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NORMA ABNT NBR

BRASILEIRA 15827
Primeira edição
24.09.2007

Válida a partir de
24.10.2007

Válvulas industriais para instalações de


exploração, produção, refino e transporte
de produtos de petróleo — Requisitos de
projeto e ensaio de protótipo
Industrial valves for installations of exploration, production, refining
and transport of petrol products – Requirements for design and
prototype test
Exemplar autorizado para uso exclusivo - PETROLEO BRASILEIRO - 33.000.167/0036-31

Palavras-chave: Válvula. Projeto.


Descriptors: Valve. Design.

ICS 23.060.01; 75.200

ISBN 978-85-07-00669-5

Número de referência
ABNT NBR 15827:2007
38 páginas

©ABNT 2007

Impresso por: PETROBRAS


ABNT NBR 15287:2007
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ABNT NBR 15827:2007

Sumário Página

Prefácio........................................................................................................................................................................v
1 Escopo ............................................................................................................................................................1
2 Referências normativas ................................................................................................................................1
3 Termos e definições ......................................................................................................................................3
4 Siglas e abreviaturas.....................................................................................................................................3
5 Requisitos gerais...........................................................................................................................................4
6 Requisitos específicos..................................................................................................................................7
6.1 Documentação de projeto ............................................................................................................................7
6.2 Memórias de cálculo .....................................................................................................................................7
6.3 Ensaio de protótipo .......................................................................................................................................9
6.3.1 Fabricação do protótipo................................................................................................................................9
6.3.2 Seleção de materiais para os protótipos dos ensaios ..............................................................................9
6.3.3 Procedimento dos ensaios de protótipo.....................................................................................................9
6.3.4 Registros dos ensaios funcionais ...............................................................................................................9
6.4 Abrangência dos ensaios de protótipo .......................................................................................................9
6.4.1 Quanto às características construtivas ......................................................................................................9
6.4.2 Quanto ao diâmetro nominal......................................................................................................................10
6.4.3 Quanto à classe de pressão .......................................................................................................................10
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6.4.4 Quanto ao tipo de extremidade..................................................................................................................10


6.5 Ensaios de desempenho das válvulas ......................................................................................................10
7 Procedimentos e critérios de aceitação de projeto através de ensaios de protótipo..........................12
7.1 Procedimentos de verificação da memória de cálculo............................................................................12
7.1.1 Verificação das tensões..............................................................................................................................12
7.1.2 Capacidade de alívio interno de cavidade para válvula-esfera ..............................................................12
7.1.3 Torques de acionamento ............................................................................................................................13
7.2 Procedimento de ensaios de protótipo .....................................................................................................13
7.2.1 Análise dos procedimentos de ensaio ......................................................................................................13
7.2.2 Análise dos procedimentos de montagem da válvula.............................................................................13
7.2.3 Análise da documentação do projeto........................................................................................................13
7.2.4 Análise do livro de fabricação do protótipo .............................................................................................13
7.2.5 Análise da integridade física do corpo......................................................................................................13
7.2.6 Ensaios de vedação ....................................................................................................................................14
7.2.7 Avaliação do desempenho de torque de acionamento (Assinatura) .....................................................16
7.2.8 Ensaios cíclicos à temperatura ambiente .................................................................................................16
7.2.9 Ensaio em temperaturas extremas ............................................................................................................16
7.2.10 Capacidade de alívio interno da válvula ...................................................................................................16
7.2.11 Desmontagem e inspeção ..........................................................................................................................16
Anexo A (normativo) Requisitos suplementares de projeto para válvula-gaveta..............................................18
A.1 Corpo, tampa, castelo ou tampa-castelo ..................................................................................................18
A.2 Sistema de engaxetamento ........................................................................................................................19
A.3 Preme-gaxetas ou sobreposta ...................................................................................................................20
A.4 Haste .............................................................................................................................................................20
A.5 Anel de sede.................................................................................................................................................20
A.6 Gaveta ...........................................................................................................................................................20
A.7 Bucha de contravedação ............................................................................................................................21
A.8 Volante ..........................................................................................................................................................21
A.9 Parafusos .....................................................................................................................................................22
A.10 Placa de identificação .................................................................................................................................23
Anexo B (normativo) Requisitos suplementares de projeto para válvula de retenção .....................................24

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B.1 Corpo ............................................................................................................................................................24


B.2 Tampa ...........................................................................................................................................................25
B.3 Anel da sede.................................................................................................................................................25
B.4 Parafusos e porcas......................................................................................................................................26
B.5 Portinhola e demais internos .....................................................................................................................26
B.6 Braço da portinhola e eixo..........................................................................................................................27
B.7 Mola para válvula tipo wafer.......................................................................................................................27
B.8 Placa de identificação .................................................................................................................................27
Anexo C (normativo) Requisitos suplementares de projeto para válvula esfera...............................................28
C.1 Corpo ............................................................................................................................................................28
C.2 Sedes ............................................................................................................................................................30
C.3 Esfera ............................................................................................................................................................31
C.4 Parafusos e porcas......................................................................................................................................31
C.5 Vedação do corpo ou tampa ......................................................................................................................32
C.6 Vedação da haste - Sistema de engaxetamento ......................................................................................32
C.7 Alavanca .......................................................................................................................................................33
C.8 Dispositivo antiestático ..............................................................................................................................33
C.9 Placa de identificação .................................................................................................................................33
Anexo D (normativo) Procedimento e critérios de aceitação para obtenção da assinatura de torque de
acionamento em válvulas ...........................................................................................................................34
D.1 Procedimento...............................................................................................................................................34
D.1.1 Objetivo ........................................................................................................................................................34
D.1.2 Método de obtenção....................................................................................................................................34
D.1.3 Seqüência de operações ............................................................................................................................34
D.1.4 Ensaios de sobrecarga de torque..............................................................................................................35
D.1.5 Critérios de aceitação .................................................................................................................................35
D.2 Curva típica de assinatura ..........................................................................................................................36
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Anexo E (normativo) Procedimento e critérios de aceitação para a realização de ensaios cíclicos em


válvulas em temperatura ambiente............................................................................................................37
E.1 Características do ensaio ...........................................................................................................................37
E.2 Objetivo ........................................................................................................................................................37
E.3 Método de execução ...................................................................................................................................37
E.3.1 Aquisição de dados.....................................................................................................................................37
E.3.2 Ensaios cíclicos...........................................................................................................................................37
E.3.3 Critério de aceitação ...................................................................................................................................37
Anexo F (normativo) Procedimento e critérios de aceitação para a realização de ensaios cíclicos em
válvulas em temperaturas extremas..........................................................................................................38
F.1 Características do ensaio ...........................................................................................................................38
F.2 Objetivo ........................................................................................................................................................38
F.3 Método de execução ...................................................................................................................................38
F.4 Critério de aceitação ...................................................................................................................................38

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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras,
cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização
Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais Temporárias (ABNT/CEET), são elaboradas por
Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores,
consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretivas ABNT, Parte 2.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que alguns
dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser considerada
responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR 15827 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos (ABNT/CB-04),
pela Comissão de Estudo de Válvulas em geral (CE-04:009.17). O Projeto circulou em Consulta Nacional
conforme Edital nº 7, de 21.06.2007 a 20.07.2007, com o número de Projeto 04:009.17-010.
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Válvulas industriais para instalações de exploração, produção, refino e


transporte de produtos de petróleo — Requisitos de projeto e ensaio de
protótipo

1 Escopo
1.1 Esta Norma estabelece os requisitos para projetos e ensaios de protótipos de válvulas industriais tipos
gaveta, esfera, globo, retenção e borboleta, nas classes de pressão utilizadas nas instalações de exploração,
produção, refino e transporte de produtos de petróleo.

1.2 Esta Norma aplica-se às válvulas com ou sem acionamento manual, com ou sem redutor, ou por atuador.
Os redutores e atuadores devem comprovar o pleno atendimento às premissas de projeto das válvulas, incluindo
os ensaios cíclicos desta Norma.
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1.3 Esta Norma não se aplica às válvulas com características especiais de funcionamento, tais como válvulas
macho de sede retrátil duplo bloqueio e dreno incorporado, válvulas-esfera com selagem e condições de torque
especiais, válvulas-borboleta do tipo triexcêntrica (triple offset) ou válvulas em geral do tipo low emission.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referências datadas,
aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes
do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 10285, Válvulas industriais – Terminologia

ABNT NBR ISO 5208, Válvulas industriais – Ensaio de pressão de válvulas

ISO 10497, Testing of valves – Fire-test requirements

ISO 14313, Petroleum and natural gas industries – Pipeline transportation systems – Pipeline valves

ISO 15761, Steel gate, globe and check valves for sizes DN 100 and smaller for the petroleum and natural
gas industries

ISO 10434, Bolted bonnet steel gate valves for petroleum and natural gas industries

ISO 17292, Metal ball valves for petroleum, petrochemical and allied industry

API STD 589, Fire test for evaluation of valve stem packing

API STD 594, Check valves: Wafer, wafer-lug, and double flanged type

API STD 609, Butterfly valves: Double flanged, lug - and wafer – Type

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ASME B1.20.1, Pipe threads, general purpose

ASME B16.1, Cast iron pipe flanges and flanged fittings

ASME B16.5, Pipe flanges and flanged fittings

ASME B16.10, Face-to-face and end-to-end dimensions of valves

ASME B16.11, Forged fittings, socket-welding and threaded

ASME B16.20, Metallic gaskets for pipe flanges ring-joint, spiral-wounds and jacketed

ASME B16.25, Buttwelding ends

ASME B16.34, Valves – Flanged, threaded and welding end

ASME B16.47, Large diameter steel flanges NPS 26 through NPS 60 metric/inch standard

ASME B 31.3, Process piping

ASME Section II, Part D, Materials, properties

ASME Section VIII, Division 1

ASME Section VIII, Division 2, Rules for construction of nuclear power plant components code for concrete reactor
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vessels and containments

ASTM B584, Standard specification for copper alloy sand castings for general applications

ASTM B849, Standard specification for pre-treatment of iron or steel for reducing risk of hydrogen embrittlement

ASTM B850, Standard guide for post-coating treatments of steel for reducing the risk of hydrogen embrittlement

AWWA C504, Rubber-seated butterfly valves

BS 1868, Specification for steel check valves (flanged and butt-welding ends) for the petroleum, petrochemical
and allied industries

BS 1873, Specification for steel globe and globe stop and check valves (flanged and butt-welding ends)
for the petroleum, petrochemical and allied industries

BS 5159, Specification for cast iron and carbon steel ball valves for general purposes

BS EN 12266, Industrial valves – Testing of valves

MSS SP-9, Spot facing for bronze, iron and steel flanges

MSS SP-45, Bypass and drain connections

MSS SP-91, Guidelines for manual operation of valves

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3 Termos e definições
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se os termos e definições da ABNT NBR 10285 e os seguintes.

