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UNIÃO IGREJAS Nº DE MEMBROS POPULAÇÃO


Síria
Secção Central-Oriental da União da Índia 2595 987 901 111 490 349
Irão
ano Secção Nordeste da União da Índia 218 53 429 44 294 444
Secção Norte da União da Índia 468 182 399 849 685 362
Afeganistão
l Secção Central-Sul da União da Índia 255 78 032 68 155 847 1 China
Iraque
Secção Sudeste da União da Índia 459 133 158 78 166 665
Jordânia
Secção Sudoeste da União da Índia 238 37 533 35 106 432
2
Secção Ocidental da União da Índia 257 124 853 184 034 499
Região das Ilhas Andaman e Nicobar Kuwait 1 303 411 404
Nova Deli
Nepal Timpu
Campo do Leste dos Himalaias 12 762 817 000 Katmandu Butão
Secção dos Himalaias 26 9349 29 718 000 Paquistão
Maldivas (não incluídas em nenhum campo) Qatar
0 0 428 000 3
TOTAL 4529 1 607 719 1 402 308 000 Bangladesh
U.A.E. 4
P R O J E T O S Arábia Saudita Myanmar
1 Construção de uma igreja, em Amritsar, no Estado de Punjab.
5 Índia
2 Segunda fase da construção do Colégio Adventista de Roorkee, em Roorkee, no
Estado de Uttarakhand. Omã
6 7
Iémen
3 Construção de um dormitório na Escola Adventista do Sétimo Dia, em Varanasi,
no Estado de Uttar Pradesh. 8
Eritrea
4 Construção de uma igreja, em Ranchi, no Estado de Jharkhand. 9
5 Construção de um edifício escolar na Universidade Adventista Spicer, em Aundh,
Pune, no Estado de Maharashtra.
Djibouti
6 Construção de duas salas de aula no Colégio Inglês Adventista do Sétimo Dia, 10

D I V I S Ã O S U L- A S I ÁT I C A
em Azam Nagar, no Estado de Karnataka.
7 Construção de um dormitório para rapazes no Colégio de Garmar, em
11
Rajanagaram, no Estado de Andhra Pradesh.
8 Construção
Ethiopiade cinco salas de aula no Colégio Adventista Flaiz, em Rustumbada,
no Estado de Andhra Pradesh. Somalia Sri Lanka
9 Estabelecimento de novos edifícios para as igrejas centrais Tamil de Kannada e
de Savanagar, no Estado de Karnataka.
Kenya
10 Construção de um dormitório para rapazes na Escola Secundária E.D. Thomas
Memorial, em Thanjavur, no Estado Tamil de Nadu.
11 Construção de laboratórios e de uma biblioteca na Escola Secundária Adventista
do Sétimo Dia de Thirumala, em Thiruvananthapuram, no Estado de Kerala.
aluno 4º TRIMESTRE DE 2020
a d u lt o s o u t u br o · novembro · dezembro

manual de estudo da
ESCOLA SABATINA

Educação
POR PRESIDENTES DAS FACULDADES
ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA

Edição da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia


Departamento da Escola Sabatina da UPASD

Publicação Semestral da Publicadora SerVir, S. A.


Rua da Serra, 1 – Sabugo – 2715-398 | Almargem do Bispo – Tel.: 21 962 62 00
Direção Geral: Artur Guimarães
Direção Financeira: João Daniel Faustino
Direção de Redação: Lara Figueiredo
Tradução e revisão: Redação Publicadora SerVir
Projeto gráfico: Sara Calado
Diagramação: Marta Pereira
Execução Gráfica: Acd Print, S. A. – Ramada – Odivelas
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Cabo Verde
Avenida Amílcar Cabral, 33, Cx. P. 6, Cidade da Praia
Tel.: +238 261 3963; E-mail: aiasdcv@adventistas.org.cv
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Mindelo
Praça Nova, Cx. P. 22, São Vicente
Tel.: +238 232 5204; E-mail: olavosantos2007@hotmail.com
Igreja Adventista do Sétimo Dia, Associação Missão São Tomé e Príncipe
Caixa Postal 239
Rua Barrão de Água Izé
Tel.: 2222270 Telm.: 9912192
São Tomé e Príncipe
ISSN 2183-9808 | Depósito Legal nº 2706/83
PQ
GUIÃO TEMÁTICO
DE PEQUENO GRUPO

Prezado(a) aluno(a) da Escola Sa- para começar ou aprofundar o seu en-


batina, O seu Manual de Estudo da Es- volvimento neste ministério.
cola Sabatina tem agora mais uma ferra- Cada guião está organizado numa estru-
menta para apoiar o seu ministério pes- tura que pretende ajudá-lo a implementar
soal. No final de cada lição, encontrará os quatro elementos-base de um Peque-
um guião temático para animar uma no Grupo saudável:
sessão de Pequeno Grupo missionário
ou de discipulado. Estes guiões têm um 1. Confraternização: Receção; Con-
tema comum durante cada Trimestre, tactos e Conversas Informais; Atividades
O Reino de Deus, no terceiro Trimes- de Quebra-Gelo.
tre, e Milagres e Bênçãos, no quarto
Trimestre, e pretendem ser uma ajuda 2. Adoração: Louvor; Oração; Medita-
prática para organizar ou liderar o seu ção; Partilha; Testemunhos Pessoais.
Pequeno Grupo. A Igreja Adventista do
Sétimo Dia em Portugal tem como visão 3. Estudo: Temas de Debate; Estudo Bí-
a existência de redes de Pequenos Gru- blico; Aplicação dos Textos à Vida Prática.
pos espalhados por todo o seu território,
através dos quais uma maioria dos seus 4. Testemunho: Oração Intercessória;
membros se envolva num discipulado Materiais para Ministério Pessoal; Pla-
ativo e consistente. Os Pequenos Grupos neamento Evangelístico.
são um ministério insubstituível e mui-
to eficaz no desígnio de criar condições Desejamos que este material contribua
para que cada discípulo de Cristo descu- para o seu crescimento espiritual e para
bra Deus e a Sua Palavra e aprofunde a o aprofundamento do seu discipulado.
sua comunhão com Ele, desenvolva rela- Aceite o desafio e aproveite esta oportuni-
cionamentos fraternos com os irmãos na dade, que aqui colocamos nas suas mãos.
fé, mas também com amigos, vizinhos
e colegas, e tenha oportunidade de dar Pr. Pedro Esteves
testemunho autêntico e prático da sua Área Departamental de Evangelismo,
fé. Este recurso que colocamos ao seu Escola Sabatina e Ministérios Pessoais
dispor pode ser um importante auxílio UPASD

IDEAIS DO GRUPO:
NOME:
LEMA:
ORAÇÃO:
HINO:
TEXTO BÍBLICO:

3
ÍNDICE DAS LIÇÕES
da escola sabatina

  1. Educação no Jardim do Éden . ........................................................................ 07


  2. A Família ...................................................................................................... 16
  3. A Lei como Professor ...................................................................................... 25
  4. Os Olhos do Senhor: A Mundividência Bíblica . ............................................... 34
  5. Jesus como Professor por Excelência ............................................................... 44
  6. Mais Lições do Professor por Excelência ......................................................... 54
  7. A Adoração na Educação ................................................................................ 63
  8. Educação e Redenção . .................................................................................... 73
  9. A Igreja e a Educação ..................................................................................... 83
10. Educação nas Artes e nas Ciências . ................................................................ 92
11. O Cristão e o Trabalho . ................................................................................ 102
12. O Sábado: Experimentar e Viver o Caráter de Deus . ..................................... 112
13. O Céu, a Educação e a Aprendizagem Eterna ................................................ 121

O Manual de Estudo da Escola Sabatina dos adultos é preparado pelo Gabinete de Lições
de Adultos da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia®. A preparação deste
Manual faz-se sob a direção geral do Conselho de Publicações da Escola Sabatina, uma
subcomissão do Conselho Administrativo da Conferência Geral, o publicador destas lições.
O Manual, uma vez publicado, reflete o pensamento da comissão mundial de avaliação
e a aprovação do Conselho de Publicações da Escola Sabatina e, por isso, não representa
unicamente, ou necessariamente, a opinião do(s) autor(es).
© 2020 Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia®. Todos os direitos reservados.
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Dia®. Os escritórios das Divisões da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia®
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dos Adultos, sob diretrizes específicas. O Copyright dessas traduções e a sua publicação são
propriedade da Conferência Geral. “Adventistas do Sétimo Dia”, “Adventistas” e o logotipo
com as chamas são marcas registadas da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia®
e não podem ser usados sem autorização prévia da Conferência Geral.

VERSÕES DA BÍBLIA UTILIZADAS


Versão Portuguesa de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Corrigida, da Sociedade
Bíblica de Portugal. Em casos excecionais, para melhor compreensão, utilizam-se outras
versões assinaladas com as respetivas abreviaturas.

4
introdução

EDUCAÇÃO CRISTÃ
“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é
entendimento” (Provérbios 9:10, NVI).
Pense um pouco acerca do texto acima citado. Na verdade, ele implica dois
conceitos estreitamente relacionados: “temor”; isto é, espanto, admiração perante
a glória e o poder de Deus; e “conhecimento”, ou seja, aprendizagem da verdade
acerca do caráter de Deus. Assim, sabedoria, conhecimento e compreensão estão
enraizados no próprio Deus.
Isto faz todo o sentido. Afinal, Deus é a Fonte de toda a existência, o Único que
criou e sustém tudo o que existe (João 1:1-3; Col. 1:16 e 17). Seja o que for que
aprendamos, seja o que for que conheçamos – quarks, lagartas, supernovas, anjos,
demónios, “principados e potestades nos céus” (Efésios 3:10), tudo – essas coisas
existem apenas por causa de Deus. Assim, todo o verdadeiro conhecimento, toda a
verdadeira sabedoria e toda a verdadeira compreensão têm a sua fonte, em última
análise, no próprio Senhor.
A Escritura é clara: “Deus é amor” (I João 4:8), o que explica a seguinte citação
de Ellen G. White: “O amor, base da Criação e da redenção, é o fundamento da
educação verdadeira. Isto evidencia-se na Lei que Deus deu como guia da vida. O
primeiro e grande mandamento é: ‘Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu cora-
ção, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento’
(Lucas 10:27). Amá-l’O a Ele – Ser infinito e omnisciente – de toda a força, de todo
o entendimento e de todo o coração, implica o mais alto desenvolvimento de todas
as capacidades. Significa que, no ser todo – corpo, espírito e alma – deve a imagem
de Deus ser restaurada.” – Educação, cap. 1, p. 16.
Dado que o Senhor é a Fonte de todo o verdadeiro conhecimento, de toda a
verdadeira educação, toda a Educação Cristã deve dirigir a nossa mente para Ele
e para a revelação que Ele faz de Si mesmo. Através da Natureza, da Palavra escri-
ta, da revelação de Cristo nessa Palavra escrita, foi-nos dado tudo aquilo de que
necessitamos, e ainda mais, para que venhamos a ter uma relação redentora com
o nosso Senhor e, efetivamente, para que O amemos com todo o nosso coração
e com toda a nossa alma. Até mesmo a Natureza, tão maculada por milhares de
anos de pecado, ainda fala, e fala poderosamente, sobre a bondade e o caráter de
Deus, quando é estudada a partir da perspetiva que nos é dada na Escritura. Mas
a Palavra escrita, as Escrituras, é o perfeito padrão da verdade, a grande revelação
que temos sobre Quem Deus é e o que Ele tem feito e continua a fazer pela Hu-
manidade. A Escritura, e a sua mensagem de criação e de redenção, devem ser um
ponto central de toda a Educação Cristã.
O apóstolo João disse que Jesus Cristo é “a luz verdadeira, que alumia a todo o
homem que vem ao mundo” (João 1:9). Por outras palavras, tal como apenas através

5
de Jesus é que cada ser humano tem a vida, por meio de Jesus cada ser humano recebe
alguns raios de luz divina, alguma compreensão de uma verdade e de uma bondade
transcendentes.
Todos nós estamos envolvidos numa luta, o Grande Conflito, em que o inimigo
das almas trabalha diligentemente para nos impedir de receber este conhecimento.
Assim, para além de tudo o mais que a Educação Cristã implique, ela deve obvia-
mente procurar ajudar os estudantes a compreenderem melhor a luz que Deus nos
oferece vinda do Céu.
De outro modo, para que serve ela? Como disse Jesus: “Pois que aproveitaria ao
homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” (Marcos 8:36.) De que serve
uma boa educação nas áreas da Ciência, ou da Literatura, ou da Economia ou da
Engenharia, se, no final, tiver de enfrentar a segunda morte no lago de fogo? A
resposta é óbvia, não é?
Daí ser este o tópico para as nossas lições durante este trimestre. O que significa
ter uma “Educação Cristã” e como é que nós, enquanto Igreja, de um modo ou de
outro, encontramos uma forma para que todos os nossos membros sejam capazes
de obter uma tal educação?
Este Manual de Estudo da Escola Sabatina dos Adultos foi escrito por vários Presidentes
de Faculdades e Universidades Adventistas do Sétimo Dia da América do Norte.

Programa Modelo da Escola Sabatina


09h45* INÍCIO
até
10h00
Momentos de Louvor 15 min.

1ª Parte 10 min.
Palavras de introdução
até
Hino de abertura
10h10 Oração inicial
Introdução às atividades das Unidades de Ação
* O horário de início das atividades fica ao critério da igreja local

2ª Parte 40 min.
Saudação
Preenchimento do cartão I
até Testemunhos
10h50 Momentos de oração
Recapitulação da lição (25 min.)
A Igreja em Ação
Preenchimento do cartão II

3ª Parte 10 min.
Momento especial
Boletim Informativo
até
A semana num relance
11h10 Hino de encerramento
Oração final

ENCERRAMENTO

6
27 de setembro de 2020 a 3 de outubro de 2020 lição 1
EDUCAÇÃO
NO JARDIM DO ÉDEN
SÁBADO À TARDE

LEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA: Génesis 2:7-23; 3:1-6; II Pedro 1:3-11;


2:1-17; Hebreus 13:7, 17, 24.

Verso Áureo: “Eis que Deus exalta com a sua força; quem ensina como ele?” 1
(Job 36:22.)

A MAIOR PARTE DOS ESTUDANTES DA BÍBLIA conhece a história de Génesis


1-3 e o seu elenco de personagens: Deus, Adão, Eva, os anjos, a serpente. O cená-
rio é um esplêndido jardim num paraíso chamado “Éden”. O enredo parece seguir
uma série lógica de acontecimentos. Deus cria. Deus instrui Adão e Eva. Adão e
Eva pecam. Adão e Eva são banidos do Éden. No entanto, um olhar mais atento
aos primeiros capítulos de Génesis, especialmente através da lente da educação,
permitirá descobrir novas ideias sobre o elenco, o cenário e a história.
“O método de educação instituído no princípio do mundo deveria ser para
o Homem o modelo durante todo o tempo subsequente. Como ilustração dos
seus princípios, foi estabelecida uma escola-modelo no Éden, o lar dos nossos
primeiros Pais. O Jardim do Éden era a sala de aulas; a Natureza, o compêndio; o
próprio Criador, o Instrutor; e os Pais da família humana, os alunos.” – Ellen G.
White, Educação, cap. 2, p. 20.
O Senhor foi o Fundador, o Diretor e o Professor desta primeira escola. Mas,
como bem sabemos, Adão e Eva acabaram por escolher outro professor e apren-
deram as lições erradas. O que aconteceu, porquê e o que podemos aprender com
este primeiro relato sobre educação que nos possa ajudar, hoje?







Ano Bíblico: Habacuque.


LEITURA DA SEMANA SOP Ellen G. White, Educação, caps. 1-4.

7
DOMINGO 27 DE SETEMBRO

A PRIMEIRA ESCOLA
Embora não pensemos num jardim como sendo uma sala de aulas, isso faz todo
o sentido, especialmente tratando-se de um jardim como o Éden, cheio da riqueza
imaculada da criação feita por Deus. É difícil imaginar, a partir da nossa perspetiva
de hoje, o quanto aqueles seres não caídos, num mundo não caído, sendo direta-
mente ensinados pelo seu Criador, devem ter aprendido naquela “sala de aula”.
Leia Génesis 2:7-23. O que nota de importante no propósito de Deus em criar,
situar e empregar Adão?


1 
Deus fez o homem e a mulher à Sua imagem e deu-lhes um lar e um trabalho
importante. Quando se considera a dinâmica entre professor e aluno, esta é uma
relação ideal. Deus conhecia as capacidades de Adão porque Ele o tinha criado.
Ele podia ensinar Adão, sabendo que Adão podia realizar o seu pleno potencial.
Deus deu ao homem responsabilidade, mas também queria a sua felicidade.
E talvez uma parte dos meios para lhe dar essa felicidade tenha consistido em
dar-lhe responsabilidades. Afinal, quem é que não obtém satisfação – até mesmo
felicidade – por lhe serem dadas responsabilidades e poder fielmente satisfazê-las?
Deus conhecia o coração de Adão e do que ele necessitava para prosperar, por
isso deu a Adão a tarefa de cuidar do Jardim. “E tomou o Senhor Deus o homem,
e o pôs no jardim do Éden, para o lavrar e o guardar” (Génesis 2:15). É difícil
imaginarmos, dado que apenas conhecemos um mundo de pecado e de morte, o
que o trabalho deve ter implicado e as lições que, sem dúvida, Adão aprendeu ao
trabalhar e ao guardar o seu lar ajardinado.
Em Génesis 2:19-23, Deus cria companheiros animais para Adão e Ele
também cria Eva para ser esposa de Adão. Deus sabia que Adão necessitava do
companheirismo e da ajuda de uma igual, pelo que Ele criou a mulher.
Deus também sabia que o homem necessitava de estar numa estreita relação com
Ele, pelo que Ele criou um espaço íntimo no Éden no interior dos limites do Jardim.
Tudo isto atesta o propósito de Deus na Criação e o Seu amor pela Humanidade.
Mais uma vez, dada a grande distância entre nós e o Éden, é difícil imaginarmos
como devem ter sido as coisas – embora seja divertido tentar imaginar, não é?

Embora estejamos muito distantes do Éden, ainda podemos aprender lições com a
Natureza. Quais são algumas dessas lições e como é que podemos beneficiar delas
ao interpretá-las através da lente da Escritura?

Ano Bíblico: Sofonias.

8
SEGUNDA 28 DE SETEMBRO

INTRUSÃO
Uma das grandes alegrias para muitos professores é preparar a sua sala de aula:
pendurar painéis para a afixação de notas, organizar os materiais e arranjar a sala
do modo mais desejável possível. Quando olhamos para a visão de Deus quanto
à sala de aula que era o Jardim do Éden, vemos o cuidado que Ele tomou na pre-
paração de um ambiente educativo para Adão e Eva. Ele desejou que a beleza os
rodeasse. Podemos imaginar que cada flor, cada ave, cada animal e cada árvore ofe-
reciam uma oportunidade para Adão e Eva aprenderem mais acerca do seu mundo
e acerca do seu Criador.
Contudo, há uma transição abrupta de Génesis 2 para Génesis 3. Fizemos o
inventário de todo o bem que Deus criou com intenção divina. Mas, em Génesis
3:1, também despertamos para a provisão feita por Deus para a existência de livre 1
arbítrio. A presença da serpente como “a mais astuta que todas as alimárias do
campo” leva a um abandono da linguagem usada até aqui. Palavras como “muito
bom”, “não se envergonhavam” e “agradável” são adjetivos usados para descrever
a criação feita por Deus nos capítulos anteriores. No entanto, agora, com a serpen-
te, há uma mudança de tom. A palavra hebraica traduzida como “astuta” também é
traduzida nalgumas versões como “sagaz”. Subitamente é introduzido um elemen-
to negativo naquilo que, até agora, tinha sido apenas perfeito.
Em contraste, Génesis apresenta Deus como o oposto de “astuto”. Deus é
enfaticamente claro acerca das Suas expectativas para o par no Jardim. Sabemos,
pela ordem de Deus em Génesis 2:16 e 17, que Ele estabeleceu apenas uma regra a
que eles deveriam obedecer, isto é, não comerem da árvore proibida.
Seja o que for que possamos retirar desta história, uma coisa se destaca: Adão
e Eva foram criados como seres morais livres, seres que eram capazes de escolher
entre a obediência e a desobediência. Assim, logo desde o início, mesmo num
mundo não caído, podemos ver a realidade do livre arbítrio humano.
Em Génesis 3:1-6 examine as descrições que a serpente usou e que Eva depois
repetiu. O que nota na informação que a serpente dá a Eva? O que nota no modo
como Eva, depois, considera a árvore do conhecimento do bem e do mal?

Em Génesis 2:17, o Senhor disse a Adão que, se ele comesse da árvore, “certa-
mente morreria”. Quando Eva, em Génesis 3:3, repetiu o mandamento, ela não o
expressou de modo tão forte, deixando de lado a palavra “certamente”. Em Géne-
sis 3:4, a serpente volta a colocar a palavra no mandamento, mas numa total con-
tradição com o que Deus tinha dito. Parece que, embora Eva tenha sido ensinada
por Deus no Jardim, não levou tão a sério como devia aquilo que tinha aprendido,
como podemos ver pela própria linguagem que usou.

Ano Bíblico: Ageu.

9
TERÇA 29 DE SETEMBRO

DEIXANDO DE PERCEBER
A MENSAGEM
Como vimos ontem, apesar do mandamento claro de Deus, Eva – até mesmo na
sua linguagem – diluiu aquilo que lhe tinha sido ensinado. Embora não tenha in-
terpretado mal o que o Senhor lhe disse, ela obviamente não levou a coisa suficien-
temente a sério. Dificilmente podemos exagerar as consequências das suas ações.
Assim, quando Eva se encontrou com a serpente, repetiu (mas não exatamente) à
serpente o que Deus tinha dito acerca das árvores do Jardim (Génesis 3:2 e 3). É claro
que esta mensagem não era nova para a serpente. A serpente estava familiarizada com
a ordem e estava, portanto, bem preparada para a torcer, aproveitando-se, assim, da
1 inocência de Eva.
Examine Génesis 3:4-6. Para além de negar diretamente o que Deus tinha dito
exatamente, o que mais disse a serpente que, obviamente, obteve sucesso junto de
Eva? De que princípios tirou partido a serpente?

Quando a serpente lhe disse que parte da mensagem era incorreta, Eva poderia ter
ido conferi-la com Deus. Esta é a beleza da educação no Éden: o acesso que os alunos
tinham ao seu poderoso Professor estava certamente para além de qualquer coisa que
possamos agora imaginar na Terra. No entanto, em vez de fugir, em vez de procurar
a ajuda divina, Eva aceitou a mensagem da serpente. A sua aceitação da mensagem
revista pela serpente implica alguma dúvida da parte de Eva acerca de Deus e do que
Ele lhes tinha dito.
Entretanto, o próprio Adão incorre numa situação difícil. “Adão compreendeu
que a sua companheira tinha transgredido a ordem de Deus, que tinha desrespei-
tado a única proibição que lhes tinha sido imposta como prova da sua fidelidade
e do seu amor. Teve uma terrível luta íntima. Lamentava ter deixado Eva sair do
seu lado. Mas, agora, o que estava feito, estava feito. Devia separar-se daquela cuja
companhia tinha sido a sua alegria. Como poderia suportar isto?” – Ellen G. Whi-
te, Patriarcas e Profetas, cap. 3, p. 33, ed. P. SerVir. Infelizmente, embora sabendo
distinguir entre o justo e o injusto, ele escolheu erradamente.

Pense na enganadora ironia aqui presente: a serpente disse que, se eles comessem da
árvore, seriam “como Deus” (Génesis 3:5). Mas não nos diz Génesis 1:27 que eles
já eram como Deus? O que nos pode ensinar isto quanto a quão facilmente podemos
ser enganados e por que razão a fé e a obediência são a nossa única proteção, mesmo
quando nos foi dada a melhor das educações, como tinha sido o caso de Adão e Eva?

Ano Bíblico: Zacarias 1-4.

10
QUARTA 30 DE SETEMBRO

RECONQUISTANDO O QUE
ESTAVA PERDIDO
Quando Adão e Eva escolheram seguir a mensagem da serpente, enfrentaram, entre
muitas outras consequências, a expulsão da sala de aula de Deus. Pense no que Adão e
Eva perderam por causa do seu pecado. Quando compreendemos a sua queda, podemos
melhor entender o propósito da educação para nós no tempo presente. Apesar da sua
expulsão, a vida num mundo imperfeito introduziu um novo propósito para a educação.
Se a educação antes da Queda era o modo de Deus de familiarizar Adão e Eva com
Ele, com o Seu caráter, com a Sua bondade e com o Seu amor, então, após a sua ex-
pulsão, a obra da educação deve ser destinada a ajudar a familiarizar novamente a Hu-
manidade com esses aspetos de Deus, bem como a recriar a imagem de Deus em nós. 1
Apesar de estarem fisicamente longe da presença de Deus, os filhos de Deus podem
ainda chegar a conhecê-l’O, a conhecer a Sua bondade e o Seu amor. Através da oração,
do serviço e do estudo da Sua Palavra, podemos aproximar-nos do nosso Deus, como
faziam Adão e Eva no Éden.
As boas-novas são que, por causa de Jesus e do Plano da Redenção, nem tudo está
perdido. Temos a esperança da salvação e da restauração. E grande parte da Educação
Cristã deveria consistir em dirigir os alunos para Jesus e para o que Ele fez por nós,
bem como indicar a restauração que Ele oferece.
Leia II Pedro 1:3-11. À luz de tudo o que foi perdido quando os seres humanos
deixaram o Jardim, estes versículos vêm como um encorajamento de que muito pode
ser recuperado. Segundo o que escreve Pedro, o que devemos fazer, de modo a buscar a
restauração da imagem de Deus na nossa vida?

Através de Jesus, foi-nos dado “tudo o que diz respeito à vida e piedade” (II Pedro
1:3). Que promessa! Quais poderão ser algumas dessas coisas? Bem, Pedro dá-nos
uma lista: fé, virtude, conhecimento, autocontrolo, perseverança e assim por diante.
Note, também, que o conhecimento é uma das coisas que Pedro menciona. Esta ideia,
claro está, conduz à noção de educação. A verdadeira educação levará ao verdadeiro
conhecimento, o conhecimento de Cristo, e assim não só nos tornaremos mais como
Ele, mas também podemos estar em posição de partilhar o nosso conhecimento sobre
Ele com os outros.

Pense por um momento acerca do facto de que a árvore proibida era a árvore do
“conhecimento do bem e do mal”. O que nos deveria isso dizer acerca da razão por
que nem todo o conhecimento é bom? Como é que sabemos a diferença entre o bom
e o mau conhecimento?

Ano Bíblico: Zacarias 5-8.

11
QUINTA 1 DE OUTUBRO

OS DESPREZADORES DA
AUTORIDADE
Algumas pessoas são consideradas “alunos naturais” na sala de aula. Quase não
necessitam de estudar para obter excelentes notas. Elas absorvem facilmente a ma-
téria. O seu conhecimento parece “colar-se-lhes à pele”. No entanto, II Pedro 1 e 2
torna evidente que a nossa educação em Cristo é uma experiência de oportunidades
iguais para aqueles que se dediquem a ela.
As palavras encorajadoras de II Pedro 1 contrastam com o aviso sério em
II Pedro 2.
Leia II Pedro 2:1-17. Que palavras poderosas e condenatórias está ele a proferir
1 aqui? Ao mesmo tempo, no meio deste aviso e desta condenação cortantes, que grande
esperança nos é prometida?

Note o que Pedro escreve no versículo 10 acerca daqueles que desprezam a au-
toridade. É uma censura dura daquilo que é também uma realidade nos nossos
dias. Nós, enquanto Igreja, devemos operar na pressuposição da existência de certos
níveis de autoridade (veja Hebreus 13:7, 17, 24), e somos chamados a submetermo-
-nos a eles e a obedecer-lhes, pelo menos na medida em que eles mesmos estão a ser
fiéis ao Senhor.
No entanto, no meio desta condenação áspera, Pedro oferece (no versículo 9),
um contraponto. Ele diz que, embora Deus seja poderoso para lançar fora aqueles
que escolhem o engano, “sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos”. Será possí-
vel que parte da nossa educação no Cristianismo não seja apenas evitar a tentação,
mas também aprender as muitas formas em que Deus nos pode livrar dela, e efe-
tivamente nos livra, bem como guardar-nos daqueles que, avisa Ele, “introduzirão
encobertamente heresias de perdição” (II Pedro 2:1)? E, além do mais, dado que o
desprezo da autoridade é tão condenado, não deveria a nossa Educação Cristã tam-
bém consistir na aprendizagem do modo correto de compreender, de se submeter e
de obedecer aos “vossos chefes” (Hebreus 13:7, Matos Soares)?
Embora não se possa dizer que Adão e Eva desprezaram a Autoridade, no fim de
contas decidiram desobedecer a essa Autoridade. E o que tornou a sua transgressão
tão má foi o facto de que eles o fizeram em resposta a uma manifesta contradição
sobre o que aquela Autoridade, o próprio Deus, lhes tinha dito para seu próprio bem.

Pense nesta questão da autoridade, não apenas na igreja ou na família, mas na vida
em geral. Por que razão é a autoridade, tanto o adequado exercício da autoridade
como a adequada submissão a ela, tão importante? Leve a sua resposta para a Uni-
dade de Ação no Sábado.

Ano Bíblico: Zacarias 9-11.

12
SEXTA 2 DE OUTUBRO

ESTUDO ADICIONAL: “Deus cuidava do santo par, não apenas como um pai que
cuida dos seus filhos, mas considerava-os, também, como estudantes a receberem
instrução do seu Criador, Todo-Sabedoria. Eram visitados pelos anjos, e era-lhes
concedida comunhão com o Criador, sem nenhum véu que limitasse essa ligação.
Estavam cheios de vigor comunicado pela árvore da vida, e a sua capacidade in-
telectual era apenas pouco menor do que a dos anjos. Os mistérios do Universo
visível – ‘maravilhas daquele que é perfeito nos conhecimentos’ (Job 37:16) – pro-
porcionavam-lhes uma fonte inesgotável de instrução e prazer. As leis e ações da
Natureza, que têm ocupado o estudo dos homens desde há seis mil anos, eram des-
cerradas à sua mente pelo infinito Construtor e Mantenedor de tudo. Mantinham
conversa com a folha, com a flor e com a árvore, obtendo de cada uma os segredos
da sua vida. Adão estava familiarizado com cada criatura vivente, desde o poderoso
1
leviatã que folga entre as águas, até ao minúsculo inseto que flutua no raio solar.
Tinha dado a cada um o seu nome, e conhecia a natureza e os hábitos de todos. A
glória de Deus nos Céus, os mundos inumeráveis nas suas ordenadas órbitas, ‘o
equilíbrio das grossas nuvens’ (Job 37:16), os mistérios da luz e do som, do dia e
da noite, tudo estava aberto ao estudo dos nossos primeiros Pais. Em cada folha da
floresta, ou pedra nas montanhas, em cada estrela brilhante, na terra, no ar, e no
céu, estava escrito o nome de Deus. A ordem e a harmonia da Criação falavam-lhes
de sabedoria e do poder infinitos. Estavam sempre a descobrir alguma atração que
enchia o seu coração do mais profundo amor, e dava origem a novas expressões de
gratidão.” – Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, cap. 2, p. 27, ed. P. SerVir.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO


1. Se Deus tinha originalmente a intenção de que a escola/o trabalho fosse uma
oportunidade para os seres humanos O encontrarem e encontrarem a Sua Criação,
ainda estamos a ser fiéis à intenção de Deus no nosso trabalho, hoje? Como é que
podemos conhecer melhor Deus através do nosso trabalho (remunerado, de educa-
ção, voluntário, de ministério, etc.)?
2. Quando consideramos a astúcia de Satanás no Jardim do Éden, é fácil ficar
frustrado com a nossa fraqueza humana. Adão e Eva sabiam que Deus estava
próximo e, no entanto, aceitaram a meia-verdade da serpente. Como podemos nós,
que estamos privados de tal proximidade física com Deus, ainda encontrar poder
vindo d’Ele para nos ajudar a vencer a tentação?
3. Discuta a questão da autoridade e a razão por que é tão importante obedecer
a essa autoridade. O que acontece quando as linhas que definem a autoridade se
tornam esbatidas? Como pode a autoridade ser abusada, e como é que reagimos
quando ela o é?

Ano Bíblico: Zacarias 12-14.

13
1 A TRAVESSIA
DO MAR VERMELHO
QUEBRA-GELO: Se tivesse que abando- Deus tinha escolhido. A separação de
nar a sua casa em 50 segundos, e pudesse águas só seria possível mediante um mila-
levar apenas uma coisa, o que seria? gre. Após o mar se abrir, Deus continuou
a prover livramento para o Seu povo. Não
INTRODUÇÃO: No estudo de hoje, en- é conhecida a profundidade das águas
contramos um grande milagre no qual o no caminho de terra seca aberto no mar.
povo de Deus estava diante de um gran- O facto é que o povo de Deus estava pro-
de problema e, de maneira surpreenden- tegido tanto pela esquerda como pela di-
1PG te, Deus realizou o impossível e talvez o reita, por trás e pela frente. Mesmo com
impensável. Após o povo sair do Egito, o todos os recursos do exército egípcio,
Faraó enviou o seu exército ao encalço do nada poderia afetar os filhos de Deus.
povo de Israel. Em todos os momentos,
Deus demonstrou o Seu cuidado e a Sua PARA PENSAR: Em meio às dificulda-
proteção, mas agora os Israelitas estavam des, as pessoas começaram a questionar
numa encruzilhada: à sua frente, o Mar Moisés e a temer pela própria vida. Não
Vermelho, e, atrás, os soldados do Faraó. é fácil passar por momentos conturbados
Não havia alternativa para fugir. Muitos e de pressão, mas, quando colocamos a
questionaram Moisés sobre o que fazer. vida nas mãos do Senhor, podemos ter
Talvez essa fosse a grande pergunta do lí- plena certeza de que Deus vai sempre
der Moisés. Ele buscou Deus, e o Senhor proteger os Seus filhos e, se talvez um mi-
pediu que ele ordenasse que os filhos lagre não for realizado, o maior milagre é
de Israel marchassem (Êxodo 14:15). sabermos que: “Todas as coisas cooperam
Os Israelitas não deveriam permanecer para o bem daqueles que amam a Deus”
completamente inativos enquanto o Se- (Romanos 8:28).
nhor os libertava; eles deveriam seguir
enquanto testemunhavam do poder de DISCUTA COM O GRUPO: Como está
Deus. O Senhor também pediu para Moi- Deus a guiar a sua vida? Será que Ele está
sés levantar o bordão, estender a mão so- a levá-lo a andar em círculos, a andar no
bre o mar e dividi-lo, para que o povo de escuro, a andar em meio ao fogo ou a sen-
Deus pudesse atravessar (Êxodo 14:16). tir-se abandonado por aqueles em quem
você confiava?
TEXTO PARA ESTUDO:
Êxodo 14:20-24. II. INTERPRETANDO O TEXTO
Deus fez uma pergunta a Moisés, dizen-
DISCUSSÃO: do: “Porque clamas a mim?” Essas pala-
I. CONHECENDO O TEXTO vras mostram que Moisés tinha buscado
A Bíblia revela, nestes versos, o poder de o Senhor para que recebesse ajuda divina.
Deus a ser manifestado. O Senhor atuou Talvez ao falar com Deus, Moisés tenha
através de Moisés para que o Seu povo expressado as queixas do povo que, prova-
pudesse confiar plenamente no líder que velmente, estava aflito e preocupado com

14
a situação que estava a vivenciar. Quando nada. Ele precisava de um milagre de Deus
Deus pediu para que o povo marchasse, es- e, por isso, buscou o Senhor. As grandes
tava, de certa forma, a dizer que Ele tinha o batalhas da vida nem sempre são ganhas
controlo de todas as coisas e que faria aqui- pelos mais bem preparados ou pelos me-
lo que os Israelitas não conseguiriam fazer, lhores, mas, sim, por aqueles que reconhe-
mas que deveriam fazer o que estava ao cem que sem Deus nada podem fazer.
alcance deles: marchar! O Senhor também
pediu que Moisés levantasse o bordão. PARA PENSAR: O medo inicial dos Is-
Deus poderia ter dividido o Mar Vermelho raelitas (Êxodo 14:10) transformou-se
sem o auxílio de Moisés, mas, naquele mo- em fé (Êxodo 14:29), porque sabiam que
mento, o pedido era para o povo visualizar Deus estava com eles. Viram com os pró-
que podia confiar em Moisés, porque o Se- prios olhos o milagre que Deus estava a
nhor estava com ele. realizar. Em muitos momentos, não ve-
remos com os nossos olhos os milagres,
PARA PENSAR: Sabemos que Deus esta- mas devemos crer que Deus tem o con-
va a guiar o povo de Israel, mas porque trolo sobre todas as coisas. 1PG
escolheu Ele aquele caminho para os Is-
raelitas escaparem, se Ele sabia do grande DISCUTA COM O GRUPO: Como tem
obstáculo que era o Mar Vermelho? Será enfrentado as situações na sua vida? O
que havia alguma lição importante para medo tem tomado o lugar da fé, ou a fé
ensinar ao Faraó e talvez acabar com os tem ocupado o lugar do medo?
Egípcios? Ou ensinar Israel a confiar em
Deus ou ensinar os Israelitas a confiar no IV. CONCLUSÃO
líder que Deus escolhera? A verdade é que Deus está sempre dispos-
to a cuidar dos Seus filhos, mesmo diante
DISCUTA COM O GRUPO: Nem todas de grandes desafios! Está você disposto a
as pessoas conseguem entender os mi- deixar Deus atuar na sua vida? Ele deseja
lagres que Deus realiza. Muitas vezes, fazer o melhor por si, mas a escolha estará
precisamos de crer, ao invés de tentar en- sempre nas suas mãos. O maior milagre
tender. Como acha que os Israelitas des- não é o impossível tornar-se realidade,
creveriam Deus a alguém que não tivesse mas permitir a atuação divina em nós e
visto este milagre? através de nós. Diariamente necessitamos
de buscar Deus e entregar-Lhe completa-
III. APLICAÇÃO DO TEXTO mente a nossa vida e as nossas decisões,
Sem dúvida, a travessia do Mar Vermelho porque mesmo que Deus não abra o Mar
é um dos mais belos relatos da Bíblia que Vermelho para si, Ele providenciará ou-
mostra o poder de Deus e o livramento tro método, outra forma para você estar
do Seu povo. Muitas pessoas estavam a do outro lado, em segurança. Quando
queixar-se da situação, muitos até mesmo Deus está no controlo, Ele cuidará sem-
descrentes diante do problema. É comum pre e dar-nos-á o que existe de melhor,
ver muitas pessoas reclamarem diante mas, para isso, você precisa de aceitar e
das provações da vida e, até mesmo, a de crer. Você está disposto a permitir que
entregar-se completamente ao problema. Deus esteja no controlo da sua vida?
A comunhão que Moisés tinha com Deus
é visível, porque, como líder, ele também Notas:
poderia agir como o povo, mas ele com- 
preendia que, por si só, não poderia fazer 

15
4 de outubro de 2020 a 10 de outubro de 2020 lição 2
A FAMÍLIA

SÁBADO À TARDE

LEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA: Génesis 3:1-15; II Coríntios 4:6; Lu-


cas 1:26-38; Mateus 1:18-24; Efésios 4:15; I João 3:18; Deuteronómio 6.

2 Verso Áureo: “Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes a doutrina de
tua mãe” (Provérbios 1:8).

ENQUANTO SERES HUMANOS, estamos sempre (idealmente) a aprender. De


facto, a própria vida é uma escola.
“Desde os tempos primitivos, que os fiéis em Israel davam muita atenção à
educação da juventude. O Senhor dera instruções para se ensinarem as crianças,
desde a mais tenra idade, acerca da Sua bondade e grandeza, especialmente no
modo como estas se revelam na Sua Lei e se demonstram na história de Israel. Os
cânticos, as orações e as lições das Escrituras deviam ser adaptados à mente que se
ia desenvolvendo. Os pais e as mães deviam ensinar aos filhos que a Lei de Deus
é a expressão do Seu caráter, e que, ao receberem os princípios da Lei no coração,
a Sua imagem era gravada no espírito e na alma. Muito do ensino era feito oral-
mente; mas os jovens aprendiam também a ler os escritos dos Hebreus, e os rolos
de pergaminho das Escrituras do Velho Testamento que eram postos à disposição
para seu estudo.” – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, cap. 7, pp. 47
e 48, ed. P. SerVir.
Durante a maior parte da história humana, a educação realizava-se, sobretudo,
no lar, especialmente nos primeiros anos de vida da criança. O que diz a Bíblia
acerca da educação na família, e que princípio podemos retirar dela para nós, seja
qual for a nossa situação familiar?




Ano Bíblico: Malaquias.

LEITURA DA SEMANA SOP Ellen G. White, Educação, caps. 5 e 6.

16
DOMINGO 4 DE OUTUBRO

A PRIMEIRA FAMÍLIA
Não nos foram dados muitos detalhes – na realidade, nenhuns – nas páginas
iniciais das Escrituras acerca do tipo de educação familiar que tinha lugar nos
primeiros dias da história humana, mas podemos estar certos de que era na própria
estrutura da família que a educação ocorria nessa época.
“O método de educação estabelecido no Éden centralizava-se na família. Adão
era o ‘filho de Deus’, e era do seu Pai que os filhos do Altíssimo recebiam instrução.
Tinham, no mais estrito sentido, uma escola familiar.” – Ellen G. White, Educação,
cap. 5, p. 33.
E, embora não saibamos exatamente o que era ensinado, podemos ter a certeza
de que o ensino tinha a ver com as maravilhas da Criação e, depois do pecado, com
o Plano da Redenção.
2
O que ensinam os seguintes textos e por que razão esses ensinos certamente
teriam sido parte da educação que Adão e Eva comunicaram aos seus filhos?
Génesis 1-2; 3:1-15; II Coríntios 4:6; Lucas 10:27; Gálatas 3:11; Apocalipse 22:12.



