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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC - UFABC

Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais


Aplicadas

ROTEIRO
Prática de Laboratório de Automação

CLP - CONTROLADORES LÓGICOS PROGRAMÁVEIS


LABORATÓRIO DE AUTOMAÇÃO

Prof. Dr. Alexandre Acácio de Andrade


Everton Flavio Oliveira de Almeida
Fabio Gomes de Freitas
Sumário
Objetivos 2
Precauções e Alimentações das Maletas 2
Alimentação e Proteção 3
Arquitetura Básica de Hardware do Controlador Lógico Programável CLP Siemens - S7 15004
Descrição do Equipamento: Controlador Programável SIMATIC S7-1500 (Siemens) 5
Painel frontal do CPL 7
Painel frontal, com a tampa aberta da SIMATIC S7-1500 (Siemens) 7
Painel frontal, descrição dos led de falhas da SIMATIC S7-1500 (Siemens) 8
Display da CPU 8
Entradas e Saídas 12
Ligações das Réguas 12
Software de Programação de CLPs Totally Integrated Automation Portal (TIA Portal) 13
Configuração do endereço IP no dispositivo de programação 14
TIA Portal - Criação de um projeto. 18
Configurar o endereço IP na CPU do CLP 23
Endereçamento do S7 1500 CLP (Siemens) 26
Contatos de memória 27
Operações lógicas do programa CLP 27
Blocos e comandos mais usados para programação 28
Transferência do Programa do computador para o CLP (Download) 37
IHM detalhamento 37
Visualização do modelo da IHM 39
Verificação do IP da IHM 39
Atribuição do IP na IHM 40
IHM configuração inicial 41
Conexões com o CLP 54
Inversor de frequência 56
Encontrando o IP no inversor de frequência 56
Acrescentando driver do Inversor de frequência 57
Inversor de frequência – Ligação do painel elétrico e motor 64
Parametrização do Inversor de frequência 65
Comunicação entre os dispositivos. 72
Busca de erros ou explicações 80
Exemplo da linguagem ladder. 82
Referências 86
1
2

Objetivos
O objetivo deste roteiro é permitir a familiarização do aluno com a programação e
instalação elétrica de CLPs. O hardware disponível no laboratório da UFABC é o
CLP Siemens – Step 7 1500.

Este roteiro apresenta sete experiências:

 Experiência 1 - Familiarização com o hardware e software de programação.


 Experiência 2 - Aprofundamento da lógica de programação e introdução a force
table.
 Experiência 3 - Utilização do CLP para solução de problemas práticos reais.
 Experiência 4 - Aprofundamento da utilização do CLP para solução de
problemas práticos reais.
 Experiência 5 - Introdução da IHM em problemas práticos reais.
 Experiência 6 - Partida de motor elétrico trifásico.
 Experiência 7 - Integração do CLP, inversor de frequência e IHM.

Precauções e Alimentações das Maletas


O material utilizado para as experiências se encontram em kits didáticos já pré-
montado para o estudante. Para realização das atividades serão disponibilizadas:

 Kit - CLP Siemens Step 7 1500 e a interface IHM KTP400 Basic;


 Kit - Inversor de frequência;
 Kit - Reator químico;

Ao iniciar a atividade devemos ligar os cabos encontrado no interior dos kits


didáticos com suas respectivas utilidades. Todos os kits didáticos devem ser ligados
em tomadas de 110-240Vac sendo que o kit do Inversor funciona apenas em
220Vac.

Figura 1- Ligação do cabo de energia

Ao energizar o aparelho iniciaremos o passo de conectar os cabos de rede ou os


cabos de comunicação (Ethernet) entre o computador e o CLP na porta X1 conforme
a figurar abaixo.
3

Figura 2 - Ligação do cabo de comunicação Ethernet entre o computador e CLP na porta X1.

Observação: este procedimento é para apenas ligar o CLP caso queira se comunicar
com todos os outros equipamentos utilizar o switch (localizado na maleta de CLP)

Alimentação e Proteção
As figuras 3, 4 e 5 indicam os esquemas de alimentação do Módulo Didático. OBS:

Interruptor com luz Fusível de 2A

Bornes e
Fase R alimentação geral para o
interior do kit didático

Neutro
Terra

Para maiores informações sobre os cartões e suas formas de ligações vide anexo 1.

Figura 3 - Esquema de alimentação da Maleta Didática do CLP e IHM.


4

Sinalizadores
Disjuntor
Dr

Fase R

Bornes e alimentação
Neutro geral
Terra

Figura 4 - Esquema de alimentação da Maleta do inversor de frequência.

Interruptor com luz Fusível de 2A

Bornes e
Fase R alimentação geral para o
interior do kit didático

Neutro
Terra

Figura 5 - Esquema de alimentação da Maleta Didática do Reator Químico.

Arquitetura Básica de Hardware do Controlador Lógico Programável CLP


Siemens - S7 1500

O CLP Siemens - S7 1500 é composto de uma unidade de base, que contém uma
fonte de alimentação, circuitos de entrada e saída e um processador.
5

Figura 6- Visualização frontal do CLP

① Módulo de alimentação de corrente de carga PM com entrada 120/230 V


CA, 50 Hz / 60 Hz, 190 W e saída 24 V DC / 8 A
② Módulo central de CPU 1516F-3 PN/DP com interfaces integradas para
PROFIBUS e PROFINET
③ Módulo periférico de 32x entradas digitais DI 32x24 V DC HF
④ Módulo periférico de 32x saída digitais DQ 32x24 V DC/0.5 A HF
⑤ Módulo periférico de 8x entradas analógicas AI 8xU/I/RTD/TC ST
⑥ Módulo periférico de 4x saídas analógicas AQ 4xU/I ST

Descrição do Equipamento: Controlador Programável SIMATIC S7-1500


(Siemens)

A família dos CLPs SIMATIC S7-1500 da Siemens tem característica modular, e a


versão do controlador disponível no laboratório é constituída por: chassi, fonte,
módulo processador (CPU), módulo de entradas digitais, módulo de saídas digitais,
módulo de entrada analógica, módulo de saída analógica, como pode ser observado
na figura 6.

Módulo Código Slot Observações


CPU 1516F-3 6ES7 516-3FN01-0AB0 1 Work memory (6.5 MB),
PN/DP Processing time for bit operations
(10 ns)
Entrada Digital- 6ES7 521-1BL00-0AB0 2 08 entradas digitais, 110/240 volts
6

Saída Digital 6ES7 522-1BL01-0AB0 3 08 saídas digitais a relé


Entrada 6ES7 531-7KF00-0AB0 4 08 entradas analógicas
Analógica
Saída Analógica 6ES7 532-5HD00-0AB0 5 04 saídas analógicas
Tabela 1 - Identificação dos módulos do CLP

O modulo da fonte de alimentação não é identificado automaticamente e deve ser


acrescentado manualmente.

Módulo Número de Slot Observações


pedido
PM 190W 120/230 V AC 6EP1333-4BA00 0

Tabela 2 - Módulo da fonte

A Figura 7 mostra a disposição física dos principais componentes do equipamento.


Caso o usuário deseje mais pontos de entrada, saída ou até mesmo funcionalidades
de rede de comunicação de dados, este poderá adquirir cartões específicos que
permitirão aumentar os recursos do equipamento.
Os cartões devem ser instalados em trilhos padrão DIN fisicamente conectados aos
outros cartões ou ao corpo do CLP (Respeitando-se as limitações do controlador
empregado).

Figura 7 – Interior CLP


7

Painel frontal do CPL


A Figura 8 indica os possíveis estados dos LEDs do CLP SIMATIC S7-1500 e seus
respectivos significados

Figura 8 - Vista frontal da CPU 1516F-3 PN/DP com display integrado

Painel frontal, com a tampa aberta da SIMATIC S7-1500 (Siemens)

Figura 9 - Principais componentes do CLP SIMATIC S7-1500.


8

Painel frontal, descrição dos led de falhas da SIMATIC S7-1500 (Siemens)

LED RUN/STOP (LED amarelo/verde)


LED ERROR (LED vermelho)
LED MAINT (LED amarelo)
LINK RX/TX-LED para porta X1 P1 (LED amarelo/verde)
LINK RX/TX-LED para porta X1 P2 (LED amarelo/verde)
LINK RX/TX-LED para porta X2 P1 (LED amarelo/verde)

Figura 10 - Indicações de estado e de falhas

É possível também observar na tabela 3 a entrada para a chave seletora de modo.

Existem três posições que definem o modo do CLP.

Posição Significado Esclarecimento


RUN Modo de operação A CPU executa o programa de aplicativo.
RUN
STOP Modo de operação A CPU não executa o programa de aplicativo.
STOP
MRES Reset geral da Posição para o reset geral da memória da
memória CPU.
Tabela 3 - Identificação das posições dos modos do CLP.

Display da CPU
A CPU S7-1500 há uma tampa frontal com display e botões para acessar recursos
internos. Nessa interface, é possível mostrar informações de controle e de status de
diversos menus e executar inúmeras configurações. Os botões de operação dão
acesso a navegação através dos menus.