3.1
alteração substancial
alteração de projeto que venha a afetar o desempenho do produto na condição de serviço prevista. Isto pode
incluir alterações nas tolerâncias, forma, função ou material

3.2
assinatura da válvula
curva característica do torque requerido na haste da válvula (sempre medido para dimensionamento do acionador)
e, quando for o caso, também na caixa de redução, medida ao longo do tempo e ao longo do curso de abertura
e fechamento da válvula, mantidas as condições controladas de pressão na válvula

3.3
válvula de uso geral
válvulas com anéis resilientes para serviços não críticos ou perigosos, como água, ar e demais fluidos
enquadrados na categoria “D” do ASME B31.3, cuja aplicação deve ser limitada à temperatura da Tabela 6

3.4
sem vazamento visível (SVV)
volume de vazamento menor que 1 gota (1/16 cm3) ou 1 bolha (1/16 cm3)
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4 Siglas e abreviaturas
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes siglas e abreviaturas:

AP - Alta pressão

BP - Baixa pressão

DPE - Duplo efeito pistão

DN - Diâmetro nominal

FJA - Face junta-anel

FR - Face com ressalto

JTO - TNO + aperto - válvula completamente aberta (Jam to open torque)

JTC - Aperto - TNO Válvula completamente fechada (Jam to close torque)

MP - Média pressão

NPS - Tamanho nominal do tubo

PMT - Pressão máxima de trabalho

RO - Extremidade com rosca

SVV - Sem vazamento visível

TMA - Torque máximo admissível

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TMO - Torque máximo de operação

TNO - Torque nominal de operação

TRAC - Torque real de abertura com diferencial de pressão

TRAS - Torque real de abertura sem diferencial de pressão

TRAQ - Torque real de abertura na quebra de movimento

TRFQ - Torque real de fechamento na quebra de movimento

TRFC - Torque real do fechamento com diferencial de pressão

TRFS - Torque real de fechamento sem diferencial de pressão

TRO - Torque real de operação

5 Requisitos gerais
5.1 As válvulas devem ser projetadas utilizando os padrões construtivos dados nas Tabelas 1, 2, 3, 4 e 5.

Tabela 1 — Padrões construtivos das válvulas industriais – Gaveta


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Material do corpo/Extremidades da válvula

Parâmetros Aço forjado Aço fundido ou forjado

Encaixe para solda Flange ou solda de topo

DNa 15 a 40 50 a 600 50 a 400 50 a 300 650 a 1 050


(NPS) (½ a 1 ½) (2 a 24) (2 a 16) (2 a 12) (26 a 42)

800 e
Classe 2 500 150 a 900 1 500 2 500 150 a 600
1 500

ASME B16.34,
ISO 15761 ASME B16.34
Padrão ASME B16.47
e Anexo A e Anexo A ISO 10434 e Anexo A desta Norma
construtivo e Anexo A
desta Norma desta Norma
desta Norma

a DN = diâmetro nominal, expresso em milímetros (mm).

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Tabela 2 — Padrões construtivos das válvulas industriais – Retenção

Material do corpo/Extremidades da válvula


Aço forjado Aço fundido ou forjado
Parâmetros
Encaixe para
Flange ou solda de topo Wafer
solda

DNa 15 a 40 50 a 600 50 a 400 50 a 300 50 a 1 050


(NPS) (½ a 1 ½) (2 a 24) (2 a 16) (2 a 12) (2 a 42)

Classe 800 e 1 500 150 a 900 1 500 2 500 150 a 2 500


ISO 15761
Padrão API STD 594 e Anexo B
e Anexo B BS 1868 e Anexo B desta Norma
construtivo desta Norma
desta Norma
a DN = diâmetro nominal, expresso em milímetros (mm).

Tabela 3 — Padrões construtivos das válvulas industriais – Esfera

Material do corpo/Extremidades da válvula


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Parâmetros Aço fundido ou forjado Aço forjado

Flange ou solda de topoa Roscada Encaixe para solda

DNb 50 a 900 50 a 600 50 a 400 50 a 300 15 a 40


(NPS) (2 a 36) (2 a 24) (2 a 16) (2 a 12) (½ a 1 ½)

Classe 150 a 600 900 1 500 2 500 150 800 1 500 e 2 500

Padrão
ISO 14313 e Anexo C desta Norma BS 5159 - -
construtivo

ISO 17292, ASME B16.34,


Ensaiada a ISO 14313, ISO 10497 ISO 10497 ISO 10497
-
fogo e Anexo C desta Norma e Anexo C e Anexo C
desta Norma desta Norma

a Para diâmetros maiores do que os padronizados, a dimensão face a face deve ser acordada entre o fabricante
e o comprador. O projeto deve ser conforme ASME B16.34.
b DN = diâmetro nominal, expresso em milímetros (mm).

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Tabela 4 — Padrões construtivos das válvulas industriais – Globo

Material do corpo/Extremidades da válvula

Parâmetros Aço forjado Aço fundido ou forjado

Encaixe para
Solda de topo Flange Solda de topo
solda
DNa 15 a 40 25 a 40 50 a 300 50 a 400
(NPS) (½ a 1 ½) (1 a 1 ½) (2 a 12) (2 a 16)

Classe 800 e 1 500 2 500 150 a 2 500 1 500

Padrão
ISO 15761 BS 1873
construtivo

Desde que não especificado em contrário, o uso de redutores deve ser conforme a Tabela A.2.
a DN = diâmetro nominal, expresso em milímetros (mm).

Tabela 5 — Padrões construtivos das válvulas industriais – Borboleta


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Material do corpo/Extremidades da válvula


Parâmetros Wafer ou Lug
Ferro fundido nodular Aço fundido

DN 50 a 1 200 50 a 1 200
(NPS) (2 a 48) (2 a 48)

Pressão máxima de trabalho


Classe 150
(PMT)

Padrão construtivo API STD 609 API STD 609


a DN = diâmetro nominal, expresso em milímetros (mm).

5.2 Exceto se indicado em contrário às exigências de documentação de projeto, memórias de cálculo e ensaios
de protótipo aplicam-se a todos os tipos de válvulas.

5.3 O fabricante deve definir como premissas de projeto os aspectos descritos em 5.3.1 a 5.3.5.

5.3.1 A confiabilidade definida para a vida útil projetada, com base no número de ciclos esperados
em operação real e no número máximo de ciclos que um protótipo pode ser submetido.

5.3.2 O número mínimo de ciclos, nas condições de ensaio, a partir do qual é constatado o primeiro vazamento
pela vedação da haste, para os projetos de válvulas que utilizem vedação por engaxetamento.

5.3.3 A periodicidade de reaperto da vedação da haste, para as válvulas que utilizem vedação
por engaxetamento, observando as taxas de vazamento (líquido e gás) através da vedação da haste, que após
o reaperto deve ser sem vazamento visível (SVV).

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5.3.4 Critérios de aceitação para vedação em função dos requisitos normativos, definidos nesta Norma.

5.3.5 Critérios de aceitação de desempenho, em função dos requisitos normativos, definidos nesta Norma.

NOTA 1 Considerar como falha, na validação do projeto, qualquer não-conformidade de desempenho do protótipo em
relação aos requisitos estabelecidos nesta Norma.

NOTA 2 Em válvulas de acionamento manual que utilizem caixa de redução, esta é considerada parte integrante do projeto
da válvula e deve ter suas características identificadas e controladas conforme esta Norma. Caso exista mudança no redutor,
este pode ser qualificado em separado para garantir sua adequação ao projeto original, efetuando-se ensaios de torque
e ciclagem previstos para a válvula.

NOTA 3 Para aplicações específicas, podem ser solicitadas pelo comprador premissas complementares de projeto
que atendam a critérios de aceitação para vedação e de desempenho. Neste caso, devem ser estabelecidos procedimentos
de ensaio de protótipo específicos com foco nessas necessidades.

5.4 O fabricante deve registrar explicitamente na documentação de projeto as restrições de projeto ou


de operação (por exemplo, posição de instalação, sentido de fluxo, regime de fluxo, pressão, temperatura etc.).

6 Requisitos específicos

6.1 Documentação de projeto

6.1.1 Apresentar os desenhos dimensionais de conjunto, em corte, com lista de todos os componentes
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e especificações dos materiais.

6.1.2 Apresentar lista de desenhos de fabricação de todos os componentes com respectivas revisões
e procedimentos de montagem, incluindo tabela de torques de aperto dos parafusos.

6.1.3 Apresentar as memórias de cálculo, conforme detalhado nesta Norma.

NOTA A fim de preservar a propriedade intelectual do fabricante, os documentos citados em 6.1.1 a 6.1.3 não
são anexados à documentação de projeto, porém devem estar disponíveis em fábrica para eventuais avaliações por parte
do comprador.

6.2 Memórias de cálculo

6.2.1 O fabricante deve apresentar memória de cálculo da válvula ou do conjunto válvula-atuador


(quando aplicável), comprovando o atendimento à ASME B16.34 e respectivos padrões construtivos. A memória
de cálculo da válvula deve incluir análise das tensões e deformações resultantes, por modelos de elementos finitos
que deve abranger o cálculo dos componentes críticos, tais como: corpo, tampa, haste, parafusos de união, assim
como o cálculo das pressões das sedes sobre o obturador.

6.2.1.1 Considerar como parâmetros de entrada: as temperaturas ambientes, máxima e mínima, conforme
Tabela 6 e na correspondente pressão máxima de trabalho, conforme ASME B16.34, para os materiais definidos
para o protótipo conforme 6.3.2 desta Norma.

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Tabela 6 — Limites de temperatura

Material do Temperatura Temperatura


Tipo de válvula Tipo de vedação
corpo mínima máxima

Aço-carbono - 29 °C 400 °C
Aço-liga LCB - 45 °C 300 °C
Aço-liga LC3
- 60 °C 180 °C
(3 ½ %Ni)
Esfera, gaveta, globo,
Metal x metal Aço-liga
retenção e borboleta 0 °C 540 °C
(5%Cr ½ %Mo)
Aço inoxidável
austenítico 0 °C 600 °C
tipo 347
Aço-liga/inox - 45 °C
Esfera Sede resiliente 150 °C
Aço-carbono - 29 °C
Aço-carbono 0 °C 80 °C
Borboleta e retenção Sede resiliente Ferro fundido
0 °C 80 °C
nodular
NOTA A temperatura mínima para ensaio de protótipo é zero grau Celsius.
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6.2.1.2 O cálculo de elementos finitos aplica-se somente à válvula, não sendo necessária a análise para
o atuador.

6.2.1.3 Os critérios de análise de tensões e tensões admissíveis devem ser conforme código ASME Section VIII
Division 2, exceto para o sistema de acionamento, cujas tensões devem ser limitadas a 67 % das tensões
de escoamento do código ASME Section II, Part D e as tensões de cisalhamento, torção e compressão não devem
exceder ao limite especificado no Código ASME Section VIII, Division 2, Parte AD132.

6.2.2 O fabricante deve demonstrar a validação do seu modelo de análise por elementos finitos.

6.2.3 O fabricante deve disponibilizar estudo completo de folgas e tolerâncias, abrangendo condições
de carregamento interno e externo do atuador e influência da temperatura conforme faixa de aplicação
da Tabela 6.

6.2.4 O fabricante deve disponibilizar estudo completo com critério de seleção dos materiais resilientes
das sedes, em função das classes de pressão e de temperatura da válvula, apresentando relatório com os critérios
que influenciaram na definição da seleção dos materiais.

6.2.5 Para válvulas-esfera, o fabricante deve apresentar definição da tolerância de esfericidade e o grau
de acabamento superficial da esfera e área de vedação da haste, indicando a rugosidade µm RA ou µinch RMS.
No caso de as válvulas-esfera possuírem a vedação entre sede x esfera do tipo metal x metal, apresentar também
o diferencial de dureza entre sedes e esfera.

6.2.6 Para as demais válvulas, o fabricante deve apresentar o grau de acabamento das sedes, obturadores
e área de vedação das hastes µm RA ou µinch RMS, bem como durezas e diferenciais de dureza, onde aplicáveis.