“O método de educação instituído no princípio do mundo deveria ser para o
Homem o modelo durante todo o tempo subsequente. Como ilustração dos seus
princípios, foi estabelecida uma escola-modelo no Éden, o lar dos nossos primeiros
Pais.” – Ellen G. White, Educação, cap. 2, p. 20.
A Educação Cristã é um compromisso para se educar as famílias e os membros
na doutrina, na adoração, na instrução, na comunhão, no evangelismo e no serviço.
É no lar que se ministra aos membros da família acerca do amor e das promessas
de Deus. É onde Jesus é apresentado às crianças como o seu Senhor, Salvador e
amigo, e onde a Bíblia é exaltada como sendo a Palavra de Deus. É na família que
se exemplifica como é uma relação saudável com o nosso Pai celestial.
Em Génesis 4:1-4, Caim e Abel trazem a sua oferta ao Senhor. Podemos
seguramente assumir que eles tinham aprendido sobre o significado e a importância
das oferendas como parte da sua educação familiar acerca do Plano da Salvação.
É claro que, como a história mostra, uma boa educação nem sempre conduz ao
tipo de resultado que se esperaria.

Seja qual for a situação do seu lar, que escolhas pode fazer de modo a que ele seja
um ambiente onde a verdade é ensinada e vivida?

Ano Bíblico: Vista Geral do Velho Testamento.

17
SEGUNDA 5 DE OUTUBRO

A INFÂNCIA DE JESUS
A Escritura dá-nos poucos detalhes sobre a infância de Jesus. Muito do que
se passou nesses anos permanece um mistério. No entanto, foram-nos dadas
algumas ideias quanto ao caráter dos Seus pais terrestres, Maria e José, e o que
aprendemos a respeito deles pode ajudar a explicar-nos algo sobre a Sua infância
e a Sua educação inicial.
O que nos ensinam estes textos acerca de Maria e José, e como podem eles dar-
-nos um vislumbre do modo como Jesus foi educado pelos Seus pais?
Lucas 1:26-38 


2 Lucas 1:46-55 


Mateus 1:18-24 


Através destes textos podemos ver que tanto Maria como José eram Judeus fiéis,
que procuravam viver em obediência às leis e aos mandamentos de Deus. E, de
facto, quando o Senhor Se dirigiu a eles e lhes disse o que iria acontecer-lhes, eles
fizeram fielmente tudo o que lhes foi dito.
“O menino Jesus não recebeu instrução nas escolas das sinagogas. A Sua mãe foi
o Seu primeiro mestre humano. Dos lábios dela e dos rolos dos profetas, aprendeu
coisas celestiais. As próprias palavras que Ele dissera a Moisés para Israel eram-
-Lhe agora ensinadas ao colo da Sua mãe. Ao avançar da infância para a juventude,
não procurou as escolas dos rabis. Não necessitava da educação vinda de tais fon-
tes; pois Deus servia-Lhe de Instrutor.” – Ellen G. White, O Desejado de Todas as
Nações, cap. 7, p. 48, ed. P. SerVir.
Não há dúvida de que José e Maria foram bons e fiéis professores do menino
Jesus, mas, como revela a história em Lucas 2:41-50, havia muito acerca do seu
Filho que eles não compreendiam, porque Jesus tinha conhecimento e sabedoria
que Lhe tinham sido comunicados apenas pelo Senhor.

Leia novamente o texto de Ellen G. White citado acima. Como é que abarcamos aqui-
lo que ela escreveu acerca do modo como Jesus aprendeu ao colo da Sua mãe as pa-
lavras que Ele mesmo tinha proferido? O que nos diz isto acerca do espantoso amor
de Deus? Como deveríamos nós, criaturas caídas e pecadoras, reagir a esse amor?

Ano Bíblico: Mateus 1-4.

18
TERÇA 6 DE OUTUBRO

COMUNICAÇÃO
Num sentido muito real, a educação é comunicação, seja a que nível for. O pro-
fessor é aquele que tem o conhecimento, a sabedoria, a informação, os factos, etc.,
para comunicar ao aluno. Alguém que tenha muito conhecimento deve ser capaz
de o comunicar aos outros; de outro modo, para que serve tudo o que ele ou ela
sabe, pelo menos em termos de ensino?
No entanto, noutro nível, as boas capacidades para ensinar não são apenas a ha-
bilidade para comunicar. Construir uma relação também é crucial para todo o pro-
cesso. “O verdadeiro professor pode comunicar aos seus discípulos poucos dons tão
valiosos como o da sua própria companhia. É verdade, relativamente a homens e a
mulheres, e muito mais a jovens e a crianças, que só os podemos compreender quan-
do os contactamos com simpatia; e temos necessidade de compreender a fim de mais
eficazmente beneficiar.” – Ellen G. White, Educação, cap. 23, p. 212, trad. direta. 2
Por outras palavras, um bom ensino atua também ao nível emocional e pessoal.
No caso em que a família é a escola, isto é muito importante. Uma boa relação deve
ser construída entre o aluno e o professor.
As relações são estabelecidas e desenvolvidas através da comunicação. Quando
os Cristãos não comunicam com Deus, lendo a Bíblia ou orando, a sua relação com
Deus estagna. As famílias necessitam de orientação divina para crescerem em graça
e conhecimento de Cristo.
Leia os textos seguintes. O que podemos aprender com eles sobre o modo de construir
relações familiares fortes (ou qualquer tipo de relação, na verdade)? Salmo 37:7-9;
Provérbios 10:31 e 32; 27:17; Efésios 4:15; I João 3:18; Tito 3:1 e 2; e Tiago 4:11.


Tomar tempo para semear as adequadas sementes da comunicação não só
preparará os membros da família para uma relação pessoal com Cristo, mas também
ajudará a desenvolver relações interpessoais no seio da família. Abrirá canais de
comunicação que se sentirá feliz por ter formado, quando os seus filhos chegarem
à puberdade e à maioridade. E, mesmo que não tenha filhos, os princípios que se
encontram nestes textos podem funcionar em todos os tipos de relações.

Pense, também, acerca da razão por que não é apenas aquilo que dizemos que é
importante, mas também o modo como o dizemos. O que aprendeu com as situa-
ções em que o modo como disse algo acabou por anular o impacto daquilo que
tinha dito, embora aquilo que disse estivesse correto?

Ano Bíblico: Mateus 5-7.

19
QUARTA 7 DE OUTUBRO

O PAPEL DOS PAIS


“E vós, pais, não provoqueis a ira aos vossos filhos, mas criai-os na doutrina e
admoestação do Senhor” (Efésios 6:4).
“Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede o de rubins”
(Provérbios 31:10).
Os pais têm uma responsabilidade espantosa. O pai é o chefe de família, e a famí-
lia é o berçário da Igreja, da escola e da sociedade. Se o pai é fraco, irresponsável e
incompetente, então a família, a Igreja, a escola e a sociedade sofrerão as consequên-
cias. Os pais devem procurar demonstrar o fruto do Espírito – “Amor, gozo, paz, lon-
ganimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gálatas 5:22 e 23).
Também as mães têm, talvez, o papel mais importante em toda a sociedade.
Elas têm grande influência em moldar o caráter dos seus filhos e em estabelecer
2 o ambiente e o temperamento do lar. Os pais deveriam fazer todo o possível para
cooperar com as mães na educação dos seus filhos.
O que podem os pais e as mães aprender com estes textos? Efésios 5:22 e 23,
25 e 26; I Coríntios 11:3; II Coríntios 6:14; Romanos 13:13 e 14; II Pedro 1:5-7; e
Filipenses 4:8.

Os pais cristãos têm a obrigação moral de prover um exemplo bíblico de Cristo
e da Igreja pelo seu comportamento. A relação matrimonial é uma analogia da re-
lação de Cristo com a Igreja. Quando os pais se recusam a dirigir, ou se dirigem de
modo tirânico, então estão a pintar uma falsa imagem de Cristo para os seus filhos
e para o mundo. Deus ordena a todos os pais cristãos que ensinem diligentemente
os seus filhos (veja Deuteronómio 6:7). Os pais têm a responsabilidade de ensinar
os seus filhos a amarem o Senhor com todo o seu coração. Devem ensinar o temor
do Senhor, uma devotação e uma submissão totais e amorosas a Ele.
Em Deuteronómio 6:7, os filhos de Israel receberam instruções específicas para
educarem os seus filhos no tocante às grandes coisas que o Senhor tinha feito pelo
Seu povo. Por mais extraordinária que fosse a história que os anciãos tinham para
contar aos seus filhos, nós, que vivemos após a cruz de Cristo, temos uma história
muito melhor para contar, não temos?
Assim, a cura ou a formação que devemos dar é um acontecimento proativo em
curso, no qual derramamos a verdade de Deus no coração dos nossos filhos e os
preparamos para estabelecerem a sua própria relação com Cristo.
No entanto, no fim de contas, todos recebemos o dom sagrado do livre arbítrio.
Em última análise, quando forem adultos, os nossos filhos terão de responder por
si mesmos perante Deus.

Ano Bíblico: Mateus 8-10.

20
QUINTA 8 DE OUTUBRO

PARA QUE NÃO


NOS ESQUEÇAMOS
Antes de os filhos de Israel terem entrado na Terra Prometida, Moisés falou-lhes
de novo, recontando os modos maravilhosos como o Senhor os tinha conduzido,
e admoestou-os vez após vez para que não se esquecessem do que o Senhor tinha
feito por eles. De muitas formas, Deuteronómio foi o testamento de Moisés. E
embora tenha sido escrito há milhares de anos, numa cultura e numa situação
vital radicalmente diferentes de tudo o que enfrentamos hoje, os princípios nele
presentes também se aplicam a nós.
Leia Deuteronómio 6. O que podemos aprender com este capítulo acerca dos
princípios da Educação Cristã? O que deveria ser central em tudo o que ensinamos, 2
não apenas aos nossos filhos, mas a qualquer pessoa que não conhece o que nós
conhecemos sobre Deus e acerca dos Seus grandes atos de salvação? Que avisos se
encontram, também, nestes versículos?


No centro de tudo o que eles deveriam ensinar aos seus filhos estavam as mara-
vilhosas ações de Deus entre eles. E também foi claramente dado o aviso para não
se esquecerem de tudo o que Deus tinha feito por eles.
É claro que, se os pais devem desempenhar o primeiro papel de destaque em
integrar os ensinos bíblicos na vida dos seus filhos, então têm a responsabilidade de
organizar e de preparar a sua própria vida de tal maneira que tenham conhecimento
e tempo adequados para passar com os seus filhos.
“A primeira professora da criança é a mãe. Nas mãos desta acha-se, em
grande parte, a sua educação, durante o período do seu maior e mais rápido
desenvolvimento.” – Ellen G. White, Educação, cap. 32, p. 275.
Este é o tempo essencial quando os pais ministram em favor dos seus filhos
acerca do amor e das promessas de Deus. Designar um tempo agendado regular
para ensinar a sabedoria e as promessas de Deus pessoalmente aos seus filhos terá
um impacto positivo sobre a sua família durante as gerações vindouras.

Leia este texto: “E as intimarás aos teus filhos, e delas falarás assentado em tua
casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (Deuteronómio 6:7).
Qual é o ponto essencial aqui, e o que nos deve ele dizer acerca de quão crucial é
manter sempre a realidade do Senhor perante não apenas os nossos filhos, mas
também perante nós mesmos?

Ano Bíblico: Mateus 11-13.

21
SEXTA 9 DE OUTUBRO

ESTUDO ADICIONAL: Leia Ellen G. White, “Preparação”, cap. 32, pp. 275-282, em
Educação; “Cooperação”, cap. 33, pp. 283-286, em Educação; “Disciplina”, cap. 34,
pp. 287-297, em Educação.
“Sobre os pais, bem como sobre as mães, recai a responsabilidade do primeiro
ensino à criança, tanto como do ensino posterior; e para ambos os pais é urgen-
tíssima a necessidade de preparação cuidadosa e completa. Antes de tomar sobre
si as responsabilidades da paternidade ou da maternidade, homens e mulheres
devem familiarizar-se com as leis do desenvolvimento físico: [...]; devem também
compreender as leis do desenvolvimento mental e do ensino moral.” – Ellen G.
White, Educação, cap. 32, p. 276.
“O trabalho de cooperação deve começar com o pai e a mãe, na vida doméstica.
No ensino dos seus filhos eles têm uma responsabilidade conjunta, e deve ser seu
2 constante esforço agirem juntamente. Entreguem-se eles a Deus, procurando d’Ele
auxílio para se apoiarem mutuamente. [...] Os pais que dão esse ensino não são
daqueles que podem ser encontrados a criticar o professor. Sentem que tanto o in-
teresse dos seus filhos como a justiça para com a escola exigem que, na medida do
possível, apoiem e honrem aquele que partilha da sua responsabilidade.” – Ellen
G. White, Educação, cap. 33, p. 283, trad. direta.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO


1. Quer tenhamos filhos ou não, todos existimos nalgum tipo de domicílio, e tam-
bém todos interagimos com outros. O que aprendeu com a lição desta semana que
o pode ajudar a interagir com os outros ou, mesmo, a dar-lhes testemunho, seja no
lugar onde vive, seja noutro lado?
2. Tendemos a ver a educação como algo de bom. (Afinal, quem pode ser contra a
educação?) Mas é sempre assim? Que exemplos existem em que a educação foi per-
vertida e transformada em algo mau? O que podemos aprender com esses exemplos
negativos que nos possa ajudar a tornar a educação algo de bom?
3. Tal como foi dito na lição de quarta-feira, todos nós recebemos o dom sagrado
do livre arbítrio. Mais tarde ou mais cedo, quando os filhos se tornam jovens ou,
mesmo, adultos, terão de tomar as suas próprias decisões no tocante ao Deus sobre
O Qual foram ensinados durante a sua infância. Por que razão devem todos os
pais – na verdade, qualquer pessoa – que procuram testemunhar a outros e ensinar
o Evangelho a outros, manter presente na sua mente esta verdade crucial acerca
do livre arbítrio?




Ano Bíblico: Mateus 14-16.

22
2 A SERPENTE
DE BRONZE
QUEBRA-GELO: Em algum momento concentrarmos apenas nas dificuldades,
da sua vida, você teve que lidar com a in- podemos tornar-nos pessoas ingratas e
gratidão de alguém próximo de si? Como extremamente negativas. Precisamos, an-
se sentiu? tes de tudo, de buscar motivos para ser-
mos gratos e positivos. Além disso, pre-
INTRODUÇÃO: No estudo de hoje, cisamos de encarar as dificuldades e as
você verá como a ingratidão é ofensiva a provações com esperança, na certeza de
Deus e pode atrair os Seus juízos. Entre- que o nosso Deus está connosco e nos li-
tanto, ainda assim, o Senhor é misericor- vrará dos momentos turbulentos da vida.
dioso e desvia a Sua ira, uma vez que nos
arrependamos da nossa rebeldia e clame- DISCUTA COM O GRUPO: Qual foi o 2PG
mos pelo Seu perdão. grande pecado de Israel nesta ocasião?
Porque é a ingratidão um pecado tão
TEXTO PARA ESTUDO: ofensivo para Deus? Como podemos re-
Números 21:4-9; João 3:14 e 15. sistir à tendência natural do coração hu-
mano de se concentrar nas dificuldades
DISCUSSÃO da vida? Como podemos tornar-nos pes-
I. CONHECENDO O TEXTO soas mais gratas para com Deus?
Deus tinha acabado de demonstrar o Seu
cuidado por Israel, concedendo ao Seu II. INTERPRETANDO O TEXTO
povo a vitória sobre os Cananeus, lidera- A rebeldia e a ingratidão de Israel atraíram,
dos pelo rei de Arade (Números 21:1-3). imediatamente, o juízo divino. Deus en-
Entretanto, a rigorosa caminhada pelo viou serpentes venenosas para o meio do
“caminho do Mar vermelho”, rodeando povo (Números 21:5). “Eles [os Israelitas]
Edom, fez com que o povo se esquecesse tinham rejeitado a dádiva de vida e de saú-
dos milagrosos favores divinos. A Bíblia de do Céu, de modo que Deus enviou-lhes
diz que eles ficaram “impacientes”, mur- sofrimento e morte na Terra, e muitos do
muraram contra Deus e contra Moisés e, povo pereceram” (W. Wiersbe, Comentá-
por fim, reclamaram da provisão miracu- rio Bíblico Expositivo, p. 455). Aqueles que
losa do Maná, chegando ao ponto de cha- eram picados morriam rapidamente e de
mar alimento “vil” ao “pão dos anjos”. forma dolorosa. O pecado atrairá sempre a
ira e os juízos retributivos de Deus, como
PARA PENSAR: Como seres humanos Paulo declarou: “O salário do pecado é a
caídos, temos a tendência de nos concen- morte” (Romanos 6:23).
trarmos nas coisas negativas e nas dificul-
dades que enfrentamos na vida. Porém, PARA PENSAR: Devemos estar cientes
se pararmos para analisar, existem diver- de que toda a ingratidão atrairá o casti-
sas bênçãos pelas quais podemos ser gra- go de Deus, isto porque a ingratidão é um
tos a Deus e alegrar-nos. É verdade que a pecado ofensivo para Deus. Diz a Bíblia:
vida não é um mar de rosas, mas, ao nos “A mão do Senhor é sobre todos os que o

23
buscam, para o bem deles; mas o seu po- também todo aquele que olhar para Cris-
der e sua ira contra todos os que o abando- to com fé e O aceitar como Salvador será
nam” (Esdras 8:22, última parte). Porém, salvo e receberá a vida eterna.
mesmo o castigo divino tem um propósito
redentor. A Bíblia diz: “o Senhor corrige a DISCUTA COM O GRUPO: Porque Se
quem ama” e “nos disciplina para apro- comparou Jesus a uma serpente, uma
veitamento, a fim de sermos participan- criatura que também é usada na Bíblia
tes da sua santidade” (Hebreus 12:6, 10). para representar Satanás? O que provo-
Como um pai disciplina um filho rebelde cava a cura dos Israelitas feridos pela pi-
para tentar restaurá-lo, Deus corrige-nos cada da cobra era a serpente de bronze
com a intenção de nos redimir. em si ou o ato de olhar para ela? O que
nos ensina este episódio sobre a salvação
DISCUTA COM O GRUPO: Se Deus é unicamente pela fé no sacrifício de Jesus
justo e castiga o transgressor, porque na cruz?
vemos frequentemente as pessoas a pra-
ticarem o mal e a saírem, aparentemen- IV. CONCLUSÃO
te, impunes? Que risco corremos ao nos O milagre que estudámos hoje ensina vá-
2PG apegarmos a qualquer tipo de pecado? rias lições aos filhos de Deus. Podemos
Qual deve ser a nossa atitude quando, destacar e buscar colocar em prática, pelo
por causa de um pecado cometido, sofre- menos, três ensinos:
mos as consequências dos nossos erros? 1. A ingratidão é um pecado ofensivo
para Deus. Temos muitos motivos para
III. APLICAÇÃO DO TEXTO sermos gratos ao Senhor, mesmo neste
O povo parece ter aprendido a lição, pois mundo de pecado. Procuremos concen-
voltou-se para Deus em confissão, supli- trar-nos nas bênçãos de Deus e alegrar-
cando que Moisés intercedesse para que -nos na Sua presença!
Deus removesse as serpentes abrasadoras 2. O pecado é um veneno mortal, mes-
(v. 7). Porém, Deus não respondeu da ma- mo quando tomado em pequenas doses.
neira como os Israelitas esperavam. Deus Portanto, devemos, pela confissão e pela
não retirou as serpentes venenosas do graça divina, vencer e abandonar qual-
meio do povo, mas, ao invés disso, instruiu quer hábito pecaminoso que ainda haja
Moisés a fazer uma serpente de bronze e a na nossa vida.
colocá-la numa haste, de maneira que fi- 3. A nossa única esperança de cura, salva-
casse visível a todos. Se aqueles que eram ção e vida eterna está em Cristo e na obra
picados olhassem para a serpente de bron- que Ele efetuou em nosso favor na cruz
ze, seriam imediatamente curados. Esse do Calvário. Devemos diariamente acei-
milagre foi usado por Cristo como ilustra- tar Cristo como nosso único e suficiente
ção da Sua morte na cruz (João 3:14). Salvador!

PARA PENSAR: Assim como os Israelitas Notas:


foram contaminados pelo veneno mortí- 
fero das serpentes, o ser humano também 
está contaminado pelo pecado, que, ir- 
remediavelmente, o conduzirá à morte 
(Romanos 6:23). Porém, da mesma ma- 
neira que os Israelitas eram curados ao 
olharem para a serpente de bronze, assim 

24
11 de outubro de 2020 a 17 de outubro de 2020 lição 3
A LEI COMO PROFESSOR

SÁBADO À TARDE

LEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA: Deuteronómio 6:5; 31:9-27; Roma-


nos 3:19-23; Apocalipse 12:17; 14:12; Marcos 6:25-27; Hebreus 5:8.

Verso Áureo: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda
a tua alma, e de todo o teu poder” (Deuteronómio 6:5). 3

AO AVISAR OS GÁLATAS CONTRA O LEGALISMO, Paulo escreveu: “Porque,


se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei”
(Gálatas 3:21). É claro que, se alguma lei pudesse “vivificar”, essa lei seria a Lei
de Deus. E, no entanto, a tese de Paulo é que, para nós, enquanto pecadores, até
mesmo a Lei de Deus não pode dar vida. Porquê? “Mas a Escritura encerrou tudo
debaixo do pecado, para que a promessa, pela fé em Jesus Cristo, fosse dada aos
crentes” (Gálatas 3:22).
No entanto, se a Lei não pode dar vida aos pecadores, para que serve, para além
de nos mostrar a nossa necessidade de graça? É a Lei, então, apenas negativa na
sua função, existindo somente para nos mostrar os nossos pecados?
Não; a Lei também existe para nos indicar o caminho da vida, que se encontra
apenas em Jesus. É também disto que a verdadeira educação deveria tratar, indican-
do-nos uma vida de graça, de fé e de obediência a Cristo. É por isso que, esta sema-
na, iremos estudar o papel da Lei de Deus em toda a questão da educação cristã. Ao
fazê-lo, vamos ver o que a Lei, embora não nos possa salvar, ainda nos pode ensinar
acerca da fé, acerca da graça e acerca do amor de Deus pela Humanidade caída.





Ano Bíblico: Mateus 17-20.


LEITURA DA SEMANA SOP Ellen G. White, Educação, caps. 7 e 8.

25
DOMINGO 11 DE OUTUBRO

AMAR E TEMER DEUS


O livro de Deuteronómio contém as últimas palavras de Moisés para Israel pe-
rante uma nova geração, aquela que irá finalmente entrar na Terra Prometida. Mas,
antes de o fazerem, ele tem algumas palavras e instruções muito claras para eles.
Leia Deuteronómio 31:9-13. O que significa temer o Senhor?


Deus foi intencional no modo como comunicou a Sua Lei a Israel. Ele tomou
todas as providências para que as Suas leis não fossem esquecidas. Desta forma,
Deus é um Educador muito paciente. Ele ensina e repete e envia profetas e usa os
Seus servos para comunicarem a Sua mensagem. E fê-lo vez após vez. De facto, não
é boa parte dos escritos do Antigo Testamento nada mais do que Deus a procurar
3 ensinar o Seu povo a seguir o caminho da vida?
Note nestes versículos como Moisés sublinha a importância de as futuras gera-
ções aprenderem a Lei. Moisés descreve isso como um processo em dois passos.
Primeiro, as crianças ouvirão a Lei, e, depois “aprenderão a temer o Senhor, vosso
Deus” (Deuteronómio 31:13).
Primeiro, ouvem e, depois, aprendem a temer Deus. Isto é, aprender a Lei
pressupõe que o temor não será um resultado natural de se conhecer a Lei.
O processo de temer Deus deve ser aprendido. Moisés afirma implicitamente que
o conhecimento e o temor são um processo, e não uma relação causal imediata.
Além disso, o que significa “temer Deus” quando também é dito ao povo que
“amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e
de todo o teu poder” (Deuteronómio 6:5)? Talvez possamos comparar isto com o
modo como uma criança ama e teme um pai bom, um pai que revela o seu amor
e cuidado mostrando que diz o que quer dizer e que quer dizer o que diz. Com
um pai assim, se fazes algo errado, sofrerás realmente as consequências desse ato
errado. Sim, podemos, e devemos, amar e temer Deus ao mesmo tempo. Não são
ideias contraditórias. Quanto mais aprendemos sobre Deus, mais O amamos por
causa da Sua bondade; e, contudo, ao mesmo tempo, quanto mais conhecemos
Deus, também mais O podemos temer, porque podemos ver quão Santo e Justo Ele
é e quão pecaminosos e injustos nós somos em contraste, e vemos também como é
apenas pela graça – mérito não merecido – que não somos destruídos.

Como compreende o que significa amar e temer Deus ao mesmo tempo?

Ano Bíblico: Mateus 21-23.

26
SEGUNDA 12 DE OUTUBRO

UMA TESTEMUNHA CONTRA TI


Quando Moisés sabe que vai morrer em breve, fica profundamente ciente da
situação que deixará para trás. Sabe que após a sua morte, os Israelitas entrarão na
Terra Prometida de Canaã. Também sabe que se tornarão rebeldes ao chegarem ao
seu destino há muito almejado.
Leia Deuteronómio 31:14-27. Que preparativos faz Moisés antes da sua morte?
Quais eram as principais preocupações de Moisés e como é que ele aborda essas
preocupações?



O tom de Moisés aqui pode parecer o tom de um professor a preparar as coisas
para um substituto. Ele sabe que os seus alunos se têm portado mal na sua presença 3
na sala de aula; não está tão iludido ao ponto de pensar que não se irão rebelar
na sua ausência. Ele instrui os Levitas que levavam a Arca da Aliança para que
coloquem o Livro da Lei junto da arca, de modo a que seja uma “testemunha”.
Moisés não está apenas a transmitir um plano de lição para o seu substituto. Está a
transmitir um testemunho. Moisés fala do Livro da Lei como se fosse um ser vivo
dotado de poder para reprovar o coração dos homens.
Pense acerca da Lei enquanto “testemunha contra” eles. Como é que também
compreendemos esta ideia no Novo Testamento? Veja Romanos 3:19-23. Isto é,
como é que a Lei nos indica a nossa necessidade da graça?



Em Deuteronómio 31, Deus manda Moisés escrever um cântico que o Senhor
lhe ensinou. Moisés deve então ensinar esse cântico aos Israelitas, para que, como
está declarado no versículo 19, “este cântico me seja por testemunha contra os
filhos de Israel”. Mais uma vez, vemos personificadas as diretivas de Deus. Um
cântico, quando é cantado, é mais fácil de partilhar e de espalhar. E quando um
cântico é uma testemunha, tem a capacidade de levar as pessoas a olharem para si
mesmas e a verem o que ele diz acerca delas.

Mesmo quando procuramos obedecer à Lei de Deus com toda a força dada por
Deus, de que modos a Sua Lei funciona como uma “testemunha contra” nós? O que
nos ensina esta testemunha acerca da necessidade do Evangelho na nossa vida?

Ano Bíblico: Mateus 24-26.

27
TERÇA 13 DE OUTUBRO

PARA QUE POSSAS PROSPERAR


Em toda a Bíblia, ouvimos sobre outros resultados de se conhecer a Lei de Deus
– e de lhe obedecer.
Leia Josué 1:7 e 8. O que estava o Senhor a dizer a Josué e como é que os princí-
pios aí presentes se aplicam a nós, hoje?

O Senhor diz a Josué, quando ele está a preparar-se para entrar em Canaã: “Tão
somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme
a toda a lei que o meu servo, Moisés, te ordenou: dela não te desvies, nem para a
direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas, por onde quer
que andares” (Josué 1:7).
Esta noção de que o sucesso é um produto derivado da obediência pode pare-
3 cer contrária ao modo como se mede o sucesso no nosso mundo, hoje. Muitos,
atualmente, creem que os sinais de sucesso são a inovação, a criatividade e a auto-
confiança. Ter êxito numa indústria específica requer, frequentemente, ter talento
extraordinário e correr riscos.
No entanto, aos olhos de Deus, o sucesso requer um conjunto diferente de
recursos.
Leia Apocalipse 12:17; 14:12; Romanos 1:5; 16:26; Tiago 2:10-12. O que nos
dizem estes versículos, hoje, acerca da obediência à Lei de Deus? Isto é, ainda que
não sejamos salvos por obedecer à Lei de Deus, por que razão é tão importante que,
ainda assim, a guardemos?

Antigo Testamento, Novo Testamento, Antiga Aliança, Nova Aliança – tanto faz:
enquanto Cristãos que creem na Bíblia, somos chamados a sermos obedientes à Lei
de Deus. A violação da Lei, isto é, o pecado, apenas pode levar à dor, ao sofrimento
e à morte eterna. Quem é que não aprendeu por si mesmo, ou viu por si mesmo,
os resultados do pecado, os resultados da violação da Lei de Deus? Tal como o
antigo Israel apenas prosperaria, se obedecesse à Lei de Deus (ainda que também
necessitassem da graça), o mesmo se passa connosco hoje. Assim, como parte da
Educação Cristã, necessitamos de manter a Lei de Deus como um componente
central do que significa viver pela fé e confiar na graça de Deus.

Qual tem sido a sua experiência com as consequências do pecado? O que aprendeu
que poderia partilhar com os outros, de modo que, talvez, eles pudessem não co-
meter os mesmos erros?

Ano Bíblico: Mateus 27 e 28.

28
QUARTA 14 DE OUTUBRO

OS TRABALHOS E AS LUTAS
DOS CUMPRIDORES DA LEI
Há grandes benefícios em se seguir a Lei de Deus, como se tornou evidente
nas pessoas que Deus fez prosperar. Josué seguiu de perto os preceitos de Deus
e conduziu bem o povo de Israel. Vez após vez, o Senhor disse a Israel que, se
obedecessem à Lei, prosperariam.
Leia II Crónicas 31:20 e 21. Quais são as razões-chave nesta passagem que
explicam por que motivo Ezequias prosperou?


Seja qual for o tipo de educação em que estamos envolvidos, devemos enfatizar
a importância da obediência. Contudo, os nossos alunos não são estúpidos. Eles 3
notarão, mais tarde ou mais cedo, o duro facto de que algumas pessoas são fiéis,
amorosas e obedientes. E, entretanto, o que acontece? O desastre também as atinge.
Como explicamos isto?
O facto é que não conseguimos explicar. Vivemos num mundo de pecado, de mal,
num mundo em que o Grande Conflito está ao rubro, e nenhum de nós está imune.
O que nos ensinam estes textos sobre esta questão difícil? Marcos 6:25-27; Job 1
e 2; e II Coríntios 11:23-29.



Não há dúvida de que pessoas boas e fiéis, pessoas que respeitam a Lei, nem
sempre prosperaram, pelo menos do modo como o mundo entende a “prosperi-
dade”. Aqui pode estar, também, uma resposta parcial para esta questão difícil,
uma questão que, na medida em que procuramos ensinar a importância da Lei,
será, sem dúvida, colocada. O que entendemos exatamente por “prosperidade”?
O que disse o Salmista? “Preferia estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas
tendas da impiedade” (Salmo 84:10). Não há dúvida de que, segundo os padrões
do mundo, mesmo aqueles que são fiéis a Deus e obedientes à Sua Lei nem sempre
“prosperam”, pelo menos por agora. Nós não prestamos um bom serviço aos nos-
sos alunos, se dissermos o contrário.

Leia Hebreus 11:13-16. De que modo estes versículos nos ajudam a compreender a
razão por que aqueles que são fiéis ainda assim sofrem nesta vida?

Ano Bíblico: Marcos 1-3.

29
QUINTA 15 DE OUTUBRO

JESUS, O NOSSO EXEMPLO


Jesus Cristo, o Filho de Deus, viveu a única vida humana vivida em perfeita
obediência ao Pai, em perfeita obediência à Lei de Deus. Ele fez isto não apenas
para que pudesse ser o nosso Substituto, que foi, mas também para que pudesse
ser o nosso Exemplo, que também foi.
Leia as seguintes passagens: Lucas 2:51 e 52; Filipenses 2:8; Hebreus 5:8; e João
8:28 e 29. De que modo elas nos lembram da obediência de Cristo ao longo de toda
a Sua vida?


Talvez João o tenha dito da melhor forma quando escreveu isto: “Aquele que diz
que está nele, também deve andar como ele andou” (I João 2:6). Quando fixamos
3 os nossos olhos na vida de Cristo e no Seu ministério na Terra, é fácil ver como Ele
agradou ao Pai pela Sua obediência. Cristo realmente cumpriu a profecia, e exaltou
a Lei de Deus ao longo da Sua vida.
Tal como Deus dissera a Moisés para escrever a Sua Lei, para que ela fosse uma
testemunha para Israel, Cristo foi a incarnação viva do testemunho para os Seus
apóstolos e discípulos, para os pecadores e para os santos. Agora, em vez de termos
apenas um conjunto de regras para seguir, temos também o exemplo de Jesus, um
ser humano de carne e osso, para seguir.
Como professores, que melhor modelo de comportamento podemos apresentar
aos nossos alunos do que o exemplo de Jesus e o modo como Ele obedeceu ao Pai?
“Aquela fé em Cristo que professa desobrigar os homens de obedecer a Deus
não é fé, mas presunção. ‘Pela graça sois salvos mediante a fé.’ Efésios 2:8. Mas
‘a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma’. Tiago 2:17. Jesus disse a Seu
respeito, antes de vir à Terra: ‘Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu;
sim, a tua lei está dentro do meu coração.’ Salmo 40:8. E imediatamente antes de
ascender, de novo, ao Céu, Ele declarou: ‘Tenho guardado os mandamentos do
meu Pai, e permaneço no seu amor.’ João 15:10. A Escritura diz: ‘E nisto sabemos
que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. ... Aquele que diz que
está nele, também deve andar como ele andou.’ I João 2:3-6.” – Ellen G. White,
O Caminho para a Esperança, cap. 7, p. 63, ed. P. SerVir.

O que pode fazer para seguir melhor o exemplo de Cristo em todas as áreas da sua
vida e, assim, ser também um melhor professor para os outros? Embora seja uma
ideia antiga e corrente, por que razão aquilo que fazemos – as nossas ações – fa-
lam muito mais alto do que aquilo que dizemos?

Ano Bíblico: Marcos 4-6.

30
SEXTA 16 DE OUTUBRO

ESTUDO ADICIONAL: “O amor, base da Criação e da redenção, é o fundamento


da educação verdadeira. Isto evidencia-se na Lei que Deus deu como guia da vida.
O primeiro e grande mandamento é: ‘Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu co-
ração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento.’
(Lucas 10:27.) Amá-l’O – Ser infinito e omnisciente – de toda a força, entendimento
e coração, implica o mais alto desenvolvimento de todas as capacidades. Significa
que, no ser todo – corpo, espírito e alma – deve a imagem de Deus ser restaurada.
“‘E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.’
(Mateus 22:39.) A lei do amor pede a consagração do corpo, do espírito e da alma
ao serviço de Deus e dos nossos semelhantes. E este serviço, ao mesmo tempo que
faz de nós uma bênção para os outros, traz sobre nós mesmos as maiores bênçãos.
A abnegação é a base de todo o verdadeiro desenvolvimento. Por intermédio do
serviço abnegado recebemos a mais alta cultura de cada faculdade. De uma ma-
neira cada vez mais plena tornamo-nos participantes da natureza divina. Somos
habilitados para o Céu, pois o recebemos no nosso coração.” – Ellen G. White, 3
Educação, cap. 1, p. 16.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO


1. Como o antigo Israel, devemos amar Deus e temer Deus ao mesmo tempo (Mateus
22:37; Apocalipse 14:7). Na Unidade de Ação, falem mais acerca do modo como
podemos fazer ambas as coisas. Além disso, respondam à pergunta: Por que razão
estes dois mandamentos não estão em conflito entre si?
2. Qual é a diferença entre estabelecer um padrão e criar uma regra? Na sua expe-
riência, o Adventismo está mais preocupado em estabelecer padrões elevados no inte-
rior da sua comunidade de crentes ou em criar regras que unem a sua comunidade?
O que diz a Escritura acerca de estabelecermos padrões elevados para nós? Para a
nossa família? Para a nossa igreja?
3. Como é que conseguimos estabelecer o equilíbrio correto entre mostrar a impor-
tância de se obedecer à Lei de Deus e, ao mesmo tempo, mostrar a razão por que essa
obediência não é a fonte da nossa salvação?
4. Leia o Salmo 119 e note quantas vezes as noções de obediência, liberdade, leis,
regras e mandamentos são expressas. O que quer o autor do Salmo 119 transmitir
acerca destes temas?






Ano Bíblico: Marcos 7-9.

31
3 A CURA DE
NAAMÃ
QUEBRA-GELO: Já alguma vez foi a Israel uma constante guerrilha; e numa
uma consulta médica e levou o diagnós- das suas incursões, levaram prisioneira
tico, o tratamento e a receita para o mé- uma menina que, na terra do cativeiro,
dico? Como acha que o médico reagiria? ‘ficou ao serviço da mulher de Naamã’.
Apesar de ser escrava e de se encontrar
INTRODUÇÃO: O estudo de hoje apre- longe da família, esta menina era uma das
senta uma das mais curiosas e impressio- testemunhas de Deus, cumprindo incons-
nantes histórias da Bíblia, cheia de emo- cientemente o propósito pelo qual Deus
ções, reviravoltas, com vários persona- tinha escolhido Israel como Seu povo.
gens compondo o elenco dessa história, Enquanto servia nesse lar pagão, a sua
com muitas lições para nós. O primeiro compaixão foi despertada em favor do seu
3PG a aparecer é Naamã, que era um grande patrão; e, lembrando os maravilhosos mi-
general da Síria, rico, bem casado, famo- lagres de cura operados por Eliseu, disse
so e vitorioso. O texto bíblico até diz que à sua senhora: ‘Ai, quem me dera que o
“por ele o SENHOR dera livramento aos meu amo fosse ter com o profeta que vive
sírios” (v. 1). Porém, Naamã era leproso na Samaria! Ele com certeza que o curava
e, a despeito de todo o seu poder e de to- da doença!’ Ela sabia que o poder do Céu
das as suas vitórias, fora derrotado pela estava com Eliseu, e cria que por este po-
doença. Em seguida, a menina cativa, que der Naamã seria curado” (EGW, Profetas e
manteve a sua fé juvenil e se tornou numa Reis, p. 163, ed. P. SerVir).
campeã do Deus de Israel para a salvação
de Naamã e da sua família. Depois, os reis PARA PENSAR: A menina cativa, arran-
da Síria e de Israel, que demonstraram cada à força do seu lar, tinha todas as ra-
existência e ausência de fé, surpreenden- zões para ter o coração amargo. Muitas
temente nesta ordem! Além deles, os ser- vezes, as crises podem amargar o nosso
vos de Naamã, que se mostraram amigos e coração. A menina não estava onde que-
sábios e, finalmente, o profeta Eliseu, que ria estar, mas estava onde Deus queria
não se deixou impressionar pela grandeza que ela estivesse! E, em vez de se dei-
de Naamã, mas apresentou-lhe o Grande xar levar pelo sofrimento e pela dúvida,
Deus de amor que há em Israel. amargando o coração, ela amoleceu o co-
ração de Naamã.
TEXTO PARA ESTUDO:
II Reis 5:1-19. DISCUTA COM O GRUPO: Já se sentiu
injustiçado, prejudicado e pensou que
DISCUSSÃO não deveria estar a viver assim? Olhando
I. CONHECENDO O TEXTO para trás, consegue ver a direção de Deus
“Ben-Hadade, rei da Síria, tinha derrotado na sua vida? Concorda que nem sempre
os exércitos de Israel na batalha em que estaremos onde queremos, mas podemos
resultou a morte de Acabe. Desde esse estar onde Deus quer? Tem orado pelo
tempo, os Sírios tinham mantido contra bem dos seus inimigos?

