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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

FACULDADE DE NUTRIÇÃO
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL

ELISA DA SILVA CORREIA


MIRELLA DE PAIVA LOPES
PRISCYLLA RODRIGUES VILELLA

PASTA DE AVALIAÇÃO NUTRICIONAL

GOIÂNIA, 2017.
 RECÉM-NASCIDOS, LACTENTES E PRÉ-ESCOLARES

Recém-nascido: até o 28 dia


Lactente: 0 a 2 anos
Pré-escolares: 2 a 5 anos

 PADRONIZAÇÃO DE IDADE

 Fração de até 15 dias: aproxima-se a idade para baixoúltimo mês completado


◦Ex: criança com 11 meses e 13 dias = 11 meses

 Fração maior ou igual a 16 dias: aproxima-se a idade para cimapara o próximo


mês a ser completado
◦Ex: criança com 3 anos, 6 meses e 20 dias = 3 anos e 7 meses

 Índices Antropométricos:

* Peso: Menores de 2 anos (ou crianças que ainda não ficam em pé): Balança Pediátrica;
Maiores de 2 anos: Balança antropométrica.

* Estatura: Menores de 2 anos: deitado → infantômetro ou antropômetro horizontal;


     Maiores de 2 anos: em pé → antropômetro vertical ou estadiômetro.

 RECÉM NASCIDO

o Durante os primeiros dias de vida a criança perde peso, mas recupera entre
o 7º e 10º dia de vida

 Idade Gestacional
o < 30 semanas – Pré-termo
o 38 a 42 semanas - Termo
o > 42 semanas – Pós-termo

 Peso ao nascer

É o peso coletado nas primeiras 24 horas de vida

< 1.500g - Muito baixo peso ao nascer


< 2.500g - Baixo peso ao nascer ao nascer (BPN)
≥ 2.500g - Peso adequado
> 4.000g - Macrossomia
EVOLUÇÃO DO PESO E ESTATURA

 Peso:
◦Nascimento: 3.100g  Estatura:
◦Nascimento: 50cm
◦4 – 5 meses: 2x
◦1º semestre: 15cm
◦1º ano: 3x
◦2º semestre: 10cm
◦2º ano: 3kg
◦2º ano: 12cm
◦3º ano: 2kg
◦3º ano: 8cm
◦4º ano: 2kg
◦4º ano: 8cm
◦5º ano: 1,5kg
◦5º ano: 7cm

 Perímetro Cefálico (PC)

Medida realizada pelo envolvimento do crânio por uma fita métrica, que deverá estar
sobre o osso frontal, acima da região supraorbital e sobre o ponto occipital mais
proeminente

 Perímetro Torácico (PT)

O perímetro torácico deve ser medido com a criança sentada ou ereta, a fita métrica deve
permanecer ao nível dos mamilos.

PT/PC
o Estimar o estado nutricional
o Indicador de desnutrição:

 < 6 meses: PT/PC = 1


 6 a 5 anos: PT/PC >1 (<1 é indicativo de atrofia dos músculos torácicos e da
redução do tecido adiposo)

 Dobras Cutâneas
o As mais utilizadas em crianças são a tricipital e a subescapular
o Faixa de normalidade: P15 a P85
o Os valores P5-15 e P85-95 devem ser acompanhados, pois são faixas de
risco desnutrição e obesidade, respectivamente
o Com a soma dos valores das dobras cutâneas tricipital e subescapular é
possível obter a porcentagem de gordura corporal (%GC)
 CRIANÇAS E ADOLESCENTES

ANTROPOMETRIA

A antropometria tem como função “medir as variações nas dimensões físicas e na


composição global do corpo humano em diferentes idades e em distintos graus de nutri- ção”.
(JELLIFE, 1966 apud LOURENÇO; TAQUETTE; HASSELMANN, 2011). Entretanto, deve-se
ponderar seu fator limitante de não identificar, isoladamente, estados carenciais de
micronutrientes.
Quadro 1 – Medidas antropométricas

Medidas Faixa etária Interpretação


É o parâmetro mais sensível aos agravos
Para todas as faixas
Peso nutricionais por ser o primeiro a modificar-se,
etárias
apresentando maior velocidade de mudança.
De zero a dois anos Reflete processo de desnutrição mais
Comprimento
de idade prolongada (crônica)
Para maiores de dois Reflete processo de desnutrição mais
Altura
nos de idade prolongada (crônica)
Devido à crescente prevalência da obesidade
Circunferência
infanto-juvenil, a CA pode ser utilizada para
Abdominal (CA) —
avaliar a concentração de gordura abdominal.
Fonte: Ribeiro Júnior (2000).

A avaliação do crescimento é a medida que melhor define a saúde e o estado nu-


tricional de crianças, pois permite avaliar o potencial de desenvolvimento físico alcançado
(BUNDRED; KITCHINER; BUCHAN, 2001; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002. Os parâmetros
antropométricos usualmente utilizados para avaliar a condição nutricional de crianças e
adolescentes são o peso e a estatura (altura ou comprimento). Além dessas medidas, os
perímetros cefálico, torácico, braquial e abdo- minal também podem ser utilizados na avaliação
nutricional de crianças e adolescentes. (SIGULEM; DEVINCENZI; LESSA, 2000)

4.1.1 Indicadores Antropométricos de Avaliação do Crescimento e da Massa Corporal

A partir da aferição do peso e da altura podem ser calculados os três índices antro-
pométricos mais frequentemente empregados: Peso/idade, Estatura/idade e Peso/estatura,
além do Índice de Massa Corporal/Idade.

Quadro 2 – Índices antropométricos por faixa etária

Crianças de 0 a 5 Crianças de 5 a 10 Adolescentes (10 a 19


Faixa Etária anos incompletos anos incompletos anos)
Peso para idade – –
Peso para estatura – –
Índice IMC para idade IMC para idade IMC para idade
Antropométrico Estatura para idade Estatura para idade Estatura para idade
Fonte: Adaptado da Sociedade Brasileira de Pediatria (2009).

