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26/12/2020 Direito constitucional – Wikipédia, a enciclopédia livre

Direito constitucional
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Direito constitucional é o ramo do direito público interno


dedicado à análise e interpretação das normas constitucionais.
Na perspectiva contemporânea, tais normas são compreendidas
como o ápice da pirâmide normativa de uma ordem jurídica,
consideradas leis supremas de um Estado soberano e têm por
função regulamentar e delimitar o poder estatal, além de garantir
os direitos considerados fundamentais. O direito constitucional
aborda ainda as normas de organização e funcionamento do
Estado, do ponto de vista de sua constituição política comercial,
bem como assegura garantias e direitos aos indivíduos.

Índice
História
Definição de Constituição
Constituição brasileira
Constituição portuguesa O que é uma Constituição Política
de Ferdinand Lassalle
Constituição angolana
Constituição de Timor-Leste
Ver também
Referências
Bibliografia

História
Ferdinand Lassalle, no livro "O que é uma Constituição Política", argumenta que desde tempos
antigos os países tinham constituições não escritas "todos os países possuem, possuíram sempre, em
todos os momentos de sua história, uma constituição real e verdadeira. A diferença é que agora se
verifica - e isto deve ser realçado porque tem muita importância - não são as Constituições reais e
efetivas, mas sim as Constituições escritas nas folhas de papel"[1]. O constitucionalismo, teoria que
deu ensejo à elaboração do que é formalmente chamado de Constituição, surgiu a partir das teorias
iluministas e do pensamento que também deu base à Revolução Francesa de 1789.

Considera-se a Magna Carta o documento que esboçou o que posteriormente seria chamado de
Constituição. Foi assinada pelo Príncipe João Sem Terra face à pressão dos barões da Inglaterra
medieval, e apesar da notícia histórica de que os únicos que se beneficiaram com tal direito foram os
barões ingleses, o documento não perde a posição de elemento central na história do
constitucionalismo ocidental. A partir da moderna doutrina constitucionalista, a interpretação dada à
Magna Carta sofre um processo de mutação denominado mutação constitucional, onde novos
personagens ocupam as posições ocupadas originalmente pelos participantes daquele contrato

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feudal, de maneira que as prerrogativas e direitos que foram concedidos aos barões passam a ser
devidos aos cidadãos, e os deveres e limitações impostos ao Príncipe João passam a limitar o poder
do Estado.

Contudo, foi a partir das "Revoluções Liberais" (Revolução Francesa, Revolução Americana e
Revolução Industrial) que surgiu o ideário constitucional, no qual seria necessário, para evitar abusos
dos soberanos em relação aos súditos, que existisse um documento onde se fixasse a estrutura do
Estado, e a consequente limitação dos poderes do Estado em relação ao povo.
[2]

Com o passar do tempo, em especial com as teorias elaboradas


por Hans Kelsen, grande jurista da Escola Austríaca da primeira
metade do Século XX, passou-se a considerar a Constituição não
como apenas uma lei limitadora e organizativa, mas como a
própria fonte de eficácia de todas as leis de um Estado. Tal teoria
(chamada de Teoria Pura do Direito, de Kelsen), apesar de
essencial para a formação de um pensamento mais aprofundado
acerca desta norma, não dá todo o alcance possível do poder e
função constitucional.

Mais tarde, outros pensadores como Ferdinand Lassalle, Konrad


Hesse, Robert Alexy Juan Bautista Alberdi e Ronald Dworkin
contribuíram sobremaneira para definir a real função da
Constituição. Esta norma, superior a todas, não teria apenas a
função de garantir a existência e limites do Estado. Ao contrário,
ao invés de apenas ter um caráter negativo em relação ao
exercício dos direitos das pessoas, a Lei Maior deve prever os
Direitos Fundamentais inerentes a cada pessoa, e prever modos Ferdinand Lassalle foi um dos
de garantir a eficácia dos mesmos, de modo que o Estado não pensadores do Direito
apenas se negue a prejudicar as pessoas, mas sim cumpra aquela Constitucional
que é sua função precípua: a promoção da dignidade da pessoa
humana.

Definição de Constituição
Uma constituição, necessariamente, não se apresenta formalmente escrita. Em países onde o direito
consuetudinário é comum, a constituição não se encontra positivada numa carta. Ela é fruto de uma
construção histórica das práticas e costumes de toda a população. Tal espécie de Lei Maior não
impede a existência de normas escritas de caráter constitucional, como acontece na Inglaterra, com o
Act of Habeas Corpus, e a própria Magna Carta.

Porém, a maioria das constituições existentes segue o padrão formal, de modo que são o fruto de uma
Assembleia de Representantes do Povo (no caso das constituições democráticas), onde se decide
acerca de como será o Governo estatal e quais os direitos a serem previstos neste documento.

Constituição brasileira
A Constituição Federal atualmente em vigor no Brasil foi promulgada em 5 de outubro de 1988 e, até
o presente mês e ano (Abril de 2020), possui 104 emendas constitucionais.

Constituição portuguesa

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A Constituição portuguesa entrou em vigor dia 25 de Abril de


1976 tendo sofrido sucessivas revisões em 1982, 1989, 1992,
1997, 2001 , 2004 e 2005.

Constituição angolana
A constituição angolana actualmente em vigor, é a terceira desde
que a República de Angola é um Estado independente. A
primeira constituição foi a Constituição de 1975, a segunda a de Sessão parlamentar que então
1992, e a terceira, que é a actual, foi aprovada após ter sido estabeleceu a Constituição de 1988.
revista na sequência do acordão do tribunal constitucional, aos 3
de Fevereiro de 2010, e promulgada aos 5 de Fevereiro do mesmo
ano. A actual constituição não possui qualquer emenda, ou outra espécie de revisão. E estima-se que
em 2012 serão realizadas as primeiras eleições a luz desta constituição.

Constituição de Timor-Leste
O texto oficial da constituição está redigido em duas versões linguísticas, em cada um dos idiomas
oficiais do país, tétum e português, e redigido em 170 artigos.[3]

Ver também
Tribunal constitucional de Portugal
Direito público
Direito do Estado
Supremo Tribunal Federal do Brasil

Referências
1. LASSALLE, Ferdinand. O que é uma Constituição Política. Rio de Janeiro; Editora Global, 1987.
ISBN 85-260-0151-5
2. LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado.13ª ed. rev. atuale ampl. São Paulo Editora
Saraiva. 2009. p.25. ISBN 9788502079168
3. Texto da Constituição Política da República Democrática de Timor-Leste[1] (http://timor-leste.gov.t
l/wp-content/uploads/2010/03/Constituicao_RDTL_PT.pdf). Timor.gov. Acesso em 17/11/2013

Bibliografia
André Ramos Tavares, Curso de direito constitucional. SP: Editora: Saraiva, 2007 (Brasil).
Giorgio Berti, Interpretazione costituzionale, Cedam, Padova, 1989.

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