias, má-
digestão, febre interna, dores musculares.

Rapé Caboclo: Atua nos chacras cardíaco, frontal e coronário transmutando


as energias negativas pelo chacra cardíaco estimula a percepção, intuição,
sabedoria, aumentando a sensibilidade espiritual. Feita com Pau de ferro, de
origem brasileira é uma planta medicinal também chamada de Jucá. Este rapé
melhora nas pessoas seus semblantes tristes aumentando alegria, autoestima,
carisma, a ser mais família, ajuda na união conjugal, determinação, policiar a si
próprio, ajuda na elevação espiritual, abrir os olhos para percepção e intuição.
Atua contra asma, bronquite, gripe, tuberculose problemas nas amídalas, cólica
intestinal, tosse, úlceras gástricas, hemorróidas, febre, afecções nos pulmões,
fraqueza em geral, artrite reumática, labirintite, câimbra facial, bronquite
alérgica, inflamação interna, febre noturna, colite, má digestão, enjôo,
inflamação das vias urinárias, irritação nasal, otite, labirintite, faringite, perda
de memória, aumentar a umidificação térmica do corpo.

Rapé Cardamomo: Atua nos chacras básico, umbilical e transmutando as


energias negativas pelo chacra básico realinhando os demais chakras
harmonizando-os na ternura, esperança, paz, felicidade, riquezas, brilho,
beleza, desapegos, intuição, percepção, sabedoria, autoestima, determinação,
saúde moral. Este rapé vai ajudar as pessoas a ter mais saúde, a se purificar
mentalmente e espiritualmente, atuando na prosperidade e o amor. Abre as
portas para novos horizontes, novos aprendizados, renovação intima,
realizações dos sonhos, firmeza, sabedoria, alegria de viver, serenidade,
fluência na vida. O cardamomo possui propriedades antissépticas, analgésicas,
anti-inflamatória, diuréticas, digestivas, expectorantes, laxantes e sedativas.
Este rapé é energético, revitalizante e ativa o centro sexual. – uma boa opção
para auxiliar no tratamento de gripes, auxiliar na excreção do muco das vias

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aéreas, bronquite, asma, artrite, distúrbios intestinais e digestivos, cólicas,
inchaços, reumatismos, cólicas, gases, enjoos, indigestão, problemas de
garganta e peito. Devido à sua ação levemente aquecedora e antisséptica este
rapé tem fama de ser um tônico masculino, afrodisíaco atuando na infertilidade,
impotência sexual. O principal uso terapêutico do cardamomo consiste em
aliviar o desconforto no tubo digestivo alto, aliviando cólicas e gases e ajudando
a mitigar enjoos e indigestão.

Rapé Camomila: Atua nos chacras umbilical, cardíaco e frontal transmutando


as energias negativas pelo chacra umbilical e realinhando os demais chakras,
aflorando a intuição, percepção na saúde mental, clareza espiritual, sutileza,
sabedoria, autoestima, vivacidade, alegria, determinação. Este rapé vai ajudar
as pessoas a serem mais sinceras com seus objetivos, a serem mais
responsáveis com seus afazeres, serem mais calmos, humildes, curar tiques
nervosos, elevações espirituais, mente firme nas percepções, firmeza para
caminhar forte nas determinações, mais agilidade, sair do meio termo,
ajudando a libertar dos pensamentos negativos, tirar os medos da comunicação
em público, comunicar fluentemente, e observar a si. Atua contra insônia,
hemorragia interna nasal, inflamação dos ouvidos, colite, má-digestão,
histerismo, resfriado crônico, gota, dores lombares, verminose, inflamação na
faringite, febre interna, inchaço na área abdominal, inflamação intestinal,
cicatrizador de feridas internas, desintoxica as vias respiratórias, sanguíneas,
tem grande teor de relaxamento muscular, purifica área cardiovascular, purifica
a árvore brônquea.

Rapé de Canela: Atua nos chacras umbilical e coronário transmutando as


energias negativas pelo chacra umbilical ajuda na sabedoria, prosperidade,
autoestima, clareza espiritual, determinação, amor. Este rapé vai ajudar as
pessoas a ter mais confiança em si próprio, acreditar que existe um ser de luz
regendo a vida, abrir as portas para novas percepções para separar o bem do
mal, seguir com passos firmes em busca de seus objetivos, abre as portas para
o amor, união fraternal, viver em plena alegria com confiança, triunfo. Atua
contra sinusite, nervosismo, febre noturna, inflamações internas, câimbras
estomacal, nódulos no esôfago, mau hálito, herpes bucal, perda de memória,
bronquite alérgica, tosse, resfriado crônico, tuberculose, tendinite, elimina
secreções das vias respiratórias, regulariza a pigmentação das glândulas
salivares.

Rapé Canela de Ema: Atua nos chacras umbilical, cardíaco, laríngeo


transmutando as energias negativas pelo chacra umbilical harmonizando e
florescendo a percepção, intuição, saúde mental. Este rapé vai ajudar na
clareza nas percepções, a não tomar decisões precipitadas, olhar para o
espelho da vida, não prejudicar a si e a terceiros com pensamentos oscilantes,
ajuda pessoas a serem mais pacíficas, se policiarem, ter maior agilidade,
sabedoria, ousadia, inteligência, renovação íntima na criatividade, ser
intelectual, realizar os objetivos, humildade. Atua no aspecto medicinal em
cólica menstrual, desmaios, inflamação nas vias urinárias, afta, sonambulismo,

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esquecimento, má digestão, estomatite, enfraquecimento no útero, palidez,
perda de memória, cansaço mental, perda do apetite, enjoo, exaurimento,
colite, refluxo, tendinite, angina, pleura, arroto, azia, dores estomacal,
desânimo, vômito, insônia, irritabilidade. Este rapé vai renovar as células
defensoras do corpo.

Rapé Canela de velho: Atua nos chacras frontal e coronário, transmutando


as energias negativas pelo chacra frontal florescendo intuição, percepção,
restaurando saúde mental, união, prosperidade, brilho, beleza, clareza
espiritual, discernimento e elevação. Ajudando as pessoas a caminhar firme em
busca dos seus ideais, a serem mais persistente, na comunicação fluente, fé,
prosperidade, saúde, autoestima, libertando da criança interior, abrindo as
portas para novos horizontes, aumentando a luz interna para que possa
transmutar as energias negativas em positiva, aumenta a vidência da intuição,
a clariudiência da percepção e clarividência da intuição, na percepção para
separar o bem do mal, não ofender terceiros com palavras ofensivas. Trazendo
sucesso, vivacidade, sabedoria. No aspecto medicinal atua na inflamação
interna, úlcera nervosa, câimbras estomacal, hemorragia interna, derrame
cerebral, resfriado, catarro, tuberculose, histerismo, asma, azia, febre noturna.

Rapé Caneleiro: Atua nos chacras frontal e coronário, transmutando as


energias negativas pelo chacra frontal florescendo intuição, percepção, união,
prosperidade, brilho, beleza, clareza espiritual, discernimento e elevação.
Ajudando as pessoas a caminhar firme em busca dos seus ideais, a serem mais
persistente, na comunicação fluente, fé, prosperidade, saúde, autoestima,
sucesso, vivacidade, sabedoria. O caneleiro é a árvore símbolo de Teresina e
recebeu este ilustre título por ter sido muito usado para arborização urbana da
capital. Trata-se de uma árvore de admirável beleza e é regida pelo Sol. De
acordo com os princípios da herbologia mística o caneleiro propicia bons
resultados se for usado para magias de brilho pessoal, força, vigor e expulsão
de seres trevosos. Também beneficia as atividades intelectuais. É popularmente
utilizado como tratamento antidiarréico, adstringente, anti-inflamatórias,
analgésicas, antimicrobiana e antiulcerogênica. No aspecto medicinal atua na
inflamação interna, úlcera nervosa, câimbras estomacal, hemorragia interna,
derrame cerebral, resfriado, catarro, tuberculose, histerismo, asma, azia, febre
noturna.

