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Introdução

O psicólogo é o profissional que estuda o comportamento humano. Ele cuida do


bem estar psicológico das pessoas, ajudando-as a enfrentar dificuldades
emocionais, tratar alguma doença ou distúrbio mental.

O trabalho de um psicólogo não se resume ao atendimento individual de


pacientes em seu consultório. A Psicologia tem uma área ampla de atuação e
pode ser aplicada ao esporte, educação, saúde, empresas, orientação profissional
e muito mais.

É necessário de conhecimento em algumas áreas como a psicanálise e a


psicologia de Forma para saber à personalidade, aprendizagem, motivação,
memória, inteligência, funcionamento do sistema nervoso, comunicação
interpessoal, desenvolvimento, comportamento sexual, agressividade e
comportamento em grupo do paciente.

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Psicanálise
A psicanálise nasce na Áustria e tem como grande criador Sigmund Freud, que
era médico em Viena e fundamenta a psicanálise na prática médica, recuperando
para a psicologia a importância da afetividade. Sigmund Freud desenvolveu a
psicanálise em sua própria casa, através dos seus próprios casos.

Ele buscava compreender como alguns fenômenos do nosso inconsciente se


manifestavam no nosso dia a dia: sonhos, experiências esquecidas, atos falhos e
até em sintomas corporais e comportamentais.

A partir dessa prática, Freud concluiu que o hábito de falar com o terapeuta devia
ser baseado na completa libertação dos filtros individuais que cada um apresenta,
permitindo que o inconsciente finalmente se manifestasse nos relatos dos
pacientes durante as consultas.

A psicanálise tem quatro áreas principais de aplicação:

1) Como uma teoria de como a mente trabalha


2) Como um método de tratamento para problemas psíquicos
3) Como um método de pesquisa, e
4) Como uma forma de observar os fenômenos culturais e sociais, como a
literatura, arte, cinema, performances, política e grupos

Freud também usou seu método para tratar a histeria e, consequentemente,


outras doenças psíquicas. Atualmente, a psicanálise é usada para tratar diversas
doenças de ordem psíquica. Assim, sendo considerada uma ciência fora da
psicologia.

Com relação à sua metodologia, esse método pode ser entendido como
embasado na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e
produções imaginárias do paciente. Essa interpretação é realizada pelo
psicanalista ou analista, baseando-se nas associações livres e no que se
denomina de transferência.

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Para se entender melhor, deve-se considerar que Freud dividiu a mente humana
em três partes:

 Consciência
 Pré-consciência
 Inconsciência.

A psicanálise usa, basicamente, o inconsciente, e busca interpretá-lo para tratar


das doenças psíquicas. Em um resumo sobre a psicanálise e sobre como ela é
compreendida, vemos que ela pode ser dividida em três níveis.

Os níveis da psicanálise
Para se compreender melhor a psicanálise, deve-se entender que ela se divide
em três níveis:

 Os dois primeiros níveis são parte do método psicanalítico


 O terceiro nível é o conjunto de suas teorias.

O primeiro nível é baseado num método de investigação. Método que consiste em


evidenciar o significado inconsciente das palavras, das ações e das produções
imaginárias do paciente.

Essas produções imaginárias podem ser entendidas como os sonhos, as


fantasias e os delírios da pessoa. Este método interpretativo baseia-se nas
associações livres do paciente, as quais garantem que essa interpretação possa
ser validada. Esse nível é a base do método psicanalítico.

O segundo nível é tipificado por meio do primeiro nível. É um método que se


baseia na investigação realizada com o paciente e no que foi especificado por
essa investigação. Trata-se de uma interpretação controlada da resistência, da
transferência e do desejo.

É a esse nível que está diretamente ligado o tratamento psicanalítico. Ou à


denominada análise do paciente, processo pelo qual se busca tratar suas
doenças psíquicas.

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O terceiro nível é um conjunto de teorias psicanalíticas e psicopatológicas. Por
ele, são sistematizados os dados introduzidos pelo método psicanalítico. Freud,
para chegar nessa metodologia, abandonou o uso da catarse por meio da hipnose
e da sugestão.

Então, Freud passou a fazer uma análise psíquica de seus pacientes buscando
ouvi-los, deixando-os falar livremente. E assim, usou um novo termo, do qual se
originou o termo psicanálise.

De acordo com a história, esse termo foi primeiramente usado em um artigo sobre
etiologia. Freud usou o termo “psycho-analyse”, em francês, idioma no qual foi
publicado o artigo. E assim foi dando origem a essa nova ciência.

