Você está na página 1de 15

Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

A Utilidade da Sociolinguística nas Aulas de Língua Portuguesa da 5ª classe na Escola Básica de


Chipindaúmue.

Xavier Victor Júnior – 708183600

Curso: Licenciatura em Ensino de Português


Disciplina: Sociolinguística
Ano de frequência: 3º Ano

Chimoio, Abril de 2020


Folha de Feedback

Classificação
Categorias Indicadores Padrões
Nota
Pontuação do Subtotal
máxima tutor
 Capa 0.5
 Índice 0.5
Aspectos  Introdução 0.5
Estrutura organizacionais  Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(indicação clara do 1.0
problema)
Introdução
 Descrição dos objectivos 1.0

 Metodologia adequada
ao objecto do trabalho 2.0

 Articulação e domínio
Conteúdo do discurso académico
(expressão escrita
Análise e 2.0
cuidada, coerência /
discussão coesão textual)
 Revisão bibliográfica
nacional e internacionais 2.0
relevantes na área de
estudo
 Exploração de dados 2.0
Conclusão  Contributos teóricos
práticos 2.0

Aspectos Paginação, tipo e tamanho


gerais Formatação de letra, parágrafo, 1.0
espaçamento entre linhas
Normas APA
Referências 6ª edição em  Rigor e coerência das
Bibliográficas citações e citações/referências 4.0
bibliografia bibliográficas

i
Recomendações de melhoria

__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________

ii
Índice
1. Introdução...............................................................................................................................1
1.1. Objectivos do trabalho.........................................................................................................2
1.1.1. Objectivo geral..................................................................................................................2
1.1.2. Objectivos específicos......................................................................................................2
1.2. Metodologia do trabalho......................................................................................................2
2. Análise e discussão.................................................................................................................3
2.1. Alguns conceitos importantes em Sociolinguística.............................................................3
2.2. Um pouco sobre a história da Sociolinguística....................................................................4
2.3. Objecto de estudo da Sociolinguística.................................................................................4
2.4. Áreas de estudo da Sociolinguística....................................................................................4
2.5. Sociolinguística e a Concepção de Língua..........................................................................5
2.6. A Sociolinguística e o Ensino: um caminho para o ensino produtivo.................................7
2.7. A utilidade da sociolinguística para o ensino da Língua Portuguesa...................................8
2.8. A utilidade da sociolinguística nas aulas de língua portuguesa da 5ª classe na Escola
Básica de Chipindaúmue.............................................................................................................9
3. Conclusões............................................................................................................................10
Referências Bibliográficas........................................................................................................11

iii
1. Introdução
A sociolinguística surgiu na década de 60 buscando a implantação do conceito de linguagem
para a sociedade, valorizando genuinamente a língua dos falantes, tendo como ponto de
partida a diversidade cultural dos indivíduos. Deste modo, o presente trabalho vai abordar
acerca da utilidade da sociolinguística nas aulas de língua portuguesa da 5ª classe na Escola
Básica de Chipindaúmue.

1
1.1. Objectivos do trabalho

1.1.1. Objectivo geral

 Conhecer a utilidade da sociolinguística nas aulas de língua portuguesa da 5ª classe na


Escola Básica de Chipindaúmue.

1.1.2. Objectivos específicos

 Dar conceitos de sociolinguística, variedade dialecto, variável, idioleto; cronoleto;


variante e sociolecto;
 Descrever o contexto histórico de surgimento da Sociolinguística;
 Identificar o objecto de estudo da sociolinguística;
 Identificara as áreas de actuação da sociolinguística;
 Identificar as relações entre língua e sociedade e língua e cultura;
 Identificar a utilidade da sociolinguística nas aulas de língua portuguesa da 5ª classe
na Escola Básica de Chipindaúmue.

1.2. Metodologia do trabalho


Para a realização do presente trabalho o proponente fez valer o uso do método da consulta
bibliográfica, baseado em leituras de obras científicas, manuais e outros documentos
relevantes já publicados.

2
2. Análise e discussão

2.1. Alguns conceitos importantes em Sociolinguística


De acordo com Mollica e Braga (2013) a Sociolinguística é o ramo da linguística que estuda a
relação entre a língua e a sociedade. É o estudo descritivo do efeito de qualquer e todos os
aspectos da sociedade, incluindo as normas culturais, expectativas e contexto, na maneira
como a língua é usada, e os efeitos do uso da língua na sociedade.