Rapé de Cânfora: Atua nos chacras cardíaco e coronário transmutando as


energias negativas pelo chacra cardíaco e realinhando os demais chakras em
pleno equilíbrio, trazendo pureza espiritual, elevação mental, florescendo a
intuição, percepção, sabedoria, autoestima. Este rapé vai ajudar essas pessoas
nas determinações e realizações dos sonhos, abrindo as portas para o amor,
prosperidade, novos amigos, percepções, intuições. Atuando na memória fraca,

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dispepsia, abstinência sexual, rinite, piorréia, desmaios, retirando vírus e
bactérias das vias respiratórias, purificando as vias respiratórias, oxigenando o
sangue, purificando o cérebro.

Rapé Capim Cidreira: Atua nos chacras umbilical, cardíaco e frontal


transmutando as energias negativas pelo chacra umbilical e harmonizando os
corpos, astral e mental, trazendo clareza espiritual, aflorando a percepção,
sabedoria, saúde mental, prosperidade, discernimento, autoestima, vivacidade,
beleza, simplicidade, humildade, alegria, prosperidade, elevações espirituais.
Atua contra a artrite reumática, inflamação nas vias respiratórias, sinusite,
insônia, resfriado crônico, sonambulismo, histerismo, má digestão, hemorragia
interna, inflamação no esôfago, labirintite, faringite, bronquite alérgica,
câimbras, desmaio, enxaqueca, inchaço noturno. Este rapé elimina secreção
interna nasal, cólicas abdominais, escarlatina, desintoxica o sangue, purifica do
sangue, relaxamento muscular, calmante e sedativo.

Rapé Catinga de Mulata: Atua nos chacras umbilical, laríngeo e cardíaco


transmutando as energias negativas pelo chacra umbilical harmonizando os
corpos, astral e mental na intuição, percepções, sabedoria, prudência,
criatividade, sabedoria, prosperidade, proteção, aumenta a autoestima,
intuição, percepção. Esse rapé vai ajudar na saúde, na determinação, policiar a
si próprio, na comunicação fluente, na elevação espiritual, ajuda a observar
pensamentos e palavras antes das decisões. No aspecto medicinal atua contra
asma, azia, enjôo, dores na coluna, inchaço nas têmporas, conjuntivite, atua na
fertilidade, perda de memória, enxaqueca, cisto no pulmão, intoxicação
sanguínea, purifica área respiratória, eliminar catarro, fortalecer os neurônios
cerebrais, regularizar a pigmentação da bílis, desinflamar o aparelho duodenal e
esôfago, fortalecendo as cordas vocais, retira bactérias que causam rouquidão
e perda de voz, fortalecendo as células do corpo, fortalece a mucosa intestinal
e é antifebril.

Rapé Catuaba: Atua nos chacras básico, umbilical e cardíaco transmutando as


energias negativas pelo chacra umbilical. Este rapé aumenta a intuição, saúde
mental, sabedoria, prosperidade, vigor, fertilidade, sabedoria, intuição, visão,
desapegos, autoestima. No corpo astral inferior fazendo assepsia, rastreamento
e limpeza da kundalina. Este rapé atua em pessoas que se sentem
desprezadas. Este rapé vai moldar pensamentos de desunião e transformando
em confiança e equilíbrio. Ajudando as pessoas ter mais vigor, é um rapé
energético, revitalizante, ajuda no discernimento, ser ágil, alegre, abre as
portas para o amor, união conjugal e fraternal, realizações dos sonhos, brilho
interior elevação espiritual e moral. Atua contra anemia, fraqueza dores
nefrálgicas, labirintite, reumatismo, inchaço, abstinência, sexual, frigidez,
inflamação interna, febre noturna, má circulação, má digestão, azia, intoxicação
intestinal, congestão, inchaço das juntas das mãos, desmaio, inflamação das
vias urinárias, ejaculação precoce, vaginismo, corrimento vaginal, intoxicação
sanguínea, cisto no pulmão.

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Rapé Chacrona: Atua nos chacras cardíaco, plexo solar, coronário e frontal
transmutando as energias negativas pelo chacra cardíaco, realinha os demais
chacras. Harmonizam os corpos, búdico, astral, mental, intelectual, moral, sutil,
físico na alegria, determinação, sabedoria, saúde, firmeza. Elimina energias
negativas na saúde física, mental, moral, intelectual. Este rapé vai ajudar as
pessoas na saúde, determinação, na comunicação fluente, ter mais segurança,
confiança no seu eu interior e no potencial, aumentando a luz interior, dá mais
crédito na intuição, ter mais reservas de energia para que possa criar escudo de
luz repelente de energias negativas por meio das percepções, abre as portas
para o amor, união, determinação, alegria, fé, compreensão, andar de cabeça
erguida, sucesso, realizações dos sonhos, cumprimento do dever, na
prosperidade e compaixão. Este rapé influi muito no amor conjugal e fraternal.
Atua contra tuberculose, elefantíase, hepatite, edema pulmonar, artrite
reumática, úlcera, azia, asma, histerismo, derrame cerebral, intoxicação
sanguínea, má digestão, congestão, ferida interna, infecção nas vias urinarias,
hemorróida, infecção reumática com inchaço no tórax, faringite, bactéria bucal,
escorbuto, dermatose, oxigena as vias respiratórias, purifica os glóbulos
vermelhos e brancos, elimina dores ciáticas. Fortalece os músculos, nervos,
elimina insônia, secreções nasais internas, sinusite.

Rapé Chichá: Atua nos chacras umbilical, cardíaco, laríngeo e coronário, eleva
as energias para o centro coronário transmutando as energias negativas pelo
chacra umbilical trazendo disposição e concentração. Florescendo a intuição,
percepção, vitalidade, fortalecer os músculos e nervos, ajuda na liberação de
energias positivas e é um transformador constante das energias positivas,
abrindo caminho para o sucesso, liberando as pessoas da timidez, medos,
insegurança, fortalece os neurônios cerebrais. O rapé de Chichá que é uma
árvore comum à região amazônica e ao pantanal mato-grossense, suas
sementes são ricas em óleo e proteínas, sendo consideradas medicinais por
muitas tradições. Atua contra arritmia, derrame cerebral, labirintite, peso nas
costas, hemorragia, amenorréia, gastrite, azia, infecção duodenal, infecção na
garganta, febre interna, elefantíase, fungos intestinais, pleurisia, perda de
sabor, frieira, pressão alta e baixa, inflamação na tireóide, perda de memória,
perda de cálcio. Este rapé ajuda na renovação das células, purifica o sangue,
vitaliza as membranas que ficam localizadas do nariz até a garganta, fortalecer
os ossos, fadiga, câimbras musculares, má-circulação, e desintoxicação geral. A
casca do chichá tem a presença de esteroides e triterpenos com potencial
antioxidante, ou seja, combatem os radicais livres do envelhecimento.

Rapé Copaiba: Atua nos chacras umbilical e frontal transmutando as energias


negativas pelo chacra umbilical, acoplando os corpos, astral, mental e físico
atuando na saúde mental, sabedoria, intuição, harmonia, clareza espiritual,
beleza, prosperidade, burilamento da alma. Este rapé vai ajudar as pessoas a
serem mais pacientes, prudentes em seus atos, ter mais discernimento, separar
o bem do mal, observar suas atitudes, ser menos agressivo consigo próprio e
com os demais, ter mais sabedoria, ter mais fé, crer no seu potencial, abrir as

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portas para o amor e alegria. Atua na sinusite, resfriado crônico, inflamação,
febrite, artrite reumática, gota, aneurisma cerebral, asma, gastrite, úlcera
nervosa, pleura, angina, malária, chagas bucal, hérnia, histerismo, câimbras
noturnas, tendinite, abstinência alimentar, inflamação ocular, tuberculose,
cólicas renais, inflamações das amígdalas, secreção nasal interna, elimina
resfriado crônico.

