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Uni-ANHANGUERA Centro Universitário de Goiás

Graduação em Engenharia Civil


DISCIPLINA: HIDRÁULICA

Nota de Aula 1 HIDRÁULICA


BOMBAS
Prof. Esp. Eng. Civil Elias Toledo

Apoio em materiais das Profªs: Jordana e Kelen


do Profº Dr. Fernando Ucker

engenharia@eliastoledo.com.br www.eliastoledo.com.br (62) 9 9603-2160


2018/1
1 INTRODUÇÃO
• Em muitos casos não há disponibilidade de o
escoamento ocorrer por gravidade, sendo
necessário transferir energia para o líquido
através de um sistema eletromecânico.

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2 SISTEMA ELEVATÓRIO
É o conjunto de
tubulações, acessórios,
bombas e motores
Z2

necessário para
transportar uma certa
vazão de água ou
qualquer outro líquido
de uma cota (Z1) para
outra cota (Z2), sendo Z1

Z2 > Z1.

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2 SISTEMA ELEVATÓRIO
• Geralmente é composto por três partes:
– Tubulação de sucção: constituída pela canalização
que liga o reservatório inferior à bomba, incluindo
os acessórios.
– Conjunto elevatório: constituído por uma ou mais
bombas e respectivos motores elétricos ou a
combustão interna.
– Tubulação de recalque: constituída pela canalização
posterior à bomba, incluindo os acessórios.

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2.1 Partes Principais de uma Instalação de
Bombeamento

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3 BOMBAS HIDRÁULICAS
• Máquinas destinadas à transformação
da energia mecânica em energia
hidráulica sob a forma cinética, de
pressão ou de posição para o
transporte e/ou elevação dos fluidos a
outros pontos.

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3 BOMBAS HIDRÁULICAS
Tipos de bombas
 As normas e especificações do Hydraulic
Institute estabelecem quatro classes de
bombas:
 Centrífugas
 Rotativas
 De êmbolo (ou de pistão)
 De poço profundo (tipo turbina)

As instalações para água e esgoto geralmente são


equipadas com bombas centrífugas.

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3 BOMBAS HIDRÁULICAS
Tipos de bombas
Bomba Centrífuga
“Turbobombas”

Bomba de poço
Bomba Rotativa Bomba de Êmbolo 8
profundo
3 BOMBAS HIDRÁULICAS
Tipos de bombas
Turbobombas:
• Característica: o movimento rotacional do
rotor inserido na carcaça é o responsável pela
transformação de energia.
 O giro do rotor comunica ao fluido aceleração
centrífuga e consequente aumento de pressão.

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3 BOMBAS HIDRÁULICAS
Tipos de bombas
a) ROTOR:
• Órgão móvel que fornece energia ao fluido.
• É responsável pela formação de uma
depressão no seu centro para aspirar o
fluido e de uma sobrepressão na periferia
para recalcá-lo.

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ROTORES
ABERTO FECHADO
SEMI ABERTO

- Usado para - Possui apenas - Possui dois discos com


bombas de pequenas um disco onde as palhetas fixas.
dimensões. são afixadas as - Evita a recirculação
- Possui pequena palhetas. da água (retorno da
resistência água a boca de sucção).
estrutural e baixo - As perdas de água são
rendimento e menores (maior
deve ser usado para rendimento).
bombeamento de -É o tipo mais usado.
líquidos “SUJOS”. -Usado para
bombeamento de
líquidos LIMPOS. 11
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3.1 TIPOS DE TURBOBOMBAS
a) Bomba de simples estágio ou monoestágio:
- possui um único rotor dentro da carcaça

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3.1 TIPOS DE TURBOBOMBAS
b) Bomba de múltiplo estágio:
- vários rotores na carcaça

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3.1 TIPOS DE TURBOBOMBAS
Turbobombas quando admitem líquido por um lado
do rotor  sucção simples
Turbobombas quando admitem líquido nos dois
lados do rotor  sucção dupla (indicadas para
grandes Q) – rotor gêmeo
Obs.:Assim consegue maior equilíbrio do rotor

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3.1 TIPOS DE TURBOBOMBAS
Quanto à trajetória da água no rotor podem ser:
a) Radiais ou centrífugas (do centro para fora)
• O fluido entra no rotor na direção axial e sai
na direção radial.
• Caracteriza-se pelo recalque de pequenas
vazões a grandes alturas.

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3.1 TIPOS DE TURBOBOMBAS
Quanto à trajetória da água no rotor podem ser:
b) Axiais: o fluido entra no rotor na direção axial e
sai também na direção axial.
- Caracteriza-se pelo recalque de grandes vazões a
pequenas alturas.

