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MONS.

ALVARO NEGROMONTE
Dir@tor do Enalno Rellcioeo na Arqu14'-• do
Rio de Janeiro

Guia do Catequista
LIVRO DO MESTRE Para "MEU CATECISMOn

4.0 ANO

3.ª edição refundida e atualizada

EDIÇOES RUMO S. A.

RIO DE JANE!JlO - 1888

http://alexandriacatolica.blogspot.com.br
íNDICE GERAL

Págs.

Introdução . ............................................. 7
A Bíblia . .. .. .. . . .. .. .... . . . . .. .. . . .... .. .. .... ... . .... . 16
E u so u Cristão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Deus em nós . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
Eu creio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
Os Dez Mandamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
Amar a Deus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
Culto a Deus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . , . . . . . 44
Oração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . " . . . . . . . . . . . 49
A melhor Oração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
O espiritismo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
O Santo Nome de Deus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
O Dia do Senhor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71
A Santa Missa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
As Cerimônias da Missa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81
O Ano Litúrgico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89
Honrar pai e mãe . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95
Amar a Pátria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100
Não matarás . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104
Escândalo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 09
Ser puro� . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114
Os bens alheios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . : . . . . . . . . . . . . . . . . . 120
Pobres e ricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 124
A esperança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 129
Falar a verdade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135
Mandamentos da Igreja . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140
Pecado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 45
Confissão anual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150
Jejum e abstinência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 155
Para manter o Culto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159
Soldado de Cristo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 163
A Extrema-Unção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 168
A ordem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171
O matrimônio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17Q

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Vaticano, 30 de deaembro de 1950


sECRETERIA
Reverendo Padre

Por intermédio dos bons ofícios do


Ex.mo Sr. Núncio Apostólico, o Santo P a ­
DJ STATO dre recebeu a devota homenagem de algu­
DI mas de suas obras catequétic a s.
SUA SANTITÀ Tenho o prazer, agora, de comunicar a
V. Rev.ª que o Augusto Pontífice dignou­
se não só aceitar éste preito filial, ma3
também apreciar a sua nobre tarefa, cujo fim primordfal
é oferecer às crianças e à juventude uma visão clara
da doutrina e da moral cristãs.
Nada mais perigoso há, de fato, do que a ignorân­
cki religiosa, porque corrompe a reta noção oo Deus e
da Igreja e dos deveres do homem para com DewJ, para
com o próximo e para consigo mesmo.
Com razão escreveu V. Rev.ª: a b a se de tôda a for­
maçã.o religiosa sólida é a educação cristã, porque o
es tudo do ca.tecismo não é só instrução, mas também
e sobretudo formação espiritual; não é só luz tpara a
inteligéncia, mas também calor para o coração, a fim
de que o cristão, com a graça de Deus, dirija as suas
ações para o bem e viva, com conhecimento e amor, de
acôrdo com a sua Fé.
Sua Santidade, congratulando-se pela sua atividade
no campo literário e no do Apostolado como Diretor
do E nsino Religioso na Arquidiocese do Rio de Janeiro
e em penhor de celestes favores sôbre a sua dttpla e san­
ta missão em prol das crianças e da juventude, co11ee00,
de todo o coração, a Vossa Reverencia a Bénção Apos­
tólioa.

Com a maior consideração, me subscrevo


De Vossa Reverência
muito dedicado no Senhor

Rev.mo Sr.
P.• Álvaro Negromonte
Diretor do Ensino Religioso
Rio de Janeiro

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GUIA DO CATEQUISTA

(LIVRO DO MESTRE Para " MEU CATECISMO " - 4.0 ANO)

nihH obstat

Rio de Janeiro, 4 de navembro de 1959

D. E�tévão Bettencourt o. s. B.
Censor-Dep.

Pode imprimir-se

Rio, 5 de novembro de 1959

Mons. Caruso
Vhrário-Geral

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INTRODUÇÃO

Resisti muito à publicação de um "Livro do Mestre"


para o MEU CATECISMO, porque penso ql.le nada substitui
o Mestre bem preparado, e desejo acima de tudo catequistas
bem formados doutrinária, pedagógica e espiritualmente.
Terminei vencido pelas insistências, principalmente dos pá­
rocos e bispos que precisam de um instrumento imediato
para facUitar e melhorar a catequese, sem descuidar em­
bora a preparação dDs catequistas, obra de mais fôlego e
tempo.

Só o bom mestre pode vivificar o livro (que é morto)


e animar a aula: Por mais que o livro faça, conta sempre
com o professor, que o estudará, o animará, dando-lhe mo­
vimento, colorido, entonação, calor, vida!

Conto sempre com a alma do catequista, seu esfôrço,


seu cuidado em preparar as lições, sua inteligência em in­
terpretar e adaptar o que aqui deixo escrito. E para maior
segurança, conversemos um pouco.

O MEU MtrODO
Só os que conhecem um método são capazes de utili­
zá-lo devidamente. Meus textos obedecem ao "método in­
tegral", que denominei assim porque êle leva a criança a
praticar integralmente a vida cristã. Importa conhecê-lo.

Su11 éãracterísticas
1) O meu método, ou "método integral" é:

Indutivo:Parte do fácil para o difícil, do conhecido


para o desconhecido, do simples para o complexo, do con­
creto para o abstrato;

Expositivo: Narra os fatos, expõe a doutrina, faz a


criança dizer com palavras suas o que entendeu - e só no
fim dá alguma pergunta com a resposta a decorar, depois
de bem entendida;
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8 Mon!. Neoromonte - Guia do Catequista

Eva.ngéltco: Baseia-se no Evangelho, fazendo conhecer


a vida e sobretudo a Pessoa de Jesus, para amá-la e imitá-la.
2) Tem um "esquema de lição" que é o seguinte:
a) História
b) Doutrina
e) Formação
E a formação consta de 4 pontos: 1) dever; 2) con­
selho ; 3) apostolado; 4) liturgia.

Preciosas particularidades
Neste esquema há pontos essenciais. Assim:
a) A "história é sempre do Evangelho" (um fato ou
uma parábola) , para ligar a criança à vida e à Pessoa de
Cristo (muito mais do que à doutrina, porque crianças e pes­
.soas simples se prendem antes às pessoas que às idéias) ;
b) A "doutrina" é uma idéia só em cada aula, porque:
- as crianças só têm capacidade para aprender pouca
coisa de cada vez;
- elas são por si mesmas dispersivas, e nós devemos
concentrá-las, e não dissipá-las;
- finalmente, não é necessário ensinar muita coisa às
crianças, mas sim ensinar bem o que é essencial, e encami­
nhar para as práticas fundamentais da vida cristã.
c) A "formação" é a suprema preocupação da cateque­
se: nosso maior cuidado é formar o cristão, e tudo deve ser
encaminhado para isto, em aula e fora de aula. Não basta
saber o catecismo: é preciso praticá-lo. O homem pode
saber todo o catecismo e condenar-se, se não o pratica.
Importa ensinar a doutrina, porém importa mais fazer vi­
vê-la.
Notemos ainda que tudo isto forma uma unidade: a
"doutrina" sai da "história"; a "formação" sai da
"doutrina". Por isto, a "história" é contada de modo orien­
tado para a "doutrina" ; e em tôrno desta se reúnem os
quatro pontos da "formação". Tudo em estreita relação,
como raiz, caule, fôlha e flor, nas plantas. Unidade per­
feita, como quer a psicologia infantil.

Formação integral
1) Queremos formar o cristão perfeito. Para isto só
uma formação integral. E a formação integral é aquela
que inclui : a) dever; b) conselho ; c) apostolado ; d) litur­
gia. Só esta é a formação perfeita do cristão.

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LIVRO DO MESTRE para " Meu Catecismo'', 4.0 ano 9

2 De fato:
a) cumprir o dever é fundamental: o mínimo que se
exige de um homem; mas não é a perfeição: é o
mínimo ;
b) a perfeição exige que, além d o dever, o homem pra­
tique também o que é apenas conselho;
c) ficando só nisto, o homem se fecharia em si, caindo
no individualismo - o que é mais que imperfeição,
é êrro, pois nós temos obrigação de cuidar do pró­
ximo: temos pois obrigação do apostolado;
d) finalmente, como membros da Igreja, somos obri­
gados a participar de seus atos, como cada membro
participa da vida do corpo : é a liturgia.

Temos então:

r Individual { Dever
Conselho
Formação integral
l Social { Apostolado
Liturgia

:t!:ste é o único esquema que abrange tôda a vida cristã.


Por isso chamei o meu método de "método integral". E
cada aula tem de realizá-lo, sob pena de ser incompleta e
falha.
Dada a importância da formação, para ela encaminhe
o catequista todos os seus cuidados :
- dê as aulas de maneira "vital", orientando a dou­
trina para a vida ;
- acompanhe cada um de seus alunos, para ver se estão
vivendo cristãmente;
- dê-lhes o exemplo de uma boa vida cristã ;
- reúna-os para participação de atos religiosos, prin-
·

cipalmente da Santa Missa ;


- oriente-os para uma associação religiosa, que facilita
a perseverança e o progresso nas coisas espirituais;
- reze sempre por êles, que muitas vêzes mais conse-
guimos no genuflexório que na sala de aulas.
Sómente assim podemos :
Firmar bem o que fôr ensinado ;
Voltar com frequência aos temas essenciais;
Fazer os alunos penetrarem-se dêles, criando convicções
para tôda a vida ;

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10 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

Concentrar a formação em tôrno dos pontos essenciais


da doutrina.

A lição em Meu Catecismo


Cada lição dos meus textos primários contém, pois: 1)
História; 2) Doutrina; 3) Formação: com: a) dever; b)
conselho; c) apostolado; d) liturgia. Ela se desenvolve em
duas partes:
�-- 1) Uma -leitura, na -qu-al estão a ''História"eã· "Dou­
. .

trina" (algumas vêzes também algum ponto da formação);


2) os exercícios, nos quais estão os quatro pontos da
"Formação" (ou sõmente (2) dois ou (3) três, quando os
outros aparecerem nas leituras).
:S: por isso que a lição de Meu Catecismo só é completa,
quando é dada na íntegra. Desprezar os exercícios seria fi­
car só na Instrução, inutillzando o método, e aliás a própria
catequese, cuja finalidade é a formação docnstão.
Por fim, vêm também umas poucas perguntas com as
respostas para o aluno decorar. Mas não esqueça que elas
são. ponto de chegada, e não de partida; por isso é que estão
no fim da lição. Nunca devem ser decoradas sem ser enten­
didas. E não constituem trabalho essencial do aluno: o
essenciã.CparaoaIUnoéentender -a.- doutrina - e - pô-la em
prática.

Adaptar-se à criança
1) De ujrdo com os mais modernos princípios peda­
gógicos, procura o método integral reduzir tudo à unidade,
simplificando o mais possível todos os elementos da aula:
a) Simplifica a "História": conta do episódio apenas
o que interessa à lição do dia, orientando-a para a doutrina;
b) Simpl1.fica a "Doutrina": no sentido de dar em cada
aula uma idéia só, o que facilita aprendizagem, penetração
e memorização;
e) Simplifica a "Formação": porque os quatro pontos
se unem em tôrno da idéia central formando um todo.
2) Para simplificar tudo ainda mais, tôda a "Forma­
ção" se reduz a graça: viver e crescer na graça (dever e
conselho), fazer que os outros vivam e cresçam nela (apos­
tolado), o que tudo melhor se consegue pela liturgia.
Eni tôrno dêste pensamento se juntam uns poucos ele­
mentos, poucos e concêntricos, para não dispersarmos ainda
mais as crianças.

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 11

ELEMENTOS ESSENCIAIS D A FORMAÇÃO


1) O estado da graça: É o centro de tudo: no terreno
individual, porque é a essência da vida cristã e a santidade
consiste em viver e crescer nêle: no terreno apostólico,
porque o que a ação católica procura é fazer com que todos
vivam e cresçam na graça divina. E' natural que seja êle
uma preocupação constante da catequese.
2) Os M andamentos: São con dições para viver na graça :
"Se queres entrar na Vida, observa os Mand ahmentos ". Vio­
lá-los em ponto grave, sem motivo suficiente, é pecado mor­
tal: daí a necessidade de firmar as crianças na sua obser­
vância. Entre êles destacamos a Missa de precetto, por sua
importância como culto a DEUS, pela facilidade com que a
perdem entre nós, e porque nela se encontra poderoso meio
de perseverança na fé ou de conversão (a pregação} . Fa­
remos da Missa de domingo uma das mais sérias preocupa­
ções de nossa catequese.
3) Freqüência aos Sacramentos: São meios eficazes e pri­
mordiais da graça: a Confissão e a Comunhão. Enquanto
o ensino diz para quê e como nos confessamos e as condi­
ções para comungar, os cuidados da formação orientam pa­
ra a freqüência consciente dêstes dois Sacramentos.
4) Oraçã o : Essencial elemento de vida cristã. Nosso
cuidado é: firmar o hábito da oração da manhã. e da noite ;
- - -
e stender avida d e oraÇãO"ãSflnallaaaes niaISelevadis des­
ta (adorar, agradecer, propiciar) ; orientar para a oração es­
l!Q_ntânea e libertar nossa gente dos livros de reza ; dar sen­
tTcf o vital à oração.
5) União à l greia: Somos cristãos na medida em que nos
unimos à Igreja: a seu ensino, a seu govêmo, a sua hierar­
quia. Fazer com que se aceite o que é da Igreja, não por­
que se compreende, mas porque é da Igreja. Respeito, aca­
tamento, estima. Aceitar o que ela aceita ; repelir o que ela
repele. Trabalhar pela Igreja.
6) A Liturgia: Entra aqui em cheio, como culto da Igre­
j a. Fonte primeira da vida cristã, deve ser valorizada na
vida de cada um de nós. Valorizar a vida sacramental: não
só os Sacramentos que se repetem ( Confissão e Comunhão},
mas também os que recebemos uma só vez (para a crian­
ça: Batismo e Crisma) . Inserir e. Missa em nossa vida, de
modo consciente e sólido. A beleza do culto. O amor e o
uso dos Sacramentos.

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12 Mons. Negromonte - Guia d o Catequista

7) Deveres de Estado: Constituem a vida de cada um de


nós. Sem êles, impossível agradar a DEUS. Nêles nos san­
tüicamos, porque são o que DEUS quer de nós em particular.
Evitar a tendência de certa "devoção" muito preocupada com
atos religiosos, mas descuidada dos deveres de estado.
8) Apostolado : Orientar para a caridade fraterna, em
todos os seus aspectos : material, moral, espiritual. Fazer
isto de maneira profunda, como decorrência natural da con­
cUção de cristão, e não como um supérfluo, um favor . . . a
Deus, ao próximo. Insistir na caridade espiritual (A. C.)
e nas Missões, pois é triste que 60% da humanidade sejam
ainda pagãos.

iSTE CUIA DO CATEQU ISTA


l!: um auxiliar do catequista: não pretende substituí-lo,
mas ajudá-lo. Facilita o seu trabalho, mas não o dispensa.
Mesmo com êle à mão, para ser eficiente, o catequista con­
tinua obrigado a :
- estudar sempre a religião ;
- preparar cuidadosamente as suas aulas ;
- arranjar o material didático necessário ;
- fazer as adaptações intelectuais e espirituais indis-
pensáveis.

O que contém
As lições aqui estão dadas, na íntegra! Como se fôsse
possivel o catequista dizê-las por inteiro aos alunos . Mas,
. .

repito, isto é apenas para facilitar o trabalho do mestre.


Veja o livro : cada lição contém:
Doutrina para o catequista
Esquema da lição
Revisão da aula anterior
Explanação
Resumo
Exercícios para casa

Como usar êste livro


1) Veja a "doutrina para o catequista" e siga suas in­
dicações : - leia o texto da "história" no próprio Evange­
lho, para sabê-lo bem, e observe como êle deve ser "orien­
tado" para a aula ; estude um pouco da doutrina indicada,
para dar mais segurança a si mesmo (embora só tenha de
ensinar o que aqui se encontra) .

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo'', 4.• ano 13

2) Fixe bem o "esquema da lição": - leia a Ução tô­


cln, tal como está no Meu Catecismo; procure nela os pon­
tos indicados no esquema, a fim de tomar a aula mais pes­
Honl, e mais consciente a aplicação do método.
3 ) Leia a "explanação", para ver:
- o que pode apllcar tal como está e o que deve mo­
dl flcar de acôrdo com a capacidade dos alunos;
- qual o material que deve usar nesta aula;
- e sobretudo como foi conduzida a aula em busca da
sua unidade.
Não esqueça de fixar bem o "resumo" da licAo, não sô·
mente para dar aos alunos uma idéia do que houve de mais
Importante nela, como também, para sua própria orienta­
ção.
4) Dé a máxima 1.m.portância aos "exercícios para ca­
"
t.a , porque êles servem para:

- manter o lnterêsse das crianças pela aula de cate­


cismo;
- levar para a familia a preocupação religiosa, de111ra­
çadamente esquecida em muitos lares.

A BOA AULA
Tudo isto feito, vamos à aula, que mais que qualquer
outra, tem de ser uma boa aula. Do contrário, as crianças
se desgostarão do Catecismo e, em consequenela, da pró­
pria Rellgi�o. caminhando para o indiferentismo religioso,
tomando-se católicos de nome. . . o que tem sido nosso
grande mal. Procure empregar os meios que fazem uma
aula agradável. Vejamos alguns:

1) Dê eapUc�õea clarn:
Que tôdas as crianças entendam o que é ensinado. Não
deixe nada mais ou menos compreendido: seria um peri­
go; tudo muito bem entendido!
Repita as explicações, tantas vêzes quantas fôr neces­
sário.
Ajude cada um a resolver as suas dificuldades intelec­
tuais ou morais. Recomende sempre o estudo da ltç4o, co­
mo está no ztvro, para fixar bem.

2) Fale com moderação:


Nem alto nem baixo, nem lento nem precipitado,· ma&
que todos ouçam e entendam; module a voz, animando-a

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14 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

quando conta as histórias, para dar vida ao que diz, para


traduzir melhor os sentimentos que exprime.
E fale pouco de cada vez. Lembre-se de que o profes­
sor primário que fala mais de 2 minutos sozinho corre o
risco de ficar falando sozinho... As crianças se cansam e
não prestam mais atenção ao que diz o professor!

3) Conserve a calma:

- na voz, nos gestOs (mesmo quando forem mais ani­


mados), no corpo (atitude digna, sem afetação>, nas per..
guntas, e principalmente quando fôr necessário advertir, re­
preender ou mesmo castigar (o que só muito raramente
aconteça). Isto contribui imensamente para manter cal­
_

ma também a turma, nos momentos em que ela se anima


um pouco mais, ou mesmo se incllscipllna.

'4) MoYimente os alunos:

- mande escrever no quadro-negro e nos· cadernos:


quando o livro fala em escrever no quadro, pode ser a cri­
ança, conforme a caso; dê-lhes pequenas tarefas, principal­
mente aos mais inquietos (que precisam de movimentar­
se) : apagar o quadro-negro, distribuir o material, segurar
o quadro, tirar as orações, etc.;
- faça perguntas: de modo claro e breve, com tôda a
classe em silêncio (que é para ouvirem todos o que se per­
gunta), dando tempo à resposta;
- dlrlja a questão a tôda a classe, e só depois chame
um aluno para respondê-la;
- tenha também o cuidado de interrogar o maior nu­
mero de alunos (e não se reduzir a um pequeno grupo, e
sempre o mesmo);
- mande desenhar, ora no quadro-negro, ora em fô­
lhas separadas, que depois serão coladas no caderno.

5) Fap verific�ão:

- contada a hi stó r ia
" mostre a gravura (ou um qua­
",

dro) e mande contar o que ouviram. Assim se verifica se


êles aprenderam bem, podem-se corrigir os enganos, e, ain­
da mais, dá-se ocasião para a formulação própria (que é
excelente para a fixação da matéria aprend.ida);
- dada a "doutrina", verifique de nõvo, interrogando
virtos alunos, para ver se entenderam, e se sabem dizer
com suas palavras o que ouviram:

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 15

faça o mesmo com os vários pontos da "formação'',


a fim de deixá-los bem claros e bem fixados.
6) Quebre a rotina:
- dê, de quando em quando, uma aula "diferente"!
marque uma sabatina; faça um teste da matéria dada; or­
ganize um pequeno álbum de santinhos, sôbre a matéria
dada (o que é boa maneira de recapitular); realize um pe­
queno concurso com perguntas feitas pelos alunos, uns aos
outros (com pequenos prêmios aos vencedores); promova
uma competição com alunos de outra classe;
- faça recapitulações através de cânticos apropriados;
- leve as crianças a uma igreja, para um ato rellgloso,
também previamente preparado, de caráter infantil e pe­
dagógico: Missa especial para crianças, Via-Sacra (ótima
recapitulação das aulas sôbre a Redenção, Paixão e Morte
de Jesus), Hora Santa infantil (mela hora, no máximo),
etc.
7l Reze:
- no comêço e no fim da aula;
- antes e depois de sua preparação de lição, de seu
estudo, para pedir a Deus as luzes e a eficácia de que pre­
cisa, rogando também por seus alunos, o que nunca faze­
mos suficientemente;
- durante a aula: suspenda a lição propriamente di­
ta e reze com as crianças, fazendo que elas se recolham e
rezem, sozinhas ou em comum, em fórmulas ou em orações
espontâneas.
8l Ame:
- a Deus, para cuja glória trabalha o catequista;
-. às crianças, para suportá-las com paciência, para de-
sejar o seu convívio, para amá-las de verdade, a ponto de
elas sentirem o seu amor e verem a sua alegria de ser o
seu catequista.
Lembre-se de que o amor é a grande fôrça pedagógica,
que muitas vêzes nos falta. Quando se ama, tudo se con­
segue dos alunos, como aliás do próprio Deus: ama et fae
11uod vis, dizia S. Agostinho: "Ama e faze o que quiseres."

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A B1BLIA

DOUTRINA PARA O CATEQUISTA

1. O fato central da Biblia é o Salvador, que é também


o fato central da história da humanidade.

2. A Bíblia é inspirada por Deus. Isto sigll'ifica que


Deus moveu os aut6res a escrever e os asststiu, üumtnandt>-os
para que êles escrevessem o que sabiam e revelando-ihes o
que não sabiam, de modo que êles escrevessem o qoo Deus
queria e só isto.

3. Como palavra de Deus , merece a Biblia nossa fé e


n0880 respeito. A Liturgia nos ensina a respeitar a Palavra
de Deus, agradecendo a lição que ela nos dâ <na Epistola),
ouvindo de pé o Evangelho e aplaudindo-o como ao próprio
Cristo < Glória a Vós, senhor", antes da leitura; ''Louvor a
"

Vós, � Cristo", depois), 'beijando-o, incensando-o.

4. Como depositária da Revelação, tem a Igreja o ex­


clusivo direito de interpretar as palavras da Bíblia. Ficasse
êste direito aos individuos, cairlamos no esfacelamento dou­
trinArio que se deu no protestantismo.

5. A leitura da Bíblia é obrigatória aos sacerdotes (no


Breviário e na MiMa) e muito aconselhada aos ftéfs (há
mesmo indulgência de 300 dias aos que lerem a Biblia du­
rante 15 minutos pelo menos ) . :S: protbtda somente a leitura
das Biblias publicadas pelos hereges.

6. A Biblla se compõe de 72 livros e se divide em


Antigo Testamento (antes de Cristo: 45 livros), e Nôvo Tes­
tamento (depois da vinda do Salvador: '27 livros).
No Antigo Testamento, os mais importantes são o Gê-
11em !criação do mundo, história dos primeiros homens), os

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo'', 4.0 ano 17

Salmos (Cânticos sagrados de grande beleza), os Profetas


(os principais são !saias, Jeremias, Ezequiel e Daniel). O
Nõvo Testamento encerra os Evangelhos (São Mateus, São
Marcos, São Lucas e São João), os Atos dos Apóstol.os {his­
tória da Igreja primitiva e dos primeiros cristãos), as Epís­
tolas ( 14 de São Paulo, 3 de São João, 2 de São Pedro, 1 de
São Tiago, 1 de São Judas Tadeu), o Apocalipse (profecias
de São João).
7. As edlções católicas da Bíblia, tôda ou parte, têm
autorização eclesiástica para a publicação; não tendo apro­
vação eclesiástica, não são católicas.
- Para melhores conhecimentos, ver o capítulo "A Bí­
blia", em A Doutrina Viva.

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. História: Os livros da Bíblia.
2. Doutrina: A Biblia é inspirada por Deus.
3. Formação:
a) Dever: Crer no que ensina a Bíblia (Exercício IV) ;
b) Conselho: Ler diàriamente o Evangelho (Exercício V) ;
c) Apostolado: Rezar pela conversão dos protestantes
(Exercício III).
d) Liturgia: Epistola. e Evangelho na Missa (Exercício li).
EXPLANAÇÃO
Sendo a primeira aula do ano, faça uma introdução com
as crianças mostrando-lhes a importância e a bel,eza do que
se aprende nas aulas de Religião - coisas que se referem a
Deu s à Santa Igreja, à nossa salvação, à vida moral dos
,

homens. Reze com elas um Pai-Nosso e uma Av e Maria oit - ,

faça uma oração "espontânea" ao Espírito Santo, pedindo­


Lhe que ilumine as nossas inteligências e fortaleça a nossa
vontade, 'fJ(Lra apre nderm os fàcilmente e praticarmos sem­
pre o que Deus quer. Depois comece a lição.
l mportincia da Bíblia - 1. ( Mostre-lhes iima Bíblia.) Sa­
bem que livro é êste? (No quadro-negro: Bíblia.) Não pode
haver livro tão importante como êste. Por duas razões:
1) o seu autor é o próprio Deus: Deus falava aos homens;

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18 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

e scas palavras foram escritas e estão conservadas na Bi­


b!.ia; 2) o seu assunto é o mais importante do mundo: a
criação do mundo e do homem, as relações entre Deus e os
homens; a vinda de Jesus ao mundo; o que devemos fazer
para nos salvar e ser felizes mesmo neste mundo.

(Faça uma ligeira verificação, com perguntas aos alunos. Faça


a pergunta, e s6 depois chame um aluno para responcU-la. ln­
terroque vários alunos e não os mesmos sempre.) ( 1) Qual o mais
importante de todos os livros? Qual o primeiro motivo pelo qual
a Bíblia é o livro mais importante do mundo? E o segunto motivo?
De que trata a Bíblia?

Cristo é o tema principal da Bíblia - A Biblia diz como Deus


prometeu o Salvador; dâ as profecias a respeito do Nasci­
mento, da Paixão, da Morte e da Ressurreição de Jesus; con­
ta a vida e os discursos de Jesus. O fato central da Bíblia é
a vinda do Salvador.

(Fale dos Evangelhos: são 4 ; os nomes dos Evangelistas;


contam a vida, os milagres e os discuTsos de Jesus. São a
parte mais importante da Biblia.) Por isso a Igreja nos
aconselha a ler todos os dias um trecho dos Evangelhos.
Existem os Evangelhos separados, para facilitar a sua lei­
tura. (Mostre um exemplar_ dos Evangelhos. ) É bom vocês
terem os Evangelhos, e lerem cada dia um trecho. (CON­
SELHO.)

Depois dos Evangelhos vêm os Atos dos Apóstolos, his­


tória da Igreja nos primeiros tempos, dizendo como viviam
os Apóstolos e os primeiros cristãos.

Depois há as cartas dos Apóstolos explicando a doutrina


de Cristo e instruindo os fiéis. São as EpiBtolaB (no quadro­
negro : Epístolas>, palavra que quer dizer cartas. Na Missa
são lidos trechos dessas cartas. É por isso que se chama
Epistola a parte da Missa em que se lê um trecho dessas
cartas.

\1) Sempre que iuterrogar, faça-o dêate modo.

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 19

Vocês já sabem que a Epístola e o Eva ngelho n a Missa


nos preparam para a Missa. Por isso são lidos na parte de
preparação: a Epistola no lado es querdo do altar, o Evange­
lho no lado direito. (LITURGIA.) (Faça nova verificação.)

Qual o assunto principal da Bíblia? Quais são os livros da


Blblia que contam a história de Jesus? Quantos são os Evange­
lhos? Quem os escreveu? Qual é o livro que narra a história dos
primeiros tempos da Igreja? Que são as Epist.olas? Em que parte
da l\4isSa se lêem trechos da Epistola e do Evangelho? De que
lado é lida a Epistola? E de que lado é lido o Evangelho?

O autor da Bíblia é Deus - A Bíblia tôda se divide em


duas grandes partes: o que se passou antes de Cristo, é o
Antigo Testamento; o que se passou· com Cristo e depois de
Cristo, é o Nôvo Testamento.
A história da criação do mundo, está no Antigo, ou no Nõvo
Testamento? Heim, T? E as profecias sôbre a vinda do Salvador
onde estão? E os Evangelhos?

Mas Antigo Testamento ou Nôvo Testamento, tudo é


Bíblia. E tudo é verdade, porque o verdadeiro autor da Bí­
blia é Deus. 1!:le mandou os autores escreverem o que 1!:le
queria e só o que Êle queria. E como Deus não pode errar,
tudo o que a Bíblia diz é verdade, e nós devemos crer, por­
que cremos no próprio Deus que o revelou. (DEVER.)
l nterpretasão da Bíblia - A Bíblia é um livro às vêzes di­
fícil, e pode levar ao êrro. Para evitar isto, só a. Igreja tem
o poder de interpretar a Bíblia. 1l:ste é um dos erros dos
protestantes : acham que qualquer pessoa pode interpretar
a Bíblia, e caem em muitos erros, coitados. É muito triste
uma pesso� cair em êrro sôbre Religião, porque fica fora
do caminho da salvação. Precisamos ter pena dos protes­
tantes e rezar por êles, para que se convertam. (APOS­
TOLADO.)

(Nova verificação.) Em quantas partes se divide a Bfblla?


Que é Antigo Testamento? E o Nôvo Testamento? Tudo o que .
diz a Bíblia é verdade? Por quê? Quem pode interpretar e Bl­
blia? Qual é o perigo de qualquer pessoa interpretar a Bíblia?
(Cair em êrro sôbre a Religião.) Quem ensina que qualquer pes-

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20 M ons. Negromonte - Guia d o Catequista

soa pode interpretar a B!blia? Que d evem os íazer pelos protes­


tantes?

A Bíblia é infalível - Tudo que está na Bíblia é verdade.


Mas a Bíblia não tem tudo o que Jesus fêz e disse. Vá­
rias coisas que Jesus fêz e disse não foram escritas, mas
foram conservadas oralmente. Vejam o que diz o Evange­
lho de São João (abra o Evangelho de São João, capítulo 21,
vers. 25 e leia): "Muitas outras coisas fêz Jesus que, se
fõssem escritas uma por uma, creio que nem no mund�
todo caberiam os livros que se escrevessem." De modo que
temos a palavra de Deus escrita, que é a Biblla; e a pala­
vra de Deus não escrita que se chama Tradtção. Como am­
bas são palavras de Deus, nós cremos nas duas , do mesmo
'
modo.
O que a Igreja nos ensina é tirado da Bíblia e da Tra­
dição . Quando estudamos o Catecismo , ou ouvimos a pre­
gação, estamos aprendendo a palavra de Deus . Quando le­
mos a Bíblia, também; por isso a Igreja recomenda a leitu­
ra da Bíblia. É bom ler o Evangelho. Todos os dias. A
Igreja só proíbe a Bíblia protestante, porque não é a ver­
dadeira. A verdadeira Bíblia a Igreja recomenda muito que
se leia.

(Nova verificação.) Há erros na Bíblia? Por quê? Está na


Bíblia tudo o que Jesus fêz? Quem disse isto? (São João: 21.25.)
Que é a Tradição? Donde é que a Igreja tira o seu ensino? Pode­
mos ler a Bíblia protestante? Podemos ler a verdadeira Bíblia?

RllSUMO
(Faça sempre, ao fim da lição um resumo dos pontos prin -
·
cipais para melhOT fixação.)
1. A Bíblia é o mais importante dos livros, porque seu au­
tor é Deus e seu assunto são as relações entre Deus e os homens;
2. tôda a Bíblia se desenvolve em tôrno da vinda do Sal­
vador ao mundo;
3 . os Evangelhos são quatro e contam a vida de Jesus, sen­
do por isso muito útil e a(..'Onselheda a sua leitura; as Epistolai
são várias e são lidas na Missa, como os Evangelhos;
4. A Bíblia se divide cm Antigo e Nôvo Testamento;

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 21

5 . devemos crer na Bíblia, pois ela é inspirada por Deus,


,. tudo quanto diz é verdade;
6. só a Igreja pode interpretar a Bíblia, e não qualquer
111•ssoa; 1 1 A
7 . nem tudo que Jesus fêz e ensinou está na Bíblia: várias
rolsas foram conservadas pela Tradição;
8 . da Bíblia e da Tradição é que a Igreja tira o seu ensino.

EXERCfCIOS PARA CASA


1. Fazer os exercícios I, II e IV da lição.
2. Ler u m trecho d o Evangelho e resumi-lo no seu caderno.

EU SOU CRISTÃO
DOUTRI NA PARA O CATEQUISTA
1. A essência da vida cristã é o estado de graça. O
batismo expulsou de nós o demônio e nos deu o Espírito
Santo, que veio habitar em nós.
2 . Para isto, renunciamos a Satanás, a suas obras, a
seu espirit o (suas máximas e atitudes, seus sentimentos e
intensões ) e fizemos profissão de fé em Deus, em Jesus Cris­
to, no Espírito Santo, na I greja, na vida eterna. (Ver o ca­
pítulo "Liturgia do Batismo em As Fontes r:W Salvador.)
",

3. Essas "promessas do Batismo" são renovadas ofi­


cialmente, cada ano, na vigília da Páscoa; e em geral tam­
bém na primeira Comunhão, para dar-lhes um caráter de
ato consciente, pois éramos pequeninos, quando nossos padri­
nhos se comprometeram por nós.
4. No momento do B�.tismo, tornamo-nos santos (o Es­
pí rito Santo nos comunica a sua s antida de) filhos de Deus
,

(porque participamos de sua natureza ) , herdeiros do céu


(com direi to à Casa do Pai, porque somos seus filhos) . Po:
isso é aquêle o dia mais feliz de nossa vida!
5. Manter-se na graça santificante e crescer nela é o
mais grave dever do cristão. Para isto é preciso crer na
doutrina da Igreja, praticar os Mandamentos, procurar imi­
tar a Jesus Cristo e trabalhar para que :fille reine nas almas
( apostolado ) . Na sua linguagem concisa, diz ·o Catecismo :

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22 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

"Verdadeiro cristão é aquêle que é batizado, Grê e professa


a doutrina e a Lei de Jesus Cristo."
6. Pedagogicamente, insistiremos nos seguintes pontos:
a) importância do nosso Batismo; b) necessidade de praticar
a Religião (Dever) e de crescer em perfeicão (Conselho) ;
c) cuidado com as Missões, pois 2/3 da humanidade são ain­
da pagãos (Apostolado) ; d) ligações do Batismo e da vida
cristã com a Liturgia.
7. Em As Fontes do Salvador, além do capítulo citado,
os "Elementos do Batismo" e "Efeitos do Batismo" darão
melhores conhecimentos da matéria, facilitando muito a ação
do catequista.

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: O Ba.tismo de Jesus tMt. 3.1 3-1 7).
2. D: Minha vida cristã.
3. F:
a) D: Cumprir os deveres de católico (Leitura);
b) C: Celebrar aniversário do Batismo (Exerc. II);
e) A: Que fazer pelos pagá.011 do Brasil (Exerc. D;
d) L: Renovar as promessas do Batismo (Exerc. Ili).

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


(Faça sempre a revisão da aula anterior e a verificação
dos exerclcios dados para casa, para ver se foram feitos e se
.estão certos, pois sero de grande importancia.)
Quem é o verdadeiro autor da Bíblia? Qual é o assunto
principal da Biblia? Quais são os livros que contam a vida
de Cristo? Que são as Epístolas? ·Por que devemos crer na
Biblia? Quem pode interpretá-la? Tudo o que Jesus fêz foi
escrito? Como então se conservou ?

EXPLANAÇÃO

1. (Mande um aluno ler o Batismo de CrisUJ, em Mt.


3 .13-1'1. Chame a atenção especialmente para a descida do
.Espmto Santo e para a voz do Pai. E mande contar pelas
criança" o episódio.)

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 anó 23

2. E m nouo Batismo - Nós também fomos batizados.


Mas nossa situação é diferente da de Jesus. Jesus tinha pe­
rado original? E nós Unhamos? O demônio tinha poder
sõbre Jesus? Mas, sôbre nós êle tinha poder.
Então, a Igreja exigiu que, antes do Batismo, cada um
de nós renunciasse (no quadro-negro: renunciar) a Satanás,
Isto é, prometesse não querer nada com Satanás, nem com
suas obras, nem com suas vaidades. E certificou-se de nossa
fé em Deus, em Jesus Cristo e na Santa Igreja Católica.
Vocês jâ assistiram um batizado? Quando assistirem,
prestem atenção: - o padre pergunta à criança: "Fulano,
renuncias a Satanás? E a tôdas as suas obras ? E a tõdas
as suas vaidades?" A criança é pequenina, não sabe res­
ponder; então os padrinhos respondem por ela: "Renuncio."
O padre pergunta: "Crês em Deus Pai, todo-poderoso,
Criador do céu e da terra? Crês em Jesus Cristo, seu único
Fllho, Nosso Senhor, que nasceu e padeceu por nós? Crês
na Santa Igrej a Católica?" E os padrinhos vão responden­
do pela criança: "Creio. Creio."
É a isso que se chama as "promessas do Batismo".
Explique que na 1.ª Comunhão e na vigília da Pâscoa re­
novamos essas promessas. (LITURGIA.)

3. O demônio saiu; veio o Espírito Santo


- No momento em
que eu fui batizado, deu-se a maior maravilha de minha vida:
o demônio saiu de mim, e o Espírito Santo veio habitar em
mim. O padre já tinha mandado o demônio sair, quando so­
prou na face da criança, dizendo: "Sai dela, espírito imundo,
e dá o lugar ao Espírito Santo." (Ver a figura da lição.)
Mas agora êle saiu mesmo, expulso pelo poder de Jesus
Cristo, e o Espírito Santo veio habitar em mim. Não se
viu, como no Batismo de Cristo, mas 1l:le veio realmente.
Por isso, o dia mais feliz de minha vida foi o dia em
que me tomei filho de Deus. É mais importante que o do
nascimento. Quem sabe em que dia foi batizado? (Pergun­
te a vários.) Quem não sabe vai perguntar à mamãe. E

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24 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

todos procurarão celebrar o aniversário do Batismo, com


uma festa espiritual. Em que consiste essa festa ? ( Missa,
Comunhão, renovação das promesas do Batismo.) (CONSE­
LHO.)

(Faça a verificação.) Que prometemos, antes de ser bati­


zados? Quando renovamos as promessas do Batismo? Em que
festa é feita a renovação das promessas do Batismo? Que aconte­
ceu, quando fornos batizados? Por que o dia do Batismo é o mais
feliz de nossa vida? Como podemos celebrar o aniversário do
Batismo?

Ser um bom cristão Não basta ser batizado. Para ser


-

um bom cristão é necessãrio : ser batizado, crer e praticar a


doutrina de Cristo. Porque todo cristão tem a obrigação de
conservar em si o Espirita Santo, que recebeu.
Mas, para conservar o Espírito Santo, é preciso crer em
tudo o que ensina a Santa Igreja Católica, e cumprir os
Mandamentos. (]nsista na prática da Religião, e lembre a
palavra de Jesus, dizendo que não basta falar em Deus para
se salvar: "Não é aquele que diz: 'Senhor, Senhor', que en­
trará no reino do céu, mas aquêle que faz a vontade de meu
Pai."J (DEVER.)
Vamos escrever em nosso caderno: "O verdadeiro cris­
tão é o que foi batizado, crê e pratica a doutrina de Cristo."
(Mande ler por três ou quatro alunos. De cadernos fechadas,
mande repettr.J

Além disto, um bom cristão procura imitar Jesus em tu­


do, aperfeiçoar-se, melhorar sempre, pensando, agindo em
tudo como Jesus.
Ainda mais, o bom cristão procura trabalhar para que
Jesus seja conhecido, amado e servido por todos. (Lembrar
que há numerosos pagãos no mundo, que nunca ouviram fa­
lar em Jesus. No Brasil mesmo há mais de 150 mil índios
pag(ios. Os missionários trabalham para converM-los. De­
vemos ajudar os missionários, rezando, dando nosso dtnheiro,
juntando selos usados, etc.) (APOSTOLADO.)

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LIVRO DO MESTRE pm'l'G "Meu Catectamo", 4.0 mno 25

(Veriftca,ã.o.) Basta eer batizado, para ser bom crletio?


Que é necessário para ser bom cristão? Como se conserva o estado
de graça? Que é que faz perder o estado de graça? (0 pecado
mortal.) Que é o verdadeiro cristão? Jesus disse que não b asta
l'ular em Deus para se salvar: como foi que :1!:le disse?

RESUMO
1 . No Batismo de Cristo, o Espírito Santo desceu sôbre :&:le.
e o Pai disse que :1!:le é seu Filho;
2. em nosso Batismo, t&n\bém o Espírito Santo desceu para
h11bitar em nós, e nos tornamos filhos de Deus; mas antes renun­
ciamos ao demônio e êle foi expulso;
3. Sendo o dia do Batismo o mais feliz de nossa vida, é
preciso celebrá-lo com uma festa espiritual;
4. é também muito bom renovar as promessas d o Batismo,
como fazemos no domingo de- Páscoa;
5. para ser verdadeiro cristão não basta ser bafü:ado; é
preciso também crer e praticar a doutrina cristã;
6. e, além disto, procurar imitar Jesus Cristo e trabalhar
pela conv ersão dos pagãos e dos pecadores.

EXERCICIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Fazer os exercícios da lição.

UM CÂNTICO
Há cânticos excelentes, porque dizem bem com 11 doutrina
dada. Importa, porém, explicar primeiro a letra às crianças, mos­
Lrando como se ajusta à lição. É o caso do Sou. CTistão:

"S<YU cristão e de o ser me glorio.


Sou cristão: Jesus Cristo é meu Rei.
Creio em Deus e só nê!e confio.
Sou cristão e cristão morrerei."

Se houver tempo, ensaie-o com as crianças, que gostarão


muito de variar a aula com outra atividade, e esta bem educativa.

CHAVE DOS EXERCICIOS


III. O verdadeiro católico é Augusto, porque é batizado, crê
e pratica a doutrina da Igreja.
IV. É na vigllia da Páscoa.

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26 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

DEUS EM NôS
DOUTRINA PARA O CATEQUISTA
1. Sendo a essência da. vida cristã, é o estado d e gra­
ça o principal objetivo da catequese. A máxima preocupa ­
ção do catequista é preparar cristãos que vivam e cresçam
permanentemente na graça santificante.
Isto exige noções claras e cuidados constantes, como te­
mos procurado dar em quase tôdas as aulas, embora d e ma­
neiras diferentes.
2. A presença do Espírito Santo em n ós deve ser bem
fixada. É clara e forte a palavra do Batismo : "Sai dêle,
ó espírito imundo, e dá lugar ao Espírito Santo ."
3. A comparação da graça com a veste branca é tam­
bém mu ito viva : - conservar a v este, e conservá-la sem
mancha , até o momento de nos apresentarmos no tribunal
de Jesus Cristo.
4. Is to dá ensejo de frisar o contraste entre a graça
santificante e o pecado mortal. A graça nos faz santos ,
verdad eiros filhos de D eus , com d ireito ao c éu , mesmo por ­
que já somos agora um verdadeiro c éu ( pois t emos Deus
em nós ) . Mas o pecado mortal expulsa de nós o Espirito
Santo, fazendo -nos perder todos os dir eitos (quem perde o
Espirlto Santo p erde também a filiação divina , e, não sen­
do filho d e D eus, não tem mais direito a lugar na Casa do
Pai ) , e faz voltar o d emônio .
5. Esta volta do d emôn io foi frisada por Cristo : o
'
d emônio, voltando a habitar no cristão, torna-lhe a situa­
ção pior que a anterior ao Batismo. ( V er Lc . 1 1 . 24-26.) J!:
preciso d eixar isto bem claro em nós e nos alunos .
6. O que, porém, mais importa é f irmar a s vantagens
da vida em estado de graça : somos um céu, gozamos da in­
t imida.d e _ d e Deus, chamamos a D eus d e Pai e somos seus
filhos, part icipamos dos méritos de todos os cristãos (co­
munhão dos santos ) .

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 27

7. A conclusão é que devemos empregar todos os meios


para conservar o estado de graça : Confissão freqüente, Co­
munhão ao menos dominical, oração diária, cuidado da per­
feição.
8 . Não esqueceremos os que nunca receberam a gra­
ça santificante (pagãos) e os que a perderam (pecadores) ,
pois não há maior caridade que ajudar o próximo a viver
em estado de graça.
9. Além de As Fontes do Salvador, nos capítulos in­
dicados na última lição, ver o livro Deus em nós, que expõe
excelentemente o assunto.

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: A veste nupelal (Mt. 22.1-13 ) .
2. D: A graça santificante.
3. F:
a) D: Viver em estado de graça (Leitura e Exerc. 1) ;
15) C: Aumentar a graça em nós (Leitura e Exerc. II> ;
e) A: Ajudar os outros a viver em graça (Leitura e
Exerc. IV) ;
d) L: A veste nupcial (Leitura) e o " hóspede da alma"
(Exerc. III) .
REVISÃO DA AULA ANTERIOR
Mande contar o Batismo de Cristo. Peça as semelhan­
ças com o nosso Batismo (o Espírito Santo desce e Deus se
torna nosso Pai ) . Que prometemos no Batismo? Em ql!e
festa litúrgica se faz a renovação dessas promessas? Por
que o dia do Batismo é o dia mais feliz de nossa vida? Co­
mo devemos celebrá-lo? Quem não acredita é realmente
cristão? E quem não pratica. a Religião? Que _é necessário
para ser bom cristão? Temos obrigação de cuidar dos ou­
tros ? (Verifique os exercicios para casa.)