6.2.7 Apresentar os torques requeridos no eixo da válvula, contendo os seguintes torques: torque nominal
de operação (TNO), torque máximo de operação (TMO) e torque máximo admissível (TMA), levando-se em conta
as classes de pressão e de temperatura da válvula. Para válvulas-gaveta e válvulas-globo acionadas
manualmente, o TNO deve atender à MSS SP-91; para as válvulas-esfera, o TNO deve atender à ISO 14313;
e para as válvulas-borboleta o TNO deve atender à AWWA C504. A memória de cálculo do sistema
de acionamento da válvula deve considerar como premissa de projeto o TMO, conforme 7.1.3.1.

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6.2.8 O projeto de válvulas tipo retenção, globo e borboleta deve considerar estudo de mecânica dos fluidos,
para líquidos e gases, que inclua a apresentação da curva de perdas de carga e do coeficiente de vazão,
assim como evidências do comportamento estável dentro da faixa de vazão para válvula de retenção.
A análise fluido-dinâmica pode ser realizada através de simulação computacional (CFD) ou comprovação
experimental, onde esta última pode ser realizada durante os ensaios de qualificação com protótipo.

6.2.9 A fim de preservar a propriedade intelectual do fabricante, os documentos citados em 6.2.1 a 6.2.8
não são anexados à documentação de projeto, porém devem estar disponíveis em fábrica para eventuais
avaliações por parte do comprador.

6.2.10 No caso de válvulas-esfera, o fabricante deve verificar a capacidade de aliviar a sobrepressão retida
na cavidade do corpo, dentro dos valores previstos no padrão construtivo correspondente indicado na Tabela 3.

6.3 Ensaio de protótipo

6.3.1 Fabricação do protótipo

O protótipo deve ser fabricado de acordo com a documentação de projeto definida em 6.1, sem apresentar
qualquer desvio de fabricação com relação ao projeto.

6.3.1.1 O protótipo da válvula a ser ensaiado deve estar sem pintura.

6.3.1.2 Antes de iniciar quaisquer ensaios de protótipo, o projeto da válvula deve estar totalmente documentado
e não pode ser alterado (projeto congelado).
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6.3.1.3 O projeto congelado que venha a ser aprovado nos ensaios de protótipo deve ser utilizado para
a fabricação dos produtos subseqüentes.

6.3.2 Seleção de materiais para os protótipos dos ensaios

O corpo deve ser em aço-carbono, com internos em aço com 13 % de cromo, na forma de fabricação proposta nos
respectivos padrões construtivos, com exceção da válvula-borboleta de ferro nodular.

6.3.3 Procedimento dos ensaios de protótipo

O procedimento dos ensaios de protótipo deve confirmar experimentalmente todas as premissas e requisitos
de projeto. Este procedimento deve englobar ensaios de vedação, de desempenho, de temperatura, bem como
de desgaste, para avaliar a vida útil projetada.

6.3.4 Registros dos ensaios funcionais

Através dos registros dos ensaios funcionais, obter a assinatura operacional do protótipo, à temperatura ambiente,
tanto de pressão como de torque no atuador, onde aplicável. Estes registros são utilizados como referência para
futuros fornecimentos de válvulas análogas, confirmando a repetibilidade do seu processo de fabricação.

6.4 Abrangência dos ensaios de protótipo

6.4.1 Quanto às características construtivas

Os protótipos usados para qualificar projetos utilizando estes procedimentos de verificação de desempenho
são representativos dos modelos do produto em termos de desenho, dimensões e materiais, conforme definido
nesta Norma. Um projeto com alteração substancial requer novo estudo de projeto ou ensaio de protótipo.

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6.4.2 Quanto ao diâmetro nominal

Os ensaios de um determinado diâmetro nominal de um modelo de válvula qualificam projetos de um diâmetro


nominal maior e um diâmetro nominal menor do que o diâmetro nominal ensaiado. Os ensaios de qualificação
de mais de um diâmetro nominal, com projeto de mesmo aspecto construtivo e mesma classe de pressão,
qualificam dois diâmetros nominais maiores do que o menor protótipo ensaiado e dois diâmetros nominais
menores do que o maior protótipo ensaiado.

Recomenda-se para referência deste item a utilização dos diâmetros nominais ½, ¾, 1, 1 ½ , 2, 3, 4, 6, 8, 10, 12,
14, 16, 18, 20, 24, 26, 28, 30, 32, 34, 36, 38, 40, 42 e 48. Outros diâmetros não referenciados são considerados
excluídos da abrangência da qualificação.

Para os diâmetros cujo projeto foi aceito por extensão, ou seja, o projeto neste diâmetro foi aceito, mas não
passou diretamente por ensaios de qualificação, uma válvula do primeiro lote em conformidade com o projeto deve
ser utilizada para a obtenção das assinaturas de referência, conforme Anexo D, sem ciclagem e na temperatura
ambiente.

6.4.3 Quanto à classe de pressão

Os ensaios de protótipo para qualificação do projeto podem ser usados para qualificar projetos de classes
de pressão igual ou uma classe abaixo, respeitando-se as restrições de abrangência quanto às características
construtivas e diâmetro nominal.

6.4.4 Quanto ao tipo de extremidade


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Os ensaios devem ser executados em protótipos com as extremidades flangeadas e tamponadas por flanges
cegos e são considerados extensivos para os outros tipos de extremidades. Para válvulas com extremidade
de encaixe, soldar niple com flange ou tampão nas extremidades.

6.5 Ensaios de desempenho das válvulas

Devem ser realizados ensaios de desempenho das válvulas através da realização de ciclos de abertura
e fechamento no protótipo da válvula na quantidade de ciclos apresentados na Tabela 7.

6.5.1 Os valores estabelecidos para a ciclagem são mínimos, podendo o fabricante efetuar um número maior
de ciclos para comprovar uma maior confiabilidade da sua válvula.

6.5.2 Os ciclos de abertura e fechamento devem ser monitorados por sensores de torque, garantindo que
os valores fiquem dentro dos valores estabelecidos nesta Norma.

6.5.3 A cada intervalo de ciclos definidos na Tabela 7, devem ser efetuados ensaios de vedação das sedes
e, quando aplicável, na contravedação. A monitoração da contravedação deve ser realizada por meio de tomadas
de pressão (pórticos) individuais, previstas exclusivamente nos protótipos.

6.5.4 Para válvulas de retenção, além dos ensaios de vedação da sede, deve ser efetuado, a cada intervalo
de ciclos definidos na Tabela 7, um ensaio de fechamento brusco (slam test).

6.5.5 O ensaio de protótipo em válvulas de retenção deve ser feito em bancada fluxo-dinâmica específica, que
permita a execução do ensaio de fechamento brusco (slam test).

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Tabela 7 — Ciclagem para válvulas-esfera, gaveta, globo, borboleta e de retenção

Estimativa
Ciclagem nos ensaios de protótipo
de uso para
Diâmetro 20 anos
Número
nominal Número de Quantidade de protótipos e Ensaio
Desempenho de ciclos

(em 10 anos de
Confiabilidade
DN ciclos número de ciclos de
(Assinatura) aplicados
vedação

vida útil)
com TMO

mínimo por
protótipos
Mínimo de

(NPS)

protótipo

Total de
Máximo
Mínimo

ciclos
Ciclo

15 a 40
500 5 000 5 1 000 10 000 98 % Realizar em cada 50
(½ a 1 ½)
parada
da ciclagem
50 a 150 seis “assinaturas”
100 200 2 500 2 000 98 % 50
(2 a 6) em baixa pressão
e
200 a 300 Ver seis “assinaturas”
50 100 1 250 1 000 98 % 30
(8 a 12) Tabela 8 em alta pressão.
No início e
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350 a 600 no final da


50 100 1 250 500 95 % ciclagem, colher 20
(14 a 24)
seis “assinaturas”
também em média
> 600 pressão
50 100 1 250 500 95 % 10
(>24)
Paradas durante ensaios cíclicos: ciclos onde ocorrem os ensaios de vedação e de assinatura são: 0, 50, 100, 200,
500, 1 000, 1 500, 2 000, 2 500, 3 000, 4 000 e 5 000.
As assinaturas realizadas em alta pressão podem ser deduzidas do número de ciclos previstos.
Para válvulas de retenção não se aplica o levantamento de assinaturas de torque.
Para válvulas-globo, os valores desta Tabela e do primeiro parágrafo acima devem ser reduzidos à metade e os valores
da Tabela 8 devem permanecer inalterados.
Para válvulas-esfera os ensaios de torque sob TMO devem ser realizados no início e no final da ciclagem, utilizando
dispositivo capaz de prover o travamento ao giro da esfera sem danificar as áreas de vedação; este dispositivo deve
ser instalado através da passagem da válvula, ou seja, atravessando o furo da esfera e proporcionando torque de
reação na esfera sem tocar nas sedes, de forma a não comprometer sua funcionalidade.
A quantidade de protótipos para o ensaio de qualificação pode ser executado em mais de um protótipo.
Ao término da ciclagem de cada protótipo, o protótipo deve ser submetido à inspeção, conforme 7.2.10.
O mesmo protótipo pode ser reutilizado, desde que seus componentes não apresentem deformações permanentes
(dimensional e visual) e atendam 100 % às condições originais do projeto (estado = novo).
Devem ser utilizados os seguintes critérios de reaproveitamento de componentes nos protótipos:
a) para os protótipos de válvulas de DN 15 a 40 (NPS ½ a 1 ½), não é aceitável o reaproveitamento total ou parcial
de componentes ou internos, as válvulas-protótipo devem ser integralmente substituídas;
b) para os demais diâmetros, é aceitável o reaproveitamento parcial de componentes, tais como: corpo, haste etc.,
desde que não tenham sofrido desgaste, não apresentem riscos e estejam em conformidade com o projeto original;
c) componentes que devem necessariamente ser substituídos: vedações estáticas e dinâmicas, engaxetamentos,
buchas/guias, mancais e quaisquer outros componentes sujeitos a desgastes.

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7 Procedimentos e critérios de aceitação de projeto através de ensaios de protótipo

7.1 Procedimentos de verificação da memória de cálculo

As etapas descritas em 7.1.1 a 7.1.3 devem ser executadas antes do início dos ensaios de protótipo.

7.1.1 Verificação das tensões

Verificar se as tensões aplicadas no material do corpo estão abaixo do seu limite admissível e as deformações
resultantes dos esforços estão de acordo com as tolerâncias dimensionais previstas em projeto.

7.1.1.1 As verificações de tensões se aplicam ao conjunto da válvula, incluindo uniões do corpo.

7.1.1.2 Devem ser atendidos os critérios de aceitação constantes na ASME B 16.34 e padrão construtivo
da válvula.

7.1.1.3 Devem ser atendidas as tolerâncias dimensionais de projeto.

7.1.1.4 Deve também ser atendido o prescrito em 6.2.1 e 6.2.3.

7.1.2 Capacidade de alívio interno de cavidade para válvula-esfera

Comprovar a capacidade de aliviar sobrepressão na cavidade do corpo, dentro dos valores previstos no padrão
construtivo e de acordo com a forma construtiva da válvula.
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7.1.2.1 Critério de aceitação para válvulas tipo Trunnion

Conforme padrão construtivo aplicável, sendo que as extremidades devem estar a 100 % da pressão máxima
de trabalho (PMT).