Peso/Idade (P/I) – Expressa a massa corporal em relação à idade cronológica, refletindo a


situação global, isto é, não diferenciando o comprometimento nutricional atual (ou agudo) dos
pregressos (ou crônicos). Assim, deve-se realizar a complementação dessa avaliação com
outro índice antropométrico. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004; SOCIEDADE BRASILEIRA DE
PEDIATRIA, 2009) A utilização do indicador P/I é preconizada pelo Ministério da Saúde do
Brasil para avaliação do estado nutricional, contemplado na Caderneta de Saúde da Criança.

Estatura/Idade (E/I) – Expressa o crescimento linear da criança alcançado para uma idade
específica. Esse índice é o que melhor aponta o efeito cumulativo de situações adversas sobre
o crescimento da criança e do adolescente (valores abaixo do esperado indicam déficit de
longa duração), sendo considerado o indicador mais sensível para aferir a qualidade de vida
de uma população. (SIGULEM; DEVINCENZI; LESSA, 2000; DUARTE; CASTELLANI, 2002;
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2009) Este indicador está presente na Caderneta
de Saúde da Criança e também na Caderneta de Saúde dos Adolescentes.

Peso/Estatura (P/A) – Expressa a harmonia entre as dimensões de massa corporal e


estatura, ou seja, a adequação do processo de crescimento. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE
PEDIATRIA, 2009) É sensível para identificar tanto o emagrecimento, quanto o excesso de
peso da criança, porém necessita de medidas complementares para o diagnóstico de
sobrepeso/obesidade, uma vez que não diferencia massa magra e gorda e muito menos a
distribuição de gordura corporal. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004; VASCONCELOS, 1995)
Quando apresenta valores abaixo da normalidade, reflete comprometimento mais recente.
(SIGULEM; DEVINCENZI; LESSA, 2000)

Índice de Massa Corporal/Idade (IMC/I) – Expressa a relação entre o peso da crian-


ça/adolescente e o quadrado da estatura. Utilizado principalmente para identificar déficit
nutricional e o excesso de peso entre crianças e adolescentes, tem a vantagem de ser um
índice empregado em outras fases da vida. Este indicador é recomendado internacional-
mente no diagnóstico individual e coletivo dos distúrbios nutricionais, já que incorpora a
informação da idade do indivíduo e foi validado como indicador de gordura corporal total nos
percentis superiores. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2009) Entretanto, não é
capaz de fornecer a composição corporal, sendo, portanto, recomendado que seja asso- ciado
a outros indicadores, como o somatório das pegas cutâneas triciptal e subescapular e a área
muscular do braço.
Para expressar os indicadores antropométricos (P/I, A/I e P/A), podemos utilizar três parâmetros: o Z-
escore, o percentil e o percentual do valor da mediana (Quadros 3 e 4). (LACERDA et al., 2006;
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2009) O Percentil refere-se à posição do indivíduo numa
dada distribuição de referência. É recomendado pelo Ministério da Saúde para uso em serviços de
saúde. (LACERDA et al., 2006) Já o Z-escore, em termos práticos, significa o número de desvios-
padrão relativos ao afastamento da mediana de referência. (SIGULEM; DEVINCENZI; LESSA, 2000).
 Escolares (6-10 anos)
Nessa época o crescimento é lento, porém contínuo. O ganho de peso e a altura indicam se
o escolar está se desenvolvendo harmonicamente ou não.

Antropometria
*Peso (balança antropométrica ou balança eletrônica) e Altura/Estatura (coletada de forma
vertical)
 Peso e altura são os que têm uma maior sensibilidade para a avaliação do
processo de crescimento desta faixa etária.

*Circunferência Braquial (CB):


 Utilizada quando não é possível verificar o peso e altura. É considerado um
indicador de Desnutrição Energético-Protéica (DEP), tanto para menores de 5
anos, como para escolares. A CB reflete a composição corporea total, sem
distinguir tecido adiposo da massa magra. Utiliza-se os seguintes percentis
para a classificação:
o CB < p5: inferior à normalidade
o CB ≥ p5 a < p10: situação de vigilância
o CB ≥ p10 a < p90: normal
o CB ≥ p90 a < p95: situação de vigilância
o CB ≥ p95: superior à normalidade
 Os valores dos percentis vide anexo 1, p.97 e 98.

*Circunferência da Cintura (CC):


 É utilizada como medida de adiposidade para essa faixa etária. Segue a
classificação por percentis, obedecendo a seguinte escala:
o CC < p5: risco de desnutrição
 

o CC ≥ p5 a ≤ p90: normal
o CC > p90: risco de obesidade
 Os valores dos percentis vide anexo 1, p.72.

*Dobras cutâneas (DC) : triciptal e subescapular


 São utilizadas como  medidas de adiposidade. Nessa fase da vida utiliza-se a
DCT e DCSE. A soma dessas dobras também pode ser utilizada para a
estimativa de gordura corporal desses indivíduos. Segue a classificação por
percentis, obedecendo a seguinte escala:
o DC < p5: risco de desnutrição
 

o DC ≥ p5 a ≤ p90: normal
o DC > p90: risco de obesidade
 Os valores dos percentis vide anexo 1, p.97

Índices Antropométricos
A relação entre essas medidas com a idade e o sexo, quando comparados com os padrões
de referência, avalia o estado nutricional da criança.

*Estatura/Idade                               Pontos de Corte vide em anexo 1


*Peso/idade                        p.39, 43, 48, 50, 67 e 69.
*IMC/Idade                                                
*Peso/Estatura
*IMC

Classificação do estado nutricional de crianças de 5 a 10 anos para cada índice


antropométrico
 Adolescentes (10-19 anos)

Os critérios para a avaliação do estado nutricional dos adolescentes, requerem a análise da


idade, peso, estatura, em associação com sinais clínicos que determinarão a sua maturação
sexual.

*Relação Peso/ Estatura/ Idade


 São bons indicadores do estado nutricional dos adolescentes, desde que
associados com a composição corporal e maturação sexual. Utiliza-se os
seguintes percentis para a classificação:
o < p5: inferior à normalidade
o ≥ p5 a < p10: situação de vigilância
o ≥ p10 a < p90: normal
o ≥ p90 a < p95: situação de vigilância
o ≥ p95: superior à normalidade
 Estatura/Idade: Percentil e escore Z, vide anexo 1, p.74-76.
 IMC/Idade: Percentil e escore Z, vide anexo 1, p.80-85.
*IMC:
 O IMC se relaciona diretamente com a gordura corporal atual, indicando
assim o estado nutricional pela correção de dados de peso e altura do
adolescente.
 Valores de referência vide anexo 1, p.64.

