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Portfólio das Aulas de Didática

• As aulas virtuais começaram com uma atividade. Essa atividade era


pra fazer uma linha do tempo da didática no Brasil.
• A aula de hoje contou com algumas discussões e reflexões
interessantes sobre a didática, como a transmissão do conhecimento
que o professor passa aos alunos e sobre os alunos autodidatas e sua
relação com os professores. Aprendi nessa aula que o conhecimento
não é dado pelo professor, mas ele é um guia que aponta o caminho
para que o aluno adquira esse conhecimento. Ele é uma espécie de
ponte. Além disso também aprendi que o aluno autodidata necessita
de interações com outras pessoas para expandir seu leque de
conhecimentos e que nós só aprendemos com as interações. Creio
que o professor só é relevante para mostrar os vários caminhos para
se chegar aos vários conhecimentos, além de incentivar e motivar os
alunos a sempre buscarem mais e mais conhecimentos.
• Na aula de hoje nós tivemos algumas apresentações da linha do
tempo da didática no Brasil, em que estabelecemos algumas
importantes reflexões acerca do professor e da educação, dentre elas
destaco um pensamento proposto por meu colega de turma, e amigo
pessoal, Vinícius, que disse que a incapacidade de mudar o sistema se
deve justamente a incapacidade de mudarmos a nós mesmos; de
mudarmos o indivíduo. O professor, nessa perspectiva, não deveria
lecionar visando que os alunos mudem o sistema, mas que mudem a
si mesmos, pois se cada um mudar o sistema também muda, pois nós
somos a engrenagem que faz esse sistema funcionar. Então para
mudar a sociedade nós temos que mudarmos primeiro; a mudança
deve começar pela gente, pelo nosso interior. Um pensamento muito
nobre e bastante semelhante com as ideologias de Gandhi. Uma outra
reflexão que veio à tona foi o pensamento do meu colega e também
amigo pessoal Junior, que complementa muito bem a ideia de Luckesi,
de que o professor deve saber como está a realidade social em que
ele e seus alunos estão inseridos para que, dessa forma, ele possa
enxergar os seus problemas e ter um objetivo específico ao dar aulas,
que é fazer os seus alunos, futuros profissionais daquela sociedade,
resolverem esses problemas, visando sempre uma sociedade perfeita.
Com tudo isso em voga, acabei percebendo que o papel do professor
vai muito além de mediar conhecimentos e motivar, percebi que os
professores são, de fato, quem podem mudar o futuro de uma
sociedade, tendo ela em suas mãos, como marionetes. Dessa forma,
se uma sociedade vai mal isso se deve pelos péssimos professores que
estão lecionando por aí ou porque essas mudanças sociais levam
tempo até acontecerem?
• Na aula de hoje nós discutimos novamente sobre o texto de Luckesi,
em que discutimos o papel da didática na vida do professor, que vai
dizer que o professor está sempre em constante formação; o
professor, em cada aula, está em constante aperfeiçoamento; em
constante aprendizagem, e que o planejamento tem que ser flexível,
pois o contexto de cada aula é diferente, os alunos são outros, o
ambiente muda, os contextos sociais de cada um também divergem,
então o professor tem que está preparado para essas diferenças e
tem que ajustas, adaptar suas aulas de acordo com essas alterações,
por isso que a resiliência é tão importante para o professor. Além
disso, nós discutimos sobre o fato de Luckesi pensar na educação
coletiva e não individual, isto é, uma educação que quer formar
homens e mulheres para melhorar a sociedade e não uma educação
que quer melhorar individualmente o homem e a mulher; uma
educação que pensa no nós ao invés do eu, pois essa educação
voltada para o coletivo é uma educação interesseira, uma educação
interesseira, que quer te ensinar não pra você se tornar uma pessoa
melhor, mas para que você melhore a sociedade em que todos
vivemos, é o bem coletivo ao invés do bem individual. De certa forma
essa educação coletiva é altruísta, generosa, e não egoísta como é a
educação individual. Entretanto eu não consigo enxergar essas duas
formas de educação dicotomicamente, pois pra mim para que um
indivíduo seja capaz de melhorar o mundo aos seu redor, ele teve,
antes de mais nada, que se melhor primeiro, ou seja, para melhorar a
sociedade tem que melhorar o indivíduo. É uma mudança que comece