7.1.2.2 Critério de aceitação para válvulas com esfera flutuante

Utilizar um método de ensaio conforme ao descrito a seguir, de forma que se comprove que a pressão retida
não ultrapasse um diferencial de pressão de 5 % da PMT ou 0,5 MPa (5 bar), o que for maior, mesmo que
as extremidades estejam a 100 % da PMT.

a) instalar flange com medidor de pressão (manômetro ou transmissor de pressão) no lado jusante
e outro medidor de pressão no lado da alimentação (montante);

b) com a válvula semi-aberta, aplicar pelo lado montante 133 % da PMT;

c) fechar a válvula com esta pressão, de forma que ela fique retida na cavidade, a montante e jusante;

d) em seguida, aliviar a pressão lentamente do lado montante e do lado jusante, até que ambas atinjam
a pressão de 100 % da PMT;

e) monitorar a evolução das pressões; se as pressões não se estabilizarem após 10 min, aliviar novamente
a pressão para 100 % da PMT em ambas as extremidades;

f) após as etapas de a) a e), abrir a válvula e observar se ocorre alteração nos medidores de pressão;

g) para que a válvula seja aprovada, não deve ser registrada elevação da pressão, além da tolerância
previamente especificada, no momento em que a válvula foi aberta – conforme f);

h) caso a elevação da pressão, no momento da abertura, ultrapasse o especificado, fica evidenciado que
a válvula não atende ao requisito do alívio de pressão na cavidade.

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7.1.2.3 Critério de aceitação para válvulas duplo efeito pistão (DPE)

Para as válvulas-esfera com duas sedes de duplo efeito pistão (DPE), isto é, que necessitem de uma válvula
de alívio externa para aliviar a pressão interna da cavidade, a pressão de abertura dessa válvula de alívio deve ser
compatível com seu sistema de interligação para drenagem do fluido (dreno aberto ou para o processo) e com seu
aspecto construtivo (por valor absoluto ou por diferencial de pressão).

7.1.3 Torques de acionamento

Verificar se os torques de acionamento estão de acordo com os previstos no padrão construtivo correspondente.

7.1.3.1 Critério de aceitação geral

a) o TRO deve ser menor que 90 % do TNO;

b) o TMO deve ser de no mínimo 2 vezes o TNO;

c) o TMA deve ser no mínimo 20 % acima do TMO.

7.2 Procedimento de ensaios de protótipo

As condições prescritas em 7.2.1 a 7.2.3 devem ser cumpridas antes do inicio dos ensaios de protótipo.

7.2.1 Análise dos procedimentos de ensaio


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7.2.1.1 Verificar a coerência entre o procedimento e os ensaios a serem efetuados.

7.2.1.2 Esta análise utiliza como parâmetros os padrões construtivos, as normas de ensaio e esta Norma.

7.2.2 Análise dos procedimentos de montagem da válvula

Certificar-se de que o procedimento utilizado para a montagem do protótipo seja o mesmo utilizado na linha de
produção.

7.2.3 Análise da documentação do projeto

Documentos de engenharia citados em 6.1.2.

7.2.4 Análise do livro de fabricação do protótipo

Comprovar que o protótipo da válvula foi fabricado e montado conforme projeto baseado nas premissas
constantes em 6.3.3 e 6.3.4.

7.2.5 Análise da integridade física do corpo

7.2.5.1 Deve ser verificada a existência de não-conformidades no corpo, tais como trincas e porosidades,
detectáveis por vazamentos.

7.2.5.2 Ensaios de integridade somente devem ser executados após análise dos relatórios de fabricação,
conforme indicado em 5.3.1 a 5.3.4.

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7.2.5.3 O procedimento deve estar de acordo com os respectivos padrões construtivos e de ensaios, acrescido
das seguintes recomendações:

a) tamponar as extremidades da válvula com flanges cegos fixados com todos os parafusos, não se admitindo
o uso de qualquer outro dispositivo de ensaio para a fixação da válvula;

b) manter o corpo pressurizado com a pressão definida na norma de ensaio; o tempo de ensaio deve ser
no mínimo 15 min ou o tempo indicado pela norma de ensaio correspondente multiplicado por três, o que
for maior.

7.2.5.4 Como critério de aceitação, a válvula não deve apresentar vazamento em nenhuma das operações
citadas em 7.2.5.

7.2.6 Ensaios de vedação

7.2.6.1 Estes ensaios são para:

a) detectar possíveis vazamentos, de passagem, assim como através dos demais elementos de vedação;

b) detectar vazamentos nas sedes e contravedação (quando aplicável) em baixas, médias e altas pressões;

c) verificar se carregamentos quase estáticos alteram o resultado dos ensaios;

d) verificar a estabilidade e repetibilidade da estanqueidade ao longo de diferentes carregamentos, tanto


no obturador principal da válvula como no sistema de contravedação, quando aplicável;
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e) identificar e quantificar as taxas de vazamento, de forma diferenciada, para líquido e para gás, para baixa,
média e alta pressão.

7.2.6.2 O procedimento de ensaio deve estar de acordo com os respectivos padrões construtivos e de ensaios,
acrescido das seguintes recomendações:

a) observar o vazamento, diretamente através da remoção do flange/bujão ou remota;

b) pressurizar a válvula “fechada” com água limpa, sem ou com inibidor de corrosão com viscosidade
não superior à da água, injetando fluido de forma controlada, gradativa e crescente, iniciando a pressurização
a partir da pressão zero até atingir a pressão de ensaio, segundo a sua norma de fabricação;

c) realizar ensaios de vedação a baixa, média e alta pressão, nesta ordem, conforme definido a seguir:

⎯ sedes com vedação resiliente (100 % resiliente ou com inserto resiliente em porta-sede metálico);

⎯ BP: de 0,517MPa a 0,689 MPa (75 psi a 100 psi);

⎯ AP: 110 % da PMT;

⎯ MP: raiz quadrada da (baixa pressão x alta pressão), MP = BP x AP , arredondando para o valor inteiro;

⎯ sedes com vedação metal-metal;

⎯ BP: 0,413 MPa a 0,689 MPa (60 psi a 100 psi);

⎯ AP: 110 % da PMT;

⎯ MP: 50 % da PMT;

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d) o tempo de ensaio deve ser no mínimo 15 min ou o tempo indicado pela norma de ensaio correspondente
multiplicado por três, o que for maior;

e) para cada patamar de pressão crescente, a válvula deve ser despressurizada;

f) em válvulas com vedação resiliente na interface sede-obturador, logo após o ensaio de alta pressão,
a válvula deve ser acionada sem pressão e deve ser repetido o ensaio em baixa pressão;

g) em válvulas bidirecionais, os ensaios de vedação devem ser executados nas duas sedes e na contravedação,
onde aplicável;

h) o fabricante tem que demonstrar que o método de identificação de vazamentos é capaz de quantificar
o eventual vazamento de acordo com a resolução requerida para o critério de aceitação adotado para cada
caso;

i) os ensaios de média e alta pressão devem ser repetidos com o uso do gás nitrogênio ou ar comprimido;

j) os ensaios com gás em baixa pressão podem ser realizados com ar comprimido seco, isento de óleo
e filtrado;

k) sistema de contravedação: onde aplicável, as taxas de vazamento do sistema de contravedação devem ser
monitoradas sem influência do engaxetamento.

7.2.6.3 Como critério de aceitação, a válvula não deve apresentar vazamento acima do estabelecido na Tabela 8,
para os ensaios de vedação com gás e líquido. As taxas de vazamento estão definidas na Tabela 9.
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Tabela 8 — Vazamentos permitidos

Tipos de sedes e válvulas


Resiliente ou
Metal x metal com inserto
Número de ciclos
resiliente
(n)
Gaveta Esfera,
Esfera Globo, retenção borboleta,
Vedação Contravedaçãoa retenção

0 < n ≤ 50 1/2 x Taxa C Taxa B 1/2 x Taxa C 1/2 x Taxa C Taxa A

50 < n ≤ 200 2 x Taxa C 1/2 x Taxa C Taxa C 2 x Taxa C Taxa A

200 < n ≤ 500 Taxa D Taxa C Taxa C Taxa D Taxa A

500 < n ≤ 1 000 2 x Taxa D 2 x Taxa D Taxa D 2 x Taxa D Taxa B

1 000 < n ≤ 2 000 4 x Taxa D Taxa D Taxa E 4 x Taxa D 2 x Taxa B

2 000 < n ≤ 5 000 Taxa E Taxa E Taxa F Taxa E Taxa C

Ensaio de
5 x Taxa D Taxa C Taxa C Taxa D Taxa A
temperatura

Quando for realizado ensaio simultâneo em duas sedes, tal como o duplo bloqueio e dreno (double block and bleed -
DBB) em uma válvula-esfera, a taxa de vazamento aceitável deve ser o dobro da indicada nesta Tabela.

a Onde existir contravedação ou sistema metálico de vedação da haste, a taxa de vazamento aceitável, neste
sistema de contravedação, é calculada com base no diâmetro nominal da haste, medido na região do engaxetamento
principal.

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Tabela 9 — Definição das taxas de vazamento

Classificação das taxas


Taxa A Taxa B Taxa C Taxa D Taxa E Taxa F
(mm3/s)

Em ensaio com N2 SVV 0,3 x DN 3,0 x DN 30 x DN 300 x DN 3 000 x DN

Em ensaio com água SVV 0,01 x DN 0,03 x DN 0,1 x DN 0,3 x DN 1,0 x DN

Equivalência na
Taxa A Taxa B Taxa C Taxa D - -
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Equivalência na
Rate A Rate B Rate C Rate D Rate E Rate F
BS EN 12266
DN = diâmetro nominal, expresso em milímetros (mm).

7.2.7 Avaliação do desempenho de torque de acionamento (Assinatura)

Sempre que forem realizados ensaios de vedação (7.2.6), necessariamente também devem ser realizados ensaios
de desempenho do torque de acionamento (assinatura). A metodologia a ser seguida está descrita no Anexo D.

7.2.8 Ensaios cíclicos à temperatura ambiente


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O projeto da válvula deve ser ciclado, conforme a Tabela 7, realizando-se interrupções da ciclagem quando,
em cada protótipo, o número de ciclos atingir os valores listados na Tabela 7. A cada paralisação, devem ser
realizados ensaios de vedação e de assinatura de torque. A metodologia a ser seguida está descrita no Anexo E.

7.2.9 Ensaio em temperaturas extremas

Deve ser executado integralmente no primeiro protótipo, após os 200 ciclos do ensaio cíclico na temperatura
ambiente, conforme definido na Tabela 7. A metodologia a ser seguida está descrita no Anexo F. Após o ensaio
em temperaturas extremas, o ensaio cíclico à temperatura ambiente deve ser retomado.

7.2.10 Capacidade de alívio interno da válvula

Quando aplicável, deve ser verificada a capacidade de alívio de sobrepressão na cavidade do corpo, dentro dos
valores previstos no padrão construtivo e de acordo com a forma construtiva da válvula. O critério de aceitação
deve ser conforme padrão construtivo aplicável, sendo que as extremidades devem estar na pressão máxima
de trabalho.

7.2.11 Desmontagem e inspeção

Após a conclusão de todos os ensaios de validação de protótipo, a válvula deve ser totalmente desmontada
somente na presença do responsável pela homologação, realizando-se:

a) documentação fotográfica completa da desmontagem, com fotos de conjunto e de detalhes; todas as áreas
de vedação e seus elementos de vedação devem ser 100 % fotografados;

b) verificação metrológica final (dimensional, rugosidade etc.) dos principais componentes, incluindo todas
as regiões de vedação e/ou sujeitas a desgaste;

c) ensaios não destrutivos aplicáveis, para verificar sanidade das superfícies de vedação, quanto aos defeitos
citados em 7.2.11.2.

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7.2.11.1 Como critério de aceitação, a válvula não deve apresentar sinais de comportamento anormal
ou indesejado nos seus componentes internos.