EXPLANAÇAO

1. Conte a parábola da veste nupcial, fixando apenas


os seguintes pontos : - O reino dos céus é semelhante a
um rei que celebrou as bodas de seus filhos; na hora do
banquete notou que um homem não estava com a veste nup-

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28 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

cial ; perguntou-lhe : "Como entraste aqui, sem a veste


nupcial ? " e mandou lançá-lo nas trevas de fora, onde há
chôro e ranger de dentes. Frise bem isto : Deus exige que,
para tomar parte no banquete de seu Filho, estej amos vesti­
dos com a veste nupcial (no quadro-negro: "Nupcial", pró ­
pria para a festa do casamento) . Esta veste nupcial é a
graça. Isto quer dizer : Só quem tiver a graça santificante
pode entrar no céu, que é o banquete de Deus.
A veste batismal- Há uma cerimônia no Batismo, em
que se compara a graça com uma veste branca. O padre
envolve a criança numa túnica ou numa toalha branca, e
diz : "Recebe esta veste branca, a qual tu conservarás sem
mancha, até o tribunal de Jesus Cristo." (Mostre a figura
da lição.) (LITURGIA.)
A veste branca é a graça. Temos de conservá-la até a
hora de nossa morte, que é quando nos apresentaremos no
tribunal de Jesus Cristo, para sermos julgados por f:le.

Vejamos se entenderam bem. Por que o rei expulsou o ho·


mem da sala do banquete? Que banquete é êste? (o céu) . Que
significa esta veste nupcial? Como é a cer imônia do Batismo em
que se fala desta veste? Que nos diz o padre? (Se não guardaram. a
fra.se, mande escrevê-ia nos cadernos. Faça lerem e repetirem de
cor.)
O E1pírito Santo habita em nós Em nosso Batismo, o
-

Espírito Santo desce para nós, e fica morando em nós.


O Espírito Santo é tão santo que torna santos ta.mbém
aquêles em que J!:le habita. O fogo não torna quente o fer­
ro? Pois o Espírito Santo é assim : estando em nós, :tle
nos torna santos, filhos de Deus e irmãos de Jesus Cristo.
Os direitos dos filhos Se somos filhos de Deus, temos
-

direito a ir para o céu. É claro : os filhos têm direito de


ficar na Casa do Pai.
Os estranhos não gozam dos bens do Pai ; mas os fi­
lhos gozam. Nós gozamos das graças de Deus neste mun­
do e iremos gozar de sua glória no céu.
Os filhos podem tratar o pai com intimidade ; os estra­
nhos não podem. Nós podemos chamá-lo de Pai ; os pa-

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 29

gãos não podem. Nós chamamos a Deus de Pai: no ·Pai­


Nosso, no Credo, em várias orações da Missa.
(Verificação.) Que é a graça? Quando veio morar em nós
o Espfrito Santo? Quais foram as palavras que disse o padre, ex­
pulsando o demônio de nós? Em que momento do Batismo o de­
mônio foi expulso? Por que o Espfrito Santo nos torna santos?
Que mais nos faz a graça? (Filhos de Deus e irmãos de Jesus
Cristo.) Por que é que, com a graça, ternos direito ao céu? (So­
mos filhos de Deus; e os filhos têm direito à casa do pai.) Em que
oração chamamos a Deus de Pai?
Viyer .em estada de graça - Só nos conservamos santos,
filhos de Deus, e com direito ao Céu, se conservarmos o Es­
pírito Santo em nós. Quem perder o Espírito Santo, perdeu
tudo isto. Basta um só pecado mortal, e se perde tudo. Ima­
ginem vocês um menino que está em estado de graça. �le
é filho de Deus? É, santo? Se morrer assim, _vai para o
céu? Mas êle agora cometeu um pecado mortal: - perdeu
Missa de domingo à toa, comeu carne em sexta-feira da
Quaresma de propósito, fêz um ato imoral, furtou um ob­
jeto de valor, ou outra coisa grave. Ainda é santo êsse me­
nino? Quem saiu dêle? Quem voltou para êle? Se morrer
assim, para onde vai? Por quê?
Então é preciso conservar-nos em estado de graça. Dis­
to depende nossa salvação ou nossa condenação eterna. (DE­
VER.) Viver sempre em estado de graça e aumentar sem­
pre a g·raça em nós. (CONSELHO. ) Deve ser nosso maior
cuidado. Não há nada mais importante em nossa vida.
Quando um cristão perde a graça santificante que deve fa­
zer? (Confessar-se. ) Quando? (Imediatamente. ) (Fri­
sar bem, insistir nisto. Não no sábado ou no fim do mês;
mas i-me-di-a-ta-men-te.) E como podemos aumentar a
graça em nós? A comlmhão : aconselhá-la todo domingo,
na Missa. A oração : muito cuidado com as orações da
manhã e da noite, nas ocasiões de tentação, pois a oração
é um alimento para o estado de graça. As boas obras, feitas
por amor de Deus.
Ajudar °' outras Se a graça santificante é o maior
-

bem desta vida, o maior bem que posso fazer ao próximo

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30 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

é ajudá-lo a vitier e crescer no estado de graça. Não é ló­


gico?
Vamos ver se entenderam. Que devo fazer para me conser­
var filho de Deus? Como se perde o estado de graça? Que acon­
tece a quem comete pecado mortal? Quantos pecados mortais são
necessários para tudo isto? Quando deve confessar-se quem co­
meteu um pecado mortal? Como podemos aumentar a graça?
(Comunhão freqüente, oração, boas obras.) É fácil ou dificil vi­
ver em estado de graça? (É fâcil: basta querer.) Qual o maior
bem que podemos fazer ao próximo? Prestem atenção: - eu dei
um pão a uma criança que tinha fome; dei remédio a outra que
estava doente; levei para se confessar outra que tinha perdido
Missa de domin�o. Qual foi a maior caridade que eu fiz?

RESUMO
1 . Jesus ensina que o estado de graça é necessário para' en·
trar no céu;
2. No Batismo, quando recebemos o Espírito Santo, rece·
bemos também ordem de conservar sem mancha a veste branca
de nossa alma, que é a graça santificante;
3. a graça santificante é o Espfrito Santo morando em nós:
�le nos torna santos, filhos de Deus, irmãos de Jesus Cristo, e her­
deiros do céu;
4. o céu é a Casá do Pai: só quem é filho tem direito à
Casa do Pai;
5. quem expulsa o Espírito Santo de si, entrega-se ao de­
mônio, deixa de ser filho de Deus e perde o direito ao céu;
6. basta um pecado mortal para isto acontecer;
7. devemos conservar o estado de graça e procurar au­
mentá-lo pela Comunhão freqüente, a oração e as boas obras;
8 . o maior bem que fazemos ao próximo é ajudá-lo a vi­
ver em estado de graça.

EXERCICIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Preencher os exercícios da lição.
3. Ajudar as pessoas da família a sair do pecado e viver
em graça.

CHAVE DOS EXERCICIOS


III . Chamamos o Espírito Santo "hóspede da alma " porque
:t:le mora na alma do cristão. Mas só na alma que está em estado
de graça.

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LIVRO DO MESTRE para " Meu Catecismo", 4.0 ano 31

rv . O s que nunca receberam a graça são o s pagãos. Os que


a receberam e perderam são os pecadores. Por êles podemos re­
zar, trabalhar, oferecer sacrifícios, etc.

EU CREIO

DOUTRINA PARA O CATEQUISTA

1 . A fé, a esperança e a caridade são as virtudes fun­


damentais da vida cristã. Elas nos põem em relação dire­
ta com Deus, e nos são infundidas diretamente por lllle : por
isso se chamam teologais.
2 . São igualmente necessárias à salvação. ".�em a fé
é impossivel agradar a Deus", diz São Paulo (Hb. 11 .6) . Co­
mo também o é, sem a esperança da vida eterna e sem a
graça santificante (caridade) .
3 . A fé é a virtude sobrenatural infusa, pela qual cre­
mos firmemente tudo o que Deus revelou e a Igreja ensina.
4 . Pela definição, vemos que a fé deve ser viva ( "A
fé sem obras é morta" : Tgo. 2 .26) , firme (Zacarias duvi­
dou e foi castigado : ver Lc. 1.18-25, São Pedro duvi­
dou, e submergiu : ver Mt. 14.22-31 ) ; a cananéia (Mt. 15,21-
28) , o centurião (Mt. 8.5-13) e os cegos (é o episódio da
lição : Mt. 9.27-31 ) creram, e alcançaram o que pediam.
5 . Cremos tudo o que Deus revelou. Suas palavras
constam da Bíblia e da Tradição. É o que se chama a Re­
velação.
6. Cremos no que a Igreja ensina. Aliá.s, é à Igreja
que nos unimos direta e imediatamente : o que a Igrej a
ensina é o que Deus revelou.
7. Precisamos, pois, conhecer o que ensina a Igreja :
estudai' Religião ( de acôrdo com a nossa cultura geral) ,
ouvir as pregações (despertam a chama da fé) , ler do­
cumentos do Papa e do nosso Bispo (pastôres . de quem
somos ovelhas) , extirpar nossas dúvidas (vermes que des-

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32 Mona. Negromonte - Guta do Catequista

troem a fé) , pedir a Deus que nos firme ca da véz mals


("Aumentai a nossa fé": Lc. 17.5 ) .
8 . Ver em O Caminho da Vida o capítul o sôbre "A Fé".

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: A cura. dos cegos (Mt. 9.27-31 ) .
2. D: Necessidade da. fé.
3. F:
a) D: Crer no que ensina. a Igreja. (Leitura) ;
b) C: Ouvir as pregações (Exerc. ll) ;
e) A: Ajudar na conversão dos hereges (Leitura) ;
d) L: A Palavra de Deus na Missa (Exerc. li).

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Mande contar a parábola da veste nupcial. Que signi­
fica essa veste ? Mande contar a cerimônia da veste bran­
ca. Que é a graça santificante? Que direitos têm os fi­
lhos de Deus? Como conservamos êsses direitos? E como
os perdemos? Então, que devemos fazer? <Evitar o peca­
do mortal, e viver em estado de graça.) Quais são os meios
para viver em estado de graça? Qual o maior bem que po­
demos fazer ao próximo ? ( Verifique os exercícios para casa . )

EXPLANAÇAO

1 A cura dos dois cegos pode ser lida por um aluno :


.

Mt. 9.27-31. (Sempre que o eptsódto é curto, convém man­


dar lê-lo, para encaminhar as crianças para a leitura dos
Evangelhos.)
2 . Para curar os cegos, Jesus exige fé : "Faça-se se­
gundo a vossa fé." I!:les tinham fé, foram curados ; se não
a tivessem, não teriam sido curados. (Mostre a figura. da
ltçáo.) Para nossa salvação, Jesus também exige a fé. Só
pode salvar-se quem tem fé. Quem não tem fé não pode
salvar-se - porque duvida de Deus : duvidar de Deus é
um p ecado enorme. Deus revelou as verdades da Religião,
falou aos homens - e os homens não querem acreditar
em Deus ! Isto é horrível. Quando eu digo uma coisa, e
não querem acreditar em mim, eu não gosto, porque isto é

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 33

nesmo que me chamarem mentiroso. Não crer em Deus


1 chamá-lo de mentiroso. E isto é um dos maiores peca­
los que um homem pode cometer. É por isso que São Pau­
º diz : "Sem a fé é impossível agradar a Deus." (Mande
",çr.rever a frase no caderno.)

(Pergunte a vários alunos: primeiro faça a pergunta, depois


·hame quem vai responder.) Como Jesus exigiu fé dos cegos,
iura curã-los? Pode salvar-se quem não tem fé? Por que a falta
11? fé é um grande pecado? Deus pode errar? Pode enganar-se?
i•:ntão é sempre verdade o que Deus diz?

3 . Deus falou aos homens - Deus tem falado aos ho­


mens de diversos modos :
a) Primeiro, :mie falou diretamente. Lembra-se como
Deus falou com Adão e Eva? E com Moisés, quando lhe
deu os Dez Mandamentos?
b) Depois, falou aos homens por meio dos profetas,
anunciando o que iria acontecer com o Salvador.
c) Deus falou aos homens por seu Filho. Que livros
contêm a palavra de Jesus aos homens? Quantos são os
Evangelhos? Quem os escreveu? Que contêm êles?
Deus nos falou ainda pelos Apóstolos, nas Epístolas
d)
e nas pregações. ( Vá perguntando aos alunos de quantos
modos Deus falou aos homens, e vá mandando escrever no
quadro-negro :
1. Diretamente
2. Pelos Profetas
3. Por Jesus Cristo
4. Pelos Apóstolos.
Depois mande escreverem nos cadernos.) Tudo isto é
palavra de Deus. Na Missa, quando lemos o Evangelho e
a Epístola, é a palavra de Deus que lemos, para nos instru­
irmos nas coisas de Deus. (LITURGIA.)
4. A Igreja continua Jesus A Igreja é encarregada
-

de pregar a palavra de Deus. Jesus disse aos Apóstolos :


"Ide e ensinai a todos os povos." A Igrej a tem um chefe

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34 Mons. NegTomonte - Guia do Catequista

supremo. Quem é êle? A quem substitui êle? E quem su­


bstitui os Apóstolos ? <Os Bispos.) O Papa e os Bispos são
os encarregados de ensinar na Igreja : êles são os mestres,
os outros são os alunos na Igrej a. J!:Ies ensinam ; nós acei­
tamos o seu ensino. E temos obrigação de crer no que a
Igrej a ensina, porque crer na Igrej a é crer no próprio Je­
sus Cristo. Isto é importantíssimo. Vamos até escrever em
nossos cadernos : "Crer na Igrej a é crer no próprio Jesus
Cristo." (DEVER.)
Devemos também ouvir as pregações dos sacerdotes.
J!:les pregam a palavra de Deus, ensinam os ensinamentos
de Jesus. (CONSELHO. )
5 . Para ter fé viva-Façamos tudo para ter uma fé
viva em tudo o que Deus revelou e a Igrej a ensina.
E para ter fé viva e firme, devemos : 1.º) pedi-la a
Deus, rezando como os Apóstolos, que disseram : "Senhor,
aumen tai a nossa fé", Lc. 17.5 ; 2.º) praticar a Religião,
pois quem não pratica a Religião, termina perdendo a fé;·
3.º) estudar sempre a Religião, para se tornar cada vez
mais esclarecido. <Peça para dizerem os três meios para
se ter uma fé firme. Mande escreverem no quadro-negro,
e depois nos cadernos. )
Vocês encontrarão pessoas que dizem ter perdido a fé.
Por que a perderam ? Por uma dessas razões : ou não re­
zam, ou não praticam a Religião, ou não estudaram Cate­
cismo. Vej am como é importante estudar o Catecismo. Te­
nham muito cuidado com isto. Vamos estudar sempre mui­
to bem o nosso querido catecismo.
6 . Os que não crêem - Infelizmente, há pessoas que
pecam contra a fé. São os hereges : negam verdades que
a Igreja ensina, como os protestantes e os espíritas. São as
pessoas ignorantes em Religião: são supersticiosas, oc dei­
xam os deveres principais e se preocupam com coisas secun­
dárias, ou misturam a Religião com devoçées falsas ("cor­
rentes" de orações, orações "fortes", figas, amuletos, etc.) .

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 35

Nós devemos ajudar a essas pobres pessoas a terem tam­


bém uma fé firme. (APOSTOLADO. )
Para isto devemos rezar por elas, ensinar-lhes a ver­
dadeira doutrina, combater as superstições, dar o bom
rxemplo.

RESUMO
1. Jesus exige a fé. como condição para a salvação;
2. não crer é duvidar do próprio Deus;
3 . duvidar de Deus é u m grave pecado, porque Deus não
pode errar nem enganar-nos;
4 . Deus falou aos homens de diversos modos: diretamente,
pelos profetas, por Jesus Cristo, pelos Apóstolos;
5 . atualmente, Deus nos fala pela Igreja, que ensina o que
Deus revelou;
6. por isso, devemos aceitar o ensino da Igreja, ouvir as
pregações;
7 . para têrmos uma fé viva, devemos rezar, praticar a Re-
1 igião, e estudar o Catecismo;
B . cometem pecados contra a fé
os hereges, os supersticio­
sos, os que duvidam e zombam da Religião.

EXERCICIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Fazer o desenho do púlpito.
3. Preencher o exercício II.

CHAVE DOS EXERCICIOS


II. No Evangelho Deus nos fala por Cristo.
Na Epístola Deus nos fala por um Apóstolo.
Na pregação Deus nos fala pela Igrej a.

OS DEZ MANDAMENTOS
DOUTRl�A PARA O CATEQUISTA
1 . Os Mandamentos contêm a lei natural.
2 . Para evitar que · os homens se perdessem, ensinou­
lhes Deus o caminho da salvação, promulgando os Manda­
mentos.

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36 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

3 . É preciso insistir nesta apresentação da bondade do


Pai, que ensina aos filhos em risco de perder-se o caminho
a seguir; pois é muito comum fazer-se uma apresentação
negativa dos Mandamentos. Deus é tão bom que nos deu
os Mandamentos !
4 . �les constituem a base de tôda a moral, de modo
que é moral tudo o que está de acôrdo com 'JS Mandamen­
tos, é imoral tudo o que os contraria. (Assim, a noção de
moral e imoral não se limita às questões de pureza, mas
at.inge tôda a vida humana. A pessoa que furta, que calu­
nia, que mata, que maltrata o próximo, que viola qualquer
Mandamento comete um ato contra a moral, do mesmo mo­
do que quem peca contra a castidade. )
5 . A desobediência aos Mandamentos constitui o pe­
cado : O pecado não é tanto determinado ato, mas o fato de
se desrespeitar a Autoridade Divina.
É bom frisar também isto, porque há pessoas muito cui­
dadosas em determinados Mandamentos, mas muito descui­
dadas em outros !
6 . A oração, os Sacramentos, a prudência em fugir das
ocasiões perigosas, o próprio hábito da virtude, facilitam
muito a observância dos preceitos divinos.
7 . Como as desgraças dos homens vêm geralmente da
falta de observância dos Mandamentos, rezemos e trabalhe­
mos para que todos os cumpram e para que se convertam
os pecadores.
8 . A promulgação dos Mandamentos está no livro do
�xodo, capítulos 19 e 20. Mais doutrina sôbre o tema se
encontra em O Caminho da Vida, no capítulo "A Lei".

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: O môço rico (Mt. 19.16-19) .
2. D: Dever de cumprir os Mandamentos.
3. F:
a) D: Devemos cumprir os Mandamentos (Leitura) ;
b) C: Cumprir por amor lExerc. ID ;

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 37

e) A: Os que não cumprem os Mandamentos (Exerc. IV) ;


d) L: No Batismo: " Observa. os Mandamentos" (Exerc.
IID .

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Mande contar a cura dos cegos. Como foi que Jesus
exigiu dêles a fé? Por que devemos ter fé? Por que é gran­
de pecado não acreditar em Deus? É possível agradar a
Deus sem fé? Mande citar os vários modos pelos quais
Deus falou aos homens. Em que atos da Missa ouvimos a
palavra de Deus? Quem nos ensina a palavra de Deus ?
Em lugar de quem está a Igrej a? Por que crer na Igrej a é
crer em Jesus? Devemos ouvir as pregações dos sacerdo­
tes? Que devemos fazer para ter fé viva? Quais são as
pessoas que estão erradas em coisas de fé? Que devemos
fazer por essas pessoas? ( Verifique os exercícios para casa. )

EXPLANA ÇAO

1.
Mande um aluno ler o episódio do môço rico : Mt.
19.16-19. (O resto do episódio não interessa a esta aula.)
'
"Se queres entrar na vida eterna, observa os Manda­
mentos." Só entra no céu quem observa o que Deus man­
da. Em tudo, tudo, dependemos de Deus. Devemos obede­
cer a Deus em tudo também : Deus dá os seus Mandamen­
tos, nós temos de cumpri-los. (DEVER.)
Vocês se lembram de que no Batismo o padre nos diz
estas palavras de Cristo ao môço? Quem se lembra? Quan­
do é? (É logo no comêço das cerimônias : "Se queres",
etc. ) (Mande escrever a frase nos cadernos. Dite-a. Ve­
rifique. Mande repetir, de cor, p or uns três ou quatro . )
(LITURGIA.)
Todos os homens têm obrigação de cumprir os Manda­
mentos de Deus, mas os cristãos têm mais obrigação ainda.
Nós somos filhos ; e os filhos devem cumprir os Mandamen­
tos por amor, e não por mêdo de castigo, nem por tnterês- ·

se ; mas sim porque Deus é um Pai muito bom, e nós de-

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38 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

vemos fazer tudo para agradar a tão bom Pai. ( CONSE­


LHO.)

Vou dar uns exercícios: (vá perguntando a vários alunos)


uma pessoa que não furta, com mêdo da policia, age como cristão?
outra, que não se vinga de um adversário porque não tem cora­
gem? outra, que não mente, com mêdo de ser descoberta? outra,
que não perde Missa de domingo, para não ficar em casa sozinho?
Muito bem: não agem como cristãos. O cristão age não por êsses
motivos feios, e sim por amor de Deus, para agradar a seu Pai
do céu.

Aliás, Deus nos deu os seus Mandamentos por amor


para conosco. Por causa do pecado original, os homens co­
meçaram a ser maus, a desobedecer a Deus, a não fazer o
que Deus mandava. Então, para evitar que os homens se
afastassem dos bons caminhos, Deus deu os Dez Manda­
mentos. Assim, os homens tinham um caminho seguro pa­
ra se salvar. Bastava cumprirem os Mandamentos.

(Verifique.) Entenderam bem? Que é necessário para nos


salv2rmos? Como foi que Jesus disse isto? Todos os homens têm
o dever de cumprir os Mandamentos? Por que temos o dever de
obedecer a Deus? Quando foi que o padre nos lembrou esta obri·
gação? Como é que os cristãos devem cumprir os Mandamentos?
<Com amor.) Por que foi que Deus nos deu os seus Mandamentos?

2 . . Detls dá os Mandamentos -A Bíblia conta como


Deus deu os seus Mandamentos aos homens. É no Antigo
Testamento. Deus falou a Moisés, no .Monte Sinai. O mon­
te estava envolto em fogo e fumaça. O próprio .monte tre­
mia. No meio de relâmpagos e de trovões, Deus deu a Moi­
sés os Dez Mandamentos, escritos em duas tábuas de pe­
dra. Vejam no livro a figura. Olhem os raios. Olhem a
tábua com três Mandámentos : são os que se referem a
Deus. Na outra estão os sete Mandamentos, que se refe­
re:m ao próximo.
Vocês sabem quais são os Dez Mandamentos ? ( Verifi­
que se sabem. Repita-os com os alunos. Dê, como exercí­
cio, escrevê-los nos cadernos, e trazê-los de cor na próxi­
ma aula.)

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.º ano 39

3 . Fazer o bem e evitar o mal - (A matéria dêste número


foi tratada no número 1 . )
4. Basta desobedecer a u m s ó dos Mandamentos, e m
coisa grave, para s e cometer u m pecado mortal. E quem
comete um pecado mortal, que lhe acontece? (Pergunte a
vários alunos.) É ver�adeiro cristão? Pode ir para o céu,
se morrer assim? Para onde vai? Por quê? E que deve
fazer? ( Confessar-se) . Quando?
Temos obrigações para com essas pessoas? Que pode­
mos fazer por elas? (Sugerir, suscitar respostas; rezar,
aconselhar, chamá-las para se confessar, fazer mortifica­
ções e sacrifícios por elas. ) (APOSTOLADO.)
5 . Facilitam nossa vida- Os Mandamentos de Deus são
poucos. Deus faz assim para nos facilitar a vida. Assim nin­
guém pode se queixar de que é difícil cumprir os Manda­
mentos.
Mas, ainda fica mais fácil, quando vemos que os Dez
Mandamen tos se reduzem a d.ois: Amar a Deus sôbre tôdas
as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
(Verifique.) Tudo bem entendido? Então vejamos. Que
contêm" os Dez Mandamentos? (0 que devemos fazer e evitar
para nos salvar.) Que faz quem desobedece aos Mandamentos?
(Pecado.) Quando o pecado é mortal? É possível salvar-se quem
não cumpre os Mandamentos? Que devemos fazer pelas pessoas
que não cumprem os Mandamentos? Como se resumem os Man­
damentos?

RESUMO
1 . Jesus ensinou que os Mandamentos são necessários à
salvação;
2 . todos os homens são obrigados a cumprir os Mandamen­
tos, porque quem manda é Deus, nosso Criador e Senhor;
3 . os cristãos devem cum�rir os Mandamentos por amor,
como filhos que procuram agradar ao Pai;
4. por amor foi que Deus deu os Mandamentos aos ho­
mens, a fim de que tenhamos um caminho seguro para a salvação;
5. Deus deu os Mandamentos a Moisés, no Monte Sinai, no
meio de grande majestade, para mostrar que é o Senhor;
6. nos Mandamento:> está tudo o que devemos fazer e que
devemos evitar, para nos salvarmos;

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40 Mona. Negromonte - Guia do Catequista

'7 . ciesobedecer aos Mandamentos é pecado; e se fôr em


coisa grave - pecado mortal;
8. muitos infelizmente não cumprem os Mandamentos: de­
vemos rezar e trabalhar pela conversão dos pecadores.

EXERCICIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Escrever os Dez Mandamentos no caderno, e decorã-los.
3. Preencher o s exercícios da lição.

AMAR A DEUS
DOUTRINA PARA O CATEQU ISTA

1 . Como "Deus é amor" ( diz S. João em sua primeira


Epistola : 4.8) , a sua Lei nos foi dada por amor, e todos os
seus atos são feitos por amor, e l!:le "primeiro nos amou" ( 1
Jo. 4 . 19) , devemos servir a Deus por amor - e tudo no seu
serviço se resume no amor a Deus e ao próximo.
2 . Amor de Deus, caridade e estado de graça são si­
nommos. A caridade é a virtude sobrenatural pela qual
amamos a Deus sôbre tôdas as coisas, e ao próximo como
a nós mesmos, por amor de Deus.
Mas só amamos a Deus quando estamos em estado de
·
graça, pois no pecado mortal voltamos as costas a Deus e
nos unimos ao demônio, tornando-nos (como êle) inimigos
de Deus.
3. É nosso dever amar a Deus.
E amá-Lo sôbre tôdas as coisas é de justiça. Ama-se um
ser na medida do seu valor: a Deus se deve amar mais
que tudo, pois :J!:le n;ierece amor infinito. Como não temos
êste amor infinito, devemos arr.á-Lo "com tôdas as no$sas
fôrças" ( Lc. 10.27 ) .
4 . Quando temos o amor d e Deus e a intenção d e agra­
dar-Lhe em tudo, tudo que fizermos serve para nossa sal­
vação. (Isto se consegue com o estado de graça e o ofere­
cimento do dia.)

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 41

5 . Sendo o amor d e Deus uma virtude, podemos de­


senvolvê-lo pelo exercício de uma boa vida cristã : oração,
freqüência dos sacramentos, meditação, desapêgo dos bens
terrenos e dos prazeres dêste mundo, correspondência às
graças atuais, etc.
6 . Ver em O Caminho da Vida o capitulo "Amor a
Deus".

ESQUEMA DA L IÇÃO
1. H: Qual o maior Mandamento (Mt. 22.34-40 ) .
2. D: Amar a Deus.
3. F:
a) · D: Viver em estado de graça (Leitura) ;
b ) C: Oferecer a Deus tõdas a s nossas obras (Exerc. ll) ;
e) A: Procur&r que todos amem a Deus (Leitura) ;
d) L: "Amarás o Senhor ", no BatlliDlo (Exerc. III).

REVISÃO DA AULA ANTERIOR

Que respondeu Jesus, ao môço que Lhe perguntou o que


era necessário para se salvar ? Quando é que o padre nos
repete estas palavras? Quem está obrigado a cwnprir os
Mandamentos? Como é que os cristãos devem cumprir os
Mandamentos? Dê um exemplo de uma pessoa que cum­
pre um Mandamento, mas por mêdo. Por que foi que Deus
deu os Mandamentos aos homens ? A quem deu Deus os
Mandamentos? Conte como foi. Diga os três - primeiros
Mandamentos. Diga mais dois. Mais três. Diga quais os
Mandamentos que faltam. É pecado desobedecer aos Man­
damentos? E quando é pecado mortal ? Que devemos fa­
zer pelas pessoas que desobedecem aos Mandamentos? (Ve­
rifique os exercícios para casa. Veja especialmente se es­
creveram os Dez Mandamentos.)

EXPLANAÇÃO

1 . Uma vez, Jesus estava dando explicações sôbre Re­


ligião e um ouvinte perguntou qual é o maior Mandamento.
Eu vou mandar ler, como está no Evangelho de S. Mateus
(cap. 22.34-40) . (Mande um aluno ler.)

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42 Mons. Negromante - Guia do Catequista

Viram o que disse Jesus? Na última aula repetimos


isto : os Dez Mandamentos se resumem em dois : amar a
Deus sôbre tôdas as coisas e amar ao próximo como a nós
mesmos. Agora vocês vêem que é o próprio Jesus quem diz
isto. O maior de todos os Mandamentos é amar a Deus; e
Jesus acrescenta que disto depende tôda a Lei de Deus.
2. I mportância daquele amcr Sem o amor a Deus, nada
-

tem valor para o céu ; não podemos salvar a nossa alma;


mesmo que cumpríssemos todos os outros Mandamentos.
Devemos amar a Deus "de todo o coração, de tôda a
alma, com tôda a inteligência". É assim que Deus merece
ser amado. Porque tudo o que temos foi Deus que nos deu.
Deus me criou. �le me conserva. Deus nos deu : o ar que
respiro, o sol que me aquece, a chuva, os viveres, tudo. No
dia de meu Batismo, �le me fêz seu filho, e me reservou
um lugar no céu. Ajuda-me com suas graças, em tôdas
as dificuld ãdes e perigos. É para nós o melhor dos pais.
Por isso devemos amar a Deus rn ais do que a nossos
pais, mais do que a tudo ! (DEVER.)
(Verificação.) Qual é o maior Mandamento? Como se re­
sumem os Mandamentos? Sem o amor de Deus, os outros Manda­
mentos têm valor? Se uma p essoa cumprisse os outros Manda­
mentos, mas não amasse a Deus, podia se salvar? Como é que
devemos amar a Deus? (De todo o coração, etc.)
3 . De todo o coração Jesus diz que devemos amar a Deus
-

com tudo quanto temos. Temos inteligência: nossa inreli­


gência conhece a Deus : então devemos conhecer a Deus, es­
tudando bem nosso Catecismo, ouvindo as pregações, apren­
dendo sempre mais a Religião. Isto é am ar a Deus com a
inteligência.
Temos vontade : a vontade é para {)bedecer a Deus: isto
é amã-Lo com tôda a nossa vontade. Temos coração: o
co ração é para amar: devemos amar a Deus de todo o nos­
so coração. Tôda a nossa pessoa é para servir a Deus.
Escrever no caderno: "Arnarãs o Senhor teu Deus de
todo o teu coração, de tôda a tua alma, de tôda a tua inte­
ligência." ( Verifique. Mande repcti.r Q,e cor.) Amar a Deus
� a nossa principal obrigação.

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LIVRO DO MESTRE paTa "Meu Ca�ecismo", 4.0 ano 43

Quando fomos batizados, o padre nos disse isto, com


estas mesmas palavras de Jesus : "Amarás o Senhor teu
Deus", etc. Que é para ficarmos sabendo que � vida do �ris­
tão é tôda cheia de amor a Deus. E também para sabermos
que tis cristãos têm mais obrigação de amar a Deus que os
outros homens porque Deus é melhor para nós. '.ele nos
deu mais do que aos outros. (LITURGIA. )
Portanto, todos os nossos atos devem ser jeitos para a
glória de Deus. Isto é muito fácil: na oração da manhã,
íaZemos o "oferecimento do dia", eferecendo a Deus as
orações, obras e sofrimentos do dia; de modo que tudo o
que fizermos fica oferecido a Deus. Habituem-se. (CON­
SELHO.) É fácil : cada dia, na oração da manhã . . . ( In­
sistir.)
4 . Condições necessárias
- Mas para isto duas condições são
necessãrias : 1) viver permanentemente em estado de graça
- porque quem não está em estado de graça estã com o de­
mônio; e quem está com o demônio não pode amar a Deus;
2) ter a intenção de agradar a Deus em todos os nossos
atos. Esta intenção é a que nós formamos no oferecimento
do dia.

(Verificação.) Como amamos a Deus com a inteligência?


E com a vontade? Para que serve tudo o que nós temos? (Para
servir a Deus.) Quais foram as palavras de Jesus sôbre isto?
Quando foi que o padre nos repetiu estas palavras? Diga um modo
fácil de oferecer a Deus tudo o que fazemos. (Oferecimento do
dia.) Que é necessário para que todos os nossos atos agradem a
Deus?

5 . Os que não amam a Deus... - Um ponto muito impor­


tante : quando amp.mos a Deus de verdade, queremos que
:Ele seja amado por todos. Quem ama a Deus de verdade
não se contenta de amá-Lo sozinho. Quer que todos O
amem também, que todos O conheçam, que todos O sirvam.
Se eu amar de verdade a Deus, trabalho pelas Missões, rezo
pela conversão dos pecadores, levo as outras crianças ao Ca­
tecismo, etc. ( APOSTOLADO.)

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44 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

RESUMO

1. Jesus disse que o mais importante Mandamento é amar


a Deus;
, 2. todos os Mandamentos se resumem em dois: amar a
Deus sôbre tõdas as coisas e ao próximo como a nós mesmos;
3 . devemos amar a Deus de todo o nosso coração, com tõ­
da a nossa alma, com tôda a nossa inteligência;
4 . isto nós fazemos, vivendo em estado de graça e fazendo
o " oferecimento do dia " , na oração da manhã; .
5. quem ama a Deus procura que :l!:le seja amado também
por todos os homens, rezando e trabalhando pelas Missões e pela
conversão dos pecadores.

EXERC(CIOS PARA CASA


1. Completar os exercícios da lição .
2 . Conseguir o "bilhete" do Apostolado da Oração, com o
"oferecimento do dia".

CHAVE DOS EXERC(CIOS


1. Meu Deus, eu Vos amo de todo o meu coração. Quero
empregar a inteligência para Vos conhecer, minha vontade para
Vos obedecer, as minhas fôrças para Vos servir. Que tôda a mi­
nha vida seja para Vossa glória.
II . " Amarás o Senhor teu Deus d e todo o teu coração, de
tôda a tua alma, com tôda a tua inteligência."

CULTO A DEUS
DOUTRINA PARA O CATEQUISTA
1. Mais do que saber, importa reconhecer que Deus é
o Criador e, por isso, também o Senhor de tudo. Isto é
adorar.
Esta é a razão pela qual adoramos somente a -Deus;- uma
vez que só �le é o Criador e o Senhor de tudo.
2. A Nossa Senhora e aos Santos não adoramos, pois
que ela e êles são criaturas.
3. A- maneira de rezar, as nossas atitudes interiores e
exteriores indicam esta diferenca entre o culto de Deus e
o dos Santos.

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 45

Quando n os dirigimos a Deus, dizemos : "Tende piedade


de nós ; "Concedei-nos, Senhor" ; "Nós Vos adoramos", etc.
"

Quando nos dirigimos a Nossa Senhora e aos Santos, dize­


mos porém "Rogai por nós" ; "Alcançai-nos a graça", etc
As primeiras fórmulé!; s mostram que Deus tem para
dar; as outras indicam que Nossa Senhora e os Santos pe­
dem a D eus para nós.
4. Deus proibiu adorar imagens. Mas man�ou fazê-las :
dois querubins de ouro, na arca da aliança (:E:x. 25.18) , dois
outros de olivei·ra, na porta do templo (3 Rg. 6.23 ) , queru­
bins para ornar o tabernáculo em que Moisés devia gua.rdar
as tábuas da Lei c:ex. 26.31) , etc.
Deus proíbe fazer imagens "para adorar" (como diz o
Levitico: 26. 1 ) , e não para outras homenagens, mesmo
porque as homenagens que prestamos às imagens se refe­
rem às pessoas que e"las representam.
6 . O culto das relíquias também está na Bíblia : os ossos
do profeta Eliseu ressuscitaram um morto (4. Rg. 13.21 ) , o
lenço de S. Paulo curou enfermos e expulsou demônios ( At.
19.12 ) . E no Evangelho: a mulher foi curada, tocando ape­
nas no manto de Jesus (Mt. 9.22 ) .
7 . Ver o capítulo "A Virtude d a Religião ", em O Cami­
nho da Vida.

ESQUEMA DA L I ÇÃO
1. H: A tentação de Jesus (Mt. 4.1-1 1 ) .
2. D: O culto a Deus e aos Santos.
3. F:
a) D: Adorar a Deus (Leitura) ;
b) C: Devoção a Nossa Senhora e a.o11 Santo11 (Leitura) ;
e) A: Conver11ão dos pa.gãos idólatras <Exerc. li) ;
d) L: A Missa dé domingo, no dia próprio para o culto
(,Exerc. III) .

REVISÃO DA AULA ANTERIOR

Qual é o Mandamento mais importante? Os Dez Man­


damentos se resumem em quantos? Os outros Mandamen­
tos valem alguma coisa, sem amor a Deus? De que modo

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46 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

devemos amar a Deus ? Que fêz Deus por nós, para nós O
amarmos ? Como a Deus com a inteligência?
amamos
Como podemos oferecer a Deus tudo que fazemos? Que é
necessário para que todos os nossos atos agradem a Deus?
É possível amar a Deus, vivendo e,m pecado mortal ? É pos­
sível amàr a Deus, sem procurar que outros O amem ?
(Verifique os exercícios para casa.)

EXPLANAÇÃO

1. Conte a história: Jesus no deserto, orando e jejuando.


No fim de 40 di as, o demônio O tentou três vêzes. Ql.!eria
que Êle fizesse as pedras virarem pão. ("Não só de pão
vive o homem, mas de tôda palavra que sai ct'a bôca de
Deus.") Queria que Êle se mostrasse, atirando-se do lugar
mais alto (pináculo) do templo, sem sofrer nada. ("Não
tentarás o Senhor teu Deus.") Finalmente, queria que Jesus
o adorasse. Prestem bem atenção a esta resposta de Jesus :
"Ao Senhor teu Deus adorarás e a Êle s"ó servirás."
(Faça recapitulação, mandando contar a tentação de
Jesus. Insista sobretudo n a última resposta de Jesus.)
2 . Só adoramos a Deus Vej am o que Jesus disse : "Ao
-

Senhor teu Deus adorarás e a l!:le só servirás." Nós só


adoramos a Deus. Não adoramos Nossa Senhora, nem os
Santos, nem as imagens. Por que só adoramos a Deus ?
Vejam bem : adorar é reconhecer que a pessoa adorada é o
Criador e o Senhor de tôdas as coisas. Escrever nos cader­
nos : "Adorar é reconhecer" etc. (DEVER.)
Quem é o Criador de tôdas as coisas? Quem é o Senhor
de tudo? Pode haver outro Criador? Pode haver mais de um
Deus? Então, a quem é que adoramos? Quais são as palavras de
Jesus?

A êste culto que prestamos a Deus se chama adoração


ou latria. (Mande escrever no quadro-negro: "latria".)
É êste o culto que prestamos a Deus na S. Missa. A
Missa só pode ser oferecida a Deus, p or que é uma ad o raçã o.

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 47

1t a melhor adoração que prestamos a Deus . Assim, no do­


mingo, vamos à Missa, e 'õferecemos a Deus a melhor ado­
ração que temos para Lhe oferecer. É por isso que a Igreja
faz tanta questão da Missa de domingo, e que os bons cató­
licos têm tanto cuidado com ela. (LITURGIA. )

(Verificação.) A quem adoramos? Adoramos Nossa Senho-


ra? Os Santos? Que quer dizer adorar? Por que só adoramos a
Deus? (Só t:le é Criador.) Como se chama também a adoração?
Por que só oferecemos a Missa a Deus? Por que vamos à missa no
domingo?

3. Veneramos os Santos - Nossa Senhora e os Santos


nós adoramos ? Por quê? Muito bem : só adoramos a Deus,
11orque só Deus é nosso Criador e nosso Senhor. Os Santos..

são criaturas ? As criaturas nós respeitamos, amamos, ve­


neramos, mas não adoramos. Adoramos só a Deus. ( Co m -

7iare ex>m os heróis nacionais que homenageamos. Cite al­


guns que as crianças conhecem.) Assim fazemos também
rom Nossa Senhora- e os Santos, porque são amigos de
Deus e nossos protetores no céu.
Essa veneração aos Santos se chama dulia. (Mande
rscrever no quadro-negro.) Como Nossa Senhora é a mais
santa de tôdas as criaturas, o culto que lhe prestamos se cha­
ma hiperdulia (quadro-negro) , que quer dizer: mais do
que dulia ; mas é sempre veneração, e não adoração.
Ter devoção a Nossa Senhora e aos Santos não é ado­
rá-los. Mas é até bom ser devoto de Nossa Senhora e dos
Santos que quisermos. <CONSELHO.) Mas sempre dando
o primeiro lugar a Deus e a Jesus na Eucaristia .

(Verificação.) Pur que s ó adoramos a Deus? O s Santos são


Criador ou criaturas? E Nossa Senhora? Adoramos as criaturas?
E adoramos a Nossa Senhora? Por que prestamos culto aos San­
tos? (São amigos de Deus e nossos protetores. ) E a Nossa Se­
nhora? (É Mãe de Deus e nossa.) Podemos ter devoção a Nossa
Senhora e aos Santos? Qual é a devoção que deve ter o primeiro
lugar?

4. O culto das imagens - Se não adoramos os Santos,


muito menos as imagens e as relíquias.

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48 Mons. Negromante - Guia do Cateauista

Quando queremos bem a uma pessoa, queremos bem


também a seu retrato, porque o retrato nos lembra a pessoa.
A Bíblia cQnta que Deus mandou fazer imagens, mas
proibiu adorâ-las. Portanto podemos fazer imagens. Não
podem()s é adorá-las.
Quem adora imagens são os pagãos, idólatras (quadro­
negro) . Mas nós, não ! Pelo contrãrio : nós rezamos e tra­
balhamos pela oonversão dos pagãos, para que êles adorem
o verdadeiro Deus. É para isto que trabalham os missio­
nários. Para isto é que rezamos pelas Missões. (APOSTd­
LADO.)

(VerificCJção.) Nós adoramos imagens? Por que as venera­


mos? É proibido fazer imagens? E venerã-las? E adorã-las? Deus
mandou fazer imagens?

5 . O culto das relíquias-Está nos Evangelhos. Vamos


ver, em S. Mateus (Mt. 9,20.22 ) . (Mande ler. Comente : a
mulher tocou no manto, e foi curada.),
A Igreja pratica o culto das reliquias. A Missa é cele­
_
brada sôbre relíquias de mârtires, que estão contidas na
"pedra d'ara" (quadro-negro: pedra d'ara ) , sem a qual não
se pode celebrar a Missa.
O próprio Deus aprova o culto das relíquias, pois per­
mite que, por meio delas, se realizem muitos milagres e se
alcancem muitas graças.

RESUMO
1. Só a Deus adoramos;
2. a Nossa Senhora e aos Santos veneramos, mas não ado­
ramos;
3 . a Missa, que é um ato d e adoração, nós a oferecemos só
a Deus;
4 . mas aos Santos e principalmente a Nossa Senhora temos,
devoção, porque êles são amigos de Deus e nossos protetores no
céu;
5. veneramos também as imagens, que Deus proibiu adorar,
mas mandou fazer;
6. e veneramos as rellquias, que merecem nosso respeito,
por causa das pessoas a quem pertenceram.

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LIVRO DO MESTRE p ara "Meu Catecismo", 4.0 ano 49

EXERCfCIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Preencher os exercícios da lição.
3. Juntar selos para as Missões.

CHAVE DOS EXERCfCIOS


1. A genuflexão significa a adoração a Cristo; a reverência
de cabeça, a veneração ao Santo.
II . Pode ir ao Catecismo, à pregação da tarde , ao têrço ;
pode fazer mais oração em casa , ou leitura do Evangelho; pode vi­
sitar doentes, etc.

ORAÇÃO
DOUTRI NA PARA O CATEQU ISTA
1. A oração é dever de todo homem : para adorar
Deus, agradecer os benefícios recebidos, pedir perdão dos
pecados, suplicar as graças de que precisa. São os quatro
fins da oração, correspondentes às necessidades do homem.
2. Tôdas as vêzes que elevamos a mente para pensar
em Deus, estamos rezando. Por isso se diz que "oração é
a elevação da alma a Deus" - para qualquer dos fins 'da
· Oração.
3 . Podemos rezar sem palavras ( oração mental) , com
palavras nossas (oração espontânea) , ou repetindo fórmulas
consagradas que exprimem com perfeição o que desejamos
dizer.
4 . É preciso, porém, dizer conscientemente essas fór­
mulas, sabendo o que contêm, prestando-lhes atenção para
que não se reduzam a mera repetição mecânica (sem maior
valor, senão a intenção de orar) .
Por isso, daremos à s crianças a o menos o sentido geral
das orações (o que pedimos no Pai-Nosso, o que dizemos
na Ave-Maria e no Credo, etc.) e as habituaremos a dizê­
las conscientemente.

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50 Mons. Negramente - Guia do Catequista

5 . Entre as fórmulas salientam-se as litúrgicas, mui­


to ricas de seiva, cheias de doutrina e senso cristão. É van ­

tajosíssimo encaminhar para elas as crianças.


6. Mais que os "atos de oração" devemos cultivar nas
crianças o "espírito de oraÇão" : "Quer comais, quer bebais,
quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de
Deus." ( 1 Cor. 10.31.)
Ensinemos à criança fazer o "ofereciment_o do dia" e
manter êste espírito de oração.

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: Jesus ensina o Pai-Nosso (Mt. 6.9-13) .
2. D: Modos de l'ezar.
3. F:
a) D: Orações da manhã e da noite (Exerc. II) ;
b) C: Oferecer nossos atos todos a Deus (Leitura) ;
e) A: Rezar pelos que não rezam (Exerc. III) ;
d) L: O Pai-Nosso, na Missa (Exerc. D .

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Que disse Jesus ao demônio, quando êle quis que Jesus
o adorasse ? A quem devemos adorar? Adoramos os San­
tos? As imagens? E a Nossa Senhora ? Por que só ado­
ramos a Deus? Qual é o culto de latria? Como se chama o
culto aos Santos? Que é hiperdulia? Por que só se ofere­
ce a Missa a Deus ? (É at o de adoração.) Por que temos
obrigação de ir à Missa no domingo? (É o dia dedicado
ao culto ; e a melhor adoração é a Missa.) Deus proíbe fa­
zer imagens ? Mostre que Jesus aprovou o culto das relí­
quias. < Curot: a mulher que tocou no seu manto.) Que
são idólatras? Que faz você p elos idólatras ? (Verifique
os exercícios para casa. Lembre os selos para as Missões.)