32
II. INTERPRETANDO O TEXTO cessidades. Pedem com fervor e fé, mas
Naamã, surpreendentemente, acreditou querem que seja à maneira delas, não à
na menina e convenceu o rei da Síria a en- maneira d’Ele! A pompa da comitiva de
viá-lo a Israel para obter a cura. No entan- Naamã não impressionou Eliseu.
to, uma série de erros se seguiu. Primeiro,
Naamã foi até ao rei de Israel e não dire- PARA PENSAR: Muitos olham para a
tamente ao profeta, como a menina tinha Igreja e, quando veem o rio Jordão sujo
dito (v. 6). Ela não falou do rei, falou do e lamacento, pensam que há lugares me-
profeta. Segundo, o rei de Israel desespe- lhores aonde ir. A maneira de Deus nem
rou e esqueceu-se de que havia um ho- sempre é a mais simples, a mais adequada
mem de Deus no seu reino (v. 7). Terceiro, ou a mais fácil, mas é sempre a melhor!
Naamã foi até Eliseu e já tinha todo o ro- Deus sabe do que você precisa!
teiro pronto, mas irritou-se quando Eliseu
não fez como ele pensava. O roteiro que o DISCUTA COM O GRUPO: O que há de
profeta indicou parecia simples de mais. significativo no contraste entre a chegada
grandiosa de Naamã e a fria receção de
PARA PENSAR: Muitas vezes colocamos Eliseu? Porquê sete vezes?
a nossa confiança onde não devemos.
O rei da Síria e o próprio Naamã espera- IV. CONCLUSÃO 3PG
vam encontrar a cura com o rei de Israel, Nem sempre estamos onde queremos,
mas o rei estava longe de Deus. A menina mas, se permitirmos, Deus colocar-nos-á
apontou para Eliseu, e Naamã foi para o sempre onde Ele quer. E onde Deus nos
rei. O Evangelho aponta para Cristo. En- colocar, devemos melhorar a vida dos ou-
tão, todas as vezes que você for para ou- tros. É perigoso confiar em homens ou na
tro, vai dececionar-se. própria Igreja. Lembre-se de que a Igreja
de Deus pode ser lamacenta, mas é lá que
DISCUTA COM O GRUPO: Aparente- está a cura. Nenhum homem é tão pode-
mente, quem mostrou mais fé: o rei pagão roso que possa vencer o pecado. Não se
da Síria, ao enviar Naamã, ou o rei de Is- aproxime de Deus levando a receita; con-
rael, ao recebê-lo (v. 5)? Qual é o perigo de fie na prescrição d’Ele. Não exija; clame!
depositarmos a nossa esperança na pessoa Não determine; submeta-se!
errada? Se alguém o buscar a si para en-
contrar cura e socorro, vai encontrar? Notas:

III. APLICAÇÃO DO TEXTO 
Após ser recebido por Eliseu, que nem 
saiu de casa, Naamã ficou muito nervoso 
e desapontado. O que o profeta dissera 
parecia simples de mais. Naamã disse: 
“Eis que eu dizia comigo: Certamente ele 
sairá, pôr-se-á em pé, invocará o nome 
do Senhor seu Deus, e passará a sua mão 
sobre o lugar, e restaurará o leproso” 
(v. 11). Muitas pessoas, como Naamã, 
aproximam-se de Deus com todo o rotei- 
ro pronto. Querem que o Senhor atenda 
aos seus pedidos e satisfaça as suas ne- 

33
18 de outubro de 2020 a 24 de outubro de 2020 lição 4
OS OLHOS DO SENHOR:
A MUNDIVIDÊNCIA BÍBLICA
SÁBADO À TARDE

LEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA: Provérbios 15:3; Job 12:7-10; Efésios


6:12; Apocalipse 20:5 e 6; João 1:1-14; Marcos 12:29-31.

Verso Áureo: “Os olhos do Senhor estão em todo o lugar, contemplando os maus e
os bons” (Provérbios 15:3).
4
O POETA POLACO CZESLAW MILOSZ escreveu um poema, que começa com
ele a escrever acerca de animais imaginários: coelhos falantes, esquilos falantes e
outros do género. Eles “têm tanto em comum com animais reais”, escreveu ele,
“como as nossas noções do mundo têm em comum com o mundo real”. Depois,
para terminar o poema, ele escreveu: “Pensa nisto, e estremece.”
“Estremece” pode parecer uma palavra demasiado severa, mas é, de facto, ver-
dade que muito do que os seres humanos pensam acerca do mundo pode estar
completamente errado. Por exemplo, durante quase 2000 anos, muitas das pes-
soas mais inteligentes e melhor educadas do mundo pensavam que a Terra estava
imóvel no centro do Universo. Hoje, muitas das pessoas mais inteligentes e melhor
educadas pensam que os seres humanos evoluíram a partir do que era original-
mente uma forma de vida simples.
Como seres humanos, nunca olhamos para o mundo a partir de uma posição
neutra. Vemos o mundo sempre e apenas através de filtros que têm impacto no
modo como interpretamos e como compreendemos o mundo ao nosso redor. Esse
filtro chama-se “mundividência”, pelo que é absolutamente crucial que ensinemos
aos nossos jovens, e até mesmo aos membros mais velhos da Igreja, a mundivi-
dência bíblica.




Ano Bíblico: Marcos 10-12.


LEITURA DA SEMANA SOP Ellen G. White, Educação, caps. 9-11.

34
DOMINGO 18 DE OUTUBRO

OS OLHOS DO SENHOR
Um professor da Universidade de Oxford apresentou a teoria de que nós, o
mundo e tudo ao nosso redor – nada é real. Em vez disso, somos a criação digital
de uma raça de extraterrestres dotada de computadores superpoderosos.
Embora esta seja uma teoria interessante, ela suscita uma questão crucial: qual
é a natureza da realidade?
Há duas respostas possíveis muito abrangentes, ainda que apenas uma seja
racional. A primeira é que o Universo – e tudo o que nele existe, incluindo nós
– simplesmente existe. Nada o criou, nada o formou. Simplesmente está aí. É sim-
plesmente um facto bruto. Não há Deus, não há deuses, nada há divino. A reali-
dade é puramente material, puramente natural. Como alguém disse há 2500 anos
(esta não é uma ideia nova), há apenas “átomos e vazio”.
A outra perspetiva é que algum ser divino (ou seres divinos) criou (ou criaram)
o Universo. Isto, de facto, parece mais lógico, mais racional, mais sensato do que a
ideia de que o Universo simplesmente existe, sem qualquer explicação. Esta posição 4
abrange o mundo natural, o mundo de “átomos e vazio”, mas não se limita a ele. Ela
aponta para uma realidade que é muito mais ampla, mais profunda e mais multifa-
cetada do que a perspetiva ateia-materialista de que se ouve falar tanto hoje em dia.
O que têm os seguintes textos a dizer sobre as ideias suscitadas na lição de hoje?
Salmo 53:1; Provérbios 15:3; João 3:16; Isaías 45:21; e Lucas 1:26-35.



Central em qualquer Educação Cristã está a realidade não apenas de Deus, mas
do tipo de Deus que Ele é, um Deus pessoal que nos ama e que interage connosco.
Ele é um Deus de milagres que, embora usando leis naturais, não está amarrado
por essas leis e pode transcender essas leis quando assim quer (tal como aconteceu
na conceção virginal de Jesus). O ensino desta perspetiva é especialmente
pertinente hoje porque muito do mundo intelectual, pretendendo (erroneamente)
que a Ciência o apoia, aberta e despudoradamente ensina a mundividência ateia
e naturalista.

Pense como é estreita e limitada a mundividência ateia e materialista, em con-


traste com a mundividência bíblica, que (como dissemos antes) abrange o mundo
natural, mas que não se limita a ele. Por que razão, no fim de contas, a mundivi-
dência bíblica, a mundividência teísta, é simplesmente muito mais lógica e racio-
nal do que a sua rival ateia?

Ano Bíblico: Marcos 13 e 14.

35
SEGUNDA 19 DE OUTUBRO

A PERGUNTA DE LEIBNIZ
Há muitos anos, um pensador e escritor alemão chamado Gottfried Wilhelm
Leibniz fez aquela que é, provavelmente, a pergunta mais básica e fundamental
possível: “Por que razão há algo, em vez de nada?”
De que modo os textos seguintes respondem à pergunta de Leibniz? Génesis 1:1;
João 1:1-4; Êxodo 20:8-11; Apocalipse 14:6 e 7; e Job 12:7-10.



É fascinante como, na Bíblia, a existência de Deus é simplesmente assumida. Gé-
nesis 1:1 não começa com uma mão-cheia de argumentos lógicos (embora muitos
existam) para provar a existência de Deus. O texto simplesmente assume a exis-
tência de Deus (veja também Êxodo 3:13 e 14), e, a partir desse ponto de partida,
4 Deus como Criador, a Bíblia e toda a verdade revelada nas suas páginas se revelam.
A doutrina da Criação é também fundamental para qualquer Educação Cristã.
Tudo o que cremos como Cristãos, tudo, apoia-se sobre a doutrina da Criação em
seis dias. A Bíblia não começou com uma declaração sobre a expiação, ou acerca da
Lei, ou a respeito da cruz, ou sobre a ressurreição, ou a Segunda Vinda.
Não, começou com uma declaração sobre Deus como Criador, porque nenhum
destes outros ensinos fazem qualquer sentido sem a realidade de Deus como
nosso Criador.
Assim, digamo-lo mais uma vez, a mundividência bíblica deve enfatizar a
importância da doutrina da Criação. Esta ênfase também se torna muito importante
porque esse ensino tem enfrentado um ataque frontal total em nome da Ciência.
A evolução – milhares de milhões de anos em que a vida evolui lentamente aos
tropeções – tem destruído a fé na Bíblia para incontáveis milhões de pessoas.
É difícil imaginar um ensino mais contrário à Bíblia e à fé cristã em geral do que o
ensino da evolução. É por isso que a ideia de que a evolução pode, de algum modo,
ser harmonizada com a doutrina da Criação é ainda pior do que a evolução ateia.
Essa harmonização simplesmente não pode ser realizada, pelo menos sem se fazer
uma palhaçada da Bíblia e de toda a fé cristã.

Deus pede-nos para passarmos um sétimo da nossa vida, cada semana, lembran-
do-nos da Criação em seis dias, algo que Ele não pede em referência a qualquer
outro ensino. O que nos deveria isso dizer acerca de como é fundamental e impor-
tante esta doutrina para uma mundividência cristã?

Ano Bíblico: Marcos 15 e 16.

36
TERÇA 20 DE OUTUBRO

A MUNDIVIDÊNCIA BÍBLICA
Tal como foi dito na introdução, nenhum de nós perspetiva o mundo a partir de
uma posição neutra. Por exemplo, um ateu olha para um arco-íris no céu e nada
mais vê do que um fenómeno natural. Não tem qualquer sentido para além daquele
que os seres humanos decidam dar-lhe. Em contraste, alguém que o veja a partir
de uma mundividência bíblica não vê apenas um fenómeno natural, resultante da
interação da água e da luz, mas vê também uma reafirmação da promessa de Deus
de não voltar a destruir o mundo pela água (Génesis 9:13-16). “Como é grande a
condescendência de Deus, e a Sua compaixão para com as Suas criaturas falíveis,
colocando assim o belo arco-íris nas nuvens como sinal do Seu concerto com os
homens! ... O objetivo de Deus era que, quando os filhos das gerações posteriores
perguntassem o significado do arco glorioso que se estende nos céus, os seus pais
repetissem a história do Dilúvio, e lhes dissessem que o Altíssimo estendeu o arco,
e o colocou nas nuvens, como garantia de que as águas nunca mais inundariam a
Terra.” – Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, cap. 8, p. 84, ed. P. SerVir. 4
Para os Adventistas do Sétimo Dia, a Bíblia permanece o texto fundamental da
nossa fé. Ela ensina a mundividência, o “filtro”, pelo qual devemos ver e compreen-
der o mundo, o qual pode ser um lugar assustador e complicado. A Escritura cria o
molde que nos ajuda a compreender melhor a realidade em que nos encontramos,
de que fazemos parte e pela qual, frequentemente, somos confundidos e atordoados.
Que verdades são encontradas nos seguintes textos que nos podem ajudar a
compreender a realidade em que existimos? Efésios 6:12; Marcos 13:7; Romanos
5:8; 8:28; Eclesiastes 9:5; e Apocalipse 20:5 e 6.




Como Adventistas do Sétimo Dia, devemos aderir firmemente aos ensinos da
Bíblia, pois estes são a verdade revelada de Deus para os seres humanos, explican-
do-nos muitas coisas sobre o mundo que, de outro modo, não saberíamos, nem
compreenderíamos. Pelo que toda a Educação Cristã deve ser enraizada e funda-
mentada na Palavra de Deus, e qualquer ensino contrário a ela deve ser rejeitado.

Quais são alguns dos ensinos da Bíblia que contradizem outras crenças que as
pessoas têm? O que nos deveria ensinar esta diferença acerca de quão importante
é que adiramos fielmente à Palavra de Deus?

Ano Bíblico: Lucas 1 e 2.

37
QUARTA 21 DE OUTUBRO

ADORAR O REDENTOR
Por mais crucial que seja para a nossa fé, a doutrina da Criação não surge iso-
lada, especialmente no Novo Testamento. Ela vem frequentemente ligada, mesmo
de forma inseparável, com a doutrina da redenção. E isso é assim porque, franca-
mente, num mundo caído de pecado e de morte, apenas a Criação não basta. Nós
vivemos, lutamos, sofremos (como todos nós o fazemos), e depois? Morremos,
acabando, em última análise, de um modo que não é diferente das carcaças de
animais deixadas na beira da estrada.
O que tem isto de maravilhoso?
Daí que tenhamos, como ponto crucial da nossa mundividência, também a
doutrina da redenção – e isso significa que temos Jesus Cristo, e Cristo crucificado
e ressurreto, no centro de tudo o que cremos.
Leia João 1:1-14. O que nos dizem estes textos acerca de Quem Jesus era e do
que Ele fez por nós?
4 


Olhe para a mensagem do primeiro anjo: “E vi outro anjo voar pelo meio do
céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e
a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus e
dai-lhe glória, porque é vinda a hora do seu juízo, e adorai aquele que fez o céu, e
a terra, e o mar e as fontes das águas” (Apocalipse 14:6 e 7). Note que o “evangelho
eterno” está diretamente ligado a Deus como Criador. E quando percebemos que
o Deus que nos criou é o mesmo Deus que, em carne humana, suportou sobre Si
mesmo o castigo pelo nosso pecado, não admira que sejamos chamados a adorá-l’O.
Que outra resposta deveria haver da nossa parte quando percebemos como o nosso
Deus realmente é?
Por esta razão, Cristo, e Cristo crucificado, deve permanecer à frente e no
centro de tudo o que ensinamos – um ensino que, de facto, deve incluir também
a Segunda Vinda, porque a Primeira Vinda de Cristo realmente não nos faz lá
grande bem separada da Segunda Vinda, pois não? Pode-se argumentar, a partir
das Escrituras, que a Primeira e a Segunda Vindas de Cristo são duas partes de um
único evento – o Plano da Salvação.

Demore-se mais na ideia, expressa em João 1, de que Aquele que fez tudo “o que foi
feito” (João 1:3) foi Aquele que morreu na cruz por nós. Por que razão a adoração
deveria ser a resposta natural dominante?

Ano Bíblico: Lucas 3-5.

38
QUINTA 22 DE OUTUBRO

A LEI DE DEUS
Há alguns anos, em França, a nação debatia a questão da pena capital: deveria
ser abolida? Os defensores da abolição contactaram um escritor e filósofo francês
famoso chamado Michel Foucault e pediram-lhe para escrever um editorial em seu
favor. No entanto, o que ele fez foi defender não apenas a abolição da pena de morte,
mas a abolição de todo o sistema prisional e a libertação de todos os prisioneiros.
Contudo? Porque, para Michel Foucault, todos os sistemas de moralidade
eram apenas construções humanas, ideias humanas estabelecidas pelos deten-
tores do poder para controlar as massas. Logo, esses códigos morais não tinham
real legitimidade.
Por mais extrema que seja a sua posição, o que vemos aqui é uma consequência
lógica de um problema que não é realmente assim tão novo. Moisés lidou com ele
no antigo Israel há milhares de anos. “Não fareis conforme a tudo o que hoje fize-
mos aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos” (Deuteronómio 12:8;
veja também Juízes 17:6; e Provérbios 12:15). 4
No entanto, se não devemos fazer aquilo que é correto apenas aos nossos olhos
– isto é, nós mesmos não somos justos, santos e suficientemente objetivos para
saber o que é moralmente correto – então como podemos saber o que devemos
fazer? A resposta, claro está, é que o Senhor que nos criou também nos deu um
código moral pelo qual vivermos. Talvez os nossos olhos não o possam discernir
corretamente, mas os olhos do Senhor fazem-no sempre.
O que nos dizem estes textos acerca da conduta moral? Deuteronómio 6:5;
Marcos 12:29-31; e Apocalipse 14:12.

Se vamos fazer da redenção o ponto central da nossa mundividência cristã, en-
tão (como vimos na semana passada), a Lei de Deus, os Dez Mandamentos, devem
também ser centrais. Afinal, do que somos redimidos, senão do pecado, que é a
infração da Lei (Romanos 3:20)? O Evangelho realmente não faz sentido separado
da Lei de Deus, sendo esta uma razão que nos permite conhecer que a Lei ainda
está em vigor para nós, apesar da sua incapacidade de nos salvar. (É por isso que
necessitamos do Evangelho.)
Portanto, toda a Educação Adventista do Sétimo Dia deve enfatizar o que Ellen
G. White chamou “a perpetuidade da Lei” (O Grande Conflito, cap. 4, p. 55,
ed. P. SerVir), o que inclui o Sábado. Se a educação deve ajudar a restaurar a ima-
gem de Deus em nós tanto quanto possível nesta vida, então, até mesmo no nível
mais básico, a Lei de Deus deve ser exaltada, à luz do exemplo de Cristo, como o
código moral que nos mostra o que é verdadeiramente correto aos olhos de Deus.

Ano Bíblico: Lucas 6-8.

39
SEXTA 23 DE OUTUBRO

ESTUDO ADICIONAL: “O verdadeiro objetivo da educação é restaurar a ima-


gem de Deus no indivíduo.” – Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, cap. 58,
p. 546, ed. P. SerVir. Com esta ideia em mente, podemos ver por que razão uma
sólida mundividência cristã é essencial para a Educação Adventista. Afinal, como
já dissemos antes, a educação em si e por si mesma não é necessariamente boa.
As pessoas podem ser educadas, mesmo altamente educadas, em ideias e atitudes
que são contraditórias com os princípios encontrados na Bíblia. É por isso que,
como Adventistas do Sétimo Dia, o nosso Sistema Educativo deve ser baseado na
mundividência cristã. Isto significa, então, que todos os campos gerais da Educa-
ção, da Ciência, da História, da Moralidade, da Cultura e assim por diante, serão
ensinados a partir daquela perspetiva, e não a partir de uma perspetiva que a con-
trarie ou que simplesmente a ignore. Além do mais, como ficou dito anteriormen-
te, mas que vale a pena repetir: não há uma perspetiva neutra; toda a vida, toda a
realidade, é vista através dos filtros da nossa mundividência, quer essa mundivi-
dência seja ou não pensada de modo convincente e sistemático. Logo, é essencial
4 que a mundividência bíblica forme o fundamento de toda a Educação Adventista
do Sétimo Dia.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO


1. De que exemplos se lembra na História em que o Sistema Educativo na sua tota-
lidade era (ou ainda é) muito destrutivo? Quais eram alguns desses lugares; o que
era ensinado aí aos estudantes; e o que podemos aprender com eles? Como é que
podemos proteger o nosso Sistema Educacional destas influências destruidoras?
2. A lição desta semana focou-se em alguns dos pontos-chave de uma mundividência
cristã: a existência de Deus, a Criação, a Bíblia, o Plano da Redenção e a Lei de
Deus. Que outros elementos importantes deveriam ser incluídos em qualquer formu-
lação completa de uma mundividência cristã?
3. Um pensador do século XVIII escreveu: “Ó consciência! Consciência! Instinto
divino, guia certo de um ser ignorante e limitado, embora inteligente e livre – juiz
infalível do bem e do mal, que fazes o Homem assemelhar-se à Deidade.” O que está
certo, ou errado, nesta posição?
4. Olhe novamente para esta declaração de Ellen G. White: “O verdadeiro objetivo
da educação é restaurar a imagem de Deus no indivíduo.” O que significa isto? De
que modo isto nos mostra por que razão a E ducação Adventista deve ser tão diferen-
te da maior parte daquilo que o próprio mundo vê como educação?




Ano Bíblico: Lucas 9-11.

40
4 VENCENDO
O SEU GIGANTE
QUEBRA-GELO: Qual é a maior dificul- das quais descia para o vale onde corria
dade que já enfrentou na sua vida? Como um ribeiro (ver 17:40).
conseguiu superar e vencer?
Podemos muito bem perguntar-nos por-
INTRODUÇÃO: A história de David e que este impasse continuou por tanto tem-
Golias é, sem dúvida, uma das mais emo- po (40 dias), com os dois lados fingindo
cionantes da Bíblia. É uma mistura de ten- uma luta com muita gritaria e com brados
são, medo, confiança, coragem, ousadia e de guerra, mas sem nenhum contacto ver-
vitória, e tudo isso embalado no pacote de dadeiro e sem nenhuma baixa. Saul e o seu
um grande milagre realizado por Deus por exército realmente não queriam lutar, nem
intermédio do filho mais novo de Jessé, os Filisteus. Os Israelitas estavam acua-
David. O capítulo 17 de I Samuel relata dos, medrosos, enfraquecidos, tinham um
como David derrotou o gigante Golias, exército bem menor, as suas armas eram 4PG
acertando com uma pedra na sua cabeça. muito inferiores às dos Filisteus. Por outro
Porém, antes que isso se tornasse realida- lado, os Filisteus empregaram tanto o aço
de, David tomou posições e atitudes que quanto o bronze nos seus instrumentos
fizeram a diferença e possibilitaram que de guerra. Eles tinham carros (ver 13:5),
ele derrotasse aquele gigante. Talvez você mas estes eram projetados para um solo
também esteja a lutar com gigantes que relativamente nivelado, não para a encosta
estão a desafiá-lo nas questões familiares, de montanhas – estes veículos não eram
financeiras, de trabalho, de saúde, etc.. “para todo o tipo de terreno”. Também
Porém, neste estudo, vamos aprender com não era fácil para um soldado, com uma
David como derrubar os nossos gigantes proteção tão pesada quanto a de Golias,
e vencê-los por meio do poder de Cristo. lutar com agilidade e facilidade enquan-
to se esforçava para manter o equilíbrio
TEXTO PARA ESTUDO: na encosta de uma montanha. A verdade
I Samuel 17. é que, para os dois exércitos, era muito
mais conveniente resolver a batalha com
DISCUSSÃO a proposta feita por Golias: “Mandem um
I. CONHECENDO O TEXTO soldado para lutar comigo!”
Depois da derrota parcial e da humilha-
ção às mãos dos Israelitas no capítulo 14 PARA PENSAR: Gigantes representam
deste mesmo livro, os Filisteus pareciam inimigos mais fortes do que nós, proble-
ansiosos não só por recuperar o seu do- mas que não podemos resolver sozinhos.
mínio militar sobre Israel (ver 4:9), mas Uma afronta que gera revolta e, ao mes-
também o seu orgulho. Os dois exércitos mo tempo, nos deixa sem ação. Com os
prepararam-se para o confronto, entrin- seus quase três metros de altura, Golias
cheirando-se em lados opostos do Vale era realmente um gigante. Do rei Saul,
de Elá e assentando acampamento nas passando pelos soldados do exército e
encostas de duas montanhas, cada uma chegando ao povo, ele aterrorizava todos.

41
Da perspetiva humana não havia o que o seu gigante é grande. Porém, perto de
pensar, senão que era impossível ven- Deus, ele não é nada.
cer Golias. Se contemplarmos os nossos
problemas com este mesmo olhar, sentir- DISCUTA COM O GRUPO: Onde en-
-nos-emos e comportar-nos-emos exata- contra David confiança para enfrentar
mente como aquele arraial: assustados, Golias? Que propósito missionário maior
acuados, sem condições psicológicas de havia por trás desta batalha?
superar e vencer.
III. APLICAÇÃO DO TEXTO
DISCUTA COM O GRUPO: Na pele de A questão é: Qual é o olhar de Deus so-
um Israelita, de que maneira veria a pro- bre Golias? Para o Senhor dos Exércitos,
posta de Golias? Com respeito, com desâ- o gigante nada mais era do que um ins-
nimo e pavor ou com fé e coragem? trumento para mostrar o Seu poder e a
Sua fidelidade ao Seu amado povo. Tudo
II. INTERPRETANDO O TEXTO o que Deus precisava era de encontrar
David ouviu as afrontas insolentes de alguém capaz de encarar os factos à Sua
Golias, as quais ofendiam não somente o maneira. E encontrou: David! Um ado-
seu povo e a sua família, mas ofendiam lescente que transformou a sua revolta
principalmente o caráter do Deus verda- em fé, o seu medo em dependência de
4PG deiro. David fez o que fez para a glória Deus, e fez da vontade de honrar Deus a
de Deus. Ele apresentou-se para o desafio sua motivação para lutar.
em nome do Senhor, o Deus dos exércitos
de Israel, e queria que Golias, o exército PARA PENSAR: Quem é Golias para si?
filisteu e toda a Terra soubessem que o Para Saul, um invencível inimigo. Para
verdadeiro Deus vivo era o Deus de Is- David, nada mais do que um incircunciso
rael. Golias tinha ridicularizado o Deus Filisteu; um homem sem a ajuda do Deus
de Israel e blasfemado contra o nome do verdadeiro e, portanto, vulnerável a uma
Senhor, mas David estava prestes a retifi- simples pedrinha lisa do ribeiro.
car essas declarações. Você pode vencer qualquer batalha, des-
de que ela também seja a batalha de Deus.
David considerou este desafio como uma O que significa isto? Significa que aquilo
disputa entre o verdadeiro Deus de Israel que você quer e de que precisa deve estar
e os falsos deuses dos Filisteus. Deus quer de acordo com a vontade do Senhor.
usar o Seu povo a fim de engrandecer o
Seu nome perante todas as nações da Terra. DISCUTA COM O GRUPO: Quais são os
gigantes da sua batalha? Como o insul-
PARA PENSAR: David não teve medo tam eles? A sua atitude em relação a eles
e reagiu porque ele sabia que aquele gi- assemelha-se à de David ou à de Saul?
gante não era nada diante do seu Deus. Que propósito missionário poderia ser
Enquanto as outras pessoas ficavam so- realizado por Deus, se você entregasse
mente a olhar para o tamanho do gigante essa batalha ao Senhor?
e queriam lutar sozinhas, David sabia que
Golias não era maior do que o seu Deus IV. CONCLUSÃO
e que lutaria ao lado d’Ele. Com certeza, O segredo da vitória está em reconhecer
isso fez de David um vitorioso. Não há o poder infinito de Deus em relação ao
gigante diante de Deus. Só Ele é grande, inimigo. A fé leva-nos a vermos a grande-
por isso lute ao lado d’Ele. Perto de si, za de Deus e a fragilidade do inimigo. Os

42
nossos inimigos atuais, sejam materiais 
sejam espirituais, terão que se dobrar pe- 
rante a grandeza do nosso Deus, o Senhor 
dos exércitos, porque d’Ele é a guerra, e 
Ele mesmo entregará os inimigos nas 
nossas mãos. 

Notas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  4PG
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

43
25 de outubro de 2020 a 31 de outubro de 2020 lição 5
JESUS COMO PROFESSOR
POR EXCELÊNCIA
SÁBADO À TARDE

LEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA: Hebreus 1:1-4; II Coríntios 4:1-6;


João 1:14, 18; 14:1-14; Filipenses 2:1-11; II Coríntios 5:16-21.

Verso Áureo: “Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem
resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de
Deus, na face de Jesus Cristo” (II Coríntios 4:6).
5
BILLY GRAHAM CONTA A HISTÓRIA da ocasião em que visitou soldados num
Hospital de Campanha na companhia do seu General. Um jovem soldado “estava
tão mutilado que estava deitado de cara para baixo num dispositivo feito de lona
e aço”. Um médico segredou a Graham: “duvido que ele volte a andar.” O soldado
fez um pedido ao General: “Senhor, ... combati por si, mas nunca o vi. Poderia ver
a sua face?” Assim, o General baixou-se, meteu-se debaixo do dispositivo feito de
lona e aço, e falou com o soldado. Enquanto Graham observava a cena, uma lágri-
ma dos olhos do soldado caiu sobre a face do General.
Na altura do nascimento de Jesus, a Humanidade estava mutilada e sangrava,
necessitando de uma visão restauradora de Deus. Era como se a Humanidade
implorasse: “Oh, Deus, podemos ver a Tua face?” Ao enviar o Seu Filho para este
Planeta, o Pai enviou o Professor por excelência numa missão: mostrar a Sua face
à Humanidade. Desde então, temos tido o maravilhoso privilégio de contemplar
“o conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” (II Coríntios 4:6).
Ao vermos o Professor por excelência encaminhar-Se para a Terra, o que podemos
aprender com Ele?





Ano Bíblico: Lucas 12-14.

LEITURA DA SEMANA SOP Ellen G. White, Educação, caps. 12-14.

44
DOMINGO 25 DE OUTUBRO

REVELANDO O PAI (PARTE I)


Quais são os pontos mais importantes que o apóstolo refere acerca de Jesus no
começo da Epístola aos Hebreus? (Hebreus 1:1-4.)

Os escritores do Novo Testamento acentuam repetidamente uma ideia impor-
tante: Jesus vem à Terra para mostrar aos seres humanos Quem é o Pai. Nos tem-
pos passados, a revelação de Deus veio de um modo fragmentado através dos pro-
fetas; no entanto, em Jesus a revelação final e completa de Deus chegou.
Além disso, na Sua Pessoa, Jesus é “o resplendor da glória de Deus” (Hebreus
1:3). Como seres humanos pecadores, não poderíamos suportar um acesso pleno
à glória de Deus. Como Filho incarnado, Jesus reflete essa glória. Ela é atenuada
na humanidade de Cristo, para que a possamos ver e compreendamos claramente
o caráter de Deus.
Jesus também é “a expressa imagem da sua pessoa” (Hebreus 1:3). O termo usa-
do aqui – a palavra grega charakter – é, por vezes, usado para referir a impressão
que um selo faz na cera ou a representação impressa numa moeda. Assim, Jesus 5
é “a impressão exata do próprio ser de Deus” (Hebreus 1:3, NRSV, trad. direta).
Se desejamos conhecer o Pai, devemos escutar atentamente o que o Professor
por excelência diz acerca d’Ele. E devemos também observar o Professor por exce-
lência. O Pai é visto no Filho.
Compare Hebreus 1:1-4 com II Coríntios 4:1-6. Em II Coríntios 4:1-6, Quem é
Jesus, e o que aprendemos com Ele?

Ao instruírem outros acerca de Deus, Paulo e os seus colaboradores procuram
refletir o próprio ministério de ensino de Jesus acerca do Pai. Como “imagem
de Deus” (II Coríntios 4:4), Jesus trouxe-nos conhecimento sobre Deus, o Pai.
Do mesmo modo, Paulo evita o engano e a distorção da Palavra de Deus e, em vez
disso, apresenta claramente a verdade (II Coríntios 4:2).
Tal como Deus, na Criação, usou a luz para dissipar as trevas, Ele deu-nos o Seu
Filho, Jesus, para dissipar as falsas ideias acerca d’Ele e para nos mostrar a verdade
a respeito de Deus. É na “face de Jesus” que obtemos o conhecimento mais claro
de Deus (II Coríntios 4:6).

Jesus refletiu com precisão o Pai, algo que também nós somos chamados a fazer,
dado que somos convidados a ser “imitadores de Deus, como filhos amados” (Efé-
sios 5:1). O que significa isso e o que podemos aprender com Jesus quanto ao modo
de sermos “imitadores” de Deus?

Ano Bíblico: Lucas 15-17.

45
SEGUNDA 26 DE OUTUBRO

REVELANDO O PAI (PARTE II)


No emocionante prólogo ao seu Evangelho (João 1:1-18), João discute a natu-
reza de Jesus enquanto “Palavra” eterna. As reivindicações de João a favor de Jesus
não são tímidas ou limitadas; são ousadas e têm um alcance cósmico. Jesus existia
antes de o mundo chegar a ser – na verdade, Ele existia desde a eternidade. De fac-
to, Jesus é o Agente da Criação (João 1:2 e 3). Ele é “a luz dos homens” (João 1:4),
e, sendo a Palavra que veio ao mundo, Ele “alumia a todo o homem” (João 1:9).
Segundo João, qual é o resultado de Cristo Se tornar num ser humano? Como
Palavra, que luz trouxe Ele? Que qualificações possui Ele para assim fazer? João
1:14, 18.



“A luz apareceu quando as trevas do mundo eram mais intensas. ... Havia ape-
nas uma esperança para a raça humana ... de que o conhecimento de Deus fosse
5
restaurado no mundo.
“Cristo veio restaurar este conhecimento. Veio para remover o falso ensino pelo
qual os que pretendiam conhecer Deus O haviam representado de uma maneira
errónea. Veio para manifestar a natureza da Sua Lei, para revelar no Seu próprio
caráter a beleza da santidade.” – Ellen G. White, Educação, cap. 8, pp. 74-76.
Tudo o que Jesus fez na Sua vida na Terra tinha um único propósito: “A revelação
de Deus para o soerguimento da Humanidade.” – Educação, cap. 8, p. 83.
O próprio Jesus diz: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14:9). Qual foi o cenário
da declaração de Jesus? Por que razão a proferiu Ele? João 14:1-14.



É tentador criticar a declaração desastrada de Filipe (João 14:8). Depois de anos
de companheirismo chegado com Jesus, ele ainda falha em perceber a razão essen-
cial da incarnação – que Jesus veio mostrar o caráter do Pai. Talvez os professores
de hoje possam obter algum conforto no facto de um dos alunos do Professor por
excelência ter tido um desempenho tão mau! Contudo, a declaração de Filipe foi,
provavelmente, registada não para nos dar razões para o criticarmos, mas para nos
dar a oportunidade de nos autoexaminarmos. Há quanto tempo caminhamos com
Jesus? Temos compreendido Jesus melhor do que Filipe compreendeu? “Quem me
vê a mim vê o Pai.”

Ano Bíblico: Lucas 18-20.

46
TERÇA 27 DE OUTUBRO

LENDO A MENTE DO
PROFESSOR POR EXCELÊNCIA
Que preocupação acerca da comunidade cristã em Filipos está no coração de
Paulo ao escrever ele esta carta para eles? Filipenses 2:1-4; e 4:2 e 3.


Filipenses 2:1-11 é uma das passagens mais profundas de toda a Bíblia. Ela
apresenta a pré-existência de Cristo, a Sua divindade, a Sua incarnação, a Sua
humanidade, e a Sua aceitação da morte na cruz. Descreve a longa e difícil estrada
descendente que Jesus seguiu do Céu até ao Calvário (Filipenses 2:5-8). E descre-
ve como o Pai exalta Jesus, colocando-O numa posição de adoração universal (Fi-
lipenses 2:9-11). Muitas verdades espantosas estão comprimidas nestes versículos.
De que modo introduz Paulo Filipenses 2:5-11? De todos os eventos da vida
de Jesus que ele celebra, quais acha que ele espera que os crentes reflitam na sua
própria vida? Filipenses 2:6-11. 5


Paulo espera que os crentes em Filipos, que poderiam retorquir com argumentos,
aprendam com Jesus e com a Sua incarnação. Se Jesus pôde adotar a forma humana
– “a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Filipenses 2:7) – e até
submeter-Se à crucificação, então, não deveriam eles, com muito mais razão,
submeter-se mutuamente por amor?
Somos relembrados de que há muito para aprender com o Professor por ex-
celência – Jesus. Aprendemos com as mensagens que Ele partilha durante o Seu
ministério terrestre. Aprendemos com os milagres que Ele realiza e com o modo
como age para com os outros. Podemos procurar modelar as nossas relações com
os outros segundo a Sua grande condescendência e demorarmo-nos na Sua dis-
posição para trocar as glórias do Céu por uma manjedoura (que lição para nós!).
Em contraste, frequentemente o mundo convida-nos a nos engrandecermos, a
nos gloriarmos das nossas realizações. Numa manjedoura em Belém, e do Professor
por excelência, aprendemos uma lição diferente – que a grande obra de Deus de
educação e de salvação é realizada não por nos engrandecermos, mas por nos
humilharmos perante Deus e nos tornarmos servos dos outros.

Que situação está a enfrentar agora mesmo em que ser humilde pode dar-lhe uma
poderosa oportunidade para refletir Cristo perante os outros?

Ano Bíblico: Lucas 21 e 22.

47
QUARTA 28 DE OUTUBRO

O PROFESSOR POR EXCELÊNCIA


E A RECONCILIAÇÃO
As relações humanas muito frequentemente são quebradas. Afastamo-nos uns dos
outros. A pessoa que já foi nossa amiga chegada torna-se, com o passar do tempo,
alguém em quem não confiamos. No entanto, uma relação assim quebrada pode ser
consertada. Quando isso acontece, experimentamos a maravilha da reconciliação.
Poucas experiências humanas são mais doces do que esta.
De que modo a reconciliação está no centro da incarnação de Cristo e do Seu papel
como Professor por excelência? II Coríntios 5:16-21.

Se nos sentimos abençoados quando uma relação com outro ser humano é restau-
rada, quão mais emocionados deveríamos sentir-nos quando somos reconciliados com
Deus? Em II Coríntios 5:16-21, Paulo é claro acerca de Quem está a realizar a recon-
ciliação – Deus, o Pai, tomou a dianteira no processo de restaurar a nossa relação que-
brada com Ele. E Ele fez este trabalho de reconciliação “por Jesus Cristo” (II Coríntios
5
5:18). “Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo” (II Coríntios 5:19).
No entanto, mais uma vez, não devemos ser simples consumidores das alegrias da
reconciliação. Devemos aprender com o Professor por excelência. Na Sua incarnação,
Jesus participou na obra de reconciliação. E também nós somos convidados a parti-
cipar nela. Deus reconciliou-nos Consigo através de Cristo. E agora nós, juntamente
com Paulo, recebemos “o ministério da reconciliação” (II Coríntios 5:18).
Colossenses 1:15-20 é outra das grandes passagens do Novo Testamento sobre
a incarnação de Cristo. Frequentemente considerado um hino, a primeira parte da
passagem apresenta o papel de Cristo na Criação (Colossenses 1:15-17), enquanto a
última parte se foca no papel de Cristo na redenção (Colossenses 1:18-20). Através
do papel de Cristo como Criador-Redentor, Deus reconcilia todas as coisas Consigo.
A obra de reconciliação que Deus realiza através de Cristo tem uma escala cósmica,
impactando, “pelo sangue da sua cruz, [...] todas as coisas, tanto as que estão na
terra, como as que estão nos céus” (Colossenses 1:20).
Embora nunca possamos igualar a escala cósmica da obra do Professor por exce-
lência como Reconciliador, somos convidados a participar “no ministério de recon-
ciliação” na nossa esfera (II Coríntios 5:18). Seria isto que estava na mente de Jesus
quando Ele orou: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao
mundo” (João 17:18)?

Quais são as formas práticas em que podemos refletir o papel de Deus como Re-
conciliador? Isto é, em que situação agora mesmo (se houver uma), pode ajudar as
pessoas a reconciliarem-se mutuamente?

Ano Bíblico: Lucas 23 e 24.

48
QUINTA 29 DE OUTUBRO

OS PRIMEIROS ALUNOS DO
PROFESSOR POR EXCELÊNCIA
Num momento, são um bando de pastores vulgares que cuidavam de um
típico rebanho de ovelhas fora de uma pequena cidade. No momento seguinte,
são os recetores de uma maravilhosa manifestação de anjos que trazem novas
espantosas, maravilhosas, e que abalam o mundo. Motivados por aquela aparição,
eles procuram a Criança que os anjos anunciaram.
Imagine que está com os pastores e que olha para a manjedoura. O que veria?
Lucas 2:8-20.


Devemos admirar os primeiros alunos do Professor por excelência – José, Maria
e os pastores. As condições humildes do nascimento de Jesus não dão qualquer in-
dicação da maravilha da incarnação – que, na pessoa desta Criança, Deus Se tornou
um com a Humanidade. Contudo, com a ajuda de visões, sonhos e anjos, aqueles 5
primeiros alunos d’Ele são capazes de olhar para além das aparências que rodeiam o
nascimento de Jesus. Os pastores partilham com outros a identidade desta Criança,
que Ele é “o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2:11; compare com 2:17).
De que modo os Magos reagem às novas sobre o nascimento de Jesus? De que
modo reage Herodes? Mateus 2:1-12.


Antes de Ele ter proferido a primeira parábola ou realizado o Seu primeiro mi-
lagre, o Professor por excelência é merecedor da nossa adoração por ser Quem é.
Para se apreciar plenamente o posterior ministério de ensino de Jesus, devemos
unir-nos a estes primeiros discípulos, os Magos, na sua adoração do Professor por
excelência. Aquele cujos ensinos admiramos é mais do que um sábio educador. Ele
é Deus, que vem habitar com a Humanidade. A Educação Cristã está enraizada na
adoração de Cristo.
Com os Magos, os pastores e os anjos, somos chamados a adorar Cristo, o Rei
recém-nascido – e a ver no menino Jesus a realidade do próprio Deus.

Pense acerca do que significa a incarnação de Jesus no tocante ao caráter de Deus.


O Criador de todo o Universo, que é tão grande que não conseguimos apreendê-l’O
– este Deus “humilhou-Se” vindo para o seio da Humanidade, viveu como Jesus
viveu, e depois morreu numa cruz, levando sobre Si o castigo pelos nossos pecados.
Por que razão esta é uma notícia tão boa?

Ano Bíblico: João 1-3.