Rapé Cravo: Atua nos chacras cardíaco e laríngeo, transmutando as energias


negativas pelo chacra cardíaco florescendo a percepção, intuição, amor,
determinação, elevação, triunfo, fertilidade, clareza espiritual eliminando
energias negativas do desânimo, desespero, injustiça, ódio, mágoas, vinganças,
ajuda as pessoas no discernimento, abre as portas para união conjugal,
familiar, felicidade, prosperidade, aumentando o brilho, a intuição, realizações
dos sonhos, firmeza, paz interior, policiar-se nas atitudes, desvencilhar das
amarras do passado, alcançar os objetivos com sucesso, triunfo, renovação
íntima, integração com o seu eu interior, felicidade plena, prosperidade. No
aspecto medicinal ajuda no glaucoma, intoxicação sanguínea, pleurizia, sede
noturna, afta, tremores noturnos, câimbras, amenorréia, bronco pulmonar,
pneumonia, inflamações na bexiga, açúcar nos rins, tendinite, otite, nefralgia,
anemia, perda de memória, febres noturnas e purificador do sangue, fortalece
as membranas e as células defensoras do corpo e dos vasos sanguíneos,
purifica o sangue, os glóbulos vermelhos e brancos, regulariza a pigmentação
das glândulas salivares, elimina bactéria bucal.

Rape Cumaru: Atua nos chacras cardíaco e coronário, transmutando as


energias negativas pelo chacra cardíaco acalmando o pensar e abrindo as
percepções extra físicas. Cumaru é uma planta medicinal, nativa da Amazônia
brasileira e com um cheiro bastante agradável, as suas sementes, folhas, frutos
e a casca também possuem um ótimo cheiro. O perfume da fava do cumaru é
tão forte que é usado para perfumar cigarros, rapé, chocolates e bebidas,
sendo um sucedâneo da baunilha e tendo grande emprego na indústria. Quanto
à parte medicinal é emenagoga, diaforética, antispasmódica. Isso é devido à
existência da “cumarina”, substância branca, cristalizável em prismas
acinaciformes, de sabor acre no começo e depois agradável, solúvel em água
fervente. O extrato é um moderador e retardador da respiração e dos
movimentos cardíacos, ao mesmo tempo em que é um anestésico. O extrato
tem capacidade sobre o sistema nervoso cérebro-espinal, onde a anestesia e os
fenômenos sensitivos motores e atua sobre os centros nervosos intracardíacos.
Um rapé considerado calmante que abre as percepções florescendo a intuição,
sabedoria, harmonizando os corpos, astral, mental, intelectual e físico
equilibrando a saúde mental, trazendo clareza espiritual, brilho, beleza, pureza,
sabedoria, autoestima, determinação. O Cumaru é utilizado por diversas tribos
do Acre. Um rapé recomendável para usar antes de dormir. Atua com úlceras e
feridas da boca, cólicas, aftas, cólicas menstruais, tosse, gripe, coqueluche
bronquite, dores reumáticas, sinusite, cicatrização de feridas, descongestionar

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as vias nasais, problemas respiratórios, contra as afecções pulmonares. Tem
eficácia sobre o sistema nervoso cérebro.

Rapé Erva Doce: Atua nos chacras cardíaco, frontal e coronário,


transmutando as energias negativas pelo chacra cardíaco ligado ao corpo astral
e mental superior realinhando os demais chacras na elevação espiritual, na
sabedoria, serenidade, firmeza e alegria. Este rapé vai ajudar as pessoas a
terem equilíbrio emocional, abre o véu da visão, andar de cabeça erguida com
fé e perdoar, ser mais humilde, ajuda na comunicação fluente, crer que existe
um ser iluminado que rege a vida. No aspecto medicinal ajuda no nervosismo,
histerismo, aceleração cardíaca, câimbra noturna, artrite reumática, tendinite,
faringite, inflamação no esôfago, colite, azia, asma, tremores internos, fraqueza
em geral, infecção nas vias respiratórias, cólica abdominal bruxismo, gota,
perda de memória, mal de Parkinson, insônia, enjôo, vertigem, lacrimejação,
resfriado crônico, angina, chiado peitoral.

Rapé Eucalipto: Atua nos chacras cardíaco e coronário transmutando as


energias negativas pelo chacra cardíaco harmoniza os corpos, búdico, astral,
mental, intelectual, moral, sutil e físico ligando com os seres superiores de luz,
atua na saúde mental, sabedoria, autoestima, clareza, determinações. Este rapé
ajuda as pessoas a terem mais discernimento na intuição, percepção, abre os
caminhos para o bem viver, abre as portas para o amor, união, paz interna,
simplicidade, glorificação, saúde, equilíbrio emocional e na comunicação
fluente. Atua contra a bronquite alérgica, azia, coqueluche, tosse, rinite,
tuberculose, inflamações internas, amigdalite, faringite, otite, azia, bronquite
asmática, pneumonia, cirrose, fertilidade pancreatite, câimbra estomacal. Este
rapé tem teor oxidante e relaxante muscular.

Rapé Flor de Laranjeira: Atua no chacra cardíaco, transmutando as energias


negativas no chacra cardíaco trazendo clareza espiritual, autoestima,
purificação, sutileza e harmonia. Atua na limpeza da alma trazendo serenidade,
sabedoria, beleza ajudando as pessoas no discernimento, intuição, ser mais
prudente, ajuda nas determinações e a não ferir terceiros com qualquer
palavra, abre as portas para amor, união conjugal e fraternal, trazendo paz
interior, determinações, ser mais pacífico. Atua na sudorese, tremores
noturnos, pressão alta e baixa, infecterícia, afta, glaucoma, abstinência sexual,
azia, cirrose estomacal, hemorragia interna, febrite, cólicas abdominais,
intoxicação sanguínea, artrite, artrose, purifica as vias respiratórias, purifica o
sangue, fortifica o plasma da hemoglobina sanguínea, fortalece a mucosa
intestinal e regularizar a pigmentação da bílis.

Rapé Gengibre: Atua no chacra umbilical e cardíaco transmutando as


energias negativas pelo chacra umbilical trazendo clareza na percepção,
sabedoria, prosperidade, beleza, brilho espiritual, saúde mental. Este rapé
ajuda desvencilhar do passado e ter mais discernimento, determinação,
agilidade, brilho, ser mais carismático, harmonioso com a família e com os

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amigos, livrando da timidez, ajuda a observar a si próprio e o seu eu interior
dando ânimo e sabedoria, crer mais no seu potencial. A planta assume
múltiplos benefícios terapêuticos: tem ação bactericida, é desintoxicante e
ainda melhora o desempenho do sistema digestivo, respiratório e circulatório. O
gengibre também é um reconhecido alimento termogênico, que pode ser capaz
de acelerar o metabolismo e favorecer a queima de gordura corporal. As
propriedades terapêuticas do gengibre se devem à ação conjunta de várias
substâncias, principalmente encontradas no óleo essencial do gengibre, rico nos
componentes medicinais cafeno, felandreno, zingibereno e zingerona. O
gengibre é referência quando se fala em problemas estomacais, pois combate
enjoo, gases, indigestão, náuseas causadas pelo tratamento do câncer e perda
de apetite. Também auxilia na digestão de alimentos gordurosos e protege o
fígado. E laxante antigases e antiácidos. Atua na febrite, artrite reumática,
inflamação interna, infecção abdominal, azia, inchaço, câimbras noturnas, má
circulação, resfriado crônico, renite, sinusite, Fadiga sexual, problemas
digestivos, vômitos, náuseas, refluxo, aneurisma cerebral. Este rapé elimina
catarro das vias respiratórias.

