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ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU

EM ENGENHARIA DE ESTRUTURAS DE CONCRETO E


FUNDAÇÕES

CONCRETO ARMADO III

Prof. CLAUDERSON BASILEU CARVALHO


Mestre em Engenharia de Estruturas – DEES/UFMG
Especialista em Geotecnia – UNICID/SP
Doutorando em Engenharia de Estruturas – DEES/UFMG
Avaliação e Perícia – IBAPE/MG nº 1072

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CONTATOS

 e-mail: profclauderson@gmail.com
 telefone: 31 9 9999-1979
Link curriculo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2759161121752780

site: www.basisengenharia.com.br

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DIMENSIONAMENTO DE LAJES
ROTEIRO

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VÃO EFETIVO

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COBRIMENTO MÍNIMO

Elementos Estruturais em contato com o solo (radier) – 30 mm (CAA I e CAA II)/ 40 mm (CAA III)/ 50 mm (CAA IV)

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DIMENSÕES MÍNIMAS

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DIMENSÕES MÍNIMAS

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CLASSIFICAÇÃO E VINCULAÇÃO

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VINCULAÇÃO – CASOS NÃO CONVENCIONAIS

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REAÇÕES DE APOIO

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REAÇÕES DE APOIO

Corte BB’ Corte CC’

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REAÇÕES DE APOIO

CONDIÇÕES DE CONTORNO DAS LAJES

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REAÇÕES DE APOIO

AÇÕES A CONSIDERAR:

• Peso Próprio – h x 25 KN/m³;


• Revestimento – h x peso específico do material (ex: 21 kN/m³ se argamassa de
cimento e areia);
• Sobrecargas (NBR 6120/2019);

• Alvenaria (se aplicada diretamente no pano de laje) – Vol x peso específico/Área;


• Cargas de equipamentos – ver fabricantes;
• Cargas normativas específicas (exemplo: carga de parapeito);
• etc...

Nas bordas de balcões, varandas, sacadas e terraços com guarda-corpo, prever carga variável de 2 kN/m,
além do peso próprio do guarda-corpo. Considerar também forças horizontais variáveis conforme tabela a
seguir.
Independentemente da altura da barreira, as forças da tabela a seguir devem ser consideradas atuando
a 1,1 m acima do piso acabado e perpendiculares ao eixo longitudinal da barreira.

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AÇÕES A CONSIDERAR:

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AÇÕES A CONSIDERAR (GERAIS):

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REAÇÕES DE APOIO

ELU

ELS

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REAÇÕES DE APOIO

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REAÇÕES DE APOIO

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REAÇÕES DE APOIO

Cálculo mediante tabelas

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REAÇÕES DE APOIO

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MOMENTO FLETOR

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MOMENTO FLETOR

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MOMENTO FLETOR

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MOMENTO FLETOR

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MOMENTO FLETOR

Para o cálculo de momentos fletores por meio de tabelas, serão utilizadas as tabelas
da apostila

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MOMENTO FLETOR

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MOMENTO FLETOR

Compatibilização de Momentos
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MOMENTO FLETOR

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MOMENTO FLETOR

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MOMENTO FLETOR

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DESLOCAMENTOS

LAUD

LADD

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DESLOCAMENTOS

LAUD - Continuação

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DETERMINAÇÃO DA ÁREA DE AÇO

 fck  50 MPa  kL = 0,180 (para charneiras plásticas) – x/d  0,25 (DII)


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ARMADURAS

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ARMADURAS

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ARMADURAS

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ARMADURAS

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CONSIDERAÇÃO GERAL

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ARMADURAS

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ARMADURAS

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ARMADURAS

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ARMADURAS
Armadura
Superior

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DIMENSIONAMENTO

Armadura
Armaduras
Armaduras positiva Armadura positiva
Armaduras positivas de lajes
Armadura negativas de bordas (principal) de (secundária) de lajes
negativas armadas nas duas
sem continuidade lajes armadas em armadas em uma direção
direções
uma direção

Valores As/s ≥ 20% da armadura


mínimos principal
ρs≥ ρmín ρs≥ 0,67ρmín ρs≥ 0,67ρmín ρs≥ ρmín
para As/s ≥ 0,9 cm²/m
armaduras ρs ≥ 0,5ρmín

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DIMENSIONAMENTO

Forma da Valores de rmín (As,mín/Ac)


seção 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90
Retangular 0,150 0,150 0,150 0,164 0,179 0,194 0,208 0,211 0,219 0,226 0,233 0,239 0,245 0,251 0,256

Com:
- CA-50
- d/h= 0,8
- c= 1,4
- s= 1,15

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DETALHAMENTO

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DETALHAMENTO
Recomendações da NBR6118/2014, item 19.3.3.2

Para melhorar o desempenho e a ductilidade à flexão, assim como controlar a fissuração, são necessários valores
mínimos de armadura passiva definidos na tabela 19.1. Alternativamente, estes valores mínimos podem ser calculados
com base no momento mínimo, conforme 17.3.5.2.1. Essa armadura deve ser constituída preferencialmente por barras
com alta aderência ou por telas soldadas.
Nos apoios de lajes que não apresentem continuidade com planos de lajes adjacentes e que tenham ligação com os
elementos de apoio, deve-se dispor de armadura negativa de borda, conforme tabela 19.1. Essa armadura deve se
estender até pelo menos 0,15 do vão menor da laje a partir da face do apoio.