49
SEXTA 30 DE OUTUBRO

ESTUDO ADICIONAL: Leia Ellen G. White, “O Mestre enviado de Deus”, cap. 8,


pp. 73-83, em Educação.
“Todo o verdadeiro trabalho educativo encontra o seu centro no Mestre Enviado
de Deus. Desta obra hoje, tão certamente como da que estabeleceu há mil e
oitocentos anos, fala o Salvador nestes termos:
“‘Eu sou o primeiro e o último; e o que vivo.’
“‘Eu sou o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim.’ (Apocalipse 1:17 e 18; 21:6.)
“Na presença de um tal Mestre, de tal oportunidade para educação divina,
é mais do que loucura procurar educação fora d’Ele – procurar ser sábio longe
da Sabedoria, querer ser verdadeiro ao mesmo tempo que se rejeita a Verdade,
procurar iluminação fora da Luz, e existência sem a Vida; deixar a Fonte das águas
vivas e cavar cisternas rotas que não podem fornecer água.
“Eis que Ele ainda convida: ‘Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crê
em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão dele.’ ‘A água que eu lhe
der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.’ (João 7:37 e 38;
4:14.)” – Ellen G. White, Educação, cap. 8, p. 83, tradução direta.
5 “Caro professor, ... Como a mais elevada preparação para o seu trabalho, indi-
co-lhe as palavras, a vida, os métodos do Príncipe dos professores. Convido-o a
refletir sobre Ele. Esse é o seu verdadeiro ideal. Contemple-O, pense n’Ele, até que
o Espírito do Mestre divino tome posse do seu coração e da sua vida.
“‘Refletindo como um espelho a glória do Senhor’, será ‘transformado ... na
mesma imagem’ (II Cor. 3:18).
“Este é o segredo do poder sobre os seus alunos. Refleti-l’O.” – Educação, cap. 32,
p. 282, tradução direta.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO


1. Que valores e ações seriam importantes para professores e alunos cristãos que
levam a sério a ideia de aprenderem com a incarnação do Professor por excelência?
2. Os pais e os professores cristãos têm um elevado padrão – refletir o caráter de
Deus revelado na incarnação de Jesus. O que deveríamos fazer quando ficamos
aquém deste elevado padrão?
3. Na Unidade de Ação, discutam a questão posta no fim da lição de quinta-feira.
O que nos ensinam o nascimento, a vida e a morte de Jesus acerca do caráter de
Deus? Por que razão isto nos deveria confortar tanto, especialmente durante perío-
dos de grande provação?



Ano Bíblico: João 4-6.

50
A FORNALHA
5 ARDENTE

QUEBRA-GELO: Você já queimou o estátua toda de ouro, representando a


dedo? Doeu? O que lhe causa mais medo: eternidade do seu reino, em claro desafio
afogamento, acidente ou incêndio? ao sonho. E a todas as nações deveria ser
ordenado adorar essa imagem. Satanás
INTRODUÇÃO: Poucas pessoas tiveram esperava, dessa forma, anular os propó-
uma prova tão severa. Podemos até en- sitos de Deus em tornar a presença do
contrar quem tenha sofrido mais, como cativo Israel numa bênção para as nações
Job ou o próprio Jesus. Muitas pessoas fo- pagãs. Mas Deus tinha outros planos.
ram martirizadas por causa da sua fé nos
tempos bíblicos, nos séculos seguintes, e PARA PENSAR: Esta história também
mesmo hoje. Mas o que torna mais im- ilustra um conflito bem presente nos
pressionante e maravilhosa a história dos nossos dias: a autoridade do estado ver-
três amigos de Daniel é que eles tinham sus a autoridade de Deus. Os três Hebreus
a liberdade de escolher não sofrer. Tal- obedeceram ao rei em tudo o que era
vez o simples ato de se curvar os tivesse possível. Eles saíram de casa, foram até 5PG
livrado de muitos problemas, mas, com à planície de Dura e assistiram a toda a
certeza, ter-lhes-ia tirado a vida eterna! cerimónia, mas, quando a autoridade do
Há muito para aprender nesta história rei se chocou com a autoridade de Deus,
sobre perseguição, perseverança, ecume- fizeram a escolha certa.
nismo, resposta de Deus e fé verdadeira.
DISCUTA COM O GRUPO: É mais fácil
TEXTO PARA ESTUDO: obedecer ou desobedecer em grupo? E
Daniel 3. sozinho? Em que áreas da sua vida você
se sente mais pressionado a ceder? Já foi
DISCUSSÃO impressionado com uma mensagem de
I. CONHECENDO O TEXTO Deus e depois esqueceu-se?
O sonho do capítulo 2 de Daniel causou
um impacto profundo em Nabucodono- II. INTERPRETANDO O TEXTO
sor. Por um tempo, ele reconheceu e te- A estátua ser toda de ouro era um ataque
meu Deus, o Senhor (Daniel 2:47). Mas contra a interpretação do sonho. O poder
o seu coração ainda não era de Deus. político de Babilónia estava representado
O desejo de exaltação e ambição munda- na estátua. Para Nabucodonosor, o seu
nas, associado com a prosperidade que se reino jamais passaria. Porém, algo muito
seguiu, encheu-o de orgulho e ele voltou mais sério estava escondido na estátua. O
à idolatria com mais zelo e fanatismo. poder religioso de Babilónia foi represen-
A revelação da participação do seu rei- tado na medida da estátua: 60 x 6 (v. 1).
no como a cabeça de ouro (Daniel 2:38) 60 era o número do deus maior, 6, do
impressionou-o muito (Daniel 2:38). Os deus menor; e 600 era o número de to-
sábios, aproveitando-se do seu regresso à dos os deuses. Veja 60+6+600=666! Des-
idolatria, sugeriram a construção de uma ta forma, todos os deuses de Babilónia

51
estavam na estátua. Curvar-se a ela era isto é, não adorar a imagem da besta, será
curvar-se aos deuses. Não havia nada de motivo, tal como na antiga Babilónia, de
inocente no ato de se curvar. Como em perseguição e decreto de morte. É por
Apocalipse 13, há uma junção entre o po- esta razão que o remanescente final, tipi-
der civil e o religioso, representados pelos ficado pelos três Hebreus na antiga Babi-
EUA e pelo Papado. lónia, tem como característica as palavras
de Apocalipse 14:12: “Aqui está a perse-
PARA PENSAR: Você percebeu que a es- verança dos santos, os que guardam os
tratégia de Nabucodonosor para unir to- mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”
das as pessoas (v. 5) na adoração à estátua
foi a música? A música une as pessoas, PARA PENSAR: Quando todos se cur-
mesmo que tenham crenças diferentes. varam, os três Hebreus foram suficiente-
Pessoas de religiões e credos diferentes, mente intrépidos para permanecer de pé.
e até concorrentes, estão juntas na ado- Essa intrepidez, todavia, não se desenvol-
ração e não percebem as suas diferenças. veu de um dia para o outro; foi o resul-
Isso parece bom à primeira vista, mas, tado de anos de fidelidade, e fidelidade
quando as diferenças acontecem entre a nas pequenas coisas! Então, quando o
verdade e o erro, é um perigo mortal ado- momento crítico chegou, estavam prepa-
rar juntamente com todo o mundo, ao rados. Não se deixaram levar pela pressão
ouvir e cantar as mesmas músicas. de massa.

5PG DISCUTA COM O GRUPO:Alguma vez DISCUTA COM O GRUPO: Na vida,


você ouviu ou cantou uma música bonita tomamos inúmeras decisões. Essas de-
e agradável, mas que tinha uma mensa- cisões estão sempre baseadas em razões
gem errada? Dê um exemplo. que, naquele momento, governam as
nossas ações. Pense um pouco nas suas
III. APLICAÇÃO DO TEXTO decisões hoje. Quem governa a sua vida?
Daniel 3 tem sido considerado o capítulo Você? Os Media? Satanás? Ou Deus?
da fornalha ardente ou da fidelidade dos Leia I Coríntios 10:31.
três Hebreus. Pode ser também chamado
o capítulo do conformismo babilónico. IV. CONCLUSÃO
Todos se conformaram em curvar-se e Os Media moldam-nos, tornando-nos
adorar a imagem de ouro de Nabucodo- numa sociedade de consumo, forçando-
nosor, menos os três Hebreus. O mesmo -nos a pensar como todo o mundo pensa,
ocorrerá nos dias finais, quando uma e exigindo que todo o mundo pense como
coligação do poder religioso (Catolicis- pensam aqueles que estão nos bastidores.
mo, Protestantismo e Espiritismo) com o É por isso que podemos considerar os
poder civil (Estados Unidos da América) Meios de Comunicação de massa, de
forçar todos à obediência do falso dia de facto, meios de pressão de massa. Exige-se
guarda. Assim, tanto a imagem erigida conformidade com os padrões do mundo,
por Nabucodonosor quanto a imagem e os que resistem fazem-no porque, antes
da besta em Apocalipse 13 envolvem de tudo, são obstinados e teimosos. Mas
uma transgressão direta da Lei de Deus. no que respeita a resistir às pressões
A imagem de Daniel 3, do segundo man- mundanas, é isso o que Deus espera
damento, e a imagem de Apocalipse 13, de si: teimosia. Ele desafia-nos com a
do quarto mandamento. Guardar o Sá- necessidade de transformação em vez de
bado e não o domingo nessa conjuntura, conformação. Você tem duas alternativas

52
e apenas duas: (1) permitir que a sua 
mente se acomode e se deixe levar, ou 
(2) exigir que ela se renove e avance na 
conquista do ideal divino. Ninguém pode 
obrigar-nos a pecar! Lembre-se de que o 
mundo, os ímpios e os demónios poderão 
até tirar a sua vida, mas levá-lo a pecar, só 
se você deixar. 

Notas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  5PG
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

53
1 de novembro de 2020 a 7 de novembro de 2020 lição 6
MAIS LIÇÕES DO PROFESSOR
POR EXCELÊNCIA
SÁBADO À TARDE

LEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA: Génesis 3:1-11; Romanos 5:11-19;


Génesis 28:10-17; João 1:1-14; Mateus 15:21-28; Marcos 10:46-52.

Verso Áureo: “E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus
pelo caminho” (Marcos 10:52).

QUEM ENTRE NÓS NUNCA FICOU envergonhado de si mesmo? Quem entre


nós não fez coisas que nos provocam dor apenas pelo facto de pensarmos nelas e
6
que nos horrorizam simplesmente ao pensarmos que outros as possam vir a saber?
Muito provavelmente, todos já passámos por isso, não é?
Então, imagine como foi ser Adão e Eva após eles terem comido o fruto da
árvore proibida. Ou quando Jacob enganou o seu pai para que o favorecesse em
prejuízo do seu irmão gémeo, que nascera primeiro, tendo depois de fugir da ira do
seu irmão. Como é que ele pôde dormir à noite? E imagine a mulher apanhada em
adultério, “no próprio ato” (João 8:4). David também passou por algo semelhante,
e o Salmo 32 é a sua pungente expressão e confissão de como foi a sua experiência.
É claro que essa é uma razão por que o Evangelho é universal e por que a
morte de Cristo foi em favor de toda a Humanidade. Sejam quais forem as nossas
diferenças, certamente há uma coisa que nos une: a nossa pecaminosidade geral.
Logo, a verdadeira Educação Cristã deve tratar de indicar-nos a única solução
para o nosso estado sombrio. Esta semana vamos ver a nossa única Solução, o
nosso Professor por excelência.






Ano Bíblico: João 7-9.


LEITURA DA SEMANA SOP Ellen G. White, Educação, caps. 15 e 16.

54
DOMINGO 1 DE NOVEMBRO

EM VEZ DE SE ESCONDER
Leia Génesis 3:1-11. Por que razão teria Deus perguntado a Adão: “Onde estás?”



As histórias típicas sobre a Queda representam o fruto como sendo uma maçã.
Mas não é isso o que o texto diz. Refere-se simplesmente ao “fruto da árvore”
(Génesis 3:3). O tipo de fruto não importa. Comer do fruto desta árvore era
proibido porque a árvore representava algo. Representava a tentação de colocar
Deus de parte e de declarar: “Eu posso ser a medida da minha própria vida. Eu
posso ser Deus para mim mesmo. Eu tenho autoridade sobre a Palavra de Deus.”
E, com toda a certeza, quando a cobra, ou “serpente”, conseguiu que Adão e
Eva comessem do fruto da árvore, a vida deles desviou-se do seu rumo. E então,
quando sentiram a proximidade de Deus, tentaram esconder-se “entre as árvores
do jardim” (Génesis 3:8).
Como é estranho que Deus tenha perguntado a Adão: “Onde estás?” Deus
certamente sabia onde ele estava. Talvez o Senhor tenha feito a pergunta para 6
ajudar Adão e Eva a perceberem aquilo que estavam a fazer – a esconder-se – como
resultado do que tinham feito. Isto é, Ele estava a ajudá-los a verem os tristes
resultados das suas ações.
Leia Romanos 5:11-19, onde Paulo, muitas vezes, liga diretamente o que Adão
e Eva fizeram com o que Jesus fez na cruz. O que nos deveria isto dizer acerca do
modo como Jesus veio para desfazer o que Adão tinha feito?



Poder-se-ia argumentar que o Plano de Salvação é a reação de Deus à resposta
de Adão e Eva. Eles estavam a esconder-se de Deus devido à vergonha e ao
sentimento de culpa por causa do seu pecado, e Deus veio para os resgatar. À nossa
própria maneira, também nós fizemos o mesmo, e Jesus veio resgatar-nos. Daí que
a pergunta “Onde estás?” poderia também ser-nos feita. Isto é, “onde estás, no teu
pecado e na tua culpa, em relação a Jesus e ao que Ele fez para te salvar?”

Seja o que for que a Educação Cristã também implique, por que razão deve ela
implicar, e mesmo enfatizar, o facto de que o nosso estado natural nos leva a escon-
dermo-nos de Deus, e depois deve indicar Jesus como a solução?

Ano Bíblico: João 10 e 11.

55
SEGUNDA 2 DE NOVEMBRO

EM FUGA
Leia Génesis 28:10-17. Qual é o contexto desta história e o que nos ensina
ela acerca da graça de Deus para aqueles que, num certo sentido, estão em fuga
perante os seus pecados?




Na sua maneira de lidar com o resto da família, Jacob, com a ajuda da sua mãe,
tinha caído na prática de enganos cruéis, e agora estava a pagar por isso. O seu
irmão está a respirar ameaças violentas contra ele, e ele tornou-se num fugitivo,
que se dirige à casa do seu tio em Harã. Tudo é instável e assustador.
Um dia, Jacob caminha no crepúsculo e, depois, no escuro. Está no meio do
nada, tendo apenas o céu como teto. Encontrando uma pedra para servir de al-
mofada, adormece. Mas a inconsciência vazia do sono é em breve interrompida.
O famoso sonho chega, e a escada que ele vê assenta na Terra e estende-se até ao
Céu. Anjos estão a subir e a descer nela.
6
Então ele ouve uma voz dizer: “Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão.” A voz
prossegue repetindo promessas com que Jacob está familiarizado devido às histó-
rias da família. “A tua descendência será grande. Eles serão uma bênção para todas
as famílias da Terra.” “Eis que estou contigo”, continua a voz, “e te guardarei, por
onde quer que fores, ... porque te não deixarei, até que te haja feito o que te tenho
dito” (Génesis 28:15).
Ellen G. White escreveu que Paulo, muito tempo depois, “contempla a escada
da visão de Jacob, que representa Cristo, e que ligou a Terra com o Céu, o Homem
finito com o infinito Deus. A sua fé é fortalecida ao recordar a forma como os pa-
triarcas e os profetas confiaram n’Aquele que é também o seu amparo e consolação,
e por Quem está a dar a vida”. – Atos dos Apóstolos, cap. 50, p. 362, ed. P. SerVir.
Jacob acorda, e diz para si mesmo: “Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu
não o sabia” (Génesis 28:16). O que aconteceu aqui é “terrível”. Ele nunca esque-
cerá este lugar, e dá-lhe um nome. Depois, faz um voto de lealdade vitalícia a Deus.

O que podemos aprender com esta história acerca do modo como Deus, em Cris-
to, está a procurar alcançar-nos, apesar dos nossos pecados? Mais uma vez, por
que motivo deve a Educação Cristã manter este princípio na linha da frente do
que ensina?

Ano Bíblico: João 12 e 13.

56
TERÇA 3 DE NOVEMBRO

O RABBI JESUS
De todos os inícios de capítulo do Novo Testamento, nenhum é mais famoso
do que este: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo
era Deus” (João 1:1). E João 1 rapidamente o leva para o versículo inesquecível:
“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do
unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14).
Leia João 1:1-14. O que nos dizem estes textos acerca de Quem era Jesus e do que
Ele estava a fazer aqui? O que nos deveria isto dizer acerca de Jesus como o grande
exemplo de um professor?



O mesmo Deus que falou com Adão e Eva no Jardim, e que falou a Jacob no
meio do nada, agora aparece como uma Pessoa. Deus, diz o Novo Testamento, foi
personificado em Jesus. Através de Jesus, podemos aprender acerca da vontade de
Deus e do caminho de Deus, porque Jesus era Deus.
O capítulo prossegue dizendo como João Batista era um pregador tão 6
convincente que mesmo líderes religiosos de Jerusalém suspeitavam de que ele
pudesse ser alguém especial. Mas ele estava a preparar o caminho para Alguém
maior do que ele. Alguém espantosamente especial estava prestes a aparecer, e ele,
João Batista, seria indigno de “desatar a correia da alparca” (João 1:27).
No dia seguinte, ele viu Jesus e declarou que Ele era o “Filho de Deus”. Nesse
dia, e também um dia depois, chamou a Jesus “o cordeiro de Deus”.
Por outro lado, dois dos seguidores de João Batista decidiram seguir Jesus. E
quando Jesus lhes pergunta o que procuravam, eles chamam-Lhe “Rabbi (que,
traduzido, quer dizer Mestre)” (João 1:38).
Portanto, Jesus é um rabbi, um Mestre, mas nunca houve um mestre humano
como Ele, porque, mais uma vez, Ele é Deus. Por outras palavras, Deus desceu
até à Humanidade na forma de um ser humano, e, nessa forma, agiu como um
rabbi, um mestre. Não admira que Ellen G. White tenha chamado a Jesus “o maior
Mestre que o mundo alguma vez viu”. – Signs of the Times, 10 de junho de 1886.
Afinal, este Mestre era Deus.

Considerando Quem Jesus era, por que razão faz sentido aprender com Ele as me-
lhores formas de ensinar a verdade espiritual? O que podemos aprender com Jesus
acerca do motivo por que é importante para o ensino não só o que dizemos, mas
também o que fazemos?

Ano Bíblico: João 14 e 15.

57
QUARTA 4 DE NOVEMBRO

UMA MULHER RESPONDE


COM OUSADIA
Jesus é o Professor por excelência. O verdadeiro caráter de Deus brilha através dos
Seus ensinos, e também na Sua vida. Assim, uma história do Evangelho é ainda mais
notável ao mostrar que, quando alguém responde com ousadia a Jesus, Ele, ainda
assim, escuta.
Leia a história do encontro de Jesus com uma mulher gentia (ou “Cananeia”) da
região de Tiro e Sídon (Mateus 15:21-28; Marcos 7:24-30). Note que os homens que
fazem parte do círculo de Jesus são impacientes com ela, e que mesmo Jesus parece
repudiá-la. Como entende a audácia da mulher? O que nos ensina esta história acerca
do modo como o próprio Jesus ensinou outros?


Jesus estava perto de Tiro e Sídon. Ele tinha entrado num lugar onde os estrangei-
ros abundavam e onde a tensão étnica era intensa. Os habitantes da cidade, de língua
grega, desprezavam os lavradores judeus do campo, e, por sua vez, os lavradores
6 judeus também os desprezavam.
Pouco tempo antes, Herodes, o governador-fantoche da Galileia, o território de
origem de Jesus, tinha executado João Batista. Mas João eram um homem cuja visão
Jesus partilhava amplamente, e a execução parecia sinistra. Jesus encontrava-Se cara-
-a-cara com o perigo da Sua missão.
Sentindo a pressão, Jesus entrou numa casa, esperando, assim nos diz Marcos no
seu relato, que ninguém soubesse que Ele estava ali (Marcos 7:24). Mas a mulher
encontrou-O.
Na cultura daquele tempo e daquele lugar, uma mulher não tinha o direito de se
afirmar. Mais ainda, esta mulher pertencia a uma cultura e a um grupo étnico que os
Judeus desprezavam, e isso colocava-a em maior desvantagem.
Mas a filha da mulher estava doente. Ela queria ajuda e persistiu em pedi-la.
Jesus rejeitou-a. “Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos”,
disse Ele (Mateus 15:26). A expressão poderia tê-la ofendido.
Então, algo extraordinário aconteceu. Ela ousou responder. Ela estava familiari-
zada com os cães – ao contrário dos Judeus, que não os queriam como animais de
estimação – e disse: “Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas
que caem da messa dos seus senhores” (Mateus 15:27).
A sua observação faz a diferença. Parece ser convincente. E Jesus cura a sua filha.

“Seja isso feito para contigo, como tu desejas” (Mateus 15:28). Como é que entende-
mos estas palavras? Como é que reagimos, entretanto, quando as coisas não aconte-
cem do modo como desejamos?

Ano Bíblico: João 16-18.

58
QUINTA 5 DE NOVEMBRO

UM ESTUDANTE QUE PERCEBE


Jesus e os Seus seguidores tinham-se virado para Jerusalém. Tal como Herodes
tinha estado preocupado com João Batista, as autoridades, incluindo Herodes,
estavam agora preocupadas com Jesus. Os Seus seguidores incluíam os pobres e
outros membros vulneráveis do povo que ansiavam desesperadamente por uma
mudança.
Jesus queria, acima de tudo, trazer esperança ao mundo. Mas Ele estava certo,
agora, de que os que detinham o poder e os privilégios iriam fazer tudo o que
pudessem para anular essa missão. Não queriam que Ele fosse bem-sucedido.
Quanto ao círculo próximo dos alunos de Jesus, os doze discípulos pareciam
ansiosos de estar do lado de Jesus. Mas, ao mesmo tempo, pareciam perplexos
– ou cegos. Por exemplo, em Marcos 8:31-33, o Professor por excelência está
a desafiar os Seus alunos a verem coisas que, para eles, são difíceis de ver. Isto
é, em muitos aspetos, eles ainda estavam espiritualmente cegos para aquilo que
realmente importava (veja Marcos 8:37).
Tudo isto estabelece o pano de fundo para o encontro de Jesus com alguém que
realmente vê.
6
Leia a história de Jesus e da cura de Bartimeu, um mendigo cego. (Veja Marcos
10:46-52.) Note a grande misericórdia que Jesus demonstra. Agora considere
como o desejo do cego de ver leva à sua decisão de seguir Jesus no caminho, ou na
estrada, para Jerusalém. Acha que Marcos pode estar a esboçar um contraste entre
Bartimeu e os outros discípulos? De que modo esta história esclarece o que significa
para si responder positivamente ao Professor por excelência?




Bartimeu tinha querido ver os caracóis do cabelo de um bebé e a cor do trigo na
colheita. Mas ver inclui mais do que apenas o que é físico. Esta história, por outras
palavras, é acerca de ver espiritualmente. É acerca de compreender – é acerca de
perceber aquilo que o Professor por excelência verdadeiramente pretende. A visão
física é uma coisa. É uma coisa importante, e Jesus sabe-o. Mas Jesus também sabe
que o desejo mais profundo de cada pessoa é alcançar uma vida nova e melhor.

Leia Hebreus 5:12-14. O que nos ensina isto acerca da verdadeira educação?

Ano Bíblico: João 19-21.

59
SEXTA 6 DE NOVEMBRO

ESTUDO ADICIONAL: Leia Ellen G. White, “Uma Nova Pessoa”, cap. 7, pp. 58-
-67, em O Caminho para a Esperança, ed. P. SerVir.
Ellen G. White diz-nos (entre outras coisas) que, quando verdadeiramente
respondemos ao Professor por excelência, “almejamos revelar a Sua imagem,
respirar o Seu Espírito, fazer a Sua vontade e agradar-Lhe em todas as coisas” (O
Caminho para a Esperança, cap. 7, p. 59, ed. P. SerVir). Na companhia de Jesus
Cristo, o dever, diz ela, “torna-se num deleite” (O Caminho para a Esperança, cap.
7, p. 60, ed. P. SerVir). Agora, da Bíblia, consulte Mateus 5-7. Aqui está o Sermão da
Montanha, um dos grandes sumários do que o Professor por excelência queria que
os Seus alunos soubessem e o mais importante do Reino que Ele veio estabelecer.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO


1. Tal como Deus Se dirigiu a Adão e Eva, e também a Jacob, também Jesus Se di-
rige a nós. Ele está ciente dos nossos mais profundos anseios e desperta-nos (como
fez com Bartimeu) para que reconsideremos quem somos e para onde vamos. Nesta
luz, pense sobre o modo como ensinamos a Bíblia aos nossos filhos e mutuamente
entre nós. Qual é a diferença entre um ensino medíocre da Bíblia e o tipo de ensino
6 convincente que faz a diferença na vida das pessoas?
2. A questão sobre onde está na viagem da vida é puramente pessoal ou poderá
ser útil discutir isto com pessoas em quem confia? Será que a ideia da Igreja como
“corpo de Cristo” (I Coríntios 12:27) sugere que a conversa com outros pode ser
uma forma de se ligar ao que Cristo quer que você saiba?
3. Aprendemos na lição de quinta-feira que, logo que Bartimeu pôde ver – logo que
foi resgatado da sua cegueira física (e espiritual) – seguiu Jesus na estrada para
Jerusalém. Nesta estrada ouviu, todos os dias, a sabedoria do Professor por exce-
lência. Agora, podemos supor, queria trazer em si a imagem de Jesus, respirar o
Seu espírito, fazer a Sua vontade. Por que razão alguém se “deleitaria”, como diz
O Caminho para a Esperança, em seguir um padrão tão elevado como aquele que
Jesus defendeu no Sermão da Montanha?
4. Pense mais na pergunta feita no fim da lição de quinta-feira. Como é que apren-
demos a discernir entre o bem e o mal? Como é que definimos o que é bom e o que
é mau? E por que razão aquilo que fazemos com esse conhecimento é, talvez, mais
importante do que ter esse mesmo conhecimento?






Ano Bíblico: Atos 1-3.

60
6 AS BODAS DE
CANÁ DA GALILEIA
QUEBRA-GELO: za a expressão “Mulher”, que, no Oriente,
Quase sempre recebemos convites para é uma forma de tratamento usual, digna
casamentos. Qual foi a cena mais engra- e respeitosa. Maria esperava que, nesse
çada que já presenciou num casamento? momento, Jesus Se proclamasse o Messias
e, talvez no seu pensamento, esta seria a
INTRODUÇÃO: É sempre muito bom oportunidade. “Disse-lhe Jesus: Enchei
participar em festas, principalmente as de de água essas talhas.” As talhas eram re-
casamento, que são bonitas, românticas e cipientes de água, provavelmente de cerâ-
com músicas especiais. Em Caná da Ga- mica, usadas para purificação, e estima-se
lileia, teve lugar uma festa de casamento que seriam de 264 litros ou 468 litros.
onde a família de Jesus e os discípulos Certamente havia um grande número de
estavam presentes. Jesus tinha sido convi- pessoas neste casamento!
dado para este momento tão especial. Nos
dias de Jesus, os casamentos eram mo- PARA PENSAR: As pessoas estavam feli-
mentos muito importantes, e toda a famí- zes, comemorando um momento muito
lia, os amigos e as pessoas da cidade se re- especial. E agora, diante do problema, Je- 6PG
uniam na casa do noivo para celebrar esse sus pediu que enchessem as talhas com
momento, que poderia durar uma sema- água. Porque não realizou Jesus o milagre
na. Celebrando-se durante tanto tempo, diretamente sem ser preciso as pessoas
era imprescindível que houvesse comida e colocarem água nas talhas?
bebida à vontade para os convidados. Fi-
car sem vinho seria um constrangimento DISCUTA COM O GRUPO: Quando você
social muito grande. A mãe de Jesus perce- ora a Deus pedindo que Ele realize algo
beu que o vinho estava a faltar (João 2:3) na sua vida, está disposto a fazer o que
e levou essa informação a Jesus. Nesse Ele pede para ser feito ou simplesmente
casamento, Jesus realizou o Seu primeiro aguarda pelo milagre? Será que é possível
milagre, que deu início ao Seu ministério. receber um milagre de Deus antes mesmo
de o problema ocorrer?
TEXTO PARA ESTUDO:
João 2:12. II. INTERPRETANDO O TEXTO
O desejo de Maria era resolver o proble-
DISCUSSÃO ma, mas, no seu coração, a vontade de que
I. CONHECENDO O TEXTO Jesus Se proclamasse o Messias era muito
O Evangelho de João revela nestes versos forte. Aquele não era o momento, porque
o primeiro milagre de Jesus. Muito prova- havia um tempo marcado para cada acon-
velmente, Maria tinha percebido a falta de tecimento da Sua vida. Foi só perto do final
vinho e sentiu-se responsável por suprir a do Seu ministério que Jesus afirmou pu-
falta, procurando evitar um possível cons- blicamente ser o Messias (Mateus 26:62-
trangimento aos noivos. Ela foi a Jesus le- -68). Os servos fizeram tudo o que Jesus
vando o problema. No verso 4, Jesus utili- ordenara que eles fizessem. Foi uma prova

61
para a fé deles. Eles obedeceram e viram Caná da Galileia, e os que ali estavam e
o milagre que Jesus realizou. A água que acompanharam os acontecimentos foram
Jesus transformou em vinho era superior fortificados na fé. “Creram n’Ele.”
a qualquer outro vinho que o mestre-sa-
la (responsável por organizar os detalhes PARA PENSAR: Como está a sua vida?
da festa) já tinha provado. Os convidados Como está o nível de vinho (alegria, en-
também notaram a qualidade do vinho. tusiasmo): baixo, médio ou alto? O que
Deus reserva sempre as melhores coisas poderia Jesus fazer neste momento por si?
para último para aqueles que esperam pa-
cientemente no Senhor. DISCUTA COM O GRUPO: A obediência
a Deus é fundamental na vida do ser hu-
PARA PENSAR: O tempo de Deus não mano. Porque querem muitos apenas os
está relacionado com o nosso. Sempre milagres de Deus, mas não querem obe-
que buscamos o Senhor, queremos uma decer-Lhe completamente?
resposta imediata, como se estivéssemos
a dar uma ordem a Deus, e dizendo-Lhe IV. CONCLUSÃO
o que é melhor para nós. Precisamos de A verdade é que não estamos sozinhos na
orar mais e entender que Deus tem o tem- batalha desta vida. Deus está connosco
po certo para tudo e que a vontade d’Ele em todos os momentos e, principalmen-
precisa de ser manifestada na nossa vida. te, nos mais difíceis. Necessitamos de nos
entregar a Ele, confiando plenamente que
DISCUTA COM O GRUPO: Naquele mo- Ele sabe o tempo certo e o que é melhor
6PG mento, Jesus não era conhecido como para cada um. Devemos esperar constan-
um realizador de milagres. Logo, porque temente pelo Senhor, porque, quando
escolheu Ele este evento para realizar o Deus atua, Ele dá-nos sempre o que há de
Seu primeiro milagre? Qual foi o impacto melhor. A obediência é um dos requisitos
na vida dos discípulos ao presenciarem o que Deus, no Seu infinito amor, pede a
que Jesus fizera? cada um de nós. Ele deseja o melhor para
si! Será que você está disposto a permitir
III. APLICAÇÃO DO TEXTO que Deus realize um milagre na sua vida?
Muitas pessoas ainda não entenderam Você está pronto para aceitar a vontade
que Deus age no tempo certo da nossa de Deus e obedecer, acima de qualquer
vida. Ele sabe o que é melhor para cada coisa?
um. Quando confiamos em Deus, pode-
mos ter a certeza de que Ele cuida de to- Notas:
das as nossas necessidades. Muitas vezes, 
orar somente não é o suficiente. Precisa- 
mos de orar e de fazer a nossa parte, por- 
que Deus vai sempre atuar nas impossi- 
bilidades do Homem, mas devemos fazer 
aquilo que está ao nosso alcance. Deus 
não vai fazer por nós o que podemos fa- 
zer por nós mesmos. Onde o Senhor en- 
tra, Ele traz bênçãos. Todas as pessoas e 
famílias que convidam Jesus para fazer 
parte da sua vida são grandemente aben- 
çoadas. Jesus manifestou a Sua glória em 

62
8 de novembro de 2020 a 14 de novembro de 2020 lição 7
A ADORAÇÃO NA EDUCAÇÃO

SÁBADO À TARDE

LEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA: Daniel 3; Apocalipse 14:6-12; Salmo


78:1-17; João 4:7-26; I Crónicas 16:1-36; Marcos 7:1-13.

Verso Áureo: “Dai ao Senhor a glória do seu nome; trazei presentes e vinde perante
Ele: adorai ao Senhor na beleza da sua santidade” (I Crónicas 16:29).

A ADORAÇÃO É PARTE DA HUMANIDADE, parte da natureza humana, até


mesmo da natureza humana caída. Não há dúvida de que fomos criados como
seres que, a partir da liberdade que nos foi dada por Deus, adoraríamos o Senhor
porque O amamos e porque sabemos que Ele é digno de adoração. Essa adoração 7
deve ter sido bastante fácil de realizar no mundo anterior à Queda, onde os seres
humanos tinham acesso face a face a Deus numa Criação isenta de pecado, de
morte e de destruição – uma Criação que nós, que conhecemos apenas um mundo
caído, dificilmente imaginamos.
É claro que, hoje, embora a necessidade inata de adorar ainda exista em nós, ela,
como tudo o mais neste mundo, foi torcida e distorcida pelo pecado, o que significa
que, entre outras coisas, nós, como adoradores, podemos acabar por adorar as
coisas erradas, ou, mesmo, podemos acabar por não adorar o Senhor da maneira
que Ele deve ser adorado (veja, por exemplo, Marcos 7:1-13; Jeremias 7:4).
Logo, dado que a adoração é algo tão central para a experiência cristã, a Educação
Cristã deve lidar com a questão da adoração, que é o tema da lição desta semana.







Ano Bíblico: Atos 4-6.


LEITURA DA SEMANA SOP Ellen G. White, Educação, caps. 17 e 18.

63
DOMINGO 8 DE NOVEMBRO

TODOS ADORAMOS ALGO


Há algo em nós – algo que, sem dúvida, foi originalmente incorporado em nós
por Deus, mas que, como tudo o mais, foi distorcido pelo pecado – que anseia ado-
rar. Obviamente, no princípio devíamos adorar o Único digno de adoração: o nosso
Senhor e Criador. Mas, desde a Queda, tudo isso mudou, e mudou mesmo muito.
Mas, sim, todos nós adoramos algo, alguém, seja o que for. Isto ajuda a explicar
a razão por que, ao longo da história humana, e mesmo hoje, os seres humanos
praticam a adoração. No antigo Egito, algumas pessoas adoravam o Faraó; noutros
tempos, noutras terras, as pessoas adoravam estátuas de peixes, deuses com
múltiplas cabeças, e outras supostas divindades. Algumas pessoas adoravam o Sol,
a Lua e as estrelas. Adoradores dos astros.
Atualmente, a maior parte das pessoas é demasiado sofisticada para se curvar
perante a estátua de um sapo (mas, aparentemente, não perante uma estátua de
uma pessoa); porém, isto dificilmente significa que os seres humanos, mesmo os
seres humanos seculares, não adorem algo: dinheiro, poder, sexo, o próprio eu,
estrelas de Rock, atores, políticos. Seja o que for que mais amemos, seja o que for
em que foquemos a nossa atenção, seja o que for para que vivamos, isso é o que
adoramos. E, como alertou o escritor secular David Foster Wallace, se adoras a
7 coisa errada, ela “irá devorar-te vivo”.
O que a história em Daniel 3 nos ensina a propósito da importância da verdadeira
adoração?
A estátua de ouro do Rei Nabucodonosor...os tres jovens hebreus preferiram perder
a sua própria vida do que se curvarem perante aquele objeto fruto da imaginação
humana.Mas que era uma representação de todas as divindades do império

babilônico..Ainda que corriam esse risco Deus esperava que eles fossem fiéis , pois
era
 mandamento Divino assim como qualquer um dos outros Dez ....


Os três rapazes judeus obviamente levaram o segundo mandamento (Êxodo 20:4-6)
tão a sério quanto Deus o pretendia. Afinal, ele faz parte dos Dez Mandamen-
tos, juntamente com as proibições do homicídio e do furto, e assim por diante.
A adoração, a adoração correta, é tão importante que, de facto, se torna central nas
questões dos últimos dias, antes da Segunda Vinda de Cristo. Assim, a Educação
Cristã necessita de incluir toda a questão da adoração: o que é, como a praticamos,
porque é importante e quem adoramos.

Leia Apocalipse 14:6-12. O que ensinam estes textos acerca de quão central será a
questão da adoração na crise final antes de Cristo regressar?

Ano Bíblico: Atos 7-9.

64
SEGUNDA 9 DE NOVEMBRO

E DECLARA-AS AOS SEUS FILHOS


Os Salmos no Antigo Testamento eventualmente chegaram a desempenhar um
papel na vida religiosa do antigo Israel. Eram recitados, cantados (frequentemente
acompanhados de instrumentos musicais), durante períodos de adoração, espe-
cialmente adoração pública, que, no Antigo Testamento, era um aspeto-chave no
modo como as pessoas adoravam em geral. Israel funcionava como uma comuni-
dade, e, enquanto comunidade, adoravam juntos.
Os Salmos são, basicamente, poemas, isto é, as letras de cânticos. A palavra
hebraica para designar os “Salmos” é Tehillîm, que significa “cânticos de louvor”.
E quando cantamos louvores a Deus, seja o que for que estejamos mais a fazer,
estamos a adorar o Senhor.
Leia o Salmo 78:1-17. Qual é a mensagem essencial aqui e como é que ela se
encaixa em toda a questão da educação e da adoração?

Deus ordenou ao povo de Israel quem dessem ateção ás suas palavras e
obedecessem aos seus madamentos,e que passassem esses ensinamentos aos
seus filhos para que ma proxima geração também pudessem conhecer os feitos de
Deus,para que a História permanecesse viva em suas mentes e corações.W
pudecssem confiar em deus em todas as situações.
7
Há um certo propósito na mensagem do Salmo 78. No versículo 2 (NKJV, trad.
direta), Asaf menciona que irá partilhar “os escuros ditos da antiguidade”. A palavra
“escuros” não significa “agoirentos”, mas, sim, obscuros ou desvanecidos, isto é,
o modo como a História pode tornar-se quando os seus acontecimentos cruciais
remontam cada vez mais no tempo. Noutras versões, “escuros” é traduzido como
“secretos” ou “antigas verdades”. O que se pretende afirmar aqui é que, fosse o que
fosse que a educação de Israel incluísse, incluía o ensino às crianças de histórias
acerca do modo como o Senhor lidou com a nação eleita.
Veja o Salmo 78:6-17. Quais eram as lições específicas que eles deveriam ensinar
aos seus filhos? Qual era o objetivo supremo desta educação?

Porão a Confiança em Deus,não esquecerão os seus feitos e obedecerão aos seus

mandamentos para que não fossem como os seus antepassados: infiéis , rebeldes e
 coração duro;
de



Entre os objetivos da educação, tal como se veem nos textos, está o objetivo de que
as crianças aprendessem a confiar em Deus e a guardar os Seus mandamentos.
Como é que um texto como Apocalipse 14:12 reflete a mesma ideia para nós, hoje?

Ano Bíblico: Atos 10-12.

65
TERÇA 10 DE NOVEMBRO

EM ESPÍRITO E EM VERDADE
Um dos relatos mais maravilhosos no Novo Testamento sobre o modo como
Jesus ministrava às almas quebrantadas encontra-se na história de Jesus e da
mulher junto ao poço.
Leia João 4:7-26. O que diz Jesus à mulher acerca da adoração? Na verdade,
como é que chegaram, sequer, a falar sobre o tópico da adoração?

Chegará a hora em que vcs samaritanos não adorarão nem neste monte nem em
Jerusalém.Vcs
 Samaritanos adoram o que não conhecem,nós Judeus adoramos o
que conhecemos,Pois a Salvação vem dos Judeus.Virá a hora e esta já chegou em

que os verdadeiros adoradosres adorarão o pai em espirito e em Verdade.
Embora ela tentasse mudar de assunto ao falar acerca da adoração, Jesus usou a
tática dela para nos dar algumas verdades profundas a respeito da adoração e acerca
do que a adoração envolve. Talvez mais importante para os nossos propósitos
imediatos é o que Ele disse em João 4:24: “Deus é Espírito, e importa que os que o
adoram o adorem em espírito e em verdade.”
A verdadeira adoração do Senhor deve ser “em espírito”, isto é, deve despontar
do amor a Deus, da experiência de O conhecer pessoalmente. “A religião que vem
de Deus é a única que leva a Ele. A fim de O servirmos devidamente, é necessário
7 nascermos do divino Espírito. Isso purificará o coração e renovará a mente, dando-
-nos novas capacidades para conhecer e amar Deus. Comunicar-nos-á obediência
voluntária a todos os Seus preceitos. Este é o verdadeiro culto. É o fruto da opera-
ção do Espírito Santo.” – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, cap. 19,
p. 147, ed. P. SerVir.
Ao mesmo tempo, a adoração deve ser “em verdade”. Devemos ter algum
conhecimento correto sobre Deus, sobre Quem Ele é e sobre o que Ele requer de
nós. Por outras palavras, a doutrina está também envolvida. (Por exemplo, quão
significativo é saber que adoramos um Deus que não faz as pessoas arderem no
inferno por toda a eternidade.)
Assim, vemos aqui dois elementos na adoração: a experiência que advém de
conhecer e de obedecer a Deus, e as verdades objetivas acerca de Deus que nos
foram reveladas. O espírito sem a verdade pode levar a um sentimentalismo
superficial que se constrói mais sobre a emoção volúvel do que sobre qualquer
outra coisa. Em contraste, a verdade sem o espírito pode levar a um formalismo
sem vida. Portanto, necessitamos dos dois.

De que modo procuraria ensinar alguém a adorar “em espírito e em verdade”?


Em que casos poderá alguém necessitar de uma ênfase mais sobre um do que sobre
o outro?

Ano Bíblico: Atos 13-15.