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3.1 TIPOS DE TURBOBOMBAS
Quanto à trajetória da água no rotor podem ser:
c) Mistas:
 Tipo intermediário
 Conhecidas como diagonais
 O fluxo no rotor é diagonal
 Recalque de médias vazões a médias alturas

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3.1 TIPOS DE TURBOBOMBAS
Quanto à pressão desenvolvida:
a) Bomba de BAIXA PRESSÃO: Altura
Manométrica (Hm) ≤ 15 m
b) Bomba de MÉDIA PRESSÃO: 15 m < Altura
Manométrica (Hm) < 50 m
c) Bomba de ALTA PRESSÃO: Altura
Manométrica (Hm) > 50 m

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4 ALTURA MANOMÉTRICA (Hm)
Altura Manométrica (Hm):
É a altura geométrica da instalação + as perdas
de carga ao longo da trajetória do fluxo.

Altura Geométrica (Hg):


É a soma das alturas de sucção e recalque

É a quantidade de energia hidráulica que a


bomba fornece à água para que seja
recalcada a uma certa altura (vencendo as hf).
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4 ALTURA MANOMÉTRICA (Hm)

2 2
p1 v p2 v
(z1   )  Hm  (z 2   )  hf
1 2
 2g  2g
Hm = Z2 – Z1 + hf1-2
Z2 – Z1  desnível geométrico (Hg) entre os
pontos (1 e 2)
Δh1-2  perdas de carga na tubulação que
interliga os pontos

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4 ALTURA MANOMÉTRICA (Hm)

Hm: altura manométrica, m;


Hg: altura geométrica, m;
hfs: perda de carga na sucção, m;
hfr: perda de carga no recalque, m.

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5 INSTALAÇÃO DA BOMBA
o A instalação de uma bomba em um sistema
de recalque pode ser feita de duas formas
distintas:

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6 ESCOLHA DA BOMBA
o Está em função da vazão de recalque e da altura
manométrica.

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6 ESCOLHA DA BOMBA
o Curva característica da bomba
o Representação gráfica ou em forma de tabela das
funções que relacionam os diversos parâmetros
envolvidos em seu funcionamento.

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6 ESCOLHA DA BOMBA
o Curva característica da bomba
o Nos catálogos dos fabricantes de bombas
são apresentados, em geral, três gráficos
correspondentes a uma família de bombas.
o Curva característica: curvas de alturas de
elevação em função da vazão e indicando
também as linhas dos pontos de igual rendimento
(isorrendimento);
o NPSH em função da vazão;
o Potência necessária à bomba em função da vazão
de recalque.

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6 ESCOLHA DA BOMBA

– Altura de sucção absoluta;


– Altura positiva líquida de sucção.

• É a energia disponível na entrada da bomba, que é


dada pela diferença entre a pressão absoluta da água
e a sua pressão de vapor, à temperatura normal de
operação.

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6 ESCOLHA DA BOMBA

– NPSHd (disponível pela bomba);


– NPSHr (requerido)

– Condição para que não ocorra cavitação:


NPSHd > NPSHr

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6 ESCOLHA DA BOMBA
o Curva característica da bomba
o Curva característica: curvas de alturas de
elevação em função da vazão e indicando
também as linhas dos pontos de igual
rendimento (isorrendimento).

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6 ESCOLHA DA BOMBA
o Entrar no site:
http://www.imbil.com.br/Imbil/Portugues/

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7 POTÊNCIA E RENDIMENTO
DOS CONJUNTOS ELEVATÓRIOS
Potência Hidráulica (PH):
É o trabalho realizado sobre o líquido ao passar pela
bomba em um segundo:
PH = y x Q x Hm
Sendo:
PH: a potência mecânica (Watt)
γ: é o peso específico do fluido bombeado (N/m3)
Q: vazão (m3/s)
Hm: altura manométrica (m)

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7 POTÊNCIA E RENDIMENTO DOS
CONJUNTOS ELEVATÓRIOS
 Potência Hidráulica (PH):
• Se usa cv como unidade:
PH = y x Q x Hm
75

Sendo:
PH: a potência mecânica (cv)
γ: é o peso específico do fluido bombeado (kgf/m3)
Q: vazão (m3/s)
Hm: altura manométrica (m)

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7 POTÊNCIA E RENDIMENTO DOS
CONJUNTOS ELEVATÓRIOS

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8 ASSOCIAÇÃO DE BOMBAS

Nas várias áreas de projetos de transporte


de água há uma ampla variabilidade da
vazão e da altura total de elevação para
ser abrangida pelas possibilidades de uma
única bomba.

Recorre-se à ASSOCIAÇÃO de duas ou


mais bombas em SÉRIE ou em PARALELO.