Há três termos importantes para a sociolinguística, que podem ser facilmente confundidos
entre si:

Variedade são as diferentes formas de manifestação da fala dentro de uma língua, a partir dos
diferentes traços que a condicionam, eles podem ser: sociais, culturais, regionais e históricos
de seus falantes.

De acordo com Bagno (2007) as variedades linguísticas classificam-se como:


 Dialecto: modo particular de uso da língua numa determinada localidade. Diferente do
que pensam muitos linguistas, o termo dialecto não serve para designar variedade
linguística.
 Sociolecto: é a variedade linguística de um determinado grupo de falantes que
partilham os mesmos traços e experiências socioculturais.
 Idioleto: é o modo particular de cada indivíduo expressar-se através da fala.
 Cronoleto: variedade pertencente a uma determinada faixa etária, ou seja, modo
próprio desta geração manifestar-se.

Variante: termo utilizado nos estudos de sociolinguística para designar o item linguístico que
é alvo de mudança. Assim, no caso de uma variação fonética, a variante é o alofone. A
variante representa, portanto, as formas possíveis de realização. No entanto, na linguística
geral, o termo "variante dialectal" é usado como sinónimo de dialecto.

Variável: traço, forma ou construção linguística cuja realização apresenta variantes


observadas pelo investigador. Em outras palavras, a variável é todo fenómeno linguístico que
pode ser realizado por duas ou mais variantes. A realização de primeira pessoa do plural é
uma variável linguística e as formas "nós" e "a gente" são duas variantes possíveis de
realização dessa variável (Mollica e Braga, 2013).

3
Em um fenómeno variável, cabe ao sociolinguístico investigar os contextos de uso que
favorecem a presença de uma das variantes. Caso uma variante apresente frequência de uso
maior do que a outra, pode ser que alguma mudança linguística esteja ocorrendo ou esteja
prestes a ocorrer. Por outro lado, caso não haja frequência de uso maior de uma variante, pode
ser que se trate de uma variação estável presente na língua.

2.2. Um pouco sobre a história da Sociolinguística


Embora o aspecto social da língua tenha chamado a atenção desde cedo, tendo tido relevância
já no trabalho do linguista suíço Ferdinand de Saussure no início do século XX, foi talvez
somente nos anos 1950 que este aspecto começou a ser investigado minuciosamente.

Pioneiros como Uriel Weinreich, Charles Ferguson e Joshua Fishman chamaram a atenção


para uma série de fenómenos interessantes, tais como a diglossia e os efeitos do contacto
linguístico.

Mas podemos dizer que a figura chave para a evolução da sociolinguística foi William Labov,
que, nos anos 1960, começou uma série de investigações sobre a variação linguística  e que
revolucionaram a compreensão da maneira como os falantes utilizam sua língua e que
acabaram por resolver o Paradoxo de Saussure.

2.3. Objecto de estudo da Sociolinguística


O objecto de estudo da Sociolinguística é a diversidade linguística, isto é, língua falada,
sinalizada, observada, descrita e analisada em seu contexto social, isto é, em situações reais de
uso. Em outras palavras, a  Sociolinguística ocupa-se da língua não somente por si, mas como
esta se modifica para adequar-se aos seus falantes.

2.4. Áreas de estudo da Sociolinguística


A Sociolinguística pode ser dividida em outras vertentes, para estudar diversos aspectos do
uso da língua, podendo ser de cunho Variacionista, Educacional e Internacional.

A Sociolinguística Variacionista, ou Teoria da Variação e Mudança, é uma abordagem


proposta por William Labov para explicar a covariação sistemática entre língua e sociedade.

A Sociolinguística Educacional, rótulo assumido por Stella Maris Bortoni Ricardo, tem-se
constituído como um campo de aplicação da sociolinguística aos programas de formação de
docentes para o ensino de língua materna.

4
Já a Sociolinguística Interacional ou Sociointeracionismo, surgiu na década de 1970 e foi
apresentado pelo linguista americano John Joseph Gumperz. Tem como foco as interacções
linguístico-sociais, as interpretações e inferências produzidas pelos interlocutores a partir
dessa relação, sejam ligadas a traços linguísticos ou não linguísticos, como gestos, expressões
faciais e pausas.