*Circunferência Braquial (CB):


 Tem objetivo de fazer a triagem ou quando não for possível pesar e medir.
Representa a soma das camadas dos tecidos contituída pelo osso, músculo e
gordura do braço. Utiliza-se os seguintes percentis para a classificação:
o CB < p5: inferior à normalidade
o CB ≥ p5 a < p10: situação de vigilância
o CB ≥ p10 a < p90: normal
o CB ≥ p90 a < p95: situação de vigilância
o CB ≥ p95: superior à normalidade
 Os valores do percentil e escore Z vide anexo 1, p.97 e 98.

*Circunferência muscular do braço (CMB)


 É utilizada para medir a depleção da massa corpórea magra, em casos
clínicos/fisiopatológicos que levem à mobilização das reservas proteicas para
atender a síntese de fase aguda e proteínas secretoras. São os mesmos
parâmetros utilizados para CB. Logo, padrões de referências presentes na
mesma página. Ou utiliza-se a fórmula:
CMB= CB-3,14xDCT

*Circunferência da Cintura (CC):


 É a variável mais utilizada na avaliação da distribuição da  adiposidade em
adultos. . Segue a classificação por percentis, obedecendo a seguinte escala:
o CC < p5: risco de desnutrição
 

o CC ≥ p5 a ≤ p90: normal
o CC > p90: risco de obesidade
 Os valores dos percentis vide anexo 1, p.72.

*Dobras cutâneas (DC): triciptal e subescapular


 São utilizadas como medidas de adiposidade. Nessa fase da vida utiliza-se a
DCT e DCSE. A soma dessas dobras também pode ser utilizada para a
estimativa de gordura corporal desses indivíduos. Segue a classificação por
percentis, obedecendo a seguinte escala:
o DC < p5: risco de desnutrição
 

o DC ≥ p5 a ≤ p90: normal
o DC > p90: risco de obesidade
 Os valores dos percentis vide anexo 1, p.97

Classificação do estado nutricional de adolescentes para cada índice antropométrico.


CRIANÇAS MENORES DE 10 ANOS:

 Peso / Idade (P/I)


o Identificar alterações precoces no estado nutricional;
o A variação do P/I é muito mais rápida do que da E/I, e reflete, quase
que imediatamente, qualquer deterioração ou melhora do estado de
saúde, mesmo em processos agudos;
o Não recomendado para diagnóstico da obesidade e magreza.

 Estatura / Idade (E/I)


o Déficits de E/I expressam episódios de deficiências nutricionais de longa
duração ou pregressos (nanismo nutricional).

 Peso / Estatura (P/E)


o Proporcionalidade das dimensões corporais;
o Avaliação e seguimento individual de desnutrição aguda e excesso de peso.

 IMC / Idade (IMC/I)


o Identificar magreza/excesso de peso e será um índice utilizado em outras
fases da vida.
Critérios de Tunner
figura 1 – Desenvolvimento puberal masculino – critérios de Tanner

G1 9 1/2 - 14 1/2 - 13 1/2 anos P1


Pré-adolescência (infantil) Fase pré-adolescência (não há pelugem)

P2 11 - 15 1/2 anos
G2 10 - 13 1/2 anos
Presença de pelos longos, macios,
Aumento da bolsa escrotal e dos testículos,
ligeiramente pigmentados, na base do
sem aumento do pênis
pênis

G3 10 1/2 - 15 anos P3 11 1/2 - 16 anos


Ocorre também aumento do pênis, Pelos mais escuros, ásperos, sobre o
inicialmente em toda a sua extensão púbis

P4 12 - 16 1/2 anos
G4 11 1/2 - 16 anos
Pelugem do tipo adulto, mas a área
Aumento do diâmetro do pênis e da glande,
coberta é consideravelmente menor do
crescimento dos testículos e escroto, cuja
que no adulto
pele escurece

P5 15 - 17 anos
Tipo adulto, estendendo-se até a face
G5 12 1/2 - 17 anos
interna das coxas. Eventualmente os
Tipo adulto
pelos crescem acima da região púbica,
configurando o estágio P6.

Fonte: (TANNER, 1962).


Figura 2 – Desenvolvimento puberal feminino – critérios de Tanner

M1 P1
Elevação somente do mamilo (mamas Fase pré-adolescência (não há
infantis) pelugem)

M1 P2 9 - 14 anos
Elevação somente do mamilo (mamas Presença de pelos longos, macios,
infantis) ligeiramente pigmentados, ao longo dos
grandes lábios

M3 10 - 14 anos P3 10 - 14 1/2 anos


Maior aumento da mama, sem Pelos mais escuros, ásperos,
separação dos contornos sobre o púbis

M4 11 - 15 anos P4 11 - 15 anos
Projeção da aréola e das papilas para Pelugem do tipo adulto, mas a área
formar montículo secundário por cima coberta é consideravelmente menor do
da mama que no adulto

M5 13 - 18 anos P5 12 - 16 1/2 anos


Fase adulta, com saliência somente Pelugem tipo adulto, cobrindo todo o
nas papila púbis e a virilha. Eventualmente os
pelos crescem acima da região púbica,
configurando o estágio P6.
Fonte: (TANNER, 1962).
Curvas de Referências para escolares e adolescentes
2 Uma criança classificada na faixa de estatura para idade acima do percentil 99,9 (escore z +3) é muito alta, mas isso raramente representa um problema. Contudo, alguns casos
correspondem a disfunções endócrinas e a tumores. Se houver essa suspeita, a criança deve ser encaminhada para atendimento especializado.
Nota: A Organização Mundial da Saúde apresenta referências de peso para estatura apenas para menores de 5 anos pelo padrão de crescimento de 2006. A partir dessa idade, deve-se
utilizar o dice de massa corporal para idade na avaliação da proporção entre peso e estatura da cQuadro 9 – Algumas doenças prevalentes na infância e adolescência