EXPLANAÇÃO

1. Jesus rezava muitas vêzes. J!:le rezava para louvar


a Deus Pai, e para nos dar o exemplo. Sim, porque nós te­
mos obrigação de rezar, não somente pela manhã e à noite,

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 51

mas também antes e depois das refeições, antes d e qual­


quer trabalho mais importante, e nas horas de tentação,
de perigo, e muitas outras vêzes na vida. <DEVER.)
Uma vez os discípulos pediram : "Mestre, ensina-nos a
rezar." Jesus lhes disse : "Quando orardes, dizei assim:
Pai nosso", etc. E lhes ensinou todo o Pai-Nosso.
2. O que contém o Pai-Nosso- O Pai-Nosso é uma ora­
ção excelente. ·No Pai-Nosso encontramos tudo o que de
melhor podemos pedir a Deus. Vamos ver o que contém o
Pai-Nosso.
Primeiramente, fazemos uma invocação ou saudação a
Deus, chamando-O de Pai : "Pai nosso." Depois fazemos a
Deus sete pedidos, uns que se referem à glória de Deus, ou­
tros que se referem às nossas necessidades. O pedidos são
êstes : 1 ) que o nome de Deus seja conhecido e louvado :
. "Santificado seja o Vosso nome" ; 2)
que Deus reine sôbre
todos os homens : "Venha a nós o Vosso reino"; 3) que
todos os homens obedeçam à vontade de Deus na te,rra,
como os Santos e anjos obedecem no céu : "sej a feita a
Vossa vontade assim na terra como no céu" ; 4) que não
nos falte o alimento necessário para nosso corpo, nem a fa­
cilidade para recebermos a Sagrada Comunhão: "O pão
nosso de cada dia nos dai hoje" ; 5) que Deus perdoe os
nossos pecados, mas para isso prometemos perdoar as ofen­
sas que · recebemos do nosso próximo: "perdoai as nossas
dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores" ;
6) depois, pedimos a Deus a felicidade de nos conservarmos
em estado de graça, sem cair em pecado, afastando as ten­
tações que o demônio nos fizer: "não nos deixeis cair em
tentação" ; 7) finalmente, pedimos a Deus que nos livre de
todos os males do corpo e da alma : "mas livrai-nos do
mal". E terminamos dizendo : "Amém", que quer dizer :
assim seja, isto é, faça-se como pedimos.

Faça umas perguntas aos alunos sôbre o Pai-Nosso. NilD


se preocupe em saber qual é a terceira ou a quinta petição; mas
em ver se êles sabem o sentido das pa lavras que repetem decora-

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52 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

das. Assim por ex.: Que pedimos a Deus com estas palavras: "Ve­
nha a nós o Vosso reino"? Ou: "Perdoai as nossas dívidas"?
Agora, quand o vocês rezarem o Pai-Nosso, rezem com
mais atenção e cuidado, porque já o sabem melhor. Na
oração da manhã e da noite, no têrço, etc. Na Missa re­
zamos também o Pai-Nosso. (Antes da Comunhão. ) Olhem
a figura da lição: o celebrante está rezando o · Pai-Nosso,
em preparação para a Comunhão. (LITURGIA.) O Pai­
Nosso pede "o pão nosso de cada dia", e isto se entende
tanto do alimento do corpo como da Sagrada Comunhão.
A Ave·Maria .- Muito conhecido e muito importante. É
composta das palavras do Anjo Gabriel a Nossa Senhora: "Ave,
Maria, cheia de graça; o Senhor é convosco." E das palavras de S.
:tsabel a Nossa Senhora, quando esta a visitou: "Bendita sois en­
tre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre. "
A Santa-Maria, foi acrescentada pela Igreja. Nela pedimos à
Mãe de Deus que nos ajude em todos os momentos de nossa vida
( " agora " ) e principalmente na hora de nossa morte. Portanto,
na Ave-Maria nós saudamos Nossa Senhora e pedimos a sua valiosa
proteção.

4. Clória ao Pai -Há uma pequena fórmula de louvor


à SS. Trindade, que é rezada também muitas vêzes : "Gló­
ria ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo." Responde-se :
"Assim como era no princípio, seja agora e sempre , e por
todos os séculos dos séculos. Amém." (Mande escrever nos
cadernos; repetir de cor. É infelizmente muito deformada
esta fórmula pelos fiéis.)
Com o Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Glória ao Pai reza ­

mos o têrço, devoção recomendada pela Igreja, e agradável a


Nossa Senhora. Em algumas igrejas se reza o têrço à n oi ­

tinha : é bom se acostumarem a tomar parte na oração co­


mum dos fiéis da paróquia, principalmente nos domingos.

<Verifique.) Vamos ver se guardaram bem o que eu disse.


De que é composta a Ave-Maria? Quem fêz a segunda parte da
Ave-Maria? Que dizemos na Ave-Maria? (Saudamos Nossa Se­
nhora e pedimos sua proteção.) O que é o Glória ao Pai? Diga
a resposta ao Glória ao Pai. De que consta o têrço? A Igreja re­
comenda o têrço?

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.º ano 53

5. Oração mental - Podemos rezar falando, ou sõmente


pensando. Pensando em Deus : como Deus é grande e po­
deroso, como fêz tudo bem-feito e admirável - e isto é
uma adoração. Ou agradeço tudo o que �le fêz de bom para
nós. Ou peço perdão dos meus pecados ou dos pecados
alheios. Ou peço graças, tanto para mim como para os ou­
tros. Tudo isto, só pensando. Chama-se oração mental
(quedro-negrlJ : oração mental) ou meditação.
Deus tanto ouve o que dizemos como sabe o que pensa­
mos. A mulher que tocou no manto de Jesus só pensou:
não disse nada, e foi curada.
6 . Oração espontânea - Ou podemos rezar com as nossas pa­
lavras, conversando com Deus. Isto se chama oração espontânea
(quadro-negro: espontânea) . As pessoas que encontravam Jesus
e queriam pedir-lhe alguma coisa falavam assim. O cego gritou:
" Jesus, filho de Davi, tende piedade de mim. " E Jesus o curou.
Nós podemos rezar também assim. Quero conseguir que uma pes­
.'
ioa vã à Missa de domingo, e digo: " Meu Jesus, fazei que F. vá
todo domingo à Missa. " Quero que os pagãos se convertam, como
poderei dizer? Diga, F. Quero pedir para ser feliz nos exames,
como direi, G? (Dê outros exemplos.)
Quando rezamos assim, é mais difícil nos distrairmos, dizemos
melhor o que queremos, e fazemos uma oração mais nossa.
A oração espontânea e a oração mental são maneiras ótimas
de rezar. Devemos usar delas, e não ficar somente rezando as
fórmulas que sabemos de cor, e que muitas vêzes repetimos dis­
traidamente.

7. Transformar tudo em oração Temos necessidade de


-

rezar: de adorar a Deus, de agradecer-Lhe os benefícios


que dêle recebemos, de pedir perdão dos pecados nossos e
dos outros, e pedir-lhe as graças de que precisamos. E como
há muitas pessoas que não rezam ( umas porque não sabem,
outras porque não querem) , nós precisamos de rezar por elas
também. (APOSTOLADO.)
Jesus disse que "é preciso rezar sempre e nunca deixar
de rezar". Só podemos rezar sempre, se transformarmos em
oração tudo o que fizermos. Explicar que para isto basta
que eu viva em estado de graça e ofereça a D eus tudo quan-

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54 Mons. Negrom011 t e - Guia do Catequista

to faço : oferecimento do dia. Assim, tudo o que fizermos


vale como uma oração. (CONSELHO.)

RESUMO
1 . Temos obrigação de rezar, para adorar e agradecer a Deus,
pedir perdão. e suplicar as graças de que precisamos;
2. o Pai-Nosso contém o que de melhor podemos pedir a
Deus;
3. na Ave-Maria saudamos a SS. Virgem e pedimos sua pro­
teção;
4. no Glória ao Pai louvamos a SS. Trindade;
5. podemos rezar também com as nossas palavras (conver­
sando com Deus ) , ou só pensando no que queremos, sem pre­
cisar de palavras;
6 . s e vivemos em estado d e graça e oferecemos a Deus tudo
o que fazemos, tudo vale como verdadeira oração.

EXERCICIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Preencher os exercícios da lição.
3. Desenhar um têrço.

CHAVE DOS EXERCICIOS


II . O bom cristão reza também antes e depois das refeições,
nas ocasiões de perigo e tentação, antes e depois de qualquer tra·
balho mais importante.

A MELHOR ORAÇÃO
DOUTRINA PARA O CATEQU ISTA
1. Não é a fórmula da oração que a torna melhor, Ê
o modo de fazê-la. Mental, espontânea, recitada numa fór­
mula féita por outrem, nossa oração pode ser bem ou mal ·
feita, segundo as disposições com que a fizermos.
2. Entre a s vãrias condições para a boa oração desta·
camos: fé, humildade, confiança e perseverança. E fun·
damentamos no E vangelho estas disposições.

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 55

3 . Acima da oração individual, está a coletii:a. D es ta


a melho r é a litúrgica, oração oficial da Igreja, reúne todos
os c r i stão s da terra, do céu e do purgatório, com Cristo à
frente. Nela, destacamos a S. Missa, ato pessoal de Cristo,
pôsto à nossa disposição.
4. Para a formação devida, ensinaremos às crianças
como devem fazer suas orações individuai s ; rr.as também
lhes ensinaremos a dar justo aprêço à oração em comurr.,
falada ou cantada, principalmente nos templos ; e as enca­
minharemos para a participação nas oraçõ es litúrgicas.
5 . Não há oração que obrigue Deus a nos conceder
coisa alguma. Menos ainda pela sua fórmula : as tais "ora­
ções eficazes" ou "fortes" são superstições. Jesus só pro­
meteu eficãcia à oração feita em seu nome (Jo. 16.23 ) , isto
é, de acôrdo com sua vontade e pelos seus merecimentos :
o que fôr do agrado divino: "Faça-se a vossa vontade , e
não a minha" (Lc. 22.42. )
6. O capítulo sôbre "A Oração", d e O Caminho da Vida,
contém mais amplos ensinamentos sôbre o assunto.

ESQUEMA DA LIÇÃO

1. H: Palavras do Evangelho sôbre a oração.


2. D: Como devemos rezar.
3. F:

a) D: Rezar beDJ (Leitura) ;


b) C: Participação das orll4}ões em comam (Exerc. III) ;
cJ A: Fazer outros participarem da oração em comum
(Exerc. IV) ;
d) L: Acompanhar a Missa pelo missal (Exerc. III ) .

REVISÃO D A AULA ANTERIOR

Para que rezava Jesus? Quando temos obrigação de


rezar? Quem nos ensinou o Pai-Nosso? Quantos pedidos
contém o Pai-Nosso? Que pedimos a Deus quando dizemos :
Santificado seja o vosso nome? (Faça outras perguntas sô-

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56 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

bre as outras petições.) De que é composta a Ave-Maria?


Responda ao Glória ao Pai. De que orações consta o têrço ?
Só podemos rezar falando ? Só podemos rezar com orações
decoradas ? Dê um exemplo de uma oração espontânea.
Como é passive! rezar sempre ? (Verifique os exercícios
para casa.)

EXPLANAÇÃO

Jesus nos ensinou também como devemos rezar. Uma


oração deve ser feita com fé, com humildade, com confiança
em Deus, e muitas vêzes precisamos de rezar muito para
conseguir o que pedimos. Vejamos como Jesus nos ensinou
isto.
1 . As li�õe1 de Jesus
- Vocês se lembram da cura dos dois
cegos? Para curã-los, Jesus primeiro perguntou se êles ti­
nham fé. Quando responderam : "Sim, Senhor", então Jesus
os curou.
Nossa oração só será atendida se rezarmos com .fé.
(Quadro-negro : Com fé.) (Ver Mt. 9,28.)
Doutra vez, um centurião pediu a cura do seu empre­
gado. Jesus disse : "Eu· irei à tu a casa curã-lo." E. o ho­
mem disse: "Senhor, eu não sou digno de que entreis em
minha casa, mas dizei uma só palvra, meu empregado serã
curado." E Jesus curou imediatamente o empregado. Deus
atende a oração, feita com humildade. ( Quadro-negro: Com
humildade.) (Ver Mt. 8, 5-13.)
Outra vez, Jesus ensinou que devemos rezar com con­
fiança. Não podemos duvidar do poder de Deus. Se tiver­
mos fé e confiança, a nossa oração pode mover montanhas.
Jesus disse : ''Tudo o que pedirdes com confiança, obtereis."
< Quadro-negro : Com confiança.) (Ver Mt. 2 1 , 18-22.)
As vêzes, não alcançamos logo o que pedimos. Conte
a parábola do amigo que bateu à porta do outro até receber
os pães de que precisava : "Pedi e recebereis." (Ver Lc.
11,5-8.) Isto quer dizer que nossa oração deve ser feita co m

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 57

perseverança. (Quadro-negro: Com perseverança.) Nos


cadernos : "Nossa oração deve ser feita com fé, humildade,
confiança e perseverança."

Então vejam: não basta rezar, mas é preciso rezar bem, é


preciso fazer bem-feitas as orações (DEVER) .
Vamos ver se guardaram bem tudo o que eu disse.
Para ser bem feita, como deve ser feita a oração? A quem
Jesus exigiu fé na oração? Como sabemos que Jesus gosta da oração
feita com humildade? Por que devemos ter confiança, quando re­
zamos? Que devemos fazer, quando não recebemos o que pedimos
a Deus? Como é a parábola do homem que pediu pão ao vizinho?
Se não forem bem-feitas, nossas orações têm valor?

2 . Oração em comum A oração é sempre boa. Mas,


-

quando nos reunimos para rezar juntos, a oração é melhor.


Jesus disse que se duas pessoas se unem para pedir a Deus
alguma coisa, Deus lhes darâ o que pedirem. E l!::l e del!· a
razão d.isto: "Porque onde se acham dois ou três reunidos
em meu nome, Eu aí estou no meio dêles." (Mt. 18.20.)
Devemos preferir a oraçã-0 em comum. Na igreja, acom­
panhar a oração em comum. Se estiverem cantando, cantar
com o pov-0, porque o cântico é também uma oração. Em
casa também: quando a familia se reúne para rezar, va­
mos rezar todos juntos: a oração em comum é mais valiosa.
Vejam a figura da lição: tôda a família rezando; o pai, a mãe,
os filhos. Qual é a oração que tem mais valor: - a de todos reu­
nidos, ou a de cada um separadamente? Quem disse isto? Quais
foram as palavras de Jesus?

É fâcil saber a razão disto. Quem vale mais : um só,


ou muitos? Se vamos levantar um pêso, como é mais fá­
cil: eu sõzinho, ou todos juntos ? Quem tem mais mereci­
mentos diante de Deus: um só, ou muitos juntos? Se to­
dos se unem para rezar, fica mais fácil ou mais difícil al­
cançar o que se pede?
Então, devemos preferir a oração em comum. (CON­
SELHO. )
E como h á muitas pessoas que não gostam de rezar com
os outros, e outras que têm vergonha de cantar com o povo

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Mons. Negromcmte - áuia do Catequist4
58

na igre3a, vamos primeiramente dar o exemplo, e também


dizer-lhes uma palavrinha para ajudá-las a $e corrigtrem.
(APOSTOLADO.)
3 . Oração de tôda a Igreja Explique que quanto maior
-

o número e a qualidade de pessoas, tanto maior o valor da


oração. É por isso que as orações litúrgicas ( quadra-ne­
gro) são as mais valiosas : reúnem os cristãos da terra, do
céu e do purgatório. São as orações oficiais da Igreja.

Vejam: quando eu rezo sozinho, minha oração vale tanto


quanto eu; quando várias pessoas se reúnem para rezar, a oração
delas vale tanto quanto elas tôdas juntas; mas quando todos os
católicos do mundo se juntam para rezar, então esta oração é a que
tem maior valor. Por isso, a melhor oração é a oração litúrgica.

E de tôdas as orações litúrgicas a melhor é a Missa.


Por isso ela deve ser a mais importante devoção de um oo,­

tólico. Na Missa, devemos deixar qualquer outra oração e


rezar a Missa, acompanhando-a pelo nosso missal. <LITUR­
GIA.)

RESUMO
1 . Jesus nos ensinou que a oração deve ser feita com fé, hu­
mildade, confiança e perseverança;
2 . a oração em comum é mais valiosa que a oração individual;
3 . a melhor oração em comum é a litúrgica, porque reúne
todos os cristãos da terra, do céu e do purgatório;
4. isto nos ensina a rezar sempre bem, a preferir a oração em
comum, sobretudo a oração litúrgica;
5. é preciso fazer com que o nosso povo se acostume à oração
em comum.

EXERCICIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Preencher os exercícios da lição.

CHAVE DOS EXERCICIOS


IV - Posso ajudar as crianças, dando-lhes o exemplo (por­
tando-me bem, participando dos cânticos) , convidando-as a parti­
ciparem, dando-lhes um bom conselho, etc.

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LIVRO DO MESTRE para " Meu Catecismo", 4.0 ano 59

O ESPIRITISMO
DOUTRINA PARA O CATEQUISTA
1 . C omo a muitos impressionam os chamados fenôm e ­
n os espíritas e o fato de se dizer cristão o espírita, lembre­
mos a advertência de Jesus: "Virão muitos em meu nome
e enganarão a muitos. Aparecerão falsos m essias e fals os
profetas, e farão grandes sinais e prodlgios, de modo que
enganariam até os escolhidos, se isto fôsse passivei." O VIt.
24.5 e 24.)
2 . O grande argumento contra o espiritismo é êste :
êle é condenado pela Igreja. Sendo condenad o pela Igrej a ,
os verdadeiros católicos devem repudiá-lo : não podem crer
em suas doutrinas nem freqüentar suas sessões, nem tomar
seus remédios, nem ler seus livros, nem consultar seus mé­
diuns.
3 . Mesmo que alguém não saiba por que a Igreja con­
dena o espiritismo, sabe que ela tem razões para condená­
lo, pois a Igreja não age levianamente. E sabe que tem de
obedecer, pois, do contrário, não é verdadeiro católico. E
quem adere ao espiritismo deixa de ser católico, incorre em
excomunhão, e deve ser tratado como excomungado: não
pode receber sacramentos, nem servir de padrinho, nem terá
sufrágios em sua morte (a menos que se reconcilie com a
Igreja) .
4 . O principal argumento para provar que o espiri­
tismo é falso é a sua doutrina, inteiramente contrária à ca­
tólica. Para o espiritismo, Deus é apenas o conjunto dos
sêres existentes ( pa nteísm o , materialismo) ; Jesus Cristo não
é o Filho de Deus feito homem, pois não é Deus (alguns
dizem que também não é homem, p o is o seu corpo não é
real, mas aparente) , mas somente um médium de Deus ;
ne m sua missão foi remir a humanidade, mas simplesmente
ajudar os homens a progredir moralmente. Assim, nega o
espiritismo os mistérios da SS. Trindade, da Encarnação e
da Redenção, que são os mistérios básicos do Cristianismo.

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60 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

O espiritismo nega ainda a existência dos anjos e demô­


nios, o inferno, a graça santificante, os sacramentos, a Mis ­
sa, a maternidade divina e a virgindade de Nossa Senhora,
e muitos outros pontos da doutrina católica.
Bastaria isto para vermos que não é possível ser cató­
lico e espirita, ao mesmo tempo.
5 . Argumento forte contra o espiritismo é também a
sua origem. Suas fundadoras, as irmãs Fox, foram as au­
toras dos primeiros "fenômenos" espíritas, em Hyd eville ,
nos EE. UU., em 1847 (19 séculos depois de Cristo: logo não
pode ser o verdadeiro cristianismo ) . Em 1848, ambas decla­
raram que os tais "fenômenos" tinham sido, a princípio,
meras brincadeiras para assustar a velha mãe, e que depois
foram comercialmente exploradas pela irmã mais velha.
6. A essencia do espiritismo está em dizer q ue os tais
"fenômenos" sã,o produzidos pelas almas dos mortos, que
vêm comunicar-se com os vivos, através dos médiuns.
Mas, na verdade, · a imensa maioria dos "fenômenos" é
mera fraude, como tem sido largamente provado. Mesmo
porque as almas separadas dos corpos não podem comu­
nicar-se com os vivos, senão por especial permissão de Deus.
Outros são produzidos por fôrças naturais. Nenhum é
produzidos pelas almas dOs mortos.
7 . Se "a árvore boa dá bons frutos e a árvore má dá
maus frutos" CMt. 7.17) , o espiritismo é árvo re má, porque
são maus os seus frutos. De fato, êle produz a imoralidade,
o crime, a loucura (como atestam numerosos médicos) , leva
à superstição, ao suicídio, à dissolução da vida de família,
etc., etc.
8. Há muita razão, portanto, para ser condenado o es­
piritismo. Deus o condenou : "Não haja entre vós . . adi­
.

vinhador. . . nem feiticeiro . . . nem quem consulte espíri­


tos ou espírito familiar, nem quem consulte os mortos.
Porque é abominável a Deus todo aquêle que faz estas coi­
sas." CDeut. 17.10-12.)
Que a Igreja o condena jã o sabemos.

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LIVRO DO MESTRE.para "Meu Catecismo", 4.0 ano 61

Também o Código Penal Brasileiro condena o curan­


deirismo do espiritismo, com pena de 6 meses a 2 anos.
9 . Para melhor doutrinação, ver o livro O que é o es­
piritismo do mesmo autor dêste Guia.

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: Jesus denuncia os falsos profetas (Mt. 24. 1 1 -24) .
2. D: O espiritismo é falso e perigoso.
3. F:
a) D: Crer na Igreja e obedecer-lhe (Exerc. Il ;
b) C: Apreciar as maravilhas da Igreja (Exerc. II) ;
e) A: Rezar pela conversão dos espíritas (Exerc. IV) ;
d) L: Rezar pelos
. mortos, no Momento da Missa (Exerc.
III).

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Como deve ser a oração, para ser bem-feita ? Conte
como Jesus exigiu fé dos cegos que Lhe pediram a cura. O
centurião foi humilde, e Jesus ouviu sua oração. Conte a
história do centurião. Por que devemos rezar com confian­
ça ? Para mostrar que devemos rezar com perseverança,
Jesus contou uma parábola : Que parábola foi? Por que
é mais valiosa a oração em comum? Dê um exemplo de
oração em comum. Que é oração litúrgica ? CA oração de
tôda a Igreja.) Por que a oração litúrgica é a melhor? Qual
é a melhor das orações litúrgicas? (Verifique os exercícios
para casa. )

EXPLANAÇÃO
1 . Jesus sabia que os cristãos iam encontrar muitos
perigos e adversários.
E disse aos discípulos : "Virão muitos, com o meu nome,
e enganarão a muitos." "Aparece!"ão . falsos profetas e fal­
sos messias, e farão grandes sinais e prodigios, de modo que
enganariam até os escolhidos, se isso fôsse possível."
É justamente o que faz o espiritismo : 1 ) êle se apre­
senta com o nome de Jesus, porque diz que é. cristão, diz
que acredita no Evangelho, diz que ensina a verdadeira dou-

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62 Mons. Negrom07lte - Guia dei, Catequista

· trina de Jesus ; 2) êle apresenta prodígios e fenômenos, que


enganam a muitos, até mesmo pessoas católicas.
Vocês já ouviram falar em fenômenos espíritas ? (Dei­
xe contarem algo do que ouvir<Hn·) Pois é: tudo isto é
falso. Não é verdade que os mortos venham falar nos cen­
tros espíritas ; nem que os tais . fenômenos são produzidos
pelos mortos: são produzidos pelos vivos mesmo.
Vejam aí a figura da lição. J!:ste homem foi apresenta­
do como curado pelo "centro espírita" ; mas nunca foi louco.
:f:le era empregado do "centro", e se apresentou como louco
que tinha sido curado. Tud o para enganar o povo.
l!:les dizem que o espiritismo é cristão . mas também
isto não é verdade ; e Jesus avisou, antes, que muitos se
apresentariam com o seu santo nome, para enganar o povo.
� justamente isto que o espiritismo faz.

(Verifique.) Vejam se entenderam. Que disse Jesus sôbre os


falsos profetas? (Aparecerão e enganarão a muitos.) :ll:les podem
fazer prodígios? (Podem, para enganar mais fàcilmente.) Em
nome de quem êles se apresentam? (De Jesus. ) Mas êles são
mesmo de Jesus? E por que se apresentam em nome de Jesus?
(Para enganar o povo.) É verdade que os mortos vêm falar nos
centros espíritas? E os fenômenos são produzidos pelos mortos? O
espírita é cristão?
2 . O espiritismo é totalmente falso E sempre foi falso,
-

desde as suas origens até hoje. E será sempre falso. Pres­


tem bem atenção.
a) O espiritismo é falso nas suas origens -( No qitadro­
negro : Nas suas origens.) J!:le foi fundado em 1847, nos
EE. UU., pelas irmãs Fox. Depois, declararam que tudo
tinha sido falso, que os tais fenômenos foram elas mesmas
que fizeram, e que a irmã mais velha é que tinha explora­
do tudo, para ganhar dinheiro.
Então, vejam : desde a sua origem, o espiritismo é
falso.
b) Falso nu suas doutrinas - (Quadro-negro: · Nas suas
doutrinas.) . J!:le nega tudo que Jesus ensina. Jesus ensina
que eX.istem anjos Cos anjos apareceram) a SS. Trindade

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 a11.0 63

<manifestaram-se as três Pessoas da SS. Trindade no Batis­


mo de Jesus) , o inferno ( o mau rico foi lançado ao inferno) ,
que a Missa é o Sacrificio de Jesus, etc. Pois bem : o espi­
ritismo nega tudo isto. Diz que não existem anjos, nem
SS. Trindade, nem inferno; diz que a Missa não vale nada !
Agora digam : o espiritismo pode ser verdadeiro?
Quem fala verdade : Jesus ou o espiritismo?
c) O espiritismo é falso no seu procediment9 - ( Quadro­
negro: No seu procedimento.) J;;l e engana o povo. Vou
dar dois exemplos :
Lº) - o espirita diz que é cristão, mas não aceita o
Batismo, e até nega que Cristo é Deus. Ora, quem não é
batizado é cristão ? Quem não aceita o Batismo pode ser
cristão? E quem nega que Jesus é Deus pode ser cristão ?
2 ) .º) o espírita põe nos seus "centros" nomes de santos :
S. Antônio, S. Teresa, S. Francisco de Assis, etc. J;;stes san­
tos são católicos. Os espíritas põem os nomes dêles nos
seus "centros" porque o povo fica pensando que os "centros"
são católicos também.
d) O espiritismo é falso nas suas afirmações ( Quadro-
negro : Nas suas afirmações.) Por exemplo, êle afirma que
as almas dos mortos voltam e se reencarnam : mas Jesus
diz que cada um, quando morre, é julgado por Deus e vai
para o céu ou para o inferno. Lembram-se do mau rico e
de Lázaro ? Para onde foi o mau rico? Para onde foi Lá­
zaro? Podiam sair de lá? Voltaram para reencarnar-se ?
O espiritismo afirma também que as almas dos mortos
vêm falar nas sessões : no entanto, são os próprios espíri­
tas que falam o que querem, e dizem que foram os espíritos
que falaram.
O espiritismo afirma que os seus fenômenos são produ­
zidos pelas almas dos mortos : no entanto, êles são produ­
zidos pelos próprios espíritas, ou são fraudes (no quadro­
n egro : fraude ) , que êles mesmos fazem e depois dizem que
foram produzidos pelas almas dos mortos. Só para enganar
o povo. ( Faça unia verificação sôbre as falsidades do espi­
ritismo. Mande contar as origens do espiritiSmo. Peça dois

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64 Mons. NegTomonte - Guia do Catequista

pont.os da doutrina católica, negados pelo espiritismo. Per­


gunte como é que o espiritismo procede para enganar o povo.
Peça exemplos de afirmações falsas do espiritism o ) .

Escrever nos cadernos : "O espiritismo é falso nas suas


origens, nas suas doutrinas, nos seus processos, nas suas afir­
mações." ( Verifique. Mande ler por três ou quatro alunos.
Mande repetir de cor.)
Não precisamos do espiritismo - Agora me digam: entre
o espiritismo {que é falso) e a Igrej a {que é verdadeira por­
que foi fundada por Cristo) , em qual devemos crer? Muito
bem: devemos crer na Igreja, e re pelir o espiritismo. E quem
gosta de apreciar maravilhas e prodígios, não precisa do es­
piritismo: na Igrej a Católka há prodigios e maravilhas:
milagres que Jesus fêz (cite alguns dos já conhecidos das
crianças ) , os de Lourdes ; maravilhas { como as aparições de
Nossa Senhora, etc. ) .
Nós católicos não precisamos do espiritismo para ter con­
sôlo : n-0sso maior consôlo é rezar pelos nossos mortos, para
que êles descansem no céu. Para isto é que há na Missa o
"Memento" dos mortos.

Para que serve o "Memento " dos mortos? Em que momento


da Missa .é? (Depois da Consagração, quando o celebrante reza de
mãos juntas.) Que devemos fazer naquele momento? (Rezar tam­
bém pelos nossos mortos.)

3 . Os frutos do espiritismo
- Jesus disse que a árvore boa
dá bons frutos, e a árvore má dá maus frutos. Se o espiri­
tismo der bons frutos, é bom ; mas se der maus frutos, é mau.
Ora, os principais frutos do espiritismo são dois: Loucur;1
e imoralidade. (Quadro-negro.) Os médicos dizem que mul­
tas pessoas enlouquecem por causa do espiritismo. E são
constantes os casos de mortes, suicídios, crimes, separação de
casais, por causa do espiritismo.
Coitados dos espíritas, estão errados. Estão correndo
muitos perigos. Que devemos fazer por êles? Rezar por
êles. Pedir sempre a Deus que os espíritas se convertam, e
()S católicos não se deixem engan � r pelo espiritismo.

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LfVRO DO MESTRE pa.-a "Meu Catecismo", 4.0 aM 65

4. C1Nllco nlo pocl1 nr 11plrlt1 - A Igreja condena o


espiritismo, proibe assistir a sessões esplritas, tomar remédios
espirltaa, ler livros de espiritismo, acreditar no que o espi­
ritismo ensina.
Não se pode ser católico e espirita, ao mesmo tempo.
Os espiritas não pertencem à Igrej a Católica: para pertencer
à Igrej a, têm de renunciar aos erros e às práticas do espiri­
tismo.

RESUMO
1 . Jesus avisou que apareceriam falsos profetas, e que fariam
muitos prodígios, a ponto de enganar muita gente;
2 . que êles se apresentariam em nome de Jesus;
3 . o espiritismo se apresenta em nome de Jesus e faz muitos
prodígios, enganando a muitos: é falso profeta;
4. o espiritismo é falso em suas origens, como o declararam
suas fundadoras;
5 . em suas doutrinas, que negam o que Jesus ensinou;
6 . e m seu procedimento, porque u sa o s nomes dos Santos, para
enganar o povo;
7. nas suas afirmações, porque as almas não aparecem
·
nas
sessões, e os fenômenos são feitos por êles mesmos;
8 . o s frutos d o espiritismo são a loucura e imoralidade;
9. não precisamos do espiritismo: temos os milagres e as
maravilhas da Igreja;
10. devemos rezar pela conversão dos espíritas, e para que
os católicos ignorantes não se deixem iludir pelo espiritismo.

EXERCICIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2 . Escrever n o caderno a reSQlução de crer na Igreja e obe­
decer sempre a ela (Exerc. l) ;
3. Escrever no caderno o que sabe sôbre as aparições de Féti­
ma (Bxerc. II> .

O SANTO NOME DE DEUS


DOUTRINA PARA O CATEQUISTA
1 Temos o dever de respeitar e amar o nome de Deus, bem
como tornâ-lo conhecido, amado e respeitado por todos, .tra­
balhando e rezando jã pela conversão dos pagãos (para que

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66 Mons. Negromonte - Guia , do Catequista

O conheçam e amem) , já pela conversão dos pecadores (que


não O respeitam nem O amam ) .
2 . O próprio Deus ordena : "Não tomarás e m vão o
nome do Senhor teu Deus, porque o Senhor considerará cul­
pado aquêle que tomar em vão o nome do Senhor seu
Deus (:E::xodo, 20. 7 ) .
3 . Tomar e m vão o nome d e Deus significa não pro­
nunciá-lo sem razão suficiente, sem reverência, por impa­
ciência, por admiração, com indignação, por leviandade, por
cacoete. Isto é pecado, pela falta do respeito a Deus; mas,
geralmente é apenas venial ou deixa de ser pecado, pela

inadvertência.
4 . O que d,izemos do nome de Deus entende-se tam­
bém dos nomes de Jesus (em igualdade de condições) , de Ma­
ria Santíssima e os Santos ( guardadas as proporções) . Há
festas do Santíssimo Nome de Jesus (2 de janeiro) e do
Santo nome de Maria ( 12 de setembro) na Liturgia : ver no
missal, principalmente a de Jesus, cujos textos são mais ex­
pressivos.
5 . Juramento é ato pelo qual tomamos a Deus por tes­
temunha da verdade que dizemos, ou da promessa que fa­
zemos.
Só podemos chama r a Deus por testemunha de uma afir­
mação verdadeira, feita por motivo gmve ·o que só pode ser
-

raro. Jurar mentira, ou sem motivo grave, ou fazê-lo com


freqüência, seria faltar a Deus o respeito que Lhe devemos.
O assunto merece insistência pedagógica, pois as crian­
ças (só elas? ) são inclinadas· a juramentos fác eis .

(Para doutrina mais completa ver O Oaminho da Vida,


no capí tulo "O Nome do Senhor".)

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: " Santificado seja o vosso nome" CML 6-9 ) .
2. D: Respeitar o nome d e Deus.
3. F:
a) D: Falar com respeito em Deus (Leitura) ;
b) C: O "Dens seja bendito ", da Bênção do Santíssimo
Sacramento (Exerc. Ili) ;

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 67

e) A: Tornar conheoido o nome de Deu (Exerc. II) ;


d) L: Inclinação ao nome de Jesus (Exerc. U .

REVISÃO D A AULA ANTERIOR


Que disse Jesus sôbre os falsos profetas? Por que o
espirita é falso profeta? É cristão o espírita ? São ver­
dadeiros os seus fenômenos? Como começou o espiritismo?
Cite algumas doutrinas espíritas contrãrias às da Igreja. De
que mo�o o espiritismo engana o povo? AI> almas se reen­
carnam? Elas descem para falar nas sessões ? São elas
que produzem os fenomenos espiritas ? Quais são os frutos
do espiritismo? O católico pode ser espírita? ( Verifique os
exercicios '[J(lra casa.)

EXPLANAÇÃO

(Relembre com os alunos, como Jesus ensinou o Pai­


Nosso. Faça algumas perguntas sôbre os pedidos que nêle
fazemos, e se detenha na 1 .ª petição: "Santificado seja o
vosso nome.")
1 . Pedimos a Deus, nesta petição, que o seu nome seja
conhecido, respeitado e amado ( quadro-negro) de todos os
homens. O nome de Deus é tão santo que só deve ser pro­
nunciado com veneração e amor. A Liturgia nos dã exemplo
disto: tôdas as vêzes que fala o nome de Jesus, na Missa, o
padre inclina a cabeça para adorar Nosso Senhor. (LITUR­
GIA.) Incline sua cabeça tôdas as Vêzes que pronunctar o
nome de Jesus.
Há muitos homens que não conhecem o verdadeiro Deus.
Quem são êsses homens ? A quem êles adoram? (Falsos
deuses.) Por que são chamados idólatras? Mesmo no Bra­
sil existem ainda, pagãos e idólatras. Temos cêrca de 150.000
índios, pagãos. É preciso que os pagãos sejam instruídos, que
conheçam o Salvador, para O amarem e O servirem. Quem
cuida disto ? <As Missões.) Nós d evemos ajudar as Missões,
rezando por elas, juntando selos usados, facilitando os tra­
balhos dos missionários e dando nossos auxillos materlals.
(APOSTOLADO.>

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68 Mons. Negromunte - Guia do Catequis�

2 . Desrespeito ao no- de Deu1. Além dos que não co ­


-

nhecem o verdadeiro Deus, há os que O conhecem, mas nem ·

sempre falam de Deus com respeito e amor.


Assim, por exemplo, falam o nome de Deus em vão, sem
necessidade, por brincadeira. Por qualquer coisa, vão logo
dizendo: "Por Deus", ou "Juro por Deus". Ou como excla­
mação: "Meu Deus!" "Nossa Senhora !" OU com raiva. Es­
tão erradas: o nome de Deus só se deve falar com respeito
e amor. (DEVER.) Se algum de vocês tem êsse costume,
procure corrigir-se. Procuremos também corrigir os outros.
Outros infelizmente, fazem muito pior: zombam de Deta,
.
dos Santos, ou os insultam e injuriam. Isto é um gravissimo
pecado. Insultar e injuriar a Deus é o maia grave de todos
os pecados, porque a pessoa se dirige diretamente a Deus
para injuriã-lo! A isto se chama blasf�ia (quadro-negro) .
l!:ste pecado d e blasfêmia cometeram o s soldados, zom­
bando de Jesus, quando l!:le estava crucificao. Por zomba­
ria disseram: "Tu, que destróis o templo e o reedificas em 3
dias, salva a ti mesmo." E os sacerdotes judeus O ridicula­
rizavam, dizendo: "ltle salvou os outros ; como não pode
salvar a si ? Não é o Rei de Israel ? Pois, desça agora da
cruz!" (O catequista '[IOde também mandar ler o texto do
Evangelho (Mateus 27 . 39-43) e depois comentá-lo.)
Cometem também o horrivel pecado de blasfêmia as
pessoas que, no sofrimento, se queia:am de Deus, dizendo que
Deus não se lembra delas ; que :rtle não é justo ; que está mal ­
feito o que Deus fêz.
Devemos ter muito cuidado para só famr o nome de Deus
com respeito e amor. E procuremos louvar 1IUZÚl a Deus, em
compensação pelas iIÍjúrias que :&:le recebe. Aquelas aclama­
ções, que rezamos na BênÇão do Santlssimo Sacramento. ser­
vem justamente para isto : "Bendito seja Deus !" etc. Quan­
do as rezarem,, lembrem-se disto. (CONSELHO.) (De pé
todOa, reze com êles o "Bendito seja Deus'', em repara.çlI,o dali
ofensas ao nome de Deus.)
(Verificação.)Que quer dizer: Santificado seja o Vosso
nome? Como se deve falar o nome de Deus? Há, no Brasil, quem·

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 69

ainda não conheça o verdadeiro Deus? Que devemos fazer por


êles? Que é falar o nome de Deus em vão? Que é blasfêmia? Por
que a blasfêmia é o maior de todos os pecados? Como se comete
êste pecado? (Queixando-se de Deus, achando-O injusto.) Por
que rezamos o "Bendito seja Deus " ? Escrever em nosso caderno:
"Falarei sempre o nome de Deus com respeito e amor." (Verifique.
Mande repetir.)

3 . Juramentos -Quando uma pessoa jura "por Deus",


ela estã tomando Deus por testemunha do que diz. Ora, não
se chama uma pessoa importante · para testemunha de uma
coisa qualquer: seria uma f:- lta de respeito. Seria uma ofen­
sa a Deus, chamá-Lo para testemunha de uma coisa sem
importância. Prestem bem atenção a isto, pois há crianças
que juram por Deus, com muita facilidade. Não podem. Só
se pode jurar em coisas muito sérias e importantes.
Pecado ainda maior seria tomar Deus por testemunha
de uma mentira. A pessoa mente e ainda quer que Deus
minta também, para reforçar a mentira dela.
Quando se jura sem necessidade, é o juramento em vão;
quando se jura mentindo, é o juramento falso.
Ambos são pecados, mas o juramento falso é mais grave.
Juramento em vão foi, por exemplo, o de Herodes. :rl:le
gostou da dança da môça e jurou que lhe daria o que ela
pedisse. Ela pediu num prato a cabeça do Santo. E Herodes
mandou degolar ao Santo, e dar a cabeça dêle à môça. Dois
pecados de Herodes : 1) juramento em vão; 2 ) matou, para
cumprir o juramento. J!:le não podia cumprir o juramento,
porque só os juramentos bons obrigam.
Agora, um caso muito célebre de juramento falso. Na
Paixão de Cristo um Apóstolo jurou que não conhecia Jesus.
Quem foi o Apóstolo? (S. Pedro.) Era verdadeiro ou falso
o que êle dizia? Foi pecado? Grave ou leve? (Grave.)
Olhem a figura da lição. S. Pedro estava se aquecendo, jun­
to da fogueira, por causa do frio que fazia, e alguém lhe
disse que êle era discípulo de Jesus. Então, êle respondeu:
"Eu nem conheço êste homem de quem falas." Olhem o ho­
mem apontando para S. Pedro, e êste negando, espantado.

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70 M un.� . N curomontc - Guia do Catequista

Mas nll.o esqueçamos que logo depois êle se arrependeu


e chorou muito o seu pet:ado.

(Faça verificação.) Que quer dizer: j urar por Deus? Quando


se pode j urar? É pecado jurar sem necessidade? E j urar falso?
Conte o j uramento de Herodes. Herodes estava obrigado a cumprir
aquêle juramento? Quais são os juramentos que obrigam? Conte
o juramento de S. Pedro.

4 . Cumprir as promessas Só se deve fazer promessa por


-

motivos sérios : alcançar a conversão de um pecador, a saúde


minha ou de outrem, wna graça de Deus. E, se . alcançar o
que peço, tenho obrigação de cumprir a promessa que fiz.
Não cumpri-la seria pecado. Assim, por exemplo :
1) Mário prometeu a Deus passar um mês sem comer doce,
se seu pai sarasse. O pai sarou. Mário tem obrigação de pas­
sar um mês sem comer doce? 2) Júlio prometeu comungar
todo domingo, se escapasse da doença grave que teve. Es­
capou. Está obrigado a comungar todo domingo.
Só façam promessas por motivo justo. E se acostumem
a cumprir cuidadosamente as promessas. É bom também
não fazer muitas promessas, e não prometer coisas muito
dificeis.

RESUMO
1 . É preciso que o nome de Deus seja conhecido, respeitado
e amado por todos os homens;
2 . devemos fazer que O respeitem e amem os pagãos (que
ainda não O conhecem) e os pecadores (que dêle falam em vão o u
blasfemam) ;
3 . blasfemam os que zombam de Deus o u O insultam;
4 . devemos amar e respeitar o nome de Deus e reparar as
ofensas que :tle recebe;
·
5. o j uramento deve ser sério; jurar em vão ou em falso é
pecado;
6. as promessas devem também ser feitas com critério, e
cumpridas com cuidado, pois é pecado não cumpri-las.

EXERCICIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Preencher os exercícios.

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 71

O DIA DO SENHOR
DOUTRINA PARA O CATEQUISTA
1 . A finalidade principal do Mandamento é o culto di­
vino: um dia por semana consagrado ao culto de Deus :
"Lembra-te de santificar o dia de sábado" (�xodo, 20 . 8 ) . O
repouso é também necessário e ordenado por Deus: para o
_
homem refazer as fôrças, e sobretudo para poder dedicar o
dia ao Senhor.
2 . Neste Mandamento, o essencial é que se guarde um
dia na semana ; qual seja o dia não é essencial.
3 . Para nós, a grande obrigação d o domingo é a Missa:
"Todos os fiéis, desde os 7 anos, em uso da razão, estão obri­
gados a ouvir Missa nos domingos e dias santos, se uma jus­
ta causa não os escusar", diz a lei da Igreja (Cânon 1248) .
4 . Importa compreender a gravida_de desta lei. D e fato :
o homem existe para servir a Deus (prestar culto) ; o domin ­
i.:o é o dia especial do culto ; a Missa é o único ato pelo qual
prestamos a Deus um culto perfeito. Daí, a grave obriga­
ção que temos de ir à Missa no domingo ; daí, o grave pecado
de faltar à Missa, deixando de prestar a Deus o culto perfeito
( que nenhum outro ato pode prestar) .
Para doutrina mais completa ver O Caminho da Vida,
nos capitules "O Dia do Senhor" e "Repouso Dominical".

ISQUEMA DA LIÇÃO
l. H: Jesus vai à sinagoga no sábado (Lc. 4.16 ) .
2. D: Obrlgaçio d e guardar o domingo.
3. F:
a) D: Missa e repouso do domingo (Leitura) ;
b) C: Obras piedosas no domingo (Leitura) ;
e) A: Rezar e trabalhar pelos que faltam à Missa
(Exerc. II) ;
d) L: Sentido da Missa no domingo (Leitura) .

lll Y ISÃO DA AULA ANTERIOR


Como se deve falar o nome de Deus? Todos os homens
1 ·11nhecem e amam o nome de Deus? Há dêsses homens no

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72 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

Brasil? Que devemos fazer por êles? Que é falar o nome


de Deus em vão? Que é blasfêmia? Dê um exemplo de blas­
fêmia. Qual a oração que rezamos em reparacão da:a b.lai.s6h
mias? ("Deus seja bendito".) Que faz a Liturgia quando se
pronuncia o nome de Jesus? Que se faz no j uramento? Que
é j uramento em vão? E juramento falso ? Dê · um exemplo
de juramento em vão. Dê um exemplo de juramento falso.
Qual é o j uramento que nos obriga? (0 verdadeiro.) Somos
1
obrigados a cumprir as promessas? É bom fazer muitas pro­
messas e por qualquer motivo? ( Verifique os exercícios para
casa.)
EXPLANAÇÃO

1 . O Evangelho conta que Jesus ia todo sábado à sina­


goga, tomar parte no culto que o povo prestava a Deus, no
dia que Deus reservou para si (Lc. 4 . 16) . Sim, porque Deus,
quando deu os Mandamentos a Moisés, reservou um dia da
semana para o seu culto. Deus disse : "Lembra-te de santi­
ficar o dia de sábado. Durante seis dias .trabalharás e farás
tôdas as tuas obras. Mas o sétimo dia é consagrado ao Se­
nhor teu Deus" (txodo, 20 . 8-10) .
2 . Para que o repouso- É muito justo que se reserve
um dia para prestar culto a Deus, de modo especial. De
fato : durante a semana, os trabalhos só permitem que re­
zemos um pouco pela manhã e à noite, antes e depois das re­
feições, nas ocasiões de perigos e .tentações, e que façamos
pequenas jaculatórias durante o dia. Sõmente poucas pessoas
têm tempo para ir à Missa e para fazer outros exercícios de
piedade. Por isso, Deus obriga os homens a repousarem no
domingo, para poderem dedicar o dia ao culto religioso, e
para se refazerem.
No domingo se fazem os trabalhos necessários, os que
não cansam muito, os que não impedem de ir à Missa, os que
não podem parar: hotéis, hospitais, transportes, Corpo de
bombeiros, etc. E os que não impedem o culto, nem fatigam
demais : estudar, desenhar, etc. Trabalhos que não têm ur­
gência e são pesados não podem ser feitos.