O display da CPU oferece as seguintes funções:


 Selecionar 6 diferentes idiomas de exibição.
 Exibição de informações de diagnóstico com texto elementar.
9

 Mudar as configurações das interfaces no mesmo local.


 Colocar uma senha para a operação do display, através do TIA Portal.

Figura 11 – Tela de Display do S7-1500

Teclas de operações do display

● Teclas de seta: "para cima", "para baixo", "para a esquerda", "para a direita"
● Tecla ESC
● Tecla OK

Figura 12 – Teclas de operações"

Sub-menus disponíveis no display:

Item do menu Significado Explicação


principal
Visualização O menu “Visualização geral” contém sobre as
Geral características da CPU
Diagnóstico O menu “Diagnóstico” contém informações
sobre as mensagens de diagnóstico, a
descrição do diagnóstico e a exibição dos
10

alarmes. Além disso, ele fornece informações


sobre as propriedades de rede de cada uma
das interfaces da CPU.
Configuração No menu "Configurações", os endereços IP são
atribuídos à CPU. Data. Horário. Fusos
horários. São configurados os modos
operacionais (RUN/STOP) e os estágios de
proteção, a CPU sofre um reset geral da
memória e é restaurada às configurações de
fábrica e o status das atualizações de firmware
é exibido.
Módulos O menu “módulo” contém informações sobre os
módulos utilizados em sua estrutura. Os
módulos podem ser utilizados de forma central
e0ou descentralizada. Os módulos
descentralizados são conectados a CPU
através do PROFINET e /ou PROFIBUS. Aqui é
possível configurar os endereços IP para um
CP.
Display No menu "Display" são realizadas
configurações referindo-se ao display. Por
exemplo, configuração do idioma, da claridade
e do modo de economia de energia (o modo de
economia de energia deixa o display escuro. O
modo standby desliga o display).
Tabela 4 – Submenus do display

Descrição do Hardware do Laboratório

O laboratório da UFABC dispõe de 06 bancadas didáticas contendo cada uma de


um Painel Módulo Didático com:

● -Controlador Siemens S7 1500 composto por:


o Fonte de alimentação do tipo chaveada 120/240V AC 24 V CC para o CLP
o Fonte de alimentação do tipo chaveada 120/240V AC 24 V CC para os
sinais analógicos.
o Cartão de entradas digitais (32 pontos) tipo sinking/sourcing de 24V CC
o Cartão de saídas digitais (32 pontos) de 24V CC
o Cartão de entradas e saídas analógicas com 8 entradas e 4 saídas
● Interface Homem Máquina SIMATIC HMI KTP400 BASIC-Inversor de frequência
240V CA 12A 2,2KW composto por um motor trifásico além de bornes para
11

permitirem ligações elétricas entre os equipamentos


● -Reator químico composto
As figuras 13, 14 e 15 ilustram as fotografias do Material Didático com seus
respectivos dispositivos e equipamentos.

Figura 13 - Ilustrativo da disposição dos dispositivos e equipamentos na Maleta Didática do CLP e


IHM.

Figura 14 - Ilustrativo da disposição dos dispositivos e equipamentos na Maleta Didática do Inversor


de Frequência.
12

Figura 15 - Ilustrativo da disposição dos dispositivos e equipamentos na Maleta Didática do Reator


Químico.

Entradas e Saídas
Entradas e saídas digitais são aquelas que possuem apenas dois resultados, 0 e 1.
Sendo o resultado 0 = 0V e o resultado 1 = 24V.
As Entradas e Saídas Analógicas podem variar passo a passo dentro de seu
gradiente de variação por exemplo 4 a 20 mA ou 0 a10 V.

Ligações das Réguas


As entradas e saídas digitais devem ser ligadas na fonte de 24v. Os potenciômetros
devem ser ligados na Fonte de 10v.

Neste exemplo, as chaves on/off 1 e 2 acionam as duas primeiras entradas digitais e


o potenciômetro controla o valor da primeira entrada analógica
13

Figura 16- Esquema de ligação das botoeiras e dos sinalizadores luminosos aos módulos de entrada
e de saída

Software de Programação de CLPs Totally Integrated Automation Portal (TIA


Portal)

Este roteiro apresenta um resumo do manual indicado na bibliografia do software


TIA Portal, este software funciona sobre o sistema operacional Windows. A figura X
apresenta um exemplo de tela do software.
14

Figura 17- Exemplo de tela do TIA Portal

O TIA Portal é um software desenvolvido com o objetivo de configurar, programar,


monitorar e comandar os CLPs Siemens. A comunicação entre o Computador e o
CLP se dá fisicamente por meio de um cabo de comunicação Ethernet ou Profibus,
no nosso caso será utilizado da porta de comunicação Ethernet. Por meio deste
software, pode-se configurar o CLP, transferir programas elaborados no TIA Portal
para o CLP (Download), transferir programas existentes no CLP para o TIA Portal
(Upload), e ainda monitorar e comandar o CLP, em tempo real.

Configuração do endereço IP no dispositivo de programação

Para poder programar o CLP a partir de um Computador, um aparelho de teste ou


um notebook, é necessária uma conexão TCP/IP.

Para que o PC e o CLP possam se comunicar é importante, que os endereços IP de


ambos os dispositivos estejam na mesma sub-rede local (por exemplo, 192.168.0.X,
onde X deve ser um número diferente para o CLP e para o computador).

Para configurar o endereço IP no Windows localize o símbolo de rede na parte


inferior direita na barra de tarefas e clique no mesmo com o botão direito do mouse,
em seguida clique em “Abrir a central de Rede e Compartilhamento”.

Na janela aberta da central de rede e compartilhamento, clique “Alterar as


configurações do adaptador”.
15

Figura 18 – Tela da Central de Rede e Compartilhamento.

Selecione a Conexão de Rede Local com a qual você deseja conectar o CLP e
clique em Propriedades.

Figura 19 – Tela “Alterar as configurações do adaptador.”

Selecione Protocolo IP versão 4 (TCP/IP) e vá em Propriedades.


16

Figura 20 – Tela de Propriedades de Ethernet.

Nesta tela é possível configura o endereço IP, neste exemplo usaremos o IP:
192.168.0.99, máscara de sub-rede 255.255.255.0, gateway padrão pode ser
deixado em branco.

OBS: para o Software e o CLP se comunicarem é necessário que ambos estejam na


mesma sub-rede, no caso 192.168.0.X. É importante que não haja dois dispositivos
com o mesmo endereço IP na rede para não ocorrer conflitos)
17

Figura 21 – Tela de Propriedades de Protocolo IP Versão 4 (TCP/IPv4).


18

TIA Portal - Criação de um projeto.

Após o início do TIA Portal é apresentado o seguinte ambiente de trabalho.

Figura 22 – Tela Inicial TIA portal de criação do novo projeto.

Para criar um novo projeto designe um nome para o mesmo em “Project name”,
clique no botão “...” ao lado de Path para escolher o destino onde o projeto será
salvo após isto clique em “Create a new project”.

A visualização do portal ajudará uma melhor visualização das ferramentas para a


edição do projeto. Neste local é possível decidir de maneira simples o que
desejamos fazer e acessar a ferramenta para a respectiva tarefa.

A Figura 23 representa a vista do portal. Totalmente à esquerda, no lado inferior


existe a possibilidade de alternar entre esta vista e a visualização do projeto.
19

Figura 23 – Tia Portal com novo Projeto Criado

A visualização do projeto, como representada na Figura 24, serve para a


configuração do hardware, a programação, a elaboração da visualização e muitas
tarefas seguintes.
20

Figura 24 – Tia Portal tela para Modificação ou criação

Como padrão, na parte superior está a barra de menu com as barras de


ferramentas, à esquerda a árvore do projeto com todos os elementos de um projeto
e à direita os assim chamados 'Task-Cards' com, por ex., as instruções e as
bibliotecas.

Se na árvore do projeto for selecionado um elemento (por exemplo, a configuração


de dispositivos), então este será exibido no centro, podendo ser editado.

Ao criar um novo projeto, a tela “Add new device” será aberta automaticamente e
nela será possível adicionar os equipamentos que serão utilizados para realizar a
programação.
21

Figura 25 – Adicionar CPU 1516-3 PN/DP.

No nosso caso o dispositivo a ser adicionado é o CLP-S7 1500 CPU 1516-3 PN/DP,
tanto o modelo como a versão de firmware atualmente instalada podem ser
verificados no display do CLP

Deve-se notar a versão a ser adicionada, pois caso adicionada uma versão diferente
da atualmente instalada o CLP entrara em modo de atualização de firmware, um
processo que pode demorar até mais de uma hora e não poderá ser desligado ou
interrompido em hipótese nenhuma até a atualização ser finalizada. A interrupção
da atualização deixará o CLP Inutilizável

Ao adicionar o dispositivo o software deverá estar apresentado como na imagem a


seguir.
22

Figura 26 – Tela de visualização de Módulos.