Doen
Definição Sinais e Sintomas Diagnóstico Ações
ça
Concentração de Na criança há déficit de • Hemoglobina • Tratar verminose, se presente;
A

hemoglobina
Anemia sérica
hemolítica crescimentodee vasos
Obstrução de • valores
O de normalidade
diagnóstico • Incentivar
Na o consumo
sobrecarga de ferro de alimentos
é necessário:
A

hereditária, sanguíneos, com crises de dor, laboratorial da doença • A exclusão dos alimentos mais ricos em
Doen Definição Sinais e Sintomas Diagnóstico Ações
ça
Acúmulo excessivo de Acúmulo excessivo de • Através da avaliação • Estabelecer fracionamento adequado (6
gordura corporal que tecido adiposo, podendo nutricional (IMC, pregas refeições/dia) com horários regulares;
acarreta prejuízos à haver concentração cutâneas, circunferência • Evitar excesso de açúcar, alimentos gordurosos
Obesidade

saúde. (PINHEIRO; abdominal de gordura. abdominal, semiologia, e altamente processados;


FREITAS; CORSO, avaliação da ingestão • Aumentar a oferta de frutas e hortaliças;
2004) alimentar). • Evitar a oferta de frituras e doces;
• Estimular o aumento da atividade física

É a deficiência Quando as • Presença de poliúria, • Estabelecer fracionamento adequado (6


absoluta de insulina concentrações polidipsia e perda de refeições/dia) com horários regulares;
resultante da plasmáticas de glicose peso associada à glicemia • Reduzir a oferta de alimentos refinados
destruição das células ultrapassam o limiar ao acaso ≥ a 200mg/ dL. frituras e alimentos gordurosos;
beta pancreáticas. renal de reabsorção Glicemia ao acaso é • Aumentar a oferta de frutas, hortaliças e
Ocorre quando há (180mg/dL) ocorre a aquela realizada em alimentos integrais;
perda de 80 a 90% glicosúria, com o qualquer horário, • Estimular o aumento da atividade física;
das células beta e em aparecimento de independente do tempo • Outras fontes de carboidratos, que não a
qualquer condição poliúria e polidipsia decorrido desde a última sacarose, devem ser preferidas na dieta,
que aumente a compensatórias. refeição; embora alimentos que contenham esse
demanda de insulina. Perda inexplicada de • Glicemia ≥ 126mg/dL, açúcar não tenham de ser obrigatoriamente
peso, polidipsia e após jejum de 08 horas; banidos da dieta. O consumo de sacarose
poliúria, fadiga e “visão • Glicemia 2h após deve ser feito como substituição, grama por
borrada”. sobrecarga oral de grama, de outros carboidratos e não apenas
glicose ≥ 200mg/ dL. adicionado ao plano alimentar.
Na ausência de • Isenção da sacarose em casos de
sintomas agudos de descompensação do diabetes, obesidade e
hiperglicemia, hipertrigliceridemia
o diagnóstico deve ser • Não caracterizar a sacarose como uma rotina
confirmado pela repetição na alimentação e ingeri-la com precaução,
do teste em outro dia. pois esse açúcar sempre implica correção
(LOPES, 2006) prévia dos níveis glicêmicos com insulina
rápida ou ultra-rápida de forma adequada..
• Fazer terapia com insulina. (LACERDA et al.,
2006)
Doen Definição Sinais e Sintomas Diagnóstico Ações
ça
A deficiência clínica da Cegueira noturna, xeroftalmia • Concentrações de retinol Os alimentos considerados
vitamina é definida pela (secura e atrofia da conjuntiva, no sangue fontes de vitamina A podem ter
presença de cegueira noturna, que provoca opacidade da (recomendações da duas origens:
manchas de Bitot, xerose e/ou córnea), mancha de Bitot OMS): Deficiente: < 0,35 • Animal: fígado de qualquer
ulcerações corneanas e no quadrante temporal da μmol/L; animal, óleos de fígado de
Hipovitaminose A

cicatrizes corneanas conjuntiva, perda de apetite, Baixo: 0,35 a 0,69 μmol/L; peixes, gema de ovo, leite e
relacionadas à xeroftalmia. inibição do crescimento, Aceitável: 0,70 a 1,04 seus derivados, como
anormalidades esqueléticas e μmol/L Normal: ≥ 1,05 manteiga, queijos etc.;
redução da atividade das μmol/L. • Vegetal: folhas de cor
células T-helper. (OLIVEIRA, • A hipovitaminose A é verde-escuro, frutas e
2003) caracterizada quando os verduras de cor amarela,
valores de retinol são raízes de cor alaranjada
<0,70 μmol/L. (PEREIRA et etc.
al., 2008)
A Desnutrição é uma doença Depleção de tecido • Antropometria associada • Fornecer aporte
de natureza clínico-social muscular e adiposo, a exame clínico calórico e proteico
e multifatorial, cujas raízes se desaceleração do nutricional e exames adequado;
encontram na pobreza. Pode crescimento, alteração do bioquímicos: • Hidratar;
começar precocemente na vida desenvolvimento • Hemoglobina (Vide anemia • Corrigir deficiência de
intrauterina (baixo peso ao psicomotor, apatia no Ferropriva), micronutrientes,
nascer). Muitas vezes é Kwashiokor e • Glicemia de jejum <60mg/dL principalmente
favorecida pela privação irritabilidade no marasmo, • Albumina sérica: Criança hipovitaminose A;
Desnutrição

alimentar ao longo da vida e maior gravidade das doenças, < 4,0 g/dL Adolescente < • Corrigir distúrbios
pela ocorrência de repetidos anemia, ressecamento da 3,5 g/dL hidroeletrolíticos;
episódios de doenças pele e cabelos, • Tratar e prevenir hipoglicemia
infecciosas (diarreias e despigmentação dos cabelos, e hipotermia.
respiratórias), consequentes do desidratação. (LACERDA et
precário conhecimento das al., 2006) A desnutrição grave
mães sobre os cuidados com a acomete todos os órgãos da
criança (alimentação, higiene e criança, tornando-se crônica e
cuidados com a saúde, de levando a óbito, caso não
modo geral) e fraco vínculo seja tratada adequadamente.
afetivo entre mãe e filho.
Doenç Definição Sinais e Sintomas Diagnóstico Ações
a
Intolerância alimentar Diarreia aguda devido ao aumento • O teste do hidrogênio expirado é • Isentar total ou
decorrente da deficiência da carga osmótica pelo acúmulo de uma das técnicas mais parcialmente a
da lactase na borda em lactose no intestino. (LACERDA; et empregadas no diagnóstico da lactose da dieta;
Intolerância à Lactose