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de dentro pra fora. A mudança social e a mudança individual andam
de mãos dadas e não separadas. É como um vírus, eu só posso
infectar os outros se eu estiver infectado. Porém eu entendo quem
compreenda essas duas educações de uma forma dicotômica, pois a
educação coletiva, de uma certa forma, é pretenciosa, enquanto a
individual é mais genuína.
• Nessa aula nós discutimos acerca das tendências pedagógicas e dos
mapas conceituais. Nós vimos que na época do Brasil colonial a
educação era voltada para tornar os índios mais dóceis e serviçais,
para que eles fossem mais fáceis de serem escravizados. Depois, no
período capitalista, quando o Brasil estava sendo urbanizado e
estavam surgindo vários imigrantes com seus comércios, a educação
era voltada para criar mão de obra... expandindo também os
conhecimentos gerais dos alunos, para que, através desses
conhecimentos, eles pudessem capitalizar em alguma coisa...
aumentando a economia do país. Na época em que o Brasil estava
prezando pela democracia, as escolas tentavam influenciar os alunos
a esse pensamento, tornando-os livres para aprenderem o que
quiserem... Já no período tecnicista, em que o Brasil estava sendo
industrializado tecnologicamente, as escolas queriam criar técnicos,
pessoas que trabalhariam nessas indústrias, portanto eles tentavam
emular o ambiente de trabalho dessas fábricas, com ordem de fileiras
e horários, divisão de séries, sirenes, enfim... como nós podemos
perceber, a educação sempre terá interesses, pretensões, geralmente
influenciados pelos desejos da classe dominante. Nós vivemos,
atualmente, um período da educação que consegui perceber,
enxergar essas estratégias de poder, fazendo com que tentássemos,
através de um olhar crítico e denunciador, subvertê-las e rompê-las,
pois são pensamentos nocivos à sociedade. Só que essa tendência
pedagógica também têm seus interesses, seus desejos, que é de
prejudicar a classe dominante, tornando a sociedade mais igualitária.
É um pensamento nobre, entretanto impossível, pois o nosso universo
é regido pela lei da superioridade e inferioridade. Se déssemos poder
a classe baixa, igualizando-a à classe alta, com certeza ela iria tentar

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dominar os dominantes, invertendo, dessa forma, os papeis, e assim
tudo retornaria ao seu estado natural.
• A aula de hoje a professora fez uma atividade em grupo para
identificarmos as tendências pedagógicas em algumas sentenças.
• Na aula de hoje nós discutimos as atividades da aula passada, dos
cinco casos das tendências pedagógicas. Depois nós discutimos o
texto “Pedagogia Histórico-Crítica”, que pensa uma didática crítica,
socializada e politicamente comprometida. Os professores planejam
seus conteúdos de acordo com os problemas sociais, ela tem que ser
contextualizada, tem que ter um sentido, um significado. O estudo
dos assuntos tem que, além de ensinar, abrir a mente dos alunos para
outros temas, outros ensinos, outras perspectivas, que possam o fazer
questionar e refletir, indo atrás para aprender mais. O professor não
deve apenas formar o aluno para que ele se adapte à sociedade, mas
também para que ele possa transformá-la.
• Na aula de hoje nós voltamos ao texto “Pedagogia Histórica-Crítica”,
onde discutimos que o trabalho do professor é planejado, organizado,
sistematizado. Discutimos também a importância da formação para
ser professor e também nas teorias de Vygotsky, de que o professor
deve ensinar aos alunos como se estivesse subindo uma escada, ele
não pode viltar pra trás, pois seria desperdício de tempo, mas
também não pode querer pular para chegar ao topo, pois poderia
machucar, ele tem que subir degrau por degrau calmamente, junto
com o aluno.
• Na aula de hoje nós aprendemos que não podemos ignorar o contexto
dos alunos e através desse contexto ir além, expandir o universo
cultural deles.
• Na aula de hoje falamos sobre a metodologia, o planejamento, o
plano de aula, que deve ter objetivos específicos e gerais. Deve ser
feito por etapas, por sequenciamento, como subir uma escada.
• Na aula de hoje aprendemos que não basta o professor saber um
conteúdo, mas tem que saber fazer, saber aplicá-lo.

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• Fizemos um estudo técnico da didática, do planejamento da aula.
Temos que primeiro pensar no cabeçalho e nas referências. Depois
pensar no objetivos que é o que eu espero dos meus alunos, o que ele
deve ser capaz de fazer (com verbos no infinitivo). São meus objetivos
que determinam meus conteúdos. E esses conteúdos devem ser
abordados em várias perspectivas.
• Na aula de hoje vimos os recursos didáticos que são materiais que
auxiliam o professor a ensinar de uma forma mais clara, fazendo os
alunos aprenderem melhor, por meio dos cinco sentidos (quanto
maior a exploração dos sentidos melhor será a aprendizagem). O
objetivo é fazer os alunos entrarem em várias dimensões sensoriais,
que façam eles saírem da sala de aula, seja físico ou mentalmente. E
os procedimentos metodológicos são os caminhos que a gente vai
trilhar em nossas, sempre guiados pelos nossos objetivos. Deve seguir
uma sequência, uma estrutura, partindo de um conhecimento que o
aluno já possuí ou é familiarizado.
• Na aula de hoje estudamos sobra a avaliação, onde os alunos não
devem competir entre si, para saber quem é o melhor e o pior, mas
trabalhar em equipe, um ajudando o outro e edificando os
conhecimentos, ou seja, as notas não devem ser mais importantes
que a absorção dos assuntos expostos nas aulas. A avaliação não é
somente para os alunos, mas para o próprio professor, pois se o aluno
tirar uma nota ruim então a culpa é do professor por não ter uma
prática pedagógica eficaz. E a avaliação precisa ser contínua e o
qualitativo deve ser mais importante que o quantitativo.