2.5. Sociolinguística e a Concepção de Língua


Tal como definimos atrás, Sociolinguística corresponde a uma parte da Linguística que faz
seus estudos tendo como foco a Língua, a Cultura e a Sociedade. Sendo assim pode-se afirmar
que Língua e Sociedade são duas realidades que se inter-relacionam de tal modo que é
impossível conceber-se a existência de uma sem a outra. É no seio da sociedade, com suas
particularidades e afinidades, que as falas fluem, que a interacção ocorre (Labov,1969).

Assim como toda ciência, a Sociolinguística direcciona outros parâmetros quer sejam teóricos
ou metodológicos tanto para o critério da variação quanto da mudança. Uma das linhas mais
conhecidas e adoptadas é a Teoria da Variação que, “instrumentaliza a análise
sociolinguística” (Mollica & Braga, 2013).

De acordo com Labov (1972) o facto de a língua ser um sistema determinante de variações
seja regionais, culturais e estando intrinsecamente envolvida com a sociedade, considerá-la
heterogénea faz-se necessária para estudá-la e mostrar as variantes das formas linguísticas
dentro de uma comunidade.

Já Calvet (2002) na mesma linha de raciocínio compartilha da ideia afirmando que a língua é
uma realidade da sociedade; Labov também considera a linguística como uma ciência da
sociedade, o que implica dizer que não se consegue desconsiderá-la, pois ela se manifesta de
forma clara nos meios dos falantes.

Por outro lado, Faraco (2001, p. 58) afirma que


“ A sociolinguística dá nova força empírica ao princípio de que a mudança não
se dá por mera substituição discreta de um elemento por outro, mas que o
processo histórico, pressupondo sempre um quadro sincrónico de variação,
envolve fases em que as variantes coexistem, ao caso da qual uma termina por
vencer a outra, podendo por vicissitudes do processo subsistirem áreas sociais
e/ou geográficas em que a mudança não se dá.”

5
Labov, com seus estudos fez nascer essa ciência, a sociolinguística, que surgiu nos Estados
Unidos, em 1960, alavancando uma parcela de contribuição muito importante para o ensino,
tendo como direccionamento também, a Sociolinguística Educacional, pois em torno dela
obtém-se todas as propostas e pesquisas sociolinguística visando o aperfeiçoamento do
processo educacional, indispensavelmente na área de ensino de língua materna conforme
Bortoni (2005).

Ainda como afirma Bortoni (2009), o falante ao internalizar as regras do sistema da língua,
genuinamente do português, independentemente da sua condição social, ou monitoração
estilística num processo de comunicação, consegue formular sentenças que serão capazes de
estabelecer comunicação entre os indivíduos.

Portanto as pesquisas sobre a importância da sociolinguística para o ensino de língua


portuguesa nas redes de ensino podem ajudar a acabar com o estigma de soberania que foi e
ainda é colocado sobre a gramática normativa, e com isso garantir uma melhor qualidade ao
ensino, uma vez que essa corrente considera a realidade linguística dos usuários da língua,
não levando só em conta os factores relacionados à morfologia, sintaxe, fonologia. Ela
considera também os factores referentes ao sexo, origem, faixa etária, escolaridade, origem
geográfica, cultura, situação económica, dentre outros. Neste segmento, é possível repensar o
ensino da gramática, à luz da sociolinguística.

Trabalhar com a sociolinguística implica ampliar o repertório linguístico do aprendiz, em


expandir sua competência comunicativa, de modo que ele se apodera também das regras
gramaticais que não pertencem a sua variedade, sobretudo aquelas que vão permitir que ele
seja capaz de produzir textos escritos nos mais diferentes géneros e de empregar a língua
falada em situações de interacção as mais diversas, inclusive em instâncias públicas formais
(Bagno, 2007).

Para Suassuna (2006, p.227) por muito tempo, o ensinar Português era sinónimo de aplicar
regras gramaticais que normatizam a variedade linguística padrão, apresentadas nas
gramáticas tradicionais, como modelo do bom uso da língua.

Monteiro (apud Mauro, 2019) complementa enfatizando em sua obra “Para compreender
Labov”, sobre a natureza da linguagem humana nos procedimentos linguísticos descritivos e
conclui dizendo que “a finalidade básica de uma língua é a de servir como meio de

6
comunicação”, isso explica a cultura existente em cada expressão e a relação entre língua e
sociedade.