escova da mucosa al., 2006) má absorção de lactose. • Utilizar leite de soja


intestinal. A fermentação da lactose não ou de arroz;
Na maioria dos casos, é absorvida pela flora colônica • Queijos e iogurtes
secundária à resulta na produção de hidrogênio. podem ser bem
gastroenterite infecciosa, Parte desse gás será eliminado tolerados pelo
doença celíaca ou à pelos pulmões, podendo ser reduzido teor de
desnutrição moderada a detectado no ar expirado. lactose.
grave. (LACERDA et al., (PRETTO et al., 2002)
2006)
É uma intolerância A forma clássica inicia-se nos • É feita a triagem através dos • Isenção dos
permanente ao glúten, primeiros anos de vida, através de anticorpos: anti-reticulina, alimentos que
caracterizada pela atrofia quadro de diarreia crônica, vômito, antigliadina e antiendomísio; contêm glúten
total ou subtotal da irritabilidade, falta de apetite, déficit • Para o diagnóstico da Doença (aveia, centeio,
mucosa do intestino de crescimento, distensão Celíaca é imprescindível cevada, trigo e
delgado proximal e abdominal, diminuição do tecido a realização da biopsia de malte), por toda a
consequente má celular subcutâneo e atrofia da intestino delgado, sendo a vida;
absorção de nutrientes, musculatura glútea. Após semanas amostra obtida, • Orientar a família
em indivíduos ou meses da introdução de glúten preferentemente, da junção para a leitura dos
geneticamente na dieta, as fezes tornam-se fétidas, duodeno-jejunal rótulos de
susceptíveis. gordurosas e volumosas, e o produtos
(MEEWISSE, 1970; abdomen distendido. As formas industrializados,
WALKER-SMITH, 1996) não-clássicas apresentam-se mais pois podem
tardiamente na infância, sofrer adição de
caracterizando-se por ausência de fontes de glúten,
manifestações digestivas, embora, como alguns
quando presentes, ocupem um achocolatados;
segundo plano; os pacientes podem • Hidratação
apresentar baixa estatura, anemia adequada na
por deficiência de ferro refratária à presença de
ferroterapia oral, artralgia ou artrite, diarreia.
constipação intestinal, hipoplasia do
esmalte dentário, osteoporose e
esterilidade.
UNIDADE 3 - AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE ADULTOS E IDOSOS

 ÍNDICE DE MASSA CORPORAL (IMC)

Expressa a relação entre o peso e o quadrado da estatura. Utilizado principalmente para


identificar déficit nutricional e o excesso de peso. Entretanto, não é capaz de fornecer a
composição corporal, sendo, portanto, recomendado que seja associado a outros
indicadores, como o somatório das pegas cutâneas triciptal e subescapular e a área
muscular do braço.
IMC = Peso atual (kg)
Altura2 (m)

Classificação para adultos e idosos, respectivamente:

 PESO IDEAL ATRAVÉS DO IMC

A determinação do peso ideal através do IMC é possível aplicando a derivação matemática


da equação original:
Peso ideal (kg) = IMC desejado x Altura2 (m)
Sendo:
IMC desejado para homens = 22 kg/m²
IMC desejado para mulheres = 21 kg/m²
IMC desejado Idoso: 24,5 Kg/m²

 PORCENTAGEM DE ADEQUAÇÃO DO PESO PESO

A porcentagem de adequação do peso, também chamada de peso relativo, é


considerada um índice de massa corporal. A porcentagem de adequação significa
a avaliação do peso corporal relacionado ao risco nutricional.

Adequação do peso (%) = peso atual x 100


peso ideal

Tabela . Classificação do estado nutricional segundo adequação do peso

Adequação do peso (%) Estado nutricional


≤ 70 Desnutrição grave
70,1 a 80 Desnutrição moderada
80,1 a 90 Desnutrição leve
90,1 a 110 Eutrofia
110,1 a 120 Sobrepeso
> 120 Obesidade
Fonte: BLACKBURN; THORNTON, 1979.

 PORCENTAGEM DE MUDANÇA DO PESO

Perda de peso (%) = (peso usual – peso atual) x 100


peso usual

Tabela . Significado da perda de peso em relação ao tempo

Tempo Perda significativa (%) Perda grave (%)


1 semana 1a2 >2
1 mês 5 >5
3 meses 7,5 > 7,5
6 meses 10 > 10
Fonte: BLACKBURN et al., 1977.

 PESO ESTIMADO PARA AMPUTADOS

P pós amp corrigido = P pré amp / (100% – % amp) x 100

Altura pós amp = (A antes da amp)2 x (100% – % amp)


100

Obs: Utilizar somente quando houver comprometimento da altura (A).

IMC pós amputação = P pós amputação


(A pós amputação)2

Tabela . Porcentagens desconsideradas para o cálculo do peso em amputações

Membro amputado Proporção de peso (%) *


Mão 0,8
Antebraço 2,3
Braço até o ombro 6,6
Pé 1,7
Perna abaixo do joelho 7,0
Perna acima do joelho 11,0
Perna inteira 18,6
* Para amputações bilaterais, as % dobram.
Fonte: MARTINS; RIELLA, 2000.

 PESO ESTIMADO PARA PACIENTES EDEMACIADOS

Peso = peso atual – peso resultante do edema

Tabela . Estimativa de peso de edema


Grau de edema Peso a ser subtraído
+ tornozelo 1kg
++ joelho 3 a 4kg
+++ raiz de coxa 5 a 6kg
++++ anasarca 10 a 12kg
Fonte: DUARTE; CASTELLANI, 2002.

Tabela . Estimativa de peso de edema


Grau da ascite/edema Peso ascítico (kg) Edema periférico (kg)
Leve 2,2 1,0
Moderado 6,0 5,0
Grave 14,0 10,0
Fonte: JAMES, 1989.

 CIRCUNFERÊNCIA DO BRAÇO (CB)

Adequação da CB (%) = CB obtida (cm) x 100


CB percentil 50*

*Segundo valores de referência do National Health and Nutrition Examination Survey


(NHANES) (Anexo A - Manual).