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DETALHAMENTO

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TABELAS DE ARMADURAS E RESUMO

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FORÇA CORTANTE EM LAJES

Força cortante em lajes e elementos lineares com bw ≥ 5d

Lajes sem armadura para força cortante

As lajes maciças ou nervuradas, podem prescindir de armadura transversal para resistir aos esforços de
tração oriundos da força cortante, quando a solicitação de cálculo obedecer à expressão;

Vsd  VRd1

A resistência de projeto ao cisalhamento é dada por:

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FORÇA CORTANTE EM LAJES

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FORÇA CORTANTE EM LAJES

Força cortante em lajes e elementos lineares com bw ≥ 5d

Lajes com armadura para força cortante

Aplicam-se os critérios estabelecidos na verificação do estado limite último com base nos esforços
tangenciais convencionais; porém a resistência dos estribos pode ser considerada com os seguintes
valores máximos, sendo permitida interpolação linear;
- 250 Mpa, para lajes com espessura até 15 cm;
- 435 Mpa (fywd), para lajes com espessura maior que 35 cm.

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FORÇA CORTANTE EM LAJES

EXEMPLO

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

HOMOGENEIZAÇÃO DA SEÇÃO TRANSVERSAL

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

ESTÁDIOS DE CÁLCULO

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

ESTÁDIOS DE CÁLCULO

O que liga momento fletor e curvatura (1/r) é a rigidez EI


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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

(Teorema dos eixos paralelos)

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

Tempo (t) em meses 0 0,5 1 2 3 4 5 10 20 40 >70


Coeficiente ξ(t) 0 0,54 0,68 0,84 0,95 1,04 1,12 1,36 1,64 1,89 2

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO
Razão da Deslocamento a Deslocamento
Tipo de efeito Exemplo
limitação considerar limite
Deslocamentos
visíveis em
Visual Total L/250
Aceitabilidade elementos
sensorial estruturais
Vibrações Devido a cargas
Outro L/350
sentidas no piso acidentais
Superfícies que
Coberturas e
devem drenar Total L/250(1)
varandas
água
L/350+contra-
Pavimentos que Total
flecha(2)
Efeitos devem Ginásios e pistas
Ocorrido após a
estruturais em permanecer de boliche
construção do L/600
serviço planos
piso
Elementos que De acordo com
Ocorrido após
suportam recomendação do
Laboratórios nivelamento do
equipamentos fabricante do
equipamento 70
sensíveis equipamento
ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

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ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

TIPO DE CONCRETO CLASSE DE EXIGÊNCIAS COMBINAÇÕES DE


ESTRUTURAL AGRESSIVIDADE RELATIVAS À AÇÕES EM SERVIÇO
AMBIENTAL (CAA) FISSURAÇÃO A UTILIZAR
CONCRETO SIMPLES CAA I a CAA IV NÃO HÁ -

CAA I ELS-W WK< 0,4mm COMBINAÇÃO

CONCRETO ARMADO CAA II a CAA III ELS-W WK< 0,3mm FREQUENTE

CAA IV ELS-W WK< 0,2mm

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PUNÇÃO

Esforço concentrado aplicado diretamente em placas ou elementos bidirecionais planos, tendo


como exemplos convencionais as lajes, os radier’s e os muros estroncados, cujas deformações
principais seguem trajetórias circunferenciais e radiais e suas tensões são essencialmente
tangenciais (cisalhantes), levando-se assim a critérios normativos direcionados aos conceitos
das bielas.

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PUNÇÃO

LAJES COM ARMADURA DE COMBATE A PUNÇÃO

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PUNÇÃO

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PUNÇÃO

PILAR INTERNO PILAR DE BORDA PILAR DE CANTO

O alto valor da tensão de cisalhamento na ligação laje/pilar pode provocar punção.

Algumas soluções (que não dispensam cálculos e verificações específicas) podem ser

empregadas para solucionar o problema da punção, como aumentar a espessura das lajes no

todo ou em parte (ábacos, pastilhas); aumentar a seção transversal da região superior dos

pilares junto à laje (capitel); colocar vigas nas bordas do pavimento ou dotar as lajes de

balanços, aumentar o fck ou colocar armadura específica para combater as tensões que podem

provocar a punção.
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PUNÇÃO

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PUNÇÃO

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PUNÇÃO

Fsd M sd1 M sd 2
 sd   k1  k2
u.d W p1  d Wp2  d

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PUNÇÃO

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PUNÇÃO

  Rd 1 
 Sd  ( 1,3 )  u  s r
 
Asw 
1,5 f ywd 81
PUNÇÃO

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PUNÇÃO

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PUNÇÃO

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PUNÇÃO

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PUNÇÃO

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PUNÇÃO

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PUNÇÃO

DETALHAMENTO DA ARMADURA DE PUNÇÃO

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PUNÇÃO

ARMADURA DE COLAPSO PROGRESSIVO

1,5 FSd
As ,ccp 
f yd

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PUNÇÃO

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PUNÇÃO

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PUNÇÃO

#10mm c.15

Adotar Mk1= 1000 kNxcm (maior direção).