Também é necessário adicionar os cartões de expansão do CLP. Os cartões devem


ficar dispostos no programa da mesma maneira que fisicamente na maleta. Os
cartões ficam disponíveis do lado direito da janela de hardware, deve-se verificar o
código de cada módulo para não ocorrer problemas.

Figura 27 Tela do TIA Portal antes de adicionar todos os módulos do CLP.

Ao adicionar todos os módulos do dispositivo, a tela apresentada deverá ser


semelhante a imagem abaixo
23

Figura 28 – Conjunto completo de Fonte, CPUe Módulos

Configurar o endereço IP na CPU do CLP

O endereço IP do CLP é exibido no display do mesmo, porém também pode ser


adquirido e configurado a partir do TIA Portal, para isso é necessário voltar na tela
inicial do programa e selecionar o item "Online & Diagnostics" e em seguida
“Accessible Devices”.

Figura 29 – Portal TIA tela inicial.


24

Ao clicar aqui em "Update accessible devices”, todos os endereços IP (caso já


configurado) ou os endereços MAC (caso o endereço IP ainda não tenha sido
atribuído) de dispositivos compatíveis deveram ser exibidos.
Na árvore de projeto selecione "Online & Diagnostics".

Figura 30 – Portal TIA, Online & diagnostics.

Em "Functions" selecione a opção "Assign IP address" para atribuir um endereço IP,


lembrando que tanto o computador como o CLP devem estar na mesma sub-rede e
não devem haver conflitos de IP. Atribua a máscara de sub-rede (Subnet mask)
255.255.255.0. E em seguida, clique em "Assign IP address" para atribuir este novo
endereço ao CLP.
25

Figura 31 – Tela Portal TIA, Modificação do IP da CPU.

Nota: O endereço IP do SIMATIC S7-1500 também pode, se aprovado na


configuração de hardware, ser configurado por meio do display na CPU.

Se a atribuição do endereço IP não obtiver êxito, será exibida uma mensagem na


janela "Info" > "General".

Figura 32 – Tela de Informações do TIA Portal.


26

Endereçamento do S7 1500 CLP (Siemens)

O endereçamento permite que se identifique um bit, elemento ou arquivo. O formato


do endereço é apresentado a seguir nas na figura XX

Figura 32 - Esquema de dos Cartões ou Módulos I/O.

A especificação de uma determinada entrada ou saída dentro do programa é


chamada de endereçamento. As entradas e saídas dos CLPs são geralmente
divididas em grupos de 8 em módulos de entrada e saída digitais. Esta unidade de 8
é denominada byte. Cada um destes grupos recebe um número correspondendo ao
assim acessado endereço de byte. Para endereçar uma única entrada ou saída
dentro de um byte, cada byte é dividido em oito bits individuais. Estes são
consecutivamente numerados de bit 0 até bit 7. Assim se obtém o endereço de bit. O
CLP aqui representado possui um módulo de sinal com os bytes de entrada 0 a 3,
bem como os bytes de saída 0 a 3.

Para, por exemplo, endereçar a quinta entrada digital, deve-se inserir o seguinte
endereço no software: %I 0.4

Nota: No endereço de bit, consta o valor 4 para a quinta entrada, pois a contagem é
iniciada em 0.
27

Para, por exemplo, endereçar a décima saída, deve-se inserir o seguinte endereço:
%Q1.1 %

Nota: No endereço de bit, consta o valor 1 para a décima saída, pois a contagem é
iniciada em 0.

Entradas e Saídas de memória ou imaginárias são aquelas que só podem ser


utilizadas para contatos internos do programa.

Contatos de memória
Contatos de memória são entidades virtuais que são utilizados apenas para ajudar o
desenvolvimento da lógica de programação escalar interna. Usam uma simbologia e
entrada e de saída respectivamente.

Figura 33 – Contatos de entrada normalmente aberta e Saída

Operações lógicas do programa CLP

As operações lógicas são usadas para definir as condições para a comutação de


uma saída. Estas podem ser criadas na linguagem de programação de diagrama
ladder (LD) ou de diagrama de blocos funcionais (FBD).

Para maior clareza, iremos nos limitar aqui ao FBD. Existe grande variedade de
diferentes operações lógicas que podem ser aplicadas nos programas dos CLP's.

No entanto, a CONJUNÇÃO (E) assim como a DISCONJUNÇÃO (OU) e a


NEGAÇÃO (NOT) de uma entrada são as operações mais frequentemente utilizadas
28

e deverão ser aqui esclarecidas com base em exemplos.

Blocos e comandos mais usados para programação

Antes de iniciar nossa programação devemos conhecer um pouco da linguagem


ladder e seu blocos de comando mais úteis.

Diagramas de comando

Entrada Digital normalmente aberta

Esta configuração aciona a “Saída Digital 0” caso a “Entrada Digital 0” seja ativada.

Figura 34 – Bloco de contato normalmente aberto e saída

Entrada Digital normalmente fechada (Função “NOT”)

Esta configuração é o oposto da configuração acima, aciona a “Saída Digital 0” caso


a “Entrada Digital 0” esteja desativada.

Figura 35 – bloco de entrada normalmente fechado

Entradas em série (Função “E”)

Configuração de conjunção (E), ou seja, é necessário que ambas as entradas da


série estejam ativadas para o acionamento da saída.

Neste exemplo, é necessário que ambas “Entrada Digital 0” e “Entrada Digital 1”


estejam ativadas para o acionamento da “Saída Digital 0”.
29

Figura 36 – configuração de conjunção

Entradas em paralelo (Função “OU”)

Configuração de disconjunção (OU), ou seja, basta que uma das entradas seja
ativada para o acionamento da saída.

Neste exemplo basta que a “Entrada Digital 0” ou “Entrada Digital 1” estejam


ativadas para o acionamento da “Saída Digital 0”

Figura 37 – configuração de disconjunção

Blocos de saídas SET e RESET

A saída SET nos permite acionar uma saída apenas com um pulso, retornando a
seu valor inicial somente com a aplicação da função reset, neste exemplo I0.1
aciona a saída Q0.0, que continua ativada até o acionamento da entrada I0.2

Figura 38 – Blocos de saída Set e Reset


30

Bloco de contagem de tempo (TON)

O Bloco de contagem de tempo (TON) passa um sinal lógico verdadeiro após a


contagem receber um sinal lógico verdadeiro em “IN” por um tempo determinado em
“PT”, este bloco não é retentivo, ou seja, caso o sinal em “IN” for interrompido a
contagem voltará para zero

Figura 39 – Bloco de contagem de tempo

Parâmetros Tipo Variável Descrição

IN Booleana Sinal lógico na entrada do


bloco temporizador TON

PT Inteiro Tempo de atraso

Q Booleana Saída atrasada pelo bloco TON


por um tempo igual a PT

ET Inteiro Valor do tempo decorrido


desde o início da temporização
Tabela 5 – Parâmetros do Bloco de contagem de Tempo

Para o funcionamento deste diagrama a entrada a ser trabalhada deve estar ligada a
função “IN” do bloco, a saída na função “Q”. Em “PT” deve ser especificado o tempo
de atraso.

Neste exemplo após a “Entrada Digital 0” ser acionada, é necessária uma contagem
de tempo de 10 segundos para que a “Saída Digital 0” seja acionada.

Blocos de contagem de pulsos

Os blocos de contagem retêm em uma memória a quantidade de vezes em que


recebeu um sinal verdadeiro em sua entrada (ou seja, quantas vezes o sinal variou
de 0 para 1) e ao atingir determinado número na contagem passa um sinal lógico
verdadeiro
31

Bloco de contagem progressiva de pulsos (CTU)

Para o funcionamento deste diagrama a entrada a ser trabalhada deve estar ligada a
função “CU” do bloco, a saída na função “Q” e algum endereço de memória interna
do CLP na opção “CV”. Opcionalmente, alguma entrada pode ser designada para a
função “R” (reset), “PV” é o número de pulsos necessários para que a saída seja
ativada. Esta é uma contagem progressiva, ou seja, são adicionados valores
inteiros.

Figura 40 – Bloco de contagem de progressiva de pulsos

Neste exemplo após a “Entrada Digital 0” ser acionada dez vezes a “Saída Digital 0”
é acionada.

Parâmetros Tipo Variável Descrição

CU (Counter Up) Booleana Sinal lógico na entrada do


bloco contador CTU

R Booleana Reset

PV Inteiro Valor de pulsos


necessários

Q Booleana Saída

CV Inteiro Acúmulo

Tabela 6 – Parâmetros do Bloco de contagem progressiva de pulsos


32

Bloco de contagem regressiva de pulsos (CTD)

Para o funcionamento deste diagrama a entrada a ser trabalhada deve estar ligada a
função “CD” do bloco, a saída na função “Q” e algum endereço de memória interna
do CLP na opção “CV”. Opcionalmente, alguma entrada pode ser designada para a
função “L” (Load), “PV” é o número de pulsos necessários para que a saída seja
ativada. Esta é uma contagem regressiva, ou seja, são subtraídos valores inteiros.