66
QUARTA 11 DE NOVEMBRO

A BELEZA DA SANTIDADE
Leia I Crónicas 16:1-36. Tente imaginar a cena. Imagina-a como algo solene,
temível, ou como algo festivo e alegre? De que modo poderá ser uma combinação de
ambos? O que podemos aprender com esta cena a respeito da adoração e do modo
como deveríamos ensinar e, mesmo, experimentar a adoração?
 algo muito Solene,mas com muita gratidão alegria e muito Louvor.Por tudo de
Era
bom
 que Deus havia feito entre o seu povo e por todas as Bençãos a eles
derramadas e pela promessas cumpridas.


O lugar de adoração era o tabernáculo, onde Deus tinha habitado com o antigo
Israel e onde o Plano da Salvação lhes tinha sido revelado. Portanto, central na
adoração e na educação para a adoração deve estar Jesus e o Plano da Salvação,
os quais estavam prefigurados no serviço do tabernáculo. Seja o que for que Deus
tenha feito por nós que mereça louvor e adoração, nada disso tem sentido sem a
esperança da vida eterna que nos é oferecida pela Sua morte sacrificial e substitu-
tiva na cruz.
Note também a intenção “evangelística” da passagem: todo o mundo deveria
aprender acerca do Deus de Israel. 7
Veja I Crónicas 16:29: “Dai ao Senhor a glória do seu nome; trazei presentes
e vinde perante ele: adorai ao Senhor na beleza da santidade.” (TB.) A beleza da
santidade? O que significará isso?
As coisas de Deus são maravilhosas,exrtraordinárias.A sua Glória é incomparável a
qualquer outra coisa que possamos imaginar.Adão e Eva eram revestidos pela glória
de Deus antes do pecado.Lucifer era revestido pela Glória de Deus antes de se
rebelar e pecar ...

Paulo escreveu: AS coisas que o olho não viu,os ouvidos nunca ouviram e nunca subiu
ao coração do homem,são as que Deus tem preparado para aqueles que o ama.
Para começar, pense como o pecado é feio, danoso e degradante. Além disso, é
difícil para nós, agora, imaginarmos precisamente quão más, terríveis e degradantes
eram as práticas de adoração das nações ao redor de Israel, práticas que incluíam,
entre outras coisas, sacrifícios de crianças. E, não há dúvida, estas coisas refletiam
o modo como eram as pessoas que as praticavam.
Em contraste, o antigo Israel deveria ser uma nação santa, separada dos hábitos
malignos que a rodeavam. Os Israelitas deveriam ser santos no seu coração e na
sua mente; era isto que dava à sua adoração significado e beleza perante Deus. Vez
após vez, os profetas do Antigo Testamento criticaram as pessoas que adoravam o
Senhor ao mesmo tempo que se envolviam em práticas corruptas e cujo coração
estava longe d’Ele.

Ano Bíblico: Atos 16-18.

67
QUINTA 12 DE NOVEMBRO

IDOLATRIA NA EDUCAÇÃO
O antigo Israel tinha estado rodeado por pessoas muito religiosas, pessoas tão
dedicadas a adorar e a aplacar os seus deuses que lhes sacrificavam mesmo os seus
filhos. Isto é dedicação, não é?
Portanto, a adoração, a verdadeira adoração do verdadeiro Deus, era um aspeto
importante para proteger os Hebreus de serem apanhados na idolatria e na falsa
adoração que os rodeavam. E, no entanto, apesar de todos os avisos, ainda assim
caíram nas práticas idólatras contra as quais tinham sido especificamente alertados.
E nós, hoje? Por que razão a adoração do verdadeiro Deus, recontar tudo o que
Ele tem feito por nós, deve ser igualmente importante – especialmente perante os
perigos da idolatria moderna?
Leia Marcos 7:1-13. Que princípio encontramos nos versículos 7-9 que podia ser
aplicado, hoje, no contexto da Educação Cristã e também no contexto do perigo dos
falsos ensinos, tomados do mundo, que poderiam impactar negativamente a prática
da nossa fé?

A Tradição do Anciãos...OS discipulos de Jesus estavam naquele

momento,comendo sem lavar as mãos..Colocavam as suas tradições acima dos
7 
mandamentos de Deus.Hoje,o mundo Religiopso também tem colocado

ensinamentos de homens acima dos mandamentos de Deus e assim teem ensinado
a outros.


Muitas das grandes ideias intelectuais no mundo atual estão baseadas numa vi-
são naturalista da realidade. Muitas disciplinas estudadas atualmente na escola são
estudadas a partir dessa perspetiva, o que significa, frequentemente, que aquilo que
é ensinado será contrário às Escrituras. Podemos ser tentados a adorar ideias que
foram postuladas, teorizadas e colocadas em prática. Podemos também idolatrar as
mentes brilhantes dos filósofos, cientistas e matemáticos que cunharam essas ideias.
O problema é que, frequentemente, essas ideias podem colidir com a Escritura, mas,
porque são agora correntemente ensinadas e cridas como verdadeiras, as pessoas
tentam incorporá-las na Educação Cristã. No entanto, o único modo em que isso
pode ser feito é comprometendo a fé, o que significa, frequentemente, torcer e dis-
torcer a Escritura de modo a tentar fazer a Escritura ajustar-se às ideias correntes.

Quais são algumas das crenças populares atuais que colidem com a Escritura,
e como é que nós, como Igreja, nos protegemos de as incorporararmos no nosso
Sistema Educacional?

Ano Bíblico: Atos 19-21.

68
SEXTA 13 DE NOVEMBRO

ESTUDO ADICIONAL: “O coração é enganador mais do que todas as coisas, e de-


sesperadamente perverso. Os que professam a Religião não estão inclinados a exa-
minarem-se atentamente para ver se estão na fé, e é um facto terrível que muitos
estão apoiados numa falsa esperança. Alguns apoiam-se numa experiência antiga
que tiveram há muitos anos; mas quando são trazidos a estes tempos de pesquisa
do coração, quando todos deveriam ter uma experiência diária, nada têm a relatar.
Parecem pensar que professarem a verdade os salvará. Quando os pecados que
Deus odeia forem dominados, Jesus virá e ceará contigo e tu com Ele. Retirarás en-
tão força divina de Jesus, e crescerás n’Ele, e serás capaz de dizer, em santo triunfo,
‘bendito seja Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo’. Seria mais
agradável para o Senhor, se os mornos que professam a Religião nunca tivessem
mencionado o Seu nome. São um fardo contínuo para aqueles que querem ser fiéis
seguidores de Jesus. São uma pedra de tropeço para os descrentes, e os anjos maus
exultam por causa deles e troçam dos anjos de Deus ao indicarem o seu procedi-
mento distorcido. Pessoas assim são uma maldição para a causa na nossa nação ou
no estrangeiro. Aproximam-se de Deus com os seus lábios, mas o seu coração está
longe d’Ele.” – Ellen G. White, Spiritual Gifts, vol. II, p. 227.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO


1. Em Marcos 7:1-13, aprendemos que a doença subjacente à falsa adoração é um
7
problema de coração. Deus não considera a adoração feita com os nossos lábios,
se essa adoração não desponta do nosso coração. Por que razão é o Evangelho e a
história da morte de Jesus em nosso favor o modo mais poderoso de abrir os cora-
ções, de modo a que realmente amem Deus?
2. Pense um pouco mais na ideia de adorar Deus “em espírito e em verdade”. É
possível fazer uma coisa sem fazer a outra, ou a verdadeira adoração exige am-
bas? Se sim, porquê?
3. Sim, o nosso coração necessita de ser bom, para verdadeiramente adorarmos
Deus, mas o que significa isso? Tem de esperar até que esteja totalmente ligado ao
Senhor, com a sua vida em perfeita ordem, antes de poder adorar? Por outro lado,
como é que a adoração, a verdadeira adoração, pode ajudar a pôr o seu coração
no lugar certo junto de Deus?







Ano Bíblico: II Crónicas 17-20.

69
O MILAGRE DA
7 MULTIPLICAÇÃO
DOS PÃES E PEIXES
QUEBRA-GELO: Você acredita em mi- do de voltar de uma viagem ministerial
lagres? Já recebeu um milagre pessoal? que tinha exigido muito deles. Por isso,
Ou pode relatar um milagre do qual to- estavam cansados. Jesus convidou-os a
mou conhecimento? fazerem uma pausa, levando-os para um
lugar diferente noutro ponto do pequeno
INTRODUÇÃO: Na verdade, todos gos- Mar da Galileia.
tam muito de milagres, porque eles são
intervenções sobrenaturais de Deus na Vemos que Jesus foi seguido por uma
vida humana; inesperados, raros e intri- grande multidão até ao deserto. O Mes-
gantes. Alteram as leis da Natureza e re- tre, embora ainda estivesse em luto pelo
velam o poder soberano de Deus. Seu amigo João Batista, naquele lugar
inóspito moveu-Se de íntima compaixão
Hoje, vamos relembrar um dos maiores pelo povo. Um povo pobre, humilde, sem
e mais importantes milagres que Jesus muitos recursos materiais e psicológicos.
realizou, enfatizando os ensinos práticos Muitos estavam enfermos.
para nós, que queremos servir Deus e ver
os Seus milagres a acontecer na nossa As horas passaram rapidamente. No fim
7PG
vida e na nossa comunidade. da Sua pregação, já era tarde. Os discí-
pulos queriam que o Mestre despedisse a
A cena da multiplicação dos pães e dos multidão para que procurassem comida.
peixes, além de nos levar a entender a Os discípulos acreditavam que Jesus Se
missão que temos, utilizando os dons e importava somente com o aspeto espiri-
talentos de que dispomos, colocando-os tual do Homem. Mas o Mestre mostrou
nas mãos de Deus, remete-nos a perceber que Se importa com todos os aspetos da
os três personagens do texto: Jesus, mul- vida humana.
tiplicando os pães e peixes; os discípulos,
sendo usados para levar esses pães e pei- PARA PENSAR: Você sabe a diferença
xes para satisfazer a fome da multidão; e entre desejos e necessidades?
aquelas, aproximadamente, dez mil pes-
soas, sendo alimentadas e satisfeitas por – Desejos são as necessidades humanas
esse milagre de Cristo. moldadas pela Cultura e pelas caracterís-
ticas individuais. Exemplos: compra de
TEXTO PARA ESTUDO: um carro com zero quilómetros, de um
Marcos 6:30-44. par de ténis de marca, uma viagem. Pode-
ríamos resumir os “desejos” com a frase:
DISCUSSÃO “O que eu quero.”
I. CONHECENDO O TEXTO
Este milagre aconteceu quando Jesus – Necessidades são momentos de carên-
estava a tirar um dia de descanso com cia percebida. Exemplos: alimentação,
os Seus discípulos. Eles tinham acaba- roupas, moradia, saúde, e assim por

70
diante. Poderíamos resumir as “necessi- blema: mandar as pessoas procurarem a
dades” com a frase: “Do que eu realmen- sua própria comida ou juntar dinheiro
te preciso.” suficiente para comprar um pedaço pe-
queno de pão para cada uma. Para eles,
DISCUTA COM O GRUPO: Quais são as todas aquelas pessoas estavam no lugar
nossas maiores necessidades? Consegui- errado, na hora errada e não havia nada
mos identificar as necessidades das pes- que eles pudessem fazer.
soas da nossa comunidade?
DISCUTA COM O GRUPO: Existe algo
II. INTERPRETANDO O TEXTO que possamos fazer para atender às ne-
Quando D. L. Moody estava a firmar a cessidades das pessoas ao nosso redor?
sua grande Escola Bíblica Dominical em A nossa comunidade espiritual está a
Chicago, recebia crianças de vários lu- olhar para essas necessidades como os
gares. Com frequência, os pequeninos discípulos ou como Jesus?
deixavam de ir a outras Escolas Bíblicas
Dominicais mais próximas da sua casa III. APLICAÇÃO DO TEXTO
apenas para ir estudar a Palavra com o Deus agiu quando os discípulos e aquele
Sr. Moody. Quando alguém perguntou a menino agiram. Porque a Bíblia garante
um menino porque caminhava tamanha que o mesmo Deus que nos desafia a agir
distância para comparecer àquela Escola também nos capacita e age sobrenatural-
Bíblica, ele respondeu: “Porque lá eles mente, dando todo o respaldo ao que fa-
amam as pessoas!” (Wiersbe 2006, v. 5.) zemos para cumprir a Sua vontade. É por
isso que Jesus afirmou que estará con-
Esta história é uma ilustração muito clara nosco todos os dias, na medida em que
7PG
da visão de Deus para a nossa vida, a nos- obedecemos ao seu “Ide por todo o mun-
sa comunidade e a nossa Igreja. Ele viu do”. Também foi nesse sentido que Paulo
as multidões perdidas e aflitas, e sentiu afirmou, em I Tessalonicenses 5:24, que
compaixão. A nossa visão como pessoas “aquele que nos chama é fiel, e fará”.
e como Igreja é demonstrar essa mesma
compaixão, alcançando e transformando O milagre só teve lugar quando os dis-
vidas, além de espalhar a esperança onde cípulos tiveram a disposição de tentar
quer que estejamos. e de trazer algo a Jesus. O que podiam
fazer era bem pouco, algo aparentemen-
Somos como aqueles discípulos. Temos te pequeno, mas era o melhor que con-
limitações, é claro. Mas as nossas dificul- seguiram. Podemos entender que é só
dades e limitações devem ser um estímulo isto mesmo que Deus espera de nós: que,
para buscarmos uma solução em Deus. pelo menos, tentemos fazer tudo o que
Precisamos de tirar os olhos do nosso gran- está ao nosso alcance, pagando o preço
de problema (“mas eu não tenho nada!”). do sacrifício que for necessário, e Ele fará
Nós não crescemos sem as nossas lutas e o milagre.
os nossos problemas, mas, sim, quando
decidimos tentar e enfrentar os proble- PARA PENSAR: Precisamos de sair da
mas. É aí que vencemos, sempre pela in- nossa zona de conforto. A obra de Deus
tervenção da graça capacitadora de Cristo. requer sempre um preço de oração in-
tensa, jejum e sério compromisso com
PARA PENSAR: Os discípulos oferece- Deus. Devemos estar dispostos a servir
ram duas sugestões para resolver o pro- Deus ao ponto de dar o nosso pão, o nos-

71
so peixe, o nosso coração e até a nossa 
própria vida por causa da visão de amor 
e de compaixão que Deus quer derramar 
no nosso coração. 

DISCUTA COM O GRUPO: O que esta- 
mos a fazer e/ou podemos fazer para res- 
ponder a esta ordem de Jesus: alimente 
a fome espiritual (e, até mesmo, a física) 
das pessoas? 

IV. CONCLUSÃO 
É um privilégio sermos convidados pelo 
Rei do Universo a fazer parte da constru- 
ção do projeto que Ele desenhou. Somos 
uma Igreja em Pequenos Grupos e enten- 
demos que cada crente é um discípulo e 
um ministro de Deus. Queremos ver to- 
dos os participantes do Pequeno Grupo 
comprometidos com a Grande Comissão: 
fazer discípulos e cuidar muito bem deles. 
Por isso, o nosso Pequeno Grupo multi- 
plica-se para gerar vida continuamente e 
para atingir um alvo maior: alcançar os 
7PG
perdidos para Cristo. Podemos alcançar 
o inimaginável na nossa vida pessoal, se, 
movidos por compaixão pelos que ainda 
não conhecem o amor e a salvação de Je- 
sus, trabalharmos para realizar a vontade 
de Deus e para obedecer à ordem que Ele 
nos deu. 

Notas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

72
15 de novembro de 2020 a 21 de novembro de 2020 lição 8
EDUCAÇÃO E REDENÇÃO

SÁBADO À TARDE

LEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA: Génesis 1:26 e 27; Isaías 11:1-9;


II Timóteo 3:14-17; I Reis 4:29-34; João 14:17; I Coríntios 2:1-16.

Verso Áureo: “Toda a Escritura, divinamente inspirada, é proveitosa para ensinar,


para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (II Timóteo 3:16).

A BÍBLIA CONTA UMA LONGA HISTÓRIA acerca de Deus e do Seu povo. Por
vezes, ela é vista como uma história de amor que correu mal, pelo menos tempo-
rariamente. Ou pode ser vista como a história de um pai e dos seus filhos rebeldes
que, eventualmente, acabam por reconsiderar.
Mas, tendo em vista a lição desta semana, vamos descobrir na história da Bíblia 8
um outro tema, a saber: o tema do professor e dos seus alunos. Estes chumbam
repetidamente nos testes, mas o professor explica as lições vez após vez, até que,
finalmente, alguns as aprendem.
A história da Bíblia não é diferente das nossas histórias humanas, que
conhecemos tão bem – com uma exceção. A história de Deus e do Seu povo tem
seguramente um final feliz, alcança o seu alvo. É a graça divina para com o Seu
povo que assegura que seja esse o resultado. A responsabilidade humana nesta
relação tem, frequentemente, sido mal compreendida e mesmo temida por muitos,
que a consideraram pesada. Mas, de facto, a história da Bíblia é essencialmente
um convite a conhecer Deus e a compreender a Sua vontade. De facto, aprender a
conhecer Deus é a nossa primeira resposta à Sua graça. Não podemos ganhar essa
graça, mas podemos aprender sobre ela, e o que é a Educação Cristã senão, na sua
essência, uma educação que nos ensina a respeito desta graça?




Ano Bíblico: Atos 24-26.


LEITURA DA SEMANA SOP Ellen G. White, Educação, caps. 19 e 20.

73
DOMINGO 15 DE NOVEMBRO

À IMAGEM DE DEUS
Leia Génesis 1:26 e 27 e 5:1, 3. O que nos ensinam estes textos acerca do
modo como Deus originalmente criou a Humanidade e acerca do que aconteceu à
Humanidade após o pecado? Disse Deus : Façamos o homem conforme a nossa
 Deus os abençoou e os imagem e a nossa semelhança.Criou Pois Deus o
chamou homem.aos Homem a sua imagem .A imagem de Deus o
 Criou,Homem e Mulher os criou .
130 Anos gerou Adão
A filho
um fraseá“àsuaimagem de Deus” tem cativado a atenção de intérpretes da Bíblia
durante séculos.
semelhança O que
e lhe deu éo esta imagem, segundo a qual os primeiros seres humanos
foram
nomecriados?
de Sete.e Por exemplo, significa isso que Deus Se viu ao espelho e formou a
gerou
outros
Sua novafilhos e filhas
Criação para. eque se parecesse Consigo? Ou significa antes que os seres
viveu mais 800 Anos .e
humanos são os
foram todos mais
seussemelhantes a Deus do que o são todas as outras formas de
vida? Ou Anos
dias 930 refere-se à semelhança e à compatibilidade espirituais e intelectuais
e morreu.
existentes entre o Criador e a Sua Criação humana? As Escrituras não dão qualquer
explicação precisa desta expressão, ainda que os académicos tenham derivado da
Escritura muitas interpretações do que ela poderá significar. No entanto, podemos
ver que, após o pecado, esta imagem foi modificada, sendo por isso que Ellen G.
White escreveu que o objetivo da educação é restaurar no Homem a imagem do
seu Criador (Educação, cap. 1, pp. 14-16).
Como pode a educação alcançar um objetivo tão notável? Primeiro, temos de
8 nos lembrar de que Deus nos fez para termos uma relação com Ele, um pouco à
semelhança do que fazem os pais com os seus filhos. Ele fez-nos à Sua imagem,
da mesma forma que os pais humanos têm filhos à sua imagem (Génesis 5:1, 3),
de forma que Ele nos possa criar para sermos os Seus filhos, que pertencem à Sua
família; Ele pode comunicar connosco e formar uma relação duradoura connosco.
A imagem de Deus, portanto, é mais uma “imagem mental” que permite que dois
seres, um divino e outro humano, possam ter um encontro de mentes. Isto é preci-
samente o que acontece na educação, primeiro no lar, entre pais e filhos, e depois
na escola, quando os professores assumem a tarefa da educação. É evidente que
Deus teve a intenção de possibilitar este processo de educação que conhecemos
tão bem quando, distinguindo-nos de outras formas de vida, Ele nos fez à Sua
própria imagem – Ele fê-lo para que nos possa ensinar e para que nós possamos
aprender com Ele, até que a Sua imagem (a Sua mente) seja refletida na nossa.
Cristo veio nos fazer conhecer o Pai. Em sua Ess~encia, Carater,Amor,Bondade e
A história da redenção é uma história de educação da Criação até à incarnação,
Misericordia.
e da incarnação até à Recriação. Deus é um professor e o Céu é uma escola para
toda a eternidade (veja Ellen G. White, Educação, cap. 35, p. 301). Quais são as
implicações deste pensamento para o nosso compromisso com a Educação Cristã
no lar, na Igreja, na escola, na Universidade e ao longo de toda a vida?

Ano Bíblico: Atos 27 e 28.

74
SEGUNDA 16 DE NOVEMBRO

JESUS COMO PROFESSOR


A Bíblia usa muitos termos para descrever Jesus. Ele é o Filho de Deus; o Mes-
sias, o Filho do Homem; o Salvador; o Redentor; o Senhor; o Cordeiro de Deus;
apenas para mencionar alguns desses termos. Mas para as pessoas que O conhe-
ceram melhor durante os Seus três anos e meio de ministério público na Judeia
e na Galileia, Ele foi um Professor. Chamavam-Lhe “Mestre” ou “Rabbi”. Ambos
significam a mesma coisa, isto é, “Professor”.
Portanto, a profissão de Professor e a obra de Professor devem ter sido um modo
particularmente adequado para Jesus desenvolver o Seu ministério público. De
alguma maneira, a Sua obra de redenção é aparentada com a obra de ensino. Mais
do que isso, ela tinha sido predita pelo profeta do Evangelho.
Leia Isaías 11:1-9. O que revela este texto acerca do papel de Professor de Jesus?
 Ramo surgirá de Jessé,O Espirito do Senhor estará sobre Ele,se inspirará no Te-
Um
mor
 do Senhor.Julgará os necessitados com Retidão e com Justiça tomará decisões
em favor dos pobres.com o sopro da sua Boca matará os ímpios.
Umas das mais surpreendentes profecias messiânicas nas Escrituras encontra-se
em Isaías 11. Os versículos 1-3 retratam o Messias vindouro em termos educacio-
nais como Alguém que traz conhecimento, conselho, sabedoria e compreensão. A
passagem na sua totalidade termina com esta notável promessa: “Porque a terra se
encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Isaías 11:9). 8
Talvez tenham sido esses ensinos da Escritura que inspiraram Ellen G. White, no
seu livro sobre a educação, a fazer notar que a obra da educação e a obra da reden-
ção são uma e a mesma coisa (veja Educação, cap. 4, p. 30).
Leia João 3:1-3. Nicodemos dirigiu-se a Jesus enquanto rabbi e, além do
mais, identificou os dons pedagógicos de Jesus como vindo de Deus por causa
dos sinais que Jesus realizava, nomeadamente, os Seus milagres e as Suas ideias
sobre o significado da vida. Jesus aceitou, se não o título que Lhe foi dado, pelo
menos certamente a origem dos Seus dons pedagógicos, quando respondeu a
Nicodemos que ele deveria nascer de novo para ver o Reino de Deus (isto é, para
o compreender, bem como para entrar nele). Isto significa que a autoridade para
ensinar outros, mesmo no caso de Jesus, vem de Deus.
Certamente ensinar é um dom de Deus. É ordenado por Deus, foi adotado por
Jesus e é reconhecido, por aqueles que são ensinados, como tendo autoridade
divina.

Que papel temos nós em relação a vermos o cumprimento desta profecia acerca de
o conhecimento do Senhor se espalhar por todo o mundo? MISSÃO : Ide por todo o
mundo e pregai o Evange
Ano Bíblico: Romanos 1-4. lho.Quem crêr e for Bati-
zado será Salvo.Quem
Não Crêr será Condena- 75
do. MC 16 : 15 e 16
TERÇA 17 DE NOVEMBRO

MOISÉS E OS PROFETAS
Leia II Timóteo 3:14-17. O que nos ensinam estes textos a respeito do papel da
Escritura na Educação Cristã?


O termo usado para designar a primeira parte da Bíblia, “Torah”, é, por vezes,
traduzido como “Lei”, em parte por causa do facto de haver muitas leis nesses
livros. Mas “Torah” realmente significa “ensino” ou “instrução”. Esta compreensão
é muito diferente daquilo que muitos pensam que é o tema da “Lei” na Bíblia,
a saber: regras e regulamentos que temos de seguir de modo a permanecermos
nas boas graças de Deus. Mas não é assim; a Lei é destinada a ser um material
educativo sobre como viver a vida com sucesso e segurança no seio da relação de
aliança que Deus tinha em vista quando nos criou inicialmente.
As duas secções seguintes da Bíblia Hebraica, os “Profetas”, relatam com que
sucesso o povo de Deus dominou este material educativo e viveu de acordo com
ele (os “Profetas Anteriores”, ou livros históricos) e aquilo que eles deveriam
ter aprendido com este material educacional (os “Profetas Posteriores”). A parte
restante do Antigo Testamento (chamada “Os Escritos”, em hebreu) está cheia
8 de exemplos de professores e alunos bem-sucedidos ou menos bem-sucedidos,
bem como das suas experiências educacionais. Exemplos de sucesso educativo
nestes livros seriam Ester, Rute, Daniel e Job. Entre os fracassos estariam os quatro
amigos de Job. É claro que o livro de Salmos é um hinário, mas mesmo ele tem,
pelo menos, três Salmos educativos: o Salmo 1, o Salmo 37 e o Salmo 73.
Os Evangelhos têm em abundância materiais destinados para propósitos edu-
cativos, especialmente nas parábolas de Jesus. Muitas das Epístolas de Paulo co-
meçam com uma forte proclamação do Evangelho, mas terminam com material
educativo, isto é, lições práticas acerca da vida quotidiana para os Cristãos. O livro
de Apocalipse está cheio de material educacional. Por exemplo, todo o desvendar
ou desenrolar do futuro da Igreja de Cristo é revelado num livro que apenas o Cor-
deiro de Deus – Jesus, o Professor por excelência – pode abrir (Apocalipse 5:1-5).

Alguns poderão dizer que nem todo o material pedagógico nos livros de Moisés se
aplica ao nosso tempo, e isso está certo. Deuteronómio 17:14-20, a instrução acer-
ca dos reis, tem algumas instruções muito explícitas acerca da seleção de alguém
para ocupar o cargo real. Hoje, claro está, não designamos reis na nossa Igreja.
Como é que determinamos a aplicação adequada de todo este material pedagógico
da Escritura ao nosso tempo?

Ano Bíblico: Romanos 5-7.

76
QUARTA 18 DE NOVEMBRO

HOMENS E MULHERES SÁBIOS


As palavras “escola”, “estudo” e “educação” são claramente compreendidas no
nosso tempo, mas não são comuns na Bíblia. Há uma palavra – sabedoria/sábio
– que é muito mais comum. Por exemplo, o Antigo Testamento faz menção de
homens e mulheres sábios (II Samuel 14:2; Provérbios 16:23).
Leia I Reis 4:29-34. O que nos ensina isto acerca da importância da sabedoria?
Deus deu a Salomão Sabedoria,discernimento extraordinário,e uma abrangência tão
imensurável quanto a aria do mar.Mais do que todos os homens do Oriente,e do que
toda a sabedoria do Egito e do que qualquer outro homem.mais do que ezrita Etã ,
mais do que Hermã , Calcol e Darda filhos de Maol. Sua fama se espalhou por todas
as Nações, Reis de toda a terra que ouviam falar da sua sabedoria,enviavam
homens para que pudessem ouvir da sua sabedoria.
O rei Salomão é destacado como sendo um homem muito sábio que falou a
respeito da vida animal e vegetal e que pronunciou provérbios com grande
sabedoria, significando isto que era um homem culto (I Reis 4:29-34). Os livros
de Provérbios e de Eclesiastes contêm muitos ensinos sábios sobre numerosos
assuntos, atribuídos a Salomão, bem como a outros professores sábios dos tempos
antigos (Provérbios 1:1; 25:1; 30:1; 31:1).
Segundo a Bíblia, a sabedoria é muito semelhante à nossa educação de hoje.
É algo que se aprende com os pais e os professores, especialmente enquanto somos
novos (Eclesiastes 12:1), mas, na verdade, uma pessoa acumula sabedoria durante 8
toda a vida. Em segundo lugar, a sabedoria tem, geralmente, um lado prático; por
exemplo, aprende com as formigas que juntam no verão para terem o suficiente
para o inverno (Provérbios 6:6-8).
No entanto, a sabedoria não é apenas prática; também tem um lado teórico,
pois começa com a fé em Deus e segue certos princípios fundamentais (Provérbios
1:7). A sabedoria ajuda-nos a vivermos de modo responsável e para o benefício de
outros, e também ajuda a protegermo-nos da má fortuna. Finalmente, tal como a
educação de hoje, a sabedoria não responde a todas as perguntas que possamos
colocar, mas permite-nos contentarmo-nos com aquilo que conhecemos, enquanto
continuamos a procurar aquilo que ainda é desconhecido, e esta é uma boa posição
a partir da qual podemos aprender a conhecer Deus e a confiar na Sua graça.
Segundo Jeremias 18:18, o papel do professor sábio é considerado como estando
a par com os papéis do sacerdote e do profeta. Os três transmitem mensagens de
Deus para o Seu povo, sob a forma de instruções na Lei, conselhos educativos e
mensagens especiais de Deus.

Como é que podemos aprender a sabedoria e, depois, passá-la àqueles que vêm
depois de nós? Por que razão é tão importante para nós fazermos isso como povo?

Ano Bíblico: Romanos 8-10.

77
QUINTA 19 DE NOVEMBRO

EDUCAÇÃO NA IGREJA
PRIMITIVA
Um dos mais notáveis princípios de educação na Escritura emerge quando Je-
sus, o Professor por excelência, Se prepara para deixar os Seus alunos ou discípu-
los. Tinham estado com Ele durante três anos e meio, aproximadamente o tempo
que atribuímos à educação numa Escola Secundária ou numa Universidade. Tendo
completado um destes períodos, dependendo da pessoa, os alunos são frequente-
mente considerados como estando prontos para prosseguirem por si mesmos.
Mas Jesus sabia que não era bem assim, pelo que providenciou para os Seus
seguidores uma educação contínua sob a tutela do Espírito Santo. Noutro lugar,
esse Professor ou Guia é identificado como Consolador ou Advogado (em grego,
parakletos), que será dado permanentemente aos seguidores de Jesus (João 14:16
e 17). Ele é identificado como o Espírito de Verdade. Embora o Espírito Santo não
seja identificado como um Educador, o trabalho do Espírito é certamente educativo,
particularmente no que diz respeito à orientação para buscar e encontrar a verdade.
Leia I Coríntios 2:1-16. O que está Paulo a dizer que é tão importante no
contexto da educação? O Espírito Santo Ensina,capacita,da Poder,e guia na
Verdade

8 
Paulo começa por lembrar à Igreja em Corinto que, quando veio inicialmente
até eles, de nada mais falou senão de Jesus Cristo e da Sua crucificação (I Coríntios
2:2) – nada de sabedoria sagaz, apenas a proclamação do Evangelho. Mas a
coisa não ficou por aí (I Coríntios 2:6), porque, logo que estes novos Cristãos
amadurecessem, o apóstolo voltaria para lhes ensinar sabedoria, as coisas de Deus
ocultas antes mesmo de o mundo ter começado (I Coríntios 2:7), inclusive as
coisas profundas de Deus (I Coríntios 2:10). Tudo será estudado sob a direção do
Espírito de Deus, à medida que Ele Se une ao espírito do estudante.
Quão profundo será esse estudo e quanta sabedoria será acessível àqueles que são
conduzidos pelo Espírito? O capítulo conclui com uma citação do profeta Isaías:
“Quem guiou o Espírito do Senhor? E que conselheiro o ensinou?” (Isaías 40:13.)
O profeta, falando para o povo comum do seu tempo, diria que ninguém pode fazer
isso. Mas Paulo corrigiu essa perceção concluindo: “Nós temos a mente de Cristo”,
querendo isto dizer que os Cristãos cheios do Espírito têm acesso até à mente
de Deus e, assim, a qualquer quantidade de conhecimento ou de entendimento
(I Coríntios 2:10-13) que seja necessária para conhecer o caminho da justiça.

Ano Bíblico: Romanos 11-13.

78
SEXTA 20 DE NOVEMBRO

ESTUDO ADICIONAL: A Grande Comissão do Evangelho (Mateus 28:18-20) pôs


em marcha um extraordinário movimento religioso em todo o mundo. Aqui, uns
poucos apóstolos ou missionários (ambas as palavras significam o mesmo – “aque-
les que são enviados”) foram por todo o mundo e juntaram alunos, fizeram deles
discípulos, chamaram-nos para crerem em Jesus, batizaram-nos e trataram de lhes
ensinar tudo o que Jesus lhes tinha ordenado. A imagem é a de Cristãos converti-
dos de todo o mundo, representando culturas diferentes e falando línguas diferen-
tes, saindo das águas do batismo apenas para entrarem numa escola e começarem
a sua educação. Isto não surpreende, pois eles ainda tinham muito que aprender.
O motivo por que os Cristãos estão sempre a aprender não é apenas a curio-
sidade intelectual ou o desejo de dominar o conhecimento, mas antes para que a
vida e a fé cristãs possam permear todos os cantos da sua vida quotidiana. Há tanto
para aprender. Por causa disso, as Epístolas do Novo Testamento contêm tanto a
proclamação acerca de Jesus (por vezes, designada pela palavra kerygma, no Novo
Testamento) como a educação em todas as coisas que os Cristãos têm de aprender
(por vezes, designada pela palavra didache, no Novo Testamento). Um bom exem-
plo da proclamação é visto em I Coríntios 2:2, enquanto a educação começa em
I Coríntios 4 e continua aqui e ali no resto da Epístola. O que têm os Cristãos de
aprender? Somos servos ou despenseiros de Cristo,e o mundo espera que sejamos
Trabalho,fiéis naquilo que
descanso, pregamos.
questões sociais, relações comunitárias, Igreja e adoração,
economia, filantropia, relacionamento com as autoridades, aconselhamento, siste- 8
mas familiares, relações matrimoniais e educação dos filhos, comida e a sua pre-
paração, vestuário e, até, envelhecimento e preparação para o fim da vida, tanto
a vida individual, como a vida neste mundo. Ser Cristão significa aprender algo
acerca de todas estas coisas e para além delas. Compreendê-las não é algo que surja
naturalmente. Tem de ser aprendido.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO


1. Quão importante é a obra educacional para a missão da Igreja?
2. O que quis dizer Ellen G. White quando escreveu “O Céu é uma escola” (Edu-
cação, cap. 35, p. 301)?
3. Leia I Coríntios 2:1-16 de novo. Veja o que Paulo está a dizer-nos acerca do que
Deus nos revela através da Inspiração. Pense acerca da sua declaração de que os
governantes e a sabedoria deste século se reduzirão a nada. Se ele podia dizer isto
naquela época, o que dizer também de alguma da “sabedoria” da nossa época?




Ano Bíblico: Romanos 14-16.

79
O PARALÍTICO
8 DE BETESDA

QUEBRA-GELO: local. Ao mais leve movimento das águas,


Você sabe o que significa ter uma doença todos se precipitavam para a frente, atro-
crónica? Já viu alguém com os membros pelando homens, mulheres e crianças. Na
atrofiados? O que sentiu? O que acha que confusão, nunca se sabia quem entrava
a pessoa sente? primeiro, nem se alguém tinha sido cura-
do. Muitos arrastavam-se para a beira do
INTRODUÇÃO: Ter fé está na moda, tanque numa vã esperança de cura! No
está em alta. Todos têm fé nalguma coisa meio de toda essa desesperança e dor, es-
ou em alguém, outros orgulham-se de ter tava Jesus. A Sua vontade era curar todos.
muita fé em si mesmos. No entanto, ter Mas Ele sabia que ainda não podia, até
fé é assim tão importante? Basta ter fé e que um homem chamou a Sua atenção.
tudo está resolvido? Ou é preciso ter fé na
pessoa certa? Como Cristão, é certo que PARA PENSAR: Será que hoje ainda exis-
você está a entender-me. “Sem fé é im- te o tanque de Betesda? Existem vários
possível agradar” a Deus (Hebreus 11:6). tanques onde pessoas que sofrem vão em
Mas essa fé é a fé em Deus! Alguns dizem busca da ajuda de um poder sobrenatural
que Deus só ajuda e cura quem tem fé que as ajude? Se Jesus estivesse outra vez
e, se nada aconteceu, a culpa é sua, pela a andar entre nós, iria Ele a esses lugares?
8PG sua falta de fé. Outros querem aprisionar
Deus com a fé, como se Ele fosse obri- DISCUTA COM O GRUPO: Porque não
gado a agir por causa da fé. Esta história curou Jesus todos os que estavam naque-
real, contada por João, ensina-nos muito le lugar?
sobre a fé, sobre a cura e sobre Deus.
II. INTERPRETANDO O TEXTO
TEXTO PARA ESTUDO: Ao redor do tanque jazia uma enorme
João 5. multidão cheia de fé. Mas a fé não tem po-
der algum quando está direcionada para o
DISCUSSÃO destino errado. Quando Jesus Se aproxi-
I. CONHECENDO O TEXTO mou do homem, encontrou-o numa estei-
Não existiam hospitais no tempo de Je- ra totalmente sem esperança. “... e dirigia
sus. O mais parecido com um hospital em casualmente o olhar para o tanque, quan-
Jerusalém era um tanque, perto da Porta do um terno e compassivo semblante se
das Ovelhas, chamado Betesda. Para esse inclinou sobre ele, e as palavras: ‘Que-
tanque afluía uma grande multidão de res ficar são?’ prenderam a sua atenção.
enfermos, cegos, coxos, mancos e paralí- A esperança brotou no seu coração. Sen-
ticos, esperando o movimento das águas. tiu que, de qualquer modo, ia ser ajudado.
Em certos tempos, essas águas moviam- Em breve, porém, desvaneceu-se o brilho
-se e o povo, desesperado, pensava que da esperança. Lembrou-se de quantas ve-
um poder sobrenatural se manifestava. zes tentara chegar ao tanque e tinha ago-
Centenas de pessoas enfermas corriam ao ra pouca probabilidade de viver até que

80
a água fosse novamente agitada. Voltou- Esta frase de Jesus ensina-nos muitas
-se, cansado, dizendo: ‘Senhor, não tenho coisas. Talvez a mais importante seja que
homem algum que, quando a água é agi- este homem estava enfermo por causa do
tada, me meta no tanque; mas, enquanto pecado, não do estado de pecado, que
eu vou, desce outro antes de mim.’ Jesus todos vivemos, mas por algum pecado
não pediu a esse sofredor que tivesse fé cometido no passado. Muitas vezes, afir-
n’Ele. Disse simplesmente: ‘Levanta-te, mamos que a cura verdadeira não pode
toma a tua cama, e anda.’ A fé do homem, ser revertida, que uma enfermidade cura-
todavia, agarra-se àquelas palavras. Cada da por Deus não regressa. Segundo este
nervo e músculo vibram com uma nova texto, não é bem assim. Nem mesmo a
vida e a energia da saúde enche os seus cura de Deus pode permanecer em meio
membros paralisados. Sem duvidar, obe- à desobediência.
dece à ordem de Cristo, e todos os mús-
culos respondem à sua vontade. Pondo-se “Se a luz dada por Deus quanto à reforma
de pé num salto, sente-se um homem no da saúde é menosprezada, Ele não operará
gozo pleno das suas faculdades” (Ellen G. um milagre para conservar com saúde os
White, DTN, p. 170, ed. P. SerVir). que prosseguem na direção que os torna
doentes” (Ellen G. White, CRA, p. 401).
PARA PENSAR: Muitas vezes, coloca-
mos a nossa fé em quem não merece! Não PARA PENSAR: “Deus requer do Seu
é só porque temos fé que as coisas vão povo crescimento contínuo. Devemos
acontecer. Observe que Jesus não pediu aprender que condescender com o apetite
para o homem ter fé n’Ele, para só então constitui o maior embaraço para o desen-
curá-lo. No entanto, ele demonstrou fé e volvimento mental e para a santificação.
obedeceu à ordem de se levantar. Isso en- Apesar da sua adesão à reforma do regi-
sina-nos algumas coisas: 1) Deus não nos me alimentar, muitos seguem um regime 8PG
atende somente por causa da nossa fé. impróprio. A transigência com o apetite
Ele não é refém da nossa fé. Ele cura-nos é a causa principal da debilidade física e
porque quer, segundo o Seu plano para mental, e é em grande parte responsável
a nossa vida. 2) O homem levantou-se pela fraqueza e morte prematura de mui-
antes de ter evidências. Pedir uma prova, tos. Todo o indivíduo que aspira à pureza
para então crer, não é fé. de espírito deve ter sempre presente que
em Cristo há poder para vencer o apetite”
DISCUTA COM O GRUPO: O que pode- (Ellen G. White, TI, vol. 9, p. 156).
mos descobrir sobre este enfermo, e mes-
mo muitos de hoje, pela resposta dele a DISCUTA COM O GRUPO: Você conse-
Jesus: “Senhor, não há homem algum...”? gue perceber na sua vida atitudes e hábi-
Será que a maior necessidade dos que so- tos que podem causar-lhe problemas no
frem não é de ter alguém? futuro? De que maneira a advertência de
Jesus para o homem (João 5:14) também
III. APLICAÇÃO DO TEXTO é para nós, hoje?
Poucas pessoas dão atenção ao diálogo
de Jesus com o homem curado. Quando IV. CONCLUSÃO
os dois se encontram no Templo, dias de- Ter fé é importante e vital! Mas deve ser
pois, Jesus diz-lhe: “Olha, tu estás cura- fé verdadeira na pessoa certa, Jesus! A fé
do. Não voltes a pecar, para que algo pior verdadeira não é aquela que reivindica,
não te aconteça” (João 5:14). aquela que tenta mover Deus. A fé ver-

81
dadeira é a que nos move confiantemente 
em direção a Deus, pois Ele já Se moveu 
na nossa direção. A fé verdadeira espera. 
E não pense que Deus é obrigado a agir só 
porque temos fé. Ele age segundo o Seu 
plano. O barro não pode dizer ao Oleiro 
o que fazer. E não se esqueça: ao receber 
a cura, não peque mais! 