Tabela. Classificação do estado nutricional segundo adequação da CB


Adequação da CB (%) Estado nutricional

< 70 Desnutrição grave


70 a 80 Desnutrição moderada
80 a 90 Desnutrição leve
90 a 110 Eutrofia
110 a 120 Sobrepeso

 PREGA CUTÂNEA TRICIPITAL (PCT)

Adequação da PCT (%) = PCT obtida (mm) x 100


PCT percentil 50*

* Segundo valores de referência do NHANES (Anexo A - Manual).

Tabela. Classificação do estado nutricional segundo adequação da PCT

Adequação da PCT (%) Estado nutricional


< 70 Desnutrição grave
70 a 80 Desnutrição moderada
80 a 90 Desnutrição leve
90 a 110 Eutrofia
110 a 120 Sobrepeso
> 120 Obesidade

 CIRCUNFERÊNCIA MUSCULAR DO BRAÇO (CMB)

CMB (cm) = CB – (3,14 x PCT ÷ 10)


CB: circunferência do braço
(cm) PCT: prega cutânea
tricipital (mm)
Adequação da CMB (%) = CMB obtida (cm) x 100
CMB percentil 50*

* Segundo valores de referência do NHANES (Anexo A - Manual).


Tabela. Classificação do estado nutricional segundo adequação da CMB

Adequação da CMB (%) Estado nutricional


< 70 Desnutrição grave
70 a 80 Desnutrição moderada
80 a 90 Desnutrição leve
90 Eutrofia

 CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA (CC)

Tabela. Classificação do risco de morbidades para adultos segundo CC.

Sexo Risco aumentado Risco muito aumentado


Homens 94 a 102 cm > 102 cm
Mulheres 80 a 88 cm > 88 cm
Fonte: WHO, 1998.

 RELAÇÃO CINTURA-QUADRIL (RCQ)

RCQ = Circunferência da cintura (cm)


Circunferência do quadril (cm)

Tabela. Classificação do risco de morbidades para adultos segundo RCQ


Sexo Risco aumentado
Homens ≥ 1,0
Mulheres ≥ 0,85
Fonte: WHO, 1998.

 PERCENTUAL DE GORDURA

4 dobras
Somatório (Σ 4DC) = DCT + DCB + DCSI + DCSE

DCT: dobra cutânea tricipital (mm)


DCB: dobra cutânea bicipital (mm)
DCSI: dobra cutânea supra-ilíaca (mm)
DCSE: dobra cutânea subescapular (mm)

Tabela. Classificação do percentual de gordura, sexo masculino.


Idade Classificação
18 a 25 26 a 35 36 a 45 46 a 55 56 a 65
muito baixo <4 <8 < 10 < 12 < 13
excelente 4a6 8 a 11 10 a 14 12 a 16 13 a 18
muito bom 7 a 10 12 a 15 15 a 18 17 a 20 19 a 21
bom 11 a 13 16 a 18 19 a 21 21 a 23 22 a 23
adequado 14 a 16 19 a 20 22 a 23 24 a 25 24 a 25
moderadamente alto 17 a 20 21 a 24 24 a 25 26 a 27 26 a 27
alto 21 a 24 25 a 27 26 a 29 28 a 30 28 a 30
muito alto > 24 > 27 > 29 > 30 > 30
Fonte: POLLOCK; WILMORE, 1993.

Tabela. Classificação do percentual de gordura, sexo masculino.


Idade Classificação
18 a 25 26 a 35 36 a 45 46 a 55 56 a 65
muito baixo < 13 < 14 < 16 < 17 < 18
excelente 13 a 16 14 a 16 16 a 19 17 a 21 18 a 22
muito bom 17 a 19 17 a 20 20 a 23 22 a 25 23 a 26
bom 20 a 22 21 a 23 24 a 26 26 a 28 27 a 29
adequado 23 a 25 24 a 25 27 a 29 29 a 31 30 a 32
moderadamente alto 26 a 28 26 a 29 30 a 32 32 a 34 33 a 35
alto 29 a 31 30 a 33 33 a 36 35 a 38 36 a 38
muito alto > 31 > 33 > 36 > 39 > 38
Fonte: POLLOCK; WILMORE, 1993.

Tabela. Classificação do risco de morbidades segundo o percentual de gordura corporal.

Classificação Gordura corporal (%)


Homem Mulher
Riscos de doenças associadas ≤5 ≤8
Abaixo da média 6 -14 9 - 22
Média 15 23
Acima da média 16 - 24 24 - 31
Riscos de doenças associadas ≥ 25 ≥ 32
Fonte: LO HMAN, 1992.
 CIRCUNFERÊNCIAS/ PERÍMETROS

Referência
Perímetro Direção Medida Imagens
anatômica

Braço/
Ponto médio entre
Braquial Perpendicular Acrômio e
o acrômio e
ao eixo olecrano
olecrano.

Fita ao redor do
Cintura Parte mais tronco na parte
Horizontal “estreita” do mais estreita ao
tronco. final de uma
expiração normal.

Fita ao redor do
tronco na cicatriz
Cicatriz
Abdominal Horizontal umbilical ao final
umbilical
de uma expiração
normal.

Maior
Fita ao redor do
Quadril perímetro
Horizontal maior perímetro da
(Glúteo) da região
região glútea.
glútea

Fita ao redor do
Torácica Horizontal Mamilos tronco na linha dos
mamilos.

Panturrilha
Maior Fita ao redor do
Perpendicular
perímetro maior perímetro da
ao eixo
da perna perna.

Entre os vincos do
Perpendicular Ao redor do pulso e o processo
Pulso
ao eixo pulso estiloide do rádio e
da ulna

(Heyward & Stolarczyk, 2000)


 DOBRAS CUTÂNEAS

Dobra Cutânea Medida Imagem

A medida é realizada no lado posterior


do braço direito, sobre o músculo
tríceps, no ponto médio entre a projeção
Tricipital (DCT)
lateral do processo acrômio da escápula
e a margem inferior do olecrano da
ulna.

Medida segurando-se a dobra na


vertical, na face anterior do braço sobre
o vento do bíceps (no ponto marcado
para a medição da CB). A dobra é
Bicipital (DCB)
levantada verticalmente 1 cm superior a
linha marcada. As extremidades do
adipômetro são posicionadas na linha
marcada.