Figura 41 – Bloco de contagem regressiva de pulsos

Neste exemplo após a “Entrada Digital 0” ser acionada dez vezes a “Saída Digital 0”
é acionada.

Parâmetros Tipo Variável Descrição

CD (Counter Down) Booleana Sinal lógico na entrada do


bloco contador CTD

LD Booleana Load

PV Inteiro Valor de pulsos


necessários

Q Booleana Saída

CV Inteiro Acúmulo

Tabela 7 – Parâmetros do Bloco de contagem regressiva de pulsos


33

Bloco de contagem progressiva e regressiva de pulsos (CTUD)

União dos dois blocos anteriores, uma contagem tanto de subida como regressiva
em uma saída.

Figura 42 – Bloco de contagem progressiva e regressiva de pulsos

Blocos de operações matemáticas

Os blocos de operações matemáticas dão um resultado dependendo dos valores de


entrada, as condições destes blocos só são verdadeiras se a entrada EN estiver em
nível lógico “1”

Instrução Descrição Ladder

CALCULATE Declara-se uma


função matemática
em seu bloco,
evitando assim o
uso de vários
blocos para
executar um
cálculo mais
34

complexo.

ADD Soma os
elementos das
entradas IN1 e
IN2 e grava na
saída OUT1.
(Várias entradas
podem ser
adicionadas
neste bloco).

SUB Subtrai o
elemento da
entrada IN1 pela
IN2 e grava na
saída OUT1.

MUL Multiplica os
elementos das
entradas IN1 e
IN2 e grava na
saída OUT1.
(Várias entradas
podem ser
adicionadas
neste bloco).

DIV Divide o
elemento da
entrada IN1 pela
IN2 e grava na
saída OUT1.
35

MIN A operação
compara o valor
na entrada IN1
com a entrada
IN2 e grava o
MENOR valor na
saída OUT.

MAX A operação
compara o valor
na entrada IN1
com a entrada
IN2 e grava o
MAIOR valor na
saída OUT.

LIMIT Limita o valor da


entrada IN aos
valores definidos
nas entradas
MIM e MAX.

Tabela 8 – Blocos de operações matemáticas

Blocos de comparação

Estes blocos funcionam comparando duas variáveis (duas entradas, duas memórias
ou uma entrada e uma memória) ou uma variável e uma constante, se o resultado
da comparação for verdadeiro, será passado um nível lógico “1” na saída destes
blocos.

Instrução Descrição Ladder

== Compara se duas
variáveis são iguais.
36

>= Compara se a variável


superior é maior ou igual
à inferior.

<= Compara se a variável


superior é menor ou
igual à inferior.

< Compara se a variável


superior é menor que à
inferior.

> Compara se a variável


superior é maior que à
inferior.

<> Compara se duas


variáveis são diferentes.

IN_RANGE Determina se os valores


da entrada VAL esta
DENTRO dos valores
predeterminados nos
parâmetros MIN e MAX.
37

OUT_RANGE Determina se os valores


da entrada VAL esta
FORA dos valores
predeterminados nos
parâmetros MIN e MAX.

Tabela 9 – Blocos de comparações

Transferência do Programa do computador para o CLP (Download)


Após finalizar um programa no software TIA Portal, é necessário que o mesmo seja
transferido para o CLP; isto é denominado Download.

Ao descarregar um programa, automaticamente o CLP entrará em modo RUN,


porém é possível alterar através dos ícones conforme abaixo (RUN ou STOP), e/ou
deixa-lo em modo de monitoramento, com o monitoramento ativado e o CLP em
RUN, o software irá mostrar as ações que estão sendo feitas no seu programa

Figura 43 – Portal TIA, Botão para descarregar o programa.

IHM detalhamento
38

Figura 44: Visão detalhada da IHM.


39

Visualização do modelo da IHM

Figura 45 – Visão frontal da IHM

Verificação do IP da IHM

Podemos visualizar o IP address e a Subnet mask da seguinte forma:


Na tela Start Center, pressione a opção “Settings” na tela Touch.
No quadro ao lado, na opção “Transfer, Network & Internet” selecione Network
Interface.

Assim como o CLP, o IP da IHM também pode ser verificado através de “Accessible
devices”
40

Figura 46 – Verificação do endereço IP da IHM via software

Atribuição do IP na IHM
Em Online & Diagnostics é possível atribuir um endereço IP. O painel deverá se
encontrar no modo de transferência.
41

Figura 47 – Atribuição de endereço de IP para a IHM

IHM configuração inicial

Para adicionar a IHM no projeto do TIA Portal, em “Project View” deve-se selecionar
a opção “Add new device”, selecionar a opção HMI ao lado esquerdo da janela
aberta e escolher o modelo da IHM, no nosso caso trabalharemos com a KTP400
basic PN.

Assim como o CLP, deve-se notar a versão a ser adicionada, pois caso adicionada
uma versão diferente da atualmente instalada será inicializada a atualização de
firmware, um processo que pode demorar e que não poderá ser interrompido em
hipótese nenhuma. A interrupção da atualização deixará a IHM Inutilizável
42

Figura 48 – Adicionar a IHM ao projeto

Na tela aberta a seguir, em PLC connections deve se escolher o equipamento com


que a IHM irá se comunicar, para escolher o CLP deve-se clicar em “Browser” e
selecionar o CLP já Adicionado ao projeto
43

Figura 49 – Tela inicial do Assistente de Configuração da IHM

Figura 50 – Comunicação entre o CLP e a IHM

A seguir na tela Screen Layout, podemos alterar a cor de fundo e editar as


configurações de cabeçalho, para este exercício vamos eliminar os botões que vem
por padrão na IHM. Para isto vamos retirar na seleção de cabeçalho (Header), as
opções “Data/Time”(Data e hora) e “Logo”.
44

Figura 51 – Configuração de layout de telas

Em alarms é possível adicionar ou remover alarmes para a tela do IHM, neste


exemplo não são necessárias alterações nesta tela.

Figura 52 – Configuração de Alarmes

Na tela “Screens” pode se adicionar telas secundárias para a tela raiz e subtelas
para as telas secundárias, neste exemplo vamos deixar uma tela principal, duas
telas secundárias e algumas subtelas conforme a imagem abaixo
45

Figura 53 – Configuração de subtelas

Em “System screens” é possível adicionar ou remover telas de sistema, neste


exemplo também não serão necessárias alterações.

Figura 54 – Configuração de telas do sistema


46

Na aba “Buttons” é possível adicionar ou remover botões, neste exemplo vamos


desmarcar as seleções dos botões conforme já feito anteriormente, pois nós iremos
colocar os botões que vamos utilizar.

Figura 55 – Tela de configuração de Botões

Ao clicar em finish o TIA portal tentará se comunicar com o IHM, se todas as


conexões estiverem de forma correta, deverá ser exibida uma tela sem erros,
semelhante à da figura 44.
47

Figura 56 – Comunicação entre o software e a IHM

Após essa configuração inicial o programa exibirá a tela inicial de visão de projeto
como na figura 45

Figura 57 – Visão de projeto inicial da IHM

À esquerda da tela principal, pode se escolher a tela a qual deseja editar e/ou
48

adicionar novas telas

Figura 58 – Exibição das telas à se configurar

Na direita da tela principal encontram-se os elementos que podem ser adicionados a


tela, tais como:

Objetos básicos como formas geométricas, textos e gráficos

Figura 59 – Objetos Básicos

Elementos, como botões, caixas de entrada e saída (input/output), data, switches


binários e escalas
49

Figura 60 – Elementos de Monitoramento

Ferramentas de controle tais como tendências, alarmes e vista de sistema e


diagnóstico

Figura 61 – Ferramentas de Controle

Ferramentas gráficas de até 256 cores, podem ser adicionadas imagens tanto como
a biblioteca do WinCC ou do próprio usuário

Figura 62 – Algumas imagens da Biblioteca de Imagens padrão do WinCC


50

Ao adicionar um elemento, pode se editar suas propriedades na parte de baixo da


janela principal, ao adicionar um botão, na aba de “Properties” podemos editar suas
propriedades gerais e sua aparência

Figura 63 – Propriedades gerais de um elemento

Na aba “events” podemos editar os eventos que ocorrem conforme a interação do


usuário com o botão. Esta função “Invert/Bit” com o botão “Gravar Setpoint
apresentada na figura 64 ao dar um toque na tela podemos controlar ou gravar uma
informação na memória.

Figura 64 – Tela de configuração de eventos de um elemento

Na aba Texts podemos editar o texto a ser exibido no botão


51

Figura 65 – Tela de Configuração de textos de um elemento

Em elementos de entrada e saída (I/O) podemos editar a tag com a qual o elemento
interage

Figura 66 – tela de configuração de um campo de I/O do tipo numérico


52

Figura 67 – Tela de configuração de um campo de I/O do tipo texto


53

Figura 68 – Tela de configuração de um campo de I/O.