2.6. A Sociolinguística e o Ensino: um caminho para o ensino produtivo


Conforme Martins at all (2014) tem sido um dos maiores desafios enfrentados pelo professor
de português desde o nível fundamental ao médio, identificar qual saberes gramaticais devem
ser efectivamente accionados na escola. Confundir o ensino de português com ensino de uma
norma padrão homogeneizadora e abstracta, que em nada se aproxima dos diferentes usos
efectivos da língua nas mais variadas situações de expressão sociocultural no país. Isso
direcciona a dois grandes problemas, correlacionados entre si, que em muito têm prejudicado
o ensino de português como língua materna: o preconceito linguístico e a falta de orientação
quanto à multifacetada diversidade linguística moçambicana a ser considerada em sala de
aula.

Como elucida Bordoni (2009) o interesse da sociolinguística é construir novas tecnologias


que ajudem aos professores a desenvolver em seus alunos as habilidades cognitivas
necessárias a uma aprendizagem mais ampla, expansão da sua competência cognitiva
necessárias a uma aprendizagem mais ampla, a expansão da sua competência comunicativa e
a capacidade de desempenhar tarefas nos âmbitos escolares em seus quotidianos.

Essa ciência segundo Bagno (2007) vem contrapondo-se ao ensino tradicional, aonde a nova
proposta, chamada de pedagogia variação linguística, leva em conta as recentes conquistas
das ciências da linguagem, mas também levam em conta as dinâmicas sociais e culturais em
que a língua está envolvida, considerando como legítimas e “corretas” todas as variedades
linguísticas.

Essa proposta conforme Bortoni (2005), também pode ser denominada como Sociolinguística
Educacional, pois, assim deve ser denominado qualquer proposta e pesquisa sociolinguística
que tenha como intuito melhorar a prática educacional, principalmente se esse
aperfeiçoamento for voltado para o ensino de língua materna.

Bagno (2007) no livro Nada na língua é por acaso, demonstra a importância de uma educação
linguística, cuja principal tarefa é levar o aluno a reflectir a respeito de sua linguagem em
relação às demais variedades, visto que a língua permite inúmeras possibilidades de uso.

7
Travaglia (2003) confirma e nos chama atenção sobre o quanto é fundamental e importante
essa educação linguística, para que a comunicação ocorra de maneira competente.

“Uma educação linguística é necessária, importante e fundamental para as


pessoas viverem bem em uma sociedade e na cultura que se veicula por uma
língua e configura essa língua por meio de um trabalho sócio-histórico-
ideológico que estabelece tanto os recursos da língua como as regularidades a
serem usadas para comunicar quanto os significados/sentidos que cada recurso é
capaz de pôr em jogo em uma interacção comunicativa.” (Travaglia, 2003, p.
23)

O docente deve estar atento aos fenómenos linguísticos que ocorrem em sala de aula,
reconhecer o perfil sociolinguístico de seus alunos para, junto com eles, empreender uma
educação em língua materna que leve em conta o grande saber linguístico prévio dos
aprendizes e que possibilite a ampliação incessante do seu repertório verbal e de sua
competência comunicativa, na construção de relações sociais permeadas pela linguagem cada
vez mais democráticas e não discriminadoras (Bagno, 2007).

2.7. A utilidade da sociolinguística para o ensino da Língua Portuguesa


Bortoni (2005) nos permite fazer uma reflexão acerca da Sociolinguística Educacional, pois
sendo uma vertente dos estudos sociolinguísticos e inspirador, nos permite verificar a
variação linguística nos contextos educacionais e sociais. Esses estudos nos permitem o
aprofundamento da reflexão linguística, levando o professor e o aluno a observarem o
fenómeno da variação linguística no seu acontecer, reconhecendo a legitimidade de cada uma
delas e compreendendo a importância de se tornarem competentes no uso das variedades,
como uma forma de inclusão social.

Por outro lado, aplicar a Sociolinguística no ensino de Língua Portuguesa significa ampliar o
conhecimento do aluno sobre o fenómeno linguístico, preenchendo determinadas lacunas
resultantes da “imposição” de uma língua padronizada em oposição à diversidade
sociocultural e geográfica. Essa é uma forma de se trabalhar a variação, não como uma
pobreza linguística que preconceituosamente se estereotipa, e sim como um recurso de menor
esforço, como uma linguagem ligada à idade, sexo, profissão, etc., como uma tradição
histórica e cultural, dentre outras manifestações. A comunicação oral é algo relevante, pois
não significa que o emissor desconheça a normatividade da língua, tornando o falar uma
forma espontânea, simples e bem mais prática de se comunicar.