Notas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8PG  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

82
22 de novembro de 2020 a 28 de novembro de 2020 lição 9
A IGREJA E A EDUCAÇÃO

SÁBADO À TARDE

LEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA: Lucas 10:30-37; Mateus 5:14-16; Lu-


cas 4:18-23; Jeremias 29:13; Mateus 7:7; I Tessalonicenses 2:6-8.

Verso Áureo: “E não buscámos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda
que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados; antes fomos brandos entre
vós, como a ama que cria seus filhos. Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa
vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda as
nossas próprias almas; porque nos éreis muito queridos” (I Tessalonicenses 2:6-8).

DESDE OS TEMPOS MAIS RECUADOS em que os fiéis se têm reunido para adorar
Deus – em sinagogas, em lares e em igrejas – a Bíblia revela pessoas que, através do
seu estudo da Escritura e mediante a sua adoração, anseiam conhecer Deus e com- 9
preender a Sua vontade para a sua vida. A Bíblia também revela, repetidamente, que
a Igreja é um lugar onde debates sérios e relevantes devem ocorrer, e onde as pessoas
podem crescer no seu conhecimento de Deus e da Sua vontade para a sua vida.
Por vezes, temos medo de fazer perguntas. Não obstante, na Bíblia descobrimos,
frequentemente, que são usadas perguntas para levar as pessoas a uma compreen-
são mais clara de Deus. Do mesmo modo, são usadas histórias ao longo de toda a
Bíblia para criar oportunidades para as pessoas repensarem os seus compromissos.
Jesus focava-Se especialmente neste tipo de educação ao lidar com os Seus discí-
pulos e seguidores.
Se a Igreja deve ser um lugar de educação, deve prover o espaço para que ocorra
um diálogo genuíno. Tal como nos foi repetidamente dito quando éramos alunos
na escola: “Não há questões parvas”; portanto, devemos prover no interior da
Igreja um ambiente seguro para cada pessoa crescer na graça e na compreensão de
Deus e do Seu plano para a sua vida.

Ano Bíblico: I Coríntios 1-4.


LEITURA DA SEMANA SOP Ellen G. White, Educação, caps. 21-24.

83
DOMINGO 22 DE NOVEMBRO

VERDADEIRA EDUCAÇÃO CRISTÃ


Conta-se a história de um Rabbi que, reparando nos olhos sonolentos dos jovens
presentes na sua sala de aula, perguntou: “Alunos, quando é que sabemos que a
noite terminou e o dia já começou?”
Vários alunos ergueram cautelosamente a mão. “Rabbi”, perguntou um deles, “é
quando se consegue diferenciar entre uma figueira e uma oliveira?”
“Não.”
Outro aluno ergueu a mão: “Rabbi, é quando se consegue diferenciar entre uma
ovelha e uma cabra?”
Depois de escutar uma série de respostas, o Rabbi declarou: “Alunos, sabemos
que a noite terminou e o dia começou quando se pode olhar para uma face que
nunca vimos e reconhecer o estranho como um irmão ou como uma irmã. Até esse
momento, não importa quão claro seja o dia, ainda é noite.”
Leia Lucas 10:30-37. A que conclusão queria Jesus chegar com esta história?
E o que nos deve isso dizer acerca do que deve ser parte de qualquer verdadeira
Educação Cristã? A Parábola do Bom Samaritano.
 Judeu Descia de Jerusalém para Jericó,cfoi pego pelos assaltantes ,roubado
Um
espancado e deixado quase morto no caminho para Jericó.O Levita e o Sacerdote

não o socorreram para não se contaminarem,( R - O que usou de miSericórdia).
Como Adventistas do Sétimo Dia, temos sido abençoados com uma abundância
de luz e de verdade doutrinárias (o estado dos mortos, o Sábado, 1844 e o Juízo,
9
o Grande Conflito, para designar apenas alguns ensinos) que até mesmo a maior
parte do mundo cristão ainda não compreende. E, no entanto, por mais cruciais
que estas verdades sejam, de que nos servem, se não formos bondosos com as
pessoas, se mostramos ter preconceitos contra outros, e se permitimos que os
preconceitos culturais e sociais do nosso ambiente nos levem a tratar os outros
como inferiores?
A verdadeira Educação Cristã deve, ao menos, levar-nos a erguermo-nos acima
dessas fraquezas e desses males humanos e a vermos os outros como Cristo os
vê: seres por quem Ele morreu, seres cujos pecados Ele levou na cruz, seres por
quem Ele pagou um preço infinito. Se exaltarmos a Cruz, como devemos, então
veremos o valor e o mérito de cada ser humano e, idealmente, tratá-los-emos
como verdadeiramente merecem, de acordo com o valor que Deus lhes atribuiu.
A Educação Cristã deve incluir este ensino, caso contrário não é merecedora do
nome “cristã”.

Que preconceitos ensina a sua cultura e a sua sociedade, subtil ou abertamente,


que, como Cristão, deve superar?

Ano Bíblico: I Coríntios 5-7.

84
SEGUNDA 23 DE NOVEMBRO

CHAMADOS PARA VIVEREM


COMO LUZ
Seja para onde for que olhemos, parece que o nosso Planeta está a virar-se sobre
si, trocando a luz por trevas. No entanto, também encontramos trevas muito perto
do lar, ao considerarmos a nossa experiência neste mundo difícil e desafiador. Pois
também nós compreendemos os horrores que esta vida nos traz ao nos debatermos
com a doença, ao lidarmos com a perda de entes queridos, ao vermos famílias
sucumbirem por causa da separação e do divórcio, ao lutarmos para dar sentido às
coisas más presentes na nossa sociedade e na nossa cultura.
No entanto, no meio desta paisagem de bancarrota moral e de trevas espirituais,
no meio de todo este ruído externo e interno, ouvimos as palavras de Jesus para
cada um de nós:
“Vós sois a luz do mundo: não se pode esconder uma cidade edificada sobre um
monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e
dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens,
para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”
(Mateus 5:14-16). O que nos ensinam estes versículos acerca do modo como deve-
mos viver e acerca de como, enquanto Cristãos, aquilo que fazemos tenha impacto
sobre o modo como os outros veem Deus?
 9
Sentada junto do Mar da Galileia nesse dia, sob o Sol escaldante, como é que
a audiência de Jesus teria compreendido as Suas palavras? Aqueles que ouviram
as Suas palavras sabiam o que havia a saber sobre a luz e as trevas. Certamente
tinham muitas trevas a temer. Viviam sob a ocupação romana, numa sociedade
militarizada que, apesar de não ter telefones, computadores e Internet, em muitos
aspetos era tão eficiente como a nossa, e, nalguns aspetos, ainda mais aterradora.
Os Romanos estavam por toda a parte, lembrando às massas na encosta da
colina que aqueles que insistiam em causar problemas rapidamente encontrariam
o caminho para os algozes – e para uma morte nua numa cruz romana.
E, no entanto, ali estava Jesus, apelando para que eles vivessem como luz. Para
serem misericordiosos. Para serem puros de coração. Para serem pacificadores.
Então, a Educação Cristã deve incluir ensinar os nossos alunos a serem luzes
no mundo, a serem capazes de fazer escolhas e de tomar decisões que revelem a
realidade e a bondade de Deus aos outros.

Quais são as formas em que nós podemos, de facto, indicar aos outros a realidade
e a bondade de Deus? ensinando a Verdade e sendo um Bom Samaritano.

Ano Bíblico: I Coríntios 8-10.

85
TERÇA 24 DE NOVEMBRO

VIVER COMO DISCÍPULOS


Se a Igreja pretende realmente ser uma força positiva na promoção da Educação
Cristã, é imperativo que comecemos com Jesus. Jesus chamou discípulos. For-
mou-os para a missão ao caminhar com eles. Jesus proveu oportunidade para que
eles se envolvessem na vida de pessoas a quem deveriam cuidar e amar. E, quo-
tidianamente, Jesus desafiava-os com a Sua visão do que poderia ser este mundo
quando as pessoas começassem a tratar-se mutuamente como irmãos e irmãs.
Leia Lucas 4:18-23. Qual é a mensagem de Cristo para todos nós, como Seus
seguidores?O Espírito do Senhor está sobre mim ,por que Ele me ungiu para pregar

Boas Novas aos pobre.Ele me enviou para proclamar liberdade aos cativos e
recuperação
 da vista aos cegos,para Libertar os Oprimidos e para proclamar o Ano
Aceitável do Senhor..

Durante três anos, os discípulos viram Jesus, o seu Professor, viver os ideais do
Reino – ideais anunciados no Seu primeiro sermão na sinagoga de Nazaré. Perdão,
graça e amor caminhavam de mãos dadas com solidão, dedicação e dificuldades.
Se havia uma lição a ser aprendida, era a lição de que o Discipulado não é algo que
se aceite levianamente. É-se discípulo para toda a vida – não apenas por um dia.
“A ordem do Salvador aos discípulos ... abrange todos os crentes em Jesus até ao
fim do tempo. ... Todos os que receberam inspiração celestial são depositários do
Evangelho. Todos quantos recebem a vida de Jesus são enviados a trabalhar pela
9 salvação dos seus semelhantes. A Igreja foi estabelecida para esta obra, e todos
quantos tomam sobre si mesmos os seus votos sagrados comprometem-se, desse
modo, a ser coobreiros com Cristo.” – Ellen G. White, O Desejado de Todas as
Nações, cap. 86, p. 703, ed. P. SerVir.
Enquanto discípulos de Jesus, devemos hoje garantir que Jesus é sempre o
centro da nossa comunhão e do nosso culto. É bom lembrar que foi Jesus Quem
inventou o Discipulado. Embora os Rabbis do Seu tempo atraíssem seguidores, foi
Jesus que chamou homens e mulheres a seguirem-n’O. Os Rabbis nunca poderiam
ter imaginado um chamado tão radical que sugeria que estar com Jesus era mais
importante do que todos os mandamentos deles.
E, como discípulos de Jesus, não só respeitamos todas as pessoas, mas também
trabalharemos para prover o tipo de lugar em que todas as pessoas podem crescer
e desenvolver-se.
Logo, toda a Educação Cristã deve incluir este senso de missão, de propósito,
não apenas para se ganhar a vida, mas para fazermos, na nossa esfera de ação, o
que Jesus nos chama a fazer: seguir os Seus passos para ministrarmos a todos os
necessitados e para partilharmos com eles as boas-novas do Evangelho.

Ano Bíblico: I Coríntios 11-13.

86
QUARTA 25 DE NOVEMBRO

PROCURAR A VERDADE
Albert Einstein, frequentemente considerado como o pai da Física moderna,
escreveu: “O mais importante é nunca parar de colocar questões. A curiosidade
tem a sua própria razão de ser. Não se pode evitar ficar espantado quando
contemplamos os mistérios da eternidade, da vida, da maravilhosa estrutura
da realidade. É suficiente se se tenta meramente compreender um pouco deste
mistério todos os dias. Nunca perca uma santa curiosidade.”
Vivemos, de facto, num mundo de mistério, não é? A Ciência moderna mos-
trou-nos a incrível complexidade presente em quase todos os níveis da existência.
E se isso é assim para coisas meramente físicas, quanto mais o será para as coisas
espirituais?
O que ensinam os seguintes textos acerca da busca pela verdade, por respostas?
Jeremias 29:13; Mateus 7:7; Atos 17:26 e 27; Salmo 25:5; João 16:13; 17:17.
o Verdadeiro Conhecimento vem de Deus e sua Palavra,o Espirito Sano é quem nos
guia em toda a Verdade,Prcisamos ter desejo de buscar essa Verdade.
A Bíblia está cheia de histórias de pessoas curiosas muito semelhantes a nós –
homens e mulheres que têm perguntas, medos, esperanças e alegrias; pessoas que,
à sua própria maneira, estão em busca da verdade, estão em busca de respostas
para as perguntas mais difíceis da vida.
“Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no
9
coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o
princípio até ao fim” (Eclesiastes 3:11, ARA). O que quer Salomão dizer com isto?
Alguns traduzem a palavra hebraica ‘olam como “eternidade” e outros como “um
sentimento do passado e do futuro”. Assim, segundo este versículo, Deus colocou
no coração e na mente humanos um sentimento do passado e do futuro, a própria
eternidade. Isto é, como seres humanos, somos capazes de pensar acerca do que
tem sido chamado “as grandes questões” da vida e a nossa existência em geral.
E, claro está, é aqui que a Escritura desempenha o papel central. Quem somos?
Porque estamos aqui? Como devemos viver? O que acontece quando morremos?
Porque há mal e sofrimento? Estas são as perguntas que aqueles que buscam a
verdade têm colocado desde o início da história registada. Que privilégio, e que
responsabilidade, ser capaz de ajudar a indicar algumas respostas a estes pesquisa-
dores. O que é a Educação Cristã senão a indicação destas respostas às pessoas, tal
como elas se encontram na Palavra de Deus?

Por que razão devem as Escrituras desempenhar o principal papel na resposta às


grandes questões da vida?

Ano Bíblico: I Coríntios 14-16.

87
QUINTA 26 DE NOVEMBRO

PARTILHAR A NOSSA VIDA


Leia I Tessalonicenses 2:6-8. O que está Paulo a dizer aqui que nós poderíamos
e deveríamos refletir nas nossas escolas e nas nossas igrejas?



Confrontados pela desagregação da comunidade na sociedade, vivemos numa
época em que a compreensão bíblica da Igreja nunca foi mais significativa. Como
nos recorda Mateus 18:20: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos, em meu
nome, aí estou eu no meio deles.” A visão do Novo Testamento sobre o que são a
Igreja e a comunidade foi formada primeiramente nos lares dos crentes. Era aqui
que a comunidade se reunia em Pequenos Grupos, orando, cantando, celebrando a
Ceia do Senhor, aprendendo e partilhando as palavras de Jesus uns com os outros.
Estes grupos de adoração também se tornaram nas primeiras escolas de Igreja,
pois este era o lugar onde a Bíblia e esta nova vida achada em Jesus eram apre-
sentadas aos novos membros. Os escritos de Paulo, como Romanos 12:2 – “E não
vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso
entendimento” –, sugerem que a Igreja levou esta tarefa da educação muito a sério.
Estes primeiros crentes rapidamente descobriram que é em comunidade que o
Evangelho pode melhor ser vivido. Em comunidade, temos razões para cantar mais
9 alto, para orar mais fervorosamente e para ser mais benevolentes e compassivos.
Quando ouvimos outros falarem da bondade de Deus, sentimos como Ele tem sido
bom para nós; quando ouvimos acerca das lutas e das feridas que partilhamos,
sentimos a cura de Deus na nossa própria vida e experimentamos um desejo
renovado de sermos instrumentos da Sua graça e da Sua cura.
Na passagem de hoje, Paulo está a declarar assertivamente que o Evangelho
de Deus é tudo: o poder da Cruz, a ressurreição do Senhor, a promessa do Seu
regresso. Simplesmente não havia melhores novas em todo o mundo e Paulo
gastou a sua vida entregue ao desafio de, antes de mais, partilhar a história de
Jesus com a maior integridade e com a maior dedicação.
No entanto, aqui Paulo sugere que a mensagem do Evangelho pode ser melhor
compreendida, pode ser melhor experimentada, através do ato de partilhar a vida
em conjunto. Nunca devemos esquecer que as pessoas estão a observar de perto
para ver se a nossa vida ilustra a mensagem de graça que se encontra na Bíblia.

Pense seriamente no modo como vive, e pergunte a si mesmo: Que tipo de testemu-
nha sou eu para aqueles que estão ao meu redor?

Ano Bíblico: II Coríntios 1-4.

88
SEXTA 27 DE NOVEMBRO

ESTUDO ADICIONAL: “Cristo desapontou a esperança de grandeza mundana.


No Sermão do Monte, procurou desfazer o trabalho que tinha sido feito pela falsa
educação, e dar aos Seus ouvintes o conceito exato do Seu Reino, bem como do
Seu próprio caráter. Todavia, não atacou diretamente os erros do povo. Via as
misérias do mundo como consequência do pecado, mas não lhes apresentou um
quadro vivo da sua desgraça. Ensinou-lhes alguma coisa infinitamente melhor do
que aquilo que tinham conhecido. Sem lhes combater as ideias acerca do Reino de
Deus, indicou-lhes as condições para lá entrar, deixando-os tirar as suas próprias
conclusões quanto à natureza desse Reino. As verdades que ensinou não são me-
nos importantes para nós do que para a multidão que O seguia. Não necessitamos
menos do que eles de aprender os princípios fundamentais do Reino de Deus.”
– Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, cap. 31, p. 246, ed. P. SerVir.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO


1. Robert Louis Stevenson nasceu em Edimburgo, na Escócia, em 1850. Stevenson
conta como, uma noite, quando a sua ama estava a prepará-lo para dormir, ele
escapuliu-se para a janela e viu uma imagem cativante. Era um acendedor de
candeeiros, que se deslocava de lâmpada de gás em lâmpada de gás. Com prazer
infantil, ele chamou a sua ama e disse-lhe: “Olha aquele homem! Ele está a abrir
buracos na escuridão!” Que papel Deus lhe deu na missão de levar a luz e o amor
à sua comunidade? Se não está seguro de o saber, convide vários membros de Igreja
a sentarem-se consigo e a discutirem o que podem realizar juntos. 9
2. Se a Igreja deve estabelecer uma parceria com Deus de modo a alcançar o mun-
do, devemos abraçar as palavras e o ministério de Jesus. A própria realidade da In-
carnação – de Deus ter vindo até nós, para viver no nosso mundo, para lutar, para
rir e chorar connosco – relembra-nos de que somos chamados a cuidar daqueles
que estão ao nosso redor. Como é que irá fazer isto? Como é que pode empregar os
jovens da sua congregação para darem uma ajuda nesta obra?
3. Pense na responsabilidade que nós, Adventistas do Sétimo Dia, temos de ensinar
a outros as verdades maravilhosas que nos foram dadas. Como é que a igreja local
pode e deve desempenhar um papel no ensino destas verdades a outros? Ao mesmo
tempo, como é que a Igreja pode ser um lugar seguro para se discutir estas verda-
des com aqueles que estão a fazer perguntas difíceis acerca delas? O que pode fazer
para criar um ambiente em que questões sérias podem ser abordadas?
4. Na Unidade de Ação, falem acerca dos preconceitos culturais da sociedade onde
vivem. De que formas a vossa igreja pode ensinar outros a erguerem-se acima des-
ses preconceitos e seguir, em vez disso, os ensinos da Escritura?


Ano Bíblico: II Coríntios 5-7.

89
ANDANDO
9 SOBRE AS ÁGUAS

QUEBRA-GELO: Lembra-se de quando Ele tinha realizado, mas ainda não com-
foi a primeira vez que viu o mar? Quais preendiam o Seu ministério. Acreditavam
foram as suas sensações? Sentiu medo que Jesus estabeleceria o Seu Reino aqui
nalgum momento? na Terra e os colocaria em grandes posi-
ções nesse reinado. Estavam contrariados
INTRODUÇÃO: Hoje estudaremos sobre por terem que ir à frente e, quando viram
um milagre que despertou bastante a aten- um homem a andar sobre as águas, não O
ção dos discípulos. Jesus tinha acabado de reconheceram e sentiram medo, pensando
alimentar uma multidão com cinco pães e que fosse um fantasma. Claramente, Jesus
dois peixes, e todos ficaram maravilhados identificou-Se, e eles reconheceram-n’O.
com o que tinha acontecido. Ao presencia- Não havia nenhuma dúvida na mente de
rem o milagre, os discípulos começaram a Pedro de que era Jesus, pois, de contrário,
pensar em coroar Jesus como rei terrestre. dificilmente teria ousado caminhar sobre
Conhecendo o coração dos Seus discípu- as ondas agitadas pelo vento. Pedro saiu
los, o Senhor ordenou que eles fossem à do barco com fé, e essa mesma fé foi o que
frente, a fim de despedir a multidão e de o susteve em pé sobre as águas. Quando
Se retirar para orar. Os discípulos obede- ele começou a caminhar, talvez tenha sen-
ceram, mas insatisfeitos, porque essa não tido uma confiança em si mesmo, esque-
era a sua vontade. Após algumas horas, o cendo-se das ondas e do vento, e tirando o
9PG barco já estava distante e Jesus começou seu olhar de Jesus. O resultado? Ele come-
a caminhar sobre as águas em direção ao çou a afundar-se e, urgentemente, gritou
barco. Ao ver Jesus caminhar por sobre as por socorro a Jesus, que estendeu a Sua
águas, os discípulos não O reconheceram mão e o levantou. Agora, de mãos dadas
e gritaram de medo. Percebendo a situa- com Jesus, Pedro voltou para o barco com
ção, Jesus disse: “Tende bom ânimo! Sou os seus companheiros, calado e submisso.
Eu.” Então, Pedro pediu para caminhar
com Ele sobre as águas, e Jesus permitiu PARA PENSAR: É comum, em muitos
que ele andasse na Sua direção. Porém, ele momentos, passarmos por situações de
sentiu medo e começou a afundar-se, gri- que não gostaríamos. Muitas vezes, é pre-
tando por socorro. Nesse momento, Jesus ciso abrir mão do que achamos e pensa-
estendeu a Sua mão e disse-lhe: “Homem mos. Quando confiamos de mais em nós
de pouca fé, porque duvidaste?” mesmos, corremos o risco de pensar que
tudo deve girar em torno da nossa opi-
TEXTO PARA ESTUDO: nião. A confiança deve ser depositada em
Mateus 14:22-33. Deus e, quando confiarmos plenamente
n’Ele, teremos a disposição para ouvir ou-
DISCUSSÃO tras pessoas e entender os planos de Deus.
I. CONHECENDO O TEXTO
Os discípulos estavam com Jesus o tem- DISCUTA COM O GRUPO: Quando as
po todo e presenciaram muitas coisas que ondas e os ventos da vida lhe fazem sen-

90
tir medo, o que tem feito? Tem ficado no do onde muitas coisas tiram a nossa aten-
conforto do barco ou tem-se disposto a ção. Muitos estão confortáveis nos seus
ter uma experiência pessoal com Deus? barcos e acreditam que o melhor lugar
para estarem no mar é dentro do barco.
II. INTERPRETANDO O TEXTO Precisamos de sair do barco e de nos dis-
Os discípulos possivelmente ficaram ad- pormos a caminhar com Jesus, pois, por
mirados com a coragem de Pedro. Você já mais imperfeita que seja a nossa fé, não
deve ter andado de barco ou assistido a podemos viver somente com a experiên-
algum filme que mostre essa cena. Sair do cia de outras pessoas. Precisamos de ter a
barco exigiria muita coragem e fé. É bem nossa própria experiência com Deus.
provável que Cristo não tivesse a intenção
de que Pedro caminhasse sobre as águas, PARA PENSAR: Somente aqueles que
mas, conhecendo a sua fé imperfeita, Je- buscam uma vida com Deus podem ex-
sus permitiu isso para que ele tivesse a perimentar o que Deus pode realizar. Sa-
sua fé aperfeiçoada no Senhor. Pedro teve ber é muito bom, mas apreender através
uma boa intenção, mas, nalgum momen- das experiências próprias torna-nos mais
to, retirou os olhos de Jesus. Enquanto maduros na nossa caminhada.
o seu olhar estava fixo no Salvador, ele
manteve-se de pé, mas, quando desviou DISCUTA COM O GRUPO: Que expe-
o olhar, começou a afundar-se nas águas. riências já teve que o fizeram aproximar-
-se mais de Deus?
PARA PENSAR: As nossas experiências
de vida fortalecem-nos e ajudam-nos a IV. CONCLUSÃO
crescermos em vários aspetos da vida. O Precisamos de ter uma experiência pes-
que você acha que impulsionou Pedro a soal com Deus assim como Pedro teve.
querer caminhar com Jesus? Mesmo afun- Talvez orar mais, por uma causa, situa-
dando-se nas águas, Pedro teve a sua expe- ção ou pessoa, depender mais de Deus e 9PG
riência pessoal com Cristo. Os discípulos permitir que Ele conduza os passos, bus-
apenas viram, mas Pedro viveu essa expe- cá-l’O através do estudo da Sua Palavra.
riência. Na nossa jornada cristã, é mais in- Você estaria disposto a caminhar sobre as
teressante olharmos para as experiências águas com Jesus? Às vezes, o medo en-
de outras pessoas com Jesus ou termos a contra-nos, mas, quando olhamos para
nossa própria experiência com Ele? Cristo, Ele está disposto a estender a Sua
mão e a levantar-nos das águas para uma
DISCUTA COM O GRUPO: Como con- caminhada ao Seu lado. Deixe Jesus ser o
seguimos fortalecer a nossa fé? Quando centro da sua vida e lembre-se: enquanto
corremos risco de vida, qual é a nossa ati- estiver com os olhos fixos em Jesus, você
tude? Será que a fé envolve riscos? manter-se-á em pé; mas, se por acaso es-
tiver a afogar-se, clame, e Ele estenderá a
III. APLICAÇÃO DO TEXTO mão para o levantar.
Quando estudamos este relato da Bíblia,
pensamos que o milagre foi Jesus ter ca- Notas:
minhado sobre as águas, mas o maior 
milagre foi quando Pedro tirou os seus 
olhos de Jesus e começou a afundar-se, 
e então Jesus estendeu a Sua mão para o 
levantar novamente. Estamos num mun- 

91
29 de novembro de 2020 a 5 de dezembro de 2020 lição10
EDUCAÇÃO NAS ARTES
E NAS CIÊNCIAS
SÁBADO À TARDE

LEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA: Romanos 1:18-21; Salmo 19:1-6; 96:9;


Génesis 3:6; I Timóteo 6; Provérbios 1; Job 38.

Verso Áureo: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anunciam


as obra das suas mãos” (Salmo 19:1).

A EDUCAÇÃO INCLUI o que tem sido chamado “as Artes e as Ciências”. Mas,
quando aprendemos ou ensinamos as Artes e as Ciências a partir de uma perspeti-
va bíblica, o que implica isso? Estamos simplesmente a oferecer versículos bíblicos
selecionados que se relacionam com um aspeto particular da Medicina moderna
ou da História da Arte, por exemplo? Ao assim fazermos, podemos relacionar as
nossas lições práticas com o poder espantoso de Deus ao criar o nosso mundo
complexo. Mas uma simples incorporação da Escritura numa lição de manual aca-
10
démico é apenas uma pequena parte da verdadeira educação – a educação que é
salvífica e redentora.
Para que essa educação realmente funcione, necessitamos de que a Palavra de Deus
impregne o ensino de cada disciplina, das Humanidades até à Biologia Molecular.
Sem ela, podemos perder de vista a grandiosidade de Deus, a Sua soberania como
Criador e Mantenedor do nosso mundo. Ao aprendermos a ver o modo como Deus
vê a Sua Criação como algo de orgânico e dotado de propósito, ficamos mais perto
de compreender como certas disciplinas podem e devem ser ensinadas.
Esta semana vamos ver alguns princípios envolvidos no modo como podemos
ensinar as Artes e as Ciências a partir da perspetiva e da mundividência cristãs.





Ano Bíblico: II Coríntios 8-10.


LEITURA DA SEMANA SOP Ellen G. White, Educação, caps. 25-28.

92
DOMINGO 29 DE NOVEMBRO

APENAS O SENHOR
Em toda a Sua Criação há evidências que apontam para o Deus vivo. Esta
afirmação tem sido repetida tão frequentemente que se tornou num clichê. Quando
pensamos, por exemplo, no coração de Deus ao criar este mundo, que os seres
humanos trataram de danificar e de estragar, podemos ficar mais perto do modo
como podemos melhor ensinar as Artes e as Ciências.
Considere o período de gestação humano, por exemplo. A Biologia diz-nos que
a nova vida humana inteligente emerge de um óvulo fertilizado e desenvolve-se até
atingir a plena gestação ao fim de nove meses. As marcas de um Criador amoroso
estão espalhadas por todo este ciclo. A bondade de Deus pode ser vista no lugar
onde se desenvolve o feto: logo abaixo do batimento constante de um coração de
mãe. À medida que o feto aumenta de tamanho, também acontece o mesmo com o
abdómen da mãe, mesmo ali à sua frente. A mãe gestante está sempre ciente do seu
filho, tal como o nosso Pai celestial está sempre ciente dos Seus filhos. Leia
Romanos 1:18-21; Salmo 19:1-6; e Neemias 9:6. O que nos dizem eles acerca
da obra de Deus enquanto nosso Criador? Deus criou os céus a terra o mar e tudo que
existe e toda á Criação fala para toda a humanidade que há umDeus soberano ,que ama

,que cuida e que quer salvar.
Mesmo após 6000 anos de pecado e milhares de anos após a devastação mundial
causada pelo Dilúvio, existem evidências poderosas não apenas da existência de
Deus como nosso Criador, mas do poder, do amor e da benevolência deste Deus
enquanto nosso Criador. Estas evidências são, na verdade, tão poderosas que
Paulo, em Romanos 1:18-21, diz que aqueles que rejeitam este Deus ficarão “sem 10
desculpa” no dia do juízo, porque pode ser aprendido sobre Ele o suficiente a
partir do que Ele fez. Por outras palavras, eles não poderão invocar ignorância!
Especialmente numa época em que muitos seres humanos estão a adorar a
Criação em lugar do Criador, é crucial que a educação nas Artes e nas Ciências
opere sempre a partir da inferência de que Deus é o Criador e o Mantenedor de
tudo o que existe. No final, quaisquer ideologias e pressupostos que neguem ou
que excluam Deus podem conduzir apenas ao erro. A educação mundana trabalha,
sobretudo, com base no pressuposto de que não há Deus; a Educação Cristã não
deve cair nessa armadilha, nem deve operar ainda mais subtilmente com princípios
baseados no pressuposto de que não há Deus. Em ambas as situações, os seres
humanos estão destinados a cair no erro.

Pense acerca da incrível maravilha e beleza presentes no nosso mundo, mesmo


após o pecado. Como é que podemos aprender a retirar esperança e conforto delas,
especialmente em tempos de provações e de sofrimento pessoais?

Ano Bíblico: II Coríntios 11-13.

93
SEGUNDA 30 DE NOVEMBRO

A BELEZA DA SANTIDADE
O Salmo 96:9 diz: “Adorai o Senhor na beleza da sua santidade: tremei diante
dele todos os moradores da terra.” Como é que entendemos a “beleza da
santidade”?O que deveria isto significar para um Cristão e como é que devia
impactar aquilo que ensinamos acerca da Arte e da beleza frequentemente
associada com ela? A Beleza do carater e Deus . ( Bondade , Amor , Justiça , Perdão
, Busca , Desejo de Salvar,Longanimidade,Graça , etc...)
Embora tenha sido dito que “a beleza está nos olhos de quem vê”, não devemos
esquecer, antes de mais, Quem foi que criou o olho (Provérbios 20:12 O
ouvido que ouve, e o olho que vê, o Senhor os fez a ambos.)Embora tenhamos de
ser cuidadosos para não adorarmos a própria Criação (veja a lição de ontem), a
partir da beleza da Criação podemos aprender acerca de Deus e, efetivamente,
sobre o Seu amor pela beleza. Se o nosso mundo caído ainda é tão belo, quem
pode imaginar como deve ter sido antes da Queda? E isto ensina-nos que Deus é,
de fato, o Criador do belo.
Portanto, o estudo das Artes e das Ciências pode e deve atrair-nos para mais
perto do caráter e do coração de Deus. Porque somos parte da própria obra de Arte
e dos fenómenos científicos criados por Deus, podemos também aprender mais
acerca da nossa identidade em Cristo.
“Deus queria que os Seus filhos apreciassem as Suas obras e se deleitassem na be-
leza simples e tranquila com que Ele adornou o nosso lar terrestre. Ele é um amante
10 do belo, mas, para além do que é exteriormente atraente, Ele ama a beleza de ca-
ráter; Ele deseja que cultivemos a pureza e a simplicidade – as suaves virtudes das
flores.” – Ellen G. White, O Caminho para a Esperança, cap. 10, p. 87, ed. P. SerVir.
Leia Génesis 3:6. O que nos ensina este texto acerca de a beleza, por si mesma,
não ser necessariamente boa ou santa? Veja também Provérbios 6:25; 31:30.

Tal como acontece com tudo o que Deus fez, temos um inimigo que a distorce e
explora. Portanto, não deveria ser surpreendente que a beleza e os conceitos de beleza
possam também ser usados contra nós. Assim, especialmente nas Artes, a Educação
Cristã, guiados pela Escritura, devemos aprendermos a ser cuidadosos,
compreendendo que nem tudo o que é belo é necessariamente bom ou santo.
Quais são algumas das coisas “belas” que não são necessariamente santas ou
boas? Ou, que coisas belas podem ser tornadas profanas e más, dependendo das
circunstâncias? Mulheres ( A GRAMA DO VINHO É SEMPRE MAIS VERDE ) ,
Casa, Carro , A FAMA , GLAMOUR , O MATRIMONIO ...Que padrão usamos para
fazer estas distinções?

94 Ano Bíblico: Gálatas 1-3.


TERÇA 1 DE DEZEMBRO

ESPECIALISTAS NO ERRO
Sabemos que o nosso mundo tem mais Arte e Filosofia que não honram à
Deus do que seria normal. Muitos argumentariam que os Cristãos nem sequer
deveriam entrar nestas “tendas” proverbiais. Os Adventistas do Sétimo Dia devem
ponderar cuidadosamente a sua ação ao servirem certas indústrias, patrocinarem
certos estabelecimentos, consumirem certos Meios de Comunicação.
Em I Timóteo 6, são nos dadas instruções claras sobre as atividades que devemos
evitar, mas também nos é dada uma ampla explicação. Em I Timóteo 6:9 e 10, quais
são as atividades contra as quais Paulo alerta? Os que desejam ficar ricos caem
 tentação e armadilhas e em desejos descontrolados que os levam a Ruina e
em

Destuição. O dinheiro é a Raiz de todos os males. Muitas pessoas por cobiçarem o

dinheiro se se desviaram da fé e se atormentaram com muitos males.
Leia o resto de I Timóteo 6. Quais são as atividades-chave que Paulo endossa?
Justiça, piedade,a fé , o Amor,a perseverança e a Mansidão.os que são ricos nao

ponham a sua esperança na Incerteza das riquezas,mas em Deus.Ordene-lhes que :

Pratiquem o bem,sejam ricos em boas Obras Generosos e prontos a repartir,.

Note em I Timóteo 6:20 como Paulo alerta contra “a falsamente chamada ciên-
cia”. Embora ele esteja a agir num contexto diferente, o princípio continua a ser
aplicável. Isto é, pense em toda a informação, em todo o ensino, em todas as cren-
ças, não apenas de agora, mas ao longo da história humana, que estavam redonda-
mente erradas. De facto, as pessoas podem ser especialistas no erro. 10
Durante milénios, as pessoas mais inteligentes do mundo, os especialistas,
creram que a Terra estava imóvel no centro do Universo, enquanto todas as
estrelas e todos os Planetas a orbitavam em círculos perfeitos. Alguma Matemática
e Ciência muito complicadas foram usadas para sustentar esta crença, embora ela
se tenha revelado errada em quase todos os seus pormenores. Assim, poderíamos
dizer que estas pessoas eram especialistas no erro, e que este ensino era certamente
parte da “falsamente chamada ciência”.

Por exemplo, a Ciência biológica de hoje está assente no pressuposto de que a vida
começou há milhares de milhões de anos, por acaso, sem Deus e sem qualquer
propósito por detrás dela. Ao mesmo tempo, uma inacreditável quantidade de lite-
ratura científica complicada e detalhada surgiu baseada neste ensino. Que lições
podemos retirar deste facto quanto ao modo como as pessoas podem ser especia-
listas no erro? Como é que esta perceção impacta a Educação Cristã em geral e o
ensino da Ciência em particular?

Ano Bíblico: Gálatas 4-6.

95
QUARTA 2 DE DEZEMBRO

TOLICE E SABEDORIA
Leia Provérbios 1. O que nos ensina este texto acerca do que deveria ser a ver-
dadeira Educação Cristã? 5 Ouça também, o sábio e cresça em ciência, e o
entendido adquira habilidade,7 O temor do Senhor é o princípio da Sabedoria ;
mas os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução. 8 Filho meu, ouve a
instrução de teu pai, e não desprezes o ensino de tua mãe.
A Bíblia esboça uma comparação constante entre tolice e sabedoria. O livro
de Provérbios faz bem em lembrar-nos dos perigos do comportamento tolo e do
companheirismo com pessoas tolas. A distinção é clara: Deus deseja que o Seu
povo busque a sabedoria, que a aprecie e que abunde nela.
Os estudantes das Artes e Ciências utilizam os seus talentos para obter conheci-
mento e para perseguir a excelência nos seus estudos. Os professores destas disci-
plinas fazem o mesmo. Podemos ser capazes de brilhantismo artístico e de avanços
científicos por causa do conhecimento e da habilidade.
No entanto, de um ponto de vista cristão, o que significa realmente um
conhecimento das Artes e das Ciências, se não envolve conhecer a diferença entre
o justo e o injusto, o bem e o mal, a verdade e o erro? Tudo o que temos de fazer
é, por exemplo, ler um pouco sobre a vida de alguns dos que são considerados
os maiores artistas do mundo para vermos que ter uma habilidade e um talento
maravilhosos não significa ter uma vida moral e honesta. Também se pode
argumentar que os cientistas envolvidos na tarefa de criar armas biológicas ou
10 químicas de destruição maciça podem ser altamente educados, altamente dotados,
mas quais são os frutos do seu trabalho? Como foi dito antes, o conhecimento, em
si e por si mesmo, não é necessariamente uma coisa boa.
Leia Provérbios 1:7. De que modo este texto revela qual é a chave para a
verdadeira Educação Cristã? 7 O temor do Senhor é o princípio do conhecimento;
mas os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução.



Um laureado com o Prémio Nobel, ateu, que estuda o Universo e as forças físicas
por detrás dele, escreveu: “Quanto mais o Universo parece compreensível, mais ele
também parece não fazer sentido.” O que nos deve isto dizer sobre como o conheci-
mento, em si e por si mesmo, pode não apenas ser desprovido de sentido, mas, ainda
pior, conduzir a um grande erro?

Ano Bíblico: Efésios 1-3.

96
QUINTA 3 DE DEZEMBRO

O SENHOR RESPONDEU A JOB


Leia Job 38. O que nos ensina este texto sobre Deus, não apenas como Criador,
mas também como Mantenedor de toda a vida? Como é que esta verdade importante
deve impactar o modo como compreendemos as Artes e as Ciências?


“"Muitos ensinam que a matéria possui força vital – que certas propriedades
são comunicadas à matéria e que ela fica a agir através da sua própria energia
inerente – e que as ações da Natureza são dirigidas de acordo com leis fixas, nas
quais o próprio Deus não pode interferir. Isto é Ciência falsa, e não é apoiada pela
Palavra de Deus. A Natureza é serva do seu Criador. … A Natureza testifica de uma
inteligência, de uma presença, de uma energia ativa, que opera nas suas leis e por
meio das suas leis. Há na Natureza a ação contínua do Pai e do Filho. Cristo diz:
‘O meu Pai está sempre a trabalhar, e eu faço o mesmo’ (João 5:17).” – Ellen G.
White, Patriarcas e Profetas, cap. 9, p. 92, ed. P. SerVir.
Infelizmente, como foi dito antes, grande parte da Ciência opera com base em
pressupostos ateus e materialistas. Portanto, isto significa que um cientista poderia
estar a ver atentamente algo da maior beleza, da maior complexidade, ou mesmo
da maior beleza e da maior complexidade, e ainda assim afirmar que isso surgiu
por acaso, sem qualquer premeditação ou intenção subjacentes.
De facto, é isto que a Ciência declara constantemente. A vida na Terra, com toda
a sua beleza e complexidade – das borboletas aos seres humanos –, é explicada
como mais não sendo do que o resultado de elementos químicos, há milhares de
10
milhões de anos, terem formado por acaso uma forma simples de vida que, através
de mutação aleatória e de seleção natural, evoluiu até dar origem a tudo o que vive,
se move e respira hoje.
A Ciência, tal como está constituída atualmente, defende que a própria ideia de
um Criador sobrenatural “não é científica”, dado que não pode ser testada cienti-
ficamente, pelo que é uma noção com que a Ciência não pode lidar. Este pressu-
posto não é nada que a própria Ciência ensine (de facto, a Ciência parece ensinar
exatamente o oposto: toda a beleza e complexidade do mundo realmente apontam
para um Criador), mas é, em vez disso, uma posição filosófica imposta à disciplina
pelos próprios cientistas.
No entanto, o problema é que a Escritura ensina que Deus não só criou tudo,
como também sustenta tudo. Isto significa que qualquer verdadeira Educação
Cristã na Ciência teria de operar com base em pressupostos radicalmente diferentes
daqueles que a Ciência, em geral, defende. Inevitavelmente, ocorrerão confrontos,
especialmente quando se trata das origens.

Ano Bíblico: Efésios 4-6.