Rapé Hortelã: Atua nos chacras umbilical e cardíaco, transmutando as


energias negativas pelo chacra umbilical atuando na simplicidade, na saúde
mental, na intuição, sabedoria, autoestima, passividade, prudência, ânimo,
determinação, fé, perdão, amor, prosperidade e desapego. Este rapé vai ajudar
as pessoas nas realizações dos sonhos, relacionamento conjugal, aconchego,
prosperidade, união, brilho interior, saúde, elevação espiritual, determinações,
comunicação fluente, beleza, brilho, simplicidade, confiança, andar de cabeça
erguida, acreditar no potencial, disciplina nas ações para novas oportunidades e
vivacidade, abre as portas para o amor, fertilidade, riqueza, perdão. Na
medicina atua contra artrite reumática, tuberculose, derrame cerebral, fístula,
escarlatina, hidropisia, inflamações nas articulações, intoxicação intestinal,
mancha na pele, inchaço localizado, insônia, abstinência sexual, inflamações
internas, hemorróida, pulmão, resfriado crônico, tuberculose, sinusite,
rouquidão, tosse, tremores noturnos, dores ciáticas, úlcera, azia, cistose no
estômago, câimbra estomacal, perda de paladar, afta, tem teor oxidante,
relaxante muscular, elimina dores localizada, má digestão e enjôo.

Rapé Imburana: Atua nos chacras esplênico e cardíaco transmuta as energias


negativas pelo chacra esplênico influenciando na sutileza, simplicidade,
realização, sublimação, justiça, autoestima, intuição, percepção, firmeza. A
parte mais usada para fins medicinais são as cascas e sementes, tem uma
proteína que ajuda a diminuir coagulação sanguínea. A tintura das cascas da
imburana tem ação anti-inflamatória e anti-coagulante, analgésica,
antitrombótica, antiespasmódica e broncodilatadora. Suas propriedades são
aromáticas, anticoagulante, broncodilatadora e cardiotônico, diaforético,
estimulante, estomáquico, febrífugo, narcótico, muito usada pela população
cabocla em problemas em vias respiratórias e pulmonares. Imburana é uma
planta de grande porte e bem aromática semelhante ao cumaru, que se dá

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mais em áreas tropicais do Brasil e partes Amazônicas. Seu aspecto medicinais
atua contra dor no estômago, úlcera, colinas intestinais ou uterinas, ânsia de
vômito, asma, garganta, bronquite, gripe, inflamação, reumatismo, febre,
hemorragias, inflamação, resfriado, tosse, afecções pulmonares, astenia,
tratamento das vias respiratórias, resfriado, tosse.

Rapé Jaborandi: Atua nos chacras básico, umbilical, laríngeo e frontal


cardíaco transmuta as energias negativas pelo chacra básico renovando as
atitudes, florescendo a percepção, prosperidade, sabedoria, autoestima. Sua
finalidade espiritual e de cura através da abertura do terceiro olho e da
percepção de dimensões espirituais. Este rapé ajuda as pessoas a terem
discernimento, observar a si próprio, ser mais humilde, carismático, ajuda na
saúde, na renovação íntima, firmeza, libertar das desuniões, corrigir a si próprio
antes de tomar decisão precipitada. Jaborandi servem como um excelente
medicamento da natureza para diversos problemas de saúde. O princípio ativo
da planta para essa finalidade e os sais de pilocarpina age dilatando ou
retraindo a pressão sobre a pupila. As propriedades medicinais do jaborandi
agem na dilatando os alvéolos pulmonares fazendo com que o fluxo de
oxigenação, a planta também trata com eficiência doenças do corpo todo, por
exemplo: na inflamação interna, bronquite, asma, pneumonia, má circulação,
herpes, hérnia, bronquite alérgica, cólera intestinal, diabete, raquitismo,
hemorragia estomacal, pneumonia, má digestão, derrame cerebral, oxigenação
das vias respiratórias, fortalece os músculos e nervos, elimina as dores ciáticas
dos nervos centrais.

Rapé Jagube: Atua nos chacras esplênico, básico, umbilical, cardíaco e


coronário, ativa o fogo serpentino, transmutando as energias negativas pelo
chacra esplênico harmonizando os corpos, búdico, astral, mental, intelectual,
moral, sutil, físico florescendo a intuição, percepção, elevação espiritual, saúde
mental, autoestima, libertação, pureza, verdade, mudanças de atitudes moral e
espiritual. Este rapé vai ajudar a ter mais vidência na intuição, percepção,
clareza espiritual, abrir as portas para novos horizontes, para o conhecimento
interior, na vivacidade, ter mais compreensão, persistência, libertar dos vírus do
desânimo, despertar o lado espiritual, ter reconhecimento das ações, fé,
confiança no seu potencial, justiça, autoestima. Atua contra derrame cerebral,
anemia, febre, otite, uretrite, sinusite, mal de Parkinson, artrite reumática,
tuberculose óssea, tubérculo, arritmia cerebral, perda de memória, perda de
paladar, cegueira parcial, flacidez da pele, estomatite, uretrite, infecção
urinária, má circulação, câimbras noturnas, frouxidão, inflamação na uretra,
azia, esgotamento físico e mental, dores ciáticas, bactéria bucal, inflamações
dentro dos tendões e nervos, regulariza a pigmentação das glândulas salivares,
tem teor sedativo. No astral ele desacopla todos os corpos faz assepsia e acopla
novamente.

Rapé Jasmim: Atua nos chacras cardíaco, frontal, coronário transmutando as


energias negativas pelo chacra cardíaco florescendo a clareza espiritual,

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harmonia dos corpos mental, intelectual, moral, sutil e físico, Este rapé ajuda as
pessoas a serem mais ágeis, acreditar que existe um ser superior de luz
regendo a vida e que não estão só, observar que tem amigos oferecendo ajuda,
ter mais fé em sua caminhada, abre as portas para o sucesso, prosperidade,
união, saúde, beleza, a serem mais humildes e ter vigor, ajuda na renovação
íntima. Atua na má-digestão, pleura, taquicardia, raquitismo, faringite, desmaio,
afta, mancha na pele, câimbras intoxicação sanguínea, diabete, inflamação
interna, azia, elimina o cansaço físico e revigorando das energias.

Rapé Poejo: Atua nos chacras umbilical, cardíaco, laríngeo transmutando as


energias negativas pelo chacra umbilical ativando a esperança, saúde mental,
astral, intelectual, moral, percepções, intuições, alegria, autoestima. Este rapé
ajuda as pessoas a serem mais humildes, observar mais antes de proferir
qualquer palavra para não ferir os semelhantes, abre as portas para o sucesso,
brilho interior, fortaleza espiritual, clareza, elevação com os seres superiores de
luz, harmonia, união fraternal e familiar. Atua em cólica intestinal, prisão de
ventre, febre noturna, inflamação interna, germes localizados no esôfago,
câimbra estomacal, úlcera, azia, enjôo, vertigem, inflamação da garganta,
nervosismo, insônia, amenorréia, inflamação na via urinária, cólica menstrual,
cólica abdominal, aneurisma cerebral, memória fraca, intoxicação alimentar,
alergia a medicamentos, mancha na pele, furúnculos internos, desinflama as
glândulas da garganta, dores, cistite, febre noturna e má-circulação, fortalece
raízes capilares, purificador das vias sanguíneas, renovador das células
defensoras do corpo, relaxante muscular e calmante.

Rapé de Juá: Atua nos chacras umbilical e laríngeo, transmutando as energias


negativas pelo chacra umbilical trazendo liderança espiritual, sabedoria, avidez,
intuição, percepção, amor, fertilidade, vitória, comunicação fluente, perdoar a
si próprio, desvencilhar do passado, abrir caminhos para suas criatividades,
para o amor, financeiro, união conjugal e fraternal, novos amigos, novas
promoções, fé, ter mais percepção, seguir a voz da intuição, realizações dos
sonhos. Atua contra anemia, escorbuto, tremores noturno, bactéria bucal,
verminose, inflamação epitelial, coqueluche, infecções internas, paralisia facial,
acidez estomacal, atrite reumática, tuberculose, dores nas articulações, otite,
glaucoma, faringite, rouquidão, perda de memória, cirrose, hepatite,
cicatrizante de feridas internas, coceiras vaginal, corrimento, secreções internas
das vias respiratórias, mucosas purulentas, elimina vírus que causa rachadura
labial, frieiras, mau hálito, inflamações da garganta.