Homens: no ponto médio entre a linha


axilar anterior e o mamilo
Peitoral (DCPE)
Mulheres: a 1/3 da linha axilar anterior e
o mamilo (mais próximo da linha axilar
anterior)

Determinada paralelamente ao eixo


longitudinal do corpo,
DCA
aproximadamente, 2 cm à direita da
borda lateral da cicatriz umbilical.

O sitio da DCSE localizado a 1cm


abaixo do ângulo inferior da escápula,
pode ser localizado solicitando que o
SUBESCAPULAR avaliado posicione o braço direito para
(DCSE) trás, nas costas.

Ângulo de 45º, direcionado para baixo e


para o lado direito.
A prega cutânea supra ilíaca é medida
logo acima da crista ilíaca, na linha
axilar média. O eixo longo segue
diagonalmente as linhas de fissura
DCSI
natural da pele.
O avaliador deve pinçar a prega com os
dedos a aproximadamente 1cm anterior
à linha axilar média.
 SEMIOLOGIA (MANIFESTAÇÕES DAS CARÊNCIAS NUTRICIONAIS)

Áreas Sinais Clínicos Diagnóstico/


Deficiência
Perda de brilho natural: seco e feio Kwashiokor e,
Fino e esparso menos
Quebradiço frequentemente,
Despigmentado marasmo.
Cabelo Fácil de arrancar (sem dor) (Deficiência PTN e
Sinal de Bandeira Zinco)
Seborreia nasolabial (pele seca ao redor das narinas) Riboflavina
Face edemaciada (“lua cheia”) Kwashiorkor
Face Palidez Ferro
Conjutiva pálida
Membranas vermelhas Anemia
Mancha de Bitot Hipovitaminose A
Xerose conjuntival
Xerose de córnea
Queratomalácia
Vermelhidão e fissura de epicantos Riboflavina; Piridoxina
Olhos Arco córneo (anel branco ao redor dos olhos)
Xantelasma (bolsas pequenas amareladas ao redor dos Hiperlipidemia
olhos)
Estomative angular (lesões róseas ou brancas nos
cantos de boca)
Lábios Escaras do ângulo Riboflavina (B2)
Queilose (avermelhamento ou edema dos lábios)
Língua escarlate e inflamada Niacina (B3)
Língua magenta (púrpura) Riboflavina (B2)
Língua edematosa Niacina
Língua Papila filiforme, atrofia e hipertrofia Ac. Fólico e Vit. B12
Esmalte manchado Flúor
Dentes Cáries
Dentes faltando Açúcar em excesso
Gengivas Esponjosas: sangrando e vazantes Vitamina C
Aumento da tireóide Iodo
Glândulas Aumento da paratireoide Inanição

Edema Kwashiorkor
Tecido Gordura abaixo do normal Inanição; Marasmo
subcutâneo Gordura acima do normal Obesidade
Xerose
Hiperqueratose folicular (pele em papel de areia) Vit. A
Petéquias (Pequenas hemorragias na pele) Vit. C
Dermatose, pelagra (pigmentação edematosa
avermelhada nas áreas de exposição ao sol) Niacina
Esquimoses em excesso Vit K
Dermatose cosmética descamativa Kwashiokor
Pele Dermatose vulcar e escrotal Riboflavina
Xantomas (depósito de gordura sob a pele e ao
redor das articulações) Hiperlipidemia
Áreas Sinais Clínicos Diagnóstico/
Deficiência
Coiloníquias (forma de colher), quebradiças e Ferro
Unhas rugosas.
Com manchas pequenas brancas Zinco
Desgaste muscular Inanição, marasmo
Sistema Alargamento epifisário (aumento das extremidades)
músculo- Bossa frontoparietal (edema de frente/ lateral cabeça)
esquelético Persistência da abertura da fontanela anterior Vit. D
Perna em X ou torta
Hemorragias músculos-esqueléticas Vit C
Frouxidão da panturrilha Tiamina
Rosário raquítico Vit. D e C
Fratura Cálcio
Sistema
cardiovascular Cardiomegalia Tiamina
Confusão mental Ác. Nicotínico, tiamina
Perda sensitiva
Fraqueza motora Piridoxina, Vit. B12
Sistema Perda do senso de posição
nervoso Perda da contração do punho e tornozelo
Tiamina
Parestesia (formigamento mãos e pés)
Fonte: (WAITZBERG, 2000; SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2009).

 PARÂMETROS NUTRICIONAIS DO EXAME FÍSICO

REGIÃO MANIFESTAÇÃO POSSÍVEL SIGNIFICADO


Fáceis agudo Paciente cansado, não consegue ficar com Desnutrição aguda
olhos abertos por muito tempo
Fáceis crônico Aparência de tristeza, depressão Desnutrição crônica
Pele em regiões palmoplantares e mucosas, Palidez Anemia
principalmente conjuntival e labial
Boca Baixa produção de saliva; Baixa Desidratação
umidade na parte inferior da língua
Olhos Brilho reduzido, tendem a ficar encovados Desidratação
Pele Turgor e elasticidades reduzidos Desidratação
Pele e mucosas Amareladas Icterícia
Têmporas Atrofia bitemporal Ingestão insuficiente,
imunoincompetência
Bola gordurosa de Bichart Depletada. Associa-se com a Perda proteico-calórica
atrofia temporal, formando o sinal de “asa prolongada
quebrada”.
Regiões supra e infraclaviculares (pescoço) Perdas musculares Depleção crônica
Fúrcula esternal (pescoço) Perdas musculares Depleção crônica
Musculatura paravertebral Atrofia. Redução da força de sustentação Depleção crônica
corporal
Membros superiores Atrofia da musculatura bi e tricipital Depleção crônica
Membros superiores Atrofia das musculaturas de pinçamento Depleção crônica
Abdome Escavado Perda da reserva calórica
Abdome “Umbigo em chapéu” Privação calórica, sem
perda ponderal significativa
Membros inferiores Atrofia da musculatura das coxas (fossa de Perda de força muscular
quadríceps)
Membros inferiores Atrofia da musculatura das panturrilhas Desnutrição proteico-
calórica
Fonte: DUARTE; BORGES, 2007.
 EXAMES LABORATORIAIS E BIOQUÍMICOS

Valores de referência para avaliação das proteínas séricas

Exame Meia- Valores Considerações


Vida
Proteínas séricas

Pré-termo: 2,5-4,5 g/dL Resposta na fase aguda (infecção,


Termo: 2,5-5,0 g/dL inflamação, trauma);
1-3 meses: 3,0-4,2 g/dL Disfunção hepática, renal, enteropatia
Albumina 18-20 3-12 meses: 2,7-5,0 perdedora de proteína;
dias g/dL Alteração na hidratação.
>1 ano: 3,2-5,0 g/dL
Pré- Disfunção hepática, fibrose cística,
albumina 2-3 dias 20-50 mg/dL hipertireoidismo, infecção e trauma.
Inflamação, disfunção hepática;
 Deficiência de ferro; Alterada pela
Transferrin 8-9 dias 180-260 mg/dL hidratação.
a
Proteína Disfunção hepática, deficiência de
transportad 12 horas zinco e vitamina A, infecção;
ora de 30-40ug/mL  Doença renal.
retinol
Fonte: (KOLETZKO, 2008 apud SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2009).