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo'', 4.0 ano 73

Vejam aí as 3 figuras da lição. Que atividades exercem ?


Quais são as proibidas, e as permi.tidas ? É muito triste ver
pessoas fazendo, nos domingos, trabalhos que não são neces­
sârios: elas desrespeitam o dia do Senhor. Rezemos pela san­
tificação do domingo. (Mande um aluno fazer uma oração
espontanea nesta intenção.)
3. Do sábado para o domingo
- No Antigo Testamento, era
o sábado o dia de repouso e ao culto. Mas a Igreja, pelo
poder que recebeu de Cristo mudou para o domingo, por
causa da Ressurreição de Jesus: é o dia da grande vitória de
Cristo, o dia da grande alegria dos cristãos. Também foi
num domingo que o Espírito Sa.nto desceu sôbre os Apóstolos.
Hoje é no domingo que .temos obrigação de repousar e pres­
tar a Deus o culto perfeito - a Missa.
( Verificação.) Por que ia Jesus aos sábados à sinagoga ?
Quem reservou um dia da semana p ara o culto? Quais são
nossas obrigações no domingo? (Repouso e culto. ) Que tra­
balhos são permitidos no domingo? Para que repousamos
no domingo? (Para nos conservar, mas principalmente para
termos tempo de ir à Missa.) Qual era o dia de culto no
Antigo Testamento? Por que mudou para o domingo?
4 . Domingo, pequena Páscoa-Celebrando o culto a Deus
nos domingos lembramos a grande festa da Páscoa. E o
domingo se torna uma pequena festa da Páscoa. A ressurrei­
ção de Jesus é tão importante que nós continuamos a cele­
brá-la todos os domingos do ano.
Para isto, oferecemos a Mi11sa a Deus. Que fazemos na
Missa ? Primeiro, pedimos perdão dos pecados, rezando o
Confiteor; suplicamos a.s g raças de Del.!S na Oração própria
da Missa do dia ; ouvimos a Palavra de Deus, na Epístola, no
Evangelho e na Pregação. Assim preparados, oferecemos a
Deus o pão e o Vinho, que representam os nossos trabalhos,
alegrias e sofrimentos da semana: é o Ofertório; em seguida
unimo-nos ao sacrifício de Cris.to e nos oferecemos ao Pai,
juntamente com Cristo : é a Consagração ; finalmente, uni­
mo-nos a Cristo: é a Comunhão. E assim, prestamos o me-

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74 Mons. NegTomunte - Guia do Catequi3ta

lhor culto a Deus: porque quanto mais unidos a Cristo, tanto


melhor podemos servir ao Pai. (LITURGIA.)
Assim prestamos ao Pai o mesmo culto que Lhe :i:irestou
Cristo.
(VeTificação.) Por que dizemos que o domingo é urna pequena
Páscoa? Como celebramos esta pequena Páscoa? Em que momen­
to da Missa pedimos perdão a Deus? E em que momento suplica­
mos as graças? Quando ouvimos a palavra do Pai? Quando ofe­
recemos a Deus os nossos trabalhos da semana? Quando juntamos
nosso sacrifício ao de Cristo? Quando nos unimos a Cristo? Por
que êste é o nosso melhor culto a Deus?

A M issa de domingo - Todos os católicos têm obrigação


de ir à Missa nos domingos e dias santos? Sabem desde que
idade? (7 anos.) Esta obrigação é grave ou leve? É grave,
e é mesmo a obrigação mais grave de um cristão, pois nós
existimos para prestar culto a Deus, e a Missa é o único ato
pelo qual prestamos a Deus um culto per/eito.
Devemos ter com ela o máximo cuidado. Nunca deve­
mos perder a Missa de preceito, à toa. (DEVER.)
Só se pode faltar à Missa de domingo e dia santo, se hou­
ver causa justa. Têm causa justa os doentes , os que moram
longe da igrej a, os que não podem sair de casa, aquêles
cujos trabalhos não podem parar, os que tomam conta
dos doentes, e outros assim.
Mas vocês acham que há quem falte à Missa, à toa?
(Ajudar a "ver" bem.) E que podem vocês fazer por essas pes­
soas ? (Rezar, convidar, insistir, lembrar em casa às pessoas
que perdem Missa. ) Trabalhemos sempre para que nenhum
católico falte à Missa de domingo, à toa. (Mande um aluno
fazer uma oração espontdnea nesta intenção. ) (APOSTOLA­
DO.)
5. Atos de devoção. - Há outros atos que um bom ca­
tólico deve praticar nos domingos, sem ser por obrigação :
visitas aos doentes (principalmente aos pobres) , i r à reza do
têrço na igreja, ir ao Catecismo, ir à Bênção do Santissimo
Sacramento, bem como para leitura do Evangelho. (CON­
SELHO.)

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 75

6 . E a s diversões;>
- O domingo é um dia de alegria. Ce­
lebramos, cada domingo, a alegria da Páscoa e vamos à Missa,
que é o maior ato da via de um cristão. Vocês podem notar
que no domingo tudo tem em casa um aspecto festivo: vesti­
mos roupas melhores, melhora-se a refeição, reúnem-se ami­
gos em casa, fazem-se visitas, vamos a diversões (futebol, ci­
nema, teatro, música, etc. ) .
Desde que tenhamos ido à Santa Missa isso é permitido,
e até é desejável, pois vem aumentar a nossa alegria no dia
do Senhor. Porque Deus é Pai, e gosta de ver os filhos ale­
gres. Mas a alegria para Deus só é verdadeira, quando con­
serva nosso estado de graça. Por isso só podemos escolher
diversões boas, tanto nos domingos como em qualquer outro
dia.
(Verificação.) Quem tem obrigação de ir à Missa de domingo?
Por que temos esta obrigação? Quem pode faltar à Missa de do­
mingo, sem pecar? Há outros atos aconselháveis nos domingos?
Dê alguns exemplos dêles.- Podemos freqüentar diversões nos
domingos? Que diversões podemos freqüentar?

RESUMO
1 . Deus reservou um dia da semana para Lhe prestarmos
culto;
2 . êste dia era o sabado, no Antigo Testamento; mas a Igreja
o passou para o domingo, por causa da Ressurreição de J\!sus;
3 . no domingo, a principal obrigação é a Missa, mas tam­
bém temos a obrigação do repouso, para podermos ir à Mi.Biil e
descansar o organismo;
4 . devemos rezar e trabalhar para que todos vão à Santa
Missa;
5. o domingo é dia de alegria cristã, porque relembra a Pás­
coa: importa celebi:á-lo com alegria, indo a outros atos de cul­
to, podendo também ir a diversões boas;
6. a nossa participação na Missa de domingo nos torna
muito mais aptos para prestar o culto a Deus.

EXERCfCIOS PARA CASA


1. Colorir as figuras.
2. Preencher os exercicios da lição.
3 . Compor uma pequena oração, pedindo a Deus que todos
os católicos vão à Missa de domingo.

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76 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

CHAVE DOS EXERCiCIOS


1. Devem ser marcados com a cruz os 3 últimos casos.
IV .É proibida no domingo a atividade da primeira figura;
a segunda é permitida, a terceira é necessária.
V . No Ofertório e na Consagração.

A SANTA MISSA
DOUTRINA PARA O CATEQU r5TA
1. Os homens sempre ofereceram sacrifícios a Deus.
"Caim ofereceu ao Senhor oblação dos frutos da terra.
Abel ofereceu dos primogênitos de seu rebanho" (Gn. 4.3-4) .
Muito conhecido é o. sacrifício d e Abraão. (Ver o episódio
no cap. 22 do Génesis.) ( Abraão sacrificando seu filho é viva
imagem do Eterno Pai sacrificando Jesu � Cristo por amor dos
homens.)
Outro sacrifício muito célebre é o de Melquisedec. (Ver
·

o episódio no Gênesis, 14 . 17-18.)


Além dêsses numerosíssimos eram os sacrifícios ofereci­
,

dos a Deus.
2 . Os sacrificios, como são atos de adoração, só podem
ser oferecidos a Deus, para reconhecer o supremo domí­
nio de Deus sôbre tôdas as coisas. Além de adorar, os sacri­
ficios têm também como fins agradecer a Deus os beneficios
recebidos, pedir perdão dos pecados, e suplicar as graças (es­
pirituais ou temporais) de que precisamos.
3. O sacrifício é o oferecimento de um presente a Deus,
oferecimento feito por um sacerdote, para reconhecer o su­
premo domínio de Deus, e que termina com uma união entre
Deus e o homem (comunhão) .
4 . Se o presente não é digno de Deus, o sacrificio é im­
perfeito : a homenagem não é a que Deus merece.
5 . O único sacrifício perfeito é o de Cristo, porque Jesus,
vítima e sacerdote, é em tudo igual ao Pai: é um presente
digno de Deus, de valor infinito.
Para. ma.is doutrina ver em As Fontes ão Salvador, os
capitulas "O Sacrifício na Antiga Lei", "O Sacrifício na Nova
Lei" e "O Sacrificio da Missa".

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LIVRO DO MESTRE para. "Meu Catecismo", 4.0 ano 77

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: Sacrifícios oferecidos a Deus.
2. D: Fins do sacrifício.
3. F:
a) D: Obrigação de Ir à Missa. (Leitura) ;
b) C: Comungar na. Missa de domingo (Exerc. IV) ;
e) A: Rezar e trabalhar pa.ra que todos vão . à Missa
(Exerc. III) ;
d) L: Acompanhar a. Missa pelo mlssa.J. (Exerc. II) .

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Quando foi que Deus reservou um dia da semana para
o culto?Qual era êsse dia? Cristo também o guardou? Por
que passou para o domingo? Por que repousamos no domin­
go? Que trabalhos são permitidos no domingo ? Qual nossa
grande obrigacão no domingo? Quem estã dispensado de ir
à Missa no domingo ? Que práticas piedosas são aconselha­
das no domingo? São permitidas as diversões no domingo?
Em sua paróquia há muita gente que falta à Miss a ? Que po­
de você fazer por ela? (Verifique os exercício8' para casa.)

EXPLANAÇÃO

1 . Quando Deus reservou um dia especial para seu cul­


to, os homens já Lhe prestavam culto. Sabiam que Deus é
o Criador e o Senhor e O adoravam, agradeciam-Lhe os bene­
ftcios .que dêle recebiam, pediam perdão · dos pecados, e su­
plicaoom as grcu;as de que precisavam .
Dos muitos meios de prestar culto a Deus, o mais im­
portante era o sacrifício. J;:le era oferecido a Deus para 4
fins: adorar, agradecer, pedir perdão, pedir graças. ( Copiar
nos cadernos. Verifique. Mande dizer de cor. )
Sacrificio1 antigos A Bíblia conta que Caim e A bel, fi­
-

lhos de Adão, jã ofereciam sacrificios a Deus.


2 . Um dos sacriflcios mais célebres é o de Abraão : Deus
lhe ordenou que imolasse o seu filho Isaac.
Os sacrif1cios eram oferecidos assim: o sacerdote punha
a vftirna sõbre o altar e a imolava. A morte da vitima era
para reconhecer que Deus é o Senhor de tudo, até da vida.

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78 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

Abraão preparou tudo: o altar, a lenha para queimar a ví­


tima, a faca ; e levou o filho para sacrificá-lo. Mas, no mo­
mento do sacrificio Deus o impediu por meio de um anjo e
apresentou um cordeiro para ser imolado em lugar do me­
nino. Vejam a figura. ( Comente.) No entanto, Abraão mos­
trou que reconhecia que Deus pode dispor dos homens como
bem quiser, porque é o Senhor absoluto de tôdas as coisas.
3. Outro sacrificio muito célebre .também é o de Mel­
quisedec (no quadro-negro) , o único sacrifício antigo ofere­
cido com pão e vinho, tal como o Santo Sacrificio da Missa.

(Verificação.) Por que os homens prestaram o culto a Deus


desde o principio? (Sabiam que Deus é o Criador e Senhor.)
Qual o modo mais solene de se praticar culto? Quais são os fins
do sacrificio? É muito antigo o costume de oferecer sacrificios
a Deus? Conte o sacrifício de Abraão. Por que é celebre o sa­
crifício de Melquisedec? (Figura a Santa Missa. )

4. O Sacrifício perfeito T � os os sacrifícios antigos


eram muito imperfeitos: as vitimas não eram presentes dig­
nos de Deus, e os sacerdotes eram homens, pobres pecadores.
Por isso, nenhum dos sacrifícios antigos prestou a Deus um
culto digno de Deus, uma homenagem igual à infinita ma­
jestade divina.
O único Sacrifício perfeito é o de Cristo. É perfeito, por­
que nêle tanto a Vítima (Cristo) como o Sacerdote (tam­
bém Cristo) são iguais a Deus.
O único sacrifício de valor infinito é o de Cristo ; o único
que é digno de Deus; o único que Deus aceita com tôda sa­
tisfação. Os outros Deus aceitava só por sua bondade.
(Verificação.) Por que eram imperfeitos os sacrificios an­
tigos? :ll:les prestavam um culto digno de Deus? Quando o
culto é perfeito? (Quando tem valor infinito. ) Qual é o sacri­
fício perfeito? Por que o sacrifício de Cristo é perfeito? Nos
outros sacrificios a vítima era digna de Deus? Por quê? E o
sacerdote era digno de Deus? Por quê? No sacrificio de Cristo
qual é a Vitima? E o Sacerdote? (Como êste assunto é um
pouco mais difícil, insista nêle a té as crianças o assimilarem bem,
pois é muito importante.)

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo " , 4.0 ano 79

� a Santa Missa
- Ainda hoje ·é oferecido a Deus o Sacri­
fício de Cristo. A Missa renov� o Sacrificio de Cristo, que
nela se oferece ao Pai: Éle é a Vitima e o Sacerdote da
Missa. O padre é o seu representante para o oferecimento.
· A diferença entre a Missa e o Sacrifício do Calvário é
que êste foi cruento e a Missa é um incruento. ( No quadro­
negro : cruento - incruento) . Quer diz� r: com derrama­
mento de sangue, e sem derramamento de sangue. Diferente
no modo; mas na realidade, a Missa é o mesmo sacrificio de
Cristo na Cruz. Escrever nos cadernos: "A Missa é o mes­
mo Sacrifício de Cristo na Cruz."
6 . Nosso culto perfeito
- Porque a Missa é o mesmo Sa­
crifício de Cristo, ela também presta a Deus um culto per­
feito. E só com a Missa é que os homens podem prestar a
Deus um culto perfeito. Todos os outros atos do culto são
atos nossos, e por isso são atos imperfeitos, atos de pobres
pecadores, atos de valor limitado, mas a Santa Missa é ato
perfeito, de valor infinito, porque é ato de Jesus Cris­
to. Mas é também ato nosso. Porque Jesus no-lo deu, na
quinta-feira santa, quando disse aos Apóstolos : "Fazei isto ,
em memória de Mim."
Dêst.e modo agora podemos prestar a Deus um culto per­
feito. Se não fôsse a MiSsa, nunca os homens podiam pres­
tar a Deus um culto perfeito. Todos os atos dos homens são
de valor limitado; a Missa é de valor infinito.
(llerificação.) Por que a Missa é o mesmo sacrifício de
Cristo? Qual a diferença entre a Missa e o Sacrifício do Cal­
vário? Que. é o sacrifício cruento? E incruento? Por que a
Missa é culto perfeito? A Missa é também ato nosso? Se Jesus
não nos tivesse dado a Missa, podíamos prestar a Deus um culto
perfeito?
A nossa Missa- A Igreja nos obriga a ir à Missa todos
os domingos e dias santos, porque assim, nos dias reservados
ao culto divino, prestamos ao Pai o culto perfeito. Isto é o
que há de mais importante na Religião : prestar a Deus o
culto perfeit.o. É tão importante que con:ete pecado mortal
quem deixa de prestar a Deus o culto perfeito (isto é, quem
faltar à Missa de domingo e dia santo, à toa> . CDE'V:SR.) :a

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80 Mons. Negromcmte - Guia do Catequista

por isso que não podemos deixar de trabalhar pata que to­
dos os católlcos freqüentem habitualmente a Missa de domin­
go e dia santo. (APOSTOLADO.) Que podemos fazer neste
sentido? (Ouvir as crianças, insistir para que cuidem dos
colegas, amigos , pessoas da fanúlia, que perdem Missa à toa.)
Mas, sendo a Missa o ato mais importante do culto divi­
no, os bons católicos procuram freqüentâ-la também em ou­
tros dias. Não é obrigação, mas é a melhor de t6das as de­
voções. (CONSELHO.)
E procuram participar da Santa Missa do melhor modo
possivel. Isto se pode fazer acompanhando a Missa pelo
nússal e principalmente comungando na Santa Mlssa. (LI­
TURGIA.) ( Veja se todos têm o missal; aconselhe-os a acom­
panharem a Missa, rezando-a tal oomo o celebrante a reza.
Expffq_u.e como é fácil comungar todos os domingos: vive-se
em estado de graça, o jejum eu.cariatico é facfümo. Insista.
um pouco nestes dois pontos.)

RESUMO
1. Os homens sempre ofereceram sacriflcios a Deus: Abel.
Abraão, Melquisedec;
2. os sacrifícios são oferecidos para adorar, agradecer, pe­
dir perdão e suplicar graças a Deus;
3 . os sacrifícios antigos eram imperfeitos, e Deus os acei­
tava por sua bondade infinita;
4 . o único sacrifício perfeito é o de Cristo; digno de Deus
porque à Vítima e o Sacerdote é o próprio Cristo;
5 . a Missa é o sacrifício de Cristo, renovado, oferecido de
modo incruento;
6 . só pela Missa podemos prestar a Deus o culto perfeito;
7 . o bom cristão vai à Missa aos domingos e dias 88.lltos,
e ainda a freqüenta em outros dias, procurando acompanhá-la pelo
missal e comungando nela. E trabalha para que todos os católicos
a freqüentem.

EXERCICIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Preencher os exerclcios da liçii.o, e �licar o n.0 5 .
3. Procurar levar algumas pesabas à Missa de demiuca.

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LIVRO DO IaESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 81

AS CERIMÔNIAS DA MISSA
DOUTRINA PARA O CATEQU ISTA
1. Os atos essenciais da Missa são Ofertório, Consagra­
ção e Comunhão.
2 . Depois, a Igreja acrescentou uma parte para prepa­
ração (a chamada Missa de catecúmenos) e outra para agra­
decimento ( depois da Comunhão até o fim) . De modo que
Missa inteira é desde o comêço até o último Evangelho, e
consta de 3 par.tes : Preparação (Missa de catecúmenos ) ,
Missa prõprlamente dita, e Ação d e gra1;as.
3. Na Missa de catecúmenos preparamos o coração
(pelas orações ) e a inteligência (pela instrução ) , e procla­
mamos nossa fé ( pelo Credo, nas Missas de domingo e dias
santos, e em algumas outras) .
4. ti com o Ofertório que começa o Sacrifício propria­
mente díto.
5. Deus aceita as nossas modestas ofertas e as . muda
no Corpo e Sangue de Cristo. O pão da terra se torna Pão
do Céu: "Eu soei o Pão vivo que desci do Céu" (Jo. 6.41 ) . Ê
a Consagração : Cristo presente no altar. �le se oferece
ao Pai.
Para tornar o Sacrificio mais nosso, nós O o ferecemos
também (as orações logo depois da Consagração) e pedimos a
Deus que aceite o Sacrifício de Seu filho, assim como aceitou
os sacrüicios de Abel, de Abraão e Melquisedec. E como
Cristo se oferece em nosso nome, nós nos juntamos a J!:Ie e
nos oferecemos também a Deus Pai.
6. Na Comunhão, o que foi pão nosso e agora é Pão do
Céu nos é devolvido, e nós O recebemos, para nossa alimen­
·tacão espiritual.
7. O que se segue depois da Comunhão é agradecimento
pela felicidade de têrmos oferecido a Deus o Sacrificio ele
Cristo.
As 3 Ave-Marias, Salve-Rainha e as orações pela liber­
dade da Igreja não fazem parte da Missa.Ensine, porém, às

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82 Mons. Negromunte - Guia do Catequista

crianças a não saírem da Igreja antes de o celebrante re­


tirar-se do altar.
Para mais doutrina, ver em As Fontes do Salvador os
capítulos: "Formação da Liturgia da Missa", "Liturgia da
Missa Atual", e "A Missa dos Fiéis".

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: A Cela (Mt. 26.26-28) .
2. D: Sentido da Missa.
3. F:
a) D: Ouvir Missa inteira;
b) C: Chegar cedo e preparar-se para a Missa <Exerc.
II> ;
e) A: Trabalhar para que todos ouçam Mlllli& inteira
(Exerc. II) ;
d) L: Integrar-se no sentido da Misaa (Tôda a lição) .

REVISÃO DA AULA ANTERIOR

Quem ofereceu os primeiros sacrüícios a Deus ? Para


que fins são oferecidos os sacrifícios? Conte o sacrlficio de
Abraão. Qual foi o sacrificio de Melquisedec? Por que eram
imperfeitos os sacrifícios antigos? Por que é perfeito o Sa­
crificio de Cristo ? Qual o valor do Sacrlficlo de Cristo?
Quem é a Vitima e quem o Sacerdote no Sacrüício de Cristo ?
Em que difere a Missa do Sacrüicio da Cruz? A Missa é
também nosso culto ? Têm os homens outro ato de culto
perfeito, fora o Sacrificio da Missa ? Qual é o valor da Mis­
sa? ( Infinito.) Por que a Igreja nos obriga a ir à Missa nos
domingos e dias santos? (Para prestarmos a Deus o culto
perfeito, oos dias reservados ao culto.) Por que comete pe­
cado mortal quem falta à Missa nesses dias? (Porque deixa
de prestar a Deus o culto perfeito, no dia que Lhe é consa­
grado.) Como nos devemos portar com relação à Missa, nos
demais dias? Que devemos fazer com os que negam a Deus
o culto perfeito, faltando à Missa de preceito? < Verifique os
exerciciot para ()(!6a.)

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.º ano 83

EXPLANAÇÃO

1. A Missa é o mesmo Sacrifício de Cristo, tanto na


Cela como na Cruz, mas quanto ao modo de ser oferecido,
se parece mais com a Ceia. De fato, na Ceia, Jesus ofereceu
ao Pai o pão e o vinho ; consagrou-os; deu a Comunhão aos
Apóstolos. A Missa prôpriamente dita consta de 3 atos :
Ofertório, Consagração e ComunhãO. Foi isto que Cristo fêz
·
na Ceia ; é isto que o padre faz na Missa. De modo que, com
êstes 3 atos há Missa ; sem êles, não há Missa.
2. A Missa inteira - Mas a Missa inteira têm outras ce­
rimônias e orações, que foram acrescentadas pela Igreja.
Hoje a Missa inteira se compõ� de 3 grandes partes : (qua­
dro-negro) Preparação, Missa prõpriamente dita, Ação de
graças.

(Ecreva no quadro-negro as 3 partes. Ve;a o esquema que


é o exercício III da lição. Escreva de modo a ir preenchendo o
esquema, à medida que f6r dando as explicações. Assim, quando
disser que a Missa" de catecúmenos consta de 'Orações e Instru­
ção, escreva estas 2 palatiras. E quando disser que as orações
são Intróito, Kyrie, Coleta e Glória, escreva isto na chave cor­
respondente a Orações.
E assim por diante, até o esquema ficar preenchido, como o
damos na chave dos exercícios.)

Na primeira nos preparamos para a Missa, na segunda


oferecemos a Missa a Deus em união com o celebrante, na
terceira agradecemos a Deus a graça de ter participado da
Santa Missa.

(Verificação.) Que é a Missa? Que atos fêz Cristo na Ceia?


De que atos consta a Missa propriamente dita? Que é Missa in­
teira? Em quantas partes se divide a Missa? Quais são? Que
fazemos em cada uma delas?

3. M issa dos catecúmenos - Nos primeiros tempos do


Cristianismo, os adultos se convertiam à Igreja e precisa­
vam de batizar-se; mas antes deviam preparar-se para re­
ceber o Batismo. Então os candidatos ao Batismo (cha­
mavam-se catecúmenos : quadro-negro ) se reuniam para
rezar e aprender a doutrina. Aprendiam a rezar, rezando;

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84 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

aprendiam a doutrina, ouvindo a leitura dos Evangelhos e


das Epístola s e a pregação do Bispo.
Os cristãos participavam dessas reuniões, porque tam­
bém precisavam de rezar e instruir-se mais, como preci­
samos hoj e ; mas os pagãos ( mesmo catecúmenos) não po­
diam participar da Missa, porque ainda não pertenciam a
Cristo. Então, terminada a reunião dos catecúmenos, êstes
saíam; e ficavam sómente os cristãos, para a Missa que ia
começar.
Por isso, a reunião dos catecúmenos ficou chamada Missa
dos catecúmenos. E a Missa própriamente dita ou M'88a dOa
fiéis era só para os cristãos.
4. A Missa de catecúmenos consta de: a) orações :
ao pé do altar, Intróito, Kyrie, Glória, Coleta (ou oração
própria de cada Missa) ; b) Instrução: Epistola, Evanielho,
pregação.
Termina com o Credo .

Com as orações, preparamos nosso coração; com as


instruções, preparamos nossa inteligência.
( Aconselhe a seguirem a Missa pelo missal [tê-lo] , para
rezarem as orações e lerem a instrução de cada Missa . )
(LITURGIA. )
Terminada a instrução, rezamos com o celebrante o Cre­
do, ato de fé nas verdades que nos foram enstnacla.t pela Pa­
lavra de Deus.

(Verificação.) Para que servia, nos primeiros tempos, a par­


te de preparação? Quem eram os catecúmenos? Os cristãos
também participavam da reunião dos catecúmenos? Como se
chamava a reunião dos catecúmenos? Qual a parte da Missa
que se chama "Missa de catecúmenos" ? De que consta ela? (De
orações e instrução.) Como é feita a instrução na Missa? Como
podemos acompanhar essas orações e instruções da Missa ?

5. A. Missa pr0priamente dita Feita a preparação, co­


-

meça a Missa própriamente dita. Ela consta de 3 atos.


Quais são?

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LIVRO D O MESTJiE para. " Meu Catecismo ", 4.0 ano 85

a)
No Ofertório, o celebrante oferece a Deus o pão e
o vinho, que vão servir ao Sacrüício. E como o pão e o
vinho nos representam, nós somos também oferecioos a
Deus: êle nos oferece a Deus. Depois, o celebrante se
volta para os fiéis e manda que êles peçam a Deus que
aceite o Sacrifício que Lhe oferecemos: é o Orate fratres.
- Nós acompanhamos tudo o que faz o celebrante : ofe­
recemos com êle o pão e o vinho a Deus, · e nos oferecemos
para o seu santo serviço e a sua glória.
b) Na Consagração, que é a parte mais impor.tante
da Missa, o pão e o vinho são mudados no Corpo e no San­
gue de Cristo. :i;: neste momento que Cristo se oferece ao
Pai e nós nos juntamos a Cristo e nos oferecemos com tiJle.
Mas, antes da Consagração, há o Prefácio, oração de
louvor que termina com as palavras que os anjos vivem
cantando no céu: "Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus";
há uma oraçãÓ pela Igreja, pelo Papa e pelo Bispo da Dio­
cese ; e há o Memento dos vivos, no qual cada um de nós
reza pelas pessoas vivas por quem quer rezar. Por quem
podemos rezar no Memento dos vivos 1 Diga, Fulano.
Depois da Consagração, como Cristo estã presente sô­
bre o altar, e corno a Missa é o oferecimento de Cristo ao
Pai, oferecemos Cristo ao Pai, pedimos a Deus que aceite
o Sacrifício de Cristo; rezamos pelos mortos : é o Me­
mento dos mortos; rezamos por nós pecadores:
.
é o Nobis
1
quoque peccatóribus. Por quem podemos rezar no Memento
dos mortos ?
c) Na Comunhão, o Pai nos dã seu divino Filh o : o
pão, que oferecemos no Ofertório, e que foi mudado e m
Pão d o Céu, isto é , n o Corpo e Sangue de Jesus, nos é
restituído. Mas antes de O recebermos, nós nos prepa­
ramos melhor, rezando o Pater noster, pedindo, a Deus que
nos purifique mais de nossos pecados (é o Agnus Dei.) ,
pedindo a paz e a união com Jesus, e fazendo um ato de
humilde (Domine, non sum dignus) .

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86 Mons. Negromonte - Guiu do Catequista

Acompanhando essas orações, preparamo-nos para a


Comunhão, porque um bom católico .tem o hábito de co­
mungar também na Missa de que participa.
Vocês acham que muita gente comunga nas Missas de do­
mingo? (Ensine a "ver": poucas comungam; no entanto, é fa­
cil comungar (basta estar em estado de graça e em jejum euca­
rístico) ; então, ensine a "julgar " : fazem bem ou mal, não
comungando? E passe a fazer "agir " : que vamos fazer para
que essa gente comungue?)

(Verificação.) Que faz o celebrante no Ofertório? De que


modo participamos do Ofertório? Somos também oferecidos a
Deus? · Em que momento da Missa Jesus se oferece ao Pai? Que
é Prefácio? Em que momento rezamos pelo Papa e pelo nosso
Bispo? Que é Memento dos vivos? Que orações se seguem à
Consagração? Que é Memento dos mortos? Que é Nobis quoque
peccatóribus? Como nos preparamos para a Comunhão na Missa?

6. Ação de graças - Terminada a Missa propriamente


dita, segue-se a parte de ação de graças, que é depois da
Comunhão até o fim da Missa. O celebrante reza peque­
nas orações de agradecimento, lê no missal um pequeno
cântico (Comúnio) e diz a oração final da Missa (Post-co­
múrno ) . Em seguida, despede o s fiéis (lte, Missa est ) , dá
a benção e lê o último Evangelho.
Em geral, também se rezam 3 Ave-Marias, a Salve­
Rainha e duas orações pela liberdade da Igreja, que hoje
vive escravizada nos paises comunistas (Rússia, HungÍ'ia,
Polônia, etc) .
Ouvir M issa inteira - Explique o que é "ouvir Missa intei­
ra". (DEVER.)
Mas os que chegarem à igreja sempre uns cinco mi­
nutos antes da Missa, devem procurar os lugares mais pró­
ximos ao altar. (CONSELHO.)
Assim,, darão um bom exemplo a tantos que sempre
chegam atrasados, e pelos quais devemos rezar e zelar, pa­
ra que se corrijam dêsse pecado. (APOSTOLADO.)

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 an o 87

RESUMO
1 . Essenciabnente, a Missa consta de Ofertório, Consagra­
ção, Comunhão; mas tem várias outras cerimônias e orações, que
foram acrescentadas pela Igreja;
2. a Missa inteira se divide em 3 grandes partes: Prepara­
ção, Missa propriamente dita, e Comunhão;
3 . na preparação (ou Missa de catecúmenos) rezamos e nos
instruímos; a parte de orações consta de orações ao pé do altar,
Intróito, Kyrie, Glória e Coleta; a de instrução consta de Epistola,
Evangelho e pregação (quando há); e se encerra com o Credo,
nos domingos e dias santos;
4. a :Missa propriamente dita consta de Ofertório, Consa­
gração e Comunhão, sendo a Consagração a parte mais impor­
tante;
5 . antes da Consagração, há o Prefácio, a oração pela Igreja
e o Memento dos vivos; e depois da Consagração, o oferecimento
de Cristo ao Pai, o Memento dos mortos, o Nobis quoque pecca­
tóribwr;
6 . a Comunhão é preparada pelo Pater noster, o Agnus Dei,
a oração pela paz, o Domine nom sum dignus;
7 . a parte final se destina a agradecer a Deus a Missa, e
consta de orações, do Comúnio, do Post-comúnio, da bênção, e
do último Evangelho;
8 . temos o dever de ouvir Missa de comêço ao fim; mas é
bom chegarmos um pouco antes, para nos prepararmos melhor,
e para dar o bom exemplo, pois infelizmente multa gente tem o
mau hébito de chegar atrasada à Missa.

EXERC(CIOS PARA CASA


1. Preencher os exercícios da lição.
2. Notar se em casa alguém tem o· hábito de chegar atrasa­
do à Missa, para procurar corrigi-lo .

CHAVE DOS EXERCICIOS


I. Missa inteira é desde as orações ao pé do altar até o úl­
timo Evangelho.
II . Esquema da Missa.

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88

{
Mo11s. Negromonte - Guia do Cate_quista

Orações ao pé do altar
Intróito
Orações Kyrie eleison

Missa de catecúme­
Glória
nos ou Prepara­ Coleta
ção

Instrução
{ Epístola
Evangelho
Pregação

Ofertório
{ Oferecimento do pão
Oferecimento dos fiéis
e vinho

Orate, fratres

Prefácio
Oração pela Igreja
Memento dos vivos
Missa dos fiéis ou Consagração
M i s s a propria- Consagração

!
mente dita Oferecimento de Cristo ao Pai
Memento dos mortos
Nobis quoque peccatóribus

Pater noster
Agnus Dei
Comunhão
Oração pela paz
Domine, non sum dignus
Comunhão

Pequenas orações
Comúnio
Ação de graças ou Pós-comunhão
agradecimento Ite, Missa est
Bênção
último Evangelho

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo ", 4.� ano 89

O ANO LITÚRGICO
DOUTRINA PARA O CATEQUISTA
1. Todo o Ano Litúrgico se desenrola em redor de
Cristo : sua vida é comemorada nas festas mais importan­
tes ; - as festas dos Santos são secundárias, e sua soleni­
dade depende de suas relações com Cristo: Nossa Senho­
·
ra (mãe do Salvador) , São José (pai adotivo) , os Após :­
tolos (aos quais Cristo entregou a Igreja) , São João Batista
(que preparou o mundo para receber o Salvador e que O
apontou aos homens ) .
2. O ciclo de Cristo (ou Temporal) é marcado pelo Nrt­
tal, pela Páscoai e pelo Pentecost!�s, mas celebra várias
festas menores, e se completa pelos . domingos, os quais
lembram sempre a Páscoa e referem fatos e ensinamentos
da vida do Salvador.
3. Grande é a importância dos tempos litúrgicos : êles
preparam as grandes festas (Advento prepara o Natal ;
Quaresma prepara a Páscoa) e prolongam o seu sentido,
às vêzes por meses e meses, como os domingos depois de Pen­
tecostes ( pelo menos 24) .

4. As festas litúrgicas de Nossa Senhora ora se p�


dem a fatos e mistérios evangélicos ( Imaculada Conceição,
Santo Nome de Maria, Nossa Senhora das Dores ) , ora a
acontecimentos histáricos ( Nossa Senhora do Rosário, Nossa
Senhora de Lourdes, Nossa Senhora Aparecida ) , ora a m.o­
tivos devocionais (Nossa Senhora da Guia, dos Mares, da
Consolação, etc. ) .
Dar à devoção a Nossa Senhora um caráter litúrgico é
elevá-la a terreno mais sólido, tirando-lhe a feição senti­
mental (tão comum) .
5. As festas dos Santos, sempre inferiores às de Cris­
to e às principais de Nossa Senhora, têm dias fixos, qua­
se sempre o dia da m.orte (que a Igreja considera o nasci­
mento para a glória ) . Nossa vida cristã deve seguir a

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90 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

Liturgia, dando à devoção aos Santos lugar secundário, infi­


nitamente abaixo de Cristo.
6. A finalidade do Ano Litúrgico é dar glória a Deus
e santificar-nos, pondo-nos de acôrdo com a vida de Cris­
to, cujas lições a Igreja nos vai ensinando, semana por se­
mana, festa por festa.
7. As cerimônias nos põem em contato com as reali­
dades. E as côres litúrgicas facilitam a compreensão dos
mistérios de cada solenidade.
Para mais doutrina ver em As Fontes do Salvador o
capítulo "O Ano Litúrgico".

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: Os grandes fatos da. vida de Cristo.
2. D: O Ano Litúrgico.
3. F:
a) D: A Missa de domingo e dia santo (Leitura e
Exerc. Il) ;
b) C: Piedade litúrgica. (Exerc. III) ;
e) A: Apostola.do litúrgico CExerc. IV) ;
d) L: Acompanhar o espírito litúrgico (Leitura e Exerc.
V).

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Em quantas partes se divide a Missa inteira? Quais
são? Que é Missa de catecúmenos? Por que se chama
assim ? Quais são as orações desta parte? Como se faz a
instrução na Missa? Que é a Missa dos fiéis? Quais são
os seus atos principais ? Por que êstes 3 atos são essenciais?
( Cristo os fêz na Ceia.) De que atos consta o Ofertório?
E a Consagração? E a Comunhão? Quais são as ora­
ções que nos preparam para a Comunhão na Missa? Quais
são os atos da última parte da Missa ? Que é Missa inteira ?
Que devemos fazer para ouvir Missa inteira ? ( Chegar
5 minutos antes.) Quais as vantagens dêste procedimento?
(Verifique os exercícios 'J)ara casa. Faça o esquema todo no
quadro negro, para as crianças corrigirem o seu por tle.)

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo ", 4.0 an o 91

EXPLANAÇÃO
'
1. A vida de Jesus é cheia de fatos importantes. Mas
há uns mais importantes ainda, como o nascimento, a mor­
te, a ressurreição, a ascensão, etc. A Igrej a comemora os
fatos da vida de Jesus com festas : quanto mais importan­
te o fato, tanto mais importante a festa.
A1 maiorem festas - São 3. Quais são? (Deixe respon­
derem. Encamtnhe as respostas.) NATAL , PASCOA E PEN­
TECOSTES. Que se comemora no Natal ? Hein, F? Na
Páscoa, que se comemora? ( Morte e Ressurreição de Je­
sus.) E no Pentecostes? (0 Espírito Santo inaugura a
Igreja que Cristo fundou.) É 50 dias depois da Páscoa.
Outros fatos são comemorados com festas menos sole­
nes ; e, em geral, são grupados em redor da grande festa
a que estão ligadas.

Assim, por exemplo, em tôrno da festa de Natal se reúnem


as festas relativas à infância de Jesus. Vejam: Natat (quadro­
negro.) Em que dia, B? Depois vem a Circuncisão (quadro-ne­
gro) , que foi quando se pôs no Menino o nome de Jesus. Sabem
em que dia? (1.0 de janeiro.) É dia santo. Qual nossa obriga­
ção? (DEVER. ) Depois, qual foi outro fato da infância? Quem
veio de longe para adorar o Menino? Muito bem: os Magos. A
adoração dos Magos se chama, na Liturgia, Epifania (quadro­
'negro) . Em que dia? (6 de janeiro.) É também dia santo. :flstes
fatos se prendem à infância de Jesus.

Outros fatos que não têm uma festa especial são co­
memorados nos domingos. Cada domingo, o Evangelho da
Missa conta um fato da vida de J esus.
2. Celebração das grandes festas - Vamos voltar às 3
grandes fee.tas. Quais são elas? ( Espe r e resposta.) Escre­
vê-las nos cadernos.
Estas 3 festas são celebradas com muita solenidade.
Cada uma delas tem uma preparação, a /esta e um prolon­
gamento. Assim, NATAL ( escrever no quadro-negro, no
centro) é preparada pelo Advento <escrever no quadro-ne­
gro, à esquerda de Natal) e prolongada por festas que se

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92 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

referem à infância de Jesus, como Circuncisão, Epifania (no


qua ·1.ro-negro, à direita de modo qu e fique a ssim ) :

Advento - NATAL - Circuncisão, Epifania.


O Advento ( 4 semanas, em que nos preparamos p ara a vinda
do Salvador) é a preparação; as festas depois do Natal são o pro­
longamento. (Mande escrever nos cadernos: Advento - NATAL
- Circuncisão - Epifania.)
A PASCOA (quadro-negro) : é a mais importante festa
do ano. Por isso, tem uma preparação maior : a Quaresma
(no quadro-negro, à esquerda de Páscoa) . São 40 dias de
penitência e oração, em que nos preparamos para a Pás­
coa. Antes da Quaresma, há os domingos do tempo da
Setuagésima: ( quadro-negro.) :esses domingos são 3: Se­
tuagésim a (70 dias ) , Sexagésima (60 dias) e Quinquagé­
sima (50 dias, antes da Páscoa) .
Depois da Quaresma, vem a Semana da Paixão ( qua ­
dro-negro) . Segue-se a Semana Santa ( qua dro -negro : em­
baixo de Páscoa) : celebra-se a Pãscoa, com a Morte e a
Ressurreição de Jesus. Depois da Ressurreição, vêm vários
fatos em que Jesus aparece aos discipulos, depois de ressus­
citado; e finalmente 40 dias depois da Ressurreição, a Ascen­
são (quadro-negro ) . O quadro-negro fica assim:
Setuagésima - Quaresma - Paixão - PÁSCOA (Se­
mana Santa.) - Ascensão.
<Copiar nos cadernos.) - Ascensão cai sempre numa
quinta-feir a e é dja santo. Qual a nossa grande obrigação
nos dias santos ?
A festa de PENTECOSTES (quadro-negro> se celebra 10
dias depois da Ascensão. Sua preparação é mais simples :
Uma novena (quadro-negro, à esquerda de Pent ecostes) . O
prolongamento é feito por numerosas festas como as da
Santíssima Trindade, Corpo de Deus, Coração de Jesus, (qua­
dro-negro) e todos os domingOll• (quadro-negro) até novem­
bro. No último domingo de outubro, a festa de Cristo-Rei
(quadro-negro) . No quadro-negro fique assim :
Novena - PENTECOSTES - SS. Trindade - Corpo
de Deus, Coração de Jesus, domingos - Cr is to-R ei.

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.' ano 93

Escrevam nos seus cadern<ls a parte relativa ao Pen­


tecostes. (Verifique. .Apague o quadro-negro.)

(Verificação.)Quais são as 3 maiores festas? Que se comc­


JDOra nas festas menos solenes? Qual é a preparação do Natal?
e da Páscoa? e de Pentecostes? Qual é o prolongamento do Na­
tal? e da Páscoa? e do Pentecostes? (Se os alunos não souberem
responder, mande verem no caderno.)
·
3. A Igreja celebra também festas
fest11 dos Santos -

de Nossa Senhora e dos Santos. Cada Santo tem sua festa,


em geral celebrada no dia de sua morte, que é o dia feliz
em que o Santo deixou êste mundo e entrou na glória de
Deus.

Vejamos as mais importantes festas dos Santos. S. João Ba­


tista, que preparou o mundo para receber o Salvador; São José,
que serviu de pai a Jesus; os Apóstolos, encarregados por Cristo
de pregar o Evangelho e divulgar a Igrej a ; entre êles se destaca
S. Pedro, o primeiro Papa. (Lembrar que é dia scrnto.) Há tam­
bém as festas dos Padroeiros: do Brasil (S. Pedro de Alcân­
tara) (19 de outubro) e Nossa Senhora Aparecida (12 de outu­
bro), da diocese e da paróquia (procure saber quais são e em
que dias).

Como no céu há muitos Santos que não são conhecidos,


� mesmo dos conhecidos não é possível celebrar as festas,
a Igreja celebra, no dia 1.º de novembro, Todos os Santos,
que também é dia santo. (Missa e repouso. )
4. Nossa Senhora Entre todos os Santos distingue-se
-

Nossa Senhora. Por que, F? CS: a Mãe de Deus. A mais


santa das criaturas. ) Depois de Jesus Cristo, é quem tem
as festas mais solenes.
Cada Banto tem uma festa só. Nossa Senhora tem vá­
rias . Quem sabe alguma? (Deixe lembrarem.) As duas
mais solenes são Imaculada Conceição e .Assunção: dias
santos.

Lembre a festa de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do


Brasil Quem se lembra em que dia é?
Lembre também as festas de Nossa Senhora mais conhecidas
do povo, e as mais populares em cada região.

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94 Mons. Negromcmte - Guia do Catequista

5. 01 domin101 - Dia de grande irnportància na Litur­


gia é o domingo. É o dia do Senhor, e lembra a Ressur­
reição de Jesus. Como dia especial do culto, êle é consa­
grado à Santissima Trindade. Nos domingos se comemo­
ram os fatos menores da vida de Cristo, contados no Evan­
gelho da Missa.
6. O espírito litúrgico - Nas festas d o Ano Litúrgico a
Igreja presta culto a Deus e aos Santos, e cuida de nossa
santificação. Devemos acompanhar as festas litúrgicas e
viver de acôrdo oom elas, seguindo as lições que elas nos
dão. No tempo de penitência, faremos penitência; nas fes­
tas de alegria, estaremos alegres. Praticaremos as virtu­
des que a Liturgia ensinar e seguiremos os exemplos que
Cristo e os Santos nos dão. <LITURGIA.)
7. As côres litúrgicas nos ajudam a compreender os
, sentimentos das festas. Quem se lembra quais são estas
côres ?

Lembram-se do que significam? (Bronca: alegria; vermelha:


o fogo do Pentecostes e o sangue dos mártires; roxa: penitência
(Advento, Quaresma) ; verde: esperança (os domingos durante o
ano) ; preta: luto (sexta-feira santa e Missa de mortos) .

Mas só podemos acompanhar as orações e as leituras


de cada Missa, se tivermos- nas mãos o nosso missal. < Ver
se todo6 já o ti6m. lMistir.) { CONSELHO.)
Infelizmente, muita gente não acompanha as festas da
Igreja ; não sabe a importância delas ; prefere outros li­
vros, em vez do missal ; re-za o têrço durante a Missa, quan­
do devla rezar a própria Missa. Que vamos fazer? Além
de seguirmos a Liturgia, vamos fazer com que outras pes­
soas também a sigam. <APOSTOLADO.)

RESUMO
1 . O Ano Litúrgico é o conjunto de festas com que a Igreja
comemora os fatos da vida de Cristo e homenageia Nossa Senhora
e os Santos, cuida"ldo também de nossa santificação ;
2. as princi: u festas litúrgicas são Natal, Páscoa e Pente­
costes. sendo P.ásci..& a maior delas;

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 95

3. cada uma destas festas consta de uma preparação, a festa


e um prolongamento;
4. Natal tem como preparação o Advento, e prolongamen­
to Circuncisão e Epüania;
5. Páscoa tem corno preparação a Quaresma, e prolongamen­
to vários domingos e a Ascensão;
6 . Pentecostes é preparado por urna novena, e prolongado
por numerosas festas e domingos, sendo Cristo-Rei a última fes­
lo dêste tempo;
7. as festas dos Santos são mais ou menos importantes, êon­
forme a importância que o Santo exerceu na Igreja;
8. as festas de Nossa Senhora são muitas, sendo Imaculada
Conceição e Assunção as mais importantes;
9. cada domingo é uma pequena festa de Páscoa;
10 . para acompanhar as festas litúrgicas, muito nos ajudam
os côres dos paramentos e sobretudo o uso do missal.