Rapé Jurema Branca: Atua no chacra cardíaco transmutando as energias


negativas pelo próprio chacra cardíaco, ligado ao corpo astral e mental superior
realinha os demais chacras na elevação espiritual, autoestima, timidez, tirar o
véu da visão, abrindo as portas para novos horizontes, amor, determinação,
policiar-se, encontrar com seu eu interior, simplicidade, beleza, pureza,
sinceridade, fortaleza, vigor, persistência, confiança no seu potencial, liderança,
vivacidade, saúde, sorriso, realizações dos sonhos, sutileza e alegria. A casca da

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raiz desta árvore tem um papel interessante na história passada e presente do
Xamanismo. É a única planta que se conhece que pode ser usada numa poção
para beber sem a ajuda de outra planta. Usada pelos índios da etnia Xucuru
Kariri a jurema branca (Pithecellobium diversifolium Benth) é utilizada para fins
medicinais e religiosos, sendo a casca usada para fins medicinais e a casca de
sua raiz é a parte da planta usada nas cerimônias religiosas, pois possui maior
parte dos alcalóides psicoativos. Atua na tuberculose, tricolomiase, icterícia,
língua saburrosa é a perda de paladar, inchaço, febre, cólera, perda de
memória, sinusite interna, dores de cabeça, enjôo, vertigem, histerismo,
inflamação na medula óssea, hérnia de disco, herpes labial, labirintite, faringite,
escorbuto, diabete, acidez estomacal, gota, pelangra, cisto, angina. asma,
dores ciáticas,

Rapé Jurema Preta: Atua nos chacras umbilical e cardíaco transmutando as


energias negativas pelo chacra umbilical harmoniza os corpos, astral, mental,
intelectual, moral, sutil, físico na determinação, sutileza, gentileza, saúde
mental, prosperidade, sabedoria na percepção, intuição, ânimo. A Jurema Preta
(Mimosa Tenuiflora), é também conhecida como Espinheiro Preto. É uma árvore
muito conhecida no nordeste brasileiro. É desta planta que se origina o famoso
"Vinho da Jurema" é usada nos rituais do Catimbó e pajelanças, principalmente
entre os índios Jês e Tapuias e Kariris. E usada por médicos-feiticeiros,
juntamente com o fumo e o maracá, para abençoar, aconselhar e curar. Suas
propriedades são terapêuticas: cicatrizante, anti-inflamatório, antiviral,
antifúngica e antisséptica. É indicada no tratamento de ferida cutânea,
inflamação nas artérias, perda de memória, inflamação no esôfago, estômago,
acidez estomacal, esofagite, tendinite, tifo, inflamação na laringe, pressão alta e
baixa, infecterícia pulmonar, sinusite, asma, alergia, úlceras, cancros, flegmões,
erisipelas, fortalecer o cérebro, fortificar as células defensoras do corpo,
regularizar a pigmentação do suco gástrico, desintoxica as vias sanguíneas,
purificar o plasma dos glóbulos vermelhos e brancos, tonifica o sangue, anemia,
disenteria, mancha da pele.

Rapé Kambô: Atua em todos os chacras transmutando as energias negativas


pelo chacra umbilical harmonizando corpos sutis, na percepção, intuições,
autoestima, beleza, brilho, prosperidade, compaixão, sonhos, no inconsciente e
nos bloqueios que impedem o fluxo de energia vital do ser humano. No corpo
astral inferior fazendo rastreamento e assepsia do umbilical kundalina até o
coronário. O Kambô é uma resina retirada de uma perereca que vive na
Amazônia, a Philomedusa bicolor. Esta resina contém peptídeos analgésicos e
de fortalecimento do sistema imunológico que provocam a destruição de
microrganismos patogênicos. Os índios indicam para qualquer distúrbio e
desequilíbrio, afirmam que purifica o sangue eliminando as impurezas, para a
imunização. Durante a reação ocorre um processo de limpeza no campo
energético, físico e psicológico. Há estimulação do sistema nervoso simpático e
parassimpático, é como se o organismo fosse passado a limpo. É preciso estar
de coração aberto para recebê-lo. Este rapé vai ajudar as pessoas na saúde,

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segurança, determinação, novos horizontes, libertação, esperança,
prosperidade, união, desapego, alegria de viver, beleza, brilho, segurança,
confiança, determinação, sinceridade. Após a aplicação é indescritível o estado
de conscientização e clareza de pensamentos, a sensação de harmonia e
felicidade é visível, os sonhos a percepção e a intuição melhoram, a autoestima
rebrota principalmente para aqueles que têm coragem de buscar novas
experiências na medicina alternativa. O Kambô e ideal para afastar diversos fins
como as doenças físicas, as mazelas do espírito e as panemas (má sorte), que
atrapalham na caça e na vida afetiva. No aspecto medicinal é capaz de
combater e eliminar distúrbios da saúde, elevando a eficiência do sistema
imunológico, pois estimula o sistema nervoso simpático e parassimpático, como
se o organismo fosse inteiramente passado a limpo num intervalo de poucos
minutos. As substâncias da secreção do sapo possuem propriedades
antibióticas e de fortalecimento do sistema imunológico, mal de Parkinson,
dores, inflamação em geral, dores musculares, coluna, ciática, artrite,
reumáticas, tendinite, enxaqueca, cansaço nas pernas, dor de cabeça crônica,
asma, bronquite, rinite, sinusite, acne, alergias, gastrite, úlcera, diabetes,
pressão arterial, problemas circulatórios, formigamento, retenção de líquido,
colesterol, cateterismo, hepatite, cirrose, labirintite, TPM, irregularidades
menstruais, infertilidade, impotência, redução da libido, depressão e suas
consequências, ansiedade, insônia, irritação, insegurança, nervosismo, medo,
stress, fadiga, sistema nervoso abalado, esgotamento físico, mental, emocional.
É eficiente no tratamento de distúrbios nos órgãos genitais, pulmão, rim,
vesícula, baço-pâncreas, bexiga, coração, estômago, intestino, tireoide, fígado,
garganta.

Rapé Marcela: Atua nos chacras umbilical, laríngeo, plexo e frontal,


transmutando as energias negativas pelo chacra umbilical trazendo harmonia,
simplicidade, sinceridade, determinação, saúde mental, elevação espiritual,
percepção, intuição, criatividade, abre as portas para o amor, determinação,
saúde, compreensão, seguir em frente em busca de seus objetivos colocando
luz interior, abre as portas para novos horizontes, desvencilhando do passado,
comunicação fluente, garra em suas decisões. No aspecto medicinal atua na
artrite reumática, acidez estomacal, enjôo, enxaqueca, má digestão, colite,
infecções hepáticas, má circulação, prisão de ventre, intoxicação sanguínea,
verminose, hemorragia interna, câimbra, bruxismo, úlcera, gastrite, bronquite,
dores ciáticas, gota, anemia, acidez estomacal, infecção no esôfago, inchaço
localizado, cólica, febrite, bronquite alérgica, resfriado crônico, malária,
sudorese, tremores internos, desmaios, dores nos ouvidos, má digestão, enjôo,
dores de cabeça,

Rapé Manxineru: Atua nos chacras básico, umbilical e cardíaco,


transmutando as energias negativas pelo chacra básico tem influência com os
quatros elementos, fogo, ar, terra, água atua na alegria, prosperidade, ânimo,
compaixão, fé, determinação, harmonia, visão clareza espiritual, saúde mental,
nas percepções, intuição e para abrir e limpar a visão espiritual. Esse rapé é

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feito basicamente de tabaco e cinza de Thiwru. O feitio dele é feito por índios
que tem uma conexão com os seres da floresta. Segundo um dos xamãs que
faz o rapé ele é indicado para cerimônias e rituais sagrados e para cura
espiritual. Este rapé vai ajudar as pessoas a tirar o véu da visão, abrir as portas
para o sucesso, união, amor, prosperidade, libertar da timidez, na comunicação
fluente, nas suas determinações, percepções, igualdade, paz interior, elevação
espiritual, persistência, humildade, vivacidade, plenitude, união, observar o bem
e o mal. No seu aspecto Medicinal trata de hemorragia cerebral, faringite, sífilis,
tuberculose, cirrose hepática, hepatite, reumatismo, artrose, glaucoma,
trombose, inflamações das vias urinárias, esofagite, fortalece os músculos e
nervos, purificar as vias sanguíneas, acidez estomacal, relaxante muscular,
coceira interna, fortalece útero, ovário e as cordas vocais.