Em elementos de escala, podemos editar seus máximos e mínimos tal como a tag
com a qual o mesmo interage.
54

Figura 69 – Tela de configuração de um elemento de escala

Conexões com o CLP


Nos objetos de operação e exibição, que acessam os valores de processo de um
controlador, primeiro é necessário projetar uma conexão com o controlador. Aqui
será definido como e através de qual interface o painel irá se comunicar com o
controlador.

Na árvore do projeto, clique duas vezes sobre Connections.

Através dos ajustes na configuração do hardware, todos os parâmetros já foram


configurados.
55

Figura 70 – Tela de Conexões


56

Inversor de frequência

Detalhamento

Figura 71 – Detalhamento da Interface do Inversor de Frequência

Encontrando o IP no inversor de frequência

Umas das maneiras de para sincronizar o inversor com o Tia Portal é encontrar o IP
do inversor e adiciona-lo na plataforma do software. Este recurso cabe também
quando o sistema não encontra na varredura online.
Ao energizamos o inversor com 220Volts iremos nos seguintes parâmetros;
1. Ache na tela 1 “PARAMS”;
2. Dentro de “PARAMS” localizaremos “FILLEr”;

Figura 72 – Passos para encontrar o Endereço IP do Inversor de Frequência


57

3. Em “FILLEr” devemos localizar o parâmetro “P8921”


4. No Parâmetro acima a sequência [00]=>[01]=>[02]=>[03] indica o IP
respectivamente, ou seja, [192]=>[168]=>[0]=>[5].

Figura 73 – Passos para encontrar o Endereço IP do Inversor de Frequência

Acrescentando driver do Inversor de frequência

Nesta etapa vamos adicionar o drive para o funcionamento do inversor.


Abra a janela de “Add New Device” e selecione o botão “Drives”.
Dentro da árvore “Drives & starters” selecione o equipamento de acordo com o
modelo da unidade de controle do inversor de frequência, para o nosso caso será
CU240E-2 PN.
58

Figura 74 – Numeração do Modelo do Inversor de Frequência e versão de firmware de fábrica


59

Figura 75 – Tela de adição de novo dispositivo

Ao selecionar o inversor de frequência que iremos utilizar, a tela principal do TIA


Portal mostrará o inversor na parte direita, na área chamada “Hardware Catalog”.
Para primeira configuração é necessário verificar a etiqueta ao qual se localiza do
lado direito da Unidade de Potência do Inversor de Frequência. Esta contém o
código da unidade que deve ser digitado no campo “Search”, sem o último dígito
sendo o código: (6SL3210 1PB13 0UL). Quando dermos enter, abrirá a lista de
equipamentos com a unidade já selecionada.
60

Figura 76 – Etiqueta contando o código da unidade


61

Figura 77 – Lista de Equipamentos

Dando um duplo clique no item selecionado, na tela do TIA aparecerá a unidade de


potência ao lado do inversor.
Para definir o endereço IP no inversor será necessário dar um duplo clique na porta
de comunicação Ethernet Addresses”. Dentro do item “Ethernet Addresses” será
possível mudar o IP na caixa de texto IP Addresses. Seguido o padrão definido
anteriormente.

Figura 78 – Configuração IP do Inversor

Ao definir o endereço de IP, clique no inversor de frequência e em seguida clique no


“Download to device”.
62

Figura 79 – Visão do Projeto com o Inversor Adicionado

Ao clicar no ícone “Download to device” a janela “Extended download to device


abrirá.
Dentro da janela Extended download to device devemos definir as interfaces.

Type of the PG/PC interface: PN/IE

PG/PC interface: Placa de rede utilizada


Tabela 10 – Interfaces do Inversor de frequência

Clique no botão “Start search” para encontrar o inversor de frequência. Ao terminar a


busca aparecerá uma lista de todos os equipamentos ligados ao PC. Selecionado o
inversor, clique em load para enviar o novo endereço para o equipamento.
63

Figura 80 – Lista de Dispositivos Conectados

Ao abrir a tela “Load preview” ela mostrará a condição que o download, nesse caso
a tela abaixo mostra o inversor pronto para receber os dados e a condições de
salvar ou não na EEPROM do inversor de frequência. Clique no botão para finalizar
o procedimento.
64

Figura 81 – Finalização da Configuração

Inversor de frequência – Ligação do painel elétrico e motor

Antes de iniciar a configuração no ambiente TIA Portal devemos fazer as ligações


elétricas no painel do kit do inversor. Podemos na figura abaixo observar as ligações
feitas.

Figura 82 – Ligações do painel elétrico


65

Deve-se notar que as ligações de +24 Volts serão feita nas entradas digitais do
painel que controla a velocidade do motor pelo potenciômetro enquanto as de +10
Volts usaremos para entradas analógicas. A entrada analógica de +10 Volts
usaremos para controlar a partida e inversão do motor.
Continuando devemos fazer a ligação das bobinas do motor com a saídas U,V e W,
sendo o motor ligado em Triangulo. Faremos as ligações como segue na figura
abaixo.

Figura 83 – Ligações do Motor

Parametrização do Inversor de frequência

No procedimento a seguir será ensinado como parametrizar o kit do motor com o


inversor. Observação para este procedimento devemos adicionar ao projeto os
módulos mencionados no tópico anterior.
Feito, iremos na tela “Devices” e selecionamos o “drive_(numero) [G120 CU240E
2PN]” o conteúdo “Parâmeter”.
66

Figura 84 – Arvore do projeto com o Inversor de Frequência adicionado

Com um duplo clique em “Commissioning Ward” será aberta a tela onde devemos
colocar todos os dados do motor e que tipo de sinal devemos entrar no inversor para
que o motor ative.
Na tela “Comissioning Wizard” com o item “Data sets” devemos colocar os valores
em “Command data set” igual a zero e ”Data data set igual” igual a zero.

Figura 85 – Assistente de configuração

A seguir em “Open loop/closed-loop control type” iremos escolher a opção em


“Control Type” sendo [0] Unit control with linear characteristc, um controle linear.
67

Figura 86 – Opções de tipo de controle de loop

Em “Defaults of the setpoints/command sources” no parâmetro “Current I/O


configuration” deixamos marcado ( [7] Fielbus with data set changeover ).
Logo “Select the default of the I/O configuration” devemos escolher [12] Standart I/O
with analog setpoint” e clique em “Accept” e em “Next”.

Figura 87 – Padrões de setpoint e fonte de comando


68

Passo seguinte marcamos em “Drive setting” na configuração “Standard” deixamos


selecionado [2] NEMA motor (60 Hz, SI units) e em “ Power unit application” [1] Load
duty cycle with low overload for vector drives.

Figura 88 – Configurações de drive

Na página “Motor” em “Motor configuration” deixamos marcado (Enter motor data) e


“Select motor type” [1] induction motor. Vamos deixar a ligação do motor em “Delta”.
Na figura abaixo esta como devemos configurar todos os parâmetros do motor.
69

Figura 89 – Configurações do Motor

É possível verificar todos os dados do motor na etiqueta do mesmo

Figura 90 – Etiqueta do Motor


70

Figura 91 – Parâmetros do motor

Na Tela “Drive functions” deixaremos “Motor identification” em [2] identificatifying


motor data(at standstill)” e em “Complete calculation”.

Figura 92 – Tela de “Drive functions”


71

Ao final da configuração será exibido um resumo exibindo todos os dados


informados nas configurações feitas.

Figura 93 – Resumo das configurações

Vá em “Download to device” e repita o procedimento mencionado nos itens


anteriores desta apostila.
72

Figura 94 – Tela de “Download to device”

Figura 95 – Finalização da configuração

Ao fazer download das configurações para o dispositivo, podemos testar as


configurações colocadas acimas. Ao acionar o motor pela primeira vez o inversor irá
reconhecer o motor e fará testes.

Comunicação entre os dispositivos.

Para que os dispositivos se comuniquem entre si, é necessária a configuração dos


mesmos nas opções de rede do TIA Portal. Para isso na visão de projeto deve-se ir
no menu “Devices & netwoks”.
Dentro de “Device &network” será possível ver os todos os equipamentos
adicionados ao projeto. Para interligar os equipamentos deve-se clicar e arrastar o
mouse do quadrado verde de um dos dispositivos, seja a IHM ou o inversor de
frequência para ao quadrado do CLP. Este passo deve ser repetido para todos os
dispositivos adicionados
No bloco do Inversor de Frequência será necessário identificar o CLP no qual ele
está conectado, para isso clique em “Not Assigned” e clique em no nome do CLP
adicionado. Clicando sobre a linha desmarque a opção PLC1-Profinet.
73

Figura 96 – Conexão entre CLP e o Inversor de frequência

Figura 97 – Exibição da IHM na tela de conexões de dispositivos

Após fazer estas configurações, deve-se clicar no botão “Download to device” para
carregar a configuração feita para os mesmos

Após configurar as configurações de comunicação entre os dispositivos, será


necessário utilizar um “Technology object” que servirá de meio para o Drive enviar
sinal para os blocos de programação do CLP, Para adicionar um novo “Technology
block” clique em “Add new object”, que abrirá uma nova janela onde será possível
escolher o tipo de objeto a ser adicionado
74

Figura 98 – Opção “Add new object”