8
Deve-se passar uma linha divisória entre língua escrita e língua falada, mostrando-se respeito
de uma para com a outra, enaltecendo a importância de ambas para o processo comunicativo,
isso sem prejudicar o aprendizado e sem provocar negligência do aluno quanto à língua
padrão. O professor identificando o uso de regras não-padrão, não precisa intervir a princípio,
podendo, evitando qualquer constrangimento por parte do aluno, apresentar, logo em seguida,
o modelo correto segundo as normas da língua escrita.

2.8. A utilidade da sociolinguística nas aulas de língua portuguesa da 5ª classe na Escola


Básica de Chipindaúmue

Partindo do pressuposto de que a Sociolinguística é uma parte da Linguística baseada na


relação língua, cultura e a sociedade, podemos dizer que considerando os alunos da 5ª classe
da Escola Básica de Chipindaúmue, a sociolinguística se desenvolve dentro do aprendizado,
isto é, pela utilização da própria língua local do aprendiz.
Cabe já ao docente como aplicar de acordo com a sociedade onde a Escola Básica de
Chipindaúmue está inserida, língua falada na mesma sociedade, a idade e sexo dos alunos. Ou
seja o professor deve valorizar genuinamente a língua dos falantes, tendo como ponto de
partida a diversidade cultural dos indivíduos.
Por outro, estamos a dizer que a língua é utilizada como instrumento de domínio pela classe
dominante que detém o poder, dado que através do bom discurso as pessoas tem a
possibilidade de impor os seus interesses e fazer com que os dominados sigam o que lhes é
dito.
Aplicar a sociolinguística para os alunos da classe em análise implica ampliar o seu vasto
repertório linguístico, em expandir sua competência comunicativa, de modo que ele se
apodera também das regras gramaticais que não pertencem a sua variedade, sobretudo aquelas
que vão permitir que ele seja capaz de produzir textos escritos nos mais diferentes géneros e
de empregar a língua falada em situações de interacção as mais diversas, inclusive em
instâncias públicas formais.

9
3. Conclusões

A Sociolinguística influência de forma favorável no ensino do português na Escola Básica de


Chipindaúmue e que uma boa formação nessa área permite que o professor desenvolva aulas
de língua materna eficazes.
Entretanto, a linguagem constitui um dos mais poderosos instrumentos de acção e
transformação social, sendo a aquisição da norma-padrão fundamental para o exercício da
cidadania.
Por outro lado, as variações linguísticas trazem características específicas que contribuem a
pluralidade cultural do nosso país. É através delas que é possível se expressar de diversas
formas, aplicando-as em diversos contextos sociais.
.

10
Referências Bibliográficas

 Bagno, Marcos (1999). Preconceito linguístico: o que é, como se faz. São Paulo:
Loyola.
 Bagno, Marcos. (2007) Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação
linguística. São Paulo: Parábola Editorial.
 Bortoni, R. (2005). Nós cheguemu na escola, e agora? Sociolinguística & educação.
São Paulo: Parábola Editorial.
 Bortoni, R. (2009). Sociolinguística Educacional. João Pessoa: Editora Universitária.
 Calvet, Louis-Jean. (2002). Sociolinguística: uma introdução crítica. São Paulo: Parábola.
 Faraco C. (2001). Linguística histórica: uma introdução ao estudo da história das
línguas. São Paulo: Parábola Editorial.
 Martins at all (2014). Ensino de português e sociolinguística. São Paulo: Editora
Contexto.
 Mauro L. (2019). A contribuição da sociolinguística para ao ensino de língua
portuguesa. Belém.
 Mollica, Maria & Braga, Maria (2013). Introdução à Sociolinguística: o tratamento
da variação. São Paulo: Contexto.
 Labov, W. (1969). The logic of nonstandard English. Philadesphia: University of
Pennsylvania Press.
 Labov, W. (1972) Language in the inner city. Philadesphia:University of Pennsylvania
Press.
 Saussuna L. (2006). O português brasileiro. São Paulo: Editora Método.
 Travaglia, Lc. (2003). Gramática e interacção: uma proposta para o ensino de
gramática no 1° e 2° grau. São Paulo: Cortez.

11