Rapé Menta: Atua nos chacras umbilical, cardíaco transmutando as energias


negativas pelo chacra umbilical harmonizando os corpos astral, mental e físico
na compreensão, determinação, amor, temperança, fé, prudência, autoestima,
beleza florescendo intuição, percepção, alegria de viver, glorificação,
compaixão. Este rapé vai ajudar essas pessoas no dom da cura, abrir caminhos
para novos aprendizados, ter mais firmeza consigo próprio, ser mais alegres,
vai ajudar se defender com a própria energia transmutando as energias
negativas em positivas não permitindo permanecer energias negativo dentro de
si próprias. Seu aspecto medicinal é indicado para desobstrução nasal, febre,
refresca o rosto e ajuda a soltar o muco que outros rapés não conseguem, má-
digestão, intestino preso, herpes labial, ácido úrico, resfriado, gripe intensa,
colite, excesso de gases, barriga inchada, vermes, dores de ouvido, pálpebras
inchadas, gota, prisão de ventre, facilitar a eliminação dos dejetos, lubrificar os
intestinos, hemorróida, eliminação de secreções nasais, é expectorante, eficaz
para febre interna e inflamação.

Rapé Mom Willka: Atua no chacra cardíaco, frontal e coronário,


transmutando as energias negativas no chacra cardíaco e realinhando os
demais chacras, aumentando a percepção, intuição, harmonizando os corpos,
astral e mental trazendo prosperidade, união, clareza, sutileza, sabedoria,
autoestima, aconchego, amor. Este rapé vai ajudar as pessoas a desvencilhar
das energias contidas internas, aumentar a luminosidade, ligando com os seres
superiores nas suas determinações, comunicação fluente, abrir as portas para o
sucesso, policiar nas palavras, dar mais crédito para a intuição, a ter
discernimento para separar o bem do mal, abrir as portas para o amor, união,
vitória, ser mais compassivo consigo próprio. O Mom Willka é a semente de
uma árvore chamada Wilkana. "Willka" que se traduz com "sagrada" em
quíchua, é uma erva usada pelos povos andinos (Moche, Chavin, Tiwanaku,
Chile, Argentina) por quase 5.000 anos. Esta é uma das mais antigas plantas
psicoativas, mais utilizado pelos incas e ainda é a menos conhecida hoje. O
Mom Willka tem servido para curar a depressão e vários problemas
psicológicos, graças às suas propriedades psicotrópicas, ativa glândula pineal,
energiza o corpo físico, corpo emocional e corpo mental. Trata de artrite

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reumática, inflamação interna, inflamação na tireóide, secreção nasal interna,
cistite, mal de Parkinson, memória fraca, arritmia cerebral, colite, desmaio,
histerismo, inapetência sexual, abstinência alimentar, raquitismo, desnutrição,
tuberculose, gonorréia, tremores noturnos, intoxicação sanguínea, oxigena o
sangue, fortalece a pele, fortalece os músculos e nervos, fortalecer as células
defensoras do corpo, energizar e umidificar o corpo, eliminando câimbras
estomacal, má digestão, azia, elimina diarréia, tônico para o cérebro.

Rapé Mulungu: Atua nos chacras umbilical, cardíaco, laríngeo, frontal,


coronário transmutando as energias negativas pelo chacra umbilical
harmonizando os corpos, búdico, astral, mental, intelectual, moral, sutil, físico,
na esperança, compreensão, justiça, amor florescendo a intuição, percepção,
saúde mental, moral, sabedoria, beleza. No corpo astral equilibra os corpos no
tratamento de problemas psicológicos relacionados com o estresse, depressão
deixando o indivíduo mais tranquilo para desempenhar as tarefas diárias, ser
mais compassivo, disciplinando o seu eu interior, ter confiança no potencial,
persistência nos objetivos, libertar das amarras, abrir as portas para o rumo do
sucesso e harmonia. Este rapé é conhecido por seu um calmante natural, pois
auxilia o sistema nervoso, excelente para hora de dormir. Mulungu é uma
planta medicinal também conhecida como canivete, bico-de-papagaio e
corticeira. As propriedades do mulungu incluem a sua ação calmante,
antiasmática, analgésica, diurética, expectorante, hipnótica, hipotensiva,
narcótica, sedativa, tranquilizante, antidepressiva, hepatoprotetora, hipotensiva,
antibacteriana, antiespasmódica, tônica e anti-inflamatória. O mulungu serve
para ajudar no tratamento de estados emocionais como histeria, insônia,
neurose, ansiedade, agitação, depressão, ataque de pânico, compulsão,
distúrbio de sono; e de doenças como hepatite, esclerose, pressão alta, cistite,
epilepsia, insuficiência urinária, gengivite, bronquite asmática, apendicite,
coqueluche, azia, derrame cerebral, mancha da pele, corisa, dores na coluna,
reumatismo em geral, intoxicação sanguínea, febre noturna, colite, fortalece o
cérebro, desintoxica os intestinos eliminando bactérias que ficam localizadas no
esôfago e cordas vocais.

Rapé Mulateiro: Atua nos chacras básico e coronário transmutando as


energias negativas pelo chacra básico florescendo a intuição, percepção, saúde
mental, sabedoria, clareza, intuição, percepção, longevidade, alegria, sabedoria,
esperança. Este rapé ativa a kundalina e a fertilidade, aumentando o brilho,
vigor, alegria de viver. É elaborado com as cinzas do mulateiro, que é uma
árvore amazônica, também conhecida como pau-mulato, e um rapé forte,
profundo, ideal para limpezas e proteção contra energias intrusas, liberação das
tensões acumuladas nos lados direito e esquerdo da cabeça. Além do auxílio na
regeneração celular, atenuando os efeitos das rugas e marcas de expressão, a
árvore é pesquisada por sua capacidade medicinal, pois tem uma substância
isolada na planta que é uma forma de ácido acetilênico, mostrando ser um
antibiótico ao ser testado contra bactérias e fungos. Assim, a árvore apresenta
propriedades cicatrizantes, antimicótico, antibacteriana, antioxidante,

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antiparasítica, repelente, inseticida, sendo muito empregada em cosméticos.
Este rapé vai ajudar essas pessoas na saúde mental, abrir as portas para o
amor, determinação, discernimento, firmeza, confiança, aumentando a luz
interior, traz paz, sucesso nas realizações dos sonhos, abre as portas para
novos horizontes, promoções, discernimento, autoestima, beleza, brilho,
prosperidade. No aspecto Medicinal trata hemorragia interna, pressão baixa e
alta, derrame cerebral, escorbuto, doenças venéreas, cisto no esôfago, pedra
na vesícula, febrite, verruga interna, unheiros, azia, urina presa, cistose nos
intestinos, sede noturna, cirrose hepática, coqueluche, sinusite, bactéria bucal,
pleurisias, eczema epitelial nevralgia, regeneração celular, fortificante do
sangue, elimina toxina intestinal.