Na janela de “Add new object”, para controlar o inversor de frequência a partir do


CLP é necessário selecionar a opção “Motion Control” de acordo com o modelo do
CLP, no caso do CLP disponível nos laboratórios da UFABC, “S7 1500 Motion
Control”, nesta opção deve-se adicionar um “TO_SpeedAxis”, a opção “Number”
pode ser deixada em “automatic”

Figura 99 – Configurações de “Motion Control”

Em “Hardware interface” deve-se selecionar o Drive correspondente ao inversor de


Frequência com o qual deseja-se trabalhar, após selecionar o inversor de
75

frequência, deve-se clicar em “Data Exchange”

Figura 100 – Configurações de Drive

Dentro da área de troca de dados, deve se especificar a velocidade de referencia


(reference speed) e a velocidade máxima (maximum speed), no caso dos kits
disponíveis nos laboratórios da UFABC, deve-se deixar ambos em 1800

Figura 101 – Configurações de Troca de dados

Voltando a tela de visão de projeto, deve-se parametrizar o novo objeto configurado,


para isso deve-se clicar em “Drive_1” -> “Parameter” -> “Drive Conected to a
SIMATICmotion control axis”
76

Figura 102 – Opção de parametrização da visão de projeto

Ao selecionar a opção “Drive connected to a SIMATIC motion control axis” será


exibida uma janela como na figura 103

Figura 103 – Janela de configuração

Em “Motion configuration” deve-se colocar o “reference speed” para o mesmo valor


configurado no “TO_Speedaxis_1”
77

Figura 104 – Janela de configuração de movimento

Para fazer o controle do através do CLP será necessário criar uma programação de
controle específica para o inversor de frequência, isto é possível através de
instruções específicas. Na área de criação de ladder, a direita, haverá os blocos de
instrução.
Dentro da categoria “Technology” em “motion control” haverá o novo objeto
adicionado, no nosso caso, “S7-1500 Motion control”
78

Para Habilitar o funcionamento do Inversor


de frequência => MC_Power

Para Realizar o controle de velocidade =>


MC_MoveVelocity

Figura 105 – Instruções ladder para o Inversor de Frequência

Linguagem ladder para 4 velocidades

Figura 106 – Criação da do código ladder

Para criação da linguagem ladder devemos ir ao “CLP_1[CPU 1516-3- PN/DP] em


seguida dar duplo clique em “Main[OB1]. Com este passo abrirá na tela as linhas de
79

comando onde devemos criar nossa código.

Para iniciar vamos no bloco da figura 107 habilita o funcionamento do inversor de


frequência, no exemplo abaixo, ao receber um sinal verdadeiro da entrada %I0.0
“Ligar Inversor”, este bloco liga o motor configurado ao “SpeedAxis_1”

Figura 106 – Bloco “MC_POWER”

Blocos de controle de velocidade (MC_MOVEVELOCITY)

O bloco exibido na figura 107 controla a velocidade e direção do motor, no exemplo


abaixo através da memória M10.1 é enviado um pulso que executa o comando do
bloco. O bloco lê o valor contido na memória analógica MW90, e manda este valor
para o setpoint do inversor de frequência, o valor da memória MW90 representa o
valor aproximado em volts que será enviado.
80

Figura 107 – Bloco “MC_VELOCITY”

Busca de erros ou explicações

Para solucionar problemas eventalemente encontrados vc pode ir em Help e depois Show help na
parte superior e pesquisar com o codigo do erro o que desejamos.

Figura 108 – Busca de erros ou explicações Help.

Um exemplo que podemos encontrar quando parametrizamos apenas o inversor de frequência é o


erro r807.0BO. Isto ocorre quando colocamos em funcionamento o inversor de frequência pelo painel
do próprio kit. Esta função é ativada para que o inversor seja o mestre da rede, mas caso queira fazer
algum projeto envolvendo mais equipamentos como CLP poderá encontrar esta mensagem da figura
109 “The Master control is active”.
81

Figura 109 – Mensagem de erro para quando tentar carregar o programa

Para solucionar isso devemos pesquisar em help com a palavra chave ou com o código do erro
mostrado na mensagem. Ele indicará onde poderá ser a falha.

Figura 110- Buscando solução e explicações em Help

Para solucionar a falha acima devemos ir em DRIVER_1 e selecionar parâmetros. Na tela de


parâmetros devemos selecionar a tela “Functional View”. Lembrando que devemos estar online pois
para mudar este parâmetro do inversor. A figura 111 mostra onde localizar a variável que desejamos
modificar o estado.
82

Figura 111- Mudança do estado da função Master control active

Exemplo da linguagem ladder.

Neste projeto abaixo temos o funcionamento do motor com 4 velocidades. As ligações físicas do kit
do CLP foram:
 I0.0 através da chave S4
 I0.1 através do botão S0
 I0.2 através do botão S1
 I0.3 através do botão S2
 I0.4 através do botão S3

Nesta linha de comando


temos energização do
modulo do motor.Network 2,
3, 4 e 5 temos as
83

velocidades 250, 500, 750 e 1000rpm.

Network 6 temos a parada do motor com 0 rpm.

Network 7 temos o bloco de


velocidade. Ele é o bloco que
modifica a velocidade do inversor
e grava a informação.
84

Network 8 foi criado um “clock” para execução do bloco de velocidade.

Outro projeto temos a mudança de velocidade pelo potenciômetro com a entrada analógica de 10V.
Criamos este projeto para que grave a velocidade apenas quando dermos um pulso, logo ao
aumentar o potenciômetro não irá mudar a velocidade de imediato apenas se pressionar o um botão
para o pulso.

. As ligações físicas do kit do CLP para este exemplo foram:


 Entrada I0 é alimentado por S0 (24Vcc)
 Entrada I1 é alimentada pela chave S4 (24Vcc)
 Alimenta-se o potenciômetro com 10Vcc
 Ligar a saída do ´potenciômetro na entrada analógica AI0 (10Vcc). Observe na página 13
como é feita a ligação da entrada analógica.

O código se encontra abaixo.


85

Para entender melhor o funcionamento devemos nos atentar a uma explicação melhor na
configuração analógica. A transformação do valor analógico para o processamento posterior no CLP
é igual tanto para as entradas como para as saídas. As faixas de valor digitalizadas apresentam o
seguinte aspecto:

0A/V 10mA/5V 20mA/10V


Faixa nominal do valor analógico
86

0 13824 27648 Valor digitalizado para o processamento posterior no CLP

Cada valor analógico (“canal”) ocupa uma palavra de entrada ou saída. O formato é „Int‟ um número
inteiro integral. O endereçamento das palavras de entrada ou saída orienta-se conforme o
endereçamento na visualização do dispositivo. Para então converte o sinal usamos como na Network
3 e 4 um bloco divisor. Este por ventura ira manda para o número que desejamos.
 Network 3: temos uma divisão por 17 e como resultando o número de rotações do motor ao
qual seu limite é 1700 rpm. Este valor poderemos utilizar para mostrar na tela da IHM como
vemos na figura 64.
 Network 4: temos uma divisão por 277 e como resultando o nível de tensão em porcentagem
no motor alcançando. Veja também na figura 64 da apostila sua utilização pratica.

Referências

[1] LEWIS, R. W. Programming Industrial Control Systems Using IEC 1131-3. Institution of
Eletrical Engineers, Londosn 1996.
[2] MICHEL. G. Programmable Logic Controllers – Architecture and Applications. John Wiley &
Sons Ltda. England 1990.
[3] MORAIS C. C.; CASTRUCCI P. L. Engenharia de Automação Industrial - LTC Livros Técnicos
e Científicos S.A. Rio de Janeiro 2001.
[4] Manual Rockwell Automation : Obtendo Resultado com RS Linx TM, e Obtendo Resultado com
RS Logix TM
[5] Manuais on-line sobre a plataforma SLC 500 / MicroLogix disponibilizados no site mundial da
Rockwell Automation - http://www.ab.com/catalogs/
[6] Capelli, A. Mecatrônica Industrial. 2002.
[7[ COELHO, Rui Manuel Correia. Estudo, desenvolvimento de manuais de utilização e colocação
em funcionamento da bancada SIMATIC da Siemens. 2015. Tese de Doutorado.
87
88

1º Trabalho de Laboratório
Componentes da equipe
1.__________________________________________________________
2.__________________________________________________________
3.__________________________________________________________
4.__________________________________________________________

Objetivo: Introdução básica à linguagem ladder e lógica de programação básica.


Familiarização com o equipamento e com o software de programação

1. Dada as funções booleanas abaixo, construa as tabelas-verdade. É possível


simplificar estas funções?

a)
b)
c)

2. Identifique (enderece) as entradas e saídas de cada função dada acima:

Entrada Identificar
A
B
C
Saída
Q
Entrada Identificar
A
B
C
Saída
Q

Entrada Identificar
A
B
C
Saída
Q

3. Escreva um programa em “ladder” para a implementação das funções dadas


acima.
89

4. Descarregue o programa para o CLP e o execute. Comente seu


funcionamento.