EXERCfCIOS PARA CASA


1 . Preencher os exercicios da lição.
2. Dar a relação completa dos 9 dias santos do ano: 5 de
Cristo, 2 de Nossa Senhora e 2 dos Santos.

CHAVE DOS EXERCICIOS


1. a) Natal é preparado pelo tempo do Advento (no gráfico,
os 4 domingos: 1 . 2 . 3 . 4 antes de Natal) .
Páscoa é preparada principalmente pela Quaresma (espaço
em branco, antes da Paixão, no gráfico) .
b) Os domingos são Setuagésirno (70) , Sexagésima (60) e
Quinquagésima (50) .
c) As côres do gráfico são: roxa: Advento, Quaresma, Pai­
xão, Semana Santa; vermelho·: Pentecostes; verde: domingos de­
pois da Epüania e de Pentecostes; branco: o resto.
III . Os dias santos todos são: 5 de Cristo: Natal, Circunci­
são, Epifania, Ascenção e Corpo de Deus (ou Corpus Christi); 2 de
Nossa Senhora: Imaculada Conceição e Assunção; 2 dos Santos:
São Pedro e São Paulo (29 de junho) e Todos os Santos.
IV . Para corrigir o êrro das celebrações populares mais sole­
nes que as grandes festas litúrgicas, podemos: 1) dar o exemplo;
2) falar da importãnC'ia das festas litúrgicas.

HONRAR PAI E MÃE


DOUTRI NA PARA O CATEQUISTA
1. Os três primeiros Mandamentos se referem direta­
mente à glória de Deus: amar a Deus, respeitar o seu
-

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96 Mons. Negromonte - Gula do Catequista

nome, prestar-Lhe culto. Os sete outros se referem direta­


mente ao bem do próximo, embora se refiram a Deus, com.o
ordens divinas a que estão todos os homens obrigados.
2. Sôbre o amor aos pais lembrar que êles foram o
instrumento de Deus para nos dar a vida : "Lembra-te que
sem êles não terias nascido (Ecle. 7.30, e pelos muitos
trabalhos que um filho dá aos pais (preocupações, sacri­
fícios, despesas ) . Daí, o pecado dos que não amam os pais,
tratam-nos mal, irritam-nos, desgostam-nos, ou se enver­
gonham dêles. Terríveis, os castigos de Deus para os maus
filhos. "Quem amaldiçoa seu pai e sua mãe, sua candeia
se apagará no meio das trevas" (Prov. 20.20) . Deus aben­
çoa os bons filhos ( José, Salomão [ver o respeito dêle à
mãe: 3 Rg. 2.19 ] , Tobias ) ; mas castiga os maus (Caim
zomba de Noé, e .termina escravo ; Absalão se revolta con­
tra Davi, e morre desastradamente) .
3 . O tema comporta insistência quanto à formação,
pois os tempos são de falsa independência, e muitos fi­
lhos se envergonham dos pais ( precisamente porque êstes
lhes deram uma condição melhor) .
Para mais doutrina ver O Caminho da Vida no capitulo
"Deveres dos Filhos".

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: .Jesus obedecia aos pais (Lc. 2.51 ) .
2. D: Deveres d os filhos.
3. F:
a) D: Cumprir os deveres para com 011 pais (Leitura) ;
b) C: Dar gôsto aos pais em tudo (Leitura) ;
e) A: Cuidar do espiritual dos pais (Exerc. Il) ;
d) L: Lembrar-se dos pais no " Memento" da lllasa
(Exerc. V) .

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Quais são as três maiores festas da Igreja ? De que
depende a importância das festas? (Da importância do
fato.) Cite algumas festas menores. E os fatos mais co­
mt.:ns da vida de Cristo quando são comemorados? (Aos
domingos.) Como se chama o tempo de preparação para

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LIVRO DO MESTRE paTa "Meu Catecismo", 4.0 ano 97

o Natal ? E o de preparação para a Páscoa? Qual é a


preparação para o Pentecostes? Depois das festas de Cris­
to, quais são as maiores festas ? Das festas dos Santos
quais são as mais importantes ? Quais são os padroeiros do
Brasil ? Da diocese? Da paróquia? Para que a Igreja ce­
lebra essas festas? ( Louvar a Deus e nos santificar. ) Qual
é o significado das côres litúrgicas?

EXPLANAÇÃO

Já estudamos os três primeiros Mandamentos da Lei


de Deus; quais são êles? (Esperar resposta. ) �stes três
Mandamentos se referem diretamente a Deus: amar a Deus,
respeitar o nome de Deus, prestar culto a Deus. Agora va­
mos estudar os Mandamentos que se referem ao próximo :
não fazer mal ao próximo, não dar prejuízo ao próximo,
não desejar o que é do próximo, etc. Começamos pelos nos­
sos pais, que são as pessoas mais próximas de nós. O quar­
to Mandamento nos manda "honrar pai e mãe".
1. O exemplo de Jesus - Nossos deveres para com nos­
sos pais se resumem em quatro. Escreva no quadro, F:
"Amar, respeitar, obedecer e ajudar." (Mande ler por outro.
Depois, escreverem nos cadernos. ) Honrar pai e mãe quer
dizer isto: amar, respeitar, obedecer e ajudar os pais. Isto
é obrigação de todo filho.
O próprio Jesus, embora infinitamente superior a Ma­
ria e a José, lhes obedecia: - "Foi com êles para Nazaré,
e lhes obedecia" (Lc. 2.51 ) . Ajudando, fazendo o que Lhe
mandavam.
Quando São José morreu, Jesus assumiu a manutenção de
Maria, como filho único que erà . E, na hora da morte>,
ainda se lembrou dela e a entregou a São João: "Eis
aí a tua Mãe" ( Jo. 19 . 27) .
Nas bodas de Caná, �le fêz o milagre a pedido de
Nossa Senhora.
( Faça a verificação.) Quais os Mandamentos que se
referem a Deus? E os que se referem ao próximo? Qual

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98 Mons. Negromunte - Guia do Catequista

é o 4.0 Mandamento ? Que quer dizer honrar pai e mãe?


Como cumpriu Jesus êste Mandamento? Jesus sabia que
era superior a Maria e José? Por que então lhes obedecia?
(Eram representantes de Deus. )
2. Nossos deveres - Então, são êstes o s nossos deve­
res para com nossos pais : amar, respeitar, obedecer, aju­
dar. (DEVER. )
Amá-los : Abaixo d e Deus, êles nos deram a vida. Tam­
bém por gratidão : por seus trabalhos e preocupações conosco.
Quando éramos pequeninos . . . quando adoecemos . . . quan­
do pensam em nosso futuro . . . quando nos acontece algu­
ma coisa ( desenv olv er um pouco) . Sejamos gratos, pro­
curando agradá-los em tudo. ( CONSELHO.)
Respeitá-los: êles são sempre superiores a nós. O filho
pode saber mais, possuir mais, estar em posição social mais
elevada, é sempre inferior ao pai.
Obedecer-lhes : êles s ão representantes de Deus para nós.
Obedecer prontamente, fazendo tudo que lhe foi mandado,
bem-feito. Os filhos só não devem obedecer, quando os pais
mandam coisas contrárias à Lei de Deus. Por exemplo: o
pai manda o filho furtar . . . a mãe quer levar a filha à
sessão espírita . . . ou não quer que o filho vá à Missa de
domingo. Devemos obedecer mais a Deus do que a nos­
sos pais, quando sabemos claramente o que Deus manda.
Ajudá-los em suas necessidades, tanto espirituais co­
mo materiais : no trabalho, nos sofrimentos (como fêz Je­
sus com São José e Nossa Senhora ) , como fazem tantas
crianças ajudando em casa ( dizer como) , ou nos trabalhos do
pai ( dizer como ) . Em sua� necessidades espirituais: rezar
sempre por êles, sejam vivos ou mortos.
Em que parte da Missa podemos rezar pelos nossos
pais ? E se forem mortos? (LITURGIA. ) Devemos pro­
curar que êles sejam bons católicos. <APOSTOLADO.)
Se nosso pai não vai à Missa de domingo, que devo fazer ?
(Esperar respos tas . ) Rezar . . . Convidá-lo . . . Lembrar que
é hora da Missa . . . E se nosso pai ou nossa mãe tem um

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 99

defeito, ou comete uma falta, podemos procurar corrigi-los?


Mas devemos fazê-lo com bons modos, porque êles são
nossos superiores.

(Verifique.) Por que devemos amar nossos pais? Corno po­


demos agradá-los? Por que somos sempre inferiores a nossos pais?
Por que devemos obedecer a nossos pais? De quem parte a autori­
dade que êles têm sôbre nós? Em que devemos obedecer? (Só nas
coisas licitas.) É pecado desobedecer, quando rn;andam o que não se
pode fazer? (Não; obedecer mais a Deus que aos homens.) Em
que devemos ajudá-los? Um f:Jho pode corrigir seus pais? Mas,
de que modo?

3. Bênçãos e castigos - Os bens filhos são sempre mui­


to felizes. Recebem as bênçãos dos pais, os elogios dos
estranhos, e sobretudo a proteção divina, mesmo no meio
dos sofrimentos. Exemplo de tom filho foi José, do Egito.
Era muito bom para com seus velhos pais. Maltratado e
vendido por seus irmãos, foi levado cativo para o Egito.
Lá Deus o protegeu, e êle chegou a ser vice-rei, vindo de­
pois a ser o protetor de tôda a família < Gênesis, caps. 37
a 47) .
4. Os maus filhos "ão censurados pelos homens, lasti­
mados pelos pais, e castigados por Deus. O caso de Abs:i­
lão : revoltou-se contra seu pai Davi, para reinar em seu
lugar, mas foi vencido, e, quando fugia, o cavalo passou
por baixo de uma árvore, em cujos galhos êle ficou de­
pendurado pelos cabelos. E um inimigo lhe atravessou o
coração com a lança UI Rg. caps. 15 e 1 8 ) . Na figura da
lição vocês o vêem.

RESUMO
1 . Nossos deveres para com os pais se resumem em amar, res­
peitar, obedecer e ajudar os pais;
2. amá-los, por gratidão, pelo que dêles recebemos;
3. respeitá-los e obedecer-lhes, porque, como pais, êles nos
são sempre superiores;
4. ajudá-los, tanto nas necessidades temporais como nas espi­
rituais;

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100 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

5 . os bons filhos são abençoados por Deus, enquanto os maus


são castigados;
6. a oração pelos pais é dos mais altos e fáceis benefícios que
lhes podemos prestar.

EXERCÍCIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Fazer os exercícios da lição.

AMAR A PÁTRIA
DOUTRI NA PARA O CATEQU ISTA
1. Com as autoridades eclesiásticas e CIVIS devemos
cooperar em tudo o que é justd e proveitoso para o bem co­
mum, ajudando a promover o progresso espiritual e mesmo
material da sociedade.
Mesmo que os homens não estejam à altura dos car·­
gos, devemos respeitá-los. "Na cadeira de Moisés estão
sentados escribas e fariseus. Fazei e observai tudo o que
êles vos disserem, mas não façais o que êles fazem" (Mt.
23.3) .
2. A Pátria é para nós corno mãe. Cumpramos nossas
obrigações para com ela.
3. O Brasil precisa de nosso trabalh o p ara conservar
a fé católica, manter suas tradições cristãs, viver em paz
interior e exterior, desenvolvPr a cultura do povo e as pos­
sibilidades naturais.
\
4. É pre cis o formar nas crianças êsse espírito, lem-
brando-lhes ademais a obrigação de rezar pela pátria, co­
mo fazemos, por exemplo, na oração depois da Bênção do
Santíssimo Sacramento : "Derramai as vossas bênçãos (. . . )
sôbre o chefe d a Nação e do Estado ( . . . ) . Dai ao povo bra­
sileiro paz constante e p :r;-osperidade completa. Favorecei
com os efeitos contínno;;: rle vossa bondade o Brasil."

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: Jesus chora sôbre Jerusalém (Lc. 19.41-44) .
2. D: Deveres para com a Pátria.
3. F:

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 101

a) D: Deveres pau com a pátria. (Leitura) ;


b) C: Rezar sempre pelo bem da pátria (Exerc. III) ;
e) A: Levar os outros a respeitarem as leis (Exerc. IV) ;
d) L: A oração pela paz, na Missa (Exerc. V) .

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Quais os Mandamentos que se referem a Deus? E os
que se referem ao próximo? Que quer dizer: Honrar pai
e mãe? Como cumpriu Jesus êste dever? Por que devemos
amar nossos pais? Como podemos agradá-los ? Nossos pais
merecem sempre nosso respeito ? Somos sempre inferiores
a nossos pais? Por que devemos obedecer a nossos pais ?
Quando não devemos obedecer aos pais? Em que devemos
ajudar a nossos pais? Dê exemplo de um bom filho. E
de um mau filho, castigado por Deus.

EXPLANAÇÃO

O 4.0 Mandamento fala em pai e mãe, mas se estende


a tôdas as autoridades eclesiásticas e civis, os mestres, etc.
Elas são também representantes de Deus, e devemos res­
peitá-las e obedecer�lhes, porque, como diz S. Paulo, "todo
poder vem de Deus". Estendem-se igualmente a nossos
deveres para com a Pátria.
1. O exemplo de Jesus Somos obrigados a amar a nos­
-

sa pátria. Vendo que Jerusalém, capital de sua Pátria ( a


Palestina) , não s e convertia, Jesus a lastimou : - "Jerusa­
lém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que
te são enviados, quantas vêzes Eu quis juntar teus filhos,
como a galinha junta os pintinhos debaixo de suas asas e
tu não o quisestes" (Mt. 23 . 37 ) .
Outra vez, n o domingo de ramos, como Jerusalém n ã o
se convert�a, a o ver a cidade, chorou sôbre ela, dizendo :
"Ah! se, ao menos neste teu dia, ainda conhecesses quem
te pode trazer a paz! Agora tudo está encoberto a teus
olhos ; mas chegarão dias em que teus inimigos te cercarão
de trincheiras e te sitiarão e te apertarão de todos os lados. '
E te derrubarão por terra, a ti e a teus filhos que estiverem

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102 Mons. Negromo-nte - Guia do Catequista

dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sôbre pedra - por­


que não conheceste o tempo em que foste visitada" ( Lc.
19. 41-44 ) .
( A figura mostra Jesus chorando sôbre a capital d e sua
Pátria.)
2. Seguindo o exemplo de Jesus, procuremos cumprir os
deveres para com nossa pátria. (DEVER.) Podemos resu­
mi-los em 4 ( mande um aluno ao quadro escrever) : obede­
cer às leis, pagar impostos, respeitar as autoridades, votar.
( Mande ler. Mande escrever nos cadernos. )
1 ) Obedecer às leis, q u e não sejam contra a Lei d e Deus
ou da Igreja ( porque neste caso temos obrigação de não obe­
d ecer às leis humanas, e sim a Deus) . Cristo nasceu em Be­
lém, porque S. José obedeceu à lei do recenseamento.
2) Pagar impostos, para manter os serviços públicos. Je­
sus nos deu o exemplo: pagou também o impósto, que os
lariseus Lhe cobraram. Não tinha dinheiro; mandou Pedro
apanhar um peixe, e da bôca do peixe tirou o dinheiro para
pagar o impôsto (Mt. 17 . 24-27 ) .
Outra vez, os fariseus Lhe perguntaram s e era licito pa­
gar impostos a César, e Jesus lhes respondeu: "Dai a Cé­
sar o que é de César, e a Deus o que. é de Deus" (Mt. 22 . 2 1 ) .
(Escrever nos cadernos.)
Os cidadãos têm o dever de pagar impostos , e os gover­
nos têm obrigação de empregá-los bem, para utilidade de
todos.
3) Respeitar as autoridades - Elas são representantes de
Deus, desde .as mais modestas (o guarda do trânsito, o po­
licial ) até as mais elevadas (Presidente da República, Gover ­
nador, prefeito, etc. ) . E respeitar, mesmo que não cumpram
'
sei;s deveres. Podemos protestar, exigir que cumpram os
deveres, mas sempre dentro do respeito e da ordem. Em
face de autoridades que não cumpriam o dever, Jesus disse :
"Fazei o que êles mandam, não façais o que êles fazem"
(Mt. 23 . 3 ) ,
4) Votar é uma obrigação das mais graves.
- Temos
de escolher homens dignos para os cargos públicos. Para

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 103

Isto, votar não por interêsse pessoal, por am�ade, gratidão,


etc. , rrtas em candidatos capàzes. l!! pecado vótár em hd•
mens sem moral e sem reli gião, ou ciue não sejo.rrt capazes de
exercer os cargos.

(Verifique.) Quais os deveres para com a pátria? A que leis


devemos obdecer? Para que servém os impostos ? Temos obfigá•
i;üo de pagá-los? Como deve o govêrno empregr.r o dinheiro pú­
blico? Por que devemos respeitar as autoridades'? E se nã o forem
pessoas de nossa estima? E se nãó forein pessoas qi.ie cilmprerrl
o seu dever? Que disse Jesus a êste re�peito? Votar é uma obriga­
ção grave? É pecado votar em candidatos que não estão à a ltura
de cumprir os deveres do cargo para que são eleito&?
3. Cuidar do Brasil - Deus nos deu uma das mais be­
las e grandiosas pátrias do mundo. Devemos amar o Bra"'­
sil, trabalhar pela sua grandeza, fazer tudo para que ela viva
em ordem e possa estar sempre em progresso. Cumpramos
as leis, e façamos que os outros cumpram também, desde ai
menores (como as leis do .trânsito} até as rr:als importantes.
Não falemos nem perrr:itamos que se fale mal de no ss a Pá­
tria.
E rezamos por ela. Na Missa, depois do P.'1 ter noster, há
orações pela paz: quando as rezamos, pensemos sempre em
nossa pátria. Rezemos, com atenção, a oração c!epois da Bên­
ção do Santíssimo Sacramento. Nela pedimos pelo Brasil,
pelo chefe da Nação e do Estado, por tôdas as autoridades
(para que governem com justiça ) . (CONSELHO.)

RESUMO
1 . Jesus nos deu exemplo de amor à pátria;
2 . nossos principais deveres para com a pátria são: obedecer
às leis, pagar impostos, respeitar as autoridades, votar;
3. só as leis
' contrárias às leis de Deus é que não devemos
obedecer;
4 . impo�tos são pagos para man ter o s serviços púb licos, e os
governantes têm obr:gaç;;:o de empregá-lcs hone:::tan�cnte;
5. o respeito é devido às �utoridades, mesmo quando elas
não cumprem o seu dever, pois mesmo assim �ão repre:>entantes
de Deus.
6. o voto deve ser dado a homens honestos e capazes de de­
sempenhar os cargos;

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104 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

7. devemos amar o Brasil, trabalhar por sua grandeza, re-


zar por êle, cumprir as leis e procurar que os outros também as
cumpram.

EXERC(CIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Fazer a composição do exercício I.
3. Responder aos outros exercícios.

NÃO MATARÁS
DOUTRINA PARA O CAT EQU ISTA
1. Importa firmar na mente dos alunos que o dono de
nossa vida é Deus; nós somos os administradores. E tirar
as conseqüências : agradecê-la: a Deus, conservá-la, con­
servar a saúde (para melhor trabalhar) , evitar o que a pode
p rejudicar <excessos em comer, beber, divertir-se, repousar) .
2. Quanto ao homicidio, talvez seja necessário explicar
que só é licito matar em legítima defesa, quando a agressão
é atual e se a pessoa. não tem outro meio de esca'{J<Lr à m ort e
senão matando.
3. A lição se contenta em firmar o principio de que é
gravissimo o pecado de homicídio ; mas o catequista deve
estar bem informado de que nunca é permitido matar um
inocente, qualquer que seja o motivo.
Assim, o · abôrto nunca pode ser provocado.
4 . A insistência quando ao suicídio se justifica, pois está
crescendo o número de suicidas.
5. O .cuidado de ajudar ao próximo necessitado deve
ser bem àcentuado, já por sua importância intrínseca, já pe­
la tendência egoística dos nossos tempos. O catequista pode
explorar melhor o exemplo 'de Cristo com sel!s milagres: ce­
go: Me. 10.46-52 ; surdo: Me. 7.32-36; enfermos : Me. 6.56 ;
etc.
Acentue as "obras de misericórdia", mostrando como Cris­
to as recompensará e como castigará os que não as prati­
cam ( Mt. 25.34-46 ) . Procure pôr as crianças em contacto
com alguma dessas obras existentes na paróquia.

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 105

6. Para mais doutrina, veja e m O Cammho da V�a. os


ca pitulas : "Respeito à Vida" e "Obras de Misericórdia".

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: Herodes manda matar a. João Batista (Mt. 14.6-11) .
2. D: Respeitar a vida e a saúde.
3. F:
a) D: Respeitar a vida. e a saúde (Leitura) ;
b) C: Caridade para com o próximo (Leitura) ;
e) A: Estabelecer a paz entre os outros (Exerc. li) ;
d) L: Perdoar: o Sa.crifício de Cristo; o Pater, na Mina
(Exerc. Ili) .

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Além dos pais, a quem se estende o 4.0 Mandamento ?
Como sabemos que Jesus amou a sua pátria? Quais são
nossos deveres para com a pátria ? A que leis devemos obe­
decer? Quais são as leis a que não devemos obedecer? Por
que somos obrigados a pagar impostos ? Como deve empre­
gá-los o govêrno? Por que devemos respeitar as autoridades ?
As autoridades que não cumprem seu dever merecem também
nosso respeito? Em quem devemos votar? Dê exemplo de
voto mal dado. Que devemos fazer pelo bem do Brasil? Em
que oração rezamos pela pátria? Que devemos fazer com os
que não cumprem as leis civis ?

EXPLANAÇÃO

1. Contar como Herodes mandou matar a S. João Ba­


tista, que o tinha repreendido, dizem.:o-lhe: "Não te é licito
viver com a mulher d� teu irmão." Herodes mandou pren­
dê-lo. No aniversário do rei, a filha de Herodias dançou tão
bem que Herodes lhe disse: "Pede-me o que quiseres, e eu
to darei, mesmo que seja a metade de meu reino." Ela con­
sultou a mãe, e a mãe mandou que ela pedisse a cabeça de
João Batista, num prato. Então Herodes mandou degolar
S. João, que estava prêso, e entregou à môça a cabeça do
santo (Me. 6 . 14-29) . Vejam a figura : o soldado apresenta
a Herodes a cabeça do santo,

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10() Mons. Negromonte - Guia do Catequista

Pecado mortal. Não se pode matar um homem, a não


ser em legitima defesa. É gravissimo o pecado de hOmicídio.
2. Nem o suicídio - A vida não é nossa, é de Deus: �le
é quem a dá ; só l!:le .pode tirá-la. Deus no-la dá para nos
beneficiarmos com ela. Por isso quem se suicida faz um pe ­
cado gravíssimo.
Além disso, o suicídio é uma covardia : falta de coragem
de enfrentar as dificuldades da vida. A pessoa corajosa su­
porta com paciência os sofrimentos e procura vencer as difi­
culdades. Quem se suicida faz como Judas, que se enforcou.
Mas o verdadeiro cristão faz como os mártires: suporta tudo
por amor de Deus.
A Igreja não permite exéquias ( encomendação) dos sui­
cidas, nem anúncio das Missas celebradas por êles.
(Verificação.) Que manda o 5.0 Mandamento? A quem per­
tence e vida? Quem pode tirã-la? Que pecado é o homicídio?
Pode alguém matar-se? Por que o suicídio é uma covardia? De
que modo a Igreja reprova o suicídio?
3. Respeito à saúde e ao corpo - Nosso corpo é um presen­
te de Deus : devemos respeitá-lo, alimentá-lo sem excessos.
Devemos cuidar de sua higiene e de exercitá-lo, para dar-lhe
resistência para o .trabalho, proporcionando-lhe também um
repouso razoável. (DEVER.) Nosso corpo é sagrado : santi­
ficado pelo Batismo, consagrado a Deus, templo do Espirita
Santo. Agradecer tudo isto a Deus.
Respeitar .também o corpo e a saúde de not.>SO próximo.
Na parápbla do bom samaritano, os ladrões pecaram tam­
bém porque bateram e feriram o viajante. Bater nos ou­
tros, feri-los, maltratá-los, dar-lhes desgostos e contrarieda­
des, prejudicar-lhes a saúde, tu do isto é pecado.
Temos o dever de amar o próximo, socorrê-lo em suas
necessidades. Devemos fazer com o próximo o que fêz o bom
samaritano. Lembram-se do que fêz êle? < Lembrar: está em
Lc. 10.90-35.) Assim devemos fazer com o nosso próximo,
principalmente quando êle está em grande necessidade. Mui­
tas "obras de misericórdia" podemos fazer com o nosso pró-

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LIVRO DO MESTRE para "Meu éatecismo;', 4.º ano lO'Í

xlmo. As "obras de misericórdia" para com o corpo são 1.


Eu vou ditá-las. Vocês vão escrevê-las :

1. Dar de comer a quem tem fome.


2 Dar de beber a quem tem sêde.
3. Vestir os nus.
4. Dar pousada aos peregrinos.
5 . Visitar os enfermos e encarcerados.
6. Remir os cativos.
7 . Enterrar os mortos.
(Mande ier por 2 ou 3 a lunos. Ve;a se alguém repete de COT.)
É pecado não cuidar do próximo, principalment
e quando
êle está em grande necessidade. (Aconselhe
a ajudar a quem
está em necessidade. Mostre o exemplo da
Igreja, com aa
Ordens �
eligiosas que se dedicam às necessidades
do.! po.­
bres. Cite alguma obra de caridade mant
ida pela Igreja no
ambiente conhecido pelas crianças.) --

º (Verificação.) Além do respeito à vida , que nos


manda 0
5. Mandamento? Que deveres temos para com nosso
Por que é sagrado o nosso corpo? corpo ?
Que pecados podemos come �
ter contra o corpo do nosso próxi mo?
Que fêz 0 bom samaritano
em �avor de seu próximo? Que
obras de misericórdia podemQQ
praticar com aquêles que sofrem
necessidades corporais'· Que
obra de misericórdia mantém a
Igreja em nosso meio?

O exemplo de Jesus - Jesus tem uma palavra muito boni­


ta, que eu quero· que .todos saibam de cor. Vamos escrevê-la.
em nosso cadernos : "Nisto conhecerão que sois meus dis­
cípulos : se vos amardes uns aos outros" (Jo. 13.35) . (Mande
ler por 2 ou 3 alunos e repetir de cor.)
Foi o exemplo que Jesus nos deu: alimentou os fa­
mintos ( multiplicação dos pães ) , curou enfermos ( paralltl­
cos, cegos ) . E, no dia do juizo final, premiará os que fizeram
bem ao próximo: "Vinde, benditos de meu Pai, .t omar posse do
reino que vos está preparado desde a criação elo mundo,
porque tive fome, e me destes de comer ; tive sêde, e me destes
de beber ; não tinha onde pousar, e me abrigastes ; estava nu ,
e me vestistes ; doente, e me visitastes ; no cãrcere, e f011tes
ver-me " ( Mt. 25 . 34-36 ) .

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108 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

4. Somos todos irmãos - Nunca devemos pensar em fa­


zer mal aos outros. Devemos pensar só em fazer o bem, pois
somos todos irmãos. Somos irmãos, por quê? ( Suscitar res­
postas : somos filhos de Aião; filhos do mesmo Pai do céu.)
Portanto, devemos amar-nos como verdadeiros irmãos.
Devemos servir a todos os que precisam de nós. Isto dá
muita alegria de consciência. Que serviços podemos prestar ?
( Suscitar respostas. Há muito em que ajudar o próximo:
coisas mais simples (ensinar uma rua, atravessar a rua com
a velhinha, guiar o cego, dar o lugar a uma pessoa idasa ou
doente no ônibus, dar esmola, ensinar a lição ao colega que
tem dificuldade, etc.) (CONSELHO.)
Hã pessoas que estão mais próximas de nós, e mere­
cem que as ajcdemos mais; são nossos irmãos de sangue,
nossos parentes, vizinhos ; são os brasileiros, etc.
Promover a paz Todos são nossos irmãos : vivamos em
-

paz com todos. Se alguém nos ofender, perdoemos. Se ofen­


dermos aos outros, peçamos perdão. Façamos como Jesus :
"Pai, perdoai-lhes, porque .êles não sabem o que fazem"
(Lc. 23.34) . (Mande escrever.) Rezemos pelos que nos ofen­
deram, como Jesus rezou. Isto é muito cristão : só um cris­
tão muito forte faz isto. Vingar-se, não perdoar, etc., é prova
de fraqueza e de covardia.
Na Missa de domingo, lembremo-nos disto : Deus só
aceita o nosso sacrifício, se perdoarmos de coração a quem
nos ofendeu. (LITURGIA.) Foi assim que Jesus nos ensi­
nou:
"Se e stiveres apresentando tua oferta no altar, e te lem­
brares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua
oferta diante do altar, vai reconciliar-te primeiro com teu
irmão, e depois vem apresentar a tua oferta" <Mt. 5.23-24 ) .
No Pai-Nosso, pedimos a Deus que nos perdoe, como per­
doamos os que nos ofenderam. Como é a frase do Pai-Nosso?
(Esiperar resposta.) Se não perdoamos, Deus nos perdoará ?
Procuremos também fazer que reine a paz entre nossos
colegas e amigos. (APOSTOLADO.) Quando êles se desen­
tenderem, procuremos fazer as . pazes.

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 109

(V�ifique.) Por que devemos fazer s ó o bem a o próximo?


Que serv.iços pode você fazer ao próximo? Por que devemos vi­
ver em paz com todos? Que devemos fazer, quando nos ofen­
derem? Perdoar é ato dos corajosos ou dos covardes? Que fa­
zem os covardes? (Vingam-se.) Como deve proceder você, quan­
do os colegas se desentendem?

RE;SUMO
1. O 5 . º Mandamento manda respeitar a v�da, a saúde e a in­
tegridade corporal tanto nossas como do próximo;
2. a vida pertence a Deus, e nós somos apenas administra­
dores e beneficiãrios dela;
3 . o homicídio e o suicídio são grandes pecados mortais;
4 . nosso corpo é sagrado, e merece nosso respeito e ve­
neração;
5. devemos tratar a todos com bondade, ajudã-los e socorrê­
los, porque somos todos irmãos;
6. devemos perdoar os que nos ofendem; rezar por êles,
como Jesus mandou e fêz;
7. devemos ser instrumentos de paz entre os outros, pro­
curando harmonia e união entre todos.

EXERCiCIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Completar os exercícios da lição.
3 . Ver se tem queixa de algum colega, e tratã-lo com maior
caridade.

ESCANDALO
DOUTRINA PARA O CATEQUISTA
1 . Se a graça santüicante é o maior bem que o homem
·
pode possuir, e a salvação é a meta de tôda a nossa existên-
eia, não hã maior mal que o escândalo, nem maior malfeitor
que o escandaloso. Daí, o rigor com que Jesus trata os es­
candalosos (Mat. 18.1-9) .
2. Escândalo é qualquer palavra, ação ou omissão que
dá ao próximo ocasião de pecar.
3. Quem dá u m escândalo torna-se responsável por to­
dos os pecados que se cometem por sua causa. Por isso de­
vemos cuidar de evitar até certos atos (em si bons) que pos-

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110 Mons. Negromonte - Guia d o Catequista

sam escandalizar: a caridade obriga a evitar a ruína .�spirí­


tual do próximo.
4 . Dada a fôrça dos exemplos e do ambiente ; e como
o ambiente do mundo é perigoso e os exemplos são maus,
importa acautelar os alunos contra êsses perigos.
Sobretudo, importa prepará-los para dar bons exemplos
e corrigir os ambientes perigosos.
5. É sumamente importante ensinar os alunos a pra­
ticarem as "obras de misericórdia espirituais", em geral me­
nos lembradas que as corporais.
Para mais doutrina ver em O Caminho da Vida o capí­
tulo "Pecados Contra a Caridade".

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: J.esus condena o escândalo (Mt. 18.1-9 ) .
2. D: A vida espiritual é o maior bem.
3. F:
a) D: Prezar a graça santificante (Leitura e Exerc. II) ;
b) C: Proceder bem, para dar bom exemplo (Exerc. 1) ;
e) A· Ajudar o próximo a viver em esta.do de graça
(Leitura e Exerc. III) ;
d) L: Na Missa, pedimos a Deus que nos livre dos es­
candalosos (Exerc. IV) .

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Que manda o 5.0 Mandamento? Quais as penas com que
a Igreja reprova o suicidio ? Além do respeito à vida, que
manda o 5.0 Mandamento? Por que nosso corpo é sagrado?
É pecado b àter nos outros, feri-los, maltratá-los? Que ser­
viços pode você prestar ao próximo? É obrigação perdoar
a quem nos ofende? Perdoar é ato de coragem, ou de co­
vardia? Que pode você fazer pela paz entre os colegas?

EXPLANAÇÃO

Na última aula falamos do respeito à vida e à saúde, da


obrigação que temos de ajudar a todos, em suas necessidades
naturais. Mas existe uma vida mais importante do que a
vida natural. Quem sabe qual é? E' muito mais importante
conservar-se em estado de graça do que viver. (DEVER.)

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo" , 4.0 ano 111
\

d
O s m "tires pref erirarn m.orrer a perder o estado de graça.
Quem s àçe
o nome de algum már,t ir?
Isto rhostra que devemos prezar mais a graça do que a
\
vid a ; e qu � é mais grave pecado fazer- uma pessoa perder o
estado de grà,ça do que matá-la. Portanto, é mais meritório
ajudar o próal;mo a viver em estado de graça do que dar-lhe
alimento ou ro� pa. A esmola espiritual vale mais que a ma­
terial.
Por exemplo:', um asilo de pobres e o asilo Bom Pastor
( para conversão de mulheres pecadoras) , qual é o mais im­
portante? Dou um auxílio a uma criança, e levo para se
confessar um colega que perdeu o estado de graça ; qual das
duas é esmola maior? Vejam como é importante viver em
estado de graça, como devemos trabalhar para que todos vi­
vam em estado de graça, (APOSTOLADO. ) e como é grave o
pecado de quem faz uma pessoa pecar ( escândalo) .
Escàndnlo é justamente isto: fazer que outra pessoa
peque. Por exemplo: Pedro ensinou um colega a furtar. Pe­
dro é um escandaloso. ( Peça outros exemplos às crianças. Po­
dem ser: dar um mau oonselho, ensinar a fazer atos pecami­
nosos, convidar para fazer atos indecentes, afastar pessoas da
Religião, . dar maus exemplos, etc.) Jesus condena o es­
cândalo.
1. O pecado de escândalo é tão grande que Jesus disse
que ai daquele que o cometesse. "Melhor seria que lhe pen­
durassem ao pescoço uma pedra de moinho e o lançassem no
fundo do mar." Vejam a figura da lição: um homem com
uma pedra de moinho ao pescoço está sendo lançado ao mar.
Jesus disse mais: "Se tua mão te escandalizar ( isto é, te der
ocasião de pecar) , arranca-a e joga-a fora; porque é melhor
entrar no céu aleijado que ter o corpo perfeito e ir para o
inferno." ( Pode citar na íntegra, ou mandar um aluno ler as
palavras de Jesus em Mateus 18.1-9.) Assim, ficamos vendo
romo é grave o pecado de escândalo.
2. A doutrina de Jesus é rigorosa, mas é justa. Que
vale mais: a alma ou a vida? Então, matar a minha alma

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112 Mons. Negromonte - Guia do Catequista
/
há de ser mais grave. Porque, se me tirarem a vid /
� eu me
� perdi­
salvo, se tiver a graça ; mas se tirarem a graca, es _
do, porque, se continuar vivo, estou com o demôniQ' em mim ;
e se morrer assim, irei para o inferno eternam�te.

Para nós, o que vale mais:


�/
(Verifique.) Que é mais importante do que a vida natural?
viver ou conservar-n em estado de
graça? Como se chamam os que preferiram mo rer a perder o
estado de graça? Que vale mais: ajudar o p óximo em suas
necessidades materiais, ou ajudá-lo a viver em/ estado de graça?
Qual é maior pecado: matar ou fazer a pe�oa perder a graça
santificante? Como se chama o pecado da pessoa que faz outra
pecar? Dê um exemplo de escândalo. Que diz Jesus sôbre o
escândalo? Por que é mais grave o escândalo que o homicídio?

3 . As más companhias -Os ladrões, os saUeadores, os


bandidos são maus, estão pecando, e nos metem mêdo. Mas
devemos ter mais mêdo dos escandalosos. O ladrão nos rou­
ba o dinheiro, mas nos deixa em paz com Deus. Os bandidos
podem matar-nos, mas não nos condenam ao inferno. Mas
o escandaloso nos furta a graça divina e nos mata a alma.
E mais: do bandido nós temos mêdo e fugimos. Mas o
escandaloso se faz de amigo: pode ser o companheiro de
brinquedo, o colega que nos convida para o cinema, a pessoa
ql.!e nos empresta uma revista ou um livro, que nos chama
para um passeio, etc. E terminamos caindo em pecado, por
causa dêle.
Jesus disse que devemos temer mais os que podem matat
a alma do que o corpo. Escrevam as palavras de Jesus, que
vou ditar: "Não temais os que podem matar o corpo e não
podem matar a alma; temei antes aquêle que pode lançar no
inferno tanto a alma como o corpo." Tenham, pois, muito
cuidado com as más companhias. Evitem os companheiros
inconvenientes, os maus lugares, as diversões perigosas, en­
fim tudo que pode levar ao pecado. É melhor perder certas
amizades do que a vida eterna .
Pecamos sempre a Deus que nos livre das pessoas que
nos podem levar ao pecado. Na Missa, no salmo ao pé do
altar, pedimos a Deus que nos livre do "homem enganador e

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo'', 4.0 ano 113
\
pcrvers ' (LITURGIA.) (Mande um aluno fazer uma pe-
11nena or ã,o esponttinea, pedindo a Deus qite nos livre dos
r,,,candalos . Ou dite o verso do salmo 42: "Livrai-me do ho­

4. Fazer
no próximo é

mem engan or e perverso."J
a todos - Se o pior mal que se pode fazer
vá-lo ao pecado, o maior bem é levá-lo ao
<'Stado de gra,ça, ajudá-lo a conservar a g;raça e a crescer
nela. (APOSTOLÀ'J? O.) Podemos fazer isto pela oração, pela
palavra e pelo exe�plo.
Pela oração: rezà� pelos vivos e defuntos; pelos pecadores
(para se converterem) ,,
Pela palavra: dandq conselho a um colega que estã em pe­
cado mortal (qual serã 'o conselho?) ou em perigo de pecar; a
um colega que diz mã palavra, lê revistas feias, anda com mãs
companhias (dar outros exemplos assim) . Ainda pela palavra:
ensinando aos que não sabem, corrigindo os que erram, conso­
lando os aflitos.
Pelo exemplo: dando o bom exemplo na igreja, em casa, na
escola, na rua, em tôda parte; tratando a todos com caridade,
suportando com paciência as fraquezas do próximo, perdoando
as ofensas que recebermos. Isto edifica o próximo. <CONSELHO.)
Na última aula, falei das obras de misericórdia refe­
rentes ao corpo. Pois há também as obras de misericórdia
referentes ao espirito.
Eu vou ditá-las para vocês escreverem:
1. Dar bom conselho.
2. Ensinar os ignorantes.
3. Corrigir os que erram.
4. Consolar os aflitos.
5. Perdoar as injúrias.
6. Suportar com paciência as fraquezas do próximo.
7. Rezar pelos vivos e defuntos.
(Mande ler por 2 ou 3 alunos. Veja se alguém diz de cor.)

5 . Existem muitos escândalos no mundo. Que deve-


mos fazer ? Bastará ficar lastimando que haja escândalos ?
Devemos procurar desfazer êsses escândalos, fazendo o bem,
levando os outros a fazerem o bem. Isto é que é ser após­
tolo. Pois então, cada um de vocês deve ser um apóstolo
do bem.

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1 14 Mons Negromante
. - Guia do Catequista

(Verifique.) Por que devemos ter mais mêdo


/
andaloso
que do ladrão? Que disse Jesus a êste respeito? devemos
fazer com os escandalosos? Em que oração da Mº a pedimos
que Deus nos livre dos homens maus? Qual o m or bem que
podemos fazer ao próximo? (Levá-lo ao estado d graça.) Que
podemos fazer para isto? E se eu ficar lastiman os escândalos,
e não fizer nada, basta? Que é apóstolo do be .

RESUMO
l}t'
1 . O estado de graça é mais importa e do que a vida,
porque a vida a perderemos um dia, mas fi graça nos leva a•
céu (e a sua falta nos leva ao inferno) ; 1

2 . é mais grave fazer uma pessoa p� car do que matá-la,


porque com o pecado mortal ela perde u,m bem maior;
3. ajudar o próximo a viver em iestado de graça é mais
importante do que ajudá-lo em suas necessidades materiais;
4. o escandaloso é pior do que o homicida;
5. Jesus disse que é melhor ser lançado no fundo do mar
do que dar escândalo;
6. os maus companheiros e outras pessoas que nos podem
levar ao pecado são mais perigosos que os ladrões e assassinos;
7. peçamos a Deus que nos livre dos escandalosos e que
os converta;
8. procuremos fazer sempre o bem ao próximo, para con­
trabalançar os escândalos que há no mundo.

EXERCfCIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Completar os exercicios da lição.
3 . Dizer quais são os três encândalos mais freqüentes da
cidade para as crianças.

SER PUROS
DOUTRINA PARA O CATEQU ISTA
1 . O que mais importa neste assunto é dar à criança o
sentido da dignidade dos filhos de Deus : - pelo Batismo,
tudo em nós é santo: nosso corpo é sagrado ( devemos respei­
tá-lo, usar dêle só como Deus quer) , nossa alma está santifi­
cada pela habitação do Espirita Santo ( só devemos pensar e
querer como Jesus, "tendo os mesmos sentimentos que tinha
Jesus Cristo" (Fil. 2. 5) . Esta é a base da castidade, a ver­
dadeira educação sexual.

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'\ LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4,0 ano 115

\
2. '$ ara isto, empregar os meios.
3. mbrar que a castidade é virtude derivada: da ca-
ridade (es do de graça) e das virtudes cardeais. Quem
ama o estadll_ de graça, procura dominar-se em .tudo (fortale­
za) , não se e']!:põe aos perigos e emprega os meios para se

manter puro ( rudência) e modera e domina todos os instin­
tos ( temperanç\ ) , só êsse terá uma vida casta.
4. O ca pít�o "Castidade", em O Caminho ela Viela,
tem doutrina sufic�nte ao catequista, o qual não deve orien­
tar a aula "contra 'o pecado de impureza", mas "para a vir­
tude da castidade" -1 não ser negativo, mas positivo.
O livro
A Educação Sexual, de minha autoria, tem completa orien­
tação para o educador neste terreno.

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: Os puros de coração, no Sermão da Montanha (Mt. 5.8)
2. D: Respeitar nosso corpo, que é sarrado.
3. F:
a) D: Respeitar nollSO corpo (Leitura ) ;
b) C: Levar vida piedosa (Leitura) ;
e) A: Rezu pelos impuros (Exerc. li) ;
d) L: Pedimos a Jesus, na. Missa, que deleada DOHG
corpo e nossa. alma (Exerc. V> .

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Por que vale mais a graça do que a vida natural ? Te­
mos obrigação de preferir a morte ao pecado? Que vale
mais: ajudar o próximo a viver em estado de graça ou aju­
dá-lo em suas necessidades materiais ? Em que consiste o
escândalo? Que diz Jesus sôbre o escândalo? Por que o
escândalo é mais grave do que o homicídio? Por que deve­
mos temer mais o escandaloso do que o ladrão ? Que deve­
mos fazer quanto aos escandalosos ? ( Evitá-los, rezar por
êles.)

EXPLANAÇÃO

1. Vocês já ouviram falar no "Sermão da Montanha",


certamente. É também chamado "sermão das bem-aventu-

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116 Mons. Negromonte - Guia d o Catequista

ranças'', que são um resumo de tôda a doutrina dç-1 Jesus.


/
Para vocês conhecerem estas palavras de Jesus, v f 1mandar
F ler aqui no Evangelho de S. Mateus ( 5.1-1 1 ) .
Viram que beleza? E como são palavras c l}éias de con­
solação para os pobres, os que sofrem, os que jêm fome, os
que procuram a paz.
j
O 6.0 Mandamento diz: "Guardarás ca�tidade" : manda
que sejamos puros de corpo ; o 9.0 Mandaqiento manda que
sejamos puros de pensamentos e desejos : "Não desejarás a
mulher do próximo." São Leis de Deus; e a Lei de Deus
obriga a todos os homens : todos são obrigad os a guardar ês­
1
tes dois Mandamentos, como são obrigados a guardar os ou­
tros. Jesus confirma êsses 2 Mandamentos, diz,endo: "Bem­
aventurados os puros de coração, porque êles verão a Deus."
2. Nosso corpo é sagrado - Nosso corpo é . sagrado. Não é
como o dos animais. Recebeu o Espírito Santo, no Batismo ;
foi ungido com óleo santo, e consagrado a Deus ; recebe o Cor­
po de Cristo na Comunhão; irá para o céu, juntamente com
a alma, depois da ressurreição. O corpo de um cristão é tem­
plo do Espirita Santo, como diz S. Paulo. Escrevam em seus
cadernos esta belíssima palavra de S. Paulo: "Vosso corpo é
templo do Espirito Santo." (Ditar, verifioar.)
Vejam bem: nosso corpo é material, como o de um cão
ou de um gato ; mas é muito diferente dêles, porque é corpo
de um homem, que foi consagrado a Deus, pelo Batismo. Dai,
o modo diferente pelo qual deve ser encarado. Não somos
simples animais : somos cristã os.
3 . Respeitemos nosso corpo Temos o dever de respeitar
-

o nosso corpo, e o de nossos irmãos, porque são ungidos e


consagrados a Deus. Respeitar nosso corpo quer dizer : só
usar dêle como Deus quer que usemos ; tocá-lo com respeito,
olhá-lo com dignidade, como quem olha para uma coisa sa­
grada.
Nosso corpo tem necessidades, que são semelhantes às
dos animais; mas não podemos satisfazer essas necessidades
do mesmo modo que os animaiS : temos de proceder com ele­
vação e respeito, porque. o nosso corpo é sagrado. (DEVER.)