Rapé Murici: Atua nos chacras esplênico, cardíaco, frontal, transmutando as


energias negativas pelo chacra esplênico. Atua no físico limpando as energias
que se acumula no baixo ventre. Trabalha a prudência, determinação,
compreensão e harmonia. Atuando na área sentimental e mental para
transformá-las em pessoas mais seguras, compassivas, humildes, humanitárias,
aumentando a fé e acreditando num ser maior que rege o universo e tudo que
nele contém, curando a parte de debilidade trazendo mais ação, discernimento,
felicidade, paz interior. Utilizado pela tribo Kalimawá, O murici (Byrsonima
crassifólia) é uma planta presente em toda a América Latina, onde foram
identificadas cerca de 130 espécies de muricis. O nome dessa árvore é de
origem tupi e significa “árvore pequena”. As espécies existentes no Brasil
podem ser encontradas em uma larga faixa que contempla áreas da
Floresta Amazônica, estados do Sudeste, Centro-Oeste e também do
Nordeste. Possui ainda propriedades medicinais, sendo usado como anti-
inflamatória, antibacteriano e antifúngico. Atua no baixo ventre. No seu
aspecto de medicina atua na diarréia, disenteria, infecções intestinal, afecção
da boca e garganta, amigdalite, faringite, hemorróida, intoxicação digestiva,
gengivite, inflamações nos tendões, cegueira, zumbido nos ouvidos, otite,
inchaço labial, nódulos no pescoço, dor de garganta, perda de voz, fraqueza
nas cordas vocais, labirintite, bronquite alérgica, alergia, rubéola, pigmentação
interna, má-circulação, olheiras, estômago, choque anafilático, paralisia do
nervo ciático, enjôo. Este rapé tem teor cicatrizante no corpo e também nas
feridas da alma, a partir do primeiro contato com este rapé ele já está atuando
na cura.

Rapé Nukini: Atua no chacra umbilical transmutando as energias negativas no


próprio chacra umbilical realinhando os demais chacras na percepção, intuição,
sabedoria, saúde, prosperidade, fortalecimento do espírito e clareza espiritual,
limpeza mental, concentração, foco, relaxamento corporal, redução do
estresse, diminuição da ansiedade, alívio para depressão. Este rapé ajuda
as pessoas serem mais humildes, consciente, a se policiar, observar seus atos,
abrir as portas para futuro, elevação espiritual, riquezas, amor e união, alegria
do bem viver com saúde. Atua na rinite, sinusite, enxaqueca, tuberculose,
derrame cerebral, taquicardia, febre noturna, infecção intestinal, tendinite,

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artrite reumática, garganta, fortalecimento das gengivas, Elimina germes,
bactérias que alojam no esôfago e estômago causando enjôo e a boca cheia de
saliva.

Rapé da onça: Atua nos chacras cardíaco, laríngeo, frontal transmutando as


energias negativas pelo chacra cardíaco traz clareza na intuição, percepção,
beleza, brilho, autoestima. Trabalha o amor, verdade, alegria, fertilidade, união,
saúde, sucesso e traz vôo alto ao deixar o passado para trás. É a medicina da
proteção de espaço. A onça é um animal que pode ao mesmo tempo nos
assustar e evocar imenso respeito. É inteligente, ágil, esperta e ajuda
energeticamente os Xamãs nas curas que evoca para proteção, é um rapé de
silêncio, precisão. Este rapé é elaborado da forma tradicional, em conformidade
com as tradições ancestrais – em especial dos índios e caboclos do Acre. A
composição dele é tabaco e uma árvore sagrada chamada Sanu. Ela traz bons
sonhos e força, propicia bem estar físico e psíquico, dentre eles: relaxamento
corporal, redução do estresse e diminuição da ansiedade, da angustia e da
depressão. Este rapé vai ajudar as pessoas serem mais pacientes, ter mais
discernimento espiritual, luz interior, entendimento, saúde, abrir as portas para
o amor, união, ter mais confiança, ser mais prudente nas atitudes. Sua
qualidade curativa trata perda de memória, artrite reumática, inflamações
internas, pedra nos rins, nódulos no esôfago, intoxicação sanguínea, azia,
tuberculose, trombose, diabete, dores ciáticas, desintoxicar o sangue, purificar
as vias respiratórias, eliminar catarro, relaxante muscular.

Rape Paricá: Atua nos chacras esplênico, cardíaco, transmutando as energias


negativas pelo chacra esplênico aflorando a intuição, percepção, clareza mental,
saúde, prosperidade, amor, fertilidade, sabedoria, beleza. Este rapé vai ajudar
as pessoas a serem mais humildes, ter mais fé, carisma, ter percepção nas
ações, amor consigo próprio, não ferir terceiros, abrir as portas para o sucesso,
para harmonia, amor, equilíbrio espiritual, viver com sabedoria, saúde e
humildade. É o extrato moído do caule ou das sementes da árvore conhecida
no Brasil como Angico. Arvore nativa da Colômbia, Peru, Sul da Venezuela e
noroeste da Amazônia brasileira. A resina avermelhada que escorre da casca,
quando sua casca é arrancada, contém, entre seus princípios ativos, alta
concentrações de triptaminas, principalmente a D.M-T, sua substância ativa é o
(N-dimetiltriptamina). É adstringente, depurativas e hemostáticas são úteis em
vários casos, até mesmo para gonorreia, leucorréia; sífilis, leucemia,
inflamações internas, intoxicação sanguínea, pedra na vesícula, malária,
apendicite, asma, bronquite e tosse, bronquite alérgica, queda de cabelos,
vertigem, úlcera, gastrite, fortalecer os músculos, nervos, ossos, eliminar dores
ciáticas no sistema nervoso central, auxilia na memória, eliminar vírus que
causa cansaço mental e dores psíquicas, inflamação interna, febre noturna,
eliminar vírus que fica localizado nas vias sanguíneas. Este rapé vai oxigenar o
sangue, regularizar a pigmentação salivares, fortalecer as membranas que
cristaliza os ossos eliminando os vírus que causam artrite reumática óssea.

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Rapé Pimenta: Atua nos charras umbilical e cardíaco transmuta as energias
negativas pelo chacra umbilical atuando na sabedoria, união, aconchego, vigor,
prosperidade, ternura, beleza, brilho, sutileza, união, atração, amor, felicidade,
glorificação. Este rapé ativa a kundalina, e é revigorante e energético para o
corpo, ele tem teor térmico. Este rapé vai ajudar as pessoas na comunicação
fluente, desvencilhar do passado, aumentar a luminosidade, vigor, paz,
esperança, realizações dos sonhos, união conjugal, amor, fé, saúde, fortaleza
espiritual, memória, aumenta o vigor, a intuição. No seu aspecto medicinal atua
reumatismo localizado, micróbios localizados nas vias respiratórias, secreções
nasais internas, escorrimento nasal interno, intoxicação, catarro no pulmão,
pedra nos rins, secreção interna nas vias respiratórias, desmaio, intestino
preso, febre interna, inflamação da garganta, sinusite, pelangra, herpes, hérnia,
sífilis, escorbuto, piorreia, disenteria, coqueluche, amarelão, maleita, febre
noturna, fortalecer as células dos glóbulos vermelhos e glóbulos brancos,
azias, bronquite asmática, rouquidão, artrite reumática, dores ciáticas,
glaucoma, enjoo, tem teor térmico, fortalece a mucosa intestinal.

Rapé Rosa: Atua nos chacras cardíaco, frontal, coronário transmutando as


energias negativas pelo chacra cardíaco atuando na convicção, sabedoria,
esperança, união, alegria, autoestima, saúde, brilho, sucesso, ternura, justiça
florescendo a intuição, percepção, criatividade, realizações, saúde mental,
grandeza, glorificação, pureza, paz espiritual, simplicidade, humildade. Este
rapé vai ajudar as pessoas a ter comunicação fluente, abrir as portas para o
sucesso em realizações dos sonhos, para a vivacidade, vigor, eliminarem a
insegurança e a timidez, ajudar nas determinações dos objetivos, prosperidade,
firmeza, discernimento, no crescimento moral, espiritual e intelectual, ajudar
viver em plena felicidade com convicção e paz, nas uniões familiares, conjugais
e fraternais, ajuda nas promoções do sucesso da vida. No aspecto medicinal
atua em acnes, inflamação ocular, colite, epiderme, febre interna, insônia,
tendinite, fístulas, icterícia, pleura, angina, prisão de ventre, má-digestão,
artrite reumática, enjôo, vertigem, intoxicação intestinal, mancha da pele,
nervosismo, insônia, desintoxica o sangue é anti-inflamatória, calmante e
sedativo.