7.2.11.2 São exemplos de falhas de projeto inaceitáveis:

a) marcas de roçadura (galling) entre superfícies metálicas;

b) dano por extrusão de vedações;

c) descompressão explosiva de vedações;

d) desplacamento de revestimentos metálicos (carbureto de tungstênio, níquel químico, cromo duro etc.);

e) perda da rugosidade original através da corrosão no obturador, nas sedes ou nos alojamentos de vedações;

f) trincas, cisalhamentos, rupturas, empenamentos, torções e outras deformações plásticas não previstas no
projeto.

7.2.11.3 Exemplos de desgastes ou deteriorações aceitáveis:

a) desgaste ou eliminação do revestimento anti-atrito (por exemplo, PTFE) em roscas;

b) desgaste uniforme nas superfícies de transmissão de potência (roscas), sem impedir a funcionalidade;
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c) desgaste uniforme das vedações dinâmicas;

d) desgaste uniforme das sedes e/ou obturador.

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Anexo A
(normativo)

Requisitos suplementares de projeto para válvula-gaveta

Este Anexo estabelece os requisitos suplementares de projeto para válvulas industriais tipo gaveta.

A.1 Corpo, tampa, castelo ou tampa-castelo


A.1.1 Para dimensão face a face, utilizar as seguintes normas:

a) válvulas flangeadas e para solda de topo, utilizar a ASME B16.10;

b) para dimensões face a face acima dos diâmetros padronizados pela Tabela 5, é necessário acordo entre
comprador e fabricante;

c) as dimensões face a face de válvulas roscadas e encaixe para solda devem estar de acordo com os padrões
do fabricante.

A.1.2 As extremidades devem atender às seguintes normas:


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a) extremidades flangeadas em aço ASME B16.5 para diâmetros até DN 600 (NPS 24), ASME B16.47 série A
para diâmetros de DN 650 até 900 (NPS 26 até 36), ASME B16.47 série B para diâmetros de DN 950
até 1500 (NPS 38 e maiores); para flanges classes 600 e 900 as dimensões dos flanges de DN 950
até 1500 (NPS 38 e maiores) devem ser iguais às da ASME B16.47 série A;

b) extremidades roscadas: conforme ASME B1.20.1 NPT;

c) extremidades para solda de topo: conforme ASME B16.25;

d) extremidades com encaixe para solda: conforme ASME B16.11.

A.1.3 As válvulas forjadas de DN 15 a 40 (NPS ½ a 1 ½) podem ter o flange de ligação corpo/tampa quadrado,
com junta de vedação circular.

A.1.4 As guias do corpo e da gaveta devem ser projetadas para minimizar o desgaste da sede de vedação
e manter o alinhamento entre a gaveta e a haste, em qualquer orientação em que a válvula for instalada. A folga
total entre as guias deve ser no máximo de:

a) válvulas de diâmetros até DN 40 (NPS 1 1/2) - 1 mm;

b) válvulas de diâmetros de DN 50 a 65 (NPS 2 a 2 1/2) - 2 mm;

c) válvulas de diâmetros de DN 80 a 200 (NPS 3 a 8) - 4 mm;

d) válvulas de diâmetros de DN 250 a 400 (NPS 10 a 16) - 6 mm;

e) válvulas de diâmetros acima de DN 400 (NPS 16) - 8 mm.

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A.1.5 Devem ser previstos ressaltos sem furo no corpo e na tampa (castelo ou tampa-castelo) das válvulas
fundidas nas posições A, B, E, F, G e H, conforme a Figura 3 da ISO 10434:2004.

A.1.6 A junta de vedação da ligação corpo/castelo ou tampa deve ser conforme a Tabela A.1

Tabela A.1 — Junta de vedação da ligação corpo com o castelo

Grafite flexível com


Classe Espiraladaa FJA inserção metálica para
juntas não circulares
150 X - X
300 X - -
600 X X -
800 X - -
900 X X -
1 500 X X -
2 500 - X -
a Quando utilizada junta espiralada, esta deve ser com espirais de aço inoxidável tipo 304
ou 316 (quando o material do corpo da válvula é mais nobre que o aço inoxidável tipo 304)
com enchimento de grafite flexível, padrão da ASME B16.20. A sede deve manter a junta
confinada e a altura do ressalto deve ser equivalente ao anel centralizador
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da ASME B16.20.

A.1.7 Requer-se o aperto controlado dos flanges do castelo, devendo o fabricante informar os valores dos
respectivos torques na documentação do projeto.

A.1.8 Acabamento da face dos flanges conforme as ASME B16.5 ou ASME B16.47.

A.1.9 Exceto se especificado em contrário, válvulas flangeadas devem ter os flanges integrais ao corpo.
Quando forem admitidas construções soldadas, estas somente podem ser utilizadas na válvula forjada com solda
com penetração total e inspeção por radiografia total (100 %).

A.2 Sistema de engaxetamento

A.2.1 As gaxetas devem ser de grafite flexível reforçadas com fios de INCONEL®1) , com no mínimo cinco anéis,
não sendo preciso o uso de buchas de carbono nas extremidades.

A.2.2 Especificação padronizada para as gaxetas:

a) confeccionadas com anéis pré-moldados ou de material trançado;

b) de grafite flexível expandido, 99 % mínimo de pureza, com reforço de fio de INCONEL®, de alta resistência;

c) de seção quadrada;

1) INCONEL® é o nome comercial do tipo adequado à fabricação de liga metálica de boa resistência à corrosão, tensão de
ruptura e estabilidade térmica. Esta informação é dada para facilitar aos usuários na utilização desta Norma e não constitui um
endosso por parte da ABNT ao produto citado. É possível ser utilizado produto equivalente, desde que conduza a resultado
comprovadamente igual.

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d) isenta de qualquer ligante ou aglomerante ou aditivo;

e) com certificado de ensaiada a fogo (fire test), conforme a ISO 10497.

A.2.3 Os anéis de gaxeta devem ser montados observando-se o material, dimensões e emendas defasadas
de 90 °.

A.2.4 A cada dois anéis colocados, deve-se dar um pré-aperto.

A.3 Preme-gaxetas ou sobreposta


A.3.1 A sobreposta deve ser sempre com parafusos, não se aceitando a opção roscada.

A.3.2 O flange da sobreposta e a sobreposta devem ser uma única peça do mesmo material do corpo, podendo
ser flange e sobreposta unidos por solda ou fabricadas a partir de uma única peça. O diâmetro da parte superior
do furo passante deve ser maior, de modo a não permitir que um aperto desigual venha prender ou danificar
a haste.

A.4 Haste
A.4.1 Para válvulas forjadas conforme a ISO 15761 e fundidas conforme a ISO 14313 (acima de DN 600/
NPS 24), o comprimento da haste deve atender também aos requisitos da ISO 10434.
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A.4.2 Para as válvulas fundidas, o material da bucha da haste deve ser em bronze ASTM B584 Gr C86400,
no mínimo, quanto à resistência mecânica. Para as válvulas forjadas, adicionalmente, pode ser aceito material
da bucha em aço inoxidável 13 % Cr.

A.5 Anel de sede


A.5.1 Os anéis da sede de vedação devem ser roscados ou soldados no corpo. No caso de anel roscado,
é obrigatório o uso de solda de selagem integral. Permitem-se anéis da sede de vedação fabricados do mesmo
material do corpo, desde que haja revestimento por depósito de solda no material especificado para os internos,
na superfície de vedação com espessura mínima de 1,6 mm após usinagem. Para válvulas de diâmetros DN 40
(NPS 1 ½) e menores, os anéis da sede devem ser roscados, prensados ou soldados no corpo da válvula.

A.5.2 A superfície de vedação deve ser retificada (32 RMS), de modo que permita a vedação com desgaste
normal da superfície de contato.

A.5.3 Para o roscamento dos anéis pode ser utilizado um óleo lubrificante leve, não sendo permitido o uso
de compostos selantes.

A.6 Gaveta
A.6.1 A gaveta deve ser do material especificado para os internos (trim), admitindo-se o uso de material
de qualidade não inferior ao do corpo, desde que revestido com depósito de solda no material especificado para
os internos, na superfície de vedação (depósito com espessura mínima de 1,6 mm após usinagem).

A.6.2 A superfície de vedação deve ser retificada (32 RMS), de modo que permita vedação com desgaste
normal das superfícies de contato.

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A.7 Bucha de contravedação


Para válvulas de DN 50 (NPS 2) e maiores, no roscamento da bucha pode ser utilizado um óleo lubrificante leve,
não sendo permitido o uso de compostos selantes.

A.8 Volante
A.8.1 Os volantes devem ser raiados, com ressaltos externos para facilitar o encaixe da chave de válvula,
e devem permitir a utilização de chave confeccionada a partir de barra redonda de 10 mm 3/8” de diâmetro,
nas válvulas menores que DN 25 (NPS 1).

A.8.2 Desde que não especificado em contrário, o sistema de acionamento das válvulas deve seguir
a padronização indicada na Tabela A.2.

Tabela A.2 — Uso de redutores e engrenagens

Usar redutores para DN (NPS)


Tipo Classe
das válvulas ≥

150 300 (12)

300 250 (10)


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Gaveta 600 150 (6)

900 100 (4)

1 500 e 2 500 80 (3)

150 e 300 200 (8)

Globo 600 e 900 100 (4)

1 500 e 2 500 80 (3)

150 e 300 150 (6)

Esfera 600 e 900 100 (4)

1 500 e 2 500 50 (2)

A.8.3 Quando a válvula for acionada manualmente por volante, este deve ser dimensionado de tal forma que
estando a válvula submetida à máxima pressão diferencial da classe, atenda aos requisitos estabelecidos
da MSS SP-91.

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A.9 Parafusos
A.9.1 Os parafusos da união corpo/castelo devem ser no mínimo conforme as especificações listadas
na Tabela A.3.

Tabela A.3 — Material dos estojos/parafusos e porcas da união corpo-castelo

Material dos
Material do corpo Material das porcas Revestimento
estojos/parafusos

ASTM A 105
ASTM A 193 Gr B7 ASTM A 194 Gr 2H
ASTM A 216 Gr WCB

ASTM A 350 Gr LF2 CL 1


Zinco níquel (Zn-Ni)
ASTM A 352 Gr LCB ASTM A 320 Gr L7 ou ASTM A 194 Gr 4L ou ASTM B 841, Classe 1,
ASTM A 193 Gr B8M ou ASTM A 194 Gr 8M ou Tipo B/E, Grau 5 a 8,
ASTM A 350 Gr LF3 CL 1 ASTM A 193 Gr B8M CL2 ASTM A 194 Gr B8M CL2 com alívio de tensões
e de hidrogênio,
ASTM A 352 Gr LC3 conforme ASTM B 849
e ASTM B 850.
ASTM A 182 Gr F11 CL 2

ASTM A 217 Gr WC6 ASTM A 193 Gr B16 ASTM A 194 Gr 2H


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ASTM A 182 Gr F5

ASTM A 182 Gr F304

ASTM A 351 Gr CF8

ASTM A 182 Gr F316

ASTM A 351 Gr CF8M


ASTM A 193 Gr B8M ou ASTM A 194 Gr B 8M ou
Não aplicável
ASTM A 193 Gr B8M CL2 ASTM A 194 Gr B8M CL2
ASTM A 182 Gr F317

ASTM A 351 Gr CG8M

ASTM A 182 Gr F347

ASTM A 351 Gr CF8C

A.9.2 Os estojos/parafusos e porcas devem ser revestidos com zinco níquel (Zn-Ni) ASTM B 841, Classe 1,
Tipo B/E, Grau 5 a 8, com alívio de tensões e de hidrogênio, conforme ASTM B 849 e ASTM B 850.