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 117

A �im, por exemplo : u m cristão n ã o pode comer como u m


animal 'orne. Temos de comer com elevação e dignidade,
como filhos de Deus: é por isso que somos moderados, bem­
edu cad os , e que rezamos quando nos alimentamos. Os ani­
m a is não têm o mínimo recato, em qualquer de seus atos.
Mas nós, por', exemplo, quando tomamos banho, procedemos
l
com pudor e e evação, tratando nosso corpo com respeito, por­
que sabemos que êle é templo do Espírito · Santo. E assim
em tudo o mais que fazemos. Um dia, veremos a Deus com
o nosso corpo. E se não tratarmos com respeito o nosso cor­
po, seremos castigados por Deus. É o que nos ensina S.
Paulo: "Se alguém profana o corpo de Deus, Deus o casti­
gará" ( 1 Cor. 3.16).
(Verifique.) Que contém o Sermão da Montanha? Que diz
êle sôbre os puros de coração? Que manda o 6.0 Mandamento?
E o 9.0? Jesus dispensou ou confirmou êstes Mandamentos? Por
que nosso corpo é sagrado? Que diz S. Paulo sôbre o nosso cor­
po? Podemos encarar nosso corpo como o corpo de. um simples
animal? Que significa: tratar o corpo com respeito? (Usar
dêle como Deus quer.) Por exemplo: como devemos comer?
Como devemos cuidar da higiene de nosso corpo?
4 . Como devemos proceder - Então, respeit emos sempre
nosso corpo. Há certos atos que não podemos fazer, porque
faltam ao respeito a nosso corpo, uma vez que foram proibidos
por Deus tanto no 6.0 Mandamento como no 9.0• Portanto , se
fizéssemos êsses atos proibidos por Deus, ficaríamos seme­
lhantes aos animais. Os animais agem de qualquer modo;
mas não pecam porque não têm compreensão nem vontade ;
não têm alma imortal, como a nossa.
Agora vejam : para não faltar com o respeito a nosso
corpo, temos de evitar o que leva aos maus atos.
Sabem o que leva aos maus atos? São os maus pensamentos,
os maus desejos, as leituras de revistas e livros maus, as figuras
feias, os cinemas e teatros indecentes, e outras assim. É para
cumprir os Mandamentos de Deus que temos obrigação de evitar
tudo isto. Quem não evita essas coisas termina caindo no pe­
cado contra a castidade.
E quando vemos os outros fazendo essas coisas,
que devemos fazer? (Rezar por êles , aconselhá -los , afastá-

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1 18 Mons. Negromo·nte - Guia do Catequista

los dos perigos. ) (APOSTOLADO.) E quando vierem conver­


sar coisas indecentes conosco, devemos dizer que não con­
versem isto, pois é falta de respeito a Deus e a nós1 mesmos :
não foi para isto que D€us nos deu a língua. Quando um
menino ou uma menina precisa de alguma explicação sôbre
assuntos mais delicados, não pede a nenhum colega : pede a
seu pai ou sua mãe, pede ao confessor ou aQ catequista. Mas
não conversa êsses assuntos com colegas. Só devemos con­
versar com elevação e dignidade sôbre assuntos que pedem
pudor e reserva.

5. Meios para ser puros - Vejam vocês: para ser puro, o


cristão tem de viver em estado de graça. Se vive em estado
de graça, é puro; se não é puro, não vive em estado de graça.
Se o menino pensa como filho de Deus, deseja só o que é de
acôrdo com a vontade de Deus, e procede como um filho de
Deus, êle é puro.

Para isto, devemos ter muito amor ao estado de graça. Ve­


jam aí a figura de S. Domingos Sávio: era uma criança como
vocês; quando fêz a l.ª Comunhão, tomou esta resolução: "A
morte, mas não o pecado. " :tle amava o estado de graça. Pre­
feria morrer a perder a graça santificante. Por isso, foi um
menino puro, e hoje é santo. Peçamos a S. Domingos Sávio que
nos ajude a ser puros, como êle. Quem é capaz de fazer uma
oração, pedindo isto ao santo? Faça você, Fulano. Todos de
pé, em silêncio, para rezarmos. Diga, Fulano.

Mas, para amar assim o estado de graça, para preferir


morrer a pecar, é preciso empregar os meios. � preciso rezar,
confessar-se com freqüência, comungar sempre, fazer morti­
ficações (dos olhos, da curiosidade, do paladar ) , e ser devoto
de Nossa Senhora, pedindo-lhe sua. proteção. (CONSELHO.)
Na Missa há uma oração em que pedimos a Cristo que defen ­
da o nosso corpo e a nossa alma de todos os males. <LITUR­
GIA.) Vejam esta oração no missal : é um pouco antes da
Comunhão. (Mostre a oração no missal e mande uma criança
M-Za.) Empregando êstes meios, não é diflcil um menino ser
puro, como Jesus manda, como S. Domingos Sãvio foi, como
tantos meninos são.

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 119

(Verifique.) H á certos atos que não riodemos fazer, por quê?


< São proibidos por Deus; ou: faltam ao respeito a nosso corpo.)
Qual é o Mandamento que proíbe maus atos? E o que profbe
maus pensamentos e desejos? Se fizermos êsses atos a quem nos
parecemos? <Aos animais.) Para evitar êsses atos, que deve­
mos fazer? (Evitar o que leva ao pecado .) E o que é que leva
uo pecado? (Pensamentos, desejos, leituras, conversas, figuras,
di versões más.) Que devemos fazer em favor dos que fazem
êsses pecados? (Rezar por êles, adverti-los.) .Quando um meni­
no ou menina precisa de alguma explicação a êsse resr>eito, a
quem deve pedi-la? Dê um exemplo de um menino puro. Qual
a primeira coisa que devemos ter ::iara ser puros? (Amor ao es­
tado de graça . ) E para conservar a graça, que devemos fazer?

RESUMO
1. No Sermão da Montanha, Jesus chama bem-aventurados
os puros;
2 . o 6.0 Mandamento nos manda ser puros de corpo, e o
C.0 manda ser puros de pensamentos e desejos;
3 . 'nosso corpo é sagrado pelo Batismo, e não pode ser tra­
tado como o dos animais, mas deve ser respeitado;
4. respeitamos nosso corpo e o de nossos irmãos, tratan­
do-os com elevação e pudor;
5. para evitar atos maus, devemos evitar também tudo o
que leva a êsses atos, como maus pensamentos, desejo�. conver­
sas, leituras, figuras, teatros e cinemas maus;
6. quando precisarem de alguma explicação, devem pedi-la
aos pais, confessores ou catequistas;
7 . e levem uma vida piedosa, rezando, confessando-se e
comungando com freqüência, que isto torna a castidade mais
fácil.

EXERCfCIOS PARA CASA


1. Colorir a figura .
2. Fazer os exercícios da lição.

C HAVE DOS EXERCfCIOS


II . Devo fugir dos meninos indecentes, porque são um pe­
ri g o para minha pureza; e rezarei para que êles se emendem.
III. Sinal "menos " : Clara (porque foi "sem querer " ) , Ge­
raldo (no sonho: faltou deliberação) , Teresinha também foi
" sem querer " ) . Sinal "mais": os outros.
V. Na oração a ntes da Comunhão, pedimos: " Livrai-nos,
Senhor, por êste Vosso sacrossanto Corpo e Sangue, de todos os
pecados e de todos os males."

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120 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

OS BENS ALHEIOS
DOUTRINA PARA O CATEQU ISTA

1. É preciso dar às crianças princípios sólidos que as


norteiem quanto aos bens de fortuna, no meio da atual de­
sorientação. Para isto, firmar : a ) é lícita a propriedade, co­
rno a própria riqueza, desde que bem adquirida e bem usada.:
b) os nossos bens têm uma função social ( somos. obrigados a
ajudar com êles os mais pobres ) ; c) um verdadeiro cristão
não deve apegar-se aos bens dêste mundo.
2. A esmola não é facultativa, mas obrigação de cons­
ciência, e na medida de nossas posses. Peca quem não a der,
e não a der assim.
3. Corno se generaliza a mentalidade de que "vale quem
tem", visa-se ao enriquecimento por todos os meios, admira­
se aos que enriqueceram ilicitamente, é necessário dar às
crianças uma orientação cristã de desapêgo: "Bem-aventu­
rados os pobres de espírito."

4. Insiste o texto no dever de restituir o que foi mal


adquirido: sem essa restituição não se pode absolver o pe­
cado.
5. Nem todo furto é pecado mortal : só quando cau'sa
um prejuízo sério. Do contrário, é pecado venial. Não im­
porta tanto essa preocupação, mas a de criar uma mentali­
dade de honestidade, mesmo nas pequenas coisas.
6. O capitulo "Respeito à Propriedade", de O Caminho
tW. Vida, dã bastante doutrina para o catequista ; basta, con­
tudo, dar às crianças o que estã no texto delas, com boas ex­
plicações e aplicações práticas.

ESQUEMA DA LIÇÃO

1. H: A conversão de Zaqueu (Lc. 19,1-10).


2. D: Re11pelto aos bens alheios.
3. F:
a) D: Usar bem do dinheiro (Leitura e Exerc. I e IV) ;
b) C: Ser desprendido (Leitura) ;

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 121

c) A: Melhorar a sitna.ção d o s pobres (Leitura e Exerc.


III) ;
d) L: As orações que pedem para sabermos usar os bens
dêste mondo (Exerc. II) .

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Que contém o Sermão da Montanha? Que diz êle sôbre
os puros ? Que manda o 6.0 Mandamento? E o 9.0? Por que
nosso corpo não é igual ao dos animais? Que diz S. Paulo
sôbre nosso corpo? De que modo devemos respeitar o nosso
corpo? Como devemos proceder, quando fazemos o que fa­
zem também os animais ? Que devemos fazer, para não pra­
ticar maus atos ? Que podemos fazer pelos que praticam
maus atos ? Qual o melhor meio para ser puro? (Amar o
estado de graça. ) Que meios empregar para viver em estado
de graça ?
EXPLANAÇÃO

Estamos estudando os Mandamentos que se referem ao


próximo. Vimos o 4.0: que diz êle? Vimos depois o 5.0: que
manda o 5.0 Mandamento? Manda respeitar só a vida natu­
ral? Não; a vida espiritual também. Vimos, na última au­
la, os dois Mandamentos que nos mandam ser puros de corpo
e alma. Hoje vamos ver os Mandamentos que nos mandam
respeitar os bens alheios : são o 7.0 e o 10.0: "Não furtar" e
"Não cobiçar as coisas alheias" .
1. O exemplo de Zaqueu - A história de Zaqueu nos mos­
tra como devemos tratar os bens alheios. l!:le era rico, e ti­
nha enriquecido dando prejuízo ao próxim o ; mas se conver­
teu, e restituiu tudo que não lhe pertencia, e resolveu dar aos
pobres a metade de seus haveres. Ela está em S. Lucas, no
capítulo 19 vv . 1 a 10. (Mande urn aluno ler. )
Por que o povo estranhou que Jesus fôsse para a casa de
Zaqueu? Qual era o pecado de Zaqueu? (Enriqueceu desonesta­
mente.) Que fêz Zaqueu, quando se converteu? (Restituiu o que
não lhe partencia. Deu esmolas aos pobres.) Vejam a figura da
lição: Zaqueu, da árvore, espera a passagem de Jesus.

2. O que se deve evitar Então é um mal ser rico?


( Ouvir as várias opiniões.) É pecado possuir muitos bens?

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122 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

(Owvir as várias opiniões, com as razões.) Bem: nem é mal


ser rico, nem é pecado possuir riquezas.O mal de Zaqueu era
ter enriquecido desonestamente, dando preju1zo ao próximo.
O pecado não é possuir riqueza ; o pecado é furtar, explorar
o próximo , enganar nos negócios ( vendendo por mais do va­
lor, enganando no pêso ou na quantidade ) , emprestar dinheiro
a juros muito altos. Pecado é a pessoa não pagar o que deve,
quando pode pagar; pagar mal aos empregados ; não dar es­
molas ou dar muito poucas, abaixo de suas posses ; não aju­
dar o próximo em suas necessidades, quando pode ajudar.
Pecado é a pessoa ter apêgo ao dinheiro, . e querer enriquecer
cada vez mais , como se a felicidade estivesse no dinheiro, e
como se cada um vivesse sõzinho no mundo, sem obrigação
de ajudar os outros. Ser rico não é pecado, se a riqueza foi
adquirida honestamente e fôr bem empr�gada.
(Verifique.) Quando é pecado ser rico? O r>ecado de Za­
queu era ser rico? Qual era então? E :;;e eu era pobre e fiquei
rico, pequei por isso? Quando é que a pessoa peca, em maté­
ria de dinheiro? (Mande dar vários exemplos de pecado nesta
matéria.) E não dar esmolas é pecado? E não me importar com
os outros, nem procurar ajudá-los, é pecado?

3. Modo cristão de agir - O cristão só quer o que lhe


per.tence. �le não pode nem tomar nem desejar o que é dos
outros.
Qual é o Mandamento que proibe desejar as coisas
alheias ? Como é que êle diz? Só podemos desejar uma coisa
dos outros, se fôr por meios honestos. Se eu quero possuir o
seu relógio, que devo fazer ? ( Comprá-lo, trocar por outro
objeto de igual valor.)

Se eu tiver em meu poder alguma coisa dos outros, que devo


fazer? <Entragar ao dono.) Se o objeto fôr achado, devo pro­
curar o dono; se não o encontrar, posso ficar com êle; mas, quan­
do o dono aparecer, sou obrigado a entregar.
E quando tomo alguma coisa emprestada, terei cuidp.do de en­
tregar. Vejam bem isto. Quem tem consigo alguma coisa que não lhe
pertence trate de entregar ao dono: mesmo que seja coisa peque­
na: uma borracha, um lápis, um brinquedo, um livro - seja o
que fôr. E se tomou alguma coisa emprestada, devolva. Se foi

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Li fRO DO MESTRE para "Meu Catecismo ", 4.0 ano 123

dinheiro, procure pagar. Acostumem-se a ser muito sérios, mui­


to honestos, em tudo o que se refere a bens alheios.
Só procedendo assim podemos ser realmente cristãos.

4 . Ser desprendido -O cristão tem o dever de servir ao


próximo, de ajudar os pobres, de auxiliar as obras de carida­
de, de dar esmolas - não esmolinhas miseráveis, mas esmo­
las generosas, segundo as suas posses e segundo as neces­
sidades do próximo. Zaqueu, quando se conv:erteu , deu logo a
metade dos seus bens para os pobres. Cada um deve dar es­
molas, segundo as suas posses. Vocês agora podem pouco,
mas têm obrigação de dar mesmo dêste pouco. Vocês de­
vem dar do que é sel!, do que recebem dos pais. Ajudem os
pobres, dêem às instituições católicas de caridade. Acostu­
mem-se a ajudar o próximo.
Lembro a obrigação que têrn de contribuir para as de:o­
pesas do culto. (Tudo isto é DEVER e APOSTOLADO . ) Quan­
do vão à Missa, não esqueçam de levar a sua contribuição:
ela faz parte do nosso ofertório, e nos dá uma participação
maior na Santa Missa.
O cristão procura ser desprendido dos bens materiais,
( CONSELHO) que é para não perder os bens eternos: os
bens eternos valem muito mais. A Igrej a pede, em suas
orações, que Deus nos ensine a usar bem das riquezas dêste
mundo, que é para não perdermos as riquezas eternas. (LI­
TURGIA.) (Leia, ou mande uma criança ler, a oração do 3.0
domingo depois de Pentecostes,)
Os verdadeiros cristãos devem usar as coisas dêste mun­
do para servir a Deus, ajudar ao próximo e salvar a alma.
Jesus disse "De que serve o homem ganhar .todo o mundo, se

perder a sua alma ?" Zaqueu ficou logo desprendido dos bens
materiais.
O dinheiro é muito bom como servo; mas é péssimo como
senhor. O cristão, rico ou pobre, deve ser desprendido, deve
s�r pobre pelo coração, como disse Jesus, no Sermão da Mon­
tanha: "Bem-aventurados os pobres de espírito porque dê­
les é o reino dos céus."

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124 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

Para guardar bem o que aprendemos, vamos escrever em


nossos cadernos:
Querer só o que é nosso, restituir o alheio, servir ao pró­
ximo, dar esmolas, ajudar as obras de caridade, contribuir
para o culto, ser desprendidos dos bens dêste mundo.

RESUMO
1. Possuir riquezas não é pecado;
2. pecado é possuí-las por meios desonestos, furtando, ex­
plorando, enganando em negócios, não pagando o que deve, não
aiudando o próximo;
3. é obrigação devolver ao dono o que não nos pertence,
fazer só negócios honestos, pagar o que devemos, não desejar in­
justamente o que é do próximo;
4 . o verdadeiro cristão hã de ser desprendido dos bens dês­
te mundo, desejando mais os bens eternos, dando esmolas genero­
sas, auxiliando as obras de caridade, contribuindo para o culto
religioso.

EXERCfCIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Fazer os exerc1c1os da lição.
3. Saber qual a obra de caridade rmi.is necessitada da pa­
róquia.

CHAVE DOS EXERCfCIOS


II . A oração do 3.0 domingo de Pentecostes diz: "Passe-
mos pelos bens terrenos de modo que não percamos os eternos. "
III. O rico pode salvar-se fàcilmente, s e usar b e m da sua
riqueza.

POBRES E RICOS
DOUTRINA PARA O CATEQUISTA
1. Somos proprietários de nossos bens, mas o dono pri­
meiro e absoluto de tudo é Deus. O verdadeiro cristão, vi­
vendo de fé, esperança e caridade, sabe dar aos bens ma­
teriais o devido aprêço, utilizando-os para Deus e para aju­

C\ar os seus irmãos.

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo'', 4.0 ano 125

2. O sentido social d a propriedade deve ser ensinado a


ricos e pobres, pois é conseqüência da fraternidade cristã,
bem como da soberania absoluta de Deus.
3. A base do uso social dos nossos bens é precisamente
u consciência de que somos irmãos, e, _portanto, devemos tra­
tar-nos como irmãos, ajudando-nos.
4. Para contrabalançar o amor do mundo ao dinheiro
- firmar a felicidade que a virtude dã, e a satisfação de aju­
dar o próximo: "Há mais felicidade em dar que em receber",
disse Jesus (At. 20.35) .
Mais que qualquer outro, o cristão deve procurar supri­
mir a miséria, e procurar para todos uma situação remedia­
da, �e lionesta suficiência.
5. A lição se fixa, d e modo particular, nos deveres de
patrões e empregados, que constituem grave problema social,
por descumpridos de parte a parte. E observa que isto se
deve à falta de espírito cristão. Sôbre êste assunto, encontra
o catequista suficiente doutrina no capítulo "Patrões e Ope­
rários", de O Caminho da Vida.

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: Jesus diz que sempre haverá. pobres (Mt. 26. 1 1 ) .
·
2. D: Deveres dos patrões e empregados.
3. F:
a) D: Amar a todos como irmãos (Leitura) ;
b) �: Desprendimento dos bens terrenos (Exerc. III) ;
e) A: Estabelecer harmonia entre todos (Exerc. II) ;
d) L:· O Evangelho da Missa da segunda-feira da Semana
Santa (Exerc. JV) .

· REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Quando é pecado ser rico ? Doê exemplos de pecado em
matéria de dinheiro. É p ecado não ajudar os outros? Quan"­
do é pecado desejar os bens alheios ? Que devo fazer com os
objetos achados ? E com os emprestados ? Como devo usar
de meus bens ? Por que devemos ser desprendidos dos bens
da terra ? Temos obrigaçã o de contribuir para as obras de
caridade? E para o culto ?

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126 Mons. Negromo1lte - Guia do Catequista

EXPLANAÇÃO

1. No mundo sempre existirão ricos e pobres. Jesus


mesmo o disse. �le estava num banquete com os Apóstolos,
em Betânia, quando veio Maria Madalena com um vaso de
perfume precioso, e Lhe ungiu os pés e a cabeça. Judas achou
aquilo um d esperdício, pois se podia vender e dar o dinheiro
aos po�1res. Mas Jesus defendeu a mulher, dizendo : "Por
que censu rais esta mulher? Pobres sempre tereis convosco,
e podeis fazer-lhes bem quando quiserdes." :i;'.:ste fato está
narrado no Evangelho da Missa da segunda-feira da Semana
Santa (S. João, cap. 12) . (LITURGIA.) '

2. Todos se devem amar - Não é mal ser pobre, nem ser


rico. Todos são filhos de Deus, e, portanto, são irmãos. Por
isso, devem amar-se, ( DEVER) como Jesus manda: "Amai­
vos uns aos outros" (Jo. 15.12) lembrando-se que são filhos
do mesmo Pai. O amor exige que uns ajudem aos outros: os
pobres precisam dos ricos, e os ricos precisam dos pobres.
(Mostre como os ricos precisam dos pobres: cozinheiros, sa­
pateiros, motoristas, empregados da limpeza, carregadores,
etc.) Viver em boa harmonia. Os pobres não podem ter
inveja nem raiva dos ricos ; nem os ricos podem ter desprêzo
dos pobres. Quando encontrarmos pessoas que tenham raiva
dos ricos, ou que tenham desprezo dos pobres, procuremos
diesfazer �sses mal-entendidos, para que todos se amem como
verdadeiros irmãos. < APOSTOLADO.)
Essa luta entre a classe pobre e a rica traz a sociedade
em agitação. Ela existe porque os homens não se amam e
são muito apegados aos bens materiais. Se todos fôssem
bons cristãos, não teriam tanto apêgo ao dinheiro, não se
odiariam, nem se combateriam. Procuremos ser desapegados
dos bens materiais, (CONSELHO) e rezemos para que haja
harmonia entre os ricos e os pobres.<Mande um aluno fazer
uma oração pedindo o desprendimento, e outro uma oração
'[)ara que pobres e ricos se amem.)
O que nos faz felizes - Todos podem ser felizes, ricos ou
pobres: basta viverem contentes com sua situação. Não é

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 127

o dinheiro que dá. felicidade ou valor ao homem. O que dá


valor ao homem é a virtude.
Não há meninos ricos que são maus alunos, e são reprova •
rios? E não há meninos pobres ótimos estudantes, e são os primei·
ros da classe? Não há ricos que são mal comportados, vão de
castigo,- etc.? E pobres que são bem comportados. recebem elo­
gios e tiram prêmios? Assim é também com os homens: há
homem> ricos que são pecadores, não são honestos, cometem cri­
mes; e há homens pobres que são bons cristãos, homens de cará­
ter, benquistos de todos. Não é verdade que o homem vale o
que tem: o homem vale o que é, quer dizer: vale pela vida que
leva.
(Verifique.) Sempre existiram ricos e pobres? Que disse
Jesus a êste respeito? É um mal ser pobre, ou ser rico? Por que
ricos e pobres têm obrigações de amar-se? Em que os pobres.
precisam dos ricos? E em que os ricos precisam dos pobres?
Pobres também podem ser felizes? E há ricos que não são feli­
zes? É verdade que o homem vale, se tem dinheiro? O que é
que faz o homem ser feliz?

3. Deveres d os patrões - Ricos e pobres têm obrigações


uns para com os outros. Principalmente, quando estão liga­
dos uns aos outros como patrões e empregados.
Os deveres dos patrões : 1) Pagar jt:sto salário : obrigação
maior do que dar esmolas. Dar esmola é uma obrigação de
caridade; pagar o salário justo é uma obrigação de justiça.
Muitas vêzes o operário precisa de esmola porque não recebe
salârio j usto. 2) Tratá-los com respeito e boas maneiras,
porque êle é filho de Deus, é um homem igual aos patrões,
apenas é mais pobre. Tratar com boas maneiras é questão
de educação e de espírito cristão. Jesus nos ensina que não
devemos fazer aos outros o que não gostamos que nos façam
(Lc. 6 . 31 ) . Aqui vocês devem pensar um pouco, para ver
como tratam aos empregados de casa, e os pobres. 3) Não
lhes dar trabalho acima de suas fôrças , nem que lhes pre­
judique a saúde. Ài vêzes, o operário é uma senhora ou um
menor: o trabalho tem de ser proporcionado a suas fôrças.
E quando lÍá risco para a saúde, o patrão é obrigado a to­
mar precauções especiais para proteger a saúde dos operá­
rios. 4) Dar-lhes alimentação suficiente e sadia, quando

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128 Mons . Negromonte - Guia do Catequista

são responsáveis por ela. 5) Dar-lhes o tempo necessário


aos seus deveres religiosos, zelando para que êles os cum­
pram. Devem cuidar disto principalmente os que têm empre­
gados domésticos, que às vêzes não vão à Missa de domin­
go e dia santo, porque os patrões não lhes dão tempo.
Zelar para que os empregados cumpram os deveres religio­
sos é também um dever dos patrões, principalmente quando
são católicos. Mais do que os outros, devem lembrar-se de
que seus empregados têm uma alma e devem salvá-la.

Cinco deveres dos patrões para com seus empregados. Nos


cadernos: 1 . "pagar salário justo; 2 . tratá-los bem; 3 . não lhes
prejudicar a saúde; 4. alimentá-los bem; 5 . cuidar de que êles
cumpram os deveres religiosos. " (Mande ler por u.ns 2 ou 3
alunos.)
4. Deveres dos empregados - Os patrões têm deveres, mas
os operários também os têm. :E:les e,s'tão obrigados a : 1)
Trabalhar durante todo o tempo d e trabalho. Não podem
"matar o tempo", nem trabalhar só quando está alguém vi­
giando. Os que não trabalham todo o tempo do trabalho não
podem também receber todo o pagamento. 2) Fazer o ser­
viço bem-feito. É claro : ninguém contrata um operário pa­
ra êle fazer malfeito o serviço. Deve ser hábito de todos
nós: fazer sempre bem-feito tudo que fazemos. 3) Evitar
prejuízo aos patrões : cuidar de tudo que lhe fôr entregue,
zelar pela conservação dos objetos, prestar atenção ao que
faz, etc. 4 ) Respeitar e tratar bem os patrões. Os patrões
são homens iguais a êles, mas estão revestidos de autori­
dade. E como diz S. Paulo: "Todo poder vem de Deus."
5) Obedecer-lhes a respeito dos serviços, fazendo o que êles
mandam e como êles mandam, salvo se mandarem alguma
coisa contrária à lei de Deus e da Igreja. Neste caso, "de­
" emos obedecer . mais a Deus do que aos homens", como diz
S. Pedro.

NOS CADERNOS:

" l . trabalhar todo o tempo de trabalho; 2 . fazer o serviço


bem-feito; 3 . evitar prejuízo dos patrões; 4. respeitá-los; 5 . obe­
decer-lhes. " (Mande ler por uns 2 ou. 3 alunos.)

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LIVRO DO MESTRE para " Meu Catecism o", 4.0 ano 129

RESUMO
1 . Riccs e pobres, todos são íilhos de Deus e devem amar.
se como irmãos;
2 . devem ajudar-se, porque uns precisam dos outros;
::S . toaos podem ser iehzes, se viverem contentes com sua
·situação e desprendidos dos bens dêste mundo;
4 . o que d á valor a o homem não é o àinhciro, mas a virtude;
5 . os patrões têm deveres para com os operários, e os ope­
rários têm deveres com os patrões;
6. e nós todos devemos contribuir para haver harmon : :.i en­
tre as classes sociais, a fim de que a sociedade viva tranqü1.c. .

EXERCfCIOS PARA CASA


1. Fazer os exercícios da lição.
2. Examinar, esta semana, se trata bem os empregados (ou
os patrões) , a fim de emendar-se.

A ESPERANÇA
DOUTRINA PARA O CATEQUISTA
1. A esperança tende para um bem que não se possui
ainda, mas que se procura possuir.

Há esperança natural, que p:cocura bens •aturais : saú­


de, bem-estar, fortuna, etc. ; e esperança sobrenatural, que
procura a Deus (como têrmo) e .a graça (como me.o J .
:& . A esperança cristã ( ou sobrenatural) s e baseia to ­
talmente e m Deus: vem dêle e tende para êle. "Deus nos
dará graça e glória" (Salmo 83.12 ) .

Com a graça poderemos vencer todos os obstáculos, que


são o pecado e as .tentações ; vencendo-os, Deus nos àara
a glória (vê-lo no céu ) . Em face da tendência a nos fixar­
mos demais nos bens materiais, é preciso frisar b€m que o
verdadeiro objetivo da esperança é o céu.
3. A esperança nasce da fé e da caridad e : r;em a fé, ela
não existiria (porque não se espera o que não se conhece) ;
sem a caridade ( isto é, sem o amor de Deus, sem o estado
de graça) , ela é morta, porque não pode atingir o seu iim.
4. Há uns pontos importantes a frisar :

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130 Mons. Negromonte - Guia do Cateauista

a) Buscando a Deus, a esperança não nos garante bens


dêste mundo, mas sim a salvação eterna : "Esta é a pro­
messa que nos fêz: a vida eterna" (1 Jo. 2.25 ) . Até, para
provar-nos, Deus pode permitir dificuldades, mesmo às pes­
soas mais santas (como no caso de Jó e de tantos santos ) ;
mas, em geral, nos concede os bens necessários a esta vida.
b) · Embora repouse em Deus e conte plenamente com
:ele, a esperança exige nossos esforços ( do contrário, Deus
premiaria a preguiça ) . Santo Inácio dá ótima regra: "Es­
perar em Deus, como se tudo dependesse dêle ; e empregar os
meios, como se tudo dependesse de nós."
5. Os fudamentos da esperança são : a bondade de Deus
(quer salvar-nos ) , seu poder (pode fazer por nós o que qui­
ser ) , os merecimentos e as promessa,s de Cristo. Mostrar às
crianças corno é frágil esperar nos homens, confiar nos ho­
mens. "É melhor esperar no Senhor do que nos homens"
(Salmo 117.9) . São Paulo recomenda aos homens "não espe­
rarem na incerteza das riquezas" (1 Trn. 6.17) . Mas os que
esperam em Deus não serão confundidos ( Salmo 30.2 ) .

6. São infelizmente muito freqüentes dois pecados con­


tra a esperança: a presunção dos que pensam que podem
salvar-se sem cumprir a Lei de Deus; o desespêro dos que
não têm fé, ou não se firmam nos bens espirituais < como
acontece aos suicidas ) . l!:stes dois pecados merecem parti­
cular cuidado do catequista.
7. O catequista pode ensinar aos alunos o c ântico : "Eu
confio em Nosso Senhor/Com fé, esperança e amor."
Ver mais doutrina em O Caminho da Vida, no capítulo
sôbre "A Esperança".

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: Cristo perdoa. a.o bom ladrão (Lc. 23.39-43) .
2. D: Esperamos a felicidade perfeita, no céu.
3. F:
a) D: Confiar em Deus (Leitura) .
bl C: Rezar com freqüência o ato de esperança (Exerc.
III) ;

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo '', 4.0 ano 131

e) A: Ajudar o próximo a confiar e m Deus (Exerc. ID ;


d) L: A oração ao pé do altar, exprime nossa esperança
na salvação (Exerc. IV) .

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Que disse Jesus sôbre os pobres? É mal ser pobre, ou
ser rico? Por que pobres e ricos têm obrigação de amar-se?
É o dinheiro que dá felicidade?Que é que dâ valor ao ho­
·
mem? Se os homens se amassem, havia luta de classes ?
havia invej as? Que podemos fazer para que os homens se
amem ? Se os homens não fôssem tão ambiciosos por dinhei­
ro, havia tanta luta? Então, de que precisam êles ? (Des­
prendimento. ) Diga dois deveres dos patrões. Diga dois de­
veres dos operários.

EXPLANAÇÃO

1. Lembram-se dos fatos que aconteceram na Paixão


e Morte de Jesus? Lembram-se de dois ladrões que foram
crucificados com Jesus? Que aconteceu com êles ? Um se
converteu, e cheio de esperança (frise bem a palavra esperan­
ça) pediu a Jesus: "Senhor, lembra-te de mim, quando che­
desespêro (fri­
gares a teu reino." O outro, coitado, cheio de
se bem a palavra) , blasfemava, insultando a Jesus. Resul­
tado: o que teve esperança, salvou-se ; o que teve desespê­
ro, condenou-se.
2. Esperar em Deus - Isto nos ensina que devemos ter
esperança em Deus, confiar nêle. Deus nos dã tanto o que
é necessário para nossa vida neste mundo, como principal­
mente para a nossa salvação etern� . "É melhor esperar em
Deus do que esperar nos homens" (Sl. 117 . 9 ) .

Os homens, mesmo quando são bons e querem nos ajudar, às


vêzes não podem, porque não podem fazer tudo o que querem;
outras vêzes, êles podem nos ajudar, mas não querem. E assim,
não devemos esperar muito dos homens.

Mas, de Deus podemos esperar tudo e com tôda a con­


fiança, porque Deus é bom e poderoso. Sendo bom, quer inoa

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132 l\Ions. Negromo·nte - Guia d o Catequista

ajudar; sendo poderoso, pode nos ajudar. As coisas irnpossi­


\'eis aos homens Deus pode fazer, e farâ por nós, se nos
forem nece3sárias. A Deus nada é impossível.

Quem poderia salvar o ladrão? Pois, Jesus salvou-o. Lem­


bram-se da multiplicação dos pães? Quantas pessoas eram? (5
mil.) Quantos pães? (5 apenas.) Quem podia alimentar 5 mil
pessoas com 5 pães? Pois, Jesus alimentou. A Deus nada é im­
posshrel. Vamos escrever nos cadernos: "É melhor esperar em
Deus do que nos homens. "

H á também outro motivo para esperarmos e confiar­


mos em Deus: é que Deus nos ama como filhos seus. Jesus
disse : "Olhai as aves do céu : elas não semeiam nem j un ­
t a m e m celeiros ; e vosso Pai celeste a s alimenta. Olhai
os lírios do campo : êles não trabalham nem fiam : mas
nem Salomão, em tôda a sua .glória, se vestiu como um dê­
Ies." E acrescentou : "Se Deus cuida assim da erva do cam­
po, quanto mais de vós?" (Mt. 6.26-30) . Pois é : Deus cui­
da de nós, porque somos seus filhos ; e devemos ter con­
fiança nêle. esperar que �le nos dê tudo o que nos é neces­
sário para esta vida e para a vida eterna.
Para receber tudo de Deus bastam duas condições : fa­
zer os nossos esforços e confiar em Deus. Fazer nossos
esforços, é claro, porque Deus não vai premi�r preguiçosos.
Mas confiar em Deus, porque sem Deus nossos esforços nada
val�m. (DEVER.)
(Verifique.) Por que devemos esperar em Deus? (:tle é
bom e poderoso.) E os homens não são bons? Alguns não são
poderosos também ? (Mas muitas coisas não podem fazer.) Dê
um exemplo do poder de Deus. (A multiplicação dos pães.) E
da bondade de Deus. (0 perdão ao ladrão.) Há outro motivo
pQlo qual devemos esperar em Deus: qual é? (Deus nos ama.)
Que diz Jesus no Evangelho? (Se Deus cuida das aves e das
flôres, qu2nto mais de nós?) Deus nos dá tudo, se nós nada
fizermos? E se fizermos, mas confiarmos em nós, e não nêle?

3. Nossa maior esperança - Podemos esperar tudo de Deus.


l\tas nossa maior esperança é ver Deus no céu. E como não
podemos consegui-lo sem a graça, esperarr.os também que
J!Jle nos conceda a sua graça. A salvação é o fim; a · graça

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 133

é o meio necessário. Deus quer dar-nos a salvação; por


isso nos dá também a graça.
E nós temos certeza de que a graça não nos faltará, por­
que Cristo no-la mereceu, no-la prometeu. Os merecimentos
de Cristo e as suas promessas são uma garantia para nós.
Basta que eu queira receber faça meus esforços, aproveite da
graça que Jesus me dá. Basta que eu diga a Deus que espe­
ro nêle : para isto é que rezamos o ato de esperança. É
bom rezá-lo todo dia, na oração da manhã. (CONSELHO.)
Basta dizer: "Meu Deus, eu e3pero em Vós." E Deus não nos
falta: se nós temos boa vontade , se temos confiança nêle,
l!:le não nos falta. Na Missa, na oração ao pé do altar, di­
zemos que esperamos em Deus que um dia O louvaremos no
céu. (LITURGIA.)
4. Temos de cooperar - E se eu não fizer nada; posso
confiar que Deus me dá tudo? Não posso. Há um provér­
bio que diz : "Faze de .tua parte, e Deus te ajudará." Preci­
samos, portanto, fazer de nossa parte.
O pecado de presunção ( quadro-negro ) consiste em pen ­
sar que se salva sem empregar os meios. E quais são os
meios ? Lembrar: estado de graça, Mandamentos, oração, etc.

E uma pe:;soa que não foge do pecado, pensando que é mui ­


to forte: que lhe acontece? Termina pecando. Foi o que acon­
teceu com S. Pedro. Jesus disse que êle O negaria; êle disse que
não; não rezou, quando Jesus mandou; meteu-se entre más com­
panhias, e sabem o que aconteceu? (Negou a Jesus. ) Tudo por
presunção. Felizmente, depois ficou humilde, arrependeu-se e foi
um grande santo. Vejam ai a figura da lição. S. Pedro foi se
esquentar perto do fogo, no meio dos inimigos de Jesus, e termi­
nou negando até que conhecia Nosso Senhor. Vejam a atitude
dêle: espantado, dizendo que nem conhece Jesus.

Há outro pecado contra a esperança, que é também mui­


to grave. É a pessoa pensar que Deus a abandonou, que ela
está perdida. que não tem mais salvação. Quem sabe corno
se chama êste pecado? Chama-se desespêro. (Mande escreve1·
no quadro-negro. ) Foi o pecado de Judas. Que fêz Judas ?
Traiu e vendeu Jesus. Depois, ficou desesperado ; e cm vez
de se arrepender e pedir perdão a Deus, êle se suicidou. As

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134 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

pessoas desesperadas , isto é, as pessoas sem esperança é que


se suicidam. Uns são levados ao deserpêro por doenç�. outros
por pobreza, outros por sofrimentos morais . . . Mas todos se
suicidam por falta de confiança em Deus, por falta de espe­
rança.
Uma grande prova de caridade para com o próximo é aju­
dá-lo a confiar em Deus, a esperar em Jesus, para não de­
sesperar, nem se entregar a atos de desespêro, como o sui­
cídio. (APOSTOLADO.)
Nosso. destino é o céu - Nosso destino é o céu. Lá é a Ca­
sa do Pai: nossa casa também. Por isso, não devemos ape­
gar-nos aos bens da terra de modo a preferi-los aos bens do
céu. Isto seria um pecado também. Há pessoas que nem
pensam na salvação ou na graça de Deus: pensam só nas
coisas dêste mundo. Pensam só nas riquezas, em ganhar di­
nheiro, em gozar a vida. Pessoas que nem querem que se
fale em morrer, como se elas fôssem viver eternamente aqui
na terra. Isto é pecado. Precisamos ter muita pena dessa
pobre gente, e rezar também por ela, para que se lembre de
sua salvação.
(Verifique.) Podemos esperar que Deus nos dê tudo de que
precisamos? Mas qual a condição para podermos confiar assim
em Deus? (Fazer de nossa parte. ) Que é que mais devemos es­
perar de Deus? E para a salvação que é necessário? Temos cer­
teza de que Deus quer nos dar a graça? (Sim: Jesus no-la me­
receu e prometeu .) Quando devemos rezar o ato de esperança?
Em que oeasião da Missa dizemos que esperamos em Deus? Qual
é o pecado de presunção? E que é o desespêro? Quem cometeu
pecado de presunção? E de desespêro? É pecado preferir os bens
dêste mundo aos do céu?

RESUMO
1. Devemos ter esperança em Deus porque Êle é bom e po-
dernso: a Deus nada é impossível;
2. e também porque Êle nos ama como filhos;
3. o que mais devemos esperar de Deus é nossa salvação;
4. depois, a graça, porque é necessaria à salvação;
5. temos de empregar os meios mandados por Deus, a fim
de recebermos sua proteção: o contrário seria presunção;

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L IVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo ", 4.0 an o 135

6. nas horas difíceis, devemos confiar em Deus, e nunca


ilcsesperar, pois isto seria um grave pecado;
7. somos filhos de Deus e vamos para o céu: nunca deve-
111os preferir os bens dêste mundo aos bens eternos.

EXERCiCIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Fazer os exercícios da lição.

CHAVE DOS EXERCiCIOS


1 . Conclusão: portanto devo aproveitar as graças que Deus
me dá.
II . A Marina: que confie em Deus; a Jorge: que Deus tam-
1.lém é justo, e que só dará salvação a quem cumprir o que :&:le
manda.
III. Ato de esperança: " Meu Deus, eu espero que, pelos
merecimentos de Cristo, me dareis a salvação eterna e as graças
necessárias para consegui-la, porque sois bom e poderoso, e por­
que o prometestes a quem observar fielmente os vossos Manda­
mentos. "
IV . " Espero em Deus, porque ainda O louvarei, como meu
Salvador e meu Deus."

FALAR A VERDADE
DOUTRINA PARA O CATEQUISTA
1. Mentir é falar contra o que se pensa, com intenção de
enganar.
2. Como "o bom nome é mais precioso do que a rique­
za" { Prov. 22.1 ) , e como infelizmente a maledicência é mui­
to comum, importa orientar as crianças no sentido do respeito
à honra alheia.
Mesmo a verdade deve ser calada, quando sua revelação
prejudica ao próximo { sem razão) , ou quando o melindra :
a justiça e a caridade mandam calá-la.
3. Mesmo natural, a veracidade é bela, e devemos cul­
tivâ-la nas crianças. Mas o catequista deve dar-lhe funda­
mento cristão ; mente quem não estã bem diante de Deus e do
próximo; mas quem ama a Deus e está pronto a servir ao
próximo, êste pode ser veraz com facilidade.

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136 Mons Negromonte - Guia d o Cateqtiista

4. A kndência para a hipocrisia, a falsidade, a bajulaçã


merece também especial atenção dos catequistas, em fac
dos "beneficias humanos" que êstes vicios produzem.
5. A obrigação de restituir o bom nome do próximo
compensá-lo dos danos provenientes da maledicência deve se
incutida nos alunos : ela é leve ou grave, conforme o m3i
que foi causado.
O capítulo "Honra e Reputação", de O Caminho da V.ida
traz doutrina mais abundante para o catequista.

ESQU EMA DA LIÇÃO


1. H: Falso testemunho contra Jesus (Mt. 26.19-61 ) .
2. D: Dever de falar a verdade.
3. F:
a) D: Falar a verdade (Leitura ) ;
b) C: Ser leal e sincero mesmo nas pequenas coi
(Exerc. II) ;
e) A- Ajudar a correção d o s colegas mentirosos (Exer
IID ;
d) L: A lição dos mártires, que morreram por amor
verdade (Exerc. IV) .

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Por que devemos esperar e m Deus? Por que não
mos pôr tôda a nossa confiança nos homens? Qual ·o mai
bem que devemos esperar de Deus ? E depois ?
Podemos esperar também os dons naturais ? Deus nos da
tudo, se não fizermos nada ? Como devemos, então, proc
der? Que é presunção ? Que é desespê�o ?
rança o apêgo aos bens dêste mundo?

EXPLANAÇÃO

1. Há um Mandamento que nos manda falar


Que diz êle? Quer dizer: não fazer a ninguém acusação f
sa, quando fôr chamado a dar um depoimento . . Na Paixão
Cristo, os judeus procuraram quem desse falso testemcn
contra Jesus e não encontravam; afinal, apareceram d
testemunhas falsas, afirmando que tinham ouvido Jesus d'
que podia destruir o templo de Jerusalém e levantá-lo e

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 137

cl1as (Mt. 28.59-61 ) . Depois, os j udeus disseram a Pilatos que


Jesus tinha dito que era rei (Lc. 23.2 ) . Tudo falso : Jesus
nunca disse nem Uillfl coisa nem outra. Jesus disse que era
rei, depois, ao próprio Pilatos.
Vejam: êsses homens não falaram a verdade ; êles men­
tiram.

2. Devemos falar a verdade - Uma das coisas mais .tris­


tes é um mentiroso: homem, mulher, menino ou menhla.
J!:: uma pessoa em quem não se pode acreditar.Mesmo quan­
do fala a verdade.
O verdadeiro cristão, imita a Jesus: fala sempre a ver­
dade, mesmo que seja contra si próprio. Jesus mandou : "Se­
ja o teu falar: Sim, sim; não, não" (Mt. 5 . 37) . Se falo
sempre a verdade, todos podem acreditar em mim. Vamos
tomar esta resolução para tôda a nossa vida: falar sempre
a verdade. (DEVER.) Deus nos deu a palavra para falar­
mos a verdade.

As vêzes, isto pode custar, mas é preciso saber cumprir o de­


ver. É preciso mesmo saber sofrer, por amor à verdade. O me­
nino faz uma coisa malfeita; o pai o interroga; êle sabe que vai ser
castigado, mas fale a verdade. Aparece uma desordem na clas­
se: e professôra quer saber quem a fêz; o responsãvel deve ter
a coragem de dizer a verdade, mesmo que com isto venha a so­
frer. Mas, pelo menos, não junta uma mentira à falta que já
cometeu. Olhem o exemplo dos mãrtires: êles chegaram a mor­
rer, para não faltarem à verdade. Peçamos o seu auxflio, quan­
do tivermos dificuldade em dizer a verdade, e principalmente nas
•uas festas: (LITURGIA.)

Em geral, as pessoas mentem porque não têm a cons­


ciência limpa. Ou porque querem encobrir seus defeitos.
·

Assim : alguns mentem para encobrir a preguiça: não estu­


daram a lição, não fizeram o trabalho, e dizem que não ti­
veram tempo. Outros mentem por vaidade : exageram o
que fizeram, dizem que fizeram o que n ão fizeram, para se
mostrar . . . Outros mentem por médo: para não serem cas­
tigados - o que 6 uma. covardia. Outros mentem por inte­
résse, como - os acusadores de Jesus. Se tivessem a consciên-
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138 Mons. Negromo1ite - Guia do Catequista

eia limpa, não precisavam de mentir. Quem tem consciência


limpa não precisa de mentir.
Procurem ser sempre corretos, em tudo. Procurem ser
sinceros, leais, verdadeiros, mesmo nas menores coisas. (CON­
SELHO . ) E quando virem um colega que mente, procurem
corrigi-lo com bons modos, e rezem por êle, para que se
emende. (APOSTOLADO.)