O objeto de estudo
O objeto de estudo da psicanálise é o inconsciente, o que quebra com a tradição
da psicologia como ciência da consciência e da razão. Esta linha teórica ousou
colocar “processos misteriosos” do psiquismo, as “regiões obscuras”, como é o
caso das fantasias, dos sonhos, esquecimentos e outros problemas internos do
homem, como problemas científicos.

Foi a investigação destes processos psíquicos que levou Freud à criação da


psicanálise. A teoria baseia-se em conhecimentos sistematizados sobre o
funcionamento da vida psíquica, caracterizando leis gerais sobre a psique
humana.

A psicanálise utiliza-se da interpretação para buscar o significado oculto das


coisas. Seu método de investigação consiste em buscar o significado inconsciente
das palavras, ações e produções imaginárias de um indivíduo. Este método é
baseado em associações livres do indivíduo, que dão validade às interpretações.

Função da psicanálise
Geralmente, quando uma pessoa procura pela ajuda psicanalítica, ela já percebeu
que está apresentando um comportamento que não julga ser normal para si e não
se vê capaz de confiar em suas próprias decisões. Se o paciente chega nesse
estágio de falta de confiança em si mesmo, somente através da interpretação do
seu inconsciente será possível identificar os reais motivos para as suas alterações
comportamentais.

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Um tratamento psicanalítico nada mais é do que um encontro entre o analista e o
paciente, em uma sala confortável e que faça o analisando se sentir seguro o
suficiente para colocar para fora todos os seus sentimentos — até mesmo
aqueles que ele nem imaginava existir.

A consulta com o psicanalista precisa ser baseada na confiança, já que o paciente


precisa enxergar no profissional um pouco dele mesmo e ser capaz de falar, sem
nenhum tipo de filtro ou julgamento, sobre os seus problemas. psicanálise,
portanto, ajuda o paciente a se descobrir de maneira sincera e realista. Dessa
forma, ele compreenderá e aceitará o seu verdadeiro eu.

O Inconsciente
A psicanálise traz a ideia do inconsciente como a parte mais significativa dos
processos mentais, influenciando todo o modo de viver dos sujeitos. Para Freud,
o inconsciente é constituído de desejos e pulsões, que reprimidos podem gerar
efeitos nocivos à saúde psíquica do sujeito (neuroses).

Estes podem ser desagradáveis ou inaceitáveis socialmente, pois podem causar


sofrimento e brigas.

Por exemplo, quando um indivíduo é vítima de um comportamento grosseiro no


trabalho, ele sente raiva e vontade de retrucar ou até de agredir o outro
fisicamente. Em sua mente, cria cenários fantasiosos nos quais pode responder
com grosseria para compensar as emoções negativas geradas pelo ocorrido.

Porém, não é possível agir conforme deseja, pois isso acarretará em diversas
consequências negativas que poderão prejudicar a carreira. Mesmo assim, algum
dia, ele poderá transformar a fantasia em realidade “sem querer”, motivado por
desejos inconscientes.

Tudo o que está armazenado em nosso inconsciente afeta as nossas vidas. O


modo como pensamos, agimos e expressamos opiniões é resultado de uma
memória, crença ou desejo que não está na superfície do psiquismo. Por isso,
podemos entrar em conflito conosco ou com pessoas sem compreender
exatamente a razão.

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Ele desenvolveu a análise como um método de cura dessas neuroses. Através da
fala, em uma relação entre o analisando (sujeito que se submete à análise) e
analista (psicanalista) busca-se a origem dos problemas de ordem psíquica.Freud
afirmava que dar voz ao inconsciente era a forma mais eficaz para a superação
de traumas e a cura das desordens nos processos mentais.

O sujeito em Freud é composto por duas partes inconscientes, id e superego, e


uma consciente, o ego.

O id
O id representa o lugar das pulsões. As pulsões são impulsos orgânicos e desejos
inconscientes, que visam ao prazer e a satisfação imediata do indivíduo. Está
relacionado com o prazer sexual, a libido.

O Ego
O Ego, "eu", é a consciência. Desenvolve-se após o id, realiza uma espécie de
mediação entre as pulsões do id e sua adequação com a realidade. Cabe ao ego
encontrar um equilíbrio entre o id e a terceira parte da mente, o superego.

O Superego
O Superego é a outra parte inconsciente relacionada com a censura das pulsões
realizadas pela sociedade através da moral, da educação recebida pelos pais e
os ensinamentos de como se deve agir ou se comportar. Essa estrutura cria uma
representação do "eu ideal", o superego ("super eu") impõe suas repressões ao
id.