A.9.3 Para materiais de estojos em ASTM A 320 Gr L7, quando o material do corpo da válvula
for ASTM A 350 Gr LF2 CL 1 ou ASTM A 352 Gr LCB, é aceitável o ensaio de impacto a - 45 °C, e para o material
da válvula em ASTM A 350 Gr LF3 ou ASTM A 352 Gr LC3, é aceitável o ensaio de impacto a - 60 °C.

A.9.4 Os parafusos de união do corpo à tampa, no mínimo quatro, devem ser do tipo estojo-padrão
ASME B18.2.1, UNC-2A até 25,40 mm (1”) e UN-2A a partir de 28,57 mm (1 1/8”), com porcas sextavadas padrão
ASME B18.2.2. O comprimento dos parafusos deve ter no mínimo um e no máximo três fios de rosca além
da porca.

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A.10 Placa de identificação


A.10.1 As válvulas devem conter placa de identificação conforme indicado no padrão construtivo e atender
às marcações e requisitos adicionais de A.10.2 e A.10.3.

A.10.2 A placa de identificação deve ser fabricada em aço inoxidável, fixada como segue:

a) identificação desta Norma (ABNT NBR 15827);

b) para as válvulas fundidas, deve ser fixada à superfície externa da aba do flange de ligação do corpo
ou da tampa/castelo;

c) para as válvulas forjadas, deve ser fixada ao volante, alavanca ou tampa por meio de suas porcas;

d) para as válvulas tipo wafer, deve ser fixada no corpo;

e) o elemento de fixação da placa deve ser em aço inoxidável austenítico.

A.10.3 As válvulas ensaiadas a fogo devem ser identificadas com a sigla ISO - FT e a especificação do material
dos internos (haste, obturador e sede) e das vedações (gaxetas e juntas).

A.10.4 Além do exigido pelo padrão construtivo, a placa de identificação deve conter as seguintes informações:

a) especificação do material das gaxetas e junta de vedação;


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b) temperatura máxima de utilização contínua (para válvulas em condições especiais);

c) número de série.

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Anexo B
(normativo)

Requisitos suplementares de projeto para válvula de retenção

Este Anexo estabelece os requisitos suplementares de projeto para válvulas industriais tipo retenção.

B.1 Corpo
B.1.1 Para dimensão face a face, utilizar as seguintes normas:

a) válvulas flangeadas e para solda de topo, utilizar a ASME B16.10;

b) para válvulas acima de DN 600 (NPS 24), conforme o padrão construtivo;

c) válvulas tipo wafer, conforme o padrão construtivo.

B.1.2 Quanto ao tipo de extremidades, as válvulas classificam-se em:

a) extremidades flangeadas em aço ASME B16.5 para diâmetros até DN 600 (NPS 24), ASME B16.47 série A
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para diâmetros de DN 650 até 900 (NPS 26 até 36), ASME B16.47 série B para diâmetros de DN 950
até 1500 (NPS 38 e maiores); para flanges classes 600 e 900 as dimensões dos flanges de DN 950
até 1500 (NPS 38 e maiores) devem ser iguais às da ASME B16.47 série A;

b) extremidades flangeadas em ferro fundido conforme ASME B16.1;

c) extremidades roscadas conforme ASME B1.20.1 NPT;

d) extremidades para solda de topo conforme ASME B16.25;

e) extremidades com encaixe para solda conforme ASME B16.11.

B.1.3 Devem ser previstos ressaltos no corpo das válvulas, conforme MSS SP-45, exceto para válvulas tipo
wafer, que devem atender à API 594.

B.1.4 Deve ser instalado olhal de içamento em válvula tipo wafer com peso superior a 20 kg em um ressalto
no corpo da válvula.

B.1.5 A rosca do bujão de tamponamento do eixo deve ser paralela e selada com junta metálica até classe 300.
Para classe 600 e acima, o bujão deve ser selado com solda.

B.1.6 O bujão deve ser maciço e de mesma composição química do corpo.

B.1.7 A região de assentamento das porcas e do bujão deve atender à MSS SP-9.

B.1.8 Exceto se especificado em contrário, válvulas flangeadas devem ter os flanges integrais ao corpo.
Quando forem admitidas construções soldadas, estas somente podem ser utilizadas na válvula forjada com solda
com penetração total e inspeção por radiografia total (100 %).

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B.2 Tampa
B.2.1 O tipo de ligação corpo/tampa deve ser conforme Tabela B.1.

Tabela B.1 — Junta da ligação corpo com a tampa

Junta não-metálica plana


Classe Espiraladaa FJAb
com fibra de aramida

150 X - -

300 X - -

600 X X -

800 X - -

900 X X -

1500 X X -

2500 - X -
a Quando utilizada junta espiralada, esta deve ser com espirais de aço inoxidável tipo 304 ou 316
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(quando o material do corpo da válvula é mais nobre que o aço inoxidável tipo 304), com enchimento
de grafite flexível, padrão da ASME B16.20. A sede deve manter a junta confinada e a altura do
ressalto deve ser equivalente ao anel centralizador da norma ASME B16.20.
b Quando for utilizada junta de anel, o material da junta deve ser de mesma composição química
do corpo.

B.2.2 O fabricante deve informar os valores dos respectivos torques nos parafusos da ligação corpo/castelo
(ou tampa) nos documentos de projeto.

B.2.3 O eixo da portinhola não pode ser fixado na tampa.

B.3 Anel da sede


B.3.1 Os anéis da sede de vedação devem ser roscados ou soldados no corpo. No caso de anel roscado,
é obrigatório o uso de solda de selagem integral. Permitem-se anéis da sede de vedação fabricados do mesmo
material do corpo, desde que haja revestimento por depósito de solda no material especificado para os internos,
na superfície de vedação com espessura mínima de 1,6 mm após usinagem.

B.3.2 A superfície de vedação deve ser no mínimo retificada (32 RMS), de modo que permita a vedação com
desgaste normal da superfície de contato.

B.3.3 Para o roscamento dos anéis pode ser utilizado um óleo lubrificante leve, não sendo permitido o uso de
compostos selantes.

B.3.4 Os anéis devem ter as bordas chanfradas, para evitar que danifiquem a superfície.

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B.4 Parafusos e porcas


B.4.1 Os parafusos da união corpo/tampa devem ser conforme Tabela B.2.

Tabela B.2 — Materiais dos estojos/parafusos e porcas

Material dos
Material do corpo Material das porcas Revestimento
estojos/parafusos

ASTM A 105
ASTM A 193 Gr B7 ASTM A 194 Gr 2H
ASTM A 216 Gr WCB

ASTM A 350 Gr LF2 CL 1 Zinco níquel (Zn-Ni)


ASTM A 352 Gr LCB ASTM A 320 Gr L7 ou ASTM A 194 Gr 4L ou ASTM B 841, Classe 1,
ASTM A 193 Gr B8M ou ASTM A 194 Gr 8M ou Tipo B/E, Grau 5 a 8,
ASTM A 350 Gr LF3 CL 1 ASTM A 193 Gr B8M CL2 ASTM A 194 Gr B8M CL2 com alívio de tensões e
ASTM A 352 Gr LC3 de hidrogênio, conforme
ASTM B 849 e ASTM B
ASTM A 182 Gr F11 CL 2 850.
ASTM A 217 Gr WC6
ASTM A 193 Gr B16 ASTM A 194 Gr 2H
ASTM A 182 Gr F5
ASTM A 217 Gr C5

ASTM A 182 Gr F304


ASTM A 351 Gr CF8
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ASTM A 182 Gr F316


ASTM A 351 Gr CF8M ASTM A 193 Gr B8M ou ASTM A 194 Gr B 8M ou
Não aplicável
ASTM A 182 Gr F317 ASTM A 193 Gr B8M CL2 ASTM A 194 Gr B8M CL2
ASTM A 351 Gr CG8M
ASTM A 182 Gr F347
ASTM A 351 Gr CF8C

B.4.2 Para materiais de estojos em ASTM A 320 Gr L7, quando o material do corpo da válvula for
ASTM A 350 Gr LF2 CL 1 ou ASTM A 352 Gr LCB, é aceitável o ensaio de impacto a – 45 °C, e para o material da
válvula em ASTM A 350 Gr LF3 ou ASTM A 352 Gr LC3, é aceitável o ensaio de impacto a - 60 °C.

B.4.3 Os parafusos de união do corpo à tampa, no mínimo quatro, devem ser do tipo estojo-padrão
ASME B18.2.1, UNC-2A até 25,40 mm 1” e UN-2A a partir de 28,57 mm 1 1/8”, com porcas sextavadas padrão
ASME B18.2.2. O comprimento dos parafusos deve ter no mínimo um fio de rosca além da porca e no máximo
três fios.

B.5 Portinhola e demais internos


B.5.1 A portinhola deve ser do material especificado para os internos (trim), admitindo-se o uso de material
de qualidade não inferior ao do corpo, desde que revestido com depósito de solda no material especificado para
os internos, na superfície de vedação (depósito com espessura mínima de 1,6 mm após usinagem).

B.5.2 Para os demais componentes internos, braço, eixo da portinhola, parafusos, porcas, arruelas e pinos de
travamento, seus materiais devem possuir resistência à corrosão igual ou superior ao material especificado para
os internos.

B.5.3 A superfície de vedação deve ser no mínimo retificada (32 RMS).

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B.6 Braço da portinhola e eixo


B.6.1 O braço da portinhola e o eixo devem ser projetados e montados no corpo, de modo a permitir
o movimento livre da portinhola sem interferências.

B.6.2 Com a portinhola totalmente aberta, o batente deve ser o braço, conforme Figura B.1.
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Figura B.1 — Desenho esquemático do contato braço da portinhola x batente

B.6.3 Para válvula de retenção tipo portinhola, conforme BS 1868, a folga dos internos deve ser no máximo
0,3 mm até DN 150 (NPS 6) e 0,5 mm para diâmetros superiores.

B.7 Mola para válvula tipo wafer


A mola deve ser de aço inoxidável austenítico ou de material com resistência à corrosão superior.

B.8 Placa de identificação


As válvulas devem conter placa de identificação conforme A.10.

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Anexo C
(normativo)

Requisitos suplementares de projeto para válvula esfera

Este Anexo estabelece os requisitos suplementares de projeto para válvulas industriais tipo esfera.

C.1 Corpo
C.1.1 O corpo das válvulas deve ser conforme indicado em C.1.1 a C.1.7.

C.1.1.1 Válvulas até DN 40 (NPS 1 1/2), da classe 800, construídas conforme ISO 17292, devem ser
de passagem plena, conforme Tabela C.1.

Tabela C.1 — Diâmetro interno de passagem

Passagem
DN
mm
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15 (1/2”) 12,5

20 (3/4”) 17

25 (1”) 24

40 (1 1/2”) 37

C.1.1.2 Válvulas de DN 50 (NPS 2) e maiores, conforme ISO 14313, devem ter o corpo tipo longo com passagem
plena.

C.1.1.3 Para curva de pressão x temperatura, da classe 800, consultar a ISO 15761.

C.1.2 Devem ser previstos ressaltos no corpo das válvulas, a fim de permitir a instalação de conexões auxiliares
de drenagem ou contorno, de acordo com a MSS SP-45. Para válvulas de esfera flutuante, com DN 50 (NPS 2)
e maiores, deve ser previsto ressalto no corpo na posição “G”. Para válvulas de montagem Trunnion, com
DN 100 (NPS 4) e maiores, devem ser previstos ressaltos nas posições “A”, “B”, “E”, “F” e “J”. Nos casos em que
a geometria do corpo impedir as posições E(A) ou B(F), optar por um dos pares, ou seja, E e B ou A e F
(ver Figura C.1).