5 A especificação de um projeto de automação exige que a seguinte lógica


seja implementada: A partir de uma única chave NA deve-se acionar uma
única saída da seguinte forma:
a) No primeiro toque não retentivo na chave, a saída é acionada.

b) No segundo toque não retentivo na chave, a saída é desacionada. Toda


vez que haja um toque o estado da saída deverá ser alterado (FLIP-FLOP
tipo D)
Elabore o Ladder que faça essa lógica.
90

2º Trabalho de Laboratório
Componentes da equipe
1.__________________________________________________________
2.__________________________________________________________
3.__________________________________________________________
4.__________________________________________________________

Objetivo: Familiarização com o equipamento e com o software de programação,


introdução a “force table"

1. Desenvolva uma solução em ladder para cada um dos problemas abaixo.


Desenvolva as relações lógicas envolvendo as entrada(s) e saída(s).

a) Dispositivo de fixação de peças.


Um dispositivo de uma indústria metalúrgica tem como função a fixação de peças
em um molde. Esta fixação é feita por um atuador linear de dupla ação que
avança mediante o acionamento de dois botões (S1 ou S2) e retorna caso os
botões sejam desacionados.

b) Verificar através de botões e de uma lâmpada a tabela da verdade da função


ou-exclusivo.

c) Encher ou esvaziar um tanque industrial por meio de duas eletro válvulas.


A eletroválvula V1 permite a entrada de líquido e a V2 permite o escoamento de
saída. Quando o líquido atinge o nível máximo do tanque, um sensor A envia um
sinal para o circuito lógico. Abaixo do nível máximo o sensor A não envia sinal
algum. Há ainda um botão B, que deve encher o tanque quando for acionado e
esvaziar em caso contrário. O esquema do tanque está apresentado na figura (1)
e as convenções do funcionamento do sistema estão apresentados na tabela (1).

Figura 1: Esquema do tanque.


91

A = LSH01=1 Tanque cheio


A = LSH01=0 Tanque não cheio
B = LSH02=1 Encher
B = LSH02=0 Esvaziar
XEV1=1 Eletroválvula fechada
XEV1=0 Eletroválvula aberta
XEV2=1 Eletroválvula fechada
XEV2=0 Eletroválvula aberta

Tabela 1: Convenções.

2. Identifique as entradas e saídas de cada problema definido acima que vai


utilizar no PLC:

Entrada Identificar

Saída

Entrada Identificar

Saída

Entrada Identificar

Saída

Entrada Identificar
92

3. Escreva um programa em “ladder” para a implementação de cada solução.

4. Descarregue o programa para o autômato e faça executá-lo. Comente o


funcionamento.

5. Procure nos manuais do dispositivo como pode: i) denominar as entradas


com as denominações „LSH01‟, „LSH02‟, e a saída com a denominação
„XEV1,XEV2‟; ii) forçar as entradas com valores pretendidos para debug,
diferentes dos das entradas físicas; iii)
93

3º Trabalho de Laboratório
Componentes da equipe
1.__________________________________________________________
2.__________________________________________________________
3.__________________________________________________________
4.__________________________________________________________

Objetivo: Transformar problemas práticos reais em soluções de automação baseada em


CLPs. Consolidação dos conhecimentos adquiridos anteriormente sobre instruções do
tipo rele.

1) Desenvolver um projeto de controle na linguagem LADDER para a seguinte


instalação:

Através do programa o utilizador deve ser capaz de selecionar o modo se


funcionamento: Automático ou Manual .
Em MANUAL, a Bomba poderá ser ligada pressionando-se o botão LIGA e desliga
pressionando-se o botão desliga Neste modo, as bóias de Nível não tem nenhuma
ação .
Em AUTOMÁTICO, a bomba será ligada 10 Seg. após a detecção de NÍVEL BAIXO
e desligada 10 Seg. após a detecção de NÍVEL ALTO .

ENTRADAS:

I0.0 = 1 se NÍVEL < NÍVEL BAIXO - I0.0 = 0 se NÍVEL > NÍVEL BAIXO.
I0.1 = 1 se NÍVEL > NÍVEL ALTO - I0.1 = 0 se NÍVEL < NÍVEL ALTO.
I0.2 = 1 se AUTOMÁTICO - I0.2 = 0 se MANUAL.
I0.3 = 1 se BOTÃO LIGA pressionado
I0.4 = 0 se BOTÃO DESLIGA pressionado.

SAÍDA:

Q0.1 = 1 então BOMBA LIGADA .


94

2) Um sistema para alimentação de peças a partir de um magazine (deposito


vertical), apresentado na figura 1, deve funcionar da seguinte forma:
a) O cilindro (S1) encontra-se inicialmente recuado e o sensor de peça no
magazine (E3) indica a presença de peça.
b) Uma vez que as condições iniciais (item a) são verificadas, e o botão de início
de ciclo (E1) é pressionado, o cilindro (S1) avança, empurrando a peça, até
que o sensor de final de curso do cilindro (E2) seja acionado, iniciando o
recuo do cilindro S1. Uma vez recuado o cilindro (S1) o sistema volta a
condição inicial.
c) Caso seja pressionado o botão de início de ciclo (E1) e não haja peça no
magazine, um alarme sonoro (S2) deve ser ativado em quanto o botão de
início de ciclo (E1) for pressionado.
d) Caso, a partir do acionamento do botão E1 (considerando que exista peça), o
cilindro leve mais que 10 segundos para alcançar o fim de curso, um alarme
(S3) deve ser acionado.
e) Cada vez que o cilindro alcança o fim de curso, um contador deve ser
incrementado. Após 10 peças, um alarme deve ser acionado para que o
operador retire o cesto de peças e zere o contador. Enquanto o contador não
for zerado, o ciclo da máquina deve ser bloqueado.

Figura 1 – Sistema para alimentação de peças a partir de um Magazine


95

Dispositivo TAG Tip Estado Normal Estado Lógico


o Não Acionado
Acionado
Botão de Inicio E1 E NA – não retentivo 0 1
de Ciclo
Fim de Curso do E2 E NA 0 1
Cilindro
Botão que indica E3 E NA – não retentivo 0 1
que operador
retirou peças
Sensor de Peça E4 E NA 0 1
no Magazine
Cilindro S1 S Recuado 0 1
Alarme S2 S Desligado 0 1
Tabela 1: Variaveis Lógicas

Pede-se:
a) O programa em linguagem ladder que implementa a lógica descrita.

b) Uma tabela com todos os endereços utilizados com suas descrições


(inclusive TMR e CNT).

c) Devido a um problema técnico, o sensor E4 foi substituído por um do tipo


NF(Normal fechado). Refaça o item a utilizando o novo E4.
96

4º Trabalho de Laboratório

Componentes da equipe
1.__________________________________________________________
2.__________________________________________________________
3.__________________________________________________________
4.__________________________________________________________

Objetivo: Transformar um problema prático real em solução de automação baseada em


CLPs aprofundamento sobre as instruções de programação

Exercício 1
Considere o sistema automatizado para carregamento de silos de um entreposto
agropecuário, conforme descrito a seguir. Esquematize o diagrama elétrico de
interligação dos sensores, atuadores, chaves L/D e o controlador programável.
S1, S2 e S3: Silos
D1: Damper de descarregamento do silo S1.
D2: Damper de desvio da caixa desviadora de 2 vias (permite a mudança do fluxo
do material para S2 ou S3).
M1 e M2: Motores das correias transportadoras.
S1 mín, S2 mín e S3 mín: Detectores de nível mínimo de material dos silos.
S2 máx e S3 máx: Detectores de nível máximo de material dos silos.
CS1 e CS2: Chaves fim-de-curso da caixa desviadora de 2 vias (indicam a posição
da caixa).
Operação do sistema: os transportadores de correias são ligados e desligados
automaticamente, funcionando constantemente. O damper D1 do primeiro silo S1
despeja o material no desviador até que o detector de nível máximo de silo que está
sendo carregado entre em ação e o desligue. O damper do primeiro silo é ligado
novamente pela atuação do detector de nível mínimo de um dos dois silos.
O detector de nível mínimo do silo vazio também liga o damper de desvio D 2 da
caixa, desviando o material adequadamente para esse respectivo silo.
Defina as variáveis de entrada e de saída no CLP e desenvolva o diagrama de
fiação elétrica.
97

S1 min

D1
D2

S2 máx. S3 máx.
m1 m2

S2 min S3 min

Exercício 2
Um estacionamento que possui somente uma via para entrada e saída de veículos
requer o seguinte sistema de controle de acesso.
O estacionamento tem capacidade para 100 veículos e emite o aviso de “lotado”
quando está com todas as vagas preenchidas.
O controle de tráfego é realizado por dois semáforos, dispostos nas vias de entrada
e de saída do estacionamento e por uma cancela que se encontra no meio da via
comum à entrada e saída.