97
SEXTA 4 DE DEZEMBRO

ESTUDO ADICIONAL: Existem duas razões que explicam por que motivo a Ciên-
cia, que acerta em tantas coisas, falha tanto em compreender as origens: primeiro,
a Ciência, que estuda o mundo natural, deve procurar respostas apenas no mundo
natural; segundo, a Ciência parte do princípio de que as leis da Natureza devem
permanecer constantes. No entanto, estas duas ideias estão erradas quando se trata
de explicar as origens.
Tomemos a primeira ideia, que requer causas naturais para acontecimentos
naturais. Isso está muito bem para seguir a rota de furacões, mas é mais do que
inútil para explicar origens que começam com “No princípio criou Deus os céus e
a terra” (Génesis 1:1). O que pode a Ciência, que nega o sobrenatural nas origens,
ensinar-nos acerca de origens que foram totalmente sobrenaturais?
E quanto à constância da Natureza? Isto parece fazer sentido, exceto que
Romanos 5:12 – “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo,
e pelo pecado a morte, assim, também, a morte passou a todos os homens, por
isso que todos pecaram” – pressupõe um meio ambiente natural descontínuo e
qualitativamente diferente de tudo aquilo com que a Ciência agora se confronta.
Um mundo em que a morte não existia é radicalmente diferente de tudo o que
podemos estudar hoje, pelo que assumir que as duas realidades eram muito
semelhantes, quando não o eram, também levará ao erro.
Logo, a Ciência compreende erradamente as origens porque nega dois aspetos
cruciais da Criação: a força sobrenatural por detrás dela e a descontinuidade física
radical existente entre a Criação original e aquilo que está agora diante de nós.
10
PERGUNTAS PARA REFLEXÃO
1. Na Unidade de Ação falem acerca da questão da beleza. O que é a beleza? Como
a definimos? De que modo um Cristão pode definir e compreender a beleza de for-
ma diferente de um não-Cristão?
2. Cristo podia ter vindo à Terra como um Cientista brilhante, para ser ricamente
compensado pela Sua pesquisa inovadora. Podia ter conseguido toda a fama como
Músico. Em vez disso, veio e foi formado como humilde Artesão. Ele estava pre-
sente na Criação, mas formou-Se como leigo e cumpriu obedientemente os Seus
deveres. Que encorajamento nos oferece isto, onde quer que estejamos na nossa
viagem educativa ou profissional?
3. Embora nem todos os Cristãos sejam chamados para ensinar em escolas, os Cris-
tãos podem estar sempre a ensinar outros por palavras e ações, de forma intencio-
nal ou de forma completamente inconsciente. Por esta razão, que hábitos deveria
um Cristão cultivar, quer como aluno de Cristo, quer como professor do mundo?

Ano Bíblico: Filipenses.

98
10 O PARALÍTICO
E OS SEUS AMIGOS
QUEBRA-GELO: Você tem ou já teve Em Cafarnaum, também havia uma alfân-
algum amigo com uma deficiência física dega, uma guarnição e, pelo menos, uma
a fazer com que você tivesse que o carre- sinagoga. Cafarnaum estava na região do
gar? Que sentimento teve ao fazer isso? caminho que conduzia à Assíria, ou seja,
na rota principal de todo o Oriente, que
INTRODUÇÃO: No mundo em que alcança o Mediterrâneo e o Egito. Jesus
vivemos, existem pessoas com grandes morou em Cafarnaum, assim como alguns
necessidades de diversas formas. Encon- dos Seus discípulos (Pedro, Tiago, André e
tramos pessoas nas ruas e em sinais de João), e foi exatamente neste lugar e neste
trânsito, pedindo esmolas por não terem contexto que aconteceu a cura do paralíti-
condições de trabalhar ou por terem uma co de Cafarnaum. Neste texto que narra a
deficiência física. Muitas outras pessoas cura do paralítico de Cafarnaum (Marcos
deficientes não conseguem locomover-se 2:1-12), Jesus lida com vários grupos de
e necessitam de ajuda para que possam pessoas que estavam sempre presentes, em
realizar as suas necessidades básicas. qualquer reunião, em torno do Mestre. As
pessoas nesta reunião tinham, no seu co-
A Bíblia conta várias histórias nas quais ração, intenções diferentes.
Jesus operou milagres surpreendentes.
Um deles foi registado nos três primeiros Naquele dia, havia muitos que foram
Evangelhos e diz respeito a um paralítico para ouvir a Palavra de Deus. Outros fo-
que era transportado por quatro homens ram para ver se poderiam encontrar n’Ele
numa maca. Tomando conhecimento de algum erro, para O acusarem. E havia
10PG
Jesus, eles tentaram levar o paralítico também aqueles que iam a Jesus para
para O ver. Mas era impossível. Jesus es- receber d’Ele uma cura especial, e, entre
tava numa casa, cercado por uma grande estes, estava o paralítico de Cafarnaum.
multidão, por dentro e por fora.
PARA PENSAR: A vida passa demasiada-
TEXTO PARA ESTUDO: mente rápido e existem momentos que
Marcos 2:1-12. vivemos que são normais e outros que
marcam a nossa história. Os encontros
DISCUSSÃO fazem parte do nosso dia-a-dia, mas o en-
I. CONHECENDO O TEXTO contro com Cristo deve ser um momento
Cafarnaum vem do hebraico Kfar Na- esperado e inesquecível, como foi no caso
chum, ou seja, aldeia de Naum. Era uma do paralítico de Cafarnaum.
aldeia de pescadores que estava situada
a noroeste das margens do Mar da Gali- DISCUTA COM O GRUPO: Lembra-se
leia, um grande lago de aproximadamente do momento em que teve o seu encon-
21km de comprimento por 12km de lar- tro com Cristo? O que o levou a ter esse
gura. Local de importantíssima atividade encontro? Você buscou-O sozinho ou al-
comercial na época: a atividade pesqueira. guém o levou a Jesus?

99
II. INTERPRETANDO O TEXTO Só Jesus pode perdoar os seus pecados.
Os paralíticos eram muito comuns nos Religiões, costumes e rituais não podem
tempos bíblicos. Não havia apoio médico trazer a cura. Jesus tem autoridade para
disponível para pessoas com deficiência, perdoar pecados, porque Ele é Deus.
e a sua única esperança era a intervenção
divina. PARA PENSAR: Muitas vezes enfren-
tamos problemas e, nalguns casos, até
Esta passagem fala sobre um paralítico achamos que eles não têm solução. Às
em Cafarnaum e acerca de quatro ami- vezes, achamos que estamos sós e que até
gos decididos a terem um encontro com mesmo o Senhor Se esqueceu de nós. Pro-
Deus. curamos ajuda de diversas formas e em
vários lugares, porém deixamos de bus-
Aquele homem sofria há muito tempo e car no lugar certo, que é em Jesus. Deus
já muitas vezes tinha procurado os líde- usa pessoas (amigos) para nos ajudarem
res religiosos e os médicos existentes, e a encontrar a solução para as nossas difi-
todos diziam que o seu caso era sem so- culdades e o sentido real para viver.
lução. Foi quando os amigos lhe relata-
ram os milagres que Jesus realizara e que DISCUTA COM O GRUPO: Você conhe-
Ele estaria a passar por ali, e colocaram ce alguma história de alguém que carre-
no coração dele a esperança de que tam- gou um sentimento de culpa por algo que
bém ele poderia ser curado. (Ver Ellen G. cometeu e que precisava do perdão, assim
White, DTN, p. 216, ed. P. SerVir.) como um paralítico almeja a cura física?

Jesus estava na casa de Pedro, e a multi- III. APLICAÇÃO DO TEXTO


dão afluiu para lá. O paralítico, com espe- Nos dias de Jesus e em todos os tempos,
rança no coração, tomou a iniciativa e pe- sempre existiram pessoas com neces-
diu aos amigos que o levassem até Jesus. sidades diversas. Jesus veio ao mundo
Ao chegarem ao local, a entrada estava para dar alívio aos necessitados, perdão
10PG bloqueada, e eles não podiam entrar. Eles e, acima de tudo, dar salvação a toda a
tinham duas opções: voltar para trás ou Humanidade. As pessoas sofrem todos os
encontrar um caminho alternativo para dias ao nosso redor, e, às vezes, também
entrar na casa. E foi quando, mais uma temos as nossas dificuldades, mas, como
vez, a fé daquele paralítico foi demons- conhecedores que somos de um Deus que
trada, ao pedir que os amigos o fizessem pode todas as coisas, somos convidados a
descer pelo telhado. Não era a cura física ajudar a aliviar o fardo e a dor daqueles
que o paralítico tanto almejava, mas sim que necessitam.
a cura espiritual.
O paralítico de Cafarnaum precisou dos
Jesus não abordou diretamente a neces- amigos para alcançar a cura. E, hoje, mui-
sidade da cura do paralítico, dizendo: tos também precisam de nós para chega-
“Perdoados estão os teus pecados.” Ele rem a Jesus. Se os ajudarmos, eles pode-
queria deixar claro que o sofrimento do rão viver, ter alegria e fazer o mesmo por
Homem está na separação de Deus, mas, outras pessoas.
pela incredulidade dos líderes religiosos e
para demonstrar que o Filho do Homem IV. CONCLUSÃO
tem poder para perdoar e curar, Ele disse: Deus deixou vários meios para ajudar-
“Levanta-te, toma o teu leito e anda.” mos as pessoas, e um desses meios é o

100
Pequeno Grupo. A maior necessidade das 
pessoas é de viverem em comunidade, se- 
rem amadas e terem amigos acessíveis e 
confiáveis, como o paralítico teve. Mais 
do que a cura física, as pessoas procuram 
relacionamentos. O Pequeno Grupo deve 
ser esse lugar aonde as pessoas com ne- 
cessidades de aceitação vêm e, depois, 
podemos apresentá-las a Jesus, que quer 
aceitá-las, curá-las e perdoá-las. 

Notas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10PG
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

101
6 de dezembro de 2020 a 12 de dezembro de 2020 lição11
O CRISTÃO E O TRABALHO
SÁBADO À TARDE

LEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA: Génesis 3:19; Deuteronómio 16:15;


Êxodo 25:10-30:38; Gálatas 5:22-26; Eclesiastes 9:10; I Coríntios 10:31.

Verso Áureo: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre
abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”
(I Coríntios 15:58).

O TRABALHO É IDEIA DE DEUS. No mundo ideal anterior ao pecado, Deus


deu a Adão e Eva a tarefa de cuidarem do Jardim (Génesis 2:15). Tal como o seu
Criador, à imagem d’O qual foram feitos, eles deveriam empregar-se em trabalho
criativo e em serviço amoroso. Isto é, mesmo num mundo não caído, num mundo
sem pecado, sem morte e sem sofrimento, a Humanidade deveria estar ocupada.
Neste “tempo intermédio” (após o mundo ideal e antes do mundo prometido),
somos convidados a ver o trabalho como uma das bênçãos de Deus. Entre os
Judeus, cada criança aprendia uma profissão. De facto, dizia-se que o pai que não
ensinava uma profissão ao seu filho estaria a criar um criminoso. Entretanto, Jesus,
11 o Filho de Deus, passou muitos anos a fazer a vontade do Seu pai, empenhado
num trabalho honesto como artesão habilidoso, talvez fornecendo às pessoas
de Nazaré o mobiliário e os instrumentos agrícolas necessários (Marcos 6:3).
Isto fazia também parte do treino para O preparar para o ministério que estava
diante d’Ele. O apóstolo Paulo estava tão certamente a fazer o trabalho de Deus
quando trabalhava ao lado de Áquila e Priscila durante um ano e meio como
fabricante de tendas, como quando debatia na sinagoga ao Sábado (Atos 18:1-4;
II Tessalonicenses 3:8-12). Esta semana vamos ver toda esta questão do trabalho e
o seu papel na Educação Cristã.





Ano Bíblico: Colossenses.


LEITURA DA SEMANA SOP Ellen G. White, Educação, caps. 29-31.

102
DOMINGO 6 DE DEZEMBRO

OS MUITOS ASPETOS
DO TRABALHO
“Já tenho conhecido que não há coisa melhor para eles do que alegrarem-se e
fazerem bem na sua vida; e, também, que todo o homem coma e beba, e goze do bem
de todo o seu trabalho: isto é um dom de Deus” (Eclesiastes 3:12 e 13).
“Trabalho” – esta é uma sólida palavra portuguesa sem ornamentos. Tem três
sílabas em português, mas, no entanto, tem muitos significados possíveis. Por
necessidade, trabalhamos para pôr comida na nossa mesa, para pagar as contas
e para poupar um pouco para os tempos mais difíceis. Perder o emprego é
frequentemente pior do que suportar uma situação laboral desagradável.
O trabalho pode dar a uma pessoa o sentimento de que possui valor. O trabalho
é um modo comum de responder às perguntas: “O que faz?” ou, mesmo, “O que
é?” A maior parte dos reformados continua a trabalhar a tempo parcial enquanto
são capazes de o fazer, seja de modo remunerado ou como voluntários. Um
emprego dá-nos uma razão para nos levantarmos de manhã. Dê um emprego a um
adolescente e haverá menos um candidato à delinquência.
Leia Génesis 3:19. Qual é o contexto aqui, e o que nos diz ele acerca do outro lado do
trabalho, pelo menos para algumas pessoas? Antes da queda,o trabalho era Aprazivel
apenas
 uma ocupação, Após a queda uma obrigação necessidade e um fardo.

Subitamente, o trabalho dado antes da Queda transforma-se após a Queda. Aqui


faz-se referência a um outro lado do trabalho. Para alguns, o trabalho significa ape-
nas o enfado do esforço diário, que terminará com a morte. Trabalham em empre- 11
gos que desprezam, esperando reformar-se enquanto ainda têm saúde. Para outros,
o trabalho pode mesmo dominar a própria vida, tornando-se no centro da própria
existência, chegando ao ponto de ser a fonte abrangente da própria identidade pes-
soal. Longe do seu trabalho, estas pessoas sentem-se deprimidas ou desorientadas,
inseguras quanto ao que fazer ou para onde se voltar. Na reforma, podem ir-se abai-
xo física e psicologicamente, e, muitas vezes, morrem prematuramente.
Os Cristãos têm de aprender a trabalhar à maneira de Deus. O trabalho é mais do
que uma necessidade económica. O Homem é mais do que apenas um empregado.
Corretamente compreendido, o trabalho da nossa vida é uma avenida para o minis-
tério, uma expressão do nosso relacionamento com o Senhor. Uma parte da tarefa
do professor é ajudar os alunos a encontrarem o trabalho em que as suas capacida-
des e os seus interesses dados por Deus se cruzam com as necessidades do mundo.

O que faz? Isto é, o que está a fazer com a sua vida e como é que pode glorificar
melhor o Senhor ao assim fazer?

Ano Bíblico: I Tessalonicenses.

103
SEGUNDA 7 DE DEZEMBRO

TRABALHO E ASSISTÊNCIA
A vocação ou o trabalho dizem respeito à atividade da vida. Mesmo aqueles que
têm os empregos mais cerebrais acabam por, de algum modo, realizar labor físico
de algum tipo, nem que seja apenas carregar em teclas de computador.
O que nos ensinam os seguintes textos acerca do trabalho – usando as “mãos”
como símbolos?
Deuteronómio 16:15 sete dias celebrarás a festa ao Senhor teu Deus, no lugar
 que o senhor escolher; porque o Senhor teu Deus te há de abençoar em toda a
tua colheita, e em todo trabalho das tuas mãos; pelo que estarás de todo alegre.
Eclesiastes 9:10 Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze o conforme as tuas
 forças; porque no Seol (Alem), para onde tu vais, não há obra, nem projeto,
nem conhecimento, nem sabedoria alguma.

Provérbios 21:25 O desejo do preguiçoso o mata; porque as suas mãos
 recusam-se a trabalhar. ( Muitas vezes desejamos uma igreja prospera,
movimentada , cheia de pessoas com muitos Batismos mas não trabalhamos
 para isto )
Jeremias 1:16 E pronunciarei contra eles os meus juízos, por causa de toda a
sua malícia; pois me deixaram a mim, e queimaram incenso a deuses
estranhos, e adoraram as obras das suas mãos.
Deus deu-nos “a obra das nossas mãos” para que possamos encontrar realiza-
ção e alegria (veja Provérbios 10:4; 12:14). Na Psicologia, “autoeficácia”
descreve a crença de que todas as pessoas têm a capacidade de realizar algo
significativo na vida. A autoeficácia não é aumentada por se repetir: “Penso
que sou capaz!Penso que sou capaz!” É apenas realizando efetivamente algo
11 que se aumenta a autoeficácia.
Embora “a obra das nossas mãos” seja uma bênção de Deus para nós (veja
Salmo 90:17) e nos permita viver uma vida plena de sentido, o plano final de
Deus é que “a obra das nossas mãos” abençoe outros. Paulo escreve que deve
mos trabalhar, fazendo algo de útil com as nossas mãos, para que tenhamos algo
a partilhar com os outros. Paulo viveu certamente segundo esse princípio: “Vós
mesmos sabeis que, para o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo,
estas mãos me serviram. Tenho-vos mostrado em tudo que,trabalhando assim, é
necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse:
Mais bem--aventurada coisa é dar do que receber” (Atos 20:34 e 35).
A oração simples de Neemias deveria ser a nossa: “Agora, pois, ó Deus,
esforça as minhas mãos” (Neemias 6:9).
Qual é a sua atitude para com o seu trabalho? De que forma pode usar o seu tra-
balho para que ele seja uma bênção maior para os outros?

Ano Bíblico: II Tessalonicenses.

104
TERÇA 8 DE DEZEMBRO

TRABALHO E EXCELÊNCIA
Dê uma vista de olhos a Êxodo 25:10-30:38. Quão específico foi Deus quando
pediu a Moisés para construir um tabernáculo para adoração? O que nos diz isto
acerca do caráter de Deus? Ao ordenar que consruisse um tabernaculo Deus tbm
detalhou como deveria ser e quais os materiais a serem utilizados.


Quando Deus disse a Moisés para construir uma tenda “para Ele”, Moisés podia
ter dito: “Não há problema, Senhor! Eu ando a montar tendas desde que fugi do Egito
há 40 anos... Dá-me apenas um minuto!” Para qualquer homem que vivesse na cul-
tura madianita seminómada daqueles dias, montar uma tenda era algo simples. Ele
podia tê-lo feito com os olhos vendados, apenas por reflexo, com a sua mente fixada
em outras coisas muito mais importantes. O que Moisés talvez não esperasse era um
conjunto muito detalhado de plantas (para uma estrutura arquitetónica que seria, de
outro modo, bastante simples), mais uma longa “lista sobre como fazer” referente a
cada peça de mobiliário para o interior, bem como para as vestiduras sacerdotais –
cerca de 150 instruções, ponto por ponto. Para construir uma simples mesa, Moisés
tinha de seguir um processo de montagem com sete passos (Êxodo 25:23-30).
A atenção ao detalhe que Deus demonstrou na construção da Sua tenda (bem
como, mais tarde, nas instruções para os ritos sacrificiais) mostra um prevalecente
espírito de excelência, um desejo de produzir nada mais, nada menos do que uma
obra-prima. Os materiais eram da mais alta qualidade, o design era impecável, a obra
deveria ser notável – a mensagem era clara: “Deus não aceita um trabalho medíocre!”
No entanto, embora o padrão parecesse elevado, foi o próprio Deus que proveu
não apenas o impulso, mas também os recursos humanos para que ele fosse 11
alcançado. Lemos em Êxodo 31:1-6 e 35:30-36:1 que foi o próprio Deus que deu às
pessoas envolvidas a perícia necessária. Estes homens foram “cheios do Espírito”,
dando-lhes habilidade e conhecimento em todos os tipos de trabalhos manuais,
para que a construção do tabernáculo e do seu mobiliário fosse realizada da
forma “que o Senhor tinha ordenado” (Êxodo 36:1). Além disso, os mesmos dois
mestres designers foram também dotados com a capacidade “para ensinar” (Êxodo
35:34), para que o seu conhecimento e a sua perícia continuassem presentes no
interior da comunidade israelita. Embora estes dois indivíduos sejam destacados
na história como sendo os líderes escolhidos por Deus, outras pessoas receberam
dons semelhantes e juntaram-se ao trabalho (Êxodo 36:2).
Assim, o facto de sermos seres humanos caídos e pecadores não é uma descul-
pa válida para tratarmos qualquer tarefa com menos do que uma dedicação total.
Deus espera que realizemos sempre o nosso melhor, colocando os nossos talentos,
as nossas perícias, o nosso tempo e a nossa educação ao serviço de grandes causas.

Ano Bíblico: I Timóteo.

105
QUARTA 9 DE DEZEMBRO

TRABALHO E ESPIRITUALIDADE
“Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gálatas 5:25). O nosso
trabalho e a nossa espiritualidade são inseparáveis. O Cristianismo não é uma
roupa que possamos vestir ou despir conforme mudamos de humor ou passamos
por diferentes fases da vida. Em vez disso, o Cristianismo cria um novo ser, que se
manifesta em cada fase da vida, incluindo o trabalho.
Leia Gálatas 5:22-26. Que dons descritos por Paulo também o descrevem a si e
ao seu trabalho? 22 Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a

longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade.23 a mansidão, o

domínio próprio; contra estas coisas não há lei.24 E os que são de Cristo

Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.25 Se

vivemos pelo Espírito,andemos também pelo Espírito.26 Não nos tornemos

vangloriosos, provocando-nos uns aos outros, invejando uns aos outros.

O Dicionário Expositivo das Palavras do Novo Testamento descreve a pessoa
“espiritual” como “aquela que manifesta o fruto do Espírito à sua maneira”. Disto
podemos concluir que, através da nossa ligação com Cristo, nós, os seres humanos,
funcionaremos como crentes em todos os aspetos da nossa vida.
Historia importante
Um paciente estava a morrer no seu leito no Hospital da Florida, enquanto o seu
amigo mais próximo continuava em vigília ao lado da sua cama. As enfermeiras
entravam e saíam do quarto, cuidando das necessidades do paciente. Procurando
11 manter a conversa acesa, o amigo perguntou às enfermeiras onde tinham feito a
sua formação. Muitas disseram-lhe que tinham estudado na Faculdade do Hospital
da Florida.
Isto impressionou muito o amigo do doente. Mais tarde, ele fez várias visitas à
Faculdade do Hospital da Florida, para ver como era. Porquê? Porque tinha dito
às pessoas que lhe parecia que as enfermeiras formadas nesta Faculdade prestavam
constantemente um cuidado mais amável e terno ao seu amigo moribundo do que
as enfermeiras formadas noutros lados. Isto é, ele foi capaz de ver uma grande dife-
rença entre elas e as outras quanto à sua atitude para com o seu amigo moribundo.
Por isso, fez muitas perguntas acerca da Faculdade e da sua missão, e acabou
por doar 100 000 dólares para a formação de mais enfermeiras como aquelas que
tinha visto em ação. Sim, a espiritualidade é um estilo de vida.
Como é que manifesta a sua espiritualidade nas tarefas quotidianas da sua vida?
Que tipo de impressão pensa que faz nos outros (porque, no fim de contas, você faz
realmente uma impressão)?

Ano Bíblico: II Timóteo.

106
QUINTA 10 DE DEZEMBRO

TRABALHO E MORDOMIA
“Tudo quanto te vier à mão para fazer, fá-lo conforme as tuas forças” (Eclesiastes
9:10). O mais sábio dos homens usa estas palavras de conselho no tocante à
mordomia em cada aspeto da vida.
Quando se lhes pede que comentem algo acerca da mordomia, muitas pessoas
limitam os seus pensamentos à responsabilidade fiscal do Cristão. Embora o
dinheiro seja certamente um aspeto importante da mordomia, limitá-la apenas ao
dinheiro é algo demasiado estreito. Em teoria organizacional, a mordomia significa
a responsabilidade do gestor de desenvolver e utilizar adequadamente todos os
recursos disponíveis. ( Tesouro , Tempo,Temperança, Talentos...)
Na Igreja, quais são os recursos com que Deus nos abençoou? Pedro afirma
claramente que cada pessoa tem dons concedidos pelo Criador; e ele refere-se a
tais Cristãos capacitados como constituindo um “sacerdócio santo” (I Pedro 2:5)
com responsabilidade perante Deus pela mordomia de todos os dons de Deus:
dinheiro, tempo, energia, talento, etc.. Leia Eclesiastes 9:10 Tudo quanto te vier à
mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há
obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. e I Coríntios 10:31.
Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qual quer outra coisa, fazei tudo para glória de
Deus. Qual é a mensagem para nós,nestes versículos , acerca do modo como
devemos
 trabalhar e como devemos educar as pessoas para trabalhar?


Uma das armadilhas comuns da vida, hoje, é a tendência para compartimentar


os diferentes aspetos da vida. Há a vida de trabalho, a vida familiar, a vida espiritual
e, mesmo, a vida de lazer. A tendência para separar estas áreas da vida, de modo 11
que haja pouco ou nenhum cruzamento entre elas, é desejável em certos casos. Por
exemplo, não é bom trazer o trabalho para o lar de tal modo que interfira com as
responsabilidades familiares. Nem deve a busca pelo lazer diminuir o tempo que
gastamos com Deus.
No entanto, essas restrições não se devem aplicar ao papel que a nossa vida
espiritual deve desempenhar em toda a nossa existência. O trabalho do Cristão é
o resultado do companheirismo e do trabalho com Deus. O trabalho é um modo
pelo qual podemos praticar a presença de Deus. Compartimentar a nossa vida
religiosa, limitar Deus a um dia, a uma hora ou, mesmo, a apenas uma área da vida,
é rejeitar a própria presença de Deus nestas outras áreas.

Duas perguntas: Primeiro, pergunte a si mesmo, se, de facto, compartimenta a sua


vida espiritual. Segundo, se o faz, como é que pode aprender a deixar que a espiri-
tualidade reine em tudo o que faz?

Ano Bíblico: Tito.

107
SEXTA 11 DE DEZEMBRO

ESTUDO ADICIONAL: Génesis 3; Eclesiastes 2:18-23; Efésios 6:5-8; leia Ellen


G. White, “A Tentação e a Queda”, cap. 3, pp. 29-39, em Patriarcas e Profetas,
ed. P. SerVir.
Trabalho – maldição ou bênção? Ele parece vir como uma parte da maldição
do pecado (Génesis 3:17). Mas uma leitura mais cuidada revela que foi o solo que
foi amaldiçoado, não o trabalho. Ellen G. White declara que Deus tinha intenção
de que esta ordem funcionasse como uma bênção: “E a vida de trabalho e de
preocupações, que dali em diante deveria ser o destino do Homem, foi designada
com amor. Era uma disciplina que se tinha tornado necessária por causa do seu
pecado, para se tornar numa defesa contra a indulgência para com o apetite e a
paixão, e para desenvolver hábitos de domínio próprio. Fazia parte do grande plano
de Deus para restaurar o Homem da ruína e degradação do pecado.” – Patriarcas
e Profetas, cap. 3, pp. 36 e 37, ed. P. SerVir. Será que, talvez, tenhamos feito do
trabalho uma maldição em resultado da monotonia, do excesso de trabalho ou
da sobrevalorização do seu papel na nossa vida? Seja qual for a nossa situação,
devemos aprender a colocar o trabalho na sua perspetiva adequada. E a Educação
Cristã deve ajudar a formar as pessoas, de modo que aprendam o valor do trabalho,
sem que, ao mesmo tempo, façam dele um ídolo.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO


1. Leia Eclesiastes 2:18-24. Como pode Salomão considerar o trabalho tanto uma
bênção como uma maldição na mesma secção da Bíblia? Que sugestões no texto
indicam o que pode fazer a diferença no modo como abordamos o nosso trabalho?
11 2. É através do trabalho que cuidamos (alimentamos) da nossa família. Como é
que podemos transmitir à nossa família uma atitude positiva acerca do trabalho?
3. A linha que estabelece a divisão entre fazer-se um excelente trabalho e ser-se um
trabalhador compulsivo é, por vezes, ténue. Como podemos abster-nos de cruzar
essa linha? Veja Eclesiastes 2:23.
4. Paulo declarou com clareza: “Porque, quando ainda estávamos convosco vos
mandámos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma, também” (II Tes-
salonicenses 3:10). Este princípio, claro está, faz todo o sentido. Mas que exemplos
podem existir em que ele não se aplique? Isto é, porque devemos assegurar-nos de
que não fazemos disto uma regra férrea que nunca deve ser quebrada?






Ano Bíblico: Filémon.

108
O CEGO
11 BARTIMEU

QUEBRA-GELO: Tem alguém na sua fa- DISCUSSÃO


mília que é cego de nascença? Como é vi- I. CONHECENDO O TEXTO
ver com alguém com essa limitação? Co- A história do cego de Jericó ou do cego
nhece alguém ou tem na família alguém Bartimeu, como também é conhecida,
que via e ficou cego? Qual foi a reação da está relatada nos três primeiros Evange-
pessoa e como foi a sua adaptação? lhos e trata-se de uma história real.

INTRODUÇÃO: Hoje vamos estudar o Jesus e os Seus discípulos estavam a pas-


relato bíblico no qual nos é apresentado sar por Jericó, e, por todos os lugares
um personagem conhecido como Barti- por onde passavam, uma multidão afluía
meu. Na realidade, Bartimeu não era o para junto d’Ele; uns para receberem
seu nome. O relato não menciona o seu uma cura, outros para ouvirem as Suas
nome, mas sim aquele pelo qual ele era mensagens e outros para O acusarem de
conhecido. “Bar” quer dizer “filho”, e alguma maneira.
“Timeu” era o nome do seu pai.
Em todos os lugares por onde Ele passa-
Portanto, este homem era conhecido va, aconteciam mudanças: eram modifi-
pelo nome do seu pai. O texto diz que cados os lugares, as vidas eram transfor-
ele estava a mendigar à beira do caminho. madas, as pessoas eram curadas, mas,
Naquele tempo não havia muita miseri- infelizmente, havia também um grupo
córdia com os deficientes. Eles estavam de pessoas (líderes religiosos) cujo ódio,
condenados ao seu destino. E se eram igualmente, aumentava contra Jesus.
socialmente rejeitados, espiritualmente 11PG
eram considerados dignos de culpa. Foi neste contexto que o cego Bartimeu
ouviu falar de que Jesus estava a passar
O texto deixa entender que ele estava por ali e de que havia esperança para a
consciente da sua situação, pois estava sua vida.
necessitado e, por isso, pedia. Pela conti-
nuação do texto, percebemos que a Pás- PARA PENSAR: A narrativa de Bartimeu
coa estava próxima, e isso queria dizer trata-se de uma história real. Pode asse-
que as pessoas tinham, inevitavelmente, melhar-se à história de muitos outros. A
que passar por Jericó para ir a Jerusalém. sua história pode não corresponder exa-
Ali, ele tinha encontrado um lugar estra- tamente à deste homem. Mas pode existir
tégico para pedir aos que passavam por algo em comum entre você e Bartimeu.
Jericó. E foi nesse local que aconteceu a Talvez você não seja cego, nem mendigo.
história do seu encontro com Jesus. Você pode encontrar-se necessitado, de-
sesperado, angustiado ou a sentir culpa.
TEXTO PARA ESTUDO: Faça como Bartimeu, hoje. Clame por Je-
Marcos 10:46-52. sus! Venha a Ele! Disponha-se a segui-l’O.

109
DISCUTA COM O GRUPO: Qual é a sua anulado pela multidão? Era tudo o que
reação quando você está num lugar e vê Bartimeu esperava. Ele sentia que tinha
uma pessoa cega acompanhada por outra chegado o dia de ser curado, de ser liber-
pessoa a pedir-lhe ajuda? Você ajuda com tado do seu mal. A oportunidade era úni-
alegria ou a sua reação é achar que ela ca. Era a última vez que Jesus passava por
não precisa, por ser aposentada ou por Jericó e seguia para Jerusalém, onde se-
achar que outros estão a ser beneficiados ria morto. Por isso, ele gritou, acreditou,
com essa situação? desejou, humilhou-se e reconheceu a sua
dependência completa de Jesus.
II. INTERPRETANDO O TEXTO
Literalmente, o texto diz que Bartimeu III. APLICAÇÃO DO TEXTO
era cego. Pela narrativa, compreende-se De acordo com as estatísticas e estimati-
que, um dia, ele teve a sua visão boa, mas vas, crê-se que, em 2020, haverá, em todo
perdeu-a por causa de uma doença ou de o mundo, cerca de 75 milhões de pessoas
um acontecimento não narrado. A ce- invisuais.
gueira limitava as suas ações e mobiliza-
ções, tornando-se impossível contemplar Assim como o número de deficientes
as belezas da vida. visuais cresce a cada dia, a quantidade
de cegos espirituais cresce também e
O texto afirma que Bartimeu era mendi- até numa proporção maior. Um grande
go. A cegueira produz empobrecimento, número de cegos espirituais clama por
marginaliza, segrega e discrimina, pois ajuda e não vê outra solução para a sua
muitos evitam a companhia de alguém vida, a não ser o encontro com Jesus.
que não tem visão. Precisamos diariamente de nos colocar-
mos nas mãos do Senhor, a fim de que
Há vários níveis de mendicidade: física, Ele nos capacite para sermos um auxílio
emocional, afetiva, psicológica e espiri- para essas pessoas.
tual. Também vimos no texto que Barti-
meu era cego, mas tinha uma boa audi- DISCUTA COM O GRUPO: O que é que
11PG ção. Ele ouviu o barulho da multidão que você e eu temos feito e que tipo de mi-
seguia Jesus e perguntou o que estava a nistério temos desenvolvido para ajudar
acontecer e Quem passava por ali. outras pessoas a verem ou a tornarem a
ver a pessoa de Jesus?
Quando soube que era Jesus, algo de di-
ferente começou a acontecer dentro dele: IV. CONCLUSÃO
um desejo forte de se encontrar com Je- Muitos estão como Bartimeu, à beira do
sus. Ele viu que ali estava a sua única es- caminho, cegos, desamparados, margina-
perança, e não perdeu tempo, mas come- lizados, segregados. E muitos estão dese-
çou a gritar: “Jesus, Filho de David, tem josos de ouvir de Jesus as palavras ouvi-
compaixão de mim!” das por Bartimeu: “Vai, a tua fé te salvou.
E imediatamente tornou a ver e seguia a
PARA PENSAR: Se Jesus estivesse a Jesus estrada fora” (Marcos 10:52).
passar hoje por aqui e você precisasse
de uma bênção especial, como no caso Os movimentos e os barulhos da vida
do cego Bartimeu, e a multidão tentasse continuam a apontar que Jesus em bre-
impedi-lo de chegar a Jesus, você teria fé ve virá a esta Terra. Nós, como filhos de
suficiente para clamar por Jesus ou seria Deus, precisamos de viver cada dia com

110
Ele, para termos condições de ajudar os 
cegos espirituais a encontrarem cura e 
salvação no Senhor Jesus. 

Notas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  11PG
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

111
13 de dezembro de 2020 a 19 de dezembro de 2020 lição 12
O SÁBADO: EXPERIMENTAR E
VIVER O CARÁTER DE DEUS
SÁBADO À TARDE

LEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA: Génesis 1 e 2; Êxodo 16:14-29; Isaías


58:1-14; Mateus 12:1-13; Lucas 13:10-17.

Verso Áureo: “E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não
o homempor causa do sábado. Assim, o Filho do homem até do sábado é
Senhor” (Marcos2:27 e 28).

JODIE ERA A ÚNICA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA no seu programa de pós-


-graduação, e a sua escolha de não estar presente nalguns eventos sociais no Sába-
do tornou as suas crenças muito visíveis.
Um dia, uma das suas amigas, Gayle, telefonou-lhe. O marido de Gayle iria
estar fora da cidade durante seis semanas, pelo que ela perguntou a Jodie se queria
passar as seis noites de sexta-feira seguintes com ela, dado que sabia que, de
qualquer modo, Jodie “nada” fazia nessas noites.
Durante as quatro noites de sexta-feira seguintes comeram juntas, ouviram
12 música, partilharam as suas experiências cristãs e desfrutaram da companhia
mútua. No quinto fim de semana, Gayle disse a Jodie que tinha estado às compras
na baixa da cidade e olhou para o seu relógio. Oh, ótimo!, pensou ela. É quase
Sábado. Ela percebeu subitamente que, durante as quatro noites de sexta-feira
passadas, tinha experimentado algo novo na sua vivência cristã. Tinha crescido,
aprendido mais sobre o seu Deus e aprofundado a sua fé. O Sábado tinha sido uma
oportunidade para educação e desenvolvimento pessoal.
É uma história interessante sobre como podemos pensar no Sábado como
sendo, não apenas um dia de repouso, mas também um meio de educação.




Ano Bíblico: Hebreus 1-3.
LEITURA DA SEMANA SOP Ellen G. White, Educação, caps. 32-35.

112
DOMINGO 13 DE DEZEMBRO

TEMPO PARA FICAR


ESPANTADO
Já alguma vez se interrogou sobre a razão por que Deus escolheu dar-nos dois
harmoniosos relatos da Criação nos dois primeiros capítulos de Génesis? Géne-
sis 1 narra a semana da Criação e a crescente maravilha que é a Terra, à medida
que é formada e recebe vida, culminando na criação do homem e da mulher no
sexto dia. Génesis 2 olha para o mesmo evento, mas de uma perspetiva diferente,
com um foco especial no sexto dia. Adão está agora no centro do quadro e tudo é
descrito como estando ali para ele e para a mulher: o Jardim, os rios e os animais.
A Criação é algo demasiado profundo para ser exposto apenas num único rela-
to. Primeiro, aprendemos sobre o Criador poderoso e artista, que aprecia a beleza
perfeita.( Eis que tudo era Bom ) Depois, conhecemos o Deus dos relacionamen
tos, que quer que os seres humanos se amem e cuidem uns dos outros, bem como
do resto da Criação.( Amarás ao Sr.Teu Deus... E ao Teu Próximo como ti
mesmo ) Leia Génesis 1 e 2 e, depois, reflita sobre o modo como o primeiro
Sábado (Gé-nesis 2:1-3) se une retroativamente com a primeira história da
Criação e prospectivamente com o segundo relato da Criação. De que modo a sua
conclusão o ajudaa compreender o que pode significar a bênção e a Consagração
do Sábado por Deus? UM dia separado para desfrutarmos da sua companhia
especial.


Imagine que você é Adão ou Eva naquele primeiro Sábado. É o seu primeiro
dia de vida, o seu primeiro dia com o seu cônjuge, o seu primeiro dia com
Deus. Que dia educativo! Começa a aprender acerca do Deus que pôde criar
uma tal beleza.Maravilha-se ao ver um elefante, num dado momento, e um
sapo, no momento seguinte. Sorri ao ver o aspecto esquisito da girafa ou do 12
búfalo. Fica silente de espanto perante as muitas cores e formas, cativado pela
sinfonia de sons; festeja por causa da amplitude de delícias do paladar e dos
odores e desfruta da possibilidadede explorar as delícias de diferentes texturas.
Acima de tudo, começa a aprender acerca das relações: responsabilidade,
cuidado, amor. Experimenta-o com o seuCriador; começa a praticá-lo com o
resto dos seres criados.
O primeiro Sábado não podia ter sido uma experiência passiva para Adão e Eva.
Foi uma oportunidade criada por Deus para que eles se focassem no seu Criador e
nos seres criados. Foi um tempo para se espantarem.
Faça uma lista das diferentes oportunidades de educação que Adão e Eva tiveram
durante o primeiro Sábado. Quais destas oportunidades ainda seriam relevantes
hoje, mesmo se sob uma forma diferente? Como é que elas podem enriquecer os
seus Sábados?

Ano Bíblico: Hebreus 4-6.

113
SEGUNDA 14 DE DEZEMBRO

TEMPO PARA A REDESCOBERTA


Quando é pedido a Moisés que conduza os Israelitas para fora do Egito, é claro
que as massas tinham perdido a sua perspetiva como filhos de Deus. Eles precisam
de redescobrir Quem é o Deus que pede a sua adoração e que lhes dá tantas
promessas de um futuro espantoso. O Sábado é uma experiência de aprendizagem
central na sua viagem de redescoberta. Também se torna num sinal claro, para as
outras nações, da relação especial que existe entre Deus e esta nação. A experiência
do maná manifesta exemplarmente o modo de Deus educar os Israelitas.
Em Êxodo 16:14-29, que lições podem os Israelitas aprender? Deus da o
 Maná para alimento ao povo de Israel.até quinta-feira deveria colher
 apenas o necessário para o dia.Porém,na sexta-feira , deveria colher
para dois dias.Pois no sábado não encontrariam para colher.


Deus provê o milagre do maná para os Israelitas, dando-lhes apenas a comida


suficiente para cada dia. Se lhes desse mais do que essa quantidade, poderiam
esquecer Quem era o seu Provedor. Assim, cada dia, Ele realizava um milagre para
eles, e eles viam o cuidado de Deus. No entanto, no Sábado, a situação era diferente,
dado que o dia deveria ser especial. Agora eram realizados dois milagres: o dobro
do alimento na sexta-feira e esse alimento não se estragava ao ficar guardado de
um dia para o outro. Isto permitia que o Sábado fosse o tempo IDEAL para que
os Israelitas se maravilhassem perante o Deus que era o seu Salvador e para
redescobrissem o que significava ser povo de Deus.
Os Israelitas iriam comer este maná durante 40 anos (Êxodo 16:35). Deus
também instruiu Moisés para que conservasse um gomer de maná, para lembrar
12 aos Israelitas como os tinha alimentado no deserto (Êxodo 16:32 e 33). e
também como lembrete da experiência particular vivida no dia de Sábado.
Também há outras ocasiões em que Deus torna claro aos Israelitas que o Sábado
é especial.( No SINAI ,
O Sábado foi um modo através do qual Deus ajudou os Israelitas a redescobrirem
a sua identidade e o seu Deus. Foi-lhes pedido que obedecessem e observassem o
Sábado como dia sagrado, mas isto ocorreu no contexto de desenvolverem uma
compreensão mais profunda do caráter do seu Criador e de construírem uma
relação duradoura baseada na promessa.