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NOTA ( ) indica lado oposto.

Figura C.1 — Localização de drenos e conexões auxiliares


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C.1.2.1 No caso de montagem Trunnion, o corpo deve conter obrigatoriamente um furo roscado com bujão para
dreno na posição “J”, conforme a MSS SP-45. Não é permitida montagem do bujão utilizando fita ou pasta de
TEFLON®2),, exceto para válvulas de uso geral.

C.1.2.2 O bujão deve ser maciço e no mesmo grupo de material do corpo.

C.1.3 Os corpos podem ser inteiriços com tampa aparafusada, ou em duas ou três partes aparafusadas.
Não é aceitável que os flanges de junção do corpo possuam o plano das faces coincidentes com a linha de centro
da haste.

C.1.4 As extremidades devem atender às seguintes normas:

a) extremidades flangeadas em aço ASME B16.5 para diâmetros até DN 600 (NPS 24), ASME B16.47 série A
para diâmetros de DN 650 até 900 (NPS 26 até 36), ASME B16.47 série B para diâmetros de DN 950
até 1500 (NPS 38 e maiores); para flanges classes 600 e 900 as dimensões dos flanges de DN 950
até 1500 (NPS 38 e maiores) devem ser iguais às da ASME B16.47 série A;

b) extremidades para solda de topo ASME B16.25;

c) extremidades roscadas ASME B1.20.1 (NPT);

d) extremidades de encaixe para solda para classes 800 conforme a ISO 17292; para classes 1500 e 2500,
conforme a ASME B16.34.

2) TEFLON® é marca registrada da DuPont para resinas, filmes, fitas e fibras de politetrafluoretileno (PTFE), sendo um exemplo
adequado de um produto comercialmente disponível. Esta informação é dada para facilitar aos usuários na utilização desta
Norma e não constitui um endosso por parte da ABNT ao produto citado. É possível ser utilizado produto comprovadamente
equivalente, desde que conduza a resultado comprovadamente igual.

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C.1.4.1 As válvulas com sede resiliente e extremidades de encaixe para solda devem ser fornecidas
com niples de extremidades planas, SCH 160 para os aços-carbono e liga e SCH 80S para os aços inoxidáveis,
com extensão de 100 mm, podendo ser integral ao corpo ou tampa (na válvula tripartida) ou soldadas nas duas
extremidades. O procedimento de soldagem das soldas de encaixe deve ser com processo TIG, com o mínimo de
duas camadas, com perfil côncavo suave. O material do niple deve ser de qualidade compatível com o material do
corpo da válvula.

C.1.4.2 Para válvulas ensaiadas a fogo não são aceitas as extremidades roscadas. O acabamento para
extremidades flangeadas, do tipo FR e FJA, deve ser conforme ASME B16.5 ou ASME B16.47, para diâmetros
padronizados.

C.1.5 A dimensão face a face deve ser conforme a ISO 14313 ou ISO 17292.

C.1.6 O tipo de montagem das válvulas de uso geral e ensaiadas a fogo (fire tested type) deve ser conforme
Tabela C.2.

Tabela C.2 — Diâmetro interno de passagem

Diâmetro 150 300 600 800 900 1 500 2 500


15 (1/2”) a 40 (1 1/2”) - Flutuante Trunnion
50 (2”) a 100 (4”) Flutuante Trunnion
150 (6”) e acima Trunnion

C.1.7 A retenção de pressão, para cada tipo de válvula, deve ser conforme C.1.7.1 a C.1.7.4.
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C.1.7.1 As válvulas com montagem Trunnion devem ser do tipo efeito de pistão simples (single piston effect)
exceto quando especificado em contrário.

C.1.7.2 Nas válvulas com montagem Trunnion do tipo efeito de pistão duplo (double piston effect), deve ser
prevista a instalação de dispositivo de alívio de pressão automático.

NOTA 1 Se o sistema de alívio vier incorporado ao corpo da válvula, ela passa a ter sentido único, o qual deve estar
indicado em seu corpo.

NOTA 2 O sistema deve ser fornecido com válvulas de bloqueio a montante e a jusante do dispositivo de alívio, para
permitir acesso para manutenção.

NOTA 3 O comprador deve indicar o sistema de alívio a ser adotado para a válvula.

C.1.7.3 As válvulas flutuantes de DN 50 (NPS 2) e superiores, bem como as do tipo Trunnion, devem ser
projetadas de forma a aliviar a pressão contida na cavidade do corpo em até 1,33 vez a pressão máxima da classe
da válvula, sem perder suas características de vedação.

C.1.7.4 As válvulas não devem ter sentido preferencial de vedação, a não ser que especificado em contrário
na requisição de compra.

C.2 Sedes
C.2.1 O material da sede resiliente deve ser adequado para serviço com hidrocarbonetos líquidos ou gasosos,
álcool e água produzida com seguintes contaminantes: CO2, H2S e cloretos, com temperatura de trabalho
determinada conforme Tabela 6 e permitir limpeza com vapor até 180 °C.

C.2.2 Não são aceitas válvulas com anéis de regulagem para as sedes.
C.2.3 Para válvulas ensaiadas a fogo, os anéis de vedação devem ser em material resiliente e dispor
de vedação secundária metálica, conforme padrões construtivos correspondentes.

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C.3 Esfera
As esferas, desde que não especificado em contrário, devem possuir passagem plena e cilíndrica. Podem ser dos
tipos sólida com cavidade selada ou com cavidade vazada, conforme Figura C.2.

Figura C.2 — Tipo de construção de válvula esfera

C.4 Parafusos e porcas


C.4.1 Os parafusos da união corpo/tampa ou do corpo bipartido ou tripartido devem ser conforme Tabela C.3.

Tabela C.3 — Materiais dos estojos/parafusos e porcas


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Material dos
Material do corpo Material das porcas Revestimento
estojos/parafusos

ASTM A 105
ASTM A 193 Gr B7 ASTM A 194 Gr 2H
ASTM A 216 Gr WCB

ASTM A 350 Gr LF2 CL 1


Zinco níquel (Zn-Ni)
ASTM A 352 Gr LCB ASTM A 320 Gr L7 ou ASTM A 194 Gr 4L ou
ASTM B 841, Classe 1,
ASTM A 193 Gr B8M ou ASTM A 194 Gr 8M ou
ASTM A 350 Gr LF3 CL 1 Tipo B/E, Grau 5 a 8,
ASTM A 193 Gr B8M CL2 ASTM A 194 Gr B8M CL2
com alívio de tensões
ASTM A 352 Gr LC3 e de hidrogênio,
conforme ASTM B 849
ASTM A 182 Gr F11 CL 2 e ASTM B 850.
ASTM A 217 Gr WC6
ASTM A 193 Gr B16 ASTM A 194 Gr 2H
ASTM A 182 Gr F5
ASTM A 217 Gr C5

ASTM A 182 Gr F304


ASTM A 351 Gr CF8
ASTM A 182 Gr F316
ASTM A 351 Gr CF8M ASTM A 193 Gr B8M ou ASTM A 194 Gr B 8M ou
Não aplicável
ASTM A 182 Gr F317 ASTM A 193 Gr B8M CL2 ASTM A 194 Gr B8M CL2

ASTM A 351 Gr CG8M


ASTM A 182 Gr F347
ASTM A 351 Gr CF8C

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C.4.2 As válvulas ensaiadas a fogo (fire tested type) devem ser certificadas com os parafusos listados
na Tabela C.3. Para os casos não cobertos na Tabela C.3, o fabricante pode especificar o material dos parafusos.
Neste caso, este conjunto deve ser certificado com ensaio a fogo. Como alternativa ao material
ASTM A 193 GR B7 podem ser usados estojos e parafusos em ASTM A 193 GR B16, mantendo o revestimento
indicado na Tabela C.3.

C.4.3 Os estojos/parafusos e porcas em aço-carbono/aço-liga devem ser revestidos com zinco níquel (Zn-Ni)
ASTM B 841, Classe 1, Tipo B/E, Grau 5 a 8, com alívio de tensões e de hidrogênio, conforme ASTM B 849
e ASTM B 850.

C.4.4 Para materiais de estojos em ASTM A 320 Gr L7, quando o material do corpo da válvula for
ASTM A 350 Gr LF2 CL 1 ou ASTM A 352 Gr LCB, é aceitável o ensaio de impacto a - 45 °C, e para o material
da válvula em ASTM A 350 Gr LF3 ou ASTM A 352 Gr LC3, é aceitável o ensaio de impacto a - 60 °C.

C.4.5 Os parafusos de união do corpo à tampa ou das partes que compõem o corpo bipartido ou tripartido
devem ser do tipo estojo, ASME B18.2.1, UNC-2A até 25,40 mm (1”) e UN-2A a partir de 28,57 mm (1 1/8”),
com porcas sextavadas, ASME B18.2.2. O comprimento dos parafusos deve ter no mínimo um fio e no máximo
três fios de rosca além da porca.

C.5 Vedação do corpo ou tampa


C.5.1 A vedação do corpo ou da tampa para as válvulas ensaiadas a fogo (fire tested type) deve atender
às condições do ensaio da ISO 10497, devendo ser com juntas de vedação do tipo espiralada, em aço inoxidável
austenítico, com enchimento de grafite flexível.
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C.5.2 A vedação do corpo ou da tampa para as válvulas de uso geral pode ser conforme C.5.1 ou através
de anéis resilientes (O-ring), atendendo ao padrão construtivo correspondente e, adicionalmente, deve ser provida
de uma vedação complementar em um anel de grafite, para evitar o vazamento pelo corpo em caso de falha
dos anéis resilientes. Este tipo de vedação pode ser aceito para válvulas ensaiadas a fogo, desde que atendidas
as condições do ensaio da ISO 10497.

C.5.3 O material dos componentes citados em C.5.1 e C.5.2 deve ser adequado para serviço com
hidrocarbonetos líquidos ou gasosos e álcool com temperatura de trabalho conforme Tabela 6 e permitir limpeza
com vapor até 180 °C.

C.6 Vedação da haste - Sistema de engaxetamento


C.6.1 A vedação da haste das válvulas ensaiadas a fogo (fire tested type) deve atender às condições de ensaio
da ISO 10497, devendo possuir preme-gaxetas e gaxetas em grafite flexível com fios de INCONEL®.

C.6.2 Para válvulas ensaiadas a fogo e para uso geral, as gaxetas devem ser de grafite flexível, reforçadas com
fios de INCONEL® com no mínimo, três anéis.

C.6.3 Especificação padronizada para as gaxetas:

a) confeccionadas com anéis pré-moldados ou de material trançado;

b) de grafite flexível expandido, 99 % mínimo de pureza, com reforço de fio de INCONEL®, de alta resistência;

c) de seção quadrada;

d) isentas de qualquer ligante ou aglomerante ou aditivo;

e) com certificado de ensaio de incêndio (fire safe) conforme a API STD 589.

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C.6.4 Os anéis de gaxeta devem ser montados observando-se o material, as dimensões e as emendas
defasadas de 90 °.

C.6.5 No mínimo a cada dois anéis colocados, deve-se dar um pré-aperto.

C.6.6 O projeto deve prever possibilidade de ajuste de aperto das gaxetas sem necessidade de remoção
do acionamento, inclusive em válvulas com engrenagens de redução.

C.7 Alavanca
C.7.1 Desde que não especificado em contrário, o uso de redutores deve ser conforme a Tabela A.2.