Benefícios da psicanálise
Os benefícios da psicanálise para os pacientes que optam em realizá-la são
muitos (e únicos para cada pessoa). Alguns vão se mostrar mais confiantes ou
mais ponderados em suas decisões, outros se tornarão mais tolerantes ou se
arriscarão mais em busca de seus sonhos. É preciso entender que a
autorrealização só é alcançada quando o paciente realmente compreende e
aceita quem ele é, com a ajuda de técnicas exploradas pelo analista.

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Psicologia da forma
É uma palavra de origem germânica que significa “forma” ou “figura”, e o termo foi
adotado pelos psicólogos e teve seu significado ampliado para o “todo unificado”,
ou seja, a percepção da unidade de vários elementos. Outros nomes pra
psicologia da Gestalt são “Gestaltismo”, “psicologia da forma” ou simplesmente
“Gestalt”.

A Psicologia da Gestalt é um movimento que atua na área da teoria da forma. Ela


propõe que o cérebro humano tende automaticamente a desmembrar a imagem
em diferentes partes, organizá-las de acordo com semelhanças de forma,
tamanho, cor, textura etc., que por sua vez serão reagrupadas de novo num
conjunto gráfico que possibilita a compreensão do significado exposto.

O princípio básico da teoria gestaltista é que o inteiro é interpretado de maneira


diferente que a soma de suas partes. Esta premissa levou ao descobrimento de
diferentes fenômenos que ocorrem durante o processo da percepção.

O conceito de Gestalt foi primeiro introduzido na filosofia e psicologia


contemporânea por Christian von Ehrenfels, mas o verdadeiro pai da Gestalt foi
Max Wertheimer, cujo trabalho surgiu como resposta ao estruturalismo de
Wilhelm Wundt (“um sistema no qual cada um dos elementos só pode ser definido
pelas relações de equivalência ou de oposição que mantém com os demais
elementos”).

No entanto, Wertheimer não foi o único responsável pelo surgimento do


Gestaltismo. O desenvolvimento desta área da psicologia foi fortemente
influenciado por outros grandes pensadores, como Immanuel Kant, Ernst Mach e
Johann Wolfgang von Goethe.

Através do processo gestáltico, os clientes aprendem a tornar-se mais


conscientes de como seus próprios padrões de pensamento. Passam, então, a
conhecer comportamentos negativos que possam bloquear a verdadeira
autoconsciência e tornando-os infelizes.

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Função da Psicologia da forma
O mundo visual é tão complexo que o cérebro humano desenvolveu estratégias
para lidar com toda essa confusão. Nossa mente sempre vai procurar a solução
mais simples para um problema (Navalha de Occam).

Uma das formas que a nossa cabeça faz isso é através da formação de grupos de
itens que possuem uma característica em comum. Quanto mais forte o grupo,
mais forte a Gestalt. É este grupo que contribui para a unidade no design.

A Gestalt é a ferramenta mais poderosa que o designer tem para criar algo único.
Esses mesmos conceitos que formam os grupos podem ser revertidos para
desagrupar os itens, afim de torná-los únicos. Essa é a base para a criação da
variedade, que dá interesse a uma imagem.

Princípio da Gestalt
O princípio da Gestalt foi desenvolvido no início do século XX por dois famosos
teóricos: Wolfgang Köhler e Kurt Koffka. Eles observaram que a mente humana
tem um comportamento bem padronizado ao perceber as formas vistas nos
objetos, nas pessoas, nos cenários e em tudo o que enxergamos.

Os gestaltistas afirmam que, ao receber um estímulo visual, nosso cérebro não


recebe uma excitação sensorial isolada, mas vários sinais complexos que
agrupam todas as características que consideramos semelhantes, somando
rapidamente todas as partes do item visto.

Isso significa que, à primeira vista, percebemos os objetos em sua totalidade,


para só depois nos atentarmos aos detalhes. Essa teoria é facilmente
comprovada por ações da nossa rotina: ver desenhos nas nuvens e formas (de
cruz, de animais e formas geométricas) nas constelações são exemplos disso.

Leis Básicas da Gestalt


Pelas leis estabelecidas nesta ciência podemos compreender as maneiras como
observamos e interpretamos as figuras captadas pelo nosso sistema visual. As
leis básicas da Gestalt são 6:

 Semelhança
 Proximidade

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 Continuidade
 Pregnância
 Fechamento
 Unidade

Lei da Semelhança
A lei da semelhança dita que objetos similares se agruparão entre si. Na imagem
abaixo, a maioria das pessoas vê colunas de quadrados e colunas de círculos.
Poucas pessoas vão associar isto como “uma linha horizontal onde quadrada e
círculos se intercalam”.