(Verifique.) Que diz o 8.0 Mandamento? Que quer dizer


falso testemunho? Qual foi o falso testemunho dos judeus contra
Jesus? E que acusação falsa fizeram dêle a Pilatos? Para que
Deus nos deu a palavra? Como deve ser o nosso falar? (Sim,
sim; não, não.) E quando Úvermos dificuldade em dizer a ver­
dade, que devemos fazer? E quando a declaração da verdade
nos trouxer incômodos, que devemos fazer? Por que algu­
mas pessoas mentem? Que devemos fazer com nossos colegH
que mentem?

3 e 4. Espécies de mentira - Quando todos percebem que


eu estou mentindo por brincadeira, não é pecado.
Se a pessoa mente para se defender , ou para se gabar,
ou para se livrar de alguma dificuldade, está pecando, pois
Deus nos deu a palavra para dizer a verdade. Mas quando
a mentira prejudica o próximo, o pecado é maior.
Quando se faz a ai guém uma acusação mentirosa , então
essa mentira se chama calúnia ( quadro-negro) . Portanto, a
calúnia é uma mentira que contém uma acusação a alguém.
Os judeus disseram que ouviram Jesus dizer que era rei. Co­
mo se chama êste pecado dos judeus? ( Calúnia.) É muito
triste um cristão imitando os inimigos de Cristo, fazendo acu­
sações falsas. Fazer acusações falsa s é pecado; e se as acu­
sações forem graves, o pecado é mortal. Por, exemplo : eu
digo que Pedro é ladrão. Isto é grave ou leve? Então que
p ecado é ? (Grave.)
Acusar o próximo, nem necessidade, mesmo que seja ver­
dade, também é pecado. E se a acusação fôr frave, é pecado
mortal. Pedro é ladrão. Ma s não há necessidade alguma de
eu dizer isto, ninguém sabe disto aqui: e eu digo isto aos
outros. É calúnia ? ( Não, porque é verdade. ) Mas não
há necessidade de dizê-lo, e eu disse: cometi um pecad � mor-

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecism o'', 4.0 ano 139

tal, porque tirei a fama de Pedro. Isto é muito sério. Muita


gente pensa que não é pecado, porque é verdade. É verda­
de, mas tira a fama do próximo. Não é calúnia, mas é ma­
ledicência ( quadro-negro : maledicência ) . Maledicência é fa­
lar mal do próximo: é pecado. Se fôr em coisa leve, é pe­
cado venial ; se fôr em coisa grave, é pecado mortal.
E uma pessoa que tira a fama do próximo tem obriga­
ção de restituí-la, como quem furta dinheiro . . .
O melhor é ser pessoa verdadeira e séria, e não falar
mal do próximo.
(Verifique) Qualquer mentira é pecado? Mesmo que e u
diga por brincadeira? Mesmo que não prejudique a ninguém?
Quando é que a mentira é calúnia? A calúnia é sempre pecado
mortal? Qual a diferença entre calúnia e maledicência? A ma­
ledicência pode ser pecado mortal? Qual é a obrigação de quem
calunia ou difama uma pessoa? (Restituir a fama.)

5. Pensar bem d o próllimo - A melhor maneira de falar


sempre bem do próximo é pensar bem dêle, e julgar bem o
que êle faz. Eu não gosto que ninguém pense mal de mim,
nem que julgue mal o que eu digo ou faço; então, farei tam­
bém assim com os outros. Mesmo porque pensar mal e jul­
gar mal do próximo é o que se chama juízo temerário. E
fazer j uízo mau dos outros é pecado : se pensar em coisa
grave, é pecado mortal; se fôr em coisa leve, é pecado ve­
nial. Nós erramos muito julgando os outros: "O homem vê
a face, Deus penetra o coração" ; portanto , só Deus pode
julgar.

6. Devemos ser sinceros - Quem tem a consciência limpa


não precisa de mentiras. É tão bonito a pessoa ser sincera,
simples, franca, leal, mostrar seus verdadeiros sentimentos!
Como também é tão feio e tão triste a pessoa ser fingida.
,
O fingimento chama-se hip0crisia (quadro-negro ) .
Um menino, muito bem comportado n a presenç a do mestre ,
e terrível, na ausência. Uma menina, muito boazinha, na presen­
ça da mãe, mas terrível, na ausência. Uma pessoa, multo amiga
na presença, mas adversãria na ausência. Pessoas que pensam
uma coisa, e dizem dutra. Isto, além de ser pecado, é multo feio.
Devemos ser sinceros, francos e leais.

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140 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

1
Vejam esta figura da lição. É o seguinte. Os p1·imeiros'
cristãos vendiam os seus bens e davam o dinheiro aos Após-j
tolos, para as despesas comuns. Mas Ananias vendeu um
terreno que tinha, guardou a metade do dinheiro e deu a
outra metade a S. Pedro, dizendo que era tudo. :e1e não era
obrigado a dar coisa alguma; podia dar a metade s ó ; mas
não mentisse. Deus castigou assim, para dar exemplo.

RESUMO
1. Deus nos deu a palavra para falarmos a verdade;
2. o aristão, a exemplo de Cristo, fala sempre a verdade,
mesmo que seja contra si;
3. a mentira é sempre pecado; mas, se fôr em prejuízo do
próximo , se torna pecado maior;
4. a calúnia e a maledicência em coisa grave são pecados
mortais;
5. devemos pensar e j ulgar sempre bem do próximo, pois
só Deus pode julgar os homens com acêrto;
6. sejamos sinceros e leais, pois a mentira e a hipocrisia,
além de pecados, são atos muito feios, mesmo humanamente.

EXERCfCIOS PARA CASA .


1 . Colorir a figura da lição.
2 . Fazer o exercício n.0 1 .
3 . Na oração d a noite, fazer o exame de consciência do exer.
cio n.0 II.

MANDAMENTOS DA IGREJA
DOUTRINA PARA O CATEQUISTA
'
1. Como nossa Mãe, que nos gerou no Batismo, a Igre..
ja procura levar-nos à salvação, pois é ela a "continuado:a d•
Cristo", investida dos podêres de ensinar, governar e santifi•
car, que Cristo exerceu e lhe conferiu. ( Ver, em A Doutrino
Viva, o capítulo "A Igreja de Cristo". )
2. A Igreja nos ensina ( pregação) , santifica ( Missa •
Saeramentos) e governa ( Mandamentos ) , segundo a ordem dl
Cristo a S. Pedro : "Apascenta as minhas ovelhas." <Ver 1
episódio : Jo. 21.15-17.)

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecism o", 4.0 ano 141
\
\

, 3. A nós, cabe-nos aceitar o seu ensino : é a fé; receber


os e;acramentos : é a santidade (a graça) ; obedecer a suas
é a prática da vid.'1- cristã.
ordens :
4\
Importa Lnculcar aos a\unos o desejo de obedecer fi­
lial�te (a Igreja é Mãe) a tudo o que a Igreja quer de
nós, sem esquecer a preocupação de levá-los ao apostolado
pelos que não cumprem ordens tão poucas, tão fáceis e tão
importante.s.
5. O Poder que tem a Igreja de impor-nos obrigações
foi dado por Cristo ("Tudo o que ligardes" . . . ) Que os seus
Mandamentos obriguem só aos católicos é claro: os estatu­
tos de uma sociedade só obrigam a seus sócios. O capitulo
"Mandamentos da Igreja" de O Caminho da Vida, traz maior
explanação do assunto.

1. H: Cristo manda ouvir a Igreja (Lc. 10.16) .


2. D: Os Mandamentos dli. Igreja.
3. F:
a) D: Obedecer à Igreja: (Leitura e Exerc. 1) ;
b) C: Cumprir até os desejos da Igreja. (Leitura) ;
e) A: Pelos q u e não obedecem à Igreja (Exerc. II) ;
d) L: :Sa Missa, rezar pela l{reja (Exerc. III) .

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Qual o Mandamento que nos manda falar a verdade ? Que
falso testemunho deram os judeus contra Jesus ? Para liJ.Ue
Deus nos deu a palavra? Podemos mentir algumas vêzes?
Como devemos proceder com os mentirosos? ( Procurar cor­
rigi-los.) Que é calúnia? Quando a maledicência pode ser
pecado grave? Somos obrigados a pensar bem do próximo?
Qu,e é juizo temerário? Devemos ser sinceros, ou hipócritas !
Conte o castigo de Ananlas.

EXPLANAÇÃO

1. Cristo, depois de sua Ressurreição, ia voltar para o


céu ; mas era necessário haver quem contir.uasse a pregar o
Evangelho, santificar os homens, e governá-los nas coisas
espirituais. Foi para isto que :mie fundou a Igreja Católica :

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142 Mons. Negr om onte - Guia do Catequista
/
para ela pregar o Evangelho, santificar os homens, e govcr­
nã-los nas coisas espirituais. A Igreja continca a lazer o
que Cristo fêz: a Igreja é a continuação de Cristo. 1

Os podires da I greja - Para isto, Cristo lhe d!i!U os seus


próprios podêres : ensinar, governar e santificar. E uma auto­
ridade igual à sua: "Quem vos ouve, a Mim ouve ; quem
vos despreza, a Mim despreza" (Lc. 10.18) . (Nos cadernos.)
De modo que obedecer à Igreja é obedecer a Cristo; e de­
sobedecer à Igreja é desobedecer a Cristo. Quem desobedece à
Igreja, fica desligado dela. Foi o próprio Jesus quem disse :
"Quem não quer obedecer à Igreja seja considerado como
pagão" ( Mt. 18 . 17 ) .
Temos, portanto, que obedecer à Igreja como a o próprio
Cristo. <DEVER.)
(Verificação.) Para que Cristo fundou a Igreja ? Quais são
os podêres que Cristo deu à Igreja ? Tem a Igreja o s mesmos po­
dêres de Cristo? Temos de obedecer à Igrej a, do mesmo modo
que obedecemos a Cristo? Com que ),l:ila"ras Cristo nos disse
isto? ( " Quem vos ouve" . . ) .
. É verdadeiro católico quem não
obedece à Igreja? Cristo também disse isto; com que palavras?
( " Quem não quer obedecer à Igreja " . . . )

2 . Dever dos católicos A Igreja deve levar os cristãos


-

a uma vida cristã perfeita. Para isto, ela nos ensina a dou­
trina de Cristo, aponta-nos os perigos que devemos evitar, e
nos dá ordens. Essas ordens são os Mandamentos da Igreja.
Temos de cumpri-los, como cumprimos os Mandamentos da
Lei de Deus.
Os Mandamentos de Deus obrigam a todos ·os homens,
enquanto os da Igreja obrigam só aos católicos. Por exem­
plo: quem estã obrigado a não matar? . . . e a não furtar? . . .
e a guardar castidade ? . . . Mas quem está obrigado a con­
fessar-se uma vez por ano?
Mas, será que todos os católicos fazem o que a Igrej a
manda ? Confessam-se .todos os anos ? Comungam pel� Pás­
coa ? Vão à Missa de domingo e dia santo? Jejuam e não
comem carne, quando a Igreja manda? Contribuem para

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo ", 4.0 ano 143

m o culto ? (Faça "ver'' a situação real. Mostre, depois,


e erram êsses católicos ("julgar") . E leve cada aluno a
' agir , como apóstolo, para que todos sejam bons católicos.)
E que 'h,odemos fazer por êsses pobres católicos ? Rezar,
doutriná- \> s, convidá-los para a Missa, a Confissão, a Co­
munhão p� cal (as "Páscoas" coletivas) e dar-lhes o exem­
plo de bons \filhos da Igreja. ( APOSTOLADO.)
o bom católico não se limita a obedecer às ordens da
Igrej a, ma s obk dece em .tudo, como um bom filho à sua mãe.
(CONSELHO. ) \É assim que a chamamos : a Santa Madre
Igreja. Devemosiobedecer-lhe em tudO, com amor, com pron­
tidão.
Como também devemos rezar pela Santa Igreja, que tanto
sofre dêsses maus filhos. Na Missa, na primeira oração, de­
pois do Prefácio, rezamos pela Igreja, pedimos a Deus que a
protej a, conserve-a em paz e unida. (LITURGIA.) (Leve o
missal para a aula e leia a oração às crianças.)
(Verificcrção.) Para que a Igreja nos dá Mandamentos?
(Para nos levar a uma vida mais perfeita. ) Somos obrigados e
cumprir os Mandamentos da Igrej a? Os protestantes e os pagãos
estão obrigados a cumprir os mandamentos de Igreja? (Não.)
Por quê? Todos os católicos fazem o que manda a Igrej a? (Man­
de dar exemplos de desobediência às leis da Igreja.) Que deve­
mos fazer para que êsses católicos cumpram as leis da Igreja?
Devemos rezar também pela Igreja? Em que momento da Missa
rezamos pela Igreja ?
3. Os cinco Mandamentos - A Igreja nos d á muitas ordens ;
e devemos obedecer a tôdas, como bons filhos que amam sua
Mãe. Mas há cinco que são chamados os Mandamentos da
Igreja. Nos cadernos :
1) Ouvir Missa inteira nos domingos e dias santos.
2) Confessar-se a o menos uma vez cada ano.
3) Comungar a o menos na Páscoa.
4) Jejuar e não comer carne, quando manda a Igreja.
5) Contribuir para manter o culto.

(Mande ler. Veja se alguém os diz de cor. Mande de­


corar, para a próxima aula.)

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1 1:1 f\l cn� . N e gromcmte
. - Guia do Catequista

Não é vei·dadeiro católico quem não cumpre êsses


damentos - E notem :
.
deixar de cumpri-los, sem causa ju
Mar­
ta, é pecado mortal.

Quem perde Missa de domingo ou dia santo . - .


um ano todo sem se confessar _ _ .
quem
quem não comunga no ernpo
ssa t
da Pá"coa . . _ quem não jejua ou não faz abstinência de1 carne,
quando a Igreja manda . . . - todos êles, se fazem isso sem causa
justa, cometem pecado mortal. -'

Procuremos, pois, ser muito fiéis no cumpri rt'


ento das
ordens que a Igreja nos dá. Ela está cumprin a,b a ordem
que Cristo lhe deu: "Apascenta as minhas o elhas" f (Jo.
21 . 16 ) .

RESUMO
1 . Cristo fundou a Igreja Católica, para ela continuar a
fazer o que f:le fazia.
2 . Para isto, Cristo deu à Igreja os podêres de ensinar, go­
vernar e santificar.
3 . Quem segue a Igreja segue a Cristo, quem desobedece à
Igreja desobedece a Cristo.
4. Para nos levar pelos caminhos de Cristo, a Igreja nos dá
ordens (Mandamentos) , que temos obrigação de cumprir.
5. Mas o Mandamentos da Igreja obrigam só aos católicos,
enquanto os Mandamentos de Deus obrigam a todos os homens.
6. O bom católico- não sómente obedece a·os Mandamentos,
mas procura fazer por amor os desejos da Santa Madre Igreja,
e ainda reza e trabalha para que todos os cumpram, e reza pela
Igreja.
7. Os Mandamentos da Igreja são (repetir) . . .

EXERCfCIOS PARA CASA

I. Fazer os exercícios da lição.


II . Decorar os Mandamentos da Igreja.

CHAVE DOS EXERCfCIOS


O exercício III está na oração que se segue ao Sanctus: "Dig­
nai-vos guardá-la em paz, protegê-la, e governá-la em tôda a
terra. "

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IVR O DO MESTRE para "Meu Catecismo ", 4.0 ano 145

PECADO

1. �
DOUTRI NA P� A O CATEQUISTA

É neces - rio dar às crianças uma noção clara e m,ai..�


cºonvpleta do peca. o mortal e venial ; é mais n ecessári o ainda
infundir-lhes o IW ejo permanente de evitar .o peca.do, qual•
quer que sej a ; e is , não por temor servil, mas por amor "
Deus e por filial te �or. "Amarás o Senhor tel! Deus e a
ele só servirás" (Mt. \ 10).
2. A formação da �nscMncia, que é das mais importan­
tes preocupações do ca� quista, toca, nesta lição, num dos
seus pontos mais sensívéj.s : - a criança precisa saber em
que consiste o pecado, o pi al que êle faz, o que é pecado
mortal ou venial, como evitá-lo - e sobretu do ter uma dls­
poslção permanente para dizer "sim" a Deus. "E u sempre
faço o que é do seu agrado" (Jo. 8.29 ) .
3. Para que o pecado seja mortal é preciso que haj a :
a) matéria grave;
b) conhecimento perfeito;
c) deliberação plena.
Fixe bem os adjetivos : se a matéria não fôr grave, se
o conhe cimen to não fõr perfeito, se a deliberação não fõr plena
- há pecado, mas não mortal. Será pecado venial.
4. É preciso deixar bem claro na mente das crianças que
tentação não é pecado. Nossas más inclinações ( fruto do pe­
cado original) , o demônio e os homens maus nos incitam a
pecar.
íí. Deus permite a tentação (para nos conservarmos hu­
mildes e nos fortalecermos com a luta ) , mas nos ajuda, e
"não deixa que sejais tentados além de vossas fôrças" (1 Cor.
10 . 13 ) .
6 . O capítulo "Pecado" e m O Caminho d a Vida, tem mui­
tos elementos úteis ao catequista; mas às crianças demos o
essen ci al com bastante firmeza.
,

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146 Mons. Negroma11te - Guia do Catequista

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: Temer o que pode condenar-nos (Mt. 10.28) .
2. D: Evitar o pecado.
3. F:

a) D: Viver sempre em estado de grai;a ( erc. l) ;


b)
el
C:
A:
Exame de consciência diário {Exer�.
J) ;
Rezar pelos que vivem em pecado (Exerc. IV) ;
d) L: Pedir perdão dos pecados, na MI (Exerc. III) .

REVI SÃO bA AULA ANTERIOR /


Que faz a Igreja? (Continua o que iêz
Cristo.) Que
podêres deu �
Cristo à Igrej a ? Por que de emos obedecer à
j
Igre a como a Cristo? ( "Quem vos ouve'/ . . . ) É realmente
j
católico quem não obedece à Igre a ? QUais são os Manda­
mentos da Igreja ? A quem obrigam êles ? Que fazermos
com os que não os cumprem ? Par� que servem os Manda­
mentos da Igreja ? (Levar-nos a uma vida mais perfeita.)
Como devemos cumprir os Mandamentos da Igreja? Que
faz o bom católico?

EXPLANAÇÃO

1.O homem não quis aceitar Deus como seu Pai e Se­
nhor: foi o pecado original. Por isso, deixou de ser filho
de Deus, e não podia mais ir para o céu ( que é a Casa do
Pai, onde só entram os filhos) . Por isso também, acontece­
ram H!"'ainda acontecem) tantas desgraças no mundo. Então,
Cristo veio ao mundo para destruir o pecado: assim l!:le
ia nos restituir a graça santificante, fazer-nos filhos de Deus,
e abrir-nos o céu. l!:le é "o Cordeiro de Deus que tira o pe­
cado do mundo" (Jo. 1 . 29 ) .
Cristo destruiu o pecado porque venceu o demônio, pe;:­
doou pecados, deu aos Apóstolos o poder de perdoá-los, e
nos dá a graça para evitá-los. l!:le mandou que eviterr:os o
pecado. No Evangelho de S. Mateus, capítulo 10, versículo
28, lemos o seguinté :

"Não temais aquêles que matam o corpo, mas não po­


dem matar a alma. Temei antes aquêle que pode lançar no
inferno tanto a alma como o corpo."

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LI VltU uu N1 1':STlt1' para " M eu c..:a tec1smo'', 4.0 ano 147

de levar o Evangelho e mandar um aluno ler; é até


melhor. varia, e vai acoa tumando as crianças a manusear o
.)

(VeTifi ção.) Que nos diz Jesus com estas palavras, hein, F ?
S e um cristã foi morto, para não pecar, para onde vai sua alma?

Como se cha am os que foram mortos, para não pecar? (Már­
tires.) Conhec� algum mártir, B? Que pode levar a pessoa ao
inferno ? Leva �ó a alma, ou também o corpo? Quando é que
o corpo irá tam & � m para o inferno (ou para o céu) ?
É por isso �ue Jesus manda que temamos o pecado:
"Temei antes o q'Ue pode levar ao inferno tanto a alma co­
mo o corpo."

2. Evitar o pecado - Assim, Jesus nos ensina que devemos


viver sempre em estado de graça e temer o pecado, qualquer
que êle seja - mortal ou venial. Qual,quer peca do é um m al
infinito, porque diz "não" a Deus, e se nega a aceitar a Deus
como Pai e Senhor. Vejam bem : qualquer pecado - tanto o
venial como o mortal.
Com o pecado mortal a pessoa expulsa de si o Espírito
Santo e se entrega ao demônio. Fica morta para o céu,
e só pode ir para o inferno (se morrer nesse estado) .
Aliás,
quem faz um pecado mortal está n o interno, porque tem o
demônio em si. Pode salvar-se, saindo do pecado (pela con­
fissão) ; mas se morrer no pecado mortal, está perdida para
sempre. Não sómente nós devemos viver em estado de gra­
ça. (DEVER.) Mas d evemos cuidar dos que vivem em pe­
cado mortal, para que voltem ao estado de graça. (APOS ­
TOLADO.)
Quem de vocês se lembra de rezar sempre pela conversão
dos pecadores' (Espere resposta.) Além de rezar, que podemos
mais fazer por êles? (Sacrifícios. Dar conselhos.) Quem conhece
pessoas que vivem em pecado mortal? Não falem quem são elas.
Pensem nelas e vamos rezar por elas. De pé. Você, F. faça uma
oração pelos pecadores. (Depois, mande sentar.)

O pecado venial não é tão grave, mas é um mal t;-emen­


do, porque tôda ofensa a Deus é infinita. O pecado, mesmo
venial, é o maior mal do mundo. O pecado venial desgosta o

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148 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

nosso Pai do céu, diminui em nós o amor para com �le;


e, assim, enfraquece a nossa alma, tirando-nos s fôrças e
levando-nos, pouco a pouco, ao pecado mortal. E merece o
castigo do Purgatório.
O verdadeiro cristão procura fazer .tudo ara agradar a
Deus, como Jesus fazia : "Pai, eu sempre A: aço o que é de
vosso agrado" (Jo. 8.29) . Por isso; êle se trma no estado àe
graça, procurando evitar não só os pecado mortais mas tam -
bém os veniais. I
Para isto é ótimo fazer todos os dw}o exame de consciê11.­
cia. Pode ser feito na oração da noi11e. (CONSELHO.)

(Verificação.) Por que o pecado é u m m a l infitino? Só o


pecado mortal é ofensa iniinita? Por que vai para o interno quem
morre em pecado mortal? E que acontece a quem comete um
pecado venial? É coisa sem importância o pecado venial? Como
deve viver o verdadeiro cristão? Para que serve o exame de
consciência diário?

3.
Quando há pecado mortal É muito grande a diferença
-

entre o pecado mortal e o venial. Quem faz u rri pecado


mortal perde o estado de graça ; e quem faz o pecado ve­
nial continua em estado de graça. Pode comungar quem tem
pecados venlals? (Pode, porque estâ em estado de graça. )
O pecado é mortal quando há: a ) Matéria grave; b)
Conhecimento perfeito; c ) Deliberação plena. (Mande escre­
ver nos cadernos.)

Matéria grcroe quer dizer: quando se trata de coisa grave


(Missa de domingo, matar, furtar, fazer atos indecentes, etc.)
Se a matéria não é grave, o pecado é venial (deixar de rezar uma
vez ou outra, furtar pequena quantia ou objeto sem miaor
valor, ter preguiça, fazer ligeiras desobediências, etc.)
Conhecime11.to perfeito: a pessoa sabe perfeitamente que
aquilo é pecado mortal, e faz assim mesmo. Se pensava que era
pecado, mas só pecado venial, então o pecado foi só venial.
Deliberaçã1> plena: a pessoa lembrou-se de que era pecado
mortal, e f�z assim mesmo. Se não se lembrou, não houve pe­
cado algum. Por exemplo: comi carne, porque não me lembrei
que era dia de abstinência. Que pecado fiz, B ? (Nenhum, porque
não houve deliberação. )

http://alexandriacatolica.blogspot.com.br
LIVRO DO MESTRE para "Meu C«tecismo", 4.0 ano 149
\
'� (Verifique.) Que é necessãrio para haver pecado mortal?
Ol!sista bem nas três condições necessárias.) Que é matéria gra­
ve? Se hã matéria, mas não é grave, que pecado é? Dê um
exe mp
lo de matéria grave, G. Dê um de matéria leve, M. Que
é conl;lecimento perfeito? (Peça exemplos de conhecimentos per­
feito, i!1 imperfeito.) Que quer dizer: deliberação plena? Dor­
mindo, uma pessoa tem deliberação? Um bêbado tem deliberação
plena? Uma pessoa distraída tem?

4. Afastar as tentaçõea - Devemos evitâr o pecado, ter


muito cuidado, para não cair em pecado, porque o demônio
sabe que SélmOs fracos e inclinados para o mal, e então
aproveita pa ta nos tentar. Mas afastando as .tentações, não
pecamos. No "Pai-Nosso", pedimos a Deus para não cair
nas tentações. Quem se lembra das palavras do "Pai-Nosso"
a êste respeito ? ("Não nos deixeis cair em tentação.")
ótimo meio de afastar as tentações é evitar as ocasiões
de pecado. Se eu sei que há pessoa, ou lugares, ou coisas que
me levam ao pecado, evito essas pessoas, ou êsses lugares, ou
essas coisas.

Sei que um companheiro é mau, devo conviver com êle? . . .


Sei que o filme é indecente, devo ir vê-lo? . . . Sei que certos
lugares são inconvenientes, posso freqüentã-los? Evitando tudo
isto, as tentações são mais raras. Agora se eu freqüento tudo
isto, caio fàcilmente no pecado. O Espírito Santo diz: " Quem
ama o perigo nêle perece " CEcle. 3 . 27) .

5. Amar a Deus - O meio mais importante para evitar­


mos o pecado é o amor de Deus. Quem ama verdadeiramente
a Deus, procura viver sempre em estado de graça. E faz
tudo para evitar o pecado. Portanto, reza, freqüenta os sa­
cramentos da Confissão e da Eucaristia, e se lembra sempre
de que é fraco e pecador.
Porque é pecador, pede a Deus perdão dos pecados que
já cometeu, e se lembra sempre de fazer penitência por êles.
Na Missa, há várias orações em que pedimos perdão dos
nossos pecados.

Quem se lembra de uma dessas orações? (Espere resposta.


Talvez, as crianças lembrem o Confiteor. Lembre mais o Kyrle,
o Glória [ " Vós, que tirais os peccrdos do mundo, tende ptedade

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150 Mons. Negromonte - Guia do Catequista
/
de nós " ] , a oração do Ofertório [ " Recebei, Pai Santo . . . ' esta
hóstia . . . pe!os meus inumeráveis pecados, ofensas e n eY !ig.!n­
cias" ] , o Agnus Dei.)

Vejam aí a figura da lição: o celebrante reza o cfonfíteor,


pedindo a Det:s perdão dos pecados. Depois do ce)ebrante, o
povo o reza também : são muitos os nossos peçádos e pre­
cisamos de pedir a Deus que nos perdoe.

RESUMO
1. Cristo veio ao mundo para destruir o pecado;
2 . mandou que evitemos o pecado, que p ode condenar-nos
ao inferno;
3. com o pecado mortal, a pessoa expulsa de si o Espirita
Santo e se entrega ao demônio, indo para o inferno se morrer
nesse estado;
4. com o pecado venial, não se perde o estado de graça,
mas se ofende a Deus, e a pessoa enfraquece a alma e merece
um castigo (o Purgatório) ;
5. para haver pecado mortal é preciso que haja: . matéria
grave, conhecimento perfeito e deliberação plena;
6. sem isto, ou não há pecado, ou o pecado é venial;
7 . devemos viver sempre em estado de graça, evitando tan­
to o pecado mortal como o venial; pedir perdão dos nossos peca­
dos, como se faz tantas vêzes na Missa; evitar tôdas as ocasiões
de pecado e repelir as tentações; como também rezar pela con­
versão dos que vivem em pecado mortal.

EXERCICIOS PARA CASA


·
1. Fazer os exercicios da lição.
2. Levar à Co�issão pessoas de casa que vivem em pecado.

CONFISSÃO ANUAL
DOUTRI NA PARA O CATEQU ISTA

1. O essencial é apresentar a Confissão como poderoso


meio para vivermos em estado de graça. Neste sentido, fir­
mar bem as 3 regras para o bom uso da Confissão: 1 ) Con­
fessar-se imediatamente, se perdeu a graça santificante (pa­
ra recwperatr a graça ) ; 2) quanto antes, se está em risco de
perder a graça (para garanti-la) ; 3) freqüentemente (ou

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo'', 4.0 ano 151

mensalmente) , s e está tranqüilo n o estado de graça (para


aumentá-la ) .
2. Fale da obrigação moral de confessar-se cada vez que
perder o estado de graça. A razão é muito clara, temos o
dever de viver em estado de graça; se o perdemos (pecado
mortal) , devemos recuperá-lo imediatamente, o que só se con­
segue com certeza pela Confissão.
3. Insista no apostolado pela Confissão ; não há maior
caridade para com os pobres pecadores. Ensine a ver os que
não confessam, às vêzes na própria familia. Infunda pena
dêsses infelizes (vivem com o demônio) , e mova ao cuidado de
levá-los ao estado de graça.
4 . Reveja em As Fontes do Salvad·or a VI unidade: "A
Volta do Filho Pródigo ."

ESQUEMA DA LIÇÃO
1 . H: Jesus Instituiu a Confissão. (Jo. 20, 19·23).
2. D: A Confissão nos facilita o estado de graça..
3. F:
a) D: Confissão anual (Leitura) ;
b) C: Confissão freqüente (Exerc. 1) ;
e) A: Os que não se confessam (Exerc. II) ;
d) L: Sentimento de contrição na Missa (Exerc. III) .

EXPLANAÇÃO

1. Jesu s veio destruir o pecado e fazer com que os ho­


mens pudessem viver em estado de graça. O Batismo nos dá
o estado de graça, mas o homem pode pecar de nôvo. Então,
Jesus instituiu o sacramento da Confissão. Primeiramente,
:i!:le perdoou pecados, muitas vêzes.
Perdoou o paralítico: " Os teus pecados estão perdoados"
(Mt. 9.2). Perdoou a Madalena: " Perdoados lhe são os seus pe­
cados, porque amou muito" (Lc. 7.47 ) . Perdoou a Zaqueu: " Hoje
a salvação entrou nesta casa, porque êste também é filho de
Abraão " (Lc. 19.9) . Perdoou a São Pedro, depois que êSfe O ne­
gou três vêzes.

Depois, Jesus instituiu a Confissão: no domingo da Res­


surreição, apareceu aos Apóstolos, e lhes disse: "Recebei o
Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados serão

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152 Mons. Ncgromonte - Guia do Catequista

perdoados ; a quem os retiverdes, serão retidos" (Jo. 20.23) .


Dêste modo, deu aos Apóstolos e aos sacerdotes, sucessores
dos Apóstolos, o poder de perdoar pecados : se êles perdoarem
os pecados, ficarão perdoados ; se não perdoarem ( retiverem) ,
os pecados não serão perdoados.

Vejam a figura da lição: Jesus dá a São Pedro as chaves do


céu. É um modo de dizer: perdoando os pecados, os Apóstolos
abrem o céu aos homens. A confissão é como uma chave que
abre o céu aos pecadores. Quais foram as palavras que Cristo
disse aos Apóstolos, quando instituiu a Confissão: hein, Fulano?
Vamos escrevê-las nos cadernos: "Aquêles a quem perdoardes"
etc. (Mirnde ler por 2 ou 3 alunos. Repetir de cor.)

2. Finalidade da Confissão
- Nosso Senhor instituiu a Con­
fissão para nos facilitar a vida em estado de graça. Quando
receberr.os o estado de graça ?
Mas, se depois a pessoa cai
em pecado mortal, como seria possivel voltar ao estado de
graça? Pois, a Confissão serve para o cristão recuperar o
estado de graça, para garanti-lo e para aumentâ-lo. Quem
perdeu a grai: a, confessa-se para recuperá-la; quem está em
risco de perdê-la, confessa-se -para garanti-la; quem está
tranqüilamente na graça, confessa-se para aumentá-la.
Vamos repetir isto, que é muito importante. <Faça per­
guntas a respeito de cada um d@s pontos.)

Quando confessar-se-Se eu perder o estado de graça, de­


vo confessar-me imediatamente. ( Quadro-negro) . Não no
sábado, não quando fôr comungar, não na 1.ª
sexta-feira do
mês ; mas i-me-di-a-ta-men-te, que é para entrar de nôvo
no estado de graça, e viver permanentemente nêle. Temos
obrigação de confessar-nos uma vez por ano, mas também tô­
das as vêzes que perdemos o estado de graça. (DEVER. )
E s e estou e m perigo d e cair e m pecado mortal, devo
confessar-me quanto antes. Não devo cair, para depois ir me
confessar. Não: devo evitar o pecado e a Confissão é ótimo
remédio para evitar o pecado. Então, quando eu sentir que
estou em perigo de pecar, que devo fazer? (Confessar-me.)
Quando ? (No qu(J.dro-negro : Quanto antes.)

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 153

Finalmente, se vivo tranqüilamente em estado de gra­


ça, é bo m que me confesse freqüentemente , por exemplo:
todos os meses. (No quadro-negro: Freqüentemen te . ) (CON­
SELHO.)
No 1 .º caso, a Confissão me faz recuperar a graça ; no 2 .0,
garanti-la ; no 3.0, aumentá-la.
( Verifique.) Pedro cometeu um pecado mortal. Quando deve
confessar-se? Paulo está em perigo de cometer um pecado mor­
tal: quando deve confessar-se? Maria vive tranqüilamente em
estado de graça: quando deve confessar-se? Vamos -escrever nos
cadernos: "Devo confessar-me imediatamente, se não estou em
estado de graça; quanto antes, se estou em perigo de perdê-la;
freqüentemente para aumentar em mim a graça." (Ma·nde ler. Re­
petir de cor.)
Cuidar também dos outros - Vendo os benefícios da Con­
fissão, não devemos aproveitar dela sozinhos, mas devemos
procurar que os outros .também aproveitem. Vocês conhecem
alguém que nã o se c onfessa nem uma vez por ano? É êsse
o verdadeiro católico? Que fazer por êle? ( Esperar resp0stas :
rezar, fazer sacrifícios, levar para confessar-se.)Conhecem
alguém que se confessa raramente? É êsse um católico pie­
doso? Que podemos fazer por êle? (APOSTOLADO.)
Confessar-se bem - A Confissão nos faz tanto bem que de­
vemos procurá-la sempre, e devemos confessar-nos sempre
bem.
a) Para que a Confissão sej a bem-feita, faz-se primei­
ro, o exame de consciência (no quadro-negro) . D epo is , vem
a acus ação (no quadro-negro) .
Contam-se ao confessor todos o s peçaiUJs mortais, com
seu número e as circunstancias que os tornam mais graves.
Não basta dizer que perdeu Missa de domingo ; mas quan­
tas vêzes. É muito bom confessar tamb ém os pecados ve­
niais, embora não haja obrigação : ficam perdoados, com
tôda segurança :
b ) Para que o s pecados fiquem perd oad os , é preciso que
haja arrependimento ou contrição (quadro-negro) : arrepen...
do-me de todos os pecados que fiz, porque êles ofenderam a
Deus, tão bom Pai.

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154 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

c) Como o arrependimento só é verdadeiro se eu desejo


emendar-me, faço o propósito de emenda ( quadro-negro ) .

Sem isto, não posso ser perdoado. O arrependimento é tão


importante que devemos continuar a pedir perdão a Deus de
todos os nossos pecados e a fazer p enitência por êles, mesmo
depois de perdoados na Confissão. É por isso que na Missa
tantas vêzes pedimos perdão de nossos pecados. (Pergunte
aos· alunos em que orações da Missa pedimos perdiio de nossos
pecados. Isto foi visto na última aula.) (LITURGIA.)
d) Depois da confissão, devo cumprir a peniténcia
(quadro-negro), que o confessor dá. É bom cumpri-la logo
que saímos do confessionário, para não esquecê-la.
5. Vejam aqui no quadro o que é necessário para uma boa
confissão. (Mande ler. Escrever nos cadernos.) Mas o que per­
doa os peca dos é a absolvição ( quadro-negro) . Acrescentem
isto no caderno. Mesmo que eu conte os pecados ao confessor e
me arrep en d a dêles, só fico perdoado quando recebo a absol­
vição. O padre me perdoa em nome de Deus, e eu fico per­
doado: "Eu te absolvo em nome do Pai, do Filho, e do Espí­
rito Santo. Amém." Se não estava em estado de graça, recebo
a graça santificante ; se já estava, aumenta a graça em mim.
Vejam QUE! rico presente de Deus é a Confissão. Devemos
agradecer a Jesus porque tle nos deu a Confissão : sem ela
esta riamas perdidos ; com ela nos salvamos fàcilmente. (Man­
d� um aluno fazer uma curta oração a Jesus agradecendo a
Confissão que liJle nos deu.)

RESUMO ·
1 . Muitas vêzes Jesus perdoou pecados;
2 . deu aos apóstolos o poder de perdoar pecados, dizendo­
lhes: "Aquêles a quem perdoardes os pecados, serão perdoados " ;
3 . Jesus instituiu a Confissão para nos facilitar a vida em
estado de graça;
4 . a Confissão serve para a pessoa recuperar a graça (se a
tinha perdido) , garanti-la (se está em perigo de perdê-la) , é au­
mentá-la (se está tranqüilamente em estado de graça) ;
5 . devemos confessar-nos imediatamente (se estamos em
pecado mortal) ; quanto antes (se há risco de cometê-lo) , e men­
salmente (se vivemos tranqüilamente em graça) ;

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 155

6. temos obrigação de confessar-nos uma vez cada ano, mas


temos também obrigação de confessar-nos tôdas as vêzes que per­
demos o estado de graça;
7. para que a Confissão seja bem-feita são necessários os
seguintes atos: exame de consciência, acusação dos pecados, con­
trição, propósito, absolvição e penitência;
8. a Confissão é um grande presente que Cristo nos deu e
que devemos agradecer, porque ela nos facilita muito a salvação.

EXERC(CIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Fazer os exercícios da lição.

. ..
. ..

JEJUM E ABSTINÊNCIA
DOUTR I NA PARA O CATEQUISTA
1. A penitência é para o homem uma necessidade, a fim
de que possa domar as paixões e viver segundo a Lei de
Deus e a própria consciência. Se o homem não reprimir
os instintos, viverá como animal.
2 . A finalidade do j ejum é vária : a ) evita castigos di­
vinos : ameaçado por Deus, por ter pecado, Acab jejuou, e
Deus o poupou (3 Rg. cap. 2 1 ) ; b) torna-nos fortes: os
israelitas jejuaram (e oraram) e Deus lhes deu fôrça para
derrotar o inimigo (1 Rg. 7.6-11) ; alcança graças: para alcan ­
çar que Assuero não matasse os judeus, Ester ordena a êstes
3 dias de jejum (Est. 4.16-17) ; d) afasta o demônio: "Esta
espécie de demônio só se expulsa com oração e jejum" (Me.
9.28) ; e) reprime o vício, eleva a mente, alcança a virtude
e a sua recompensa (diz o Prefácio da Quaresma: ver no
missal ) .
3 . A o catequista importa inculcar às crianças o espí­
rito de penitência, inclinando-as à mortificação, ao comba­
te às paixões - aliás necessário a quem quer seguir a Cris­
to : "Se alguém quer seguir-me . . . tome a sua cruz e siga­
me" (Mt. 16-24) .
4. A crianças a própria virtude da temperança j á é di­
fícil, principalmente em tempos de tanto comodismo. Por
isso, faremos dela objeto de maior insistência.

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156 Mons. Negromonte - Guia d o Catequista

5. A filial obediência à Igreja será um cuidado constan­


te, mas requer aqui particular advertência, em vista do geral
desprêzo da lei de jejum e abstinência.
6. O Caminho da Vida, no capitulo "Jejum e Abstinên­
cia", tem mais completa doutrina, embora o essencial nesta
aula não seja dar detalhes . mas sim a inclinação à penitência.

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: O jejum de Cristo. (Mt. 4. 1 -4 ) .
2. D: Finalidade da mortificação.
3. F:
a) D: Jejum e abstinência quando a Igreja manda (Lei-
tura) ;
b) C: Fazer mortificação (Exerc. ID ;
e) A: Apostolado do exemplo (Exerc. 1) ;
d) L: Aproveitar a Quaresma (Exerc. III) .

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Dê exemplos de pessoas a quem Jesus perdoou os pecados.
Em que . dia Jesus instituiu a Confissão? Quais foram as
suas palavras? Para que serve a Confissão ? (Para facilitar­
nos o estado de graça. ) Quando devemos nos confessar ?
Que é necessário para nos confessarmos bem ? Quando te­
mos obrigação de confessar-nos? Que é que nos perdoa os
pecados? Que apostolado podemos exercer com a Confissão?
Em que partes da Missa pedimo s perdão dos nossos peca­
dos? ( Verifique os exercícios para casa. )

EXPLANAÇÃO

1. Mui.tas vêzes Jesus nos pregou a penitência. l!:le dis­


se: "Fazei penitência." "Se não fizerdes penitência, todos
vos perdereis." Mas também l!:le nos deu o exemplo de pe­
nitência. Antes de começar a sua vida pública, se retirou ao
deserto e lá jej uou 40 dias e 40 noites. No fim, teve fome.
Então, o demônio lhe disse: "Se és Filho de Deus, manda que
estas pedras se mudem em pão." Jesus respondeu : "Nem só
do pão vive o homem, mas de tôda palavra que sai da bôca
de Deus."

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 157

Vejam vocês como Jesus jejuou e fêz penitência, e como


repeliu a .tentação do demônio.
Vejam a figura do livro. Onde Jesus jejuou? Quantos
dias? Quem foi tentã-Io? Que disse o demônio? Que res­
pondeu Jesus?
2. Para que a penitência- Jesus era Filho de Deus. J!:le
n ão tinha pecado, e, portanto, não precisava jejuar, nem fa­
zer penitência. Ora, o jejum é uma penitência: .serve para
descontar os p ecados, combater as ']XLi.xões e elevar o nosso
esp!rito '[>'J..ra Deus. Portanto, só os pecadores precisam de
JeJuar. Jesus não precisava; jejuou para nos dar o exem­
plo. Nós precisamos de penitência.
O Ev':lngelho manda que nós façamos penitência. E a
Igreja nos recomenda a penitência e até nos obriga a jejuar
e a não comer carne em determinados dias. A não comer
carne chamamos absti�. (No quadro-negro.)
Que quer dizer abstinência, Fulano? Muito bem. Quer di­
zer: não comer carne. Para que se faz penitência? Jesus pre­
cisava de ?;>enitência? E nós precisamos?

3. O jejur.i é uma penitência maior. Por isso, a Igreja


só obriga a jejuar às pessoas que têm de 21 a 59 anos com­
pletos. Quem tem mais de 7 anos e menos de 21 anos tem
somente a obrigação de abstinência. Assim, por exemplo :
você tem obrigação de jejuar? Por que não tem? Mas vocês
têm obrigação de abstinência? Por quê?
A Igreja nos impõe o jejum e a abstinência em determi­
nados dias, para nos mostrar que devemos fazer penitên­
cia. Quem não faz mortificação termina levado por suas
paixões, vivendo como animal, sendo guiado só pelos instin­
tos ou pelos caprichos. (CONSELHO.) Então a Igreja nos
obriga a combater as paixões e a elevar o nosso espírito.
Para que serve o jejum? E a abstinência? Se Jesus não pre­
cisava de jejuar, nem de fazer penitência, por que j ejuou no de­
serto? Quem tem obrigação de jejuar? E de fazer abstinência?

4 . Obrigação e dispensa Sorr.os católicos e temos obri­


-

gação de obedecer à Igreja em tudo que ela manda. Se a

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158 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

Igreja manda ouvir Missa . . . ou comungar pela Páscoa . . .


ou confessar-nos uma vez cada ano, que devemos fazer?
Quem não obedece à Igreja não é verdadeiro católico. O
verdadeiro católico faz sempre o que a Igreja manda, a não
ser que haja razões para êle deixar de obedecer. Mas, só
razões muito fortes. Por exemplo: Qual é uma razão para
não irmos à Missa de domingo? Muito bem, se eu estou
doente de cama, não posso sair de casa, não posso Ir à Mis­
sa, estou dispensado. Não fui à missa, e não pequei.
Com o jejum e a abstinência é a mesma coisa. Trata­
se de lei grave da Igreja, e só ficam dispensados dela o& que
têm cal!Sas justas : os que estão doentes, os que trabalham
em trabalhos muito pesados, as senhoras que estão esperando
criança ou estão amamentando.
Em caso de dúvida, quando não sabemos se e!tamos ou não
dispensados do jejum ou da abstinência, devemos perguntar ao
pároco; mas nunca devemos dispensar-nos por nós mesmos, por­
que ninguém pode se dispensar das leis da Igreja .
.Se fôsse dia de abstinência e você fô�se almoçar em casa de
um colega e servissem carne, você que faria? Muito bem, não
comeria carne. Assim você cumpriria a lei da Igreja. E, ao mes­
mo terppo, daria um bom exemplo. (Faça uma verificação, fir­
mando bem o assunto.) (APOSTOLADO. )

6. Dias de jejum e abstinência - Os dias de jejum são


muito poucos. Quarta-feira de cinzas, sexta-feira santa,
sexta-feira das Têmporas do Advento e 14 de agôsto. Todos
êsses dias são também dias de jejum e abstinência. Além
dêstes, são dias de abstinência tôdas as sextas-feiras da Qua­
resma. Mas abstinência só, sem jejum.
Agora digam: nas sextas-feiras da Quaresma que obrigação
vocês têm? E a sua mamãe, por exemplo, que obrigação tem
nesses dias? Vejam: é só dia de abstinência. Muito bem, ela tem
obrigação só de fazer abstinência. E se fôsse na quarta-feira de
cinzas, que obrigação você teria, Beltrano? E sua mamãe? E
quando você completar 21 anos, qual será sua obrigação nesse
dia? Escrever em nossos cadernos: " Jejuar e abster-se de car­
ne, quando manda a Santa Madre Igreja. " (DEVER.)
Há um tempo em que a Igreja nos convida a fazer pe­
nitência de um modo especial. Quem sabe que tempo é ês-

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 1 59

te? Começa na quarta-feira de cinzas, os paramentos da


Missa são roxos e nós nos preparamos para a festa da Pás­
coa. A Quaresma é tempo de penitência. <LITURGIA.) É
por isto que êle começa com a cerimônia de cinzas, e em
tôdas as sextas-feiras somos obrigados também à abstinên­
cia. Não se esqueçam disso e lembrem às pessoas de ca.� a
a obrigação que elas têm de j ejuar e não comer carne, quan­
do manda a Igreja. Durante a Quaresma devemos fazer
mais mortificação, preparando-nos para a festa da Pâscoa.
Dê alguns exemplos de mortificação que nós podemos fa­
zer na Quaresma. Temos obrigação de fazer penitência
sempre, · mas evidentemente na Quaresma a obrigação é
maior.