C.7.2 Quando a válvula for acionada manualmente por alavanca, esta deve ser dimensionada de tal forma que,
estando a válvula submetida à máxima pressão diferencial da classe, o esforço dispendido pelo homem seja de
no máximo 360 N, bem como deve atender aos requisitos da MSS SP-91.

C.8 Dispositivo antiestático


As válvulas-esfera de uso geral e ensaiadas a fogo devem ser providas de dispositivo antiestático em toda a faixa
de diâmetro. Esses dispositivos devem possuir certificado de ensaio conforme requerido pelos respectivos
padrões construtivos.
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C.9 Placa de identificação


As válvulas devem conter placa de identificação conforme A.10.

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Anexo D
(normativo)

Procedimento e critérios de aceitação para obtenção da assinatura de


torque de acionamento em válvulas

D.1 Procedimento

D.1.1 Objetivo

Avaliar o desempenho de acionamento, verificando se os torques de acionamento estão de acordo com os


previstos em normas e nas especificações de projeto, realizando ensaios funcionais em baixa, média e alta
pressões.

D.1.2 Método de obtenção

D.1.2.1 Para aquisição de dados, deve ser preparado um sistema de registro contínuo das seguintes variáveis ao
longo dos acionamentos:
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a) pressões da válvula: montante, jusante, corpo e demais pórticos de monitoração de pressão;

b) torque de acionamento;

c) deslocamento angular.

D.1.2.2 A monitoração de torque deve ser, preferencialmente, realizada por célula de carga de torque.

D.1.2.3 A monitoração da posição angular pode utilizar um encode, potenciômetro ou outro sensor eletrônico
similar.

D.1.2.4 A monitoração de pressão das linhas de ensaio deve utilizar transmissores de pressão com precisão
melhor que 0,6 % do fundo de escala, o qual deve atingir 150 % da PMT da válvula. Se a precisão for melhor que
0,3 %, toda a faixa de pressões de ensaio (alta e baixa pressões) pode ser monitorada com o mesmo transmissor.

D.1.3 Seqüência de operações

D.1.3.1 Fechar a válvula aplicando 100 % do TNO.

D.1.3.2 Pressurizar e manter o montante da válvula com 100 % PMT, ± 2 % com água.

D.1.3.3 Iniciar a abertura da válvula, girando sua haste de forma lenta e gradual, sem golpes ou trancos,
registrando o torque real de abertura na quebra de movimento (TRAQ) (break torque) de movimento. Anotar
separadamente este valor.

D.1.3.4 Registrar o valor máximo do torque real de abertura com diferencial de pressão (TRAC).
Anotar separadamente este valor.

D.1.3.5 Registrar o valor máximo do torque real de abertura sem diferencial de pressão (TRAS). Garantir que
a válvula se mantenha pressurizada, conforme descrito em D.1.3.2. Anotar separadamente este valor.

D.1.3.6 Aplicar no fim de curso de abertura o torque de 100 % TNO por pelo menos 5 s.

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D.1.3.7 Gerar e manter um pequeno vazamento na linha de jusante da válvula, através de válvula agulha
específica, de modo que se possa detectar o fechamento da válvula pela observação da queda de pressão
na linha de jusante. A pressurização do montante deve ser capaz de compensar este pequeno vazamento.

D.1.3.8 Iniciar o fechamento da válvula, girando sua haste de forma lenta e gradual, sem golpes ou trancos,
registrando o torque real de fechamento na quebra de movimento (TRFQ) (break torque) de movimento.
Anotar separadamente este valor.

D.1.3.9 Registrar o valor máximo do torque real de fechamento sem diferencial de pressão (TRFS). Garantir que
a válvula se mantenha pressurizada, conforme descrito no em D.1.3.2. Anotar separadamente este valor.

D.1.3.10 O fim da comunicação é observado quando a pressão a jusante e a montante não são mais iguais.
Esta desigualdade é devida ao fechamento da válvula com sua jusante sob vazamento (gerado pela
válvula-agulha). Neste instante, a jusante deve ser total e rapidamente despressurizado. Quando a pressão na
jusante for menor que 5 % da PMT (monitoração contínua), registrar o valor máximo do TRFC.
Anotar separadamente este valor.

D.1.3.11 Aplicar no fim de curso de fechamento o torque de 100 % do TNO por no mínimo 5 s.

D.1.3.12 Repetir o ensaio de acionamento (abertura e fechamento), conforme descrito em D.1.3.2 a D.1.3.13,
até totalizar seis ensaios com 100 % da PMT. Os valores de curso e torque obtidos correspondem às “assinaturas”
da válvula sob AP diferencial.

D.1.3.13 Alterar a pressão de ensaio da válvula para 5 % da PMT.


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D.1.3.14 Repetir o ensaio de acionamento (abertura e fechamento), conforme descrito em D.1.3.2 a D.1.3.13,
até totalizar seis ensaios com 5 % da PMT. Os valores de curso e torque obtidos correspondem às “assinaturas”
da válvula sob BP diferencial.

D.1.3.15 Apresentar as assinaturas da válvula, tanto em AP como em BP, em meio digital ou na forma gráfica.

D.1.3.16 Avaliar a evolução dos valores de torque (TRAQ, TRAC, TRAS, TRFQ, TRFS e TRFC) ao longo dos
ensaios de protótipo e/ou quando forem executados os ensaios de sobrecarga de torque (TMO e TMA).

D.1.3.17 O TRO para cada acionamento é o maior dos valores de torque encontrados durante a assinatura.

D.1.4 Ensaios de sobrecarga de torque

Durante o ensaio de ciclagem, a válvula deve ser submetida ao TNO a cada fim de curso. A válvula também deve
ser submetida a ensaios intermediários de vedação e ensaios de sobrecarga de torque, sob TMO. O número de
ciclos sob TMO deve ser no mínimo de 50 acionamentos, podendo ser de até cinco ciclos de sobrecarga
consecutivos, com duração de pelo menos 10 s cada. Ao fim dos ensaios, a válvula também deve demonstrar
que é capaz de suportar o TMA, sem danos à válvula.

D.1.5 Critérios de aceitação

D.1.5.1 Para válvulas que podem receber atuadores remotamente operados (hidráulico, elétrico, pneumático etc.),
o maior valor de TRO deve ser menor que 90 % do TNO.

D.1.5.2 Para válvulas que só se destinam a aplicações não críticas e com atuação direta pela haste da válvula
ou por caixa de redução com volante, o maior valor de TRO deve ser menor que 100 % do TNO.

D.1.5.3 As válvulas submetidas aos ensaios de sobrecarga de torque não podem apresentar indícios de danos
ou queda de desempenho. Esta verificação pode ser constatada através da realização de ensaios de assinatura
imediatamente antes e após os ensaios de sobrecarga. Os torques TRAQ, TRAC, TRAS, TRFQ, TRFS, TRFC
da válvula devem ser estatisticamente iguais.

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D.2 Curva típica de assinatura


A Figura D.1 apresenta uma curva típica de assinatura de abertura e fechamento de válvulas, indicando os pontos
notáveis (TRAQ, TRAC, TRAS, TNO, TRFC, TRFS, TRFQ, crack-open e pinch-off).

ABER T U R A

jam @ + T N O ( JT O )
"PIN C H O F F "
T R AC
T R AS

TO
RQ
UE

"C R AC K O PEN "


TRFS
TRFC
T R AQ

TRFQ

jam @ - T N O ( J T C )
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C U R SO F EC H AM EN T O

Figura D.1 — Curva típica de assinatura de válvulas

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Anexo E
(normativo)

Procedimento e critérios de aceitação para a realização de ensaios cíclicos


em válvulas em temperatura ambiente

E.1 Características do ensaio


Ensaio similar ao ensaio de “assinatura” descrito no Anexo D, mas permitindo uma maior velocidade
de acionamento/ciclagem, desde que preservadas as principais características do ensaio:

a) pressão de montante controlada e mantida em 100 % ± 2 % da PMT;

b) pequeno vazamento na jusante da válvula;

c) iniciar novo ciclo somente se a pressão na jusante da válvula for menor que 5 % da PMT;

d) aplicar 100 % do TNO a cada fim de curso, por no mínimo 5 s, exceto para válvula-esfera e válvula-borboleta;

e) registro dos ciclos por sistema digital de aquisição de dados (ou por registrador gráfico durante a transição),
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com taxa de pelo menos 2 Hz.

E.2 Objetivo
Verificar se a premissa de projeto apresentada pelo fabricante é compatível com a vida útil projetada, com base no
número de ciclos esperados em operação real e no número máximo de ciclos que um protótipo pode ser ciclado.

E.3 Método de execução


Os ensaios cíclicos devem ser executados com a válvula submetida a uma pressão diferencial de 100 % da PMT.

E.3.1 Aquisição de dados

Deve ser adotado o procedimento descrito nesta subseção, exceto onde alterado por E.1 alínea e).

E.3.2 Ensaios cíclicos

E.3.2.1 Realizar o ensaio cíclico, conforme este Anexo, aplicando o número de ciclos constante na Tabela 7,
em função do diâmetro nominal e tipo da válvula.

E.3.2.2 Nos ciclos destacados na Tabela 7, executar ensaios intermediários de vedação, de desempenho
(assinatura) e de sobrecarga (TMO), conforme descrito neste Anexo.

E.3.3 Critério de aceitação

Aplicar os valores indicados nas Tabelas 7 e 8 para determinação do critério de aceitação em função do diâmetro
nominal, do tipo de válvula e da ciclagem.

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Anexo F
(normativo)

Procedimento e critérios de aceitação para a realização de ensaios cíclicos


em válvulas em temperaturas extremas

F.1 Características do ensaio


Ensaio similar ao ensaio cíclico na temperatura ambiente, desde que preservadas as principais características do
ensaio:

a) pressão de montante controlada e mantida em 100 % ± 2 % da PMT;

b) pequeno vazamento na jusante da válvula;

c) iniciar novo ciclo somente se a pressão na jusante da válvula for menor que 5 % da PMT;

d) aplicar 100 % do TNO a cada fim de curso por no mínimo 5 s;

e) registro dos ciclos por sistema digital de aquisição de dados (ou por registrador gráfico durante a transição),
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com taxa de pelo menos 2 Hz;

f) fluido de ensaio pode ser nitrogênio ou água com etileno-glicol.

F.2 Objetivo
Verificar a funcionalidade da válvula nos extremos de temperatura para a classe especificada.

F.3 Método de execução

F.3.1 Realizar a ciclagem correspondente a 1 % do número total de ciclos para o projeto, como definido
na Tabela 7, ou 20 ciclos, o que for maior, na temperatura máxima (Tmax) da classe do projeto.

F.3.2 Realizar todos os ensaios de vedação e de desempenho na Tmax.

F.3.3 Executar pelo menos cinco acionamentos sob TMO com a válvula na Tmax; repetir os ensaios
de assinatura para atestar que não houve variação de desempenho.

F.3.4 Realizar a ciclagem correspondente a 1 % do número total de ciclos para o projeto, como definido
na Tabela 2, ou 20 ciclos, o que for maior, na temperatura mínima (Tmin) da classe do projeto.

F.3.5 Realizar todos os ensaios de vedação e de desempenho na Tmin.

F.3.6 Executar pelo menos cinco acionamentos sob TMO com a válvula na Tmin. Repetir os ensaios
de assinatura para atestar que não houve variação de desempenho.

F.4 Critério de aceitação


Aplicar os valores indicados nas Tabelas 7 e 8 para determinação do critério de aceitação, em função do diâmetro
nominal, do tipo de válvula e da ciclagem.

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