Lei da Proximidade
Elementos próximos tendem a se agrupar, constituindo uma unidade. Elementos
vão parecer mais próximos e unificados quanto menor for a distância entre eles.

Lei da Continuidade
Essa lei dita que pontos que estão conectados por uma linha reta ou curva são
vistos de uma maneira a seguir um caminho mais suave. Em vez de ver linhas e
ângulos separados, linhas são vistas como uma só.

Lei da Pregnância
É chamada também de lei da simplicidade. Ela dita que objetos em um ambiente
são vistos da forma mais simples possível. Quanto mais simples, mais facilmente
é assimilada.

Lei do Fechamento
Elementos são agrupados se eles parecem se completar. Ou seja, nossa mente
tende a ver um objeto completo, mesmo quando não há um.

Lei da Unificação
Na lei da unificação, mesmo uma imagem abstrata pode ser entendida pela mente
humana, pois preenchemos os espaços vazios instintivamente, como no logo do
Johnnie Walker ou da WWF (um homem caminhando e um urso panda).

As aplicações dessas leis ajudam a compor imagens mais fáceis de serem lidas
ou interpretadas, que é o objetivo final da Gestalt.

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Algumas técnicas visuais ajudam a usar as leis de forma mais consciente, como,
por exemplo, o contraste de cores, assimetria e simetria, harmonia e desarmonia,
entre outros. O importante é ter em mente que a leitura visual passa por essas
leis ao tentar compreender os estímulos visuais e assim fazer escolhas ou tomar
decisões.

Conclusão
A Gestalt é uma abordagem teórica que explica o aprendizado e como nos
comportamos diante de cada emoção e pensamento. Ela visa promover a reflexão
e o desenvolvimento de habilidades para que o paciente identifique e aprende
como lidar com os problemas, com as emoções, comportamentos e pensamentos
perturbadores. O objetivo da Gestalt é que a pessoa desenvolva recursos para
ser seu próprio terapeuta e não fique dependente de terapeutas.

Em quanto a técnica da Psicanálise foca na história do paciente tentando


identificar o que aquela pessoa guardou no seu inconsciente ajudando-a a lhe dar
melhor com esse passado que a perturba por algum motivo. Na abordagem
psicanalítica o paciente pode levar a vida toda em análise.

É importante ressaltar que a Gestalt foca no aqui e agora, mas busca na história
da infância como aquela pessoa aprendeu a enxergar a si, o mundo e o futuro, ou
seja, a Gestalt considera também o passado mas diferente da Psicanálise que
está apenas preocupada na história e a Gestalt preocupa em ensinar o paciente
no seu presente.

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Referência biográfica
Psicanálise - www.coladaweb.com

Psicanálise: o que é, para que serve e conceitos - www.minhavida.com.b

Psicanálise: entenda o pensamento de Freud - www.todamateria.com.br

FILHO, João Gomes de. Gestalt do Objeto: Sistema de Leitura Visual da Forma.
9. ed. São Paulo: Escrituras, 2009.

Gestalt-terapia: o que é, conceitos, objetivos-minutosaudavel.com.br

Teoria e principais leis da Gestalt-blog.revendakwg.com.br

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Índice
INTRODUÇÃO....................................................................................................................................... 1
PSICANÁLISE....................................................................................................................................... 2
OS NÍVEIS DA PSICANÁLISE...........................................................................................................................3
O OBJETO DE ESTUDO.................................................................................................................................4
FUNÇÃO DA PSICANÁLISE............................................................................................................................4
O INCONSCIENTE................................................................................................................................ 5
O ID.............................................................................................................................................................. 6
O EGO..........................................................................................................................................................6
O SUPEREGO...............................................................................................................................................6
BENEFÍCIOS DA PSICANÁLISE......................................................................................................... 6
PSICOLOGIA DA FORMA.................................................................................................................... 6
FUNÇÃO DA PSICOLOGIA DA FORMA..........................................................................................................7
PRINCÍPIO DA GESTALT...............................................................................................................................8
LEIS BÁSICAS DA GESTALT.............................................................................................................. 8
LEI DA SEMELHANÇA...................................................................................................................................8
LEI DA PROXIMIDADE...................................................................................................................................9
LEI DA CONTINUIDADE.................................................................................................................................9
LEI DA PREGNÂNCIA....................................................................................................................................9
LEI DO FECHAMENTO..................................................................................................................................9
LEI DA UNIFICAÇÃO.....................................................................................................................................9
CONCLUSÃO...................................................................................................................................... 10
REFERÊNCIA BIOGRÁFICA.............................................................................................................. 11

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