RESUMO
1. Jesus nos mandou fazer penitência, e nos deu exemplo
com o seu jejum no deserto;
2 . Jesus não precisava de jejuar. Jejuou para nos dar o
exemplo e nos ensinar a combater as paixões e a vencer o de­
mônio;
3. a Igreja nos obriga a jejuar e a abster-nos de carne, em
determinados dias;
4 . a idade para jejum é de 21 anos aos 59 anos feitos; e para
a abstinência, desde os 7 anos, sem limite de idade;
5. estão dispensados de jejuar os doentes, as pessoas que
trabalham em serviços pesados, as senhoras que estão esperando
criança, ou estão amamentando;
6 . a Quaresma é um tempo próprio para abstinência e Jejum;
7 . devemos cumprir as leis d e jejum e abstinência com todo
o cuidado, como bons filhos da Igreja .
EXERCICIOS PARA CASA
1. Colorir a figura da lição.
2. Preencher os exercícios.

PARA MANTER O CULTO


DOUTR I NA PARA O CATEQU ISTA
1. O homem tem o dever de prestar culto a Deus, não
só individualmente, mas também socialmente. Tanto num

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160 Mona. Negromonte - Gufa do Catequista

caso como no outro, o homem sempre ofereceu de seus bens ai'


Deus, para reconhecer que :S:le é o Senhor de tOdas as coisas �
2. O culto social precisa de ser mantiqo. No Antigd
Testamento o povo era obrigado a uma contribuição, par�
manter o culto: para construir o templo, oferecer as vitimas ,
sustentar os sacerdotes.
3 . O catequista deve: a) despertar o senso de respon�
sabilidade dos alunos, em face da manutenção do culto .;
b ) suscitar-lhes a generosidade ; c > ensiná-los a hierarquizar11
1
as obras, dando a primazia às puramente espirituais.
4. Ver, em O Caminho da Vida, doutrina mais copio-1
,
sa, no capitulo "Manutenção do Culto".

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: O óbolo da viúva (Me. 12. 41-44 ) .
2. D: Dever de manter o culto.
3. F:
a) D: Manter o culto (Leitura) ;
b) C: Ser generosos em nossa contribuição (Leitura) ;
e) A: Ajudar as Missões e as obras das Vocações sacer-
dotais (Exerc. IV e V) ;
d) L: A nossa oferta, em dinheiro, na Missa (Exerc. D.

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Conte o jejum de Jesus no deserto. Jesus precisava de
jejuar? Para que serve o jejum ? Por que precisamos de
jejum? Quem tem obrigação de jejuar? Em que consiste a
obrigação da abstinência? Em que consiste a abstinência?
Quem está dispensado do jejum?

EXPLANAÇÃO

L ti nossa obrigação - Certa vez, Jesus estava sentado


em frente ao cofre das contribuições do Templo, no qual o
povo punha os seus auxilios. Os ricos punham grandes
quantias. E veio uma viúva e pôs uma pequena moeda.
Jesus disse aos discipulos: "Esta pobre viúva deu mais que
todos, porque os outros tiraram de suas sobras para dar a

Deus, e ela deu do que é necessário para o seu sustento."

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 161

C A catequista pode também mandar uma criança ler o


texto do Evangelho, e depois comentar com os alunos.)
2. Ser generosos - Viram vocês o povo dando suas con­
tribuições para o Templo? Sempre foi assim : é o povo quem
mantém as despesas do culto : igrejas, paramentos, velas, mi­
nistros sagrados e seus auxiliares. Nossa contribuição para
o culto divino é uma obrigação e não uma esmola. Em ge­
ral se diz: dar a esmola para a Igreja. Mas é errado. Não
é esmola, é obrigação. <DEVER.)
(Vejam a figura da lição: a mulher está pondo sua
moeda no cofre. ) Em nossas igrejas hâ também cofres para
recolher donativos. Somos obrigados a contribl!·ir. Nas
missas de domingo, recolhem-se donativos por ocasião do
ofertório. Economizem o seu dinheiro para dâ-lo naquela
ocasião. É nossa contribuição para o culto. Além disso, êste
·
donativo feito na Missa nos dá direito a uma participação
ma ior no Santo Sacrificio. (LITURGIA.)
(Verifique.) Os judeus contribuíam para o culto? Para
que serve o dinheiro que damos à Igreja? Isto é um dever, ou
uma esmola? Muito bem, é um dever; temos obrigação.

3 . Como contribuímos Contribuir também noutras oca ­


-

siões, sem pena e mesquinharia, mas com generosidade e com


gôsto: estamos dando para Deus. E foi l!:le . quem nos deu
antes. Agora estamos apenas devolvendo-Lhe um pouco do
que :ll:le nos deu. (CONSELHO.) Se os governantes moram
em palácios grandes e belos, a casa de Deus deve ser muito
mais grandiosa e mais bela. Para Deus tudo deve ser do bom
e do melhor.
4. Hã vários modos de contribuir para manutenção do
culto. As espártulas (quadro-negro) por ocasião dos bati­
zados, casamentos, missas, etc. São, para m anter o culto, os
sacerdotes e os funcionários da igreja. J;:Ies precisam de vi­
ver, e somos nós que temos obrigação de mantê-los. Quem
mantém os governantes, os funcionários públicos, os soldados,
não é o povo com os impostos ? Pois também quem mantém
os ministros do culto são as pessoas interessadas no culto,

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162 Mom. Negromonte - Guia do Catequiat4

São Paulo diz: "Quem trabalha no altar vive do altar." �


o caso dos padres. Em que trabalham? Quem deve mantê­
los? São os católicos qu� devem mantê-los.
Existem também os auxílios às obras católicas da paró­
quia, na diocese e da Santa Sé. Temos obrigação de contri­
buir para tôdas elas.
Você conhece alguma obra católica de sua paróquia, Fulano?
Como se mantêm estas obras? Você jâ deu algum aux111o para
elas? Não. Agora, vejam: se todos fizerem como você, como
é que estas obras podem viver? Todos temos obrigação de con­
tribuir para as obras da nossa paróquia e da nossa diocese.
5.
· Obras católicas Sem elas a Igreja não pode viver.
-

Por exemplo, a Obra das Vocações Sacerdotais ( quadro­


- negro) . É irnportantissima. Serve para manter no seminá­
rio os meninos pobres. A diocese não tem meios para mantê­
los. Quem deve mantê-los? O povo católico. Amanhã êsses
meninos serão padres, e irão servir ao povo. E se não houver
padres, quem celebra Missas? Quem confessa o povo?
Quem oficia o culto ? Um outro exemplo de obra importan­
tíssima para a Igreja : as Missões (quadro-negro) . As mis­
sões cuidam da conversão dos pagãos - os índios, os japo­
nêses, os chineses e os negros da África. Quem mantém os
missionãrios ? Éles nã à podem manter-se. Somos nós que
devemos mantê-los. Vocês jã deram algum auxilio para as
Missões ? Pois é preciso dar. É obra importantissima para a
Igreja. Aquêles pobres pagãos não se salvarão sem a prega­
ção do Evangelho e o Batismo, que os missionários lhes le­
vam. Poderemos dar OL ·:ro exemplo. Quem de vocês conhe­
ce alguma obra religiosa de sua paróquia? Você conhece?
Qual é? Muito bem. Existem outras de caráter mais social,
como os orfanatos, os hospitais católicos, etc. <Quadro-negro :
obras sociais.) Tudo isto p recisa do nosso auxílio para se
manter. Devemos auxiliar as obras católicas e não outras
obras. (APOSTOLADO.)
Pagar dízimos - Vocês sabem como é que o catecismo
chama êstes auxilias que nós damos para a Igreja? Chama
dí:ilmo. (No quadro-negro.) O catecismo diz: "pagar dizi-

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 1 63

mo a Cristo". Quer dizer dar a nossa contribuição para o


culto católico. Vamos escrever em nosso caderno : "Pagar
dízimos a Cristo."
Para que serve o que damos à Igreja ? Isto .é dever ou es­
mola? Por que devemos dar com generosidade para a Igreja ?
Temos obrigação d e manter o s sacerdotes? E a s obras católicas?
De que maneira contribuímos para o culto católico? Quais são
as obras que mais necessitam do nosso auxilio.? Acostumem-se ,
desde agora, a reservar do que é seu alguma coisa para dar à
Igreja.

RESUMO
1. Temos obrigação de manter a s obras d o culto;
2. em todo o mundo, o culto é mantido pelos fiéis;
3 . cumpramos êste dever com generosidade, e não com mes­
quinharia;
4. acostumem-se a levar a sua contribuição para a Missa
nos domingos;
5. ajudem com o seu dinheiro e seu trabalho as obras da
paróquia, da diocese e da Santa Sé.

EXERC(CIOS PARA CASA


1. Colorir a figura da lição.
2. Copiar os exercicios.

SOLDADO DE CRISTO
DOUTRINA PARA O CATEQUISTA
1. A vida cristã exige luta ( vencer a , nós mesmos, as
seduções do mundo, as tentações do demônio) , impõe deveres
(às vêzes, difíceis) , requer sacrifícios. Somos fracos : só po­
deremos vencer com "o poder de Deus'', que nos é dado na
Crisma. Ela nos dá as armas para defender a vida cristã.
2. Por isso dizemos que a Crisma nos faz solda.dos de
Cris to dispostos a lutar para defender o reino de Cristo em
,

nós e nos outros, prontos para vencer os inimigos espirituais ,


decididos a sofrer e até a morrer, contanto que não chegue­
mos a abandonar Cristo. Foi isto que os mártires fizeram,
como o fizeram todos os bons cristãos.
3 . Como temos necessidade dessa "fôrça de Deus", te­
mos também obrigação de crismar-nos, quando começa a lu-

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164 Mons. Negromonte - Guia do Catequist a

t a d a vida cristã. Isto s e d á com o uso d a razão: antes, a


criança não distingue o bem e o mal, não é capaz de pecar,
nem de perder o reino de Deus.
4 . É necessário despertar nos alunos o amor à Crisma,
o desejo de crismar-se (se não o foram) , a valorização da
condição de combatente do reino de Deus (APOSTOLADO.)
5 . As Fontes do Salvador trazem dois capítulos sôbre
a Crisma e sua liturgia.

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: Descida do Espírito Santo sôbre 01 Apóstolos.
2. D: A Crisma. nos dá fôrça. pa.ra conservar-nos em estado
de graça.
3. F:
a) D: Conservar-nos em estado de rraça. (Leitura) ;
b) C: Devoção ao Espirlto Santo (Exerc. 1) ;
e) A: Ajudar os outros a conservar o estado de rraça
(Leitura) ;
d) L: A festa de Pentecostes (Exerc. III) .

RiVISÃO DA AULA ANTERIOR


Temos obrigação de manter o culto? E d e manter os sa­
cerdotes ? O que damos para as igrejas é obrigação, ou es­
mola? De que modo devemos cumprir esta obrigação? Por
que Jesus louvou a viúva que pôs dinheiro no cofre do tem­
plo? Para que serve o dinheiro que damos às igrejas? Quais
são as principais obras da sua paróquia? Quais são as obras
católicas que precisam mais de auxilio?

EXPLANAÇÃO

1. Jesus tinha prometido aos Apóstolos que lhes man­


daria o Espírito Santo, logo depois de subir ao céu. Quando
foi a Ascensão de Jesus ao Céu? Os Após.tolos estavam reu­
nidos no Cenáculo, quando. de repente, lhes apareceram lín­
guas de fogo, uma sôbre cada um dêles. E todos ficaram
cheios do Espírito Santo. Isto foi no dia de Pentecostes. É
por isto que a festa da descida do Espírito Santo sôbre os
Apóstolos se chama a festa de Pentecostes. É celebrada 50
dia depois da Páscoa. (LITURGIA.)

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 165

A vinda do Espírito Santo sôbre os Apóstolos fêz uma


verdadeira .transformação em todos êles. :eles eram simples
pescadores, homens ignorantes, que se mostraram medrosos
na Paixão de Cristo, fugindo e abandonando Nosso Senhor.
Mas, recebendo o Espírito Santo, êles, de repente, ficaram
instruídos e fortes. Imediatamente sairam para enfrentar os
inimigos, pregar corajosamente o Evangelho, e até sofrer e
morrer por Nosso Senhor. E não eram mais ignorantes : en­
tendiam tudo o que Jesu s lhes havia ensinado. ( Verifique.
Faça perguntas a respeito da vinda do Espírito Santo e de
seus efeitos.)
2 . O Espírito Santo em nós Nós também recebemos o
-

Espírito Santo. Lembram-se quando foi ? Temos a obrigação


de conservá-lo em nós. (Conservá-lo, até quando? (DEVER.)
Quem se lembra da cerimônia da túnica branca, no Ba­
tismo? (Deixe as crianças dizerem.) Que diz o sacerdote na­
quela cerimônia? (Se não souberem, relembre) : "Recebe
esta veste branca, a qual conservarás sem mancha até o dia
do tribunal de Jesus Cristo." Lembram-se do que nos faz
perder o Espírito Santo? Podemos salvar-nos, sem o Espí­
rito San.to ? E se o perdermos pelo pecado mortal, que de­
vemos fazer para que :ele volte para nós ? E confessar-nos,
quando? (Imediatamente.)

(Verifique.) Em que dia o Espírito Santo desceu sôbre os


Apóstolos? De que modo desceu? Como se chama esta festa?
Que transformação fêz o Esplrito Santo nos Apóstolos? Quando
recebemos o Espírito Santo? Até quando devemos conservã-lo
em nós?

3. Os inimigos da alma - Expulso no Batismo, o demônio


quer sempre voltar. Insiste, com suas tentações, e se une
aos outros inimigos da nossa salvação, para nos perder. Os
outros inimigos são :o mundo, com as suas seduções, e as
nossas próprias paixões. Os inimigos da nossa alma são
três : o mundo, o demônio e as nossas paixões. (Escrever no
quadro.)
Para conservarmos o Espírito Santo, temos de vencer as
tentações, e combater os inimigos. Mas isto não podemos

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166 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

fazer sozinhos. J!:les são fortes, e nós somos fracos. Então


o Espírito Santo nos dá suas fôrças. Com a fôrça do Espí­
rito Santo, podemos vencer os noS!iOS inimigos. Por isto é que
devemos aproveitar tôdas as graças porque quanto mais nu­
merosas forem as graças que recebemos, tanto mais fàcil­
mente podemos vencer as tentações e conservar o Espírito
Santo em nós.

4. Ajudar os outros - Além de vivermos em estado de


graça, devemos ajudar os outros a viverem na graça divina.
É uma obrigação nossa. (APOSTOLADO.) Alguns são fra­
cos, outros são descuidados ; temos a obrigação de ajudá-los
a serem bons cristãos.
Existem muitos males no mundo, porque nas tentações os
homens não sabem domiriar-se e entregam-se às suas pai­
xões. Com isto, o reino de Cristo vai perdendo. Temos obri­
gação de firmar o reino de Cristo neste mundo.

5 . Preciumos de fôrça Como vocês estão vendo, a luta


-

é muito grande para cada um de nós. Nossas . fôrças são


poucas, os inimigos são muito fortes, e nós somos fracos.
Para aumentar em nós a fôrça do Espírito Santo, . Jesus ins­
tituiu o sacramento da Crisma. Na Crisma recebemos maio­
res fôrças e graças, e nos tornamos soldados de Cristo.
O soldado é um homem decidido a lutar, a defender a si e
aos outros, a defender a sua pátria. O soldado de Cristo é um
homem decidido a lutar contra os inimigos da alma para man­
ter-se em estado de graça e ajudar os outros. E assim como o
soldado defende a pátria, assim o soldado de Cristo defende a
Igreja. O soldado deve ser um homem forte, para poder vencer
os inimigos. O cristão deve ser forte para poder vencer as tenta­
ções. O soldado deve estimar a causa que defenda e até morrer
por ela. O cristão deve estar portanto disposto a sofrer por amor
de Cristo, e até morrer, como morreram os mártires. Vocês co­
nhecem algum mártir? Algumas dessas pessoas que tenham mor·
rido por amor de Cristo?
Vejam a figura da nossa lição. Aí está uma jovem que pre­
feriu morrer a enganar a Cristo. Quem deu esta fôrça a essa
menina? O Espirito Santo tamb ém nos dará fôrças para vencer­
mos os inimigos. Para isto foi que O recebemos na Crisma.

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 167

É preciso sermos devotos do Espírito Santo e invocã-Io


muitas vêzes na vida. (CONSELHO.) Vocês sabem alguma
oração ao Espirita Santo? Conhecem aquêle cântico: A
nós descei ' Sabem a invocação ao Santo: "Vinde. Espirita
Santo? (8.e não a souberem, leia-a para êles, ou ajude-os
a escrever. Aproveite para ensinar A nós descei ou a cantar
com êles, se já o souberem . )

Uma coisa é certa, se eu me aproveitar da fôrça do Espirito


Santo, serei um cristão forte: r>unr:a me envergonharei da religião,
nunca me deixarei vencer pelé, ' ria ixões. Vejam: existem meninos
preguiçosos, orgulhosos, gulosos, etc.; sabem por quê? Porque não
se aproveitam da fôrça do Espírito Santo. Quem se aproveita dela
não cai em pecado: vence sempre.
7 . Devemos crismar-nos - Quando chegamos ao uso da
razão, a Igreja manda que sejamos crismados. Sabem por
quê? Antes, não era necessário: quem não tem uso da ra­
zão não pode fazer pecado. Mas quando começamos a discer­
nir o bem do mal, e o demônio começa a nos tentar. Então,
precisamos de estar armados contra os inimigos da alma. E
é a Crisma que nos torna soldados, que nos dá as armas para
vencermos os inimigos. (Informe-se se todos já são crisma­
dos e lembre-lhes a obrigação que têm de receber o sacra­
mento da Crisma quanto antes.)

RESUMO
1. No dia de Petencostes, o Espírito Santo desceu sôbre os
Apóstolos e os transformou;
2 . no Batismo recebemos o Espírito Santo, e o devemos con­
servar até a morté ;
3 . o s inimigos d a alma pretendem expulsar de nós o Espírito
Santo ;
4. precisamos de mais fôrças para conservar o Espírito Santo
em nós; ajudar os outros e lutar pelo reino de Cristo;
5 . o sacramento da crisma nos aumenta a fôrça do Espírito
Santo e nos torna soldados de Cristo;
6 . chegados ao uso da razão, temos o dever de crismar­
mo-nos.

EXERCICIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Preencher os exercícios da lição.

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168 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

A EXTREMA-UNÇÃO
DOUTRINA PARA O CATEQUISTA

1. Jesus tinha especial carinho com os doentes. Mas,


sempre que os curava, perdoava-lhes os pecados. Assim fêz
l!:le ao paralitico (Mt. 9.2-7 ) , ao endemoniado (Mt. 9.32-33) ,
ao epilético ( Mt. 17.14-18) e a tantos outros.
2 . Para os doentes graves, instituiu o sacramento da
Extrema-Unção. Os Apóstolos já a administravam, como se
vê em São Tiago : "Está alguém doente em vossa casa?
Chame os presbiteros da Igreja para que rezem por êle, un­
gindo-o com óleo, em nome do Senhor; e a oração da fé sal­
vará o enfêrmo, e o Senhor o aliviará, e, se estiver em peca­
dos, ser-lhe-ão perdoados" (5.14-15 ) .
3. A s orações da administração dêste Sacramento são
belas e consoladoras. Vale a pena dá-las a conhecer aos
alunos.
4 . Há, em As Fontes d:J Salvador, dois capítulos sôbre
o tema, com bastante doutrina.

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: Jesus cura doentes e institui a Extrema-Unção.
2. D: Efeitos da. Extrema-Unção.
3. F:
a) D: Pedir a Extrema-Unção, quando necessária (Lei-
tura) ;
b) C: Prezar a. Extrema-Unção (Leitura) ;
e) A: Rezar pelos agonizantes (Exerc. III) ;
d) L: As orações da Extrema-Unção (Leitura e Exerc.
m.

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Em que dia desceu o Espírito Santo sôbre os Apóstolos ?
Que mudança produziu nêles? Quando recebemos o Espirita
Santo? Qual o nosso maior dever, cómo cristãos? Há perigo
de o demônio voltar a nós? Que devemos fazer, para conser­
var o Espírito Santo em nós ? Podemos conseguir isto, por

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 169

nós mesmos, sôzinhos? Qual é o Sacramento que nos dá fôr­


ças para vencer as tentações ? Que deve fazer o soldado de
Cristo? Tem êle o dever de defender os outros? Por que só
deve crismar-se a criança que chega ao uso da razão?

EXPLANAÇÃO

1 e 2. Jesus era muito bom para com todos, mas prin­


cipalmente para aquêles que sofriam. Assim, por exemplo,
para com os doentes. Várias vêzes, curou enfermos. (Peça
aos alunos que <Mem alguns dé3tes casos.) Em alguns casos,
não sômente �le curava as doenças do corpo, mas também
perdoava os pecados, que são as doenças da alma. Lembram­
se do paralitico? Antes de curar sua enfermidade, Jesus lhe
perdoou os pecados. <Relembre o caso, com os alunos.)

Sacramento dos enfermos - Nosso Senhor tinha tanto cari­


nho com os doentes que instituiu para êles um sacramento
especial. É a Extrema-Unção. Os Apóstolos já a adminis­
travam. São Tiago, na sua Epistola, diz que, quando alguém
estiver doente, chame o sacerdote para ungi-lo com óleo em
nome do Senhor, e isto servirá para aliviar o enfêrmo e lhe
perdoar os pecados.

Não sabemos quando Jesus instituiu a Extrema-Unção, mas


o fato de os Apóstolos administrá-la indica que ela foi instituída
por nosso Senhor.
Vejam a figura da lição. Aí está o Apóstolo São Tiago un ­
gindo um enfêrmo. Que acontece ao enfêrmo que recebe a Ex­
trema-Unção?
3 . Ainda hoje, quando o sacerdote unge um doente, êle
faz a mesma coisa que faziam os Apóstolos por ordem de
Nosso Senhor : reza pelo doente, unge-o com óleo santo, e com
isto Nosso Senhor alivia o doente, e os seus pecados ficam
perdoados. Vejam como é importante o sacramento da Ex­
trema-Unção. Cada um de nós deve ter o cuidado de rece­
bê-la, quando estiver enfêrmo. Não deve esperar que os ou­
tros peçam. Nós mesmos devemos pedi-la. ( CONSELHO. ) É
interêsse nosso. Se estamos sofrendo, recebemos um alivio.

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170 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

Se estamos em pecado, recebemos o perdão. Tomemos, por­


tanto, a resolução de, em caso de doença grave, pedir ime­
diatamente que o pároco venha nos dar a Extrema-Unção.
<DEVER.)
- (Verifique.) Lembrem-se: nos casos das curas, que fêz
Jesus, Fulano? A quem Jesus perdoou os pecados, antes de
curar? Como se chama o sacramento dos enfermos? Como sabe­
mos que os Apóstolos a administravam? (São Tiago fala, em sua
Epistola.) Que fazem os sacerdotes hoje, quando ungem um en­
fêrmo? (0 mesmo que fizeram os Apóstolos.)

4 e 5 . Efeitos da Extrema-Unção -A Extrema-Unção pro­


duz efeitos na alma e no corpo. Primeiramente, na alma por­
que os sacramentos são, antes de tudo, para nos dar e au­
mentar a graça santificante.
Vejamos os efeitos que ela produz na alma : 1.0 aurr.enta
a graça santificante ; 2.0 perdoa os pecados veniais ; 3.0 se o
doente não pode confessar-se, ela perdoa também os pecados
mor.tais ; 4.0 prepara o doente para bem morrer, se o caso fôr
de morte. Vejam bem: se o caso fôr de morte. Isto não quer
dizer que a Extrema-Unção faz ninguém morrer.
A pessoa teria de morrer. Apenas a Extrema-Unção en­
riquece a alma, facilitando a sua salvação eterna.
Os efeitos da Extrema-Unção quanto ao corP<J são secun­
dários, porque os sacramentos têm como finalidade princi­
pal a vida espiritual. Mas, a bondade de Jesus quis também
que ela produzisse efeitos quanto ao corpo. :esses efeitos
são dois : 1.0 alivia os sofrimentos do enfêrmo; 2.0 restitui a
saúde, quando é conveniente à santificação da pessoa.

Vejam: -em vez de produzir a morte ou de agravar a situa­


ção do enfêrmo, serve para restituir a saúde, em alguns casos.
Em outros casos, quando não é mais possível restituir a saúde,
ou quando isto não é da vontade de Deus, ela alivia os sofrimen­
tos do enfêrmo, o que evidentemente é uma grande vantagem.
Pessoas que têm mêdo de receber o Extrema-Unção ou de
chamar o padre para seus enfermos, revelam apenas ignorância
religiosa. Não sabem como a Extrema-Unção é preciosa. Se a
recebessem ou se a pedissem para seus enfermos, estariam com
isto engrandecendo a alma e aliviando o próprio sofrimento.

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo ", 4.0 ano 171
/

Muito importante é que a Extrema-Unção serve para


ajudar-nos a vencer as tentações, e para sofrer com paciência
as dores da moléstia. E se o caso fôr de morte, ela nos fa­
cilita a vitória nesta batalha decisiva, quando o demônio fará
tudo para nos perder.

Já viram administrar-se a Extrema-Unção a algum enfêrmo?


É muito bonita a cerimônia. Agora, com as orações em portu­
guês, vocês podem acompanhá-las e ver como são belas. (LITUR­
GIA.) Devemos pedi-la para os nossos enfermos, quando ainda
podem acompanhar as orações tão belas e sentir o alívio espiri­
tual que ela nos causa.

Se um dia assistirem à alguma Extrema-Unção, acom­


panhem estas orações rezando-as .também pelos enfermos.
Aliás, umas das devoções mais bonitas é rezarmos pelos mo­
ribundos, (quadro-negro : moribundo) , como também é um
dos nossos mais belos apostolados chamar o sacerdote para
administrar sacramentos aos enfermos. (APOSTOLADO.)

RESUMO
1. Jesus instituiu o sacramento da Extrema-Unção.
2. São Tiago fala dela em sua Epístola.
3 . A Extrema-Unção perdoa os pecados e aumenta a graça
santificante, preparando-nos para uma morte santa.
4. Quanto ao corpo, ela alivia os sofrimentos e, em alguns
casos, restitui a saúde.
5 . É wn grande auxílio para vencer a batalha final, quan­
do o demônio fará tudo para nos perder.
6. Devemos receber a Extrema-Unção, não quando estiver­
mos em artigo de morte, mas desde que a doença seja grave.
7. É um belo apostolado cuidar de que os doentes recebam
a Extrema-Unção.

EXERCfCIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Preencher os exercícios da lição.

A ORDEM
DOUTR I NA PARA O CATEQU ISTA

1. O mais importante é dar aos alunos o sentido da

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172 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

grandeza, da necessidade do Sacerdócio, e da estima que lhe


devemos ter - pois, infelizmente, o Sacerdócio é muito pouco
conhecido e amado dos nossos católicos.
2. Para isto, mostrar: a) que a Igreja assenta sôbre o
sacerdócio -Bispos, Padres ; b) que a êles confiou Jesus o s
p-0dêres que exerceu ; c) que sem o Sacerdócio não pode ha­
ver a Igreja, como sem autoridades não pode haver socie­
dade. �l1 -\
3. Em nossa vida pessoal, não é menor a importância do
Sacerdócio : introduz-nos na Igreja ( Batismo) , dá-nos o pró­
prio Cristo (Eucaristia) , perdoa-nos os pecados (Confissão ) ,
arma-nos para o combate da vida ( Crisma) , prepara-nos pa­
ra a entrada na eternidade (Extrema-Unção) , prega-nos o
Evangelho, preside o culto da Igrej a (Liturgia) - fazendo­
se credor de nossa estima e de nosso respeito.
4 . As Fontes d<J Salvador dão mais farta doutrina ("A
Ordem") ; mas não é necessário dar mais do que o texto do
aluno contém. Insista, antes, no espirita a formar .

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: Jesus dá podêres aos Apóstolos.
2. D: Importância dos Sacerdotes.
3. F:
a) D: Submissão aos podêres sacerdotais (Leitura) ;
b) C: Estima aos sacerdotes (Leitura) ;
e) A: Rezar pelo Clero e pela O. V. S. (Leitura)
(Exerc. IV e V) ;
d) L: Rezar pelo Papa e o Bispo, na Missa (Exerc. II)

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


Para que é a Extrema-Unção? Quem a instituiu ? Co­
mo sabemos que os Apóstolos a administravam ? Que efeitos
produz a Extrema-Unção, em nossa alma ? E no corp-0 ?
Devemos deixá-la para a última hora da vida? Como deve­
mos portar-nos, quando o padre admtnlstrar a Extrema-Un­
ção a um enfêrmo ? Que devemos fazer, quando há doente
grave, parente ou conhecido nosso?

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 an o 1 73

EXPLANAÇÃO

1 . Cristo organizou a Igreja para continuar a obra que


�le próprio realizara. Escolheu os Apóstolos e discípulos e
lhes del!· podêres especiais para ensinar, santificar e governar.

No dia da Ascensão, disse aos Apóstolos: " Ide e ensinai a


tôda gente."
No dia da Ressurreição, Jesus lhes disse: "'Recebei o Espírito
Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes serão per­
doados; e àqueles que os retiverdes, lhes serão retidos." Com es­
tas palavras Jesus deu aos Apóstolos o poder de perdoar pecados.
Deu-lhes o poder de celebrar Missa, na última Ceia: "Fazei
isto em memória de mim."
O de batizar: "Batizai a tôda gente em nome do Pai e do
Filho e do Espírito Santo. "
O poder d e governar, Jesus deu aos Apóstolos, dizendo-lhes:
"Tudo que ligardes na terra serã ligado no céu e tudo que des­
ligardes na terra serã desligado no céu."

De modo que os Apóstolos continuaram a fazer a mesma


coisa que Jesus fazia : pregar o Evangelho, santificar as al­
mas, governar os homens nas coisas espirituais.
2. Importância do sacerdócio - Uma Sociedade não pode
viver sem governantes. :E:stes a dirigem para a sua finalida­
de. Os Apóstolos foram os encarregados de dirigir a Igrej a
e mantê-la até o fim do mundo. A autoridade é a mesma que
Jesus exerceu : "Quem vos ouve, a Mim ouve e quem vos
despreza a Mim despreza."
Como os Apóstolos deviam morrer, e a Igreja devia con­
tinuar pregando o Evangelho, perdoando os pecados, batizan­
do pagãos, celebrando Missa, governando os homens, então os
Apóstolos deviam ter sucessores que continuassem a fazer o
que êles faziam. Os sucessores dos Apóstolos são os bispos, de
quem os sacerdotes são os auxiliares.
O sacramento que faz os Bispos e os Sacerdotes é a Or­
dem. A Ordem lhes dá o poder de ensinar, santificar e gover­
nar os homens nas coisas espirituais. Vrj nm a importância
do Sacerdócio, na vida da Igreja como C'm nos1-1n própria vida.
Na vida da Igreja, porque sem l\le a Igre.l u uno poderio con-

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174 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

tinuar. Em nossa vida, por causa dos beneficias espirituais


que recebemos dos padres.

Assim, por exemplo, quem perdoa os nossos pecados? Quem


nos dá a Comunhão? Quem batiza, ordinàriamente, as crianças?
Quem administra os outros sacramentos? Quem celebra a Missa?

É grande em nossa vida a importância do sacerdote, e


isto nos indica o respeito, o amor, a veneração que devemos
ter aos sacerdotes , como legítimos representantes de Cristo
que êles são. ( Verifique, faça várias perguntas aos alunos
sôbre os pontos que você expôs. )
3 . Padres Santos O s Bispos governam as Dioceses. Os
-

Padres é encaminhar os fiéis para a santificação. Para isto


se chama o Bispo da Diocese e o Pároco de cada uma. Se
não soub erem, dê como exercício escrito para casa dizerem os
nomes dos próprios vigários. ) A função dos Bispos e dos
Padres é encaminhar os fiéis para a santificação. Para isto
cada um dêles deve procurar também ser santo. Quanto mais
santo é o padre, tanto mais valiosa é a sua missão. A santi­
dade do padre é necessária não apenas a êle pessoalmente,
mas a todos os fiéis.
Os sacerdotes devem ser numerosos, para darem conta
de todo o trabalho em favor dos fiéis. Os nossos padres não
dão absolutamente para o serviço das paróquias. E isto in­
.teressa mais ao povo do que ao padre.
Então vejam : são dois problemas: que os padres sejam
santos e que sejam numerosos. Ora, se êstes problemas in­
teressam a cada um de nós peçamos a Deus que nos dê sacer­
dotes santos e numerosos . (DEVER.)
Rezar pelos padres e pelas vocações sacerdotais. Os meni­
nos devem pedir a Deus a graça de seguir a carreira sacerdotal,
se para isto se sentirem chamados. Um menino que tem incli­
nação para o sacerdócio deve ir para o seminário. E como há
muitos meninos que não podem pagar, devemos ajudar com o
nosso dinheiro as vocações pobres, a fim de que o seminário
·

possa receber os meninos pobres .


A Igreja nos faz rezar pelo clero. Na Missa, logo de­
pois do "Sanctus", há uma oraç-ão em que rezamos pelo Papa

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo ", 4.0 ano 1 75

e pelo nosso Bispo. Existem uns dias chamados "Têmporas",


em que a Igreja nos aconselha, de modo especial, a rezar pe­
las vocações sacerdotais. Prestem atenção às orações pelo
Papa e pelo B ispo na Missa, (LITURGIA) e tenham sempre
,

o cuidado de rezar pelos p adr es e pelos seminaristas ( LI­ .

TURGIA.)
(Verifique, faça perguntas sôbre a matéria que explicou.
Veja s e sabem qual é o momento em que s e reza pelo Papa e
pelos Bispos. Pode levar o missal e ler para êles a oração. Per­
gunte se têm o hábito de rezar pelos párocos e pela:s vocações
sacerdotais, e lhes inculque com insistência êsse hábito.)
4 . Ministro de Deus O sacerdote é um ministro de
-

Deus, escolhido por :ele para continuar a missão de Jesus.


A sua dignidade é maior do que a dos anjos. Devemos ter ve­
neração aos sacerdotes.São Francisco de Assis dizia que, se
encontrasse um padre e um anjo, primeiramente saudaria o
padre, depois o anjo. Acostumem-se a respeitar os sacerdotes,
a cumprimentá-los quando os encontrarem, a tratá-los sempre
muito bem, a falar sempre bem dêles. (CONSELHO. ) Qu a n­
do encontramos alguma coisa de censurável na vida dos pa­
dres não devemos criticá-los, mas rezar por êles para que se
,

corrij am e se santifiquem. (APOSTOLADO.) Para nós o sa­


cerdote é sempre o representante ele Cristo, seja êle bom ou
mau padre. Devemos respeitá-lo e submeter-nos à autorida­
de de que está investido, porque é a mesma autoridade de
Cristo. (DEVER.) Quem ouve e segue o que o sacerdo­
te diz no exercício de sua missão sacerdotal, ouve e segue e
próprio Jesus Cristo.
RESUMO
1. Jesus organizou a sua Igreja, escolh1:u Apóstolos e dis­
cípulos;
2. deu-lhes 3 podêres: ensinar, sanlifl1·111· e governar;
3 . revestiu-os da mesma autoridnrln sua, dizendo-lhes:
" Quem vos ouve a Mim ouve, quem vos dc:iprctza a Mim despreza"
4. os Bispos são os sucessores dos /\pl'l•tolos, e os padres
seus auxiliares;
5 . é o sacramento da Ordem que fa7. l l l111ms e padres;
6 . os Bispos governam as di oceses, 011 11t.rocos governam a
paróquias, o Papa governa o mundo intl'll'l l ;

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176 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

7 . nós temos o dever de respeitar os sacerdotes, rezar por


êles, submeter-nos ao seu govêrno espiritual;
8. a dignidade do sacerdote é igual à de Cristo.

EXERCÍCIOS PARA CASA


1. Colorir a figura d a lição.
2. Preencher os exercícios.

O MATRIMôNIO
DOUTRI NA PARA O CATEQUISTA
1 . O casamento foi instituído por Deus, quando criou
Adão e Eva. É tão antigo como a humanidade. E sempre
teve as mesmas características atuais: sempre foi uno e
indissolúvel, e sua finalidade principal sempre foi gerar e
educar filhos.
2 . Isto, portanto, não é instituição ou acréscimo d a Igre­
ja, mas pertence à própria natureza do matrimônio, e a
Igreja não pode modificar. ( A Igreja modifica o que ela im:­
titui, mas não o que é instituído por Deus. )
3 . Cristo fêz do matrimônio um sacramento, isto é, ele­
vou-o de mera instituição natural a instituição sobrenatural,
fazendo com que êle produza a graça santificante nos cristãos
que o recebem nas condições devidas.
4. �ste sentido de seriedade, grandeza, indestrutibilida­
de é que é necessário .transmitir aos alunos. , E a certeza de
que o casamento, sendo instituição divina, não pode depender
dos homens, senão quanto a quererem casar-se, ou não.
Mas, casando-se, têm de aceitá-lo como êle é sem nada
-

poderem modificar em sua natureza.


5. Para nós cristãos, isto é ainda mais alto, por causa
da santidade do matrimônio. �le é santo : a) santifica o
amor; b) dá a graça, para viver santamente ; c) deve ser tra­
tado santamente, em sua preparação (namôro, noivado) e em
Firmar bem
sl!a realização (geração e educação dos filhos ) .
êstes pontos.
6 . Tudo deve conduzir o cristão à salvação. Nàda que
dificulte a vida em estado de graça. Quando alguém quer
casar, procure, acima de tudo, um casamento que lhe facilite

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 177

a salvação, não que a dificulte. Ora, o casamento com pessoa


não católica dificulta a salvação e a própria vida. Católico
deve casar com católico.
7 . Encarando-se só o lado positivo, é bom insistir n a
.
preparação para o matrimônio. Tudo santo, pois é prepara­
ção para um sacramento, assim como quem se prepara para
a Confissão ou a Comunhão.
8 . Veja, em As Fontes do SalvadOr, mais doutrina sôbre
o assunto, embora não seja necessãrio dar muitos conheci­
mentos aos alunos. Dê o essencial e procure formar mentali­
dade cristã sôbre o casamento.

ESQUEMA DA LIÇÃO
1. H: As bodas de Caná (Jo. 2. 1 - 1 1 ) .
2. D: O casamento é santo.
3. F:
a) D: Aceitar o matrimônio como Deus o fêz (Leitura) ;
b) C: Peça a Deus que lhe mostre sua vocação CExerc.
V> ;
e) A: Rezar pelas famílias (Exerc. II) ;
d) L: A Missa de núpcias (Exerc. VI) .

REVISÃO DA AULA ANTERIOR


A quem confiou Jesus o govêrno de sua Igreja ? Que
podêres deu Jesus aos Sacerdotes? Qual é o Sacramento que
faz Padres e Bispos ? Quem governa a Diocese? E a Paró­
quia? Por que os padres devem ser santos? Por que te­
mos obrigação de rezar pelos padres? Em que tempo a Igreja
reza, especialmente, pelos padres? Por que devemos respei­
tar e estimar os sacerdotes ?

EXPLANAÇÃO
1. Lembre o primeiro milagre de Jesus. Quer dizer
que, antes de Jesus, o casamento já existia. De fato, êle foi
instituido pelo próprio Deus, quando criou Adão e Eva e man­
.
dou que êles tivessem filhos para povoar a terra. Desde que
existe o homem, existe o casamento.
E o casamento foi sempre uma instituição séria e impor­
tantíssima. Isto podemos ver pela sua própria finalidade: êle

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178 Mons. Negromonte - Guia do Catequista

existe para a geração e a educação dos filhos, e não há nada


mais importante do que isto. Por isto também o casamento,
uma vez feito, não pode nunca ser dissolvido senão pela mor­
te. É isto que quer dizer : o casamento é indissolúvel. (Qua­
dro-negro : indissolúvel. ) Que quer dizer indissolúvel ? ( Veja
se as crianças sabem.) Portanto, os que !!e . é asaram conti­
nuarão casados até a morte. Assim, o di9">rcio é condenarlo
por Deus, e contrário à própria natureza do casamento. O ca ­
samento ser indissolúvel não é coisa da Igreja , nem exigên­
cia do Papa ou dos Bispos e sacerdotes, mas é do próprio ca­
samento. Foi Deu s que fêz assim. E o que Deus faz sómen­
te J;:le pode desfazer. Os homens poderão gostar ou não
gostar; mas, têm de aceitar o casamento como Deus o fêz,
não como êles querem. (DEVER.)
Existem países que permitem o divórcio. Pergunto-lhes :
essas pessoas que se divorciam, desfizeram o casamento an­
terior ? ( Ouça as kspostas, retifique as erradas e assente
bem a doutrina. Mostre que os homens não podem d esfazer
o que Deus fêz.) O próprio Jesus nos disse isto de maneira
muito clara, quando condenou o divórcio e afirmou que o
casamento é indissolúvel : "0 que Deus uniu, o homem não
separe." (Escrei:er nos cad.ernos. Mande ler por dois ou três
alunos e repetir de cor.)
Lembrar que estas palavras estão
no Evangelho da Missa do casamento. (LITURGIA. )

2. O sacramento - O casamento existiu sempre e foi ins­


tituído por Deus. Mas Jesus fêz dêle um sacramento, quer
dizer um ato santo que dá aos casados a graça santificante.
(Insistir.)
A graça que o casamento dá, serve para três fins :
1.º santificar o amor; 2.º dar fôrça para resistir às difi­
culdades da vida de casados ; 3.0 ajudar a educação cristã dos
filhos. (Repetir os três efeitos da graça do casamento. Peça
às crianças que os repitam também. Se tiverem dificuldade
mande escrever nos oadernos.)
Sendo santo e elevado por Cristo à dignidade de sacra­
mento, para os católicos o único casamento verdadeiro é o

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LIVRO DO MESTRE para "Meu Catecismo", 4.0 ano 179

religioso. O casamento civil não tem nenhum valor de casa­


mento, e os que são casados sõn;ente no civil vivem no pecado.
Nós respeitamos o casamento civil não porque êle seja ver­
dadeiro casamento, mas por causa da lei e dos seus efeitos
civis. ( Verifique, faça várias pergunta� sôbre as explicações
dadas. Mostre - a figura da lição. Com ela relembre às crian­
ças que o casamento existiu sempre. Procure firmar bem a
finalidade do casamento e a sua indissolubilidade, frise a gra­
ça qwe os nubentes recebem no casamento.)

3 . Facilitar a salvação
- A graça que os casados recebem
é para santificâ-los. Quem se casa deve procurar facilidade
para a salvação, com o casamento. Nada devemos fazer que
dificulte a nossa s alvação, e sim o que no-la faclllte. Quem
achar que se santifica mais fàcllmente sendo padre ou freira,
deve ir para o seminário ou para o convento. Mas se acha
que se santifica mais fàcilmente casando, então case, quando
fõr tempo. Vocês são ainda crianças e não podem pensar
agora em casar. Devem pedir a Deus que lhes mostre a sua
vocação. ( CONSELHO.) E se disponham a seguir a vocação
que Deus lhes deu. Se Deus deu a uma menina a vocação
religiosa, que deve ela fazer? Se Deus deu a um menino a
vocação sacerdotal que deve êle fazer ? E todos nós devemos
rezar pelas vocações sacerdotais e religiosas. Vejam os be­
neficias que fazem os padres e as freiras. Se houvesse mais
padres e mais freiras, maiores seriam os benefícios. Rezem
também muito pelas familias, para que elas vivam cristã­
mente, favoreçam as vocações religiosas e sacerdotais de seus
filhos. (APOSTOLADO.)

4. Com q11em casarl - Para facilitar a salvação, quem


quer casar deve ter o cuidado de escolher uma pessoa que lhe
facilite a vida cristã. Católico deve casar com católico e não
com pessoa de outra religião ou com pessoa sem religião. Isto
vem facilitar o cumprimento dos deveres religiosos. Casa­
mentos mistos sempre causaram mal, e as pessoas não são
felizes nêles. A Igreja os proíbe.

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5 . Como preparar-se O casamento é um ato santo. En­


-

tão, a preparação para o casamento deve ser santa também.


E deve começar muito cedo. Um menino ou uma menina que
sabe obedecer e vive bem com os colegas, mais fàcilmente
serão felizes no matrimônio do que os que não sabem viver
em paz com os colegas. A môça ou o rapaz que reza para
ser feliz no seu casamento, que escolhe uma pessoa católica,
de boa família e de sua condição, tem mais facilidade de ser
feliz no casamento do que uma outra pessoa que não se preo­
cupa com isto. E quando chega a ocasião de pensar em casa­
mento deve-se fazer um namôro muito sério, um noivado
muito sério, porque namôro e noivado são também prepara­
ção para o casamento. E, se o casamento é santo, a prepa­
ração para o casamento deve ser também santa. (Verifique
as várias perguntas dadas sôbre o matrimônio. Os wúmeros
6 e 7 do livro já foram vistos, anteriormente, mas o cate­
quista pode insistir um pouoo na questão do divórcio de acôr­
dO com a mentalidade dos alunos.)

RESUMO
1. O casamento fói instituído por Deus.
2. t:le foi sempre indissolúvel.
3. Sua finalidade é ter filhos e educá-los.
4. Cristo fêz do casamento um sacramento.
5. Católicos devem casar com pessoas católicas.
6. A preparação para o matrimônio deve ser santa.
7. O divórcio é condenado por Deus, e contrário à própria
natureza do matrimônio.

EXERCfCIOS PARA CASA


1. Colorir a figura.
2. Preencher os exercícios.

:fl:ste livro foi confeccionado pela Linogl"Afice Editôre Ltde.


Rua Bl"eeser, 1281-1299 - São Paulo

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