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LAJES NERVURADAS

INTRODUÇÃO

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LAJES NERVURADAS

INTRODUÇÃO

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LAJES NERVURADAS

INTRODUÇÃO

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LAJES NERVURADAS

INTRODUÇÃO

Laje nervurada mista tipo steel deck, com forma metálica incorporada

Laje nervurada mista tipo steel deck, com forma metálica reentrante
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LAJES NERVURADAS

INTRODUÇÃO

Laje nervurada treliçada (enchimento em EPS) Laje nervurada moldada in-loco (forma atex)

Laje nervurada moldada in-loco (forma atex)


Laje nervurada moldada in-loco (forma atex)
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LAJES NERVURADAS
FUNÇÕES ESTRUTURAIS

1 – Receber às forças verticais perpendiculares à superfície média e transmiti-las aos apoios – comportamento de
PLACA.

2 – Distribuir às forças horizontais (geralmente ação de vento) aos pilares da estrutura de contraventamento –
DIAFRAGMA RÍGIDO.

COMPORTAMENTO DE LAJES COMO DIAFRAGMA RÍGIDO 98


LAJES NERVURADAS

TIPOS DE LAJES NERVURADAS

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LAJES NERVURADAS

MATERIAIS DE ENCHIMENTO

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LAJES NERVURADAS

CRITÉRIOS DE PROJETO NBR 6118/2014

Dimensões mínimas

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LAJES NERVURADAS

CRITÉRIOS DE PROJETO NBR 6118/2014

Dimensões mínimas

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LAJES NERVURADAS

CRITÉRIOS DE PROJETO NBR 6118/2014

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LAJES NERVURADAS

CRITÉRIOS DE PROJETO NBR 6118/2014

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LAJES NERVURADAS

CRITÉRIOS DE PROJETO NBR 6118/2014

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LAJES NERVURADAS

CRITÉRIOS DE PROJETO NBR 6118/2014

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LAJES NERVURADAS

CRITÉRIOS DE PROJETO NBR 6118/2014

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LAJES NERVURADAS

CRITÉRIOS DE PROJETO NBR 6118/2014

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LAJES NERVURADAS

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LAJES NERVURADAS

CRITÉRIOS DE PROJETO NBR 6118/2014

Considerações em vigas “T” e “L”

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LAJES NERVURADAS

TIPOS DE DIMENSIONAMENTO

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LAJES NERVURADAS

INÉRCIAS IGUAIS

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LAJES NERVURADAS
INÉRCIAS DESIGUAIS

ql 4
f  c
EI

qa a 4 qb b 4
f a  ca  e f b  cb 
Ea I a Eb I b

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LAJES NERVURADAS

APRESENTAÇÃO

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LAJES NERVURADAS

APRESENTAÇÃO

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LAJES NERVURADAS

APRESENTAÇÃO

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LAJES NERVURADAS
APRESENTAÇÃO

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LAJES NERVURADAS

AS VERIFICAÇÕES DOS ESTADOS LIMITES DE


SERVIÇO SEGUEM AS MESMAS
RECOMENDAÇÕES DAS LAJES MACIÇAS

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LAJES NERVURADAS

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LAJES NERVURADAS

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

INTRODUÇÃO

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO
INTRODUÇÃO

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

INTRODUÇÃO

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

INTRODUÇÃO

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

INTRODUÇÃO

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

INTRODUÇÃO

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO

Método dos Pórticos Equivalentes ou Múltiplos – Norma Brasileira

- Representar a estrutura composta de lajes e pilares;


- Por meio de uma série de pórticos tomados nas duas direções dos planos ortogonais às bordas da
laje.
- Esses pórticos devem ser centrados nas linhas que unem os centros dos pilares.
- A largura é delimitada pelas linhas centrais dos painéis adjacentes.
- Considera-se que os pórticos correspondentes a cada direção recebam a totalidade de carga
nas lajes, e cada um é então calculado para as ações verticais contidas em sua área de
influência, agindo no seu plano.
- Os momentos encontrados são utilizados para o dimensionamento no estado limite último.

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

MÉTODO DE DIMENSIONAMENTO

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

MÉTODO DE DIMENSIONAMENTO

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

MÉTODO DE DIMENSIONAMENTO

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

SOFTWARE SAP 2000 – MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS (MEF)

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

SOFTWARE SAP 2000 – MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS (MEF)

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

SOFTWARE SAP 2000 – MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS (MEF)

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LAJES LISAS E LAJES COGUMELO

SOFTWARE SAP 2000 – MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS (MEF)

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CONCRETO ARMADO III

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AGRADECIMENTOS

OBRIGADO PELA ATENÇÃO!!

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