Tabela 10 – Testes laboratoriais que podem ser utilizados para avaliação nutricional

Exame Valores Considerações


Outros exames que contribuem para avaliação nutricional

Disfunção hepática e
Retinol plasmático >1,05umol/L deficiência de zinco
Zinco plasmático >70 ug/Dl Hipoalbuminemia
<11 anos: 7-35 umol/L Influenciada pelo perfil lipídico
>11 anos? 14-42 umol/L (realizar ajuste de vitamina E:
Vitamina E sérica colesterol + triglicerídeos)
Vitamina D (25-OH Verão: 15-80ug/dL Utilização de medicamentos
plasmático) Inverno: 14-42ug/dL anticonvulsivantes
Vitamina C
plasmática 22,7-85,2 umol/L
Utilizaçãode fenitoína, inibidores
Vitamina B12 147-616 pmol/L de bomba de prótons, neomicina e
na
deficiência de folato
Vitamina B6
(piridoxina no 14,6-72,8 nmol/L Utilização de isoniazida
plasma)
Neonatos: 11-147 nmol/L Metotrexato, fenitoína e
sulfassalazina antagonizam a
Lactentes: 34-125 nmol/L utilização do folato
Folato sérico
2-16 anos: 11-48nmol/L

>16 anos: 7-45 nmol/L


Não reflete de forma direta os
Cálcio total 8,0-10,5 mg/dL estoques corporais e está na
hipoalbuminemia
Cálcio ionizável 1,20-1,37 mmol/L
Sofre queda importante na
“síndrome de
Fósforo 4,0-7,0 mg/dL realimentação”, que pode
acontecer em crianças com
desnutrição no início da
terapia nutricional
Magnésio sérico 1,8-2,5 mg/dL  Na presença de hipoalbuminemia
Fosfatase alcalina 250-950 U/L Marcador do metabolismo de
cálcio
Fonte: (KOLETZKO, 2008 apud SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2009).

Exame Valor de Exame Valor de referência


referência
Glicemia de jejum 70 – 99g/dL Hemácias 4,2 - 5,9 milhões/µL/mm
: 36 - 52%
Glicemia pós- < 140g/dL Hematócrito
: 35 - 45%
prandial
: 13,5 - 16,5g/dL
Hemoglobina 4 - 6% Hemoglobina
: 11,5 - 15,0g/dL
Glicada
Colesterol Total < 200mg/dL Plaquetas 150.000 - 450.000/mm³
: 36 - 262mcg/dL
LDL-c < 130mg/dL Ferritina sérica
: 24 - 155mcg/dL
Capacidade Total de
HDL-c > 40 250 - 450mcg/dL
ligação da Transferrina
Grau de saturação
Triglicerídeos < 150mg/dL 20 -
da Transferrina
50%
Ácido Úrico 3 - 7mg/dL Ferro sérico 40 - 180mcg/dL
Creatinina sérica 0,5 - 1,2mg/dL Proteínas totais 6,4 - 8,1g/L
Uréia 10 - 45mg/dL Globulinas 1,0 - 3,0g/L
: 21 - 71mcmol/L
Amônia Albumina 4,0 - 5,3g/L
: 19 - 63mcmol/L
: até 41U/L
ALT (TGP) Cálcio total 8,4 – 10,2mg/dL
: até 31U/L
: até 38U/L
ASP (TGO) Cálcio iônico 1,12 - 1,40mcmol/L
: até 32U/L
: 11 - 40U/L
GGT Fósforo sérico 3,0 - 4,5mg/dL
: 7 - 32U/L
Fosfatase alcalina 50 - 250U/L Cloro sérico 96 - 106mEq/L
Bilirrubina total 0,2 - 1,0mg/dL Magnésio 1,9 - 2,5mg/dL
Bilirubina direta 0,1 - 0,3mg/dL Potássio 3,5 - 5,0mEq/L
Desidrogenase 240 - 480U/L Sódio 135 - 145mEq/L
lática
: 30 - 135 U/L <120 U/I (25ºC)
CK total : 55 - 177 U/L Amilase plasmática
< 220U/I (37ºC)
CK-MB Até 5ng/dL Lipase 2-
plasmática 18U/L
Sangue venoso:
Tempo: 12’ - 13’
5,7 - 22,0mg/dL
Ácido lático Tempo de Atividade: 70 -
Sangue
protrombina 100%
Arterial: 3,0 -
RNI: 0,8 - 1,2
7,0mg/dL
Microalbuminúria 30 - 300mg/24h Proteinúria > 150mg/24h
Classificaçã o do estado nutricional a proteínas séricas

Exame Meia-Vida Depleção leve Depleção Depleção


Moderada grave
Albumina 18-20 dias 3,0 – 3,5 mg% 2,4-2,9 mg% < 2,4 m%
Pré-albumina 2-3 dias 150 a 200 mg% 100 -150 mg% < 100 mg%
Transferrina 8-9 dias 10 a 15 mg% 5 a 10 mg% < 5 mg%
Proteína 12 horas Valores inferiores a 3 mEq/L indicam desnutriçã o
transportadora
de retinol
UNIDADE 4 - Avaliação nutricional de recém-nascidos, lactentes e pré-escolares
- Crescimento e desenvolvimento; Antropometria - medidas, índices, indicadores
antropométricos
- Padrão de referência/Tabelas e Curvas de crescimento
- Classificação do estado nutricional