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8 ASSOCIAÇÃO DE BOMBAS

Associação em série: a entrada da segunda


bomba é conectada à saída da primeira
bomba, de modo que a mesma vazão passa
através de cada bomba, mas as alturas
manométricas de cada bomba são somadas
para produzir a altura manométrica total do
sistema.

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8 ASSOCIAÇÃO DE BOMBAS

Associação em série
QSISTEMA = QBOMBA1 = QBOMBA2
HmSISTEMA = HmBOMBA1 + HmBOMBA2

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8 ASSOCIAÇÃO DE BOMBAS

Associação em paralelo: cada bomba recalca


a mesma parte da vazão total do sistema,
mas a altura manométrica total do sistema
é a mesma de cada uma das bombas.

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8 ASSOCIAÇÃO DE BOMBAS

Associação em paralelo
QSISTEMA = QBOMBA1 + QBOMBA2
HmSISTEMA = HmBOMBA1 = HmBOMBA2

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9 CAVITAÇÃO

• Cavitação: rápida vaporização e condensação da


água.
• Ocorre quando a água, a uma T °C constante,
é submetido à pressão de vapor.
Quando próximo à
entrada da bomba
ocorrer uma pressão
(Pe) menor que a
pressão de vapor (Pv) a
uma determinada T°C 
formam-se bolhas de ar

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9 CAVITAÇÃO

 Queda do rendimento
Trepidação e vibração das
máquinas, pelo desbalanceamento.
 Ruído, provocado pelo fenômeno de
implosão das bolhas.

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46
Para não
ocorrer a
cavitação é
necessário que a
pressão reinante
(Pe) seja
superior à
pressão de
vapor.

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Para quantificar
esta energia,
foi introduzida
na terminologia
dos sistemas de
bombas uma
grandeza
chamada NPSH.

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10 GOLPE DE ARIETE
 Choque violento que se
produz sobre as paredes
de um conduto forçado
quando o movimento do
líquido é modificado
bruscamente.
 Em outras palavras, é a
sobrepressão que as
canalizações recebem
quando, por exemplo, se
fecha um registro,
interrompendo-se o
escoamento.

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10 GOLPE DE ARIETE
 Existe um fenômeno na
hidráulica conhecido por
“golpe de ariete”.
 O nome “golpe de ariete”
provêm de uma antiga
arma de guerra, formada
por um tronco, com uma
peça de bronze
semelhante a uma cabeça
de carneiro numa das
extremidades, que era
usada para golpear
portas e muralhas,
arrombando-as.
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11 CUIDADOS NAS INSTALAÇÕES DE
BOMBEAMENTO
a) Conjunto motobomba: instalado em local seco,
ventilado, protegido da chuva e de fácil acesso para
manutenção.

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11 CUIDADOS NAS INSTALAÇÕES DE
BOMBEAMENTO

b) A fundação sobre qual se apoiará o conjunto


motobomba deve ser bem firme e nivelada, de
modo que permita um correto alinhamento, e evite
as trepidações.

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11 CUIDADOS NAS INSTALAÇÕES DE
BOMBEAMENTO

c) A altura de sucção deve ser mínima possível


(altura 3 m).

d) Devem-se evitar peças especiais ou curvas


desnecessárias na tubulação de sucção, para
diminuir as perdas de carga.
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11 CUIDADOS NAS INSTALAÇÕES DE
BOMBEAMENTO
• Tubulação de sucção:
 Deve ser a mais reta e curta possível.
 Deve apresentar uma inclinação ascendente para
a bomba.
 Deve ser isenta de entrada de ar.
 Deve-se instalar válvula de pé com crivo, no seu
início para facilitar o escorvamento e evitar a
entrada de corpos estranhos.
 Diâmetro imediatamente acima do usado no
recalque (V < 1,5 m/s).

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11 CUIDADOS NAS INSTALAÇÕES DE
BOMBEAMENTO
 Deve-se instalar na tubulação de recalque:
• Válvula de retenção:
 Evitar o refluxo.
 Impedir que a coluna líquida fique pressionando a
bomba.

• Registro de gaveta:
 Fechamento lento.
 É necessário fechar o registro, antes de ligar e de
parar o motor.

55
11 CUIDADOS NAS INSTALAÇÕES DE
BOMBEAMENTO
o Disposição das tubulações

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11 CUIDADOS NAS INSTALAÇÕES DE
BOMBEAMENTO
o Disposição das tubulações

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11 CUIDADOS NAS INSTALAÇÕES DE
BOMBEAMENTO
e) Devem-se evitar a formação de vórtices.
Na prática: h > 1,5D

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11 CUIDADOS NAS INSTALAÇÕES DE
BOMBEAMENTO
f) Devem-se evitar a entrada de ar na sucção.

59
HIDRÁULICA

Bons Estudos