Rapé Sálvia Branca: Atua nos chacras umbilical, laríngeo transmutando as


energias negativas pelo chacra umbilical atuando na sutileza, prosperidade,
saúde, alegria, compreensão, saúde moral, autoestima, sabedoria, trazendo luz
e elimina energias negativas abrindo as portas para novas oportunidades,
sucesso, desapego, vivacidade, ternura. Atua na má digestão, insônia, colite,
histerismo, glaucoma, sinusite, bactéria bucal, pleura, elefantise, infecções na
hemorroida, acidez, infectericia, descalcificação óssea, tuberculose, úlcera,
acnes, furúnculos internos, febrite, afta, micróbios sanguíneos, esofagite, enjôo,
desmaio, eczema, apendicite, má circulação, infecções nas vias respiratórias,
azia, asma, dores lombares, purgativo, e é cicatrizante de feridas internas e
externas.

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Rapé Sansara: Atua nos chacras umbilical e cardíaco transmutando as
energias negativas pelo chacra umbilical harmonizando os corpos, búdico e
físico na justiça, amor, autodomínio, prudência, desapego, beleza,
prosperidade. Este rapé contém a folha de Sansara, uma folha utilizada pelos
indígenas e caboclos para refrescar o corpo quando o mesmo está muito
quente, baixando a temperatura corporal, rapé indicado para iniciantes, pois é
suave e de aroma agradável. Seu aspecto medicinal atua na azia, derrame
ocular, anemia, tuberculose, endocardite linfática, uremia, hemorragia interna,
infecções nas vias urinárias, angina, flacidez epitelial, vitiligo, má digestão,
coqueluche, resfriado crônico, sede noturna, febrite, este floral tem o teor
laxante e relaxante muscular.

Rapé Sete Ervas: Atua nos setes chacras transmutando as energias


negativas pelo chacra umbilical. É uma mistura de vários compostos vegetais
(ervas, raízes, sementes, entrecascas, etc.) em diferentes proporções que tem
por finalidade primeira, auxiliar o restabelecimento da saúde olfativa e das vias
aéreas, de maneira que se possa aliviar ou restabelecer a saúde, harmonia,
alegria, andar de cabeça erguida, fé na vida, abrir os caminhos para novos
horizontes, revigorando e fortalecendo os pensamentos positivos para libertar
das energias negativas. Atuando no bem-estar respiratório, rinite alérgica,
sinusite crônica, estresse, gota, perda de memória, intoxicação sanguínea,
pelangra, gastrite, azia, febre, piorréia, escorbuto, amenorréia, escarlatina,
abstinência alimentar, vaginismo, mal de Parkinson, angina, hemorragia
interna, tuberculose, elefantise, cistite, má digestão, derrame cerebral, perda
de memória, azia, inflamação das amígdalas, bactérias que causam aftas,
unheiros, queda de cabelos. Este floral é calmante, ajuda no crescimento e na
memória.

Rapé Tsunu (Pau Pereira): Atua nos chacras umbilical, cardíaco,


transmutando as energias negativas pelo chacra umbilical ligando ao corpo
astral e mental superior, realinhando os demais chakras, harmonizando os
corpos mental, emocional e físico, excelente para descarrego de energias e um
ótimo rapé para meditação pois atua na sutileza, fortaleza, entendimento,
sabedoria, união, autoestima, na intuição, percepção, realizações dos sonhos,
determinações, amor. A energia desse rapé abre as portas para cura moral,
união, alegria, beleza, brilho, riqueza, amor, fartura, beleza, sabedoria,
compaixão, compreensão, justiça, saúde, ser mais guerreiros, persistentes nos
seus objetivos, harmonia, determinações, nas intuições, clariaudiência na
percepção, na justiça, amor, confiança no seu potencial, andar de cabeça
erguida, sucesso, novas promoções. Para os Yawanawa, o rapé, a mistura da
cinza com tabaco, pode expulsar qualquer coisa ruim e malefício que possa
estar atrapalhando a vida da pessoa, agindo no ponto em que a pessoa
necessita. Estudos levaram a conclusão de que esse rapé possui um alcalóide
ativado pela combustão da casca de Tsunu durante a sua confecção, por isso
as propriedades medicinais são intensas atuando em escorbuto, câimbras, má
circulação, trombose, febrite, tuberculose, faringite, candidise, inchaço

Rapé Instituto Cabocla Jurema


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localizado, febre noturna, verminose, cistose, cisto no pulmão, cirrose hepática,
congestão estomacal, bactéria bucal, anemia, derrame cerebral, ler, artrite
reumática, cisto estomacal, nervosismo, pleurizia, diabete, hepatite, histerismo,
hemorragia interna, inflamações internas nas vias urinárias, perda de memória,
nódulos nos intestinos, glândulas tireóide, infecções das vias respiratórias,
bronquite alérgica, colite, tem teor purificador sanguíneo, relaxante muscular,
elimina catarro dos intestinos e coágulos no cérebro, fortalece as células e
membranas do corpo, tem teor revigorante sanguíneo. Esse rapé é feito pela
tribo Nukini, tradicional do Acre é um rapé para cura, limpeza, proteção e
elevação.

Rapé Yopo: Atua nos chacras cardíaco, frontal e coronário transmutando as


energias negativas pelo chacra cardíaco ligando ao corpo astral e mental
superior e inferior, realinhando os demais chakras. Atua na alegria,
compreensão, entendimento, determinação, desapegos, ternura, sublimação,
equilíbrio. O “Yopo” é o nome dado a um poderoso rapé visionário usado por
várias tribos da América do Sul há mais de 4000 anos. Hoje em dia, ele é usado
principalmente pelas tribos da selva amazônica – Yanomami e os Piaroa sua
finalidade é espiritual e de cura. A base do rapé é preparada com sementes
secas da árvore Anadenanthera Peregrina. Este rapé vai ajudar as pessoas em
mudanças de atitude, ter fé, ser compreensivo, disciplinar o seu eu interior
dando importância à intuição, observar mais as palavras antes de ser
proferidas. Seu aspecto medicinal é trata de hematoma interno, infecção
urinária, endocardite, encelefatite, infecterícia, glaucoma, derrame facial,
tremores noturnos, cirrose hepática, histerismo, endocardite inflamações no
saco escrotal e reumática, tricolomiase, úlcera, gastrite, má digestão, câimbras
noturnas, memória fraca, queda de cabelos, cegueira parcial, angina,
abstinência sexual, raquitismo, colite, febrite, intoxicação sanguínea, perda de
paladar, febre nas vias urinárias, bactéria bucal, gota, dores na coluna, refluxo,
frouxidão, mal de Parkinson, enxaqueca, gota, artrite reumática, tuberculose
hepática, catarro, tem teor de fortificar a mucosa da flora intestinal. Em
mulheres fortalece útero e ovário, no homem fortalece o esperma.

Conclusão
A busca de tais conhecimentos, sobretudo, sua utilização é tão antiga quanto o
homem, pois, desde os hominídeos já surgia tal prática, bem como, em todas
as civilizações no mundo, principalmente entre os aborígenes, nativos ou
autóctones, pessoas que tinham sua cultura, religião e subsistência voltadas
para terra-Mãe. Aqui em solo brasileiro, contamos com tamanho conhecimento
e herança ancestral indígena e Xamânica, associados posteriormente a outros
conhecimentos agregados proveniente primeiramente da miscigenação cultural
e racial em nosso território pelos brancos/europeus e os negros/africanos.

Rapé Instituto Cabocla Jurema


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O rapé é uma medicina de cura, é considerada uma Medicina Xamânica, a
medicina da Floresta que traz saúde, conhecimento e luz para aqueles que
conhecem e utilizar esta prática.

Somente a quem desejar


Recomendamos somente aqueles que desejam utilizá-lo não só pelas suas
propriedades terapêuticas por assim dizer, mas também aqueles que queiram
despertar para o Divino por meio das medicinas sagradas do Xamanismo
potencializando assim com vibrações positivas pessoais e ou do Universo.

Aho.

Rapé Instituto Cabocla Jurema


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