Ao chegar um veículo na via de entrada ou saída, o motorista deverá aguardar o


sinal verde do semáforo (que indica que não há outro veículo na via) para então
aproximar-se da cancela e retirar o tíquete, no caso de entrada, ou inseri-lo, no caso
de saída. Essas operações são realizadas através de duas máquinas que se
encontram sempre do lado esquerdo do veículo, em ambas as situações.
Com a liberação ou recepção do tíquete, a cancela é levantada e o carro tem sua
passagem liberada. É feita, então, a contagem crescente ou decrescente de veículos
no estacionamento, para entrada e saída, respectivamente.
98

ENTRADA

Semáforo de
entrada

Máquina de Máquina de
recepção emissão

Semáforo de
saída

SAÍDA
ESTACIONAMENTO

A prioridade, na entrada ou na saída dos veículos, é estabelecida obedecendo-se a


alguns critérios relacionados ao tempo de espera e à formação de fila na entrada ou
na saída. A formação de uma longa fila é um fato indesejável para a operação do
sistema. Dessa forma, sensores de posição colocados ao longo dos acessos de
entrada e de saída detectam a presença de uma determinada quantidade de
veículos nas duas vias. Atingido um certo número de veículos, o acesso (entrada ou
saída) terá a prioridade sobre o acionamento da cancela.
O tempo de espera é outro requisito fundamental para a adequada operação do
sistema. Sob esse aspecto, a prioridade descrita anteriormente pode ser alterada na
situação em que uma grande quantidade de veículos deseje entrar ou sair. Nesse
caso, o tempo de espera poderia ser muito prolongado. A fim de atender a esse
requisito, para uma operação mais adequada, uma temporização nas ações de
entrada ou saída é necessária. Esta é realizada através do controle de tempo dos
semáforos. Assim, mesmo que haja uma grande quantidade de veículos para sair ou
entrar, o tempo de espera no outro acesso não supera um valor preestabelecido (os
motoristas não podem esperar muito tempo para entrar ou sair do estacionamento).
Desenvolver o programa ladder para o sistema descrito acima.
99

5º Trabalho de Laboratório

Componentes da equipe
1.__________________________________________________________
2.__________________________________________________________
3.__________________________________________________________
4.__________________________________________________________

Objetivo: Transformar um problema prático real em solução de automação baseada em


CLPs. Introdução do uso da IHM para controle e supervisão de um processo

1) A partir do problema do 3º trabalho de laboratório desta apostila, crie uma


interface com a utilização da IHM em que seja possível monitorar o nível do tanque,
selecionar o modo automático ou manual, especificar o delay em segundos com a
bomba liga ou desliga quando no modo automático, e no modo manual incluir os
botões liga e desliga
Utilize uma memória analógica para simular o nível do tanque

ENTRADAS:

I0.0 = 1 se NÍVEL < NÍVEL BAIXO - I0.0 = 0 se NÍVEL > NÍVEL BAIXO.
I0.1 = 1 se NÍVEL > NÍVEL ALTO - I0.1 = 0 se NÍVEL < NÍVEL ALTO.
I0.2 = 1 se AUTOMÁTICO - I0.2 = 0 se MANUAL.
I0.3 = 1 se BOTÃO LIGA pressionado - MW15 = Simulação do Nível do Tanque
I0.4 = 0 se BOTÃO DESLIGA pressionado.

SAÍDA:

Q0.1 = 1 então BOMBA LIGADA


100

6º Trabalho de Laboratório

Componentes da equipe
1.__________________________________________________________
2.__________________________________________________________
3.__________________________________________________________
4.__________________________________________________________

Objetivo: Elaborar logica para partida de motor elétrico trifásico - sequenciamento de


partida de motor, chave estrela triangulo

1. Descrição do Processo

Os motores elétricos mais comumente empregados no ambiente industrial é o tipo


motor de indução trifásico tipo gaiola de esquilo, isso se dá principalmente devido a
robustez desses motores que possuem poucas partes moveis, tornando-os muito
confiáveis. Apesar das suas vantagens esses motores possuem característica de
grande corrente de partida, pois ao serem conectados diretamente à rede elétrica,
absorvem uma corrente de partida na ordem de 4 a 10 vezes maior que a corrente
nominal. Para motores de grande potência, as altas correntes, interagindo com a
impedância equivalente entre o ponto de fornecimento, na entrada do ambiente
industrial (subestação) e o barramento em que o motor está conectado, provocam
reduções de tensão (“afundamentos de tensão”), temporárias durante o qual podem
ocorrer alguns transtornos, tais como:
● Interferência no funcionamento de equipamentos instalados no mesmo
sistema, devido à queda de tensão excessiva.
● Necessidade de super-dimensionar os sistemas de proteção, com
consequente aumento de custos.
● Receber multas impostas pela companhia concessionária de energia
elétrica, de forma a limitar a queda de tensão na rede.
Por isso, em geral, motores acima de 5 cv não são conectados diretamente durante
sua partida. Com muita frequência são utilizados equipamentos ou arranjos de
equipamentos para reduzir-se a corrente de partida utilizam métodos de partida
eletromecânicos (com relés) ou eletrônicos (com dispositivos de partida soft-starter).
O sistema de partida indireta mais usado é a partida estrela-triângulo que consiste
em ligar, numa primeira instância, as bobinas do enrolamento do motor numa

configuração estrela e, portanto, alimentando cada bobina com = (0,5773)


vezes a tensão nominal do motor (Figura 1a), quando o motor atingir
aproximadamente a metade de sua rotação nominal, a ligação das bobinas é
mudada para a configuração triângulo, com isso alimentando o motor com sua
tensão nominal (Figura 1b), essa mudança pode ser feita por um operador, por relés
101

temporizados ou por contatores controlados como é o caso para esta experiência.

220
220 VAC
VAC
R S T
R S T

Bobinas 127
do Motor VAC

a b
) )

Figura 1. – Tipos de Ligação: a) Ligação Estrela; b) Ligação Triângulo.

Uma solução para o problema é a utilização de um quatro contatores como


mostrado na figura 2, os contatores A, C e D são para mudar-se de delta para
estrela enquanto o contator B é para inverter-se o sentido de rotação.
A partida deverá ocorrer primeiramente em estágio estrela e permanecer nesse
estado por 3 segundos, devendo então ir para o estágio em triângulo.
R S T

Contator Contator
A B

Contator
Bobinas D
do motor

Contator
C

Figura 2 – Esquema elétrico do motor e contatores para partida Estrela /


Triângulo.
102

1.1 Descrição do problema de automação


Nesta montagem deve-se acionar o motor através do botão Liga, deve ainda ser
possível desligá-lo em qualquer instante que for necessário através do botão
Desliga. O motor contara ainda com uma chave de sentido de rotação sendo que se
arbitrou valor logico 1 para sentido normal e 0 para sentido inverso no caso do
sentido de rotação ser mudado com o motor funcionando, o mesmo deverá parar. O
motor independente do sentido deve acionar em estrela no sentido e após 3
segundos ir para triangulo.

2. Diagrama Trajeto-Passo

Abaixo, segue o diagrama trajeto-passo do processo analisado, seguido da


descrição sobre o posicionamento de cada atuador:

Etapa 1 2 3 4 5 6 7 8

Contator A 1 T=3 1 T=3 0 0 T=3 0

Contator B 0 0 0 1 1

Contator C 1 0 0 1 0

Contator D 0 1 0 0 1

Figura 5: diagrama de passo

● Etapa 1: Sentido normal (A=1, B=0) parte em estrela.


● Etapa 2: Tempo de 3 segundos para motor chegar a pelo menos 90% da
rotação nominal.
● Etapa 3: Sentido normal (A=1, B=0) chaveia para triangulo.
● Etapa 4: Tempo de 3 segundos para motor chegar a pelo menos 90% da
rotação nominal..
● Etapa 5: Motor desligado(botão de desliga ou mudança de sentido).
● Etapa 6: Sentido inverso (A=0, B=1) parte em estrela.
● Etapa 7: Tempo de 3 segundos para motor chegar a pelo menos 90% da
rotação nominal.
● Etapa 8: Sentido inverso (A=0, B=1) chaveia para triangulo.
103

CUIDADO!
Caso essa montagem seja realizada é necessária muita atenção para as ligações elétricas
efetuadas, bem como as instruções ladder antes de programá-las no CLP, como se pode perceber
pela figura 5xx se os contatores A e B ou C e D forem acionados simultaneamente, ocorrerá um
curto-circuito entre duas ou três fases do trifásico causando danos aos aparelhos.

Elaborar um programa de CLP para executar a partida


do motor.
104

7º Trabalho de Laboratório

Componentes da equipe
1.__________________________________________________________
2.__________________________________________________________
3.__________________________________________________________
4.__________________________________________________________

Objetivo: Integrar todos os conhecimentos adquiridos ao longo de todos os


experimentos.

1) Utilizando dos conhecimentos adquiridos do 6º trabalho de laboratório desta


apostila, crie uma interface na IHM em que seja possível:
A - Iniciar e parar o motor
B - Monitorar a velocidade do motor
C - Alterar a velocidade do motor
D - Alterar o sentido em que o motor está girando
E - Inserir um timer em segundos que faça o motor desligar

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