Está a falar com um adolescente que acha o Sábado “aborrecido”. Guarda-o ape-
nas porque isso é o que a Bíblia e os seus pais dizem que ele deve fazer. ( EU ) !!!
Que suges-tões pode dar para o ajudar a (re)descobrir o Sábado como uma
experiência deaprendizagem positiva?

Ano Bíblico: Hebreus 7-9.

114
TERÇA 15 DE DEZEMBRO

TEMPO PARA APRENDER


PRIORIDADES
Os altos e baixos da experiência de Israel com Deus estavam estreitamente
ligados com o modo como eles se relacionavam com o Sábado. Deus viu a sua má
vontade em respeitar o Sábado como um sinal da Sua irrelevância na vida deles
(Jeremias 17:19-27). Um compromisso renovado com o Sábado fazia também
parte da restauração – era um sinal de que as prioridades estavam bem ordenadas.
Isaías 58 retrata um contraste interessante.
Leia Isaías 58:1-14. O que está Deus a dizer ao Seu povo aqui que é relevante
para nós, hoje?




Os Israelitas apresentam-se como seguidores de Deus – no seu culto, no seu
jejum – mas o modo como vivem a sua vida depois de terem adorado mostra
que apenas estão a seguir gestos do comportamento correto; não há um sincero
compromisso de coração com a Lei de Deus.
Isaías continua, no capítulo 58, a identificar o que Deus espera do Seu povo.
Isto não é tudo. Leia Isaías 58:13 e 14. Por que razão Deus Se foca no Sábado
no final deste capítulo? O profeta usa aqui frases muito semelhantes às do resto
do capítulo: deixa de “fazer a tua vontade”; não sigas “os teus caminhos”; evita
“fazer a tua própria vontade”; e “falar as tuas próprias palavras”, avisa o profeta.
Por outras palavras, o Sábado não é o momento de passar pelo culto como uma 12
rotina, enquanto pensamos os nossos próprios pensamentos e vivemos uma vida
irrelevante para a vida do culto. O Sábado deve ser “deleitoso” e “digno de honra”.
No contexto do resto do capítulo, o Sábado mais não é do que deliciarmo-nos
em aprender acerca do caráter e dos propósitos de Deus, e, depois, vivermos esse
caráter e esses propósitos nas nossas relações com os outros. Não basta sabermos
como viver formalmente a observância e o culto do Sábado. A aprendizagem tem
que impactar a vida. O Sábado é um tempo para aprender e para viver prioridades.

Considera o Sábado deleitoso? Se não, o que pode fazer para mudar isso? Aprendeu
a “honrar” o Sábado? Analise com o resto da sua Unidade de Ação o que pode isto
significar. Sejam o mais práticos possível.

Ano Bíblico: Hebreus 10 e 11.

115
QUARTA 16 DE DEZEMBRO

TEMPO PARA ENCONTRAR


O EQUILÍBRIO
Jesus respeitou e defendeu a Lei de Deus (Mateus 5:17 e 18). No entanto, Jesus
também desafiou a liderança religiosa quanto à sua interpretação da Lei. Nenhum
dos Seus desafios foi mais ameaçador para as autoridades constituídas do que as
escolhas que Ele fez no tocante à observância do Sábado. As sinagogas não deixa-
vam de fazer do Sábado uma oportunidade para educação – a Torah era lida e inter-
pretada sem falha. Os escribas e os Fariseus conheciam a letra da Lei. No entanto,
Jesus foi muito mais além na educação dos Seus seguidores acerca do Sábado.
Leia Mateus 12:1-13 e Lucas 13:10-17. O que estava Jesus a ensinar ao povo no
Seu tempo, e a nós, atualmente, com estes acontecimentos?


As controvérsias em torno das curas que Jesus realizava ao Sábado levaram a
importantes debates espirituais sobre a natureza do pecado, a razão para o Sábado,
a relação entre Jesus e o Pai e a natureza da autoridade de Jesus.
A atitude de Jesus para com o Sábado é bem resumida no nosso verso áureo
para esta semana: “E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o
homem por causa do sábado. Assim, o Filho do homem até do sábado é Senhor”
(Marcos 2:27 e 28). Ele queria enfatizar que o Sábado não deveria ser um fardo.
Ele foi “feito” (criado) como uma oportunidade única para as pessoas aprenderem
sobre o caráter de Deus, que fez o Sábado, e para aprenderem experimentalmente,
12 ao valorizarem a Sua Criação.
Ao suscitar questões através das Suas ações, Jesus motiva os Seus discípulos, os
líderes judeus e as multidões a pensarem mais profundamente acerca das Escrituras
e a respeito do que significavam a sua fé e o seu Deus. É tão fácil para qualquer
um de nós ficar tão preso às regras e aos regulamentos que podem não ser maus
em si e por si mesmos, mas que se tornam num fim em si e por si mesmos, em vez
de serem meios para se alcançar um fim – e esse fim deveria ser um conhecimento
do caráter do Deus que servimos. E isto, então, leva à nossa obediência fiel a Ele
baseada na nossa confiança nos méritos da justiça de Cristo aplicada a nós.

E o que dizer da sua guarda do Sábado? Transformou-o apenas num dia de não fazer
isto e não fazer aquilo, em vez de ser um tempo para verdadeiramente descansar no
Senhor e para O conhecer melhor? Se é assim, como é que pode mudar, de modo a
que obtenha mais daquilo que Deus tem em mente para si?

Ano Bíblico: Hebreus 12 e 13.

116
QUINTA 17 DE DEZEMBRO

UM TEMPO PARA A
COMUNIDADE
Jesus exemplificou para os Seus discípulos a prática de ir semanalmente à
sinagoga. Após a Sua ressurreição, eles continuaram a seguir esse padrão, tal como
fizeram outros seguidores de Jesus. A sinagoga tornou-se numa das principais
vias para os apóstolos suscitarem questões relacionadas com a ressurreição, e o
Sábado fornecia uma oportunidade-chave para a comunidade se reunir e aprender.
Afinal, Jesus era o Messias hebreu, o Messias predito no Antigo Testamento, que
era lido nas sinagogas cada Sábado. Haveria, então, um lugar melhor para os
crentes promoverem Jesus do que na sinagoga, especialmente quando estavam a
testemunhar da sua fé aos Judeus e aos que “temiam Deus” (Atos 13:16, 26)?
Veja os textos seguintes. O que nos dizem eles acerca do modo como os seguido-
res de Jesus testemunhavam nos espaços públicos? Ao ler estes textos, pense sobre o
lugar onde eles estavam a falar, com quem estavam a falar, aquilo que estava a ser
dito e quais foram os resultados. Atos 13:14-45; 16:13 e 14; 17:1-5; e 18:4.



O testemunho dos apóstolos era tanto pessoal como escriturístico. Paulo
discorria sobre a história de Israel, começando com “os nossos pais” (Atos 13:17)
no Egito, e seguindo a sua história, da colonização até aos juízes, aos reis, a David,
a partir do qual ele podia realizar uma perfeita transição para Jesus.
Paulo e outros também mostravam como a sua experiência e a sua compreensão
12
pessoais faziam sentido no contexto das Escrituras. Apresentavam informação,
debatiam e discutiam. A combinação de testemunho pessoal e Escritura,
comunicada através da pregação, do ensino e da discussão era muito poderosa.
Como mostram as passagens da Bíblia, alguns dos líderes religiosos tinham inveja
da autoridade dos apóstolos e do poder, daí resultante, que tinham sobre as
pessoas, tanto judias como gentias.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem também uma poderosa história de
encorajar o testemunho e a exposição escriturística através da pregação e do
ensino/partilha. A combinação da Escola Sabatina com a liturgia (pregação) e com
outras reuniões de Sábado (reuniões de jovens, por exemplo) dá uma poderosa
base educativa ao culto Adventista do Sétimo Dia. Embora isto necessite de ser
complementado por outras experiências de aprendizagem, é essencial para a
experiência educativa do Sábado.

Ano Bíblico: Tiago.

117
SEXTA 18 DE DEZEMBRO

ESTUDO ADICIONAL: Leia Ellen G. White, “O Sábado”, cap. 29, pp. 229-236,
em O Desejado de Todas as Nações, ed. P. SerVir.
“Nenhuma outra das instituições dadas aos Judeus contribuía para os distinguir
tão completamente das nações circunvizinhas como o Sábado. Era intenção do
Senhor que a sua observância os caracterizasse como Seus adoradores. Devia ser
um sinal da sua separação da idolatria e da sua ligação com o verdadeiro Deus.
Mas para poderem santificar o Sábado, os homens precisam de ser, eles próprios,
santos. Devem, pela fé, tornar-se participantes da justiça de Cristo. Quando o
mandamento foi dado a Israel: ‘Lembra-te do dia do sábado, para o santificar’, o
Senhor disse-lhe também: ‘E ser-me-eis homens santos.’ Êxodo 20:8; 22:31. Só
assim podia o Sábado distinguir Israel como adorador de Deus.” – Ellen G. White,
O Desejado de Todas as Nações, cap. 29, p. 231, ed. P. SerVir.
“Portanto, o Sábado é um sinal do poder de Cristo para nos fazer santos. ...
Como sinal do Seu poder santificador, o Sábado é dado a todos quantos, através de
Cristo, se tornam parte do Israel de Deus.” – Ellen G. White, O Desejado de Todas
as Nações, cap. 29, p. 235, ed. P. SerVir.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO


1. Frequentemente, os Adventistas do Sétimo Dia gastam tempo a analisar o que
não é aceitável fazer no Sábado. Desenvolva um conjunto de questões que mante-
nham os observadores do Sábado focados nos ideais discutidos nesta lição e que
enfatizem o Sábado como uma experiência educativa. Por exemplo: “O que faço eu
no Sábado que me permite aprender mais acerca do caráter de Deus?”
2. Considere as citações de Ellen G. White apresentadas acima. Elas sugerem que
12 não é apenas a formalidade de se observar o Sábado que distingue os observadores
do Sábado na sua comunidade. Como seriam os indivíduos que são “participantes
da justiça de Cristo” e que foram tornados “santos”? O que tem isto a ver com o
Sábado?
3. De que modo pode enriquecer a sua experiência do Sábado? Identifique três ob-
jetivos que se focam no que gostaria de aprender através da observância do Sábado
nos próximos doze meses.







Ano Bíblico: I e II Pedro.

118
12 A RESSURREIÇÃO
DE JESUS
QUEBRA-GELO: Você acredita em an- ressuscitado, como Ele mesmo tinha pro-
jos? Já sentiu nalgum momento da sua metido (vv. 5 e 6). Por fim, o anjo orde-
vida a convicção de ter sido protegido nou que as mulheres fossem e dessem as
por um anjo? Consegue imaginar a sua boas-novas aos demais discípulos (v. 7).
reação, caso um ser angelical se revelasse Elas retiraram-se apressadamente, mas
a si, um dia? foram interrompidas pelo próprio Jesus,
que veio ao encontro delas. Jesus encora-
INTRODUÇÃO: A ressurreição de Jesus jou-as a irem avisar os seus irmãos de que
está entre os milagres mais importantes lhes apareceria em breve (vv. 8-10).
que ocorreram na história da Humanida-
de. A vitória de Jesus sobre a morte é uma PARA PENSAR: É impressionante que,
parte fundamental do Seu Plano de Salva- apesar de tudo o que Jesus tinha ensina-
ção, que pretende, em última instância, do tantas vezes sobre a ressurreição (Mat.
restaurar a Humanidade à sua condição 16:21; 17:23; 20:19; 26:32), os Seus dis-
original de perfeição. cípulos ainda não acreditavam que ela
ocorreria. O facto é que nós, seres huma-
TEXTO PARA ESTUDO: nos, temos esta tendência de esquecer as
Mateus 28:1-10. promessas de Deus, especialmente quan-
do as provações nos afligem.
DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO DISCUTA COM O GRUPO: Porque so-
As devotas mulheres que tinham estado mos muitas vezes falhos em confiar nas
na crucificação de Jesus foram bem cedo promessas de Deus, especialmente quan-
ao túmulo do Salvador, levando consigo do estamos a passar por momentos difí- 12PG
especiarias para ungir o Seu corpo. Eram ceis? A Bíblia diz que as mulheres saíram
mulheres de fé e muita fibra, pois não se apressadamente para contar as boas-no-
intimidaram nem mesmo com a árdua vas da ressurreição de Cristo. O que reve-
tarefa de remover a pesada pedra que fe- la essa atitude sobre o compromisso que
chava o sepulcro de Cristo. Entretanto, elas tinham com Deus e o tipo de com-
ao chegarem ao túmulo, perceberam que promisso que nós também devemos ter?
a pedra já estava removida, e o sepulcro
aberto. Porém, o corpo de Jesus não es- II. INTERPRETANDO O TEXTO
tava lá. Naquela madrugada, houve um A ressurreição de Jesus é um milagre
grande terramoto, que, na verdade, fora muito rico em significados:
provocado pela ação de dois anjos, os
quais removeram a pesada pedra do se- 1. Prova que Jesus era Filho de Deus. Je-
pulcro. Os soldados que vigiavam ficaram sus tinha afirmado ter autoridade para
apavorados diante da cena e desmaiaram dar a Sua vida e tomá-la de volta (João
de tanto medo. Então, um anjo tratou de 10:17 e 18).
informar as mulheres de que Jesus tinha

119
2. Comprova a veracidade das profecias lheres pela sua devoção sincera. Elas não
bíblicas. Algumas profecias do Antigo só foram as últimas a deixar o Calvário
Testamento predisseram a ressurreição na sexta-feira da crucificação, mas tam-
do Messias (Sal. 16:10; 110:1). bém foram as primeiras a visitar o sepul-
cro de Jesus no domingo da ressurreição.
3. Confirma a nossa ressurreição futura. Isso é uma evidência do compromisso
A vitória de Jesus sobre a morte garante a que tinham com Deus. Que lição pode-
ressurreição de todos aqueles que crerem mos aprender com estas fiéis discípulas?
no Seu nome (I Tes. 4:13-18). Sem a res- Quando obedecemos a Deus e à Sua Pala-
surreição de Jesus, não há esperança, e a vra, Jesus vem a nós.
nossa fé é vã (I Cor. 15:15).
PARA PENSAR: Jesus não somente Se
4. É a base do sacerdócio celestial de revelou a estas consagradas mulheres
Cristo. Pelo facto de Jesus estar vivo no como também as incumbiu de serem as
Céu, podemos chegar “com confiança ao primeiras pessoas a proclamarem as boas-
trono da graça, a fim de recebermos mi- -novas da Sua ressurreição. Que grande
sericórdia e graça para socorro em tempo privilégio! A nossa devoção a Cristo será
oportuno” (Heb. 4:16). sempre recompensada por gloriosas reve-
lações do Seu amor. Temos o privilégio
5. Confirma a nossa herança futura num de falar aos outros sobre as maravilhosas
Novo Céu e numa Nova Terra. Porque Je- bênçãos que recebemos de Jesus.
sus vive, podemos ter a certeza de que,
um dia, viveremos com Ele numa Terra DISCUTA COM O GRUPO: Como po-
restaurada (II Ped. 3:13). demos demonstrar, no nosso dia-a-dia, a
mesma devoção das mulheres que foram
PARA PENSAR: A ressurreição de Cristo ao túmulo de Cristo na manhã da Sua res-
é um milagre tão importante que todos os surreição?
outros milagres da Bíblia não fariam sen-
tido, se Jesus não tivesse triunfado sobre IV. CONCLUSÃO
a morte. Mesmo a Sua morte na cruz seria A ressurreição de Cristo deve levar-nos a
12PG de nenhum valor e, consequentemente, duas atitudes:
estaríamos sem esperança neste mundo.
1. Gratidão. Devemos ser gratos a Deus,
DISCUTA COM O GRUPO: O que sente porque, uma vez que Cristo está vivo, po-
ao saber que Cristo ressuscitou e está vivo demos ter a esperança da vida eterna.
no Céu, a interceder por si? Como pode-
mos corresponder ao amor de Cristo, que 2. Compromisso com a pregação. O Cristo
nos garantiu tantas bênçãos através da ressurreto comissionou a Sua Igreja a ir e
Sua morte, ressurreição e intercessão? proclamar as boas-novas da Sua vitória so-
bre a morte. Portanto, a ressurreição deve
III. APLICAÇÃO DO TEXTO levar-nos à missão, e não à acomodação.
Não podemos deixar de comentar o facto
de Jesus ter aparecido primeiramente às Notas:
mulheres para, depois, aparecer aos de- 
mais discípulos. Porque foram elas pri- 
vilegiadas com tamanha revelação? Jesus 
estava apenas a recompensar aquelas mu- 

120
20 de dezembro de 2020 a 26 de dezembro de 2020 lição13
O CÉU, A EDUCAÇÃO
E A APRENDIZAGEM ETERNA
SÁBADO À TARDE

LEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA: João 3:16; I João 5:13; I Timóteo 1:16;
I Coríntios 13:12; Zacarias 13:6.

Verso Áureo: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao
coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (I Coríntios 2:9).

UM POETA, TEMEROSO DA MORTE, perguntou como uma pessoa podia viver


sem “saber com certeza que aurora, que morte, que perdição esperavam a cons-
ciência para além do túmulo”. Ele criou no seu poema aquilo a que chamou IPA,
o Instituto de Preparação para o Além. Como é que alguém se pode preparar para
o Além, se nem sequer sabe o que acontece a uma pessoa nele?
Felizmente, a Bíblia dá-nos grande discernimento a propósito dos temas do
Céu, da Nova Terra e da aprendizagem e da vida que experimentaremos ao longo
de toda a eternidade. Como temos visto durante todo o trimestre, o IPA é aqui
e agora, nesta vida, e toda a nossa educação – independentemente do campo do
saber – deveria estar a preparar-nos para esse “Além”.
Afinal, qualquer escola pode transmitir muito boa informação, muito bom 13
conhecimento prático e útil. Mas, de que serve a pessoa obter todo o conhecimento,
mas perder a vida eterna? Esta semana vamos ver o que a Inspiração nos diz sobre
a suprema escola de pós-graduação, uma escola que continua eternamente e onde
aprenderemos e cresceremos durante toda a eternidade. Nesta escola do porvir,
aprenderemos coisas que, no mundo presente, nem sequer imaginamos.





Ano Bíblico: I João.
LEITURA DA SEMANA SOP Ellen G. White, Educação, revisão geral do livro.

121
DOMINGO 20 DE DEZEMBRO

O DESTINO DOS MORTOS


No século XVII, um escritor francês chamado Blaise Pascal estava a meditar no
estado da Humanidade. Para ele, um ponto estava muito claro: por mais que um
ser humano vivesse (e naquela época, eles não viviam muits Anos ), e por me-
lhor que fosse a vida dessa pessoa (e a vida também não era grande coisa
naquela época), mais tarde ou mais cedo essa pessoa iria morrer.
Além do mais, fosse o que fosse que viesse após a morte, iria ser mais duradouro,
infinitamente mais duradouro, do que o curto espaço da vida aqui que precedia
a morte. Assim, para Pascal, a coisa mais lógica que uma pessoa podia ou devia
descobrir era o destino que aguarda os mortos, pelo que ficava admirado por ver
as pessoas ficarem todas perturbadas com coisas como “a perda de um emprego ou
algum insulto imaginário à sua honra”, mas não atentarem na questão sobre o que
acontece após terem de morrer.
Pascal tinha razão. E, sem dúvida, é por isso que a Bíblia se alonga a falar sobre
a promessa que aguarda aqueles que encontraram salvação em Jesus, a promessa
do que os espera no futuro.
Leia os seguintes textos. Que esperança nos é oferecida neles? João 6:54 Quem
come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei
no último dia.; 3:16; Vida Eterna.I João 5:13;tendes a vida eterna.
 I Timóteo 1:16;crer nele para a vida eterna. João 4:14; 6:40; Vida Eterna
Judas 1:21; e Tito 3:7. vida eterna.


A vida eterna faz todo o sentido à luz da Cruz; à luz da Cruz, nada mais faz
sentido, a não ser a vida eterna. Que o Criador do Universo, Aquele que “fez o
mundo” (Hebreus 1:2), Aquele em Quem “vivemos, e nos movemos, e existimos”
(Atos 17:28), que Ele, Deus, tenha encarnado em carne humana e tenha morri-
13 do nessa carne. por qual propósito ? Para que acabemos por apodrecer, como um
animal morto por atropelamento numa estrada?
É por isso que o Novo Testamento vem entretecido com promessas de vida
eterna, pois apenas o eterno pode garantir a restituição. Um milhão de anos, ou
mesmo mil milhões de anos, podem não possuir bons momentos suficientes para
compensar os males. Apenas a eternidade pode equilibrar as coisas e ir mais
além , pois o infinito é mais do que o finito, e é o sempre infinitamente.
Pascal tinha razão: o nosso tempo aqui é tão limitado, em contraste com o que
está para vir. Que tolice não estar pronto para a eternidade que nos aguarda.

O que pode dizer a alguém que mostra uma completa indiferença quanto ao que
acontece após a morte? Como é que pode ajudar essa pessoa a ver como é, real-
mente, ilógica essa posição?

Ano Bíblico: II e III João; Judas.

122
SEGUNDA 21 DE DEZEMBRO

UMA NOVA EXISTÊNCIA


“E Deus limpará dos seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais
morte, nempranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são
passadas” (Apocalipse21:4). O que nos diz isto acerca de como será diferente
deste mundo a nossa nova existência, uma existência em que a morte, a mágoa e a
 desaparecerao? Literalmente cada lágrima ! O princípio da morte será
dor

banido,a dor q acompanha a angústia,a tristeza pelo Luto,as causas de

lamento será completamente banidas dali.As circusntâncias que conhece
mos hj,passarão.Não haverá nada com as marcas da maldição.


Um Cristão estava a falar com um amigo acerca da esperança do Evangelho, da


promessa da vida eterna através de Jesus Cristo. A pessoa reagiu negativamente
a toda essa ideia. “Vida eterna?”, disse ele com um estremecimento. “Que pensa-
mento horrível! Os nossos 70 ou 80 anos aqui já são algo suficientemente mau.
Quem quer estender isto para sempre? Isso seria um inferno.”
Esta pessoa poderia ter alguma razão, exceto que ela não compreendeu que a
promessa da vida eterna não é uma mera continuação desta vida aqui. Por favor!
Quem quereria tal coisa? Mas, em vez disso, como diz o texto supracitado, as
coisas velhas já passaram e tudo se fez novo.
O que nos dizem os textos seguintes acerca da nova existência vindoura?
II Pedro 3:10-13 11 Ora, uma vez que todas estas coisas hão de ser assim
 dissolvidas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, 13 Nós,
 porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra,
 nos quais habita a justiça.
Apocalipse 21:1-6 1 E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o
primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe. 4 Ele enxugará de seus 13
olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem
lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.3 E ouvi uma

grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com
os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará
com eles.5 E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas
as coisas. E acrescentou: Escreve; porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.7
Aquele que vencer herdará estas coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.

A pergunta importante para nós em tudo isto é: O que é necessário para que faça-
mos parte desta nova existência? Como é que chegamos lá? Como é que podemos
estar certos de que vamos fazer parte dela? Que coisas na nossa vida, se as há,
podem impedir de fazermos parte daquilo que Deus nos prometeu através de Jesus?

Ano Bíblico: Apocalipse 1-3.

123
TERÇA 22 DE DEZEMBRO

ENTÃO SABEREMOS
“O Céu é uma escola; o campo dos seus estudos, o Universo; o
seu Professor, oSer infinito. Uma filial desta escola foi estabelecida no
Éden; e, cumprido o Planoda Redenção, a educação reassumir-se-á
na escola edénica.” – Ellen G. White,
Educação, cap. 35, p. 301, tradução direta.
Se você é como a maior parte das pessoas, tem muitas perguntas a fazer,per-
guntas sobre o pecado, o sofrimento, a doença, a morte, por que razão aconteceu
isto, por que razão aconteceu aquilo, por que razão aconteceu aqueloutro.
Também temos perguntas sobre o mundo natural e sobre todos os seus
mistérios.Apesar de todo o progresso incrível que a Ciência tem feito para
nos ajudar acompreender mais acerca do mundo e do Universo como um todo,
há ainda muitoque está fora do nosso alcance.
Das formas de vida mais simples até ao céu sobre a nossa cabeça, do movimento
das partículas subatómicas até às Galáxias em rotação que estão espalhadas pelo Cos-
mos, somos confrontados com uma realidade que é muito maior e muito mais pro-
funda do que aquilo que a nossa mente pode agora aprender, especialmente com o
pouco tempo que temos, aqui e agora, para estudarmos estas coisas por nós mesmos.
Mas, quando se tem uma eternidade para estudar, então, sem dúvida,muitos
mistérios serão resolvidos para nós.
O que nos dizem os textos seguintes sobre o que iremos aprender logo que acabe
todo este triste episódio de pecado, sofrimento e morte?
I Coríntios 13:12 Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então
veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente,

como também sou plenamente conhecido.

5
I Coríntios 4:

13


É-nos prometido que receberemos uma compreensão de coisas que, por agora,
permanecem ocultas para nós. Que esperança maravilhosa é esta que, logo que
vejamos e entendamos coisas que agora nos parecem tão difíceis, nada mais
teremos senão louvores a Deus! O ponto-chave para nós, agora, é apegarmo-nos à
nossa fé, confiarmos nas promessas de Deus, vivermos à altura da luz que temos e
perseverarmos até ao fim. E as boas-novas são que “posso todas as coisas, naquele
que me fortalece” (Filipenses 4:13).

Que perguntas de peso caem sobre o seu coração? Que coisas parecem agora tão
incompreensíveis? Como é que aprender a confiar em Deus quanto às coisas que
compreende o ajuda quanto às coisas que, por agora, não entende?

Ano Bíblico: Apocalipse 4-6.

124
QUARTA 23 DE DEZEMBRO

A ESCOLA NO PORVIR
“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz, para nós, um peso
eternode glória mui excelente; não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas
que senão veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem
são eternas” (II Coríntios 4:17 e 18). Que esperança nos oferecem estes textos? O
que podem ser algumas destas coisas eternas, que se não veem, pelas quais
espe - ramos, que nos foram prometidas através de Jesus? Veja também Apocalipse
21:1 e 2; 2:7; e 7:14-17. 1 E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o
primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe.2 E vi a santa cidade, a nova

Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva

ataviada para o seu noivo. 2:7 Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da

vida, que está no paraíso de Deus.


Por mais reais que sejam as promessas que nos são oferecidas em Jesus, por
muitas boas razões que tenhamos para crer nelas, permanece o facto de que a
Bíblia nos dá apenas sugestões, vislumbres, daquilo que nos aguarda. No entanto,
uma coisa podemos estar certos : vai ser fantástico, pois pense como seria
fantástica a vida numa existência sem a devastação do pecado!
Toda a nossa dor, todo o nosso sofrimento, todas as coisas com que nos
debatemos aqui procedem do pecado e das consequências do pecado. Cristo
veio para desfazer tudo isso e irá restaurar a Terra para que ela volte a ser aquilo
que Deus queria que ela fosse antes da entrada do pecado. De facto, será melhor,
porque, entre todas estas glórias, seremos para sempre capazes de contemplar as
cicatrizes nas mãos e nos pés de Jesus, que indicam o custo da nossa redenção.
“Ali, quando for removido o véu que obscurece a nossa visão, e os nossos olhos
contemplarem esse mundo de beleza de que agora apanhamos vislumbres pelo
microscópio; quando olharmos para as glórias dos céus, hoje esquadrinhadas
de longe pelo telescópio; quando, removida a mancha do pecado, a Terra toda 13
aparecer ‘na beleza do Senhor nosso Deus’ – que campo se abrirá ao nosso estudo!
Ali, o estudante de Ciências poderá ler os relatos da Criação, sem divisar coisa
alguma que recorde a lei do mal. Poderá escutar a melodia das vozes da Natureza,
e não perceberá nenhuma nota de lamento ou de tristeza. Poderá ver em todas as
coisas criadas uma escrita – no vasto Universo contemplará, ‘escrito em grandes
letras, o nome de Deus’, e nem na terra, nem no mar, nem no céu verá um único
indício que seja do mal.” – Ellen G. White, Educação, cap. 35, p. 303, trad.
direta.

Tente retratar como será viver para sempre num mundo inteiramente novo, sem
tudo o que faz a vida aqui tão dura. Como imagina que será? Por que coisas anseia
especialmente?
Ano Bíblico: Apocalipse 7-9.

125
QUINTA 24 DE DEZEMBRO

O GRANDE PROFESSOR
Como temos visto ao longo de todo este trimestre, um aspeto central do minis-
tério de Cristo aqui na Terra foi o de ser Professor. Desde o início do Seu ministé-
rio, fosse através de atos ou de realizações, Jesus estava constantemente a ensinar
aos Seus seguidores verdades sobre Si, o Pai, a salvação e a esperança que nos
aguarda (veja Mateus 5:2; Marcos 4:2; Lucas 19:47; João 6:59).
De facto, tudo o que tem de fazer é passar superficialmente por um Evangelho,
qualquer um, e ao longo de todo ele encontrará Jesus a ensinar. E embora, mesmo
agora, através da Sua Palavra, o Senhor continue a ensinar-nos, no novo mundo
esse ensino também prosseguirá. Mas imagine quão diferente ele será, numa
existência livre do pecado e de todas as limitações que este coloca sobre nós.
“E se alguém lhe disser: Que feridas são essas nas tuas mãos? Dirá ele: São as
feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos” (Zacarias 13:6). Na sua opi-
nião, de que está este texto a falar?



“E no decorrer dos anos da eternidade, trarão cada vez mais abundantes
e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é
progressivo, o amor, a reverência e a felicidade também aumentarão. Quanto mais
os homens aprendem acerca de Deus, mais admiram o Seu caráter. Quando Jesus
lhes revelar as riquezas da redenção e os extraordinários factos do grande conflito
com Satanás, a alma dos resgatados vibrará com a mais fervorosa devoção, e com a
mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro. E milhares de milhares, e
13 milhões de milhões de vozes unem-se para avolumar o potente coro de louvor. ...
“O Grande Conflito terminou. Pecado e pecadores já não existem. O Universo
inteiro está purificado. Um sentimento único de harmonia e júbilo vibra por
toda, .... a vasta Criação. D’Aquele que tudo criou, emanam vida, luz e alegria por
todos os domínios do Espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos
mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, na sua serena beleza e perfeito
regozijo, declaram que Deus é amor.” – Ellen G. White, O Grande Conflito, cap. 42,
pp. 563 e 564, ed. P. SerVir.

De todas as incríveis verdades que aprenderemos ao longo da eternidade, nada nos


cativará mais do que o sacrifício de Cristo em nosso favor. Pense quão profundo e
rico ele deve ser, pois iremos estudá-lo ao longo de toda a eternidade. Mesmo agora,
como é que pode aprender a apreciar mais o que Jesus fez por nós na cruz?

Ano Bíblico: Apocalipse 10 e 11.

126
SEXTA 25 DE DEZEMBRO

ESTUDO ADICIONAL: Leia Ellen G. White, “A Escola do Além”, cap. 35,


pp. 301-309, em Educação; “O Conflito Terminou”, cap. 42, pp. 551-564, em
O Grande Conflito, ed. P. SerVir.
“O leão, que devemos temer muito aqui, deitar-se-á com o cordeiro, e tudo
na Nova Terra será paz e harmonia. As árvores da Nova Terra serão direitas e
altaneiras, sem deformidade. ...
“Que tudo o que é belo no nosso lar terrestre nos relembre do rio de cristal e dos
campos verdejantes, das árvores oscilantes e das fontes vivas, da cidade brilhante
e dos cantores vestidos de branco, do nosso lar celestial – esse mundo de beleza
que nenhum artista pode retratar e que nenhuma língua mortal pode descrever.
Deixe a sua imaginação retratar o lar dos remidos, e lembre-se de que ele será
mais glorioso do que qualquer coisa que a sua imaginação mais brilhante possa
conceber.” – Ellen G. White, Heaven, cap. 15, pp. 133 e 134.
“O receio de fazer com que a herança futura pareça demasiado material tem
levado muitos a espiritualizar as mesmas verdades que nos levam a considerá-la
como o nosso lar. Cristo afirmou aos Seus discípulos ter ido preparar moradas para
eles na casa do Seu Pai. Os que aceitam os ensinos da Palavra de Deus não serão
totalmente ignorantes sobre a morada celestial. ... A linguagem humana não é
adequada para descrever a recompensa dos justos. Será conhecida apenas dos que
a contemplarem. Nenhum espírito finito pode compreender a glória do Paraíso de
Deus.” – Ellen G. White, O Grande Conflito, cap. 42, p. 561, ed. P. SerVir.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO


1. Pense mais na conclusão apresentada por Pascal, acerca das pessoas que pare-
cem estar tão despreocupadas com o que a eternidade trará. Na sua opinião, por
que razão são as pessoas assim? Por que razão essa é uma atitude tão irracional?
13
2. Demore-se mais na razão por que a esperança da vida eterna é tão importante
para a nossa fé. Sem isso, por que razão não temos, realmente, nada?
3. Pense em todos os incríveis mistérios que existem no mundo natural. Seja na
Biologia, na Geologia, na Astronomia, na Física, na Química – em todos os cam-
pos do saber tudo se revela muito mais complexo do que as pessoas pensavam ini-
cialmente. Por exemplo, os cientistas já não falam sobre “formas de vida simples”,
porque, como finalmente se acabou por verificar, mesmo as formas de vida simples
não são assim tão simples. Cada nova inovação, cada nova descoberta, parece
apenas suscitar para nós mais questões que necessitam de resposta. Como é que
tudo isto nos ajuda a compreender quanto iremos aprender na “Escola do Porvir”?

Ano Bíblico: Apocalipse 12-14.

127
13 O REGRESSO
DE JESUS
QUEBRA-GELO: Você está contente com ça diante do medo da morte (I Coríntios
a atual situação deste mundo? O que lhe 15:54-57) e a nossa certeza do dia da re-
provoca indignação e tristeza neste mun- compensa (Apocalipse 22:12).
do? Crê você que Deus agirá para colocar
em ordem a atual situação deste Planeta? PARA PENSAR: Neste mundo de tanta
dor, tantos sofrimentos e tantas injusti-
INTRODUÇÃO: No estudo de hoje, fala- ças, a promessa da volta de Jesus ofere-
remos sobre um milagre ainda futuro, que ce-nos esperança e consolo em todas as
será global e visível para todos os seres situações da vida. Podemos estar certos
humanos. Será um milagre extraordinário de que o bem triunfará sobre o mal e a
que testificará do imenso poder de Deus vitória final será selada no retorno glo-
para resgatar o Seu povo fiel e destruir rioso de Jesus. O “Dia do Senhor” será
aqueles que se opõem ao Seu governo. Es- um dia de trevas para os ímpios, mas um
tamos a referir-nos ao regresso de Jesus, dia de alegria para aqueles que amam a
que é um dos temas mais mencionados na Sua vinda (Isaías 35:4).
Bíblia – são mais de 2500 referências!
DISCUTA COM O GRUPO: Em que mo-
TEXTO PARA ESTUDO: mento da sua vida a promessa da volta
João 14:1-3. de Jesus lhe serviu de grande conforto e
renovou a sua esperança?
DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO II. INTERPRETANDO O TEXTO
Jesus tinha revelado aos discípulos que Quando, como e para quê virá Jesus?
Se apartaria deles (João 13:36). Essa re- Estas são perguntas que surgem natural-
velação deixou-os tristes e atribulados. mente quando falamos sobre o milagre do
13PG Como seria a vida deles sem a presença regresso de Jesus. Embora o tempo exato
do seu amado Salvador? Então, a fim de do Advento seja desconhecido (Mateus
confortá-los, Jesus fez a gloriosa promessa 24:36), Cristo apresentou sinais claros
do Seu regresso. Ele declarou claramen- que apontariam para a Sua vinda (Mateus
te: “Eu voltarei” (v. 3). Desde então, a 24:3-33). Jesus também declarou enfatica-
volta de Jesus tem sido uma doce espe- mente que o Seu regresso seria pessoal, li-
rança para os Cristãos. Pedro anunciou a teral, visível e audível (Mateus 24:30 e 31;
volta de Jesus (Atos 3:20). Paulo ensinou Apocalipse 1:7). Além disso, a Bíblia é cla-
igualmente sobre esse glorioso evento ra em demonstrar que Jesus voltará tanto
(I Tessalonicenses 4:13-19) e chamou-lhe para conceder vida eterna aos Seus filhos,
“a bendita esperança” do Cristão (Tito levando-os para o Céu (I Tessalonicenses
2:13). A volta de Jesus será a resposta fi- 4:13-19) como para destruir os ímpios
nal de Deus para a maldade e a injustiça que se rebelaram contra a Sua vontade
existentes neste mundo. Além disso, a Se- (II Tessalonicenses 2:8).
gunda Vinda de Cristo é a nossa seguran-

128
PARA PENSAR: As guerras, as catástrofes etc.). Não podemos isolar-nos da socieda-
naturais, a fome, o aumento da violência de e, muito menos, levar uma vida ociosa
e da imoralidade são fortes evidências da enquanto aguardamos a volta de Jesus.
brevidade da volta de Jesus. Em breve, Como Cristãos, precisamos de nos con-
teremos a alegria de ver o nosso amado sagrar a Deus para testemunharmos ao
Salvador vindo sobre as nuvens do Céu. mundo sobre o regresso de Jesus. Deve-
Nessa ocasião, Ele dar-nos-á a vida eterna mos viver uma vida útil e relevante nesta
e levar-nos-á para o Céu. Poderemos rever Terra, sendo uma bênção na vida de ou-
familiares e amigos que foram separados tros. Desta maneira, estaremos não ape-
de nós pela morte. Sobretudo, teremos a nas preparados para a volta de Jesus, mas
grata alegria de ver a face gloriosa do nos- também estaremos a preparar outros para
so Salvador. Chega de dor e de sofrimento. o encontro com o Senhor. Não nos esque-
Finalmente, Deus reunirá o Seu povo e es- çamos de que Cristo nos confiou a missão
tabelecerá o Seu Reino de paz e de justiça! de fazermos discípulos de todas as nações
(Mateus 28:18-20).
DISCUTA COM O GRUPO: Na sua opi-
nião, que acontecimentos recentes no DISCUTA COM O GRUPO: Como pode-
mundo são um cumprimento das pre- mos conciliar as atividades do dia-a-dia
dições bíblicas sobre a volta de Jesus? com a devida preparação para o breve re-
Quem desejaria você ver e abraçar na gresso de Jesus? Como podemos aprovei-
manhã da ressurreição? Pense na sua pri- tar o tempo que passamos no trabalho ou
meira conversa com Jesus no Céu. Qual na escola para testemunharmos de Cristo
seria o teor dessa conversa? aos outros?

III. APLICAÇÃO DO TEXTO IV. CONCLUSÃO


Enquanto aguardamos a manifestação No estudo de hoje, aprendemos que o
gloriosa de Jesus, precisamos de ter uma regresso de Jesus é um dos maiores mi-
vida de sincera e fervorosa consagração a lagres da Bíblia, pois afetará o destino de
Deus. Além disso, devemos envolver-nos todas as pessoas que vivem e já viveram
ativamente na pregação do Evangelho. “A sobre esta Terra. Os sinais do regresso de
crença na Segunda Vinda influencia de Jesus devem impelir-nos à preparação es-
muitas maneiras a vida dos Cristãos. O piritual e a sermos ativos na pregação do
estilo de vida diário da pessoa reflete não Evangelho. Vivamos hoje tendo em vista 13PG
apenas uma crença, mas a motivação para essa grande verdade bíblica!
testemunhar e fazer a preparação espiri-
tual para esse dia, independentemente Notas:
da aparente demora” (Tratado de Teologia 
Adventista do Sétimo Dia, p. 1006). As- 
sim, o Cristão fiel prepara-se para a volta 
de Jesus não de maneira ociosa, mas ati- 
va; vivendo e pregando o Evangelho. 

PARA PENSAR: Ao mesmo tempo que 
estamos cientes da brevidade da volta de 
Jesus, não podemos ser precipitados a 
ponto de abandonarmos as nossas ativi- 
dades comuns da vida (estudo, trabalho, 

129
Pôr do Sol
Dia Lisboa Funchal Ponta Delgada
2 19:17 19:50 19:24
OUTUBRO

9 19:06 19:41 10:13


16 18:56 19:33 19:03
23 18:47 19:25 18:54
30 17:38 18:18 17:46
DEZEMBRO NOVEMBRO

6 17:31 18:12 17:39


13 17:24 18:07 17:33
20 17:19 18:03 17:28
27 17:16 18:01 17:25
4 17:15 18:01 17:24
11 17:15 18:02 17:24
18 17:17 18:04 17:26
25 17:21 18:08 17:30

130
EVANGELISMO, ESCOLA SABATINA
E MINISTÉRIO PESSOAL
FICHA DE REGISTO INDIVIDUAL

ANO: TRIMESTRE: UNIDADE DE AÇÃO:

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
ESTUDO DA BÍBLIA E DO ESPÍRITO DE PROFECIA
Leitura da
Meditação Matinal
Estudo Diário da Lição
da Escola Sabatina

Ano Bíblico

Ano Bíblico
+ Espírito de Profecia
EVANGELISMO PESSOAL
Revistas e Folhetos
Distribuídos

Pessoas Contactadas

Estudos Bíblicos

Inscrições
em Cursos Bíblicos

Pequeno Grupo

“A Escola Sabatina deve ser um dos maiores instrumentos e o mais


eficaz em levar pessoas a Cristo.” ELLEN G. WHITE (C.S.E.S., PÁG. 10).
Nota Explicativa: Para fins estatísticos, preencha este relatório e, no fim do Trimestre,
entregue-o ao Dinamizador da sua Unidade de Ação.

131
As Minhas Notas Pessoais

132
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